O Mundo em Alerta no Porto: Fantasporto 2026 Promete Uma Edição de Confronto com o Presente e o Futuro

Guerra, Inteligência Artificial e Migrações dominam a 46ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto

O Fantasporto regressa em 2026 para a sua 46ª edição com um programa que volta a afirmar o festival como um dos grandes palcos internacionais do cinema de vanguarda. Com 73 países a enviarem filmes para selecção e mais de mil obras analisadas, a programação final integra produções de 29 países, distribuídas por várias secções competitivas e paralelas, confirmando o alcance global do certame  .

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A abertura oficial, a 27 de Fevereiro, no Batalha, ficará a cargo da super-produção japonesa “Suzuki=Bakudan”, de Akira Naguai, que já ultrapassou os 20 milhões de yens de receita no Japão. O encerramento será feito com o filme finlandês “After Us, The Flood”, de Arto Halonen, uma reflexão sobre o impacto das decisões actuais no futuro do planeta, recorrendo a uma narrativa que envolve viagens no tempo  .

A edição deste ano volta a colocar no centro da programação os grandes temas contemporâneos. A Guerra e a Inteligência Artificial assumem papel dominante, numa linha de continuidade com a reflexão iniciada em 2025. Entre os títulos destacados encontra-se “Post Truth”, de Alkan Avcioglu, que questiona o poder dos algoritmos e a manipulação digital da informação  .

A ficção científica surge como território privilegiado para pensar o amanhã. “Futuro, Futuro”, do brasileiro Davi Pretto, aborda desigualdades sociais extremadas, enquanto o chinês “Journey to No End” imagina um mundo virtual obrigatório aos 40 anos como resposta à solidão. Já “Skeleton Girls, a Kidnapped Society”, da Austrália, cruza especulação imobiliária e crítica mediática num registo de “punk thriller”  .

O festival mantém também o seu ADN fantástico, com a Competição Oficial de Cinema Fantástico a integrar títulos como “The Curse”, “Gaua”, “Lenore” ou “Under Your Feet (Bajo Tus Piés)”, confirmando a vitalidade do género e o peso crescente do cinema espanhol e asiático na produção europeia e mundial  .

Entre as longas da Semana dos Realizadores destacam-se “Cativos”, de Luís Alves, o único filme português em competição nesta secção, “Papa Buka”, do indiano Dr. Biju Damodaran, e “Don’t Call Me Mama”, da norueguesa Nina Knag  .

A presença portuguesa é reforçada no Prémio de Cinema Português, que inclui longas e curtas-metragens, bem como uma competição dedicada às Escolas de Cinema, envolvendo sete instituições de ensino superior  .

Em paralelo, regressam as Movie Talks, que em 2026 centram o debate nas transformações da indústria cinematográfica e nas condições de produção num sector impactado pelos avanços tecnológicos. As conferências decorrem no Bar do Batalha, com entrada livre  .

A programação inclui ainda uma retrospectiva dedicada ao cinema contemporâneo da Noruega, organizada em colaboração com o Norwegian Film Institute, reforçando o compromisso do Fantasporto com a descoberta de cinematografias emergentes  .

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Com dezenas de antestreias mundiais, internacionais e europeias, convidados de vários continentes e um alinhamento que cruza ficção científica, horror, drama histórico e reflexão social, o Fantasporto 2026 reafirma-se como um festival atento às convulsões do presente e às interrogações do futuro  .

Ainda Há Quem Se Atire Contra Touros e Explosões: “Jackass Para Sempre” Está de Volta ao TVCine

Johnny Knoxville reúne os suspeitos do costume (e novos reforços) para mais uma dose de caos absoluto

Há franquias que evoluem. Outras reinventam-se. E depois há Jackass, que simplesmente continua a fazer exactamente aquilo que sempre fez — mas com mais dores, mais hematomas e, estranhamente, ainda mais entusiasmo. Jackass Para Sempre estreia na televisão portuguesa no domingo, 1 de Março, às 22h00, no TVCine Top e no TVCine+, recuperando o espírito anárquico que transformou o grupo num fenómeno mundial  .

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Neste quarto filme principal da saga, Johnny Knoxville volta a assumir a liderança de uma equipa que parece não reconhecer o conceito de autopreservação. Ao lado de veteranos como Steve-O e Chris Pontius, surgem novos elementos que injectam energia fresca numa fórmula que vive do risco, da imprevisibilidade e de uma relação quase científica com o disparate.

A estrutura mantém-se fiel ao ADN da marca: acrobacias absurdas, experiências físicas levadas ao limite, encontros pouco aconselháveis com animais e engenhocas concebidas com um único objectivo — falhar de forma espectacular  . O resultado é uma sucessão de momentos que oscilam entre o desconfortável e o hilariante, sempre com a consciência de que ninguém ali está a fingir.

O universo Jackass nasceu como série televisiva na MTV no início dos anos 2000 e rapidamente ultrapassou o pequeno ecrã, tornando-se um caso raro de sucesso comercial sustentado no cinema. Ao longo dos anos, a equipa construiu um estatuto de culto, incluindo o spin-off Jackass Apresenta: O Avô Descarado, que provou que a marca conseguia expandir-se sem perder identidade  .

Em Jackass Para Sempre, há também uma dimensão inevitável: o tempo passou. Os protagonistas já não têm vinte anos, e isso acrescenta uma camada curiosa ao espectáculo. A resistência física pode não ser a mesma, mas a disposição para arriscar permanece intacta. É precisamente essa combinação entre nostalgia e persistência que sustenta o filme.

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A estreia televisiva acontece no domingo, 1 de Março, às 22h00, no TVCine Top, com disponibilidade também no TVCine+  . Para quem acompanha a saga desde os tempos da MTV ou para quem apenas procura uma noite de humor físico levado ao extremo, esta é uma oportunidade para revisitar um fenómeno que nunca teve pretensões de ser elegante — apenas eficaz.

Silêncio, Maternidade e Resistência: O Filme Espanhol Que Conquistou Berlim Chega ao TVCine

“Surda” estreia a 28 de Fevereiro e propõe um olhar íntimo sobre a surdez e a construção de uma família

Há filmes que falam alto sem levantar a voz. Surda, da realizadora espanhola Eva Libertad, é um desses casos. A longa-metragem, distinguida no Festival de Cinema de Berlim, estreia na televisão portuguesa no dia 28 de Fevereiro, às 22h00, no TVCine Edition e no TVCine+.

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O filme acompanha Ángela, uma mulher surda que se prepara para ser mãe ao lado do marido, Héctor. A chegada da filha — uma bebé ouvinte — desencadeia um conjunto de inquietações que ultrapassam a felicidade do nascimento. Ángela confronta-se com receios profundos: será capaz de comunicar plenamente com a filha? Conseguirá criar um vínculo forte num mundo concebido maioritariamente para ouvintes?

A narrativa centra-se precisamente nessa tensão entre pertença e exclusão. Héctor apoia a companheira, mas nem sempre compreende totalmente a sua experiência sensorial e emocional. Ao mesmo tempo, surgem pressões externas, médicas e sociais, que apontam para a necessidade de “normalizar” a criança. A maternidade transforma-se, assim, num campo onde se cruzam expectativas, preconceitos e afectos.

Eva Libertad opta por um registo contido e naturalista, evitando dramatizações excessivas. O foco está na intimidade das personagens e na forma como constroem um “idioma familiar” próprio. Mais do que um drama sobre deficiência auditiva, Surda é uma reflexão sobre comunicação, identidade e adaptação — sobre o modo como cada família inventa a sua própria linguagem.

A interpretação de Miriam Garlo, actriz surda e figura relevante do cinema inclusivo espanhol, é central para a autenticidade do projecto. Ao seu lado, Álvaro Cervantes compõe um retrato convincente de um companheiro dividido entre apoio, incompreensão e aprendizagem.

O reconhecimento internacional não tardou. O filme integrou a secção Panorama do Festival de Cinema de Berlim em 2025, onde recebeu o Prémio do Público e o C.I.C.A.E. Award. Também foi distinguido com vários galardões no Festival de Málaga, consolidando-se como uma das obras espanholas mais relevantes do ano.

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Surda chega agora ao público português como uma proposta que alia sensibilidade e rigor, abordando a surdez sem paternalismo e explorando as dinâmicas familiares com subtileza. Uma estreia que merece atenção no panorama televisivo nacional.

Facadas nos Bastidores: A Queda e o Regresso de “Scream 7” ao Topo


Demissões polémicas, reescrita milionária e um cachet de 7 milhões para Neve Campbell marcam o novo capítulo

Quando Ghostface regressar aos cinemas, tudo indica que o fará em grande estilo. Scream 7 está a ser apontado para uma estreia entre 45 e 50 milhões de dólares na América do Norte — números que poderão representar a melhor abertura da longa saga de terror iniciada em 1996.

Mas o caminho até aqui esteve longe de ser tranquilo. Entre despedimentos polémicos, saídas de peso no elenco e uma reescrita significativa do argumento, o sétimo capítulo da franquia passou por uma verdadeira montanha-russa nos bastidores.

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Uma Demissão Que Abalou a Produção

No final de 2023, Melissa Barrera, protagonista do reboot de 2022 e de Scream VI, foi afastada do projecto pela Spyglass devido a publicações nas redes sociais consideradas anti-semitas pela produtora. A decisão gerou reacções intensas entre fãs e dividiu opiniões online.

