O Futuro Está em Risco? O Terceiro Capítulo de 28 Years  Later Recebe Atualização Preocupante

Cillian Murphy regressa… mas a conclusão da trilogia pode demorar

Quando a Sony Pictures confirmou que estava a desenvolver 28 Years Later 3, com Cillian Murphy novamente ligado ao projecto, muitos fãs da saga respiraram de alívio. Afinal, o universo iniciado por 28 Days Later tornou-se uma das referências modernas do terror pós-apocalíptico.

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Mas a mais recente actualização não é propriamente animadora.

Segundo informações avançadas pelo World of Reel, a Sony não estará com pressa para avançar com o terceiro filme da trilogia. A razão? O desempenho comercial abaixo do esperado de 28 Years Later: The Bone Temple.

Críticas fortes, bilheteira fraca

Apesar de ter sido bem recebido pela crítica, The Bone Temple não conseguiu captar o entusiasmo do grande público. Durante a sua estreia em sala, arrecadou pouco mais de 57 milhões de dólares a nível mundial, ficando abaixo do orçamento estimado de 63 milhões.

Num mercado onde os estúdios avaliam cada projecto pelo retorno financeiro imediato, este resultado levanta dúvidas sobre o calendário da conclusão da trilogia.

E isso pode significar uma longa espera.

Netflix interessada — mas Boyle quer cinema

Um dos rumores mais intrigantes aponta para o interesse da Netflix em adquirir o terceiro capítulo. No entanto, a alegada proposta terá sido travada por Danny Boyle, que pretende manter o desfecho da saga exclusivamente nas salas de cinema.

Se essa posição se mantiver, a produção poderá ficar em suspenso até que surjam condições financeiras mais favoráveis para um lançamento tradicional.

O argumento do terceiro filme deverá voltar a reunir Boyle e Alex Garland, dupla responsável pelo ADN narrativo da franquia. Ainda não há realizador oficialmente confirmado, mas Boyle já manifestou vontade de assumir novamente a realização do capítulo final.

O mistério de Samson e o vírus da Fúria

Um dos pontos narrativos que deverá ser aprofundado é o destino de Samson e a possível cura do vírus da Fúria. A realizadora de The Bone TempleNia DaCosta, revelou recentemente que o personagem não está totalmente curado — e que a sua condição terá consequências permanentes.

“Ele não é o que era no início do filme. Mas será que é como nós? Não sei”, afirmou, deixando no ar uma ambiguidade que poderá ser central para o terceiro capítulo.

Essa indefinição é, aliás, uma das marcas da saga desde o início: o vírus da Fúria nunca foi apenas uma ameaça biológica, mas também moral. O que resta da humanidade depois da sobrevivência?

Uma conclusão em aberto

Se confirmada a pausa no desenvolvimento, o terceiro filme poderá demorar mais do que os fãs esperavam. E num género onde o timing cultural é essencial, essa espera pode ser arriscada.

Ainda assim, a insistência de Danny Boyle numa estreia em sala mostra confiança no poder cinematográfico da história. A trilogia sempre foi pensada como experiência colectiva, crua e visceral — algo que ganha outra dimensão no grande ecrã.

“Mantenham Bond Britânico!”: Rumores Sobre Jacob Elordi Incendeiam Debate Entre Fãs de 007

Para já, o futuro de 28 Years Later 3 permanece incerto. O vírus pode estar contido no argumento, mas fora dele o contágio da dúvida espalha-se.

A única certeza? Quando regressar, terá de justificar a espera.

“Mantenham Bond Britânico!”: Rumores Sobre Jacob Elordi Incendeiam Debate Entre Fãs de 007

Australiano como próximo James Bond? A internet não ficou indiferente

O universo de James Bond voltou a entrar em ebulição. Desta vez, não por causa de uma perseguição explosiva ou de um vilão megalómano, mas devido a rumores de casting: o nome de Jacob Elordi surgiu como potencial protagonista de Bond 26, e as reacções não tardaram.

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Segundo especulações inicialmente partilhadas por contas de entretenimento, a Amazon MGM Studios terá alegadamente feito uma proposta formal a Elordi para assumir o papel, com filmagens previstas para arrancar ainda este ano. Contudo, importa sublinhar: não existe qualquer anúncio oficial por parte dos produtores.

Ainda assim, bastou a possibilidade para reacender um debate antigo: deve James Bond ser exclusivamente britânico?

Um Bond australiano — heresia ou evolução?

Aos 28 anos, Jacob Elordi tornar-se-ia o actor mais jovem a vestir o icónico smoking de 007. Com 1,96m de altura, seria também o mais alto da história da franquia — um detalhe que muitos fãs consideram pouco compatível com a ideia de um agente secreto discreto.

Elordi não seria, porém, o primeiro australiano no papel. Esse título pertence a George Lazenby, que interpretou Bond em On Her Majesty’s Secret Service. Ainda assim, parte significativa do fandom insiste que o espião criado por Ian Fleming deve manter identidade britânica inquestionável.

Nas redes sociais, multiplicam-se comentários como “Keep Bond British” e acusações de que escolher um actor australiano seria “farcical”. Outros defendem nomes como Henry CavillAaron Taylor-Johnson ou Callum Turnercomo opções mais fiéis à tradição.

Elordi está mesmo na corrida?

A ascensão de Jacob Elordi tem sido meteórica. Depois do sucesso em Euphoria, consolidou o estatuto em cinema com projectos ambiciosos, incluindo uma adaptação de Wuthering Heights realizada por Emerald Fennell, ao lado de Margot Robbie.

Quando questionado sobre rumores semelhantes em 2023, Elordi reagiu com modéstia: disse sentir-se lisonjeado por ser sequer considerado.

Por agora, tudo permanece no campo da especulação.

Villeneuve ao leme, Knight no argumento

O próximo filme será realizado por Denis Villeneuve, com argumento de Steven Knight, criador de Peaky Blinders. A combinação sugere um Bond potencialmente mais introspectivo, estilizado e tenso.

Depois da despedida de Daniel Craig em No Time to Die, a pressão para escolher o sucessor é enorme. Cada decisão será escrutinada ao detalhe.

A questão central mantém-se: Bond é uma personagem que deve respeitar tradição nacional, ou pode evoluir num mundo globalizado?

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Se a polémica actual prova alguma coisa, é que 007 continua vivo — e capaz de provocar discussões apaixonadas mesmo antes de disparar o primeiro tiro.

Óscares a 5,95€? Cinemas NOS Lançam Campanha Especial com Filmes Nomeados

De 19 de Fevereiro a 26 de Março, a temporada dos prémios celebra-se na sala de cinema

A época mais aguardada do calendário cinematográfico está oficialmente aberta — e este ano vem com desconto. A NOS volta a assinalar a temporada dos Óscares® com uma campanha especial nos Cinemas NOS, permitindo ao público ver (ou rever) os filmes nomeados nas categorias principais por um preço único de 5,95€

A iniciativa decorre entre 19 de Fevereiro e 26 de Março, abrangendo qualquer dia da semana, incluindo fins-de-semana, e qualquer horário, desde que o filme tenha pelo menos uma nomeação nas categorias principais da Academia  .

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Num momento em que o cinema volta a afirmar-se como experiência colectiva, esta é uma oportunidade para acompanhar na sala grande os títulos que poderão fazer história na 98.ª edição dos Óscares®.

O que inclui — e o que não inclui — o bilhete especial

O bilhete especial de 5,95€ está disponível em todos os canais de venda dos Cinemas NOS e é válido exclusivamente para salas standard e sessões 2D  .

Para quem quiser elevar a experiência, existem opções de upgrade:

  • Salas XVision: acréscimo de 1€ (total de 6,95€)  
  • Sala XL Vision: acréscimo de 2,15€ (total de 8,10€)  

Estão também disponíveis upgrades para salas Premium e sessões 3D (mediante pagamento adicional). A campanha exclui, no entanto, as salas IMAX, ScreenX e 4DX  , e não é acumulável com outras promoções.

Os filmes nomeados já em exibição

Durante este período, os Cinemas NOS exibem e repõem vários dos filmes nomeados, permitindo ao público acompanhar de perto os títulos que estão no centro da corrida aos prémios  .

