“Alright, Alright, Alright”… Com Direitos Reservados: Matthew McConaughey Avança Contra o Uso Indevido de IA

Um precedente histórico na defesa da imagem e da voz das estrelas de Hollywood

Matthew McConaughey deu um passo inédito na indústria do entretenimento ao registar oficialmente a sua imagem, voz e uma das frases mais icónicas da história do cinema — o célebre “alright, alright, alright” — com o objectivo claro de travar o uso abusivo de inteligência artificial. Segundo o Wall Street Journal, trata-se da primeira vez que um actor tenta recorrer à lei das marcas registadas como escudo legal contra a apropriação não autorizada da sua identidade por plataformas de IA.

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A frase eternizada em Dazed and Confused passou assim a constar da base de dados do United States Patent and Trademark Office, juntamente com vários excertos audiovisuais associados ao actor. A medida surge num contexto de crescente preocupação em Hollywood, onde deepfakes, vozes sintéticas e imagens geradas por IA têm vindo a proliferar sem controlo — muitas vezes sem consentimento e com claros impactos reputacionais e financeiros.

Proteger hoje… e valorizar amanhã

Os advogados de McConaughey admitem que, até ao momento, não existem provas concretas de que a sua imagem ou voz tenham sido manipuladas por IA. Ainda assim, o objectivo é preventivo — e estratégico. Kevin Yorn, um dos representantes legais do actor, explicou que a iniciativa pretende também “capturar parte do valor económico que está a ser criado por esta nova tecnologia”.

O próprio McConaughey foi claro quanto às suas intenções: quer garantir que qualquer utilização futura da sua voz ou imagem seja feita com consentimento explícito. “Queremos criar um perímetro claro de propriedade, onde a autorização e a atribuição sejam a norma num mundo dominado pela IA”, afirmou.

Curiosamente, vários dos registos foram feitos através do braço comercial da Just Keep Livin Foundation, organização criada pelo actor e pela sua mulher, Camila Alves, o que reforça a dimensão ética e institucional da decisão.

Um problema que não pára de crescer

Especialistas em direito digital consideram este movimento particularmente relevante. Alina Trapova, professora de direito de autor na University College London, sublinha que os famosos enfrentam hoje um dilema duplo: danos de reputação e perda de oportunidades de licenciamento. Num mercado onde a “comercialização não autorizada” de identidades digitais se torna cada vez mais fácil, as figuras públicas estão a experimentar novas formas de protecção jurídica.

O caso de McConaughey não surge isolado. Scarlett Johansson denunciou publicamente uma voz sintética “assustadoramente semelhante” à sua, lançada pela OpenAI em 2024. Taylor Swift foi alvo de vídeos sexualizados gerados por IA sem qualquer pedido prévio. E, em 2025, Disney e Universal Pictures avançaram com um processo contra a Midjourney, acusando a empresa de “plágio em escala industrial”.

Ironia do destino: McConaughey também investe em IA

Apesar da posição firme, McConaughey não é um opositor radical da tecnologia. O actor é investidor na ElevenLabs, especializada em modelação de voz por IA, e já autorizou a criação de uma versão sintética da sua própria voz. A diferença, sublinha, está no consentimento.

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Tudo indica que o gesto de McConaughey poderá abrir caminho a uma nova vaga de protecção legal no sector criativo. Num mundo onde a tecnologia corre mais depressa do que a lei, Hollywood começa, finalmente, a reagir.

A Disney Traça uma Linha Vermelha: Google Remove Vídeos de IA com Personagens Icónicas

Um aviso formal e uma reacção rápida

A Google removeu dezenas de vídeos gerados por Inteligência Artificial que utilizavam personagens pertencentes à Disney, após ter recebido uma carta formal de cease and desist enviada pelo estúdio na passada quarta-feira. Os vídeos em causa estavam alojados no YouTube e recorriam a figuras emblemáticas como Mickey Mouse, Deadpool, personagens de Star Wars e Os Simpsons, muitas delas recriadas através do Veo, a ferramenta de geração de vídeo por IA desenvolvida pela própria Google.

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Durante algumas horas após o envio da carta, os links continuavam activos, mas passaram entretanto a redireccionar para uma mensagem clara: “Este vídeo já não está disponível devido a uma reivindicação de direitos de autor por parte da Disney”. Um sinal inequívoco de que o estúdio não está disposto a ceder terreno quando se trata do controlo das suas propriedades intelectuais.

Personagens icónicas no centro da disputa

Na carta enviada à Google, a Disney não se limitou a apontar casos isolados. O documento incluía uma lista extensa de personagens que o estúdio exige ver removidas tanto do YouTube como do YouTube Shorts, abrangendo universos tão populares como Frozen – O Reino do GeloMoanaToy StoryIron ManLilo & StitchWinnie the Pooh e, naturalmente, Star Wars.

A mensagem é clara: qualquer utilização destas personagens em conteúdos gerados por IA, sem autorização explícita, será combatida. Para a Disney, não se trata apenas de remover vídeos existentes, mas de estabelecer um precedente num momento em que as ferramentas de IA estão a evoluir a um ritmo acelerado e a tornar cada vez mais difusa a fronteira entre criação original e apropriação indevida.

Um momento particularmente sensível

O episódio ganha ainda mais peso por acontecer pouco antes de a Disney ter anunciado um acordo com a OpenAI, que permitirá o licenciamento de cerca de 200 personagens para utilização na ferramenta Sora. Ou seja, o estúdio não rejeita a Inteligência Artificial em si — rejeita o seu uso não autorizado.

Esta dualidade revela a estratégia da Disney: abraçar a inovação tecnológica, mas apenas dentro de um enquadramento legal e contratual rigoroso. Ao mesmo tempo que fecha a porta à Google, abre uma janela cuidadosamente controlada a outro gigante da tecnologia.

A resposta da Google

Em comunicado divulgado na quinta-feira, a Google procurou adoptar um tom conciliador, sublinhando a relação histórica entre as duas empresas. “Temos uma relação antiga e mutuamente benéfica com a Disney e vamos continuar a dialogar sobre esta questão”, afirmou a empresa.

A tecnológica acrescentou ainda que utiliza dados públicos da web para treinar os seus modelos de IA e que desenvolveu mecanismos adicionais de protecção de direitos de autor, como o Content ID do YouTube e ferramentas de controlo alargado para detentores de conteúdos. Ainda assim, a Disney foi mais longe nas suas exigências.

Muito mais do que vídeos removidos

Para além da eliminação imediata dos vídeos, a Disney exige que a Google implemente salvaguardas técnicas que impeçam os seus sistemas de IA de gerar personagens detidas pelo estúdio. Mais: quer que a empresa cesse qualquer utilização dessas personagens no treino dos seus modelos de Inteligência Artificial.

Este confronto ilustra um dos grandes debates do cinema e da indústria criativa em 2025: até que ponto a IA pode aprender com obras protegidas por direitos de autor? E quem controla o resultado final?

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A Disney, guardiã de alguns dos personagens mais reconhecíveis da história do cinema, acaba de deixar claro que não abdica desse controlo — nem agora, nem no futuro.

Disney investe mil milhões na OpenAI e abre as portas a Mickey, Marvel e Star Wars no Sora: Hollywood entra noutra era

A relação entre Hollywood e a inteligência artificial sempre foi um casamento difícil: muita desconfiança, muita negociação, muitas linhas vermelhas. Mas esta quinta-feira, a Disney decidiu atravessar o espelho e assumir, sem reservas, que o futuro passa mesmo por aqui. A companhia anunciou um investimento de mil milhões de dólares na OpenAI e um acordo de licenciamento que permite ao Sora — a ferramenta de criação de vídeo da empresa — utilizar personagens das suas maiores franquias, como Star Wars, Pixar e Marvel.

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É um gesto que não apenas altera as regras do jogo: estabelece um novo tabuleiro.

Trata-se de uma parceria para três anos que, se correr como ambas as partes esperam, poderá redefinir a forma como os estúdios criam conteúdos e como o público interage com as suas marcas favoritas. O acordo surge numa altura em que Hollywood ainda digere as polémicas recentes sobre IA e direitos de imagem, mas Disney e OpenAI avançam com o objectivo declarado de “trabalhar de forma responsável”, deixando de fora qualquer uso de semelhanças vocais ou físicas de actores reais.

