O regresso que ninguém esperava está mesmo a acontecer — e junta novamente o trio que marcou uma geração

Depois de anos de especulação e tentativas falhadas de revitalizar a saga, The Mummy prepara-se finalmente para regressar — e desta vez com uma decisão que poderá fazer toda a diferença: reunir novamente o núcleo original que conquistou o público no final dos anos 90.

John Hannah vai voltar a interpretar Jonathan Carnahan, juntando-se a Brendan Fraser e Rachel Weisz, que retomam os papéis de Rick e Evelyn O’Connell. A reunião do trio central é, por si só, um sinal claro de que o novo filme pretende recuperar o espírito que tornou o original num fenómeno global.

O projecto, ainda sem título oficial, tem estreia marcada para 19 de Maio de 2028 e deverá entrar em produção já em Agosto, com filmagens previstas entre Londres e Marrocos. A escolha destes locais aponta para uma tentativa de manter a identidade visual e o ambiente exótico que sempre caracterizaram a saga.

Ao contrário de outras abordagens recentes ao universo da Universal, esta nova entrada parece optar por uma estratégia mais directa: ignorar os acontecimentos do terceiro filme, The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor (2008), e regressar à linha narrativa associada aos dois primeiros capítulos.

A realização ficará a cargo da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, conhecidos colectivamente como Radio Silence, responsáveis por títulos como Ready or Not e os mais recentes filmes da saga Scream. O argumento será assinado por David Coggeshall, num projecto que procura equilibrar aventura, humor e elementos de terror — a combinação que definiu o ADN da série.

Para já, os detalhes da história permanecem em segredo. Ainda assim, os primeiros comentários da equipa criativa apontam para um filme que mantém a escala e o tom épico dos anteriores, sem perder o lado emocional que ajudou a criar ligação com o público.

Na produção, regressa Sean Daniel, responsável pelos filmes originais, garantindo uma continuidade criativa importante. A ele juntam-se nomes ligados à Project X Entertainment, numa estrutura que combina experiência com uma nova abordagem ao material.

Lançado em 1999, The Mummy arrecadou mais de 400 milhões de dólares em todo o mundo e tornou-se rapidamente num dos grandes sucessos comerciais da sua década. A mistura de aventura clássica, humor e efeitos especiais marcou uma geração e consolidou Brendan Fraser como um dos rostos mais reconhecidos do cinema de entretenimento da época.

As sequelas que se seguiram tiveram recepção mais irregular, e tentativas posteriores de reiniciar a franquia não conseguiram replicar o impacto do original. É precisamente esse contexto que torna este novo projecto particularmente relevante.

Ao apostar no regresso dos actores principais e ao recuperar o tom que definiu os primeiros filmes, The Mummy 4posiciona-se como uma tentativa de reconciliação com o público que fez da saga um sucesso.

Resta agora perceber se essa nostalgia será suficiente para sustentar um novo capítulo — ou se, mais do que olhar para trás, a série conseguirá encontrar uma nova forma de avançar.

Disseram-lhe que só servia para vilões — mas Antonio Banderas mudou as regras do jogo em Hollywood
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Disseram-lhe que só servia para vilões — mas Antonio Banderas mudou as regras do jogo em Hollywood

Antonio Banderas construiu uma carreira marcada pela versatilidade e por personagens que atravessam diferentes géneros e públicos. No entanto, o percurso que o levou até esse reconhecimento esteve longe de ser linear. No início da sua presença em Hollywood, o actor espanhol foi confrontado com uma realidade que durante décadas moldou a indústria: a limitação de papéis com base na origem étnica.

Numa recente entrevista ao The Times, Antonio Banderas recordou que lhe foi dito, de forma directa, que actores hispânicos — tal como actores negros — estavam destinados a interpretar vilões. Não se tratava de uma percepção isolada, mas de uma lógica instalada na indústria, que condicionava oportunidades e restringia o tipo de personagens disponíveis.

Apesar desse enquadramento, Banderas acabou por construir um percurso que contrariou essa expectativa. Um dos momentos decisivos dessa mudança surgiu com o papel em The Mask of Zorro, onde interpretou um herói clássico, rompendo com o estereótipo que lhe havia sido imposto. O contraste era evidente: enquanto lhe diziam que estaria limitado a papéis de antagonista, foi precisamente um herói de capa e espada que consolidou a sua posição junto do grande público.

Essa transformação ganhou uma dimensão ainda mais relevante com a entrada no universo da animação. A personagem do Gato das Botas, introduzida em Shrek 2, tornou-se rapidamente uma das figuras mais populares da saga. Com um sotaque assumidamente espanhol e uma personalidade que mistura charme e humor, o personagem afirmou-se como um herói acessível a públicos mais jovens, afastando-se por completo dos estereótipos iniciais que marcaram a carreira do actor.

Ao longo dos anos, Banderas deu continuidade a essa personagem em várias produções do universo Shrek, incluindo filmes próprios como Puss in Boots e Puss in Boots: The Last Wish, este último com reconhecimento crítico significativo, incluindo uma nomeação para os Óscares.

Apesar do sucesso, o actor revelou recentemente que, até ao momento, não foi contactado para regressar em Shrek 5, cuja estreia está prevista para 2027. Ainda assim, mostrou-se satisfeito com o percurso da personagem e com o impacto que teve junto do público.

A ligação entre o Gato das Botas e Zorro não é apenas simbólica. O próprio Banderas reconhece que a construção da personagem animada foi influenciada pelo espírito do lendário herói que interpretou no cinema, criando uma continuidade subtil entre dois momentos distintos da sua carreira.

O trajecto de Antonio Banderas reflecte uma mudança gradual na indústria, mas também evidencia as dificuldades enfrentadas por actores que, durante anos, viram as suas oportunidades condicionadas por critérios que pouco tinham a ver com talento. Ao longo das últimas décadas, o actor não só ultrapassou essas limitações como ajudou a redefinir o espaço que lhe era inicialmente destinado.

Hoje, o seu percurso é frequentemente apontado como exemplo de como é possível transformar um enquadramento restritivo numa carreira construída com liberdade criativa e reconhecimento internacional.

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Morreu um dos rostos mais inesquecíveis de Hollywood — e há uma geração inteira que nunca o vai esquecer

James Tolkan, actor norte-americano conhecido por interpretar algumas das figuras de autoridade mais marcantes do cinema dos anos 80, morreu no passado dia 26 de Março de 2026, aos 94 anos, em Saranac Lake, no estado de Nova Iorque.

Para muitos espectadores, o seu nome pode não soar imediato, mas o seu rosto — e sobretudo a sua voz firme — são imediatamente reconhecíveis. Tolkan ficou para sempre associado ao papel do rigoroso director Strickland na saga Back to the Future, uma personagem que se tornou parte integrante do imaginário colectivo de várias gerações. Foi também o implacável “Stinger”, superior hierárquico da personagem de Tom Cruise em Top Gun, consolidando uma carreira marcada por figuras duras, exigentes e difíceis de esquecer.

Nascido em 1931, em Calumet, no estado do Michigan, James Tolkan teve um percurso pouco convencional antes de chegar ao cinema. Ainda adolescente, atravessou momentos difíceis após o divórcio dos pais, tendo acabado por se estabelecer no Arizona, onde concluiu os estudos secundários. Serviu na Marinha durante a Guerra da Coreia e, depois de passar por várias instituições de ensino superior sem se fixar, decidiu mudar-se para Nova Iorque com apenas 75 dólares no bolso.