Entre os filmes actualmente em exibição destacam-se:

  • Batalha Atrás de Batalha
  • Pecadores
  • Hamnet
  • Marty Supreme
  • Valor Sentimental
  • Bugonia
  • O Agente Secreto
  • Arco
  • Zootropolis
  • Little Amélie or The Character of Rain
  • Blue Moon
  • Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te Um Pontapé  

A disponibilização pode variar consoante a sala e a programação, que pode ser consultada no site oficial ou na aplicação dos Cinemas NOS

Em paralelo com a campanha, a NOS prepara a 10.ª edição da Festa dos Óscares®, marcada para 14 de Março, no Centro Colombo, em Lisboa  . O evento promete reforçar a dimensão festiva da noite mais mediática da indústria cinematográfica, com acesso exclusivo à exibição de alguns dos filmes nomeados nas salas dos Cinemas NOS Colombo.

Já a 98.ª cerimónia dos Óscares® realiza-se a 15 de Março, em Los Angeles  , encerrando uma temporada que, como sempre, promete emoções fortes e debates acesos.

Para os cinéfilos, a equação é simples: grandes filmes, ecrã gigante e um preço especial.

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Porque há histórias que merecem ser vistas como deve ser — na sala escura, com o som no máximo e a expectativa no ar.

Amor Até à Última Fibra: Together: Juntos Estreia no TVCine Top

Terror, desejo e codependência num dos filmes mais perturbadores do ano

Há relações que resistem a tudo. Outras transformam-se em algo… literalmente inseparável. É nesse território desconfortável que se move Together: Juntos, thriller de terror sobrenatural que estreia em exclusivo no TVCine Top, a 21 de Fevereiro, às 21h30, estando também disponível no TVCine+  .

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Descrito como um filme sobre codependência e os limites do corpo humano, esta é uma proposta que cruza drama romântico com body horror — e que promete deixar marcas.

Um recomeço no campo… que corre terrivelmente mal

Tim e Millie atravessam uma fase frágil na relação e decidem mudar-se para o campo numa tentativa de recomeço. Mas o isolamento não resolve tensões antigas — apenas as amplifica. Durante uma caminhada, o casal cai numa caverna subterrânea e entra em contacto com uma força misteriosa que começa a alterar não só o seu equilíbrio emocional, mas também o próprio corpo  .

Tim passa a experienciar episódios inexplicáveis de atracção física, enquanto ambos enfrentam fenómenos que desafiam lógica e sanidade. À medida que tentam compreender o que lhes está a acontecer, descobrem que o local esconde segredos ligados a outras pessoas que ali estiveram antes  .

O medo mistura-se com desejo. A intimidade torna-se ameaça. E a ideia de “ser um só” ganha contornos inquietantes.

Body horror com coração (e nervos à flor da pele)

Realizado por Michael ShanksTogether: Juntos aposta numa abordagem que conjuga o horror físico com o drama emocional  . O filme explora temas como dependência emocional, identidade pessoal e os limites entre o amor e a obsessão.

Nos papéis principais estão Dave Franco e Alison Brie, cuja química em cena reforça a tensão constante entre atracção e repulsa  .

A estreia ocorreu na secção Midnight do Sundance Film Festival em 2025, onde recebeu elogios no circuito de festivais independentes  . E não é difícil perceber porquê: trata-se de uma experiência intensa, desconfortável e assumidamente provocadora.

Um sábado à noite… diferente

Num panorama onde o terror muitas vezes se limita ao susto fácil, Together: Juntos opta por algo mais perturbador: usar o corpo como metáfora do amor que sufoca, da proximidade que corrói e da dificuldade em existir sem o outro.

É um filme que joga com o desconforto — físico e emocional — e que desafia o espectador a questionar até que ponto duas pessoas podem fundir-se sem se perderem.

A 21 de Fevereiro, às 21h30, o TVCine Top convida os espectadores a mergulhar nesta história onde o amor não é apenas simbólico. É carne com carne.

“Não Dou Atenção”: Cynthia Erivo Ignora Críticas Enquanto Divide Opiniões em Drácula

A estrela de Wicked troca Oz por um épico gótico solitário no West End

Depois de anos a desafiar a gravidade em WickedCynthia Erivo mergulhou num desafio bem mais sombrio — e infinitamente mais solitário. No palco do Noël Coward Theatre, em Londres, a actriz lidera uma nova adaptação de Dracula, assumindo sozinha 23 personagens ao longo de duas horas intensas, num espectáculo que mistura teatro ao vivo com tecnologia cinematográfica.

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É uma verdadeira maratona performativa: cerca de 20 mil palavras de texto, mudanças rápidas de figurino, projecção de imagens captadas em tempo real e uma constante alternância de vozes, corpos e energias.

Mas se o desafio artístico é inegável, a recepção crítica tem sido… mista.

Um espectáculo ambicioso — e controverso

Durante as apresentações prévias, alguns espectadores comentaram online que Erivo ainda parecia estar a consolidar partes do texto e que, por momentos, recorria a autocue. Confrontada com essas observações após a noite de estreia, a actriz foi clara: “Não estou a prestar atenção a nenhum desses comentários. Ninguém conhece a experiência excepto eu.”

Aos 39 anos, Erivo assume que ainda estava a afinar o espectáculo nas pré-estreias. “Estava a aprender o texto e a descobrir o caminho”, admitiu, sublinhando que cada processo criativo tem o seu ritmo. O importante, diz, é concentrar energia no palco — e não nos comentários digitais.

Nesta versão minimalista, Erivo constrói o universo vitoriano através da voz e do movimento. O seu Drácula surge com sotaque nigeriano e cabelo vermelho vibrante, numa reinvenção ousada do vampiro criado por Bram Stoker em 1897. As câmaras captam cada detalhe da sua expressão, projectando-o num ecrã, numa fusão entre teatro e cinema que tem dividido opiniões.

Entre o virtuosismo e a frieza

A crítica britânica não chegou a consenso. Alguns elogiaram a entrega de Erivo como um feito extraordinário de resistência e versatilidade. Outros consideraram o espectáculo excessivamente tecnológico, frio e emocionalmente distante.

Há quem descreva a produção como um feito impressionante de transformação contínua, uma “tour de force” que eleva as ambições do teatro britânico contemporâneo. Mas também surgiram críticas à atmosfera considerada “sedada”, à ausência de verdadeiro perigo dramático e à sensação de assistir a algo demasiado próximo de um audiolivro ilustrado.

O uso intensivo de projecções e câmaras ao vivo foi apontado como frustrante por alguns críticos, que sentiram que a tecnologia afastava o público da essência da performance teatral ao vivo.

Desafiar-se para crescer

Erivo, uma das raras artistas nomeadas para Emmy, Grammy, Óscar e Tony (tendo conquistado todos excepto o Óscar), não vê o projecto como um risco, mas como uma necessidade. “Se fosse fácil, seria aborrecido”, afirmou. “Escolho os desafios porque me obrigam a crescer.”

Antes de cada espectáculo, segue um ritual disciplinado: meditação, aquecimento vocal intensivo e revisão de partes do texto. A preparação é quase atlética — apropriada para uma peça que exige resistência física e emocional pouco comuns.

Enquanto isso, outras estrelas de Wicked, como Ariana Grande e Jonathan Bailey, preparam-se para regressar ao West End em 2027 numa nova produção de Sunday in the Park with George. Erivo não descarta voltar a partilhar palco com eles no futuro: “Nunca digo nunca.”

Um vampiro entre a vida e a morte

Tal como o próprio Drácula, esta produção parece existir num espaço intermédio — nem totalmente viva, nem totalmente morta. Para alguns, é um marco de ousadia artística. Para outros, um exercício estilizado que sacrifica emoção em nome do conceito.

Mas uma coisa é certa: Cynthia Erivo não está interessada em agradar a todos. Está interessada em desafiar-se. E, no processo, obriga também o público a sair da zona de conforto.

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Num tempo em que o teatro luta para se reinventar perante públicos cada vez mais habituados ao ecrã, esta versão de Drácula levanta uma questão pertinente: até onde pode — e deve — ir a tecnologia sem sugar a alma da performance?

A resposta, como o próprio vampiro, permanece envolta em sombras.

“Ainda Melhor e Completamente Louca”: A Série Criminal de Tom Hardy e Guy Ritchie Prepara um Regresso Explosivo

A segunda temporada de MobLand promete elevar o caos a outro nível

Se a primeira temporada foi intensa, preparem-se: segundo um dos seus protagonistas, o regresso será “ainda melhor”. A série criminal MobLand, que juntou Tom Hardy e Guy Ritchie, está actualmente em filmagens e deverá regressar em 2026 — e as expectativas estão oficialmente nas alturas.

