A carreira internacional de Daniela Melchior continua a somar capítulos de peso em Hollywood. A atriz portuguesa, que já brilhou em títulos como O Esquadrão Suicida (2021), Marlowe: O Caso da Loira Misteriosa (2022), Velocidade Furiosa X (2023) e Road House (2024), foi agora confirmada no elenco de “Noite Violenta 2” (Violent Night 2), a sequela da comédia de ação natalícia que conquistou o público em 2022.
O filme volta a ter David Harbour (Stranger Things, Viúva Negra) como protagonista, retomando a sua versão inesperadamente brutal do Pai Natal. A primeira aventura mostrou um Nicolau nada santo, capaz de enfrentar uma equipa de mercenários para salvar uma família rica na véspera de Natal — um conceito que misturava espírito natalício com sangue e pancadaria, e que rapidamente se tornou um sucesso de culto nas salas de cinema.
Desta vez, Melchior junta-se ao elenco ao lado de Kristen Bell, que vive um momento de grande popularidade com a série da Netflix Ninguém Quer Isto. A realização volta a estar nas mãos do norueguês Tommy Wirkola, responsável por filmes como Hansel e Gretel: Caçadores de Bruxas e a saga Dead Snow (Os Mortos-Vivos Nazis), conhecido pela sua mistura de humor negro, ação descontrolada e violência estilizada.
Ainda não foram revelados detalhes sobre a nova história, mas as expetativas são elevadas: poderá o segundo filme repetir o equilíbrio improvável entre sátira natalícia e ação hardcore que fez do original um êxito-surpresa?
Com estreia marcada para dezembro de 2026, Noite Violenta 2 promete ser um dos títulos mais curiosos da temporada natalícia de Hollywood. Para Daniela Melchior, é mais uma oportunidade de cimentar a sua posição como uma das atrizes portuguesas mais requisitadas no panorama internacional.
A investigação em torno da morte de Matthew Perry, estrela de Friends, chega finalmente ao desfecho. Jasveen Sangha, conhecida como a “Ketamine Queen”, admitiu esta semana a sua culpa no processo judicial, assumindo envolvimento direto no fornecimento da dose fatal de ketamina que tirou a vida ao actor a 28 de outubro de 2023, em Los Angeles.
Sangha, que estava detida desde agosto de 2024, era a última suspeita a resistir a um acordo judicial. Agora, antes do julgamento marcado para o outono, aceitou declarar-se culpada de três acusações de distribuição da substância e de fornecimento da dose que levou à morte de Perry.
De acordo com o Departamento de Justiça norte-americano, Sangha e Erik Fleming venderam ao actor 51 frascos de ketamina, entregues ao seu assistente pessoal, Kenneth Iwamasa. Após a morte de Perry, a “Ketamine Queen” terá tentado encobrir as provas, pedindo a Fleming que apagasse mensagens trocadas entre ambos.
Com a confissão, Sangha enfrenta agora uma pena que pode chegar aos 20 anos de prisão pelo crime relacionado com a “premissa de droga”, até 10 anos por cada acusação de distribuição e até 15 anos pelo crime de distribuição com resultado em morte.
A rede desmantelada
Além de Sangha, outros quatro envolvidos já tinham admitido a culpa: Fleming, Iwamasa e dois médicos, Salvador Plasencia e Mark Chavez, acusados de prescrever ilegalmente a substância. Todos aguardam sentença, prevista para os próximos três meses.
O caso, investigado pela DEA, LAPD e pelo procurador federal da Califórnia, revelou um circuito de fornecimento de ketamina que expôs vulnerabilidades na forma como a droga circula entre clínicas, médicos e pacientes, sobretudo em contextos de abuso.
A tragédia de um ícone televisivo
O corpo de Matthew Perry foi encontrado no jacuzzi da sua casa, em Pacific Palisades, poucos dias antes do Halloween de 2023. O relatório da autópsia concluiu que o actor morreu devido aos “efeitos agudos da ketamina”, apontando também contributos de doença cardíaca e de buprenorfina, fármaco usado no tratamento da dependência de opiáceos.
Tinha 54 anos.
Conhecido mundialmente como Chandler Bing, Perry foi um dos rostos centrais de Friends, série que se tornou fenómeno global a partir de 1994. O actor construiu ainda uma carreira sólida na televisão, com papéis em The West Wing, Ally McBeal, The Good Wife e no telefilme The Kennedys: After Camelot, onde interpretou o senador Ted Kennedy.
A morte prematura de Perry deixou marcas profundas não só nos fãs, mas também nos colegas e na indústria televisiva, que o reconheciam como um talento singular e uma figura que lutou corajosamente contra os demónios do vício ao longo de décadas.
O criador de Family Guy e The Orville, Seth MacFarlane, deixou uma mensagem clara à indústria televisiva e cinematográfica: está na hora de equilibrar o pessimismo com histórias que inspirem esperança.
Em entrevista ao podcast Where Everybody Knows Your Name, o actor, realizador e produtor — nomeado para um Óscar — lamentou a predominância de narrativas distópicas e negativas, defendendo que Hollywood deveria voltar a oferecer ao público “planos para um futuro melhor”, tal como acontecia quando era criança.
“Tudo é distópico e pessimista”
MacFarlane apontou o contraste entre o entretenimento actual e as produções que marcaram o seu crescimento.
“Quando eu era miúdo, Hollywood oferecia vozes de esperança. Agora, os pratos que estamos a servir são tão distópicos e pessimistas… Sim, há muito para estar pessimista, mas está tudo tão desequilibrado. Onde estão os planos para fazermos as coisas da forma certa?”, questionou.
O criador de The Orville — série que assumidamente presta tributo ao espírito optimista de Star Trek — comparou a actual avalanche de produções como The Handmaid’s Tale com a falta de histórias que, segundo ele, mostrem “o que podemos alcançar se mudarmos o nosso caminho”.
A era do anti-herói
Para MacFarlane, uma das mudanças mais visíveis começou com The Sopranos, quando Hollywood se apaixonou pelo conceito de anti-herói.
“Desde The Sopranos que tudo gira em torno do anti-herói, em vez de personagens que dão esperança.”
O criador sublinha que, num mundo em que “ninguém quer saber o que as celebridades pensam” sobre política ou temas sociais, a melhor forma de influenciar é através das histórias que se contam. E, neste momento, considera que a indústria “não está a fazer o melhor trabalho” nesse aspecto.
O futuro de The Orville
Apesar das críticas, MacFarlane mostrou algum optimismo quanto ao futuro da sua série de ficção científica. Embora a Disney “ainda não tenha confirmado uma quarta temporada”, o criador acredita que The Orville ainda poderá regressar. A produção estreou em 2017 na Fox e mudou-se para a Hulu na terceira temporada.
Para MacFarlane, a missão mantém-se: criar ficção que não se limite a avisar sobre os perigos que nos esperam, mas que também ofereça visões do que pode ser alcançado quando as coisas são feitas da forma certa.
