Os 10 Melhores Filmes de Acção de Vin Diesel — muito além dos carros

Vin Diesel é um dos actores mais subestimados do cinema de acção — não porque o seu talento dramático seja excepcional, mas porque a franchise que o tornou famoso é frequentemente tratada com condescendência que não merece. Com o 25.º aniversário do primeiro Velocidade & Paixão a ser celebrado esta semana em Cannes, é o momento certo para olhar para a totalidade de uma carreira de acção que vai muito além de Dom Toretto.

10. Os Guardiões da Galáxia (2014) Tecnicamente é apenas a sua voz — e um corpo de captura de movimentos. Mas “I am Groot” dito com mais emoção do que muitos actores conseguem com um monólogo completo é uma conquista que merece reconhecimento. Groot é um dos personagens mais queridos do MCU e Diesel é a sua única voz possível.

9. Velocidade Furiosa 8 (2017) A oitava entrada da saga é onde a franchise atingiu o seu pico de absurdo glorioso — Charlize Theron como a vilã ciberterrorista Cipher, uma perseguição com um submarino nuclear e Dom Toretto a trair a sua família por razões que só fazem sentido se não se pensar demasiado. É exactamente o que devia ser.

8. Velocidade Furiosa 6 (2013) Justin Lin dirigiu a melhor sequência de acção da franchise — um avião de carga numa pista de aterragem de 45 quilómetros que desafia todas as leis da física com um prazer evidente. É o filme que consolidou a transformação da saga de corridas de rua em espionagem de escala global.

7. Riddick (2013) O terceiro filme da saga Pitch Black foi financiado em parte pelo próprio Diesel quando nenhum estúdio quis apostar nele. O resultado é um filme de ficção científica de sobrevivência brutal e eficaz, com Diesel no seu elemento mais natural: isolado, em modo predador, contra tudo e todos. É o Diesel mais despido de franchise e mais honesto como presença física.

6. The Last Witch Hunter (2005) Vin Diesel como um guardião imortal de uma criança com poderes sobrenaturais em Moscovo — uma premissa de ficção científica que o actor produziu e protagonizou por amor ao material. É um filme imperfeito mas genuinamente ambicioso, e a única vez que Diesel tentou construir um universo cinematográfico completamente fora de qualquer franchise existente.

5. Velocidade Furiosa 5 (2011) O filme que reinventou a franchise. Justin Lin e o argumentista Chris Morgan perceberam que a solução para a fadiga da saga era escalar tudo ao máximo — Rio de Janeiro, Dwayne Johnson, um cofre de aço arrastado por dois carros pelas ruas de uma favela. Funcionou. Fast Five é o melhor filme de heist da franchise e o ponto de viragem que a tornou numa das mais lucrativas da história.

4. xXx (2002) Rob Cohen — o mesmo realizador do primeiro Velocidade Furiosa — voltou a trabalhar com Diesel neste thriller de espionagem onde um extremista desportivo é recrutado pela CIA para uma missão que agentes convencionais não conseguem fazer. Xander Cage é a versão de Diesel de James Bond — mas com snowboard, motas e muito menos fato. Fez 277 milhões de dólares globalmente e confirmou que Diesel podia sustentar uma franchise fora dos carros. A sequela sem ele provou exactamente o contrário.

3. Pitch Black (2000) O filme que criou Riddick e revelou que Vin Diesel podia ser uma estrela de acção sem precisar de um sorriso. David Twohy dirigiu um thriller de ficção científica de baixo orçamento com uma premissa simples — sobreviver num planeta escuro cheio de criaturas que matam à luz — e Diesel entregou uma performance física e vocal que ainda hoje define o personagem.

2. Velocidade Furiosa (2001) O original. Rob Cohen pegou em Ponto de Ruptura, substituiu o surf por corridas de rua ilegais em Los Angeles, e Vin Diesel como Dom Toretto tornou-se instantaneamente numa figura de culto. É um filme simples sobre lealdade, família e carros muito modificados — e a química entre Diesel e Paul Walker é a razão pela qual ainda funciona vinte e cinco anos depois.

1. Velocidade Furiosa 7 (2015) O filme mais emotivo da franchise, inevitavelmente. A conclusão da participação de Paul Walker — que morreu durante as filmagens — foi tratada com uma delicadeza e uma honestidade que o blockbuster raramente consegue. A cena final, com os dois carros a separarem-se numa estrada de montanha, é um dos momentos mais tocantes do cinema de acção da última década.

“Diários de uma Princesa 3”: Anne Hathaway vai ser rainha — e Chris Pine provavelmente também volta

Existe um castelo algures na Europa alugado e à espera. A autora dos livros originais, Meg Cabot, confirmou-o em Maio: “Um dia ela vai aparecer no castelo que realmente alugámos e que está ali à espera.” O “ela” é Anne Hathaway. O castelo é Genóvia. E o filme é Diários de uma Princesa 3, que está em desenvolvimento há anos e que finalmente parece ter encontrado o seu caminho.

