“The Witcher 4”: Liam Hemsworth Corrige o Maior Erro de Henry Cavill — e os Fãs Aplaudem

A nova temporada da série da Netflix surpreende ao recuperar o espírito dos livros — e ao restaurar a amizade fraterna entre Geralt e Jaskier, perdida nas interpretações anteriores.

Quando Henry Cavill anunciou a sua saída de The Witcher, em 2022, os fãs do bruxo mais famoso da fantasia moderna entraram em pânico. Afinal, Cavill era Geralt de Rívia — a voz grave, o olhar gélido, a presença imponente. Muitos consideraram impossível substituí-lo. Mas eis que chega Liam Hemsworth, e o impensável acontece: o público está… a gostar.

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A quarta temporada, agora disponível na Netflix, trouxe não apenas um novo rosto ao caçador de monstros, mas também uma mudança de alma. O Geralt de Hemsworth é mais humano, mais empático — e, sobretudo, mais próximo de Jaskier, o trovador que, nos livros de Andrzej Sapkowski, é o seu companheiro inseparável e amigo leal.

Um laço perdido (e agora reencontrado)

Durante as três primeiras temporadas, a relação entre Geralt (Cavill) e Jaskier (Joey Batey) foi marcada por sarcasmo, impaciência e distância emocional. Os fãs que conhecem os contos originais queixavam-se de que a série tinha transformado uma amizade profunda numa espécie de comédia de insultos.

Mas tudo mudou com a chegada de Hemsworth. Em The Witcher 4, a dinâmica entre os dois personagens foi completamente reformulada: Geralt mostra preocupação genuína, ajuda o amigo em momentos difíceis e até partilha diálogos de humor e ternura que evocam a cumplicidade dos livros.

Nas redes sociais, os elogios multiplicam-se. Muitos fãs afirmam que Hemsworth “devolveu o coração” à série, e que a ligação entre os dois agora “finalmente parece autêntica”.

Henry Cavill e o seu Geralt reservado

Curiosamente, Henry Cavill já tinha explicado, em 2019, porque optou por uma abordagem mais fria da relação entre Geralt e Jaskier. Numa entrevista à The Hollywood Reporter, o ator revelou que a estrutura narrativa da série não lhe deu espaço para desenvolver essa amizade logo de início.

Nos livros, Geralt e Jaskier partilham um laço fraternal, feito de confiança e carinho — mas Cavill afirmou que, para o ecrã, era mais interessante explorar o contraste entre ambos. “Se jogássemos a amizade de forma direta, perderíamos a tensão e o humor que surgem das diferenças”, explicou.

Ainda assim, o ator deixou claro que o seu Geralt “se importava profundamente com Jaskier”, mesmo que o mostrasse apenas de forma subtil. A sua interpretação era de um homem contido, marcado pelo sofrimento e pela solidão — o que fazia sentido para a fase da jornada em que o personagem se encontrava.

Hemsworth e Joey Batey: amizade dentro e fora do ecrã

Se há química entre Geralt e Jaskier, isso deve-se também à amizade real entre Liam Hemsworth e Joey Batey. O ator britânico revelou à SFX Magazine que todo o elenco fez questão de acolher calorosamente o novo protagonista, convidando-o para jantares, conversas e até uma ida ao pub — tradição sagrada entre bruxos e bardos, ao que parece.

“Quando alguém novo chega, o nosso trabalho é fazê-lo sentir-se parte da família”, contou Batey. “Com o Liam, foi natural. Dissemo-lhe: ‘Vem daí, és dos nossos.’”

Esse espírito de camaradagem acabou por transparecer no ecrã. O novo Geralt não é apenas um guerreiro implacável; é um companheiro leal e protetor, alguém que finalmente permite que a sua humanidade brilhe entre monstros, magia e tragédias.

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Um novo fôlego para o universo de The Witcher

A substituição de Henry Cavill era um risco tremendo, mas a Netflix parece ter acertado na escolha. Hemsworth não tenta imitar o seu antecessor — em vez disso, traz leveza, empatia e uma energia renovada ao personagem.

O resultado é uma temporada que recupera a essência dos livros: a ironia melancólica, a amizade improvável, o humor seco e o eterno dilema moral de Geralt de Rívia. Mesmo que alguns espectadores ainda sintam falta do magnetismo de Cavill, a maioria concorda que The Witcher 4 marca um regresso às origens — e que a nova química entre Geralt e Jaskier é o coração pulsante dessa mudança.

Afinal, entre monstros e maldições, é na amizade que reside a verdadeira magia.

Sylvester Stallone Quis Destruir o Filme Que o Tornou Uma Lenda de Ação — e Quase o Conseguiu

Antes de ser um ícone do cinema de ação, Stallone acreditou que Rambo: First Blood arruinaria a sua carreira. O que era para ser um desastre acabou por definir toda uma era.

Hoje é difícil imaginar Sylvester Stallone sem o suor, o sangue e a bandana vermelha de John Rambo. Mas, em 1982, o ator quase deitou fora a película que o transformaria num mito. First Blood, o filme que deu início à saga Rambo, foi durante meses o seu maior pesadelo — a ponto de Stallone tentar comprar e destruir as cópias originais antes da estreia.

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O filme, realizado por Ted Kotcheff e baseado no romance de David Morrell, apresentava Rambo como um veterano da Guerra do Vietname marcado por traumas, rejeitado pela sociedade e perseguido por uma pequena cidade americana. No entanto, o primeiro corte tinha três horas de duração e, segundo o próprio Stallone, era “um desastre completo”.

Numa entrevista a Howard Stern em 2005, o ator confessou que, ao ver a montagem inicial, sentiu-se fisicamente mal: “Era um assassínio de carreira. Fiquei uma hora e meia a correr pela floresta a gritar frases horríveis. O meu agente e eu queríamos queimar o filme.”

Do fracasso anunciado ao ícone do cinema

A versão original de First Blood continha tudo o que um bom filme de ação não deve ter: diálogos ridículos, cenas intermináveis e um protagonista tagarela. Stallone recordou linhas absurdas como “take that, you mouse-munching mother”, após abater uma coruja, ou “I’m easy walker”, numa tentativa falhada de trocadilho com Easy Rider.

Desesperado para salvar o projeto, Stallone convenceu os produtores a aplicar o truque mais antigo de Hollywood: cortar tudo o que era desnecessário — sobretudo o diálogo do herói. O resultado foi transformador. O novo Rambo tornou-se silencioso, introspectivo e letal, uma figura trágica em vez de caricatural.

A decisão deu frutos. Rambo: First Blood estreou e foi um sucesso imediato, elogiado pela crítica e pelo público como um dos filmes de ação mais inteligentes da década de 80. Em vez de glorificar a violência, o filme explorava as feridas psicológicas dos veteranos do Vietname e a alienação de um homem que já não encontrava lugar na sociedade que servira.

Um grito contra o esquecimento dos veteranos

O impacto de First Blood foi profundo. Ao contrário das sequelas, que se tornaram progressivamente exageradas, o original é um retrato cru de stress pós-traumático (PTSD) e da indiferença dos Estados Unidos perante os seus ex-combatentes. A cena final, onde Rambo desaba emocionalmente nos braços do coronel Trautman (Richard Crenna), é uma das mais intensas da carreira de Stallone — e uma das raras vezes em que um filme de ação dos anos 80 ousou mostrar vulnerabilidade masculina.

A tensão entre Rambo e o xerife Teasle (Brian Dennehy) funciona como metáfora para o conflito interno dos próprios EUA: um país dividido entre orgulho militar e culpa social. Cada tentativa de capturar Rambo gera apenas mais caos, até que o espectador percebe que o verdadeiro inimigo não é o soldado traumatizado, mas a sociedade que o rejeitou.

O nascimento de uma lenda de ação

Após First Blood, Stallone nunca mais foi o mesmo. O sucesso catapultou-o de estrela de Rocky a ícone global da ação, ao lado de Arnold SchwarzeneggerClint Eastwood e Bruce Willis. O papel redefiniu o herói do cinema americano: musculado, determinado, silencioso e imortal.