A partir do início de 2025, o Sora e o ChatGPT Images poderão gerar vídeos com figuras icónicas como Mickey Mouse, Cinderella, Mufasa, Buzz Lightyear, Spider-Man ou Darth Vader — embora sempre com sistemas de segurança que impeçam representações indevidas ou conotações abusivas. É o tipo de controlo que a Disney exige e que a OpenAI, ao que tudo indica, aceitou desde o início das conversações.

Uma conversa que começou anos antes

Segundo fontes próximas do processo, Bob Iger e Sam Altman vinham a discutir esta colaboração há anos, muito antes das ferramentas de IA generativa se tornarem omnipresentes no quotidiano digital. A Disney recebeu versões preliminares do Sora e percebeu rapidamente que havia um potencial criativo difícil de ignorar — especialmente para um estúdio que vive de personagens, mundos e narrativas visuais.

Durante uma chamada com investidores em Novembro, Iger já tinha deixado escapar parte da estratégia: abrir espaço para que assinantes da Disney+ criem os seus próprios conteúdos curtos utilizando ferramentas de IA. Agora, tudo ganha forma concreta. Os vídeos criados pelos utilizadores poderão, inclusive, ser disponibilizados na própria plataforma, tornando o streaming num ecossistema mais interactivo e dinâmico.

Além disso, a Disney terá direito a warrants para adquirir participação adicional na OpenAI, reforçando a natureza estratégica — e não apenas operacional — da parceria.

A revolução interna e os receios externos

O acordo prevê ainda que a Disney adopte o ChatGPT nas suas equipas internas e utilize modelos da OpenAI para apoio em processos de produção, procurando optimizar etapas e tornar certas áreas mais eficientes. Numa indústria marcada por orçamentos gigantes e calendários apertados, esta integração pode significar uma reorganização profunda de fluxos de trabalho.

Mas, naturalmente, há nuvens no horizonte. Agências e sindicatos já tinham manifestado receios sobre o impacto destas tecnologias, especialmente depois de empresas como a Midjourney terem sido alvo de acções legais por uso indevido de personagens protegidas por direitos de autor. Recorde-se que Disney e Universal processaram a empresa em Junho por precisamente esse motivo.

Ross Benes, analista da Emarketer, não vê forma de travar este movimento: “Um gigante do entretenimento a juntar-se a uma empresa de IA vai inevitavelmente gerar reacções negativas, mas os sindicatos têm pouca margem para travar a maré.”

Há também um conflito latente entre estúdios e gigantes tecnológicos: no próprio dia do anúncio, a Disney enviou uma carta de cessar e desistir à Google, alegando infração de direitos por parte de sistemas de geração de imagem.

O futuro do conteúdo já começou

No meio das tensões e euforias, há um facto inegável: nunca um estúdio deste calibre tinha licenciado oficialmente personagens para uma IA generativa. E isso abre portas a um novo território onde criatividade, tecnologia e negócios se cruzam de forma irreversível.

Para os espectadores, poderá significar experiências personalizadas com figuras que moldaram a infância de várias gerações. Para os criadores, um desafio sem precedentes: reinventar-se num mundo onde ferramentas poderosas multiplicam possibilidades… e também responsabilidades.

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Disney e OpenAI prometem fazê-lo “com respeito pelos criadores”. Hollywood, entretanto, observa — hesitante, curiosa e, acima de tudo, consciente de que este é o momento em que o futuro começa a ganhar forma concreta.

Guillermo del Toro Reinventa Frankenstein para a Era da Inteligência Artificial

A nova adaptação do clássico de Mary Shelley estreia hoje na Netflix — também em Portugal — e traz Oscar Isaac e Jacob Elordi num duelo entre criação e destruição, com um olhar feroz sobre os “deuses” da tecnologia moderna.

O monstro mais famoso da literatura volta a ganhar vida — literalmente — pelas mãos de Guillermo del Toro, e a crítica internacional já o descreve como “o Frankenstein que Mary Shelley escreveria se vivesse em 2025”. A aguardada adaptação, estreada hoje na Netflix (disponível também em Portugal), é uma leitura intensa e contemporânea sobre ciência sem ética, ego e responsabilidade, temas que o realizador de A Forma da Água domina como poucos.

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💀 Um Frankenstein para a era digital

Del Toro transporta o mito clássico para uma leitura moderna, onde Victor Frankenstein (interpretado por Oscar Isaac) surge como uma espécie de génio tecnológico obcecado com a criação — mais próximo de um Elon Musk ou Sam Altman do que de um cientista vitoriano. A crítica do Engadget foi incisiva: “O Frankenstein de Del Toro é o reflexo sombrio dos visionários do Vale do Silício — homens que gritam ‘Está vivo!’ sem se importarem com as consequências.”

Na história, o cientista reanima um corpo morto apenas porque pode, sem medir as implicações morais do ato. A criatura — interpretada com uma vulnerabilidade arrepiante por Jacob Elordi — nasce inocente, mas é rejeitada pelo seu criador, repetindo o ciclo de dor e abandono. A brutalidade física das cenas contrasta com a melancolia do olhar do monstro, num registo visual que é puro del Toro: luxo gótico, sangue e poesia em partes iguais.

⚡ Entre o terror e a tragédia

Desde a sua estreia mundial, Frankenstein tem sido descrito como uma das obras mais pessoais do realizador. Tal como confessou à NPR, Del Toro cresceu fascinado pelo monstro de 1931 — e este filme parece ser o culminar de uma obsessão de infância.

“Ver o monstro pela primeira vez foi uma epifania”, disse o realizador. “Fez-me compreender a minha fé, o meu amor pela vida e o que significa criar algo imperfeito.”

Críticos de publicações como o Variety e o The Guardian destacam o equilíbrio entre espetáculo visual e reflexão filosófica, com um elenco que “transcende a caricatura” — Oscar Isaac como o criador narcisista e Jacob Elordi como a criatura mais humana que o homem que a fez. A atriz Elizabeth, figura trágica e romântica, completa o triângulo emocional num filme que mistura horror, amor proibido e culpa.

🧠 Uma crítica ao mundo moderno

Mais do que um remake, Del Toro transforma Frankenstein num espelho da sociedade contemporânea: a busca incessante por inovação, o poder das corporações tecnológicas e a erosão da empatia humana.

“Porque é que Victor trouxe os mortos de volta à vida? Porque podia”, resume um dos críticos do IndieWire. “E essa é exatamente a lógica que hoje move o Vale do Silício.”

O filme é, assim, tanto um conto gótico como uma fábula sobre a arrogância da inteligência artificial e da biotecnologia, num mundo onde criar deixou de ser um ato de descoberta e passou a ser uma questão de domínio.

Quando questionado sobre o uso de ferramentas de IA no cinema, Del Toro respondeu à NPR sem hesitar:

“Preferia morrer.”

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🎬 A assinatura de um mestre

Filmado com cenários grandiosos e uma fotografia deslumbrante, o novo Frankenstein tem tudo o que se espera de Del Toro: monstros com alma, beleza na escuridão e uma dor que é, paradoxalmente, profundamente humana.

Disponível a partir de hoje na Netflix, o filme já é considerado uma das estreias do ano — uma história intemporal que, duzentos anos depois, continua a perguntar: quem é o verdadeiro monstro — o criador ou a criatura?

O Novo Drácula de Radu Jude É “Completamente Louco”: Sexo, Violência, IA e o Que Ninguém Pediu Ver 🩸🤯

O realizador romeno lança uma versão absurda e caótica do mito vampírico — e o trailer é uma viagem que desafia a sanidade

Há filmes que reinventam os clássicos, e há outros que os explodem com dinamite criativa. O novo Drácula de Radu Jude — sim, o realizador romeno premiado em Berlim por Do Not Expect Too Much from the End of the World — pertence claramente à segunda categoria.

Descrito pela crítica como “f-cking nuts” (RogerEbert.com), o filme é um delírio de 170 minutos que mistura sátira, pornografia folclórica, humor negro e conteúdos gerados por inteligência artificial. O trailer, divulgado esta semana pelo distribuidor independente 1-2 Special, deixou o público dividido entre o riso nervoso e o espanto absoluto.