A produção estreou na primavera de 2025 na Paramount+, tornando-se a segunda maior estreia de sempre da plataforma. A fórmula? Uma família criminosa liderada por uma figura imponente, um “fixer” implacável e uma guerra de bastidores onde lealdade e traição caminham lado a lado.

“É a primeira temporada… com esteroides”

Quem garante que o novo capítulo será mais intenso é Emmett J. Scanlan, que interpreta Paul O’Donnell, chefe de segurança de Conrad Harrigan. Em declarações recentes, o actor descreveu os novos episódios como “insanos” e “completamente loucos”, afirmando que a segunda temporada é como a primeira “com esteroides”.

Scanlan não esconde o entusiasmo: adorou ler os novos guiões e voltar a mergulhar naquele universo violento e estilizado. E vai mais longe — acredita que esta nova fase supera a estreia.

A primeira temporada, escrita por Jez Butterworth, terminou em choque: a morte de Richie Stevenson, Conrad e Maeve Harrigan atrás das grades, Kevin Harrigan a ganhar influência e Harry Da Souza (Hardy) esfaqueado. O tabuleiro ficou virado do avesso.

A segunda temporada terá agora de lidar com as consequências.

Um elenco de luxo no topo do jogo

MobLand é liderada por Pierce Brosnan, que interpreta o patriarca da família criminosa, e por Tom Hardy no papel do fixer Harry Da Souza. Ao elenco juntam-se nomes como Helen Mirren, Paddy Considine e Toby Jones, entre outros.

Scanlan descreve trabalhar com Brosnan como uma experiência formativa. O antigo James Bond — conhecido também por filmes como The Thomas Crown Affair e Mamma Mia! — é, segundo o actor irlandês, “caloroso, generoso e incrivelmente talentoso”. A convivência com colegas que cresceram no imaginário colectivo torna o set quase numa escola diária.

A série foi criada por Ronan Bennett, com Guy Ritchie como produtor executivo, garantindo aquele ADN britânico de crime elegante, humor seco e violência estilizada que o realizador ajudou a popularizar desde Snatch.

Regresso previsto para 2026

Ainda sem data oficial de estreia, a nova temporada deverá chegar em 2026. Com 76% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes na primeira fase, MobLand consolidou-se como um dos thrillers criminais mais sólidos da televisão recente.

Se as palavras de Emmett J. Scanlan se confirmarem, o regresso não será apenas uma continuação — será uma escalada.

Mais traições. Mais confrontos. Mais sangue.

E, ao que tudo indica, ainda mais imprevisível.

Quase Duas Décadas Depois, Lance Hammer Regressa com um Drama Devastador Sobre Demência e Consentimento

Juliette Binoche lidera Queen at Sea, um dos filmes mais perturbadores da Berlinale

Durante anos, o nome de Lance Hammer foi sinónimo de promessa. Em 2008, o realizador destacou-se com Ballast, um drama cru passado no Mississippi que venceu o prémio de Melhor Realizador no Festival de Sundance e lhe valeu múltiplas nomeações nos Spirit Awards e Gotham Awards. Depois disso, silêncio. Quase vinte anos de ausência.

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Agora, Hammer regressa com Queen at Sea, apresentado no Berlin International Film Festival de 2026, onde causou impacto pela sua abordagem frontal, dolorosa e moralmente inquietante da demência — e, sobretudo, da questão do consentimento dentro de um casamento quando a memória desaparece.

O resultado é um filme difícil, perturbador e profundamente humano.

Uma família à beira da ruptura

No centro da narrativa está Amanda, interpretada por Juliette Binoche, uma académica em pausa profissional que regressa a Londres para acompanhar a deterioração da mãe, Leslie. Esta última, vivida com devastadora precisão por Anna Calder-Marshall, perde gradualmente noção de tempo, memória e identidade.

Leslie vive com o marido, Martin, interpretado por Tom Courtenay, numa relação de 19 anos agora colocada à prova por uma doença que apaga tudo o que os uniu.

A tensão instala-se quando Amanda encontra o padrasto numa situação íntima com Leslie — num momento em que esta aparenta estar completamente desligada da realidade. O choque desencadeia uma espiral de decisões dolorosas: intervenção policial, separação do casal e eventual institucionalização.

Mas o filme não se limita ao choque inicial. O que Queen at Sea realmente explora é a zona cinzenta moral.

Pode haver consentimento quando já não há memória?

Ao contrário de obras como Amour, de Michael Haneke, ou Away from Her, de Sarah Polley, que se concentram sobretudo na erosão emocional entre parceiros, Hammer introduz uma questão particularmente desconfortável: uma pessoa com demência pode consentir em manter relações sexuais?

Martin insiste que a mulher ainda sente prazer. Que há instintos que permanecem. Que o corpo continua a responder, mesmo quando a mente se dissolve. Amanda vê apenas vulnerabilidade.

O filme não oferece respostas fáceis. E talvez seja esse o seu maior mérito.

Uma das cenas mais perturbadoras envolve um exame forense imposto a Leslie após a denúncia. A humilhação é quase insuportável, sobretudo porque a própria não compreende o que está a acontecer. A questão ecoa: em que mundo poderia um homem violar a própria esposa? E, ao mesmo tempo, que mundo permite ignorar a possibilidade?

Interpretações que elevam a dor

Juliette Binoche entrega uma das suas interpretações mais cruas dos últimos anos. Longe de sentimentalismos, constrói uma filha dividida entre proteger a mãe e destruir o único homem que talvez ainda a reconheça.

Tom Courtenay, recordado pelo drama conjugal em 45 Years, compõe aqui um retrato devastador de um homem à deriva, agarrado à ideia de que ainda tem um lugar na vida da mulher que ama.

Hammer opta por uma realização íntima, muitas vezes com câmara à mão, captando o desconforto sem artifício. A fotografia de Adolpho Veloso envolve Londres numa luz esbatida, quase melancólica, contrastando com os interiores clínicos e frios das instituições.

Nem tudo resulta plenamente — a subtrama envolvendo a neta Sara parece menos integrada e algo esquemática — mas o núcleo emocional permanece firme.

Um regresso sem concessões

Queen at Sea não oferece esperança reconfortante. Não há discursos redentores nem soluções fáceis. O que há é a exposição honesta daquilo que a demência faz às pessoas — e às relações.

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Lance Hammer regressa ao cinema com um filme que não procura agradar, mas confrontar. E com o apoio de um elenco extraordinário, transforma um tema doloroso numa experiência cinematográfica que dificilmente será esquecida.

O filme estreou em Berlim e encontra-se actualmente à procura de distribuição nos Estados Unidos. Depois de quase duas décadas de silêncio, Hammer volta a falar. E fá-lo num tom que ninguém consegue ignorar.

Do Mundo Invertido a um Sofá Fatal: O Novo Capítulo Sombrio de uma Estrela de Stranger Things

Charlie Heaton troca Hawkins pelo caos financeiro de Industry

Muitas histórias começam pelo fim. A de Charlie Heaton em Industry é exactamente isso — e com uma ironia quase cruel. O actor tinha acabado de fechar uma década da sua vida em Atlanta, onde filmou a série fenómeno da Netflix Stranger Things, quando recebeu a chamada que o lançaria directamente para um universo muito diferente: a quarta temporada de Industry, o drama financeiro da HBO que substitui monstros sobrenaturais por jogos de poder, drogas e ambição desenfreada.

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Se em Hawkins enfrentava Demogorgons e Mind Flayers, aqui a guerra é outra: corrupção, manipulação mediática e destruição moral a troco de estatuto.

E a sua história começa… pelo fim.

Um jornalista, uma espiral e um desfecho brutal

Heaton junta-se à quarta temporada como Jim Dycker, jornalista financeiro determinado a expor fraudes de alto nível — custe o que custar. É a primeira personagem que seguimos na nova temporada, sinal de que estamos perante alguém central na narrativa. Mas a ilusão dura pouco.

Após um episódio intenso marcado por consumo de drogas e confrontos morais com Rishi — personagem interpretada por Sagar Radia — Jim acaba morto no sofá do seu apartamento. Um desfecho abrupto, trágico e profundamente simbólico do tom da série.

Rishi, já destruído por decisões anteriores, tenta seguir o mesmo caminho fatal ao atirar-se da varanda. Sobrevive. E paga o preço moral.

Heaton sabia exactamente para o que vinha.

Uma audição que era já o fim

O mais surpreendente? A cena da morte foi o seu próprio teste de audição. Para garantir o papel, Heaton teve de gravar precisamente o diálogo final — um confronto caótico, repleto de jargão financeiro e tensão emocional quase ininterrupta.