Jackie Chan Critica Hollywood: “Já Não São Cineastas, São Homens de Negócios” 🎬🐆
Durante uma sessão de perguntas e respostas no Festival de Locarno, Jackie Chan não poupou críticas à forma como os grandes estúdios de Hollywood fazem cinema actualmente. O veterano actor e realizador de Hong Kong, que recebeu no evento o Pardo alla Carriera pela sua trajectória, lamentou que as produções contemporâneas sejam demasiado condicionadas por questões financeiras.
“Acho que os filmes antigos são melhores do que os de hoje. Neste momento, muitos grandes estúdios já não são formados por cineastas, mas sim por homens de negócios. Investem 40 milhões e pensam: ‘Como é que recuperamos o dinheiro?’ É muito difícil fazer um bom filme hoje”, afirmou Chan.
Um artesão do cinema
A conversa, conduzida pelo director artístico do festival, Giona Nazzaro, percorreu vários momentos da longa carreira de Chan, incluindo histórias sobre o início no cinema, os desafios em Hollywood e as acrobacias perigosas que marcaram o seu trabalho.
Orgulhoso da sua versatilidade, Chan sublinhou que sempre procurou dominar todas as áreas de uma produção, desde a escrita e realização até à coordenação de duplos e edição. “Em toda a Ásia, só há dois realizadores que sabem fazer tudo: Sammo Hung e Jackie Chan… e eu sou melhor porque sei cantar”, brincou.
Aprender a cantar para sobreviver
Chan contou que decidiu aprender a cantar quando percebeu que não poderia passar toda a vida como performer de acrobacias perigosas. Nos programas de televisão norte-americanos, pediam-lhe sempre para mostrar socos e pontapés. “Pensei: não posso fazer isto para sempre, é demasiado perigoso. Então comecei a aprender a cantar”, recordou, acrescentando que o seu mantra profissional passou a ser: “Quero ser o Robert De Niro asiático.”
A relação difícil com Hollywood
O actor revelou que, no início dos anos 2000, estava prestes a desistir dos projectos americanos devido à fraca qualidade dos guiões e à dificuldade em criar ligação com o público dos EUA. Decidiu tentar uma última vez com Rush Hour – Hora de Ponta. “Foi a última tentativa. Se não resultasse, acabava”, disse. O filme, apesar das limitações orçamentais, tornou-se um sucesso e, segundo Chan, “mudou a cultura”.
O seu objectivo sempre foi servir como uma ponte cultural entre os EUA e a China, e Rush Hour acabou por cimentar essa missão.
Para assinalar a carreira, o festival exibiu dois dos seus clássicos como realizador — Project A e Police Story. Jackie Chan subiu ao palco para receber o Pardo alla Carriera, numa edição de Locarno que decorre até 16 de Agosto.
Foi há precisamente 40 anos que Terry Gilliam nos atirou de cabeça para um pesadelo burocrático tão delirante quanto profético. Brazil, lançado em 1985, continua a ser um dos filmes mais visionários de sempre — uma mistura explosiva de Kafka, Orwell e Monty Python — e, segundo o próprio realizador, continua dolorosamente actual. A propósito do aniversário do filme, Gilliam foi ao Umbria Film Festival em Itália, e o que devia ser apenas uma celebração nostálgica acabou por ser também um desabafo sobre os desafios do cinema actual… e do futuro (ou falta dele).
A luta contra o sistema… dentro e fora do ecrã
Na entrevista ao Deadline, Gilliam confessou que ainda hoje se lembra vividamente da guerra que travou com a Universal para que Brazil fosse lançado tal como o concebeu — sem finais felizes impostos nem cortes “amistosos”. O que parecia uma loucura tornou-se lenda: Gilliam desafiou os estúdios, venceu, e abriu uma brecha de liberdade criativa que durou… algumas semanas. “Depois voltou tudo ao mesmo”, admite, entre risos e resignação.
Mas talvez a maior ironia de todas é que o mundo retratado em Brazil, feito com metáforas carregadas e humor negro, parece ter envelhecido como um vinho amargo — cada vez mais real, cada vez mais próximo. “As pessoas perguntam como é que eu sabia que o mundo ia ser assim”, diz Gilliam. “Mas era só olhar à volta. Já era assim.”
A burocracia mudou de forma, mas o pesadelo mantém-se
Se nos anos 80 Gilliam lutava contra formulários em duplicado e departamentos de informação omnipresentes, hoje enfrenta um inimigo mais subtil mas igualmente castrador: a falta de coragem dos estúdios. O cineasta de 83 anos está a tentar tirar do papel Carnival at the End of Days, uma comédia apocalíptica em que Deus decide destruir a humanidade por ter arruinado o planeta. O elenco é de luxo — Johnny Depp, Adam Driver, Jeff Bridges, Jason Momoa, Tom Waits, Asa Butterfield — mas, ainda assim, ninguém quer pagar a conta.
“O problema é que os produtores estão todos com medo”, explica. “Ninguém quer arriscar com ideias fortes ou provocadoras.” Gilliam lamenta que o cinema de hoje seja tecnicamente perfeito, mas sem alma. “Vejo filmes bem feitos, mas que não me fazem pensar. Não me chocam. Não me mudam.”
Satirizar o mundo já não chega — o mundo ultrapassou a sátira
Um dos maiores obstáculos? Donald Trump. Literalmente. O argumento de Carnival at the End of Days foi escrito em 2020, mas Gilliam confessa que o regresso do ex-presidente baralhou-lhe os planos. “Trump tornou-se o próprio carnaval. É difícil satirizar o mundo quando ele próprio se tornou uma sátira.”
Mesmo assim, não desiste. “Tenho saudades de filmar”, admite. “Até pensaria em trabalhar com a Netflix… mas continuo a sonhar com ecrãs gigantes, som a rebentar e aquela experiência quase religiosa de entrar numa sala escura para ver cinema.”
Para Gilliam, o filme continua a viver não dentro dele, mas nas reacções do público. “Não vejo os meus filmes depois de os acabar”, diz. “Mas há dois anos vi As Aventuras do Barão Munchausen em 4K e pensei: ‘Isto é mesmo bom! Gostava de ter feito isto.’” E talvez essa seja a verdadeira magia dos filmes de Terry Gilliam: mesmo que ele já não se reconheça neles, nós reconhecemo-nos. E precisamos deles mais do que nunca.
Parasitas, de Bong Joon Ho, foi eleito o melhor filme do século XXI por um extenso painel de mais de 500 profissionais da indústria cinematográfica, entre os quais se encontram realizadores, actores, argumentistas, críticos e produtores. A iniciativa foi promovida pelo The New York Times, que publicou ao longo da última semana os resultados do inquérito, culminando com a revelação do Top 20 esta sexta-feira.
O galardoado filme sul-coreano, vencedor dos Óscares de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, superou obras de mestres como David Lynch (Mulholland Drive, 2.º lugar), Paul Thomas Anderson (Haverá Sangue, 3.º lugar) e Wong Kar Wai (Disponível para Amar, 4.º lugar).
O Top 10 apresenta uma diversidade notável de estilos, géneros e origens geográficas, destacando também o impacto contínuo de obras como Moonlight, Este País Não É Para Velhos, A Viagem de Chihiro e A Rede Social.