A realizadora Adele Lim disse à Variety esta semana que o projecto “está a correr bem” e que a premissa mudou deliberadamente de uma história sobre uma princesa para uma história sobre uma rainha. “Há tantos filmes de realização de sonhos para princesas. Não temos muitos filmes de realização de sonhos para rainhas. É isso que queremos fazer — mostrar uma mulher no pleno do seu poder.”

Cabot foi mais longe numa recente aparição pública em Nova Iorque, confirmando que Chris Pine — que interpretou o Príncipe Nicholas no segundo filme — regressa: “Há um papel para toda a gente. Robert Schwartzman está. Chris Pine, obviamente, está — embora ele diga que não, mas está.” A formulação é exactamente o tipo de negação que confirma tudo o que nega. Variety

Lim confirmou também que o filme vai ser rodado em parte na Europa — “vamos poder mostrar Genóvia em toda a sua glória” — e que os fãs dos filmes originais podem “esperar muitos regressos divertidos” do elenco. Julie Andrews, que interpretou a Rainha Clarisse, não foi especificamente mencionada, mas a sua presença na franchise tornou-se tão central que seria difícil imaginar o filme sem ela.

O que ainda não existe é data de rodagens confirmada ou greenlight formal do estúdio — o que significa que o filme não chegará aos cinemas em 2026 e possivelmente não em 2027. Mas o castelo está alugado, o argumento está a ser escrito por Flora Greeson, e Anne Hathaway está comprometida. Para uma franchise que esteve em limbo durante quase uma década após a morte do realizador original Garry Marshall em 2016, isso é mais do que suficiente para acreditar que desta vez é mesmo a sério.

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Sebastian Stan e Annabelle Wallis vão ser pais — o Soldado de Inverno e Grace de “Peaky Blinders” à espera do primeiro filho

Sebastian Stan e Annabelle Wallis estão à espera do primeiro filho juntos, confirmou o Deadline esta semana, após quase quatro anos de namoro. É a primeira vez que ambos serão pais.

Stan, de 43 anos, é um dos actores mais reconhecíveis do MCU — Bucky Barnes, o Soldado de Inverno, que acompanhou a saga desde Capitão América: O Primeiro Vingador em 2011 até Falcon and the Winter Soldier. Fora do universo Marvel, tem construído uma carreira paralela de escolhas deliberadamente arriscadas: I, Tonya, Pam & Tommy, e o recente A Different Man, de Aaron Schimberg, que lhe valeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor e o prémio de melhor actor em Berlim. É um dos actores da sua geração com o percurso mais interessante entre o mainstream e o cinema de autor.

Wallis, de 41 anos, é conhecida em Portugal principalmente pelo papel de Grace Burgess em Peaky Blinders — a cantora irlandesa que se torna no grande amor de Tommy Shelby e cuja saída da série continua a ser um dos momentos mais discutidos pelos fãs. Tem também no currículo Missão: Impossível — Nação Proscrita, Annabelle e Mortdecai. Os dois foram fotografados juntos pela primeira vez em Julho de 2022 e mantiveram a relação com uma discrição considerável desde então.

A notícia foi confirmada pelo Deadline sem adicionais detalhes sobre a data prevista. O filho do Soldado de Inverno e de Grace Shelby vai ter uns pais com um currículo cinematográfico considerável para estar à altura.

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Esta quarta-feira à meia-noite, o Grande Auditório Lumière do Palácio dos Festivais de Cannes vai receber uma sessão especial para celebrar os 25 anos do primeiro Velocidade & Paixão. Vin Diesel, Jordana Brewster, Michelle Rodriguez e o produtor Neal H. Moritz estarão presentes. E Meadow Walker, a filha de Paul Walker, também estará na Croisette — em memória do pai.

Paul Walker morreu em Novembro de 2013, durante as filmagens do sétimo filme da saga, num acidente de viação em Valência, Califórnia. Tinha 40 anos. Meadow tinha 15. Nos anos que se seguiram, tornou-se numa das presenças mais discretas e ao mesmo tempo mais emotivas nas aparições públicas relacionadas com a franchise — presente nos momentos que importam, ausente no ruído que não importa. A sua presença em Cannes esta noite é exactamente isso: um gesto simples e pesado ao mesmo tempo.

O primeiro Velocidade & Paixão, realizado por Rob Cohen, estreou a 22 de Junho de 2001 com um orçamento de 38 milhões de dólares e fez 207 milhões globalmente — números modestos para o que viria a ser uma das franchises mais lucrativas da história do cinema, com mais de 7 mil milhões de dólares acumulados ao longo de onze filmes. A premissa era simples: um polícia que se infiltra numa gang de corridas de rua em Los Angeles e acaba por se tornar parte da família que devia investigar. Era Ponto de Ruptura com carros tuned, e funcionou porque Vin Diesel e Paul Walker tinham uma química que nenhum argumento tinha de justificar — estava simplesmente lá.

Vinte e cinco anos depois, a franchise está a preparar o décimo segundo filme — o segundo de dois filmes que fecham a saga de Dom Toretto — e Vin Diesel continua a ser a sua alma e o seu motor. Mas é a presença de Meadow Walker esta noite em Cannes, numa sala cheia de pessoas que cresceram com o pai dela, que vai ser o momento que toda a gente vai lembrar amanhã.

