O Clube de Cinema tem o prazer de anunciar a estreia da terceira e última temporada de “L Word: Geração Q”, uma série que tem sido pioneira na representação da comunidade LGBTQIA+ na televisão. A nova temporada estreia no dia 29 de agosto, às 22h10, no TVCine Edition.
“L Word: Geração Q” é uma sequela da série original “The L Word”, que marcou um ponto de viragem na representação da comunidade LGBT na televisão ao abordar temas como amor, desgosto, sexo, contratempos, crescimento pessoal e sucesso. A terceira temporada promete continuar a explorar estas narrativas com um elenco diversificado e histórias envolventes que ressoam com o público contemporâneo.
Nesta nova temporada, a série continua a seguir um grupo de personagens queer em Los Angeles, lidando com desafios pessoais e profissionais. Após o final dramático da segunda temporada, a história retoma com Bette Porter a enfrentar um dilema emocional com a inesperada chegada de Tina à sua porta. À medida que Bette e Tina tentam redefinir o seu futuro juntas, a sua filha, Angie, experimenta a liberdade da vida universitária, descobrindo o amor em lugares inesperados.
Outros personagens também enfrentam desafios significativos: Finley regressa da reabilitação apenas para se deparar com revelações sobre Sophie que ameaçam a sua sobriedade e relação; Dani e Micah esforçam-se para avançar nas suas relações, mas enfrentam obstáculos devido ao passado de Gigi e ao temperamento de Maribel; Shane e Tess são confrontadas com segredos que podem separá-las para sempre; e Alice questiona se encontrará algum dia a sua alma gémea ou se está destinada a estar sozinha.
Elenco e Participações Especiais
A terceira temporada de “L Word: Geração Q” conta com um elenco talentoso, incluindo Jennifer Beals, Kate Moennig e Leisha Hailey, que retornam aos seus papéis icónicos. Juntam-se a eles Arienne Mandi, Sepideh Moafi, Leo Sheng, Jacqueline Toboni, Rosanny Zayas, Jordan Hull e Jamie Clayton. Além disso, a temporada terá várias estrelas convidadas, como Rosie O’Donnell, Rosanna Arquette, Roxane Gay, Megan Rapinoe e Margaret Cho, aumentando a expectativa e diversidade da série.
A terceira temporada de “L Word: Geração Q” será exibida exclusivamente no TVCine Edition, com novos episódios todas as quintas-feiras às 22h10, a partir de 29 de agosto. Para os fãs que não podem assistir ao vivo, os episódios estarão disponíveis no TVCine+, proporcionando flexibilidade para acompanhar a série em qualquer momento.
Não perca esta oportunidade de se despedir de uma série que não só divertiu, mas também abriu caminho para uma representação mais inclusiva e autêntica da comunidade LGBTQIA+ na televisão.
Durante a recente divulgação de “Alien: Romulus”, o mais novo filme da icónica franquia de ficção científica, Ridley Scott, que atuou como produtor nesta nova produção, foi questionado sobre os seus quatro filmes favoritos no red carpet pela equipa do Letterboxd. Numa lista que incluiu clássicos aclamados como “2001: Uma Odisseia no Espaço”, “Star Wars” e “A Guerra do Fogo”, Ridley Scott surpreendeu ao citar um dos seus próprios filmes: “Blade Runner” (1982).
“Blade Runner”, um marco na carreira de Scott, é amplamente considerado um dos filmes mais influentes da história do cinema, especialmente no género de ficção científica. Com a sua visão distópica do futuro e um estilo visual revolucionário, o filme ajudou a moldar a forma como o cinema explora temas como a inteligência artificial, a natureza da humanidade e o impacto da tecnologia na sociedade.
Ao mencionar “Blade Runner” como um dos seus filmes preferidos, Ridley Scott não só reconhece a importância pessoal do filme na sua carreira, mas também o seu impacto duradouro no cinema global. A obra é frequentemente referida por críticos e cineastas como um filme que redefiniu os padrões do cinema de ficção científica, influenciando uma geração de cineastas e moldando a estética do género para as décadas seguintes.
“Alien: Romulus” e o Legado de Scott
Enquanto “Alien: Romulus” continua em exibição nos cinemas, Ridley Scott mantém-se presente como uma figura central na franquia “Alien”, tendo dirigido o filme original de 1979 e agora contribuindo como produtor. Esta nova entrada, dirigida por Fede Alvarez, procura honrar o legado de Scott ao trazer novos elementos à franquia, enquanto mantém a atmosfera de tensão e suspense que tornou “Alien” um ícone do terror e da ficção científica.
A presença contínua de Ridley Scott em produções como “Alien: Romulus” e a sua reflexão sobre filmes que marcaram a sua carreira demonstram a sua influência contínua na indústria cinematográfica e o seu compromisso em desafiar e inovar o género de ficção científica.
O novo filme “O Corvo” (2024), dirigido por Rupert Sanders, é uma reinterpretação moderna do clássico cult de 1994. Estrelado por Bill Skarsgård e FKA Twigs, o filme procura trazer uma nova perspetiva à trágica história de vingança de Eric Draven, um homem que retorna do mundo dos mortos para vingar a sua morte e a da sua noiva. Apesar da antecipação em torno deste reboot, a receção do público e da crítica tem sido bastante mista.
As Atuações e o Estilo Visual
Um dos pontos mais elogiados de “O Corvo” (2024) é a atuação de Bill Skarsgård no papel de Eric Draven. Conhecido pela sua habilidade em interpretar personagens complexos, Skarsgård traz uma intensidade única ao papel, equilibrando vulnerabilidade e força em cada cena. Esta representação é complementada pela atuação de FKA Twigs, que apesar de ser a sua estreia no cinema, conseguiu criar uma química convincente com Skarsgård. A sua presença na tela adiciona uma profundidade emocional que é essencial para a narrativa de vingança de Eric.
Além das atuações, o filme é visualmente atraente, com uma estética gótica que faz jus ao espírito do original. As paisagens sombrias e a cinematografia atmosférica, caracterizadas por ruas encharcadas de chuva e uma paleta de cores escuras, remetem diretamente ao estilo noir dos anos 90. Para muitos, esta abordagem visual é um dos grandes pontos fortes do filme, ajudando a criar a atmosfera melancólica e sombria que “O Corvo” exige.
Críticas Negativas e Limitações
Apesar dos elogios à atuação e ao visual, “O Corvo” (2024) tem enfrentado críticas significativas. Muitos apontam que o filme carece de profundidade emocional e que os desafios enfrentados pelos personagens não são suficientemente difíceis para criar uma tensão real. As cenas de ação, por exemplo, são vistas como excessivamente fáceis, sem os obstáculos necessários para manter o público envolvido e emocionalmente investido na história.
Alguns críticos também destacaram que a violência explícita presente no filme pode ser polarizadora. Enquanto alguns espectadores apreciam esta abordagem mais crua e brutal, outros sentem que falta uma justificação narrativa forte para a quantidade de violência mostrada, o que diminui a qualidade geral do filme. Esta falta de uma “curva emocional” adequada torna o filme menos impactante do que o original, que é amplamente lembrado por sua profundidade e capacidade de emocionar
Conclusão: Vale a Pena Ver “O Corvo” (2024)?
Para os fãs do filme original de 1994, esta nova versão de “O Corvo” pode ser uma experiência curiosa, mas talvez não cumpra todas as expectativas. Enquanto as atuações de Skarsgård e Twigs oferecem um novo ângulo interessante, e a estética gótica é bem executada, o filme pode não ter a profundidade emocional necessária para substituir ou rivalizar com o clássico de Brandon Lee. No entanto, para aqueles que apreciam um thriller visualmente estilizado com uma narrativa de vingança, “O Corvo” (2024) ainda pode ser um filme que vale a pena ver.