Foi nessa cidade que começou verdadeiramente o seu percurso artístico. Trabalhou nas docas enquanto estudava representação com duas figuras centrais do teatro americano, Stella Adler e Lee Strasberg. Durante cerca de 25 anos, construiu uma carreira sólida no teatro, passando por produções off-off Broadway até chegar aos palcos mais importantes, incluindo a participação no elenco original de Glengarry Glen Ross.

O cinema surgiu de forma gradual. Ainda baseado em Nova Iorque, participou em filmes como Prince of the City (1981), realizado por Sidney Lumet, mas foi a mudança para a costa oeste, no início da década de 80, que abriu novas oportunidades. O papel em WarGames marcou essa transição, antecedendo os dois trabalhos que definiriam definitivamente a sua imagem junto do grande público.

Em Back to the Future, realizado por Robert Zemeckis, Tolkan criou uma figura autoritária que, apesar da rigidez, acabou por conquistar o público pela sua consistência e presença. Já em Top Gun, a sua interpretação contribuiu para o ambiente disciplinado e competitivo que caracteriza o filme.

Ao longo das décadas seguintes, participou em diversos projectos de cinema e televisão, mantendo-se activo até 2011. Embora raramente tenha assumido papéis de protagonista, construiu uma carreira baseada em personagens secundárias fortes, capazes de marcar uma história mesmo com tempo limitado de ecrã.

Fora da representação, Tolkan manteve uma vida discreta. Era casado há 54 anos com Parmelee Tolkan e tinha uma ligação especial aos animais, sendo essa uma das causas que mais valorizava. A família indicou que, em sua memória, poderão ser feitas doações a associações de protecção animal.

A sua morte marca o desaparecimento de um actor que, sem recorrer a protagonismos evidentes, conseguiu deixar uma marca duradoura no cinema. Há intérpretes que se destacam pelo número de papéis principais; outros, como James Tolkan, distinguem-se pela forma como tornam cada aparição memorável.

E, nesse campo, poucos foram tão eficazes.

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Quando Paul Newman teve de desaprender o charme para criar uma das suas melhores performances

Há actores que passam a carreira inteira a aperfeiçoar uma imagem. No caso de Paul Newman, essa imagem era clara: carisma natural, presença magnética e uma facilidade quase desconcertante em dominar qualquer cena. Durante anos, esse estilo funcionou — e definiu-o como uma das grandes figuras de Hollywood.

Mas em The Sting, tudo mudou.

Quando aceitou interpretar Henry Gondorff, Newman achava que sabia exactamente como abordar o papel. À primeira vista, tratava-se de um território familiar: um vigarista elegante, confiante e sempre um passo à frente dos outros. No entanto, rapidamente percebeu que este personagem não funcionava com brilho exterior ou improviso. Gondorff exigia outra coisa — contenção.

Essa mudança não foi imediata nem confortável. Newman estava habituado a deixar o ritmo surgir naturalmente, a brincar com os diálogos e a explorar o momento. Era assim que tinha trabalhado, por exemplo, em Butch Cassidy and the Sundance Kid, onde a química com Robert Redford se alimentava dessa leveza.

Mas em The Sting, essa abordagem revelou-se um problema.

Durante uma das filmagens, Newman improvisou algumas falas, esperando que a cena ganhasse vida como habitualmente. Em vez disso, quebrou o equilíbrio. O timing deixou de encaixar, a dinâmica com Redford perdeu precisão, e o realizador George Roy Hill interrompeu a cena sem hesitar. Não havia espaço para desvios. Cada gesto tinha de estar no sítio certo, no momento certo.

Foi aí que Newman percebeu o verdadeiro desafio do filme.

Henry Gondorff não era um personagem que se impunha — era um personagem que se escondia. O seu poder vinha da subtileza, da forma como manipulava o ambiente sem chamar a atenção. Para o interpretar, Newman teve de fazer algo raro: retirar em vez de acrescentar.

Essa filosofia tornou-se especialmente evidente na icónica cena de poker no comboio. À superfície, Gondorff aparenta estar completamente embriagado. Mas por baixo desse caos, há um controlo absoluto da situação. Newman teve de construir uma performance em duas camadas — uma visível, outra invisível.

Para garantir autenticidade, preparou-se de forma meticulosa. Trabalhou com um especialista em cartas, aprendendo técnicas reais de manipulação e distracção. Não para as exibir, mas para que os movimentos surgissem com naturalidade. Cada gesto tinha de parecer instintivo, mesmo quando era cuidadosamente ensaiado.

Durante as filmagens dessa sequência, chegou a consumir grandes quantidades de líquidos entre takes para recriar o desconforto físico da embriaguez. As repetições foram exaustivas, e a exigência do realizador mantinha-se constante: mais precisão, mais controlo, mais detalhe.

Nem uma lesão no tornozelo durante os ensaios o fez abrandar. Havia também uma dimensão silenciosa de competição — trabalhar ao lado de Redford implicava manter um nível altíssimo, sem nunca quebrar a ilusão de naturalidade.

Com o tempo, Newman ajustou-se. E mais do que isso — evoluiu.

Percebeu que não precisava de dominar a cena para ser memorável. Bastava encaixar nela com exactidão. Deixar espaço, confiar no ritmo e permitir que o público descobrisse a personagem por si.

Quando The Sting se tornou um enorme sucesso e conquistou vários Óscares, Newman não destacou prémios nem reconhecimento. O que lhe ficou foi outra coisa: a certeza de que o equilíbrio tinha sido alcançado.

Que tudo tinha funcionado como devia.

Porque, no fundo, aquela performance ensinou-lhe algo que poucos actores dominam verdadeiramente — que o momento mais poderoso nem sempre é aquele em que se brilha.

É aquele em que se sabe exactamente quando recuar.

O regresso a Hogwarts já começou — e os números não deixam margem para dúvidas

A nova adaptação televisiva de Harry Potter and the Philosopher’s Stone ainda está longe de estrear, mas já conseguiu aquilo que muitas produções só atingem depois de chegarem ao público: tornar-se um fenómeno global.

O primeiro trailer da série, divulgado pela HBO, ultrapassou os 277 milhões de visualizações nas primeiras 48 horas, estabelecendo um novo recorde absoluto para a plataforma e para a HBO Max. Mais do que um número impressionante, este arranque confirma que o universo criado por J.K. Rowling continua a mobilizar uma audiência transversal, capaz de atravessar gerações e formatos.

Num contexto em que reboots e novas adaptações são frequentemente recebidos com desconfiança, a reacção inicial a este projecto sugere um cenário diferente. Em vez de fadiga, há curiosidade — e, em muitos casos, entusiasmo.

A série propõe uma abordagem mais próxima dos livros, com cada temporada dedicada a um dos sete volumes da saga. A primeira temporada irá revisitar os acontecimentos do primeiro livro, acompanhando a descoberta do mundo mágico por parte de Harry e o início da sua ligação a Hogwarts.

