Revelada a Causa da Morte de Catherine O’Hara: Ícone de “Sozinho em Casa” Partiu aos 72 Anos

Actriz vencedora de Emmy faleceu vítima de embolia pulmonar associada a cancro retal

Foi agora revelada a causa da morte de Catherine O’Hara, actriz canadiana amplamente reconhecida pelos seus papéis em Sozinho em Casa e Schitt’s Creek. De acordo com o certificado de óbito emitido pelo condado de Los Angeles, a actriz morreu vítima de uma embolia pulmonar, resultante de um cancro retal subjacente.

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A informação, avançada por órgãos internacionais como a Associated Press e a Rolling Stone, esclarece que a causa oficial foi um coágulo sanguíneo nos pulmões, consequência de complicações relacionadas com a doença oncológica. O documento indica ainda que O’Hara estava a ser acompanhada por um oncologista desde Março do ano passado e que foi vista pela última vez em consulta a 27 de Janeiro. A actriz faleceu a 30 de Janeiro num hospital em Santa Monica, na Califórnia, após aquilo que inicialmente foi descrito como uma breve doença.

Uma carreira marcada por personagens inesquecíveis

Catherine O’Hara construiu uma das carreiras mais versáteis e respeitadas da comédia contemporânea. Para muitos espectadores, será sempre Kate McCallister, a mãe atarefada que, inadvertidamente, deixa o filho para trás em Sozinho em Casa e na sua sequela, ao lado de Macaulay Culkin. A personagem tornou-se um símbolo do cinema familiar dos anos 90 e permanece profundamente enraizada na cultura popular.

Já para gerações mais recentes, o nome de O’Hara está inevitavelmente associado a Moira Rose, a excêntrica ex-actriz da série Schitt’s Creek. A sua interpretação extravagante, simultaneamente caricatural e profundamente humana, valeu-lhe aclamação crítica e uma nova vaga de reconhecimento internacional. Foi precisamente por este papel que conquistou o Emmy de Melhor Actriz em Série de Comédia em 2020, consolidando um regresso tardio mas triunfante ao centro da indústria.

Uma presença constante no cinema de culto

Para além dos sucessos mais mainstream, O’Hara foi uma presença regular no universo do realizador Christopher Guest, participando em filmes como Waiting for GuffmanBest in Show e A Mighty Wind. Estas produções, frequentemente construídas em formato de falso documentário, cimentaram a sua reputação como actriz de ensemble, com uma capacidade singular para improvisação e criação de personagens memoráveis.

Também colaborou com Tim Burton, assumindo o papel de Delia Deetz nos filmes Beetlejuice e dando voz à personagem Sally em The Nightmare Before Christmas. Estes projectos contribuíram para alargar o seu público e reforçar a sua ligação ao cinema fantástico e ao imaginário gótico moderno.

Reconhecimento e legado

Ao longo da carreira, Catherine O’Hara acumulou dez nomeações para os Emmy e venceu por duas vezes: além do prémio por Schitt’s Creek, foi distinguida em 1982 pela escrita em série de variedades com SCTV, programa que marcou profundamente o humor televisivo norte-americano.

O seu percurso reflecte uma rara longevidade artística, capaz de atravessar décadas, géneros e gerações. De mãe dedicada a diva decadente, de artista conceptual excêntrica a figura de culto no cinema independente, O’Hara soube reinventar-se continuamente sem perder identidade.

Uma despedida que deixa marca

A confirmação da causa da morte encerra dias de especulação e presta maior clareza a uma perda sentida em múltiplas frentes da indústria do entretenimento. Catherine O’Hara deixa um legado marcado pelo humor inteligente, pela entrega às personagens e por uma versatilidade pouco comum.

Num panorama onde a comédia muitas vezes depende da repetição de fórmulas, O’Hara destacou-se pela originalidade e pelo risco. As suas personagens nunca foram apenas caricaturas; eram estudos minuciosos de comportamento humano, envoltos em exagero, mas sempre ancorados em verdade emocional.

A indústria perde uma das suas figuras mais singulares. O público perde uma presença que atravessou gerações com naturalidade rara. Mas as personagens que criou permanecem — e continuarão a ser revisitadas por muitos anos.

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Catherine O’Hara tinha 72 anos.

Ryan Coogler Entre o Triunfo e a Dúvida: O Homem por Trás de Sinners e da Revolução no Cinema de Autor

Do recorde histórico nos Óscares à sombra de Chadwick Boseman, o realizador enfrenta o sucesso com humildade — e ainda luta contra o síndrome do impostor

Ryan Coogler tem 39 anos, cinco filmes realizados e uma marca que poucos cineastas da sua geração conseguem reivindicar: mudou o centro de gravidade de Hollywood. E, no entanto, continua a falar como alguém que sente que ainda tem de provar que pertence ali. O sucesso avassalador de Sinners, o seu mais recente filme, veio calar cépticos, bater recordes e colocar o seu nome no centro da temporada de prémios — mas não silenciou totalmente as dúvidas interiores do realizador.

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O audaz cruzamento de géneros que é Sinners tornou-se no filme mais nomeado de sempre na história dos Óscares, com 16 nomeações, ultrapassando o recorde de 14 que durante décadas pertenceu a All About Eve e que mais tarde seria igualado por Titanic e La La Land. Distribuído pela Warner Bros., o filme tornou-se ainda o maior sucesso de bilheteira na América do Norte para uma obra não baseada em propriedade intelectual pré-existente desde Inception, em 2010. Para um projecto original de 90 milhões de dólares — vampiros, blues, trauma histórico e entretenimento puro — o feito é ainda mais notável.

No próximo mês, Coogler pode fazer história uma vez mais: nomeado para o Óscar de Melhor Realização, pode tornar-se o primeiro realizador negro a vencer a categoria. Está também nomeado para Melhor Filme, como produtor, e Melhor Argumento Original. É um momento de consagração. Mas o próprio insiste que a luta interior não desaparece com os prémios.

O peso da herança e o trauma da perda

Coogler fala frequentemente do chamado “síndrome do impostor”. Mesmo depois de Fruitvale StationCreed e os dois filmes de Black Panther, admite que houve momentos em que se sentiu deslocado no sistema que o celebrava. A origem dessa tensão remonta aos seus primeiros passos e à responsabilidade que sentiu quando Fruitvale Station explodiu no Sundance. O retrato da morte de Oscar Grant tornou-se um manifesto urgente sobre injustiça racial. Mas, após o sucesso, Coogler caiu numa depressão. Não estava convencido de que merecia o que vinha a seguir.

A perda de Chadwick Boseman, estrela de Black Panther, marcou-o de forma profunda. Quando o actor morreu em 2020, Coogler estava a escrever a sequela. O projecto teve de ser completamente reformulado. O luto foi pessoal e criativo. “Foi como se o sol tivesse desaparecido”, confessou. Wakanda Forever nasceu desse lugar de dor, e o realizador reconhece hoje que aprendeu ali uma lição decisiva: permitir-se viver o momento e aceitar o valor do seu próprio trabalho.

Da independência à escala global

O percurso de Coogler é raro na forma como transitou do cinema independente para o blockbuster sem perder identidade autoral. Fruitvale Station foi um triunfo íntimo e político. Creed revitalizou a saga Rocky com sensibilidade contemporânea e um profundo respeito pelo legado. Black Panther tornou-se um fenómeno cultural global, arrecadando 1,35 mil milhões de dólares e uma nomeação para Melhor Filme.

Mas foi com Sinners que Coogler regressou a um território inteiramente original. Inspirado pelas raízes familiares no Mississippi e pela tradição do blues, o filme acompanha dois gémeos, interpretados por Michael B. Jordan, que tentam abrir um clube nocturno em 1932, apenas para enfrentarem forças sobrenaturais. É um espectáculo ousado que mistura erotismo, terror e reflexão histórica — e que demonstra uma maturidade formal impressionante.

Coogler negociou ainda algo pouco comum: a reversão dos direitos do filme para si próprio 25 anos após o lançamento. A decisão alimentou debate na indústria, sobretudo num momento de incerteza na Warner Bros. Mas o sucesso de Sinnersdissipou qualquer dúvida sobre o risco.

Um realizador que pensa no público

Um dos momentos mais comentados do lançamento foi um vídeo divulgado pela Kodak, onde Coogler explica, com entusiasmo quase académico, os diferentes formatos de imagem e as melhores formas de ver o filme em sala. Milhões assistiram. O gesto foi simbólico: para o realizador, o cinema continua a ser uma experiência colectiva, pensada para o grande ecrã.

Hoje, enquanto trabalha no reboot de The X-Files — série que via religiosamente com a mãe — Coogler assume um papel cada vez mais central na indústria. Mas a ambição mantém-se simples: continuar a trabalhar, aprender e colaborar com artistas que admira.

Se há algo que define Ryan Coogler neste momento, é a tensão entre o reconhecimento externo e a humildade interior. Talvez seja essa combinação que torna o seu cinema tão vibrante: uma consciência aguda da responsabilidade histórica aliada a uma energia juvenil que recusa acomodar-se.

