Gary Oldman e O Quinto Elemento: Porque o Actor Nunca Gostou Verdadeiramente do Seu Vilão Mais Icónico

Um clássico dos anos 90… que o próprio protagonista preferia esquecer

Para muitos espectadores, sobretudo os que cresceram nos anos 90, O Quinto Elemento é um daqueles filmes impossíveis de confundir com outro qualquer. Colorido, excessivo, delirante e assumidamente estranho, tornou-se um clássico do cinema de ficção científica. No centro desse delírio está Zorg, o vilão interpretado por Gary Oldman — uma personagem tão exagerada que parece saída de um desenho animado futurista. Mas aquilo que muitos fãs talvez não saibam é que Oldman passou largos anos a não conseguir sequer suportar o filme.

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Apesar de uma carreira recheada de papéis aclamados, de heróis contidos a figuras históricas transformadas em prémios da Academia, Zorg continua a ser uma das personagens mais reconhecíveis do actor. E, paradoxalmente, uma das menos queridas por quem a interpretou.

Um papel feito em esforço… literal e figurado

Na altura das filmagens de O Quinto Elemento, Gary Oldman estava profundamente envolvido noutro projecto pessoal e exigente: a realização do seu primeiro filme. Para aceitar o convite, teve de interromper esse trabalho durante várias semanas, submeter-se a uma transformação física radical e entrar num universo visual que lhe era tudo menos confortável.

Cabeça rapada, próteses dentárias, cicatriz, perna a coxear, camadas de borracha e um guarda-roupa tão icónico quanto incómodo — tudo isto contribuiu para uma experiência que o actor descreveu, anos mais tarde, com pouco carinho. Embora reconhecesse o lado simbólico da história, centrada no eterno conflito entre o bem e o mal, Oldman nunca conseguiu ver o filme com o distanciamento necessário para o apreciar.

Durante muito tempo, quando questionado sobre O Quinto Elemento, a reacção era imediata e pouco diplomática: não conseguia vê-lo.

Um favor entre amigos, não uma escolha artística

A razão principal para Oldman aceitar o papel de Zorg não foi o argumento, nem o fascínio pela personagem, mas um sentimento de obrigação. O realizador do filme tinha ajudado a viabilizar financeiramente o projecto pessoal de Oldman, e o actor sentiu que devia retribuir.

O convite foi directo e pragmático. Não houve grande análise de guião, nem reflexão profunda sobre a personagem. Foi, essencialmente, um favor entre amigos. Isso ajuda a explicar porque é que, apesar da energia quase insana que imprime a Zorg, Oldman nunca sentiu que aquele papel lhe pertencesse verdadeiramente.

O contraste é curioso: para o público, a interpretação é memorável, quase camp, cheia de tiques e excessos deliciosos. Para o actor, é uma recordação associada a desconforto físico, interrupções criativas e uma estética que lhe provoca uma reacção visceral.

O tempo suaviza tudo… até Zorg

Com quase três décadas de distância, a relação de Gary Oldman com O Quinto Elemento mudou — ainda que de forma muito moderada. Hoje, já não rejeita completamente o filme. Consegue vê-lo, sobretudo quando alguém próximo insiste que talvez não seja assim tão mau.

O próprio actor reconhece que a sua avaliação está “contaminada” pela experiência pessoal. Para quem esteve dentro do fato de borracha, da maquilhagem e do processo, é difícil ver o resultado final como um simples espectador. Onde o público vê diversão, ele revê sensações físicas, ambientes de bastidores e decisões estéticas que lhe causam desconforto.

Curiosamente, nem sequer foi o único no elenco a sofrer com o guarda-roupa. O protagonista masculino também detestava parte do figurino, embora isso nunca tenha impedido o filme de se tornar um sucesso duradouro.

Um clássico que sobrevive apesar do seu criador relutante

Gary Oldman continua a ser um crítico feroz do seu próprio trabalho, e O Quinto Elemento não é caso único. Há outros filmes seus que o público adora e que ele prefere não revisitar. Ainda assim, o tempo parece ter feito o seu trabalho: hoje, o actor já não foge do filme, mesmo que nunca venha a adorá-lo.