O trailer deixa antever vários momentos familiares, mas tratados com um novo olhar. A chegada à escola, o primeiro contacto com Ron e Hermione, o chapéu seleccionador ou as aulas iniciais surgem como pontos de reencontro com uma história que o público conhece bem, mas que aqui ganha espaço para respirar de outra forma. Há também sinais de uma maior atenção ao lado emocional da narrativa, particularmente na forma como a história de Harry e dos seus pais é abordada.

Naturalmente, uma das maiores mudanças está no elenco. A série apresenta uma nova geração de actores, afastando-se das interpretações que marcaram os filmes iniciados em 2001. Entre os nomes confirmados estão John Lithgow no papel de Albus Dumbledore, Janet McTeer como Minerva McGonagall, Paapa Essiedu como Severus Snape e Nick Frost como Hagrid.

A responsabilidade é significativa. Estas personagens fazem parte do imaginário colectivo há mais de duas décadas, e qualquer nova interpretação será inevitavelmente comparada com o passado. Ainda assim, a opção por um elenco renovado reforça a intenção de construir algo com identidade própria, em vez de replicar o que já foi feito.

Do ponto de vista criativo, a HBO reuniu uma equipa experiente. Francesca Gardiner, conhecida pelo seu trabalho em Succession, assume a coordenação da série, enquanto Mark Mylod, que também passou por Game of Thrones, ficará responsável por vários episódios. É uma combinação que aponta para uma produção com ambição clara e um cuidado particular na construção narrativa.

A estreia está marcada para o Natal de 2026, uma escolha que não parece inocente. A saga sempre teve uma forte ligação a esse período, tanto pelo calendário de lançamento dos filmes como pelo seu carácter familiar.

Resta agora perceber se esta nova versão conseguirá equilibrar fidelidade e renovação. Os primeiros sinais são encorajadores, mas o verdadeiro teste só chegará quando a série estiver completa.

Para já, há uma certeza difícil de ignorar: mais de duas décadas depois, Hogwarts continua a ser um destino ao qual o público quer regressar.

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Uma tradução feita para rir acabou em tribunal — e levanta questões bem mais sérias do que parece

Esta é daquelas que faz as discussões dos jantares de convívio da família parecerem casos de vida ou de morte e importância universal. Há histórias que parecem saídas de um argumento de comédia… até deixarem de ter graça. Foi precisamente isso que aconteceu com uma piada aparentemente inofensiva que acabou por escalar para um processo judicial de milhões.

O protagonista involuntário desta polémica é Lebo M, o compositor sul-africano responsável pelo icónico cântico de abertura de The Lion King. Do outro lado está Learnmore Jonasi, um humorista zimbabueano que, num podcast, decidiu brincar com aquilo que para muitos é simplesmente uma sequência memorável — mas que, para outros, carrega um peso cultural muito mais profundo.

E foi aí que tudo começou a complicar-se.

A origem do conflito remonta a uma participação de Jonasi num podcast onde, depois de interpretar o famoso cântico inicial, apresentou uma tradução deliberadamente simplificada e humorística: “Olhem, está ali um leão. Meu Deus.” A frase foi recebida como aquilo que era — uma piada — e rapidamente se tornou viral. Milhares de partilhas, reacções entusiásticas e aquele tipo de exposição que, hoje em dia, transforma um momento isolado num fenómeno global em poucas horas.

Mas nem todos se riram.

Para Lebo M, o problema nunca foi o humor em si, mas sim o enquadramento. O cântico “Nants’ingonyama bagithi Baba”, tal como é utilizado em The Lion King, não corresponde a uma tradução literal, mas a uma expressão simbólica profundamente enraizada na tradição sul-africana. A leitura mais próxima do seu significado será algo como “Todos saudamos o rei”, uma evocação de autoridade, respeito e comunidade — muito distante da imagem quase caricatural sugerida pela piada.

É verdade que a palavra “ingonyama” pode ser traduzida como “leão”. Mas, neste contexto, funciona como metáfora de liderança e poder. E é precisamente essa nuance que está no centro do processo. A acusação sustenta que Jonasi não apresentou a sua versão como uma interpretação humorística evidente, mas como uma explicação factual, contribuindo para uma percepção errada de um elemento cultural relevante.

O caso ganhou contornos ainda mais invulgares quando o comediante foi formalmente notificado durante um espectáculo ao vivo. Em pleno palco, um envelope foi-lhe entregue — um momento que rapidamente circulou nas redes sociais e que o próprio partilhou, entre o choque e a ironia. “Estou a ser processado por contar uma piada”, escreveu, resumindo em poucas palavras o absurdo da situação… pelo menos do seu ponto de vista.

A partir daí, o conflito saiu do palco e instalou-se no espaço público. Jonasi pediu desculpa, explicou que a sua intenção era abrir uma conversa sobre identidade africana através do humor e admitiu desconhecer o significado mais profundo do cântico. Já Lebo M respondeu com menos indulgência, acusando-o de banalizar uma expressão cultural importante e de procurar visibilidade à custa de desinformação.

Apesar do tom inicial, há sinais de que o caso poderá não chegar a um confronto prolongado em tribunal. A equipa do compositor já demonstrou abertura para negociar um acordo, num gesto que sugere vontade de encerrar o episódio sem prolongar o desgaste público.

Ainda assim, a questão de fundo permanece.

Até onde pode ir o humor quando entra em territórios culturais que não são universais? A comédia vive da distorção, do exagero e da liberdade criativa — mas essa liberdade encontra, por vezes, limites difíceis de definir, sobretudo quando colide com identidades, tradições e significados que não são imediatamente visíveis para todos.

Entre uma piada viral e um processo de 27 milhões de dólares, a distância parece enorme. Mas este caso mostra como, no actual ecossistema mediático, pode ser percorrida mais depressa do que se imagina.

E, como tantas vezes acontece, a realidade acabou por ultrapassar a ficção — com um detalhe curioso: tudo começou com uma simples tentativa de fazer rir.

… e na modesta opinião do vosso escriba… Esta malta não deve ter mesmo nada melhor para fazer

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A curta portuguesa que conquistou festivais internacionais chega finalmente à capital — e traz o Pico consigo

Há qualquer coisa de deliciosamente irónico no percurso de First Date. Uma curta-metragem portuguesa que já passou por mais de 50 cidades, atravessou seis continentes, acumulou prémios e aplausos… e só agora chega a Lisboa, como quem regressa a casa depois de uma longa viagem.

A estreia na capital acontece a 7 de abril, às 21h, no Cossoul, integrada no ShortCutz Lisboa, com entrada livre e presença confirmada de Luís Filipe Borges — o homem que decidiu, pela primeira vez, trocar as palavras pelo cinema.

E talvez isso ajude a explicar o tom do filme: há humor, claro, mas também há um certo encanto despretensioso, como quem conta uma história sem querer impressionar — e acaba por o fazer na mesma.

Depois de mais de um ano a circular pelo mundo, esta estreia “alfacinha” tem um peso especial. Não apenas porque marca o regresso a casa, mas porque coloca o filme perante um público diferente: aquele que reconhece os códigos, os sotaques e as pequenas ironias que muitas vezes passam despercebidas lá fora.

First Date acompanha o encontro entre Santiago e Melissa, interpretados por Cristóvão Campos e Ana Lopes. Ele é lisboeta — mas decide fingir que não é. Ela é americana e chega aos Açores com uma ideia muito clara: quer conhecer o Pico, aquele lugar que parece existir algures entre o postal e o mito.

