Jamie Lee Curtis viu uma fotografia em 1984 — e decidiu ali mesmo com quem iria casar

Uma história de amor improvável que dispensou drama, pressa e espectáculo

Em 1984, Jamie Lee Curtis já era uma estrela de Hollywood. Tinha conquistado o público com Halloween, afirmado o seu carisma em Trading Places e circulava com naturalidade numa indústria que raramente recompensa certezas. Foi nesse ano que protagonizou um dos momentos mais improváveis — e mais reveladores — da sua vida pessoal.

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A folhear uma revista, Curtis deteve-se numa fotografia de um actor caracterizado num filme satírico. Sem o conhecer, sem nunca o ter visto ao vivo, apontou para a imagem e disse a um amigo, com absoluta convicção: “Vou casar com aquele homem.” Não houve romantização nem hesitação. Apenas instinto.

O homem era Christopher Guest.

Quando o instinto não precisa de plano

Curtis não transformou a decisão num gesto teatral. Contactou o agente do actor, deixou o seu número de telefone e seguiu com a sua vida. Durante dias, nada aconteceu. Depois, o telefone tocou. Encontraram-se para jantar em Los Angeles. A conversa fluiu com naturalidade. O humor alinhou-se. Não houve jogos, nem pressa, nem personagens encenadas.

Algo encaixou de forma silenciosa.

Dois meses depois, Christopher Guest pediu-a em casamento. A 18 de Dezembro de 1984, casaram-se de forma discreta, longe do ruído mediático e do espectáculo que normalmente acompanha relações entre figuras públicas. Mais tarde, Jamie Lee Curtis resumiria tudo numa única palavra: instinto.

Dois criadores, dois ritmos — um equilíbrio raro

A relação nunca seguiu o modelo clássico de Hollywood. Curtis era uma actriz de enorme visibilidade; Guest movia-se noutro registo criativo, construindo uma carreira marcada pela sátira, pela observação e pelo tempo. Nunca competiram entre si. Complementaram-se.

Ela, intensa e frontal. Ele, paciente e meticuloso. Como o próprio explicaria anos mais tarde, Curtis vê o mundo a cores; ele pensa em esboços. Juntos, completam a imagem.

Gestos simples, impacto profundo

Há um episódio que define melhor do que qualquer declaração pública a natureza desta relação. Durante as filmagens de A Fish Called Wanda, em Londres, Christopher Guest atravessou o Atlântico apenas para jantar com a mulher — regressando no dia seguinte. Não houve anúncios, nem fotógrafos, nem narrativa construída. Apenas presença.

Curtis descreveu esse momento como um dos gestos mais íntimos da sua vida.

O casal adoptou dois filhos, Annie e Thomas, e construiu uma família assente em estrutura, humor e honestidade. Quando Guest herdou um título da aristocracia britânica, tornando Curtis tecnicamente uma baronesa, ela reagiu com humor: só teria interesse se viesse acompanhado de uma tiara.

Amor sem ruído — e por isso duradouro

Jamie Lee Curtis falou sempre com franqueza sobre a sua luta contra a dependência e sobre o processo de recuperação. Nunca atribuiu ao marido um papel salvador. Christopher Guest não a consertou. Ficou. Escutou. Soube quando apoiar e quando dar espaço.

Num mundo obcecado com drama, exposição e relações transformadas em espectáculo, a história de Jamie Lee Curtis e Christopher Guest destaca-se precisamente pelo contrário. Começou com uma fotografia. Durou porque nenhum dos dois virou costas quando o entusiasmo inicial deu lugar à vida real.

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Quatro décadas depois, Jamie Lee Curtis continua grata por ter confiado naquele primeiro impulso. Nem todos os instintos são certeiros. O dela foi.

Jamie Lee Curtis agradece decisão da mãe: “Ainda bem que não me deixou fazer O Exorcista aos 12 anos”

Muito antes de se tornar um dos rostos mais icónicos do cinema de terror, Jamie Lee Curtis esteve a um passo de entrar num dos filmes mais perturbadores da história do cinema — e hoje não podia estar mais agradecida por isso não ter acontecido.

