Depois de longa espera, o novo thriller de acção de Guy Ritchie com Henry Cavill já tem data marcada

Demorou mais do que o previsto, alimentou rumores e levantou dúvidas, mas agora é oficial: Guy Ritchie está finalmente pronto para regressar ao grande ecrã com In the Grey. O aguardado thriller de acção protagonizado por Henry Cavillestreia a 10 de Abril de 2026, mais de um ano depois da data inicialmente anunciada.

Um regresso à acção com assinatura Ritchie

In the Grey acompanha uma equipa secreta de operacionais de elite que vive nas sombras do sistema global. São tão eficazes a manipular poder e influência como a manusear armas automáticas e explosivos de alto calibre. Quando um déspota implacável se apodera de uma fortuna avaliada em mil milhões de dólares, a equipa é enviada para a recuperar numa missão que, para qualquer outra pessoa, seria puro suicídio.

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Aquilo que começa como um golpe aparentemente impossível rapidamente se transforma num conflito total, onde estratégia, engano e sobrevivência se misturam num cenário de guerra aberta. Tudo elementos familiares para quem conhece o cinema de Guy Ritchie, aqui novamente a escrever e a realizar, prometendo ritmo acelerado, diálogos afiados e personagens maiores do que a vida.

Um elenco de luxo e um adiamento estratégico

Além de Henry Cavill, o filme conta com Jake GyllenhaalEiza GonzálezKristofer HivjuFisher Stevens e Rosamund Pike. Um elenco claramente pensado para dar músculo dramático e carisma a um projecto ambicioso.

Originalmente previsto para Janeiro de 2025, poucos meses após The Ministry of Ungentlemanly Warfare, o filme acabou por ser retirado do calendário no final de 2024. Na altura, a Lionsgate justificou a decisão afirmando que o projecto “ainda não estava pronto”. Houve quem especulasse que o adiamento estaria ligado ao desempenho modesto do anterior filme da dupla nas salas de cinema — algo que acabou por ser parcialmente compensado pelo sucesso posterior em streaming.

Confiança total no projecto

Benjamin Kramer, responsável pela distribuição nos EUA da Black Bear, não esconde o entusiasmo: elogia Guy Ritchie como um dos grandes mestres do cinema de acção moderno e garante que In the Grey concentra “cada grama do seu estilo e humor característicos”, sublinhando ainda a importância da colaboração com a Lionsgate para tornar o lançamento possível.

Ritchie e Cavill: dois nomes sempre em movimento

Desde a última colaboração, ambos têm mantido agendas recheadas. Ritchie lançou Fountain of Youth na Apple TV+, com John Krasinski, e prepara ainda a comédia negra Wife & Dog. Pelo caminho, esteve envolvido em séries como The GentlemenMobland e Young Sherlock, além de vários documentários.

Já Henry Cavill, após uma participação especial em Deadpool & Wolverine, prepara um futuro igualmente intenso, que inclui Enola Holmes 3Voltron, o aguardado remake de Highlander e uma ambiciosa série de Warhammer 40,000 para a Prime Video.

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Depois de tanta espera, In the Grey começa finalmente a ganhar forma concreta. Resta agora saber se o filme vai corresponder às expectativas… mas com Guy Ritchie e Henry Cavill no comando, pelo menos matéria-prima não falta.

A Noiva Ganha Voz (e Atitude): Maggie Gyllenhaal Reinventa um Ícone do Terror Clássico

“The Bride” promete virar do avesso um dos mitos mais incompreendidos do cinema

Depois de 2025 ter sido marcado pelo muito aguardado Frankenstein de Guillermo del Toro, 2026 prepara-se para ser o ano de The Bride. A Warner Bros. acaba de divulgar o primeiro trailer do novo filme realizado por Maggie Gyllenhaal, uma reinterpretação arrojada, punk rock e declaradamente feminista de The Bride of Frankenstein, que promete devolver protagonismo a uma personagem historicamente secundarizada.