O que se segue não é apenas um romance. É também um jogo de identidades, pequenas mentiras e expectativas, onde o cenário acaba por ter tanto peso quanto as personagens.

E que cenário.

O Pico não é aqui apenas pano de fundo — é quase um personagem. A paisagem, o ritmo, a forma como o espaço influencia o comportamento… tudo contribui para dar ao filme uma textura muito própria. Não é um cenário “bonito” no sentido turístico da palavra; é um cenário vivido, que condiciona e molda aquilo que acontece.

Talvez seja isso que explique a recepção internacional tão positiva. Segundo o produtor Terry Costa, têm chegado reacções de todo o mundo — das Filipinas à Nova Zelândia — muitas vezes com perguntas que vão além do filme: querem saber mais sobre a ilha, sobre as pessoas, sobre aquele ambiente que parece simultaneamente real e quase cinematográfico por natureza.

Mas o mais curioso é que, apesar desse percurso global, First Date nunca perde o seu carácter íntimo. Não tenta ser maior do que é. Não procura grandes discursos. Funciona precisamente porque observa — com humor, com alguma ironia e com uma certa ternura — aquilo que acontece quando duas pessoas se encontram… e não são exactamente quem dizem ser.

Há também um lado quase meta nesta estreia em Lisboa. Um filme sobre encontros chega finalmente ao sítio onde, de certa forma, tudo começou. E fá-lo depois de já ter sido testado, validado e celebrado lá fora.

Agora, resta saber como será recebido em casa.

Mas se há coisa que este percurso já provou, é que First Date sabe muito bem como causar uma boa primeira impressão.

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De Sheffield para o topo do mundo: a história real que chega agora ao cinema e promete surpreender

“Gigante” traz à tela a vida intensa de um dos boxeurs mais carismáticos de sempre

Há histórias que parecem feitas para o cinema — e depois há aquelas que o cinema tenta acompanhar.

Gigante é uma dessas histórias. Inspirado na vida de Prince Naseem “Naz” Hamed, um dos nomes mais marcantes do boxe mundial, o filme chega às salas portuguesas a 9 de Abril com a promessa de mostrar não apenas o atleta, mas o homem por trás do fenómeno  .

Um talento fora do comum — dentro e fora do ringue

Interpretado por Amir El-Masry, Naz Hamed não era um boxeur convencional. O seu estilo irreverente, quase teatral, transformava cada combate num espectáculo. Mas por detrás dessa confiança havia um percurso difícil, marcado por preconceito e adversidade.

Crescido em Sheffield, no norte de Inglaterra, Hamed destacou-se não apenas pelo talento, mas pela forma como enfrentou o racismo e a islamofobia nas décadas de 80 e 90 — elementos que o filme integra na sua narrativa  .

Uma relação improvável que mudou tudo

No centro de Gigante está também a ligação entre o jovem pugilista e o seu treinador, Brendan Ingle, interpretado por Pierce Brosnan.

Longe dos clichés habituais, Ingle não era uma figura clássica do mundo do boxe. Trabalhador da indústria do aço, geria um modesto ginásio num salão paroquial — um espaço improvável onde nasceu uma das maiores carreiras do desporto.

Foi essa relação, construída com base na confiança e na persistência, que ajudou a moldar o talento de Naz e a levá-lo até ao topo  .

Muito mais do que um filme de desporto

Realizado por Rowan Athale e produzido por Sylvester Stallone, Gigante não se limita às sequências de combate.

O filme alterna entre a intensidade do ringue e momentos mais íntimos, explorando o impacto emocional e social da ascensão de Hamed. Ao fazê-lo, constrói um retrato mais completo — não apenas de um campeão, mas de uma figura que desafiou expectativas e redefiniu o que significava ser uma estrela no boxe  .

Um biopic com impacto

A história de Prince Naseem Hamed é, por si só, cinematográfica: talento precoce, personalidade explosiva, sucesso global e um contexto social complexo.

Gigante pega nesses elementos e transforma-os num biopic que combina espectáculo, emoção e reflexão — uma abordagem que pode conquistar tanto fãs de desporto como espectadores à procura de uma boa história.

Estreia em Portugal

Gigante estreia nas salas de cinema portuguesas a 9 de Abril, trazendo consigo uma narrativa inspiradora sobre coragem, identidade e superação  .

Porque, no fim, esta não é apenas a história de um lutador.

É a história de alguém que recusou encaixar — e, por isso mesmo, se tornou impossível de ignorar.

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De crítico feroz a tom conciliador? Bill Maher surpreende após polémica com Trump
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De crítico feroz a tom conciliador? Bill Maher surpreende após polémica com Trump

Depois de anos a construir a sua imagem como um dos críticos mais persistentes de Donald Trump, Bill Maher voltou a surpreender — desta vez não por um ataque mordaz, mas por um inesperado tom de conciliação.

A mudança tornou-se evidente na mais recente emissão de Real Time with Bill Maher, onde o apresentador abordou a polémica em torno do Prémio Mark Twain para Humor Americano, uma das distinções mais prestigiadas da comédia nos Estados Unidos. Durante dias, a atribuição do prémio esteve envolta em controvérsia, com relatos de que a Casa Branca teria tentado impedir que Maher fosse distinguido.

O episódio ganhou ainda mais dimensão quando Karoline Leavitt veio a público classificar a notícia como “fake news”, negando qualquer interferência da administração. No entanto, informações de bastidores apontavam precisamente no sentido contrário, sugerindo pressões junto do Kennedy Center para travar a decisão.

Apesar do ruído mediático, o desfecho acabou por ser claro: Maher irá receber o prémio.

E é aqui que a história se torna mais inesperada.

Em vez de aproveitar o momento para atacar Trump — algo que seria perfeitamente consistente com o seu historial — Maher optou por um registo mais moderado, quase conciliador. No seu monólogo, admitiu não guardar ressentimentos e até mostrou algum respeito pela tentativa de bloqueio.

“Não estou à procura de conflito”, afirmou, acrescentando que a sua relação com o actual Presidente é “complicada” e já longa. Mais surpreendente ainda foi o convite que deixou no ar: Maher disse que Trump seria bem-vindo na cerimónia, sugerindo até que poderia agradecê-lo pessoalmente.

A frase não passou despercebida, sobretudo quando o humorista se descreveu como “um dos poucos à esquerda” que apoiaram a recente acção militar dos Estados Unidos contra o Irão — uma posição que o aproxima, ainda que pontualmente, do discurso da administração.

Este tom contrasta fortemente com anos de confronto público entre ambos.

A relação entre Bill Maher e Donald Trump tem sido marcada por ataques mútuos, processos judiciais e críticas constantes em televisão. Ainda assim, houve momentos de aproximação inesperados, como o jantar na Casa Branca no ano passado, que Maher descreveu como cordial — uma avaliação que lhe valeu críticas dentro do próprio meio humorístico.

Mais recentemente, Trump voltou a atacá-lo na sua rede social, classificando-o como um comentador “sobrevalorizado” e acusando-o de sofrer de “Trump Derangement Syndrome”. Comentários que, até aqui, teriam gerado uma resposta à altura.

Desta vez, não.

Maher parece adoptar uma estratégia diferente — menos confrontacional, mais pragmática. “O afastamento não leva a lado nenhum”, afirmou no programa, deixando implícita uma ideia de diálogo, ou pelo menos de coexistência.