Cinco anos antes de alcançar a fama mundial com Halloween (1978), Jamie Lee Curtis quase teve a sua estreia cinematográfica em O Exorcista, realizado por William Friedkin. Tinha apenas 12 anos quando o produtor Ray Stark, amigo próximo da família, sugeriu que a jovem atriz fizesse audições para o papel de Regan MacNeil — a criança possuída que viria a traumatizar gerações.

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Foi Janet Leigh, a sua mãe e eterna estrela de Psycho, quem travou tudo de imediato.

“A minha mãe disse simplesmente ‘não’”

Em conversa recente no The Drew Barrymore Show, Jamie Lee Curtis recordou o episódio com humor e enorme gratidão. Segundo a atriz, Ray Stark ligou directamente a Janet Leigh a perguntar se autorizava a audição da filha para O Exorcista. A resposta foi curta e definitiva: não.

Curtis explicou que, na altura, era “uma miúda gira, espirituosa, com personalidade” e que provavelmente Stark a tinha visto numa festa e achado que poderia resultar no papel. Mas a mãe tinha outros planos. Janet Leigh queria, acima de tudo, que a filha tivesse algo raro em Hollywood: uma infância normal.

Hoje, olhando para trás, Curtis reconhece que essa decisão foi fundamental. Não apenas para a sua saúde emocional, mas para o percurso artístico que viria a construir com tempo, maturidade e escolhas conscientes.

Uma protecção que nem todos tiveram

Durante a conversa, Curtis fez questão de sublinhar que nem todas as crianças-actoras tiveram essa protecção. A observação foi particularmente sensível por estar a falar com Drew Barrymore, cuja infância em Hollywood foi tudo menos tranquila.

Segundo Curtis, a mãe sempre acreditou que a experiência de vida devia vir antes da exposição mediática. E isso permitiu-lhe chegar ao cinema já adulta, preparada para lidar com a pressão, o escrutínio e os riscos da indústria.

O papel que marcou outra carreira

O papel de Regan acabou por ir para Linda Blair, que tinha apenas 14 anos quando protagonizou O Exorcista. A performance tornou-se lendária, mas também trouxe consigo uma carga psicológica pesada, frequentemente associada à intensidade do filme e à forma como o público passou a olhar para a atriz.

Blair regressaria à personagem na sequela Exorcist II: The Heretic (1977) e, anos mais tarde, brincaria com a fama do papel numa paródia com Leslie Nielsen. Ainda assim, a marca deixada por Regan nunca desapareceu totalmente da sua carreira.

Um “e se” que correu pelo melhor

No caso de Jamie Lee Curtis, a recusa de Janet Leigh acabou por empurrá-la para outro destino dentro do mesmo género. Em Halloween, Curtis redefiniu o conceito de “final girl”, tornando-se um símbolo do cinema de terror moderno — mas já adulta, consciente e dona do seu percurso.

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Hoje, vencedora de um Óscar e com uma carreira que atravessa décadas e géneros, Curtis olha para trás e não tem dúvidas: começar a carreira com O Exorcista aos 12 anos poderia ter mudado tudo. E não necessariamente para melhor.

Às vezes, em Hollywood, o maior acto de amor é mesmo saber dizer não.

Da glória ao embaraço: a Disney cancela discretamente a estreia europeia do seu maior flop de 2025

Ella McCay sai de cena depois de um desastre anunciado nas bilheteiras

Disney vive um daqueles contrastes difíceis de ignorar. Se, por um lado, celebra o enorme sucesso de Zootopia 2, actualmente o filme de Hollywood mais lucrativo do ano nos Estados Unidos, por outro tenta gerir — com o máximo de discrição possível — o maior fracasso comercial da sua história recente. Falamos de Ella McCay, cuja estreia francesa, prevista para 7 de Janeiro, foi entretanto cancelada sem grande alarido.

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A decisão foi avançada pelo site World of Reel, que não aponta uma razão oficial para a retirada do filme do calendário europeu. Ainda assim, o contexto dificilmente deixa margem para dúvidas. Ella McCay tornou-se rapidamente num verdadeiro pesadelo financeiro para a Disney.