Uma lista eclética, com surpresas e confirmações
Ao todo, o Top 100 inclui 25 filmes “internacionais” — cuja língua principal não é o inglês — e 12 realizados ou correalizados por mulheres, revelando uma crescente abertura da indústria a novas vozes e linguagens cinematográficas.
O cinema lusófono marca presença com Cidade de Deus, dos brasileiros Fernando Meirelles e Kátia Lund, colocado em 15.º lugar. Na animação, apenas quatro títulos marcaram presença: A Viagem de Chihiro (9.º), WALL-E (34.º), Up! – Altamente (50.º) e Ratatui (73.º).
Os grandes nomes de Hollywood também marcaram território: Paul Thomas Anderson é o realizador mais representado com seis filmes, seguido por Christopher Nolan com cinco. Os irmãos Coen e Alfonso Cuarón surgem com quatro títulos cada, enquanto Quentin Tarantino e David Fincher marcam presença com três.
Representações notáveis e ausências curiosas
Entre os veteranos, Martin Scorsese garantiu dois títulos (The Departed e O Lobo de Wall Street), enquanto Steven Spielberg surge apenas com Relatório Minoritário. Clint Eastwood não teve qualquer filme mencionado no Top 100.
Curiosamente, só um filme da trilogia O Senhor dos Anéis — A Irmandade do Anel — entrou para a lista, e a única entrada do universo Marvel foi Black Panther, na 96.ª posição. Da parte das plataformas de streaming, apenas ROMA, de Alfonso Cuarón, lançado pela Netflix, foi considerado (46.º lugar).
Os favoritos dos favoritos
As listas individuais, algumas também divulgadas, incluíram nomes tão diversos como Pedro Almodóvar, Bong Joon Ho, Sofia Coppola, Ava DuVernay, Barry Jenkins, Mel Brooks, Celine Song, Edgar Wright e até o escritor Stephen King.
Estas contribuições revelaram um amplo leque de sensibilidades artísticas e confirmaram o poder da cinefilia como elemento agregador numa indústria cada vez mais fragmentada.
Trinta e um anos após o tenso encontro em Entrevista com o Vampiro, Tom Cruise e Brad Pitt voltam a aparecer juntos em público, desta vez na antestreia europeia de F1 – O Filme.
Foi um momento inesperado e simbólico para os fãs de cinema: Tom Cruise e Brad Pitt, que partilharam o ecrã em Entrevista com o Vampiro (1994), reencontraram-se esta segunda-feira na antestreia europeia de F1 – O Filme, em Londres. O novo filme protagonizado por Brad Pitt e realizado por Joseph Kosinski, com produção de Jerry Bruckheimer, junta nomes que também estiveram envolvidos em Top Gun: Maverick, de Cruise.
Cruise, cuja presença não tinha sido anunciada, surpreendeu ao aparecer no evento e posar com Pitt, Kosinski, Bruckheimer e o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali. Num vídeo amplamente divulgado nas redes sociais, os dois atores surgem a conversar de forma calorosa, trocando sorrisos, palavras e até abraços, num clima bem mais amistoso do que aquele que marcou a única colaboração cinematográfica que tiveram.
“Grande noite no cinema com os meus amigos. Vocês arrasaram!”, escreveu Cruise no X (antigo Twitter), celebrando o momento.
Recordar Entrevista com o Vampiro: um clássico e um conflito
A relação entre os dois astros de Hollywood nem sempre foi pacífica. A adaptação do romance gótico de Anne Rice, realizada por Neil Jordan, foi marcada por fricções nos bastidores. Enquanto Cruise interpretava o vampiro carismático Lestat, Pitt assumia o papel de Louis, o protagonista atormentado.
Durante anos, circularam relatos de tensões no set. O próprio Pitt confessou o desconforto com a escolha de Cruise para o papel de Lestat e descreveu a dinâmica entre os dois com a frase que se tornou célebre: “Ele é o Polo Norte, eu sou o Polo Sul”. Acrescentou ainda que havia “uma competição latente que atrapalhava qualquer conversa a sério”.
O realizador Neil Jordan confirmou publicamente que Pitt torceu o nariz à escolha de Cruise. E, apesar das tentativas de ambos em minimizar publicamente o distanciamento, uma fonte citada pela revista Closer em 2024 referia que “não se suportam” e que “há um motivo para não trabalharem juntos há 30 anos”.
Um reencontro… e uma oportunidade perdida
A recente antestreia de F1 – O Filme marca assim não só um reencontro simbólico, mas também um possível reatar de relações profissionais que esteve quase a acontecer. O realizador Joseph Kosinski revelou há pouco tempo que tentou juntar Pitt e Cruise numa versão anterior de Le Mans ’66: O Duelo, filme que acabaria por estrear em 2019 realizado por James Mangold, com Matt Damon e Christian Bale nos papéis principais.
Segundo Kosinski, o projeto com Cruise e Pitt não avançou devido a limitações orçamentais. Ainda assim, a intenção esteve em cima da mesa, mostrando que o regresso da dupla não era totalmente impensável.
Mais do que um reencontro
Seja apenas um momento de cortesia ou o prenúncio de uma futura colaboração, o reencontro de Tom Cruise e Brad Pitt está já a marcar 2024 como um dos acontecimentos mais simbólicos de Hollywood. Três décadas depois de um filme que se tornou culto e de um conflito que marcou o imaginário dos fãs, a imagem dos dois juntos em Londres faz sonhar os cinéfilos com um novo capítulo — agora talvez mais pacífico — entre duas das maiores estrelas do cinema contemporâneo.
Igualdade salarial? Só quando fores premiada — mesmo numa série “revolucionária”
Foi a série que mudou tudo. House of Cards não só lançou a Netflix para o mundo da produção de conteúdo original, como marcou o início de uma nova era para o streaming. Mas para Robin Wright, que protagonizou a série ao lado de Kevin Spacey, nem tudo foi revolução. Sobretudo no que toca ao salário.
Durante o Festival de Televisão de Monte Carlo, a atriz revelou que teve de travar uma verdadeira batalha por igualdade salarial com o colega de elenco — e a resposta que recebeu dos produtores é digna de um episódio sombrio da própria série.
“Quando disse: ‘Acho que é justo [ganhar o mesmo que o Kevin Spacey], porque a minha personagem se tornou tão popular como a dele’, eles responderam literalmente: ‘Bem, não podemos pagar-te o mesmo enquanto atriz’”, contou Wright, citada pela Variety e pela Deadline.
A desculpa? Não tens um Óscar na estante
Robin Wright interpretava Claire Underwood, uma das personagens mais fascinantes da série, cuja ascensão ao poder foi tão impactante como a do próprio Frank Underwood. Mas, aparentemente, o impacto no ecrã não era suficiente para equilibrar os salários fora dele.
“Porque não ganhaste um Óscar”, foi a resposta que lhe deram.
Para contornar a situação sem, claro, pagar-lhe o mesmo, a proposta foi criativa: três salários diferentes — atriz, produtora executiva e realizadora de alguns episódios.
“Vamos dividir para igualar”, disseram-lhe. Uma frase que soa a justiça, mas que, no fundo, é um truque para evitar confrontar o verdadeiro problema.
