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Anderson Cooper Sai de “60 Minutes” Após Duas Décadas em Meio a Turbulência na CBS News

Fim de uma era nos domingos à noite da televisão norte-americana

Anderson Cooper anunciou esta segunda-feira que vai deixar o prestigiado programa de jornalismo investigativo 60 Minutes, da CBS News, depois de quase 20 anos como correspondente. A sua saída ocorre num momento de mudanças profundas no canal, sob a liderança da nova editora-chefe Bari Weiss — uma fase que tem sido descrita como turbulenta para o icónico programa dominical.  

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Cooper, que também é âncora no canal CNN — onde apresenta o seu próprio programa de notícias desde 2003 — fez saber que tomou esta decisão para passar mais tempo com os seus filhos pequenos, um motivo que destacou oficialmente. Na sua declaração, considerou que trabalhar em 60 Minutes foi “uma das grandes honras” da sua carreira, recordando as histórias marcantes que contou e os profissionais com quem colaborou ao longo de tantos anos.  

Mudanças internas e dúvidas sobre a independência editorial

O anúncio da saída de Cooper chega no contexto de alterações significativas na direcção editorial da CBS News desde que David Ellison, proprietário da cadeia, nomeou Bari Weiss como editora-chefe em Outubro de 2025. A escolha de Weiss — uma jornalista de opinião sem experiência prévia em televisão — tem suscitado críticas e levantado questões sobre a independência jornalística da empresa.  

Um dos episódios mais polémicos sob a nova liderança ocorreu em Dezembro, quando a direção de 60 Minutes reteve um report sobre o centro penitenciário Cecot em El Salvador — uma investigação que examinava a detenção de imigrantes venezuelanos enviada pela administração Trump — alegando que faltava a perspectiva do próprio governo norte-americano, apesar de este ter recusado pedidos de comentário. Esse caso contribuiu para as dúvidas sobre interferências editoriais no programa.  

Além disso, relatórios recentes indicam que a saída de Cooper acontece em paralelo com outras mudanças de bastidores e despedimentos planeados para reforçar a chamada “mentalidade de streaming” da rede, numa tentativa de melhorar audiências que têm ficado atrás de rivais como ABC e NBC.  

Uma carreira marcada por reportagens globais e impacto jornalístico

Cooper começou a colaborar com 60 Minutes na temporada de 2006–2007, num acordo único que lhe permitiu continuar a trabalhar para a CNN ao mesmo tempo. Ao longo desses anos, fez reportagens sobre temas tão variados como as consequências de infecções prolongadas pós-Covid, respostas a desastres naturais e a descoberta de um que se crê ser o último navio negreiro a chegar aos Estados Unidos.  

Antes disso, a sua carreira no jornalismo já o tinha levado a cobrir eventos de grande impacto internacional, incluindo a guerra no Iraque, o furacão Katrina e o derramamento de petróleo no Golfo do México, consolidando-o como uma das vozes mais conhecidas e respeitadas da televisão americana ao longo das últimas duas décadas.  

CBS News manifestou o seu agradecimento pelo contributo de Cooper ao longo dos anos e deixou a porta aberta para uma possível colaboração futura, caso ele deseje regressar.  

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A sua saída marca o fim de um capítulo importante na história de 60 Minutes, e reflecte tanto escolhas profissionais e pessoais como um período de transição para o jornalismo televisivo tradicional num mundo mediático em rápida evolução

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