Ryan Gosling conta tudo: Harrison Ford socou-o, roubou-lhe o gelo e ainda engoliu uma mão-cheia de Advil

Quando uma lenda de Hollywood entra em modo Harrison Ford, as regras deixam de existir

Há actores carismáticos, há estrelas maiores do que a vida e depois há Harrison Ford — uma categoria à parte, aparentemente fora do alcance da lógica humana e, pelos vistos, também das instruções básicas de utilização de analgésicos. Quem o diz não é um fã qualquer, mas sim Ryan Gosling, que esta semana recordou algumas histórias deliciosamente absurdas da rodagem de Blade Runner 2049, durante a sua participação no podcast New Heights, conduzido por Jason e Travis Kelce.  

A conversa começou com o tom certo: descontraída, divertida e com aquela sensação de que, quando o nome de Harrison Ford surge, tudo pode acontecer. Gosling não escondeu a admiração pelo veterano actor e resumiu-o de forma quase perfeita: “Nunca conheçam os vossos heróis, a não ser que sejam Harrison Ford.” Segundo o actor de Barbie e Project Hail Mary, Ford é exactamente tão cool quanto o público imagina — e talvez ainda mais.  

O soco, o gelo e a cena mais Harrison Ford de sempre

A anedota mais memorável da conversa remonta à rodagem de Blade Runner 2049, estreado em 2017, quando Ford terá acertado em cheio na cara de Gosling durante uma cena. Até aqui, nada de muito extraordinário para um filme fisicamente exigente. O momento ganhou estatuto de lenda logo a seguir: quando trouxeram gelo para o rosto de Gosling, Ford tirou-lho, colocou a própria mão no gelo e atirou um seco e impagável “I forgive you”. Como se isso não bastasse, quando apareceu um frasco de Advil para aliviar o impacto, Gosling preparava-se para tomar dois comprimidos — a dose normal de um mortal — mas Ford terá pegado no frasco e engolido “uns 15” de uma vez, em tom de brincadeira. A reacção de Gosling foi simples e certeira: “Ele não é como nós.”  

Convém dizer que a graça da história está menos na farmacologia duvidosa e mais na mitologia Ford. Porque tudo o que rodeia o actor parece encaixar nessa imagem de homem duríssimo, meio sarcástico, quase saído de um filme em permanência. Não por acaso, Gosling também recuperou outra história famosa: a de Ford ter agrafado o chapéu de Indiana Jones à cabeça durante as filmagens de Raiders of the Lost Ark, para impedir que este voasse nas cenas a cavalo. Durante uma entrevista à GQ em 2023, o actor confirmou a história e mostrou mesmo a cicatriz, resumindo tudo com a frase mais Harrison Ford possível: “Fazes o que tens de fazer.”  

O carisma de Han Solo não era representação

O mais curioso em tudo isto é que Gosling não fala de Ford apenas como colega ou veterano respeitado. Fala dele como alguém cuja persona pública e privada parecem ser exactamente a mesma coisa. Quando recordou a icónica resposta de Han Solo a Leia em The Empire Strikes Back — o famoso “I know” depois de “I love you” — Gosling sublinhou que aquele momento não foi apenas uma grande tirada de cinema: foi Ford a ser Ford. O “tipo verdadeiro”, como lhe chamou. E isso talvez explique porque continua a ser uma figura tão magnética, décadas depois de ter entrado no imaginário colectivo como Han Solo, Indiana Jones e tantas outras personagens eternas.  

No fundo, esta não é apenas uma história engraçada de bastidores. É mais um capítulo na longa tradição oral de Hollywood dedicada a Harrison Ford, esse raro espécime de estrela que parece ter sobrevivido intacta à passagem do tempo, às sequelas, aos franchises e até às entrevistas promocionais. Se Ryan Gosling, ele próprio uma estrela com estatuto consolidado, ainda fala dele com espanto quase juvenil, isso diz muito sobre a força do mito. E a verdade é que o mito só cresce com cada nova história. Um soco acidental, um punhado de Advil e um chapéu agrafado à cabeça talvez não sejam exactamente o manual clássico de comportamento em plateau. Mas, tratando-se de Harrison Ford, parecem apenas mais uma terça-feira.  

Blade Runner 2049 pode ser visto por quem tenha a subscrição do Netflix

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Quando Keanu Reeves Quase Se Chamou “Chuck Spadina” — O Dia em Que Hollywood Tentou Mudar o Seu Nome 😅

O actor revelou que, no início da carreira, foi pressionado a abandonar o nome que hoje é sinónimo de culto e carisma — e as alternativas eram… curiosas.

Antes de se tornar no ícone global que conhecemos — de Matrix a John Wick —, Keanu Reeves teve um daqueles encontros típicos com o sistema de Hollywood: o momento em que alguém decide que o teu nome “não é suficientemente comercial”.