Caros cinéfilos do Clube de Cinema, preparem-se para uma semana emocionante de novas estreias nos cinemas portugueses. A próxima semana trará uma variedade de filmes que prometem entreter, desafiar e emocionar espectadores de todas as idades. Desde aventuras animadas a dramas intensos e thrillers assustadores, há algo para todos. Aqui estão os destaques das estreias que não vão querer perder!
Estreias a 29 de Agosto de 2024
Um Gato Com Sorte (10 Lives) Esta animação conta a história de um gato que descobre as suas nove vidas. Com um enredo cativante e visuais vibrantes, este filme é uma excelente escolha para toda a família.
Longing: À Descoberta do Passado (Longing) Este drama profundo explora temas de memória e identidade, oferecendo uma experiência cinematográfica emotiva e introspectiva. Com interpretações fortes e uma narrativa envolvente, é um filme para aqueles que apreciam histórias mais profundas.
Campeões 2 (Campeonex) A sequela do popular filme desportivo “Campeões” promete mais risos e emoções. Um filme ideal para quem gosta de comédia com uma dose de espírito desportivo.
O Monge e a Espingarda (The Monk and the Gun) Um filme de ação e aventura que mistura humor e situações inesperadas. Uma opção divertida para quem procura um filme diferente dos tradicionais thrillers de ação.
Estreias a 5 de Setembro de 2024
Hellboy e o Homem Torto (Hellboy: The Crooked Man) A mais recente adição à série Hellboy traz um novo enredo sombrio e misterioso, prometendo ação intensa e elementos de horror. Ideal para quem gosta de um pouco de terror misturado com fantasia.
Beetlejuice Beetlejuice A tão aguardada sequela do clássico filme de comédia e terror dos anos 80. Com um elenco de luxo e uma narrativa cheia de humor negro, esta é uma estreia que certamente atrairá fãs antigos e novos.
Dulcineia Uma fantasia romântica que promete encantar os espectadores com a sua narrativa mágica e visuais deslumbrantes. Perfeito para quem adora uma boa história de amor com um toque de fantasia.
Zona de Risco (Land of Bad) Um thriller de ação repleto de adrenalina, situado em paisagens exóticas, que garantirá que os espectadores fiquem à beira dos seus assentos. Ideal para os amantes de filmes de ação.
Pequenas Grandes Vitórias (Les Petites Victoires) Este filme oferece uma reflexão comovente sobre as pequenas alegrias da vida, com um toque de humor e sensibilidade. Um filme que promete aquecer o coração e provocar algumas lágrimas.
Daddio – Uma Noite em Nova Iorque (Daddio) Um drama intimista que explora a relação única entre dois estranhos durante uma viagem de táxi em Nova Iorque. Um filme que explora a profundidade das conexões humanas.
Preparem-se para uma Semana de Grandes Filmes!
Estas são apenas algumas das opções disponíveis nos cinemas portugueses na próxima semana. Seja qual for o seu género preferido, há algo de novo e emocionante à sua espera. Não perca a oportunidade de assistir a estas estreias e aproveite para compartilhar as suas opiniões connosco!
Links de Trailers no YouTube para Inclusão no Artigo:
Com o anúncio do próximo filme do Superman no Universo DC (DCU), dirigido por James Gunn, surgiu um detalhe que tem causado bastante discussão entre os fãs: o regresso dos calções vermelhos por cima do fato. Esta decisão marca um claro contraste com a versão de Zack Snyder no Universo Estendido da DC (DCEU), onde o super-herói, interpretado por Henry Cavill, não usava os icónicos calções.
Zack Snyder, ao criar a sua versão do Superman em Man of Steel (2013), optou por omitir os calções, justificando esta escolha com uma abordagem mais realista e cultural ao design do fato de Kal-El. Snyder explicou que o fato do Superman no DCEU era uma invenção Kryptoniana, parte da cultura daquele planeta, o que tornava difícil justificar a presença dos calções vermelhos. Ele afirmou que a ideia de um planeta inteiro a vestir as suas roupas de forma semelhante ao Superman, com calções por cima das calças, simplesmente não fazia sentido. Assim, o fato de Superman foi concebido como uma peça única e funcional, eliminando elementos que poderiam parecer antiquados ou “ridículos” no contexto mais sério e sombrio do DCEU.
No entanto, o DCU de James Gunn parece estar a caminhar numa direção diferente, mais alinhada com as raízes clássicas dos quadradinhos. A decisão de trazer de volta os calções vermelhos, que foram expostos em fotografias de bastidores, indica uma mudança de tom que contrasta com a seriedade do DCEU. Enquanto o fato de Snyder era parte de um universo mais austero e focado na identidade alienígena de Kal-El, o novo fato do DCU, que será usado por David Corenswet, parece estar a voltar às origens do herói, com um design mais leve e próximo do que os fãs conhecem dos quadradinhos.
Esta diferença não é apenas estética. O regresso dos calções vermelhos serve como um símbolo de um retorno a uma versão mais otimista e esperançosa do Superman, distanciando-se do tom mais sombrio do DCEU. A nova visão de James Gunn para o DCU pretende explorar mais o lado humano de Clark Kent, e não apenas o seu lado alienígena, o que justifica a escolha de um fato que evoca uma conexão mais forte com o público e com a herança clássica do personagem.
Assim, embora a escolha de Snyder fosse perfeitamente adequada para o universo que ele estava a construir, o regresso dos calções no DCU é uma decisão que faz sentido dentro da nova abordagem que James Gunn está a implementar. Este é um claro exemplo de como diferentes direções criativas podem moldar a imagem de um personagem tão icónico como o Superman, mantendo a relevância e a ligação com as suas várias gerações de fãs.
John Cena, uma figura proeminente tanto no mundo do wrestling como no cinema, recentemente quebrou o silêncio sobre a controversa decisão da Warner Bros. Discovery de cancelar o lançamento de Coyote vs. Acme. Este filme, que prometia uma nova e divertida abordagem à clássica personagem Wile E. Coyote, estava programado para ser uma das grandes apostas da Warner, mas acabou por ser descartado, aparentemente, por razões financeiras.
O filme, dirigido por Dave Green, iria explorar a saga do Coyote enquanto este processava a Acme Corporation devido às repetidas falhas dos seus produtos – um conceito que, por si só, já despertava o interesse de muitos fãs dos Looney Tunes. Com um elenco que incluía Will Forte e John Cena, Coyote vs. Acme tinha tudo para ser um sucesso, especialmente num período em que as comédias familiares parecem estar a perder terreno para outras formas de entretenimento.
Apesar do projeto ter sido cancelado, Cena manteve uma postura diplomática, afirmando que acreditava que a decisão de cancelar o filme foi tomada pelas razões certas, embora admita a sua frustração por não poder partilhar o projeto com o mundo. A sua resposta reflete não apenas a sua maturidade como artista, mas também a compreensão das complexidades do mundo empresarial de Hollywood.
O cancelamento de Coyote vs. Acme levanta questões sobre a atual estratégia da Warner Bros. Discovery, especialmente após a polémica decisão de também cancelar Batgirl e Scoob! Holiday Haunt em busca de benefícios fiscais. Para muitos, incluindo os atores e fãs, estas escolhas parecem representar uma perda significativa para a cultura cinematográfica, apagando potencialmente obras que poderiam ter marcado uma nova era para personagens amados.
Cena, que se prepara para o seu regresso ao universo DC como Peacemaker, continua a navegar estas águas turvas com cautela, mantendo-se positivo enquanto lamenta o destino de um projeto no qual depositou tanta paixão.