As sequelas — mais barulhentas e patrióticas — acabaram por transformar Rambo numa caricatura da própria América dos anos Reagan. Mas o primeiro filme manteve-se intocável, um clássico com alma, onde Stallone prova que a força de um herói está no silêncio e não nas explosões.

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Stallone: o perfeccionista que salvou Rambo

O episódio de First Blood revela uma faceta muitas vezes esquecida de Stallone: o artista exigente e autocrítico. Longe de ser apenas um corpo de ginásio, o ator é também argumentista, realizador e editor, responsável por moldar as suas próprias personagens. Assim como fez em Rocky, Stallone reescreveu a sua própria história — literalmente.

Hoje, Rambo: First Blood é visto como um dos pilares do cinema de ação moderno, e a personagem tornou-se sinónimo de resistência e dor. Ironicamente, o filme que Stallone quis destruir acabou por o imortalizar.

William H. Macy revela o segredo dos seus 28 anos de casamento com Felicity Huffman: “Estou completamente apaixonado por ela”

Assinalando quase três décadas de união, William H. Macy mantém o olhar fixo – e o coração entregue – à sua esposa Felicity Huffman. Em exclusivo para a People, o ator falou sobre a relação e o que os mantém unidos, aproveitando a antestreia do filme The Running Man, em Nova Iorque, no domingo, dia 9 de novembro.

Casados desde 1997, Macy (75 anos) e Huffman (62 anos) conheceram-se ainda nos anos 80, na companhia de teatro Atlantic Theater Company, em Nova Iorque. Têm duas filhas, Sophia e Georgia — esta última acompanhou o pai na noite de estreia.

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Macy afirmou que a relação com Huffman não é algo em que tenha de “trabalhar” arduamente. «Estou louco por ela. É a melhor coisa que já me aconteceu, e ela está viva, em constante evolução, está sempre a desafiar-me», confessou. Para ele, partilhar interesses é crucial: «Vivemos teatro, show-biz, histórias — e isso está no núcleo da nossa relação».

A actriz está a filmar Doc em Toronto, enquanto Macy leu os seus guiões, ela os dele — criticam-se, apoiam-se, vivem-se nas entrelinhas. Macy recorda ainda o apoio que deu à mulher numa fase difícil: quando Huffman cumpriu 11 dias de prisão por envolvimento no escândalo de admissões universitárias, ele esteve ao lado dela.

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Com uma carreira marcada por altos e baixos, Macy transformou-se numa figura respeitada graças a séries como Shameless. Já Huffman regressou à atuação recentemente, com participações em The Good Doctor e Criminal Minds: Evolution.

Notas finais

  • Filme em destaque: The Running Man.
  • Datas de estreia do filme: em Portugal a 13 de novembro de 2025.  Em Brasil, previsto para 20 de novembro de 2025.  

Jennifer Lawrence Ataca Kourtney Kardashian: “Está Mais Irritante do que Nunca!”

Durante um teste do polígrafo da Vanity Fair, a atriz de No Hard Feelings voltou a provar que não tem papas na língua — e Kourtney Kardashian foi o seu novo alvo.

Parece que Jennifer Lawrence continua a “manter-se a par das Kardashians”… mas já perdeu a paciência com Kourtney. A atriz, conhecida tanto pelo seu talento como pelo seu humor mordaz, aproveitou uma entrevista recente com a Vanity Fair para lançar uma das suas tiradas mais afiadas dos últimos tempos.

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Durante um teste do polígrafo em vídeo — parte da divertida série de entrevistas do canal — o seu colega de elenco em Die My LoveRobert Pattinson, perguntou-lhe diretamente se Khloé Kardashian continua a ser a sua favorita da famosa família. Jennifer respondeu sem hesitar: “Sim”. Mas logo a seguir, sem que ninguém lhe perguntasse, acrescentou: “E a Kourtney? Está mais irritante do que nunca.”

A atriz explicou que está cansada das “constantes declarações públicas” da irmã mais velha das Kardashians, acusando-a de precisar sempre de transformar cada detalhe pessoal num anúncio. “Ela não precisa dizer que deixou de usar certas roupas — pode simplesmente não as usar e pronto”, atirou Lawrence, entre risos e olhares cúmplices com Pattinson.

O humor ácido de J-Law em modo completo

A conversa seguiu noutros rumos — incluindo uma hilariante troca sobre o uso de merkins (as famosas perucas íntimas usadas em filmagens) —, mas a farpa ficou no ar. Fiel ao seu estilo, Lawrence deixou a crítica com o tom descontraído que a tornou uma das personalidades mais autênticas de Hollywood.

Nos últimos dias, Jennifer tem estado em digressão promocional do filme Die My Love, que estreou ontem nos cinemas internacionais, e tem oferecido à imprensa uma sequência de declarações que os tabloides adoram. Além desta alfinetada a Kourtney Kardashian, revelou que ela e Emma Stone estão a produzir um filme sobre a Miss Piggy, e que dispensou o uso de um coordenador de intimidade nas cenas românticas com Pattinson — comentários que incendiaram as redes sociais.

Kourtney (ainda) não respondeu… mas ninguém duvida que o fará

Até ao momento, Kourtney Kardashian não reagiu publicamente ao comentário — algo surpreendente para quem adora transformar qualquer provocação num momento viral. Contudo, os fãs da família já se dividiram: uns acham que Jennifer apenas brincou; outros, que foi uma crítica certeira à “superexposição” que Kourtney tem cultivado nas redes sociais, especialmente desde o seu casamento com Travis Barker, o baterista dos Blink-182.

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Entre sorrisos e sarcasmo, Jennifer Lawrence volta a provar que continua a ser uma das vozes mais imprevisíveis de Hollywood — alguém capaz de transformar uma entrevista promocional numa tempestade mediática.

E se Kourtney decidir responder, o público pode contar com outro episódio de celebridades a trocarem estaladas verbais… sem perder o glamour.

Esposa de Jimmy Kimmel Fala da Dor de Ter Família Pró-Trump: “O Meu Marido Está Lá Fora a Lutar Contra Esse Homem”

Molly McNearney, mulher do apresentador de Jimmy Kimmel Live, revelou como o apoio de familiares a Donald Trump abalou relações pessoais e trouxe tensão para dentro de casa.

O apresentador norte-americano Jimmy Kimmel tornou-se há muito tempo um dos críticos mais ferozes de Donald Trump entre as figuras da televisão norte-americana. Mas agora, a guerra política ultrapassou o ecrã e chegou ao coração da sua vida familiar.

Em entrevista ao podcast We Can Do Hard ThingsMolly McNearney, casada com Kimmel há 12 anos e atualmente guionista-chefe e produtora executiva do programa Jimmy Kimmel Live, falou sobre o impacto emocional e pessoal que o clima político tem causado dentro da própria família.

Dói-me muito, porque agora tenho uma relação pessoal com isto: o meu marido está lá fora, todos os dias, a lutar contra esse homem”, desabafou, referindo-se a Trump.

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Famílias divididas pela política

McNearney revelou que o apoio de alguns familiares a Trump em 2016 já tinha causado desconforto, mas que o cenário em 2024 tornou-se insustentável. “Na minha perspetiva, votar em Trump é o mesmo que não votar em mim, nem no meu marido, nem na nossa família. Infelizmente, perdi relações com pessoas da minha família por causa disso.”

A guionista explicou que cresceu num meio “muito conservador e republicano”, mas que a sua visão mudou com o tempo. “Isto já não é apenas uma questão de Republicanos versus Democratas. Para mim, trata-se de valores familiares. Cresci a acreditar nos ideais cristãos de cuidar dos doentes e dos pobres — e não vejo isso refletido neste partido republicano.”

Segundo McNearney, esse conflito interno tem-lhe causado frustração constante: “Sinto-me em conflito permanente e zangada o tempo todo. E isso não é saudável.”

Emails, apelos e desilusões

Às vésperas das eleições, McNearney contou ter enviado e-mails emocionados a vários familiares, implorando que não votassem em Trump. “Mandei uma lista com dez razões para não votar neste homem. Pedi-lhes, quase a suplicar. Mas não resultou.”

