“Sisu: Road to Revenge” Aumenta a Escala, a Velocidade e a Brutalidade — E Conquista 96% no Rotten Tomatoes

A saga finlandesa regressa com mais acção, mais sangue e um humor negro que faz tremer até os mais resistentes.

A franquia mais selvagem de caça-a-nazis dos últimos anos está de volta. Sisu: Road to Revenge, novamente escrito e realizado por Jalmari Helander, retoma a história dois anos após os acontecimentos do primeiro filme. Aatami (Jorma Tommila) regressa a casa mais rico, mas profundamente marcado pelo assassinato brutal da família às mãos do oficial soviético Igor Draganov (Stephen Lang). O fim da guerra não lhe trouxe descanso — e muito menos segurança.

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Quando o KGB decide libertar Draganov e dar-lhe meios quase ilimitados para eliminar “o homem que se recusa a morrer”, Aatami vê a sua tentativa de recomeçar ser substituída por uma corrida explosiva através da Finlândia. E não é metáfora: é literalmente uma perseguição feita de camiões, motas, comboios, metal retorcido e violência visceral.

Uma nova abordagem: mais movimento, mais escala — e muito mais velocidade

Se o primeiro Sisu tinha uma estrutura mais próxima de John Wick, a sequela abraça por completo o espírito de road movie, com claras influências de Mad Max: Fury Road. Segundo Helander, esta mudança foi totalmente intencional:

“A resposta é velocidade.”

“Queria mais movimento, mais energia. Era algo que sentia faltar nos meus filmes anteriores.”

Aatami desmonta a própria casa, coloca tudo num camião e atravessa o país em busca de um novo começo. Mas a cada quilómetro, Draganov aproxima-se, apoiado por um pequeno exército e por uma determinação quase sobrenatural.

Helander admitiu que filmar sequências com veículos em movimento foi exaustivo e demoradíssimo: “Cada nova tomada era um suplício de resets”, explicou. Mas também confessou que as grandes explosões foram as partes mais entusiasmantes de planear — ainda que só exista “uma hipótese” para acertar no momento da filmagem.

Mais coração, mais história — e um vilão construído a partir do vazio

Ao contrário de muitas séries de acção centradas num único herói, Sisu: Road to Revenge expande o passado de Aatami e aprofunda a dor que o move. Para Helander, esta dimensão emocional era essencial para justificar uma sequela:

“Precisava de uma ideia que igualasse — ou superasse — o primeiro filme. Torná-lo mais pessoal era o caminho certo.”

E para equilibrar um protagonista praticamente mitológico, o realizador sabia que precisava de um antagonista à altura. Stephen Lang, conhecido por Avatar, assume o papel de Igor Draganov — uma força fria, calculada e desprovida de empatia.

Lang contou que criou Draganov a partir de uma espécie de “vazio psicológico”, imaginando-o como um produto do Estado desde a infância: alguém moldado para eliminar emoções e cultivar crueldade sistemática.

A luta final entre Tommila e Lang, filmada dentro de um comboio destruído e cheio de perigos físicos, exigiu coordenação impecável. O actor descreve o processo como “um dueto perigoso”, onde ambos tinham um acordo tácito de proteger o outro. Ainda assim, não faltam golpes, quedas e… facadas com colheres, que Lang recorda com humor.

A morte do vilão? Brutal, estilizada — e planeada desde o início

Helander confirma que sempre soube que Draganov morreria de forma épica:

“O comboio movido pelo motor de um míssil veio-me à cabeça, e percebi logo: é assim que ele tem de morrer.”

É uma morte exagerada, visualmente delirante e totalmente adequada ao universo de Sisu: onde tudo é maior, mais violento e mais inesperado do que parece possível.

Crítica rendida, público entusiasmado

Com 96% no Rotten Tomatoes, a recepção crítica tem sido esmagadoramente positiva. O filme foi elogiado pela criatividade das cenas de acção, pelo humor negro e pela capacidade de expandir o mundo da saga sem perder a essência. A estreia na Finlândia rendeu quase 2 milhões de dólares, e a abertura nos EUA está prevista para atingir os 3 milhões — um resultado impressionante para um orçamento de 12 milhões.

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Se havia dúvidas de que Sisu se tornaria uma saga de culto, Road to Revenge confirma que Helander tem nas mãos algo especial: brutal, estilizado, loucamente inventivo — e com velocidade para dar e vender.

Brendan Fraser Recorda Audição Para o Superman de J.J. Abrams: “Era Shakespeare no Espaço”

O actor relembra como esteve perto de vestir o fato do Homem de Aço — e porque não estava pronto para carregar o peso do símbolo

Brendan Fraser continua a surpreender com histórias inesperadas da sua carreira — e a mais recente leva-nos até ao início dos anos 2000, quando esteve seriamente em consideração para interpretar Superman numa versão desenvolvida por J.J. Abrams e produzida por Brett Ratner. O projecto nunca chegou a ver a luz do dia, mas deixou uma marca profunda na memória do actor.

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Em conversa com Josh Horowitz no podcast Happy Sad Confused, Fraser revelou que chegou a fazer screen-tests para o icónico papel, numa fase em que estava no auge do sucesso com The Mummy. E, segundo ele, o guião era algo de extraordinário.

“Deixaram-me lê-lo numa sala vazia — era magnífico”

Fraser conta que teve acesso ao argumento apenas sob condições quase paranóicas de segurança:

“Assinei um NDA, trancaram-me sozinho numa sala vazia num estúdio, e o guião estava impresso a preto sobre papel vermelho-escuro para não poder ser fotocopiado. Era Shakespeare no espaço. Um guião realmente muito bom.”

Apesar de estar entusiasmado com o texto, Fraser admite que sentiu o peso da responsabilidade:

“Se eu conseguisse aquele trabalho, Superman ficaria cravado na minha lápide. Passaria a ser isso para o resto dos meus dias.”

O actor sublinha que assumir o papel implica não apenas o compromisso físico e emocional, mas também a inevitabilidade de ser para sempre associado ao super-herói — algo para o qual não sabia se estava preparado.

O medo de ficar “preso” ao símbolo

Fraser fala de uma ansiedade natural antes de qualquer grande projecto, mas no caso de Superman, o receio era muito maior:

“Torna-se parte da tua marca, de quem és. E não sei se estava pronto na altura.”

Ainda assim, reconhece que teria sido uma enorme oportunidade e que se sentia motivado pela possibilidade.

Mas a decisão acabou por ser tomada sem ele: a Warner Bros. optou por seguir outro caminho e avançou com Superman Returns (2006), realizado por Bryan Singer e protagonizado por Brandon Routh.

“O que não é para ti, passa por ti”

Fraser resume a experiência com uma frase que lhe foi dita anos mais tarde pelo cineasta Terry George, no set de Whole Lotta Sole (2012):

“O que não é para ti, passa-te ao lado.”

Foi uma forma elegante de aceitar que aquele capítulo não lhe pertencia.

O projecto de Abrams… ainda não morreu

Curiosamente, apesar do enorme sucesso do novo Superman de James Gunn — com David Corenswet no papel de Kal-El — a versão de J.J. Abrams ainda está em desenvolvimento.

Em 2021, foi noticiado que Abrams produziria um reboot escrito por Ta-Nehisi Coates, com uma abordagem alternativa e situada noutra continuidade, não ligada ao universo de Gunn. Os detalhes continuam em segredo, mas o projecto permanece vivo nos bastidores da DC.

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Fraser, por sua vez, segue em frente — agora mais venerado do que nunca após o seu regresso triunfal com The Whale. Mas imaginar um “Superman Fraser” continua a ser um exercício que intriga muitos fãs… e que ele próprio descreve como uma versão grandiosa, poética e espacial da lenda kryptoniana.

Filha de Robert Redford Condena Tributos Feitos com IA: “Representações Fabricadas do Meu Pai, Que Não Pode Falar Por Si”

Amy Redford alerta para manipulações digitais envolvendo o legado do actor e pede respeito durante o período de luto da família

Amy Redford, filha do lendário Robert Redford, veio a público denunciar o uso de ferramentas de inteligência artificial para criar imagens, vídeos e declarações falsamente atribuídas ao actor e à sua família. Numa mensagem partilhada no Instagram, a actriz e realizadora lamentou que estas “fabricações” estejam a circular como supostos tributos — precisamente num momento de profundo luto após a morte do pai, em Setembro, aos 89 anos.

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A declaração começa com um agradecimento emocionado pela onda global de carinho que tem chegado desde a notícia da morte do ícone de Butch Cassidy and the Sundance KidAll the President’s Men e fundador do Sundance Institute. “É claro que ele significava muito para tanta gente, e sentimos-nos verdadeiramente comovidos”, escreveu Amy.