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Numa conversa recente no podcast New Heights, o actor recordou o episódio com humor e alguma incredulidade. “Tinha 20 anos, saí de Toronto e conduzi até Los Angeles. Assim que cheguei, o meu agente disse: ‘Queremos mudar o teu nome.’ E eu pensei: ‘O quê? O meu nome?’”, contou.

“Chuck Spadina”? Sim, quase.

Enquanto caminhava pela praia a tentar encontrar uma alternativa, Keanu começou a brincar com hipóteses. “O meu nome do meio é Charles… talvez Chuck? E cresci numa rua chamada Spadina, por isso pensei: Chuck Spadina”, riu. “Depois experimentei algo como Templeton. No fim, fiquei como K.C. Reeves — até ser creditado assim num episódio de The Magical World of Disney.”

Mas a experiência não durou muito. O actor admitiu que não se reconhecia no nome:

“Ia a audições e chamavam ‘K.C. Reeves’, e eu nem respondia. Seis meses depois, pensei: ‘Não consigo fazer isto. Não sou eu.’”

E assim nasceu o verdadeiro Keanu Reeves — nome que, ironicamente, viria a tornar-se um dos mais marcantes da cultura pop.

O peso dos nomes em Hollywood 🌟

Reeves não foi o único a enfrentar essa pressão. Até Leonardo DiCaprio foi aconselhado, no início da carreira, a mudar de nome por ser “demasiado étnico”. Felizmente, ambos resistiram — e o resto é história.

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Próxima paragem: Good Fortune😇

O actor regressa em breve aos cinemas com Good Fortune, uma comédia de Aziz Ansari, onde contracena com o próprio Ansari e Seth Rogen. Reeves interpreta Gabriel, um anjo distraído que, após um erro cósmico, é forçado a viver como humano.

Segundo o crítico Chris Bumbray, Reeves é o grande destaque do filme:

“Perfeitamente escolhido para o papel, é hilariante como o anjo lunático e meio perdido que tenta adaptar-se à vida mortal.”

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De Chuck Spadina a Neo e John Wick, Keanu Reeves provou que o nome pode mudar… mas o carisma é eterno.

Brad Pitt, o Feijão e a Flatulência Diabólica: Quando o Método Correu Horrivelmente Mal

O ator tentou levar a sério a sua cena… e acabou por “expulsar” toda a equipa técnica de um café

🥫🎬 Já todos sabíamos que Brad Pitt tem talento, pinta e um Óscar na prateleira. Mas o que talvez não soubéssemos é que, em tempos, tentou ser um actor de Método… e que isso acabou em flatulência épica e fuga colectiva de 60 pessoas de um set de filmagens.

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Durante uma hilariante participação no podcast New Heights, apresentado pelos irmãos e jogadores da NFL Jason e Travis Kelce, Brad Pitt contou um episódio insólito dos seus primeiros tempos como actor. A cena? Um homem esfomeado a devorar um prato de feijão com bacon. O problema? Pitt levou o realismo longe de mais.

“Era num café minúsculo, cheio de gente. Estavam lá cerca de 60 pessoas. Estava calor, não se respirava. A minha personagem não comia há dias, e recebe este prato gigante de feijão e bacon. E eu, todo metódico, pensei: ‘É agora. Vou fazer isto a sério’.”

E fez. E repetiu. E repetiu de novo.

“Primeira cena: devoro o prato. Segunda cena: igual. Terceira cena: igual. Quarta vez… algo aconteceu. Fiquei preso na cadeira. E a natureza seguiu o seu curso.”

Inicialmente, pensou que tinha passado despercebido. Engano redondo.

“Pensei, ‘ufa, escapei’. Mas de repente… algo diabólico invadiu a sala. Toda a equipa fugiu do café. Foi indescritível.”

O homem que come em todos os filmes (menos no “F1”)

A ironia? Hoje em dia, Brad Pitt é conhecido por comer em praticamente todos os seus filmes. Tão conhecido, aliás, que há compilações no YouTube como “15 Minutes of Brad Pitt Eating”, com mais de 2,7 milhões de visualizações.

Questionado pelos irmãos Kelce sobre essa curiosa tendência gastronómica cinematográfica, Pitt respondeu com espanto:

“Não percebo porquê. Toda a gente come, não é?”

Desta vez, no entanto, não há cenas a comer no seu mais recente sucesso, F1, onde interpreta um antigo piloto de Fórmula 1 a treinar um novato. O filme já arrecadou 144 milhões de dólares na estreia global, sendo o maior arranque de sempre da Apple no cinema. E segundo a Varietyjá estão a decorrer conversas para uma possível sequela.

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Moral da história?

Se alguma vez pensou em entrar no Método… evite pratos de feijão com bacon em ambientes fechados. E se for o Brad Pitt, talvez esteja perdoado — porque nem uma nuvem tóxica num café cheio de gente consegue apagar o brilho de uma carreira destas.