Se se trata de uma mudança genuína ou apenas de um momento pontual, ainda é cedo para dizer. Mas uma coisa é certa: depois de anos de confronto directo, este episódio soa mais a tréguas do que a batalha.

E isso, no universo político-mediático norte-americano, é por si só notícia.

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Estreias da Semana 26 de Março

Estamos a lançar um novo magazine em vídeo para as estreias da semana que será lançado todas as quartas feiras ao final do dia. Vejam, comentem e divirtam-se.

Esta semana destacamos They Will Kill You, Entroncamento, Hit Pig e Reminder of Him,. Vejam e sintam-se livres de critical ou dar sugestões.

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“Licorice Pizza” é uma pequena joia escondida que continua disponível no Prime Video em Portugal

No meio de catálogos cheios de grandes produções e sucessos instantâneos, há filmes que passam despercebidos — não por falta de qualidade, mas porque exigem outro tipo de atenção. Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson, é exactamente um desses casos.

A boa notícia é que, em Portugal, o filme continua disponível no Prime Video. E se ainda não o viu, esta é uma recomendação séria: vale mesmo a pena.

Uma história simples… e profundamente humana

Situado na Califórnia dos anos 70, o filme acompanha Gary Valentine, um jovem actor cheio de confiança, e Alana Kane, uma jovem adulta ainda à procura do seu caminho.

O encontro entre os dois acontece quase por acaso, durante uma sessão fotográfica numa escola. A partir daí, desenvolve-se uma relação improvável, marcada por diferenças de idade, expectativas e maturidade — mas também por uma curiosidade genuína um pelo outro.

Mais do que uma narrativa tradicional, Licorice Pizza funciona como um retrato de crescimento, indecisão e descoberta, onde os momentos aparentemente banais ganham um peso emocional inesperado.

Um elenco improvável… mas cheio de personalidade

O filme apresenta Cooper Hoffman no seu primeiro grande papel, ao lado de Alana Haim, cuja naturalidade é uma das grandes forças da obra.

Nos papéis secundários, surgem nomes bem conhecidos:

Sean Penn interpreta uma versão excêntrica de uma estrela de cinema, enquanto Bradley Cooper rouba cenas num papel caótico e imprevisível.

São participações curtas, mas memoráveis — e ajudam a construir o ambiente único do filme.

Um cinema que não se faz com pressa

Paul Thomas Anderson é conhecido por fugir às fórmulas tradicionais — e Licorice Pizza não é excepção.

Não há aqui grandes reviravoltas ou momentos explosivos. O que existe é algo mais raro: tempo. Tempo para observar personagens, para construir relações e para deixar que a história respire.

Essa abordagem pode não agradar a todos, mas é precisamente o que torna o filme especial.

Uma recomendação que merece atenção

Num panorama dominado por sequelas, remakes e universos partilhados, Licorice Pizza destaca-se pela sua autenticidade.

É um filme sobre crescer, falhar, tentar de novo — e, sobretudo, sobre aqueles momentos indefinidos da vida em que nada está decidido, mas tudo parece possível.

Se procura algo diferente, mais intimista e genuíno, esta é uma escolha segura.

E enquanto continuar disponível no Prime Video em Portugal, é uma oportunidade que não deve deixar escapar.

“Vai ser mesmo especial”: reboot de Ficheiros Secretos já entusiasma Gillian Anderson

Ryan Coogler prepara nova visão de uma das séries mais icónicas da televisão

O regresso de Ficheiros Secretos começa a ganhar forma — e as primeiras reacções são mais do que promissoras. Gillian Anderson, eterna Dana Scully, já leu o guião do episódio piloto e não esconde o entusiasmo: segundo a própria, o projecto “vai ser mesmo especial”.

A nova versão da icónica série está a ser desenvolvida por Ryan Coogler, realizador vencedor de um Óscar e conhecido por títulos como Black Panther e Creed. O projecto encontra-se em fase inicial, com a Hulu a já ter encomendado o episódio piloto.

Gillian Anderson pode regressar

Durante uma convenção recente, Anderson revelou que já teve várias conversas com Coogler — o que abre a porta a um possível regresso ao papel de Dana Scully.

Sem confirmar oficialmente a sua participação, a actriz deixou claro que está impressionada com a abordagem do realizador. Segundo afirmou, o guião do piloto é “muito bom” e apresenta uma visão diferente da série original, mantendo ao mesmo tempo o espírito que a tornou um fenómeno global.

A mensagem para os fãs é simples: manter a mente aberta.

Uma nova geração de agentes… e mistérios

O reboot deverá introduzir uma nova dupla de agentes do FBI, com perfis distintos, que se cruzam ao serem destacados para uma divisão há muito encerrada dedicada a fenómenos inexplicáveis.

A actriz Danielle Deadwyler está apontada como uma das protagonistas, num projecto que pretende equilibrar herança e renovação.

A showrunner será Jennifer Yale, conhecida pelo seu trabalho em séries de grande intensidade dramática, o que sugere uma abordagem mais contemporânea e possivelmente mais sombria.

Terror, mistério… e respeito pelo original

Ryan Coogler já tinha deixado pistas sobre o tom da série, prometendo episódios “realmente assustadores” e uma experiência que respeite os fãs de longa data, ao mesmo tempo que atrai novos públicos.

A série original, protagonizada por David Duchovny e Gillian Anderson, estreou em 1993 e tornou-se um marco da televisão, misturando ficção científica, terror e conspiração governamental.

Ao longo de nove temporadas, dois filmes e um revival recente, Ficheiros Secretos construiu um legado difícil de igualar — o que torna este reboot particularmente arriscado… e ao mesmo tempo entusiasmante.

Um regresso com peso histórico

Mais do que uma simples revisitação, este novo Ficheiros Secretos parece querer reinventar a fórmula, mantendo a essência: o confronto entre cepticismo e crença, ciência e mistério.

Se depender do entusiasmo de Gillian Anderson, há razões para acreditar que este poderá ser um dos regressos mais interessantes dos últimos anos.

E, como sempre, a verdade continua lá fora.

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Novo thriller inspirado em factos reais promete mostrar um lado nunca visto do artista

Snoop Dogg continua a reinventar-se — e desta vez prepara-se para dar um salto significativo no cinema com God Of The Rodeo, um thriller baseado em acontecimentos reais que promete marcar uma nova fase na sua carreira.

O artista não só vai protagonizar o filme como também assume funções de produtor através da sua produtora Death Row Pictures, numa colaboração de peso que junta nomes como Ridley Scott e Giannina Scott.

Uma história dura, inspirada na realidade

O filme será realizado por Rosalind Ross, que também assina o argumento, e baseia-se numa investigação jornalística de Daniel Bergner sobre uma das prisões mais violentas dos Estados Unidos: Angola, na Louisiana.

A narrativa leva-nos até 1967 e acompanha Buckkey, um recluso condenado a prisão perpétua que encontra uma inesperada oportunidade de redenção — participar no primeiro rodeo organizado dentro da prisão.

Mas aquilo que à primeira vista parece uma hipótese de liberdade simbólica revela-se algo muito mais sombrio: um espectáculo brutal, pensado para entreter o público à custa do sofrimento dos prisioneiros.

Um papel transformador para Snoop Dogg

Segundo a realizadora, este será um papel profundamente diferente de tudo o que Snoop Dogg já fez.

