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Sam Raimi Cumpre Promessa e Dá Finalmente a Rachel McAdams o Papel Que Hollywood Lhe Devia

Depois de Doctor Strange, o realizador regressa à actriz com um papel sombrio e surpreendente em Send Help

Há promessas que Hollywood faz em silêncio — e que, felizmente, acabam por ser cumpridas. Sam Raimi revelou que ficou com a sensação clara de que Rachel McAdams foi subaproveitada em Doctor Strange in the Multiverse of Madness, e que saiu dessa experiência com uma ideia fixa: voltar a trabalhar com a actriz… mas agora a sério.

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Em declarações recentes à Total Film, Raimi não deixou margem para dúvidas. McAdams, que interpretou novamente a Dra. Christine Palmer no Universo Cinematográfico da Marvel, merecia muito mais espaço dramático. “Vi o quão talentosa ela é e senti que foi, de facto, subutilizada”, confessou o realizador. “Prometi a mim próprio que iria trabalhar com ela outra vez.”

Essa promessa materializou-se em Send Help, um thriller de sobrevivência que, apesar de partir de uma premissa aparentemente simples, se transforma num exercício cruel de tensão psicológica — e numa inesperada desconstrução da imagem pública de McAdams.

De figura calorosa a ameaça imprevisível

Em Send Help, Rachel McAdams interpreta Linda, uma executiva que sobrevive a um acidente de avião juntamente com o seu chefe Bradley, vivido por Dylan O’Brien. Isolados numa ilha deserta, os dois são obrigados a cooperar para sobreviver… mas rapidamente as tensões acumuladas do passado profissional emergem com violência.

O grande trunfo do filme está precisamente na transformação da personagem de McAdams. Conhecida por papéis empáticos e emocionalmente acessíveis, a actriz é aqui empurrada para um território mais sombrio. Raimi sublinha que essa inversão foi totalmente intencional: o público entra no filme a confiar nela — e isso torna a viragem ainda mais perturbadora.

Segundo o realizador, a ideia de escalar McAdams como potencial vilã partiu também da produtora Zainab Azizi, que destacou o facto de a actriz nunca ter explorado verdadeiramente esse lado mais cruel. O resultado, garante Raimi, é uma surpresa constante para o espectador.

Um thriller que recusa caminhos óbvios

Raimi descreve Send Help como um filme que não quer saber “quem fez o quê”, mas sim “o que vem a seguir”. Não há estrutura clássica de mistério nem conforto narrativo. O realizador aposta numa sucessão de viragens inesperadas, onde cada decisão parece levar o filme para um lugar que o público não antecipa.

Essa abordagem encaixa perfeitamente no ADN de Raimi, conhecido por brincar com expectativas desde The Evil Deadaté aos seus thrillers mais recentes. Aqui, a tensão nasce não apenas da sobrevivência física, mas da erosão moral das personagens — e da percepção de que ninguém é exactamente aquilo que parecia ser no início.

Um reencontro que já está a dar frutos

Send Help encontra-se actualmente em exibição nos cinemas e está no bom caminho para alcançar o primeiro lugar do box office norte-americano no seu segundo fim-de-semana, mesmo competindo com a atenção mediática do Super Bowl. Um sinal claro de que a aposta de Raimi não foi apenas artística, mas também estratégica.

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Para Rachel McAdams, este papel pode marcar um ponto de viragem na sua carreira recente. Para Sam Raimi, é a confirmação de que, às vezes, cumprir uma promessa pessoal pode resultar num dos filmes mais inquietantes do ano.

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