“Isto não representa o meu pai — nem a nossa família”

Mas a gratidão rapidamente dá lugar à preocupação. Amy Redford denuncia a proliferação de conteúdos gerados por IA que simulam funerais, criam homenagens inexistentes ou inventam citações atribuídas à família Redford, tudo sem qualquer ligação à realidade.

“Existem várias versões feitas por IA de funerais, tributos e citações de membros da minha família que são fabricações”, afirmou. “Representações do meu pai, que claramente não pode pronunciar-se, e imagens da minha família que não reflectem ninguém de forma positiva, tornam este momento ainda mais difícil.”

A realizadora sublinha que não houve funeral público e que qualquer decisão sobre um memorial será tomada mais tarde, de acordo com os valores e as tradições familiares. “Todas as famílias merecem a possibilidade de fazer o luto e de homenagear quem perderam da forma que melhor reflecte quem eram.”

Uma reflexão sobre a IA e o perigo do uso não transparente

Embora reconheça que a inteligência artificial “não vai desaparecer”, Amy Redford apela a uma utilização transparente e ética destas ferramentas, lembrando que muitos dos seus usos nasceram de boas intenções — mas que isso não elimina o potencial de dano quando aplicados a pessoas reais que não consentem nas representações criadas.

“Pergunto: e se fosses tu? Que isso te sirva de guia. Que a autenticidade humana viva, inspire e continue a ser o tecido que nos une.”

A posição de Amy reflecte um debate cada vez mais presente em Hollywood — onde actores, realizadores e sindicatos têm manifestado receios quanto ao uso indevido de IA para manipular imagem, voz e legado artístico, especialmente após a morte de figuras públicas.

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A despedida de um gigante do cinema

Robert Redford deixa um legado monumental: actor vencedor de Óscar, realizador aclamado, produtor essencial e fundador do Sundance, que transformou para sempre o cinema independente. A família, porém, pede justamente aquilo que Redford sempre prezou — tempo, privacidade e respeito.

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“Durante décadas, o público foi enganado”: Documentário secreto afirma que extraterrestres existem — e que o governo dos EUA sempre soube

‘The Age of Disclosure’ reúne ex-responsáveis do Pentágono, directores de inteligência e figuras do Congresso para sustentar a tese de que o encobrimento é real e tem quase 80 anos

O novo documentário The Age of Disclosure não está interessado em meias-palavras. O filme, realizado por Dan Farah — produtor associado a títulos como Ready Player One — defende que os Estados Unidos esconderam, ao longo de décadas, provas e informação sensível sobre fenómenos anómalos não identificados (UAP, a sigla que substituiu o termo UFO). E fá-lo com uma diferença crucial em relação a muitas obras do género: os intervenientes são altos responsáveis da Defesa, ex-chefes de inteligência e políticos que, em teoria, nada teriam a ganhar ao expor-se publicamente.

Farah, que cresceu fascinado pela cultura alienígena dos anos 80 e 90 — de ET a The X-Files — transformou esse interesse numa investigação de três anos, conduzida em completo sigilo. A promessa que fez a todos os participantes foi simples: nomes só seriam revelados quando o filme estivesse completo, garantindo o que o realizador chama de “segurança em números”. Essa abordagem funcionou, e quando Jay Stratton, uma das figuras mais influentes no estudo de UAP dentro do governo, aceitou falar, o resto seguiu-se em reacção em cadeia.

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Stratton não se esconde atrás de metáforas: “Vi com os meus próprios olhos naves e seres não humanos”, afirma logo no início do documentário. Ao longo do filme, juntam-se-lhe 34 figuras com experiência directa em programas governamentais de análise a fenómenos inexplicáveis, entre eles o antigo director da Inteligência Nacional Jim Clapper e o actual secretário de Estado Marco Rubio.

Uma investigação silenciosa — e alegações perturbadoras

O documentário apresenta Luis Elizondo como narrador não oficial: ex-responsável do AATIP, o programa avançado de investigação a ameaças aeroespaciais. Elizondo deixou o Pentágono em 2017, afirmando que havia uma campanha de desinformação interna para desacreditar o seu trabalho e impedir que a verdade chegasse ao público.

Para Farah, entrevistar apenas pessoas com conhecimento directo era essencial. Queria evitar a sensação de que o filme pertencia ao reino das teorias da conspiração. A estratégia funcionou: The Age of Disclosure abre com um alinhamento quase intimidante de antigos militares, especialistas e analistas a afirmar, sem hesitações, que não estamos sozinhos — e que os EUA sabem disso há muito tempo.

Segundo vários intervenientes, incluindo Rubio, o verdadeiro perigo não é “admitir a verdade”, mas sim o risco de adversários estrangeiros estarem mais bem informados do que os próprios decisores políticos norte-americanos. A alegada corrida geopolítica para reverter tecnologia não humana seria, assim, o motivo principal para décadas de silêncio.

As raízes do encobrimento e o medo de parecer vulnerável

Farah traça uma linha desde Roswell, em 1947, até ao presente, argumentando que o governo norte-americano nunca quis admitir que não compreendia totalmente o que estava a observar. “Coloquem-se na posição de responsáveis nos anos 40”, diz o realizador. A administração Truman, recém-saída da Segunda Guerra Mundial, não poderia admitir um novo tipo de ameaça que nem sabia definir — quanto mais combater.

Quando, segundo alguns entrevistados, os EUA descobriram que outros países também estavam a capturar fenómenos não humanos, o secretismo intensificou-se. “Não se pode contar aos amigos sem contar aos inimigos”, afirma Stratton no filme — uma frase que se torna o eixo moral da narrativa.

Um documentário sem contraditório — e deliberadamente assim

The Age of Disclosure não inclui céticos, académicos ou especialistas a contestar as afirmações apresentadas. Farah diz que essa ausência é intencional: a meta não era equilibrar o debate, mas mostrar porque é que o estigma em torno deste tema impede investigação séria.

Para o realizador, o testemunho directo é a prova mais forte — e a única verdadeiramente útil num mundo onde qualquer imagem pode ser acusada de ser “IA”, “deepfake” ou “efeitos especiais”.

“Por demasiado tempo, o público foi enganado”, afirma Farah. “Acho que é apenas uma questão de tempo até que um presidente em funções diga ao mundo que não somos a única forma de vida inteligente no universo.”

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O documentário estreou já nos EUA. A data de lançamento no Reino Unido será anunciada em breve.

Pixar Revela Novo Trailer Alargado de Hoppers — E Anuncia um Elenco de Vozes Absolutamente Gigante

A estreia cinematográfica de Daniel Chong promete ser uma das apostas mais ousadas da Pixar em anos

A Pixar decidiu levantar (ainda mais) o véu sobre Hoppers, o filme que marca a estreia de Daniel Chong — criador de We Bare Bears — na realização de longas-metragens para cinema. O novo trailer estendido, lançado esta semana, mergulha profundamente no conceito de ficção científica que serve de motor à história e apresenta um dos elencos de vozes mais impressionantes de toda a história do estúdio.

Um mundo onde humanos “saltam” para corpos de animais robóticos

O ponto de partida de Hoppers é deliciosamente absurdo e cativante: num futuro próximo, os humanos conseguem “hop”, ou seja, transferir a sua consciência para animais robóticos. Para Mabel — uma jovem apaixonada por tecnologia e por tudo o que mexe, pia ou mastiga madeira — isto é a oportunidade perfeita para viver a vida como… um castor.

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Mas aquilo que começa como um sonho transformador rapidamente se torna num pesadelo cheio de pelos, penas e patas: Mabel, sem querer, inspira um levante de animais contra os humanos que monopolizam territórios naturais. Agora, cabe-lhe a ela tentar controlar a revolta que ajudou a iniciar — antes que a própria civilização entre em colapso por culpa de um castor hiper-entusiasta.

Um elenco que parece saído de uma cerimónia dos Óscares

Às vozes já conhecidas de Piper Curda, Bobby Moynihan e Jon Hamm juntam-se agora nomes verdadeiramente colossais:

  • Meryl Streep
  • Dave Franco
  • Kathy Najimy
  • Eduardo Franco
  • Melissa Villaseñor
  • Ego Nwodim
  • Vanessa Bayer
  • Sam Richardson
  • Aparna Nancherla
  • Nichole Sakura
  • Isiah Whitlock Jr.
  • Steve Purcell
  • Karen Huie
  • Tom Law

Sim, leu bem: Meryl Streep vai dar voz a uma personagem num filme sobre humanos que habitam corpos de animais robóticos. A Pixar não está a brincar.