Clint Eastwood é um dos nomes mais icónicos do cinema, não só pela sua carreira de décadas como ator e realizador, mas também pela sua habilidade única de transformar simples frases em citações eternas. Em toda a sua filmografia, Eastwood foi um homem de poucas palavras, o que só intensificou o impacto das frases que escolheu dizer. Frases como “Go ahead, make my day” e “Do I feel lucky? Well, do ya, punk?” não são apenas lembradas, são celebradas como símbolos do herói lacónico, duro e implacável que Eastwood frequentemente interpretava.
A eficácia das palavras de Eastwood reside em vários fatores. Primeiro, o seu tom de voz baixo e o seu ritmo deliberado criam uma sensação de tensão, puxando a audiência para cada palavra. Isto contrasta com as performances mais teatrais de outros atores, tornando as suas falas ainda mais poderosas e memoráveis. Além disso, a postura física e a expressão facial de Eastwood, muitas vezes imperturbável, adicionam uma camada de intensidade ao diálogo, onde cada palavra parece carregada de peso e significado.
No entanto, é em Unforgiven que encontramos talvez a sua linha mais profunda e introspectiva: “It’s a hell of a thing, killing a man. You take away all he’s got and all he’s ever gonna have.” Esta frase, dita por William Munny, o personagem de Eastwood, desconstrói toda a glória associada à figura do pistoleiro. É uma reflexão sobre a brutalidade do ato de matar, e como isso não só destrói a vida da vítima, mas também o próprio matador. Aqui, Eastwood transcende o papel do herói típico, questionando os valores que definiram tantos dos seus personagens anteriores.
Com este diálogo, Eastwood não só oferece uma crítica ao mito do Oeste Americano, mas também força a audiência a refletir sobre as consequências da violência. Esta linha, despojada de qualquer glamour, é um lembrete de que cada vida tem valor, e que a violência, mesmo quando justificada, tem um custo tremendo.
Sean Penn é amplamente reconhecido como um dos atores mais talentosos da sua geração, com uma carreira marcada por interpretações intensas e profundamente emocionais. Em 2003, Penn alcançou um dos momentos mais altos da sua carreira ao ganhar o Óscar de Melhor Ator pelo seu papel em “Mystic River”, um drama poderoso realizado por Clint Eastwood. O filme, baseado no romance homónimo de Dennis Lehane, explora como as feridas da infância podem evoluir para uma dor adulta que destrói vidas.
A Trama de “Mystic River”
“Mystic River” centra-se na história de três amigos de infância que cresceram juntos num bairro operário de Boston: Jimmy Marcus (Sean Penn), um ex-presidiário que agora gere uma pequena mercearia; Dave Boyle (Tim Robbins), um trabalhador da classe operária cuja vida foi marcada por um trauma na infância; e Sean Devine (Kevin Bacon), um detetive da polícia. O evento que muda para sempre a vida dos três ocorre quando Dave é raptado por dois homens que fingem ser polícias. Este incidente horrível quebra a inocência dos jovens, com consequências que se estendem até à idade adulta.
Anos depois, o destino dos três volta a cruzar-se de forma trágica quando a filha de Jimmy, Katie (interpretada por Emmy Rossum), é brutalmente assassinada. A investigação do crime é liderada por Sean Devine, que tem de lidar não apenas com a pressão do caso, mas também com as emoções complexas derivadas do seu passado partilhado com Jimmy e Dave. À medida que a investigação avança, Dave torna-se um dos principais suspeitos, exacerbando ainda mais as tensões entre os três homens.
A Interpretação de Sean Penn
No papel de Jimmy Marcus, Sean Penn oferece uma interpretação devastadora e multifacetada que lhe valeu o seu primeiro Óscar de Melhor Ator. Penn retrata Jimmy como um homem consumido pela dor e pela sede de vingança, que luta para manter o controlo enquanto a sua vida se desmorona à sua volta. A dor crua e visceral que Penn transmite é palpável, tornando cada cena em que aparece uma lição de atuação. O momento em que Jimmy descobre o corpo da sua filha é particularmente impressionante, com Penn a canalizar uma angústia tão intensa que se tornou uma das cenas mais memoráveis do cinema contemporâneo.
Penn, conhecido pela sua abordagem meticulosa e imersiva à atuação, trabalhou de perto com Clint Eastwood para criar uma personagem que fosse ao mesmo tempo aterradora e profundamente humana. O próprio Eastwood, um realizador famoso pela sua economia de palavras e pelo seu estilo de direção direto, elogiou Penn pela sua dedicação e pela sua capacidade de se perder completamente no papel.
O Impacto de “Mystic River”
“Mystic River” foi amplamente elogiado pela crítica, não só pela sua realização e guião, mas também pelas performances arrebatadoras dos seus atores principais. Para além de Penn, Tim Robbins também foi galardoado com o Óscar de Melhor Ator Secundário pelo seu papel como Dave Boyle, um homem que luta para lidar com os demónios do seu passado. O filme foi igualmente um sucesso de bilheteira, arrecadando mais de 156 milhões de dólares a nível mundial.
O filme de Clint Eastwood destacou-se pelo seu tom sombrio e realista, uma exploração intensa da dor, culpa e vingança. Eastwood utilizou uma paleta de cores frias e uma cinematografia austera para reforçar o clima de tristeza e inevitabilidade que permeia a narrativa. A banda sonora, composta pelo próprio Eastwood, contribui ainda mais para a atmosfera melancólica, sublinhando o peso emocional das cenas sem nunca se sobrepor à ação.
“Mystic River” permanece, até hoje, como um dos filmes mais poderosos e perturbadores do início do século XXI. A performance de Sean Penn é central para o impacto emocional do filme, consolidando o seu lugar como um dos maiores atores do seu tempo. O filme é uma obra-prima do drama, uma meditação sombria sobre como o passado pode assombrar o presente e como as escolhas feitas sob o peso da dor podem ter consequências devastadoras. Para qualquer amante de cinema, “Mystic River” é uma experiência cinematográfica imperdível, um exemplo brilhante de como o cinema pode explorar as profundezas da condição humana.
O filósofo Aristóteles acreditava que a parte mais importante de um drama era o enredo e a sua capacidade de conectar o público a cada detalhe da história. No cinema, os filmes dramáticos utilizam o simbolismo e o desenvolvimento de personagens para alcançar um resultado que evoca emoções. No entanto, os piores dramas falham em realizar qualquer uma dessas tarefas. O amado e opinativo crítico de cinema, Roger Ebert, seria o primeiro a apontar essas falhas, selecionando uma coleção de dramas que ele acreditava serem os piores de todos os tempos. Alguns desses filmes infames ganharam um lugar na sua lista dos mais odiados, apesar de serem favoritos dos fãs ou clássicos de culto.
Desde dramas históricos classificados como “X” até dramas biográficos e de guerra, as escolhas de Ebert para os piores do género buscaram um público amplo, conquistando alguns, mas nunca Ebert. As suas críticas severas e muitas vezes mordazes destacavam onde esses filmes se tornavam desastrosos, questionando porque alguns espectadores comprariam um bilhete para os ver. Os piores dramas de todos os tempos apresentam ícones de Hollywood e elencos repletos de estrelas, provando que nenhum elenco está a salvo da mordaz opinião de Ebert.