O esforço, admite, acabou por acentuar a divisão: “Aproximou-me das pessoas da família com quem me sinto mais alinhada, mas afastou-me das outras. E odeio que isto tenha acontecido.”

Kimmel, por sua vez, manteve a sua postura combativa. Após o regresso de Jimmy Kimmel Live ao ar — depois de uma breve suspensão pela ABC devido a comentários sobre o movimento MAGA —, o apresentador voltou a ironizar Trump em direto. “Segundo uma nova sondagem da YouGov, sou mais popular do que o presidente dos Estados Unidos”, brincou, arrancando gargalhadas do público.

Num tom mais ácido, acrescentou: “Nunca fui condenado por nenhum crime, nunca fui amigo do Jeffrey Epstein, nem paguei a uma estrela pornográfica. Portanto, acho que merecia uma pontuação um bocadinho melhor.”

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A batalha que transcende o ecrã

A tensão entre Kimmel e Trump não é nova, mas os últimos meses tornaram-na pessoal. O apresentador tornou-se um alvo recorrente dos apoiantes do ex-presidente, especialmente após os seus comentários sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. O episódio levou a ABC a suspender temporariamente o programa em setembro, antes de o reinstaurar devido à pressão do público e ao cancelamento em massa de assinaturas da Disney+.

Enquanto o debate político continua a polarizar os EUA, Kimmel e McNearney representam, à sua maneira, o retrato íntimo de um país dividido — onde as discussões eleitorais já não se travam apenas na televisão, mas também à mesa de jantar.

Crise na BBC: Direção Demite-se Após Escândalo Envolvendo Reportagem Sobre Donald Trump

A saída de Tim Davie e Deborah Turness mergulha a BBC na maior polémica dos últimos anos, após acusações de manipulação numa reportagem sobre o discurso de Trump.

A BBC vive um dos seus momentos mais conturbados em décadas. O diretor-geral da estação pública britânica, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, apresentaram as suas demissões este domingo, na sequência de uma polémica reportagem que visava o então presidente norte-americano, Donald Trump.

O caso teve origem num episódio do programa de investigação Panorama, transmitido em outubro de 2024, que analisava o impacto político de Trump nas vésperas das eleições presidenciais norte-americanas. A peça foi acusada de apresentar de forma enganosa um discurso do ex-presidente, datado de 6 de janeiro de 2021 — o mesmo dia em que o Capitólio foi invadido por centenas de apoiantes trumpistas.

Segundo o jornal The Daily Telegraph, a BBC terá editado excertos do discurso, misturando frases distintas e insinuando que Trump teria instigado os seus apoiantes a “lutar como demónios” ao marchar para o Capitólio. Contudo, o contexto original das declarações mostrava que o ex-presidente se referia a “encorajar os corajosos senadores e representantes no Congresso”. A confusão gerou um escândalo mediático de grandes proporções, com acusações de manipulação e enviesamento político.

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Pressão política e demissões em cadeia

O presidente da BBC, Samir Shah, descreveu a situação como “um dia triste para a BBC”, elogiando Davie como “um excelente diretor-geral nos últimos cinco anos”. Ainda assim, admitiu que a pressão pública e política tornou insustentável a sua permanência.

Em mensagem interna aos colaboradores, Tim Davie reconheceu que “erros foram cometidos” e que “o debate atual em torno da informação da BBC contribuiu para esta decisão”. Já Deborah Turness, na carta que acompanhou a sua demissão, afirmou que a controvérsia atingiu um ponto que “prejudica a integridade e reputação da BBC News”.

A ministra britânica da Cultura, Lisa Nandy, classificou o caso como “extremamente grave” e anunciou que Samir Shah será ouvido por uma comissão parlamentar. Em declarações à BBC News, Nandy foi além do caso específico, afirmando que “a BBC enfrenta uma série de alegações muito sérias, incluindo o risco de preconceito sistémico nas suas decisões editoriais”.

Acusações da Casa Branca e novo caso Ofcom

A polémica não se ficou pelo Reino Unido. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, reagiu duramente às revelações, considerando tratar-se de uma montagem “deliberadamente desonesta” e de “informações 100% falsas”. O episódio volta a alimentar a narrativa de Donald Trump de que os grandes meios de comunicação internacionais “têm uma agenda contra ele”.

Este escândalo surge semanas depois de a Ofcom, o regulador britânico dos meios de comunicação, ter censurado a BBC por outra reportagem — desta vez sobre Gaza —, na qual o narrador era filho de um dirigente do Hamas, facto que não foi revelado aos espectadores. A Ofcom considerou o caso uma “violação das regras de difusão” e uma “fonte substancial de engano”.

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O futuro da BBC em xeque

As demissões de Davie e Turness representam um duro golpe para a credibilidade da estação pública britânica, num momento em que enfrenta concorrência feroz de plataformas digitais e críticas de parcialidade vindas tanto da direita como da esquerda.

A sucessão na liderança promete ser complexa. Internamente, há vozes que pedem uma reforma profunda das práticas editoriais; externamente, há quem veja esta crise como mais um episódio da longa batalha pela independência e neutralidade do serviço público britânico.

Uma coisa é certa: a BBC, instituição centenária e símbolo do jornalismo imparcial, entra agora numa nova era de escrutínio — talvez a mais exigente da sua história recente.

Conflito Entre YouTube TV e Disney Aquece: ESPN Fora do Ar e Troca de Acusações Pública

A guerra entre gigantes do streaming chegou ao auge: Disney acusa o YouTube TV de recusar um acordo justo, enquanto a plataforma denuncia as “táticas antigas” da Disney para manipular a opinião pública.

O conflito entre Disney e YouTube TV — que começou como uma disputa contratual — transformou-se agora num dos maiores embates do ano no mundo do streaming. Milhões de utilizadores norte-americanos perderam o acesso aos canais da ESPN e da ABC, afetando transmissões da NFL, do College Football e até o popular College GameDay.

Na sexta-feira, a situação escalou quando um memorando interno da Disney, enviado aos funcionários, foi divulgado publicamente, levando o YouTube TV a responder de imediato com um comunicado contundente.

📺 O que está em causa

Segundo a Disney, as negociações começaram “com uma proposta que reduziria custos em relação ao contrato anterior”, permitindo ao YouTube TV “passar essa poupança aos clientes”. O grupo também afirmou ter oferecido novos pacotes personalizados, adaptados a diferentes perfis de público — desporto, entretenimento, famílias e crianças.

O memorando, assinado pelos copresidentes da Disney Entertainment Dana Walden e Alan Bergman, e pelo presidente da ESPN Jimmy Pitaro, sublinha que a empresa tem sido “flexível e justa”, e acusa o YouTube TV de exigir “termos preferenciais abaixo do valor de mercado”.

“O YouTube TV age como se fosse o único jogador em campo”, escreveu a direção da Disney. “Não podemos permitir que ninguém subverta a nossa capacidade de investir no melhor talento e conteúdo.”

💥 A resposta do YouTube TV

A réplica não tardou. Num comunicado divulgado via o jornalista Andrew Marchand, do The Athletic, o YouTube TV acusou a Disney de recorrer às “velhas táticas”, incluindo vazamentos propositados para a imprensa e negociações em praça pública através das suas figuras mediáticas.

“Mais uma vez, a Disney recorre a métodos antiquados, deturpando factos e tentando manipular o público”, afirmou a plataforma. “A nossa equipa está pronta para chegar a um acordo justo, em linha com o que outros distribuidores já aceitaram. A Disney precisa de regressar à mesa e fazer o que é melhor para os nossos clientes comuns.”

Fontes próximas das negociações indicam que nenhum acordo está próximo, o que significa que os assinantes da plataforma continuarão sem acesso à ESPN durante os jogos decisivos da época desportiva.

