O Regresso Sombrio a Sleepy Hollow: Clássico de Tim Burton ganha prequela inesperada… em banda desenhada

27 anos depois, o universo gótico de Sleepy Hollow expande-se com uma história mais negra, violenta e centrada na vilã do filme

Vinte e sete anos depois da estreia de Sleepy Hollow, um dos filmes mais marcantes da colaboração entre Tim Burton e Johnny Depp, o universo do Cavaleiro Sem Cabeça prepara-se para regressar — mas de uma forma que poucos fãs esperavam. Não se trata de um novo filme nem de uma série televisiva, mas sim de uma prequela em banda desenhada que promete mergulhar o terror gótico em águas ainda mais sombrias.

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A editora IDW Publishing anunciou o lançamento de Sleepy Hollow: The Witches of the Western Wood, uma minissérie de cinco números que chega às lojas a 6 de Maio, através do selo IDW Dark. A nova história irá explorar as origens de Lady Mary Van Tassel, a enigmática antagonista do filme, interpretada por Miranda Richardson na versão cinematográfica de 1999.

A origem de uma bruxa — e da sua ligação ao Cavaleiro Sem Cabeça

No filme original, Lady Van Tassel surge como a mente por detrás dos assassinatos que aterrorizam Sleepy Hollow, acabando tragicamente arrastada para o Inferno pelo próprio Hessian depois de o seu plano ser desmascarado por Ichabod Crane. A nova banda desenhada recua no tempo e revela quem ela era antes de adoptar essa identidade.

Segundo a sinopse oficial, a personagem chamava-se originalmente Sarah Archer e cresceu num ambiente marcado por abuso e negligência, aprendendo os caminhos da bruxaria ao lado da sua irmã gémea. O momento decisivo surge quando presencia a decapitação do temível Hessian, dando início a uma ligação sobrenatural que a transformará numa figura temida e poderosa.

Uma visão ainda mais negra do que o filme

A série é escrita por Delilah S. Dawson e ilustrada por Jose Jaro, dupla que promete levar o terror a um novo patamar. Dawson descreveu o projecto como um “sonho tornado realidade”, assumindo-se fã de Sleepy Hollow desde a sua estreia nos cinemas e de Tim Burton desde Pee-Wee’s Big Adventure.

De acordo com Riley Farmer, editora da IDW, a série foi desenvolvida com aprovação da Paramount Pictures, detentora dos direitos do filme, que deu liberdade criativa para explorar uma abordagem “mais negra e mais horrífica do que tudo o que Sleepy Hollow mostrou até hoje”. Uma promessa que deverá entusiasmar os fãs mais devotos do lado macabro do universo burtoniano.

Um universo que continua a crescer

Esta prequela surge depois de Return to Sleepy Hollow, uma sequela em banda desenhada lançada no ano passado, situada 15 anos após os acontecimentos do filme. Juntas, estas histórias estão a transformar Sleepy Hollow numa mitologia expandida, capaz de sobreviver — e prosperar — fora do cinema.

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Para quem cresceu com o filme de 1999 e mantém um carinho especial pela sua atmosfera gótica, The Witches of the Western Wood surge como uma oportunidade rara de revisitar esse mundo sob uma nova luz… ou melhor, numa escuridão ainda mais profunda.

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O legado continua… agora com novos golpes e um novo herói

O universo Karate Kid prepara-se para escrever mais um capítulo da sua longa história, desta vez com Karate Kid: Os Campeões, o sexto filme da saga que marcou várias gerações de espectadores. A estreia acontece já sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e também disponível no TVCine+, prometendo juntar nostalgia, emoção e uma nova abordagem ao eterno conflito entre disciplina, superação e identidade  .

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Depois de décadas a ensinar-nos que “cera, encera” pode ser uma filosofia de vida, a saga regressa com uma história que cruza passado e futuro, tradição e reinvenção, mantendo intactos os valores que sempre definiram Karate Kid.

Li Fong: do trauma à superação

No centro da narrativa está Li Fong, interpretado por Ben Wang, um jovem prodígio do kung fu que, após uma tragédia pessoal, deixa Pequim e muda-se para Nova Iorque. A mudança não é apenas geográfica: é emocional, cultural e profundamente transformadora. Entre a dificuldade de integração numa nova realidade e o peso do passado, Li encontra no treino e na disciplina um caminho para reconstruir a sua identidade.

É aqui que entram duas figuras absolutamente icónicas do universo Karate Kid.

Dois mestres, um caminho

Li Fong passa a ser orientado por Mr. Han, novamente interpretado por Jackie Chan, que regressa como mentor sereno e paciente, trazendo consigo a filosofia do kung fu. Em paralelo, surge Daniel LaRusso, vivido outra vez por Ralph Macchio, agora como símbolo da herança do karaté e da experiência adquirida ao longo dos anos.

Sob a orientação destes dois mestres, Li aprende a unir estilos, técnicas e formas de estar na vida. O kung fu e o karaté deixam de ser opostos e passam a complementar-se, criando uma abordagem única que será posta à prova num torneio decisivo — um momento onde cada combate vale tanto pelo resultado como pelo crescimento pessoal.

Um novo filme, o mesmo espírito

Com realização de Jonathan EntwistleKarate Kid: Os Campeões aposta em coreografias de luta impressionantes, personagens carismáticas e uma narrativa pensada tanto para os fãs de longa data como para uma nova geração. O filme honra o legado da saga, mas não vive apenas do passado: introduz novos conflitos, novos heróis e uma sensibilidade contemporânea que reforça temas como amizade, resiliência e coragem.

Mais do que um simples filme de artes marciais, esta é uma história sobre crescer, falhar, aprender e voltar a levantar-se — exactamente aquilo que sempre fez de Karate Kid uma referência no cinema popular.

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Uma estreia a não perder

Karate Kid: Os Campeões promete ser um reencontro emocionante com um universo que nunca saiu verdadeiramente do coração dos espectadores. Sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, o dojo abre portas no TVCine Top.

Cinema português em destaque na Europa: Laura Carreira vence Prémio Descoberta com 

On Falling Uma primeira longa-metragem que confirma um novo talento a seguir de perto

O cinema português voltou a merecer atenção internacional este fim-de-semana com a distinção de Laura Carreira, vencedora do Prémio Descoberta atribuído pela Academia Europeia de Cinema. O galardão foi entregue ao filme On Falling, a primeira longa-metragem da realizadora, que tem vindo a construir um percurso sólido e coerente entre Portugal e o Reino Unido.

Produzido numa parceria luso-britânica entre a BRO Cinema e a Sixteen Films, On Falling confirma Laura Carreira como uma das vozes mais interessantes do cinema europeu emergente, apostando num registo intimista, socialmente atento e profundamente contemporâneo.

Precariedade, solidão e emigração no centro da narrativa

O filme acompanha Aurora, uma jovem portuguesa emigrada na Escócia, cuja vida é marcada por empregos precários, rotinas extenuantes e uma solidão silenciosa que se vai instalando de forma quase invisível. Longe de discursos fáceis ou dramatizações excessivas, On Falling observa o quotidiano da personagem com uma câmara contida, quase documental, deixando que os pequenos gestos e silêncios falem por si.

É precisamente nesta abordagem discreta, mas emocionalmente incisiva, que reside a força do filme. Laura Carreira constrói um retrato honesto da experiência migrante contemporânea, tocando em temas como a alienação laboral, a fragilidade das redes de apoio e o desgaste psicológico de quem vive permanentemente “em queda”, num equilíbrio instável entre sobrevivência e identidade.

Um percurso de prémios que não pára de crescer

A distinção agora atribuída pela Academia Europeia de Cinema junta-se a um impressionante conjunto de prémios conquistados por On Falling ao longo do último ano. Em 2024, Laura Carreira venceu um prémio de realização no Festival de San Sebastián, um dos mais prestigiados eventos cinematográficos da Europa. O filme foi também distinguido no Festival de Cinema de Londres com o Prémio de Primeira Longa-Metragem.

Na Escócia, onde a realizadora vive e trabalha há mais de uma década, On Falling recebeu ainda dois prémios BAFTA Scotland — Melhor Argumento e Melhor Filme de Ficção — consolidando a recepção entusiasta da crítica britânica.