O actor descreveu o processo como intimidante. Tinha acabado de encerrar Stranger Things e, subitamente, encontrava-se a decorar páginas e páginas de diálogo técnico num prazo de dias. A frustração e a ansiedade acabaram por alimentar a própria personagem — algo que os criadores da série, Mickey Down e Konrad Kay, procuravam.

A entrada em Industry foi vertiginosa: audição numa quarta-feira, conversa com os criadores na sexta, voo de Atlanta para o Reino Unido e filmagens na segunda-feira seguinte.

Dois finais. Um novo começo.

Um adeus que ainda não terminou

Entrar numa série estabelecida foi uma experiência inédita para Heaton. Durante anos esteve do lado oposto — o de quem recebe novos membros no elenco. Agora era ele o recém-chegado.

O peso emocional de terminar Stranger Things ainda estava fresco. A série marcou uma geração e definiu grande parte da sua carreira. E, curiosamente, muitos fãs ainda resistem à ideia de que acabou de vez.

Heaton admite que é fascinante observar como o público processa o fim de algo tão marcante. A ligação entre elenco mantém-se — existe um grupo de mensagens activo — mas a sensação de encerramento ainda não está totalmente assimilada.

Quanto a um eventual regresso daqui a 20 anos? Não fecha a porta. Recorda que a ideia original dos criadores era saltar 15 anos entre temporadas. No mundo das franquias modernas, nunca se pode dizer nunca.

Do fantástico ao realismo brutal

A transição de um fenómeno global juvenil para um drama adulto, denso e moralmente ambíguo não podia ser mais contrastante. Mas talvez seja precisamente isso que torna o percurso interessante.

Em Industry, não há monstros sobrenaturais — apenas humanos levados ao limite. E, como a morte de Jim Dycker demonstra, esses podem ser ainda mais devastadores.

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Charlie Heaton iniciou esta nova fase a partir de um final. E, ironicamente, foi esse fim que lhe abriu a porta para provar que há vida — e risco artístico — depois de Hawkins.

“Ele Vai Ser Melhor do Que Eu”: Daniel Radcliffe Reage ao Novo Harry Potter da HBO

O eterno “rapaz que sobreviveu” passa a tocha — e pede espaço para a nova geração

O mundo mágico está prestes a ganhar uma nova cara. Com a série da HBO baseada nos livros de J. K. Rowling a preparar-se para adaptar a saga ao longo de oito temporadas, a escolha de um novo Harry Potter era inevitável. E agora, o próprio Daniel Radcliffe decidiu comentar a mudança.

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A reacção? Surpreendentemente humilde.

Radcliffe acredita que o jovem actor escolhido para interpretar o feiticeiro — Dominic McLaughlin — vai superá-lo no papel que o tornou mundialmente famoso.

“Aprendi enquanto fazia”

Numa entrevista recente ao ScreenRant, Radcliffe foi directo: “Tenho a certeza de que o Dominic vai ser melhor do que eu.” Uma afirmação que, vinda do actor que encarnou Harry durante uma década no grande ecrã, não deixa de ser simbólica.

Radcliffe explicou que cresceu literalmente em frente às câmaras. “Aprendi enquanto fazia”, admitiu. Olhando hoje para as suas interpretações nos primeiros filmes, consegue fazê-lo com mais benevolência do que no passado. “Agora vejo com mais carinho e menos embaraço”, confessou, sublinhando que passou grande parte da saga a descobrir como actuar enquanto já estava a protagonizar uma das maiores franquias da história do cinema.

Recorde-se que Radcliffe assumiu o papel em 2001, com Harry Potter and the Philosopher’s Stone, dando início a um fenómeno cultural que redefiniu o cinema juvenil do início do século XXI.

Um pedido claro à imprensa

Mas houve algo mais importante do que a previsão optimista: um pedido.

Radcliffe considera que a imprensa está a prestar um desserviço aos novos actores ao insistir em comparações constantes com o elenco original. “Quando estes miúdos foram escolhidos, houve um discurso global de ‘temos de proteger estas crianças’”, recordou.

E acrescentou: se isso é mesmo para levar a sério, então uma das formas de o fazer é parar de perguntar constantemente sobre os actores anteriores — tanto aos novos como aos antigos.

Radcliffe não quer ser uma “presença espectral estranha” na vida destes jovens intérpretes. Prefere que tenham espaço para construir algo próprio, sem o peso permanente da comparação.

É uma posição sensata. Afinal, a nova série não será um remake directo dos filmes, mas uma adaptação televisiva mais extensa e detalhada dos livros.

Um novo capítulo em 2027

A série de HBO está prevista para estrear em 2027 e promete dedicar uma temporada a cada livro da saga. A aposta é clara: aprofundar personagens e subtramas que os filmes não conseguiram explorar em detalhe.

Entretanto, Radcliffe segue a sua carreira longe de Hogwarts. Actualmente promove a comédia desportiva da NBC, The Fall and Rise of Reggie Dinkins, onde interpreta um realizador desacreditado que decide fazer um documentário — uma escolha que demonstra o quanto o actor tem procurado diversificar papéis desde que deixou para trás a cicatriz em forma de relâmpago.

O universo de Harry Potter entra agora numa nova fase. E se depender da postura de Daniel Radcliffe, essa transição será feita com elegância, respeito e espaço criativo para a próxima geração.

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Afinal, todos tivemos o nosso Harry. Agora é a vez de outro jovem actor descobrir o que significa sobreviver — não apenas a Voldemort, mas também às expectativas do mundo inteiro.

Ninguém Esperava Isto: Martin Scorsese Surge no Trailer de The Mandalorian and Grogu

O realizador de Goodfellas invade o universo Star Wars — e a internet já reagiu

O novo trailer de The Mandalorian and Grogu trouxe batalhas, criaturas exóticas, Baby Yoda em modo irresistível… e uma surpresa absolutamente improvável: Martin Scorsese.

Sim, leu bem.

Cerca de vinte segundos após o início do trailer do novo filme do universo Star Wars, há um momento em que uma criatura alienígena fala — e a voz é inconfundível. O icónico realizador nova-iorquino empresta a sua entoação característica a um Ardennian, uma espécie de quatro braços e corpo coberto de pêlo, que gere uma loja e tenta encerrar uma conversa com Mando, que procura informações sobre um dos Hutts.

Scorsese em Star Wars. 2026 é oficialmente o ano em que tudo é possível.

De Goodfellas a uma criatura de quatro braços

O realizador de Goodfellas não é totalmente estranho ao trabalho de voz. Em 2004, participou na animação Shark Tale, onde deu vida a um peixe-balão particularmente ansioso. Ainda assim, ouvi-lo agora no meio de sabres de luz e caçadores de recompensas tem um sabor especial — sobretudo tendo em conta o seu conhecido cepticismo em relação ao cinema de super-heróis.

No trailer, o seu personagem surge como uma figura algo relutante, quase burocrática, a tentar cortar uma conversa com Din Djarin, interpretado por Pedro Pascal. É um cameo vocal breve, mas suficiente para incendiar as redes sociais.

E as reacções não tardaram.

Trailer redime receios?

O consenso geral entre os fãs parece ser positivo — e até de alívio. Depois de um teaser considerado morno e de um spot do Super Bowl que dividiu opiniões, este novo trailer conseguiu recuperar entusiasmo.

Comentários nas redes sociais elogiam a montagem e o tom mais aventureiro. Alguns chegam a afirmar que quem editou o trailer “salvou o filme”. Outros destacam que a proposta parece finalmente assumir aquilo que muitos desejam: diversão pura, espírito de aventura e uma experiência claramente pensada para o grande ecrã.

Há, no entanto, uma nuance importante.

Star Wars para uma nova geração?

The Mandalorian and Grogu parece apostar assumidamente num tom mais familiar. Isso tem gerado alguma resistência entre fãs mais antigos, que preferem narrativas mais densas ou politicamente complexas.

Por outro lado, pode ser uma estratégia inteligente para reintroduzir Star Wars no cinema junto de uma nova geração. Muitos pais sublinham que este será o primeiro filme da saga que os filhos já têm idade para ver em sala. E isso pesa.

O projecto é realizado por Jon Favreau, nome que não é estranho a revitalizações bem-sucedidas: lançou o Universo Cinematográfico Marvel com Iron Man e foi peça-chave no arranque de The Mandalorian em 2019 na televisão.