10. ‘Mommie Dearest’ (1981)
Apesar de uma recepção positiva do público e de se ter tornado um clássico de culto, Mommie Dearest recebeu apenas uma estrela de Ebert pela sua representação da relação abusiva entre a estrela de Hollywood Joan Crawford e a sua filha adotiva Christina. Numa performance icónica de Faye Dunaway como Crawford, o filme baseia-se no livro revelador de Christina, que expôs a sua mãe como uma alcoólica egoísta e abusiva. Para Ebert, “o filme nem sequer faz sentido narrativo”, pois carece de ritmo estratégico e estrutura lógica. A crítica de Ebert destacou a falta de profundidade psicológica ao retratar Joan Crawford como um monstro sem explorar as origens do seu comportamento abusivo. O filme é repetitivo e sensacionalista, deixando Ebert e outros críticos desanimados com a sua abordagem superficial ao tema do abuso infantil.
9. ‘The Scarlet Letter’ (1995)
A adaptação de 1995 de The Scarlet Letter ganhou uma crítica de uma estrela e meia de Ebert. Baseado no romance de Nathaniel Hawthorne, o filme tenta transformar uma história de culpa e penitência num romance banal. Hester Prynne (interpretada por Demi Moore) é condenada ao ostracismo na sua comunidade puritana após ter uma filha fora do casamento. O filme toma várias liberdades criativas, incluindo a romantização da relação entre Hester e o Reverendo Dimmesdale, que no livro original é um símbolo de hipocrisia. Ebert criticou duramente as cenas de sexo gratuitas e a transformação de Dimmesdale numa figura mais simpática, perdendo a essência moral do romance e tornando o drama numa narrativa superficial e desprovida de verdadeira carga emocional.
8. ‘Staying Alive’ (1983)
Staying Alive, a sequela de Saturday Night Fever, foi dirigida por Sylvester Stallone e recebeu uma crítica de uma estrela de Ebert. O filme segue Tony Manero (John Travolta) enquanto ele tenta fazer uma carreira na Broadway. Apesar do sucesso comercial, Ebert achou que o filme era uma sombra do seu antecessor, descrevendo-o como uma coleção de clichés sem qualquer substância dramática real. Para Ebert, o filme carecia da autenticidade e do realismo que tornaram Saturday Night Fever um clássico, substituindo o desenvolvimento de personagens por sequências de dança exageradas e um enredo previsível.
7. ‘Purple Hearts’ (1984)
Purple Hearts foi concebido como um drama de guerra, mas acabou por ser um romance de novela. O filme segue a relação entre um cirurgião da Marinha, Don Jardian (Ken Wahl), e uma enfermeira, Deborah Solomon (Cheryl Ladd), durante a Guerra do Vietname. Ebert, que deu ao filme meia estrela, criticou a sua abordagem melodramática e o enredo pouco credível. Em vez de explorar as realidades brutais da guerra, o filme opta por um romance sentimental e previsível, repleto de coincidências impossíveis e diálogos banais. A crítica de Ebert destacou a falta de autenticidade e a forma como o filme banalizou o horror da guerra ao transformá-lo num cenário para uma história de amor simplista.
6. ‘200 Cigarettes’ (1999)
200 CIGARETTES, Ben Affleck, Kate Hudson, Jay Mohr, 1999
Com um elenco repleto de estrelas, incluindo Ben Affleck, Paul Rudd e Christina Ricci, 200 Cigarettes tinha o potencial de ser um sucesso. No entanto, Ebert deu ao filme meia estrela, criticando o seu enredo sem rumo e a falta de desenvolvimento de personagens. Ambientado na véspera de Ano Novo de 1981, o filme tenta explorar temas como o amor e a solidão, mas falha em criar qualquer conexão emocional significativa com o público. Ebert lamentou a falta de química entre o elenco e a má utilização de talentos tão promissores, resultando num filme que, segundo ele, é “vazio e sem alma”.
5. ‘Bolero’ (1984)
Bolero, dirigido por John Derek, é outro filme que Ebert classificou com meia estrela. Este drama romântico segue a jovem Lida MacGillivery (Bo Derek) na sua busca por amor nos anos 1920, envolvendo-se em relações com um xeique marroquino e um toureiro espanhol. Ebert foi implacável na sua crítica, descrevendo o filme como uma sequência de cenas de conteúdo explícito sem qualquer coerência narrativa. Ele criticou o filme por ser uma obra vazia que apenas procura chocar, sem oferecer qualquer valor artístico ou dramático, concluindo que a única utilidade de Bolero seria como um exemplo de como não fazer cinema.
4. ‘Drop Squad’ (1994)
Drop Squad, realizado por David C. Johnson, recebeu apenas meia estrela de Ebert. O filme pretende ser uma crítica social, mas falha na execução. Segue a história de Bruford Jamison Jr., um executivo de publicidade afro-americano que é “reprogramado” por um grupo militante que se opõe às suas campanhas publicitárias degradantes dirigidas à comunidade negra. Ebert criticou o filme pela sua abordagem extremista e simplista ao problema do racismo, acusando-o de promover métodos totalitários como solução. Ele também destacou a falta de subtilidade e nuance no tratamento do tema, tornando o filme mais um exercício de pregação do que uma verdadeira reflexão dramática.
3. ‘The Green Berets’ (1968)
The Green Berets, um drama de guerra dirigido e protagonizado por John Wayne, foi considerado por Ebert como um dos piores filmes sobre a Guerra do Vietname. O filme foi acusado de ser propaganda militarista, ignorando as complexidades morais e políticas do conflito. Ebert deu zero estrelas ao filme, criticando a sua visão simplista do Vietname como uma luta entre “bons e maus”. Ele também apontou a falta de realismo e a glorificação excessiva da guerra, tornando-o, nas palavras de Ebert, “indigno das vidas que foram perdidas naquele conflito”.
2. ‘Mad Dog Time’ (1996)
Mad Dog Time, dirigido por Larry Bishop, é um drama de máfia que também recebeu zero estrelas de Ebert. O filme, estrelado por Richard Dreyfuss e Jeff Goldblum, tenta ser um thriller criminal, mas falha miseravelmente. Ebert criticou o filme pela sua falta de coerência e narrativa, descrevendo-o como uma série de cenas sem sentido onde os personagens simplesmente recitam diálogos sem emoção antes de serem mortos. Para Ebert, o filme foi um desperdício de talento e tempo, uma experiência cinematográfica que ele considerou totalmente desnecessária.
1. ‘Caligula’ (1979)
Caligula, dirigido por Tinto Brass, ocupa o topo da lista dos piores dramas de todos os tempos, segundo Roger Ebert. Este filme histórico e erótico é conhecido pelas suas cenas gráficas de violência e sexo, que incluem desde decapitação até necrofilia. Ebert foi implacável na sua crítica, classificando o filme com zero estrelas e chamando-o de “o pior filme que já vi”. Ele destacou a falta de qualquer valor artístico ou moral, acusando o filme de ser “lixo vergonhoso” tanto em termos de conteúdo quanto de execução. Para Ebert, Caligula não só falhou como drama, mas também como cinema, sendo uma experiência que ele achou repugnante e inútil.
Conclusão
Estas escolhas de Roger Ebert mostram como até os maiores nomes de Hollywood e filmes com grandes orçamentos não estão imunes a críticas severas. A análise de Ebert revela que um bom drama não depende apenas de um elenco forte ou de uma premissa interessante, mas sim de uma execução eficaz que conecte o público de forma significativa.
O lendário Ranger do Texas está prestes a dizer adeus aos seus fãs. A série Walker, que trouxe nova vida ao icónico personagem imortalizado por Chuck Norris, prepara-se para encerrar a sua jornada com a quarta e última temporada, prometendo uma conclusão emocionante e repleta de ação. A estreia está marcada para o dia 26 de agosto, às 22h10, em exclusivo no TVCine Emotion.
