Devoradores de Estrelas: Ryan Gosling Parte Sozinho para Salvar a Humanidade

Trailer revelado no Super Bowl mostra missão impossível, amizade improvável e ficção científica com coração

O Super Bowl voltou a servir de montra privilegiada para o grande cinema — e desta vez foi a Amazon MGM Studios a aproveitar o momento para revelar o novo trailer de Devoradores de Estrelas, a aguardada adaptação do romance de Andy Weir que coloca Ryan Gosling no centro de uma missão desesperada para salvar a Terra.

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Baseado no livro homónimo do autor de Perdido em Marte, o filme acompanha Ryland Grace, um professor de ciências que acorda sozinho numa nave espacial, sem memória de quem é — ou de como ali chegou. Pouco a pouco, percebe que foi enviado numa missão suicida: descobrir a origem de um fenómeno cósmico que está a provocar o colapso energético do Sol… e de todas as estrelas semelhantes no Universo conhecido.

Se falhar, a Humanidade extingue-se.

Uma missão solitária… até deixar de o ser

O novo trailer introduz finalmente uma das figuras mais aguardadas pelos leitores do livro: Rocky, uma criatura alienígena que Ryland Grace encontra algures no espaço profundo. Longe de ser uma ameaça, Rocky revela-se um aliado improvável, enfrentando exactamente o mesmo problema — o fenómeno que ameaça a Terra está também a destruir o seu planeta.

Com a voz dobrada por James Ortiz, Rocky torna-se rapidamente o coração emocional do filme. A relação entre os dois personagens, construída com base na cooperação, curiosidade científica e comunicação improvável, promete ser o grande trunfo da adaptação cinematográfica.

Como explicou um dos realizadores, “esta é uma história sobre colaboração e sobre aquilo que é possível alcançar quando trabalhamos juntos, mesmo quando viemos de mundos completamente diferentes”.

Ficção científica com humor, emoção e escala

A realização de Devoradores de Estrelas está a cargo de Phil Lord e Christopher Miller, a dupla responsável por projectos tão distintos como Anjos da Lei e a trilogia Aranhaverso. Este é o primeiro projecto live-action que realizam desde 2014, depois de uma década de enorme sucesso na animação.

O argumento foi escrito por Drew Goddard, que já tinha adaptado Andy Weir em Perdido em Marte, outro caso exemplar de ficção científica centrada na ciência, na persistência humana e numa inesperada leveza de tom.

Apesar do orçamento elevado — cerca de 150 milhões de dólares —, tudo indica que Devoradores de Estrelas não será apenas um espectáculo visual, mas também uma história profundamente humana, onde o humor surge como mecanismo de sobrevivência emocional num cenário absolutamente extremo.

Um passado turbulento… e um regresso em força

Antes deste filme, Lord e Miller tinham sido inicialmente contratados pela Disney para realizar Solo: Uma História Star Wars, mas acabaram afastados do projecto, substituídos por Ron Howard. Devoradores de Estrelas representa, assim, uma espécie de redenção em grande escala no cinema live-action, agora com total controlo criativo.

O elenco inclui ainda Sandra HüllerKen Leung, Milana Vayntrub e Lionel Bryce, numa produção assinada por nomes de peso como Amy Pascal, o próprio Gosling e Andy Weir.

Quando estreia Devoradores de Estrelas?

A Amazon MGM confirmou que Devoradores de Estrelas chega aos cinemas em Março, com estreia internacional marcada para 20 de Março de 2026 em vários territórios. A data exacta para Portugal deverá alinhar-se com essa janela, faltando apenas confirmação oficial da distribuição nacional.

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Até lá, o trailer deixa uma certeza: estamos perante um dos grandes filmes de ficção científica do ano — não apenas pelo espectáculo espacial, mas pela promessa de uma história onde a ciência, a amizade e a empatia podem, literalmente, salvar o Universo.

Spielberg Volta aos Aliens — e o Super Bowl Revelou o Dia em Que a Verdade Chega a Todos

Disclosure Day junta Emily Blunt e Josh O’Connor num thriller de ficção científica sobre o momento em que deixamos de estar sozinhos

Há regressos que parecem inevitáveis. Sempre que Steven Spielberg decide olhar novamente para o céu, o cinema pára para escutar. Durante o Super Bowl, a Universal Pictures revelou o novo trailer de Disclosure Day, um thriller de ficção científica que promete recuperar uma das obsessões centrais do realizador: o contacto com o desconhecido — e as consequências emocionais, políticas e humanas desse momento.

O trailer não perde tempo a criar inquietação. Entre imagens de pânico contido, transmissões televisivas interrompidas e uma sequência particularmente impressionante em que duas personagens saltam de um comboio em andamento, o filme coloca uma pergunta simples e perturbadora: se alguém provasse que não estamos sozinhos no Universo, isso tranquilizar-nos-ia… ou destruir-nos-ia?

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Uma revelação transmitida em directo

Emily Blunt interpreta uma meteorologista de Kansas City que vê a sua vida — e a normalidade do mundo — colapsar durante uma emissão em directo, quando é subitamente dominada por uma força extraterrestre inexplicável. O trailer sugere que este momento será o gatilho para uma cadeia de acontecimentos globais, onde a verdade deixa de poder ser escondida.

