Cinemas NOS Amoreiras Fazem História com a Primeira Sala Permanente de Cinema Português

Uma semana, sete filmes e um compromisso claro com o futuro do cinema nacional

Há decisões que não são apenas simbólicas — são estruturais. A inauguração da Sala de Cinema Português nos Cinemas NOS Amoreiras, marcada para 12 de Fevereiro, é uma dessas decisões. Pela primeira vez, um grande complexo comercial em Lisboa passa a ter uma sala dedicada de forma permanente ao cinema português, afirmando-se como casa regular da produção nacional e não apenas como palco ocasional de excepções  .

Para assinalar este momento, a NOS preparou um ciclo inaugural com um conceito simples e eficaz: “7 dias, 7 filmes”, de 12 a 18 de Fevereiro, apresentando sete obras portuguesas que vão estrear comercialmente ao longo de 2026. Não se trata de um olhar para o passado, mas de uma aposta clara no presente e no futuro do cinema feito em Portugal.

Um ciclo que mostra a diversidade do cinema português contemporâneo

O alinhamento escolhido para esta semana inaugural funciona quase como um retrato em miniatura do cinema nacional actual: diferentes géneros, diferentes sensibilidades e diferentes gerações de realizadores, reunidos num mesmo espaço e com o mesmo objectivo — chegar ao público.

Os filmes que integram o ciclo são:

  • O Entroncamento, de Pedro Cabeleira
  • O Barqueiro, de Simão Cayatte
  • Projecto Global, de Ivo M. Ferreira
  • Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa
  • Maria Vitória, de Mário Patrocínio
  • Match, de Duarte Neves
  • Terra Vil, de Luís Campos

Sete filmes, sete olhares, sete propostas distintas que demonstram como o cinema português contemporâneo está longe de ser monolítico — e como merece espaço regular nas salas comerciais.

Cinema português… com criadores presentes

Outro dos aspectos mais relevantes desta iniciativa é a presença de realizadores e membros do elenco nas sessões, promovendo conversas com o público após as exibições. Estes momentos de proximidade são fundamentais para criar uma relação mais directa entre quem faz os filmes e quem os vê, algo que o cinema português raramente consegue em contexto de exibição comercial regular.

Mais do que eventos pontuais, estas sessões reforçam a ideia de que esta sala não é um gesto decorativo, mas um espaço vivo, pensado para fomentar diálogo, curiosidade e fidelização de público.

Uma aposta que não fica por aqui

O ciclo inaugural é apenas o começo. A partir de agora, os Cinemas NOS Amoreiras passam a integrar uma rede de salas com programação diária de cinema português, juntando-se aos Cinemas NOS Alameda Shopping e ao Cinemas NOS Alma Shopping.

Segundo Nuno Aguiar, director da NOS Cinemas, esta iniciativa sublinha o papel activo da empresa na criação de um ecossistema cultural mais forte, diverso e sustentável, onde o cinema nacional deixa de ser uma nota de rodapé e passa a ter visibilidade contínua.

Um passo necessário — e há muito esperado

Durante décadas, falou-se da dificuldade do cinema português em encontrar espaço nas salas. Esta iniciativa não resolve todos os problemas, mas ataca um dos mais antigos: a falta de continuidade. Uma sala permanente muda hábitos, cria rotinas e permite que os filmes encontrem o seu público com tempo — algo essencial para qualquer cinematografia.

De 12 a 18 de Fevereiro, o ciclo 7 dias, 7 filmes inaugura oficialmente esta nova fase. A partir daí, o cinema português passa a ter, nas Amoreiras, algo que sempre lhe faltou: uma casa fixa.

Devoradores de Estrelas: Ryan Gosling Parte Sozinho para Salvar a Humanidade

Trailer revelado no Super Bowl mostra missão impossível, amizade improvável e ficção científica com coração

O Super Bowl voltou a servir de montra privilegiada para o grande cinema — e desta vez foi a Amazon MGM Studios a aproveitar o momento para revelar o novo trailer de Devoradores de Estrelas, a aguardada adaptação do romance de Andy Weir que coloca Ryan Gosling no centro de uma missão desesperada para salvar a Terra.

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Baseado no livro homónimo do autor de Perdido em Marte, o filme acompanha Ryland Grace, um professor de ciências que acorda sozinho numa nave espacial, sem memória de quem é — ou de como ali chegou. Pouco a pouco, percebe que foi enviado numa missão suicida: descobrir a origem de um fenómeno cósmico que está a provocar o colapso energético do Sol… e de todas as estrelas semelhantes no Universo conhecido.

Se falhar, a Humanidade extingue-se.

Uma missão solitária… até deixar de o ser

O novo trailer introduz finalmente uma das figuras mais aguardadas pelos leitores do livro: Rocky, uma criatura alienígena que Ryland Grace encontra algures no espaço profundo. Longe de ser uma ameaça, Rocky revela-se um aliado improvável, enfrentando exactamente o mesmo problema — o fenómeno que ameaça a Terra está também a destruir o seu planeta.

Com a voz dobrada por James Ortiz, Rocky torna-se rapidamente o coração emocional do filme. A relação entre os dois personagens, construída com base na cooperação, curiosidade científica e comunicação improvável, promete ser o grande trunfo da adaptação cinematográfica.