Um arranque desastroso nos Estados Unidos

Estreado nos cinemas norte-americanos no passado fim-de-semana, o filme arrecadou cerca de 2,1 milhões de dólares em mais de 2500 salas — um número que o coloca entre as piores aberturas da Disney na última década. À data, a receita total ronda os 4 milhões de dólares, um valor irrisório face a um orçamento estimado em 35 milhões. Em comparação, até projectos ainda envoltos em incógnita, como Tron: Ares, parecem apostas seguras.

Este desempenho levou a Disney a cortar rapidamente perdas e a evitar prolongar o desgaste internacional de um título que nunca conseguiu gerar entusiasmo junto do público.

Um regresso pouco feliz de James L. Brooks

O mais surpreendente neste cenário é o nome por trás da câmara. Ella McCay marca o regresso à realização de James L. Brooks, quinze anos depois do seu último filme. Brooks é uma figura histórica da televisão e do cinema americano, ligado a clássicos como The Simpsons e As Good as It Gets.

O elenco também não parecia um problema. Emma Mackey e Jamie Lee Curtis lideram um grupo que inclui Rebecca Hall, Woody Harrelson, Ayo Edebiri, Albert Brooks, Kumail Nanjiani, Jack Lowden e Spike Fearn. Ainda assim, nada disso foi suficiente para salvar o projecto.

Crítica implacável e público dividido

Desde cedo, Ella McCay foi alvo de críticas duras. No Rotten Tomatoes, o filme apresenta um score de apenas 24%, com muitos críticos a questionarem se Brooks não teria ficado preso a uma sensibilidade de outra era. Jonathan Romney, do Financial Times, descreveu-o como “um fóssil confuso e auto-indulgente”, enquanto outros falaram de um filme incoerente e sem direcção clara.

O público mostrou-se menos uniforme nas reacções. Algumas vozes elogiaram o ritmo da narrativa, mas outras criticaram a personagem central interpretada por Mackey, considerada frágil e pouco convincente para a posição de poder que ocupa. O resultado é um Popcornmeter de 54%, insuficiente para contrariar a tendência negativa.

Um problema maior do que a crítica

Ao contrário de fenómenos como Five Nights at Freddy’s 2Ella McCay não beneficia de uma base de fãs pré-existente nem de um conceito que justifique a ida ao cinema como experiência “obrigatória”. Num mercado cada vez mais selectivo, a comédia política revelou-se um género difícil de vender em sala.

Tudo indica que o filme encontrará o seu público — se o encontrar — através do streaming, e mais cedo do que o inicialmente previsto. O cancelamento da estreia francesa parece ser apenas o primeiro passo nesse sentido.

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Para a Disney, Ella McCay ficará como um lembrete desconfortável: nem nomes consagrados nem elencos de luxo garantem relevância num panorama cinematográfico em rápida mutação 🎬

Emma Mackey, entre o poder e a fúria contida: a actriz fala de Ella McCay, James L. Brooks e a herança dourada de Hollywood

Um retrato político com alma clássica

Em Ella McCay, o novo filme de James L. Brooks, Emma Mackey assume um dos papéis mais complexos e exigentes da sua carreira. A actriz interpreta Ella, uma jovem vice-governadora de 34 anos que entra em funções sob o olhar desconfiado de todos os que esperam vê-la falhar. O filme acompanha esta mulher num momento de enorme pressão: um cargo político de alto risco, um casamento em colapso, o regresso de um pai ausente e o pano de fundo da chegada da administração Obama à Casa Branca.

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Desde a primeira cena, em que Ella entra no seu gabinete e se torna imediatamente alvo de escrutínio, o tom está definido. Brooks constrói um filme profundamente humano, onde a política serve menos como espectáculo e mais como campo de batalha emocional. Para Emma Mackey, o processo começou muito antes das filmagens, com longas conversas com o realizador e uma imersão no quotidiano de responsáveis políticos reais, de forma a compreender o ritmo, a pressão e a solidão do serviço público.