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E talvez isso seja suficiente. Afinal, nem todos os clássicos precisam do amor dos seus intérpretes para sobreviver. Alguns ganham vida própria — e Zorg, goste ou não Gary Oldman, é um deles.

Call of Duty vai para o cinema: Paramount prepara filme em imagem real da saga de culto

Do campo de batalha virtual para o grande ecrã

Depois de anos de rumores, a adaptação cinematográfica de Call of Duty é finalmente oficial. A Paramount assinou um acordo com a Activision, estúdio detentor da franquia, para desenvolver, produzir e distribuir um filme em imagem real baseado no icónico videojogo de tiro em primeira pessoa.

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A notícia foi avançada pela Variety e abre a porta não apenas a um filme isolado, mas potencialmente a um universo partilhado que poderá expandir-se para cinema e televisão, caso o projeto tenha sucesso.

O peso da história… e das tentativas falhadas

Não é a primeira vez que Hollywood tenta adaptar Call of Duty. No passado, nomes como Stefano Sollima (Sicario 2) chegaram a ser associados à realização, com Tom Hardy e Chris Pine na lista de potenciais protagonistas. Mas os projetos acabaram por não sair do papel.

Agora, com os exemplos bem-sucedidos de adaptações como The Last of Us (HBO), Fallout (Prime Video), A Minecraft Movie e The Super Mario Bros. Movie, o terreno parece finalmente preparado para que Call of Duty conquiste também o grande ecrã.

Um videojogo já com pedigree cinematográfico

Parte do segredo pode estar no facto de a própria saga sempre ter explorado um lado muito próximo do cinema. Ao longo de mais de 30 títulos, Call of Duty percorreu desde a Primeira Guerra Mundial à Guerra Fria, passando pela Guerra ao Terror, sempre com um olhar de espetáculo e intensidade visual.

Além disso, os jogos já contaram com vozes e interpretações de luxo: Gary Oldman deu vida a Viktor Reznov em World at WarIdris Elba surgiu em Modern Warfare 3, e até nomes como John Malkovich, Helena Bonham Carter, Bill Paxton, Jon Bernthal, Katee Sackhoff e Malcolm McDowell emprestaram a sua presença à popular vertente Zombies.

O que esperar do filme?

Ainda não há realizador, elenco ou enredo confirmados. Com tantas opções narrativas disponíveis — mais de 30 jogos — a Paramount poderá inspirar-se em episódios históricos ou apostar numa história original dentro do universo bélico da franquia.

O desafio será manter a imersão e intensidade que fizeram do jogo um fenómeno global, ao mesmo tempo que constrói uma narrativa capaz de atrair tanto os fãs de longa data como o público que nunca pegou num comando.

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Seja qual for a direção escolhida, o projeto promete ser uma das apostas mais ambiciosas da Paramount no género da ação e poderá redefinir o futuro das adaptações de videojogos no cinema.

“Parthenope: O Regresso de Paolo Sorrentino Que Faz de Nápoles um Sonho de Cinema”

Paolo Sorrentino já nos habituou a grandes visões cinematográficas. Depois do Óscar conquistado com A Grande Beleza, o realizador italiano regressa com Parthenope, um filme que mistura juventude, paixão, força feminina e, claro, a cidade que mais inspira o cineasta: Nápoles. A longa-metragem, que brilhou em Cannes e chega agora a Portugal em estreia exclusiva no TVCine Top e TVCine+ a 24 de agosto, às 21h25, promete ser uma experiência visual e emocional à altura da reputação do autor.

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O regresso de um mestre do cinema europeu

Sorrentino é conhecido por unir excessos barrocos e intimismo poético como poucos. Em Parthenope, o cineasta parece continuar essa tradição, explorando temas universais – juventude, desejo, perda e identidade – através de uma narrativa que é tanto pessoal quanto universal. Se em A Grande Beleza nos convidava a mergulhar na Roma noturna e decadente, agora o convite é para viver Nápoles em toda a sua exuberância.