Como explicou um dos realizadores, “esta é uma história sobre colaboração e sobre aquilo que é possível alcançar quando trabalhamos juntos, mesmo quando viemos de mundos completamente diferentes”.

Ficção científica com humor, emoção e escala

A realização de Devoradores de Estrelas está a cargo de Phil Lord e Christopher Miller, a dupla responsável por projectos tão distintos como Anjos da Lei e a trilogia Aranhaverso. Este é o primeiro projecto live-action que realizam desde 2014, depois de uma década de enorme sucesso na animação.

O argumento foi escrito por Drew Goddard, que já tinha adaptado Andy Weir em Perdido em Marte, outro caso exemplar de ficção científica centrada na ciência, na persistência humana e numa inesperada leveza de tom.

Apesar do orçamento elevado — cerca de 150 milhões de dólares —, tudo indica que Devoradores de Estrelas não será apenas um espectáculo visual, mas também uma história profundamente humana, onde o humor surge como mecanismo de sobrevivência emocional num cenário absolutamente extremo.

Um passado turbulento… e um regresso em força

Antes deste filme, Lord e Miller tinham sido inicialmente contratados pela Disney para realizar Solo: Uma História Star Wars, mas acabaram afastados do projecto, substituídos por Ron Howard. Devoradores de Estrelas representa, assim, uma espécie de redenção em grande escala no cinema live-action, agora com total controlo criativo.

O elenco inclui ainda Sandra HüllerKen Leung, Milana Vayntrub e Lionel Bryce, numa produção assinada por nomes de peso como Amy Pascal, o próprio Gosling e Andy Weir.

Quando estreia Devoradores de Estrelas?

A Amazon MGM confirmou que Devoradores de Estrelas chega aos cinemas em Março, com estreia internacional marcada para 20 de Março de 2026 em vários territórios. A data exacta para Portugal deverá alinhar-se com essa janela, faltando apenas confirmação oficial da distribuição nacional.

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Até lá, o trailer deixa uma certeza: estamos perante um dos grandes filmes de ficção científica do ano — não apenas pelo espectáculo espacial, mas pela promessa de uma história onde a ciência, a amizade e a empatia podem, literalmente, salvar o Universo.

Yoshi Faz Aquilo Que Todos Esperavam: Novo Teaser de Super Mario Galaxy Assume o Absurdo e Conquista os Fãs

O dinossauro verde engole um inimigo, cospe um ovo e confirma que o espírito Mario está bem vivo no novo filme da Nintendo e da Illumination

Era apenas uma questão de tempo. Desde que Yoshi foi sugerido no final de The Super Mario Bros. Movie, havia uma pergunta que pairava no ar entre os fãs: quando é que o íamos ver fazer aquilo que faz melhor? O novo teaser de Super Mario Galaxy, divulgado esta semana, responde finalmente — e sem qualquer pudor — mostrando Yoshi a engolir um inimigo inteiro e a devolvê-lo ao mundo… em forma de ovo.

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O momento dura apenas alguns segundos, mas é suficiente para provocar gargalhadas, nostalgia e uma sensação clara de alívio criativo. Sim, este filme sabe exactamente o que é. E não tem vergonha nenhuma disso.

O momento do ovo… e da confirmação

Nos instantes finais do teaser de 30 segundos, Yoshi surge frente a frente com Kamek. O confronto é apresentado em câmara lenta, com uma solenidade quase épica — apenas para ser imediatamente sabotado pela lógica cartoonesca do universo Mario. Yoshi abre a boca, engole Kamek inteiro e vira-se de costas para a câmara. O som clássico de “ovo” ecoa. Um ovo verde com os óculos de Kamek é projectado para dentro de um cockpit… e Yoshi assume calmamente o lugar de piloto.

É absurdo, autoconsciente e perfeitamente fiel à lógica da série. Mais do que uma piada visual, é uma declaração de intenções: Super Mario Galaxy não quer parecer “adulto” nem “cinematograficamente sério”. Quer ser Mario — em toda a sua glória disparatada.

Bowser Jr. sobe ao palco

O teaser não vive apenas do gag final. Logo na abertura, Bowser Jr. proclama solenemente: “The great battle of my life draws near!” Uma fala inédita que sugere um papel mais central do vilão no novo filme. Segue-se uma sequência de várias aeronaves a cercar um planeta de aparência ameaçadora — possivelmente a armada pessoal de Bowser Jr. — num momento que aponta para uma escala mais ambiciosa do que a do filme anterior.

Há ainda tempo para um plano deliciosamente simples: Yoshi sentado numa mota, a dizer apenas “Vroom vroom”. Porque, claro, isto é um filme onde um dinossauro verde anda de mota e faz sons de motor com a boca. E isso é maravilhoso.

Peach, Toad e uma cidade saída de um delírio retro-futurista

Um dos segmentos mais interessantes do teaser afasta-se momentaneamente do humor físico para apostar na construção de mundo. Peach e Toad surgem juntos numa cidade iluminada por néons, com uma estética claramente cyberpunk e recheada de referências ao universo Nintendo.