Nesta temporada final, cinco meses após o término da terceira temporada, encontramos Cordell Walker, interpretado por Jared Padalecki (Supernatural), num período de grandes mudanças. Os seus filhos começam a seguir os seus próprios caminhos, o romance com Geri (Odette Annable) aprofunda-se e a agitação cresce no quartel-general dos Rangers. No entanto, enquanto Walker tenta ajustar-se a este novo capítulo da sua vida, um fantasma do seu passado ressurge com intenções destrutivas. O assassino em série conhecido como “O Chacal” está de volta, ameaçando não só a vida de Walker mas também daqueles que lhe são mais próximos.
A série, criada por Anna Fricke (Everwood, Dawson’s Creek, Being Human), tem sido aclamada por trazer uma nova perspectiva ao personagem do Ranger do Texas, misturando elementos de ação, intriga policial e drama familiar. Nesta última temporada, o elenco, liderado por Padalecki, inclui também Ashley Reyes, Keegan Allen, Molly Hagan, Violet Brinson, Coby Bell, Jeff Pierre, Mitch Pileggi, Odette Annable e Kale Culley.
Os fãs da série terão a oportunidade de acompanhar o desfecho de Walker todas as segundas-feiras, às 22h10, no TVCine Emotion. A pergunta que permanece é: será este realmente o último capítulo na história do Ranger do Texas?
A Lionsgate foi recentemente envolvida numa controvérsia significativa ao ser forçada a retirar o trailer do tão aguardado filme de Francis Ford Coppola, Megalopolis. O motivo? A inclusão de citações falsas de críticos de cinema renomados, que nunca foram pronunciadas ou escritas nas suas críticas originais. Esta gafe gerou um pedido de desculpas público por parte do estúdio, tanto aos críticos afetados quanto ao icónico realizador, cuja carreira é amplamente celebrada por filmes como O Padrinho e Apocalypse Now.
O trailer, que estreou na segunda-feira, apresentava supostas citações de críticas passadas sobre as obras-primas de Coppola. Estas citações, que sugeriam uma crítica negativa de filmes que mais tarde se tornaram clássicos, pareciam ter o objetivo de sublinhar que Coppola já havia sido subestimado antes, apenas para provar que os críticos estavam errados. No entanto, conforme foi primeiro revelado pelo Vulture, nenhuma dessas citações negativas era autêntica.
Entre as citações falsificadas incluídas no trailer estavam afirmações atribuídas a Andrew Sarris, que teria descrito O Padrinho como “um filme desleixado e auto-indulgente”, e a Pauline Kael, que supostamente afirmou que o filme era “diminuído pelo seu excesso de arte”. Outras críticas falsificadas incluíam Vincent Canby, do The New York Times, que alegadamente teria chamado Apocalypse Now de “oco no seu núcleo”, e Roger Ebert, que teria acusado Drácula de Bram Stoker de ser “mais estilo do que substância”. No entanto, estas declarações não aparecem nas críticas originais dos referidos críticos.
A resposta da Lionsgate foi rápida, com o estúdio a emitir um comunicado em que expressa remorsos pelo erro. “A Lionsgate está a retirar imediatamente o nosso trailer de Megalopolis. Oferecemos as nossas mais sinceras desculpas aos críticos envolvidos e a Francis Ford Coppola e à American Zoetrope por este erro inaceitável no nosso processo de verificação. Cometemos um erro. Lamentamos profundamente”, declarou um porta-voz da Lionsgate.
Megalopolis, que estreou em maio no Festival de Cannes com uma impressionante ovação de 10 minutos, tem sido uma das produções cinematográficas mais discutidas de 2024. Apesar da calorosa receção do público no festival, a resposta dos críticos foi mista, refletindo a natureza divisiva do filme. Coppola, que dedicou décadas a realizar este épico de $120 milhões, viu o seu projeto enfrentar desafios, tanto na produção quanto na receção crítica. A Lionsgate, que se envolveu como distribuidora, enfrenta agora um constrangimento adicional com este incidente relacionado com o marketing do filme.
Apesar de o trailer ter sido removido da página oficial da Lionsgate, ainda está disponível em contas de terceiros no YouTube, perpetuando a polémica. Este incidente destaca a sensibilidade necessária no processo de promoção de filmes, especialmente quando envolve figuras icónicas como Francis Ford Coppola, cuja obra se encontra profundamente enraizada na história do cinema.
Ian McKellen, o aclamado ator britânico conhecido pelos seus papéis icónicos em filmes como O Senhor dos Anéis e X-Men, recentemente enfrentou uma das experiências mais aterradoras da sua carreira. Aos 85 anos, durante uma performance no teatro Noël Coward em Londres, McKellen sofreu uma queda grave que o obrigou a abandonar a peça e a refletir sobre a sua saúde e segurança no palco.
O incidente ocorreu em junho, quando McKellen estava no segundo mês de uma temporada da peça Player Kings, onde interpretava Falstaff, uma das personagens mais complexas de Shakespeare. Durante uma cena de luta, o ator viu-se em apuros ao tropeçar numa cadeira e deslizar sobre folhas de jornal espalhadas pelo palco. Num movimento descontrolado, McKellen caiu da ribalta diretamente no colo de um espectador na primeira fila, resultando numa fratura no pulso e em vértebras lascadas.
Em entrevista recente à Saga Magazine, McKellen partilhou que a queda foi “horrível” e que ainda vive as consequências do acidente. “Ainda sinto dores agonizantes nos ombros devido ao impacto que o meu corpo sofreu,” confessou o ator, que permanece em recuperação com um colar cervical e a mão direita imobilizada. No entanto, McKellen revelou que o fato de gordo que usava para interpretar Falstaff foi, de certa forma, a sua salvação. “O fato salvou as minhas costelas e outras articulações, por isso considero-me sortudo,” disse ele.
Apesar da gravidade do acidente, McKellen não se deixa abater pela ideia de que a idade possa ter sido um fator determinante na sua queda. “Não me sinto culpado pelo acidente, mas continuo a dizer a mim mesmo que não sou demasiado velho para atuar e que foi apenas um acidente infeliz,” afirmou, garantindo que não perdeu a consciência durante a queda, nem experienciou tonturas antes de cair.
O impacto emocional da queda também não pode ser ignorado. McKellen admitiu que “reviveu a queda” inúmeras vezes e que a experiência foi extremamente perturbadora. “Foi muito angustiante. O fim não significou a minha morte, mas sim a minha participação na peça,” lamentou o ator, que teve de abandonar a produção, sendo substituído pelo seu substituto, David Semark.
Apesar da sua vontade inicial de regressar à produção, o estado de saúde de McKellen impediu-o de voltar aos palcos para finalizar a temporada. Dias após o acidente, o ator expressou gratidão aos médicos, especialistas e enfermeiros que o trataram, e uma porta-voz do teatro Noël Coward afirmou na altura que McKellen era esperado para uma “recuperação rápida e completa”. No entanto, o ator optou por se retirar do espetáculo para focar na sua recuperação.
O incidente levanta questões importantes sobre a segurança de atores mais velhos em papéis fisicamente exigentes, especialmente em ambientes teatrais onde os riscos de acidentes são elevados. Ian McKellen, uma figura reverenciada no mundo do teatro e cinema, demonstra que mesmo os mais experientes artistas não estão imunes a desafios inesperados. No entanto, a sua determinação em não deixar que o acidente defina o seu futuro artístico é uma prova do seu compromisso inabalável com a arte da interpretação.
Alicia Silverstone, a estrela de Hollywood que ganhou fama pelo seu papel como Cher no icónico filme “Clueless” de 1995, recentemente causou preocupação entre os seus seguidores nas redes sociais após partilhar um vídeo onde aparentemente consome uma fruta potencialmente venenosa. A atriz, agora com 47 anos, partilhou o vídeo no seu Instagram, onde mordeu uma pequena fruta laranja, semelhante a um tomate-cereja, antes de pedir ajuda aos seus seguidores para identificar o que estava a comer.