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🧛‍♂️ Um Drácula que parece saído do pesadelo de uma IA

O filme parte de uma premissa aparentemente simples: um jovem realizador decide testar os limites da sua criatividade usando uma IA “falsa”. O resultado é um colapso de narrativas que cruza vários géneros e épocas — desde uma caça a vampiros e um conto de zombies, até uma história de ficção científica sobre o regresso de Vlad, o Empalador, passando por um romance trágico, uma lenda obscena e até um segmento totalmente gerado por algoritmos.

O comunicado oficial promete “uma mistura surpreendente de histórias novas e antigas sobre o mito original de Drácula — e muito mais”.

Se parece uma loucura… é porque é mesmo.

💀 Sexo, sangue e absurdos medievais

O filme, com 170 minutos de caos estético e narrativo, inclui cenas de violência explícita, humor grotesco e erotismo descontrolado. Vampiros de dentes de borracha, diálogos surreais e uma enxurrada de imagens geradas por IA compõem o que alguns já descrevem como “uma experiência psicótica de arte digital”.

O crítico Robert Daniels resumiu assim a experiência:

“É como se alguém tivesse alimentado um poema medieval obsceno ao ChatGPT e deixado o resultado correr durante três horas.”

De acordo com quem já o viu em festivais europeus, o filme alterna entre momentos de puro nonsense e lampejos de genialidade — uma crítica feroz à banalização da arte e à dependência da tecnologia, disfarçada de pesadelo vampírico.

🩸 Radu Jude: o caos como forma de arte

Radu Jude, conhecido pelo seu cinema provocador e imprevisível, volta a desafiar convenções. Depois de ridicularizar o capitalismo, a moral e a cultura pop moderna, o cineasta parece agora disposto a sacrificar o próprio Drácula no altar da inteligência artificial.

O resultado é uma obra que muitos já classificam como “impossível de descrever, mas igualmente impossível de ignorar”.

“Não é apenas um filme sobre Drácula — é um espelho deformado da nossa era digital, onde o absurdo é rei e a arte é feita por máquinas”, escreveu um crítico italiano após o visionamento em Veneza.

🎬 Um filme que vai dividir — e talvez redefinir — o cinema experimental

Drácula de Radu Jude não é um filme para todos. Nem sequer é, segundo alguns, um filme no sentido convencional. Mas é uma experiência cinematográfica rara: uma provocação que usa o mito mais imortal do cinema para zombar da imortalidade artificial que hoje tanto se idolatra.

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Prepare-se para rir, encolher-se de desconforto e questionar o que acabou de ver. Porque uma coisa é certa: nunca viu um Drácula assim.

Zelda Williams Critica Vídeos de IA com o Pai: “Parem. É Nojento e Não É Arte” 💔🤖

A filha de Robin Williams condena o uso de inteligência artificial para recriar a imagem e voz do lendário ator

Zelda Williams, filha do inesquecível Robin Williams, fez um desabafo poderoso nas redes sociais — e com razão. A realizadora, conhecida por Lisa Frankenstein, usou o Instagram para pedir aos fãs que parem de lhe enviar vídeos criados por inteligência artificial que tentam imitar o seu pai.

“Parem de acreditar que quero ver isso ou que vou compreender. Não quero e não vou”, escreveu Zelda. “Se tiverem um mínimo de decência, parem de fazer isto com ele, comigo e com todos. É estúpido, é uma perda de tempo e energia — e garanto-vos, não é o que ele gostaria.”

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💬 “Isto não é arte, é um insulto”

Zelda, de 34 anos, foi ainda mais dura nas palavras ao condenar a forma como a IA tem sido usada para “reviver” figuras públicas falecidas, reduzindo a sua humanidade a meros algoritmos visuais.

“Ver o legado de pessoas reais ser reduzido a ‘parece-se vagamente com eles, soa vagamente como eles, chega’ — só para gerar lixo no TikTok — é revoltante. Não estão a criar arte, estão a fazer salsichas industriais a partir das vidas de seres humanos e a enfiá-las pela goela abaixo de outros, à espera de um like.”

As suas palavras ecoam uma preocupação crescente em Hollywood: a fronteira ética entre tecnologia e criação artística.

🧠 O debate sobre IA em Hollywood

Zelda Williams junta-se assim à lista de figuras de peso da indústria que denunciam os abusos da IA. Nas últimas semanas, sindicatos como o SAG-AFTRA e vários atores criticaram a criação de uma atriz gerada por computador chamada Tilly Norwood, apresentada por um novo estúdio de talentos digitais.

Executivos de grandes estúdios também expressaram receio sobre o uso indevido de Sora 2, a aplicação de vídeo da OpenAI, que levanta questões sobre direitos de imagem e propriedade intelectual.

O CEO da empresa, Sam Altman, prometeu “dar aos criadores mais controlo sobre o uso da sua propriedade intelectual”, mas a polémica continua a crescer.

🗣️ “A IA não é o futuro — é o passado reciclado”

Numa segunda publicação, Zelda reforçou o tom crítico e o desprezo pela ideia de que a inteligência artificial representa uma evolução criativa:

“E, por amor de tudo, parem de chamar a isto ‘o futuro’. A IA está apenas a reciclar e a regurgitar o passado para ser consumido outra vez. Estão a engolir o Human Centipede do conteúdo, no fim da linha, enquanto os do topo riem e continuam a consumir.”

💔 Um apelo pela memória e pela dignidade

Robin Williams, falecido em 2014 aos 63 anos, continua a ser uma das figuras mais amadas da história do cinema — e também uma das mais exploradas em montagens e recriações digitais. Zelda deixou claro que a sua luta é pelo respeito e pela preservação da arte e da humanidade do pai, e de todos os artistas que já partiram.

“O meu pai não era um algoritmo. Era um homem — e é assim que quero que o recordem.”

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Estrelas de Bollywood arrastam Google para tribunal em batalha contra vídeos de IA 🎥🤖

A luta dos Bachchan

O casal mais célebre de Bollywood, Abhishek Bachchan e Aishwarya Rai Bachchan, decidiu enfrentar a Google em tribunal, exigindo maior proteção contra o uso indevido das suas imagens e vozes em vídeos gerados por inteligência artificial. Conhecidos pelas suas presenças icónicas no Festival de Cannes, os atores pediram à justiça indiana que obrigue o YouTube — plataforma de vídeo da Google — a remover conteúdos que violem os seus direitos e a impedir que esses mesmos vídeos sejam utilizados para treinar modelos de IA.

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Segundo os documentos legais, com mais de 1500 páginas, o casal reclama ainda 450 mil dólares em indemnizações e uma liminar permanente contra a exploração não autorizada da sua imagem.

Direitos de personalidade em debate

Na Índia, a legislação não contempla de forma explícita os chamados “direitos de personalidade”, ao contrário do que acontece em muitos estados norte-americanos. Nos últimos anos, várias figuras de Bollywood começaram a recorrer aos tribunais para exigir proteção legal contra deepfakes e outros conteúdos digitais manipulados, mas o processo dos Bachchan é o mais significativo até à data.

Os atores alegam que as políticas do YouTube permitem que utilizadores autorizem o uso dos seus vídeos para treinar modelos de IA de terceiros, facilitando a disseminação de conteúdos enganosos e prejudiciais.

Casos de abuso e exemplos bizarros

Entre os exemplos citados no processo estão vídeos que mostram Abhishek Bachchan a beijar digitalmente uma colega de cena, ou um clipe em que Aishwarya Rai aparece a jantar com Salman Khan, antigo companheiro, enquanto Abhishek observa ao fundo. Há até um vídeo surreal que mostra Abhishek a ser perseguido por um crocodilo manipulado por IA.

Para o casal, estes conteúdos são mais do que embaraçosos: causam danos financeiros e de reputação, além de afetarem a sua dignidade pessoal.

Tribunal já interveio

No início de setembro, um juiz ordenou a remoção de 518 links e publicações com vídeos considerados abusivos, reconhecendo o impacto negativo que tinham na vida e imagem pública dos atores. Ainda assim, a Reuters conseguiu encontrar exemplos semelhantes no YouTube, o que reforça a preocupação dos Bachchan sobre a dificuldade em controlar a proliferação destas falsificações digitais.

O peso de Bollywood no YouTube

Com mais de 600 milhões de utilizadores, a Índia é o maior mercado do YouTube no mundo. A plataforma é descrita pelos seus responsáveis como “a nova TV para a Índia”, especialmente graças ao sucesso de conteúdos ligados a Bollywood. Mas é precisamente essa ligação que coloca o caso no centro de um debate cada vez mais urgente: como proteger artistas e criadores num cenário em que a inteligência artificial pode replicar rostos, vozes e gestos sem limites?