Daniel Chong e a produtora Nicole Paradis Grindle afirmam que o elenco superou todas as expectativas: “Seja humor, emoção ou barulhos animalescos completamente caóticos, deram tudo o que tinham.”

Um tom mais cómico, mais caótico — e mais centrado no mundo natural

O novo trailer deixa claro que Hoppers aposta forte na comédia e no espectáculo visual, com um espírito mais energético e irreverente do que o primeiro teaser sugeria. Embora o conceito sci-fi esteja no centro da acção, o filme mantém ligação ao mundo natural — algo que aproxima o tom mais de The Wild Robot (da DreamWorks, recente sucesso) do que de tentativas recentes menos bem recebidas como Elio ou Lightyear.

A grande questão é: poderá Hoppers ser o pontapé de saída para uma nova era de sucesso comercial da Pixar? A verdade é que o estúdio precisa de um regresso em força… e esta aventura cheia de animais robóticos revoltados pode ser exactamente o tipo de caos encantador que conquista o público.

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A resposta chega a 6 de Março de 2026, quando a Pixar libertar esta pequena revolução animal cinematográfica no grande ecrã.

Christopher Nolan Revela Que Ia Realizar Troy — E Que Batman Begins Foi-lhe Oferecido Como “Prémio de Consolação”

Duas décadas depois, o realizador concretiza finalmente o épico grego que sempre o perseguiu

Christopher Nolan está prestes a levar ao cinema The Odyssey, a sua adaptação épica da obra de Homero, mas a história desta ligação ao imaginário grego é muito mais antiga do que muitos fãs imaginam. Em entrevista à Empire Magazine, o cineasta revelou que foi originalmente contratado pela Warner Bros. para realizar Troy — mais de 20 anos antes de avançar com The Odyssey. E o que se seguiu envolve mudanças súbitas, decisões de estúdio e uma ironia digna de Hollywood: o projecto foi-lhe retirado e, em troca, ofereceram-lhe Batman Begins como “prémio de consolação”.

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Nolan explicou que Troy, inicialmente desenvolvido por Wolfgang Petersen, já estava bem encaminhado quando ele foi chamado para assumir a realização. No entanto, quando a Warner decidiu abandonar o projecto Batman vs Superman que Petersen preparava, devolveu-lhe Troy — e Nolan ficou sem filme.

“Era um mundo que me fascinava explorar”, confessou. “Tinha em mente certas imagens, especialmente a forma como queria filmar o Cavalo de Tróia. Era algo que nunca me saiu da cabeça.”

O destino viria a dar outras voltas: Petersen realizou Troy com Brad Pitt, Eric Bana, Orlando Bloom e Diane Kruger, enquanto Nolan recebeu Batman Begins — que acabaria por redefinir o género e lançar uma trilogia histórica para o estúdio.

De Insomnia ao épico que sempre desejou filmar

No início dos anos 2000, Nolan tinha acabado de fazer a transição para Hollywood com Insomnia (2002), depois de surpreender o mundo com Memento. A Warner queria mantê-lo na sua lista de talentos internos e via Troy como o próximo passo natural.

Mas a inversão do estúdio alterou tudo. Petersen, vindo do sucesso de Air Force One e The Perfect Storm, recuperou o épico para si e deixou Nolan de mãos vazias — até que a Warner lhe ofereceu o projecto que mudaria a história dos filmes de super-heróis. O resto é, literalmente, história do cinema.

Troy estreou em 2004 com críticas mornas, mas quase 500 milhões de dólares em bilheteira. Um ano depois, Nolan apresentava Batman Begins, lançando uma das trilogias mais elogiadas de sempre.

The Odyssey: o sonho adiado torna-se realidade

Com The Odyssey, Nolan regressa finalmente ao terreno mítico que o fascinava desde os tempos de Troy. E fá-lo com uma ambição colossal — ao estilo IMAX, claro.

O elenco é digno dos deuses do Olimpo:

  • Matt Damon como Ulisses,
  • Tom Holland como Telémaco,
  • Anne Hathaway,
  • Zendaya,
  • Lupita Nyong’o,
  • Robert Pattinson,
  • Charlize Theron,
  • Jon Bernthal.

O realizador explicou ainda porque acredita que a Odisseia é o épico perfeito para esta nova fase da sua carreira: “Procuramos lacunas na cultura cinematográfica, coisas que nunca foram feitas com o peso que um grande orçamento e uma produção Hollywood/IMAX podem dar. Cresci a ver os filmes de Ray Harryhausen, mas nunca vi este tipo de mitologia tratada com essa escala e credibilidade.”

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Tróia ficou para trás — mas nunca saiu da sua imaginação

Mesmo que Troy nunca tenha sido o filme de Nolan, a mitologia que o inspirou acompanha-o há décadas. Agora, com meios incomparavelmente maiores, liberdade criativa total e o estatuto de um dos realizadores mais influentes da actualidade, Nolan prepara-se para dar ao público a visão épica que guardou na gaveta durante tantos anos.

The Odyssey chega aos cinemas a 17 de Julho de 2026 pela Universal Pictures — e promete ser um dos eventos cinematográficos do ano.

O Novo Gelado de Ouro da Disney: Kristen Bell, Josh Gad e Idina Menzel Garantem Pacotes de 60 Milhões Para Frozen 3 e Frozen 4

Acordos históricos colocam os protagonistas de Arendelle entre os actores mais bem pagos da animação mundial

A Disney acaba de fechar um dos acordos mais valiosos da história da animação: Kristen Bell, Josh Gad e Idina Menzel vão regressar para Frozen 3 e Frozen 4 com contratos superiores a 60 milhões de dólares cada, avança o TheWrap. É um marco que sublinha o peso colossal da saga Frozen, que desde 2013 se tornou não apenas um fenómeno global, mas um império multibilionário que continua a expandir-se em todas as direcções — cinemas, parques temáticos, cruzeiros, teatros e, claro, merchandising praticamente infinito.

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Jennifer Lee, a realizadora que co-criou a identidade narrativa e emocional da saga, regressa igualmente para dirigir o terceiro filme, previsto para Novembro de 2027. Será acompanhada por Trent Correy, que deixou uma excelente impressão com o curto-metragem Once Upon a Studio (2023). O produtor Peter Del Vecho continua no leme, tal como a dupla de compositores Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, garantindo que a magia musical — que deu ao mundo Let It Go — permanece intacta.

Um salto salarial monumental — e revelador

Os novos contratos representam um aumento colossal face aos 15 milhões que cada um recebeu por Frozen 2. Os mais de 60 milhões incluem valores à cabeça, próximos dos 20 milhões por actor, e bónus associados ao desempenho de cada filme nas bilheteiras. Não se trata de um pagamento único, mas de um pacote distribuído ao longo de vários anos, alinhado com as etapas de produção e com o eventual sucesso comercial.

O trio — Bell (Anna), Menzel (Elsa) e Gad (Olaf) — é considerado absolutamente essencial para a continuidade da marca Frozen, cuja popularidade permanece imbatível. Em termos de impacto financeiro, a saga está entre os tesouros mais valiosos da história da Disney: o primeiro filme arrecadou 1,3 mil milhões de dólares; Frozen 2, em 2019, superou a marca e atingiu quase 1,5 mil milhões, tornando-se o segundo filme de animação mais lucrativo de sempre.

A dimensão deste negócio coloca os três actores num patamar raríssimo, mesmo para o universo da animação, e reforça a ideia de que Frozen é, para a Disney, o equivalente moderno a A Pequena SereiaA Bela e o Monstro ou O Rei Leão — mas em escala industrial.

Arendelle continua a expandir-se — do cinema aos parques Disney

Para além dos filmes, o universo Frozen transformou-se num pilar económico da Disney. Desde espectáculos em cruzeiros da Disney Cruise Line a produções na Broadway, passando por Disney On Ice e atracções temáticas espalhadas por vários parques, o reino gelado tornou-se omnipresente. A expansão World of Frozen em Paris abre já na primavera de 2026, juntando-se às atracções dedicadas em Hong Kong, Tóquio e Epcot.

Ainda não existe data para Frozen 4, mas a confirmação simultânea de duas sequelas deixa claro que a Disney não está apenas a prolongar a saga — está a planear uma nova fase épica. O entusiasmo é enorme e, a julgar pelos acordos agora revelados, o estúdio acredita que o futuro de Arendelle será tão lucrativo quanto o passado.

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Preparemo-nos, portanto, para regressar às montanhas geladas, às baladas poderosas e às irmãs mais populares da história recente da animação. E, quem sabe, para mais uma canção que perseguirá pais e filhos durante anos.