As imagens passam rapidamente, mas há detalhes que saltam à vista: figuras pixelizadas que evocam os primeiros jogos da série, um bar com temática arcade frequentado por capangas de Bowser, e — talvez o pormenor mais delicioso — um gigantesco logótipo da Nintendo 64 a girar lentamente no topo de um edifício. Um piscar de olho descarado à era dourada da consola, pensado claramente para quem cresceu com o comando tridente nas mãos.

A entrada de Peach e Toad nesse bar, rodeados por inimigos que interrompem subitamente as suas bebidas, sugere que esta visita à cidade não será exactamente pacífica. Entre nostalgia, ameaça e humor visual, o filme parece querer equilibrar vários tons sem nunca perder identidade.

Um entusiasmo cuidadosamente alimentado

Illumination e a Nintendo têm vindo a dosear a promoção de Super Mario Galaxy com uma sucessão constante de teasers, revelações de personagens e novos actores de voz. Cada novo material parece acrescentar mais uma camada de referências — algumas óbvias, outras profundamente enterradas na história da série.

Este novo teaser não revela muito sobre a narrativa global, mas cumpre algo igualmente importante: tranquiliza os fãs. Mostra que o filme compreende o ADN de Mario, abraça o humor infantil sem cinismo e não tem medo de ser ridículo quando é suposto sê-lo.

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A espera já não é longa. Super Mario Galaxy estreia em Abril de 2026 e, se este teaser servir de indicador, Yoshi vai finalmente ter o protagonismo que merece — língua comprida, ovos incluídos.

Colin Farrell em Estado Puro: Três Filmes, Três Rostos e um Actor em Plena Maturidade no Cinemundo

O Canal Cinemundo celebra o talento camaleónico de Colin Farrell com um ciclo imperdível em Fevereiro

Há actores que passam pelo cinema. E há actores que se transformam dentro dele. Colin Farrell pertence claramente ao segundo grupo. Em Fevereiro, o Canal Cinemundo dedica-lhe o estatuto de Estrela do Mês, com um ciclo que percorre diferentes fases da sua carreira — e, sobretudo, diferentes maneiras de ocupar o ecrã com intensidade, ambiguidade e humanidade.

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Depois do início do especial, o verdadeiro coração deste ciclo bate a partir de 13 de Fevereiro, com três filmes que mostram Farrell em registos muito distintos: o épico histórico, o thriller urbano de prestígio e a acção contemporânea de moral cinzenta. Três personagens, três mundos, o mesmo actor impossível de ignorar.

Um actor de excessos, quedas e reinvenções

Durante anos, Colin Farrell foi visto como uma estrela em permanente combustão: talento bruto, escolhas irregulares, carisma indiscutível. Mas o tempo — e uma série de decisões artísticas cada vez mais conscientes — transformaram-no num dos actores mais interessantes da sua geração. Hoje, Farrell é sinónimo de risco, de entrega e de personagens marcadas por contradições profundas.

Este ciclo do Cinemundo funciona quase como uma pequena retrospectiva não oficial dessa evolução.

Alexandre, o Grande — O peso de carregar um mito

📅 13 de Fevereiro | 20:20

VAL KILMER as King Philip and COLIN FARREL as Alexander the Great in the action adventure drama ÒAlexander,Ó distributed by Warner Bros. Pictures.PHOTOGRAPHS TO BE USED SOLELY FOR ADVERTISING, PROMOTION, PUBLICITY OR REVIEWS OF THIS SPECIFIC MOTION PICTURE AND TO REMAIN THE PROPERTY OF THE STUDIO. NOT FOR SALE OR REDISTRIBUTION.

Em Alexandre, o Grande, Farrell assume talvez o desafio mais ingrato da sua carreira: dar corpo e alma a uma figura histórica esmagadora, sob a realização igualmente excessiva de Oliver Stone. O resultado é um filme grandioso, imperfeito, mas fascinante, onde o actor expõe sem filtros a ambição, a fragilidade e o delírio de grandeza de Alexandre.

Não é apenas um épico de batalhas — é o retrato de um homem consumido pela própria lenda. E Farrell, ainda longe da maturidade actual, já mostrava aqui uma coragem interpretativa rara.

Viúvas — O silêncio como arma

📅 20 de Fevereiro | 20:20

Se Alexandre é feito de excessos, Viúvas vive de contenção. Realizado por Steve McQueen, este thriller elegante e politicamente afiado oferece a Farrell um dos seus papéis mais subtis — e mais inquietantes.

Aqui, ele interpreta um político envolvido num submundo de corrupção, privilégio e violência estrutural. Não precisa de gritar nem de dominar cada cena: o poder está nos gestos mínimos, nos silêncios desconfortáveis, na sensação constante de ameaça. É o Farrell da maturidade total, capaz de ser perturbador sem nunca parecer óbvio.

Ava — Moral cinzenta em modo sobrevivência

📅 27 de Fevereiro | 20:20

O ciclo fecha com Ava, um thriller de acção protagonizado por Jessica Chastain, onde Farrell surge num registo mais físico, mas não menos interessante. O seu personagem funciona como uma presença ambígua num universo onde ninguém é verdadeiramente inocente.

É um Farrell mais discreto, mas essencial para o equilíbrio do filme — alguém que conhece bem as regras do jogo e sabe quando quebrá-las. Um papel que confirma algo importante: mesmo em projectos mais comerciais, o actor nunca abdica de complexidade.