Pouco depois, Jenna Ortega anunciou que não regressaria para o novo filme, alegando conflitos de agenda com a série Wednesday. A saída das duas actrizes — que tinham assumido o protagonismo nos capítulos mais recentes — deixou o projecto num impasse criativo.

Como se não bastasse, o realizador inicialmente associado ao filme, Christopher Landon, abandonou a produção após receber ameaças online relacionadas com a polémica.

Recomeçar do Zero (Quase)

Perante o cenário turbulento, os produtores recorreram a um veterano da casa: Kevin Williamson, argumentista do filme original, assumiu a realização. Em conjunto com Guy Busick, trabalhou numa reconfiguração substancial do guião, processo que terá custado cerca de 500 mil dólares.

A mudança foi necessária porque as personagens de Barrera e Ortega eram centrais na narrativa anterior, sobretudo após a ausência de Neve Campbell em “Scream VI”, motivada por divergências salariais.

O Regresso de Sidney Prescott — e um Cachet de Peso

Sem Ortega no elenco, a Paramount e a Spyglass sabiam que precisavam de um trunfo forte para manter o interesse do público. Esse trunfo chama-se Sidney Prescott.

Neve Campbell regressa à saga com um acordo que ronda os 7 milhões de dólares — um valor significativo para o género de terror. Já Courteney Cox, presença constante desde o original de Scream, terá assegurado cerca de 2 milhões.

A aposta na nostalgia é clara. Tal como Jamie Lee Curtis se tornou sinónimo de “Halloween”, Campbell continua a ser vista como o coração da saga “Scream”.

Orçamento em Alta, Expectativas Também

O orçamento de “Scream 7” terá subido para 45 milhões de dólares, acima dos 35 milhões do capítulo anterior, em parte devido a atrasos e ao aumento geral dos custos de produção. Ainda assim, o desempenho robusto de “Scream VI” — que arrecadou 161 milhões globalmente — reforçou a confiança do estúdio.

Apesar das polémicas, analistas acreditam que a curiosidade em torno das mudanças e o regresso de personagens clássicas estão a alimentar o interesse do público. O pêndulo, que parecia inclinar-se para a incerteza, começa agora a oscilar a favor da expectativa.

E, ao que tudo indica, Ghostface poderá não ficar por aqui. Fontes próximas da produção sugerem que planos para um oitavo filme já estarão em cima da mesa.

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Para já, os sobreviventes que se preparem. A máscara branca e a lâmina afiada continuam prontas para mais um reinado de terror.

Uma América Sob o Domínio Nazi? A Série Distópica Que Vai Chegar à Netflix

“The Man in the High Castle”, com Rufus Sewell, imagina um mundo onde o Eixo venceu a Segunda Guerra Mundial

E se os Aliados tivessem perdido a Segunda Guerra Mundial? É essa a pergunta inquietante que está no centro de The Man in the High Castle, a aclamada série de história alternativa que chega à Netflix a 11 de Março.

Estreada originalmente em 2015, a produção adapta o romance homónimo de Philip K. Dick e constrói uma realidade distópica onde os Estados Unidos foram divididos entre o Reich nazi e o Império Japonês. Ao longo de quatro temporadas, a série explorou resistência, propaganda, lealdade e identidade num mundo profundamente transformado.

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Um Ponto de Partida Assustadoramente Plausível

Criada por Frank Spotnitz — conhecido pelo seu trabalho em The X-Files e pelas séries históricas Medici e Leonardo — a narrativa arranca com um acontecimento crucial: o assassinato do presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt em 1933. Esse evento desencadeia uma cadeia de acontecimentos que culmina na vitória do Eixo na Segunda Guerra Mundial.

Produzida executivamente por Spotnitz e por Ridley Scott, a série apresenta uma América ocupada, onde Nova Iorque está sob controlo nazi e São Francisco integra a esfera japonesa.

Um Elenco de Peso Num Mundo Oprimido

Rufus Sewell lidera o elenco como John Smith, um americano que se junta ao Reich e investiga movimentos de resistência em Nova Iorque. A sua personagem é uma das mais complexas da série, dividida entre dever, ambição e consciência moral.

Alexa Davalos interpreta Juliana Crain, residente em São Francisco sob domínio japonês, que acaba por envolver-se na rebelião liderada pela misteriosa figura do “Homem no Castelo Alto”, personagem associada a Stephen Root.

O elenco inclui ainda Rupert Evans, Bella Heathcote, DJ Qualls, Joel de la Fuente, Cary-Hiroyuki Tagawa, Chelah Horsdal, Jason O’Mara e Rick Worthy.

Recepção Crítica e Evolução

A série mantém uma média de 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. A primeira temporada alcançou o selo “Certified Fresh”, com 95% de aprovação, sendo descrita como “ambiciosa e inteligente” e “diferente de tudo o que se vê na televisão”.

Embora a segunda temporada tenha registado uma descida nas avaliações — actualmente nos 62% — a quarta e última temporada recuperou o fôlego crítico, atingindo 92%.

Um Clássico Moderno da Distopia

“The Man in the High Castle” consolidou-se como uma das produções mais marcantes da televisão da última década no campo da ficção especulativa. Ao conjugar intriga política, drama humano e uma atmosfera opressiva, constrói um retrato perturbador de um mundo alternativo que ecoa medos bem reais.

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A partir de 11 de Março, os subscritores da Netflix poderão revisitar — ou descobrir pela primeira vez — esta visão sombria de uma América que nunca existiu… mas que poderia ter existido.

“Não Fazia Ideia Quem Ela Era”: Actor de 83 Anos Surpreende em Vídeo de Taylor Swift

Barrie Reynolds participa em “Opalite” mas só descobriu a dimensão da estrela depois

Um dos rostos inesperados no mais recente videoclipe de Taylor Swift revelou que, até ao dia das filmagens, não fazia ideia de quem era a cantora. Barrie Reynolds, de 83 anos, natural de Capel-le-Ferne, em Kent, participa no vídeo de “Opalite”, o segundo single do álbum The Life Of A Showgirl, mas garante que só percebeu a dimensão da artista depois de ler sobre a sua digressão no jornal.

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“Receio não fazer ideia de quem ela era”, contou à BBC Radio Kent, recordando a reacção incrédula das netas, Millie e Francesca, quando souberam que o avô iria aparecer num vídeo de uma das maiores estrelas do planeta

De Kent para um Set em Londres

Reynolds actua regularmente com o grupo St Nicholas Players, em Ringwold, mas foi através de uma agência de representação que surgiu o convite para o projecto. Recebeu instruções para estar no norte de Londres às 07h00 — e como não havia comboios disponíveis, a produção enviou-lhe um táxi.

No final das filmagens, conseguiu tirar uma fotografia com a cantora. E não resistiu a uma brincadeira: chamou-lhe “Niftie Swiftie”, numa alusão bem-humorada à agilidade da artista enquanto dançava.

Um Vídeo Surreal com Toque Oitocentista

“Opalite” apresenta uma estética surreal inspirada nos anos 80. A narrativa acompanha uma mulher solitária que utiliza um spray mágico para transformar a sua vida e encontrar romance — papel interpretado por Domhnall Gleeson. A história culmina numa competição de dança, onde Reynolds surge como um dos jurados.

Apesar de ter atribuído à cantora uma pontuação de zero na competição fictícia, Reynolds descreveu a música como “muito cativante” e elogiou Swift pela simpatia e disponibilidade para conversar com todos os envolvidos. Ainda assim, notou que “a segurança era muito apertada”.

O vídeo reúne também Lewis Capaldi e o apresentador Graham Norton, que participaram com Swift no programa The Graham Norton Show em Outubro. Inclui ainda uma breve narração de Cillian Murphy.

Um Sucesso Confirmado

“Opalite” é o segundo single do 12.º álbum de Taylor Swift, The Life Of A Showgirl, que foi o disco mais vendido no Reino Unido no último ano. Parte das filmagens decorreu no Whitgift Centre, em Croydon.

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Para Barrie Reynolds, a experiência foi sobretudo uma aventura inesperada — e uma história que certamente ficará para contar nas próximas reuniões familiares.

“Um Aspirante a Rei Tresloucado”: Late Night Arrasa Discurso de Trump

Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Seth Meyers reagiram ao mais longo “State of the Union” de sempre

O discurso do Estado da União de Donald Trump — com 107 minutos, o mais longo de sempre — dominou os monólogos dos principais programas de late night norte-americanos. Entre ironias, sarcasmo e críticas mordazes, apresentadores como Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Seth Meyers não pouparam comentários à intervenção presidencial, marcada por divisões políticas e afirmações controversas.

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Jimmy Kimmel: “Que discurso… não foi”

No Jimmy Kimmel Live!, o anfitrião classificou a intervenção como errática e excessivamente longa. “Quando se divaga incoerentemente durante duas horas, isso continua a ser um discurso ou passa a ser outra coisa?”, questionou, com o seu habitual tom satírico.

Kimmel destacou o que considerou ser o tom divisivo da mensagem, referindo que o Presidente voltou a atacar opositores políticos e a vangloriar-se de medidas polémicas. No final do monólogo, deixou uma avaliação directa: “Temos um aspirante a rei tresloucado”, disse, criticando aquilo que entende ser uma tendência para silenciar opiniões divergentes e favorecer interesses económicos específicos.