“Shining / O Iluminado”: O Segredo Gelado duma das Cenas Mais Assustadoras de Jack Nicholson

A imagem icónica de Jack Torrance congelado não nasceu no frio — mas sim no perfeccionismo glacial de Stanley Kubrick.

Há cenas que entram na história do cinema como se tivessem sempre existido. A imagem final de “O Iluminado” (1980) — Jack Nicholson, imóvel, coberto de gelo, perdido para sempre no labirinto do Overlook Hotel — é uma delas. Mas a verdade por detrás daquele momento clássico é surpreendente: não havia frio real, nem neve verdadeira, nem temperaturas negativas. Havia, sim, a obsessão criativa de Stanley Kubrick e uma equipa técnica que transformou um estúdio britânico num pesadelo de inverno.

Sal, espuma e o inverno mais falso da história do cinema

A famosa sequência não foi filmada em montanhas nevadas, mas num estúdio em Londres. Kubrick recusava rodar em ambientes incontroláveis — queria tudo milimetricamente igual de tomada para tomada.

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Resultado: a neve que enchia o labirinto era feita de uma mistura de sal, espuma industrial, plástico triturado e produtos sintéticos usados nos efeitos especiais dos anos 70 e 80. A equipa aplicava camadas e mais camadas dessa pseudo-neve, ajustando cada curva do labirinto para manter a continuidade perfeita.

O ambiente parecia gelado, mas era tudo cenografia meticulosa. E, como mostram as imagens de bastidores, os técnicos tinham de “regar” o cenário com uma espécie de geada artificial antes de cada take, para garantir aquele brilho frio e uniforme.

Jack Nicholson ficou horas imóvel — e o tremor era esforço, não frio

Kubrick era conhecido por testar os limites dos seus actores, e Nicholson não foi exceção. Para alcançar a expressão que faria tremer gerações de espectadores, o actor foi colocado horas sentado, coberto por substâncias pegajosas e geladas ao toque — mas não propriamente frias de temperatura.

Ventiladores industriais sopravam-lhe gelo falso para simular a tempestade, enquanto assistentes corrigiam continuamente pequenos cristais artificiais que escorriam da testa e das sobrancelhas.

Relatos de bastidores contam que Nicholson tremia entre takes — não por causa do frio, mas pelo esforço muscular necessário para manter aquela pose rígida, a respiração controlada e a expressão apática e terrivelmente imóvel. Uma performance física levada ao extremo… mesmo sem neve verdadeira.

O labirinto construído à mão — e à medida da loucura de Kubrick

O labirinto visto no final do filme também não existia antes das filmagens.

Kubrick mandou construir tudo de raiz, no interior do estúdio, com arbustos artificiais cobertos por tecido pintado e camadas de neve cenográfica.

Era um espaço fechado, opressivo, extremamente quente devido aos refletores potentes usados nas filmagens — ironicamente, o oposto do que a cena sugere.

Essa contradição tornou-se parte da lenda: para criar um dos momentos mais gelados do cinema, Kubrick filmou num ambiente onde a temperatura subia tanto que membros da equipa tinham de sair para respirar ar fresco entre takes.

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Um congelamento que ficou na história

Quatro décadas depois, a imagem final de Jack Torrance continua a ser uma das mais reconhecíveis da cultura pop — replicada, parodiada, analisada e reinterpretada infinitas vezes. Mas por trás desse instante há um segredo:

aquilo que parece um congelamento mortal não passa de sal, espuma e o génio obsessivo de Kubrick.

E talvez isso torne a cena ainda mais fascinante.

Nenhuma tempestade real poderia ter criado aquele momento — apenas cinema puro, artesanal e incrivelmente preciso.

“Maria Schneider”: O Filme Que Finalmente Dá Voz à Atriz Silenciada por Hollywood e Pela História

A obra de Jessica Palud expõe o trauma por trás de “O Último Tango em Paris” e devolve humanidade a uma atriz marcada por um sistema que nunca a protegeu.

A estreia de “Maria Schneider” no TVCine Edition, no sábado, 22 de novembro, às 22h00, representa mais do que a chegada de um filme biográfico à televisão portuguesa. É um acerto de contas histórico. Uma reabilitação. Um gesto cinematográfico que procura recuperar a dignidade de uma atriz cuja carreira — e vida — foram brutalmente moldadas por um momento de abuso no set de um dos filmes mais falados da década de 1970.

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Baseado no livro My Cousin Maria Schneider de Vanessa Schneider, e realizado por Jessica Palud, o filme reúne peças que durante décadas estiveram espalhadas, encobertas ou ignoradas. A protagonista, interpretada por Anamaria Vartolomei, surge não como a “jovem polémica” que a imprensa reduziu em 1972, mas como aquilo que realmente era: uma atriz de 19 anos, talentosa, vulnerável e completamente desprotegida perante dois gigantes do cinema — Marlon Brando e Bernardo Bertolucci — que decidiram, à revelia, filmar uma cena de violação que não estava no guião.

A promessa que se tornou pesadelo

O texto do TVCine recorda como Maria, filha de um ator reconhecido, acreditava estar a dar o passo decisivo na carreira ao ser escolhida para coprotagonizar “O Último Tango em Paris”  .

Mas o sonho transforma-se rapidamente. O filme revela, com precisão emocional, como aquela famosa cena — repetida, discutida, analisada ao longo de décadas — foi, acima de tudo, uma violação do consentimento da atriz, filmada sem que ela soubesse o que iria acontecer.

A consequência?

Um trauma duradouro, uma carreira sabotada pela própria obra que deveria tê-la lançado e uma mulher que passou anos a tentar reescrever a própria narrativa enquanto o mundo a via apenas através de um papel que não escolheu.

Jessica Palud reconstrói a humanidade que o cinema lhe tirou

A realização de Palud recusa o voyeurismo e concentra-se em Maria — nos seus silêncios, nas suas feridas, na força que tentava manter num meio dominado por homens que ditavam não apenas o que ela fazia em cena, mas também como era vista fora dela.

O impacto emocional e profissional está lá: a manipulação nos bastidores, o julgamento público, o rótulo que nunca a largou, a precariedade emocional póstuma de uma atriz que procurava uma oportunidade real de mostrar talento, e não apenas resistir ao que lhe tinham feito.

Matt Dillon interpreta Brando, e Giuseppe Maggio interpreta Bertolucci — numa reconstrução que não tenta suavizar poder, influência nem culpa. O objetivo é claro: devolver agência a Maria, colocando-a no centro da história que, durante demasiado tempo, pertenceu a outros.

Não é apenas um biopic — é um retrato tardio, íntimo e necessário

“Maria Schneider” foi apresentado em Cannes em 2024 e rapidamente gerou discussão: sobre ética, sobre poder, sobre memória, sobre como o cinema trata (e trai) as suas próprias mulheres.

A narrativa não transforma Maria em mártir nem em símbolo — mostra-a como pessoa, com contradições, sonhos, fragilidades e uma carreira que poderia ter sido outra se o sistema não tivesse falhado tão profundamente.

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O filme é uma homenagem, mas também um alerta.

É uma tentativa de reparar, com arte, aquilo que a máquina do cinema destruiu com descuido.

E é, por tudo isso, uma estreia incontornável.

“Maria Schneider” estreia sábado, 22 de novembro, às 22h00, no TVCine Edition e no TVCine+.

James Bond Entra em Terreno Minado: Novo Filme Enfrenta “Dores de Cabeça Criativas” Após a Morte de 007

A reinvenção do agente secreto mais famoso do cinema está longe de ser simples

O futuro de James Bond está oficialmente em turbulência. Segundo novos rumores vindos dos bastidores da Amazon MGM Studios, a equipa criativa responsável pelo próximo capítulo da franquia está a enfrentar aquilo que fontes descrevem como uma “enorme dor de cabeça criativa” — tudo graças ao final explosivo de No Time to Die (2021), onde o 007 interpretado por Daniel Craig morreu de forma inequívoca.

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O plano inicial parecia sólido: com a saída de Craig, a Amazon MGM Studios assumiu maior controlo criativo da saga, recrutou Denis Villeneuve (da trilogia Dune) para realizar o novo filme e contratou Steven Knight (Peaky Blinders) para escrever o argumento. Mas antes de avançar com casting ou narrativa, a equipa esbarrou num dilema que está a dar volta à cabeça dos escritores.

“Ele não caiu de um penhasco. Ele explodiu.”

De acordo com o Radar Online, o impacto emocional e comercial do final de No Time to Die está agora a transformar-se num problema logístico: como ressuscitar um personagem que foi literalmente pulverizado em cena?