🏈 Um “apagão” em plena época alta

O impacto é significativo. O Monday Night Football e os jogos de topo da NCAA deixaram de estar disponíveis no YouTube TV, gerando revolta entre os fãs. Para mitigar a situação, o comentador Pat McAfee anunciou que transmitirá o College GameDay em direto através da rede X (antigo Twitter), oferecendo um alívio temporário para os adeptos.

Entretanto, os clientes da plataforma expressam frustração nas redes, muitos ameaçando mudar para serviços concorrentes como Hulu Live TV ou FuboTV, que mantêm os canais da ESPN.

🔮 O que pode acontecer a seguir

Analistas do setor consideram que este conflito reflete a nova tensão entre criadores de conteúdo e distribuidores digitais, com ambos os lados a tentar impor modelos de negócio mais lucrativos.

Nos bastidores, há quem diga que a Disney pretende usar este impasse para reforçar o seu próprio serviço, o ESPN+, enquanto o YouTube TV insiste em controlar custos para manter o preço do pacote base competitivo.

Por agora, o resultado é um clássico jogo de poder à americana — e o público, como sempre, é quem mais perde.

Sydney Sweeney Saltou de Paraquedas Horas Depois de uma Noite de Copos — e Sobreviveu Para Contar

A atriz de Euphoria e estrela do novo filme Christy confessou a Stephen Colbert que decidiu fazer skydiving poucas horas depois de sair dos bares — e o resultado podia ter sido explosivo.

A atriz Sydney Sweeney tem vivido o que descreve como “um ano de experiências novas” — e, pelos vistos, algumas dessas experiências envolvem uma boa dose de risco (e talvez álcool a mais).

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Durante a sua passagem pelo The Late Show with Stephen Colbert, a estrela de Euphoria e do novo drama desportivo Christy contou, entre gargalhadas, que fez paraquedismo apenas três horas depois de uma noite de copos com os primos.

“Fomos de bar em bar até às três da manhã… e às seis já estava num avião pronta para saltar”, revelou Sweeney.

O apresentador, visivelmente surpreendido, perguntou-lhe se tinha aparecido ainda sob o efeito das bebidas da véspera. A atriz respondeu com o humor que a caracteriza:

“Tive um momento de pânico… achei que podia sair alguma coisa a meio da queda. Não seria a única coisa a cair do céu.”

☁️ Uma queda livre… e sem incidentes

Felizmente, tudo correu bem. Colbert mostrou uma fotografia da atriz em plena descida, e Sweeney garantiu que — apesar do medo de alturas — a experiência acabou por ser “assustadora, mas libertadora”.

A atriz admitiu ainda que é uma verdadeira “viciada em adrenalina”, algo que os seus fãs já suspeitavam: além do salto de paraquedas, este verão também se aventurou no kite-surf e até foi apanhada a cantar karaoke numa seaplane party, antes de outro salto.

“Um hidroavião veio buscar-me diretamente de uma noite de karaoke. Foi surreal”, contou entre risos no programa Live With Kelly and Mark.

🥊 Do céu ao ringue

Atualmente, Sydney Sweeney promove o seu novo filme “Christy”, baseado na história verídica da boxeadora Christy Martin, uma das pioneiras do boxe feminino profissional nos Estados Unidos. O papel exigiu-lhe meses de treino físico intenso, e parece que o espírito destemido da personagem passou para a vida real.

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“Tenho tentado dizer sim a tudo o que me assusta — menos talvez beber antes de saltar de um avião”, brincou.

A atriz garante que a aventura não se vai repetir… mas quem a conhece duvida. Afinal, quando se trata de Sydney Sweeney, a adrenalina é o novo normal.

Robert Pattinson Interroga Jennifer Lawrence Sobre Hunger Games vs. Crepúsculo — E a Resposta Deixa-o Sem Palavras

Durante a promoção de Die My Love, o ator surpreendeu a colega ao saber que esta fez teste para Crepúsculo — e a discussão sobre qual saga YA é “mais fixe” ficou marcada.

Enquanto promoviam o drama de Lynne Ramsay, Die My Love, nos bastidores de uma entrevista com a revista Vanity Fair, os protagonistas Robert Pattinson e Jennifer Lawrence protagonizaram um momento bem divertido — e revelador.

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Pattinson, que ficou mundialmente conhecido por interpretar Edward Cullen na saga‍ Crepúsculo, perguntou à sua co-estrela:

“Tu fizeste teste para Crepúsculo, certo?”

Jennifer Lawrence não hesitou em responder:

“Sim. Fiz teste para *Crepúsculo’.”

A surpresa de Pattinson foi visível. Depois, ele lançou a pergunta que muitos fãs discutem:

“Achas que Hunger Games é mais gira do que Crepúsculo?”

E a resposta de Lawrence foi… um categórico “não”.

“Não”, disparou a atriz entre risos — e mais tarde brincou com o detetor de mentiras no vídeo: “Esta máquina está avariada.”

Para quem não recorda: Pattinson interpretou Edward na franquia Crepúsculo entre 2008 e 2012, contribuindo para tornar o fenómeno YA numa febre mundial. Por sua vez, Jennifer Lawrence ganhou fama mundial como Katniss Everdeen em The Hunger Games, iniciada em 2012, tornando-se uma das principais atrizes de Hollywood.

A curiosidade está lançada: e se Lawrence tivesse sido escolhida para Bella Swan em vez de Kristen Stewart? Sem dúvida que o panorama YA poderia ter sido bem diferente.

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Die My Love, tem data prevista de estreia para 8 de Janeiro de 2026 nas salas portuguesas.

Franchise de Dinossauros Regressa: Jurassic World: Rebirth Pode Ter Sequência Confirmada

Logo após o sucesso nos cinemas, surgem relatos de que a produtora Universal Pictures já prepara a próxima aventura jurássica — com o realizador Gareth Edwards e o elenco de regresso.

A saga dos dinos continua a dar que falar. Depois de Jurassic World: Rebirth (2025) arrecadar mais de 868 milhões de dólares em bilheteira mundial, vários meios americanos avançam que o próximo capítulo está em preparação.  

Segundo o site Gizmodo, o realizador Gareth Edwards encontra-se em “negociações finais” para voltar ao comando da sequência, e a Universal pretende reunir novamente nomes como Scarlett Johansson, Mahershala Ali e Jonathan Bailey.  

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🦖 Sobre o filme

Jurassic World: Rebirth é o sétimo filme da franquia Jurassic Park e uma sequência autónoma de Jurassic World Dominion (2022). A trama segue uma equipa que viaja até uma instalação de investigação para recolher amostras de dinossauros raros na tentativa de revolucionar a medicina humana.  A estreia original norte-americana foi a 2 de Julho de 2025.  

🎬 Mas… e em Portugal?

Até ao momento não há anúncio oficial de quando Rebirth estará disponível em streaming em Portugal — mas dado o padrão recente da distribuidora para outros títulos da Universal, é provável que chegue primeiro em filmes premium nos cinemas e depois apareça numa das plataformas habituais como a Amazon Prime Video ou a Apple TV + . Fique atento às actualizações: normalmente a janela de estreia para streaming ocorre algumas semanas após o encerramento da exibição cinematográfica no mercado nacional.

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Glenn Close Responde Aos Críticos de All’s Fair Com Humor — e Uma Referência a Atração Fatal

A atriz de 78 anos não ficou calada perante as duras críticas à nova série de Ryan Murphy — e usou um toque de humor negro inspirado no seu clássico de 1987 para defender Kim Kardashian.

As críticas a All’s Fair, a nova série de Ryan Murphy protagonizada por Kim Kardashian e um elenco de luxo que inclui Glenn CloseSarah PaulsonNaomi Watts e Niecy Nash-Betts, têm sido arrasadoras. Mas Glenn Close, fiel à sua reputação de mulher de garra, não deixou o ataque passar em branco.

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Num gesto carregado de ironia e referências cinematográficas, a atriz partilhou no Instagram um desenho da equipa da série junto de uma panela com um coelho a ferver, acompanhada pela legenda: “👏👏👏👏👏😂”.