No vídeo, Silverstone é vista a morder a fruta enquanto está de pé numa rua em Inglaterra, com a planta visível do outro lado de uma cerca. A atriz, intrigada, comentou: “Descobri algo que não consigo identificar e preciso da vossa ajuda. Acabei de morder porque estava na rua e estávamos a discutir se isto era um tomate ou não. Definitivamente não é, porque olhem para estas folhas.”
Após mostrar as folhas da planta, Silverstone pergunta aos seus seguidores: “O que é isto?” Ainda curiosa, a atriz morde a planta uma segunda vez e mostra o interior do fruto, revelando sementes maiores do que as de um tomate do mesmo tamanho. Ela conclui: “Não acho que devessem comer isto, é quase como um pimento, alguém sabe o que é? Estou em Inglaterra.”
Este vídeo rapidamente suscitou preocupação entre os seus seguidores, que começaram a especular sobre a fruta em questão. Muitos identificaram-na como Solanum pseudocapsicum, comumente conhecida como cereja-de-Jerusalém. Este fruto é levemente venenoso, e a Royal Horticultural Society alerta que pode ser “prejudicial se ingerido”. Nas redes sociais, os fãs de Silverstone não tardaram em expressar a sua preocupação. Um deles escreveu: “É venenoso. Não comas isso.” Outro alertou: “NÃO comas bagas selvagens ou cogumelos ou outras ‘coisas estranhas’. Quero que estejas segura e saudável!” Um terceiro seguidor identificou a planta: “É uma cereja-de-Jerusalém. Não comas!”
A situação levou a atriz a publicar uma atualização no dia seguinte, na qual tranquilizou os seus seguidores: “Viva e bem! Não se preocupem… Não engoli.” Esta resposta veio como um alívio para muitos dos seus fãs que estavam preocupados com as possíveis consequências da ingestão do fruto.
A cereja-de-Jerusalém, mencionada no guia de 2022 da Horticultural Trades Association sobre plantas potencialmente perigosas, é listada como prejudicial se ingerida por humanos ou animais. Este incidente destaca a importância de se estar informado ao consumir plantas desconhecidas, especialmente quando se está fora do ambiente familiar.
Alicia Silverstone, além do seu papel em “Clueless”, também apareceu em outros filmes populares como “Batman & Robin” (1997) e “Scooby-Doo 2: Monsters Unleashed” (2004). Nos anos seguintes, a atriz tornou-se uma defensora ativa do veganismo e do bem-estar animal, frequentemente partilhando conteúdo relacionado com estilo de vida saudável nas suas redes sociais.
Este episódio, embora tenha terminado sem consequências graves, sublinha o impacto que as redes sociais podem ter, tanto na disseminação de informações como na amplificação de preocupações. Silverstone, ao lidar com a situação com transparência e humor, conseguiu não só tranquilizar os seus seguidores, mas também reforçar a necessidade de cautela ao interagir com o mundo natural.
Quando Jennifer Lopez e Ben Affleck anunciaram que estavam novamente juntos, após quase 20 anos separados, parecia que Hollywood tinha reencontrado um dos seus casais mais icónicos. A chama reacendeu-se em 2021, depois de ambos terem seguido caminhos distintos e constituído famílias com outros parceiros. Este regresso inesperado ao romance culminou num casamento surpresa em Las Vegas, em julho de 2022, alimentando as esperanças de muitos que ansiavam por um final feliz para a história interrompida em 2004. No entanto, dois anos depois, o conto de fadas parece ter chegado a um fim abrupto, com Jennifer Lopez a pedir o divórcio.
De acordo com fontes da Sky News, a estrela de “On the Floor” apresentou os papéis do divórcio na passada terça-feira, precisamente dois anos após o casamento. O casal, que parecia inseparável e resiliente face às dificuldades, teve sempre uma relação marcada por altos e baixos. Apesar das tentativas de manter o relacionamento privado e longe dos holofotes, os rumores de desentendimentos começaram a surgir no início de 2024. O regresso de “Bennifer”, como o casal era carinhosamente apelidado, trouxe consigo uma avalanche de atenção mediática, mas também uma pressão enorme para que tudo corresse bem. Esta pressão constante, ao que tudo indica, pode ter sido um dos fatores que minaram a relação.
Jennifer Lopez, de 55 anos, e Ben Affleck, de 52, conheceram-se em 2001 durante as filmagens do filme “Gigli”. Foi nesse cenário que começou a primeira fase do seu romance. Na época, o casal chegou a ficar noivo, mas a intensa pressão mediática e as suas carreiras em ascensão acabaram por levar ao seu primeiro rompimento. Após a separação, ambos seguiram vidas distintas: J.Lo casou-se com Marc Anthony, com quem teve gémeos, e Ben casou-se com Jennifer Garner, com quem teve três filhos. Durante quase duas décadas, os dois mantiveram vidas separadas, até que em 2021, para surpresa de muitos, decidiram reatar a relação.
O reencontro trouxe um misto de nostalgia e entusiasmo, não só para os fãs, mas também para os próprios protagonistas. O casamento em Las Vegas foi visto como uma declaração de amor e de segundas oportunidades. No entanto, a realidade do dia a dia parece ter sido mais dura do que o esperado. À medida que os meses passavam, surgiam notícias sobre possíveis desentendimentos, o que culminou, em última instância, no pedido de divórcio por parte de Jennifer Lopez.
A separação, que já está a ser tratada como um dos divórcios mais mediáticos de 2024, levanta muitas questões sobre o que terá realmente corrido mal. Será que a pressão da fama e os compromissos profissionais excessivos acabaram por pesar mais do que o amor que parecia ter renascido das cinzas? Ou será que, depois de tantos anos, Jennifer e Ben perceberam que a vida os levou por caminhos irreconciliáveis? O que é certo é que o casal decidiu seguir novamente em direções opostas, encerrando mais um capítulo desta história de amor que, por duas vezes, tentou resistir à passagem do tempo, mas acabou por sucumbir às suas próprias dificuldades.
Este fim abrupto deixa um sentimento agridoce tanto para os fãs como para os próprios envolvidos. A relação entre Jennifer Lopez e Ben Affleck sempre foi um reflexo das complexidades que podem existir em relacionamentos amorosos, especialmente sob o olhar atento do público. Por mais que ambos tenham tentado, a combinação de fatores externos e internos parece ter sido insuperável. O futuro de ambos, embora separado, continuará a ser de grande interesse para o público, que seguirá com atenção os próximos passos de duas das maiores estrelas de Hollywood.
A sinceridade característica de Brian Cox, conhecido pelo seu papel em “Succession”, voltou a marcar presença durante um painel no Festival Internacional de Cinema de Edimburgo. Tal como o implacável Logan Roy, a sua personagem na série aclamada, o ator escocês não poupou nas palavras ao abordar o estado atual do cinema.
Brian Cox, que já tinha dado que falar com as suas opiniões controversas no livro de memórias “Putting the Rabbit in the Hat” em 2021 e mais recentemente ao criticar a interpretação de Joaquin Phoenix em “Napoleão” (2023) e os erros históricos em “Braveheart” (1995), voltou a fazer declarações contundentes. Desta vez, o alvo das suas críticas foi o impacto das franquias de super-heróis no cinema.