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O realizador fará 40 anos em Maio. E, ao que tudo indica, está apenas a começar.

“Parem de Falar da Minha Idade”: Halle Berry Responde Sem Filtros em Plena Promoção de Crime 101

A actriz denuncia o duplo padrão de Hollywood — e a internet dividiu-se

Há perguntas que se tornam automáticas nas entrevistas. E depois há perguntas que revelam um problema estrutural. Durante a promoção do seu novo filme, Crime 101, Halle Berry perdeu a paciência com um tema que, segundo a própria, surge repetidamente sempre que fala com a imprensa: a sua idade.

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A actriz, actualmente em digressão promocional, não hesitou quando confrontada com a questão numa entrevista recente ao programa “Heart Evening Show”. A reacção foi imediata e frontal: “Parem de perguntar pela minha idade.” Berry explicou que o tema surge invariavelmente, como se fosse impossível falar do seu trabalho sem sublinhar quantos anos tem. “Tenho 59 anos porque vivi 59 anos”, afirmou, apontando aquilo que considera ser um padrão aplicado sobretudo às mulheres.

A estrela de Catwoman e vencedora do Óscar não questiona o número — questiona a obsessão. Segundo Berry, dificilmente actores masculinos da sua geração são constantemente confrontados com o mesmo tipo de comentário. E essa discrepância é o que mais a incomoda. “Será que conseguimos alguma vez fugir da idade? Tem de ser sempre isso a definir-nos enquanto mulheres?”, questionou.

Um novo filme, um velho problema

A polémica surge numa altura em que Berry se prepara para estrear Crime 101, um thriller de assalto onde interpreta uma corretora de seguros desiludida que cruza caminhos com um ladrão de jóias envolvido num grande golpe. O filme conta ainda com Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Barry Keoghan e Corey Hawkins, reunindo um elenco de peso.

Ainda assim, em vez de a conversa se centrar na personagem ou na complexidade do projecto, a idade da actriz voltou a dominar o discurso mediático. E foi precisamente esse desvio que levou Berry a traçar a linha.

A questão não é nova em Hollywood. Atrizes continuam a ser frequentemente avaliadas com base na aparência e na juventude percebida, enquanto os seus colegas masculinos são enquadrados sobretudo pela carreira, estatuto ou desempenho artístico. A diferença de tratamento, subtil ou explícita, tem sido apontada ao longo dos anos por várias profissionais da indústria.

Reacções divididas nas redes sociais

As declarações de Halle Berry rapidamente circularam nas redes sociais, onde muitos utilizadores concordaram com a sua frustração. Vários comentários sublinharam que a constante associação entre idade e aparência feminina é redutora e cansativa. Outros destacaram que a actriz deve ser celebrada pelo percurso e talento, não pela forma como “mantém” a idade.

Houve também quem sugerisse uma leitura alternativa, defendendo que a referência à idade poderia ser interpretada como elogio. Ainda assim, o debate expôs uma tensão maior: até que ponto a idade continua a ser um filtro através do qual as mulheres são avaliadas publicamente?

Uma discussão que continua

Halle Berry não é a primeira actriz a abordar este tema, mas a sua resposta directa reacende uma conversa que permanece actual. A idade, inevitável e universal, torna-se frequentemente uma etiqueta quando aplicada às mulheres em posição de destaque.

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No meio da promoção de um novo filme, Berry conseguiu desviar o foco para algo mais estrutural: a forma como o discurso mediático pode perpetuar expectativas desiguais. E, concorde-se ou não com o tom, a questão permanece válida.

Crime 101 marca mais um capítulo numa carreira longa e consistente. E talvez seja precisamente isso que mereça maior atenção: o trabalho, e não o número.

Crime 101estreia nas salas de cinema em Portugal já no dia 12.

Apple TV Acelera em 2026: Monstros, Corrida Espacial e Keanu Reeves numa Comédia de Luxo

Ficção científica em força e uma comédia de luxo marcam os próximos meses da plataforma

A Apple TV+ prepara um início de ano particularmente forte, com o regresso de duas das suas séries de ficção científica mais populares e a estreia de uma comédia protagonizada por um elenco de luxo. Entre Fevereiro e Abril, a plataforma oferece razões mais do que suficientes para manter a subscrição activa.

De um universo povoado por monstros colossais a uma realidade alternativa onde a corrida espacial nunca terminou, passando por uma sátira mordaz ao mundo de Hollywood, os próximos meses prometem diversidade — e ambição.

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O regresso de Monarch: Legacy of Monsters

A primeira grande estreia chega já em Fevereiro com uma nova temporada de Monarch: Legacy of Monsters, série que expande o chamado “MonsterVerse” e aprofunda o universo das criaturas gigantes que regressaram ao centro da cultura popular nos últimos anos.

Com Kurt Russell, Wyatt Russell e Anna Sawai nos papéis principais, a série cruza drama familiar, conspirações governamentais e ameaças titânicas que desafiam qualquer tentativa de controlo humano. O espectáculo mantém a escala cinematográfica, mas sem abdicar da dimensão emocional que tem sustentado a narrativa.

For All Mankind: a corrida espacial continua

Em Março, é a vez de For All Mankind regressar com nova temporada. A série parte de uma premissa alternativa: e se a União Soviética tivesse chegado primeiro à Lua?

A partir dessa divergência histórica, constrói-se um mundo onde a corrida espacial nunca perdeu intensidade e onde o avanço tecnológico se tornou ainda mais acelerado. Ao longo das temporadas, a série tem explorado não apenas a exploração espacial, mas também as consequências políticas, sociais e humanas dessa competição prolongada.

Com uma abordagem rigorosa e personagens complexas, For All Mankind tornou-se num dos pilares da identidade da Apple TV+ no género da ficção científica.

Keanu Reeves lidera a comédia Outcome

Keanu Reeves, Cameron Diaz e Matt Bomer

Mas nem só de ficção científica vive a plataforma. A 10 de Abril estreia Outcome, uma comédia protagonizada por Keanu Reeves, Cameron Diaz e Matt Bomer, com realização de Jonah Hill — que também integra o elenco.

O filme acompanha uma estrela de Hollywood confrontada com a iminente divulgação de um vídeo capaz de arruinar a sua reputação. Para tentar descobrir quem está por trás da ameaça, o protagonista vê-se obrigado a revisitar o passado e a fazer as pazes com pessoas que poderá ter prejudicado ao longo da carreira.

Além dos nomes principais, o elenco inclui figuras como Martin Scorsese, Susan Lucci, Laverne Cox e David Spade, reforçando o carácter satírico e auto-reflexivo da produção.

Uma estratégia clara

Com estes três títulos, a Apple TV+ demonstra uma estratégia consistente: investir em conteúdos originais com escala, identidade e elencos fortes. Seja através da ficção científica especulativa, do espectáculo de monstros ou da comédia centrada no lado menos glamoroso de Hollywood, a plataforma procura afirmar-se como um espaço de criação autoral e ambiciosa.

TVCine Emotion Celebra o Amor com Uma Maratona Romântica no Dia dos Namorados

Para os próximos meses, a mensagem é evidente: a aposta continua a ser em variedade — mas sempre com qualidade.

Nicolas Cage é o Spider-Noir nas Primeiras Imagens da Nova Série da Prime Video

A versão noir do universo Homem-Aranha ganha vida com atmosfera sombria e um elenco de peso

Já tínhamos ouvido falar do projecto. Agora podemos finalmente vê-lo. A série Spider-Noir revelou as primeiras imagens oficiais e confirma aquilo que já era uma das maiores curiosidades do ano televisivo: Nicolas Cage assume o papel principal na adaptação em imagem real do universo noir da Marvel.

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Depois de ter dado voz à personagem na animação Homem-Aranha: No Universo Aranha, Cage regressa agora como Ben Reilly — também conhecido como “The Spider” — numa Nova Iorque dos anos 30 mergulhada em crime, corrupção e sombras expressionistas.

Um herói caído num mundo sem esperança

Baseada na banda desenhada Spider-Man Noir, a série acompanha Ben Reilly, um detective privado experiente e em má fase, que já foi o único super-herói da cidade. Após uma tragédia pessoal devastadora, abandona a máscara e tenta sobreviver como homem comum.

Mas, como qualquer narrativa noir exige, o passado nunca fica enterrado. Um novo caso obriga-o a confrontar quem foi — e a decidir se está disposto a voltar a vestir o sobretudo e a máscara.

Quem é quem em Spider-Noir

Ao lado de Cage surge Lamorne Morris no papel de Robbie Robertson, um jornalista ambicioso que tenta afirmar-se numa cidade implacável.

Li Jun Li interpreta Cat Hardy, a estrela de um clube nocturno nova-iorquino, cuja aparente frieza esconde motivações mais complexas.

Já Karen Rodriguez assume o papel de Janet Smart, a secretária leal e determinada de Ben Reilly.