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“18 Buracos para o Paraíso”: o Alentejo em chamas e três mulheres perante o fim de um mundo

Há um detalhe no título de 18 Buracos para o Paraíso que não é imediato mas que, depois de se saber do que o filme trata, faz todo o sentido: dezoito buracos é uma volta completa de golfe — o desporto que mais transforma a paisagem do interior sul de Portugal, que mais consome água numa região que a não tem, que melhor simboliza a especulação imobiliária que está a redesenhar o Alentejo à imagem dos que chegam com dinheiro e não com raízes. João Nuno Pinto não escolheu o título por acidente.

O novo filme do realizador português chega às salas a 11 de Junho, distribuído pela NOS Audiovisuais, e é o tipo de cinema que o mercado português raramente produz com esta ambição temática: um retrato do colapso ambiental contemporâneo contado através de três perspectivas femininas distintas sobre os mesmos acontecimentos, num Alentejo sufocado pela seca e pela pressão de uma venda imobiliária que vai apagar um mundo. Margarida Marinho, Beatriz Batarda e Rita Cabaço protagonizam — uma tríade que cobre gerações e classes sociais diferentes e que o argumento usa para revelar como a mesma realidade pode ser lida de formas completamente opostas dependendo de quem a vive.

A história instala-se numa herdade no interior sul de Portugal, num verão de calor extremo. Uma família prepara-se para vender as terras herdadas do pai — pressionada pela especulação, fragilizada pela seca prolongada. As irmãs Francisca e Catarina, proprietárias, e Susana, filha da empregada da herdade, vêem o seu destino cruzar-se num espaço que as liga a todas mas que as coloca em lados diferentes de uma herança de poder patriarcal que o calor está a fazer ferver. Quando um incêndio cerca a região e impede todos de sair, as personagens são forçadas a confrontar o que evitaram durante anos.

Pinto, que viveu no Alentejo, fala do território com a familiaridade de quem conhece a diferença entre o Alentejo que existe e o Alentejo que os outros imaginam. “Esta é, na sua essência, uma história sobre o fogo — tanto literal como metafórico, nascido de um pensamento predatório, uma forma de ver o mundo que continua a dominar e a empurrar-nos em direcção ao abismo.” É uma declaração de intenções que situa o filme claramente no território do cinema político — não o cinema de tese, mas o cinema que usa a intimidade das personagens para falar de algo maior.

18 Buracos para o Paraíso é também o primeiro filme português a receber a certificação Green Film, que distingue produções ambientalmente responsáveis — um dado que não é apenas simbólico num filme sobre colapso ambiental. As sessões contarão com audiodescrição e legendas descritivas em sala, promovidas pela AMPLA, garantindo acesso a pessoas cegas, com baixa visão, surdas ou com deficiência auditiva. A estreia é a 11 de Junho.

“Mestres da Ilusão: Nada é o Que Parece” estreia esta sexta no TVCine — e os Quatro Cavaleiros estão de volta dez anos depois

Dez anos é muito tempo para um truque de magia. É também o intervalo entre Mestres da Ilusão 2 e este terceiro capítulo da saga que, desde 2013, transformou o ilusionismo em cinema de acção inteligente — com uma fórmula que mistura Ocean’s Eleven com Criss Angel e resulta melhor do que devia. Mestres da Ilusão: Nada é o Que Parece estreia esta sexta-feira, 15 de Maio, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

A história retoma os Quatro Cavaleiros — o colectivo de ilusionistas que nos filmes anteriores usou a magia para expor esquemas de corrupção à escala global — numa missão ainda mais ambiciosa: roubar o lendário Diamante Coração a Veronika Vanderberg, uma magnata do crime interpretada por uma actriz ainda não revelada pela produção. O que começa como um assalto meticulosamente planeado transforma-se, inevitavelmente, numa operação de alto risco onde cada passo revela uma nova camada de engano — e onde a linha entre os manipuladores e os manipulados nunca é clara até ao último momento.

Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Isla Fisher e Dave Franco regressam aos papéis que construíram ao longo de uma década, acompanhados por Andrew Santino e por uma nova geração de jovens ilusionistas que trazem ao grupo dinâmicas e técnicas que os Cavaleiros originais não dominam. É exactamente o tipo de renovação de franchise que funciona quando é feita com cuidado — não substituir o que funcionou, mas acrescentar-lhe tensão geracional.

A realização é de Ruben Fleischer — o mesmo de Zombieland e Venom — que herda a cadeira de Louis Leterrier, realizador dos dois primeiros filmes. Fleischer tem um historial de filmes de acção com humor e ritmo acelerado que o torna uma escolha coerente para uma saga que nunca se levou demasiado a sério. A promessa da produção é um filme com hologramas, perseguições, jogos de manipulação e reviravoltas que dificilmente chegarão ao ecrã sem pelo menos uma que ninguém esperava.

Esta sexta-feira, 15 de Maio, às 21h30. TVCine Top e TVCine+.

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