Decorrem esta semana, nos dias 5 e 6 de setembro, no Peacock Theater, em Los Angeles, os 78ºs Creative Arts Emmy Awards, a cerimónia que antecede sempre a grande gala dos Emmys, marcada para 14 de setembro, e que distingue as categorias mais técnicas e criativas da produção televisiva: som, montagem, direção de arte, coreografia, composição musical e dezenas de outras disciplinas fundamentais à televisão, mas raramente contempladas na cerimónia principal transmitida em direto.
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A primeira noite, dia 5, está reservada sobretudo à televisão não-ficcional, enquanto a segunda, dia 6, se dedica principalmente à programação de ficção. Este ano, a cerimónia ganha um significado histórico adicional: pela primeira vez, a Academia de Televisão vai atribuir um “Legacy Award”, um novo galardão criado especificamente para reconhecer um programa televisivo com impacto profundo e geracional junto do público. A primeira série a receber esta distinção inédita é “I Love Lucy”, a sitcom protagonizada por Lucille Ball que, mais de setenta anos depois da estreia, continua a ser apontada como uma das produções mais influentes na história da comédia televisiva americana, tendo definido convenções de formato e de produção que a indústria ainda hoje utiliza.
Entre os nomeados mais destacados nas categorias musicais, Dave Porter reúne duas nomeações pelo trabalho na banda sonora e tema de “Pluribus”, enquanto Daniel Pemberton soma igualmente duas nomeações, uma pela partitura de “Slow Horses”, em parceria com Toydrum, e outra pela canção “The Devil You Know”, composta para “Spider-Noir”, confirmando a presença consistente destes compositores no radar da Academia ao longo dos últimos anos.
Ao contrário da cerimónia principal, os Creative Arts Emmys não têm transmissão em direto: as duas noites são posteriormente editadas e compiladas numa única emissão televisiva, disponibilizada ao público depois do evento presencial, uma prática que se mantém há vários anos e que reflete a natureza mais intimista e menos mediática desta parte da temporada de prémios televisivos, apesar da sua importância para reconhecer o trabalho de centenas de profissionais que raramente sobem a um palco para receber aplausos em direto.
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Para quem acompanha de perto a indústria televisiva, os Creative Arts Emmys funcionam como um prenúncio valioso do que está para vir na noite de 14 de setembro, além de constituírem, por direito próprio, um momento de reconhecimento merecido para quem trabalha, quase sempre nos bastidores, para tornar possível a televisão que todos vemos.