Celeste Dalla Porta: a nova estrela italiana

O filme marca a estreia da jovem Celeste Dalla Porta no grande ecrã, e a sua presença em Cannes não deixou ninguém indiferente. Interpretando Parthenope, uma jovem cujo nome evoca a lenda da sereia que deu origem a Nápoles, a atriz encarna uma figura feminina simultaneamente real e mítica. É a grande revelação do cinema italiano deste ano – e talvez uma das razões para vermos Parthenope como um filme de iniciação, não apenas para a sua protagonista mas também para o público.

Nápoles como personagem

Se há realizador que filma cidades como se fossem pessoas, esse é Sorrentino. Aqui, Nápoles ganha vida através da fotografia de Daria D’Antonio, premiada em Cannes. A luz, as cores, os contrastes e até os silêncios captam uma cidade que respira por si própria. Mais do que cenário, Nápoles é o coração pulsante de Parthenope.

Gary Oldman: um gigante em território novo

Outro dos grandes atrativos é a presença de Gary Oldman. O ator britânico, vencedor de um Óscar e mestre da metamorfose, surge aqui num registo inesperado. A sua colaboração com Sorrentino cria uma ponte entre Hollywood e o cinema europeu de autor, reforçando a dimensão internacional do projeto.

O olhar feminino de Sorrentino

Muito se falou sobre a forma como Sorrentino retrata a sensualidade e a força das mulheres. Em Parthenope, esse olhar parece amadurecer. A juventude feminina surge não apenas como objeto de desejo, mas como centro de vitalidade e questionamento existencial. É um filme que fala do feminino sem perder a poesia e a intensidade que sempre definiram o realizador.

De Cannes a Portugal: a estreia nos TVCine

Estreado no Festival de Cannes, onde conquistou o prémio para Melhor Fotografia, Parthenope chega agora a Portugal através dos TVCine. É uma oportunidade única de assistir, em estreia exclusiva, a uma obra que promete marcar 2025 no cinema europeu. Preparem-se: no dia 24 de agosto, às 21h25, o convite é para mergulhar num filme que mistura mito e realidade, juventude e maturidade, cinema e vida.

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Apple TV+ Renova “Slow Horses” para Sexta Temporada

A Apple TV+ anunciou oficialmente a renovação de Slow Horses para uma sexta temporada. A série de espionagem, protagonizada por Gary Oldman, tem sido amplamente aclamada desde a sua estreia em 2022, sendo considerada uma das melhores séries do género da atualidade. O sucesso da produção é evidente, com cada temporada a alcançar mais de 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, e a história promete continuar a cativar o público.

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Baseada nos livros de Mick Herron, Slow Horses segue um grupo de espiões britânicos renegados que trabalham numa divisão pouco prestigiada dos serviços secretos, liderada pela personagem de Oldman, Jackson Lamb. Lamb, um agente irreverente e sarcástico, tornou-se rapidamente um dos personagens favoritos dos fãs da série. A dinâmica única do elenco, composta por Kristin Scott Thomas, Jack Lowden, Saskia Reeves e Jonathan Pryce, entre outros, tem sido um dos pontos altos da produção.

Com a sexta temporada já em fase de desenvolvimento, os fãs podem esperar novos desafios para a equipa dos Slough House, à medida que continuam a navegar pelo submundo da espionagem britânica. A Apple TV+ tem investido fortemente na série, que se tornou um dos seus maiores sucessos, e a nova temporada promete trazer mais intrigas, mistérios e, claro, o humor cortante de Jackson Lamb.

A popularidade de Slow Horses é um reflexo da qualidade do argumento, das atuações notáveis e da capacidade da série em equilibrar tensão com momentos de humor. A renovação para uma sexta temporada reforça a confiança da Apple TV+ no projeto e deixa os fãs ansiosos por mais aventuras deste grupo improvável de espiões.

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