Em Apenas 24 Horas, Tornou-se Rei do Streaming — E Está a Chegar a Portugal

Há sequelas que chegam discretamente ao streaming. E depois há casos como Predator: Badlands, que em apenas um dia se tornou o filme mais visto da Hulu nos Estados Unidos.

A produção da Disney, que arrecadou 184 milhões de dólares nas salas de cinema em 2025 — o melhor resultado de sempre da saga Predator — estreou na plataforma norte-americana a 12 de Fevereiro e subiu imediatamente ao topo da tabela de visualizações, segundo dados da FlixPatrol. Um desempenho fulgurante que confirma que o apetite pelo universo Yautja está longe de esmorecer.

Do Cinema ao Streaming… Sempre em Alta

O percurso comercial de Predator: Badlands tem sido tudo menos modesto. A estreia em sala arrancou com 40 milhões de dólares no primeiro fim-de-semana, um recorde interno da franquia, face a um orçamento de 105 milhões. Posteriormente, também dominou o mercado PVOD mal ficou disponível nesse formato.

Realizado por Dan Trachtenberg, o filme representa um ponto de viragem criativo: pela primeira vez, um Yautja — a espécie conhecida popularmente como Predator — assume o papel de protagonista. A narrativa acompanha Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), um jovem guerreiro que tenta provar o seu valor caçando uma presa considerada impossível de matar. Ao seu lado surge Thia, uma andróide da Weyland-Yutani interpretada por Elle Fanning, numa jornada através do temível “Planeta da Morte”.

O filme surge na sequência directa do sucesso de Prey, também realizado por Trachtenberg e lançado directamente na Hulu em 2022, bem como do projecto animado Predator: Killer of Killers, estreado no início de 2025.

E Em Portugal, Quando Estreia?

Nos Estados Unidos, Predator: Badlands está disponível na Hulu, serviço que não opera em Portugal. Por cá, os conteúdos da Hulu integram normalmente o catálogo da Disney+.

De acordo com o calendário europeu da plataforma, Predator: Badlands estreia em Portugal na Disney+ a 21 de Fevereiro de 2026, integrando a secção Star do serviço. A confirmação surge após a habitual janela de exclusividade norte-americana.

Crítica Sólida e Futuro em Aberto

No agregador Rotten Tomatoes, o filme apresenta 86% de aprovação “Certified Fresh”. Não supera os impressionantes 95% de Killer of Killers ou os 94% de Prey, mas consolida a fase positiva da franquia.

Apesar de Dan Trachtenberg ter assinado recentemente um acordo com a Paramount, o realizador já garantiu que continua comprometido com o futuro da saga. Em entrevistas recentes, deixou claro que há múltiplos caminhos por explorar — tanto em live-action como em animação — incluindo novas épocas históricas e abordagens ainda não vistas numa grande franquia de ficção científica.

Se o desempenho nas salas e no streaming servir de indicador, o caçador interestelar está longe de pendurar as lâminas. Pelo contrário: parece ter encontrado um novo fôlego — e um público renovado.

Predator: Badlands Conquista a Crítica e Estreia com 86% no Rotten Tomatoes

O novo capítulo da saga de ficção científica surpreende fãs e críticos com uma abordagem ousada: desta vez, o Predador é o herói.

A selva voltou a tremer — mas, desta vez, o monstro está do lado certo da luta. Predator: Badlands, o mais recente filme do realizador Dan Trachtenberg, chegou à crítica e já é apontado como uma das melhores surpresas do ano.

Com uma pontuação de 86% no Rotten Tomatoes, baseada em 51 críticas, o filme foi elogiado por reinventar a fórmula da saga e dar-lhe um toque inesperado de aventura, emoção e humor.

Segundo o consenso dos críticos, Badlands “mantém o sangue e a brutalidade característicos, mas adiciona coração e propósito ao caos.”

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Um Predador com alma (e propósito)

Na nova história, o centro da ação deixa de ser o humano em fuga. Aqui, o protagonista é Dek, um jovem Yautja (a espécie alienígena dos Predadores), interpretado por Dimitrius Schuster-Koloamatangi, que parte numa missão para provar o seu valor — e, curiosamente, salvar mais do que destruir.

Acompanhado por um androide meio-destruído (com ecos do universo Alien) e um companheiro não verbal que muitos já comparam a uma mascote de desenho animado, Dek enfrenta uma criatura ainda mais feroz do que qualquer caçada anterior.

“Trachtenberg arrisca e ganha — transforma o terror em aventura sem perder o impacto,” escreveu Eric Goldman, da MovieWeb, elogiando o filme como “uma direção nova e delirantemente divertida para a saga.”

Do terror à aventura pulp

Críticos do Bloody Disgusting destacam o tom “mais leve e aventureiro”, onde o ritmo e o humor lembram “um sábado de manhã com monstros e explosões.”

Já o The Film District descreveu Badlands como “o episódio piloto de um desenho animado clássico — mas no melhor sentido possível.”

Essa mudança de tom divide opiniões, mas é precisamente o que dá frescura ao filme: Badlands deixa de ser apenas um jogo de caça e sobrevivência e transforma-se numa odisseia espacial cheia de criaturas, ironia e adrenalina.

Nem todos ficaram convencidos

Nem todas as reações foram entusiásticas. O The Playlist classificou o filme como “uma mutação meio bem-sucedida”, argumentando que o realizador tenta “transcender o instinto primal da franquia” e, no processo, “esquece-se do que a tornou icónica.”

Deadline também lamentou que o novo Predador pareça “ter perdido o mojo ameaçador”, considerando que as cenas de ação “nunca galvanizam como antes.”

Ainda assim, a maioria das críticas reconhece o mérito de arriscar num formato novo, algo que poucas franquias com quase quatro décadas de existência se atrevem a fazer.

A evolução do caçador

Depois do sucesso de Prey (2022), também de Dan Trachtenberg, Predator: Badlands confirma o realizador como o nome certo para revitalizar o universo. A crítica parece concordar: a saga encontrou uma nova forma de rugir — e, quem diria, até de emocionar.

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Os fãs vão poder tirar as próprias conclusões quando o filme chegar às salas de cinema ainda esta semana.

Preparem-se: o Predador voltou. Só que, desta vez, ele é o herói.