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O desfecho deste processo poderá marcar um precedente importante para toda a indústria do entretenimento, não apenas na Índia, mas a nível global.

Stallone Quer Voltar a Ser Rambo com Ajuda da Inteligência Artificial 💻🔫

Quarenta Anos Depois, Ainda Não É Adeus

Mais de quatro décadas após First Blood (1982), Sylvester Stallone não está pronto para pendurar a bandana. Com um projeto de prequela de Rambo em andamento — que poderá ter Noah Centineo como protagonista — o ator revelou, em entrevista ao podcast Bingeworthy da The Playlist, que chegou a propor uma versão de Rambo adolescente interpretada… por ele próprio, rejuvenescido através de Inteligência Artificial.

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“Todos acharam que eu estava louco”, confessou Stallone. “Mas a IA já é suficientemente sofisticada para me colocar em Saigão com 18 anos, usando a mesma imagem. Não é assim tão rebuscado.”

A Passagem de Testemunho (Ou Não?)

A Millennium Media está a preparar o filme, realizado por Jalmari Helander (Sisu) e com argumento de Rory Haines e Sohrab Noshirvani (Black Adam). O estúdio considera Centineo para o papel, mas Stallone deixou um aviso:

“É muito, muito difícil. Ele pode fazer um trabalho brilhante, mas há sempre esse preconceito contra quem tenta substituir um original.”

O ator recordou a sua experiência com Get Carter (2000), sublinhando que recriar personagens icónicas é sempre uma batalha contra a memória coletiva do público.

A Prequela: O Rambo Antes do Rambo

Os detalhes do enredo estão a ser mantidos em segredo, mas sabe-se que a história explorará a juventude de John Rambo durante a Guerra do Vietname, antes dos acontecimentos de First Blood.

Criado por David Morrell no romance de 1972, Rambo tornou-se uma das figuras mais marcantes do cinema de ação, interpretado por Stallone em cinco filmes que somaram mais de 800 milhões de dólares de bilheteira. O mais recente, Rambo: Last Blood (2019), arrecadou 92 milhões em todo o mundo.

Quando Chega e Quem Vai Distribuir

Segundo a Deadline, a rodagem da prequela está planeada para o início de 2026, na Tailândia. A Lionsgate, que distribuiu os dois últimos filmes da saga, é a favorita para assumir também este novo capítulo.

Rambo vs. IA: Uma Nova Guerra?

A proposta de Stallone levanta a questão: será o rejuvenescimento digital uma solução para manter atores icónicos eternamente ligados às suas personagens? Ou estaremos perante uma “guerra perdida” contra o tempo e a necessidade de novas gerações assumirem os papéis?

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Seja qual for a resposta, uma coisa é certa: Rambo não morre facilmente — nem na selva, nem em Hollywood.

Mothernet: Quando o Luto e a Inteligência Artificial se Cruzam no Cinema Asiático 🤖💔

Festival Internacional de Cinema de Busan revelou em estreia mundial um dos títulos mais comentados da sua secção Vision-Asia: Mothernet, drama indonésio realizado por Ho Wi Ding e produzido por Shanty Harmayn, que mergulha no impacto emocional da tecnologia num contexto de perda familiar.

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A narrativa, escrita por Gina S. Noyer, desenrola-se num futuro próximo e acompanha um pai (Ringgo Agus Rahman) e um filho adolescente (Ali Fikry) que tentam reconstruir a vida após a morte repentina da mãe (Dian Sastrowardoyo). Num momento de desespero, um amigo sugere a recriação da figura materna através de um programa de Inteligência Artificial. Primeiro o filho, depois o pai, cedem à tentação, mergulhando numa dependência cada vez mais insustentável da aplicação.

Apesar de conter elementos de ficção científica, o realizador sublinha que o coração do filme está no drama humano. “O que me atraiu foi a relação entre pai e filho. Em muitas famílias asiáticas, a mãe é a ponte que facilita a comunicação. Quando desaparece, pai e filho ficam forçados a enfrentar-se diretamente, em plena dor”, explica Ho Wi Ding.

A decisão criativa foi clara: evitar excessos de “world-building” típicos do sci-fi e colocar a emoção em primeiro plano. O resultado é um filme onde os vislumbres do futuro se integram num quotidiano reconhecível, filmado sobretudo em localizações indonésias, mas com apoio de produção virtual em Singapura para criar ambientes mais futuristas.

A produção tem ainda o mérito de ser a primeira a beneficiar do Virtual Production Innovation Fund da Infocomm Media Development Authority (IMDA) de Singapura. O projeto envolveu também a Refinery Media como co-produtora, sinal da crescente aposta da região em novas tecnologias de rodagem.

Para Shanty Harmayn, o ritmo vertiginoso da inovação tecnológica foi um desafio: quando começaram a desenvolver Mothernet, antes da pandemia, a ideia de recriar entes queridos com IA parecia distante. “Estávamos a pensar em 2035, mas rapidamente percebemos que tinha de ser passado no futuro imediato. A vida real apanhou-nos de surpresa.”

A argumentista Gina S. Noyer acrescenta que o isolamento pandémico alterou a forma como entendemos a ligação humana: “As pessoas procuram na IA não só respostas, mas também companhia. Mas no fundo o que desejamos é presença. As máquinas calculam, mas só os humanos conseguem ouvir e dar sentido ao sofrimento.”

Com atuações de peso de alguns dos nomes mais reconhecidos do cinema indonésio — Dian Sastrowardoyo, Ringgo Agus Rahman e o jovem Ali Fikry —, Mothernet posiciona-se como um drama íntimo que utiliza a ficção científica como espelho do presente.

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É, no fundo, um filme sobre o que significa ser humano numa era em que a tecnologia promete substituir até os laços mais profundos. E, como lembra Noyer, “a humanidade floresce quando escolhemos estar presentes uns para os outros”.

🎉 YouTube Celebra 20 Anos com 20 Trilhões de Vídeos e Novas Funcionalidades Inovadoras

Em 2025, o YouTube comemora duas décadas de existência, consolidando-se como uma das plataformas mais influentes da era digital. Com impressionantes 20 trilhões de vídeos hospedados e uma base de 2,5 bilhões de utilizadores mensais, o YouTube transformou-se num verdadeiro gigante do entretenimento global . 

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📺 De Partilha de Vídeos a Ecossistema Multimédia

Desde a sua criação em 2005, o YouTube evoluiu de um simples site de partilha de vídeos para uma plataforma multifacetada que abrange streaming, música, podcasts, jogos e conteúdo ao vivo. Com uma receita anual de publicidade estimada em 36 mil milhões de dólares, a plataforma tornou-se uma referência no consumo de conteúdo digital . 


🤖 Inovação com Inteligência Artificial

Para manter-se na vanguarda, o YouTube tem investido significativamente em inteligência artificial. As novas ferramentas incluem dublagem automática de vídeos para múltiplos idiomas, sugestões de conteúdo personalizadas e geração de vídeos através de comandos de texto. Estas funcionalidades visam facilitar a criação de conteúdo e expandir o alcance global dos criadores . 


🎮 Introdução dos “Playables”

Uma das novidades mais empolgantes é a introdução dos “Playables” — mini-jogos integrados diretamente na plataforma. Jogos como “Crossy Road” e “Angry Birds” estão agora disponíveis, proporcionando uma experiência interativa que combina consumo e criação de conteúdo . 


🌟 Rumo ao Reconhecimento Artístico

Apesar de já ter produzido conteúdos de alta qualidade, o YouTube busca agora maior reconhecimento nas premiações tradicionais, como os Emmys. Programas como “Good Mythical Morning” e “Challenge Accepted” exemplificam a sofisticação e o profissionalismo alcançados por criadores da plataforma, desafiando as fronteiras entre conteúdo digital e televisão tradicional . 

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Ao celebrar 20 anos, o YouTube reafirma o seu compromisso com a inovação e a democratização do conteúdo, solidificando-se como uma plataforma essencial no panorama do entretenimento contemporâneo.

