Emma Mackey, entre o poder e a fúria contida: a actriz fala de Ella McCay, James L. Brooks e a herança dourada de Hollywood

Um retrato político com alma clássica

Em Ella McCay, o novo filme de James L. Brooks, Emma Mackey assume um dos papéis mais complexos e exigentes da sua carreira. A actriz interpreta Ella, uma jovem vice-governadora de 34 anos que entra em funções sob o olhar desconfiado de todos os que esperam vê-la falhar. O filme acompanha esta mulher num momento de enorme pressão: um cargo político de alto risco, um casamento em colapso, o regresso de um pai ausente e o pano de fundo da chegada da administração Obama à Casa Branca.

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Desde a primeira cena, em que Ella entra no seu gabinete e se torna imediatamente alvo de escrutínio, o tom está definido. Brooks constrói um filme profundamente humano, onde a política serve menos como espectáculo e mais como campo de batalha emocional. Para Emma Mackey, o processo começou muito antes das filmagens, com longas conversas com o realizador e uma imersão no quotidiano de responsáveis políticos reais, de forma a compreender o ritmo, a pressão e a solidão do serviço público.

A comédia clássica como bússola criativa

James L. Brooks nunca escondeu a sua admiração pela chamada idade de ouro de Hollywood, e Ella McCay assume essa influência com orgulho. Mackey explica que o filme bebe directamente da screwball comedy clássica, não apenas no ritmo dos diálogos, mas na forma como as personagens femininas são retratadas: inteligentes, determinadas, falíveis e profundamente humanas. A escrita foi sempre o ponto de partida, com um cuidado quase obsessivo em respeitar essa herança cinematográfica sem cair na nostalgia vazia.

Essa abordagem reflete-se também nas relações centrais do filme, em particular na ligação de Ella a duas mulheres fundamentais da sua vida: a tia Helen, interpretada por Jamie Lee Curtis, e Estelle, a sua secretária, vivida por Julie Kavner. Ambas funcionam como espelhos emocionais, figuras que reconhecem em Ella traços do seu próprio passado e que oferecem algo raro no mundo político: apoio incondicional. Mackey não esconde a admiração pelas duas actrizes, sublinhando a força vital de Curtis e o carisma quase magnético de Kavner.

Um grito que precisava de acontecer

Um dos momentos mais marcantes de Ella McCay surge perto do final, quando a protagonista, depois de abandonar um casamento tóxico, finalmente liberta toda a raiva e frustração acumuladas num grito partilhado com a tia. Curiosamente, essa cena não estava inicialmente planeada dessa forma. Segundo Mackey, foi uma necessidade que surgiu durante o processo, quase como uma exigência emocional da própria personagem.

O grito funciona como catarse, tanto para Ella como para o público, e resume o percurso de uma mulher que passou o filme inteiro a conter-se para sobreviver num sistema que não lhe perdoa falhas. É um momento cru, primitivo e profundamente libertador, que reforça a dimensão emocional do filme para lá da intriga política.

Entre Ella McCay e Nárnia

O futuro de Emma Mackey passa agora por um contraste curioso. Enquanto Ella McCay a coloca no centro de um drama político realista, a actriz prepara-se para integrar o universo fantástico de Nárnia, sob a direcção de Greta Gerwig. Mackey reconhece as diferenças entre Ella e Jadis, a Feiticeira Branca, mas identifica um ponto comum essencial: ambas ocupam posições de poder.

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Trabalhar com cineastas como Brooks e Gerwig, explica, é um privilégio raro. Ambos partilham uma abordagem profundamente honesta ao cinema, lideram pelo exemplo e acreditam que as fissuras — os momentos em que as personagens falham — são onde reside a verdadeira humanidade. Para Emma Mackey, é nesse espaço que o cinema se torna verdadeiramente vivo.

Adam Sandler e George Clooney Juntos em Jay Kelly: A Nova Aposta da Netflix Para os Óscares

Clooney em crise, Sandler como agente improvável

A Netflix voltou a surpreender e lançou o primeiro trailer de Jay Kelly, a nova comédia dramática realizada por Noah Baumbach e coescrita com Greta Gerwig (Barbie). O filme junta duas estrelas improváveis no mesmo ecrã: George Clooney, como um ator em plena crise de identidade, e Adam Sandler, no papel do agente que tenta guiá-lo neste processo.