A comédia clássica como bússola criativa

James L. Brooks nunca escondeu a sua admiração pela chamada idade de ouro de Hollywood, e Ella McCay assume essa influência com orgulho. Mackey explica que o filme bebe directamente da screwball comedy clássica, não apenas no ritmo dos diálogos, mas na forma como as personagens femininas são retratadas: inteligentes, determinadas, falíveis e profundamente humanas. A escrita foi sempre o ponto de partida, com um cuidado quase obsessivo em respeitar essa herança cinematográfica sem cair na nostalgia vazia.

Essa abordagem reflete-se também nas relações centrais do filme, em particular na ligação de Ella a duas mulheres fundamentais da sua vida: a tia Helen, interpretada por Jamie Lee Curtis, e Estelle, a sua secretária, vivida por Julie Kavner. Ambas funcionam como espelhos emocionais, figuras que reconhecem em Ella traços do seu próprio passado e que oferecem algo raro no mundo político: apoio incondicional. Mackey não esconde a admiração pelas duas actrizes, sublinhando a força vital de Curtis e o carisma quase magnético de Kavner.

Um grito que precisava de acontecer

Um dos momentos mais marcantes de Ella McCay surge perto do final, quando a protagonista, depois de abandonar um casamento tóxico, finalmente liberta toda a raiva e frustração acumuladas num grito partilhado com a tia. Curiosamente, essa cena não estava inicialmente planeada dessa forma. Segundo Mackey, foi uma necessidade que surgiu durante o processo, quase como uma exigência emocional da própria personagem.

O grito funciona como catarse, tanto para Ella como para o público, e resume o percurso de uma mulher que passou o filme inteiro a conter-se para sobreviver num sistema que não lhe perdoa falhas. É um momento cru, primitivo e profundamente libertador, que reforça a dimensão emocional do filme para lá da intriga política.

Entre Ella McCay e Nárnia

O futuro de Emma Mackey passa agora por um contraste curioso. Enquanto Ella McCay a coloca no centro de um drama político realista, a actriz prepara-se para integrar o universo fantástico de Nárnia, sob a direcção de Greta Gerwig. Mackey reconhece as diferenças entre Ella e Jadis, a Feiticeira Branca, mas identifica um ponto comum essencial: ambas ocupam posições de poder.

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Trabalhar com cineastas como Brooks e Gerwig, explica, é um privilégio raro. Ambos partilham uma abordagem profundamente honesta ao cinema, lideram pelo exemplo e acreditam que as fissuras — os momentos em que as personagens falham — são onde reside a verdadeira humanidade. Para Emma Mackey, é nesse espaço que o cinema se torna verdadeiramente vivo.

“Ella McCay”: Emma Mackey Entra na Política na Nova Comédia de James L. Brooks 🎬🇺🇸

O realizador de Melhor É Impossível  regressa ao cinema 15 anos depois — com Jamie Lee Curtis e Woody Harrelson no elenco

O lendário James L. Brooks, autor de clássicos como Laços de Ternura (Terms of Endearment) e Melhor É Impossível(As Good as It Gets), está finalmente de volta à realização. Quinze anos depois de How Do You Know (2010), o cineasta regressa com “Ella McCay”, uma comédia política e familiar protagonizada por Emma Mackey — e o novo trailer já promete uma mistura de charme, ironia e caos emocional ao bom estilo Brooks.

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Uma jovem idealista entre a família e a política

Em Ella McCayEmma Mackey interpreta uma jovem política idealista que tenta equilibrar a vida familiar com o desafio de assumir o cargo do seu mentor — o governador de longa data do Estado, que se prepara para deixar o poder. O filme apresenta-se como “uma comédia sobre as pessoas que amamos… e sobre como sobreviver a elas”, explorando o confronto entre convicção pessoal e as realidades pragmáticas da política.

O elenco é digno de um festival de talentos: além de Mackey, participam Jamie Lee CurtisJack LowdenKumail NanjianiAyo EdebiriRebecca HallWoody HarrelsonAlbert BrooksJulie KavnerBecky Ann BakerSpike Fearn e Joey Brooks.

