Depois de longa espera, o novo thriller de acção de Guy Ritchie com Henry Cavill já tem data marcada

Demorou mais do que o previsto, alimentou rumores e levantou dúvidas, mas agora é oficial: Guy Ritchie está finalmente pronto para regressar ao grande ecrã com In the Grey. O aguardado thriller de acção protagonizado por Henry Cavillestreia a 10 de Abril de 2026, mais de um ano depois da data inicialmente anunciada.

Um regresso à acção com assinatura Ritchie

In the Grey acompanha uma equipa secreta de operacionais de elite que vive nas sombras do sistema global. São tão eficazes a manipular poder e influência como a manusear armas automáticas e explosivos de alto calibre. Quando um déspota implacável se apodera de uma fortuna avaliada em mil milhões de dólares, a equipa é enviada para a recuperar numa missão que, para qualquer outra pessoa, seria puro suicídio.

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Aquilo que começa como um golpe aparentemente impossível rapidamente se transforma num conflito total, onde estratégia, engano e sobrevivência se misturam num cenário de guerra aberta. Tudo elementos familiares para quem conhece o cinema de Guy Ritchie, aqui novamente a escrever e a realizar, prometendo ritmo acelerado, diálogos afiados e personagens maiores do que a vida.

Um elenco de luxo e um adiamento estratégico

Além de Henry Cavill, o filme conta com Jake GyllenhaalEiza GonzálezKristofer HivjuFisher Stevens e Rosamund Pike. Um elenco claramente pensado para dar músculo dramático e carisma a um projecto ambicioso.

Originalmente previsto para Janeiro de 2025, poucos meses após The Ministry of Ungentlemanly Warfare, o filme acabou por ser retirado do calendário no final de 2024. Na altura, a Lionsgate justificou a decisão afirmando que o projecto “ainda não estava pronto”. Houve quem especulasse que o adiamento estaria ligado ao desempenho modesto do anterior filme da dupla nas salas de cinema — algo que acabou por ser parcialmente compensado pelo sucesso posterior em streaming.

Confiança total no projecto

Benjamin Kramer, responsável pela distribuição nos EUA da Black Bear, não esconde o entusiasmo: elogia Guy Ritchie como um dos grandes mestres do cinema de acção moderno e garante que In the Grey concentra “cada grama do seu estilo e humor característicos”, sublinhando ainda a importância da colaboração com a Lionsgate para tornar o lançamento possível.

Ritchie e Cavill: dois nomes sempre em movimento

Desde a última colaboração, ambos têm mantido agendas recheadas. Ritchie lançou Fountain of Youth na Apple TV+, com John Krasinski, e prepara ainda a comédia negra Wife & Dog. Pelo caminho, esteve envolvido em séries como The GentlemenMobland e Young Sherlock, além de vários documentários.

Já Henry Cavill, após uma participação especial em Deadpool & Wolverine, prepara um futuro igualmente intenso, que inclui Enola Holmes 3Voltron, o aguardado remake de Highlander e uma ambiciosa série de Warhammer 40,000 para a Prime Video.

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Depois de tanta espera, In the Grey começa finalmente a ganhar forma concreta. Resta agora saber se o filme vai corresponder às expectativas… mas com Guy Ritchie e Henry Cavill no comando, pelo menos matéria-prima não falta.

Wesley Snipes faz 63 anos: o legado de um ícone que redefiniu o cinema de acção

Estilo, intensidade e uma presença impossível de ignorar

Há actores que atravessam décadas sem nunca perderem identidade. Wesley Snipes é um desses casos raros. Aos 63 anos, celebrados hoje, o actor continua a ser uma referência incontornável do cinema de acção — não apenas pelo impacto físico dos seus papéis, mas pela forma como elevou o género, trazendo-lhe carisma, técnica e uma intensidade muito própria.