O elenco inclui ainda Brendan Gleeson, Jack Huston e Abraham Popoola, reforçando o peso dramático do projecto.

Uma equipa criativa de alto nível

Produzida pela Sony Pictures Television para a MGM+ e a Prime Video, a série conta com Harry Bradbeer na realização dos dois primeiros episódios.

O argumento é supervisionado por Oren Uziel e Steve Lightfoot, com desenvolvimento da equipa vencedora do Óscar por Homem-Aranha: No Universo Aranha: Phil Lord, Christopher Miller e Amy Pascal.

Quando estreia?

Spider-Noir estreia na Primavera. Nos Estados Unidos chegará primeiro ao canal MGM+, seguindo-se a disponibilização global na Prime Video.

Se as primeiras imagens servirem de indicador, estamos perante a versão mais adulta e atmosférica do universo aranha — e com Nicolas Cage ao centro, o imprevisível é garantido

28 Anos Depois: Danny Boyle Regressa ao Inferno Pós-Apocalíptico que Mudou o Terror Moderno

A aguardada sequela de 28 Dias Depois chega à televisão portuguesa a 13 de Fevereiro, no TVCine Top

Vinte e três anos depois de 28 Dias Depois ter redefinido o cinema de terror contemporâneo, Danny Boyle regressa finalmente ao universo que ajudou a criar com 28 Anos Depois, um novo capítulo que aprofunda o colapso social iniciado pelo vírus da raiva — e as cicatrizes deixadas por décadas de sobrevivência.

O filme estreia na televisão portuguesa sexta-feira, 13 de Fevereiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+, trazendo de volta um mundo onde o perigo já não vem apenas dos infectados, mas também daqueles que aprenderam a viver sem regras.

Um mundo isolado… e ainda mais perigoso

Em 28 Anos Depois, acompanhamos um grupo de sobreviventes que vive isolado numa pequena ilha, ligada ao continente por uma passagem fortemente vigiada. A aparente segurança deste refúgio é posta em causa quando um dos membros da comunidade parte numa missão arriscada ao interior do país. O que encontra do outro lado não é apenas um território devastado por novas mutações do vírus, mas também comunidades humanas profundamente marcadas por quase três décadas de colapso social.

O filme coloca o foco numa nova geração — pessoas que nunca conheceram o mundo “antes” — e questiona até que ponto a Humanidade sobreviveu intacta. Aqui, o terror não é apenas físico; é moral, psicológico e social.

O regresso de Danny Boyle ao universo que o definiu

Depois de 28 Dias Depois (2002) e de 28 Semanas Depois, realizado por Juan Carlos Fresnadillo, Danny Boyle volta a assumir o controlo criativo da saga, trazendo consigo a abordagem crua e experimental que tornou o primeiro filme tão influente.

Vencedor do Óscar por Quem Quer Ser Bilionário? (2008) e autor de obras como Trainspotting e 127 Horas, Boyle opta novamente por soluções técnicas pouco convencionais. Grande parte de 28 Anos Depois foi filmada com um iPhone, recuperando o espírito digital e instável do original, rodado em baixa definição — uma escolha estética que reforça a sensação de urgência, precariedade e caos permanente.

Um elenco de peso para um mundo em ruínas

O filme conta com um elenco de luxo, liderado por Jodie ComerAaron Taylor-JohnsonRalph Fiennes e Jack O’Connell. As personagens que interpretam reflectem diferentes formas de adaptação ao novo mundo — desde a tentativa de preservar valores antigos até à aceitação plena da brutalidade como norma.

Sem recorrer a explicações fáceis, 28 Anos Depois constrói um retrato inquietante de uma sociedade que já não sabe se quer ser salva… ou apenas sobreviver mais um dia.

Terror visceral com comentário social

Tal como os filmes anteriores, esta nova entrada na saga equilibra terror visceral com uma leitura política e social clara. O vírus continua a ser o catalisador do colapso, mas o verdadeiro horror nasce da forma como os sobreviventes se organizam, se isolam e se transformam.

28 Anos Depois não oferece conforto nem nostalgia. É um regresso a um futuro sombrio onde a civilização foi substituída por rotinas de medo, vigilância e violência latente — um espelho perturbador das ansiedades contemporâneas.

Na sexta-feira 13, Danny Boyle convida-nos a regressar ao pesadelo que nunca terminou.

Cinemas NOS Amoreiras Fazem História com a Primeira Sala Permanente de Cinema Português

Uma semana, sete filmes e um compromisso claro com o futuro do cinema nacional

Há decisões que não são apenas simbólicas — são estruturais. A inauguração da Sala de Cinema Português nos Cinemas NOS Amoreiras, marcada para 12 de Fevereiro, é uma dessas decisões. Pela primeira vez, um grande complexo comercial em Lisboa passa a ter uma sala dedicada de forma permanente ao cinema português, afirmando-se como casa regular da produção nacional e não apenas como palco ocasional de excepções  .

Para assinalar este momento, a NOS preparou um ciclo inaugural com um conceito simples e eficaz: “7 dias, 7 filmes”, de 12 a 18 de Fevereiro, apresentando sete obras portuguesas que vão estrear comercialmente ao longo de 2026. Não se trata de um olhar para o passado, mas de uma aposta clara no presente e no futuro do cinema feito em Portugal.

Um ciclo que mostra a diversidade do cinema português contemporâneo

O alinhamento escolhido para esta semana inaugural funciona quase como um retrato em miniatura do cinema nacional actual: diferentes géneros, diferentes sensibilidades e diferentes gerações de realizadores, reunidos num mesmo espaço e com o mesmo objectivo — chegar ao público.

Os filmes que integram o ciclo são:

  • O Entroncamento, de Pedro Cabeleira
  • O Barqueiro, de Simão Cayatte
  • Projecto Global, de Ivo M. Ferreira
  • Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa
  • Maria Vitória, de Mário Patrocínio
  • Match, de Duarte Neves
  • Terra Vil, de Luís Campos

Sete filmes, sete olhares, sete propostas distintas que demonstram como o cinema português contemporâneo está longe de ser monolítico — e como merece espaço regular nas salas comerciais.

Cinema português… com criadores presentes

Outro dos aspectos mais relevantes desta iniciativa é a presença de realizadores e membros do elenco nas sessões, promovendo conversas com o público após as exibições. Estes momentos de proximidade são fundamentais para criar uma relação mais directa entre quem faz os filmes e quem os vê, algo que o cinema português raramente consegue em contexto de exibição comercial regular.

Mais do que eventos pontuais, estas sessões reforçam a ideia de que esta sala não é um gesto decorativo, mas um espaço vivo, pensado para fomentar diálogo, curiosidade e fidelização de público.

Uma aposta que não fica por aqui

O ciclo inaugural é apenas o começo. A partir de agora, os Cinemas NOS Amoreiras passam a integrar uma rede de salas com programação diária de cinema português, juntando-se aos Cinemas NOS Alameda Shopping e ao Cinemas NOS Alma Shopping.

Segundo Nuno Aguiar, director da NOS Cinemas, esta iniciativa sublinha o papel activo da empresa na criação de um ecossistema cultural mais forte, diverso e sustentável, onde o cinema nacional deixa de ser uma nota de rodapé e passa a ter visibilidade contínua.

Um passo necessário — e há muito esperado

Durante décadas, falou-se da dificuldade do cinema português em encontrar espaço nas salas. Esta iniciativa não resolve todos os problemas, mas ataca um dos mais antigos: a falta de continuidade. Uma sala permanente muda hábitos, cria rotinas e permite que os filmes encontrem o seu público com tempo — algo essencial para qualquer cinematografia.

De 12 a 18 de Fevereiro, o ciclo 7 dias, 7 filmes inaugura oficialmente esta nova fase. A partir daí, o cinema português passa a ter, nas Amoreiras, algo que sempre lhe faltou: uma casa fixa.

Colin Farrell em Estado Puro: Três Filmes, Três Rostos e um Actor em Plena Maturidade no Cinemundo

O Canal Cinemundo celebra o talento camaleónico de Colin Farrell com um ciclo imperdível em Fevereiro

Há actores que passam pelo cinema. E há actores que se transformam dentro dele. Colin Farrell pertence claramente ao segundo grupo. Em Fevereiro, o Canal Cinemundo dedica-lhe o estatuto de Estrela do Mês, com um ciclo que percorre diferentes fases da sua carreira — e, sobretudo, diferentes maneiras de ocupar o ecrã com intensidade, ambiguidade e humanidade.

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Depois do início do especial, o verdadeiro coração deste ciclo bate a partir de 13 de Fevereiro, com três filmes que mostram Farrell em registos muito distintos: o épico histórico, o thriller urbano de prestígio e a acção contemporânea de moral cinzenta. Três personagens, três mundos, o mesmo actor impossível de ignorar.

Um actor de excessos, quedas e reinvenções

Durante anos, Colin Farrell foi visto como uma estrela em permanente combustão: talento bruto, escolhas irregulares, carisma indiscutível. Mas o tempo — e uma série de decisões artísticas cada vez mais conscientes — transformaram-no num dos actores mais interessantes da sua geração. Hoje, Farrell é sinónimo de risco, de entrega e de personagens marcadas por contradições profundas.

