Festa do Cinema Francês 2025: Retrospetiva a Alain Delon e Mais de 60 Filmes em Destaque

Lisboa e Porto abrem as portas ao melhor do cinema francófono

A 26.ª edição da Festa do Cinema Francês arranca a 2 de outubro em Lisboa e no Porto, trazendo mais de 60 filmes inéditos em sala e uma programação que combina homenagens, antestreias e novas secções pensadas para celebrar a vitalidade do cinema francófono. O festival decorre em Lisboa até 12 de outubro, com sessões no Porto entre os dias 2 e 8, antes de seguir viagem por várias cidades do país, incluindo Coimbra, Lagos, Almada, Cascais, Beja e Setúbal.

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Alain Delon em retrospetiva

Um dos pontos altos da edição será a retrospetiva dedicada a Alain Delon, o lendário ator francês que morreu em agosto de 2024 aos 88 anos. Em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, a mostra intitulada “Alain Delon, a virtude do silêncio” reunirá cerca de vinte filmes, recordando o carisma e a intensidade de uma das maiores figuras do cinema europeu dos anos 1960, cuja influência atravessou gerações.

Convidados de peso e antestreias

O festival contará ainda com a presença de Thierry Frémaux, diretor do Festival de Cannes e do Instituto Lumière, que apresentará o filme Lumière, a Aventura Continua! em Lisboa. A atriz Marina Foïs virá apresentar a antestreia de Moi qui t’aimais, de Diane Kurys, enquanto a realizadora Louise Hémon traz o filme L’Engloutie, também incluído na competição oficial.

A programação abre com Nouvelle Vague, de Richard Linklater, recriando a rodagem de O Acossado (1960), clássico de Jean-Luc Godard, e encerra a 12 de outubro com Partir, Um Dia, comédia musical de Amélie Bonnin que brilhou na abertura do Festival de Cannes.

Competição e novas secções

A competição oficial reúne títulos como Ma frère (Lise Akoka e Romane Gueret), Love Me Tender (Anna Cazenave), Les rendez-vous de l’été (Valentine Cadic), Le roi soleil (Vincent Maël Cardona) e La Pampa (Antoine Chevrollier).

Entre as novidades, destaca-se a secção La Belle Époque, dedicada a obras marcantes da história do cinema, incluindo a exibição em cópia restaurada de O Acossado. Outra aposta é um evento voltado para coproduções luso-francófonas, com projetos de cineastas como Pocas Pascoal, Ágata Pinho e Pedro Neto.

O documentário Écrire la vie – Annie Ernaux racontée par des lycéennes et de lycéens, de Claire Simon, dedicado à Nobel da Literatura Annie Ernaux, é outro dos destaques da programação.

Uma nova etapa para o festival

Este ano marca também uma mudança nos bastidores: a produção da Festa do Cinema Francês passa a estar a cargo da associação Il Sorpasso, que organiza também a Festa do Cinema Italiano e a mostra itinerante Luso! em Itália. A direção artística é agora assumida pela programadora Anne Delseth, sinalizando uma nova fase para um festival que, ano após ano, se afirma como um dos momentos maiores da agenda cultural em Portugal.

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A Namorada: O Thriller Psicológico da Prime Video Que Vai Mexer com as Suas Desconfianças

Quando a perfeição da família começa a rachar

A Prime Video acaba de lançar mais uma série pronta a viciar quem gosta de thrillers psicológicos. A Namorada ( “A Namorada Ideal” no Brasil) , baseada no bestseller homónimo de Michelle Frances, já conquistou o público e entrou diretamente para o topo das produções mais vistas da plataforma.

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Combinando mistério, tensão e atuações intensas, a série parte de uma premissa aparentemente simples: Laura (Robin Wright), uma mulher de sucesso com tudo o que poderia desejar, vê a sua vida virar do avesso quando o filho, Daniel (Laurie Davidson), apresenta à família a sua nova namorada, Cherry (Olivia Cooke).

É então que o instinto materno de Laura se cruza com a paranoia, e a dúvida instala-se: estará Cherry a esconder alguma coisa, ou será Laura a projetar as suas inseguranças?

Um jogo de manipulações

O grande trunfo da série está na alternância de perspetivas. O público acompanha tanto a visão de Laura, a mãe que desconfia de Cherry, como a da jovem namorada, aparentemente inocente. O resultado é um jogo psicológico viciante, onde cada gesto pode ser lido de duas formas, e onde nunca é claro quem manipula quem.

A cada episódio, o espectador é forçado a questionar as suas próprias perceções: será instinto, será ciúme, será manipulação? Essa ambiguidade mantém a tensão em alta e transforma A Namorada num verdadeiro quebra-cabeças emocional.

Elenco de luxo em alta tensão

Olivia Cooke, que muitos conhecerão de House of the Dragon, entrega aqui uma das performances mais intensas da sua carreira, explorando a fronteira entre fragilidade e perigo. Robin Wright, por sua vez, volta a brilhar no pequeno ecrã depois de House of Cards, encarnando uma mulher dividida entre a proteção do filho e os fantasmas da sua própria mente. Laurie Davidson completa o trio central, ao lado de Tanya Moodie, Waleed Zuaiter e Anna Chancellor.

Mais do que um thriller familiar

O que torna A Namorada particularmente eficaz é a forma como reflete inseguranças do quotidiano. Quem nunca desconfiou das intenções de alguém próximo? Quem nunca se questionou sobre até onde vai a verdade ou a manipulação numa relação?

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É por isso que, para além da tensão narrativa, a série funciona também como espelho das nossas próprias dúvidas e receios. No fim, A Namorada é menos sobre “quem é o vilão” e mais sobre a fragilidade das perceções humanas.

Prepare-se: depois de carregar no play, vai ser difícil parar de ver.

Morreu Robert Redford: O Último Grande Ícone de Hollywood e Guardião do Cinema Independente

Um rosto romântico que se tornou uma lenda

Robert Redford, ator, realizador e ativista que atravessou gerações como símbolo do charme masculino e da integridade artística, morreu. Tinha 89 anos. A notícia marca o desaparecimento de uma das figuras mais emblemáticas do cinema americano, cuja carreira se estendeu por mais de cinco décadas e que deixou uma marca indelével tanto em Hollywood como no cinema independente.