Robin Wright reconhece que ficar zangada “não mudaria nada”. O protocolo — esse ente invisível que tudo justifica — continua a imperar.
“Se perguntarem: ‘Por que é que esta ou aquela atriz não recebeu o mesmo que o Will Smith?’, eles dizem: ‘Vai subir depois de ganhares [o Óscar]’.”
Nomeações? Isso não paga contas
A atriz mostrou-se pragmática ao relatar o absurdo da situação: nem uma nomeação servia de argumento para subir o salário. O mundo de Hollywood (e agora o do streaming) continua preso a critérios antiquados, onde o prestígio de uma estatueta dourada vale mais do que o sucesso da personagem, a popularidade da série ou o impacto cultural.
“Nomeação, nem tanto. O que é que isto tem a ver com receber um aumento?”, questionou com ironia.
A revolução foi só para alguns
House of Cards foi, sem dúvida, um marco na história da televisão — e uma aposta visionária de David Fincher, que lhe apresentou o projeto com entusiasmo: “Este será o futuro, será revolucionário”, disse-lhe.
Christopher McQuarrie, colaborador de longa data de Tom Cruise, revelou que a história de “Top Gun 3” já está delineada. Em entrevista ao podcast “Happy Sad Confused”, McQuarrie mencionou que a ideia surgiu rapidamente após uma proposta do coargumentista Ehren Kruger. Embora ainda não esteja confirmado como realizador, McQuarrie expressou interesse em capturar o estilo visual de Tony Scott, diretor do filme original de 1986.
🕺 Les Grossman: O Retorno do Produtor Mais Excêntrico de Hollywood
Tom Cruise está em conversações para reprisar o papel de Les Grossman, o produtor irreverente de “Tropic Thunder”. McQuarrie confirmou que ambos estão a desenvolver ideias para um possível spin-off centrado neste personagem, destacando que as discussões têm sido criativas e promissoras.
🏁 “Dias de Tempestade 2”: Acelerando para uma Nova Corrida
Após o sucesso de “Top Gun: Maverick”, Cruise e McQuarrie estão a considerar uma sequela para “Dias de Tempestade” (1990). McQuarrie revelou que a premissa surgiu quase instantaneamente após refletir sobre a receção positiva de “Maverick”, indicando que o projeto está em fase de desenvolvimento.
🔥 Cruise e McQuarrie: Uma Parceria em Alta Velocidade
Com “Missão: Impossível – A Sentença Final” a marcar o possível fim da jornada de Cruise como Ethan Hunt, o ator parece focado em revitalizar personagens icónicos do seu repertório. A colaboração contínua com McQuarrie promete trazer novas emoções aos fãs, combinando ação intensa com narrativas envolventes.
“Nunca vou parar. Nunca vou deixar de fazer ação, nunca vou deixar de fazer drama, filmes de comédia — estou entusiasmado” .
Estas declarações foram feitas durante a estreia de Missão: Impossível – O Acerto Final em Nova Iorque, onde Cruise enfatizou a sua paixão contínua pelo cinema.
🏃♂️ O segredo da longevidade cinematográfica
Conhecido por realizar as suas próprias acrobacias, Cruise mantém uma rotina rigorosa de treino físico e dieta equilibrada, o que lhe permite continuar a desempenhar papéis exigentes fisicamente. Atualmente, está envolvido em vários projetos, incluindo possíveis sequelas de Top Gun, Dias de Tempestade e No Limite do Amanhã, bem como uma colaboração com o realizador Alejandro G. Iñárritu .
🎭 Mais do que um herói de ação
Embora seja amplamente reconhecido pelos seus papéis em filmes de ação, Cruise expressou interesse em explorar outros géneros, incluindo musicais. Em 2012, demonstrou as suas capacidades vocais em Rock of Ages, e recentemente manifestou vontade de voltar a esse tipo de projetos .
🌟 Inspirado, mas não insubstituível
Apesar de ser uma das últimas grandes estrelas de cinema, Cruise rejeita essa designação, afirmando:
“Há tantos outros atores talentosos por aí, e quero vê-los brilhar” .
Demonstrando apoio a colegas mais jovens, expressou entusiasmo por trabalhar com talentos emergentes como Michael B. Jordan e o realizador Ryan Coogler.
🎥 O legado continua
Com Missão: Impossível – O Acerto Final a estrear nos cinemas a 23 de maio de 2025, Cruise encerra uma era, mas não a sua carreira. O filme, que marca o seu último desempenho como Ethan Hunt, é apenas mais um capítulo na sua trajetória cinematográfica .
Paul Rudd, um dos rostos mais acarinhados de Hollywood, abriu recentemente o coração numa entrevista onde refletiu sobre a evolução da fama desde os anos 90 até aos dias de hoje.
Apesar de hoje ser um nome incontornável graças a filmes como Clueless, Ant-Man e Ghostbusters, o próprio Rudd confessa que no início da carreira nem sequer se sentia famoso.
🎬 Clueless, empregos paralelos e a vida antes da fama
Paul Rudd estreou-se no grande ecrã nos anos 90 e alcançou um primeiro pico de popularidade com o filme Clueless(1995), onde interpretava Josh, o charmoso ex-enteado da protagonista Cher (Alicia Silverstone).
Ainda assim, o sucesso imediato não se traduziu numa mudança instantânea na sua vida quotidiana:
🗣️ “Eu não me sentia realmente famoso,” contou Rudd. “Tinha acabado de fazer um anúncio para uma empresa de seguros. E continuava a servir mesas, a trabalhar em bares, a ser DJ em casamentos.”
Mesmo após o lançamento de Clueless, que se tornou um ícone cultural, Rudd manteve empregos paralelos para pagar as contas — um contraste gritante com a rapidez com que hoje em dia muitos atores ascendem ao estrelato.
🌐 Como a internet e as redes sociais mudaram tudo
Segundo Paul Rudd, o panorama da fama mudou radicalmente com o advento da internet e, mais tarde, das redes sociais.
Nos anos 90, o crescimento da notoriedade era mais orgânico e gradual:
🗣️ “Sem redes sociais e com uma internet ainda incipiente, tudo acontecia mais devagar. Podíamos crescer como atores sem uma lupa constante sobre cada movimento.”
Hoje, uma única participação viral ou um rumor pode projetar alguém para o centro das atenções globais da noite para o dia — um fenómeno que Rudd admite não ter vivido na altura.
🦸 De Clueless a super-herói da Marvel
Com uma carreira que hoje ultrapassa três décadas, Paul Rudd transformou-se num dos atores mais versáteis e consistentes da sua geração.
De filmes de comédia como Anchorman e This Is 40 a blockbusters como Ant-Man e Avengers: Endgame, o seu percurso é marcado por uma combinação de carisma, timing cómico e humanidade.
Em 2024, regressou ao universo Ghostbusters com Ghostbusters: Frozen Empire e já tem novos projetos no horizonte, incluindo a aguardada comédia negra Death of a Unicorn.
🎂 Um ator que continua a surpreender
Aos 55 anos, Paul Rudd mantém a mesma simplicidade e bom humor que o tornaram tão querido do público.
Num mundo onde a fama é cada vez mais efémera e agressiva, o ator parece representar uma era onde o talento e a perseverança ainda eram os verdadeiros motores da carreira artística.