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Falar de Wesley Snipes é falar de presença. Daquele tipo de magnetismo que prende o olhar do espectador mesmo quando não é o protagonista absoluto da cena. Desde cedo, Snipes mostrou que não queria ser apenas “mais um”. Queria deixar marca. E deixou.

Blade e a revolução silenciosa do género

É impossível não começar por Blade. Lançado numa altura em que o cinema de super-heróis ainda procurava o seu tom, o filme não só foi um sucesso comercial como redefiniu o que era possível fazer dentro do género. Snipes deu corpo a um herói sombrio, letal e profundamente cool, combinando artes marciais de alto nível com uma atitude que se tornaria icónica.

Muito antes do domínio absoluto da Marvel nos cinemas, Blade provou que personagens de banda desenhada podiam resultar em filmes adultos, violentos e esteticamente marcantes. E fê-lo graças, em grande parte, à entrega total do seu protagonista.

Muito mais do que um herói de acção

Reduzir Wesley Snipes ao cinema de acção seria profundamente injusto. Ao longo da carreira, mostrou uma versatilidade notável, tanto em dramas como em comédias. Filmes como White Men Can’t Jump revelaram um talento natural para o humor e o ritmo de comédia, enquanto Jungle Fever, de Spike Lee, expôs uma faceta mais crua e emocionalmente complexa.

Snipes nunca teve medo de arriscar. Escolheu projectos desconfortáveis, personagens ambíguas e histórias que nem sempre seguiam o caminho mais seguro. Essa coragem artística é parte essencial do seu legado.

Disciplina, artes marciais e respeito pelo ofício

Outro elemento que distingue Wesley Snipes é a sua impressionante formação em artes marciais. Praticante de várias disciplinas, o actor trouxe uma autenticidade física raramente vista em Hollywood. Cada movimento, cada combate, cada gesto tinha peso real — não era apenas coreografia, era linguagem corporal.

Essa disciplina reflecte-se também na forma como encara o trabalho de actor: com respeito, entrega e uma ética profissional que sempre falou mais alto do que modas ou tendências passageiras.

Celebrar 63 anos é celebrar uma carreira com impacto

Este aniversário não é apenas uma data simbólica. É a celebração de uma carreira construída com persistência, talento e uma vontade constante de ir mais longe. Wesley Snipes influenciou gerações de actores, abriu portas e ajudou a redefinir o que significa ser uma estrela de cinema de acção.

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Hoje, celebramos 63 anos de um percurso extraordinário — e de um impacto que continua bem vivo. 🎬

(corrigido no dia 29 de Janeiro de 2026)

O primeiro filme imperdível de 2026 já está na Netflix — e junta Damon e Affleck num jogo perigoso

Quando dois velhos amigos trocam a comédia pela tensão máxima

Há duplas que o cinema aprendeu a respeitar com o passar das décadas, e a de Matt Damon e Ben Affleck pertence claramente a esse clube restrito. Amigos desde a adolescência em Boston, parceiros criativos há quase 30 anos e vencedores de Óscares, os dois regressam agora lado a lado em The Rip, um thriller de acção duro, sombrio e surpreendentemente diferente do que habitualmente associamos a esta dupla.

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Disponível na NetflixThe Rip assume-se já como o primeiro filme verdadeiramente obrigatório de 2026 no streaming, apostando numa narrativa seca, sem filtros, e num ambiente onde a confiança é tão escassa quanto a moralidade.

Polícias corruptos, dinheiro sujo e desconfiança total

No centro da história estão dois agentes da polícia envolvidos numa investigação sensível sobre colegas corruptos que desviam dinheiro de casas de droga durante rusgas. Damon interpreta o tenente Dane Dumars, enquanto Affleck dá vida ao sargento-detetive JD Byrne. O que começa como mais um caso incómodo rapidamente se transforma num jogo psicológico perigoso quando Byrne começa a suspeitar que o próprio parceiro pode não ser tão íntegro quanto aparenta.