Este ciclo do Cinemundo funciona quase como uma pequena retrospectiva não oficial dessa evolução.

Alexandre, o Grande — O peso de carregar um mito

📅 13 de Fevereiro | 20:20

VAL KILMER as King Philip and COLIN FARREL as Alexander the Great in the action adventure drama ÒAlexander,Ó distributed by Warner Bros. Pictures.PHOTOGRAPHS TO BE USED SOLELY FOR ADVERTISING, PROMOTION, PUBLICITY OR REVIEWS OF THIS SPECIFIC MOTION PICTURE AND TO REMAIN THE PROPERTY OF THE STUDIO. NOT FOR SALE OR REDISTRIBUTION.

Em Alexandre, o Grande, Farrell assume talvez o desafio mais ingrato da sua carreira: dar corpo e alma a uma figura histórica esmagadora, sob a realização igualmente excessiva de Oliver Stone. O resultado é um filme grandioso, imperfeito, mas fascinante, onde o actor expõe sem filtros a ambição, a fragilidade e o delírio de grandeza de Alexandre.

Não é apenas um épico de batalhas — é o retrato de um homem consumido pela própria lenda. E Farrell, ainda longe da maturidade actual, já mostrava aqui uma coragem interpretativa rara.

Viúvas — O silêncio como arma

📅 20 de Fevereiro | 20:20

Se Alexandre é feito de excessos, Viúvas vive de contenção. Realizado por Steve McQueen, este thriller elegante e politicamente afiado oferece a Farrell um dos seus papéis mais subtis — e mais inquietantes.

Aqui, ele interpreta um político envolvido num submundo de corrupção, privilégio e violência estrutural. Não precisa de gritar nem de dominar cada cena: o poder está nos gestos mínimos, nos silêncios desconfortáveis, na sensação constante de ameaça. É o Farrell da maturidade total, capaz de ser perturbador sem nunca parecer óbvio.

Ava — Moral cinzenta em modo sobrevivência

📅 27 de Fevereiro | 20:20

O ciclo fecha com Ava, um thriller de acção protagonizado por Jessica Chastain, onde Farrell surge num registo mais físico, mas não menos interessante. O seu personagem funciona como uma presença ambígua num universo onde ninguém é verdadeiramente inocente.

É um Farrell mais discreto, mas essencial para o equilíbrio do filme — alguém que conhece bem as regras do jogo e sabe quando quebrá-las. Um papel que confirma algo importante: mesmo em projectos mais comerciais, o actor nunca abdica de complexidade.

Três filmes, um retrato coerente

Vistos em conjunto, estes três títulos ajudam a perceber porque Colin Farrell deixou de ser apenas uma “estrela” para se tornar um actor de referência. Do épico histórico ao cinema de autor disfarçado de thriller, passando pela acção moderna, o fio condutor é sempre o mesmo: personagens feridas, moralmente instáveis, profundamente humanas.

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O Canal Cinemundo acerta ao apostar neste ciclo em horário nobre. Não é apenas uma homenagem — é um convite a redescobrir um actor que continua a surpreender, filme após filme.

Spielberg Volta aos Aliens — e o Super Bowl Revelou o Dia em Que a Verdade Chega a Todos

Disclosure Day junta Emily Blunt e Josh O’Connor num thriller de ficção científica sobre o momento em que deixamos de estar sozinhos

Há regressos que parecem inevitáveis. Sempre que Steven Spielberg decide olhar novamente para o céu, o cinema pára para escutar. Durante o Super Bowl, a Universal Pictures revelou o novo trailer de Disclosure Day, um thriller de ficção científica que promete recuperar uma das obsessões centrais do realizador: o contacto com o desconhecido — e as consequências emocionais, políticas e humanas desse momento.

O trailer não perde tempo a criar inquietação. Entre imagens de pânico contido, transmissões televisivas interrompidas e uma sequência particularmente impressionante em que duas personagens saltam de um comboio em andamento, o filme coloca uma pergunta simples e perturbadora: se alguém provasse que não estamos sozinhos no Universo, isso tranquilizar-nos-ia… ou destruir-nos-ia?

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Uma revelação transmitida em directo

Emily Blunt interpreta uma meteorologista de Kansas City que vê a sua vida — e a normalidade do mundo — colapsar durante uma emissão em directo, quando é subitamente dominada por uma força extraterrestre inexplicável. O trailer sugere que este momento será o gatilho para uma cadeia de acontecimentos globais, onde a verdade deixa de poder ser escondida.

Ao seu lado surge Josh O’Connor, no papel de um crente obstinado na existência de vida alienígena, determinado a expor aquilo que governos e instituições tentaram manter em segredo. A dinâmica entre os dois parece assentar num contraste clássico do cinema de Spielberg: o cepticismo quotidiano confrontado com o extraordinário.

O elenco reforça a ambição do projecto, contando ainda com Colin FirthColman Domingo, Eve Hewson, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes.

Spielberg regressa ao território que melhor domina

Disclosure Day marca o 37.º filme realizado por Spielberg desde a sua estreia, em 1964, e insere-se claramente na linhagem das suas grandes obras de ficção científica. Ao longo da carreira, o realizador explorou o tema do contacto extraterrestre sob múltiplas perspectivas: o espanto quase espiritual de Encontros Imediatos do Terceiro Grau, a ternura de E.T. – O Extraterrestre ou o terror urbano de Guerra dos Mundos.

Aqui, o tom parece mais próximo de um thriller contemporâneo, ancorado no medo colectivo, na desinformação e na reacção em cadeia de um mundo hiperconectado. O argumento foi desenvolvido em colaboração com David Koepp, parceiro habitual de Spielberg em títulos como Jurassic ParkO Mundo Perdido e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Depois de The Fabelmans, um novo olhar para o desconhecido

Após o intimista The Fabelmans, um drama semi-autobiográfico sobre a sua infância e o nascimento do amor pelo cinema, Spielberg regressa agora a um cinema mais expansivo e especulativo. Se The Fabelmans olhava para o passado, Disclosure Day parece olhar directamente para o futuro — e para o momento exacto em que a Humanidade perde o privilégio da ignorância.

A frase-chave do trailer resume bem a ambição do filme: “Este Verão, a verdade pertence a sete mil milhões de pessoas.”Não é apenas uma revelação científica. É uma mudança de paradigma.

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Disclosure Day estreia nos cinemas a 12 de Junho e promete ser um dos grandes acontecimentos cinematográficos do Verão.

Nem Todos Aplaudiram: Teaser de The Mandalorian and Grogu no Super Bowl Está a Dividir os Fãs de Star Wars

Paródia, nostalgia e frustração: o anúncio milionário da Disney que deixou muitos a pedir mais (e melhor)

O Super Bowl é, há muito, um palco privilegiado para grandes revelações cinematográficas. Mas nem sempre mais visibilidade significa mais entusiasmo. O teaser de The Mandalorian and Grogu, exibido durante o Super Bowl, acabou por gerar uma reacção surpreendentemente polarizada entre os fãs de Star Wars — e não propriamente pelas melhores razões.

Com vários estúdios de peso, incluindo a Marvel, a optarem por ficar de fora do evento este ano, muitos espectadores aguardavam que a Disney aproveitasse o momento para mostrar finalmente algo mais substancial do muito aguardado regresso de Din Djarin e Grogu, agora em formato de longa-metragem. Em vez disso, receberam um anúncio de 30 segundos que mais parecia… um anúncio.

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Um anúncio caro com espírito de paródia

O spot, que terá custado cerca de 10 milhões de dólares para ser exibido, mostra Din Djarin e o inevitável Grogu a atravessarem uma paisagem gelada — assumidamente inspirada em Hoth — numa carruagem puxada por Tauntauns. Até aqui, tudo bem. O problema, para muitos fãs, surgiu com o tom: o anúncio imita descaradamente os clássicos reclames da Budweiser com cavalos Clydesdale, incluindo uma narração solene ao estilo de Sam Elliott.

O resultado? Uma peça publicitária divertida, bem produzida e cheia de referências… mas que deixou uma parte significativa do fandom frustrada. Nas redes sociais, multiplicaram-se as reacções divididas. Uns elogiaram a ousadia e o humor, outros acusaram a Disney de desperdiçar uma oportunidade de ouro para convencer o público de que este projecto é um verdadeiro “evento cinematográfico” — e não apenas The Mandalorian em versão longa.

Expectativas criadas… e não cumpridas

A crítica mais recorrente prende-se com o facto de o teaser não mostrar praticamente nada de novo sobre a história, o tom ou a escala do filme. O Super Bowl habituou os espectadores a trailers robustos e reveladores — basta lembrar o impacto de Deadpool & Wolverine noutras edições. Quando se prometem “novas imagens”, a expectativa raramente é a de um sketch estilizado e inconsequente.