Ross destacou a “energia, alma e autenticidade” do artista, sublinhando que esta personagem poderá revelar um lado mais intenso e dramático do rapper — algo que poderá surpreender até os fãs mais atentos.

O próprio Snoop Dogg descreveu o projecto como “especial” e com “coração e garra”, reforçando que a sua equipa está envolvida em várias frentes: produção, interpretação e até na criação da banda sonora através da Death Row Records.

Uma parceria de peso em Hollywood

A presença de Ridley Scott — responsável por clássicos como Gladiator e Blade Runner — reforça o peso do projecto, que será produzido através da Scott Free Productions.

Giannina Scott destacou o impacto global de Snoop Dogg, sublinhando a sua capacidade única de atravessar gerações e áreas culturais, da música ao desporto e agora ao cinema.

Esta colaboração entre uma figura icónica da cultura pop e um dos nomes mais respeitados de Hollywood promete resultar num filme com ambição artística e relevância temática.

Um projecto com ambição e significado

God Of The Rodeo não será apenas mais um thriller — pretende explorar temas como sobrevivência, dignidade e o sistema prisional, num contexto histórico marcado por violência e desigualdade.

Ao mesmo tempo, representa mais um passo na expansão de Snoop Dogg enquanto produtor e criador de conteúdos, numa altura em que continua a diversificar a sua presença na indústria do entretenimento.

Depois de décadas a dominar a música, o artista prepara-se agora para conquistar também o grande ecrã — desta vez com uma história que promete deixar marca.

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Afinal era verdade: James Marsden mentiu — e está mesmo em “Avengers: Doomsday”

O regresso de Ciclope confirma-se… com direito ao fato que os fãs sempre quiseram

Durante meses, James Marsden garantiu que não fazia parte de Avengers: Doomsday. Afinal, não era bem assim.

O actor admitiu agora que mentiu deliberadamente para proteger o segredo — uma prática cada vez mais comum no universo da Marvel — e confirmou o seu regresso como Ciclope. E, pelo que revelou, há um detalhe que está a entusiasmar particularmente os fãs: o novo visual do personagem será finalmente fiel às bandas desenhadas.

Um segredo mal guardado… mas bem jogado

A revelação surgiu numa nova participação de Marsden no programa de Jimmy Kimmel, onde o actor assumiu, com humor, que não foi “um grande mentiroso”.

Segundo explicou, a negação inicial fazia parte do jogo — e da necessidade de manter o sigilo típico destas produções. “Não podia dizer nada”, admitiu, reconhecendo que a mentira foi intencional.

Não é um caso isolado. Andrew Garfield fez exactamente o mesmo antes da estreia de Spider-Man: No Way Home, mantendo o seu regresso em segredo durante meses.

Um regresso esperado há duas décadas

O regresso de Ciclope tem um peso particular para os fãs da saga X-Men. Nas adaptações da 20th Century Fox, os filmes optaram por afastar-se da estética clássica das bandas desenhadas, substituindo os icónicos fatos coloridos por visuais em couro negro.

Agora, em Avengers: Doomsday, isso muda.

Marsden revelou que o personagem surge com um fato inspirado directamente nos comics, algo que os fãs pedem há mais de 20 anos. O próprio actor descreveu a experiência como “muito especial”, apesar de admitir que há um elemento que se mantém: a dificuldade em ver com o visor.

Um elenco que mistura gerações

Marsden não estará sozinho neste regresso.

O filme reúne vários actores da era X-Men da Fox, incluindo:

  • Patrick Stewart como Professor X
  • Ian McKellen como Magneto
  • Kelsey Grammer como Beast
  • Rebecca Romijn como Mystique
  • Alan Cumming como Nightcrawler

Um verdadeiro encontro de gerações que sugere uma forte ligação entre o antigo universo da Fox e o actual universo Marvel.

Entre nostalgia e reinvenção

Para Marsden, este regresso surge também como uma surpresa pessoal. O actor confessou que, com o passar dos anos, acreditava que não voltaria a interpretar Ciclope — até porque já está na casa dos 50.

Ainda assim, o entusiasmo é evidente.

E, para os fãs, há algo simbólico neste momento: depois de anos de adaptações que evitavam a estética original, a Marvel parece finalmente abraçar o lado mais fiel às bandas desenhadas.

Um mistério que continua

Apesar destas revelações, Avengers: Doomsday continua envolto em segredo. Os irmãos Russo têm evitado divulgar detalhes concretos sobre a história, mantendo a expectativa elevada até à estreia.

Mas uma coisa já é certa:

Ciclope está de volta — e desta vez, como sempre deveria ter sido.

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Após uma década afastado da ficção, o realizador de “Platoon” prepara um drama íntimo com Josh Hartnett

Oliver Stone está oficialmente de regresso ao cinema narrativo — e fá-lo com um projecto que poderá marcar uma nova fase na sua carreira. O realizador norte-americano, vencedor de três Óscares, encontra-se já a filmar “White Lies”, o seu primeiro filme de ficção em cerca de uma década.

O protagonista será Josh Hartnett, num papel que promete explorar territórios emocionais pouco habituais na filmografia de Stone.

Um drama pessoal — e inesperado

Descrito como um desvio face aos seus trabalhos mais conhecidos, White Lies centra-se numa história íntima sobre família, perda e transformação emocional.

A narrativa acompanha Jack Freeman, um homem marcado pelo divórcio dos pais que acaba por repetir os mesmos erros na sua própria vida. Preso num casamento em crise e numa rotina que o sufoca, embarca numa jornada impulsiva em busca de liberdade — apenas para descobrir que essa fuga o leva ainda mais fundo no desorientamento.

É através do encontro com uma mulher de vida radicalmente diferente que surge a possibilidade de mudança.

O filme desenvolve-se ao longo de três gerações, explorando como o amor se transforma — e, por vezes, se fragmenta — ao longo do tempo.

“Sinto que estou a começar de novo”

O próprio Oliver Stone reconhece o carácter especial deste regresso.

Segundo o realizador, voltar à ficção depois de tantos anos — período em que se dedicou sobretudo ao documentário — tem um significado particular. Stone afirmou sentir-se como se estivesse novamente no início da carreira, evocando os tempos de Platoon e Salvador, ambos lançados em 1986.

A ambição é clara: contar uma história intemporal, centrada nas relações humanas.

Josh Hartnett lidera um novo capítulo

Para Josh Hartnett, este projecto representa também um momento importante na sua trajectória recente, marcada por escolhas mais selectivas e por um regresso consistente a papéis relevantes.

O actor descreveu o filme como uma obra profundamente pessoal por parte de Stone, destacando a oportunidade de colaborar com um realizador que admira há muito.

Depois de participações em projectos como Oppenheimer e aparições em séries como The Bear, Hartnett continua a consolidar uma nova fase da sua carreira.

Uma produção internacional

As filmagens de White Lies já arrancaram e decorrem em várias localizações internacionais, incluindo Roma, Banguecoque e Sófia — um sinal da escala global do projecto, apesar do seu foco intimista.

A produção está a cargo de Fernando Sulichin, colaborador habitual de Stone, com quem trabalhou em filmes como Snowden.

Um regresso aguardado — e cheio de incógnitas

Depois de anos dedicado a documentários e afastado do cinema de ficção, o regresso de Oliver Stone levanta expectativas inevitáveis.