Três filmes, um retrato coerente

Vistos em conjunto, estes três títulos ajudam a perceber porque Colin Farrell deixou de ser apenas uma “estrela” para se tornar um actor de referência. Do épico histórico ao cinema de autor disfarçado de thriller, passando pela acção moderna, o fio condutor é sempre o mesmo: personagens feridas, moralmente instáveis, profundamente humanas.

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O Canal Cinemundo acerta ao apostar neste ciclo em horário nobre. Não é apenas uma homenagem — é um convite a redescobrir um actor que continua a surpreender, filme após filme.

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Disclosure Day junta Emily Blunt e Josh O’Connor num thriller de ficção científica sobre o momento em que deixamos de estar sozinhos

Há regressos que parecem inevitáveis. Sempre que Steven Spielberg decide olhar novamente para o céu, o cinema pára para escutar. Durante o Super Bowl, a Universal Pictures revelou o novo trailer de Disclosure Day, um thriller de ficção científica que promete recuperar uma das obsessões centrais do realizador: o contacto com o desconhecido — e as consequências emocionais, políticas e humanas desse momento.

O trailer não perde tempo a criar inquietação. Entre imagens de pânico contido, transmissões televisivas interrompidas e uma sequência particularmente impressionante em que duas personagens saltam de um comboio em andamento, o filme coloca uma pergunta simples e perturbadora: se alguém provasse que não estamos sozinhos no Universo, isso tranquilizar-nos-ia… ou destruir-nos-ia?

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Uma revelação transmitida em directo

Emily Blunt interpreta uma meteorologista de Kansas City que vê a sua vida — e a normalidade do mundo — colapsar durante uma emissão em directo, quando é subitamente dominada por uma força extraterrestre inexplicável. O trailer sugere que este momento será o gatilho para uma cadeia de acontecimentos globais, onde a verdade deixa de poder ser escondida.

Ao seu lado surge Josh O’Connor, no papel de um crente obstinado na existência de vida alienígena, determinado a expor aquilo que governos e instituições tentaram manter em segredo. A dinâmica entre os dois parece assentar num contraste clássico do cinema de Spielberg: o cepticismo quotidiano confrontado com o extraordinário.

O elenco reforça a ambição do projecto, contando ainda com Colin FirthColman Domingo, Eve Hewson, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes.

Spielberg regressa ao território que melhor domina

Disclosure Day marca o 37.º filme realizado por Spielberg desde a sua estreia, em 1964, e insere-se claramente na linhagem das suas grandes obras de ficção científica. Ao longo da carreira, o realizador explorou o tema do contacto extraterrestre sob múltiplas perspectivas: o espanto quase espiritual de Encontros Imediatos do Terceiro Grau, a ternura de E.T. – O Extraterrestre ou o terror urbano de Guerra dos Mundos.

Aqui, o tom parece mais próximo de um thriller contemporâneo, ancorado no medo colectivo, na desinformação e na reacção em cadeia de um mundo hiperconectado. O argumento foi desenvolvido em colaboração com David Koepp, parceiro habitual de Spielberg em títulos como Jurassic ParkO Mundo Perdido e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Depois de The Fabelmans, um novo olhar para o desconhecido

Após o intimista The Fabelmans, um drama semi-autobiográfico sobre a sua infância e o nascimento do amor pelo cinema, Spielberg regressa agora a um cinema mais expansivo e especulativo. Se The Fabelmans olhava para o passado, Disclosure Day parece olhar directamente para o futuro — e para o momento exacto em que a Humanidade perde o privilégio da ignorância.

A frase-chave do trailer resume bem a ambição do filme: “Este Verão, a verdade pertence a sete mil milhões de pessoas.”Não é apenas uma revelação científica. É uma mudança de paradigma.

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Disclosure Day estreia nos cinemas a 12 de Junho e promete ser um dos grandes acontecimentos cinematográficos do Verão.

Os Minions Estão de Volta — e Desta Vez Trazem Monstros no Reboque

Trailer do Super Bowl revela primeiras imagens e título oficial de Minions & Monsters

Os Minions nunca sabem entrar em cena de forma discreta — e o Super Bowl foi, mais uma vez, o palco ideal para provar isso. Durante a edição de 2026 do maior evento televisivo norte-americano, a Universal apresentou o primeiro vislumbre do novo capítulo protagonizado pelas pequenas criaturas amarelas, revelando oficialmente o título Minions & Monsters.

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O spot exibido durante o jogo foi curto, simples e deliberadamente caótico: um Minion corre em direcção à câmara, sobre um fundo branco imaculado, gritando “Minions!”… seguido de um inesperado “Monster!” e de um rugido ameaçador vindo de fora de campo. Antes de desaparecer, a mensagem final é clara: “Watch the trailer”. Pouco depois, o trailer completo foi disponibilizado online, confirmando que a loucura está longe de terminar.

Um novo filme, o mesmo caos controlado

Universal Pictures estreia Minions & Monsters nos cinemas a 1 de Julho, apostando novamente numa das propriedades mais rentáveis da animação moderna. A realização fica a cargo de Pierre Coffin, figura incontornável do universo Gru – O Maldisposto, responsável pelos três primeiros filmes da saga principal e pelo primeiro spin-off dedicado aos Minions.