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Entre os anos 1960 e 1980, Redford foi um dos rostos mais reconhecidos do grande ecrã, admirado em igual medida por homens e mulheres. Mas nunca se contentou em ser apenas o “menino-bonito” de Hollywood: construiu uma filmografia que unia êxitos comerciais e obras de risco, sempre com um olhar atento às questões políticas e sociais do seu tempo.

Do basebol ao estrelato

Nascido a 18 de agosto de 1936 na Califórnia, Redford começou por sonhar com uma carreira no basebol, mas acabou por enveredar pelas artes. Depois de estudar pintura, escolheu o teatro e cedo brilhou na Broadway com Descalços no Parque, em 1963. A transição para o cinema foi quase imediata: em 1965 já dava que falar em O Estranho Mundo de Daisy Clover, e poucos anos depois tornava-se uma estrela mundial com Dois Homens e Um Destino (1969), ao lado de Paul Newman.

Seguiram-se clássicos incontornáveis como A Golpada (1973), que lhe valeu o Óscar de Melhor Filme, Os Três Dias do Condor (1975), Os Homens do Presidente (1976), sobre o escândalo Watergate, e África Minha (1985), ao lado de Meryl Streep.

Realizador premiado e fundador de Sundance

Redford também se destacou atrás das câmaras. A sua estreia como realizador em Gente Vulgar (1980) foi um triunfo imediato, conquistando o Óscar de Melhor Realização. Seguiram-se títulos como Quiz Show (1994) e Regra de Silêncio(2012), sempre pautados pela inquietação moral e pelo comentário político.

Mas talvez o seu maior legado esteja no apoio ao cinema independente. Em 1981 fundou o Sundance Institute, que viria a transformar o Festival de Sundance no maior certame do mundo dedicado ao cinema independente. Ao longo de quatro décadas, Sundance revelou cineastas como Quentin Tarantino, Steven Soderbergh, Kelly Reichardt ou Chloé Zhao, e tornou-se uma rampa de lançamento para vozes fora do sistema de estúdios.

Uma despedida discreta

Nos últimos anos, Redford afastou-se das câmaras, mantendo apenas uma breve participação simbólica em Avengers: Endgame (2019). Já em 2018 tinha anunciado a reforma após O Cavalheiro com Arma, filme em que contracenou com Sissy Spacek. Apesar do mediatismo da declaração, preferiu depois o silêncio, preservando a sua privacidade.

A sua última aparição pública aconteceu em outubro de 2021, na cerimónia de prémios da Fundação Alberto II do Mónaco. Ainda assim, continuava a acompanhar o destino do festival que criou, tendo reagido este ano à anunciada mudança de Sundance para Boulder, no Colorado, em 2027: “A mudança é inevitável”, disse, sublinhando que o festival deve continuar a assumir riscos e a apoiar histórias inovadoras.

O fim de uma era

Com a morte de Robert Redford, desaparece um dos últimos grandes ícones românticos de Hollywood clássica, mas também o arquiteto de um espaço fundamental para o cinema independente. Entre o glamour de A Golpada, a tensão política de Os Homens do Presidente e a revolução cultural de Sundance, o seu legado permanece intocado.

A próxima edição do Festival de Sundance, marcada para 22 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026 — a última na sua cidade de origem, antes da mudança para Boulder —, terá inevitavelmente um peso simbólico acrescido: será não só uma celebração do cinema independente, mas também uma homenagem ao homem que o tornou possível.

The Texas Chainsaw Massacre: A24 Prepara Série Televisiva da Lendária Franquia de Terror

A guerra pelo massacre já tem vencedor

Quase cinco décadas depois de Tobe Hooper ter lançado ao mundo o perturbador The Texas Chain Saw Massacre (1974), um dos filmes que definiu o género slasher, a saga prepara-se para renascer… desta vez na televisão. Segundo o site Deadline, a produtora A24 venceu a feroz disputa pelos direitos da franquia e já tem em desenvolvimento uma série que promete devolver Leatherface ao centro do medo.

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A equipa criativa por trás do projeto

A24, que nos últimos anos se afirmou como uma das casas mais respeitadas do terror contemporâneo, junta nomes de peso a esta nova incursão televisiva. Entre eles estão JT Mollner (Strange Darling), Roy Lee (WeaponsIt) e Glen Powell (Hit Man), que assumem a produção da série. Embora Powell esteja envolvido apenas atrás das câmaras, a sua participação reforça o peso criativo do projeto.

A disputa pelos direitos foi intensa: Bryan Bertino (The Strangers) chegou a propor um novo filme, Oz Perkins (Longlegs) estava ligado como produtor, Taylor Sheridan (Yellowstone) apresentou um pitch, e até Jordan Peele esteve em cima da mesa, embora tenha desistido sem explicação. No final, foi a A24 quem levou a melhor, mesmo que o acordo ainda esteja sujeito a confirmação oficial.

Do grande ecrã para a televisão

The Texas Chainsaw Massacre junta-se assim a uma vaga crescente de franquias de terror a darem o salto para a televisão. Chucky transformou-se em fenómeno de culto, Alien: Earth conquistou fãs e críticos, e este ano estreiam It: Welcome to Derry (HBO Max) e uma série-prequela de The Conjuring (HBO). A própria A24 prepara também uma série ligada a Friday the 13th, focada na enigmática Pamela Voorhees, mãe de Jason.

A oportunidade para recuperar o terror puro

Apesar do estatuto icónico, a franquia Texas Chainsaw Massacre tem atravessado tempos difíceis. Desde o remake de 2003, que alimentou a onda de reinterpretações do género, as tentativas de prolongar a saga resultaram em filmes mal recebidos como Texas Chainsaw 3D (2013), Leatherface (2017) e a sequela-tributo Texas Chainsaw Massacre (2022).

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Com o selo A24 e uma equipa criativa que sabe equilibrar ousadia e reverência, a nova série pode ser a oportunidade de devolver dignidade a uma das sagas mais influentes do terror. A questão que fica no ar: estará o público preparado para enfrentar, novamente, a motosserra mais temida da história do cinema?

Scary Movie 6: Marlon Wayans Promete Uma Comédia Sem Filtros Que “Vai Ofender Alguém”


O regresso do terror mais disparatado

Mais de 20 anos depois de ter dado vida ao icónico Shorty, Marlon Wayans prepara-se para voltar à saga Scary Movie. O ator e argumentista, que esteve na génese dos dois primeiros filmes da popular paródia de terror, confirmou que Scary Movie 6 já está em andamento — e promete não poupar ninguém.