A partir daí, The Rip constrói-se como um duelo silencioso entre duas personagens que se conhecem demasiado bem — um detalhe que ganha uma camada extra de interesse quando sabemos que Damon e Affleck são amigos inseparáveis fora do ecrã. Essa proximidade real é usada de forma inteligente pelo filme, transformando cumplicidade em ameaça e confiança em potencial sentença de morte.

Joe Carnahan e a herança de Tony Scott

A realização está a cargo de Joe Carnahan, conhecido por Smokin’ Aces e The Grey, que aqui assume sem pudor a influência do cinema de Tony Scott. O ritmo intenso, a atmosfera crua e o lado quase “B-movie” do projecto são escolhas conscientes, pensadas para servir uma história directa, agressiva e sem grandes concessões ao conforto do espectador.

Carnahan revelou que quis explorar precisamente a relação real entre Damon e Affleck para reforçar o conflito dramático: dois homens que, no ecrã, são obrigados a confiar um no outro quando tudo à sua volta indica que isso pode ser um erro fatal.

Recepção crítica e reacções do público

Apesar de algumas críticas apontarem um tom excessivamente sombrio, The Rip tem sido bem recebido no geral. O filme apresenta actualmente uma pontuação de 84% no Rotten Tomatoes, com elogios frequentes à química entre os protagonistas e à sua energia de thriller clássico, quase artesanal, num panorama cada vez mais dominado por fórmulas previsíveis.

É também refrescante ver Damon e Affleck longe da comédia ou de projectos mais auto-referenciais. Aqui, ambos apostam num registo contido, tenso e adulto, lembrando porque continuam a ser duas das figuras mais interessantes do cinema americano contemporâneo.

Um regresso que vale mesmo a pena

The Rip pode não ser um filme para todos os gostos, mas é exactamente esse risco que o torna relevante. Num catálogo saturado de apostas seguras, esta colaboração entre Damon, Affleck e Carnahan destaca-se como uma proposta diferente, madura e sem medo de incomodar.

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Se 2026 precisava de um ponto de partida forte no streaming, a Netflix encontrou-o com dois velhos amigos a jogarem um jogo onde perder não é opção.

Cristiano Ronaldo a Caminho de Velocidade Furiosa? Vin Diesel Lança a Bomba para o Filme Final da Saga

Um encontro explosivo entre futebol e cinema

Será que Cristiano Ronaldo está prestes a acelerar rumo ao universo de Velocidade Furiosa? A pergunta ganhou força depois de Vin Diesel, protagonista e produtor da saga, ter publicado uma fotografia no Instagram ao lado do futebolista português, acompanhada de uma legenda que deixou pouco espaço para a imaginação. Segundo o actor, não só Ronaldo “faz parte da mitologia Fast”, como já existe um papel escrito especificamente para ele.

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A imagem mostra ambos com o polegar levantado, num gesto cúmplice que rapidamente incendiou as redes sociais. Diesel descreveu Ronaldo como “a real one”, uma expressão que, no contexto da saga, equivale quase a uma bênção oficial para entrar na família liderada por Dominic Toretto.

Confirmação oficial ainda em suspenso

Apesar do entusiasmo gerado, nem Vin Diesel nem Cristiano Ronaldo confirmaram oficialmente a participação do jogador no 11.º filme da saga. O Hollywood Reporter tentou obter esclarecimentos junto das equipas de ambos, mas não recebeu qualquer resposta até ao momento da publicação. Ainda assim, o simples facto de Diesel afirmar publicamente que foi escrito um papel para Ronaldo é, por si só, altamente revelador.

A saga Velocidade Furiosa nunca foi alheia a participações-surpresa e cameos improváveis, mas a eventual entrada de uma das maiores figuras do desporto mundial elevaria a fasquia mediática a um novo patamar. Ronaldo, recorde-se, já deu sinais de interesse pelo cinema e pelo entretenimento global, tornando esta hipótese menos descabida do que poderia parecer à primeira vista.