Uma fonte próxima da produção descreve a situação de forma crua:

“Bond não caiu de um penhasco nem fingiu a morte — ele foi reduzido a pedaços. Todos concordam que foi um enorme erro, porque Bond devia ser eterno. Agora estão presos a tentar encontrar uma forma credível de o trazer de volta, e está a revelar-se quase impossível.”

Embora sejam apenas rumores, a tensão faz sentido. Bond, ao contrário de outras personagens icónicas, sempre viveu numa espécie de continuidade flexível — novos actores entravam, o universo prosseguia e ninguém perguntava demasiado.

Mas desta vez, a saga decidiu cortar o fio da tradição: Bond morreu mesmo.

E, como alerta o escritor Anthony Horowitz, autor de três romances oficiais de 007:

“Como é que se ultrapassa o facto de ele estar morto com D maiúsculo? Bond é uma lenda, pertence a todos. Torná-lo mortal foi um erro.”

Horowitz acrescentou ainda que seria incapaz de escrever a continuação:

“Não dá para fazê-lo acordar no duche e dizer que foi tudo um sonho.”

Reinventar? Ignorar? Recomeçar do zero?

Entre as hipóteses que circulam nos bastidores, há três cenários possíveis:

  1. Ignorar completamente o final de No Time to Die e seguir a tradição da franquia: novo actor, novo Bond, sem explicações.
  2. Criar uma justificação narrativa — seja tecnológica, simbólica ou quase mística — para a “ressurreição” de Bond. (Uma solução que, para muitos fans, arrisca cair no ridículo.)
  3. Reboot total, com outro tom, outra era e outra continuidade — algo que poderia entusiasmar Denis Villeneuve, mas que mexeria no ADN da saga.

A verdade é que, apesar da polémica, os fãs continuam a esperar um Bond renovado, mas fiel aos pilares clássicos: carisma, mistério, acção elegante e aquele toque de arrogância irresistível.

O maior desafio em décadas para 007

Com Villeneuve ainda ocupado com Dune: Part Three e sem ator anunciado, há tempo para decisões ponderadas. Mas uma coisa é clara: o próximo filme de Bond não pode falhar.

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Entre reconquistar o público, honrar uma personagem intocável por seis décadas e corrigir o que muitos consideram ter sido um tiro no pé criativo, a Amazon MGM Studios tem pela frente uma missão digna do próprio 007.

E desta vez, não há gadgets de Q que possam salvar a situação.

Nicole Kidman Junta-se a The Young People — O Novo Thriller de Osgood Perkins

A rainha do suspense regressa ao terror com o realizador de Longlegs

Nicole Kidman está de volta ao género que a consagrou como uma das grandes damas do cinema contemporâneo. A actriz australiana, vencedora de um Óscar e recordada por papéis que equilibram vulnerabilidade e frieza, juntou-se ao elenco de The Young People — o novo filme de Osgood Perkins, o realizador que arrepiou o público com Longlegs e The Monkey.

O projecto, produzido pela Neon, será lançado nos cinemas norte-americanos e promete continuar a ascensão meteórica de Perkins como o novo mestre do terror psicológico. O estúdio descreve The Young People como o início de uma parceria prolongada com o realizador, depois do sucesso estrondoso de Longlegs, que se tornou o filme independente mais lucrativo de 2024, com mais de 75 milhões de dólares nas bilheteiras dos EUA.

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Um elenco jovem, mas de peso

Além de Kidman, o elenco principal inclui Lola Tung (The Summer I Turned Pretty) e Nico Parker (How to Train Your Dragon), duas estrelas emergentes que assumem o protagonismo da história, ao lado de um grupo diversificado de nomes de culto e talento televisivo: Brendan Hines (The Tick), Cush Jumbo (The Good Wife), Heather Graham (Drugstore Cowboy), Johnny Knoxville (Jackass), Lexi MinetreeLily Collias (Good One) e Tatiana Maslany (Orphan Black).

Detalhes sobre o enredo ainda estão sob sigilo — o que, vindo de Osgood Perkins, só aumenta a expectativa. Conhecido pela sua abordagem subtil e profundamente atmosférica, o realizador raramente entrega histórias lineares. Em The Young People, espera-se mais uma viagem pela psicologia do medo, onde a juventude e a inocência se tornam terreno fértil para o horror.

O terror elegante de Nicole Kidman

Nicole Kidman não é estranha ao género. Antes de brilhar em dramas como The Hours ou Big Little Lies, a actriz já tinha arrepiado o público em “The Others” (2001), de Alejandro Amenábar — um dos grandes clássicos do terror moderno. A sua interpretação da mãe isolada numa mansão assombrada valeu-lhe nomeações ao BAFTA e ao Globo de Ouro, além de ter transformado o filme num fenómeno mundial, com mais de 210 milhões de dólares arrecadados.

Agora, com The Young People, Kidman regressa às sombras, prometendo um papel que mistura o seu domínio emocional com o toque inquietante de Perkins — um realizador que prefere sugerir o medo a mostrá-lo, e que, como poucos, sabe transformar o silêncio em desconforto.

Entre Scarpetta (para a Prime Video) e Margo’s Got Money Trouble (para a Apple TV+), Kidman volta a demonstrar uma versatilidade raramente igualada. Aos 58 anos, continua a desafiar-se com papéis que fogem à previsibilidade de Hollywood — e o terror, com o seu magnetismo sombrio, parece ser o terreno ideal para esse novo capítulo.

O futuro do horror tem assinatura Neon

Com The Young People, a Neon reforça o seu papel como casa do cinema de autor contemporâneo. A produtora e distribuidora — que lançou títulos como Parasite e Titane — aposta agora em Osgood Perkins como figura central de uma nova era do terror: inteligente, estético e desconcertante.

Depois de Longlegs, considerado por muitos críticos o filme mais perturbador dos últimos anos, e de The Monkey, que teve uma das melhores estreias da história do estúdio, The Young People surge como o próximo passo lógico — e, com Nicole Kidman a bordo, o mais ambicioso até agora.

Um segredo à espera de ser revelado

Ainda sem sinopse oficial, o filme promete manter o estilo enigmático que tornou Osgood Perkins uma das vozes mais singulares do cinema contemporâneo. O que se sabe é que o realizador continua obcecado com os temas da juventude, da culpa e da herança emocional — tópicos que, nas suas mãos, se transformam em terror puro.

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Com estreia prevista para 2026The Young People promete ser um dos filmes mais aguardados do próximo ano — e, com Kidman à frente do elenco, há razões de sobra para acreditar que o terror vai continuar a ser o género mais sofisticado de Hollywood.

A Lenda de Ochi — Um Conto Encantado Sobre o Medo, a Coragem e a Magia das Coisas Selvagens

Com Willem Dafoe, Helena Zengel e Finn Wolfhard, esta fábula visualmente deslumbrante estreia a 9 de novembro, às 22h00, no TVCine Top e TVCine+.

Há filmes que parecem saídos de um sonho — e A Lenda de Ochi é um deles.

No coração de uma ilha remota chamada Carpathia, uma jovem chamada Yuri descobre que as histórias de terror contadas desde criança talvez não sejam o que parecem. Os habitantes da sua aldeia vivem com medo dos Ochi, criaturas misteriosas que se escondem nas sombras da floresta, envoltas em mitos e superstição.

Mas quando Yuri encontra um pequeno Ochi ferido, abandonado pelo seu grupo, decide desafiar tudo o que lhe ensinaram — e parte numa jornada perigosa para o levar de volta a casa.

“A Lenda de Ochi” é uma fantasia hipnótica, uma história sobre empatia e coragem, em que o medo do desconhecido dá lugar à descoberta de uma ligação mais profunda entre mundos diferentes.

Um conto sobre crescer e enfrentar o medo

Enquanto atravessa paisagens inóspitas e florestas encantadas, Yuri descobre que os verdadeiros monstros talvez não sejam os que vivem na floresta. A sua jornada transforma-se numa metáfora sobre crescer, desafiar o medo e questionar tradições antigas — e sobre a capacidade humana de encontrar ternura onde antes havia desconfiança.

O filme combina a delicadeza emocional de E.T. – O Extraterrestre com a imaginação épica de A História Interminável, resultando numa obra que tanto encanta os mais novos como emociona os adultos.

Elenco de luxo, magia à flor da pele

A jovem Helena Zengel (System CrasherNews of the World) interpreta Yuri, num desempenho de notável intensidade e inocência.

Ao seu lado, Willem DafoeEmily Watson e Finn Wolfhard completam o elenco desta produção que mistura fantasia, drama e aventura num universo cinematográfico de rara beleza.

Visualmente arrebatador, com uma fotografia que transforma cada plano numa pintura, A Lenda de Ochi é uma fábula moderna sobre empatia, natureza e autodescoberta.