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Protagonizado por Jessie Buckley no papel da Noiva e Christian Bale como o monstro de Frankenstein, The Bride surge desde cedo como um dos títulos mais falados do próximo ano. E não apenas pelo conceito, mas também pelo elenco de luxo que inclui Peter SarsgaardAnnette BeningJake Gyllenhaal e Penélope Cruz.

A sombra de Elsa Lanchester e um impacto que atravessa décadas

Durante uma conferência de imprensa virtual realizada a 13 de Janeiro, Maggie Gyllenhaal explicou que a génese do projecto nasceu do impacto quase inexplicável que Elsa Lanchester teve no clássico de 1935 The Bride of Frankenstein. Apesar de aparecer apenas alguns minutos e não ter uma única fala, a actriz tornou-se uma presença icónica na história do cinema.

Gyllenhaal confessou que só mais tarde percebeu o paradoxo: um filme chamado The Bride of Frankenstein que, na verdade, pouco ou nada se interessa pela Noiva enquanto personagem. Ainda assim, Lanchester conseguiu criar uma figura “formidável”, quase ameaçadora, que ficou gravada na memória colectiva. Foi precisamente essa ausência de desenvolvimento que despertou o interesse da realizadora.

Dar agência à Noiva: a verdadeira revolução

O grande objectivo de The Bride é preencher aquilo que Maggie Gyllenhaal considera uma falha estrutural na mitologia de Frankenstein: a ausência total de agência da Noiva. Ao longo das várias versões da história, o monstro é retratado como uma figura trágica — violenta, sim, mas também solitária, humana e profundamente carente de afecto. O seu pedido por uma companheira surge, muitas vezes, como compreensível.

Mas… e ela?

A nova abordagem parte exactamente dessa pergunta incómoda. O que acontece quando alguém é trazido de volta à vida apenas para satisfazer as necessidades emocionais de outro? E se essa mulher regressar com desejos próprios, medos, ambições e uma agenda que não passa por ser “a namorada do monstro”? É nesse território que The Bride promete mergulhar, dando a Jessie Buckley espaço para construir uma personagem complexa, inquietante e imprevisível.

Um evento cinematográfico à porta

Com estreia marcada para 6 de Março, The Bride beneficia ainda de um momento particularmente favorável da Warner Bros., que atravessa uma fase de forte afirmação criativa e comercial. O trailer deixa antever um filme visualmente ousado, emocionalmente intenso e longe de qualquer reverência excessiva ao material original.

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Mais do que revisitar um clássico, Maggie Gyllenhaal parece interessada em reescrevê-lo — e, desta vez, colocando a Noiva no centro da narrativa.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Critics Choice Awards e afirma-se como o filme do momento

Paul Thomas Anderson e Leonardo DiCaprio no centro da noite em Santa Mónica

A temporada de prémios arrancou oficialmente esta madrugada, com a realização da 31.ª edição dos Critics Choice Awards, e houve um grande vencedor inequívoco. Batalha Atrás de Batalha, protagonizado por Leonardo DiCaprio, conquistou o prémio de Melhor Filme, afirmando-se desde já como um dos títulos mais fortes da corrida aos Óscares.

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A longa-metragem arrecadou ainda os prémios de Melhor Argumento Adaptado e Melhor Realização, distinção entregue a Paul Thomas Anderson, que subiu ao palco visivelmente emocionado. “Este foi o melhor tempo que já passei a fazer um filme e penso que isso se nota”, afirmou o realizador, sublinhando a importância da equipa e do elenco que o acompanhou, onde se destacam nomes como Benicio del Toro e Teyana Taylor.

Chalamet surpreende DiCaprio na corrida a Melhor Actor

Apesar do domínio de Batalha Atrás de Batalha, a noite também ficou marcada por uma das surpresas da cerimónia. Timothée Chalamet, de apenas 30 anos, venceu o prémio de Melhor Actor pelo seu desempenho como Marty Mauser em Marty Supreme, superando Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan, Wagner Moura, Ethan Hawke e Joel Edgerton.

No discurso de agradecimento, Chalamet destacou o trabalho do realizador Josh Safdie, elogiando a forma como construiu “a história de um homem imperfeito com um sonho com o qual todos nos podemos identificar”. O actor aproveitou ainda para agradecer à namorada, Kylie Jenner, que o acompanhou na gala.