Joana Santos também em evidência

O reconhecimento internacional estende-se igualmente ao elenco. A actriz Joana Santos, protagonista do filme, foi distinguida no Festival Internacional de Cinema de Salónica, na Grécia, graças a uma interpretação contida, sensível e profundamente humana, que evita qualquer tentação de exagero dramático.

A sua composição de Aurora é fundamental para o impacto do filme, funcionando como âncora emocional de uma história onde o não-dito é tão importante quanto o que é verbalizado.

Um nome a fixar no novo cinema europeu

Depois das curtas-metragens Red Hill (2018) e The Shift (2020), On Falling marca um passo decisivo na carreira de Laura Carreira. A distinção da Academia Europeia de Cinema não só valida o percurso já feito, como projeta a realizadora portuguesa para um futuro onde o seu nome deverá continuar a surgir associado ao melhor cinema de autor europeu.

Sem ruído, sem pressa e sem concessões fáceis, On Falling prova que, por vezes, é nos gestos mais simples que se escondem os filmes mais duradouros.

Jimmy Kimmel satiriza Trump por “abraçar” Nobel Peace Prize como um biberão

O apresentador Jimmy Kimmel dedicou parte do seu monólogo no programa Jimmy Kimmel Live! a fazer uma crítica mordaz ao Donald Trump após este ter aceite, de forma simbólica, a medalha do Nobel Peace Prize de 2025 das mãos da líder da oposição venezuelana María Corina Machado.  

Machado tinha sido premiada pelo seu papel na resistência democrática no seu país, mas abraçou Trump com uma entrega de medalha durante uma visita à Casa Branca, gesto que rapidamente se tornou tema de debate público.  

Kimmel não poupou na ironia. Durante o segmento de abertura transmitido a 16 de janeiro, comparou a forma como Trump segurou a medalha à imagem de um bebé a chupar um biberão, sugerindo que o ex-presidente parecia mais interessado no troféu do que no reconhecimento ou no significado político do gesto.  

O apresentador também fez piada com a frustração alegada de Trump por não ter ganho o prémio oficialmente — um ponto que alimentou a sua sátira — e utilizou o momento para propor uma troca caricatural: ofereceu a Trump alguns dos seus próprios troféus, incluindo Emmys e outros prémios conquistados ao longo da carreira, em troca da retirada da agência federal ICE de Minneapolis, numa crítica bem-humorada mas cortante às políticas de imigração e à presença de agentes federais na cidade.  

Kimmel explorou ainda essa “troca de prémios” com humor adicional, lembrando que, se Trump gosta tanto de troféus, oferecer-lhe algo que ele valorize poderia, ironicamente, incentivá-lo a agir politicamente de acordo com os desejos do apresentador.  

A abordagem de Kimmel insere-se numa tradição de comédia política em que figuras da política são alvo de sátira no palco de programas late night, misturando crítica social com humor popular. 

Rachel Ward responde a críticos sobre o envelhecimento: “Sou agricultora agora — e mais feliz do que nunca”

A estrela de The Thorn Birds (Pássaros Caídos)  rejeita padrões de beleza e celebra uma nova fase da vida

Há figuras do cinema e da televisão que envelhecem sob os holofotes — e outras que decidem simplesmente viver. Rachel Ward, eternamente recordada como Maggie Cleary na icónica minissérie The Thorn Birds, pertence claramente ao segundo grupo. Aos 68 anos, a actriz australiana decidiu responder de forma elegante, irónica e profundamente serena às críticas que surgiram nas redes sociais sobre o seu aspecto actual.

Depois de alguns comentários menos simpáticos — os habituais “trolls” — questionarem o facto de Ward “parecer a sua idade”, a actriz recorreu ao Instagram para deixar uma mensagem clara: não tem qualquer receio de envelhecer e muito menos vontade de pedir desculpa por isso.

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Num vídeo simples, sem maquilhagem, de cabelo grisalho curto e óculos de aro dourado, Ward começa por brincar com a situação, dizendo que tentou “fazer um bocadinho melhor hoje”, passando a mão pelo cabelo antes de lançar a verdadeira mensagem: “Não tenham medo de envelhecer”.

“Os 60 são um período maravilhoso”

Longe de qualquer tom defensivo, Rachel Ward optou por uma reflexão honesta e inspiradora sobre o passar do tempo. “É um período maravilhoso da vida, os 60”, afirmou, acrescentando que se sente “mais realizada do que nunca” e sem qualquer arrependimento por deixar para trás a juventude e a beleza tal como estas são entendidas pela indústria do entretenimento.

A actriz reconheceu que existe uma obsessão colectiva com a juventude, resumindo-a com ironia: “Juventude é beleza, beleza é juventude — e é tudo o que precisam de saber”. Mas logo a seguir desmontou essa lógica, explicando que, embora já não seja jovem, é “uma pessoa muito feliz”.

Para Ward, os anos mais tardios devem ser celebrados, não temidos. “Têm tantos outros presentes para oferecer que só os compreendemos quando lá chegamos”, sublinhou, numa mensagem que rapidamente gerou apoio e aplausos dos fãs.

Uma vida longe de Hollywood — e perto da terra

Rachel Ward não vive apenas afastada dos padrões estéticos de Hollywood; vive literalmente longe de Hollywood. Há vários anos que gere uma exploração pecuária na Austrália com o marido, Bryan Brown, também ele actor e colega de elenco em The Thorn Birds. “Sou agricultora agora”, escreveu com humor na legenda do vídeo, brincando com o facto de talvez devesse “arranjar o cabelo e pôr um bocadinho de batom” antes de aparecer nas redes sociais.

A actriz aproveitou ainda a ocasião para promover um novo projecto ligado à agricultura regenerativa, reforçando a ligação entre bem-estar, alimentação e respeito pela terra — e mostrando que esta nova fase da sua vida está longe de ser passiva ou nostálgica.

Um exemplo raro — e necessário

Num tempo em que tantas figuras públicas recorrem a procedimentos extremos para travar o inevitável, a postura de Rachel Ward destaca-se pela tranquilidade e coerência. Sem discursos moralistas nem ataques pessoais, a actriz limitou-se a afirmar algo simples e poderoso: envelhecer não é uma falha, é um privilégio.

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E talvez seja por isso que, décadas depois de The Thorn Birds, continua a ser admirada — não apenas pelo que foi em frente às câmaras, mas pelo que escolheu ser fora delas.

George R.R. Martin tem um trunfo escondido para o novo Game of Thrones — e pode mudar tudo

O prequel mais discreto de Westeros guarda um segredo inesperado

Quando se fala em novos projectos no universo de Game of Thrones, a expectativa costuma girar em torno de dragões, intrigas políticas sangrentas e batalhas épicas. A Knight of the Seven Kingdoms segue por um caminho bem diferente — e é precisamente aí que reside a sua maior força. A nova série da HBO, centrada nas aventuras de Dunk e Egg, é mais pequena em escala, mais leve no tom… mas pode ter um futuro muito maior do que se imaginava.

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O responsável pela série, Ira Parker, revelou que George R. R. Martin lhe confiou 12 histórias inéditas de Dunk e Egg — narrativas que nunca foram publicadas e que acompanham as personagens ao longo de toda a vida. Um detalhe que pode transformar um projecto inicialmente pensado para três temporadas numa saga de longo fôlego dentro de Westeros.

Dunk e Egg: heróis sem dragões nem feitiços

A Knight of the Seven Kingdoms acompanha Ser Duncan, o Alto, um cavaleiro errante sem fortuna, interpretado por Peter Claffey, e o seu jovem escudeiro Egg, vivido por Dexter Sol Ansell — uma criança com um segredo que os fãs do universo criado por Martin rapidamente reconhecerão. A série passa-se cerca de 90 anos antes dos acontecimentos de Game of Thrones e abdica propositadamente de magia, dragões e grandes exércitos.

O resultado é uma narrativa mais intimista, construída a partir de diálogos, relações humanas e pequenos conflitos morais. A primeira temporada conta apenas com seis episódios, muitos deles com menos de 40 minutos, numa decisão que Parker considera essencial para manter a história coesa e fiel às novelas originais, começando por The Hedge Knight.