O apresentador também comentou o contraste com administrações anteriores, numa comparação que arrancou risos do público em estúdio.

Stephen Colbert: “Se tens de dizer que és respeitado…”

Já Stephen Colbert, no The Late Show, gravado em directo após o discurso, centrou-se no tema oficial anunciado pela Casa Branca — “América aos 250: Forte, Próspera e Respeitada”. Para o humorista, o simples facto de sublinhar essas qualidades revelaria insegurança. “Se tens de dizer que és forte e respeitado, talvez não sejas assim tanto”, ironizou.

Colbert citou ainda uma sondagem recente da CNN que aponta para uma taxa de aprovação de 36% entre adultos, utilizando o dado como ponto de partida para questionar a eficácia política da mensagem presidencial. Segundo o apresentador, o discurso repetiu ideias já conhecidas e dificilmente conquistará eleitores desencantados com o clima de polarização.

Seth Meyers: Fact-check antecipado

No Late Night, Seth Meyers, cujo programa foi gravado antes da intervenção, antecipou-se com humor às declarações do Presidente. “Não és capaz de ser breve”, comentou, sugerindo que até um haiku teria intervalo pelo meio.

Meyers também respondeu a uma queixa recorrente de Trump — a de não receber crédito pelas suas conquistas — com uma piada sobre uma hipotética cura para o cancro. O comentário arrancou gargalhadas, mantendo a tradição do programa de combinar sátira política com referências culturais.

The Daily Show: Kristi Noem sob fogo

No The Daily Show, Desi Lydic desviou a atenção do discurso para outra polémica política: alegações de que a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, terá utilizado recursos públicos para deslocações associadas a uma alegada relação pessoal. Tanto Noem como Corey Lewandowski negaram as acusações.

Lydic explorou o tema em tom satírico, questionando a utilização de um avião de luxo avaliado em 70 milhões de dólares para viagens oficiais. Segundo reportagens citadas no programa, o aparelho terá sido justificado como necessário para voos de deportação.

Mudança Radical no Universo “Tulsa King”: Série com Samuel L. Jackson Ganha Novo Nome e Novo Estado

O discurso presidencial poderá ter batido recordes de duração, mas, no universo do late night, a verdadeira maratona foi de comentários críticos. Como é habitual, a comédia política norte-americana voltou a servir de barómetro para o clima polarizado que marca o debate público nos Estados Unidos.

Martin Short de Luto: Filha do Actor Morre aos 42 Anos

Katherine Short era assistente social e a mais velha dos três filhos adoptados

Martin Short confirmou a morte da filha, Katherine Hartley Short, aos 42 anos. A informação foi divulgada através de um comunicado enviado à BBC News pelo representante do actor, no qual a família pede respeito pela sua privacidade neste momento.

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“É com profunda tristeza que confirmamos o falecimento de Katherine Hartley Short. A família Short está devastada com esta perda e pede privacidade neste momento”, refere a nota oficial.

Segundo a imprensa norte-americana, Katherine trabalhava como assistente social e era a mais velha dos três filhos adoptados por Martin Short e pela actriz e cantora Nancy Dolman, que morreu em 2010, vítima de cancro do ovário.

Fontes policiais citadas pelo Los Angeles Times e pelo TMZ indicam que a morte terá sido um aparente suicídio. A família não prestou mais declarações públicas sobre as circunstâncias.

Espectáculos Adiados

Na sequência da morte da filha, Martin Short adiou vários espectáculos que tinha agendados com o seu parceiro artístico de longa data, Steve Martin. O espectáculo previsto para 27 de Fevereiro, em Milwaukee, foi adiado por “circunstâncias imprevistas”, segundo comunicado da sala que iria receber o evento. Uma actuação marcada para Minneapolis, no dia seguinte, também foi adiada.

O actor encontra-se actualmente nomeado para Melhor Actor numa Série de Comédia nos Actor Awards deste fim-de-semana, pela sua interpretação de Oliver Putnam na série Only Murders in the Building.

Uma Carreira de Décadas

Com uma carreira consolidada no cinema e na televisão, Martin Short tornou-se conhecido do grande público por participações em filmes como The Three AmigosFather of the Bride e Innerspace. Nos últimos anos, voltou a ganhar destaque com o sucesso da série Only Murders in the Building, onde contracena com Steve Martin e Selena Gomez.

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A família solicitou respeito pela sua privacidade neste momento.


Se estiver em Portugal e precisar de apoio emocional, pode contactar o SNS 24 através do número 808 24 24 24. No Brasil, está disponível o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo número 188, com atendimento gratuito e confidencial.

Mudança Radical no Universo “Tulsa King”: Série com Samuel L. Jackson Ganha Novo Nome e Novo Estado

Taylor Sheridan assume todos os episódios de “Frisco King” após reformulação criativa

O universo de Tulsa King acaba de sofrer uma reviravolta significativa. O aguardado spin-off protagonizado por Samuel L. Jackson foi oficialmente rebatizado como Frisco King, depois de uma profunda reformulação criativa que incluiu a mudança do cenário da narrativa.

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Inicialmente conhecido como NOLA King — numa referência a Nova Orleães — o projecto abandona agora a Louisiana e instala-se no Texas, mais concretamente em Frisco. E há mais: Taylor Sheridan irá escrever os oito episódios da primeira temporada.

De Nova Orleães para o Texas

O spin-off tinha começado a ser desenvolvido com argumento-piloto de Dave Erickson, que assumiria também funções de showrunner. Contudo, Erickson deixou o projecto em Julho, e até ao momento não foi anunciado substituto. Aliás, nem é certo que venha a existir um showrunner tradicional — algo que não é inédito nas produções de Sheridan.

As filmagens arrancam no final de Março, em Fort Worth, Texas, onde Sheridan e o seu colaborador David C. Glasserinauguraram recentemente um campus de produção com o apoio da Paramount.

Sheridan Assume o Controlo Total

Taylor Sheridan não é estranho a assumir o controlo criativo absoluto das suas séries. Escreveu as primeiras temporadas de Yellowstone e Mayor of Kingstown, bem como todos os episódios dos spin-offs 1883 e 1923. Também é responsável por todos os episódios até à data de Lioness e Landman.

Curiosamente, em Tulsa King, Sheridan está creditado apenas como co-argumentista do episódio piloto. A série original, protagonizada por Sylvester Stallone, foi renovada para uma quarta temporada em Setembro.

Um Novo Rei no Texas

Samuel L. Jackson dará continuidade à personagem Russell Lee Washington Jr., introduzida na terceira temporada de Tulsa King, estreada em Setembro na Paramount+. A aposta representa mais uma expansão do universo criminal criado por Sheridan, que continua a atrair nomes sonantes da indústria.

Segundo Matt Thunell, presidente da Paramount Television Studios, a decisão de colocar Sheridan a escrever todos os episódios garante uma voz autoral consistente. Jane Wiseman, responsável pelos conteúdos originais da Paramount+, sublinhou que a entrada de Jackson neste universo demonstra a ambição crescente da plataforma.

Novo Capítulo Sob Nova Liderança

A produção de Frisco King marca também a primeira nova série de Sheridan a avançar sob a recente mudança de liderança na Paramount+. O argumentista e produtor manter-se-á ligado ao estúdio até Janeiro de 2029, altura em que deverá transitar para a NBCUniversal.

Produzida pela Paramount Television Studios e pela 101 Studios, a série conta com um leque alargado de produtores executivos, incluindo Sheridan, Stallone, Jackson e Glasser. Em Portugal a série deve estrear no SkyShowtime.

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Se o império televisivo de Taylor Sheridan já era vasto, agora ganha um novo território. E, ao que tudo indica, o Texas será o próximo palco de confrontos, lealdades e jogos de poder.

Um Trio de Ouro com Reforço Britânico: Jared Harris Junta-se a DiCaprio e Jennifer Lawrence no Novo Filme de Scorsese

“What Happens at Night” será produzido pela Apple e promete atmosfera onírica e inquietante

Há encontros que fazem história antes mesmo de começarem as filmagens. Jared Harris acaba de se juntar a Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence em What Happens at Night, o novo projecto realizado por Martin Scorsese para a Apple Original Films.

Produzido em parceria com a Studiocanal, o filme adapta o romance homónimo de Peter Cameron, com argumento assinado por Patrick Marber.

E o ponto de partida já é suficientemente intrigante.

Uma Viagem à Neve… e ao Desconhecido

A história acompanha um casal americano que viaja até uma pequena e isolada cidade europeia coberta de neve para adoptar um bebé. O que começa como uma jornada íntima rapidamente ganha contornos oníricos e perturbadores, sugerindo uma narrativa mais psicológica do que convencional.

Além do trio principal, o elenco inclui Patricia Clarkson e Mads Mikkelsen, reforçando um conjunto artístico de luxo.

Scorsese realizará e produzirá o filme através da sua produtora Sikelia Productions, dando continuidade à sua relação criativa com DiCaprio — uma das mais frutíferas do cinema contemporâneo.

Scorsese, DiCaprio e Apple: Uma Parceria de Prestígio

Este projecto marca mais uma colaboração entre Scorsese, DiCaprio e a Apple, depois do aclamado Killers of the Flower Moon, nomeado para 10 Óscares. A parceria tem sido estratégica para a Apple, que continua a investir em cinema de autor com peso artístico e ambição global.