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“Vai ser como sempre fizemos. Queremos que toda a gente se ria, e não nos importa se alguém for sensível. Até as pessoas sensíveis precisam de rir de si próprias”, disse Wayans à Entertainment Weekly.

Humor sem barreiras

O comediante sublinhou que o novo capítulo será um “no holds barred”, ou seja, sem filtros e com espaço para provocar gargalhadas mesmo que algumas piadas possam ofender. “Quando fizemos White Chicks, gozámos com toda a gente — negros, brancos, hispânicos. É isso que fazemos: rirmo-nos do mundo e torná-lo mais leve. Às vezes alguém pode ficar ofendido, mas se 100 pessoas se rirem e uma sair da sala, ainda assim é uma boa piada.”

Segundo Wayans, a ideia é que Scary Movie 6 seja um filme que atravesse gerações: “Três gerações diferentes que já não têm grandes comédias há muito tempo vão poder sentar-se juntas e rir.”

Um olhar sobre as mudanças

Para o ator, não basta repetir a fórmula antiga: “A comédia mudou, o cinema mudou, o público mudou, o mundo mudou. Temos de reconhecer isso. Por isso, quisemos tornar a diferença geracional parte da conversa. É através desses contrastes que conseguimos criar piadas e, ao mesmo tempo, comentar o que mudou no horror e na sociedade.”

O regresso de rostos familiares

A saga volta também a contar com nomes muito pedidos pelos fãs. Segundo a Deadline, Anna Faris e Regina Hall estão confirmadas no elenco de Scary Movie 6, marcando o regresso das protagonistas que ajudaram a tornar os primeiros filmes em sucessos de bilheteira. O guião está a ser escrito por Marlon, em colaboração com os irmãos Shawn Wayans e Keenen Ivory Wayans, ausentes das últimas três sequelas mas que agora regressam ao comando criativo.

Wayans deixou ainda no ar a promessa de mais regressos de atores conhecidos da franquia, embora tenha admitido que ainda não há contratos fechados.

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Uma paródia pronta para 2025

Depois de anos de ausência, Scary Movie prepara-se assim para voltar a rir-se de tudo e todos — e, ao que parece, sem medo de chocar. O resultado pode muito bem ser a paródia irreverente que faltava à comédia atual, disposta a brincar tanto com o género do terror como com a própria sensibilidade dos tempos modernos.

Bella Ramsey Quer Ser Spider-Man e Assaltar Bancos com Pedro Pascal

Da sobrevivência ao caos divertido

Bella Ramsey, que conquistou o público como Ellie em The Last of Us, parece já estar a sonhar com futuros papéis muito para lá do apocalipse. Durante o evento da HBO dedicado aos nomeados para os Emmys, a atriz revelou que adoraria reencontrar Pedro Pascal num projeto bem diferente: um filme de assalto.

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“Talvez um filme de assalto em que estamos a assaltar um banco juntos”, disse Ramsey, imaginando uma parceria caótica mas irresistível com o eterno Joel.

O reencontro adiado com Pedro Pascal

Ramsey confessou ainda que Pascal continua a ser a pergunta que mais vezes lhe fazem: “É sempre ‘Como é o Pedro Pascal? É tão simpático como parece?’ A resposta é: sim.” Segundo contou, a relação de ambos mantém-se próxima, mesmo que a agenda os obrigue a andar desencontrados. “A maioria das nossas mensagens são ‘Onde estás no mundo? Estou aqui, e tu? Oh, acabámos de nos desencontrar’.”

Super-heróis no horizonte?

A conversa ganhou um tom ainda mais curioso quando o tema passou para super-heróis, já que Pascal fará parte de The Fantastic Four: First Steps. Ramsey não hesitou: “Eu podia ser o Spider-Man. O Tom Holland fez um ótimo trabalho, mas talvez precisem de criar um novo [super-herói] para mim.”

Entre rumores que a colocam como possível Kitty Pryde no novo filme dos X-Men — algo que disse desconhecer —, a atriz revelou também que só recentemente entrou no universo Marvel. O primeiro e único filme que viu até agora foi The Amazing Spider-Man, com Andrew Garfield. O veredito? “Incrível. Adorei.”

Em alta com 

The Last of Us

Enquanto isso, Ramsey continua em destaque com The Last of Us, série que somou 17 nomeações para os Emmys de 2025, incluindo mais uma para a atriz. Quanto à terceira temporada, ainda não há guiões nem datas de filmagens, mas a antecipação já cresce entre os fãs.

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Entre o sonho de vestir o fato do Spider-Man e a ideia de assaltar bancos ao lado de Pedro Pascal, Bella Ramsey mostra que não lhe falta imaginação — e Hollywood pode muito bem estar pronta para seguir o seu impulso.

Frozen 3: Casamento Real em Arendelle e um Novo Membro Misterioso na Família

A sinopse oficial já está aí e traz revelações mágicas

A Disney revelou finalmente os primeiros detalhes oficiais de Frozen 3, e os fãs de Arendelle já têm motivos para sonhar com mais um épico musical cheio de surpresas. O filme, que tem estreia marcada para 24 de novembro de 2027, promete unir novamente Anna e Elsa numa nova jornada repleta de magia, emoção e novidades de cortar a respiração.

Segundo a sinopse partilhada pela conta oficial da Disney no WeChat, em tradução divulgada pelo perfil @almanaquedisney no X (antigo Twitter), o novo capítulo irá mostrar “o casamento do século em Arendelle, quando a Rainha Anna caminha até ao altar e se junta a Elsa numa nova viagem mágica cheia de desafios desconhecidos”. Mas a maior surpresa é a chegada de “um novo e misterioso membro à família real”, cuja identidade está a ser mantida em segredo.

https://twitter.com/almanaquedisney/status/1966867913878413791?s=61

O regresso da equipa original

Jennifer Lee, que realizou os dois primeiros filmes, regressa à cadeira de realizadora e garante continuidade criativa ao universo que se tornou fenómeno cultural. Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff e Josh Gad também voltam a dar voz às personagens que conquistaram uma geração — ainda que o processo de gravações nem sequer tenha começado.

O próprio Josh Gad confirmou ao Collider que o elenco ainda não ouviu as novas canções nem gravou qualquer diálogo, sublinhando que a produção está em fase inicial. Mesmo assim, a antecipação é enorme: os fãs sabem que as músicas de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez têm sido uma das chaves do sucesso da saga, e não será diferente desta vez.