Coffin não só realiza como volta a dar voz aos icónicos personagens, agora a partir de um argumento escrito por Brian Lynch. A produção pertence à Illumination, com Chris Meledandri e Bill Ryan como produtores.

De ajudantes de vilão a fenómeno global

Os Minions surgiram pela primeira vez em Gru – O Maldisposto, como ajudantes do ex-supervilão Gru, personagem com voz de Steve Carell. O que começou como um elemento cómico secundário rapidamente se transformou no verdadeiro motor da franquia.

Desde então, a saga expandiu-se com vários filmes spin-off, incluindo Minions: A Ascensão de Gru, e mais recentemente Gru – O Maldisposto 4. No total, entre filmes de Gru e Minions, a franquia soma perto de 5 mil milhões de dólares em receitas de bilheteira a nível mundial — um número que fala por si.

Para onde podem ir os Minions a seguir?

A resposta curta é: praticamente para qualquer lado. Em entrevista concedida em 2024, aquando da estreia de Gru – O Maldisposto 4, o realizador Chris Renaud admitiu que a equipa criativa está constantemente a explorar novas possibilidades para as personagens.

“Há sempre conversas sobre o que podemos fazer e para onde podemos levar estas figuras”, explicou. “Como mantê-las frescas, excitantes e diferentes.” Minions & Monsters parece ser precisamente o resultado dessa vontade de mexer na fórmula, introduzindo novos elementos — neste caso, monstros — sem abdicar da anarquia infantil que tornou os Minions um fenómeno transversal a gerações.

Um sucesso anunciado… com gargalhadas garantidas

Ainda que o trailer completo revele pouco sobre a história, uma coisa parece segura: Minions & Monsters não pretende reinventar a roda, mas sim fazê-la girar mais depressa e com mais barulho. O Super Bowl serviu para lembrar ao público que estes personagens continuam vivos, populares e prontos para dominar mais um Verão nas salas de cinema.

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Se haverá monstros verdadeiramente assustadores ou apenas mais uma desculpa para caos absoluto? Isso ficará para Julho. Mas, conhecendo os Minions, o desastre é garantido — e as gargalhadas também.

Nem Todos Aplaudiram: Teaser de The Mandalorian and Grogu no Super Bowl Está a Dividir os Fãs de Star Wars

Paródia, nostalgia e frustração: o anúncio milionário da Disney que deixou muitos a pedir mais (e melhor)

O Super Bowl é, há muito, um palco privilegiado para grandes revelações cinematográficas. Mas nem sempre mais visibilidade significa mais entusiasmo. O teaser de The Mandalorian and Grogu, exibido durante o Super Bowl, acabou por gerar uma reacção surpreendentemente polarizada entre os fãs de Star Wars — e não propriamente pelas melhores razões.

Com vários estúdios de peso, incluindo a Marvel, a optarem por ficar de fora do evento este ano, muitos espectadores aguardavam que a Disney aproveitasse o momento para mostrar finalmente algo mais substancial do muito aguardado regresso de Din Djarin e Grogu, agora em formato de longa-metragem. Em vez disso, receberam um anúncio de 30 segundos que mais parecia… um anúncio.

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Um anúncio caro com espírito de paródia

O spot, que terá custado cerca de 10 milhões de dólares para ser exibido, mostra Din Djarin e o inevitável Grogu a atravessarem uma paisagem gelada — assumidamente inspirada em Hoth — numa carruagem puxada por Tauntauns. Até aqui, tudo bem. O problema, para muitos fãs, surgiu com o tom: o anúncio imita descaradamente os clássicos reclames da Budweiser com cavalos Clydesdale, incluindo uma narração solene ao estilo de Sam Elliott.

O resultado? Uma peça publicitária divertida, bem produzida e cheia de referências… mas que deixou uma parte significativa do fandom frustrada. Nas redes sociais, multiplicaram-se as reacções divididas. Uns elogiaram a ousadia e o humor, outros acusaram a Disney de desperdiçar uma oportunidade de ouro para convencer o público de que este projecto é um verdadeiro “evento cinematográfico” — e não apenas The Mandalorian em versão longa.

Expectativas criadas… e não cumpridas

A crítica mais recorrente prende-se com o facto de o teaser não mostrar praticamente nada de novo sobre a história, o tom ou a escala do filme. O Super Bowl habituou os espectadores a trailers robustos e reveladores — basta lembrar o impacto de Deadpool & Wolverine noutras edições. Quando se prometem “novas imagens”, a expectativa raramente é a de um sketch estilizado e inconsequente.

Para muitos fãs, o anúncio reforça um receio já existente: o de que The Mandalorian and Grogu seja percebido como uma quarta temporada disfarçada da série, em vez de um verdadeiro salto cinematográfico dentro do universo Star Wars. A opção por efeitos práticos e um visual mais contido, que alguns classificaram como “qualidade televisiva”, também não ajudou a dissipar essas dúvidas.