Mas White Lies parece fugir ao tipo de cinema político e provocador que marcou grande parte da sua carreira, apostando antes numa abordagem mais pessoal e emocional.

Resta saber se este “recomeço” será também uma reinvenção-

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Novo projecto aposta na comédia para reinventar um clássico intemporal

A Disney continua a explorar o seu vasto catálogo de clássicos — mas desta vez com uma abordagem inesperada. Está em desenvolvimento “Stepsisters”, um novo filme em imagem real que funciona como spin-off de Cinderella, centrado nas icónicas — e pouco simpáticas — irmãs da protagonista.

E, ao contrário do que seria de esperar, o tom será assumidamente cómico.

Uma equipa criativa com experiência em comédia

A realização ficará a cargo de Akiva Schaffer, conhecido pelo seu trabalho em comédia e membro do colectivo The Lonely Island. O realizador já colaborou com a Disney em Chip ’n Dale: Rescue Rangers, além de ter estado ligado ao recente reboot de The Naked Gun.

O argumento será escrito por Dan Gregor e Doug Mand, dupla que também trabalhou com Schaffer nesses projectos. O ponto de partida baseia-se numa ideia original de Michael Montemayor.

A produção estará nas mãos de Ali Bell, através da Party Over Here — produtora fundada por Schaffer, Andy Samberg e Jorma Taccone.

Uma nova perspectiva sobre personagens clássicas

A proposta de Stepsisters é clara: revisitar o universo de Cinderela a partir do ponto de vista das antagonistas.

Tradicionalmente retratadas como figuras caricaturais e cruéis, as irmãs poderão agora ganhar profundidade — ou, pelo menos, uma abordagem mais satírica e contemporânea.

Este tipo de reinterpretação não é novo para a Disney, que nos últimos anos tem procurado dar novas camadas a personagens clássicas, muitas vezes explorando os “vilões” sob outra luz.

O peso de um legado… e de um sucesso recente

A história de Cinderela já foi adaptada inúmeras vezes, sendo a versão animada de 1950 uma das mais emblemáticas do estúdio. Em 2015, a Disney lançou uma versão em imagem real protagonizada por Lily James, Cate Blanchett e Richard Madden, que arrecadou mais de 540 milhões de dólares em todo o mundo.

Esse sucesso ajudou a consolidar a estratégia da Disney de apostar em remakes e expansões em imagem real — uma tendência que continua a marcar a sua linha de produção.

Depois de alguns resultados menos conseguidos, como o caso recente de Snow White, o estúdio voltou a acertar com Lilo & Stitch, e prepara agora a estreia da nova versão de Moana.

Um risco calculado — ou uma nova tendência?

O desenvolvimento de Stepsisters mostra que a Disney está disposta a arriscar dentro de fórmulas já conhecidas, explorando ângulos menos óbvios das suas histórias mais famosas.

Resta perceber se o público estará disposto a embarcar numa versão onde as “más da fita” passam para o centro da narrativa — e, possivelmente, roubam o protagonismo à própria Cinderela.

Uma coisa é certa: o conto de fadas nunca mais será exactamente o mesmo.

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Actor de “Reacher” não enfrentará acusações após investigação concluir legítima defesa

Alan Ritchson, conhecido pelo papel principal na série Reacher, não será alvo de qualquer acusação criminal após o confronto com um vizinho que ganhou grande visibilidade nos últimos dias.

A decisão foi anunciada pelas autoridades de Brentwood, no Tennessee, depois de concluída a investigação ao incidente, que envolveu agressões físicas e foi parcialmente registado em vídeo. As imagens, divulgadas inicialmente pelo TMZ, mostravam o actor a atingir repetidamente Ronnie Taylor, já no chão, num bairro residencial.

No entanto, a análise completa do caso revelou um contexto mais amplo. De acordo com a polícia, Taylor terá sido o primeiro a adoptar um comportamento agressivo, entrando na estrada de forma a travar a mota conduzida por Ritchson. O actor acabou por cair ao tentar evitar o impacto.

Após esse momento, e já depois de uma troca verbal, Ritchson tentou abandonar o local. Segundo as autoridades, Taylor voltou a empurrá-lo, o que desencadeou a resposta física posteriormente registada em vídeo.

Num comunicado oficial, a polícia confirmou que “após revisão das provas disponíveis, incluindo imagens e depoimentos de testemunhas, foi determinado que não serão apresentadas acusações”. As autoridades acrescentaram ainda que “as acções de Ritchson foram consideradas de legítima defesa”.

O próprio Ronnie Taylor admitiu ter iniciado o contacto físico, reconhecendo que empurrou o actor em duas ocasiões. Esse testemunho foi consistente com os elementos recolhidos durante a investigação.

Apesar de ter sido considerada a possibilidade de avançar com uma acusação por conduta imprudente contra o vizinho, Ritchson optou por não apresentar queixa, decisão que contribuiu para o encerramento do caso sem consequências legais para qualquer das partes.

Até ao momento, o actor não fez declarações públicas sobre o incidente. Sabe-se apenas que colaborou com as autoridades durante todo o processo.

O episódio ganhou particular atenção mediática devido à popularidade de Ritchson, cuja interpretação de Jack Reacher — uma personagem associada a confrontos físicos e acção — tornou a situação ainda mais mediática. Ainda assim, o desfecho do caso sublinha a importância de uma análise completa dos factos, sobretudo quando as primeiras imagens divulgadas não representam a totalidade dos acontecimentos.

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“Gritos 7” já fez história… e ninguém estava preparado para isto

Há sagas que vivem da nostalgia. Outras tentam reinventar-se. E depois há aquelas que conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo — e ainda dominar as bilheteiras. Gritos 7 entrou directamente nessa última categoria.

O novo capítulo da saga Scream tornou-se, em poucos dias, o filme mais visto de sempre da franquia a nível mundial, atingindo cerca de 178 milhões de euros de receita global.  Um número impressionante, sobretudo tendo em conta que estamos a falar de uma saga com três décadas de existência — algo raro num género tão volátil como o terror.

Nos Estados Unidos, o desempenho foi particularmente forte, ultrapassando os 92 milhões de euros. O arranque foi ainda mais expressivo: cerca de 59 milhões de euros só no fim de semana de estreia, o melhor registo de sempre da saga. A nível global, a abertura rondou os 89 milhões de euros, confirmando desde logo que este não seria apenas mais um capítulo.

Parte deste sucesso explica-se por uma decisão que os fãs pediam há anos: o regresso de Neve Campbell ao papel de Sidney Prescott. A personagem, que sempre foi o coração emocional da saga, volta agora com uma nova dimensão — mais madura, mais marcada pelo passado, mas também mais vulnerável, especialmente com a introdução da sua filha como alvo directo de Ghostface.

Este equilíbrio entre continuidade e renovação parece ter sido essencial. O filme celebra os 30 anos da saga, mas não vive apenas disso — acrescenta novas camadas e novas ameaças, sem trair aquilo que tornou Scream um fenómeno desde o início.

Outro factor relevante é a forma como o filme foi apresentado. Pela primeira vez, um título da saga estreou também em formato IMAX, reforçando a experiência em sala e contribuindo para um maior impacto junto do público. Num momento em que o cinema continua a lutar pela atenção dos espectadores, esta aposta revelou-se acertada.