Para muitos fãs, o anúncio reforça um receio já existente: o de que The Mandalorian and Grogu seja percebido como uma quarta temporada disfarçada da série, em vez de um verdadeiro salto cinematográfico dentro do universo Star Wars. A opção por efeitos práticos e um visual mais contido, que alguns classificaram como “qualidade televisiva”, também não ajudou a dissipar essas dúvidas.

Um calendário apertado e marketing tímido

O filme tem estreia marcada para 22 de Maio de 2026 — ou seja, pouco mais de três meses após o Super Bowl. Para um projecto desta dimensão, o esforço promocional tem sido surpreendentemente discreto. Tirando um trailer inicial pouco entusiasmante, a campanha de marketing tem deixado muito por explicar, sobretudo junto do público menos fiel à série.

O Super Bowl parecia o momento ideal para mudar essa narrativa, afirmar claramente que este é um Star Wars pensado para o grande ecrã e elevar as expectativas. Em vez disso, o teaser acabou por reforçar a sensação de ambiguidade em torno do projecto.

Sucesso garantido… mas e depois?

Apesar de toda a polémica, é difícil imaginar que o filme não seja um sucesso de bilheteira no arranque. A marca Star Wars, a popularidade de Grogu e o carisma de Pedro Pascal continuam a ser trunfos fortíssimos. A verdadeira questão está no pós-estreia: será que o entusiasmo se mantém? Ou as reacções mornas ao marketing vão influenciar o boca-a-boca?

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Por agora, The Mandalorian and Grogu continua envolto numa nuvem de curiosidade, expectativa… e alguma desconfiança. E, num universo onde a Força vive do equilíbrio, talvez esta divisão entre fãs seja apenas o primeiro grande teste do filme.

Sam Raimi Cumpre Promessa e Dá Finalmente a Rachel McAdams o Papel Que Hollywood Lhe Devia

Depois de Doctor Strange, o realizador regressa à actriz com um papel sombrio e surpreendente em Send Help

Há promessas que Hollywood faz em silêncio — e que, felizmente, acabam por ser cumpridas. Sam Raimi revelou que ficou com a sensação clara de que Rachel McAdams foi subaproveitada em Doctor Strange in the Multiverse of Madness, e que saiu dessa experiência com uma ideia fixa: voltar a trabalhar com a actriz… mas agora a sério.

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Em declarações recentes à Total Film, Raimi não deixou margem para dúvidas. McAdams, que interpretou novamente a Dra. Christine Palmer no Universo Cinematográfico da Marvel, merecia muito mais espaço dramático. “Vi o quão talentosa ela é e senti que foi, de facto, subutilizada”, confessou o realizador. “Prometi a mim próprio que iria trabalhar com ela outra vez.”

Essa promessa materializou-se em Send Help, um thriller de sobrevivência que, apesar de partir de uma premissa aparentemente simples, se transforma num exercício cruel de tensão psicológica — e numa inesperada desconstrução da imagem pública de McAdams.

De figura calorosa a ameaça imprevisível

Em Send Help, Rachel McAdams interpreta Linda, uma executiva que sobrevive a um acidente de avião juntamente com o seu chefe Bradley, vivido por Dylan O’Brien. Isolados numa ilha deserta, os dois são obrigados a cooperar para sobreviver… mas rapidamente as tensões acumuladas do passado profissional emergem com violência.

O grande trunfo do filme está precisamente na transformação da personagem de McAdams. Conhecida por papéis empáticos e emocionalmente acessíveis, a actriz é aqui empurrada para um território mais sombrio. Raimi sublinha que essa inversão foi totalmente intencional: o público entra no filme a confiar nela — e isso torna a viragem ainda mais perturbadora.

Segundo o realizador, a ideia de escalar McAdams como potencial vilã partiu também da produtora Zainab Azizi, que destacou o facto de a actriz nunca ter explorado verdadeiramente esse lado mais cruel. O resultado, garante Raimi, é uma surpresa constante para o espectador.

Um thriller que recusa caminhos óbvios

Raimi descreve Send Help como um filme que não quer saber “quem fez o quê”, mas sim “o que vem a seguir”. Não há estrutura clássica de mistério nem conforto narrativo. O realizador aposta numa sucessão de viragens inesperadas, onde cada decisão parece levar o filme para um lugar que o público não antecipa.

Essa abordagem encaixa perfeitamente no ADN de Raimi, conhecido por brincar com expectativas desde The Evil Deadaté aos seus thrillers mais recentes. Aqui, a tensão nasce não apenas da sobrevivência física, mas da erosão moral das personagens — e da percepção de que ninguém é exactamente aquilo que parecia ser no início.

Um reencontro que já está a dar frutos

Send Help encontra-se actualmente em exibição nos cinemas e está no bom caminho para alcançar o primeiro lugar do box office norte-americano no seu segundo fim-de-semana, mesmo competindo com a atenção mediática do Super Bowl. Um sinal claro de que a aposta de Raimi não foi apenas artística, mas também estratégica.

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Para Rachel McAdams, este papel pode marcar um ponto de viragem na sua carreira recente. Para Sam Raimi, é a confirmação de que, às vezes, cumprir uma promessa pessoal pode resultar num dos filmes mais inquietantes do ano.

A Música Não Era Para Aqui: Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood Exigem Remoção de Tema de Phantom Thread do Documentário Melania

Utilização não autorizada da banda sonora gera polémica e levanta questões sobre direitos criativos em Hollywood

Nem todo o silêncio é elegante — e, neste caso, a música também não estava no sítio certo. Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood pediram formalmente a remoção de um excerto da banda sonora de Phantom Thread do controverso documentário Melania, alegando uma violação directa do acordo contratual do compositor.

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A revelação foi feita através de um comunicado conjunto, obtido pela Variety, depois de ter sido detectada a utilização de música do filme de 2017 no documentário realizado por Brett Ratner, centrado na figura da antiga Primeira-Dama dos Estados Unidos. Greenwood foi claro: apesar de não deter os direitos de autor da partitura — pertencentes à Universal —, o estúdio falhou ao não o consultar para esta utilização por terceiros, algo que constitui uma quebra explícita do seu contrato como compositor.

Phantom Thread: uma identidade sonora demasiado específica para ser reciclada

A decisão não surpreende quem conhece a relação quase simbiótica entre Anderson e Greenwood. Em Phantom Thread, a música não é mero acompanhamento: é nervo, tensão, desejo e ameaça contida. A partitura, marcada por cordas inquietas e uma elegância venenosa, foi amplamente elogiada pela crítica, incluindo Owen Gleiberman, da Variety, que destacou a sua atmosfera “rapturária, carregada de ansiedade”, evocando o suspense hitchcockiano dos anos 50.

Transportar essa identidade sonora para um documentário político — ainda por cima sem consentimento criativo — não é apenas uma questão legal, mas também artística. Para Anderson e Greenwood, a música foi retirada do seu contexto narrativo e emocional, perdendo significado e integridade.

Um documentário caro, polémico… e financeiramente difícil de justificar

O caso ganha ainda mais peso quando se olha para os números em redor de Melania. O documentário arrecadou cerca de 13,35 milhões de dólares nas bilheteiras norte-americanas após duas semanas — um valor respeitável para o género, mas claramente insuficiente face ao investimento colossal da Amazon MGM Studios.

Segundo dados revelados pela imprensa especializada, o estúdio terá pago cerca de 40 milhões de dólares pelos direitos do filme e de uma série documental associada, somando depois mais 35 milhões em marketing para a estreia em sala. Um gasto praticamente sem precedentes no universo dos documentários, levantando suspeitas na indústria sobre possíveis motivações políticas por detrás da operação.

Jonny Greenwood: mais compositor de cinema do que rockstar

Nos últimos 25 anos, Jonny Greenwood tem sido mais prolífico no cinema do que nos palcos com os Radiohead. Para além de Phantom Thread, assinou ou colaborou em bandas sonoras de filmes como There Will Be BloodInherent ViceLiquorice Pizza e One Battle After Another, consolidando-se como um dos compositores mais singulares do cinema contemporâneo.

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Este episódio reforça uma ideia essencial: a música no cinema não é decorativa. É autoria. É narrativa. E não pode ser usada como papel de parede sonora sem o consentimento de quem a criou.

Park City Perde Sundance e a Fatura é Pesada: Menos 180 Milhões de Euros na Economia Local

A despedida do Sundance Film Festival deixa um vazio económico — e cultural — no Utah

Depois de mais de 40 anos a transformar Park City, no Utah, num dos epicentros mundiais do cinema independente, o Sundance Film Festival despediu-se definitivamente da cidade. A partir de 2027, o festival muda-se para Boulder, no Colorado, deixando para trás não apenas memórias cinéfilas, mas também um impacto económico difícil de ignorar: cerca de 196 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente 180 milhões de euros, que deixaram de entrar anualmente na economia local.