Um calendário apertado e marketing tímido

O filme tem estreia marcada para 22 de Maio de 2026 — ou seja, pouco mais de três meses após o Super Bowl. Para um projecto desta dimensão, o esforço promocional tem sido surpreendentemente discreto. Tirando um trailer inicial pouco entusiasmante, a campanha de marketing tem deixado muito por explicar, sobretudo junto do público menos fiel à série.

O Super Bowl parecia o momento ideal para mudar essa narrativa, afirmar claramente que este é um Star Wars pensado para o grande ecrã e elevar as expectativas. Em vez disso, o teaser acabou por reforçar a sensação de ambiguidade em torno do projecto.

Sucesso garantido… mas e depois?

Apesar de toda a polémica, é difícil imaginar que o filme não seja um sucesso de bilheteira no arranque. A marca Star Wars, a popularidade de Grogu e o carisma de Pedro Pascal continuam a ser trunfos fortíssimos. A verdadeira questão está no pós-estreia: será que o entusiasmo se mantém? Ou as reacções mornas ao marketing vão influenciar o boca-a-boca?

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Por agora, The Mandalorian and Grogu continua envolto numa nuvem de curiosidade, expectativa… e alguma desconfiança. E, num universo onde a Força vive do equilíbrio, talvez esta divisão entre fãs seja apenas o primeiro grande teste do filme.

Cliff Booth Está de Volta — e o Super Bowl Foi o Palco Perfeito para a Surpresa da Netflix

Brad Pitt regressa ao icónico personagem de Tarantino num teaser inesperado exibido durante o Super Bowl

Há coincidências demasiado perfeitas para serem ignoradas — e a Netflix soube aproveitá-las. Exactamente 57 anos depois de Cliff Booth e Rick Dalton se sentarem no bar do Musso & Frank para discutir o futuro, a personagem interpretada por Brad Pitt voltou a surgir… agora em carne, osso e teaser trailer. A estreia do primeiro vislumbre de The Adventures of Cliff Booth aconteceu durante o Super Bowl de 8 de Fevereiro de 2026, numa jogada que combina nostalgia cinéfila com músculo mediático.

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Para os fãs de Once Upon a Time in Hollywood, a simetria não passa despercebida. A data original da cena — 8 de Fevereiro de 1969 — faz parte da mitologia do filme de Quentin Tarantino, conhecido pela obsessão com detalhes temporais e históricos. Desta vez, a ficção encontrou a realidade… em horário nobre e com milhões de espectadores.

Um teaser discreto, provocador e cheio de pistas

Embora o trailer ainda não tenha sido oficialmente disponibilizado pela Netflix fora da emissão televisiva, a descrição das imagens já é suficiente para incendiar teorias. O teaser decorre após os acontecimentos do filme original, com Cliff Booth — novamente interpretado por Brad Pitt — a admitir, de forma lacónica, que ajudou Rick Dalton a “conter os intrusos hippies”, numa clara referência ao clímax alternativo do filme de 2019.

A conversa acontece com a personagem de Elizabeth Debicki, que tenta extrair mais detalhes, enquanto Rick, fiel ao seu perfil, prefere o silêncio. A partir daí, o teaser transforma-se numa montagem quase hipnótica: Cliff a caminhar entre edifícios, uma mansão em Malibu com Carla Gugino, gangsters asiáticos armados com um martelo, uma sala de projecção, excertos de um filme de blaxploitation, um demolition derby, o icónico Big Kahuna Burger — e muito mais.

Tudo embalado pelo tema de Peter Gunn, num piscar de olho à televisão clássica e à cultura pop americana.

Sem cigarros, sem álcool… e sem pedir licença

Um dos detalhes mais comentados do teaser é aquilo que não aparece. Não há cigarros visíveis, bebidas alcoólicas, nudez ou palavrões. Sempre que Cliff Booth surge a fumar, o cigarro é riscado de forma grosseira no ecrã — uma provocação óbvia aos padrões televisivos e, simultaneamente, um gesto irreverente que parece dizer: “sabemos que isto é censura… e estamos a brincar com isso”.

Também curioso é o facto de o título do projecto não surgir em lado nenhum do teaser. Mas quando se tem Brad Pitt a regressar a um papel que lhe valeu um Óscar, a marca fala por si.

De duplo a fixer: Cliff Booth ganha nova vida

A história baseia-se no romance Once Upon a Time in Hollywood: A Novel, escrito pelo próprio Tarantino, que expandiu significativamente o passado e a mitologia de Cliff Booth. Entre os novos elementos está um confronto mortal com capangas ligados à máfia de Hollywood, bem como a transição de Booth de duplo de Rick Dalton para uma espécie de fixer da indústria cinematográfica.

Os detalhes da narrativa permanecem em segredo, mas já se sabe que o elenco inclui Yahya Abdul-Mateen IIScott Caan e JB Tadena.

David Fincher assume o comando — Tarantino passa o testemunho

A realização fica a cargo de David Fincher, a partir de um argumento escrito por Tarantino. Questionado sobre a razão para não realizar o projecto, Tarantino foi honesto: sente que já percorreu aquele território criativo e procura agora algo verdadeiramente desconhecido.

“Adoro este argumento, mas estou a caminhar por terrenos que já percorri”, explicou num podcast. “O meu próximo filme tem de ser algo onde eu não saiba exactamente o que estou a fazer.”