Este foi o primeiro filme a ser carregado no YouTube:

Podes vê-lo aqui

Quando o Futuro Chega Cedo Demais: Os Episódios de Black Mirror Que Já Não São Distopia

Durante anos, Black Mirror foi visto como um exercício de ficção distópica — um espelho negro que exagerava tendências para nos mostrar até onde poderíamos chegar se não tivéssemos cuidado com a tecnologia e a forma como ela molda a sociedade. Mas em 2025, muitos dos episódios da série de Charlie Brooker deixaram de parecer exageros. O que antes era alerta, hoje é realidade — e isso talvez seja o maior plot twist da televisão contemporânea.

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Neste artigo, reunimos alguns dos episódios mais emblemáticos da série e comparamos com aquilo que já acontece no mundo. A pergunta não é “Será que isto vai acontecer?” — é “Como é que não demos por isso mais cedo?”


“Nosedive” (Temporada 3, Episódio 1) — A tirania das estrelas

O episódio mostra uma sociedade onde cada interação social é pontuada com uma classificação de 1 a 5 estrelas. A pontuação determina acesso a habitação, empregos, transportes, até amizades. Parece absurdo?

Na China, já existe um sistema de crédito social que avalia o comportamento dos cidadãos. E nas nossas mãos, seguramos diariamente apps como Uber, Airbnb ou mesmo o Instagram, onde tudo é “gostado”, avaliado e “ranqueado”. A ideia de que a tua pontuação social pode definir a tua vida profissional, romântica ou financeira… já está em curso.


“Be Right Back” (Temporada 2, Episódio 1) — Os mortos não descansam em paz

Uma mulher perde o companheiro num acidente e acaba por recorrer a um serviço que, através de dados digitais, recria a personalidade do falecido. Primeiro por mensagens, depois por voz. Eventualmente, por corpo.

Em 2023, a Amazon apresentou uma IA capaz de imitar a voz de familiares a partir de uma gravação de poucos segundos. Startups oferecem serviços de “clone digital” de entes queridos, permitindo continuar a interagir com eles após a morte. Aquilo que parecia morbidez ficcional é agora uma proposta de serviço premium.


“Fifteen Million Merits” (Temporada 1, Episódio 2) — O entretenimento como moeda

Num mundo onde tudo gira em torno de reality shows e pontos digitais, as pessoas pedalam em bicicletas para gerar energia e, em troca, consomem conteúdos superficiais. A fama é a única escapatória.

Hoje, o TikTok, o YouTube e os streams gamificados oferecem literalmente recompensas por tempo de visualização, participação e viralidade. Há adolescentes que treinam coreografias como quem se prepara para uma audição. Influencers são ídolos. E a linha entre realidade e performance é cada vez mais ténue.


“The Entire History of You” (Temporada 1, Episódio 3) — Memória sob vigilância

Imagina poder rever todas as tuas memórias como vídeos. A premissa do episódio torna-se pesadelo quando a obsessão por detalhes destrói relações.

Não temos ainda implantes, mas as câmaras, os registos de mensagens, o histórico de pesquisa e as redes sociais já fazem um trabalho notável de armazenar o passado — nem sempre a nosso favor. E mais: quantas discussões já acabaram com “Vê aqui, eu gravei”?


“Hang the DJ” (Temporada 4, Episódio 4) — Algoritmos que escolhem quem deves amar

Uma app de encontros prevê o sucesso de cada relação e determina a duração das mesmas antes de começarem. Os pares aceitam — ou não — o sistema.

Hoje, o Tinder, Bumble e similares já funcionam com base em algoritmos que calculam compatibilidade. Aplicações como Rizz ou AI Cupid utilizam inteligência artificial para escrever a melhor mensagem, fazer o “ice-breaker” perfeito ou sugerir o momento ideal para marcar um encontro. Ainda não entregámos o coração ao algoritmo… mas já o consultamos antes de nos apaixonarmos.


“Smithereens” (Temporada 5, Episódio 2) — A ditadura das notificações

Este episódio retrata o impacto das redes sociais na saúde mental. Um condutor em crise faz refém um funcionário de uma rede social, numa tentativa desesperada de ser ouvido.

Em pleno 2025, os alertas para os impactos psicológicos das redes sociais são quase semanais. Aumentos nos casos de depressão, ansiedade, comparações tóxicas, dependência digital. O feed é infinito, mas o bem-estar está em queda livre.


“White Christmas” (Especial de Natal) — Castigos digitais

Uma tecnologia permite “bloquear” pessoas na vida real, tornando-as visivelmente desfocadas e incapazes de comunicar. E ainda: o castigo de viver eternamente num loop digital.

Hoje, os cancelamentos públicos funcionam como bloqueios sociais à escala global. Mas mais perturbador é o avanço da IA na criação de clones de consciência em ambientes simulados. O conceito de prisão digital — viver num tempo infinito dentro de um software — já foi teorizado por empresas que testam inteligência artificial com aprendizagem em tempo acelerado.


Já não é ficção. É o presente.

Black Mirror nunca foi tanto uma previsão como uma ampliação do presente. O génio da série esteve em levar ao extremo aquilo que já existia à nossa volta. Mas agora, o extremo chegou mais cedo do que pensávamos.

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A ficção científica já não é um espelho deformado do futuro — é um reflexo inquietantemente nítido do agora.

Estúdio Ghibli vs Inteligência Artificial: “O Meu Vizinho é um Algoritmo” Não Vai Acontecer, Diz o Filho de Miyazaki 🎨🤖

O icónico universo do Estúdio Ghibli — povoado por florestas mágicas, criaturas encantadas e personagens com profundidade emocional — está a ser invadido por… computadores. Graças ao mais recente gerador de imagens do ChatGPT, a internet foi subitamente inundada com ilustrações no estilo Ghibli, alimentando debates acesos sobre o futuro da animação e os limites (ou falta deles) da Inteligência Artificial. Mas para Goro Miyazaki, filho do lendário Hayao Miyazaki, a resposta é simples: pode-se tentar imitar, mas substituir Miyazaki? Esqueçam.

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Quando Totoro Conhece o ChatGPT

O novo gerador de imagens da OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, permite criar imagens que imitam o estilo visual de estúdios inteiros. A tecnologia espalhou-se como fogo no campo dos entusiastas de anime, com uma quantidade crescente de “imitações Ghibli” a circular pelas redes sociais. No entanto, a própria OpenAI admite que, embora proíba imitações diretas de artistas vivos, permite “estilos de estúdios” — como quem diz, podes não usar o nome do chef, mas a receita é tua.

Mas Goro Miyazaki, hoje com 58 anos e diretor administrativo do Estúdio Ghibli, não está convencido de que isso seja o futuro da animação. “Não seria surpreendente se, daqui a dois anos, houvesse um filme feito totalmente com IA”, afirmou numa entrevista recente à AFP, no atelier Ghibli em Tóquio. “Mas se o público gostaria de o ver… é outra questão.”

Miyazaki: O Insubstituível

Hayao Miyazaki, o mestre por trás de obras como A Viagem de ChihiroO Castelo Andante ou O Meu Vizinho Totoro, ganhou no ano passado o seu segundo Óscar com O Rapaz e a Garça, provavelmente a sua última longa-metragem. E segundo Goro, o mundo deve começar a preparar-se para a realidade inevitável: quando Miyazaki e o produtor Toshio Suzuki (76 anos) deixarem de poder criar, não haverá substitutos.

“Não é como se eles pudessem ser substituídos”, disse Goro. E com razão: os filmes Ghibli têm algo que nenhuma IA consegue replicar — alma. Um “cheiro de morte”, como lhe chama Goro, que permeia mesmo os filmes mais doces. “Totoro é, de certa forma, um filme assustador”, disse ele. “Explora o medo de perder uma mãe doente.”

A geração dos fundadores da Ghibli é marcada por memórias de guerra e experiências duras, elementos que informam a profundidade emocional dos seus filmes. Goro afirma que “é impossível criar algo com a mesma sensação e abordagem se não se viveu essa realidade”.

Arte vs Algoritmo

A polémica não é nova. Um vídeo de 2016 voltou a circular recentemente, onde Hayao Miyazaki reage a uma criatura digital animada por IA com total repulsa: “Isto é um insulto à própria vida.” A frase ficou célebre e, para muitos, resume o espírito do estúdio: a criação deve vir de um lugar humano, imperfeito, mas genuíno.