O filme marca também o regresso de Star Wars ao grande ecrã após sete anos de ausência — um hiato significativo para uma das maiores franquias da história do cinema.

A estreia está marcada para 22 de Maio.

Se o filme corresponder ao entusiasmo gerado por este trailer, poderá representar não apenas o regresso de Mando e Grogu, mas também um novo começo para a saga no cinema.

E quem diria que, pelo meio, ouviríamos Martin Scorsese a negociar informações com um caçador de recompensas intergaláctico?

O universo realmente expandiu-se.

O Hip-Hop de Belfast Não Pede Licença:  Chega ao TVCine Edition

Uma história verídica, irreverente e explosiva

Há filmes que contam uma história. E há outros que parecem sair directamente de um concerto suado, cheio de fumo, provocação e palavras afiadas como navalhas. Kneecap – O Trio de Belfast pertence claramente à segunda categoria.

Baseado numa história verídica, o filme acompanha três jovens de Belfast que encontram no hip-hop uma arma cultural — não para destruir, mas para afirmar identidade, língua e pertença. A estreia acontece no TVCine Edition, a 21 de Fevereiro, às 22h00, ficando também disponível no TVCine+, como refere o material oficial  .

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Mais do que um biopic musical, estamos perante um retrato geracional carregado de irreverência, humor mordaz e energia política.

Belfast, tensão e rimas em duas línguas

Em Belfast, cidade marcada por décadas de tensões sociais e políticas, três amigos — Liam Óg Ó hAnnaidh, Naoise Ó Cairealláin e J.J. Ó Dochartaigh — unem-se para formar os Kneecap. Conhecidos artisticamente como Mo Chara, Móglaí Bap e DJ Próvaí, os próprios músicos interpretam versões ficcionadas de si mesmos no grande ecrã  .

A particularidade? Cantam em inglês e em irlandês, misturando crítica social com um humor corrosivo e uma energia quase punk. Entre concertos underground, confrontos com a autoridade e laços de amizade que resistem à pressão do meio envolvente, o filme mostra como o grupo se transformou numa voz poderosa para uma nova geração  .

Não é apenas música. É afirmação cultural.

Um triunfo crítico e premiado

Realizado por Rich Peppiatt, o filme tem sido amplamente elogiado pela crítica pela sua autenticidade e ousadia narrativa  . A recepção não ficou apenas nas palavras: Kneecap – O Trio de Belfast venceu o BAFTA de Melhor Estreia de um Argumentista, Realizador ou Produtor Britânico e arrecadou sete prémios nos British Independent Film Awards em 2024, incluindo Melhor Filme Independente  .

Na Variety, o crítico Carlos Aguilar descreveu-o como “um triunfo tumultuoso, carregado de drogas, em nome da liberdade, que transborda de uma energia indomável”  .

A descrição encaixa: o filme não pede desculpa, não suaviza arestas, nem tenta ser consensual. Tal como a música dos Kneecap, prefere provocar do que agradar.

Juventude, resistência e identidade

O grande mérito do filme está em captar a tensão entre diversão e protesto. A irreverência não surge como pose, mas como mecanismo de sobrevivência. Crescer numa cidade com cicatrizes históricas profundas implica escolher como se responde a esse passado. O trio escolheu fazê-lo com rimas, batidas e um microfone.

Kneecap – O Trio de Belfast não romantiza o contexto nem transforma os protagonistas em heróis clássicos. Mostra-os como jovens imperfeitos, impulsivos, cheios de contradições — mas também determinados a reivindicar espaço numa cultura que muitas vezes marginaliza a sua língua e identidade.

No panorama do cinema musical recente, este é um dos exemplos mais vibrantes de como a cultura urbana pode ser filmada com nervo e verdade.

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No sábado, 21 de Fevereiro, às 22h00, o hip-hop de Belfast invade o pequeno ecrã português. E não vem pedir autorização.

A Noiva: O Monstro Que Sempre Viveu na Sombra Regressa — Agora Pela Mão de Maggie Gyllenhaal

Do mito clássico ao delírio romântico de The Bride!

Há personagens que marcaram a história do cinema mesmo tendo aparecido apenas durante alguns minutos. A Noiva surgiu em 1935, no clássico Bride of Frankenstein, realizado por James Whale, e apesar do reduzido tempo de ecrã tornou-se uma das imagens mais icónicas do terror universal.

O cabelo electrizado, o olhar assustado, o grito lancinante perante o monstro que lhe estava destinado. Bastou isso para entrar no imaginário colectivo.

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Quase noventa anos depois, a personagem regressa aos cinemas portugueses a 5 de Março com uma nova identidade e uma ambição muito mais ousada. A Noiva — no original The Bride! — é realizado por Maggie Gyllenhaal, que depois da surpreendente estreia atrás das câmaras com The Lost Daughter volta a mergulhar numa história feminina intensa, mas agora com contornos góticos, musicais e assumidamente excêntricos.

E sim, estamos longe de um simples remake.

Um Frankenstein em plena Chicago dos anos 30

The Bride! transporta o mito para a Chicago dos anos 30, num ambiente industrial, decadente e estilizado, onde horror se cruza com melodrama e até com elementos musicais. A proposta de Gyllenhaal não é reverente — é reinterpretativa.

A história acompanha Frankenstein — aqui interpretado por Jake Gyllenhaal — que pede a um cientista para criar uma companheira. A mulher ressuscitada ganha vida na pele de Jessie Buckley, actriz que tem demonstrado uma intensidade rara no cinema contemporâneo.

Mas, tal como no filme de 1935, a criatura não reage como esperado. Só que desta vez a narrativa não se limita ao momento da recusa. A Noiva sobrevive, foge, descobre o mundo e constrói uma identidade própria. A premissa sugere uma abordagem quase punk ao mito clássico: em vez de aceitar o destino traçado, ela revolta-se.

O elenco reforça a ambição do projecto. Christian Bale e Penélope Cruz integram também o filme, elevando-o desde logo a uma das produções mais aguardadas do ano no circuito de autor com músculo de grande estúdio.

A criatura que nunca teve escolha — agora com voz própria

No filme original, a Noiva nasce já condenada: criada como companheira para o monstro, concebida como solução para a sua solidão, desenhada para amar alguém que nunca escolheu. A sua recusa — um grito, um gesto de horror — tornou-se um dos momentos mais poderosos do cinema clássico.

Gyllenhaal parte dessa mesma centelha, mas transforma-a em combustão narrativa. A nova versão parece interessada em explorar o que acontece depois do “não”. O que significa existir apenas para satisfazer o desejo de outro? E o que acontece quando essa criação ganha consciência?

Há indicações de que o filme mistura horror gótico com uma dimensão quase operática, assumindo o excesso emocional e visual como parte da linguagem. A estética deverá ser estilizada, teatral, com um lado sombrio mas também irónico. Não se trata apenas de sustos: trata-se de identidade, liberdade e da recusa em aceitar um destino imposto.

Romance trágico ou manifesto de autonomia?

Uma das grandes questões será a relação entre Frankenstein e a sua criação. No clássico, a dinâmica era fatalista: duas criaturas condenadas à marginalidade. Aqui, parece haver mais espaço para conflito ideológico e emocional.

A Noiva não surge apenas como objecto de desejo, mas como sujeito activo da narrativa. E isso altera tudo. Em vez de um apêndice do mito masculino, passa a ser o seu centro.

Num momento em que Hollywood revisita constantemente os seus monstros fundadores, poucos regressos parecem tão arriscados quanto este. The Bride! não procura apenas actualizar o visual — quer redefinir o significado da personagem.

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A 5 de Março, o público português poderá descobrir se Maggie Gyllenhaal conseguiu transformar um ícone silencioso num grito cinematográfico à altura do século XXI.

Se o filme cumprir o que promete, esta Noiva não veio para casar. Veio para reescrever o próprio mito.

Keanu Reeves Acelera na Fórmula 1: O Novo Documentário Que Vai Mostrar os Bastidores da Cadillac

“Tudo muito intenso”: actor mergulha no nascimento da nova equipa norte-americana

Keanu Reeves está de regresso ao universo da Fórmula 1 — mas desta vez não como mero fã apaixonado. O actor encontra-se a produzir um novo documentário centrado nos bastidores da equipa Cadillac Formula 1 Team, a mais recente formação a juntar-se à grelha do campeonato mundial.

O projecto, anunciado em Julho de 2025, promete acompanhar de perto todo o processo de criação da estrutura norte-americana: desde a candidatura à entrada na competição até à preparação para a primeira corrida da temporada, marcada para Março.