E se dúvidas houvesse, basta lembrar que em 2021 foi eleito pela People Magazine como o Homem Mais Sexy do Mundo — prova de que, às vezes, a paciência e a humildade compensam a longo prazo.
Numa rara demonstração de unidade familiar em Hollywood, Ben Affleck surgiu na antestreia de O Contabilista 2 / O Contandor 2( BR), em Los Angeles, acompanhado não só pelos seus três filhos biológicos, mas também pelos gémeos de Jennifer Lopez, Max e Emme. O momento, captado pelas câmaras, rapidamente gerou comentários e aplausos pela forma madura e afetuosa como os filhos de ambos mantêm uma ligação próxima, mesmo após o fim da relação entre os dois artistas.
O casal, que se separou recentemente após uma fase mediaticamente intensa do casamento, tem demonstrado um esforço claro para manter as estruturas familiares coesas. A presença dos gémeos Max e Emme ao lado de Ben Affleck na passadeira vermelha não passou despercebida — e simboliza mais do que um gesto de apoio: revela uma convivência construída com respeito, proximidade e cuidado mútuo.
Affleck, visivelmente emocionado, agradeceu o apoio e deixou palavras elogiosas para Jennifer Lopez, referindo-se a ela como “uma mulher de integridade” e sublinhando a importância que desempenha na vida dos filhos — tanto dos seus como dos dela.
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The Accountant 2: um regresso esperado… com apoio à altura
Affleck regressa agora ao papel de Christian Wolff, o contabilista com habilidades letais que protagonizou o inesperado êxito de 2016. O novo filme retoma o universo tenso e cerebral do original, com Affleck no centro da ação — e, desta vez, com um novo tipo de apoio fora do ecrã.
A antestreia foi marcada por um ambiente caloroso e íntimo, com destaque para os momentos partilhados entre Affleck e os cinco jovens, que posaram juntos e trocaram sorrisos cúmplices.
💬 Uma lição de empatia em Hollywood
Num mundo mediático onde separações tendem a gerar polémica e distanciamento, este gesto público de proximidade familiar — sem pretensões, sem escândalos — vem recordar que há espaço para relações positivas mesmo após o fim de um casamento.
Ben Affleck e Jennifer Lopez mostram, cada um à sua maneira, que a verdadeira maturidade está em manter os afectos vivos, não apenas entre adultos, mas entre todos os membros de uma família moderna.
Ben Affleck voltou a abrir o jogo sobre os bastidores da indústria cinematográfica — e desta vez, com um tom particularmente amargo. À margem da antestreia de O Contador 2, o actor e realizador norte-americano teceu duras críticas ao atual modelo de produção de Hollywood, sublinhando que a meca do cinema está a perder cada vez mais terreno… dentro da própria Califórnia.
“Hollywood está a mudar de sítio”, afirmou Affleck aos jornalistas. E não se referia a uma tendência criativa, mas sim à geografia da produção. Segundo o ator, a indústria cinematográfica tem abandonado progressivamente Los Angeles, em parte devido à incapacidade do estado da Califórnia de competir com os incentivos fiscais oferecidos noutras regiões.
A comparação é clara: enquanto a Califórnia oferece um retorno médio de 20 a 25% em incentivos, o Reino Unido chega a oferecer 40%. Resultado? Blockbusters, séries de prestígio e até produções independentes rumam cada vez mais para outros territórios — incluindo Geórgia, Novo México, Texas e Nova Jérsia.
🎥 Uma indústria em deslocalização
A reflexão de Affleck não é isolada. Muitos profissionais do setor têm vindo a alertar para a perda de identidade cultural e comunitária que acompanha esta “deslocalização” da indústria. Ao abandonar os estúdios históricos de Los Angeles, não se perdem apenas empregos locais, mas também parte da história e da atmosfera que sempre definiu o cinema americano.
“Tínhamos orgulho em fazer cinema aqui. Agora, estamos a levar tudo para sítios onde é mais barato. Perde-se alguma coisa com isso”, lamenta Affleck.
🎞️ O futuro do cinema… ainda é em Hollywood?
Ben Affleck é uma das vozes mais respeitadas da sua geração — e também uma das mais críticas. Com uma carreira que combina êxitos de bilheteira, Óscares e fracassos públicos, sabe melhor do que ninguém como a indústria se reinventa… e se compromete.
As suas declarações voltam a colocar em cima da mesa uma pergunta essencial: conseguirá Hollywood manter-se como capital simbólica do cinema global, se a sua produção continuar a ser sistematicamente desviada para outros pontos do globo?
🎬 Courtney Henggeler, conhecida do grande público como Amanda LaRusso na série Cobra Kai, decidiu abandonar definitivamente a carreira de atriz — e fê-lo com uma carta de despedida tão sincera quanto amarga. Mais do que um adeus, o seu testemunho tornou-se uma reflexão sobre as exigências da indústria, os sacrifícios silenciosos e o peso da desilusão.
A decisão chegou pouco depois de terminar as gravações da sexta e última temporada de Cobra Kai, e foi partilhada com os fãs numa publicação pessoal na plataforma Substack. A atriz, que conta hoje com 46 anos, encerra assim uma carreira de duas décadas marcadas por papéis secundários, lutas persistentes e uma constante sensação de instabilidade.
Um percurso que nunca se tornou confortável
Henggeler entrou no mundo da representação em 2005, com uma breve aparição em House. Seguiram-se participações pontuais em séries como The Big Bang Theory, NCIS, Criminal Minds ou Mom, onde a sua presença passava frequentemente despercebida ao grande público.
O reconhecimento só chegou com Cobra Kai, quando assumiu o papel da esposa de Daniel LaRusso (Ralph Macchio) numa das séries revivalistas mais populares da última década. Ainda assim, e apesar da visibilidade, a atriz revela que a experiência não foi suficiente para preencher o vazio de uma carreira sempre em suspenso.
“Depois de mais de 20 anos a lutar a boa causa na indústria da representação, pendurei as luvas. Liguei aos meus agentes e disse que ia desistir. Não queria mais ser uma engrenagem na roda da máquina”, escreveu. O desabafo ressoou entre muitos artistas que vivem precisamente na mesma corda bamba emocional e financeira.
O sonho de Hollywood… e a realidade dos bastidores
A indústria do entretenimento está repleta de histórias de sucesso meteórico. Mas há uma realidade muito menos falada: a dos atores que vivem entre castings falhados, contratos temporários e promessas que nunca se concretizam. Henggeler descreve essa vivência com palavras duras, mas honestas:
“Sobrevivemos das migalhas. Enchemos a nossa chávena com a possibilidade; as nossas canecas com ilusão. Os nossos pratos estavam vazios, mas uma galinha dos ovos de ouro pairava sobre as nossas cabeças.”
Estas palavras descrevem uma vivência emocional de frustração permanente, na qual o reconhecimento tarda e o trabalho árduo raramente compensa. Mesmo após trabalhar com nomes como George Clooney, a atriz revela nunca ter sentido segurança ou verdadeira realização na carreira que abraçou por paixão.