O que esperar desta nova aventura?

Frozen (2013) apresentou-nos as irmãs Anna e Elsa e conquistou o mundo com o hino “Let It Go”. Frozen 2 (2019) expandiu o legado da família real de Arendelle, revelando que a mãe das protagonistas, Iduna, era parte da tribo Northuldra e explicando o destino de Elsa como o quinto espírito da Floresta Encantada.

Agora, tudo indica que Frozen 3 continuará a aprofundar os laços familiares, trazendo novas respostas e novos desafios. Entre o casamento real e o misterioso novo elemento que promete abalar a vida em Arendelle, a Disney prepara-se para mais uma superprodução que, tal como as anteriores, deverá marcar o imaginário do público.

A contagem decrescente já começou: faltam dois anos para regressarmos ao reino gelado de Elsa e Anna, mas a magia promete aquecer corações em todo o mundo.

The Road Between Us: Documentário Sobre o 7 de Outubro Conquista o Público em Toronto

O filme mais polémico do TIFF 2025

O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) foi palco de uma das histórias mais conturbadas da edição deste ano. Depois de ter sido inicialmente convidado, desprogramado e novamente reintegrado na seleção oficial, o documentário The Road Between Us: The Ultimate Rescue acabou por se tornar um dos grandes destaques da 50.ª edição do festival ao vencer o People’s Choice Award para Melhor Documentário — um prémio atribuído pelo voto do público.

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Realizado por Barry Avrich, o filme acompanha o general reformado israelita Noam Tibon, que no dia 7 de outubro de 2023 atravessou zonas de conflito para resgatar o filho e a família, presos num kibbutz perto de Gaza durante os ataques do Hamas a Nahal Oz. Uma história pessoal e dramática, que rapidamente se transformou num retrato maior sobre coragem, família e sobrevivência em meio à violência.

Uma estreia envolta em protestos e controvérsia

A exibição mundial do filme em Toronto não esteve isenta de polémica. Para além das tensões relacionadas com o conflito israelo-palestiniano — que levaram a protestos em frente ao Roy Thomson Hall durante a estreia —, surgiram também preocupações logísticas e legais por parte do festival, nomeadamente em relação à utilização de imagens captadas por câmaras do Hamas durante os ataques.

Apesar das hesitações iniciais, e após críticas da comunidade judaica canadiana e de várias figuras públicas em Israel, o TIFF voltou atrás na decisão e autorizou a estreia do documentário. Barry Avrich agradeceu pessoalmente a Cameron Bailey, diretor do festival, pela reabertura da porta ao filme.

A força do público

Ao receber o prémio, Avrich destacou a importância do voto da audiência: “O público votou, e eu agradeço por isso. É emocionante para mim e para o Mark [Selby, produtor] vencer este prémio. Estamos ansiosos pelo resto desta jornada.”

Mark Selby reforçou a mensagem, sublinhando que se sentiram apoiados pela organização do festival: “Espero que todos os cineastas desta edição tenham sentido o mesmo apoio que nós sentimos.”

Próxima etapa: salas da América do Norte

Após o triunfo em Toronto, The Road Between Us prepara-se para ser exibido em cerca de 125 salas de cinema em mais de 20 cidades da América do Norte, a partir de 3 de outubro, numa distribuição maioritariamente independente.

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Entre aplausos, protestos e discussões acesas, uma coisa ficou clara: este documentário tornou-se um dos títulos incontornáveis do TIFF 2025, lembrando que o cinema continua a ser um palco privilegiado para confrontar histórias difíceis e debates urgentes.

Sketch: Quando os Rabiscos Ganharem Vida no Grande Ecrã

No próximo dia 18 de setembro chega às salas portuguesas Sketch – Cuidado com o que desenhas, uma fantasia sombria realizada por Seth Worley que promete transformar a inocência do desenho infantil num verdadeiro pesadelo. A ideia é simples e perturbadora: e se aquilo que as crianças rabiscam nos cadernos ganhasse vida, com toda a estranheza, a ternura e os monstros que daí poderiam nascer?

A história segue Taylor Wyatt, um pai viúvo interpretado por Tony Hale, que vive com os filhos Amber e Jack. A menina, com uma imaginação prodigiosa, começa a ver as suas criações de lápis e giz manifestarem-se no mundo real, após um misterioso incidente junto de um lago. O que começa por parecer uma dádiva rapidamente se transforma num pesadelo, à medida que criaturas bizarras e ameaçadoras escapam do papel para assombrar a cidade. Entre proteger os filhos e reparar os erros desencadeados, Taylor terá de enfrentar um desafio maior do que alguma vez imaginou.

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Ao lado de Hale, encontramos D’Arcy Carden no papel de Liz, a tia das crianças, Bianca Belle como Amber, a pequena artista, e Kue Lawrence como Jack, o irmão curioso e aventureiro. O filme combina momentos de fantasia luminosa com uma vertente mais obscura e inquietante, misturando drama familiar com elementos de terror leve — sempre embalado por uma atmosfera que faz lembrar tanto os clássicos de criaturas dos anos 80 como os universos mais recentes de fantasia para toda a família.

O que distingue Sketch é a forma como junta a imaginação infantil a temas mais adultos, como o luto, a responsabilidade e os laços familiares. Há sustos, sim, mas também há humor, ternura e um subtexto emocional que o aproxima mais de uma fábula sombria do que de um típico filme de horror.

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Estreando em pleno regresso às aulas, Sketch é uma proposta curiosa para quem gosta de cinema que brinca com a imaginação e, ao mesmo tempo, questiona até que ponto estamos preparados para lidar com os monstros — reais ou inventados — que nos espreitam dentro de casa.

Criadores de Ídolos: Thriller Português Que Questiona a Fama e o Poder Estreia Esta Semana

Uma conspiração que atravessa gerações

O cinema português prepara-se para receber um dos thrillers mais ousados do ano. Criadores de Ídolos, novo filme de Luís Diogo, estreia já esta quinta-feira, 18 de setembro, nas salas nacionais com distribuição da NOS Audiovisuais.

Com José Fidalgo, Ricardo Carriço, Virgílio Castelo, Rafaela Sá e Oceana Basílio nos principais papéis, o filme mergulha numa trama intensa onde a ficção e a realidade se cruzam para levantar questões sobre o papel das figuras públicas e o preço da fama.