O regresso de um mestre da comédia emocional

James L. Brooks, que também escreveu o argumento, volta a explorar os temas que sempre o apaixonaram: relações humanas, dilemas morais e a dificuldade de conciliar ambição com empatia. A combinação entre o humor político e o drama familiar promete devolver o realizador à sua zona de conforto — onde o riso e a ternura coexistem.

O novo trailer reforça esse equilíbrio: diálogos rápidos, personagens com química imediata e uma protagonista dividida entre o dever público e o amor familiar. Tudo embrulhado naquela doçura melancólica que tornou Brooks um dos nomes mais respeitados da comédia norte-americana.

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O charme que falta a muitas comédias modernas

Embora Ella McCay ainda não tenha passado por festivais, o tom leve e caloroso do filme está a gerar curiosidade. Para muitos fãs, este é um regresso necessário num panorama dominado por comédias cínicas ou superficiais.

Se Brooks ainda conseguir fazer-nos rir e emocionar como em Broadcast News ou Spanglish, já será uma vitória.

📅 Estreia: 12 de dezembro de 2025

🎭 Realização e argumento: James L. Brooks

Jamie Lee Curtis Vai Resolver Mistérios à Moda Antiga — No Papel de Jessica Fletcher 🎩🔍

“Crime, Disse Ela” regressa em grande, agora no cinema, com a vencedora de um Óscar no papel da mítica detetive amadora

Preparem as lupas e os bloquinhos de notas: Jessica Fletcher está de volta… e vem com a cara (e o talento) de Jamie Lee Curtis! A icónica série “Crime, Disse Ela” (Murder, She Wrote, no original), que fez de Angela Lansbury um fenómeno global, vai ter nova vida em formato cinematográfico — e a atriz de “Everything Everywhere All At Once” confirmou que será a nova protagonista deste clássico de mistério.

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“Vai… acontecer”, disse ela

Durante a antestreia de “Um Dia Ainda Mais Doido” em Los Angeles, Jamie Lee Curtis foi apanhada em modo meio confissão-meio-teaser. Questionada sobre os rumores do seu envolvimento com o projecto, respondeu com suspense digno da própria Fletcher: “Vai… acontecer.” E confirmou oficialmente que está mesmo ligada à nova adaptação da série dos anos 80.

Mas, calma! Ainda vai demorar. “Estamos a um minuto de distância”, avisou a atriz à Entertainment Tonight, referindo-se ao facto de que ainda há vários passos por dar antes das filmagens começarem. “Estou a controlar o meu entusiasmo até começarmos a filmar”, explicou, com aquele ar descontraído que já lhe conhecemos.

Um regresso a Cabot Cove?

O projecto está a ser desenvolvido pela Universal Pictures, e será inspirado na série que conquistou o mundo entre 1984 e 1996. A escritora de policiais Jessica Fletcher usava mais lógica e faro investigativo do que a própria polícia — e isso resultou em 264 episódios, quatro telefilmes e uma legião de fãs que se mantém até hoje.

A nova versão será escrita por Lauren Schuker Blum e Rebecca Angelo, argumentistas da série Orange Is the New Black, o que nos deixa esperançosos numa abordagem moderna com respeito pelo charme old-school do original.

E se dúvidas houvesse quanto à seriedade do projecto, saibam que a produção estará a cargo de Amy Pascal — nome forte por detrás dos filmes do Homem-Aranha e da nova saga James Bond na Amazon. Ou seja, não estamos a falar de um reboot qualquer, mas de um verdadeiro evento para os fãs do género.

Jamie Lee Curtis: herdeira natural de Angela Lansbury?

Se há alguém com estofo para pegar na herança de Angela Lansbury e dar-lhe uma nova roupagem, é Jamie Lee Curtis. Aos 65 anos, a atriz está num dos pontos mais altos da sua carreira, após vencer o Óscar por Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo e continuar a reinventar-se com papéis que misturam carisma, inteligência e uma dose generosa de irreverência.