O valor de parar para recomeçar
O que mais impressiona no testemunho de Courtney Henggeler é a coragem de parar — não por falta de talento, mas por excesso de lucidez. Num momento em que o sucesso parece medido em seguidores e contratos com plataformas de streaming, a atriz escolheu afastar-se para procurar algo que a preencha de forma mais autêntica.
Não são conhecidos, para já, os seus próximos passos. Mas a despedida, publicada com tom sereno e firme, aponta para uma fase de reinvenção. “Estava faminta. E não era por comida”, confessou.
O seu percurso, embora marcado por altos e baixos, oferece uma visão crua e necessária daquilo que é viver da representação sem nunca ter verdadeiramente “chegado lá” — mesmo quando se alcança o ecrã.
Uma saída que é também um espelho
A despedida de Courtney Henggeler surge num momento em que muitas figuras da indústria estão a reavaliar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, especialmente após a pandemia e as recentes greves de actores e argumentistas. O caso de Henggeler não é isolado — mas é um lembrete forte de que nem sempre o sucesso visível representa bem-estar real.
Para os fãs de Cobra Kai, é o fim de uma era. Para a própria atriz, é talvez o início de algo mais profundo. Como ela própria diz: “Já não quero ser apenas mais uma peça na engrenagem”.
Há divórcios e depois há divórcios hollywoodianos. Mas mesmo entre os ricos e famosos, poucos se comparam àquilo que Steven Spielberg fez por Amy Irving… e ao que continuam a fazer juntos, mais de 30 anos depois da separação!
Em 1989, quando o realizador de E.T. e Indiana Jones se divorciou da atriz Amy Irving, foi notícia em todo o mundo: ela recebeu 100 milhões de dólares na partilha dos bens — um valor que ainda hoje faz corar muitos divórcios milionários. Mas o mais insólito vem agora: apesar de tudo, eles continuam… a sair juntos!
Calma, não é o que parece. 😅
Amor antigo, dupla moderna
Amy Irving, hoje com 71 anos, e Spielberg, com 78, não só continuam amigos como — segundo revelações feitas este mês pela atriz — fazem jantares de casal com os atuais parceiros. Sim, leram bem. Amy e o seu terceiro marido, Kenneth Bowser Jr., jantam com Spielberg e a sua mulher, a também atriz Kate Capshaw, de tempos a tempos.
“Sempre comunicámos e fomos próximos”, disse Amy ao podcast It Happened in Hollywood do Hollywood Reporter.
“Tentamos fazer jantares a quatro, de vez em quando.”
Uma relação que começou em 1976, quando Amy fez audições para Encontros Imediatos do Terceiro Grau, mas perdeu o papel por ser demasiado nova. Apaixonaram-se, mudaram-se juntos, separaram-se, reconciliaram-se em 1984… e tiveram um filho, Max, hoje com 39 anos.
Segundo Amy, o reencontro aconteceu de forma cinematográfica: ela estava na Índia a filmar The Far Pavilions, montada num palanquim como princesa meia-russa, meia-indiana, prestes a “casar-se” com o galã italiano Rossano Brazzi — quando quem aparece nos bastidores? Spielberg.
“Mal saí do palanquim, lá estava ele. E tudo reacendeu.”
De papel prometido… a papel passado
No auge da relação, Amy chegou a ser prometida para o papel de Marion Ravenwood em Os Salteadores da Arca Perdida. Mas depois da separação, o papel foi para outra atriz. “Acho que a vida real significava mais para mim do que a carreira. Saí de casa e, quando se sai, não se fica com o papel”, confessou.
A relação durou 14 anos, com um interregno de três. E embora o casamento tenha terminado, a amizade (e os jantares de grupo) continuam firmes.
“Foi difícil ser a mulher de Steven Spielberg… e depois foi difícil ser a ex-mulher. Senti-me invisível durante algum tempo”, admitiu Amy ao LA Times.
As declarações recentes de Gwyneth Paltrow sobre a sua experiência em cenas íntimas com Timothée Chalamet voltaram a lançar combustível para o debate sobre coordenadores de intimidade em Hollywood — e não agradaram a todos no setor.
A atriz, vencedora de um Óscar por A Paixão de Shakespeare (1998), está de regresso ao grande ecrã com Marty Supreme, descrito por si como o seu “primeiro trabalho a sério” desde Country Strong (2010). Mas o que gerou mais ruído não foi o filme — previsto para estrear no Natal — mas sim os comentários feitos numa entrevista à Vanity Fair, em que Paltrow abordou o papel dos coordenadores de intimidade, figuras cada vez mais presentes nos sets de filmagem desde o movimento #MeToo.
“Miúda, sou da era em que se ficava nua, ia-se para a cama e se punha a câmara a trabalhar”, disse a atriz de 52 anos, referindo-se à sua reação quando a coordenadora de intimidade a abordou para discutir detalhes de uma cena sexual com Timothée Chalamet, de 29 anos. “Foi algo do género ‘Muito bem, eu tenho 109 anos. Tu tens 14.’”, brincou, num tom que nem todos acharam apropriado.
“Bastante irresponsável”, diz produtora britânica
Uma das reações mais contundentes veio de Caroline Hollick, antiga responsável de drama do canal britânico Channel 4 e produtora reconhecida no panorama europeu. Durante um painel no prestigiado festival Series Mania, dedicado ao tema “Vamos falar sobre sexo! (E consentimento)”, Hollick considerou as palavras de Paltrow “irresponsáveis”.
“Como uma mulher poderosa em Hollywood, a representar com um homem muito mais jovem do que ela… tenho certeza de que [com Chalamet] é tranquilo, mas achei que foi uma coisa bastante irresponsável de se dizer.”
Hollick lamentou ainda que os coordenadores de intimidade — profissionais cuja função é garantir o conforto e o consentimento em cenas sensíveis — “tenham sido apanhados nas franjas das guerras culturais”, e reforçou que a sua presença é essencial para proteger os atores dentro da complexa hierarquia de poder nos sets.
“Os produtores têm objetivos, os argumentistas têm objetivos, os realizadores têm objetivos. Trazer um coordenador de intimidade para o set dá poder ao ator, porque há alguém ao lado para lutar por ele.”
Sexo na ficção: cortar ou fazer melhor?
Um dos pontos mais relevantes levantados por Caroline Hollick foi o perigo de, em resposta ao desconforto ou polémica, as cenas de sexo desaparecerem pura e simplesmente das narrativas audiovisuais — um movimento que já se começa a notar, sobretudo em televisão. Para a produtora, isso seria um erro.
“Não desejo que exista menos sexo na TV. A alternativa é que tudo o que as pessoas verão em termos de representação é pornografia.”
A proposta é clara: filmar sexo com a mesma atenção e profissionalismo com que se filma uma cena de ação. Criar uma linguagem cinematográfica que respeite os envolvidos, que seja verdadeira para a história, e que — acima de tudo — não perpetue dinâmicas de poder nocivas.
Entre o humor e a responsabilidade
Se as declarações de Paltrow foram apenas uma tentativa de humor ou uma expressão legítima de frustração artística, é algo que o público e a indústria continuam a debater. Mas o episódio serve como lembrete de que, mesmo entre atores veteranos, a sensibilidade no que toca à representação da intimidade está longe de ser consenso.