Jennifer Lawrence também mantém uma ligação consistente com a Apple Original Films, tendo participado em Causewaye no documentário Bread & Roses. Está ainda associada ao futuro projecto The Wives, onde será protagonista e produtora.

Jared Harris: Um Actor de Culto com Carreira Impecável

Reconhecido tanto no Reino Unido como internacionalmente, Jared Harris construiu uma carreira marcada por escolhas exigentes e interpretações intensas. No cinema, destacou-se em títulos como I Shot Andy Warhol, Sherlock Holmes: A Game of Shadows e Lincoln.

Em televisão, deixou marca em séries como Mad Men, The Crown, The Terror e, talvez de forma mais memorável, Chernobyl, onde a sua interpretação foi amplamente elogiada.

Actor de palco e de ecrã, Harris é frequentemente associado a personagens densas, moralmente complexas e emocionalmente exigentes — uma combinação que encaixa naturalmente no universo de Scorsese.

Expectativas Elevadas

“What Happens at Night” reúne um realizador lendário, dois vencedores de Óscares e um dos actores mais respeitados da sua geração. A premissa intimista, envolta numa atmosfera gelada e misteriosa, sugere um drama psicológico de grande intensidade.

Ainda sem data oficial de estreia, o projecto já figura entre os mais aguardados do catálogo futuro da Apple.

Quando Scorsese chama, poucos recusam. E quando o elenco inclui DiCaprio, Lawrence e Jared Harris, as expectativas sobem inevitavelmente para outro nível.

Um Novo Pistoleiro no Oeste: Matt Dillon Vai Liderar a Série “The Magnificent Seven”

MGM+ aposta numa reinvenção televisiva do clássico western com produção de peso

O Oeste volta a chamar — e desta vez em formato de série. Matt Dillon foi confirmado como protagonista e produtor executivo da nova adaptação televisiva de The Magnificent Seven, uma reinterpretação do clássico western de 1960. O projecto será desenvolvido para o canal e serviço de streaming MGM+ e contará com oito episódios.

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A série nasce da mente de Tim Kring, criador de Heroes, que assume a escrita e produção executiva. A produção deverá arrancar em Junho de 2026, em Calgary, no Canadá.

Chris Adams Regressa — Com Novo Rosto

Matt Dillon dará vida a Chris Adams, o líder de sete pistoleiros contratados para proteger uma aldeia indefesa de um poderoso barão da terra determinado a expulsar os seus habitantes. A personagem foi imortalizada por Yul Brynner no filme original de 1960 e teve uma espécie de sucessor espiritual interpretado por Denzel Washington na versão realizada por Antoine Fuqua em 2016.

Nesta nova abordagem, Chris Adams é descrito como estóico, firme sob pressão e guiado por um código moral silencioso mas inabalável. Não tolera hipocrisia nem crueldade, e é esse sentido de justiça que o leva a aceitar uma missão moralmente complexa.

Violência, Fé e Moralidade no Centro da Narrativa

Ambientada no turbulento Oeste americano da década de 1880, a série acompanha sete mercenários talentosos mas imperfeitos, contratados para defender uma aldeia quaker devastada por homens ao serviço de um impiedoso latifundiário. À medida que se preparam para enfrentar probabilidades esmagadoras, surge uma questão central: será legítimo recorrer à violência para proteger uma comunidade cuja fé se baseia na não-violência?

A série promete aprofundar o passado de cada um dos sete protagonistas, explorando temas como honra, redenção, sacrifício, moralidade e fé. Trata-se de um western que ambiciona ir além do confronto armado, mergulhando nos dilemas éticos que moldam as decisões das personagens.

Um Elenco e uma Estratégia com Ambição Cinematográfica

A aposta faz parte da estratégia da MGM+ de desenvolver séries com ADN cinematográfico — tanto no visual como na ambição narrativa. Michael Wright, responsável global da plataforma, elogiou a escolha de Dillon, destacando a sua capacidade de interpretar personagens complexas e moralmente ambíguas.

Matt Dillon, nomeado ao Óscar por Crash, tem construído uma carreira sólida e versátil. Recentemente participou na série High Desert e prepara-se para integrar o elenco de I Play Rocky, produção da Amazon MGM Studios realizada por Peter Farrelly. Ao longo das décadas, destacou-se em títulos como The Outsiders, Drugstore Cowboy, There’s Something About Mary e Asteroid City.

Um Clássico com Nova Vida

“The Magnificent Seven” é um dos westerns mais emblemáticos da história do cinema, ele próprio inspirado em Seven Samurai, de Akira Kurosawa. A nova versão televisiva terá o desafio de honrar esse legado enquanto encontra uma voz própria.

Num momento em que o género western conhece um renascimento em televisão, esta aposta da MGM+ (em Portugal deve ser a Prime Video ) pode marcar um ponto de viragem — especialmente se conseguir equilibrar espectáculo, densidade dramática e relevância contemporânea.

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O Oeste regressa. E desta vez, promete discutir não apenas quem dispara mais rápido, mas quem carrega o peso moral do gatilho.

Hollywood Despede-se de Robert Carradine: Uma Vida Entre Rebeldes, Nerds e Família

Actor de “The Long Riders”, “Revenge of the Nerds” e “Lizzie McGuire” morreu aos 71 anos

Robert Carradine morreu aos 71 anos. O actor, conhecido por papéis marcantes em várias décadas de cinema e televisão, pôs termo à própria vida na passada segunda-feira, segundo confirmou a família. A notícia abalou Hollywood e reacendeu a conversa sobre saúde mental no meio artístico.

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Membro de uma das famílias mais emblemáticas do cinema norte-americano, Carradine era descrito pelo irmão mais velho, Keith Carradine, como “a base” da família. No entanto, enfrentou durante quase duas décadas uma batalha contra a perturbação bipolar — luta que, segundo os familiares, acabou por se revelar devastadora.

Uma declaração com propósito

Num comunicado enviado à imprensa, a família sublinhou a importância de falar abertamente sobre a doença mental. Destacaram a “valente luta” de Carradine contra a perturbação bipolar e expressaram a esperança de que o seu percurso ajude a combater o estigma associado à saúde mental.

Keith Carradine afirmou que não há vergonha na doença, classificando-a como “uma enfermidade que levou a melhor”. Preferiu celebrar o talento, o humor e a generosidade do irmão mais novo, lembrando-o como alguém sábio, tolerante e incapaz de guardar ressentimentos.

A família pediu privacidade neste momento de luto.

De John Wayne a Scorsese: O Início de Uma Carreira Promissora

Nascido a 24 de Março de 1954, Robert era o filho mais novo do lendário John Carradine e irmão de David Carradine e Keith Carradine. Estreou-se no grande ecrã em The Cowboys, ao lado de John Wayne — uma audição incentivada pelo irmão David.

Seguiram-se participações em Mean Streets, de Martin Scorsese, e em Coming Home, de Hal Ashby, ao lado de Jane Fonda e Jon Voight. A intensidade da sua prestação levou alguns críticos a sugerir que poderia ser o actor mais talentoso da família.

Cannes, Irmãos e Westerns

Em 1980, dois filmes seus marcaram presença no Festival de Cannes: The Big Red One e The Long Riders. Este último reuniu vários irmãos reais para interpretar irmãos fora-da-lei históricos — uma decisão ousada do realizador Walter Hill.

As histórias de bastidores tornaram-se lendárias. Durante as filmagens, David Carradine apaixonou-se pelo cavalo que montava e acabou por o comprar. O animal viveu depois na propriedade de Robert em Hollywood Hills, tornando-se parte do folclore familiar.

O Nerd Que Marcou Uma Geração

O maior êxito comercial da carreira chegou em 1984 com Revenge of the Nerds. No papel de Lewis Skolnick, Carradine deu rosto ao arquétipo do “nerd” inteligente e resiliente, transformando o filme numa das comédias mais icónicas da década. A franquia consolidou-o na cultura popular.

Anos mais tarde, conquistou uma nova geração como o pai compreensivo na série Lizzie McGuire, mostrando versatilidade e capacidade de reinvenção.

Música, Velocidade e Família

Fora do ecrã, Robert Carradine cultivava paixões intensas. Tocava guitarra com os irmãos, apesar de nunca ter tido formação musical formal. Actuou com artistas como Peter Yarrow e Ramblin’ Jack Elliott.

Outra grande paixão era o automobilismo. Competiu ao nível do Grande Prémio e integrou a equipa Lotus ao lado de Paul Newman. Dizia frequentemente que correr era o seu verdadeiro amor, porque vencer uma corrida significava que ninguém fora melhor naquele momento.

Mas acima de tudo, era um homem de família. Pai da actriz Ever Carradine, avô dedicado e tio querido — descrito pela sobrinha Martha Plimpton como o “tio favorito” de todos.

Um Legado de Talento e Humanidade

Robert Carradine deixa filhos, netos, irmãos, sobrinhos e uma comunidade artística que o recorda como generoso, bem-disposto e genuinamente bondoso. A sua carreira atravessou westerns, dramas de autor, comédias juvenis e séries familiares, provando uma rara capacidade de adaptação.