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A história acompanha Sofia, jovem determinada a tornar-se a primeira mulher a integrar a “Ordem dos Criadores de Ídolos”, uma sociedade secreta que, segundo a narrativa, esteve por detrás das mortes de ícones como John F. Kennedy, Elvis Presley, Marilyn Monroe e James Dean. Para os membros da Ordem, a criação de mártires é a única forma de inspirar valores numa sociedade cada vez mais fútil. Mas o dilema de Sofia é moralmente devastador: será ela capaz de planear a morte de uma celebridade para conquistar o seu lugar na organização?

Entre drama e suspense

Luís Diogo constrói um filme que mistura drama e suspense, aliando uma narrativa envolvente a reflexões sobre a necessidade de referências na sociedade contemporânea, a igualdade de género e até a fronteira entre verdade e mentira.

O elenco conta ainda com Diogo Lima, que se junta a um grupo de atores de peso, habituados a transitar entre televisão e cinema.

Reconhecimento internacional antes da estreia

Criadores de Ídolos abriu oficialmente o Fantasporto 2025 e já conquistou prémios além-fronteiras, incluindo o de Melhor Longa-Metragem no Cobb International Film Festival, nos Estados Unidos. O percurso em festivais de cinema independente reforça a ambição de um projeto que procura provocar debate tanto em Portugal como no estrangeiro.

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Com uma premissa ousada e uma abordagem autoral, o filme promete não deixar ninguém indiferente. A pergunta fica no ar: até onde iríamos para criar os ídolos de que tanto precisamos?

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Francis Lawrence volta ao terreno da sobrevivência

Depois de levar milhões de espectadores a arenas letais em The Hunger Games, Francis Lawrence volta a envergar os óculos de distopia para adaptar The Long Walk, romance que Stephen King publicou em 1979 sob o pseudónimo Richard Bachman. O resultado é um thriller distópico tenso, sombrio e surpreendentemente humano, que transforma um simples ato — caminhar — num exercício de resistência física, psicológica e até filosófica.

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O filme transporta-nos para uma América alternativa, marcada pelo trauma do pós-Vietname, onde jovens são selecionados por sorteio para participar numa marcha televisiva sem fim. O objetivo é cruel: andar sem parar até restar apenas um vencedor, recompensado com fama, riqueza e um desejo realizado. Para os restantes, a eliminação é literal, feita sob o olhar vigilante de soldados armados.

Um elenco que dá corpo ao desespero

No centro da narrativa está Ray Garraty (Cooper Hoffman), que se despede da mãe (Judy Greer) antes de enfrentar a 19.ª edição da marcha. Ao longo da jornada, cria laços com outros concorrentes, como o carismático Peter McVries (David Jonsson), o fervoroso Arthur Baker (Tut Nyuot) e o aguerrido Hank Olson (Ben Wang). O Major impiedoso, interpretado por Mark Hamill, lidera o espetáculo distópico como uma sombra constante.

Apesar da premissa minimalista — caminhar ou morrer — o filme surpreende pela variedade visual e pela forma como investe nos personagens. Lawrence, em colaboração com o diretor de fotografia Jo Willems, evita a monotonia através de enquadramentos engenhosos e de uma atmosfera carregada de tensão, enquanto a violência, explícita e inevitável, é sempre enquadrada pela dor e pela consciência da sua futilidade.

Uma parábola sobre fascismo e resistência

Mais do que um jogo de sobrevivência, The Long Walk funciona como metáfora sobre como regimes autoritários moldam indivíduos e sociedades. Alguns caminham por dinheiro, outros por desespero, outros ainda pela necessidade de resistir. No coração do filme está a relação entre Garraty e McVries, marcada por amizade, admiração e um confronto filosófico que oscila entre a esperança e a resignação.

Cooper Hoffman constrói um protagonista com uma determinação quase animal, enquanto David Jonsson rouba a cena com um McVries carismático e compassivo, transformando a dupla na âncora emocional da narrativa.

Entre a brutalidade e a melancolia

Apesar de não atingir plenamente o impacto emocional a que aspira, especialmente no seu final ambíguo, The Long Walkmantém-se fascinante pela maior parte da sua duração. É um filme sobre juventudes condenadas, sobre a violência transformada em espetáculo e sobre como a esperança pode persistir mesmo nas estradas mais sombrias.

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Francis Lawrence pode não ter encontrado o mesmo equilíbrio épico de The Hunger Games, mas entrega aqui uma obra visualmente inventiva e emocionalmente carregada, que mantém viva a chama das distopias de Stephen King.

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Do sucesso de The Bear ao mito do “Boss”

Depois de conquistar a crítica com The Bear, Jeremy Allen White enfrenta agora o maior desafio da sua carreira: dar vida a Bruce Springsteen no biopic Deliver Me From Nowhere. Realizado por Scott Cooper (Crazy Heart) e baseado no livro de Warren Zanes, o filme mergulha na criação de Nebraska (1982), um dos álbuns mais enigmáticos e intimistas do cantor.

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Springsteen, que vinha do sucesso estrondoso de The River, fechou-se no quarto com um gravador de quatro pistas e produziu um conjunto de canções sombrias e nuas, que chocaram a indústria mas acabaram por se tornar um clássico absoluto. É essa luta entre a pressão das editoras e a fidelidade artística que o filme coloca no centro da narrativa.

Um elenco de luxo e estreia em outubro

Além de White no papel do “Boss”, o filme conta com Jeremy Strong como Jon Landau, o icónico manager de Springsteen. O elenco inclui ainda Paul Walter Hauser, Odessa Young, Marc Maron, Gabby Hoffman, Stephen Graham e Johnny Cannizzaro.

Em Portugal, Deliver Me From Nowhere estreia a 23 de outubro, um dia antes dos EUA, com distribuição em várias salas nacionais.

Música, cinema e legado

Para acompanhar a estreia, Bruce Springsteen prepara também um presente para os fãs: Nebraska ’82: Expanded Edition, uma caixa de cinco discos que traz o álbum remasterizado, a versão elétrica nunca editada, outtakes raros e até um filme-concerto gravado no Count Basie Theatre, em Red Bank, New Jersey.

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Entre a cinebiografia e a celebração musical, este outono será marcado por uma revisitação profunda a um dos capítulos mais fascinantes da carreira de Springsteen. Jeremy Allen White tem agora a missão de mostrar como, por vezes, a maior força de um artista surge na sua vulnerabilidade.