Em tempos de mudança, há quem peça prudência — e há quem peça coragem. Talvez o desafio esteja em encontrar uma nova forma de contar histórias íntimas com autenticidade, consentimento… e cinema.
O lendário Stan Lee é um dos nomes mais icónicos da história da banda desenhada, tendo criado personagens como Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Hulk, X-Men e Homem de Ferro. No entanto, os seus últimos anos de vida foram marcados por um cenário menos heroico: alegações de exploração, manipulação e abuso por parte de pessoas do seu círculo íntimo.
Agora, um novo documentário, intitulado Stan Lee: The Final Chapter, promete explorar as circunstâncias sombrias que rodearam os últimos anos do criador da Marvel. O projeto foi anunciado pelo realizador Jon Bolerjack, antigo assistente de Lee, que documentou secretamente tudo o que se passava à sua volta nos últimos quatro anos de vida do artista.
Uma Campanha para Contar a Verdade 🦸♂️🎬
O documentário surge como uma iniciativa independente e está a ser financiado através da plataforma Kickstarter, com o objetivo de angariar mais de 270 mil euros (cerca de 230 mil libras esterlinas). Até agora, já arrecadou aproximadamente 30 mil euros (26 mil libras).
Segundo Bolerjack, o filme não se limita a recordar o legado de Stan Lee, mas sim a denunciar um mercado obscuro em que assinaturas e memorabilia do criador da Marvel foram transformadas em milhões de dólares, enquanto o próprio era empurrado para convenções e eventos, apesar da sua frágil condição de saúde.
O realizador explica que o documentário enfrenta ameaças e possíveis processos judiciais para impedir que a verdade seja revelada, mas afirma estar determinado a expor os abusos cometidos contra Stan Lee e a honrar o seu verdadeiro legado.
Imagens Chocantes e Testemunhos de Lendas da BD 🎞️🗣️
O trailer de Stan Lee: The Final Chapter revela imagens inquietantes de um Stan Lee exausto e debilitado, sendo forçado a participar em eventos de fãs e sessões de autógrafos.
O documentário contará também com depoimentos de figuras influentes do mundo da BD, como Mark Waid, Rob Liefeld e Roy Thomas, que partilham as suas perspetivas sobre o tratamento dado ao artista nos seus últimos anos de vida.
Bolerjack, que acompanhou Stan Lee de perto, afirma ter tentado protegê-lo e sugerido mais pausas, mas que o seu poder era limitado. “Fiz o melhor que pude”, revelou ao The Hollywood Reporter. “Acho que o Stan queria que isto fosse contado. Ele passou por muitas coisas, mas não tinha vergonha de nada disso. Acho que queria que a sua história servisse de alerta para os outros.”
Stan Lee: Mais do que um Criador de Super-Heróis 🎭✨
Apesar da sua influência na banda desenhada, Stan Lee tornou-se um ícone da cultura pop também pelo seu charme e carisma, imortalizado nas suas divertidas participações especiais nos filmes da Marvel.
A sua última aparição no grande ecrã aconteceu em Vingadores: Endgame (2019), filme que chegou aos cinemas poucos meses após a sua morte, em novembro de 2018.
Agora, Stan Lee: The Final Chapter propõe-se a contar o lado mais sombrio da história, revelando os bastidores de um período conturbado da vida do criador da Marvel.
A questão que permanece é: será que este documentário conseguirá expor toda a verdade ou será silenciado pelos interesses que giram à volta da sua memória?
🕵️♂️ E tu? Tens curiosidade em ver este documentário ou achas que algumas histórias devem permanecer no passado?
🎬 Stan Lee: The Final Chapter ainda não tem data de estreia, mas promete abalar o mundo do entretenimento.
A temporada de prémios de 2025 ficará marcada para Jacques Audiard como uma verdadeira “guerra aberta”. O realizador francês, que liderava a corrida aos Óscares com Emilia Pérez e as suas impressionantes 13 nomeações, viu-se no centro de um turbilhão de polémicas e manobras de bastidores que, segundo ele, fazem os festivais europeus parecerem “brincadeiras de crianças”.
Apesar do favoritismo, Emilia Pérez saiu da noite dos Óscares apenas com duas estatuetas douradas: Melhor Atriz Secundária para Zoe Saldaña e Melhor Canção Original para El Mar, esta última garantindo um Óscar ao próprio Audiard. No entanto, o grande golpe foi a perda do prémio de Melhor Filme Internacional, que acabou por ir para o brasileiro Ainda Estou Aqui, de Walter Salles.
A jornada até à cerimónia de 2 de março foi tudo menos tranquila para Audiard e a Netflix, que apostou forte na campanha do filme. A produção enfrentou críticas severas por ter sido rodada em Paris, com poucos mexicanos no elenco e na equipa técnica, apesar da sua narrativa estar profundamente enraizada no México e na sua cultura. A forma como abordou temas transgénero e a violência dos cartéis também gerou debates intensos, dividindo audiências e especialistas.
Adicionalmente, a protagonista Karla Sofia Gascón viu declarações antigas de cariz racista e xenófobo virem a público, ameaçando implodir a campanha do filme. Para Audiard, esta sucessão de controvérsias transformou a corrida numa verdadeira batalha de bastidores.
Audiard Contra a “Máquina de Hollywood” 🤯💰
Numa recente entrevista à rádio France Inter, Jacques Audiard não poupou críticas à forma como a indústria norte-americana conduz a temporada de prémios. O realizador, que já esteve na corrida aos Óscares em 2010 com Um Profeta, considerou que o nível de competição se tornou brutal e desvirtua o que realmente importa: o cinema.
“Foi difícil, competitivo; não estamos necessariamente habituados aqui [na Europa] a esse nível de competição, mas naquela época foi uma brincadeira de crianças. Agora, tornou-se uma guerra aberta entre produtoras, distribuidoras e estúdios. É cansativo e faz as pessoas perderem de vista o cinema”, afirmou.
Segundo Audiard, “as pessoas ligadas à indústria, ao capital e ao comércio criam esta tensão”, algo que é exacerbado pelas redes sociais e a propagação de “notícias falsas”. Acrescentou ainda que, nos bastidores da temporada de prémios, os estúdios estão preparados para “lançar os maiores insultos uns contra os outros”.
Hollywood e o Código de Silêncio 🤐🎭
Para o realizador francês, a noite da cerimónia foi apenas a conclusão de um jogo político que acontece longe das câmaras. “Hollywood é um mundo de dinheiro”, disse Audiard, acrescentando que a influência de figuras como Donald Trump no setor financeiro acaba por moldar a indústria cinematográfica.
“Não é o Donald Trump que vai fazer o dinheiro crescer? Portanto, nada será dito abertamente em Hollywood; existe um código de silêncio”, garantiu.
Após uma campanha intensa e repleta de desafios, Audiard sobreviveu à guerra de bastidores. No entanto, as suas palavras deixam claro que, para ele, o cinema como arte está a perder espaço numa indústria cada vez mais dominada pelo marketing e pela política dos grandes estúdios.