A sua morte relembra, com dolorosa clareza, que o sucesso e o talento não imunizam ninguém contra batalhas invisíveis.

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Se estiver a atravessar um momento difícil, procure ajuda junto de profissionais de saúde ou linhas de apoio especializadas. Falar pode fazer a diferença.

Pressão Política em Hollywood: Procuradores Republicanos Querem Travar Negócio Bilionário da Netflix

Fusão com a Warner Bros. Discovery levanta alertas antitrust nos Estados Unidos

A possível aquisição da Warner Bros. Discovery pela Netflix está a transformar-se num verdadeiro campo de batalha político nos Estados Unidos. Onze procuradores-gerais republicanos enviaram uma carta formal ao Departamento de Justiça norte-americano a exigir uma análise rigorosa da operação, alertando para riscos de concentração excessiva de mercado.

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Em causa está a proposta aceite de cerca de 83 mil milhões de dólares pelos activos de estúdio e streaming da Warner Bros. Discovery, num contexto em que também decorre uma disputa paralela envolvendo a Paramount, liderada por David Ellison, que terá apresentado uma oferta hostil avaliada em 108 mil milhões de dólares.

“Concentração excessiva” e risco para os consumidores

Na carta enviada à procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, os 11 responsáveis estaduais defendem que a fusão poderá resultar numa concentração indevida de mercado, com impacto directo nos consumidores norte-americanos.

Segundo os signatários, uma consolidação desta dimensão poderá traduzir-se em preços mais elevados, menor fiabilidade dos serviços e menos inovação num dos sectores mais relevantes da economia cultural dos Estados Unidos. Os procuradores invocam a necessidade de uma revisão “exaustiva e rigorosa” ao abrigo da Clayton Act, legislação federal destinada a prevenir práticas anticoncorrenciais.

Entre os subscritores encontram-se procuradores-gerais de estados como Alabama, Alasca, Iowa, Kansas, Nebraska, Dakota do Norte, Carolina do Sul, Tennessee, Utah, Virgínia Ocidental e Montana.

Departamento de Justiça já abriu investigação

A polémica intensificou-se poucos dias depois de o United States Department of Justice ter iniciado uma investigação formal antitrust à Netflix, liderada pelos co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters.

Do ponto de vista político, o momento não é irrelevante. No mesmo dia em que a carta foi tornada pública, David Ellison — CEO da Paramount — marcou presença como convidado de legisladores republicanos no discurso do Estado da União de Donald Trump, um sinal claro de que o sector do entretenimento está a ser observado também sob uma lente estratégica e ideológica.

Apesar disso, tanto a Netflix como a Paramount optaram por não comentar oficialmente a nova carta enviada aos reguladores.

Netflix rejeita cenário de monopólio

Em diversas entrevistas e intervenções públicas, Ted Sarandos tem insistido que a Netflix não detém, nem deterá, uma posição monopolista — com ou sem a aquisição da Warner Bros. Discovery. O executivo argumenta que o verdadeiro concorrente da empresa não são outros serviços de streaming, mas sim plataformas digitais de grande escala como o YouTube.

Esta visão “macro” do mercado coloca a disputa num plano mais vasto, onde o consumo de vídeo online ultrapassa largamente a guerra tradicional entre estúdios e serviços de subscrição.

Um momento decisivo para a indústria

A eventual fusão entre Netflix e Warner Bros. Discovery representaria uma das maiores consolidações da história recente do entretenimento global. Estaria em jogo não apenas um catálogo vastíssimo de conteúdos — do cinema clássico às produções televisivas contemporâneas — mas também uma enorme capacidade de distribuição e influência cultural.

Os críticos da operação receiam que tal concentração reduza a diversidade de oferta e dificulte a entrada de novos operadores no mercado. Já os defensores argumentam que, num cenário dominado por gigantes tecnológicos globais, a escala é essencial para competir.

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O desfecho desta batalha regulatória poderá redefinir o equilíbrio de forças em Hollywood e no streaming internacional. E, como tantas vezes acontece na indústria do entretenimento, os bastidores prometem ser tão dramáticos quanto qualquer argumento cinematográfico.

A Queda de um Ícone? “Marilyn Manson: Revelado” Expõe as Acusações e Abala a Indústria Musical

Documentário estreia em exclusivo no TVCine e mergulha numa das maiores polémicas do rock contemporâneo

Marilyn Manson foi, durante décadas, uma das figuras mais provocadoras e influentes do rock internacional. Símbolo da contracultura nos anos 90, construiu uma carreira marcada pela controvérsia, pela teatralidade e por uma estética que desafiava convenções. Mas em fevereiro de 2021, o seu nome passou a dominar manchetes por razões muito diferentes: várias acusações de agressão sexual vieram a público, desencadeando uma reviravolta abrupta na sua carreira.

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É precisamente esse ponto de rutura que está no centro de “Marilyn Manson: Revelado”, um documentário em três partes que estreia em exclusivo na televisão portuguesa no dia 27 de fevereiro, às 22h10, no TVCine Edition, com episódios seguintes a 6 e 13 de março, no mesmo horário  . A série estará também disponível no TVCine+.

Do estrelato à controvérsia

Ao longo de três episódios, o documentário traça o percurso de Brian Warner, o homem por detrás da persona Marilyn Manson, desde a ascensão meteórica nos anos 1990 até ao impacto devastador das acusações que vieram a público  . O que começou como uma carreira construída na provocação e na crítica social acabou por se transformar num caso que abalou profundamente a indústria musical e do entretenimento.

Após as denúncias, o artista foi afastado pelo seu agente, pelo manager e pela editora discográfica, num movimento que refletiu a crescente intolerância da indústria face a alegações de comportamentos abusivos  . O documentário acompanha este processo, analisando não só as consequências imediatas para Manson, mas também o impacto mais amplo que o caso teve na perceção pública e no debate cultural.

Vozes, testemunhos e um debate necessário

Realizado por Karen McGann, “Marilyn Manson: Revelado” não se limita a um retrato biográfico. A série dá voz a várias mulheres que fizeram acusações públicas contra o músico, contextualizando os seus testemunhos num panorama mais vasto de escrutínio sobre abusos no meio artístico  .

Mais do que relatar factos, o documentário levanta questões incómodas e pertinentes: onde termina a provocação artística e começam comportamentos inaceitáveis? A persona chocante construída por Manson era apenas uma máscara performativa ou refletia traços do homem por detrás do palco? E como deve a sociedade equilibrar liberdade de expressão com responsabilidade individual?

Estas perguntas ganham especial relevância num século XXI marcado por movimentos de denúncia e por uma transformação profunda na forma como o público e as instituições encaram figuras públicas acusadas de abuso de poder.

Um retrato incisivo de uma mudança cultural

“Marilyn Manson: Revelado” insere-se numa tendência crescente de documentários que revisitam ícones culturais à luz de novas revelações e de uma maior consciência social. Neste caso, o foco não é apenas o artista, mas também a indústria que o elevou — e que rapidamente se distanciou quando surgiram as acusações.

Ao propor uma reflexão sobre poder, cultura e responsabilidade, a série oferece um olhar atual e incisivo sobre uma das figuras mais controversas da música rock contemporânea  . Independentemente da posição de cada espectador, trata-se de um documento televisivo que promete gerar debate e reflexão.

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“Marilyn Manson: Revelado” estreia a 27 de fevereiro, com continuação nos dias 6 e 13 de março, às 22h10, no TVCine Edition.

Já Pode Ver em Casa “Bugonia”: O Filme Nomeado a 4 Óscares com Emma Stone

O novo delírio cinematográfico de Yorgos Lanthimos chegou ao streaming

Depois de conquistar as salas de cinema e de se afirmar como um dos títulos mais falados da temporada de prémios, Bugonia já pode ser visto em casa. O filme realizado por Yorgos Lanthimos chegou à Prime Video a 20 de Fevereiro, estando disponível para compra e aluguer.

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Nomeado para quatro Óscares — Melhor Filme, Melhor Banda Sonora Original, Melhor Actriz Principal e Melhor Argumento Adaptado — Bugonia é apontado como um dos fortes candidatos na cerimónia da Academia, que decorre na madrugada de 16 de Março.

Esta é mais uma colaboração entre Lanthimos e Emma Stone, uma dupla que tem vindo a construir uma das parcerias mais estimulantes do cinema contemporâneo. Juntos, já nos ofereceram títulos como Poor Things (Pobres Criaturas), The Favourite (A Favorita) e Kinds of Kindness, todos amplamente elogiados pela crítica.

Uma conspiração… com extraterrestres e cabelo como antena

Se há algo que caracteriza o cinema de Lanthimos é a ousadia. E Bugonia não foge à regra.

A narrativa centra-se em dois homens obcecados por teorias da conspiração que sequestram Michelle, directora-geral de uma poderosa empresa, convencidos de que ela é uma alienígena com planos para destruir a Terra. Segundo acreditam, o seu cabelo funciona como meio de comunicação com outros extraterrestres.

Emma Stone interpreta Michelle com uma ambiguidade fascinante — ora altiva, ora vulnerável, ora estrategicamente calculista. Ao seu lado surge Jesse Plemons no papel de Teddy, um apicultor consumido pela obsessão conspirativa. Alicia Silverstone interpreta a mãe de Teddy, numa prestação que também tem sido destacada pela crítica.