Curiosamente, a indústria de animação japonesa enfrenta uma escassez de animadores qualificados, em parte porque os salários baixos e as longas horas de trabalho tornam a carreira desmotivante para as novas gerações. A Geração Z, mais digital e menos disposta a passar anos a desenhar manualmente, poderá ver na IA uma ferramenta… ou uma tentação.

Mesmo assim, Goro vê algum potencial: “A nova tecnologia pode trazer talentos inesperados.” Mas deixa bem claro que não é por aí que o Ghibli vai seguir.

De Pai para Filho (com Resistência)

Goro entrou no Estúdio Ghibli em 1998, mas sempre carregou o peso do legado do pai. Dirigiu filmes como Contos de Terramar (2006) e A Colina das Papoilas (2011), além de ter supervisionado o Museu Ghibli e o recém-inaugurado Parque Ghibli no Japão. Apesar do respeito pelo percurso do pai, Goro admite que a sua mãe, também designer, o desaconselhou a seguir esta carreira: “É um trabalho difícil e muito preenchido.”

Ainda assim, há algo de inevitável na relação de Goro com o estúdio: “Sempre quis fazer algo criativo.”

E talvez seja essa a maior lição que o Ghibli deixa a todos nós — que o verdadeiro motor da arte não é um algoritmo, mas a necessidade humana de criar, de comunicar, de contar histórias com emoção, com falhas, com alma.

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Scarlett Johansson Exige Regulação da Inteligência Artificial Após Novo Vídeo Falso

A atriz Scarlett Johansson voltou a ser vítima da Inteligência Artificial (IA) e pediu esta quarta-feira, 13 de fevereiro, que os Estados Unidos implementem urgentemente uma regulamentação para controlar o uso desta tecnologia. O apelo surge após a circulação de um vídeo falso que a envolve numa crítica ao músico Ye (anteriormente conhecido como Kanye West) devido a declarações antissemitas.

O vídeo gerado por IA mostra Johansson, assim como outras celebridades como Drake, David Schwimmer, Mark Zuckerberg e Steven Spielberg, usando uma t-shirt com uma estrela de David e o nome de Ye em letras maiúsculas. A imagem termina com a frase “Junte-se à luta contra o antissemitismo”. O conteúdo responde às recentes publicações controversas do rapper no Facebook, bem como ao anúncio da marca Yeezy.com exibido no Super Bowl, onde promovia a venda de uma t-shirt com uma suástica.

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Johansson pede ação urgente dos EUA contra a IA descontrolada

Em declarações recentes, Scarlett Johansson criticou a falta de legislação nos EUA, comparando a inação do país com as medidas tomadas por outras nações.

“Muitos países progressistas, entre os quais não se incluem os EUA, responderam de forma responsável para colocar limites à inteligência artificial, dada a sua crescente popularidade”, afirmou.

A atriz mostrou-se preocupada com a lentidão na criação de leis para proteger os cidadãos contra os abusos da IA, dizendo que é “aterrorizador” que os EUA estejam “paralisados” nesse processo.

“Devemos denunciar o uso indevido da IA, independentemente da sua mensagem, ou corremos o risco de perder o controlo da realidade”, sublinhou Johansson, reforçando que a aprovação de leis deve ser uma prioridade absoluta.

Scarlett Johansson já foi vítima da IA antes

Esta não é a primeira vez que Johansson enfrenta problemas relacionados com Inteligência Artificial.

📌 Em 2023, a atriz processou a aplicação Lisa AI: 90’s Yearbook & Avatar, que utilizou a sua imagem e voz sem autorização.

📌 No ano passado, a OpenAI foi forçada a remover temporariamente uma voz do ChatGPT, depois de Johansson denunciar a sua impressionante semelhança com a sua própria voz.

Com esta nova manipulação digital, Johansson reforça o perigo da IA e pede medidas que protejam não apenas celebridades, mas qualquer cidadão que possa ser vítima de deepfakes ou roubo de identidade digital.

“Infelizmente, fui uma vítima pública da inteligência artificial, mas a verdade é que ela afeta todos e cada um de nós”, alertou a atriz.

O debate sobre o impacto da IA na privacidade e segurança digital continua a crescer, com cada vez mais figuras públicas e especialistas a pedirem regulamentações urgentes antes que os deepfakes e outras manipulações se tornem ainda mais difíceis de controlar.

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📢 E tu, acreditas que os governos deveriam intervir mais na regulação da IA? Deixa a tua opinião!

🎬🖥️⚖️ #ScarlettJohansson #InteligênciaArtificial #Deepfake #RegulaçãoIA #Tecnologia #Hollywood #KanyeWest #SuperBowl #ChatGPT

“M3GAN 2.0” Promete Caos e Novo Confronto Entre Inteligências Artificiais 🤖🔥

Preparem-se, caros associados, porque a boneca assassina mais icónica dos últimos tempos está de volta! 🩷💀

A Universal Pictures apresentou o primeiro teaser de M3GAN 2.0 durante a cerimónia dos Grammys 2025, e claro, a nossa robô favorita roubou completamente o espetáculo. Se o primeiro filme viralizou com a sua dança perturbadoramente cativante, agora ela regressa com um novo look, uma nova música e, sobretudo, uma nova rival.

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Do Brinquedo Assassino à Máquina de Guerra 🚀🔪

O primeiro M3GAN (2023) foi um fenómeno inesperado, tornando-se um dos maiores sucessos do terror recente. Com um orçamento modesto de 12 milhões de dólares, arrecadou mais de 180 milhões em bilheteira, garantindo rapidamente uma sequela.

Desta vez, dois anos se passaram desde os eventos do primeiro filme. Gemma (Allison Williams) tornou-se uma autora reconhecida e uma defensora do controlo governamental sobre Inteligências Artificiais. Entretanto, a sua sobrinha Cady (Violet McGraw) já tem 14 anos e, como qualquer adolescente, começa a rebelar-se contra as regras impostas pela tia.

O problema? Enquanto Gemma tenta evitar que novas M3GANs cheguem ao mundo, a tecnologia original foi roubada e utilizada para criar uma nova robô militar de infiltração chamada Amelia (interpretada por Ivanna Sakhno). O que começa como um projeto secreto rapidamente foge do controlo: Amelia ganha autoconsciência e decide que já não precisa de seguir ordens humanas.

💀 Agora temos M3GAN vs. Amelia. Duas máquinas assassinas. Quem sairá viva?

M3GAN Está de Volta… Mais Forte, Mais Rápida e Mais Mortal 😈⚡

Com o mundo à beira da destruição, Gemma percebe que a única forma de travar Amelia é ressuscitando M3GAN. Mas não será a mesma M3GAN que conhecemos: agora ela vem com um upgrade, sendo ainda mais forte, mais rápida e mais letal do que nunca.

🎬 M3GAN 2.0 é novamente realizado por Gerard Johnstone, com Allison Williams agora também a desempenhar o papel de produtora executiva. A boneca continua a ser interpretada por Amie Donald, com a voz de Jenna Davis.

🔹 Novos membros do elenco incluem: Jemaine Clement, Timm Sharp e Aristotle Athari.

🔹 Entre os regressos temos: Brian Jordan Alvarez (Cole) e Jen Van Epps (Tess).

Uma Sequência Ambiciosa… Mas de Baixo Orçamento? 🤔💸

Apesar de toda a escala expandida, o realizador Gerard Johnstone fez questão de lembrar que o filme continua a ser feito com um orçamento modesto, especialmente quando comparado com os grandes blockbusters da Marvel.

“É muito ambicioso. A história precisava de ser maior, com maior escala e dimensão, mas ainda assim tem um orçamento minúsculo em comparação com filmes da Marvel”, revelou o realizador.

Com a Universal a investir cada vez mais no terror e na ficção científica, M3GAN 2.0 promete ser um dos filmes mais comentados do verão de 2025.

Estreia e Expectativas 🎟🎥

O filme estreia nos cinemas a 27 de junho de 2025, e com o hype já em alta, as expectativas são enormes.

Se M3GAN 2.0 conseguir repetir o sucesso do original, é bem possível que a Universal continue a explorar este novo ícone do terror sci-fi por mais alguns anos.

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📌 E tu, estás pronto para este embate épico entre robôs assassinas? Ou preferias manter a tua assistente de IA bem longe de ti depois deste filme?