Sandler, habituado a papéis cómicos mais ligeiros, surge aqui num registo diferente, afastado do humor fácil que o tornou mundialmente conhecido, e mais próximo do tom agridoce que Baumbach costuma imprimir às suas histórias.

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O regresso de Baumbach à corrida dos prémios

A relação entre Baumbach e a Netflix já se mostrou frutífera no passado. Com The Meyerowitz Stories (2017) iniciou-se esta parceria, que ganharia força com Marriage Story (2019) — seis nomeações aos Óscares e vitória para Laura Dern — e continuou com White Noise (2022). Agora, com Jay Kelly, a plataforma volta a apostar forte para a temporada de prémios, depois da estreia mundial no Festival de Veneza.

Uma viagem entre arrependimentos e glórias

Segundo a sinopse oficial, a história acompanha Jay Kelly (Clooney), um célebre ator que parte numa viagem de autodescoberta, confrontando erros do passado e o peso do presente. Ao seu lado está o fiel agente Ron (Sandler), que se torna peça essencial nesta busca pelo equilíbrio entre arrependimentos e triunfos.

É uma narrativa que promete equilibrar humor e emoção, explorando o lado humano das grandes estrelas, mas com a ironia característica de Baumbach.

Elenco de luxo

Além de Clooney e Sandler, o filme conta ainda com um elenco secundário de peso: Laura Dern, Billy Crudup, Riley Keough, Jim Broadbent, Patrick Wilson, Alba Rohrwacher, Emily Mortimer, Isla Fisher e Giovanni Esposito. Greta Gerwig, parceira criativa e pessoal de Baumbach, também marca presença no ecrã.

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Estreia confirmada

Jay Kelly chega à Netflix a 5 de dezembro e já se posiciona como uma das grandes apostas da temporada. Resta saber se Clooney e Sandler vão conseguir transformar esta improvável dupla numa das surpresas mais marcantes do ano cinematográfico.

❄️ Emma Mackey no reboot de As Crónicas de Nárnia  da Netflix

A atriz franco-britânica Emma Mackey, conhecida pelos seus papéis em Sex Education e Barbie, foi escolhida para interpretar Jadis, a Feiticeira Branca, na nova adaptação de As Crónicas de Nárnia pela Netflix. Este reboot será dirigido por Greta Gerwig e terá como ponto de partida o livro O Sobrinho do Mago, que explora a origem do mundo de Nárnia. 

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🎬 Uma nova abordagem à vilã icónica

Diferente da versão interpretada por Tilda Swinton nos filmes dos anos 2000, a Jadis de Mackey será mais jovem e enérgica, alinhando-se com a narrativa de O Sobrinho do Mago, onde a personagem é transportada para a Londres vitoriana e causa grande alvoroço. Esta escolha de casting sugere uma abordagem mais ousada e contemporânea à personagem. 

🌟 Elenco de peso e estreia em 2026

Além de Mackey, o elenco contará com Daniel Craig no papel de Tio André e Meryl Streep em negociações para dar voz a Aslam, o leão guardião de Nárnia. A estreia do filme está prevista para 26 de novembro de 2026 nos cinemas IMAX, com lançamento posterior na Netflix. 

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Greta Gerwig Leva “Nárnia” aos Cinemas IMAX Antes da Estreia na Netflix

Aclamada pelo seu sucesso com Barbie, Greta Gerwig prepara-se para trazer um toque de magia ao cinema com a sua adaptação de As Crónicas de Nárnia de C.S. Lewis. Em uma jogada rara para a Netflix, o filme terá uma estreia exclusiva em salas IMAX antes de chegar à plataforma de streaming.

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Um Novo Capítulo para Nárnia

Após meses de negociações, foi anunciado que o primeiro filme de Nárnia dirigido por Gerwig estreará globalmente em ecrãs IMAX no Dia de Ação de Graças, 26 de novembro de 2026. Esta exibição exclusiva durará duas semanas, com a estreia na Netflix programada para o Natal do mesmo ano.

Este lançamento é um marco para a Netflix, que tradicionalmente limita as estreias cinematográficas aos seus candidatos aos Óscares, como foi o caso de Glass Onion: A Knives Out Mystery. No entanto, o sucesso retumbante de Gerwig com Barbie — que arrecadou 1,5 mil milhões de dólares em bilheteira — deu à realizadora a influência necessária para garantir o lançamento no formato IMAX.