Para este papel, Stone teve mesmo de rapar o cabelo, numa transformação física que sublinha o compromisso da actriz com o projecto.

Crítica rendida e forte presença nos prémios

Desde a estreia mundial, Bugonia tem sido amplamente elogiado. No agregador Rotten Tomatoes, o filme apresenta actualmente uma pontuação média de 88%, confirmando a recepção positiva.

Algumas críticas sublinham a química entre Stone e Plemons, destacando a forma como ambos conseguem equilibrar absurdo e tensão psicológica. Outras apontam o olhar mordaz de Lanthimos sobre a natureza humana — explorando a linha ténue entre o impulso de cuidar e a tentação de controlar ou destruir.

O realizador mergulha, mais uma vez, numa fábula desconfortável sobre poder, paranoia e identidade, usando o absurdo como lente para observar comportamentos muito reais.

Do cinema para o sofá — e rumo aos Óscares

Em Portugal, o filme estreou nas salas a 30 de Outubro, consolidando-se como um dos lançamentos mais comentados do ano. Agora, com a chegada ao streaming, ganha uma nova vida junto do público que prefere descobrir (ou revisitar) estas obras no conforto de casa.

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Com quatro nomeações aos Óscares e uma recepção crítica sólida, Bugonia confirma que a parceria entre Lanthimos e Emma Stone continua a dar frutos — estranhos, provocadores e absolutamente hipnóticos.

Se ainda não entrou neste universo peculiar, talvez seja altura de o fazer. Porque, como o próprio filme sugere, o que parece alienígena pode ser apenas um reflexo exagerado da nossa própria humanidade.

Um Triunfo Arrasador e uma Surpresa Monumental: A Noite em que os BAFTA Renderam-se a Paul Thomas Anderson

“One Battle After Another” conquista tudo — e muda o jogo

A cerimónia dos BAFTA 2026 ficou marcada por um domínio claro e inequívoco: One Battle After Another, o mais recente filme de Paul Thomas Anderson, saiu da gala com seis prémios — incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador — confirmando o estatuto da obra como uma das grandes forças desta temporada.

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Inspirado no romance Vineland, de Thomas Pynchon, o filme acompanha um revolucionário em fim de linha que tenta proteger a filha de um implacável oficial militar. Uma comédia de contracultura com nervo político e energia anárquica, que conquistou ainda os prémios de Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Actor Secundário e Melhor Argumento Adaptado.

Com 14 nomeações à partida — mais do que qualquer outro concorrente — a produção contou com interpretações de nomes como Leonardo DiCaprio, Sean Penn e Benicio del Toro. Penn acabaria mesmo por vencer o prémio de Melhor Actor Secundário, pela sua composição do arrepiante coronel Steven J. Lockjaw.

No discurso de aceitação, Anderson não poupou palavras: “Quem diz que os filmes já não são bons pode ir dar uma volta. Este é um ano extraordinário.” Citando Nina Simone — cuja frase “I know what freedom is, it’s no fear” ecoa no filme — o realizador apelou à criação sem medo, numa noite carregada de simbolismo.

O cineasta prestou ainda homenagem ao produtor Adam Somner, falecido em 2024, recordando a sua força durante a produção do filme, mesmo após descobrir que estava gravemente doente.

Surpresas, emoções e marcos históricos

Se houve um domínio claro, também houve espaço para surpresas. Uma das maiores da noite foi a vitória de Robert Aramayo como Melhor Actor por I Swear, batendo favoritos como Timothée Chalamet, Ethan Hawke e Michael B. Jordan.

Visivelmente emocionado, Aramayo confessou não acreditar que estivesse sequer nomeado ao lado de tais nomes, quanto mais vencedor. O filme, um biopic sobre o activista John Davidson e a sua luta contra o preconceito associado à síndrome de Tourette, venceu também o prémio de Melhor Casting.

Noutra nota histórica, Jessie Buckley tornou-se a primeira actriz irlandesa a vencer o BAFTA de Melhor Actriz, graças à sua interpretação devastadora em Hamnet, realizado por Chloé Zhao. A actriz agradeceu à filha e celebrou o poder das histórias contadas por mulheres, num dos discursos mais tocantes da noite.

Sinners, o thriller vampírico de Ryan Coogler sobre apagamento racial e cultural, arrecadou três prémios: Melhor Argumento Original, Melhor Banda Sonora Original e Melhor Actriz Secundária, distinção entregue à britânico-nigeriana Wunmi Mosaku.

Cinema político, discursos inflamados e humor mordaz

A noite teve também forte carga política e social. Coogler tornou-se o primeiro realizador negro a vencer o BAFTA de Melhor Argumento Original, sublinhando a importância da comunidade e da empatia. Akinola Davies Jr venceu o prémio de Melhor Estreia Britânica por My Father’s Shadow, deixando uma mensagem sobre memória, identidade e liberdade.

Guillermo del Toro’s Frankenstein conquistou três prémios técnicos, enquanto Sentimental Value venceu como Melhor Filme em Língua Não Inglesa — a primeira vez que uma produção norueguesa arrecada tal distinção.

A cerimónia foi conduzida por Alan Cumming, que não resistiu a uma abertura carregada de ironia política. Num dos momentos mais comentados, brincou com o enredo de Zootropolis 2, ironizando que até os filmes de animação parecem agora reflectir as tensões do mundo real.

Entre discursos emocionados, críticas subtis e humor certeiro, os BAFTA 2026 confirmaram que o cinema continua a ser um espelho do nosso tempo — inquieto, vibrante e profundamente humano.

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Veja a Lista completa:
Melhores Efeitos Visuais Especiais

Avatar: Fire and Ash – VENCEDOR

F1

Frankenstein

How to Train Your Dragon

The Lost Bus

Melhor Actriz Secundária

Odessa A’zion – Marty Supreme

Inga Ibsdotter Lilleaas – Sentimental Value

Wunmi Mosaku – Sinners – VENCEDORA

Carey Mulligan – The Ballad of Wallis Island

Teyana Taylor – One Battle After Another

Emily Watson – Hamnet

Melhor Actor Secundário

Benicio del Toro – One Battle After Another

Jacob Elordi – Frankenstein

Paul Mescal – Hamnet

Peter Mullan – I Swear

Sean Penn – One Battle After Another – VENCEDOR

Stellan Skarsgård – Sentimental Value

Melhor Filme para Crianças e Família

Arco

Boong – VENCEDOR

Lilo & Stitch

Zootropolis 2

Melhor Direcção Artística

Frankenstein – VENCEDOR

Hamnet

Marty Supreme

One Battle After Another

Sinners

Melhor Maquilhagem e Cabelos

Frankenstein – VENCEDOR

Hamnet

Marty Supreme

Sinners

Wicked: For Good

Melhor Documentário

2000 Meters to Andriivka

Apocalypse in the Tropics

Cover-Up

Mr Nobody Against Putin – VENCEDOR

The Perfect Neighbor

Melhor Curta-Metragem Britânica

Magid/Zafar

Nostalgie

Terence

This Is Endometriosis – VENCEDOR

Welcome Home Freckles

Melhor Curta-Metragem de Animação Britânica

Cardboard

Solstice

Two Black Boys in Paradise – VENCEDOR

Melhor Argumento Original

I Swear – Kirk Jones

Marty Supreme – Ronald Bronstein, Josh Safdie

The Secret Agent – Kleber Mendonça Filho

Sentimental Value – Eskil Vogt, Joachim Trier

Sinners – Ryan Coogler – VENCEDOR

Melhor Estreia de um Argumentista, Realizador ou Produtor Britânico

The Ceremony – Jack King (realizador, argumentista), Hollie Bryan (produtora), Lucy Meer (produtora)

My Father’s Shadow – Akinola Davies Jr (realizador), Wale Davies (argumentista) – VENCEDOR

Pillion – Harry Lighton (realizador, argumentista)

A Want in Her – Myrid Carten (realizadora)

Wasteman – Cal McMau (realizador), Hunter Andrews (argumentista), Eoin Doran (argumentista)