Emmys 2025: The Studio Brinda ao Recorde, Mas Houve Mais Surpresas na Noite da Televisão

A sátira que virou carta de amor a Hollywood

A 77.ª edição dos Emmys, os “Óscares da Televisão”, coroou The Studio como a grande vencedora da noite. A série da Apple TV+, criada e protagonizada por Seth Rogen, conquistou 13 estatuetas — um recorde absoluto para uma série de comédia — e transformou a sua visão satírica e apaixonada sobre Hollywood num fenómeno televisivo.

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Com 23 nomeações, já partia como favorita. No fim, arrecadou os troféus mais cobiçados, incluindo Melhor Série de Comédia e Melhor Ator numa Série de Comédia para Rogen, que igualou o recorde de mais Emmys ganhos por uma só pessoa numa noite. A série confirma-se como um retrato mordaz das inseguranças e falhas morais da indústria que retrata… mas com um toque de autoironia que encantou votantes e público.

A força britânica de Adolescência

Se Hollywood celebrou com Rogen, também houve sotaque britânico na festa. A minissérie Adolescência, da Netflix, conquistou oito Emmys, incluindo o de Melhor Minissérie. Stephen Graham brilhou como Melhor Ator, enquanto Owen Cooper entrou para a história como o mais jovem vencedor masculino de sempre numa categoria de interpretação, ao levar para casa o prémio de Melhor Ator Secundário. Erin Doherty, por sua vez, confirmou o estatuto de revelação ao vencer Melhor Atriz Secundária.

Drama com sabor a vitória: The Pitt

O drama também teve os seus heróis. The Pitt, da HBO Max, sagrou-se Melhor Série Dramática, derrotando pesos pesados como The Last of UsSeparação e The White Lotus. Noah Wyle arrebatou o Emmy de Melhor Ator em Drama, e Katherine LaNasa surpreendeu ao vencer na categoria de Melhor Atriz Secundária, impondo-se a quatro nomeadas de The White Lotus.

Outros destaques da noite

Nem só de recordes viveu esta edição. The Penguin arrecadou nove estatuetas, sobretudo em categorias técnicas, mas também deu a Cristin Milloti o prémio de Melhor Atriz numa Minissérie. Já Separação, apesar das 27 nomeações, ficou-se por oito vitórias — mas ainda assim entrou para a história: Tramell Tillman tornou-se o primeiro homem negro a conquistar o Emmy de Melhor Ator Secundário em Drama, e Britt Lower venceu Melhor Atriz Dramática.

Houve ainda momentos de nostalgia: os 25 anos de Gilmore Girls, o 50.º episódio de Survivor, os 40 anos de Golden Girls e até os 20 de Anatomia de Grey. A cerimónia foi conduzida pelo comediante Nate Bargatze, que prometeu discursos curtos com uma “chantagem solidária”: doar 100 mil dólares a uma instituição de caridade, com o valor a decrescer sempre que alguém se alongasse. Resultado? Uma noite mais ágil e focada na celebração da televisão.

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A festa da televisão continua

Do brilho da passadeira vermelha às homenagens sentidas, os Emmys de 2025 confirmaram que a televisão continua a ser terreno fértil para grandes histórias e interpretações memoráveis. Se The Studio ficará para a história como a rainha da sátira televisiva, Adolescência e The Pitt provaram que há sempre espaço para novas vozes e dramas marcantes.

Toy Story faz 30 anos: o filme que mudou a animação regressa ao grande ecrã

Foi a 12 de novembro de 1995 que o mundo conheceu Toy Story e, desde então, a história da animação nunca mais foi a mesma. O primeiro filme totalmente animado em computador revolucionou Hollywood e transformou um pequeno grupo de criativos da Pixar em pioneiros de uma nova era.

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Na altura, ninguém imaginava o impacto que teria. A Pixar tinha acabado de assinar um contrato de 26 milhões de dólares com a Disney para produzir três longas-metragens e apresentou três ideias: duas baseadas em livros infantis e uma, “meio cozida”, sobre brinquedos que ganhavam vida. Adivinhe-se qual foi escolhida.

Pete Docter, Andrew Stanton e Jonas Rivera — que na época eram apenas jovens animadores e até um estagiário — recordam hoje que o ambiente era quase amador. “Parecia que estávamos a fazer um filme na garagem”, contou Docter. Mas essa irreverência acabou por abrir caminho para Woody, Buzz Lightyear e companhia conquistarem o mundo.

Entre o caos e o génio criativo

Nem tudo foi fácil. A famosa projeção de Toy Story para executivos da Disney — conhecida como o “Black Friday” — quase cancelou o projeto. A equipa teve apenas duas semanas para reescrever partes cruciais do guião e salvar o filme.

No centro da narrativa estavam dois brinquedos: Woody, o xerife de cordel (voz de Tom Hanks), e Buzz Lightyear, o patrulheiro espacial (voz de Tim Allen). O segredo esteve em dar-lhes profundidade emocional. “Woody tem medo de ser substituído. Quem nunca sentiu isso, seja num emprego ou numa relação?”, explicou Jonas Rivera. Essa vulnerabilidade humana, embrulhada em aventura e humor, deu à história uma ressonância universal.

O público rendeu-se de imediato. Rex, Hamm, Bo Peep e o resto da trupe de brinquedos tornaram-se instantaneamente familiares, como se sempre tivessem existido.

Um legado sem fim

Toy Story arrecadou quase 400 milhões de dólares em bilheteira mundial e tornou-se o filme mais lucrativo de 1995. Seguiram-se três sequelas, curtas, especiais, o spin-off Lightyear e, claro, Toy Story 5, já marcado para 19 de junho de 2026. Para além disso, os personagens tornaram-se presença obrigatória nos parques temáticos da Disney.

Agora, para celebrar o 30.º aniversário, o clássico regressa às salas de cinema numa versão restaurada e, pela primeira vez, em 4DX, numa estreia mundial a 12 de setembro.

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Andrew Stanton, que escreve e realiza Toy Story 5, deixou uma mensagem clara aos fãs: “É evidente como o carinho por estes personagens é genuíno. Nós sentimos o mesmo. E queremos continuar a contar estas histórias convosco.”

Três décadas depois, a promessa de Buzz Lightyear continua viva: até ao infinito… e mais além!

