Quando a realidade bate à porta… vinda de casa
Mesmo para alguém que já viveu de tudo em Hollywood, há momentos capazes de apanhar qualquer um desprevenido. Ben Affleck revelou recentemente um desses episódios durante a sua participação no programa Jimmy Kimmel Live! — e a reacção foi de genuíno espanto.
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O actor contou que o filho mais novo, Samuel, de apenas 13 anos, lhe pediu… dinheiro para apostar em desporto. Cem dólares, mais precisamente. Um pedido que deixou Affleck completamente incrédulo, não apenas pela idade do rapaz, mas pela naturalidade com que a proposta foi apresentada, acompanhada de um argumento curioso: se perdesse o dinheiro, ficava por ali.
Entre o choque e o humor, Affleck descreveu o momento como um daqueles em que os pais percebem que o mundo mudou — e talvez mais depressa do que gostariam.

Uma conversa desconcertante (e reveladora)
Segundo o actor, Samuel explicou que os amigos também apostavam valores semelhantes, sempre com um “limite moral” muito claro: perde-se uma vez e pronto. Affleck, entre risos, ironizou sobre a suposta disciplina financeira do grupo, imaginando o filho a regressar horas depois com análises detalhadas sobre apostas da NFL e probabilidades da segunda parte.
O tom leve não escondeu, no entanto, um desconforto real. Afinal, estamos a falar de um adolescente de 13 anos a pedir dinheiro para apostas — um sinal claro de como o acesso a esse tipo de conteúdos se tornou banalizado entre os mais novos.
Um passado familiar ligado às apostas

A história ganhou ainda mais peso quando Affleck revelou um detalhe pessoal pouco conhecido: o seu pai, Timothy Byers Affleck, foi bookie durante parte da juventude do actor. Um negócio informal, ligado a bares e apostas desportivas, que ajudou a sustentar a família numa fase financeiramente difícil.
Com humor agridoce, Affleck recordou como algumas conquistas materiais da infância — como a primeira máquina de lavar roupa ou o primeiro vídeo — estavam directamente ligadas às apostas perdidas por quem insistia em confiar nos New England Patriots da época. Uma memória que mistura nostalgia, ironia e a consciência de que se tratava de uma actividade ilegal e socialmente mal vista.
Criar filhos com os pés bem assentes na terra
Hoje multimilionário, Ben Affleck faz questão de sublinhar que tenta educar os filhos — Violet, Seraphina e Samuel — de forma simples e realista, em conjunto com a ex-mulher, Jennifer Garner. E não é a primeira vez que essa filosofia se torna pública.
Há cerca de um ano, o actor tornou-se viral ao recusar comprar ao filho uns ténis Dior Air Jordan 1, avaliados em cerca de seis mil dólares. A resposta foi clara: se os quisesse, teria de trabalhar. “Cortar muitas relvas”, nas palavras do próprio Affleck.
Mais tarde, explicou que acredita profundamente na importância de ensinar o valor do trabalho e do dinheiro. Para ele, dar tudo aos filhos sem esforço é um erro que os prejudica a longo prazo. O exemplo mais concreto disso é o facto de Violet e Seraphina já terem tido vários empregos, apesar do conforto financeiro da família.
Uma lição que vai além da anedota
O episódio contado no Jimmy Kimmel Live! pode arrancar gargalhadas, mas levanta questões muito actuais sobre educação, dinheiro, influência dos pares e a normalização das apostas junto dos mais jovens. Vindo de uma estrela de Hollywood, o relato ganha ainda mais impacto — precisamente porque mostra que, independentemente da fama ou fortuna, os dilemas da parentalidade são universais.
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E, pelos vistos, nem Ben Affleck estava preparado para esta aposta inesperada. 🎲



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