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Em 2025, a última edição completa em Park City atraiu 85.472 visitantes, um crescimento de 17% face ao ano anterior. Durante cerca de dez dias, hotéis, restaurantes, bares, transportes e comércio local funcionavam em modo de sobrecarga máxima. A partir de agora, esse fluxo económico seguirá para outro destino.

Uma decisão polémica… mas não inesperada

A decisão de abandonar Park City foi tomada após um processo competitivo de candidaturas, no qual uma proposta conjunta entre Park City e Salt Lake City chegou à fase final, juntamente com Cincinnati. Ainda assim, o festival acabou por escolher Boulder, decisão que caiu como um choque para muitos residentes.

Apesar disso, o presidente da câmara de Park City, Ryan Dickey, tenta desdramatizar o impacto imediato.

“Não diria que isto é esmagador. Fizemos tudo para manter o festival, mas também conhecemos bem os desafios que o Sundance enfrentava aqui”, afirmou ao SFGATE.

Mesmo que o festival tivesse permanecido no Utah, o plano do estado previa deslocar o centro de gravidade para Salt Lake City, mantendo Park City apenas como pólo secundário para eventos especiais.

Incentivos: Utah perdeu para o Colorado

O Utah apresentou uma proposta robusta: mais de 11 milhões de euros por ano em incentivos financeiros e apoios em espécie, acrescidos de cerca de 9 milhões de euros em donativos privados. No entanto, parte significativa desses apoios dependia de candidaturas a fundos e processos burocráticos.

O Colorado foi mais directo e agressivo: um pacote de cerca de 63 milhões de euros em incentivos ao longo de 10 anos, incluindo créditos fiscais, transportes gratuitos, passes para bicicletas eléctricas, estacionamento, segurança pública e apoio municipal garantido. Para Boulder, o dinheiro foi apenas parte do argumento.

Segundo Cris Jones, director de parcerias estratégicas da cidade, o Sundance “já tinha ultrapassado há muito a escala física de Park City”.

Trânsito, alojamento e frustração local

Para muitos residentes, o festival sempre foi uma relação de amor-ódio. Durante quatro ou cinco dias, a pequena cidade de montanha entrava em colapso total de trânsito, com SUVs pretos, estrelas de cinema e equipas de imprensa a dominar as ruas.

Além disso, 88% da força laboral de Park City vive fora da cidade, o que agravava ainda mais os constrangimentos diários. O alojamento era outro problema crónico: preços médios de cerca de 630 euros por noite, levando muitos participantes a dividir quartos, dormir em sofás ou até no chão.

“Se pensarmos nos jovens cineastas que frequentam festivais, muitos simplesmente não conseguiam pagar para ficar em Park City”, reconheceu Dickey.

Park City continua a ser… uma estância de ski

Apesar da associação mediática ao Sundance, a verdadeira espinha dorsal económica da região continua a ser o ski. Na temporada 2024-2025, a indústria do ski gerou cerca de 2,3 mil milhões de euros no Utah, sendo 1,2 mil milhões apenas no condado de Summit, onde se localiza Park City.

As grandes operadoras — Vail Resorts e Alterra Mountain Company — continuam a investir fortemente, com novas pistas, infra-estruturas e teleféricos. A esperança da autarquia é que dois fins-de-semana extra de ski possam compensar parte da ausência do festival.

Ainda assim, as contas não fecham totalmente: 10 dias fortes de ski geram cerca de 80 milhões de euros, bem abaixo do impacto anual do Sundance.

Restaurantes cheios… mas sem pânico

Negócios locais como o bar O’Shucks White House confirmam que o festival representa os 10 dias mais lucrativos do ano, com aumentos de faturação entre 200% e 400%. Ainda assim, o gerente Manny Luna acredita que o impacto será amortecido com mais visitantes locais e esquiadores.

“O que assusta mesmo é não haver neve. Se não houver neve, não vem ninguém — isso sim é preocupante.”

Um vazio cultural difícil de substituir

Mais difícil de quantificar é o impacto cultural. O histórico Egyptian Theatre, berço original do Sundance, tornou-se um símbolo do festival. Recebeu figuras como Robert Redford, Bill Gates e até Bill e Hillary Clinton, tudo no pequeno átrio de um teatro de montanha.

Apesar da saída do festival, o proprietário garante que não haverá despedimentos e aponta vantagens para os residentes, como preços mais acessíveis e menos filas.

“É como ver um amigo partir”

Para os cinéfilos de longa data, nada substitui o Sundance. Sean Baker, voluntário durante 20 anos e espectador de mais de 850 filmes no festival, resume o sentimento:

“É incrível ver realizadores começarem aqui e tornarem-se gigantes do cinema. Ver o festival sair de Park City é, honestamente, de partir o coração.”

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Baker irá seguir o Sundance até Boulder, mas admite: não será a mesma coisa.

Estes São Mesmo os 8 Melhores Filmes do Sundance 2026 Segundo a Rotten Tomatoes

Do horror corporal à comédia romântica reconfortante, um festival em grande forma

Sundance Film Festival 2026 despediu-se de Park City, no Utah, com emoção à flor da pele. Houve homenagens sentidas — como o tributo a Robert Redford, fundador do festival —, gargalhadas nostálgicas na sessão de aniversário de Little Miss Sunshine e, acima de tudo, cinema de alto nível. Muito cinema.

Apesar da incerteza sobre o futuro do festival na nova localização em Boulder, no Colorado, a edição de 2026 confirmou algo essencial: o Sundance continua a ser um dos grandes termómetros do cinema independente mundial. E segundo a Rotten Tomatoes, estes foram os oito melhores filmes exibidos no festival — uma selecção que atravessa géneros, tons e sensibilidades, mas que partilha um denominador comum: qualidade acima da média.

🎬 Os 8 filmes que marcaram o Sundance 2026

Ha-Chan, Shake Your Booty! (2026)

Uma comédia dramática vibrante sobre Haru, uma bailarina a recuperar de uma tragédia pessoal que encontra um novo impulso artístico — e emocional — graças a uma paixão inesperada. Com Rinko Kikuchi em grande forma e Alberto Guerra como instrutor carismático, o filme conquistou público e crítica pelo seu visual exuberante e pelo tom entre o delírio e a melancolia.

Josephine (2026)

Vencedor do Prémio do Público e do Grande Prémio do JúriJosephine foi um dos títulos mais comentados do festival. A história acompanha uma criança que testemunha uma agressão sexual, filmada de forma a colocar o espectador dentro da mente traumatizada da protagonista. A interpretação de Mason Reeves foi amplamente elogiada, tal como o trabalho de Channing Tatum e Gemma Chan.

Mum, I’m Alien Pregnant (2026)

O título chama a atenção — e o filme corresponde. Esta comédia de horror corporal mistura gravidez alienígena, tentáculos e muito humor grotesco, num híbrido improvável entre mumblecore e gross-out horror. Estranho, encantador e surpreendentemente eficaz, tornou-se rapidamente um favorito cult do festival.

The Incomer (2026)

Uma comédia negra sobre isolamento distópico e choque cultural. Dois irmãos vivem numa ilha remota segundo regras rígidas deixadas pelo pai falecido, até à chegada de um funcionário público socialmente desajustado. O resultado é uma sátira deliciosa sobre integração social, identidade e crescimento pessoal, com gargalhadas desconfortáveis pelo meio.

The Invite (2026)

Uma das grandes sensações do Sundance. Realizado e protagonizado por Olivia Wilde, este dramedy farsesco acompanha um casal em crise forçado a engolir os seus problemas quando recebe vizinhos ainda mais caóticos para jantar. O guião de Will McCormack e Rashida Jones foi amplamente elogiado e o filme desencadeou uma guerra de licitações entre estúdios.

The Moment (2026)

O mockumentary de Charli XCX foi o bilhete mais disputado do festival. Inspirado em This Is Spinal Tap, o filme satiriza a indústria da música, a mercantilização da arte e a construção de marcas pessoais. Dividiu opiniões, mas conquistou críticos que elogiaram o humor afiado e a leitura certeira do conflito entre arte e comércio.

The Weight (2026)

Um drama histórico intenso protagonizado por Ethan Hawke. Ambientado durante a Grande Depressão, o filme segue um homem enviado para um campo de trabalho forçado e confrontado com uma proposta moralmente devastadora: contrabandear ouro para conquistar a liberdade. Um filme duro, exigente e amplamente elogiado pela interpretação física e emocional de Hawke.

Carousel (2026)

O título mais “confortável” da lista, mas não menos digno. Esta comédia romântica delicada acompanha um médico divorciado que reencontra um amor do passado. Com Chris Pine e Jenny Slate, Carousel conquistou críticos pela sua sensibilidade, paciência narrativa e charme clássico, evocando romances cinematográficos de outra era.

Sundance continua a ditar tendências

A selecção da Rotten Tomatoes confirma que o Sundance 2026 foi tudo menos tímido: houve risco, diversidade e propostas que vão do desconforto absoluto ao puro aconchego emocional. Se este é o prenúncio do cinema que aí vem, então o futuro continua — felizmente — muito independente.

