Fall 2: Deadpoint” estreia hoje — o regresso ao vertigem depois do sucesso surpresa de “Fall”

“Fall 2: Deadpoint” estreia hoje, 2 de setembro, nos Estados Unidos, pela mão dos irmãos Michael e Peter Spierig, dando continuidade a “Fall” (2022), o thriller de sobrevivência em grande altitude que se tornou um pequeno fenómeno de bilheteira ao arrecadar muito mais do que o seu orçamento modesto alguma vez sugeria, apoiado quase inteiramente na tensão física e no vertigem genuíno que conseguiu provocar em audiências de todo o mundo.

Desta vez, a ação muda de cenário: depois da morte de Shiloh Hunter, protagonista do primeiro filme, a sua irmã Jax aceita um desafio proposto por Luce, a amiga destemida de Shiloh, como forma de homenagear a memória da irmã. As duas viajam até à Tailândia para conquistar uma travessia traiçoeira sobre uma prancha estreita no Monte Kwan, um desafio que se transforma em pesadelo quando um deslizamento de rochas súbito as deixa presas a uma altura aterradora de quase mil metros, obrigando-as a ultrapassar os seus próprios limites físicos e psicológicos para conseguirem sobreviver.

Ao elenco liderado por Harriet Slater e Arsema Thomas juntam-se ainda Tom Brittney e Virginia Gardner, mantendo a fórmula que tornou o primeiro filme popular: um elenco relativamente pouco conhecido do grande público, o que reforça a sensação de vulnerabilidade e imprevisibilidade que este tipo de thriller de sobrevivência precisa para funcionar plenamente, sem a familiaridade de estrelas consagradas a diluir a tensão genuína da situação.

Os irmãos Spierig, realizadores australianos com um histórico que inclui títulos de género tão distintos como “Daybreakers” e “Winchester”, têm-se destacado precisamente por essa capacidade de construir tensão sustentada a partir de premissas simples e altamente específicas, uma abordagem que já tinha funcionado notavelmente bem no primeiro “Fall”, um filme que, apesar de um lançamento relativamente discreto, conseguiu construir um público fiel através do boca-a-boca e de uma segunda vida particularmente forte em streaming.

“Fall 2: Deadpoint” chega, assim, com expectativas moderadas mas genuínas: repetir a fórmula que funcionou tão bem da primeira vez, desta vez com uma escala geográfica mais ambiciosa e, presumivelmente, ainda mais momentos concebidos especificamente para testar a tolerância do espectador à vertigem, mesmo estando confortavelmente sentado numa sala escura.

A24 Acerta em Cheio com “Talk to Me”: Terror Australiano Chega à Netflix e Já Tem Continuação Confirmada!

A produtora independente A24 continua a provar que sabe como criar sucessos de bilheteira, especialmente no género do terror. Depois de ter conquistado audiências com filmes como Hereditary e Midsommar, foi com o australiano Talk to Meque conseguiu o seu maior êxito no género — e agora, o fenómeno chegou à Netflix.

Talk to Me estreou nos cinemas em 2023 e rapidamente se tornou num caso sério de sucesso. A premissa é simples, mas viciante: um grupo de adolescentes descobre uma mão embalsamada que lhes permite comunicar com espíritos, mas só durante 90 segundos. Claro que, como qualquer adolescente num filme de terror, alguém decide ignorar essa regra… e o caos instala-se.

Com uma atmosfera intensa, momentos verdadeiramente perturbadores e interpretações de alto nível — em especial de Sophia Wilde, que dá vida à protagonista Mia — o filme arrecadou críticas muito positivas desde a sua estreia. Manteve uma pontuação elevada no Rotten Tomatoes e somou uns impressionantes 91,9 milhões de dólares em receitas mundiais, ultrapassando assim Hereditary (80,9 milhões) como o maior sucesso de terror da A24.

Aliás, Talk to Me não é apenas o filme de terror mais lucrativo da produtora, é também o terceiro título com mais receita da sua história, ficando apenas atrás de Civil War (2024) e do multipremiado Everything Everywhere All at Once (2022).

Com este sucesso, era apenas uma questão de tempo até ser anunciada uma sequela. E assim foi: Talk to Me 2 já está em desenvolvimento, com os irmãos Danny e Michael Philippou de regresso à realização. Ainda não foram revelados detalhes sobre a história, mas o final do primeiro filme deixa várias possibilidades em aberto — incluindo o regresso de Mia como espírito ou a exploração da origem da tal misteriosa mão.

Curiosamente, antes da estreia, os realizadores tinham partilhado online alguns vídeos de curta duração que funcionavam como prequelas da história, centrados na personagem Duckett, vista na cena de abertura. No entanto, devido ao conteúdo violento, os vídeos foram rapidamente retirados das redes sociais.

Agora, com o filme disponível na Netflix, uma nova vaga de espectadores vai poder descobrir este arrepiante (e viciante) fenómeno. Se ainda não viu Talk to Me, prepare-se para 95 minutos de tensão sobrenatural e decisões de adolescentes que o vão fazer gritar “NÃO TOQUES NA MÃO!” mais vezes do que gostaria de admitir.

Se a A24 continuar neste caminho, podemos esperar mais terrores de qualidade nos próximos anos. E sim, já estamos com a mão no ar à espera de Talk to Me 2.