O filme final e o regresso às origens

Vin Diesel aproveitou também para revelar novos detalhes sobre o capítulo final da saga, que tem estreia marcada para Abril de 2027. A data foi acordada com a Universal Pictures mediante três condições impostas pelo actor, todas elas directamente ligadas aos desejos expressos pelos fãs ao longo dos anos.

A primeira passa pelo regresso da história a Los Angeles, o local onde tudo começou. A segunda envolve um reencontro com a cultura automóvel e as corridas de rua, afastando-se do tom quase super-heróico que marcou os capítulos mais recentes. E a terceira — talvez a mais emotiva — é a reunião em ecrã de Dominic Toretto e Brian O’Conner.

Paul Walker e um adeus que ainda ecoa

Paul Walker, que deu vida a Brian O’Conner, morreu a 30 de Novembro de 2013, durante as filmagens de Velocidade Furiosa 7. Na altura, várias cenas ficaram por concluir, obrigando a uma solução técnica complexa que envolveu CGI, artistas de efeitos visuais e os irmãos de Walker, Cody e Caleb, para completar cerca de 350 planos.

A cena final desse filme, em que Dom e Brian se despedem ao volante antes de seguirem caminhos diferentes, tornou-se um dos momentos mais marcantes da história recente do cinema popular. Segundo o supervisor de efeitos visuais Joe Letteri, tudo foi feito para que o público não pensasse no processo técnico, mas apenas na despedida emocional da personagem — e do actor.

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A promessa de Vin Diesel de reunir novamente Dom e Brian no último filme levanta questões técnicas e emocionais, mas também sublinha a importância simbólica desse regresso. Tal como a possível entrada de Cristiano Ronaldo, é mais uma prova de que Velocidade Furiosa quer fechar o ciclo em grande, misturando espectáculo, nostalgia e emoção.

Taylor Sheridan e Peter Berg Vão Levar Call of Duty ao Cinema com a Paramount

O criador de Yellowstone e o realizador de Lone Survivor unem forças para transformar uma das maiores sagas de videojogos de sempre num épico de guerra em imagem real.

Hollywood prepara-se para mais uma ofensiva no campo das adaptações de videojogos. A Paramount confirmou que Call of Duty, a lendária série de tiros em primeira pessoa, vai finalmente ganhar uma versão cinematográfica — e nas mãos de dois pesos pesados: Taylor Sheridan (YellowstoneHell or High Water) e Peter Berg (Lone SurvivorDeepwater Horizon).

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Segundo o Deadline, Sheridan e Berg vão co-escrever o argumento, com Berg a assumir a realização e ambos a participar na produção, ao lado de David Glasser. O filme será uma parceria entre a Paramount e a Activision, com o objectivo de levar para o grande ecrã a intensidade militar e a adrenalina que tornaram Call of Duty um fenómeno global.

Uma amizade de longa data em modo de combate

Sheridan e Berg são amigos de longa data e já trabalharam juntos em filmes como Hell or High Water — nomeado para quatro Óscares, incluindo Melhor Filme e Melhor Argumento Original — e Wind River. O estúdio acredita que esta dupla tem o perfil ideal para dar vida a um universo que combina estratégia, acção e realismo militar.

Peter Berg traz consigo uma experiência sólida no género, tendo realizado Lone Survivor, baseado em factos verídicos da guerra no Afeganistão, e a série Painkiller sobre a crise dos opioides. Sheridan, por sua vez, consolidou o seu nome com produções televisivas de sucesso como YellowstoneTulsa King e Lioness, esta última também centrada em operações de elite.

Um fenómeno de 500 milhões de cópias

Lançado em 2003, Call of Duty tornou-se a franquia de videojogos mais vendida nos Estados Unidos durante 16 anos consecutivos, com mais de 500 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. A sua popularidade atravessa gerações e plataformas, atraindo milhões de jogadores com campanhas que exploram desde a Segunda Guerra Mundial até futuros distópicos de alta tecnologia.