A ilustração é uma clara alusão a Atração Fatal (Fatal Attraction, 1987), o thriller psicológico que lhe valeu uma nomeação ao Óscar e onde a sua personagem, Alex Forrest, infamemente cozinha o coelho de estimação da filha do amante.

🔥 Uma resposta à altura

A publicação surgiu dias depois de a crítica norte-americana ter arrasado a série, chamando-a de “um desastre total”, “a pior série do ano” e “televisão feita em modo automático”. All’s Fair estreou com um devastador 0% no Rotten Tomatoes, e embora a pontuação do público tenha subido ligeiramente, o consenso entre os críticos continua longe de ser positivo.

O gesto de Close foi recebido com entusiasmo pelos colegas de elenco — Naomi Watts e Teyana Taylor reagiram com emojis de aplausos e gargalhadas, apoiando o espírito bem-humorado da veterana atriz.

⚖️ All’s Fair — entre o escândalo e a sátira

Criada por Ryan Murphy (American Horror StoryGlee), a série segue um grupo de advogadas poderosas que abrem o seu próprio escritório para representar mulheres ricas e influentes em casos de divórcio e vingança.

Kim Kardashian, que interpreta Allura Grant, uma advogada de divórcios implacável inspirada na sua própria experiência com o sistema judicial, tem sido o principal alvo das críticas — especialmente pela sua interpretação considerada “rígida” e “sem emoção”. Ainda assim, a série tem atraído audiências curiosas, impulsionada pelo seu tom camp e pela presença de nomes de peso no elenco.

💬 Glenn Close e o poder da ironia

Ao brincar com um dos papéis mais icónicos da sua carreira, Glenn Close mostrou que continua a dominar a arte de responder sem precisar de palavras — apenas com uma imagem provocadora.

A atriz, nomeada oito vezes ao Óscar, parece não se deixar abalar pelas críticas: se All’s Fair divide opiniões, a sua publicação uniu fãs e colegas numa gargalhada cúmplice.

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E, como disse um dos comentários mais populares no Instagram:

“Se Glenn Close está a cozinhar coelhos, é sinal de que a coisa vai aquecer.”

Kill Bill: The Whole Bloody Affair — Tarantino Reúne os Dois Filmes Numa Versão Integral com Animação Inédita

A Lionsgate lança finalmente nos Estados Unidos a versão completa de Kill Bill, com mais de quatro horas e novas sequências animadas criadas pela Production I.G. — resta saber se Portugal terá a mesma sorte.

Mais de vinte anos depois de Kill Bill: Volume 1 ter estreado nos cinemas, Quentin Tarantino vai finalmente mostrar ao público a sua versão definitiva da saga de vingança que marcou o início do milénio. A Lionsgate revelou o primeiro trailer de Kill Bill: The Whole Bloody Affair, a montagem integral que junta os dois filmes — Volume 1 (2003) e Volume 2(2004) — num épico de 247 minutos, com direito a cenas inéditas e nova animação japonesa.

A estreia nos Estados Unidos está marcada para 5 de Dezembro, em formato limitado de cinema, com exibições tanto em 35 mm como em 70 mm, algo raro nos dias de hoje e uma homenagem à paixão de Tarantino pelo cinema tradicional.

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🎞️ O que há de novo nesta versão

Esta montagem — que o realizador já exibira pontualmente em Cannes, em 2006, e no seu próprio cinema New Beverly, em Los Angeles — inclui sete minutos de animação totalmente inéditos, produzidos pelo aclamado estúdio japonês Production I.G, responsável por obras como Ghost in the Shell e Miss Hokusai.

As novas sequências expandem o violento capítulo “The Origin of O-Ren”, mostrando mais detalhes sobre o passado trágico da assassina interpretada por Lucy Liu. O design dos personagens ficou novamente a cargo de Katsuhito Ishii e Shōu Tajima, que também trabalharam na animação original de 2003.

O resultado promete uma experiência mais fluida e completa, sem interrupções entre volumes e com a intensidade visual e rítmica que Tarantino sempre idealizou — sangue, katanas e close-ups à moda do spaghetti western.

🎬 Um regresso sangrento às origens

The Whole Bloody Affair é, em essência, o director’s cut definitivo de Kill Bill, pensado como uma única história desde o início da produção. A separação em dois volumes foi uma exigência comercial da Miramax, na altura. Agora, Tarantino cumpre o seu desejo de mostrar a história completa da “Noiva” (The Bride), vivida por Uma Thurman, tal como a concebeu: uma tragédia de vingança contada em capítulos, com influências do cinema japonês, do western italiano e do kung fu clássico.

🇵🇹 E em Portugal?

Até ao momento, não há confirmação de estreia portuguesa desta edição integral. A Lionsgate anunciou apenas o lançamento em território norte-americano, e não é certo que alguma distribuidora europeia venha a exibir o filme nas salas nacionais.

Contudo, dado o interesse constante pela obra de Tarantino e o sucesso que as versões restauradas dos seus filmes têm tido em festivais e ciclos de cinema, é possível que alguma distribuidora independente portuguesa (como a Midas ou a Alambique) se interesse por trazer o título, pelo menos em exibições limitadas.

Se isso não acontecer, a esperança recai sobre o streaming: como a Lionsgate tem parcerias ativas com a Prime Video e o FilminThe Whole Bloody Affair poderá chegar a Portugal por essa via nos próximos meses.

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Por agora, os fãs terão de aguardar — mas uma coisa é certa: Tarantino não apenas reviveu a sua Noiva, como também reanimou o mito de Kill Bill com a paixão e o detalhe que só ele consegue imprimir no ecrã.

Jeremy Renner Nega Acusações de Má Conduta Feitas pela Realizadora Yi Zhou

A cineasta chinesa afirma que o ator lhe enviou fotos íntimas não solicitadas e a ameaçou com as autoridades de imigração após o fim da relação — alegações que o representante do ator classifica como “totalmente falsas”.

O ator Jeremy Renner, conhecido pelo papel de Hawkeye no universo Marvel, foi novamente alvo de polémica após a realizadora e artista Yi Zhou o ter acusado de má conduta e intimidação. Zhou afirma que o ator lhe enviou fotografias íntimas não solicitadas e, mais tarde, a ameaçou com um contacto à imigração norte-americana (ICE) quando o relacionamento entre ambos se deteriorou.

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As acusações surgiram através de uma série de publicações no Instagram, seguidas de uma entrevista concedida ao Daily Mail. Segundo Zhou, a relação com Renner terá começado nas redes sociais no início deste ano, depois de o ator alegadamente lhe ter enviado fotografias de teor sexual. Os dois teriam posteriormente colaborado parcialmente no documentário “Chronicles of Disney”, lançado recentemente e que, de acordo com Zhou, incluía entrevistas com várias figuras associadas à empresa — entre elas, o próprio Renner, usado no material promocional do filme.

Zhou afirma que o conflito começou quando o ator recusou promover o documentário, incluindo o pedido de que desmentisse publicamente rumores de que o projeto teria sido feito com recurso a inteligência artificial.

“Quando o confrontei em privado sobre o seu comportamento e pedi respeito, ele ameaçou contactar o ICE sobre mim”, escreveu a realizadora, acrescentando que ficou “profundamente chocada e assustada”.

A resposta de Renner

Em resposta às acusações, um representante de Jeremy Renner declarou à revista Rolling Stone que as alegações são “totalmente imprecisas e falsas”, sublinhando que o ator nega qualquer tipo de assédio, ameaça ou má conduta.

Zhou, por sua vez, publicou no Instagram capturas de ecrã de mensagens e fotografias onde Renner alegadamente surge, apresentando-as como provas do que aconteceu. Nenhuma dessas evidências foi ainda verificada de forma independente.

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Contexto e reações

Yi Zhou é uma realizadora e artista multimédia de origem chinesa, conhecida pelos seus projetos ligados à arte digital e por explorar o impacto da inteligência artificial na criação artística. O seu próximo filme, “Stardust Future”, é uma produção animada com IA — e, segundo relatos, Renner teria inicialmente estado envolvido nesse projeto antes do desentendimento.