Uma adaptação fiel — com Martin sempre por perto

Ao contrário do que aconteceu nas últimas temporadas de Game of Thrones, George R. R. Martin esteve profundamente envolvido neste projecto. Leu versões iniciais de todos os episódios, deu feedback directo — e nem sempre gentil — e participou em reuniões criativas desde a fase embrionária da série.

Segundo Parker, Martin não só aprovou as alterações necessárias à adaptação televisiva como ajudou a preencher os espaços entre as histórias, oferecendo contexto e ideias que nunca chegaram ao papel. É aqui que entram as tais 12 histórias secretas: algumas resumidas em poucos parágrafos, outras mais desenvolvidas, mas todas traçando o percurso completo de Dunk e Egg ao longo dos anos.

Um futuro aberto… se o público quiser

Oficialmente, o plano da HBO passa por adaptar apenas as três novelas publicadas por Martin. No entanto, Parker não esconde a ambição: faria 12 temporadas, espaçadas ao longo de décadas, acompanhando o envelhecimento natural das personagens — à semelhança de Boyhood, de Richard Linklater.

A grande incógnita continua a ser a reacção do público. Sem dragões, sem grandes reviravoltas chocantes logo no primeiro episódio e com um ritmo assumidamente paciente, A Knight of the Seven Kingdoms aposta no charme, na química entre personagens e numa visão mais humana de Westeros.

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Se isso for suficiente para conquistar os fãs, George R. R. Martin já garantiu que há histórias de sobra para muitos anos.

O novo mistério de Agatha Christie da Netflix transforma o oeste de Inglaterra num palco de crime elegante

De Bath a Somerset, uma produção de época com impacto real

A Netflix voltou a apostar forte no universo de Agatha Christie e escolheu o oeste de Inglaterra como cenário privilegiado para The Seven Dials Mystery, um novo thriller de época que já está a dar que falar — não só pelo elenco e pedigree criativo, mas também pelo impacto económico e cultural deixado nas regiões onde foi filmado.

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A série, escrita por Chris Chibnall (criador de Broadchurch), centra-se num homicídio ocorrido numa luxuosa casa de campo, recuperando todo o charme, tensão e elegância associados às melhores adaptações da autora britânica. Para dar vida a este mistério, a produção passou por locais emblemáticos como Bristol, a West Somerset Railway e a icónica Great Pulteney Street, em Bath.

Um elenco de luxo para um crime clássico

À frente do elenco estão Martin Freeman e Helena Bonham Carter, dois nomes que dispensam apresentações e que prometem dar profundidade e ambiguidade moral a uma história onde nada é exactamente o que parece. A combinação de um argumento de Chibnall com este duo de actores eleva imediatamente as expectativas, sobretudo entre os fãs de mistérios clássicos com um toque moderno.

Comboios históricos, hotéis do século XV e cenários “limpos” de modernidade

Um dos destaques da rodagem foi a escolha da West Somerset Railway, uma linha ferroviária histórica que serpenteia junto à costa, passando por paisagens de cortar a respiração. Segundo a responsável de locais, Dee Gregson, a equipa procurava um cenário rural e visualmente marcante onde o comboio pudesse parar num ponto “verdadeiramente cinematográfico”. A solução surgiu junto à baía de Blue Anchor, com vista para o mar e o campo — uma escolha que promete resultar em imagens memoráveis.

Durante as filmagens, elenco e equipa ficaram alojados no Luttrell Arms Hotel, em Dunster, uma unidade do século XV. A proprietária, Anne Way, revelou que os actores foram “encantadores”, destacando o interesse particular de Helena Bonham Carter pelos interiores históricos do edifício.

Em Bath, o trabalho foi igualmente minucioso. Durante dois dias de filmagens, as equipas locais passaram semanas a remover qualquer vestígio de vida moderna: paragens de autocarro, caixotes do lixo, iluminação contemporânea e sinalética actual desapareceram temporariamente para devolver à cidade o seu ar de época.

Um mistério que deixa marcas fora do ecrã

Para além do valor artístico, The Seven Dials Mystery teve um impacto económico significativo. O Conselho de Bath e North East Somerset confirmou a geração de receitas directas, bem como benefícios claros para hotéis, restauração e outras áreas ligadas à hospitalidade. Houve ainda donativos feitos pela produção a organizações locais, reforçando a relação positiva entre a indústria audiovisual e a região.

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Com um cenário deslumbrante, uma equipa criativa sólida e um elenco de primeira linha, esta nova adaptação de Agatha Christie promete ser mais um trunfo da Netflix no campo do crime elegante. E, pelo caminho, ajudou a mostrar que o oeste de Inglaterra continua a ser um segredo bem guardado… agora com cadáver incluído.

Speedy Gonzales acelera rumo ao cinema: Warner Bros. recupera o rato mais rápido do México

Um clássico dos Looney Tunes prepara finalmente o salto a solo

Depois de anos a surgir apenas de raspão no grande ecrã, Speedy Gonzales está novamente em desenvolvimento para um filme próprio. A Warner Bros. Pictures Animation voltou a pôr o projecto em marcha e já escolheu quem vai liderar esta nova corrida: Jorge R. Gutiérrez, um dos nomes mais reconhecidos da animação contemporânea com forte identidade cultural.

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Para já, o estúdio mantém tudo em segredo: não há elenco anunciado, não existe data de estreia e o argumento ainda não tem guionista associado. Ainda assim, a simples confirmação de que Speedy Gonzales terá finalmente um filme autónomo é suficiente para entusiasmar fãs de várias gerações.

Mais de 70 anos de velocidade, humor e polémica

Criado nos anos 40, Speedy Gonzales é uma das personagens mais icónicas do universo Looney Tunes, conhecido como “o rato mais rápido de todo o México”. Ao longo de décadas, conquistou público com a sua astúcia, rapidez e humor físico, mas também se tornou uma figura controversa, frequentemente discutida à luz das mudanças culturais e sociais.

Nos últimos anos, a Warner optou por reduzir a sua presença a participações pontuais em projectos como Space Jam: A New Legacy ou na série infantil Bugs Bunny Builders. Agora, o estúdio parece confiante numa reinterpretação que respeite o legado da personagem, mas que fale para um público global e contemporâneo.

Jorge R. Gutiérrez: identidade visual e cultural forte

A escolha de Jorge R. Gutiérrez não é inocente. O realizador destacou-se com projectos como The Book of Life e a série Maya and the Three, sempre com uma abordagem visual exuberante e um profundo respeito pela cultura mexicana e latino-americana.

Bill Damaschke, presidente da Warner Bros. Pictures Animation, descreveu Gutiérrez como “um contador de histórias singular”, sublinhando que a sua voz artística consegue ser simultaneamente intemporal e moderna — uma combinação essencial para reinventar Speedy Gonzales sem o descaracterizar.

Um projecto antigo que regressa à vida

Esta não é a primeira tentativa de levar Speedy Gonzales para o cinema. Em 2016, esteve em desenvolvimento um filme intitulado Speedy, com Eugenio Derbez associado ao projecto. A ideia acabou por morrer na secretária dos estúdios, muito por receios ligados à sensibilidade cultural da personagem. Em 2024, Derbez chegou mesmo a afirmar que Hollywood tinha “medo” do politicamente incorrecto.

Resta saber se algum elemento dessa versão será reaproveitado ou se esta nova abordagem começará completamente do zero.

Um futuro animado para os Looney Tunes

O regresso de Speedy Gonzales surge numa fase curiosa para a Warner. Ao mesmo tempo que o estúdio volta a apostar nas suas personagens clássicas, projectos outrora dados como perdidos começam a ressurgir, como Coyote vs. Acme, agora com estreia prevista para Agosto de 2026 através da Ketchup Entertainment.

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Ainda sem data definida, o filme de Speedy Gonzales deverá chegar depois disso, integrando uma nova vaga de adaptações animadas que procuram equilibrar nostalgia, identidade cultural e sensibilidades modernas. Uma coisa é certa: desta vez, o rato mais rápido do México parece mesmo não estar disposto a ficar para trás.

O Exorcista regressa aos carris: Mike Flanagan e Scarlett Johansson apontam estreia para 2027

A nova visão para um clássico do terror volta a ter data marcada

Depois de meses de incerteza, o novo The Exorcist já tem finalmente uma data oficial de estreia. A Universal confirmou que o filme, descrito como um “radical redo” do clássico do terror, chegará aos cinemas a 12 de Março de 2027, reassumindo um lugar de destaque no calendário de lançamentos de primavera.