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Falando à F1 TV durante os testes de pré-temporada no Bahrain, Reeves confirmou o seu envolvimento directo: “Sim, faço parte do documentário sobre a equipa Cadillac na Fórmula 1. O trabalho na criação da equipa, o trabalho na candidatura e o seu percurso até à primeira corrida em Março.”

Dos milagres da Brawn ao desafio Cadillac

Não é a primeira incursão de Reeves no mundo das corridas. Em 2023, foi o rosto e narrador de Brawn: The Impossible Formula 1 Story, série documental lançada na Disney+ e na BBC que contou a história improvável da equipa Brawn GP, campeã do mundo em 2009.

A experiência parece ter despertado um interesse ainda mais profundo pelo funcionamento interno do desporto automóvel.

“É incrível o quão profundos são estes processos”, afirmou o actor. “De fora, parece tudo muito intenso. Se olharmos para o carro de corrida, para a pista, para o lado técnico, a formação de uma equipa, o que é preciso para ter o carro, todos os elementos, a mudança nas regras… é impressionante.”

A intensidade de que fala não é apenas mecânica — é também estratégica, política e financeira. Criar uma equipa de Fórmula 1 é um exercício de precisão industrial e visão empresarial.

Uma história de ambição americana

A nova estrutura é liderada pela TWG Motorsports, em parceria com a General Motors, que traz a marca Cadillac para o palco máximo do automobilismo.

Dan Towriss (frequentemente referido como Dan Tauris em alguns contextos), CEO da TWG Motorsports e da equipa Cadillac, descreveu o documentário como “uma história de ambição audaciosa e de busca implacável”.

“É uma honra trabalhar com Keanu, cuja paixão e conhecimento sobre corridas são profundos, e estamos orgulhosos de fazer parceria com a General Motors nesta história incrível”, afirmou.

O objectivo passa também por captar uma nova geração de fãs para a Fórmula 1, aproveitando o alcance global e o carisma de Reeves para dar dimensão humana a um projecto eminentemente técnico.

Hollywood encontra a velocidade máxima

Nos últimos anos, a Fórmula 1 tornou-se um fenómeno mediático cada vez mais forte, impulsionado por séries documentais e pelo crescente interesse do público norte-americano na modalidade.

Com Keanu Reeves ao leme criativo, o documentário da Cadillac promete combinar o rigor dos bastidores com uma narrativa cinematográfica envolvente.

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Se a pista é palco de décimos de segundo, fora dela cada decisão pode definir anos de trabalho. E Reeves parece determinado a mostrar exactamente isso: que por trás de cada carro existe uma máquina muito maior — feita de pessoas, risco e ambição.

Para já, uma coisa é certa: a temporada ainda nem começou e já há um documentário que promete acelerar corações.

Do YouTube para a Eurovisão: Look Mum No Computer Vai Representar o Reino Unido em Viena

Artista electrónico promete “algo diferente” para inverter maus resultados britânicos

O Reino Unido decidiu arriscar — e arriscar a sério. O artista electrónico e criador digital Look Mum No Computer foi escolhido para representar o país na 70.ª edição do Eurovision Song Contest, que terá lugar em Viena, anunciou a BBC.

Conhecido fora dos palcos como Sam Battle, o músico construiu uma carreira singular que mistura electrónica, engenharia e espectáculo. Para além de cantor e compositor, é também uma estrela do YouTube, onde documenta a criação de máquinas musicais improváveis — de órgãos feitos com bonecos Furby a sintetizadores montados em bicicletas e teclados que disparam chamas.

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“É completamente louco estar a embarcar nesta jornada maravilhosa e selvagem”, afirmou o artista, confessando ser fã assumido da Eurovisão. “É uma honra enorme representar o Reino Unido.”

De Glastonbury à maior montra da pop europeia

Sam Battle surgiu na cena musical em 2014 como vocalista da banda indie Zibra, que actuou no Festival de Glastonbury em 2015 através do BBC Introducing. Desde então, reinventou-se como projecto a solo sob o nome Look Mum No Computer, apostando numa identidade visual e sonora muito própria.

Com cerca de 1,4 milhões de seguidores combinados nas redes sociais, tornou-se uma figura de culto no universo da electrónica experimental. A BBC destacou precisamente essa originalidade na escolha.

Kalpna Patel-Knight, responsável pelo entretenimento da estação pública britânica, elogiou a “visão ousada, som único e estilo eléctrico” do artista, sublinhando que ele representa criatividade, ambição e um humor tipicamente britânico.

“Vamos tentar algo diferente”

A canção que levará a Viena ainda não foi revelada, mas o radialista Scott Mills, da BBC Radio 2, já a ouviu — e garante que não será uma aposta segura.

“O Reino Unido é muitas vezes criticado por jogar pelo seguro na Eurovisão. Este ano vamos tentar algo diferente. Porque não?”, disse.

Segundo Mills, a música mistura referências improváveis: um toque de “Now You’re Gone” de Basshunter, ecos de “Parklife” dos Blur, sintetizadores à Pet Shop Boys e The Human League, uma pitada de Verka Serduchka e até um leve espírito punk à Sex Pistols. Tudo misturado num “grande hino” pensado para incendiar a arena.

A estreia radiofónica acontecerá nas próximas semanas no programa matinal de Mills.

Reino Unido quer quebrar ciclo de resultados modestos

O concurso deste ano realiza-se em Viena após a vitória do cantor austríaco JJ na edição anterior. A final está marcada para 16 de Maio, numa edição já marcada por polémica, depois de cinco países terem desistido na sequência da confirmação da participação de Israel.

Para o Reino Unido, o objectivo é claro: inverter uma série de resultados pouco animadores. Depois do segundo lugar de Sam Ryder em 2022, o país voltou a tropeçar. Mae Muller ficou em penúltimo lugar, Olly Alexander terminou em 18.º e Remember Monday ficou em 19.º.

Com Look Mum No Computer, Londres aposta agora numa identidade marcadamente alternativa, tecnológica e imprevisível.

Morreu Frederick Wiseman: O Cineasta Que Transformou Instituições em Monumentos Humanos

Se a Eurovisão é palco de extravagância, criatividade e espectáculo, talvez este seja mesmo o ano certo para um inventor de sintetizadores flamejantes subir ao palco europeu.

Anderson Cooper Sai de “60 Minutes” Após Duas Décadas em Meio a Turbulência na CBS News

Fim de uma era nos domingos à noite da televisão norte-americana

Anderson Cooper anunciou esta segunda-feira que vai deixar o prestigiado programa de jornalismo investigativo 60 Minutes, da CBS News, depois de quase 20 anos como correspondente. A sua saída ocorre num momento de mudanças profundas no canal, sob a liderança da nova editora-chefe Bari Weiss — uma fase que tem sido descrita como turbulenta para o icónico programa dominical.  

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Cooper, que também é âncora no canal CNN — onde apresenta o seu próprio programa de notícias desde 2003 — fez saber que tomou esta decisão para passar mais tempo com os seus filhos pequenos, um motivo que destacou oficialmente. Na sua declaração, considerou que trabalhar em 60 Minutes foi “uma das grandes honras” da sua carreira, recordando as histórias marcantes que contou e os profissionais com quem colaborou ao longo de tantos anos.  

Mudanças internas e dúvidas sobre a independência editorial

O anúncio da saída de Cooper chega no contexto de alterações significativas na direcção editorial da CBS News desde que David Ellison, proprietário da cadeia, nomeou Bari Weiss como editora-chefe em Outubro de 2025. A escolha de Weiss — uma jornalista de opinião sem experiência prévia em televisão — tem suscitado críticas e levantado questões sobre a independência jornalística da empresa.  

Um dos episódios mais polémicos sob a nova liderança ocorreu em Dezembro, quando a direção de 60 Minutes reteve um report sobre o centro penitenciário Cecot em El Salvador — uma investigação que examinava a detenção de imigrantes venezuelanos enviada pela administração Trump — alegando que faltava a perspectiva do próprio governo norte-americano, apesar de este ter recusado pedidos de comentário. Esse caso contribuiu para as dúvidas sobre interferências editoriais no programa.  

Além disso, relatórios recentes indicam que a saída de Cooper acontece em paralelo com outras mudanças de bastidores e despedimentos planeados para reforçar a chamada “mentalidade de streaming” da rede, numa tentativa de melhorar audiências que têm ficado atrás de rivais como ABC e NBC.  