A escolha não é apenas acertada — é quase poética. Afinal, ambas as atrizes são rainhas do mistério, com raízes profundas no cinema e na televisão, e com aquela capacidade rara de cativar gerações distintas.

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Agora só falta mesmo ouvir aquela nova versão do genérico…

“Um Dia Ainda Mais Doido”: Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis Trocam de Corpo Novamente! Veja o Trailer da Sequela

A magia da sexta-feira mais caótica do cinema está de volta! A Disney revelou o primeiro trailer de Um Dia Ainda Mais Doido, a tão aguardada sequela da comédia de 2003 Um Dia de Doidos (Freaky Friday no original). O filme reúne novamente Jamie Lee Curtis, agora vencedora de um Óscar, e Lindsay Lohan, que regressa a um grande papel no cinema depois de anos afastada dos holofotes.

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Com estreia marcada para 7 de agosto nos cinemas portugueses, a nova história promete uma abordagem ainda mais caótica, explorando as dificuldades da maternidade e da fusão de famílias. Se há 22 anos Tess e Anna Coleman trocaram de corpo por um feitiço inesperado, desta vez o fenómeno repete-se… com novos participantes!

De Volta ao Passado… e a um Novo Futuro

A primeira versão de Freaky Friday, lançada em 1976 com Jodie Foster, foi baseada no livro de Mary Rodgers e tornou-se um clássico. Mas foi a versão de 2003 que marcou uma geração, com Curtis e Lohan a brilharem como mãe e filha em conflito, obrigadas a ver a vida pelos olhos uma da outra após um evento sobrenatural.

Agora, “Um Dia Ainda Mais Doido” expande a história, introduzindo um novo desafio: Anna já é mãe! O filme segue Tess e Anna vários anos depois dos acontecimentos do primeiro filme. Anna tem agora uma filha e uma futura enteada, e a nova dinâmica familiar traz consigo desafios inesperados. Mas quando tudo parecia complicado o suficiente, um novo feitiço faz com que a troca de corpos volte a acontecer!

Quem Regressa e Quem Entra na Confusão?

Além das protagonistas Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan, o filme traz de volta alguns rostos familiares do original. Mas também há várias novas adições ao elenco:

✅ Julia Butters (Era uma Vez em… Hollywood)

✅ Sophia Hammons (The Social Dilemma)

✅ Manny Jacinto (The Good Place)

✅ Maitreyi Ramakrishnan (Eu Nunca…)

✅ Rosalind ChaoChad Michael MurrayVanessa Bayer e Mark Harmon

A presença de Chad Michael Murray, que interpretava o interesse romântico de Anna no primeiro filme, já despertou curiosidade entre os fãs. Como será que o seu personagem evoluiu ao longo dos anos?

O Que Esperar da Sequela?

O conceito de troca de corpos é um clássico do cinema, mas Um Dia Ainda Mais Doido promete trazer um novo ângulo à história, explorando os desafios de várias gerações dentro da mesma família.

A premissa oficial sugere que o “relâmpago” pode cair duas vezes no mesmo sítio, criando uma nova confusão para Tess e Anna, desta vez com mais pessoas envolvidas. O humor físico, o caos das trocas inesperadas e os desafios de comunicação entre gerações voltam a ser o ponto central desta sequela.

A julgar pelo trailer, o filme aposta novamente na química inegável entre Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan, que já demonstraram ser uma dupla hilariante e carismática.

Lindsay Lohan em Regresso Triunfal?

Para os fãs de Lindsay Lohan, este filme pode marcar um momento especial. Depois de um período turbulento na sua vida pessoal e afastamento de Hollywood, a atriz tem vindo a retomar a sua carreira com filmes mais leves e produções da Netflix.

Voltar a um dos seus papéis mais icónicos pode ser exatamente o que a sua carreira precisa para brilhar novamente no grande ecrã.

Vale a Pena Ver?

Se o primeiro Um Dia de Doidos marcou a infância e adolescência de muitos espectadores, esta sequela tem tudo para despertar a nostalgia e, ao mesmo tempo, apresentar a história a uma nova geração.