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O projecto, escrito, realizado e produzido por Mike Flanagan, contará com Scarlett Johansson no papel principal e representa uma aposta clara do estúdio numa reinvenção profunda — e não numa simples continuação — de um dos títulos mais influentes da história do cinema de terror.

Inicialmente previsto para Março de 2026, o filme acabou por ser retirado do calendário no Verão passado, levantando dúvidas sobre o seu estado de desenvolvimento. A confirmação agora divulgada devolve alguma estabilidade ao projecto e reforça a confiança da Universal nesta nova abordagem ao universo criado por William Friedkin em 1973.

Um Exorcista desligado do franchise recente

Ao contrário do que aconteceu com The Exorcist: Believer, este novo filme não terá qualquer ligação narrativa ao reboot iniciado em 2023. A versão de Flanagan será uma história totalmente independente, sem continuidade directa com os capítulos recentes do franchise, uma decisão que parece alinhar-se com a filosofia criativa do realizador.

The Exorcist: Believer, recorde-se, arrecadou 65,5 milhões de dólares na América do Norte e 136,2 milhões a nível mundial — números respeitáveis, mas aquém das expectativas criadas após a aquisição dos direitos por parte da NBCUniversal, Peacock e Blumhouse em 2021. A nova estratégia passa, assim, por começar do zero.

Flanagan em modo total, após uma década de sucesso

A confirmação do envolvimento total de Mike Flanagan surgiu em Maio de 2024, numa altura em que o realizador vivia um dos pontos mais altos da sua carreira. Séries como The Haunting of Hill HouseMidnight Mass e The Fall of the House of Usher consolidaram o seu estatuto como uma das vozes mais respeitadas do terror contemporâneo, tanto junto do público como da crítica.

No cinema, Flanagan deixou igualmente marca com Doctor Sleep e, mais recentemente, com The Life of Chuck, provando uma versatilidade rara dentro do género.

A entrada de Scarlett Johansson no elenco reforçou ainda mais o peso do projecto, seguindo-se a confirmação de Jacobi Jupe, conhecido pelo drama Hamnet.

Uma produção de luxo para um regresso ambicioso

O filme é uma co-produção entre Blumhouse Productions, Atomic Monster e Morgan Creek Entertainment, em associação com Red Room Pictures. A produção está a cargo de Jason Blum, David Robinson e do próprio Flanagan, com Alexandra Magistro e Ryan Turek como produtores executivos.

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Com uma data sólida, uma equipa criativa de peso e a promessa de uma abordagem verdadeiramente nova, The Exorcistde Mike Flanagan perfila-se como um dos títulos de terror mais aguardados da segunda metade da década. A questão que se coloca agora é simples — mas assustadora: conseguirá esta nova visão fazer justiça a um dos filmes mais perturbadores de sempre?

The White Lotus reforça elenco da 4.ª temporada com Steve Coogan e uma aposta inesperada

A sátira de luxo da HBO prepara-se para mudar de cenário

A quarta temporada de The White Lotus continua a ganhar forma e promete manter — ou até elevar — o estatuto de uma das séries mais comentadas da última década. A HBO confirmou a entrada de Steve Coogan e de Caleb Jonte Edwardsno elenco da nova temporada, juntando-se a um conjunto de nomes que mistura estrelas consagradas e rostos ainda pouco conhecidos do grande público.

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Como já é tradição na série criada por Mike White, os detalhes sobre as personagens permanecem em absoluto segredo, assim como a linha narrativa específica da temporada. A única certeza é que voltaremos a acompanhar, ao longo de uma semana, um novo grupo de hóspedes e funcionários de um hotel White Lotus, com todas as tensões sociais, hipocrisias e conflitos morais que isso inevitavelmente implica.

De Saint-Tropez para o mundo: a nova localização

Depois de passar pelo Havai, Itália e Tailândia, a quarta temporada de The White Lotus muda-se para França, tendo como epicentro o luxuoso Château de la Messardière, em Saint-Tropez. A escolha do local encaixa na perfeição no ADN da série: riqueza ostensiva, paisagens idílicas e um ambiente onde os privilégios se cruzam com frustrações mal disfarçadas.

A França, com o seu imaginário associado ao glamour, à decadência elegante e às tensões de classe, surge como um terreno fértil para a abordagem mordaz que Mike White tem vindo a afinar desde a primeira temporada.

Steve Coogan: humor ácido num contexto perfeito

A entrada de Steve Coogan é particularmente interessante. O actor britânico, duas vezes nomeado aos Óscares, é mundialmente conhecido pela personagem Alan Partridge, um ícone da comédia desconfortável e socialmente embaraçosa. A sua presença sugere uma personagem potencialmente deliciosa num universo onde o ridículo das elites é constantemente exposto.

Nos últimos anos, Coogan tem alternado entre televisão e cinema, com participações em séries como The Sandman, e prepara-se ainda para integrar o thriller Legends, da Netflix, bem como Love Is Not the Answer, a estreia na realização de Michael Cera.

Um nome novo num palco de luxo

Já Caleb Jonte Edwards representa o outro lado da moeda. Praticamente desconhecido, o actor australiano tem como principal crédito uma participação na série Black Snow. A sua contratação confirma uma tendência recorrente em The White Lotus: colocar actores emergentes ao lado de estrelas estabelecidas, criando dinâmicas inesperadas tanto dentro como fora do ecrã.

Além de Coogan e Edwards, a temporada contará ainda com Alexander Ludwig e AJ Michalka. Há também negociações em curso com Helena Bonham Carter e conversas preliminares com Chris Messina, embora nenhuma destas participações esteja ainda confirmada oficialmente.

Expectativas elevadas para mais uma temporada

Criada, escrita e realizada por Mike White, com produção executiva de David Bernad e Mark KamineThe White Lotustornou-se um raro fenómeno de crítica e público. Cada nova temporada traz um novo começo, mas mantém uma identidade tão forte que o simples anúncio de elenco já é suficiente para gerar expectativa.

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Com França como pano de fundo e um elenco que cruza experiência, risco e curiosidade, a quarta temporada promete continuar a dissecar, com humor negro e precisão cirúrgica, os vícios e contradições de quem pode pagar o luxo… mas não escapar a si próprio.

Matt Damon e a cultura do cancelamento: “Segue-te até à campa”

Declarações fortes num podcast sem filtros

Durante a promoção de The Rip, o novo projecto da Netflix, Matt Damon e Ben Affleck passaram pelo mediático The Joe Rogan Experience, um espaço conhecido por conversas longas, directas e, muitas vezes, polémicas. Foi aí que Damon deixou uma das reflexões mais duras que se lhe ouviram nos últimos anos sobre a chamada “cultura do cancelamento” em Hollywood — e não só.

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Segundo o actor, ser “cancelado” é um castigo sem fim, sem possibilidade de redenção pública. “Isto segue-te para sempre”, afirmou, acrescentando que acredita que algumas das pessoas alvo desse fenómeno “preferiam ir para a prisão durante 18 meses” do que viver com o estigma eterno associado a um erro passado. A comparação é extrema, mas resume bem a ideia central de Damon: ao contrário da justiça formal, a condenação social não prevê cumprimento de pena nem absolvição.

Joe Rogan, por seu lado, definiu o cancelamento como a amplificação máxima de um erro isolado, usada para expulsar alguém da vida pública “para toda a vida”. Damon concordou sem hesitações, sublinhando que, uma vez marcada, a pessoa nunca se livra totalmente desse rótulo — mesmo quando pede desculpa, explica o contexto ou demonstra evolução.

Um tema que Damon conhece bem

As palavras do actor não surgem no vazio. Em 2021, Matt Damon esteve no centro de uma forte polémica depois de uma entrevista ao The Sunday Times, onde afirmou ter deixado de usar um termo ofensivo apenas “há alguns meses”, após uma conversa com a filha. A reacção foi imediata e intensa, sobretudo nas redes sociais, levando Damon a esclarecer a situação num comunicado à Variety.

Nesse texto, explicou que nunca utilizou insultos desse género na sua vida pessoal e que a conversa com a filha foi, acima de tudo, um exercício de contextualização histórica e social. Longe de se colocar como vítima, Damon reconheceu que compreendia porque motivo as suas palavras tinham sido mal interpretadas e reafirmou publicamente o seu apoio à comunidade LGBTQ+.

