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Kenneth Branagh quer voltar a dirigir Thor — e desta vez tem um argumento difícil de contrariar

Kenneth Branagh teve uma semana movimentada. Estreou em O Diabo Veste Prada 2 como Stuart, o novo marido de Miranda Priestly — um papel que, como toda a gente que viu o filme já sabe, não é propriamente tranquilo — e aproveitou a ronda de entrevistas para revelar que ainda tem contas por ajustar com outro universo: o da Marvel.

Em declarações ao Business Insider, o realizador de 65 anos confirmou que estaria disponível para regressar ao MCU para dirigir um novo filme do Thor. Branagh realizou o primeiro Thor em 2011 — o filme que lançou Chris Hemsworth e que estabeleceu o tom shakespeariano e ligeiramente absurdo que a personagem manteve ao longo de toda a franchise. “Definitivamente estava pronto para outro, com certeza, mas não naquele momento. As rodagens da Marvel são intensas”, disse. O “não naquele momento” de 2011 tornou-se entretanto numa ausência de quinze anos — mas o interesse, segundo as suas próprias palavras, manteve-se.

O momento em que Branagh faz estas declarações não é inocente. A Marvel está em plena reestruturação criativa após Vingadores: Juízo Final — que ocupa agora o segundo lugar do ranking de maiores bilheteiras de sempre — e o estúdio tem procurado activamente realizadores com visão própria para as próximas fases do universo. Thor não tem filme solo confirmado após Love and Thunder (2022), e a narrativa de Branagh — que recorda com nostalgia o processo de casting de Hemsworth e Hiddleston, e a escolha de Anthony Hopkins como Odin — soa menos a saudosismo e mais a candidatura subtil.

O detalhe que torna tudo isto mais divertido é o contexto imediato: Branagh estreou-se nesta semana num filme que critica implicitamente a “Marvel-ização” do cinema — as palavras são de Meryl Streep, que as disse enquanto promovia o mesmo filme onde Branagh tem um papel. O marido de Miranda Priestly quer dirigir Thor. Miranda Priestly diria que isso é tudo.

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