A não perder no TVCine Top

Ideal para ver em família, o filme estreia em exclusivo no domingo, 9 de novembro, às 22h00, no TVCine Top e TVCine+.

Porque, às vezes, a maior magia está em compreender o que tememos.

Ripple – Laços Invisíveis: Quando Pequenas Decisões Mudam Tudo

A nova série dramática chega a Portugal a 4 de Novembro, no TVCine Emotion, com uma história que entrelaça quatro vidas em Nova Iorque num poderoso retrato sobre destino, empatia e a força das ligações humanas.

Há histórias que nos fazem repensar a forma como o acaso molda a vida — Ripple – Laços Invisíveis é uma delas. A série, que estreia em Portugal esta terça-feira, 4 de Novembro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Emotion e TVCine+, é um drama emotivo sobre esperança, dor e reencontros inesperados, com Nova Iorque como palco central.

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Quatro vidas, um mesmo destino

Os protagonistas — Nate, Kris, Walter e Aria — vivem na mesma cidade, partilham ruas, cafés e transportes, mas nunca se cruzaram verdadeiramente. Até que um conjunto de pequenas decisões quotidianas desencadeia o inevitável: os seus caminhos colidem, revelando como gestos aparentemente banais podem ter consequências profundas.

Ao longo de oito episódios, o espectador mergulha nas histórias pessoais de cada um, descobrindo feridas antigas, segredos guardados e momentos de viragem que provam como o efeito de uma única ação pode propagar-se como uma onda — daí o título Ripple (“onda” ou “ripple effect”, o efeito dominó).

O arco-íris depois da tempestade

Mais do que uma narrativa sobre encontros e desencontros, Ripple – Laços Invisíveis deixa uma mensagem clara: mesmo nas fases mais sombrias, há sempre a possibilidade de recomeçar. “Por vezes, as coisas boas na vida apenas nos acontecem depois de uma tempestade. Basta esperar pelo arco-íris”, lê-se na apresentação da série.

Criada por Michele Giannusa, a produção conta com um elenco talentoso e diversificado, incluindo Frankie FaisonJulia ChanIan Harding e Sydney Agudong. Juntos, dão corpo a personagens realistas, frágeis e profundamente humanas.

Uma série sobre empatia e humanidade

Nunca estamos verdadeiramente sozinhos. Essa é a premissa que atravessa todos os episódios de Ripple – Laços Invisíveis, onde cada gesto, cada palavra e cada encontro têm um peso simbólico. Num mundo em que as pessoas parecem cada vez mais desligadas, esta série propõe o oposto: um regresso à empatia e à partilha emocional.

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Com uma fotografia elegante e um argumento introspectivo, Ripple promete emocionar e inspirar quem acredita que o destino, por vezes, gosta de brincar connosco — mas também de nos unir quando menos esperamos.

Predator: Badlands — Poderá o Caçador Voltar a Dominar o Box Office?

Sete anos depois, o temível extraterrestre regressa ao grande ecrã. A Disney aposta forte com Badlands, mas o sucesso comercial ainda está longe de garantido.

O mais letal caçador do cinema está de volta. Predator: Badlands, o novo capítulo da saga de ficção científica, chega finalmente às salas de cinema a 7 de Novembro — o primeiro lançamento em grande ecrã da franquia em sete anos. Depois do sucesso crítico de Prey (2022), lançado exclusivamente na Hulu, a Disney e a 20th Century Studios esperam que o realizador Dan Trachtenberg consiga devolver o poder de fogo da série ao box office.

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Mas será suficiente? As previsões iniciais não são encorajadoras. De acordo com o Box Office TheoryBadlands deverá estrear-se com valores entre os 17 e os 25 milhões de dólares nos Estados Unidos — um número modesto para uma superprodução que, segundo analistas, poderá ter custado cerca de 80 milhões.

O Passado Pesa… e o Futuro Também

Desde o filme original de 1987, protagonizado por Arnold Schwarzenegger, a saga Predator nunca conseguiu atingir o estatuto financeiro da sua “prima” intergaláctica, Alien. Mesmo o título mais rentável da série, Alien vs. Predator (2004), arrecadou “apenas” 177 milhões de dólares em todo o mundo.

As restantes aventuras têm mantido receitas globais próximas dos 100 milhões, um valor respeitável mas longe de justificar grandes orçamentos. Predators (2010) e The Predator (2018) abriram ambos com cerca de 25 milhões de dólares e fecharam com resultados mundiais entre 127 e 160 milhões.

Para a Disney, Badlands precisa de números substancialmente mais altos para ser considerado um sucesso. O estúdio mira, no mínimo, o desempenho de Alien: Romulus, que estreou com 42 milhões e ultrapassou os 350 milhões em bilheteira global.

Uma Nova Era, Um Novo Predador

Ambientado num futuro distante, Predator: Badlands segue um jovem Predador (interpretado por Dimitrius Schuster-Koloamatangi) banido do seu clã e forçado a lutar pela sobrevivência num planeta hostil. O destino cruza-o com Thia, uma andróide da corporação Weyland-Yutani — interpretada por Elle Fanning —, numa ligação direta ao universo de Alien.

A aposta em Fanning e na ligação entre as duas sagas é uma clara jogada estratégica da Disney, que tenta transformar Predator numa marca tão global e rentável quanto a de Ridley Scott. Além disso, o filme recebeu uma classificação PG-13, o que poderá atrair um público mais jovem e ampliar o alcance comercial.

O Desafio do Regresso ao Cinema

O grande obstáculo de Badlands poderá ser o próprio histórico recente da franquia. O êxito de Prey no streaming consolidou a ideia de que Predator é uma saga “para ver em casa”, o que complica o regresso à experiência cinematográfica.

A estreia chega, aliás, num período morno para o box office, logo após o Halloween — uma altura em que o público pode estar ansioso por um blockbuster, mas também distraído por estreias concorrentes, como The Running Man e Now You See Me: Now You Don’t, agendadas para a semana seguinte.

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Ainda assim, o filme de Trachtenberg conta com uma base de fãs fiel e com o potencial de um bom word of mouth. Se a crítica e o público reagirem positivamente, Predator: Badlands pode transformar-se na surpresa de fim de ano que a Disney tanto precisa.

Resta saber se o caçador voltará a ser a presa — ou se conseguirá finalmente reclamar o trono de rei do sci-fi de ação.

South Park Ri-se de Si Própria: “A Série Está Horrível Por Causa da Política” — Diz Stan no Episódio Especial de Halloween

O episódio “The Woman in the Hat” mergulha no caos político com Trump, cripto-moedas, fantasmas na Casa Branca e uma boa dose de auto-crítica ao próprio South Park.

O especial de Halloween de South Park trouxe tudo o que os fãs esperam da série… e ainda mais loucura do que o habitual. No episódio “The Woman in the Hat”, transmitido a 31 de Outubro, Stan dá voz a uma queixa que muitos espectadores têm feito nos últimos anos: “South Park está uma seca por causa desta porcaria política toda.”

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A frase, que soou como uma piscadela de olho aos críticos do rumo recente da série, marca o início de uma trama deliciosamente absurda — mesmo para os padrões de South Park. Stan decide criar uma nova cripto-moeda chamada South Park Sucks Coin e envia o primo do Kyle, o insuportável Kyle Schwartz, para pedir a Donald Trump protecção para o seu novo esquema digital.

Trump, Espíritos e Cripto-Caos na Casa Branca

Enquanto isso, Trump — que continua a ser presença regular na temporada — tenta livrar-se de uma entidade que o assombra na Casa Branca: a própria Melania, aqui transformada num fantasma de chapéu misterioso. Para resolver o problema, o ex-presidente recorre à ajuda da procuradora Pam Bondi, que conduz uma sessão espírita digna de um spin-off de terror.

Mas o susto não acaba aí. Outro fantasma a vaguear pelos corredores da Casa Branca é Brendan Carr, antigo presidente da FCC, que aparece disfarçado de múmia depois de “perder a liberdade de expressão” — uma referência irónica a um episódio anterior, onde sofreu um “acidente intencional” durante uma discussão política.

Auto-Paródia e Crítica Social

Com este episódio, os criadores Trey Parker e Matt Stone voltam à sua especialidade: usar o absurdo para satirizar tudo e todos — incluindo eles próprios. A série, que ao longo das últimas temporadas tem mergulhado em temas como as eleições, redes sociais e cultura woke, mostra aqui uma rara auto-consciência sobre a sua própria saturação política.

Ao mesmo tempo, não poupa críticas ao universo das memecoins, ao populismo digital e ao eterno circo mediático em torno de Trump. É South Park a ser South Park: grotesca, provocadora e hilariante.