Jessie Buckley emociona com discurso sobre criação e comunidade

Um dos momentos mais aplaudidos da noite aconteceu na categoria de Melhor Atriz, entregue a Jessie Buckley pelo papel de Agnes Shakespeare em Hamnet, realizado por Chloé Zhao. Buckley superou concorrentes de peso como Emma Stone, Amanda Seyfried e Rose Byrne.

“Criar é um privilégio absoluto”, afirmou a actriz, destacando o espírito de partilha entre todas as nomeadas e descrevendo o cinema como uma verdadeira “aldeia”. As palavras dedicadas a Chloé Zhao, sobre o poder das histórias e a sua ligação à condição humana, foram particularmente emocionantes.

Terror, fantasia e surpresas técnicas

Nos papéis secundários, o terror e a fantasia dividiram honras. Amy Madigan venceu Melhor Atriz Secundária por Weapons, enquanto Jacob Elordi arrecadou o prémio de Melhor Ator Secundário por Frankenstein. Esta reinvenção do clássico de Guillermo del Toro destacou-se ainda nas categorias técnicas de guarda-roupa, caracterização e design de produção.

O filme mais nomeado da noite, Sinners, com 17 indicações, acabou por vencer Melhor Argumento OriginalMelhor Banda SonoraMelhor Jovem Ator (Miles Caton) e Melhor Elenco.

Cinema internacional, animação e televisão em destaque

Na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, venceu o brasileiro O Agente Secreto, de Kléber Mendonça Filho. Já KPop Demon Hunters confirmou o favoritismo ao conquistar Melhor Filme de Animação e Melhor Canção, com “Golden”.

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Na televisão, The Pitt foi a grande vencedora entre as séries dramáticas, enquanto Adolescência brilhou nas categorias de minissérie e interpretação.

Apresentada por Chelsea Handler e transmitida pelo canal E!, a cerimónia confirmou tendências, revelou surpresas e deixou claro que Batalha Atrás de Batalha parte na dianteira nesta temporada de prémios.

🏆 Vencedores dos Critics Choice Awards – Cinema

Melhor Filme

– Batalha Atrás de Batalha

Melhor Realização

– Paul Thomas Anderson (Batalha Atrás de Batalha)

Melhor Ator

– Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Melhor Atriz

– Jessie Buckley (Hamnet)

Melhor Ator Secundário

– Jacob Elordi (Frankenstein)

Melhor Atriz Secundária

– Amy Madigan (Weapons)

Melhor Jovem Ator / Atriz

– Miles Caton (Sinners)

Melhor Filme de Comédia

– The Naked Gun: Aonde É Que Pára a Polícia

Melhor Filme de Animação

– KPop Demon Hunters

Melhor Filme em Língua Estrangeira

– O Agente Secreto (Brasil)


✍️ Argumento e Música

Melhor Argumento Original

– Ryan Coogler (Sinners)

Melhor Argumento Adaptado

– Batalha Atrás de Batalha

Melhor Banda Sonora

– Ludwig Göransson (Sinners)

Melhor Canção Original

– “Golden” (KPop Demon Hunters)


🎬 Categorias Técnicas

Melhor Fotografia

– Train Dreams (Adolpho Veloso)

Melhor Montagem

– F1

Melhor Som

– F1

Melhores Efeitos Visuais

– Avatar: Fogo e Cinzas

Melhor Design de Produção

– Frankenstein

Melhor Caracterização

– Frankenstein

Melhor Guarda-Roupa

– Frankenstein


👥 Elenco

Melhor Elenco

– Sinners

(Casting: Francine Maisler)


📺 Televisão (principais vencedores)

Melhor Série Dramática

– The Pitt

Melhor Ator em Série Dramática

– Noah Wyle (The Pitt)

Melhor Atriz Secundária em Série Dramática

– Katherine LaNasa (The Pitt)

Melhor Minissérie

– Adolescência

Melhor Ator em Minissérie

– Stephen Graham (Adolescência)

Melhor Ator Secundário em Minissérie

– Owen Cooper (Adolescência)