Ao seu lado surge Josh O’Connor, no papel de um crente obstinado na existência de vida alienígena, determinado a expor aquilo que governos e instituições tentaram manter em segredo. A dinâmica entre os dois parece assentar num contraste clássico do cinema de Spielberg: o cepticismo quotidiano confrontado com o extraordinário.

O elenco reforça a ambição do projecto, contando ainda com Colin FirthColman Domingo, Eve Hewson, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes.

Spielberg regressa ao território que melhor domina

Disclosure Day marca o 37.º filme realizado por Spielberg desde a sua estreia, em 1964, e insere-se claramente na linhagem das suas grandes obras de ficção científica. Ao longo da carreira, o realizador explorou o tema do contacto extraterrestre sob múltiplas perspectivas: o espanto quase espiritual de Encontros Imediatos do Terceiro Grau, a ternura de E.T. – O Extraterrestre ou o terror urbano de Guerra dos Mundos.

Aqui, o tom parece mais próximo de um thriller contemporâneo, ancorado no medo colectivo, na desinformação e na reacção em cadeia de um mundo hiperconectado. O argumento foi desenvolvido em colaboração com David Koepp, parceiro habitual de Spielberg em títulos como Jurassic ParkO Mundo Perdido e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Depois de The Fabelmans, um novo olhar para o desconhecido

Após o intimista The Fabelmans, um drama semi-autobiográfico sobre a sua infância e o nascimento do amor pelo cinema, Spielberg regressa agora a um cinema mais expansivo e especulativo. Se The Fabelmans olhava para o passado, Disclosure Day parece olhar directamente para o futuro — e para o momento exacto em que a Humanidade perde o privilégio da ignorância.

A frase-chave do trailer resume bem a ambição do filme: “Este Verão, a verdade pertence a sete mil milhões de pessoas.”Não é apenas uma revelação científica. É uma mudança de paradigma.

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Disclosure Day estreia nos cinemas a 12 de Junho e promete ser um dos grandes acontecimentos cinematográficos do Verão.

Steven Spielberg Regressa à Ficção Científica com “The Dish”: O Que Sabemos Até Agora

Steven Spielberg, o visionário realizador que definiu o cinema de ficção científica com obras-primas como E.T. – O Extraterrestre e Encontros Imediatos do Terceiro Grau, está oficialmente de volta ao género que ajudou a moldar. O seu próximo projeto, intitulado The Dish, marca um regresso às origens, com uma narrativa que promete explorar novamente o território sci-fi, depois de uma década dedicada a outros géneros.

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O Regresso à Ficção Científica

Nos últimos anos, Spielberg dedicou-se a projetos diversificados como Bridge of SpiesThe PostWest Side Story e The Fabelmans, uma autobiografia cinematográfica profundamente pessoal. Contudo, o argumento de The Dish, escrito por David Koepp, sinaliza um retorno ao género que lhe valeu aclamação global.

Durante uma entrevista ao podcast da The Playlist, David Koepp revelou que o filme será um regresso ao sci-fi clássico. “É ficção científica. Eu não devia estar a dizer isto, mas sim, é. Será um género diferente do que ele tem feito ultimamente. Algo que costumava fazer e já não faz há algum tempo”, comentou Koepp.

A Parceria Spielberg-Koepp

David Koepp é um nome familiar entre os fãs de Spielberg. O argumentista já colaborou com o realizador em dois projetos icónicos: Jurassic Park (1993), que revolucionou os efeitos visuais e arrecadou mais de 900 milhões de dólares, e War of the Worlds (2005), uma interpretação intensa do clássico de H.G. Wells. Ambos os filmes foram sucessos críticos e comerciais, cimentando Koepp como um dos colaboradores mais confiáveis de Spielberg.

O Elenco e a Produção

The Dish contará com um elenco de luxo. Emily Blunt, nomeada aos BAFTA pelo seu papel em Oppenheimer, lidera o grupo, que inclui ainda Josh O’Connor (The Crown), Colin Firth (O Discurso do Rei) e Colman Domingo (The Color Purple). A direção de fotografia estará novamente a cargo de Janusz Kamiński, parceiro habitual de Spielberg desde A Lista de Schindler.

A produção terá início em fevereiro de 2025, com filmagens programadas para Nova Jérsia e Atlanta. Ainda não foram revelados detalhes sobre a trama, mas, conhecendo Spielberg, é provável que combine narrativas humanas envolventes com espetáculos visuais impressionantes.

Expectativa dos Fãs e o Legado Sci-Fi de Spielberg

Com The Dish, Spielberg enfrenta o desafio de estar à altura do seu próprio legado. Filmes como E.T.Encontros Imediatos do Terceiro Grau e Minority Report definiram o padrão para o género, misturando tecnologia futurista com reflexões emocionais sobre a humanidade. Se este novo projeto seguir essa tradição, promete tornar-se mais uma peça essencial na sua vasta filmografia.

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