O caso ainda não deu origem a qualquer processo judicial ou queixa formal. Até ao momento, o ator — que regressou recentemente ao trabalho após o grave acidente de mota de neve em 2023 — não se pronunciou publicamente sobre o tema.

Mistério em Hollywood: Jimmy Kimmel Live! Cancelado Subitamente e ABC Mantém Silêncio

O episódio da passada quinta-feira foi retirado da grelha horas antes da emissão. A ausência do apresentador reacende rumores sobre conflitos políticos e questões pessoais.

O mundo do entretenimento norte-americano ficou em alvoroço com o cancelamento repentino do episódio de quinta-feira de Jimmy Kimmel Live!, um dos programas de late night mais populares dos Estados Unidos. A decisão, tomada apenas algumas horas antes da emissão, apanhou de surpresa o público, os convidados e até a própria equipa de produção.

Segundo o Daily Mail e o Rolling Stone, a ABC justificou internamente o cancelamento com um “assunto pessoal”, embora não tenha fornecido qualquer detalhe adicional. A falta de explicações levou a uma onda de especulações entre fãs e meios de comunicação norte-americanos.

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📺 Um episódio fantasma

A emissão de quinta-feira estava prevista para receber David DuchovnyJoe Keery (Stranger Things) e Madison Beer, mas foi abruptamente substituída por uma repetição do programa de 28 de outubro.

A própria Madison Beer confirmou o sucedido nas redes sociais:

“Devido a circunstâncias imprevistas, o Jimmy Kimmel Live! precisou reagendar a minha atuação desta noite para uma data futura”, escreveu a cantora no X (antigo Twitter).

Os espectadores que tinham bilhetes para a gravação também receberam um e-mail de cancelamento de última hora, pedindo desculpas e prometendo reagendar a participação em futuras gravações.

🔥 Um historial recente de polémicas

O desaparecimento repentino do ar acontece num contexto conturbado para o apresentador. Em setembro, o programa foi temporariamente suspenso pela Disney, empresa-mãe da ABC, após comentários controversos de Kimmel sobre o assassinato do ativista de direita Charlie Kirk.

Na altura, o apresentador criticou “a ala MAGA” (movimento de apoio a Donald Trump) por tentar afastar o suspeito do crime de qualquer ligação ideológica, o que levou a queixas formais à Comissão Federal das Comunicações (FCC). O chefe da FCC, Brendan Carr, chegou a censurar publicamente Kimmel, o que resultou numa suspensão temporária do programa.

O apresentador regressou ao ar a 23 de setembro, mas o episódio abalou a sua relação com a ABC e reacendeu tensões políticas.

💬 Tentativas falhadas de reconciliação

Em outubro, Erika Kirk, viúva do ativista Charlie Kirk, revelou à Fox News que rejeitou um convite do programa para uma entrevista após Kimmel tentar pedir desculpas.

“Não quero desculpas forçadas. Se não é sentido, não o faças”, afirmou Erika, acrescentando que considerou o gesto “pouco sincero”.

Ao mesmo tempo, Kimmel voltou a surpreender ao declarar publicamente que gostaria de entrevistar Donald Trumpno programa, apesar das trocas de insultos que ambos têm mantido há anos.

“Adoraria tê-lo no programa. Acho que ele sabe disso. Sim, vou convidá-lo”, disse o apresentador, provocando risos e aplausos no público.

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🕵️‍♂️ Mistério por resolver

Até ao momento, nem Jimmy Kimmel nem a ABC emitiram qualquer comunicado sobre o cancelamento de quinta-feira, deixando no ar várias hipóteses — desde problemas familiares a novas pressões políticas dentro da Disney.

O certo é que, por agora, o silêncio é o maior mistério de Hollywood.

Guillermo del Toro Reinventa Frankenstein para a Era da Inteligência Artificial

A nova adaptação do clássico de Mary Shelley estreia hoje na Netflix — também em Portugal — e traz Oscar Isaac e Jacob Elordi num duelo entre criação e destruição, com um olhar feroz sobre os “deuses” da tecnologia moderna.

O monstro mais famoso da literatura volta a ganhar vida — literalmente — pelas mãos de Guillermo del Toro, e a crítica internacional já o descreve como “o Frankenstein que Mary Shelley escreveria se vivesse em 2025”. A aguardada adaptação, estreada hoje na Netflix (disponível também em Portugal), é uma leitura intensa e contemporânea sobre ciência sem ética, ego e responsabilidade, temas que o realizador de A Forma da Água domina como poucos.

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💀 Um Frankenstein para a era digital

Del Toro transporta o mito clássico para uma leitura moderna, onde Victor Frankenstein (interpretado por Oscar Isaac) surge como uma espécie de génio tecnológico obcecado com a criação — mais próximo de um Elon Musk ou Sam Altman do que de um cientista vitoriano. A crítica do Engadget foi incisiva: “O Frankenstein de Del Toro é o reflexo sombrio dos visionários do Vale do Silício — homens que gritam ‘Está vivo!’ sem se importarem com as consequências.”

Na história, o cientista reanima um corpo morto apenas porque pode, sem medir as implicações morais do ato. A criatura — interpretada com uma vulnerabilidade arrepiante por Jacob Elordi — nasce inocente, mas é rejeitada pelo seu criador, repetindo o ciclo de dor e abandono. A brutalidade física das cenas contrasta com a melancolia do olhar do monstro, num registo visual que é puro del Toro: luxo gótico, sangue e poesia em partes iguais.

⚡ Entre o terror e a tragédia

Desde a sua estreia mundial, Frankenstein tem sido descrito como uma das obras mais pessoais do realizador. Tal como confessou à NPR, Del Toro cresceu fascinado pelo monstro de 1931 — e este filme parece ser o culminar de uma obsessão de infância.

“Ver o monstro pela primeira vez foi uma epifania”, disse o realizador. “Fez-me compreender a minha fé, o meu amor pela vida e o que significa criar algo imperfeito.”

Críticos de publicações como o Variety e o The Guardian destacam o equilíbrio entre espetáculo visual e reflexão filosófica, com um elenco que “transcende a caricatura” — Oscar Isaac como o criador narcisista e Jacob Elordi como a criatura mais humana que o homem que a fez. A atriz Elizabeth, figura trágica e romântica, completa o triângulo emocional num filme que mistura horror, amor proibido e culpa.

🧠 Uma crítica ao mundo moderno

Mais do que um remake, Del Toro transforma Frankenstein num espelho da sociedade contemporânea: a busca incessante por inovação, o poder das corporações tecnológicas e a erosão da empatia humana.

“Porque é que Victor trouxe os mortos de volta à vida? Porque podia”, resume um dos críticos do IndieWire. “E essa é exatamente a lógica que hoje move o Vale do Silício.”

O filme é, assim, tanto um conto gótico como uma fábula sobre a arrogância da inteligência artificial e da biotecnologia, num mundo onde criar deixou de ser um ato de descoberta e passou a ser uma questão de domínio.

Quando questionado sobre o uso de ferramentas de IA no cinema, Del Toro respondeu à NPR sem hesitar:

“Preferia morrer.”

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🎬 A assinatura de um mestre

Filmado com cenários grandiosos e uma fotografia deslumbrante, o novo Frankenstein tem tudo o que se espera de Del Toro: monstros com alma, beleza na escuridão e uma dor que é, paradoxalmente, profundamente humana.

Disponível a partir de hoje na Netflix, o filme já é considerado uma das estreias do ano — uma história intemporal que, duzentos anos depois, continua a perguntar: quem é o verdadeiro monstro — o criador ou a criatura?

Seth Rogen Revê o Escândalo de The Interview, 11 Anos Depois: “Provavelmente Foi a Coreia do Norte… Mas Talvez Com Ajuda de Americanos”

O ator e argumentista reflete sobre o hack da Sony em 2014, o impacto que teve em Hollywood e o que realmente aprendeu com a polémica com a Coreia do Norte.