A controvérsia acabou por não deixar marcas profundas na sua carreira, algo que o próprio Damon reconhece como um privilégio que nem todos têm. Ainda assim, a experiência parece ter reforçado a sua visão crítica sobre a forma como a indignação pública se transforma, muitas vezes, numa punição perpétua.

Carreira intacta e novos desafios no horizonte

Apesar do ruído mediático, Damon continuou a ser presença regular em grandes produções de Hollywood. Participou em Air, destacou-se em Oppenheimer e prepara-se para regressar ao grande ecrã como protagonista de The Odyssey, o ambicioso novo projecto de Christopher Nolan.

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As declarações no podcast não são, portanto, o desabafo de alguém afastado da indústria, mas sim a reflexão de um actor no topo, consciente dos seus privilégios e das contradições do sistema em que trabalha. Concorde-se ou não com a analogia entre cancelamento e prisão, Damon levanta uma questão incómoda: existe espaço para erro, aprendizagem e redenção na era digital, ou estamos condenados a arrastar o passado para sempre?

No mínimo, a conversa volta a provar que, quando Matt Damon fala fora do guião, Hollywood — e a Internet — pára para ouvir.

A Jogada de Mestre Que Hollywood Não Viu a Chegar: Como Timothée Chalamet Transformou “Marty Supreme” Num Fenómeno

Marketing agressivo, criatividade sem rede e um sucesso que já bate recordes

Há campanhas de marketing eficazes… e depois há aquelas que entram directamente para o manual de estudo da indústria. Marty Supreme é, neste momento, o exemplo mais citado de como a criatividade bem pensada pode transformar um filme original num verdadeiro fenómeno de bilheteira. Protagonizado por Timothée Chalamet, realizado por Josh Safdie e produzido pela A24, o filme já ultrapassou One Battle After Another no box office norte-americano — e fê-lo com uma estratégia tão arrojada quanto pouco convencional.

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Desde a estreia nacional no Dia de Natal, Marty Supreme não tem parado de quebrar recordes para um filme independente. Mas o verdadeiro motor deste sucesso não está apenas no ecrã: está na forma como Chalamet decidiu assumir um papel activo, quase autoral, na promoção do filme.

Um Zoom que parecia loucura… e era genial

Tudo começou com algo aparentemente impensável: Timothée Chalamet publicou nas redes sociais um link para uma reunião de Zoom com executivos de marketing da A24. Durante 18 minutos, o actor surge inflamado, quase caricatural, a exigir uma campanha “intencional, implacável e agressiva”, descrevendo Marty Supreme como “uma das coisas mais importantes a acontecer no planeta Terra este ano”.

A conversa rapidamente descamba para ideias absurdas — dirigíveis laranja a cruzar os Estados Unidos, ping-pongs a cair do céu num festival de Tyler, The Creator, referências ao desastre do Hindenburg e até comentários sobre alguém “perder um braço, mas ganhar um braço intelectual”. Tudo demasiado exagerado para ser real. E não era. O Zoom era um guião cuidadosamente encenado, pensado para se tornar viral. Resultado? Tornou-se exactamente isso.

Mais do que um truque publicitário, o vídeo expôs algo raro em Hollywood: um actor com verdadeira literacia de marketing, consciente da sua imagem, do seu público e da cultura digital em que se move.

O laranja de “Marty Supreme” contra o rosa da Barbie

Chalamet percebeu desde cedo que não podia repetir fórmulas. Citou Barbie como a campanha de referência, mas rejeitou copiar-lhe a identidade cromática. Em vez disso, apresentou um tom de laranja “corroído, enferrujado, em decomposição”, desenvolvido por um designer ao longo de seis meses. Um detalhe aparentemente menor, mas que acabou por se tornar central na identidade visual do filme — do merchandising aos eventos pop-up, passando pela icónica transformação da Sphere de Las Vegas numa bola gigante de ping-pong.

Esta abordagem lembra inevitavelmente o caso Ryan Reynolds com Deadpool, outro exemplo de actor que moldou activamente a campanha do seu próprio filme. A diferença é que Marty Supreme não pertence a uma franquia multimilionária: é um drama desportivo sobre um hustler dos anos 50 obcecado em tornar-se campeão mundial de ténis de mesa.

Números que falam mais alto do que o ruído

Até ao momento, Marty Supreme já arrecadou cerca de 72,27 milhões de dólares nos Estados Unidos, ultrapassando One Battle After Another, protagonizado por Leonardo DiCaprio, que soma 71,6 milhões no mercado doméstico. Internacionalmente, o filme da Warner Bros. continua à frente, mas Marty Supreme está apenas a iniciar a sua expansão global, com resultados impressionantes no Reino Unido — o melhor arranque de sempre de um filme da A24 naquele território.

As previsões apontam para um total mundial entre 170 e 180 milhões de dólares, um número extraordinário para um filme original com um orçamento estimado entre 60 e 70 milhões. Está também prestes a tornar-se o maior sucesso doméstico da história da A24, ultrapassando Everything Everywhere All At Once.

Um actor que entende o seu tempo

Chalamet já tinha mostrado interesse pelo marketing em Wonka e A Complete Unknown, mas aqui levou o conceito ao limite. Evitou entrevistas tradicionais, apostou em momentos virais cuidadosamente coreografados e tratou a campanha “como um atleta trata uma competição”. A vitória no Globo de Ouro de Melhor Actor veio apenas reforçar o momento e promete um novo impulso rumo aos Óscares.

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No final, Marty Supreme não é apenas um sucesso de bilheteira. É uma demonstração clara de que, num mercado saturado de sequelas e IPs reciclados, ainda há espaço para filmes originais — desde que alguém tenha a audácia de os vender como se o mundo estivesse a olhar.

Uma Paixão Escrita na Pele: “Almas Marcadas” Estreia no TVCine Top


O amor improvável entre dois mundos que nunca deviam cruzar-se

Há histórias de amor que nascem da previsibilidade. E depois há aquelas que surgem do choque frontal entre dois universos opostos. Almas Marcadas pertence claramente ao segundo grupo e promete deixar marca em quem se sentar no sofá no domingo, 18 de Janeiro, às 21h25, no TVCine Top e no TVCine+. O filme, realizado por Nick Cassavetes, aposta num romance intenso, emocionalmente carregado e assumidamente provocador.  

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Quando a rotina perfeita se cruza com o caos emocional

Shaw é o retrato da jovem que sempre fez tudo “como deve ser”. Estudante aplicada, vinda de uma família rica e com um futuro cuidadosamente planeado, vive rodeada de regras, expectativas e estabilidade. Tudo muda quando, numa noite fora da rotina, conhece Rule. Ele é tatuador, rebelde, carismático e vive segundo as suas próprias leis. À superfície parece livre e confiante, mas carrega cicatrizes emocionais profundas que moldaram a sua forma de ver o mundo.

A ligação entre ambos é imediata, intensa e desconfortável. O desejo mistura-se com a dor, a atração com o medo, e a paixão surge como um território desconhecido para os dois. À medida que a relação se aprofunda, Shaw e Rule são obrigados a enfrentar segredos do passado, diferenças sociais difíceis de ignorar e a inevitável questão: será o amor suficiente para ultrapassar tudo aquilo que os separa?

Um romance “new adult” com assinatura emocional

Baseado no livro Rule: A Marked Men Novel, da escritora Jay CrownoverAlmas Marcadas insere-se claramente no universo do romance “new adult”, explorando emoções cruas, personagens imperfeitas e relações intensas. Nick Cassavetes, conhecido por filmes como O Diário da Nossa Paixão, volta a demonstrar a sua predilecção por histórias onde o amor surge como força transformadora, mas nunca sem dor pelo caminho.

Com uma atmosfera urbana, uma abordagem directa às relações humanas e um tom emocionalmente carregado, Almas Marcadas não tenta ser um conto de fadas. É, acima de tudo, uma história sobre vulnerabilidade, segundas oportunidades e a coragem necessária para amar quando tudo parece estar contra isso.

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No domingo à noite, o TVCine Top convida os espectadores a mergulhar numa paixão que não pede licença, não segue regras e deixa marcas que não se apagam facilmente.