Muito Barulho Mediático, Poucos Bilhetes Vendidos: Melania  Falha Estreia no Reino Unido

O documentário sobre a primeira-dama americana passa quase despercebido nas salas britânicas

Apesar de toda a polémica, curiosidade mediática e ruído político que antecederam a sua estreia, Melania revelou-se um verdadeiro fiasco comercial no Reino Unido. O documentário centrado na primeira-dama dos Estados Unidos arrecadou apenas cerca de 38.600 euros no seu primeiro fim-de-semana em cartaz, valor que o colocou num discreto 29.º lugar do box office britânico — muito longe de qualquer impacto relevante junto do público.

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Exibido em 155 salas, o filme registou uma média de apenas cerca de 249 euros por cinema, um número que ajuda a explicar o cenário descrito por vários jornalistas: sessões quase vazias e, nalguns casos, totalmente desertas.

Um investimento milionário… com retorno mínimo

O desempenho fraco torna-se ainda mais embaraçoso quando comparado com o investimento envolvido. A Amazon terá desembolsado aproximadamente 33,9 milhões de euros apenas para adquirir os direitos de distribuição e assegurar a promoção do documentário. O custo total do projecto — produção incluída — é estimado em cerca de 69 milhões de euros.

Um contraste brutal com a realidade das salas britânicas, onde Melania mal conseguiu justificar a sua presença em cartaz.

Sessões vazias… e jornalistas em maioria

Antes da estreia, os sinais já eram preocupantes. Tim Richards, director executivo da cadeia de cinemas Vue, descreveu as vendas antecipadas como “fracas”. No dia de estreia, essa previsão confirmou-se: várias sessões decorreram com menos de meia dúzia de espectadores.

Em Londres, uma projecção no Vue Westfield Stratford contou com apenas cinco pessoas na sala — duas das quais jornalistas. Algumas exibições, como no Vue Islington, estiveram mais compostas, mas quase exclusivamente por membros da imprensa, depois de a Amazon ter decidido não realizar sessões de antevisão.

Enquanto 

Melania

 cai, outros filmes sobem

O contraste com outros títulos em exibição é particularmente revelador. No topo do box office britânico da semana surge Hamnet, realizado por Chloé Zhao, que liderou com cerca de 1,64 milhões de euros no fim-de-semana, elevando o seu total acumulado para aproximadamente 17,3 milhões de euros.

Outro caso que sublinha o embaraço de Melania é Iron Lung, um filme de terror independente financiado pelo YouTuber Mark Fischbach (Markiplier). Produzido com um orçamento modesto de cerca de 2,8 milhões de euros, o filme já arrecadou mais de 19 milhões de euros a nível global. No Reino Unido, alcançou o 4.º lugar, com receitas na ordem dos 1,11 milhões de euros, superando inclusivamente Shelter, protagonizado por Jason Statham.

Crítica demolidora, apoio ideológico

A recepção crítica a Melania tem sido amplamente negativa, com avaliações a rondar os 10% de aprovação da críticaem plataformas especializadas. Curiosamente, o público apresenta uma taxa de aprovação próxima dos 99%, algo interpretado por muitos analistas como um gesto político de apoio a Donald Trump, mais do que uma apreciação cinematográfica genuína.

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Numa crítica particularmente dura, o jornalista Nick Hilton descreveu o filme como “algo entre reality show encenado e ficção deliberada”, afirmando que Melania “não é, na verdade, um documentário”.

Muito ruído, pouco cinema

No final de contas, Melania confirma um fenómeno cada vez mais comum: a polémica gera cliques, mas não garante espectadores. No Reino Unido, o filme fez muito barulho fora das salas — mas dentro delas, o silêncio foi quase total.

Cinema Independente vs. Gigante de Hollywood: Amazon Impede Exibição de Melania num Cinema de Portland

Um cartaz provocador, um telefonema inesperado e uma decisão polémica

Um pequeno cinema independente na área de Portland está no centro de uma nova controvérsia que cruza cinema, política e liberdade de programação. O Lake Theater & Cafe, uma sala conhecida pelo seu tom irreverente e provocador, revelou ter sido impedido pela Amazon MGM Studios de continuar a exibir o documentário Melania, centrado na actual primeira-dama dos Estados Unidos. A decisão terá sido comunicada por telefone no início da semana e, segundo o cinema, prende-se não com o filme em si, mas com a forma como foi promovido.

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O documentário acompanha Melania Trump durante os 20 dias que antecederam a tomada de posse presidencial de Donald Trump e chegou às salas norte-americanas a 30 de Janeiro, com uma estreia comercial que rondou os sete milhões de dólares no primeiro fim-de-semana — um valor significativo para um documentário, ainda que longe de consensual junto da crítica.

Frases no letreiro que não agradaram à Amazon

De acordo com Jordan Perry, gerente-geral do Lake Theater & Cafe, o contacto da Amazon surgiu após a exibição de mensagens provocatórias no letreiro exterior da sala. Entre elas estavam frases como “Para derrotar o inimigo, é preciso conhecê-lo” e “A Melania veste Prada?”, uma referência óbvia ao filme The Devil Wears Prada. Para a distribuidora, este tom foi considerado inadequado, levando à retirada imediata do filme da programação.

Perry defende, no entanto, que a intenção nunca foi partidária nem propagandística. Pelo contrário: o cinema encara a exibição de filmes como um acto cultural, não como um endosso político. “Mostrar Melania não é apoiar Melania, nem esta administração, nem as suas políticas”, escreveu o responsável numa publicação no site oficial do cinema. “Para mim, não existe uma linha divisória entre querer ver um filme e querer mostrá-lo aqui.”

Um filme caro, polémico e divisivo

Produzido e promovido com um orçamento estimado em 75 milhões de dólares, Melania tem sido alvo de críticas severas, com alguns analistas a descrevê-lo como uma “viagem ao vazio”. Ainda assim, conseguiu despertar curiosidade suficiente para gerar receitas consideráveis e reacções intensas, tanto de apoio como de rejeição.

No caso do Lake Theater, a exibição do documentário já tinha provocado uma onda de críticas e mensagens negativas por parte de clientes habituais, que associavam a projecção do filme a uma posição política. Perry rejeita essa leitura e sublinha que o cinema não classifica os seus filmes como “políticos”, mas sim como obras que merecem ser vistas e debatidas.

Entre a programação e a sobrevivência

O responsável acrescenta ainda que as alternativas disponíveis naquele período — como o thriller classificado para adultos Send Help ou The Bone Temple — dificilmente teriam o mesmo impacto junto do público local. Para um cinema independente, a escolha de programação é também uma questão de sobrevivência económica.

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Até ao momento, a Amazon MGM Studios não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela estação local KOIN 6. O episódio levanta, mais uma vez, a questão do equilíbrio de poder entre grandes estúdios e salas independentes — e até que ponto a liberdade de exibição resiste quando entra em conflito com a imagem de um produto altamente sensível.

Pergunta Demais? SmartLess Entra em Terreno Escorregadio com Charli XCX

Um momento desconfortável que incendiou as redes sociais

O popular podcast SmartLess está no centro de uma polémica depois de um momento considerado desconfortável por muitos ouvintes durante uma conversa entre Jason Bateman e a cantora Charli XCX. O episódio, emitido esta semana, tinha como objectivo promover o novo filme da artista, The Moment, mas acabou por gerar reacções negativas devido a uma troca de palavras sobre maternidade.

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Durante a conversa, Charli XCX falou abertamente sobre a sua infância como filha única e sobre a forma como os pais sempre apoiaram a sua carreira musical, chegando a acompanhá-la em actuações ainda adolescente. A artista explicou que essa experiência moldou a sua relação com o conflito e a maturidade emocional. Foi nesse contexto que Bateman lhe perguntou se pensava ter um filho — ou vários.

“Na verdade, não quero ter filhos”

A resposta da cantora foi directa e honesta: não sente vontade de ser mãe. Admitiu que a ideia pode mudar, mas reconheceu que o fascínio pela “fantasia” de ter um filho — como escolher um nome — lhe parece um sinal de que talvez ainda não esteja preparada. Uma reflexão pessoal, dita com leveza, que acabou por ganhar outro peso quando Bateman respondeu com uma história pessoal, sugerindo que Charli poderia “encontrar alguém” que a fizesse mudar de ideias.

A reacção da artista foi imediata: “Eu sou casada.” Bateman riu-se e respondeu que precisava de “ler um jornal de vez em quando”, assumindo o desconhecimento. O tom manteve-se cordial, mas nas redes sociais muitos fãs interpretaram o momento como pressão desnecessária sobre uma mulher em relação à maternidade, além de criticarem a falta de preparação do actor.

A filosofia do improviso… com riscos

O episódio reacendeu o debate em torno do formato do podcast, apresentado também por Will Arnett e Sean Hayes. Em SmartLess, apenas um dos anfitriões sabe quem será o convidado, enquanto os outros improvisam perguntas no momento. Esta abordagem espontânea é parte do charme do programa — e uma das razões do seu sucesso estrondoso, incluindo um contrato multimilionário com a SiriusXM.