Melhor Casting

I Swear – VENCEDOR

Marty Supreme

One Battle After Another

Sentimental Value

Sinners

Melhor Montagem

F1

A House of Dynamite

Marty Supreme

One Battle After Another – VENCEDOR

Sinners

Melhor Filme de Animação

Elio

Little Amélie

Zootropolis 2 – VENCEDOR

Melhor Fotografia

Frankenstein

Marty Supreme

One Battle After Another – VENCEDOR

Sinners

Train Dreams

Melhor Som

F1 – VENCEDOR

Frankenstein

One Battle After Another

Sinners

Warfare

Melhor Banda Sonora Original

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

One Battle After Another

Sinners – VENCEDOR

Melhor Argumento Adaptado

The Ballad of Wallis Island – Tom Basden, Tim Key

Bugonia – Will Tracy

Hamnet – Chloé Zhao, Maggie O’Farrell

One Battle After Another – Paul Thomas Anderson – VENCEDOR

Pillion – Harry Lighton

Melhor Guarda-Roupa

Frankenstein – VENCEDOR

Hamnet

Marty Supreme

Sinners

Wicked: For Good

Melhor Filme em Língua Não Inglesa

It Was Just an Accident

The Secret Agent

Sentimental Value – VENCEDOR

Sirāt

The Voice of Hind Rajab

Melhor Filme Britânico

28 Years Later

The Ballad of Wallis Island

Bridget Jones: Mad About the Boy

Die My Love

H Is for Hawk

Hamnet – VENCEDOR

I Swear

Mr Burton

Pillion

Steve

EE Rising Star Award

Robert Aramayo – VENCEDOR

Miles Caton

Chase Infiniti

Archie Madekwe

Posy Sterling

Melhor Realizador

Bugonia – Yorgos Lanthimos

Hamnet – Chloé Zhao

Marty Supreme – Josh Safdie

One Battle After Another – Paul Thomas Anderson – VENCEDOR

Sentimental Value – Joachim Trier

Sinners – Ryan Coogler

Melhor Actor Principal

Robert Aramayo – I Swear – VENCEDOR

Timothée Chalamet – Marty Supreme

Leonardo DiCaprio – One Battle After Another

Ethan Hawke – Blue Moon

Michael B. Jordan – Sinners

Jesse Plemons – Bugonia

Melhor Actriz Principal

Jessie Buckley – Hamnet – VENCEDORA

Rose Byrne – If I Had Legs I’d Kick You

Kate Hudson – Song Sung Blue

Chase Infiniti – One Battle After Another

Renate Reinsve – Sentimental Value

Emma Stone – Bugonia

Melhor Filme

Hamnet

Marty Supreme

One Battle After Another – VENCEDOR

Sentimental Value

Sinners

Prémio para Contribuição Britânica de Excelência para o Cinema

Clare Binns

BAFTA Fellowship

Donna Langley

AI no grande ecrã? AMC recua após polémica em torno de curta-metragem criada com Inteligência Artificial

Cadeia de cinemas decide não exibir “Thanksgiving Day” depois de onda de críticas online

A discussão sobre o papel da Inteligência Artificial no cinema acaba de ganhar um novo capítulo — e desta vez envolve uma das maiores cadeias de exibição dos Estados Unidos. A AMC Theatres decidiu não exibir a curta-metragem de animação Thanksgiving Day, vencedora do festival inaugural Frame Forward AI Animated Film Festival, depois de uma forte reacção negativa nas redes sociais.

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A curta, realizada por Igor Alferov, estava inicialmente prevista para ser exibida durante duas semanas em salas de cinema norte-americanas já no próximo mês. A ideia era simples: integrar o filme no pré-programa publicitário exibido antes das sessões principais. No entanto, assim que a notícia começou a circular online, multiplicaram-se as críticas à possibilidade de conteúdos gerados com recurso a IA entrarem nos circuitos comerciais tradicionais.

O papel da Screenvision Media — e o recuo da AMC

Importa esclarecer um ponto essencial: o filme não seria programado directamente pela AMC. O conteúdo fazia parte do pré-show gerido pela Screenvision Media, empresa responsável por cerca de 20 minutos de publicidade e conteúdos promocionais exibidos antes do início dos filmes. A Screenvision fornece este serviço a várias cadeias de cinema, não apenas à AMC.

Depois de a polémica ganhar dimensão e de a imprensa especializada, incluindo o The Hollywood Reporter, questionar a empresa, a AMC emitiu um comunicado claro: não esteve envolvida na criação do projecto e informou a Screenvision de que as suas salas não participariam na exibição da curta. Acrescentou ainda que o conteúdo apenas estava previsto para menos de 30% das suas localizações nos EUA.

Não é, para já, claro se outras cadeias irão avançar com a exibição.

Um festival, um prémio e uma nova frente na guerra cultural

O Frame Forward AI Animated Film Festival foi co-organizado pela Screenvision e pela Modern Uprising Studios (MUS). O prémio atribuído a Thanksgiving Day incluía precisamente essa exposição nacional em salas comerciais — uma espécie de teste à receptividade do público ao cinema narrativo gerado com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial.

Segundo o presidente da MUS, Joel Roodman, a exibição nacional — ainda que agora reduzida — seria apenas o início. O plano passa por adaptar o filme para espaços imersivos próprios, com o primeiro a ser construído em Nova Iorque. Roodman defende que a paisagem mediática está a mudar rapidamente e que novas linguagens e ferramentas devem encontrar espaço nas experiências cinematográficas partilhadas.

Ainda assim, o episódio demonstra que a resistência à IA em Hollywood continua viva — especialmente num momento em que o sector criativo debate direitos de autor, autoria artística e o impacto laboral da automação.

Já houve IA em salas de cinema — mas não assim

Convém sublinhar que esta não seria a primeira vez que conteúdos criados com IA chegariam ao grande ecrã. Em Agosto de 2025, uma selecção de curtas do Runway AI Film Festival foi exibida em 10 salas IMAX. No entanto, tratava-se de sessões especiais e limitadas.

O caso de Thanksgiving Day poderia ter marcado uma diferença significativa: seria provavelmente a primeira vez que uma narrativa animada criada com ferramentas de IA teria uma exposição comercial alargada, integrada no circuito regular de exibição.

A curta acompanha um urso e o seu assistente ornitorrinco numa nave espacial com forma de contentor do lixo, enquanto enfrentam polícias espaciais corruptos e um insólito serviço de entrega de comida. De acordo com a imprensa norte-americana, Alferov recorreu a ferramentas como Gemini 3.1 e Nano Banana Pro para desenvolver o projecto.

O futuro começa… mas ainda encontra resistência

A grande questão mantém-se: quando começarão os filmes de IA a ocupar espaço regular nas salas de cinema? Este episódio sugere que a transição não será imediata nem pacífica.

A AMC optou pela prudência, numa altura em que o debate em torno da IA continua a dividir criadores, estúdios e espectadores. Se este recuo é apenas temporário ou um sinal de que a indústria ainda não está preparada para dar este passo, só o tempo dirá.

O Ajuste de Contas Que Pode Mudar Tudo: “Peaky Blinders” Regressa Mais Sombrio do Que Nunca

Uma coisa é certa: a discussão sobre o lugar da Inteligência Artificial no cinema deixou definitivamente de ser teórica. E, como sempre acontece quando a tecnologia avança mais depressa do que o consenso cultural, o grande ecrã transforma-se no palco da controvérsia.

Desejo, Poder e Submissão: O Filme Britânico Que Está a Dividir Plateias Chega a Portugal em Março

“Pillion” junta Alexander Skarsgård e Harry Melling num drama intenso sobre obsessão e consentimento

Há filmes que procuram agradar. E depois há filmes que provocam, desconcertam e obrigam o espectador a confrontar zonas menos confortáveis da intimidade humana. Pillion pertence claramente à segunda categoria.

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Realizado por Harry Lighton, que aqui se estreia na longa-metragem, o filme chega às salas portuguesas a 5 de Março, com distribuição da NOS Audiovisuais. Nomeado para três BAFTA®, afirma-se como uma das propostas mais discutidas do recente cinema britânico.

Uma relação que começa como fascínio — e se transforma em entrega total

No centro da narrativa está Colin, interpretado por Harry Melling, um jovem tímido, reservado e aprisionado numa rotina previsível. A sua vida sofre uma rutura quando conhece Ray, um motociclista carismático e misterioso, vivido por Alexander Skarsgård.

A atração é imediata. Mas o que começa como fascínio transforma-se rapidamente numa relação marcada por uma devoção absoluta. Colin entrega-se — emocional e fisicamente — a Ray, entrando num universo onde desejo, controlo e submissão se entrelaçam de forma intensa.

A sinopse oficial deixa pouco espaço para dúvidas: à medida que se submete e mergulha nesse mundo de desejo, Colin é forçado a confrontar os limites da sua própria devoção. Não se trata apenas de um romance ousado, mas de um estudo sobre poder, vulnerabilidade e as fronteiras do consentimento.

O filme posiciona-se assim num território delicado. Não procura moralizar nem oferecer respostas fáceis. Pelo contrário, convida o espectador a observar uma dinâmica relacional complexa, onde o equilíbrio entre entrega voluntária e manipulação psicológica se torna progressivamente mais ténue.

Reconhecimento crítico no Reino Unido

O impacto de Pillion fez-se sentir no circuito de prémios britânico. O filme soma três nomeações para os BAFTA®, incluindo Melhor Argumento Adaptado, Melhor Filme Britânico e Melhor Estreia de um Realizador, Produtor ou Argumentista Britânico. Trata-se de um reconhecimento significativo para uma obra que arrisca abordar dinâmicas emocionais densas sem recorrer a simplificações narrativas.

Harry Lighton revela uma abordagem segura e confiante, apostando numa realização contida, mas carregada de tensão emocional. A câmara aproxima-se dos corpos e dos silêncios, deixando que o desconforto se instale gradualmente. Cada gesto, cada olhar, parece carregado de significado.

O realizador constrói o filme a partir da intimidade, evitando o excesso de dramatização. A intensidade nasce da proximidade e da forma como as personagens se expõem — ou se escondem — dentro da própria relação.

Duas interpretações no limite

Grande parte da força de Pillion reside nas interpretações centrais. Alexander Skarsgård constrói um Ray simultaneamente sedutor e intimidante, alguém cuja presença domina o espaço e a narrativa. O actor, conhecido pela sua intensidade física, utiliza aqui a contenção como ferramenta dramática, criando uma personagem que impõe autoridade sem precisar de elevar o tom.