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Com um elenco carismático, uma premissa divertida e a promessa de novas dinâmicas familiaresUm Dia Ainda Mais Doido pode ser a comédia leve e refrescante que o verão precisa.

📽️ E tu, vais ver esta sequela no cinema? Tens boas memórias do filme original?

Incêndios em Los Angeles Adiam Anúncio dos Óscares e Deixam Hollywood em Estado de Emergência

O glamour de Hollywood foi momentaneamente ofuscado por uma tragédia que se abateu sobre Los Angeles. Os incêndios que assolam a região obrigaram a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas a adiar o aguardado anúncio das nomeações para os Óscares, inicialmente marcado para 17 de janeiro, para domingo, 19 de janeiro. Além disso, o período de votação foi estendido por mais 48 horas, refletindo o impacto da calamidade que já provocou pelo menos cinco vítimas e afetou milhares de pessoas.

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Hollywood em Alerta: Celebridades Perdem Casas

A devastação não se limitou apenas aos eventos da indústria do entretenimento. Numerosas estrelas de cinema e televisão viram as suas casas serem consumidas pelas chamas no luxuoso bairro de Pacific Palisades. Entre as celebridades afetadas encontram-se Anthony Hopkins, Billy Crystal, John Goodman, Miles Teller, Eugene Levy, Anna Faris, Paris Hilton, Adam Brody e Leighton Meester.

A atriz e cantora Mandy Moore, conhecida pela série This is Us, revelou no Instagram que teve de evacuar a sua casa com os filhos e animais de estimação. “A tentar proteger as crianças da tristeza imensa que sinto. Rezando por todos na nossa bonita cidade. Devastada pela destruição e pela perda. Não sei se a nossa casa se salvou”, escreveu.

Jamie Lee Curtis também teve de abandonar a sua casa, enquanto Ben Affleck foi visto a evacuar a ex-mulher Jennifer Garner e os seus filhos. Já Mark Hamill, estrela de Star Wars, relatou que teve de fugir de sua casa em Malibu, descrevendo a presença de “pequenos incêndios dos dois lados da estrada”James Woods confirmou que a sua propriedade foi destruída e revelou que, ironicamente, a sua apólice de seguro tinha sido cancelada quatro meses antes pela seguradora.

Eventos e Produções Canceladas

A emergência levou ao cancelamento de vários eventos importantes da indústria cinematográfica. A cerimónia dos Critics Choice Awards, inicialmente agendada para domingo, foi adiada para 26 de janeiro. Além disso, várias estreias de filmes foram suspensas, incluindo:

“The Last Showgirl”, protagonizado por Pamela Anderson

“Lobisomem”, da Universal, com estreia marcada para o icónico Chinese Theatre

“Better Man”, filme biográfico sobre Robbie Williams produzido pela Paramount

“Unstoppable”, com Jennifer Lopez, cancelado pela Amazon

Um evento de gala da Netflix sobre “Emília Pérez”, que arrecadou quatro Globos de Ouro

O impacto estendeu-se também às produções televisivas, com a suspensão das filmagens de séries populares como “Anatomia de Grey”, “Hacks”, “Abbott Elementary”, “NCIS”, “All American” e “The Pitt”. O programa de entrevistas “Jimmy Kimmel Live” também foi pausado por precaução. Já a aguardada série “Fallout”, que tinha regresso à produção previsto para esta semana, adiou a sua rodagem por dois dias.

Universal Studios Hollywood também encerrou as suas portas devido ao avanço dos ventos e ao risco iminente dos incêndios.

A Crise Climática e o Impacto em Hollywood

Os incêndios florestais têm sido uma preocupação crescente na Califórnia, e eventos como este reforçam a vulnerabilidade da indústria do entretenimento perante fenómenos naturais extremos. A destruição em Pacific Palisades, lar de muitas estrelas de Hollywood, e o cancelamento de eventos de alto perfil mostram como a crise climática pode alterar drasticamente o funcionamento da maior indústria cinematográfica do mundo.

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Enquanto Los Angeles enfrenta esta catástrofe, a comunidade cinematográfica e os fãs aguardam ansiosamente o anúncio dos nomeados aos Óscares, agora remarcado para 19 de janeiro. A grande questão é: será que a temporada de prémios conseguirá recuperar o brilho após esta tragédia?