Durante o painel, quando questionado sobre o sucesso global das séries de TV, Cox afirmou: “A televisão está a preencher o papel que o cinema costumava ter. Acho que o cinema está em maus lençóis. Perdeu o seu espaço, em parte, devido à grandiosidade da Marvel, DC e afins. E, na verdade, parece que isso está a começar a implodir. Estamos a perder o fio à meada”. Estas declarações foram citadas pela revista The Hollywood Reporter.
Cox prosseguiu criticando os grandes blockbusters de Hollywood, destacando que, embora gerem enormes receitas e deixem muitos felizes, acabam por diluir a qualidade do trabalho cinematográfico. “É sempre a mesma coisa… quer dizer, eu também participei em projetos assim,” referiu o ator, recordando o seu papel como William Stryker Jr. em “X-Men 2”.
Com humor, Cox comentou: “Quando esses filmes aparecem, há sempre uma parte de mim [como Stryker] presente, mas nunca recebo o devido reconhecimento”. No entanto, a conversa ganhou um tom mais sério quando expressou o seu desejo de ver colegas atores a explorar outros géneros, referindo-se particularmente a Hugh Jackman e Ryan Reynolds, estrelas de “Deadpool & Wolverine”.
“O sucesso destes filmes tornou-se uma espécie de celebração para alguns atores. Sabemos que Hugh Jackman é capaz de muito mais, tal como Ryan Reynolds, mas eles seguem esse caminho porque é onde está o sucesso de bilheteira. Ganham muito dinheiro com isso. Não se pode criticar”, concluiu Cox, numa análise crítica mas realista sobre o atual panorama cinematográfico.
O Clube de Cinema traz-lhe uma notícia que certamente desapontará muitos fãs do universo “Star Wars”: a série “A Acólita”, que prometia ser uma das grandes expansões desta saga icónica, foi cancelada pela Lucasfilm. A decisão de não avançar com uma segunda temporada foi confirmada por várias fontes, deixando os seguidores da série e do universo “Star Wars” sem a continuação da história que tanto aguardavam.
“A Acólita” foi uma das séries mais aguardadas no Disney+, especialmente pela sua ligação ao universo “Star Wars” e pela particularidade de ter sido parcialmente filmada na ilha da Madeira. Cerca de um quarto das cenas da série foram rodadas na ilha, que se transformou em vários planetas do universo “Star Wars”, adicionando um toque de exotismo e beleza natural à produção.
A trama da série centrava-se numa investigação de uma série de crimes que acabaria por colocar um Mestre Jedi em confronto com uma guerreira que foi sua pupila, num período situado 100 anos antes dos eventos do Episódio I – “A Ameaça Fantasma”. Esta narrativa prometia explorar um período fascinante, entre a era da Alta República e a trilogia de prequelas, mas, infelizmente, não terá continuidade.
Um Começo Promissor que Não Vingou
Apesar de “A Acólita” ter estreado a 4 de junho com grande sucesso, registando a melhor estreia do ano no Disney+, a série não conseguiu manter o interesse do público. Embora tenha recebido elogios moderados por parte da crítica, a recepção entre os fãs foi dividida, o que se refletiu nas audiências subsequentes. A série de oito episódios, criada por Leslye Headland, conhecida por “Boneca Russa”, e que contou com Amandla Stenberg (“The Hunger Games – Os Jogos da Fome”) e Lee Jung-jae (“Squid Game”) nos papéis principais, acabou por não conseguir assegurar a renovação para uma nova temporada.
Este cancelamento é uma perda significativa, não só para os fãs de “Star Wars”, mas também para a Madeira, que viu a sua paisagem única brilhar no ecrã internacional. Apesar da curta duração de “A Acólita”, a série permanecerá na memória dos fãs como um projeto ambicioso que, infelizmente, não teve o destino que muitos esperavam.
“A Semente do Mal”. Esta produção nacional, dirigida por Gabriel Abrantes, estreia no dia 24 de agosto, às 21h30, no TVCine Top. Este é um evento imperdível para todos os nossos membros e amantes do cinema que desejam explorar uma nova dimensão do terror português.
Uma Trama de Horror e Segredos Familiares
“A Semente do Mal” leva-nos numa viagem inquietante ao norte de Portugal, onde Edward, o protagonista, parte à procura da sua família biológica. Acompanhado pela sua namorada Ryley, Edward encontra finalmente a sua mãe e o irmão gémeo num remoto palacete na montanha. O que começa como uma reunião familiar aparentemente feliz, rapidamente se torna numa experiência aterradora, à medida que segredos sombrios e perturbadores começam a emergir, desafiando a própria noção de identidade e pertença de Edward.
Este filme distingue-se não só pela sua narrativa envolvente, mas também pela forma como integra elementos clássicos do terror, inspirando-se em obras icónicas como “Hereditário”, “It Follows”, “The Shining” e “O Silêncio dos Inocentes”. O elenco de “A Semente do Mal” é composto por talentosos atores como Carloto Cotta, Brigette Lundy-Paine, Rita Blanco, Anabela Moreira e Alba Baptista, que dão vida a esta história de uma forma poderosa e inesquecível.
Estreia Exclusiva e Disponibilidade On-Demand
Para os nossos seguidores, esta é uma oportunidade única de ver em primeira mão um dos raros filmes de terror portugueses que chega à televisão. A estreia de “A Semente do Mal” no TVCine Top será seguida pela sua disponibilização no serviço de vídeo on-demand TVCine+, permitindo que todos possam assistir a este filme inovador a qualquer momento.
O nosso Clube de Cinema recomenda vivamente que marquem já na agenda a data de 24 de agosto para se deixarem envolver por este thriller psicológico que promete manter os espectadores na beira do sofá. “A Semente do Mal” é uma adição essencial ao cinema nacional e uma experiência cinematográfica que os amantes do terror não vão querer perder.
O docu-ficção “Lindo”, realizado por Margarida Gramaxo, foi o grande vencedor da 12.ª edição do Periferias — Festival Internacional de Cinema de Marvão, evento que decorreu entre Portugal e Espanha. A obra destacou-se entre uma seleção diversificada de filmes de várias partes do mundo, sendo aclamada pelo júri pela sua abordagem única e profundamente emocional.
Uma Vitória Significativa para o Cinema Português
O festival, que é promovido pela Associação Cultural Periferias (Portugal) em conjunto com a Gato Pardo (Espanha), teve início no dia 9 de agosto em Marvão e culminou no passado sábado, em Malpartida de Cáceres, com a entrega do prémio ao filme “Lindo”. O júri, composto por especialistas luso-espanhóis, elogiou a obra de Margarida Gramaxo pela forma como integra os temas centrais do festival — questões sociais e ambientais — com uma narrativa poética e sensível.
“Lindo”: Uma Reflexão Sobre a Relação Entre o Homem e a Natureza
“Lindo” não é apenas um filme; é uma experiência cinematográfica que desafia a percepção tradicional dos documentários. O filme retrata a transformação de um caçador de tartarugas na Ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe, que, após um encontro com uma tartaruga particularmente dócil, decide inverter o seu papel de predador para o de protetor desta espécie em perigo.
Segundo a sinopse, “Lindo” mergulha no passado do protagonista, explorando os dilemas éticos e ecológicos que emergem da sua decisão. A narrativa abre espaço para uma discussão mais ampla sobre o equilíbrio precário entre as necessidades humanas e a conservação da natureza, temas que são particularmente relevantes num contexto global cada vez mais consciente das questões ambientais.
O Festival Periferias: Um Evento de Importância Cultural
A edição de 2024 do Periferias apresentou mais de 20 filmes de variados géneros, incluindo ficção, documentário e animação, provenientes de países como Portugal, Espanha, Alemanha, Brasil, Finlândia, Itália, Palestina, São Tomé e Príncipe e Tunísia. Este festival itinerante, que decorreu em várias localidades como Marvão, Beirã, Castelo de Vide, Valencia de Alcántara e Malpartida de Cáceres, reafirma-se como um dos eventos culturais mais significativos na fronteira entre Portugal e Espanha.