“Coming Soon”… e a ansiedade instalada

Quanto à data de estreia, o teaser limita-se a prometer “Coming Soon”. O suficiente para deixar os fãs em suspenso — e para confirmar que a Netflix está disposta a apostar forte no legado tarantinesco.

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Cliff Booth voltou. E, ao que tudo indica, Hollywood ainda não se livrou dele.

Sam Raimi Cumpre Promessa e Dá Finalmente a Rachel McAdams o Papel Que Hollywood Lhe Devia

Depois de Doctor Strange, o realizador regressa à actriz com um papel sombrio e surpreendente em Send Help

Há promessas que Hollywood faz em silêncio — e que, felizmente, acabam por ser cumpridas. Sam Raimi revelou que ficou com a sensação clara de que Rachel McAdams foi subaproveitada em Doctor Strange in the Multiverse of Madness, e que saiu dessa experiência com uma ideia fixa: voltar a trabalhar com a actriz… mas agora a sério.

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Em declarações recentes à Total Film, Raimi não deixou margem para dúvidas. McAdams, que interpretou novamente a Dra. Christine Palmer no Universo Cinematográfico da Marvel, merecia muito mais espaço dramático. “Vi o quão talentosa ela é e senti que foi, de facto, subutilizada”, confessou o realizador. “Prometi a mim próprio que iria trabalhar com ela outra vez.”

Essa promessa materializou-se em Send Help, um thriller de sobrevivência que, apesar de partir de uma premissa aparentemente simples, se transforma num exercício cruel de tensão psicológica — e numa inesperada desconstrução da imagem pública de McAdams.

De figura calorosa a ameaça imprevisível

Em Send Help, Rachel McAdams interpreta Linda, uma executiva que sobrevive a um acidente de avião juntamente com o seu chefe Bradley, vivido por Dylan O’Brien. Isolados numa ilha deserta, os dois são obrigados a cooperar para sobreviver… mas rapidamente as tensões acumuladas do passado profissional emergem com violência.

O grande trunfo do filme está precisamente na transformação da personagem de McAdams. Conhecida por papéis empáticos e emocionalmente acessíveis, a actriz é aqui empurrada para um território mais sombrio. Raimi sublinha que essa inversão foi totalmente intencional: o público entra no filme a confiar nela — e isso torna a viragem ainda mais perturbadora.

Segundo o realizador, a ideia de escalar McAdams como potencial vilã partiu também da produtora Zainab Azizi, que destacou o facto de a actriz nunca ter explorado verdadeiramente esse lado mais cruel. O resultado, garante Raimi, é uma surpresa constante para o espectador.

Um thriller que recusa caminhos óbvios

Raimi descreve Send Help como um filme que não quer saber “quem fez o quê”, mas sim “o que vem a seguir”. Não há estrutura clássica de mistério nem conforto narrativo. O realizador aposta numa sucessão de viragens inesperadas, onde cada decisão parece levar o filme para um lugar que o público não antecipa.

Essa abordagem encaixa perfeitamente no ADN de Raimi, conhecido por brincar com expectativas desde The Evil Deadaté aos seus thrillers mais recentes. Aqui, a tensão nasce não apenas da sobrevivência física, mas da erosão moral das personagens — e da percepção de que ninguém é exactamente aquilo que parecia ser no início.

Um reencontro que já está a dar frutos

Send Help encontra-se actualmente em exibição nos cinemas e está no bom caminho para alcançar o primeiro lugar do box office norte-americano no seu segundo fim-de-semana, mesmo competindo com a atenção mediática do Super Bowl. Um sinal claro de que a aposta de Raimi não foi apenas artística, mas também estratégica.

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Para Rachel McAdams, este papel pode marcar um ponto de viragem na sua carreira recente. Para Sam Raimi, é a confirmação de que, às vezes, cumprir uma promessa pessoal pode resultar num dos filmes mais inquietantes do ano.

A Música Não Era Para Aqui: Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood Exigem Remoção de Tema de Phantom Thread do Documentário Melania

Utilização não autorizada da banda sonora gera polémica e levanta questões sobre direitos criativos em Hollywood

Nem todo o silêncio é elegante — e, neste caso, a música também não estava no sítio certo. Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood pediram formalmente a remoção de um excerto da banda sonora de Phantom Thread do controverso documentário Melania, alegando uma violação directa do acordo contratual do compositor.

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A revelação foi feita através de um comunicado conjunto, obtido pela Variety, depois de ter sido detectada a utilização de música do filme de 2017 no documentário realizado por Brett Ratner, centrado na figura da antiga Primeira-Dama dos Estados Unidos. Greenwood foi claro: apesar de não deter os direitos de autor da partitura — pertencentes à Universal —, o estúdio falhou ao não o consultar para esta utilização por terceiros, algo que constitui uma quebra explícita do seu contrato como compositor.

Phantom Thread: uma identidade sonora demasiado específica para ser reciclada

A decisão não surpreende quem conhece a relação quase simbiótica entre Anderson e Greenwood. Em Phantom Thread, a música não é mero acompanhamento: é nervo, tensão, desejo e ameaça contida. A partitura, marcada por cordas inquietas e uma elegância venenosa, foi amplamente elogiada pela crítica, incluindo Owen Gleiberman, da Variety, que destacou a sua atmosfera “rapturária, carregada de ansiedade”, evocando o suspense hitchcockiano dos anos 50.