No entanto, como ficou claro neste episódio, a improvisação também pode conduzir a momentos menos felizes. Ao longo da conversa, Bateman demonstrou desconhecer vários aspectos básicos da carreira de Charli XCX, incluindo o facto de a cantora ter popularizado o termo “brat”, algo que voltou a ser apontado como sinal de falta de pesquisa.

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Sucesso, críticas e uma lição aprendida

Apesar da controvérsia, Charli XCX lidou com a situação com humor e serenidade, mostrando que aprendeu, ao longo dos anos, a gerir momentos de desconforto — mesmo sem irmãos para treinar em casa. Para SmartLess, fica o aviso: a informalidade pode ser uma virtude, mas nem sempre é inofensiva.

Nada Volta a Ser Igual: The Last of Us Mexe no Elenco e Redefine o Rumo da Série

Mudanças cirúrgicas numa das séries mais debatidas da HBO

The Last of Us continua a provar que não é apenas uma adaptação de videojogo bem-sucedida, mas também uma série disposta a correr riscos — mesmo quando isso significa enfrentar a ira de parte dos fãs. A produção da HBO prepara-se para a terceira temporada com alterações significativas no elenco e uma reconfiguração narrativa que promete dividir opiniões, tal como aconteceu com o material original.

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Baseada no aclamado jogo da Naughty Dog, a série transporta-nos para um mundo pós-apocalíptico devastado pelo vírus cordyceps, que transforma humanos em criaturas violentas e descontroladas. No centro da história estão Joel e Ellie, duas figuras marcadas pela perda, pela sobrevivência e por decisões moralmente ambíguas que continuam a ecoar muito para lá do ecrã.

Abby assume o centro da narrativa

A terceira temporada irá aprofundar a adaptação de The Last of Us Part II, mudando deliberadamente o foco da história. Desta vez, a narrativa será contada sobretudo a partir da perspectiva de Abby, interpretada por Kaitlyn Dever. A personagem lidera uma jornada de vingança em Seattle contra Joel, vivido por Pedro Pascal, numa abordagem que já no videojogo original se revelou tão ousada quanto polémica.

Ao seu lado surge Manny Alvarez, um soldado leal do grupo WLF e amigo próximo de Abby, agora interpretado por Jorge Lendeborg Jr.. A escolha marca uma mudança importante, já que o actor substitui Danny Ramirez, que não regressa para a nova temporada depois de ter participado em quatro dos sete episódios da segunda.

Novas personagens, novas leituras

Outra novidade no elenco é a entrada de Clea DuVall, que dará vida a uma personagem associada aos Seraphites — o culto religioso rival dos WLF. Curiosamente, esta figura parece ser uma criação original da série, já que no jogo não existe nenhuma personagem adulta com grande peso narrativo dentro deste grupo. Um sinal claro de que a adaptação televisiva continua a expandir e reinterpretar o universo criado para as consolas.

Um capítulo final já traçado

Com Craig Mazin a assumir sozinho o papel de showrunner, após a saída de Neil Druckmann, as filmagens arrancam em Março, em Vancouver, no Canadá. A HBO já confirmou que a terceira temporada será o capítulo final da série, decisão tomada ainda antes da estreia da segunda temporada, prevista para Abril de 2025.

Mesmo com uma recepção mais fria por parte de alguns fãs — especialmente devido às alterações introduzidas em relação ao jogo — The Last of Us mantém-se fiel à sua essência: uma história desconfortável, emocionalmente exigente e sem medo de quebrar expectativas.

Jimmy Kimmel promete “invadir” os Óscares se documentário sobre Melania Trump for nomeado 🎭

Uma piada que virou ameaça… ou promessa solene

Jimmy Kimmel voltou a apontar baterias à política americana — e aos seus satélites mediáticos — durante o monólogo de 2 de Fevereiro do Jimmy Kimmel Live. O alvo desta vez foi a reacção entusiasmada da Fox News ao documentário Melania, centrado na antiga Primeira-Dama dos Estados Unidos. Segundo uma comentadora do canal, o filme “deveria ser nomeado para os Óscares”. Kimmel não deixou passar.

“Se Melania for nomeado para um Óscar, eu vou apresentar essa cerimónia”, garantiu o humorista, entre aplausos do público. “Quer me convidem ou não. Eu vou insistir.” Uma frase que, no universo de Kimmel, soa menos a bravata e mais a aviso formal.

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Rotten Tomatoes vs. Fox News: dois mundos, dois termómetros

O comediante sublinhou o contraste entre a recepção crítica e o entusiasmo televisivo: enquanto o documentário soma uns modestos 7% no Rotten Tomatoes, na Fox News atinge uns imaculados 100%. Para Kimmel, trata-se apenas de uma diferença de critérios… e de realidade.

Já antes da estreia, o apresentador tinha classificado o filme como “um suborno de 75 milhões de dólares pago pela Amazon”, acusando o projecto de ser um exercício de vaidade com produção corporativa musculada. Após a estreia, voltou à carga, descrevendo os sete milhões arrecadados no primeiro fim-de-semana como “o maior sucesso de sempre para um projecto de vaidade não musical com aroma a suborno empresarial”.

Uma velha guerra com novos episódios

A relação de Kimmel com Donald Trump está longe de ser pacífica e já teve momentos memoráveis na cerimónia dos Óscares. Em 2024, enquanto apresentava a gala, Kimmel interrompeu o espectáculo para ler em voz alta um ataque pessoal publicado por Trump nas redes sociais.

A resposta foi instantânea, cruel e eficaz, com uma piada que terminou numa referência directa ao sistema prisional. Um daqueles momentos em que Hollywood pareceu esquecer o guião e lembrar-se de que, às vezes, a comédia é a arma mais afiada.

Óscares, sátira e um documentário improvável

Em 2026, a cerimónia será novamente apresentada por Conan O’Brien, mas Kimmel já deixou claro que está disponível para regressar — especialmente se Melania entrar na corrida dourada. Quanto ao documentário, que acompanha a antiga Primeira-Dama nas semanas que antecederam uma nova tomada de posse presidencial, continua a dividir opiniões, gargalhadas e canais de televisão.

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Se chegar aos Óscares, uma coisa é certa: Jimmy Kimmel não vai ficar calado.

Três Documentários, Três Mundos: Fevereiro é Mês de Olhar Portugal no TVCine Edition

O documentário nacional em destaque nas noites de sexta-feira

Fevereiro traz um convite especial para quem gosta de cinema que pensa, questiona e observa o mundo com atenção. O TVCine Edition dedica os fins de tarde e as noites de sexta-feira ao documentário português, reunindo três obras muito distintas entre si, mas unidas por um olhar inquieto e profundamente contemporâneo sobre identidade, território, memória e criação. O especial Documentários: Olhar Portugal decorre nos dias 6, 13 e 27 de Fevereiro, com exibição exclusiva no TVCine Edition e disponibilidade no TVCine+.  

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Da memória revolucionária à criação colectiva

O ciclo arranca a 6 de Fevereiro com Espiral em Ressonância, realizado por Filipa César e Marinho de Pina. O documentário acompanha a construção de uma mediateca comunitária em Malafo, na Guiné-Bissau, pensada como espaço de preservação e activação da memória do cinema militante guineense. Entre arquivos, gestos colectivos e reflexão política, o filme questiona a forma como se guarda o passado sem o cristalizar, criando antes condições para o futuro. Distinguido no Cinéma du Réel e no Porto/Post/Doc, é uma obra que cruza cinema, história e resistência cultural.

A Trafaria como mapa sensorial e humano

No dia 13 de FevereiroNa Trafaria propõe um exercício radicalmente diferente. Desenvolvido no âmbito de um projecto participativo da NOVA FCSH e realizado por Pedro Florêncio, o filme utiliza o cinema como ferramenta de mapeamento alternativo de um território muitas vezes esquecido. A Trafaria surge aqui como um organismo vivo, feito de fragmentos, memórias, vozes e paisagens, numa abordagem que cruza antropologia, experimentação e cartografia emocional. Não é um retrato convencional, mas um convite a sentir um lugar através das suas camadas invisíveis.

Natália Correia, mito, corpo e palavra

O ciclo encerra a 27 de Fevereiro com A Mulher Que Morreu de Pé, de Rosa Coutinho Cabral, um ensaio visual sobre Natália Correia, figura incontornável da cultura e da política portuguesas. Misturando documentário e elementos ficcionados, o filme constrói um “casting poético” onde actores e testemunhos revisitam a vida, a obra e os fantasmas de Natália. Distinguido como Melhor Documentário no Porto Femme 2025, é uma abordagem livre, ousada e profundamente literária.

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Um convite à descoberta do cinema português

Documentários: Olhar Portugal não é apenas um ciclo televisivo: é uma montra do vigor, da diversidade e da maturidade do documentário nacional contemporâneo. Três filmes, três linguagens, três formas de olhar o mundo — todas elas a merecer atenção.