Uma carreira marcada por reportagens globais e impacto jornalístico

Cooper começou a colaborar com 60 Minutes na temporada de 2006–2007, num acordo único que lhe permitiu continuar a trabalhar para a CNN ao mesmo tempo. Ao longo desses anos, fez reportagens sobre temas tão variados como as consequências de infecções prolongadas pós-Covid, respostas a desastres naturais e a descoberta de um que se crê ser o último navio negreiro a chegar aos Estados Unidos.  

Antes disso, a sua carreira no jornalismo já o tinha levado a cobrir eventos de grande impacto internacional, incluindo a guerra no Iraque, o furacão Katrina e o derramamento de petróleo no Golfo do México, consolidando-o como uma das vozes mais conhecidas e respeitadas da televisão americana ao longo das últimas duas décadas.  

CBS News manifestou o seu agradecimento pelo contributo de Cooper ao longo dos anos e deixou a porta aberta para uma possível colaboração futura, caso ele deseje regressar.  

Stephen Colbert Enfrenta a CBS em Directo e Publica Entrevista Proibida no YouTube

A sua saída marca o fim de um capítulo importante na história de 60 Minutes, e reflecte tanto escolhas profissionais e pessoais como um período de transição para o jornalismo televisivo tradicional num mundo mediático em rápida evolução

Morreu Frederick Wiseman: O Cineasta Que Transformou Instituições em Monumentos Humanos

Um olhar imersivo e sem concessões sobre a vida real

O cinema documental perdeu uma das suas vozes mais singulares. Morreu Frederick Wiseman, aos 96 anos, deixando uma obra monumental que redefiniu a forma como olhamos para as instituições e, através delas, para nós próprios.

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Ao longo de mais de cinco décadas, Wiseman construiu um corpo de trabalho que recusava atalhos narrativos, explicações fáceis ou comentários em “off”. Nos seus filmes não há narrador, não há entrevistas conduzidas pelo realizador, não há legendas orientadoras. Há apenas o mundo — cru, complexo, desconfortável — diante da câmara.

Se muitos documentários assentam num conceito claro e numa tese evidente, os de Wiseman eram o oposto: vastos, imersivos, exigentes. Não cabiam num “elevator pitch”. Eram o edifício inteiro.

O maximalismo aplicado ao quotidiano

Tradicionalmente, associamos filmes de duração épica a acontecimentos históricos extraordinários — como Shoah, de Claude Lanzmann, ou The Sorrow and the Pity, de Marcel Ophüls. Wiseman fez algo diferente: aplicou essa escala monumental a temas aparentemente banais.

Em Titicut Follies (1967), mergulhou na vida quotidiana de um hospital psiquiátrico para criminosos no Massachusetts. Em Welfare (1975), realizou um retrato devastador da burocracia da assistência social em Nova Iorque. Em Near Death(1989), com cerca de seis horas de duração, acompanhou decisões clínicas numa unidade de cuidados intensivos.

O seu método era paciente e observacional. Filmava longamente, montava com rigor extremo e deixava que as estruturas institucionais se revelassem através das interacções humanas. O resultado eram obras densas, sem música manipuladora nem explicações didácticas, mas cheias de humanidade.

“Welfare”: o labirinto kafkiano da assistência social

Entre os seus muitos trabalhos, Welfare é frequentemente apontado como obra-prima. O filme acompanha funcionários exaustos, seguranças e cidadãos desesperados dentro de um sistema que parece simultaneamente indispensável e impenetrável.

O título encerra uma ironia amarga: o “bem-estar” prometido transforma-se num labirinto burocrático onde ninguém parece verdadeiramente vencer. Como num romance de Kafka, os protagonistas tentam aceder a algo que está sempre fora de alcance.

Wiseman não julga. Observa. E é nessa ausência de comentário explícito que reside a força — e também a exigência — do seu cinema.

Um arquivo vivo da condição humana

Assistir a um documentário de Wiseman é como ter acesso a um arquivo gigantesco, uma base de dados audiovisual onde o espectador é convidado a construir as suas próprias conclusões. É um gesto profundamente democrático: a interpretação não é imposta, é partilhada.

Alguns críticos consideraram que essa abordagem poderia diluir o impacto político imediato. Outros — como o crítico Peter Bradshaw — viram nela algo raro: uma forma de empoderamento intelectual do espectador.

Entre os seus trabalhos mais recentes, destaca-se In Jackson Heights (2015), um retrato vibrante de uma comunidade nova-iorquina diversa sob pressão da gentrificação. O título não engana: sentimos verdadeiramente que estamos “em” Jackson Heights, vivendo o tempo e o espaço daquele lugar.

Frederick Wiseman filmou o sofrimento humano, os desafios colectivos e as possibilidades de mudança sem nunca recorrer ao espectáculo. As suas obras são monumentos silenciosos à complexidade da vida social.

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Num tempo de consumo rápido e narrativas simplificadas, o seu cinema lembrava-nos que compreender o mundo exige tempo, atenção e escuta.

E essa talvez seja a sua maior herança.

Hollywood Declara Guerra à IA: ByteDance Promete Travar “Seedance 2.0” Após Acusações de Pirataria

Gigantes do cinema acusam ferramenta chinesa de usar personagens protegidas sem autorização

A batalha entre Hollywood e a inteligência artificial ganhou um novo capítulo — e promete não ficar por aqui. A gigante tecnológica chinesa ByteDance anunciou que vai reforçar os mecanismos de protecção da sua nova ferramenta de criação de vídeo por IA, o Seedance 2.0, depois de uma onda de críticas vindas da indústria do entretenimento norte-americana.

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O Seedance 2.0 permite gerar vídeos realistas a partir de simples descrições em texto. O problema? Diversos vídeos que se tornaram virais nas redes sociais parecem incluir personagens protegidas por direitos de autor e até recriações de celebridades — sem qualquer autorização formal.

Num comunicado citado pela CNBC, a ByteDance afirmou respeitar os direitos de propriedade intelectual e garantiu estar a “tomar medidas para reforçar as salvaguardas existentes”, de forma a impedir o uso não autorizado de conteúdos protegidos.

Mas, para Hollywood, a resposta pode chegar tarde.

A Motion Picture Association exige acção imediata

A reacção mais contundente veio da Motion Picture Association (MPA), que representa os maiores estúdios de cinema norte-americanos, incluindo Netflix, Paramount Skydance, Sony Pictures, Universal Pictures, Warner Bros. Discovery e Disney.

Num comunicado público divulgado no final da semana passada, o presidente e CEO da MPA, Charles Rivkin, acusou directamente a empresa chinesa de permitir “uso não autorizado de obras protegidas em larga escala”.

Segundo Rivkin, ao lançar um serviço “sem salvaguardas significativas contra infrações”, a ByteDance estaria a ignorar leis de direitos de autor que sustentam milhões de empregos na indústria criativa dos Estados Unidos.

Disney avança com carta de cessação imediata

De acordo com a Axios, a Disney terá enviado uma carta formal de “cease-and-desist” à ByteDance, exigindo a interrupção imediata da utilização das suas propriedades intelectuais.

A acusação é particularmente grave: a empresa alega que o Seedance 2.0 foi disponibilizado já com uma espécie de biblioteca pirateada de personagens protegidas, apresentadas como se fossem imagens de domínio público.

Não é a primeira vez que a Disney enfrenta empresas de IA. Em Setembro, enviou um aviso semelhante à startup Character.AI por uso indevido das suas personagens. Curiosamente, enquanto combate algumas plataformas, a empresa tem vindo a investir noutras: celebrou recentemente um acordo de licenciamento com a OpenAI, permitindo o uso oficial de personagens das franquias Star Wars, Pixar e Marvel no gerador de vídeo Sora.

Já a Paramount Skydance também terá avançado com medidas legais semelhantes, segundo a Variety.

Um novo campo de batalha na era da IA

O caso Seedance 2.0 expõe uma tensão crescente entre inovação tecnológica e protecção da propriedade intelectual. As ferramentas de geração automática de imagem e vídeo evoluem a uma velocidade impressionante, mas a legislação continua a correr atrás dos acontecimentos.

A grande questão é simples, mas complexa na prática: como impedir que utilizadores criem conteúdos que reproduzam personagens protegidas sem bloquear totalmente o potencial criativo destas tecnologias?

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Para já, a ByteDance promete reforçar os seus filtros. Hollywood, por sua vez, promete não abrandar.