Uma Temporada Caótica, Mesmo à Moda da Série

O episódio chega após várias alterações no calendário da 28.ª temporada — com adiamentos, mudanças de data e até uma estreia surpresa. Segundo o Comedy Central, a série deverá retomar agora o ritmo quinzenal, com novos episódios a 12 e 26 de Novembro e a 10 de Dezembro.

Na semana anterior, South Park já tinha causado polémica ao mostrar Trump numa relação falhada com Satanás (que, para complicar, está grávida), enquanto Peter Thiel, co-fundador da Palantir, embarcava numa busca pelo Anticristo.

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Se havia dúvidas de que South Park ainda sabe rir-se do mundo — e de si própria —, “The Woman in the Hat” dissipou-as todas. A série pode brincar com política, cultura pop e até com as suas próprias críticas, mas continua a fazer o que sempre fez melhor: transformar o caos moderno em comédia impiedosamente certeira.

De Following a Oppenheimer: Como Christopher Nolan Transformou Cada Dólar em Cinema

Dos seis mil dólares de estreia ao império multimilionário de bilheteiras — exploramos quanto custaram (e quanto renderam) os filmes do realizador mais cerebral de Hollywood.

Poucos realizadores contemporâneos conseguem equilibrar o génio artístico com o sucesso comercial como Christopher Nolan. O britânico que começou a filmar nas ruas de Londres com uma câmara emprestada é hoje um dos nomes mais rentáveis (e respeitados) do cinema mundial.

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Mas quanto custam afinal os filmes de Nolan? E quanto é que renderam nas bilheteiras?

A resposta conta uma história fascinante: a de um cineasta que nunca teve medo de pensar em grande — mesmo quando o mundo inteiro estava em pausa.

Um início modesto, uma ascensão meteórica

Tudo começou com Following (1998), um thriller noir filmado ao fim-de-semana com amigos e um orçamento ridículo: seis mil dólares. Resultado? Um pequeno sucesso de culto que abriu as portas a Memento (2000). Feito por “apenas” nove milhões, o filme arrecadou mais de 40 milhões e tornou Nolan numa das vozes mais originais de Hollywood.

Depois veio Insomnia (2002), já com Al Pacino e Robin Williams, que custou 46 milhões e fez 113 milhões — a confirmação de que o realizador podia jogar no campeonato dos grandes estúdios.

O salto seguinte foi monumental: Batman Begins (2005) redefiniu o cinema de super-heróis, custou 150 milhões e faturou 373 milhões. Mas foi The Dark Knight (2008) que o transformou em lenda — 185 milhões de orçamento, mais de mil milhões em receitas, um Óscar póstumo para Heath Ledger e o respeito eterno da indústria.

O homem que sonhava em milhões

Com Inception (2010), Nolan mostrou que um blockbuster pode ser inteligente. Feito por 160 milhões, rendeu 839 milhões — e lançou a piada recorrente: “ninguém percebeu o final, mas toda a gente pagou para o ver outra vez”.

Dois anos depois, The Dark Knight Rises ultrapassou o sucesso anterior com 1,08 mil milhões em bilheteira, apesar de custar uns respeitáveis 250 milhões.

Quando chegou Interstellar (2014), o realizador já era uma marca registada. Custou 165 milhões, arrecadou 701 milhões e tornou-se numa das odisseias espaciais mais amadas do século XXI.

Tenet: o filme que desafiou a pandemia

E então veio Tenet (2020). Orçamento: 205 milhões de dólares. Estreia: pleno auge da pandemia da COVID-19, com cinemas fechados em metade do mundo.

O resultado parecia condenado, os cépticos, os críticos e os trolls até esfregaram as mãos mas Nolan, teimoso e fiel ao cinema como experiência colectiva, insistiu numa estreia exclusiva em sala. O filme acabou por arrecadar cerca de 366 milhões — um número que, embora modesto para os padrões do realizador, foi um verdadeiro milagre dadas as circunstâncias.

Hoje, Tenet é visto como um “filme de culto moderno”: uma obra enigmática, complexa e visualmente arrebatadora que muitos consideram incompreendida na altura. A ironia? O tempo — esse mesmo que o filme manipula — acabou por lhe dar razão.

O império Nolan: o cérebro também dá lucro

O último capítulo, por enquanto, chama-se Oppenheimer (2023): 100 milhões de orçamento, 975 milhões em bilheteira e uma avalanche de prémios, incluindo sete Óscares. É a consagração definitiva de um autor que faz cinema para o grande público sem abdicar de pensar grande.

No total, os filmes de Christopher Nolan já ultrapassaram os 6,6 mil milhões de dólares em receitas mundiais.

De Following a Oppenheimer, há uma linha que os une: uma visão inabalável, uma fé absoluta no poder do cinema e uma recusa obstinada em simplificar o pensamento do espectador.

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Nolan é, em suma, uma raridade moderna: um realizador que pensa como um filósofo, filma como um engenheiro e fatura como um produtor de Hollywood.

Meg Ryan regressa à realização com O Que Acontece Depois

A eterna estrela das comédias românticas reencontra David Duchovny num filme sobre amores que o tempo não apagou

O amor pode merecer uma segunda oportunidade? É essa a questão no centro de O Que Acontece Depois, o novo filme realizado e protagonizado por Meg Ryan, que marca o seu regresso à frente e atrás das câmaras quase uma década depois de Íthaca (2015). A comédia romântica estreia na televisão portuguesa a 2 de novembro, às 21h35, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

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Quando o destino insiste em juntar duas pessoas

Décadas após o fim da sua relação, Willa (Meg Ryan) e Bill (David Duchovny) reencontram-se por acaso num aeroporto. Uma tempestade de neve cancela os voos de ambos, obrigando-os a passar a noite juntos — uma noite em que o passado, o humor e a nostalgia se misturam num reencontro cheio de emoção.

Ela é espontânea e sonhadora; ele, pragmático e reservado. À medida que as horas avançam, as memórias e as feridas antigas vêm à tona, num diálogo que oscila entre o riso e a melancolia. O que começa como uma conversa de circunstância transforma-se num exercício de reconciliação, em que ambos precisam de enfrentar as versões de si mesmos que deixaram para trás.

Meg Ryan reencontra o género que a tornou inesquecível

Conhecida por clássicos como Um Amor InevitávelCity of Angels e Você Tem uma MensagemMeg Ryan regressa à comédia romântica com a mesma delicadeza e inteligência emocional que a tornaram um ícone do género. Desta vez, porém, traz consigo um olhar mais maduro sobre o amor e as segundas oportunidades — menos conto de fadas, mais verdade emocional.

Ao lado de David Duchovny, conhecido de The X-Files e Californication, Ryan constrói uma química subtil e natural que sustenta o filme do início ao fim. Entre arrependimentos, humor e reflexões sobre o tempo, O Que Acontece Depois é tanto uma história de amor como uma carta nostálgica ao próprio cinema romântico.

Uma noite, duas vidas e uma pergunta sem resposta

Será possível recomeçar de onde tudo parou? Ou há feridas que o tempo nunca cura?

Em O Que Acontece Depois, Meg Ryan prova que, às vezes, basta uma noite para percebermos o que ainda não deixámos partir.

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📺 Estreia exclusiva: Domingo, 2 de novembro, às 21h35, no TVCine Top e em TVCine+.

TVCine Edition apresenta “Documentários: Olhares Sobre o Mundo” — cinco domingos para ver o mundo com outros olhos

De 2 a 30 de novembro, o canal dedica as noites de domingo a histórias reais que atravessam fronteiras, culturas e consciências

Em novembro, o TVCine Edition convida os espectadores a viajar por diferentes visões do mundo através do ciclo “Documentários: Olhares Sobre o Mundo”, uma seleção de obras premiadas que exploram temas como identidade, liberdade, migração e arte. A iniciativa decorre de 2 a 30 de novembro, sempre aos domingos, às 22h00, com estreia exclusiva também no TVCine+.

Do interior de Portugal aos Alpes franceses, das arenas de Espanha ao Luxemburgo multicultural, este especial reúne cinco filmes que nos recordam o poder transformador do olhar documental — e a importância de ouvir as histórias que raramente chegam ao grande ecrã.

2 de novembro — Lucefece, de Pedro Leite

Filmado ao longo de mais de 20 anos, em película e revelado à mão, Lucefece é um ensaio autobiográfico que mistura política, mitologia e memórias familiares. O realizador regressa às suas origens e às conversas com o pai, ex-combatente da guerra colonial, para refletir sobre o país, a herança e o tempo. Vencedor do Melhor Filme da Competição Cinema Falado no Porto/Post/Doc 2023.