Demon Slayer: Infinity Castle arrasa no box office com estreia entre $56M e $60M

A chama de Demon Slayer voltou a incendiar os cinemas. O novo filme da saga, Kimetsu no Yaiba: Infinity Castle, estreou com números impressionantes, arrecadando 56 a 60 milhões de dólares no primeiro fim de semana nos EUA, após um arranque colossal de 33 milhões só na sexta-feira.

Este é não apenas o maior arranque de 2025 para a Sony, mas também um dos maiores do estúdio nos últimos anos, superando títulos como Venom: The Last Dance ($51M), It Ends With Us ($50M) e Bad Boys: Ride or Die ($56,5M). O último sucesso semelhante da Sony tinha sido Spider-Man: Across the Spider-Verse em 2023, com 120,6 milhões.

A força de Infinity Castle

O filme chega num ponto fulcral da saga, sendo comparado pelos fãs a um Empire Strikes Back do universo Demon Slayer. Não surpreende, portanto, que tenha quebrado recordes de bilheteira antecipada — 10 milhões de dólares em cinco dias só nas pré-vendas — e recebido um raro A no CinemaScore, a melhor nota já atribuída a um filme da franquia (os anteriores tinham ficado em B+).

Outro dado notável: quase 44% das receitas vieram de sessões IMAX e PLF, sublinhando a força do espetáculo visual do filme. A demografia também impressiona: 71% do público tinha entre 18 e 34 anos, e quase metade tinha menos de 25 anos.

Concorrência em queda

O sucesso de Infinity Castle deixou pouca margem a outros lançamentos. The Long Walk, a nova adaptação de Stephen King realizada por Francis Lawrence, estreou com apenas 11 a 12,5 milhões, bem abaixo das expectativas. Já The Conjuring: Last Rites segurou o segundo lugar com 27 milhões, e Downton Abbey: Grand Finale surpreendeu em contraprogramação, com 19,5 milhões.

Menos feliz foi o destino de Spinal Tap II: The End Continues, que abriu com fracos 1,55 milhões apesar do entusiasmo em Hollywood.

Um fenómeno global

Fora dos EUA, Infinity Castle já soma 350 milhões de dólares, a maior parte do Japão, reforçando o estatuto da saga como fenómeno cultural e comercial.

Com esta estreia, Demon Slayer não só garante à Sony o seu maior triunfo do ano, como reafirma o poder crescente do anime no cinema mundial, capaz de rivalizar com os maiores blockbusters de Hollywood.

Avengers: Doomsday já tem primeira sinopse – e deixou muitos fãs desiludidos

Disney China Expo confirma detalhes de Doctor Doom

Disney China Expo revelou a primeira sinopse oficial de Avengers: Doomsday, mas o entusiasmo rapidamente deu lugar à frustração. O texto, vago e pouco revelador, confirmou apenas alguns pontos já esperados, levando vários fãs a criticar nas redes sociais a falta de novidades.

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O que realmente chamou a atenção foi a confirmação de que o Doctor Doom de Robert Downey Jr. será apresentado como um “mestre da ciência de ponta e da magia poderosa”, reforçando rumores de que esta será uma das versões mais temíveis do vilão.

No evento, foi ainda exibido um standee de Doom e um segmento no espetáculo de luzes da Marvel, onde o antagonista surge a manipular feitiços semelhantes aos de Doctor Strange em Spider-Man: No Way Home. Entre as imagens, destacavam-se também símbolos de Wakanda, dos Avengers, dos X-Men e dos Thunderbolts, sugerindo a dimensão épica da história.

Expectativas para o futuro do MCU

Depois de anos em que cada filme Marvel era considerado obrigatório, a saturação de lançamentos, a chegada do Disney+ e algumas produções apenas medianas abalaram o entusiasmo. 2023 foi mesmo apontado como o pior ano do estúdio.

Mas o regresso com Deadpool & Wolverine em 2024 reacendeu a chama, e agora todas as atenções estão viradas para 2026, com duas estreias cruciais:

  • Spider-Man: Brand New Day em julho
  • Avengers: Doomsday em dezembro

Enquanto o sucesso de Spider-Man parece garantido — continua a ser o herói mais lucrativo da Marvel —, Avengers: Doomsday terá o peso de provar que o MCU ainda consegue entregar um evento à escala de Infinity War.

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Com um elenco massivo, o regresso de estrelas dos X-Men e a promessa de uma narrativa devastadora que prepara terreno para Secret Wars, a fasquia está mais alta do que nunca. Resta saber se a Marvel corresponderá às expectativas dos fãs.

Roofman: Channing Tatum conheceu Peter Dinklage pela primeira vez… completamente nu

Um encontro inesperado no set

O novo filme Roofman, de Derek Cianfrance, tem dado que falar não apenas pelo enredo insólito — a história verídica de Jeffrey Manchester, um fugitivo que se escondeu nos corredores de uma loja Toys “R” Us — mas também pelos bastidores.

O realizador revelou à People que o primeiro encontro entre Channing Tatum e Peter Dinklage aconteceu durante uma cena em que o ator de Magic Mike estava em “full monty”:

“Há uma grande cena em que o personagem de Peter apanha o Channing a tomar banho a meio da noite. Podemos escrever isso no guião, mas depois alguém tem de o filmar. E o Channing teve de aparecer.”

A primeira impressão

Segundo Cianfrance, não houve duplos nem truques de câmara: Tatum estava realmente nu durante a cena — e esse foi o momento em que Dinklage o viu pela primeira vez.

“Foi divertido ver os dois a interagir dessa forma. Era exatamente a surpresa que eu queria. Mantive os atores afastados antes da rodagem para que a primeira reação fosse genuína. Assim, a primeira vez que Peter viu o Channing foi em full monty.”

Romance e crime num só filme

Apresentado no Festival Internacional de Cinema de TorontoRoofman mistura comédia romântica e drama criminal. No elenco, além de Tatum e Dinklage (que interpreta Mitch, o gerente da loja), está também Kirsten Dunst como Leigh, a funcionária que se envolve com o fugitivo.

O filme chega às salas de cinema dos EUA a 10 de outubro. Em Portugal, a estreia ainda não tem data confirmada, mas é um dos títulos mais comentados da temporada de festivais — tanto pelo seu enredo improvável como pelos momentos inesperados nos bastidores.

Frankenstein: Guillermo Del Toro diz que a Criatura de Jacob Elordi é “de uma beleza estonteante”

Um monstro diferente do que conhecemos

Guillermo Del Toro está prestes a estrear a sua versão muito aguardada de Frankenstein, e já deixou claro que o seu olhar sobre a icónica Criatura vai surpreender. Em entrevista à Entertainment Weekly, o realizador vencedor de três Óscares explicou que a interpretação de Jacob Elordi como o monstro é “de uma beleza estonteante, de uma forma quase sobrenatural”.