Transportar essa identidade sonora para um documentário político — ainda por cima sem consentimento criativo — não é apenas uma questão legal, mas também artística. Para Anderson e Greenwood, a música foi retirada do seu contexto narrativo e emocional, perdendo significado e integridade.

Um documentário caro, polémico… e financeiramente difícil de justificar

O caso ganha ainda mais peso quando se olha para os números em redor de Melania. O documentário arrecadou cerca de 13,35 milhões de dólares nas bilheteiras norte-americanas após duas semanas — um valor respeitável para o género, mas claramente insuficiente face ao investimento colossal da Amazon MGM Studios.

Segundo dados revelados pela imprensa especializada, o estúdio terá pago cerca de 40 milhões de dólares pelos direitos do filme e de uma série documental associada, somando depois mais 35 milhões em marketing para a estreia em sala. Um gasto praticamente sem precedentes no universo dos documentários, levantando suspeitas na indústria sobre possíveis motivações políticas por detrás da operação.

Jonny Greenwood: mais compositor de cinema do que rockstar

Nos últimos 25 anos, Jonny Greenwood tem sido mais prolífico no cinema do que nos palcos com os Radiohead. Para além de Phantom Thread, assinou ou colaborou em bandas sonoras de filmes como There Will Be BloodInherent ViceLiquorice Pizza e One Battle After Another, consolidando-se como um dos compositores mais singulares do cinema contemporâneo.

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Este episódio reforça uma ideia essencial: a música no cinema não é decorativa. É autoria. É narrativa. E não pode ser usada como papel de parede sonora sem o consentimento de quem a criou.

O Regresso de Ghostface Está Próximo… e Nunca Foi Tão Pessoal

Gritos 7 chega aos cinemas com IMAX, pré-vendas abertas e Sidney Prescott de volta ao centro do pesadelo

A contagem decrescente começou oficialmente. Ghostface está de regresso e, desta vez, não vem apenas para reavivar traumas antigos — vem para atacar onde mais dói. Com a divulgação do novo poster oficial e de um spot promocional exibido durante o Super Bowl, Gritos 7 prepara-se para chegar aos cinemas portugueses a 26 de Fevereiro de 2026, marcando também um momento histórico para a saga: é o primeiro filme Gritos a estrear em salas IMAX®  .

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Sidney Prescott regressa… mas o passado nunca ficou para trás

Anos depois de ter sobrevivido a sucessivos massacres, Sidney Prescott tentou aquilo que sempre lhe foi negado: uma vida normal. Longe de Woodsboro, longe das máscaras, longe das chamadas telefónicas sinistras. Mas, como a própria saga nos ensinou, o terror não esquece — apenas espera.

Neste novo capítulo, Neve Campbell regressa ao papel que definiu uma geração de final girls, agora numa fase mais madura da personagem. Sidney é mãe, tem uma filha adolescente e acredita que deixou o pior para trás. Até surgir um novo Ghostface, mais próximo, mais obsessivo e com motivações profundamente pessoais.

A filha de Sidney, interpretada por Isabel May, torna-se o novo alvo do assassino, forçando a protagonista a confrontar, mais uma vez, os fantasmas do seu passado. O resultado promete ser um dos capítulos mais intensos emocionalmente de toda a saga, elevando o suspense psicológico a um novo patamar.

Um Gritos maior, mais intenso… e agora em IMAX®

Para além da narrativa mais íntima, Gritos 7 aposta também numa experiência cinematográfica reforçada. Pela primeira vez, um filme da saga estreia em formato IMAX®, juntando-se ainda às exibições em 4DX e D-BOX nos cinemas portugueses. Uma escolha que sublinha a ambição deste novo capítulo, pensado para ser sentido tanto no corpo como nos nervos.

As pré-vendas de bilhetes já estão disponíveis, permitindo aos fãs garantir lugar antecipadamente — incluindo nas sessões IMAX, que prometem tornar cada aparição de Ghostface ainda mais sufocante  .

Um elenco recheado e uma banda sonora com peso próprio

Além de Neve Campbell, o elenco reúne vários rostos familiares da nova fase da franquia, como Courteney Cox, Jasmin Savoy Brown e Mason Gooding, ao lado de novas adições como Anna Camp, Joel McHale e Mckenna Grace.

No plano musical, Gritos 7 contará com canções originais de artistas como Jessie Murph, Stella Lefty, Sueco e a banda Ice Nine Kills, com participação especial de Mckenna Grace — uma aposta clara em cruzar o terror cinematográfico com uma identidade sonora contemporânea.

O regresso às origens… com novas feridas abertas

Realizado por Kevin Williamson, criador original da saga, Gritos 7 assume-se como um regresso às raízes, mas sem nostalgia fácil. Aqui, o terror não vive apenas da auto-referência ou do humor meta — vive da ameaça real àquilo que Sidney sempre tentou proteger.

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No fim, a pergunta mantém-se: quantas vezes se pode sobreviver ao mesmo pesadelo antes de ele nos destruir por dentro?

A resposta começa a 26 de Fevereiro, nos cinemas.