MARS EXPRESS: A Nova Odisseia da Animação Futurista Estreia no Ciclo Night Edition by TVCine

O ciclo Night Edition by TVCine regressa com força em 2025, oferecendo aos fãs de cinema uma oportunidade única de assistir à antestreia de MARS EXPRESS, uma das mais premiadas animações futuristas da atualidade. Realizado por Jérémie Périn, este filme promete transportar o público para uma emocionante jornada pelo ano 2200, onde inteligência artificial, corrupção e ação se cruzam de forma envolvente.

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Uma Animação de Prestígio

Estreado mundialmente no Festival de Cinema de Cannes e no Festival de Animação de Annecy, MARS EXPRESS consolidou-se como uma das produções mais aclamadas do género. A sua passagem pelo MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa reforça a conexão do filme com o público português, tornando esta exibição no Cinema Fernando Lopes, em Lisboa, ainda mais especial.

O Enredo: Entre Marte e a Terra

A narrativa segue Aline Ruby, uma detetive privada destemida, e o seu parceiro andróide, Carlos Rivera, numa missão perigosa para capturar uma hacker de renome. Após regressarem a Marte, enfrentam novos desafios ao procurarem Jun Chow, uma estudante de cibernética desaparecida. Ambientado em Noctis, a capital marciana e um símbolo de utopia tecnológica, o filme mergulha em temas como corrupção institucional e os perigos das quintas cerebrais. À medida que a investigação avança, a dupla descobre segredos que podem ameaçar o equilíbrio da sua civilização.

Uma Sessão Imperdível

No dia 4 de janeiro de 2025, pelas 21h30, o Cinema Fernando Lopes acolherá a antestreia de MARS EXPRESS, seguida por uma conversa virtual com o realizador Jérémie Périn, o diretor da MONSTRA Fernando Galrito, e o coletivo Bons Malandros. Será uma oportunidade única para explorar os bastidores desta produção inovadora.

Os bilhetes já estão disponíveis e podem ser adquiridos aqui.

Próximos Destaques do Ciclo Night Edition

Além de MARS EXPRESS, o ciclo Night Edition by TVCine trará outros títulos ambiciosos em 2025:

Uma Noite com Adela (thriller de Hugo Ruiz): Antestreia a 1 de fevereiro.

Enea (gangster drama de Pietro Castellitto): Antestreia a 1 de março.

Sister Midnight (comédia punk feminista de Karan Kandhari): Antestreia a 5 de abril.

Cada filme estreia nos cinemas na quinta-feira seguinte à antestreia e chega aos canais TVCine cerca de um mês depois.

Um Futuro Promissor para o Cinema Alternativo

Com curadoria da Cinema Bold, o ciclo Night Edition reflete o compromisso com produções originais e ousadas, apresentando ao público histórias que desafiam o modelo tradicional de distribuição.

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Não perca a estreia de MARS EXPRESS e os debates enriquecedores que prometem transformar cada sessão numa celebração do cinema. Mais informações disponíveis em tvcine.pt/nightedition.

Wallace & Gromit: O Legado Continua com “Vengeance Most Fowl” e Tributo a Peter Sallis

Os icónicos Wallace & Gromit, adorados por gerações, estão de volta numa nova aventura que promete resgatar o charme e a nostalgia dos clássicos da animação em stop-motion. O criador da dupla, Nick Park, garantiu recentemente que este não é o fim da jornada de Wallace e Gromit, mesmo após a perda de Peter Sallis, a voz original de Wallace.

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“Vengeance Most Fowl”: A Nova Aventura

A nova produção, intitulada “Vengeance Most Fowl”, estreia no Natal na BBC e chega à Netflix no início de 2025. A trama aborda temas atuais, com um toque de humor clássico, ao explorar os perigos da inteligência artificial. Nesta história, Wallace cria um gnomo inteligente chamado Norbot, que rapidamente se transforma numa ameaça ao tomar vida própria e causar caos. Além disso, o filme marca o regresso de Feathers McGraw, o temível vilão que traumatizou (e encantou) audiências no clássico de 1993, “The Wrong Trousers”.

O Regresso de Wallace & Gromit

Embora o processo criativo e de produção da animação em stop-motion seja notoriamente demorado, o realizador Merlin Crossinghamassegura que vale a pena esperar:

“Dêem-nos um minuto. Estes filmes levam o seu tempo a ser feitos,” brincou Crossingham, sublinhando o cuidado meticuloso necessário para trazer os personagens à vida.

Esta será a primeira produção de Wallace & Gromit desde “The Curse of the Were-Rabbit” (2005), que contou com as vozes de Ralph Fiennes e Helena Bonham Carter. O regresso da dupla, quase duas décadas depois, coincide com um dos alinhamentos televisivos mais aguardados do Natal no Reino Unido, rivalizando com produções como o final de Gavin & Stacey.

Tributo a Peter Sallis

A nova aventura será a primeira sem Peter Sallis, que deu vida à voz de Wallace desde o início, em 1989, com “A Grand Day Out”. Sallis faleceu em 2017, aos 96 anos, deixando uma marca indelével na franquia.

“Foi bastante emotivo desde que perdemos Peter. Ele era uma voz única e original,” disse Nick Park. Contudo, Park elogiou o trabalho de Ben Whitehead, o substituto de Sallis, descrevendo-o como uma “fantástica imitação de Wallace”.

Wallace & Gromit: O Futuro

Nick Park assegurou que há ainda muitas histórias por contar:

“Ainda há muito salto no seu bungee,” afirmou, sublinhando que novas ideias continuam a surgir para a dupla. Este compromisso com a continuidade da franquia mantém viva a magia de Wallace & Gromit, prometendo mais aventuras para as próximas gerações.

Por Que Wallace & Gromit Importam

Wallace & Gromit não são apenas personagens de animação; representam a excelência do stop-motion, a narrativa charmosa e o humor britânico que transcenderam culturas e gerações. Com “Vengeance Most Fowl”, a dupla reafirma o seu lugar como uma das criações mais amadas da história da animação.

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Joseph Gordon-Levitt e Anne Hathaway Exploram a IA em Thriller Inovador

Joseph Gordon-Levitt regressa à realização com um novo thriller de inteligência artificial, que promete desafiar as convenções do género. A produção, ainda sem título, é desenvolvida pela T-Street Productions, com Anne Hathaway como protagonista. O filme explora questões éticas e sociais relacionadas com o impacto da IA no quotidiano.

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Escrito por Gordon-Levitt, em parceria com Kieran Fitzgerald e Natasha Lyonne, o guião é descrito como uma análise intensa e provocadora sobre a forma como a tecnologia está a moldar o nosso mundo. A história aborda temas como a automação, a privacidade e os dilemas éticos da dependência tecnológica.

Esta não é a primeira colaboração entre Gordon-Levitt e Hathaway, que já partilharam o ecrã em The Dark Knight Rises. Enquanto Gordon-Levitt é conhecido pela sua abordagem criativa em filmes como Looper e Don Jon, Hathaway continua a expandir o seu portefólio com papéis desafiadores e narrativas inovadoras.

Previsto para 2025, o thriller reflete o crescente interesse de Hollywood em explorar o impacto da tecnologia na sociedade. É um projeto ambicioso que combina um elenco de peso com uma temática contemporânea, prometendo um filme que será tanto um entretenimento envolvente como um alerta sobre o futuro.

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Heretic: Realizadores Enviam Mensagem a Hollywood Contra o Uso de Inteligência Artificial

O novo filme Heretic, dos realizadores Scott Beck e Bryan Woods, vai além da narrativa tradicional ao incluir uma mensagem especial nos créditos finais: “Não foi utilizada Inteligência Artificial generativa na produção deste filme.” Este gesto, uma advertência invulgar no cinema, foi cuidadosamente planeado para gerar uma reflexão sobre os perigos da IA na indústria do entretenimento e os possíveis impactos dessa tecnologia na criatividade humana.

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Heretic, lançado pela A24, aborda a história de dois missionários mórmons (interpretados por Sophie Thatcher e Chloe East) que ficam presos na casa de um homem misterioso (Hugh Grant). A trama é mais do que uma simples ficção; Beck e Woods viram nesta obra uma oportunidade para abrir uma discussão crítica sobre o papel da IA generativa, uma tecnologia que pode criar conteúdos, desde imagens e vídeos até textos, com base em modelos computacionais avançados.

