Eric Kripke foi directo quando lhe perguntaram se Vought Rising vai tentar tornar Stormfront numa personagem simpática: “De forma alguma pedirei ao público para simpatizar com a Stormfront. Ela é uma nazi e é horrível.” É uma declaração que diz muito sobre o tom da série — e sobre a forma como Kripke quer distinguir o prequel da tendência de redenção retroactiva que frequentemente aflige as origens de vilões.
Vought Rising é descrita pelos criadores como um “twisted murder mystery sobre as origens da Vought nos anos 50, as primeiras aventuras de Soldier Boy e as manobras diabólicas de uma Supe conhecida pelos fãs como Stormfront, que na altura atendia pelo nome de Clara Vought.” Jensen Ackles e Aya Cash regressam aos papéis de Soldier Boy e Stormfront que interpretaram em The Boys, acompanhados por Elizabeth Posey, Will Hochman e Mason Dye no elenco principal. As filmagens terminaram em Março de 2026 e a série está agora em pós-produção, com estreia prevista para 2027 no Prime Video.

O contexto da série é mais rico do que o título sugere. Os anos 50 americanos — a Guerra Fria, o Red Scare, o McCarthyismo, a paranóia sobre comunistas e inimigos internos — são exactamente o tipo de terreno onde a brutalidade satírica de The Boys pode ir buscar novos combustíveis. O primeiro episódio intitula-se precisamente “Red Scare” — uma declaração de intenções que não deixa dúvidas sobre o ângulo político da série. Kripke garantiu ainda que a série funciona independentemente de se ter visto The Boys, após testes de audiência com espectadores sem qualquer contexto do universo que reagiram positivamente.
Para quem acompanhou The Boys até ao fim da quinta temporada — disponível no Prime Video em Portugal — Vought Rising é a próxima paragem obrigatória no universo. Para quem nunca viu, pode ser uma porta de entrada inesperadamente acessível.
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