Em Portugal, o desempenho acompanha a tendência internacional. O filme já ultrapassou os 75 mil espectadores e soma cerca de 550 mil euros em receita, números que confirmam que o interesse pelo universo de Ghostface continua bem vivo.

Curiosamente, enquanto o filme ainda está em exibição, já há conversas sobre o futuro. O argumentista Kevin Williamsonrevelou que, durante o processo criativo, surgiram ideias para possíveis continuações — incluindo sugestões vindas da própria Neve Campbell. Não há confirmações oficiais, mas o entusiasmo dentro da equipa parece real.

No fundo, Gritos 7 prova uma coisa simples: há histórias que não se esgotam. Podem mudar, evoluir, reinventar-se — mas continuam a encontrar forma de se manter relevantes.

E, neste caso, de forma particularmente ruidosa.

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“Adolescence” lidera… mas há muito mais para descobrir

As nomeações para os BAFTA TV Awards 2026 já foram reveladas e trazem algumas surpresas — e confirmações — sobre o melhor da televisão britânica e internacional do último ano.

A grande protagonista é, sem surpresa, a série Adolescence, que surge como a mais nomeada em várias categorias importantes, incluindo drama limitado, actor principal e interpretações secundárias. Mas a lista vai muito além disso, com títulos populares e produções aclamadas pela crítica a disputarem os prémios mais cobiçados da televisão britânica.

Drama e séries limitadas: competição de peso

Na categoria de Drama Series, destacam-se produções como Blue Lights e A Thousand Blows, que têm vindo a conquistar público e crítica.

Já em Limited DramaAdolescence enfrenta concorrência forte com títulos como I Fought the Law e Trespasses.

Na categoria International, a disputa é verdadeiramente global, com gigantes como The BearSeverance e The White Lotus a liderarem as apostas.

Interpretações: nomes fortes em destaque

As categorias de interpretação estão recheadas de talento.

Entre as actrizes principais, nomes como Jodie Whittaker e Aimee Lou Wood lideram uma lista diversificada.

Nos actores principais, destaque para Colin Firth, Matt Smith e Taron Egerton, além de Stephen Graham pelo seu trabalho em Adolescence.

Já nas categorias secundárias, a série da Netflix volta a marcar presença com múltiplas nomeações, reforçando o seu domínio.

Comédia e entretenimento: favoritos do público

No campo da comédia, Amandaland surge com várias nomeações, tanto em interpretação como em melhor comédia.

Outros favoritos incluem Big Boys e programas populares como The Graham Norton Show e Would I Lie to You?.

Um dos destaques vai para The Celebrity Traitors, que continua a consolidar-se como fenómeno televisivo.

Documentários, reality e factual: diversidade total

As categorias factuais mostram a diversidade da televisão actual, com temas históricos, políticos e sociais.

Produções como Surviving Black Hawk Down e Vietnam: The War That Changed America destacam-se na vertente documental.

Nos reality shows, Squid Game: The Challenge compete com The Celebrity Traitors, prometendo uma disputa interessante.

Momentos memoráveis e categorias especiais

Entre os Momentos Memoráveis, há cenas que marcaram o público, incluindo momentos de AdolescenceBig Boys e The Celebrity Traitors.

Outras categorias incluem:

  • Melhor cobertura desportiva (com eventos como Wimbledon e Euro Feminino)
  • Melhor programa infantil
  • Melhor série factual
  • Melhor noticiário

Um retrato da televisão actual

As nomeações dos BAFTA TV Awards 2026 mostram uma indústria em transformação — mais global, mais diversa e cada vez mais competitiva.

Com plataformas como Netflix, Apple TV+ e BBC a dominarem várias categorias, fica claro que a batalha pelo melhor conteúdo está mais intensa do que nunca.

Agora resta esperar pela cerimónia… e perceber quem leva os troféus para casa.

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O regresso a Tolkien ganha um aliado improvável — e apaixonado

A Terra Média está prestes a expandir-se mais uma vez… e desta vez com uma ajuda que poucos antecipavam. Stephen Colbert, conhecido apresentador e confesso fã de J. R. R. Tolkien, está oficialmente envolvido no desenvolvimento de um novo filme da saga O Senhor dos Anéis.

O projecto, anunciado pela Warner Bros., chama-se “The Lord of the Rings: Shadows of the Past” e promete explorar zonas ainda pouco adaptadas da obra literária original — um território fértil para fãs mais atentos e exigentes.

Um filme nascido de páginas esquecidas

A ideia central do filme parte de capítulos iniciais de The Fellowship of the Ring que não chegaram ao grande ecrã na trilogia original de Peter Jackson.

Colbert revelou que sempre ficou fascinado com essa parte da história — desde “Three is Company” até “Fog on the Barrow-Downs” — e viu ali potencial para uma narrativa autónoma, capaz de encaixar no universo já estabelecido.

A proposta? Criar um filme que seja simultaneamente fiel aos livros e coerente com o legado cinematográfico.

E, ao que tudo indica, essa visão convenceu os responsáveis.

Uma história que liga passado e futuro

O enredo oficial traz uma abordagem interessante: decorre 14 anos após a partida de Frodo, acompanhando Sam, Merry e Pippin numa viagem que revisita os primeiros passos da sua aventura.

Mas há também uma nova geração em destaque.

Elanor, filha de Sam, descobre um segredo antigo que pode alterar tudo o que se sabe sobre a Guerra do Anel — sugerindo que o conflito esteve mais perto de ser perdido do que alguma vez imaginámos.

Um regresso com nomes fortes por trás

Este novo capítulo não surge isolado.

Antes dele, chega “The Hunt for Gollum”, realizado por Andy Serkis, com estreia marcada para 2027 — um projecto que já conta com o entusiasmo de Peter Jackson, que garantiu que o filme “está a ganhar forma de maneira extraordinária”.

Para Shadows of the Past, Colbert trabalhou ao lado do seu filho, o argumentista Peter McGee, e da veterana Philippa Boyens — uma das mentes responsáveis pela trilogia original, vencedora de múltiplos Óscares.

Aliás, o ADN criativo mantém-se fortemente ligado às origens da saga, o que deverá tranquilizar os fãs mais puristas.

Um fã que chegou ao coração da Terra Média

O envolvimento de Stephen Colbert pode parecer invulgar… mas faz todo o sentido.

O apresentador sempre foi um dos mais fervorosos admiradores do universo de Tolkien, tendo já participado, ainda que brevemente, em The Hobbit: The Desolation of Smaug.

Agora, dá um salto muito maior — passando de fã a criador dentro de um dos universos mais icónicos da história do cinema.

E isso levanta uma questão inevitável: será que esta paixão se traduzirá numa nova abordagem memorável?

Entre a nostalgia e a expansão

A saga de O Senhor dos Anéis já provou ser resistente ao tempo, com a trilogia original (2001-2003) a conquistar 17 Óscares e a redefinir o cinema de fantasia.

Este novo projecto surge num momento em que Hollywood procura equilibrar nostalgia com inovação — e Shadows of the Past parece posicionar-se precisamente nesse cruzamento.

Explorar histórias esquecidas, dar protagonismo a novas personagens e manter o respeito pelo material original pode ser a fórmula certa.

Ou, no mínimo, uma aposta… extremamente interessante.

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