As canções que definem “Peaky Blinders”: Cillian Murphy revela a banda sonora da alma de Tommy Shelby 

Há séries que se vêem. E depois há aquelas que se sentem — que ficam no corpo, no ritmo, na memória. Peaky Blinderspertence claramente a esse segundo grupo. E muito disso deve-se à sua identidade sonora, tão marcante quanto os fatos, os diálogos ou o olhar impenetrável de Tommy Shelby.

Agora, com a chegada de Peaky Blinders: The Immortal Man à Netflix, Cillian Murphy decidiu abrir uma porta rara para o universo da série: revelou as canções que, para si, melhor captam a essência da história e da sua personagem.

E, como seria de esperar, não estamos a falar de uma simples playlist. Estamos a falar de uma declaração de intenções.

Uma banda sonora feita de sombras, intensidade e rebeldia

Entre as escolhas, destaca-se imediatamente ‘War Pigs’, dos Black Sabbath — uma música que Murphy descreve como “fenomenal”. Não é difícil perceber porquê. Há uma crueza, uma energia quase violenta, que encaixa na perfeição no mundo brutal e impiedoso dos Shelby.

Murphy vai mais longe e estabelece um paralelismo curioso: Tommy Shelby e Ozzy Osbourne partilham algo essencial — uma rebeldia quase visceral, uma forma de estar à margem, mesmo quando estão no centro de tudo.

Outra escolha que diz muito sobre o tom da série é ‘You Want It Darker’, de Leonard Cohen. Aqui, o actor toca no coração da questão: Peaky Blinders é, acima de tudo, uma história sombria — mas também profundamente elegante. Tal como a canção, move-se entre a escuridão e a beleza.

Entrar na pele de Tommy Shelby

Para Murphy, há uma música em particular que funciona quase como um ritual de transformação: ‘The Eraser’, de Thom Yorke. É com ela que encontra o tom, o ritmo interno da personagem.

Não é apenas uma escolha estética — é quase um método.

Já ‘Mandika’, de Sinéad O’Connor, surge associada a uma das figuras mais marcantes da série: Polly Gray. Murphy vê na cantora a mesma ferocidade e coragem que definem a personagem. Uma ligação emocional, mais do que musical.

Bowie, Shelby e uma ligação improvável

Mas é com David Bowie que surge um dos momentos mais pessoais deste relato.

A escolha de ‘Lazarus’, incluída no álbum Blackstar, não é apenas simbólica — é íntima. Murphy revela que Bowie era fã da série desde cedo, numa altura em que ainda não tinha conquistado o reconhecimento global.

Mais do que isso: chegaram a trocar palavras sobre Peaky Blinders. E há um gesto que diz tudo — Murphy enviou-lhe a boina icónica de Tommy Shelby, com a lâmina incluída. Bowie respondeu com uma fotografia a usá-la.

Um objecto. Um gesto. Uma memória que ficou.

Muito mais do que música

A banda sonora de Peaky Blinders nunca foi apenas um complemento. É parte da identidade da série — uma extensão emocional das personagens e do mundo que habitam.

As escolhas de Cillian Murphy confirmam isso mesmo: cada música ajuda a construir Tommy Shelby. Cada som contribui para a tensão, para o silêncio, para o peso das decisões.

E agora, com Peaky Blinders: The Immortal Man, essa ligação ganha nova vida.

Quatro anos depois do fim da série, Tommy regressa. E, ao que tudo indica, a música continuará a ser uma das suas armas mais poderosas.

Há algo de profundamente adequado no facto de Murphy escolher estas canções para definir Peaky Blinders. Nenhuma é óbvia. Nenhuma é leve. Todas carregam densidade, história, conflito.

Tal como a própria série.

E talvez seja isso que faz de Peaky Blinders algo especial: não é apenas o que vemos — é o que ouvimos… e o que sentimos entre cada silêncio.

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Cillian Murphy Regressa como Tommy Shelby no Filme The Immortal Man

Cillian Murphy está de volta às filmagens, desta vez para o aguardado filme The Immortal Man, uma expansão do universo de Peaky Blinders. O ator, conhecido pela sua interpretação inesquecível de Tommy Shelby, foi recentemente fotografado em Manchester durante as gravações, exibindo o icónico visual que marcou a sua personagem ao longo de seis temporadas da aclamada série.

Os fãs da série, que acompanha o gangue Shelby na Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial, aguardam ansiosamente por esta adaptação cinematográfica. As imagens divulgadas pelo Daily Mail mostram Murphy trajando o característico fato e boné de Tommy Shelby, reacendendo a nostalgia e a expectativa pela nova produção. A narrativa do filme, intitulada The Immortal Man, promete aprofundar as intrigas, os conflitos e o legado da família Shelby, agora numa escala cinematográfica.

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Com um enredo ainda envolto em mistério, o filme é uma oportunidade única para os admiradores da série explorarem novos capítulos da história deste carismático gangue. A transição para o grande ecrã marca um momento significativo na trajetória de Peaky Blinders, consolidando o impacto cultural da série e reafirmando o talento de Murphy em dar vida a um dos personagens mais complexos da televisão.

Prepare-se para revisitar o mundo intenso e imprevisível de Tommy Shelby e descobrir como o legado dos Shelby será eternizado no cinema.

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