Stranger Things: Tales From ’85 — O Universo de Hawkins Regressa Hoje em Animação

O universo de Stranger Things ficou formalmente fechado em 2025, quando a quinta e última temporada encerrou a história de Eleven, Mike, Dustin, Lucas e Will com uma despedida que a Netflix tratou como um evento cultural de primeira ordem. O que a Netflix e os Duffer Brothers deixaram em aberto — deliberadamente — foi a possibilidade de regressar ao universo sem regressar à mesma história. Stranger Things: Tales From ’85, que estreia hoje na plataforma, é a primeira resposta a essa possibilidade.

A série animada passa-se no inverno de 1985, em Hawkins, e segue os personagens originais em novas aventuras paranormais.  É, nas palavras dos Duffer Brothers, uma tentativa de capturar “a magia de Hawkins de uma forma nova” — e a forma nova é a animação, com uma estética deliberadamente inspirada nos desenhos animados de sábado de manhã dos anos 80. O showrunner é Eric Robles, que produziu o projecto através da Flying Bark Productions, os mesmos responsáveis por What If…? da Marvel.

A aposta é arriscada por razões que qualquer fã de franchise conhece bem. A animação pode parecer uma extensão comercial — um produto para manter a marca activa entre os fãs mais jovens sem o risco criativo e financeiro de uma nova temporada live-action. Ou pode ser exactamente o oposto: uma forma de explorar o universo com uma liberdade que a série original não tinha, sem o peso das expectativas que cada temporada carregava. Os Duffer descreveram-na como uma oportunidade de “regressar no tempo e simplesmente estar com estas crianças” — uma frase que soa sincera e que, se a série concretizar essa promessa, pode ser exactamente o que a franchise precisava para sobreviver além do seu arco principal.

A série junta ao elenco de vozes de personagens familiares uma nova personagem, Nikki Baxter, com voz de Odessa A’zion, conhecida de Marty Supreme. Os Duffer Brothers e Hilary Leavitt produzem executivamente através da Upside Down Pictures, junto com Shawn Levy e Dan Cohen. É uma produção com o mesmo nível de cuidado da série original — a questão é se o público vai abraçar Hawkins numa dimensão diferente, ou se a magia era inseparável dos actores que a construíram ao longo de oito anos.

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