Onze anos depois do caos em torno de The Interview — a comédia que quase causou um incidente diplomático entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte —, Seth Rogen voltou a falar sobre o assunto. Em entrevista à GQ, o ator e realizador admitiu que ainda não sabe ao certo quem esteve por trás do ataque informático à Sony Pictures, que se tornou um dos episódios mais controversos da história recente de Hollywood.

“Acho que estou finalmente em paz com o que aconteceu”, confessou Rogen. “Mas ainda não tenho a certeza absoluta de quem fez o quê. A verdade continua a ser um pouco esquiva para mim. Provavelmente foi a Coreia do Norte… mas talvez com ajuda de pessoas na América?”

💻 O hack que abalou Hollywood

Em 2014, pouco antes da estreia de The Interview, a Sony foi vítima de um ataque cibernético massivo que expôs milhares de e-mails e documentos internos da empresa. O grupo responsável, que se autodenominava Guardians of Peace, exigiu que o estúdio cancelasse o lançamento do filme — uma sátira política em que Rogen e James Francointerpretam dois jornalistas recrutados pela CIA para assassinar o ditador norte-coreano Kim Jong-un, vivido por Randall Park.

A Coreia do Norte reagiu furiosamente, descrevendo o filme como “um ato de guerra”, e as ameaças foram levadas tão a sério que a Sony optou por cancelar a estreia nos cinemas e lançar o filme apenas online.

“Houve pessoas a perder os empregos por causa disto. A Amy Pascal [presidente da Sony] acabou por ser afastada. Foi um terramoto em Hollywood”, recordou Rogen. “A forma como os estúdios passaram a lidar com controvérsia mudou completamente.”

🎬 O que Rogen mudaria — mas no guião, não no escândalo

Curiosamente, quando olha para trás, Seth Rogen diz que as suas maiores críticas ao filme não têm a ver com o incidente político, mas com o próprio argumento.

“Com tudo o que aconteceu, o que penso é: ‘Podíamos ter acrescentado mais uma grande sequência cómica no segundo ato’. É nisso que fico a pensar”, brincou. “Hoje tenho uma noção mais clara do que é preciso para fazer uma comédia funcionar de verdade.”

🧨 Um “teste de fogo” para a liberdade criativa

O escândalo de The Interview forçou a indústria a debater os limites da sátira e da liberdade artística. Rogen admite que o episódio o marcou profundamente, mas também redefiniu a sua noção de controvérsia:

“Percebi o que é realmente uma polémica. Se o presidente fala sobre isso e a ONU emite um comunicado — isso é polémica. Se alguém se zanga no Twitter, não é.”

Mais de uma década depois, o ator parece finalmente ter feito as pazes com o passado — embora a pergunta que o persegue desde 2014 continue sem resposta definitiva: quem, afinal, atacou a Sony?

Viúva Clicquot: A Mulher que Transformou o Champanhe Numa Lenda

Baseado numa história verídica, o filme retrata Barbe-Nicole Ponsardin Clicquot, uma das primeiras grandes empresárias da era moderna — e o rosto por trás de uma das marcas mais icónicas do mundo.

Chega aos cinemas portugueses no dia 13 de novembro o aguardado drama histórico Viúva Clicquot, inspirado na biografia bestseller do New York Times que celebra a vida e o legado de Barbe-Nicole Ponsardin Clicquot, a visionária que revolucionou o universo do champanhe.

Após a morte prematura do marido, Barbe-Nicole recusa-se a seguir o destino convencional reservado às mulheres do início do século XIX. Em vez disso, decide tomar as rédeas da pequena adega familiar e transformá-la num império. Determinada, enfrenta guerras, intrigas e preconceitos, mas acaba por criar um dos nomes mais prestigiados do mundo do luxo: Veuve Clicquot.

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🍾 Uma história de coragem e inovação

Protagonizado por Haley Bennett, no papel da jovem viúva que desafia o seu tempo, o filme conta também com Tom Sturridge e Sam Riley. A realização está a cargo de Thomas Napper, com produção de Joe Wright (Orgulho e PreconceitoA Hora Mais Negra).

A narrativa acompanha as batalhas pessoais e profissionais de uma mulher que, num mundo dominado por homens, ousou liderar e inovar — criando um método de produção que redefiniu o champanhe e transformou o nome Clicquot num símbolo internacional de audácia e excelência.

🎬 Uma produção com sabor francês

Filmado inteiramente em França, Viúva Clicquot leva o espectador ao coração da região de Reims e Chablis, na Borgonha, locais onde o champanhe nasceu. O Château de Béru serve de cenário à propriedade da família Clicquot, e o filme contou com apoio direto dos arquivos da Maison Clicquot, garantindo um rigor histórico e visual excecionais.

Entre paisagens bucólicas, detalhes de época e uma fotografia que evoca o brilho dourado do champanhe, o filme é tanto uma homenagem à bebida quanto à mulher que ousou desafiar o impossível.

💛 Uma celebração do espírito feminino

Mais do que uma biografia, Viúva Clicquot é uma história sobre resiliência, ambição e amor — uma viagem emocional através das perdas e conquistas de uma mulher que deixou a sua marca na história e abriu caminho para gerações futuras de empreendedoras.

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Com distribuição da NOS Audiovisuais, o filme estreia a 13 de novembro nas salas de cinema nacionais.

“Nuremberga” Divide Críticos e Historiadores: Afinal, o Que É Real no Novo Filme Sobre os Julgamentos Nazis?

Com Rami Malek e Russell Crowe nos papéis principais, o filme retrata os bastidores dos julgamentos de Nuremberga — mas até que ponto é fiel à História?

Estreado recentemente nos cinemas, Nuremberga (Nuremberg, no original) é um dos filmes mais comentados do momento — e também um dos mais escrutinados pelos historiadores. Realizado por James Vanderbilt (ZodiacTruth), o drama mergulha nas consequências imediatas da Segunda Guerra Mundial, acompanhando o julgamento dos principais líderes nazis em 1945 e 1946.

Mas enquanto o público elogia as interpretações intensas de Rami Malek (como o psiquiatra militar Douglas Kelley) e Russell Crowe (como Hermann Göring), várias publicações norte-americanas — entre elas o USA Today e o Variety — levantam a questão: até que ponto o filme é historicamente preciso?

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🧠 O psiquiatra que tentou compreender o mal

O ponto de partida de Nuremberga é o livro de não-ficção The Nazi and the Psychiatrist, de Jack El-Hai, que documenta a relação entre o psiquiatra do exército americano Douglas Kelley e o prisioneiro nazi Hermann Göring, antes e durante os julgamentos.

No filme, Kelley tenta compreender a mente de Göring e o que leva um homem a cometer atrocidades em massa. O próprio realizador explicou que a relação entre ambos “era de confronto e fascínio mútuo”:

“Eles provocavam-se e analisavam-se um ao outro — e, de certa forma, acabaram por apreciar essa troca intelectual”, disse Vanderbilt.

De facto, Kelley e Göring chegaram a desenvolver uma relação de confiança, e o psiquiatra chegou mesmo a entregar cartas de Göring à sua mulher — algo confirmado nos registos históricos. O realizador revelou ainda que uma cena cortada do filme mostrava Göring a pedir a Kelley que levasse a sua filha para os EUA, antecipando que a Alemanha “seria um mau lugar para ela crescer”.

🎞️ As imagens reais dos campos de concentração

Uma das sequências mais poderosas do filme mostra os vídeos documentais dos campos de concentração nazis, apresentados como prova no tribunal. Vanderbilt recriou fielmente esse momento: a fita usada na rodagem contém seis minutos do filme original de 52 minutos realizado por John Ford, que foi efetivamente exibido durante os julgamentos de Nuremberga.

Os atores — entre eles Michael Shannon (como o juiz Robert H. Jackson) e Richard E. Grant — assistiram às imagens pela primeira vez durante a filmagem da cena, para capturar reações genuínas.

“Não foi preciso muito ‘atuar’ — todos ficaram profundamente afetados”, admitiu o elenco em entrevista.