A indústria do cinema foi abalada recentemente pela revelação das trágicas circunstâncias em que morreram Gene Hackman e a sua esposa, Betsy Arakawa. O casal, que vivia recluso em Santa Fé, Novo México, foi encontrado sem vida após vários dias sem contacto com o exterior. Esta situação dramática levou Emma Heming Willis, esposa de Bruce Willis, a fazer um apelo emotivo sobre a importância de cuidar dos cuidadores.
O Pesadelo Silencioso de Gene Hackman e Betsy Arakawa 🏡💀
As autoridades divulgaram que Betsy Arakawa, pianista clássica de 65 anos, faleceu devido a uma infeção por hantavírus, uma doença rara transmitida por roedores. Hackman, lenda do cinema e vencedor de dois Óscares, sobreviveu mais uma semana sozinho, antes de sucumbir a uma combinação de doença cardíaca grave, hipertensão e Alzheimer avançado. O casal foi encontrado só a 26 de fevereiro, vários dias após a sua morte, uma situação que chocou fãs e colegas de profissão.
Emma Heming Willis: “Os Cuidadores Também Precisam de Cuidados” 🙏
Emma Heming Willis, que tem sido a principal cuidadora do marido desde que Bruce Willis foi diagnosticado com Degeneração Frontotemporal, fez questão de usar as redes sociais para destacar um problema muitas vezes ignorado: quem cuida dos cuidadores?
“Portanto, isto não é algo que normalmente comentaria, mas acredito realmente que há algo a aprender nesta história em relação aos trágicos falecimentos do casal Hackman”, afirmou num vídeo no Instagram. Acrescentou ainda que “os cuidadores também precisam de cuidados” e que é essencial apoiar aqueles que dedicam as suas vidas ao bem-estar dos outros.
Heming Willis tem sido uma voz ativa na defesa dos direitos dos cuidadores, alertando para o desgaste emocional e físico que este papel exige. Desde o diagnóstico do marido, tem-se dedicado não só a garantir a melhor qualidade de vida possível para Bruce Willis, mas também a sensibilizar o público sobre o impacto de doenças neurodegenerativas e o papel fundamental dos cuidadores.
Um Alerta Para a Indústria e Para o Mundo 🎭⚠️
O falecimento de Gene Hackman e Betsy Arakawa levanta questões sobre o isolamento que muitos artistas veteranos enfrentam após deixarem a ribalta. Hackman, que se retirou da representação em 2004, manteve uma vida discreta, longe dos holofotes, e acabou por enfrentar os últimos dias sem apoio adequado.
Casos como este reforçam a necessidade de redes de suporte mais eficazes, não só para figuras públicas, mas para todas as pessoas que enfrentam desafios semelhantes.
Emma Heming Willis deixa, assim, um apelo urgente: é fundamental garantir que os cuidadores também recebem o apoio e a atenção necessários para que possam continuar a desempenhar um papel essencial na vida de quem precisa.
Hollywood está cheia de atores que se destacaram por um único papel, mas poucos conseguem carregar o peso do estrelato como Kevin Bacon e a sua icónica performance em Footloose – A Música Está do Teu Lado (1984). Apesar do impacto duradouro do filme na cultura pop, o ator revelou recentemente que evita ouvir a famosa música-tema de Kenny Loggins em eventos sociais, especialmente em casamentos. O motivo? Ele não quer tornar-se o centro das atenções quando tudo deveria girar em torno dos noivos.
Durante a sua participação numa retrospetiva da carreira no festival South By Southwest (SXSW), Kevin Bacon falou sobre a sua relação com Footloose e como a sua vida mudou após o lançamento do filme. Aos 25 anos, viu-se projetado para o estrelato ao interpretar Ren McCormack, o jovem rebelde que luta contra a proibição da dança numa pequena cidade conservadora do Midwest. O filme tornou-se um fenómeno cultural, catapultando Bacon para a fama, mas trazendo também alguns efeitos colaterais inesperados.
“Era o que queria, não posso culpar ninguém além de mim próprio. Sem dúvida que era o meu sonho ter todas aquelas coisas. Mas até se ter, não se percebe realmente que existe algo de estranho sobre isso”, confessou Bacon.
O ator recordou ainda a fase em que era capa de revistas para adolescentes e como isso ia contra a sua vontade de ser levado a sério na indústria cinematográfica. Aos 66 anos, Bacon já conseguiu diversificar a sua carreira com papéis em filmes como Mystic River (2003) e O Homem Invisível (2000), mas Footloose continua a persegui-lo.
O Pior Pesadelo: Casamentos e “Footloose” 🎧❌
Bacon revelou que, em casamentos, evita cuidadosamente situações em que a música Footloose possa ser tocada. Segundo o ator, o padrão é sempre o mesmo: a festa começa normalmente, os convidados estão focados nos noivos, mas à medida que o álcool entra em cena, alguém decide colocar a famosa música e, de repente, toda a atenção recai sobre ele.
“O meu pior pesadelo é estar num casamento e o DJ colocar a música. Começa sempre por ser sobre a noiva e depois existe o álcool. E por volta das 22h30, a música começa e, de repente, o casamento torna-se sobre mim a avançar e dançar. As pessoas formam literalmente um círculo à minha volta e batem palmas como se fosse um macaco amestrado.”, revelou o ator.
Para evitar essa situação, Bacon adotou uma estratégia preventiva: aborda os DJs antes da festa e pede-lhes para não colocarem Footloose na playlist. E não, isso não significa que ele odeie a música ou o filme: “Não é porque não goste da canção, adoro-a. Não é porque não tenha orgulho no filme, tenho 100% de orgulho nele”.
Quantas Vezes Bacon Viu “Footloose”? Poucas! 🎥
Outro detalhe curioso partilhado pelo ator foi que, apesar de Footloose ser um marco na sua carreira, ele só viu o filme “três ou quatro vezes” ao longo da vida. E mais: os seus próprios filhos nunca o viram!
A revelação mostra como, para Bacon, Footloose foi um trampolim para o sucesso, mas não necessariamente um filme que ele revê com frequência. Embora continue a ser lembrado pelo papel, a sua filmografia é vasta e diversificada, provando que há muito mais no talento de Kevin Bacon do que apenas a dança revolucionária de 1984.
O Peso da Nostalgia em Hollywood 🎭
Este caso levanta uma questão interessante sobre a nostalgia na indústria cinematográfica. Muitos atores ficam presos a um único papel que define as suas carreiras, mesmo que tenham participado em dezenas de outros projetos. No caso de Kevin Bacon, Footloose foi um fenómeno cultural que ainda hoje é referenciado, seja em séries, filmes ou mesmo na vida real, quando um DJ decide testar o espírito dançante do ator numa festa.
Seja como for, o impacto de Footloose na cultura pop é inegável e Kevin Bacon continuará a ser sinónimo de dança e rebeldia, mesmo que ele próprio prefira evitar os holofotes em certas ocasiões. Afinal, todos merecem uma folga daquilo que os tornou famosos – especialmente quando estão apenas a tentar aproveitar um casamento sem serem desafiados a dançar!
📌 E tu, conseguirias resistir a dançar “Footloose” se o Kevin Bacon estivesse presente num casamento? Conta-nos nos comentários!