E no meio desta disputa está o futuro da criação digital — onde cada linha de código pode valer milhões.

Stephen Colbert Enfrenta a CBS em Directo e Publica Entrevista Proibida no YouTube

A polémica que agitou o “The Late Show” e reacendeu o debate sobre liberdade editorial

A televisão norte-americana voltou a entrar em território turbulento. Stephen Colbert revelou, em pleno monólogo do The Late Show with Stephen Colbert, que foi impedido pela CBS de entrevistar o deputado texano James Talarico.

O momento aconteceu no arranque do programa. Depois de apresentar a banda e anunciar a actriz Jennifer Garner como convidada da noite, Colbert perguntou ao público: “Sabem quem não é um dos meus convidados esta noite?” E respondeu de imediato: James Talarico.

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Segundo o apresentador, os advogados da cadeia televisiva contactaram directamente a produção para impedir a presença do político na emissão. Mais do que isso: terá sido também instruído a não mencionar publicamente que a entrevista tinha sido cancelada.

Naturalmente, fez exactamente o contrário.

A regra do “tempo de antena igual” volta ao centro da discussão

Colbert explicou que a decisão da CBS surge na sequência de novas orientações da Comissão Federal de Comunicações (FCC) sobre a chamada regra do “equal time”. Esta norma determina que, caso um candidato político qualificado apareça numa emissão, as estações de televisão devem conceder tempo equivalente aos seus adversários, caso estes o solicitem.

Historicamente, programas de informação têm estado isentos dessa obrigação ao abrigo da chamada “bonafide news exemption”. E, durante décadas, talk shows diurnos e nocturnos — como The View ou Jimmy Kimmel Live! — assumiram que também beneficiavam dessa excepção, mesmo quando recebiam figuras políticas como Joe Biden ou Kamala Harris.

Contudo, o presidente da FCC, Brendan Carr, indicou recentemente que essa interpretação poderá deixar de ser automática. Segundo Carr, a qualificação de um programa como “noticiário legítimo” dependerá de vários factores, incluindo a eventual “motivação partidária” por trás da escolha de convidados. Numa declaração particularmente polémica, afirmou: “Se forem ‘fake news’, não se qualificam para a excepção.”

Colbert comentou com ironia: “Não é surpresa que duas das pessoas mais afectadas por esta ameaça sejamos eu e o meu amigo Jimmy Kimmel.”

Da televisão para o YouTube

Numa reviravolta previsível — e estrategicamente moderna — Colbert anunciou que iria seguir o “conselho” implícito de Carr: publicou a entrevista completa com James Talarico no YouTube.

Se a televisão aberta impõe limites, as plataformas digitais oferecem margem de manobra. O gesto não é apenas uma provocação; é também um sinal dos tempos. A linha entre entretenimento e comentário político está cada vez mais ténue, e os late night hosts tornaram-se figuras influentes no debate público norte-americano.

A CBS ainda não comentou oficialmente o caso, mas a situação levanta questões delicadas sobre liberdade editorial, responsabilidade regulatória e o papel do humor político num cenário mediático altamente polarizado.

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No meio da tensão, Colbert fez aquilo que melhor sabe: transformou a controvérsia num espectáculo — e, ao mesmo tempo, numa declaração de princípios.

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“Prazer Procura-se” estreia em Fevereiro e promete abalar tabus

Há séries que entretêm. Outras provocam. E depois há aquelas que fazem as duas coisas ao mesmo tempo — com frontalidade, humor e zero pudor. É o caso de Killjoy, que chega a Portugal com o título Prazer Procura-se.

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A estreia está marcada para 19 de Fevereiro, às 22h10, no TVCine Edition, com disponibilização também no TVCine+  . Uma proposta ousada que promete abrir conversas — e talvez algumas feridas — sobre sexualidade feminina e expectativas sociais.

Quando a “vida perfeita” começa a desmoronar

Nanna parece ter tudo controlado. Frequenta uma boa escola, mantém uma relação estável com um namorado carinhoso e aparenta equilíbrio emocional. Mas há um detalhe que muda tudo: percebe que nunca teve um orgasmo verdadeiro.

Esse momento de lucidez desencadeia uma crise profunda. Sentindo-se isolada e envergonhada por acreditar que é a única a fingir prazer no seu círculo social, Nanna começa a questionar não apenas a sua relação, mas também a imagem que construiu de si própria  .

Ao longo de seis episódios, acompanhamos esta busca crua e honesta pelo prazer — mas também pela verdade e autoaceitação. A série desmonta mitos, expõe inseguranças e enfrenta de frente as pressões invisíveis de uma sociedade obcecada com desempenho sexual e felicidade encenada  .

Humor mordaz e desconforto necessário

Produzida na Dinamarca, Prazer Procura-se equilibra comédia e drama numa narrativa intimista e contemporânea. A realização está a cargo de Jennifer Vedsted Christiansen e Emma Sehested Høeg, que assume também o papel principal e participa criativamente no projecto  .

A interpretação de Emma Sehested Høeg foi amplamente elogiada pela autenticidade e coragem com que dá voz a uma experiência feminina frequentemente silenciada. O reconhecimento não tardou: a série conquistou o prémio de Melhor Série TV de Curta Duração nos Danish Film Awards 2024  .

Com diálogos acutilantes, situações desconfortáveis e humor mordaz, a produção assume-se como um retrato geracional que não tem medo de ser explícito quando necessário.

Uma estreia que promete dar que falar

Com seis episódios, Prazer Procura-se estreia a 19 de Fevereiro e segue depois para exibição nas quintas-feiras seguintes no TVCine Edition  .

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Num panorama televisivo ainda reticente em abordar a sexualidade feminina com frontalidade, esta série dinamarquesa surge como uma lufada de ar fresco — ou talvez como um abanão necessário.

Porque, às vezes, procurar prazer é também procurar verdade.

O Regresso Mais Emocionante da Televisão Está Quase Aí — E Chega em Exclusivo a Portugal

“Sullivan’s Crossing” volta com a 3.ª temporada já em Março

Há regressos que sabem a casa. E a terceira temporada de Sullivan’s Crossing promete precisamente isso: emoção, reencontros e decisões que mudam vidas.

A nova temporada estreia em Portugal no dia 3 de Março, em exclusivo no TVCine+, numa aposta que reforça o compromisso dos Canais TVCine em trazer ao público nacional algumas das séries mais faladas do momento  .

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Baseada na série de bestsellers da autora norte-americana Robyn Carr, a produção acompanha a história de Maggie Sullivan, uma neurocirurgiã cuja vida aparentemente perfeita sofre um abalo profundo após um escândalo profissional.

Um regresso às origens… e às emoções

Interpretada por Morgan Kohan, Maggie vê-se forçada a regressar à sua cidade natal e ao parque de campismo gerido pelo pai, situado na deslumbrante região costeira da Nova Escócia. O que começa como uma fuga transforma-se numa jornada de reconciliação, autodescoberta e segundas oportunidades.

Ao longo das duas primeiras temporadas, Sullivan’s Crossing conquistou uma base sólida de fãs graças à combinação de drama familiar, romance e temas de redenção. Não é apenas uma série sobre recomeços — é um retrato sensível das fragilidades humanas e da força dos laços comunitários.

O que esperar da terceira temporada?

A nova temporada, composta por 10 episódios disponibilizados em simultâneo, retoma a narrativa após o impactante final anterior, em que o pai de Maggie sofre um AVC  . Determinada a permanecer em Sullivan’s Crossing, Maggie tenta reconstruir a sua vida num contexto cada vez mais complexo.

Entre os desafios que enfrenta estão as consequências de um devastador incêndio na propriedade e a necessidade de redefinir o seu futuro profissional. Paralelamente, a relação com Cal Jones, personagem de Chad Michael Murray, entra numa nova fase, exigindo equilíbrio, maturidade e coragem.

As emoções estarão à flor da pele e as relações dentro da pequena comunidade serão testadas como nunca antes  .

Uma maratona pronta a acontecer

Para quem ainda não mergulhou neste universo, a segunda temporada já se encontra disponível no TVCine+, permitindo uma preparação ideal para a estreia da T3  .

Com todos os episódios lançados em simultâneo, o dia 3 de Março promete ser sinónimo de maratona. Romance, conflitos familiares e decisões difíceis aguardam os espectadores.

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Se há séries que confortam como um abraço num dia frio, Sullivan’s Crossing é uma delas. E esta nova temporada promete provar que, mesmo depois de um incêndio — literal ou emocional — é possível reconstruir.