Após 12 anos, o Periferias continua a crescer em importância e relevância, consolidando-se como um palco essencial para o cinema independente e experimental. A vitória de “Lindo” não só celebra a qualidade do cinema português, mas também reforça a missão do festival em promover obras que provoquem reflexão e inspirem mudanças sociais.
Com a sua estreia prevista nos cinemas portugueses em breve, “Lindo” promete ser um marco no cinema nacional, não apenas pelo seu conteúdo, mas também pela sua capacidade de tocar os espectadores de forma profunda e ressonante.
John Aprea, conhecido pelo seu papel icónico como o jovem Salvatore Tessio em O Padrinho – Parte II, faleceu aos 83 anos. A notícia foi confirmada pelo empresário do ator, que revelou à revista People que Aprea morreu de causas naturais no dia 5 de agosto, na sua casa em Los Angeles, rodeado pela sua família.
Nascido em Englewood, Nova Jersey, John Aprea era filho de imigrantes italianos e iniciou a sua carreira de ator na década de 1960. Começou por trabalhar em teatro antes de se mudar para Los Angeles, onde começou a ganhar notoriedade no cinema e na televisão. A sua carreira incluiu participações em filmes como Bullitt (1967), ao lado de Steve McQueen, The Grasshopper (1970), e The Stepford Wives (1975). No entanto, foi o seu papel em O Padrinho – Parte II (1974) que marcou o ponto alto da sua carreira.
Aprea sempre foi grato pela oportunidade de trabalhar com alguns dos maiores nomes da indústria cinematográfica, como o realizador Francis Ford Coppola e os atores Al Pacino e Robert De Niro. Numa entrevista ao Shreveport Journal, o ator relembrou a sua experiência no set de O Padrinho – Parte II: “Eu estava rodeado pelos melhores”, disse ele, referindo-se ao talento de Coppola, Pacino e De Niro, que tornaram a trilogia de O Padrinho num marco na história do cinema.
Embora o papel de Salvatore Tessio na juventude tenha sido relativamente breve, a sua importância no contexto da narrativa de O Padrinho tornou Aprea uma figura inesquecível para os fãs da saga. A capacidade de Aprea de capturar a essência do personagem, que é mais tarde interpretado por Abe Vigoda, ajudou a solidificar a continuidade da história entre as diferentes gerações de personagens.
Uma Carreira Diversificada
Além do seu trabalho em O Padrinho – Parte II, John Aprea teve uma carreira diversificada, participando em várias produções televisivas. Um dos seus papéis mais notáveis na televisão foi o de Nick Katsopolis na popular série Full House, onde interpretou o pai da personagem de John Stamos. Este papel trouxe-lhe uma nova geração de fãs, ampliando ainda mais o seu reconhecimento.
Ao longo das décadas, Aprea apareceu em numerosas séries de televisão e filmes, demonstrando a sua versatilidade como ator. A sua capacidade de interpretar uma vasta gama de personagens, desde dramas familiares até épicos criminais, fez dele um ator respeitado tanto pelos seus colegas como pelos críticos.
A Última Despedida
A morte de John Aprea marca o fim de uma era para os muitos fãs de O Padrinho e para aqueles que seguiram a sua longa
O mais recente capítulo da icónica franquia Alien conseguiu capturar a atenção do público, dominando as bilheteiras durante o seu fim de semana de estreia. O filme Alien: Romulus, dirigido por Fede Álvarez, arrecadou $41.5 milhões a nível doméstico, superando largamente as previsões iniciais que apontavam para um desempenho na faixa dos $20 milhões. A nível global, o filme somou $108.2 milhões, estabelecendo-se como um dos lançamentos mais fortes da temporada.
Este sucesso é significativo não só pelo desempenho de Romulus em si, mas também porque conseguiu desbancar Deadpool & Wolverine, da Marvel, do topo das bilheteiras, onde se mantinha há três semanas consecutivas. Com este feito, Romulus assinala a segunda melhor estreia da franquia Alien, sem ajuste para a inflação, reforçando o seu apelo junto de uma nova geração de espectadores, ao mesmo tempo que cativa os fãs de longa data.
Um Retorno Triunfante para a Franquia Alien
Alien: Romulus é o oitavo filme da saga Alien e situa-se cronologicamente entre os eventos do Alien de Ridley Scott (1979) e Aliens de James Cameron (1986). Scott, um dos nomes mais influentes na história da franquia, atuou como produtor do novo filme, que traz uma abordagem revitalizada à história de horror e ficção científica. A trama segue um grupo de jovens colonos que, ao explorar uma estação espacial abandonada, deparam-se com a temível criatura alienígena que tem assombrado audiências desde o final dos anos 70. O elenco inclui Cailee Spaeny, David Jonsson, Archie Renaux, Isabela Merced e Spike Fearn.
Originalmente planeado para ser lançado diretamente na plataforma de streaming Hulu, da Disney, o filme foi redirecionado para uma estreia nos cinemas, uma decisão que parece ter sido acertada, dado o forte desempenho nas bilheteiras. Este sucesso reafirma a força da marca Alien e a capacidade de atração dos cinemas, mesmo em tempos em que o streaming domina a distribuição de filmes.
Outros Destaques nas Bilheteiras
Apesar de ter perdido o primeiro lugar, Deadpool & Wolverine continua a acumular impressionantes números. No seu quarto fim de semana, o filme arrecadou $29 milhões, elevando o total doméstico para $545.9 milhões e o global para $1.142 mil milhões. Este desempenho torna-o o filme R-rated com maior bilheteira de sempre, não ajustado para a inflação, e coloca-o entre os dez maiores sucessos do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).
It Ends With Us, a adaptação cinematográfica do best-seller de Colleen Hoover, também continua a fazer boa figura, posicionando-se em terceiro lugar com $24 milhões. O filme, protagonizado por Blake Lively, já atingiu quase $100 milhões a nível doméstico, demonstrando a sua popularidade junto do público, apesar das polémicas em torno dos seus principais protagonistas.
Outro destaque vai para Twisters, um filme de catástrofe da Amblin Entertainment e Universal, que, mesmo após ter sido disponibilizado em VOD premium, conseguiu manter-se entre os cinco filmes mais vistos, com um total de $238.4 milhões a nível doméstico e $333.4 milhões globalmente.
Finalmente, a reedição do clássico de animação Coraline, de Henry Selick, marcou o 15º aniversário do filme com um desempenho surpreendente. Através da Fathom Events, a reedição arrecadou $8.9 milhões durante o fim de semana, estabelecendo um novo recorde para a distribuidora e provando o contínuo apelo deste filme de animação stop-motion junto ao público.
Um Verão Promissor para o Cinema
O sucesso de Alien: Romulus e os outros grandes lançamentos deste fim de semana são um reflexo positivo para a indústria cinematográfica. Com uma receita doméstica total estimada em $139 milhões, o fim de semana representou um aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2023 e 14% em comparação com 2019. Após um início de verão lento, onde as receitas anuais estavam 28% abaixo das de 2023, o atual desempenho encurtou essa diferença para 15%.
O filme Inside Out 2, da Disney, continua a ser o maior herói deste verão, com uma receita global de $1.626 mil milhões, consolidando-se como o filme de animação com maior bilheteira de todos os tempos no mercado internacional.
Com o verão a aproximar-se do fim, a indústria do cinema parece estar a recuperar a sua força, impulsionada por grandes lançamentos que atraem tanto o público nostálgico como novas audiências.