O Final de Stranger Things Não Estava Pronto Quando as Câmaras Começaram a Rodar — e Isso Diz Muito Sobre a Série

Um adeus difícil a Hawkins… até para quem o estava a escrever

Dez anos depois da estreia, Stranger Things despediu-se dos espectadores com uma quinta temporada que carregava um peso raro na televisão contemporânea. Não era apenas o final de uma série popular — era o encerramento de um fenómeno cultural que atravessou gerações, lançou carreiras e redefiniu o que uma produção televisiva podia ambicionar em termos de escala, ambição e impacto emocional.

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Agora, o documentário One Last Adventure: The Making of Stranger Things 5 levanta o véu sobre esse adeus e revela um detalhe que apanhou muitos fãs de surpresa: o argumento do episódio final ainda estava a ser escrito quando as gravações já tinham começado. Uma revelação que, longe de diminuir a série, ajuda a perceber porque Stranger Thingssempre foi tão particular.

Escrever enquanto se filma: caos controlado ou método criativo?

No centro do documentário está o processo criativo dos irmãos Matt Duffer e Ross Duffer, confrontados com a tarefa ingrata de fechar uma história com quase vinte personagens principais, múltiplas dimensões, monstros icónicos e expectativas colossais por parte do público.

A realizadora Martina Radwan acompanha de perto a sala de argumentistas e mostra algo raramente visto: dúvidas, debates acesos, impasses criativos e decisões adiadas até ao último momento. A ideia romântica de um guião fechado, imutável e perfeito cai por terra. O que vemos é um processo vivo, em constante adaptação, onde escrever é também reagir ao que está a acontecer no plateau.

Para quem consome séries como produto final, esta é uma revelação fascinante. Para quem gosta de cinema e televisão enquanto ofício, é quase uma aula prática sobre criação sob pressão.

O peso de decidir destinos definitivos

Um dos pontos mais interessantes do documentário passa pelas discussões em torno das escolhas finais. Devem ou não surgir criaturas na batalha derradeira? Até onde deve ir o confronto com Vecna e o Mind Flayer? E, sobretudo, qual é o destino certo para Eleven, a personagem interpretada por Millie Bobby Brown, que sempre foi o coração emocional da série?

Nada é tratado de forma leviana. Cada decisão narrativa carrega consequências emocionais, temáticas e simbólicas. O documentário deixa claro que o maior medo dos criadores não era chocar ou surpreender, mas trair o crescimento das personagens ao longo de uma década. O final precisava de ser coerente com tudo o que veio antes — mesmo que isso implicasse reescrever, cortar ou refazer ideias em cima da hora.

Crescer diante das câmaras (e com elas)

Outro dos grandes trunfos de One Last Adventure é a forma como contextualiza a evolução do elenco. As imagens de audições e cenas da primeira temporada, exibida em 2016, contrastam com a maturidade evidente dos actores na quinta temporada. Não é apenas nostalgia: é a prova de que Stranger Things foi uma série que cresceu em tempo real, com os seus intérpretes e com o público.

O documentário sublinha como essa ligação foi essencial para o sucesso da série. A química do grupo, a confiança mútua e a consciência de que aquele era um último esforço colectivo tornam-se visíveis em cada plano dos bastidores.

Uma produção de escala quase cinematográfica

Os números revelados por Ross Duffer no discurso final impressionam até os mais habituados a grandes produções: 237 dias de rodagem6.725 set-ups e 630 horas de material filmado, reduzidas a cerca de 10 horas de episódios finais. Hawkins, o Upside Down e o Abyss foram construídos com um nível de detalhe que rivaliza com superproduções de cinema.

Tudo isto foi feito, em vários momentos, sem um guião totalmente fechado. O documentário mostra como departamentos inteiros — cenários, efeitos visuais, guarda-roupa, maquilhagem — tiveram de confiar numa visão que ainda estava a ganhar forma. É aqui que Stranger Things se assume definitivamente como um projecto de risco… e não apenas como uma aposta segura da Netflix.

Muito mais do que um “making of”

Mais do que explicar decisões concretas, One Last Adventure funciona como um retrato apaixonado da criação artística a longo prazo. Mostra como os irmãos Duffer começaram a fazer filmes em criança, inspirados por making ofs de clássicos como O Senhor dos Anéis, e como essa obsessão pelo cinema os levou, décadas depois, a criar uma das séries mais influentes do século XXI.

Não é um documentário auto-elogioso. Pelo contrário, é honesto sobre o cansaço, o medo de falhar e a sensação constante de estar a tentar fazer o impossível. Talvez seja precisamente isso que o torna tão interessante para quem gosta de histórias — dentro e fora do ecrã.

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One Last Adventure: The Making of Stranger Things 5 já está disponível na Netflix e é, muito provavelmente, a melhor forma de dizer adeus a Hawkins sem recorrer a teorias mirabolantes ou finais secretos.

“Hijack” Temporada 2: Idris Elba Volta a Salvar o Dia — Agora no Metro de Berlim 🚇


O que dizem lá fora sobre o regresso da série mais viciante da Apple TV+

Quem viveu o Verão de 2023 lembra-se bem: Idris Elba entrou num avião… e aquilo correu tudo menos bem. Durante sete episódios tensos, Hijack transformou um simples voo num exercício de suspense quase em tempo real, tornando-se uma das séries mais fáceis — e compulsivas — de devorar numa assentada. Agora, “no que dizem lá fora”, a segunda temporada regressa com a mesma fórmula, mas troca o avião por um cenário igualmente claustrofóbico: o metro de Berlim.

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Sam Nelson, o improvável herói especialista em negociações empresariais (e não, não é polícia, agente secreto nem piloto), está de volta. E, como seria de esperar, mal se senta, o caos instala-se. Desta vez, a acção desenrola-se nos túneis subterrâneos da capital alemã, onde nada parece acontecer… até acontecer tudo ao mesmo tempo.

Menos lógica, mais adrenalina — e isso é parte do charme

A crítica internacional é clara: Hijack continua a ser um monumento ao absurdo deliciosamente eficaz. Sam Nelson resolve crises globais com intuição, autoridade moral e uma calma inabalável que só Idris Elba consegue tornar credível. Tal como na primeira temporada, os vilões surgem em camadas, os planos são mais complexos do que aparentam e os passageiros são, na verdade, peças narrativas à espera de cumprir o seu destino dramático.

Há estudantes barulhentos, professores stressados, um polícia aparentemente banal (o que nunca é bom sinal), uma médica voluntária, um condutor visivelmente à beira de um colapso e, claro, uma mochila vermelha que grita “isto vai correr mal”. Tudo ingredientes cuidadosamente escolhidos para manter o espectador colado ao ecrã.

Personagens familiares e regressos aguardados

Fora do metro, a série continua a cruzar múltiplas frentes narrativas. Regressa Marsha, a mulher de Sam, agora isolada nas Highlands escocesas, pronta para voltar a servir de contraponto emocional quando a tensão atinge níveis máximos. No centro de controlo do metro, surgem novas figuras, enquanto o enredo recupera fios soltos da primeira temporada, prometendo ligações diretas ao passado recente da série.

Para os fãs mais atentos, há ainda o regresso de nomes bem conhecidos do elenco original, incluindo Archie PanjabiMax Beesley e Toby Jones, reforçando a ideia de que esta segunda temporada não é apenas uma repetição, mas uma expansão do universo criado.

Um binge garantido

As primeiras reacções são unânimes: basta um episódio para ficar preso até ao fim. Hijack não pede verosimilhança absoluta; pede entrega. E, em troca, oferece ritmo, tensão constante e um protagonista carismático capaz de sustentar até as reviravoltas mais improváveis.

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No fundo, é isso que faz desta série um fenómeno. Pode não fazer sentido… mas funciona. E funciona muito bem.

Hijack já está disponível na Apple TV+.

Kiefer Sutherland Detido Após Alegada Agressão em Los Angeles 🚓

Detenção durante a madrugada levanta dúvidas e reacções em Hollywood

Kiefer Sutherland, actor conhecido mundialmente por papéis intensos e marcantes, foi detido nas primeiras horas de segunda-feira, em Los Angeles, na sequência de uma alegada agressão a um motorista de transporte por aplicação (rideshare). A informação foi avançada por vários meios norte-americanos, com base num comunicado oficial do Los Angeles Police Department.