Melhor Atriz Secundária em Minissérie

– Erin Doherty (Adolescência)

Melhor Série de Comédia

– The Studio

De Wuthering Heights a The Odyssey: os Filmes Mais Aguardados de 2026 Prometem um Ano de Excesso, Risco e Nostalgia

Clássicos reinventados, regressos inesperados e apostas gigantescas marcam um dos calendários mais ambiciosos do cinema recente

Se 2025 foi um ano de consolidação, 2026 perfila-se como um verdadeiro teste de força para Hollywood e para o cinema de autor. O alinhamento de estreias anunciadas revela uma indústria disposta a arriscar — ainda que muitas vezes através de material conhecido — com adaptações literárias de peso, sequelas tardias, regressos de franquias em pausa e novos projectos assinados por alguns dos realizadores mais influentes da actualidade.

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Entre o cinema épico, a reinvenção de mitos culturais e a nostalgia assumida, há uma ideia transversal: 2026 quer ser um ano de acontecimentos, não apenas de estreias.

Clássicos literários voltam ao centro do palco

Uma das tendências mais claras é o regresso em força da literatura clássica. O exemplo mais polémico é Wuthering Heights, nova adaptação do romance de Emily Brontë, realizada por Emerald Fennell. Desde o primeiro trailer, o filme dividiu opiniões, com acusações de infidelidade ao texto original, críticas ao elenco e reacções inflamadas nas redes sociais. Fennell, no entanto, assume a provocação: a sua leitura do romance é visceral, sexual e deliberadamente contemporânea.

No extremo oposto do espectro está The Odyssey, a adaptação monumental do poema de Homero por Christopher Nolan. Com um elenco recheado de estrelas e uma abordagem assumidamente épica, o filme tornou-se um fenómeno antecipado ao ponto de os bilhetes começarem a ser vendidos com um ano de antecedência. Nolan regressa ao grande espectáculo clássico, agora ancorado num dos textos fundadores da cultura ocidental.

Ainda no campo literário, 2026 traz novas versões de Sense and Sensibility e uma prequela de As Crónicas de NárniaThe Magician’s Nephew, realizada por Greta Gerwig, no seu primeiro projecto após o fenómeno Barbie.

Sequências tardias e nostalgia sem pudor

Hollywood continua a explorar o poder da memória afectiva. Practical Magic 2 surge quase três décadas após o original, transformado entretanto num filme de culto. O regresso de Sandra Bullock e Nicole Kidman é menos um gesto comercial imediato e mais uma aposta na ligação emocional com várias gerações de espectadores.

O mesmo se aplica a The Devil Wears Prada 2, que recupera personagens icónicas num contexto mediático profundamente diferente daquele de 2006. Moda, poder e influência digital prometem actualizar a dinâmica entre Miranda Priestly e Andy Sachs, agora em posições mais simétricas.

Na animação, Toy Story 5 confirma a dificuldade da Pixar em abandonar completamente as suas criações mais lucrativas. A nova entrada promete reflectir sobre obsolescência tecnológica, regressando ao coração conceptual do primeiro filme, mas adaptado a um mundo dominado por ecrãs e dispositivos.

Blockbusters em modo “tudo ou nada”

No campo do cinema de grande orçamento, 2026 é um ano de apostas gigantes. Avengers: Doomsday representa a tentativa mais clara da Marvel de recuperar o impacto cultural perdido após Endgame. O regresso de actores históricos, a junção de universos e a escolha de Robert Downey Jr. como vilão assumem uma estratégia de choque: mais personagens, mais nostalgia, mais escala.

Já The Mandalorian and Grogu marca o regresso de Star Wars ao cinema após anos de domínio televisivo. A aposta passa por capitalizar a popularidade de personagens criadas fora da saga principal, num movimento que reflecte a própria mutação da franquia.

Cinema de autor em escala maior

Apesar do peso das franquias, 2026 não abdica do cinema autoral. Ridley Scott regressa à ficção científica com The Dog Stars, um drama pós-apocalíptico intimista apesar do cenário devastado. Maggie Gyllenhaal reinventa o mito de Frankenstein em The Bride!, deslocando-o para o submundo de Chicago dos anos 30 e dando finalmente voz à figura feminina do título.