Scott Beck comenta que, embora Heretic não suscite dúvidas quanto ao uso de IA, a escolha de incluir esta mensagem nos créditos finais foi uma forma de alertar o público. “Acreditamos que as pessoas devem começar a refletir sobre o impacto da IA, especialmente na criação artística,” afirmou. A tecnologia de IA generativa, que já foi usada em produções de grande escala como Furiosa e Alien: Romulus, pode modificar praticamente qualquer aspeto da pós-produção, ao ponto de gerar vídeos completos sem intervenção humana. Para Beck, este avanço representa uma ameaça à autenticidade do cinema, sendo “quase um roubo” do processo criativo humano.

Bryan Woods não hesita em expressar as suas preocupações, afirmando que a IA tem potencial para substituir empregos de forma massiva, e que o setor das artes pode ser um dos mais atingidos. “Estamos numa indústria que, por natureza, é motivada pelo lucro, e as decisões são frequentemente tomadas em prol dos resultados financeiros e não do processo criativo,” refere Woods, sublinhando que o problema é agravado pelo facto de a IA poder facilmente preencher lacunas criativas com base em algoritmos, tornando-se uma alternativa mais barata para estúdios.

Os realizadores destacam o papel fundamental da A24, que apoiou a decisão de incluir esta mensagem, respeitando a sua visão artística e as preocupações éticas envolvidas. Segundo Beck, a A24 é um estúdio que valoriza a individualidade artística, o que facilitou a integração desta mensagem. “A A24 é um espaço onde sentimos que trabalhamos com pessoas, não com algoritmos,” acrescenta.

O uso crescente de IA em Hollywood levanta questões profundas sobre o futuro da arte cinematográfica e dos próprios artistas. A parceria recente entre estúdios como a Blumhouse e a Meta, para explorar ferramentas de IA na produção, e a criação de um grupo de supervisão da IA pela Disney, são exemplos de como a tecnologia está a integrar-se rapidamente no setor. No entanto, realizadores como Beck e Woods acreditam que há necessidade de um debate sério antes de se permitir que a IA interfira profundamente na produção cinematográfica.

Para Woods, embora a tecnologia de IA seja uma realização impressionante, há riscos consideráveis envolvidos. Ele cita um estudo da Goldman Sachs, segundo o qual a IA poderia substituir até 300 milhões de empregos a tempo inteiro globalmente. A sua conclusão é, ao mesmo tempo, divertida e alarmante: “A IA é incrível e pode fazer coisas bonitas, mas talvez devêssemos enterrá-la debaixo de ogivas nucleares – pode muito bem destruir-nos.”

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Heretic não é apenas um filme que explora o conflito entre fé e humanidade, mas também um marco para os realizadores que desafiam Hollywood a refletir sobre o papel da tecnologia e a necessidade de manter o fator humano no processo criativo.

Westworld: O Sucesso e o Triste Destino de uma das Melhores Séries de Ficção Científica dos Últimos Anos

“Westworld” foi um marco no mundo das séries de ficção científica, conquistando audiências e crítica desde a sua estreia em 2016. Baseada num filme de 1973, a série trouxe uma narrativa complexa sobre inteligência artificial e a exploração dos limites da humanidade. No entanto, apesar do sucesso, “Westworld” enfrentou um destino inesperado ao ser cancelada em 2022 e, de forma ainda mais surpreendente, removida do catálogo da HBO Max. Recentemente, os criadores, Jonathan Nolan e Lisa Joy, falaram sobre o fim abrupto da série e manifestaram o desejo de um possível regresso para concluir a história.

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A Revolução Tecnológica e a Ascensão de Westworld

Desde o início, “Westworld” fascinou pela sua premissa: um parque temático habitado por androides onde os visitantes humanos podem explorar os seus desejos sem consequências. Com uma realização arrojada e um enredo que explorava temas como livre-arbítrio, consciência e moralidade, a série ganhou rapidamente um lugar de destaque na cultura pop e foi reconhecida com várias nomeações para os prémios Emmy. Cada temporada trouxe novos mistérios, complexidade e um desenvolvimento profundo das personagens, colocando “Westworld” entre as séries mais inovadoras da década.

O Impacto do Cancelamento e a Esperança de um Final

O cancelamento de “Westworld” foi uma decisão que chocou os fãs e os próprios criadores. Além disso, a remoção da série do catálogo da HBO Max intensificou o desapontamento, levando muitos a questionar o futuro da história. Durante uma entrevista recente, Jonathan Nolan partilhou o seu pesar pelo fim abrupto da série, sublinhando o desejo de concluir a narrativa num futuro próximo. A série, com o seu estilo cinematográfico e temas profundos, deixou um legado significativo, e Nolan mencionou que continua a alimentar a esperança de que a história tenha um desfecho digno, seja através de um canal diferente ou de um acordo com outra plataforma de streaming.

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O Futuro de Westworld: Uma Segunda Oportunidade?

Embora o futuro de “Westworld” permaneça incerto, há rumores de que plataformas como Roku e Tubi estão interessadas em adquirir os direitos para dar continuidade à série. O potencial regresso de “Westworld” seria uma oportunidade para dar aos fãs o final que aguardam e para que a série possa cumprir a sua visão original. Apesar dos desafios, os criadores continuam empenhados em ver a sua obra concluída, e os fãs mantêm a esperança de que uma nova oportunidade possa surgir, trazendo de volta uma das histórias mais provocadoras do universo da ficção científica.

Robert Downey Jr. Critica Uso de Inteligência Artificial para Ressuscitar Tony Stark: “Irei Processar por Princípio”

O ator Robert Downey Jr. deixou clara a sua posição sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) para recriar a sua imagem como Tony Stark depois da sua morte. Durante uma conversa no podcast “On With Kara Swisher”, Downey Jr. abordou os perigos da era digital, incluindo “deepfakes” e outras tecnologias de recriação, afirmando que não aprovaria qualquer tentativa futura de reviver a sua personagem do Universo Cinematográfico Marvel (MCU) sem a sua autorização. Em tom humorístico, o ator declarou que “processaria todos os futuros executivos” da Marvel que ousassem recriar Stark sem o seu consentimento.

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Downey Jr., que lançou o MCU em 2008 com “Homem de Ferro”, continua a ser uma figura icónica na franquia, mesmo após a despedida do personagem em “Vingadores: Endgame” (2019). No entanto, o ator não demonstra interesse em ver Tony Stark ressuscitado através de IA. “Não me preocupa que a Marvel ‘sequestre a alma’ da minha personagem, porque as pessoas que tomam decisões lá jamais fariam isso,” afirmou, confiando na integridade dos atuais responsáveis do estúdio. Contudo, ao imaginar que futuros executivos poderiam ignorar essa ética, Downey Jr. brincou: “Gostaria de declarar aqui que pretendo processar todos os futuros executivos apenas por uma questão de princípio.”

A conversa sobre IA e direitos de imagem ocorreu enquanto Downey Jr. discutia o impacto das novas tecnologias com o dramaturgo Ayad Akhtar e o diretor de teatro Bartlett Sher. Embora reconheça a inevitabilidade de avanços tecnológicos na indústria, Downey Jr. expressou que a sua vida real e emocional está distante dessas preocupações: “Tenho uma vida emocional verdadeira que está a acontecer e não tem muito espaço para isso.”

Apesar da sua relutância em relação ao uso de IA para Tony Stark, Downey Jr. regressará ao MCU em “Avengers: Doomsday” em 2026, desta vez como Doutor Destino, um dos vilões mais famosos da banda desenhada. Esta nova personagem marca um desvincular definitivo da imagem de Tony Stark, sinalizando o desejo do ator de explorar novas facetas dentro do universo Marvel.

Quando a jornalista Kara Swisher comentou que futuros executivos poderiam eventualmente decidir recriar Tony Stark com IA, Downey Jr. respondeu de forma bem-humorada: “Isso pode acontecer, mas o meu escritório de advocacia estará muito ativo.” Esta resposta levou Swisher a comparar a sua abordagem à equipa que gere os direitos de imagem de Elvis Presley, sublinhando o nível de controlo que Downey Jr. pretende manter sobre o seu legado.

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A posição de Robert Downey Jr. lança um debate importante sobre a ética do uso de IA na indústria cinematográfica e o respeito pelos direitos de imagem de figuras públicas, especialmente após a sua morte. O ator, que deixou uma marca inconfundível como Tony Stark, pretende assegurar que a sua criação permaneça autêntica e não manipulada por tecnologias futuras.