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Segundo a polícia, os agentes responderam a uma chamada pouco depois da meia-noite, relacionada com uma ocorrência envolvendo o actor. Após avaliação no local, as autoridades determinaram que Sutherland terá agredido fisicamente o motorista e feito “ameaças criminais” dirigidas à alegada vítima. Apesar da gravidade das acusações, o motorista não necessitou de assistência médica.

Acusação criminal e libertação sob fiança

De acordo com registos prisionais citados pela imprensa, Kiefer Sutherland foi formalmente detido e acusado de crimes classificados como felony, uma tipologia de acusação mais grave no sistema judicial norte-americano. O actor acabou por ser libertado algumas horas mais tarde, após o pagamento de uma fiança no valor de 50 mil dólares.

Está já marcada uma primeira comparência em tribunal para o dia 2 de Fevereiro, onde deverão ser apresentados mais detalhes sobre o caso e definidos os próximos passos do processo judicial. Até ao momento, um porta-voz do actor não respondeu aos pedidos de comentário feitos pelos meios de comunicação social.

Um historial que volta a ser escrutinado

Embora continue a ser uma das figuras mais reconhecidas da televisão e do cinema norte-americano — sobretudo pelo icónico papel de Jack Bauer na série 24 —, este não é o primeiro episódio controverso associado ao nome de Sutherland. Ao longo dos anos, o actor já esteve envolvido noutros incidentes legais, maioritariamente relacionados com comportamentos fora do ecrã, o que tem levado a imprensa internacional a recuperar esse histórico nas últimas horas.

Ainda assim, importa sublinhar que, nesta fase, as informações disponíveis baseiam-se exclusivamente nos dados fornecidos pelas autoridades e em fontes policiais. Não existe, para já, qualquer declaração oficial do actor ou da sua equipa que permita contextualizar os acontecimentos do seu ponto de vista.

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Presunção de inocência e próximos desenvolvimentos

Como sempre nestes casos, é fundamental recordar o princípio da presunção de inocência. As alegações terão agora de ser analisadas em sede judicial, sendo expectável que mais detalhes venham a público nas próximas semanas, à medida que o processo avance.

Para já, Hollywood e os fãs do actor aguardam esclarecimentos adicionais, enquanto este episódio lança uma sombra incómoda sobre uma carreira construída à base de personagens intensas, duras e moralmente ambíguas — desta vez, fora da ficção.

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“Só mais uma vez”… afinal talvez não

Quando Ryan Reynolds anunciou, em Setembro de 2022, o regresso de Hugh Jackman ao papel de Wolverine, a mensagem parecia clara e definitiva. O actor canadiano, sempre consciente do peso emocional de Logan (2017), garantiu que esta seria apenas “mais uma vez”. Um último adeus ao mutante mais famoso da Marvel, agora integrado no MCU ao lado de Wade Wilson.

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No entanto, “no que dizem lá fora”, essa promessa poderá estar prestes a ser quebrada. Segundo vários insiders ligados à indústria, a Marvel Studios não está minimamente disposta a despedir-se tão cedo de um dos seus trunfos mais valiosos — sobretudo depois do sucesso estrondoso de Deadpool & Wolverine, que ultrapassou a marca dos mil milhões de dólares em bilheteira.

Wolverine escondido… mas não ausente

Os rumores mais insistentes apontam para um regresso mais rápido do que o esperado. Aparentemente, a Marvel estará a tentar ocultar a presença de Wolverine em Avengers: Doomsday, com estreia marcada para 18 de Dezembro de 2026, evitando assim grandes spoilers antes do tempo.

Mais do que uma simples aparição, há quem afirme que Logan terá um papel relevante também em Avengers: Secret Wars, onde deverá contracenar não só com Deadpool, mas também com versões alternativas do Homem-Aranha interpretadas por Tobey Maguire e Tom Holland. Se se confirmar, estamos perante uma aposta clara no factor nostalgia para fechar em grande a chamada Saga do Multiverso.

Até aos 90? A piada começa a parecer séria

O próprio Reynolds brincou, em Deadpool & Wolverine, com a ideia de Jackman continuar no papel “até aos 90 anos”. O que parecia apenas humor meta pode, afinal, estar perigosamente perto da realidade. Fala-se mesmo no desenvolvimento de um novo filme a solo do Wolverine, novamente com Jackman, já depois de Secret Wars.

Do ponto de vista financeiro, a decisão é fácil de entender. Abandonar um actor que continua a ser um dos Wolverine mais adorados da história do cinema — talvez o Wolverine definitivo — seria, para muitos executivos, um erro difícil de justificar.

Mas será saudável para o futuro dos X-Men?

Aqui começa a divisão de opiniões. Embora o novo Wolverine apresentado em Deadpool & Wolverine respeite o final emocional de Logan, abrindo espaço para uma variante alternativa, muitos defendem que a Marvel deveria aproveitar o reset pós-Secret Wars para reformular os X-Men com novos actores.

Nomes como Taron Egerton ou Jeremy Allen White têm surgido em fan casts recorrentes, e até Henry Cavill chegou a vestir as garras numa breve aparição — a famosa “Cavillrine”. O recasting é inevitável… a questão é apenas quando.

Fan service ou estratégia legítima?

No fim de contas, faz todo o sentido que Hugh Jackman esteja presente no clímax do Multiverso. É um desejo antigo dos fãs e um triunfo simbólico para o MCU. Mas prolongar indefinidamente esta versão de Wolverine pode tornar-se um exercício de nostalgia excessiva, adiando decisões que terão de ser tomadas mais cedo ou mais tarde.

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Por agora, uma coisa parece certa: aquela promessa de “só mais uma vez” já não soa assim tão definitiva. E, em Hollywood, quando o sucesso fala mais alto, até as despedidas mais bonitas podem ser reescritas

A Rainha do Box Office: Zoe Saldaña Faz História (Outra Vez) em Hollywood

Dos planetas azuis ao topo absoluto da bilheteira mundial

Se há uma fórmula quase infalível para garantir um êxito de bilheteira, Hollywood parece já ter encontrado a resposta: colocar Zoe Saldaña no espaço. A actriz norte-americana acaba de alcançar um feito absolutamente histórico, tornando-se a actriz mais rentável de sempre na história do cinema, ultrapassando nomes que durante anos pareceram inalcançáveis.

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Segundo dados do site especializado The Numbers, os filmes em que Zoe Saldaña assume papéis principais somam cerca de 15,47 mil milhões de dólares em receitas globais. Um valor que a coloca ligeiramente acima de Scarlett Johansson, cujo total se fixa nos 15,40 mil milhões. A diferença pode parecer curta, mas simbolicamente é gigantesca: Saldaña passa a liderar um ranking dominado por super-produções, universos partilhados e décadas de cinema espectáculo.

Avatar: o fenómeno que nunca mais largou o primeiro lugar

Grande parte deste feito deve-se, claro, ao universo criado por James Cameron. O mais recente capítulo da saga, Avatar: Fire and Ash, voltou a contar com Zoe Saldaña no papel de Neytiri e já ultrapassou a marca de 1,2 mil milhões de dólares, apesar de ainda se encontrar em exibição em várias salas internacionais.

Convém lembrar que o primeiro Avatar continua a ser, sem ajuste à inflação, o filme mais lucrativo de todos os tempos, com cerca de 2,9 mil milhões de dólares, enquanto Avatar: The Way of Water ocupa o terceiro lugar do ranking histórico, com 2,3 mil milhões. Isto significa que dois dos três filmes mais vistos de sempre têm Zoe Saldaña no elenco principal — e o terceiro também não lhe é estranho, como veremos.

Marvel, super-heróis e mais recordes

Para lá de Pandora, Zoe Saldaña conquistou o público como Gamora no Universo Cinematográfico da Marvel. A actriz participou na trilogia Guardians of the Galaxy, bem como em Avengers: Infinity War e Avengers: Endgame. Este último é, recorde-se, o segundo filme mais lucrativo de sempre, o que faz com que os três maiores sucessos da história do cinema incluam Saldaña no elenco — um feito verdadeiramente único.