⚖️ O duelo entre Jackson e Göring — e o embaraço histórico

Um dos momentos-chave da narrativa é o confronto entre o procurador-geral norte-americano Robert H. Jackson e Göring. No filme, Jackson começa forte, mas hesita, dando margem ao réu para dominar o interrogatório — até que o advogado britânico David Maxwell-Fyfe intervém e expõe as contradições de Göring sobre os campos de extermínio.

Segundo Vanderbilt, essa troca aconteceu mesmo e consta dos registos oficiais:

“Muitos historiadores acharam que não iríamos mostrar o embaraço de Jackson, mas fiz questão de o incluir. A verdade histórica é mais interessante do que a perfeição.”

📻 O aviso ignorado de Douglas Kelley

O filme termina com Kelley a conceder uma entrevista de rádio, onde alerta para o perigo de um novo ressurgimento do fascismo. Embora a cena seja parcialmente dramatizada, o discurso baseia-se em trechos reais do livro 22 Cells in Nuremberg, escrito pelo próprio Kelley após os julgamentos.

Na época, as suas opiniões foram mal recebidas — o público estava cansado da guerra e preferia não refletir sobre as suas causas. Vanderbilt quis destacar esse contraste: “As tropas aliadas celebravam a vitória, mas a Alemanha estava em ruínas. Queríamos mostrar essas duas faces da História.”

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🎬 Um filme de história… e de reflexão

Com uma reconstituição minuciosa, diálogos retirados de transcrições reais e um elenco de peso que inclui Leo WoodallMichael Shannon e Richard E. GrantNuremberga procura equilibrar rigor e emoção.

Ainda assim, alguns críticos apontam que o realizador tomou liberdades narrativas — nomeadamente no retrato da relação pessoal entre Kelley e Göring — para tornar o drama mais cinematográfico.

No essencial, porém, o consenso é que o filme respeita os factos históricos principais e capta com autenticidade a atmosfera moral e psicológica do pós-guerra.

Nuremberga está agora em exibição nos cinemas portugueses e promete gerar debate — não apenas sobre o passado, mas também sobre o presente.

Pluribus: O Criador de Breaking Bad Regressa à Televisão com uma Série de Ficção Científica Surpreendente

Vince Gilligan estreia-se na Apple TV+ com Pluribus, uma sátira de ficção científica onde Rhea Seehorn é a única pessoa infeliz num mundo dominado pela felicidade obrigatória.

O génio por trás de Breaking Bad e Better Call Saul está de volta — e desta vez, em terreno completamente novo. Vince Gilligan regressa à televisão com Pluribus, a sua nova série de ficção científica que estreia hoje na Apple TV+, com os dois primeiros episódios já disponíveis.

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A série marca o reencontro de Gilligan com Rhea Seehorn, a atriz que brilhou como Kim Wexler em Better Call Saul, e que aqui assume o papel principal de Carol, uma escritora de romances românticos que se vê como a única pessoa infeliz num planeta onde todos os outros parecem… demasiado felizes.

Um mundo feliz demais

Os detalhes da trama têm sido cuidadosamente guardados, mas o que se sabe é suficiente para intrigar: um fenómeno misterioso transformou toda a humanidade num coletivo de felicidade permanente — uma espécie de “mente colmeia” emocional. Até o presidente tenta convencer Carol a “aderir à felicidade global”.

Mas, como Gilligan tão bem sabe, demasiada felicidade também pode ser um problema. Quando todos pensam da mesma forma, a liberdade desaparece. Carol decide resistir e lutar contra essa utopia forçada, tornando-se — ironicamente — a última esperança da humanidade.

“É uma história sobre o perigo de querer controlar emoções humanas em nome da harmonia”, disse Gilligan em entrevista recente. “Carol é o oposto de Walter White — ela tenta salvar o mundo, mesmo que ninguém queira ser salvo.”

Rhea Seehorn em destaque absoluto

Em Pluribus, Seehorn carrega praticamente toda a série às costas, presente na maioria das cenas e alternando entre momentos de humor absurdo e drama existencial. A atriz volta a provar a sua versatilidade, desta vez num registo mais surrealista e introspectivo.

O elenco de apoio inclui Carlos Manuel VesgaKarolina Wydra e Miriam Shor, num enredo que combina sátira social, ficção científica e reflexões filosóficas sobre a natureza da felicidade.

Filmada em Albuquerque, no Novo México — a mesma cidade onde nasceram Breaking Bad e Better Call Saul —, a série mantém algumas familiaridades visuais, mas não pertence ao universo de Walter WhitePluribus é uma história completamente independente.

Uma aposta ambiciosa da Apple TV+

Apple TV+ acredita firmemente no potencial do novo projeto de Gilligan: o estúdio encomendou logo duas temporadas de uma só vez, com um orçamento de cerca de 15 milhões de dólares por episódio.

A primeira temporada conta com nove episódios, lançados semanalmente todas as sextas-feiras, culminando no final a 26 de Dezembro.

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A crítica internacional tem sido entusiasta, descrevendo Pluribus como uma “fábula científica com alma”, um cruzamento improvável entre Black Mirror e The Truman Show, mas com o toque de humor e humanidade que distingue o criador de Breaking Bad.

Elenco de The Witcher Fica Preso num Lago no País de Gales Após Descoberta de Bombas do Século XIX

Durante as filmagens da quarta temporada, Liam Hemsworth e Joey Batey viveram um momento digno da própria série — com explosivos reais e tudo.

Nem os monstros de The Witcher conseguiram competir com o susto real vivido pelo elenco durante as filmagens da quarta temporada da série da Netflix. Os atores Liam Hemsworth e Joey Batey revelaram que ficaram presos num barco no País de Gales depois de terem sido descobertas bombas do século XIX nas águas do Llyn Padarn, um lago localizado em Gwynedd.

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Durante uma entrevista promocional, Hemsworth e Batey contaram o episódio insólito que aconteceu enquanto gravavam várias cenas de ação na região.

“Passámos cerca de duas semanas num barco, e num dos dias ouvimos a equipa em terra dizer-nos pelo rádio que tínhamos de ficar onde estávamos”, explicou Batey. “Não havia mais ninguém connosco no barco — só nós e umas barras de proteína escondidas. Perguntámos se podíamos regressar e eles responderam: ‘Bem… não entrem em pânico’.”

Pouco depois, os atores descobriram que uma equipa de desativação de explosivos tinha sido chamada ao local.

“Disseram-nos que o lugar mais seguro para nós naquele momento era… o barco”, recordou Batey, entre risos.

O ator contou ainda que a reação do colega Laurence Fishburne — que se junta ao elenco nesta temporada como Emiel Regis — foi de puro humor britânico:

“Ele só disse: ‘Claro que sim… o que mais poderia ser?’ E rimo-nos imenso.”

Explosão real e susto a sério

Liam Hemsworth, que substitui Henry Cavill como Geralt de Rivia nas duas últimas temporadas da série, confirmou que ouviu uma explosão quando regressou ao estúdio.

“Eu estava no meu reboque, a almoçar, e de repente ouvi um estrondo enorme. Pensei: ‘Não pode ter sido a bomba a explodir… está tudo bem?’”, relatou o ator australiano.

As autoridades confirmaram mais tarde que os engenhos explosivos datavam do século XIX e foram removidos com segurança.

A nova era de The Witcher

Com Henry Cavill fora da produção, Liam Hemsworth assume agora o papel do bruxo caçador de monstros, conhecido como o Lobo Branco. A quarta temporada marca o início da sua era como protagonista, ao lado de Joey Batey, que regressa como Jaskier, e Laurence Fishburne, uma das novas adições ao elenco.

As filmagens decorreram em várias localizações do País de Gales, incluindo o Castelo de Doldabarn e uma pedreira perto do Llyn Padarn. Segundo a Netflix, o país ofereceu “as paisagens ideais” para recriar o mundo épico e sombrio da saga inspirada nos livros de Andrzej Sapkowski e nos populares videojogos homónimos.

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Parece que, desta vez, o perigo foi bem real — e não veio de uma criatura mágica. Mas se há algo que aprendemos com Geralt de Rivia, é que nem mesmo um par de bombas históricas consegue travar um bruxo em serviço.