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Del Toro sublinha que não queria que a audiência sentisse que estava a ver “uma vítima de acidente remendada de forma descuidada”. Pelo contrário, o Criador — o Dr. Frankenstein — trata o seu projeto como a obra máxima da sua vida:

“Victor é tanto um artista como um cirurgião, e se sonhou com esta criatura toda a vida, ia fazê-la perfeita. Parece um recém-nascido, uma criatura de alabastro. As cicatrizes são belas, quase aerodinâmicas.”

Detalhes visuais da Criatura

Segundo Del Toro, a pele do monstro resulta de diferentes corpos, o que cria uma paleta de tons variados:

“As cores são pálidas, quase translúcidas. Dá a sensação de uma alma recém-nascida.”

Ou seja, longe da imagem clássica do ser grotesco e remendado, aqui temos um ser que mistura inocência, fragilidade e estranheza hipnótica.

Um elenco de luxo

Na nova adaptação, Oscar Isaac interpreta o brilhante — mas egocêntrico — Dr. Victor Frankenstein, cuja obsessão leva ao inevitável desastre. Jacob Elordi dá vida à Criatura, num papel que promete redefinir a forma como o público encara esta figura histórica do terror.

O filme tem estreia marcada para 17 de outubro em cinemas selecionados e 7 de novembro na Netflix, garantindo que também o público português poderá assistir à mais recente visão gótica de Del Toro.

Uma obsessão de infância

Na estreia mundial em Veneza, Del Toro confessou que este projeto é quase religioso para si:

“Desde criança, criado de forma muito católica, nunca percebi bem os santos. Mas quando vi Boris Karloff no ecrã, percebi o que era um santo ou um messias. Sigo esta criatura desde pequeno e esperei pelas condições certas, criativas e de escala, para reconstruir este mundo da forma como sempre imaginei.”

Com esta paixão e detalhe obsessivo, Del Toro promete nada menos do que a versão definitiva de Frankenstein para o século XXI.

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The Witcher: 4.ª temporada já tem data de estreia e mostra primeiras imagens de Liam Hemsworth como Geralt

A mudança mais aguardada da saga

A Netflix confirmou finalmente a estreia da 4.ª temporada de The Witcher: será no próximo 30 de outubro de 2025. A nova temporada marca a aguardada transição de Henry Cavill para Liam Hemsworth no papel de Geralt de Rivia, e o serviço de streaming já revelou as primeiras imagens do ator na pele do bruxo.

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O que esperar da nova temporada

Após os eventos dramáticos que encerraram a 3.ª temporada, a história leva Geralt, Yennefer e Ciri a caminhos separados, obrigados a atravessar um Continente devastado pela guerra e cheio de monstros. Para sobreviver ao chamado “batismo de fogo”, cada um terá de liderar novos grupos de desajustados — com a esperança de se reencontrarem.

Novas caras no elenco

Uma das grandes novidades do elenco é Laurence Fishburne, que se junta como Regis, personagem muito acarinhado pelos fãs dos livros e jogos. Introduzido no romance Batismo de Fogo de Andrzej Sapkowski, Regis é um barbeiro-cirurgião de passado enigmático que acaba por se tornar um aliado de Geralt.

Além de Liam Hemsworth e Laurence Fishburne, regressam ao ecrã Anya Chalotra (Yennefer), Freya Allan (Ciri) e Joey Batey (Jaskier).

Produção e expectativas

A série continua a ser produzida por Steve Gaub, Matt O’Toole, Mike Ostrowski, Javier Grillo-Marxuach e Lauren Schmidt, em parceria com a Platige Films e a Hivemind Content.

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Com a mudança do protagonista e a introdução de Regis, a nova temporada promete renovar o fôlego da série e voltar a conquistar tanto os fãs dos livros de Sapkowski como os jogadores que conhecem bem o universo de The Witcher.

MobLand: Pierce Brosnan e Tom Hardy regressam para a 2.ª temporada do drama criminal britânico

Câmaras voltam a rolar em Outubro

A família Harrigan não vai largar Londres tão cedo. A série MobLand, drama criminal britânico da Paramount+, vai arrancar as filmagens da sua 2.ª temporada já em Outubro de 2025, segundo confirmou a atriz Joanne Froggatt(Downton Abbey), que interpreta Jan Da Souza, a mulher do “fixer” Harry (Tom Hardy).

“Começamos a rodar no final de Outubro. Estou ansiosa para voltar. Adorei o guião, adorei a personagem, e o elenco é simplesmente incrível. Sempre quis interpretar a mulher de um gangster… e calhou-me esta oportunidade maravilhosa”, disse Froggatt em entrevista ao MovieWeb.

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O fenómeno da Paramount+

Criada por Ronan Bennett e realizada por Guy RitchieMobLand estreou-se em Março de 2025 na SkyShowtime, também disponível em Portugal. A 1.ª temporada acompanhou Harry Da Souza (Tom Hardy), um “fixer” dividido entre a lealdade à família Harrigan — liderada por Pierce Brosnan e Helen Mirren — e as constantes tentativas de sobrevivência num submundo onde a confiança vale menos que uma bala.

O final da temporada deixou o destino de Harry em aberto, aumentando a especulação sobre o futuro da série. Três semanas depois, a Paramount+ confirmou a renovação, afastando os rumores de cancelamento.

Quando estreia a 2.ª temporada?

Se seguir o mesmo calendário de produção, a nova temporada poderá estrear já no início de 2026, embora a escala da história possa exigir mais tempo de pós-produção.

Vale a pena ver MobLand?

Segundo a crítica da Collider, a série brilha especialmente nas cenas com Pierce Brosnan e Helen Mirren, que dão vida a personagens tão carismáticas quanto traiçoeiras. A relação com Harry (Tom Hardy) é constantemente colocada em causa, criando tensão permanente.

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Comparada a produções como Yellowstone e Tulsa KingMobLand não reinventa o género, mas oferece um elenco magnético, intriga constante e reviravoltas suficientes para prender o espectador episódio após episódio.

Para quem gosta de séries de gangsters intensas, cheias de segredos e traições familiaresMobLand é obrigatória — e em Portugal pode ser vista na SkyShowtime.