Star Trek, piratas e uma carreira cheia de blockbusters

A actriz também deixou a sua marca no universo Star Trek, interpretando Uhura nos três filmes da nova trilogia, que juntos arrecadaram mais de mil milhões de dólares. Antes disso, já tinha passado pelo mundo da pirataria em Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl, onde deu vida a Anamaria, numa aventura que rendeu mais de 650 milhões de dólares.

Um recorde com critérios… e ainda mais impressionante

Importa sublinhar que este ranking considera apenas papéis principais, excluindo cameos ou participações mínimas. Caso fossem incluídos todos os tipos de aparição, o “vencedor” seria tecnicamente Stan Lee, graças às suas inúmeras aparições nos filmes da Marvel.

Logo atrás de Saldaña surge Samuel L. Jackson, com cerca de 14,6 mil milhões de dólares acumulados.

Do Óscar ao futuro… novamente em Pandora

Este momento histórico surge menos de um ano depois de Zoe Saldaña ter vencido o Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo filme Emilia Pérez, consolidando uma carreira que alia sucesso comercial e reconhecimento crítico — combinação raríssima em Hollywood.

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E se alguém pensava que esta história estava perto do fim, desengane-se: Saldaña deverá regressar como Neytiri em mais dois filmes da saga Avatar, o que significa que este recorde pode muito bem continuar a crescer… e a afastar-se da concorrência.

A Obra-Prima de Ficção Científica “Esquecida” da Netflix Que Merece Ser Descoberta Oats Studios  é um diamante escondido do hard sci-fi — e está à espera de ser visto

Entre tantas produções originais de ficção científica que ajudaram a definir a identidade da Netflix nos últimos anos, há uma série que passou quase despercebida, mas que merece um lugar de destaque ao lado de títulos como Love, Death & Robots ou Dark. Falamos de Oats Studios, uma antologia de hard sci-fi intensa, adulta e visualmente impressionante, criada por Neill Blomkamp, o cineasta por detrás de District 9.

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Disponível na NetflixOats Studios é uma experiência que não facilita, não explica em excesso e não suaviza o impacto das suas ideias. Pelo contrário: aposta num registo cru, violento e profundamente pessimista sobre o futuro da Humanidade, assumindo-se como ficção científica “a sério”, mais próxima da literatura do género do que do entretenimento familiar.

Episódios que não pedem licença ao espectador

Desde o primeiro episódio, Rakka, a série deixa claro ao que vem. A história decorre numa Terra devastada por uma invasão alienígena de origem reptiliana, que quase extinguiu a Humanidade. Não há heróis clássicos, nem esperança fácil — apenas sobrevivência, brutalidade e um mundo que já perdeu qualquer traço de normalidade.

Outro episódio frequentemente citado como favorito dos fãs é Firebase, uma fusão inesperada entre ficção científica e a Guerra do Vietname. A ideia é tão forte que muitos espectadores defendem que o conceito daria, sem esforço, um filme de longa-metragem. É aqui que Oats Studios se distancia claramente de outras antologias: cada episódio parece um piloto de algo maior, um universo que poderia ser explorado durante horas.

Porque passou despercebida?

Apesar da ambição criativa e da assinatura de Blomkamp, Oats Studios nunca recebeu da Netflix a promoção atribuída a séries como Stranger Things ou Love, Death & Robots. O resultado foi previsível: a série ficou fora do radar do grande público e praticamente ignorada pela crítica.

No Rotten Tomatoes, a série nem sequer reúne críticas suficientes para gerar uma média sólida, contando sobretudo com avaliações de utilizadores — pouco mais de algumas dezenas — o que torna a sua classificação de 51% claramente enganadora e pouco representativa.

A ausência de marketing levantou, desde cedo, suspeitas entre os fãs. Muitos acreditam que Oats Studios foi pensada como o primeiro volume de uma antologia contínua. Essa teoria ganha força quando se observa o cartaz oficial da série no IMDb, onde surge claramente a designação “Volume One”. Até hoje, no entanto, um segundo volume permanece tão ausente quanto o planeta Terra retratado em Rakka.

Uma série à frente do seu tempo?

Talvez o maior problema de Oats Studios seja precisamente aquilo que a torna especial: não tenta agradar a todos. É violenta, sombria, desconfortável e conceptualmente exigente. Não explica tudo, não fecha todas as pontas soltas e confia plenamente na inteligência do espectador. Num catálogo cada vez mais dominado por conteúdos “algorítmicos”, esta abordagem pode ter sido a sua sentença… pelo menos por agora.

Ainda assim, como tantas obras antes dela, Oats Studios pode acabar por encontrar o seu público com o tempo. E se isso acontecer, talvez a Netflix decida dar uma nova oportunidade a este universo cruel, fascinante e visualmente arrebatador.

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Para quem procura ficção científica sem concessões, Oats Studios continua ali, discreta no catálogo, pronta a provar que algumas das melhores séries não são as mais faladas — são as que deixam marca.

Emma Thompson revela o paradoxo de Alan Rickman: o vilão que só queria ser herói


Um actor eternizado pelos maus da fita, mas cansado de viver na sombra dos vilões

Durante décadas, Alan Rickman foi um dos grandes mestres do vilão carismático no cinema. A sua voz grave, o olhar irónico e a presença imponente tornaram-no inesquecível sempre que surgia do lado “errado” da história. No entanto, segundo Emma Thompson, essa imagem pública acabou por se tornar um peso inesperado na carreira do actor.

Numa entrevista à GQ, Emma Thompson recordou o entusiasmo quase juvenil de Rickman quando interpretou o Coronel Brandon em Sentido e Sensibilidade. Para o actor, aquele papel representava algo raro: a oportunidade de ser visto como alguém nobre, gentil e emocionalmente contido — longe da galeria de vilões que o público parecia exigir dele.

“Ele estava tão feliz por interpretar alguém heróico e bom”, contou Thompson. “Estava farto de as pessoas quererem sempre que fosse o Xerife de Nottingham.”

O vilão perfeito… em demasia

A ironia é que um dos papéis que mais contribuiu para esse rótulo foi também um dos mais celebrados da sua carreira. Em Robin Hood: Príncipe dos Ladrões, Rickman transformou o Xerife de Nottingham numa figura absolutamente delirante, roubando cada cena a Kevin Costner com sarcasmo, crueldade exagerada e frases que entraram directamente para a história do cinema popular.

A interpretação foi tão marcante — incluindo a famosa ameaça de arrancar o coração “com uma colher” — que lhe valeu uma nomeação para os BAFTA. Mas o sucesso teve um efeito colateral: Hollywood passou a vê-lo sobretudo como o vilão ideal.

Esse estatuto consolidou-se ainda mais com Hans Gruber em Die Hard e, mais tarde, com Severus Snape na saga Harry Potter. Personagens icónicas, complexas e amadas pelo público — mas que reforçaram a ideia de que Rickman “pertencia” ao lado negro da força.

Quando Alan Rickman era o coração da história

O que muitos esquecem é que algumas das suas interpretações mais belas surgiram precisamente quando fazia o oposto. Para lá do contido e melancólico Coronel Brandon, Rickman emocionou profundamente em Truly, Madly, Deeply, como o namorado que regressa do além para ajudar a mulher a lidar com o luto.

Em Dogma, de Kevin Smith, deu vida ao anjo Metatron com uma mistura perfeita de solenidade e humor, enquanto em Galaxy Quest criou uma das personagens mais queridas da sua carreira: Alexander Dane, também conhecido como Dr. Lazarus — um actor shakespeariano preso num papel de ficção científica que detesta… até aprender a aceitá-lo.

Um legado que vai muito além do bem e do mal

No final, o público pode ter acorrido em massa para ver Alan Rickman como vilão, mas a verdade é simples: fosse herói ou antagonista, estava sempre garantida uma grande interpretação. Rickman tinha o raro talento de elevar qualquer personagem, mesmo as mais caricatas, a um nível de humanidade e complexidade pouco comum.

Talvez por isso a sua frustração seja tão reveladora. Não por rejeitar os vilões — muitos deles brilhantes —, mas por querer ser lembrado também pelo outro lado: o da empatia, da bondade e da vulnerabilidade. Um desejo legítimo para um actor que nunca foi apenas “o mau da fita”, mas um dos intérpretes mais completos e respeitados da sua geração.