As Expectativas para o Projeto

Desde 2018, a Netflix possui os direitos para desenvolver novos projetos baseados na obra literária de C.S. Lewis. Com mais de 115 milhões de cópias vendidas e traduções para 57 línguas, As Crónicas de Nárnia têm o potencial para se tornar um dos maiores franchises do serviço de streaming.

A escolha de Greta Gerwig como realizadora trouxe um novo nível de entusiasmo ao projeto. Com nomeações aos Óscares por Lady Bird e aclamada por sua adaptação de Little Women, Gerwig é conhecida por transformar histórias clássicas em obras modernas e emocionalmente cativantes. O seu estatuto como uma das realizadoras mais promissoras de Hollywood foi consolidado pelo sucesso fenomenal de Barbieem 2023.

Nárnia no Cinema e no Streaming

A decisão da Netflix de apostar em Nárnia como uma experiência cinematográfica reflete uma mudança estratégica. Embora outros serviços de streaming, como Amazon e Apple, tenham adotado modelos híbridos de lançamento, permitindo exibições prolongadas nos cinemas antes de chegar às plataformas, a Netflix tem sido mais cautelosa. No entanto, com a chegada de Gerwig ao comando deste ambicioso projeto, a empresa parece disposta a explorar novos territórios.

O Desafio de Adaptar Nárnia

Levar As Crónicas de Nárnia ao grande ecrã não é tarefa fácil. A série de sete livros combina elementos de fantasia épica, simbolismo religioso e aventuras cativantes que têm encantado leitores por gerações. Filmes anteriores da saga, produzidos entre 2005 e 2010, tiveram um sucesso comercial moderado, mas a visão de Gerwig promete trazer uma abordagem fresca e inovadora ao mundo de Nárnia.

A Expectativa para Novembro de 2026

Com o lançamento em IMAX, os fãs poderão mergulhar de forma imersiva no universo mágico de Nárnia antes da chegada à Netflix. Greta Gerwig está pronta para provar mais uma vez porque é uma das realizadoras mais influentes da sua geração, prometendo transformar este clássico literário num fenómeno cinematográfico.

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“Barbie”: A Magia do Cinema na Televisão Portuguesa Este Natal

No dia 25 de dezembro, a icónica boneca Barbie invade a televisão portuguesa numa estreia imperdível no TVCine Top, às 21h30. Com a assinatura criativa de Greta Gerwig e o carisma inigualável de Margot Robbie, “Barbie” promete encantar o público com uma aventura que mistura humor, emoção e reflexão.

Um Fenómeno Global

Lançado com uma das campanhas de marketing mais bem-sucedidas da história do cinema, “Barbie” conquistou o público e a crítica, quebrando recordes de bilheteira e tornando-se uma das maiores produções de 2023. O filme narra a improvável jornada de autoconhecimento de Barbie (Margot Robbie), que, ao lado de Ken (Ryan Gosling), deixa o mundo perfeito e cor-de-rosa de Barbieland para enfrentar os desafios e as maravilhas do mundo real.

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Um Elenco de Estrelas

O universo imaginado por Greta Gerwig e Noah Baumbach reúne um elenco impressionante, incluindo:

Ryan Gosling como Ken, numa performance hilariante e emocional;

America Ferrera, que adiciona um toque de realismo e humanidade à história;

Will Ferrell, no papel de um executivo excêntrico;

Dua Lipa, como uma Barbie sereia deslumbrante;

• E muitas outras estrelas, como Helen Mirren, Simu Liu, Emma Mackey e Michael Cera.

Prémios e Reconhecimentos

“Barbie” foi nomeado para sete Óscares, incluindo o de Melhor Filme, e venceu na categoria de Melhor Canção Original com “What Was I Made For?” de Billie Eilish e Finneas O’Connell. Este é um dos muitos momentos em que o filme brilha, unindo música, narrativa e visuais num espetáculo inesquecível.

Prepare-se para a Aventura

Combinando humor irreverente e reflexões profundas sobre identidade e sociedade, “Barbie” é uma experiência cinematográfica para toda a família. Nesta noite de Natal, embarque nesta jornada pelo mundo mágico de Barbieland e descubra porque Barbie é “tudo” – e Ken é “apenas Ken”.

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Não perca a grande estreia de “Barbie” no dia 25 de dezembro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+!