9 de novembro — Tardes de Solidão, de Albert Serra

O provocador realizador catalão Albert Serra regressa com um retrato cru e íntimo do toureiro Andrés Roca Rey, explorando a dor, a devoção e o sentido trágico da tauromaquia. O filme, filmado com o rigor quase litúrgico de Serra, venceu a Concha de Ouro no Festival de San Sebastián 2024 e desafia o público a decidir: arte ou barbárie?

16 de novembro — As Melusinas à Margem do Rio, de Melanie Pereira

Filha de emigrantes portugueses no Luxemburgo, Melanie Pereira dá voz a cinco mulheres que vivem entre dois mundos — o da memória e o da pertença. O documentário, premiado no DocLisboa e no Porto Femme, cruza mitologia e experiência pessoal numa viagem poética sobre identidade e fragmentação.

23 de novembro — Peaches Goes Bananas, de Marie Losier

Durante 17 anos, Marie Losier filmou a artista Peaches, ícone queer e pioneira do electroclash. O resultado é um retrato vibrante de uma mulher em permanente reinvenção — um hino à liberdade artística e corporal. O documentário estreou no Festival de Veneza 2024, entre elogios da crítica e aplausos de pé.

30 de novembro — O Vale, de Nuno Escudeiro

Nos Alpes franceses, migrantes arriscam a vida para cruzar a fronteira entre Itália e França. O Vale acompanha o trabalho das comunidades locais que os acolhem, mesmo sob ameaça de prisão. Um olhar comovente sobre a solidariedade em tempos de crise humanitária, realizado por Nuno Escudeiro, distinguido como Realizador Internacional Emergenteno festival canadiano Hot Docs.

Cinco domingos, cinco viagens — todas diferentes, todas necessárias.

De 2 a 30 de novembro, o TVCine Edition convida-nos a olhar o mundo, e talvez a nós próprios, com um pouco mais de empatia.

Adeus, Sybil: Morreu Prunella Scales, a inesquecível estrela de Fawlty Towers

A atriz britânica, que deu vida à icónica Sybil Fawlty, morreu aos 93 anos — e estava a rever a série no dia anterior à sua morte

O humor britânico perdeu uma das suas figuras mais queridas. Prunella Scales, a eterna Sybil de Fawlty Towers, morreu em Londres, aos 93 anos, depois de uma vida inteira dedicada à arte de representar — e de fazer rir. A notícia foi confirmada pelos filhos, Samuel e Joseph West, que revelaram um detalhe tão comovente quanto simbólico: no dia anterior à sua morte, Prunella estava a ver Fawlty Towers.

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A nossa adorada mãe morreu pacificamente em casa, rodeada de amor”, escreveram num comunicado. “Embora a demência a tenha forçado a afastar-se de uma carreira notável de quase 70 anos, continuou a viver com alegria e conforto.”

A Sybil que conquistou o mundo

Prunella Scales entrou para a história da televisão britânica ao lado de John Cleese, interpretando a impaciente e irónica Sybil Fawlty, a esposa do desastroso hoteleiro Basil Fawlty. O par era o coração de Fawlty Towers, sitcom transmitida entre 1975 e 1979, cuja ação se desenrolava num pequeno hotel em Torquay, à beira-mar.

A série, escrita por Cleese e Connie Booth, é considerada uma das melhores comédias de sempre — e muito do seu brilho deve-se a Scales. Com o seu timbre cortante e olhar impiedoso, transformou Sybil numa personagem multifacetada, autoritária mas divertida, capaz de equilibrar o caos gerado por Basil com um misto de ironia e pragmatismo.

Cena após cena, ela era absolutamente perfeita”, recordou John Cleese, descrevendo-a como “uma atriz cómica maravilhosa e uma mulher muito doce”.

Uma carreira de sete décadas

Nascida Prunella Margaret Rumney Illingworth, em 1932, Scales estreou-se nos anos 50 e destacou-se na sitcom Marriage Lines, ao lado de Richard Briers, antes de alcançar fama mundial com Fawlty Towers. Em 1991, brilhou nos palcos do West End em Long Day’s Journey Into Night e, no cinema, recebeu uma nomeação ao BAFTA por interpretar a Rainha Isabel II em A Question of Attribution.

Apesar do talento para a comédia, era uma atriz de enorme versatilidade, igualmente à vontade em papéis dramáticos. Fora do ecrã, era admirada pela sua inteligência e generosidade.

Uma vida de amor e luta

Scales foi casada durante 61 anos com o ator Timothy West, falecido em 2024. Juntos, tornaram-se um dos casais mais queridos da televisão britânica, protagonizando durante uma década o programa Great Canal Journeys, onde navegavam pelos canais de Inglaterra.

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Nos últimos anos, Prunella enfrentou a demência vascular com coragem e dignidade. O próprio West descreveu o processo como “assistir ao desaparecimento gradual da pessoa que se ama”. Ainda assim, o casal manteve a ternura e o humor, mesmo quando a memória começou a falhar.

Um legado eterno

Com a sua voz inesquecível, o seu riso cristalino e o olhar que dizia mais do que mil palavras, Prunella Scales tornou-se uma verdadeira instituição britânica. O diretor de comédia da BBC, Jon Petrie, chamou-lhe “um tesouro nacional”, e o tributo parece curto para quem tanto deu à cultura britânica — e a todos nós que ainda rimos com as desventuras do hotel Fawlty.

Talvez a maior homenagem seja saber que, no seu último dia, Prunella Scales voltou a rir-se de si própria. E, em certo sentido, de todos nós — como só os grandes comediantes conseguem fazer.

Regina Pessoa regressa ao Pico para celebrar 10 anos do AnimaPIX

A madrinha do festival mais encantador dos Açores volta à ilha com a mesma paixão de sempre pela animação portuguesa

O AnimaPIX está de volta à ilha do Pico este dezembro, e com ele regressa também a sua madrinha — nem mais nem menos que Regina Pessoa, a artista portuguesa mais premiada da história da animação. O festival, que decorre de 1 a 7 de dezembro de 2025 na Biblioteca Auditório da Madalena, celebra uma década de existência e continua fiel ao seu lema: ser “o festival para a criança em todos nós”, celebrando o cinema de animação e o livro ilustrado como pontes mágicas entre gerações.

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Uma década de luz, cor e imaginação

Desde a sua primeira edição, nas escolas do Pico, o AnimaPIX tornou-se uma referência na promoção da cultura cinematográfica nos Açores. Organizado pela MiratecArts, o evento combina o encanto da descoberta com o espírito comunitário que define os melhores festivais de animação: proximidade, partilha e emoção verdadeira.

Regina Pessoa, que assina também a ilustração do cartaz oficial dos 10 anos do festival, regressa à ilha com o mesmo entusiasmo de sempre. “Ser madrinha do AnimaPIX é um privilégio, uma honra, uma dádiva que agarro com o coração”, declarou. “Há muitos festivais de cinema, mas os de animação têm algo de especial — quanto mais pequenos, mais intensos e humanos.”

Regina Pessoa: a força da animação portuguesa

A autora de A NoiteTragic Story with Happy EndingKali, o Pequeno Vampiro e Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias é uma das figuras mais importantes da animação mundial. O seu percurso começou em 1992, como animadora nos filmes de Abi Feijó, seu parceiro e cúmplice artístico, e desde então coleciona mais de 150 prémios internacionais — incluindo distinções nos festivais de AnnecyHiroshimaAnnie Awards e nomeações para o Prémio do Cinema Europeu e para os Óscares.

Em 2021, foi eleita pelo Animac entre os três melhores realizadores de animação dos últimos 25 anos — um reconhecimento que coloca o nome de Portugal ao lado dos grandes mestres da animação mundial.

Militância cultural nas ilhas do Atlântico

Regina Pessoa sublinha ainda o papel essencial do AnimaPIX e de Terry Costa, criador do festival e diretor da MiratecArts. “É muitas vezes nesses pequenos lugares remotos que encontramos a verdadeira militância cultural”, afirmou. “Pessoas que, abdicando de quase tudo, se dedicam à arte e à partilha, permitindo que comunidades pequenas experimentem, talvez pela primeira vez, a magia de ver cinema numa sala escura.”

O festival, que já contou com a presença de Regina e Abi Feijó em várias edições, prepara agora uma celebração especial dos seus 10 anos, com uma programação que promete reunir o melhor da animação portuguesa e internacional.

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A programação completa será revelada em breve no site oficial da MiratecArts (miratecarts.com), mas uma coisa é certa: o AnimaPIX volta a transformar o Pico num ponto de luz para todos os que acreditam no poder da imaginação e no cinema como arte de resistência