Alejandro G. Iñárritu prepara Digger, uma comédia descrita como “catastrófica”, protagonizada por Tom Cruise num registo radicalmente diferente da sua imagem habitual. É uma das apostas mais intrigantes do ano, tanto pelo realizador como pela promessa de subversão.

Música, moda e cultura pop em colisão

Filmes como Mother Mary e The Drama exploram a intersecção entre pop, identidade e performance, enquanto The Social Reckoning funciona quase como um comentário directo à era das redes sociais, assumindo-se como sucessor espiritual de The Social Network.

Estes projectos sugerem que, mesmo dentro de uma indústria dominada por IPs conhecidos, há espaço para propostas mais desconfortáveis e reflexivas.

2026: excesso como estratégia

O calendário de 2026 revela uma indústria consciente da sua própria fragilidade. Entre apostas seguras e riscos calculados, o cinema prepara-se para um ano de excesso deliberado: mais estrelas, mais mitos, mais passado reembalado.

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Resta saber quantos destes filmes serão apenas eventos momentâneos — e quantos resistirão ao tempo. Mas uma coisa é certa: 2026 não será um ano discreto no cinema.

Tom Cruise Junta-se a Iñárritu num Filme Misterioso e Explosivo: Digger Já Tem Data e Promete Abalar Tudo

Há encontros no cinema que, só por si, já fazem disparar o alarme da curiosidade cinéfila. A união entre Tom Cruise e Alejandro González Iñárritu é claramente um deles — e agora já tem nome, cartaz e data de estreia. O novo filme chama-se Digger e chega às salas de cinema a 2 de Outubro de 2026, com um slogan que não podia ser mais intrigante: “uma comédia de proporções catastróficas”.

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Produzido pela Warner Bros. Pictures e pela Legendary EntertainmentDigger marca o regresso de Iñárritu ao cinema falado em inglês pela primeira vez desde The Revenant. O argumento foi escrito pelo realizador em colaboração com Nicolás GiacoboneAlexander Dinelaris — parceiros criativos de Birdman — e Sabina Berman.

Tom Cruise interpreta Digger Rockwell, descrito oficialmente como “o homem mais poderoso do mundo”, que embarca numa missão frenética para provar que é o salvador da humanidade… precisamente antes da catástrofe que ele próprio desencadeou destruir tudo. É uma premissa deliciosamente ambígua, que sugere sátira, tragédia e um olhar feroz sobre o poder, o ego e a ilusão de controlo — territórios que Iñárritu conhece como poucos.

O elenco de luxo reforça a sensação de que estamos perante um projecto fora do comum. Ao lado de Cruise surgem Sandra HüllerJohn GoodmanMichael StuhlbargJesse PlemonsSophie WildeRiz Ahmed e Emma D’Arcy — um conjunto de intérpretes associados a cinema exigente, intenso e pouco previsível.

Rodado no Reino Unido ao longo de seis meses, Digger é também o primeiro filme de Cruise desde que assinou um acordo estratégico com a Warner Bros. Discovery para desenvolver e produzir projectos pensados para o grande ecrã. A escolha de um autor como Iñárritu indica claramente que o actor não está interessado apenas em blockbusters seguros, mas em desafios criativos de maior risco.

A data de estreia em Outubro levanta ainda outra possibilidade tentadora: uma estreia em grande num festival europeu. Veneza surge como hipótese forte, até porque foi lá que Iñárritu apresentou Birdman21 Grams e mais recentemente Bardo. Cannes também não está fora de hipótese, tendo sido o palco que lançou Amores Perros e acolheu Babel e Biutiful.

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Depois de Top Gun: Maverick e Mission: Impossible – The Final Reckoning, Tom Cruise prepara-se agora para trocar a adrenalina pura por uma “comédia catastrófica” assinada por um dos autores mais implacáveis do cinema contemporâneo. Se Digger cumprir metade do que promete, pode muito bem tornar-se um dos filmes mais falados de 2026 — não pelo espectáculo, mas pelo abalo.