Nem todos os filmes de Anne Hathaway conquistam o público da mesma forma, e “Mother Mary” é precisamente o tipo de projeto que se resolve através do tempo — depois de uma passagem discreta pelas salas de cinema, o filme da A24 chega agora à HBO Max, já a 21 de agosto, dando-lhe uma segunda oportunidade junto de um público bem mais alargado.
Escrito e realizado por David Lowery, cineasta conhecido pela sensibilidade visual em obras como “A Ghost Story” e “O Regresso de Peter Pan”, “Mother Mary” segue Hathaway no papel de uma ícone pop de fama internacional, que se vê forçada a reconectar-se com a sua antiga figurinista, de quem se afastou há muito, interpretada por Michaela Coel, precisamente no momento em que se prepara para aquele que pode ser o grande regresso definidor da sua carreira. O filme mergulha em amizades complicadas, cicatrizes emocionais antigas e no custo pessoal — quase sempre invisível ao público — de viver permanentemente exposta entre fama e criatividade.
A produção, com um orçamento de 20 milhões de dólares, arrecadou apenas cerca de 3 milhões nas salas de cinema, um resultado comercial modesto que, no entanto, não reflete de forma justa a receção crítica ao trabalho de Hathaway, amplamente elogiado, nem o estilo visual arrojado e distintivo que Lowery imprimiu ao projeto. Como é já hábito nas produções da A24 desde a renovação do acordo de distribuição com a Warner Bros. Discovery, todos os lançamentos do estúdio passam a estrear em exclusivo na HBO Max antes de qualquer outra plataforma de streaming — e é exatamente esse acordo que traz agora “Mother Mary” para casa.
A narrativa dividiu opiniões precisamente pela sua abordagem pouco convencional: em vez de seguir a estrutura tradicional de um drama biográfico sobre fama e celebridade, “Mother Mary” opta por uma construção mais fragmentada e onírica, característica do estilo autoral de Lowery, que privilegia atmosfera e sensação sobre exposição narrativa direta. É esse mesmo elemento que gerou reações tão díspares entre a crítica e o público desde a estreia nas salas: para uns, um exercício de estilo genuinamente arrojado; para outros, uma experiência deliberadamente distante que dificulta a ligação emocional com a personagem central.
O elenco de apoio reúne ainda Hunter Schafer, Kaia Gerber e FKA twigs, um grupo de nomes que reflete bem o posicionamento do filme algures entre o cinema de autor mais exigente e a cultura pop contemporânea — um equilíbrio que, aliás, é também o tema central da própria história que conta. Para quem gosta de descobrir os títulos mais discutidos e divisivos do ano, “Mother Mary” chega agora à HBO Max como uma oportunidade de formar opinião própria.
“Cem Anos de Solidão” chega ao fim: o grande final estreia a 26 de agosto na Netflix
Primeiras imagens de “Tangled” em live-action reveladas no D23
Novo trailer de “Avengers: Doomsday” mostra Robert Downey Jr. a comandar um exército de Sentinelas



No comment yet, add your voice below!