Brandon Thomas Lee e a Missão de Redefinir a Carreira de Pamela Anderson

Brandon Thomas Lee, filho mais velho de Pamela Anderson, tem sido peça-chave na transformação da imagem da sua mãe em Hollywood. Após décadas marcada por rótulos associados à sua figura pública e aos escândalos mediáticos, Pamela começa a receber o reconhecimento merecido pelo seu talento, com destaque para a sua nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz pelo papel em “The Last Showgirl”.

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O Papel Transformador em “The Last Showgirl”

Dirigido por Gia Coppola, o filme apresenta Pamela Anderson no papel de Shelly, uma dançarina veterana de Las Vegas que enfrenta uma crise pessoal e profissional após o encerramento inesperado do espetáculo onde atuava há 30 anos. Paralelamente, Shelly tenta reconectar-se com a sua filha biológica, interpretada por Billie Lourd. A performance de Anderson tem sido amplamente elogiada, tanto por críticos quanto pelo público, marcando um ponto de viragem na sua carreira.

Brandon, que atuou como produtor executivo no filme, descreve a experiência como o culminar de um longo caminho:

“É o crescendo de um momento incrível que marca apenas o início de uma nova fase para ela.”

Uma Nova Narrativa para Pamela Anderson

A carreira de Pamela sempre esteve associada à sua imagem de sex symbol, desde os tempos de “Baywatch” e Playboy, até ao escândalo da sex tape com Tommy Lee. Mas, para Brandon, essa visão reducionista precisava de ser desafiada. Ele acredita que o lançamento do documentário da Netflix, “Pamela, a Love Story”, e da sua autobiografia, “Love, Pamela”, foram cruciais para humanizar a sua mãe perante o público:

“O objetivo desses projetos não era trazer oportunidades, mas permitir que as pessoas entendessem quem ela realmente é.”

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A Escolha de “The Last Showgirl”

Brandon conta que o guião de “The Last Showgirl” foi inicialmente rejeitado pelo antigo agente de Pamela, mas ele viu nele uma oportunidade única. Após ler a história, Pamela aceitou o papel imediatamente, sem qualquer hesitação. Apesar do orçamento modesto de um milhão de dólares e uma produção realizada em apenas 18 dias, o filme destacou-se pela força coletiva de todos os envolvidos, incluindo Jamie Lee Curtis, que se juntou ao elenco por admirar Pamela.

“Este filme representa o que acontece quando egos são postos de lado e o foco está na arte e na narrativa”, explica Brandon.

O Futuro de Pamela Anderson

Com a aclamação por “The Last Showgirl”, Pamela começa a receber propostas que, segundo Brandon, refletem finalmente o respeito que ela merece enquanto atriz.

“Agora há um mundo de oportunidades incríveis para ela, e onde ela irá daqui é simplesmente fantástico.”

Sobre o futuro, Brandon é categórico:

“É seguro dizer que a veremos no grande ecrã durante algum tempo.”

Um Protetor e Um Visionário

Para Brandon, apoiar a mãe foi mais do que um gesto profissional; foi uma missão pessoal de retribuição por tudo o que ela fez por ele. Ele assumiu o controlo dos negócios da família e optou por caminhos que preservassem a integridade de Pamela, mesmo recusando ofertas lucrativas que perpetuariam os estereótipos do passado.

“Queria que ela tivesse a oportunidade de alcançar o sucesso naquilo que realmente deseja fazer. E agora vejo que ela conseguiu.”

Pamela Além do Estereótipo

Hoje, Pamela Anderson não é apenas uma atriz reconhecida, mas também uma mulher redescoberta. O apoio do público e a aceitação de que ela é mais do que a imagem que foi projetada por anos têm marcado uma mudança profunda na forma como Hollywood e o mundo a percebem.

Com “The Last Showgirl” como catalisador, Pamela parece pronta para continuar a desafiar expectativas e mostrar que nunca é tarde para reescrever a narrativa.