Harry Melling, por seu lado, oferece talvez o desempenho mais vulnerável da sua carreira. O seu Colin é um homem à procura de pertença, disposto a atravessar fronteiras que nunca imaginou cruzar. A transformação da personagem é subtil, mas profundamente inquietante. O espectador acompanha a sua entrega quase como um cúmplice silencioso, partilhando dúvidas e desconfortos.

O duelo interpretativo sustenta todo o filme. Sem efeitos grandiosos ou reviravoltas artificiais, a narrativa apoia-se na tensão entre os dois protagonistas, explorando o impacto emocional de uma relação construída sobre assimetrias de poder.

Um drama para ver — e discutir

 não é um filme confortável. É uma obra que questiona até onde pode ir o desejo quando se mistura com dependência emocional e necessidade de validação. Ao colocar o foco na vulnerabilidade masculina e nas dinâmicas de controlo dentro de uma relação intensa, o filme insere-se num debate contemporâneo sobre consentimento e identidade.

A 5 de Março, o público português terá oportunidade de descobrir uma das propostas mais faladas do cinema britânico recente. Resta saber como reagirá a uma história que não oferece respostas simples — apenas perguntas difíceis.

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Num panorama cinematográfico frequentemente dominado por fórmulas seguras, Pillion surge como um risco assumido. E, por vezes, é precisamente aí que o cinema encontra a sua verdadeira força.

O Ajuste de Contas Que Pode Mudar Tudo: “Peaky Blinders” Regressa Mais Sombrio do Que Nunca

Tommy Shelby volta em plena Segunda Guerra Mundial — e o trailer promete um confronto devastador

“Por ordem dos Peaky Blinders.” A frase ecoa no novo trailer como uma sentença inevitável. A Netflix revelou finalmente as primeiras imagens de Peaky Blinders: O Homem Imortal, o filme que dá continuidade à série britânica que redefiniu o drama criminal televisivo na última década. A estreia está marcada para 20 de Março — e o regresso de Tommy Shelby promete não ser pacífico.

Depois de seis temporadas exibidas entre 2013 e 2022, a história criada por Steven Knight avança agora para 1940. Birmingham está mergulhada no caos da Segunda Guerra Mundial, e o mundo é um lugar mais brutal, mais instável, mais imprevisível. É neste cenário que reencontramos Tommy Shelby, novamente interpretado por Cillian Murphy, agora vencedor do Óscar e definitivamente consagrado como um dos actores mais intensos da sua geração.

Um homem em guerra com o mundo — e consigo próprio

O trailer deixa claro que este não é apenas mais um capítulo da saga criminosa. É um ajuste de contas. Segundo a sinopse oficial, Tommy é forçado a abandonar o seu exílio auto-imposto para enfrentar o mais destrutivo confronto da sua vida. Com o futuro da família em risco e o país a arder sob a ameaça nazi, o líder dos Peaky Blinders terá de decidir se abraça finalmente o seu legado ou se o destrói de vez.

A atmosfera é densa, carregada de tensão. A guerra mundial serve como pano de fundo, mas a verdadeira batalha continua a ser interior. O homem que sempre controlou tudo parece agora encurralado pelo peso das decisões passadas. A promessa é clara: este será o momento em que Tommy Shelby deixará de fugir às consequências.

Continuidade criativa — e ambição cinematográfica

Há algo particularmente tranquilizador para os fãs: o filme reúne as principais figuras da série, tanto à frente como atrás das câmaras. Steven Knight regressa ao argumento, garantindo coerência temática e fidelidade ao universo que construiu ao longo de quase uma década. A realização fica a cargo de Tom Harper, que já conhecia bem este mundo, tendo dirigido metade da primeira temporada em 2013.

Produzido em parceria com a BBC, o projecto mantém a identidade visual que tornou a série inconfundível: fotografia contrastada, enquadramentos calculados, silêncios pesados interrompidos por explosões de violência súbita. Mas a escala parece maior. Mais épica. Mais definitiva.

O elenco acompanha essa ambição. Rebecca Ferguson junta-se ao universo Shelby, assim como Tim RothBarry KeoghanSophie Rundle e Stephen Graham. São nomes que acrescentam peso dramático e intensidade a uma história que já nasceu carregada de tensão.

O fim de uma era?

Desde o final da série que a pergunta permanece no ar: será este o verdadeiro desfecho de Tommy Shelby? Steven Knight sempre afirmou que queria concluir a história de forma cinematográfica, e tudo indica que esta é a concretização dessa visão.

Há algo quase inevitável na trajectória de Tommy. Desde o regresso da Primeira Guerra Mundial que vive num estado permanente de conflito — externo e interno. Agora, com a Europa novamente mergulhada numa guerra total, o paralelismo é impossível de ignorar. O soldado que nunca deixou de ser soldado pode finalmente encontrar o seu destino.

O trailer não revela tudo, mas deixa uma certeza: este não será apenas um regresso nostálgico. Será um confronto com as consequências, com o passado e com a própria identidade de um homem que sempre viveu à beira do abismo.

Março aproxima-se. E quando Tommy Shelby regressa, o mundo treme.

Morreu aos 53 anos uma das figuras mais marcantes da televisão das últimas décadas

Eric Dane, o eterno “McSteamy”, não resistiu à batalha contra a ELA

O mundo da televisão acordou mais pobre com a notícia da morte de Eric Dane, ator norte-americano que conquistou milhões de fãs com os seus papéis em Anatomia de Grey e Euphoria. Tinha 53 anos e travava uma batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença que tornara pública em Abril do ano passado.

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A confirmação foi feita pela família através de um comunicado enviado à revista People. “É com o coração apertado que partilhamos a notícia da morte de Eric Dane na tarde de quinta-feira, após uma corajosa batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica. Passou os seus últimos dias rodeado dos seus entes queridos, da sua dedicada esposa, Rebecca Gayheart, e das suas duas lindas filhas, Billie e Georgia, que eram o centro do seu mundo”, pode ler-se.

A família sublinhou ainda o empenho do actor na sensibilização para a doença: ao longo do último ano, tornou-se uma voz activa na promoção da investigação sobre a ELA, procurando dar visibilidade a uma patologia rara e devastadora.

Do início discreto ao fenómeno global

Nascido a 9 de Novembro de 1972, em São Francisco, Eric Dane iniciou a carreira televisiva no início da década de 90, com pequenas participações em várias séries. O reconhecimento viria em 2006, quando integrou o elenco de Anatomia de Grey no papel do Dr. Mark Sloan — o inesquecível “McSteamy”. Entre 2006 e 2012, tornou-se uma das figuras mais carismáticas da série, ajudando a consolidar o estatuto do drama médico como fenómeno cultural.

Em 2024, numa conversa no podcast Armchair Expert, de Dax Shepard, falou abertamente sobre a sua saída da produção. Admitiu ter enfrentado problemas de toxicodependência e alcoolismo durante esse período, mas reconheceu também que os custos associados ao seu contrato terão pesado na decisão da estação. Foi um momento de franqueza rara, que revelou um actor consciente das suas fragilidades e do funcionamento implacável da indústria.

Após Anatomia de Grey, protagonizou a série de acção The Last Ship e, mais tarde, reinventou-se perante uma nova geração de espectadores com o papel de Cal Jacobs em Euphoria, produção da HBO que se tornou um dos maiores sucessos televisivos da última década.

Uma presença marcante também no cinema

No grande ecrã, Eric Dane participou em títulos como X-Men: The Last StandMarley & Eu e Burlesque. Mais recentemente, integrou o elenco de Bad Boys: Ride or Die, onde assumiu o papel de vilão principal, demonstrando versatilidade num registo mais físico e intenso.

Embora nunca tenha sido uma estrela de primeira linha em Hollywood, construiu uma carreira sólida, alternando entre televisão e cinema, sempre com uma presença magnética e uma confiança que transparecia no ecrã.

A luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica, também conhecida como Doença de Lou Gehrig ou Doença de Charcot, é uma doença neurodegenerativa progressiva e sem cura. Afecta os neurónios motores responsáveis pelo controlo dos músculos voluntários, levando gradualmente à perda de mobilidade, fala e capacidade respiratória.

Com uma esperança média de vida entre dois e cinco anos após o diagnóstico, a ELA ganhou notoriedade global com iniciativas como o “ice bucket challenge”, que ajudou a angariar fundos para investigação científica. Entre os nomes conhecidos afectados pela doença contam-se o físico Stephen Hawking e os cantores Zeca Afonso e Roberta Flack.

Eric Dane enfrentou a doença com discrição e dignidade, mantendo-se profissionalmente activo enquanto a saúde o permitiu. Pouco antes de regressar ao ‘set’ de Euphoria para a terceira temporada, anunciou publicamente o diagnóstico, numa decisão que foi recebida com uma onda de apoio por parte de colegas e fãs.

Um legado que permanece

Para muitos, será sempre “McSteamy”. Para outros, o perturbador patriarca de Euphoria. Para a família, foi marido e pai dedicado. Para os fãs, uma presença que marcou duas gerações de televisão.

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Eric Dane deixa duas filhas adolescentes e uma carreira que ficará ligada a alguns dos maiores fenómenos televisivos das últimas duas décadas. Num tempo em que as séries moldam o imaginário colectivo, o seu contributo não será esquecido.