Com este filme, a Paramount pretende não só satisfazer os fãs mais fervorosos, mas também conquistar novos públicos através de uma narrativa cinematográfica de grande escala. Sheridan e Berg prometem uma abordagem realista e emocional, capaz de combinar espectáculo visual com o peso humano da guerra — uma marca comum no trabalho de ambos.

Sheridan muda-se para a NBCUniversal

A notícia chega pouco depois de Taylor Sheridan ter assinado um novo contrato de cinco anos com a NBCUniversal, que o afastará gradualmente dos seus projectos na Paramount. Ainda assim, o autor manteve-se empenhado em escrever e produzir Call of Duty, um dos seus últimos grandes projectos ligados ao estúdio.

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Com dois veteranos da acção e do drama à frente das operações, o filme de Call of Duty promete ser uma autêntica missão de alto risco — tanto em ambição como em escala. Se tudo correr como planeado, Hollywood pode finalmente conseguir o que muitos tentaram: uma adaptação de videojogo digna da sua legião de fãs.

O Exterminador Implacável: há 41 anos nascia uma obra-prima da ficção científica — e há 6 anos morria (outra vez)

O primeiro redefiniu o género, o segundo reinventou o cinema de acção e efeitos visuais. Depois disso, veio a decadência de uma marca genial criada por James Cameron e diluída em sequelas que esqueceram o essencial: uma boa história.

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Há precisamente 41 anos, James Cameron apresentou ao mundo O Exterminador Implacável (The Terminator, 1984) — e mudou para sempre a ficção científica.

E há seis anos, com O Exterminador Implacável: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate, 2019), a saga tentava renascer das cinzas… apenas para confirmar o que muitos já sabiam: o que Cameron criou com mestria foi depois explorado até à exaustão.

💥 O início: o verdadeiro Sci-Fi

O primeiro Exterminador Implacável era um filme pequeno, quase independente, feito com apenas 6,4 milhões de dólares.

Mas o que Cameron fez com tão pouco dinheiro foi revolucionário.

A história — uma mistura de terror, suspense e ficção científica — era, na verdade, uma tragédia humana sobre amor, destino e sobrevivência.

Sarah Connor (Linda Hamilton) começa como uma simples empregada de mesa e termina como o símbolo da resistência humana.

O T-800 (Arnold Schwarzenegger) é a ameaça imparável que se tornou mito.

Mais do que um cyborg assassino, era uma reflexão sobre o medo do futuro e da tecnologia — e sobre o que significa ser humano.

Cameron transformou a ficção científica numa narrativa emocional e acessível. O filme fez 78 milhões de dólares em bilheteira, doze vezes o orçamento. E, acima de tudo, provou que a inteligência narrativa pode vencer o dinheiro e os efeitos especiais.

🤖 O Exterminador Implacável 2: quando a tecnologia se tornou arte

Sete anos depois, Cameron voltou e reinventou o cinema moderno.

O Exterminador Implacável 2: O Julgamento Final (Judgment Day, 1991) foi um marco absoluto, tanto em termos de efeitos visuais — com o lendário T-1000 de Robert Patrick — como de emoção cinematográfica.

Com um orçamento de 102 milhões de dólares, tornou-se o filme mais caro da história na altura.

E valeu cada cêntimo: arrecadou mais de 500 milhões de dólares, ganhou quatro Óscares e elevou a fasquia do que um blockbuster podia ser.

Mais importante ainda: o vilão tornou-se herói, e a relação entre o T-800 e John Connor criou uma das duplas mais icónicas do cinema.

A cena final — o polegar erguido a afundar-se no metal fundido — é, até hoje, um dos finais mais perfeitos da história do cinema.

Devia ter acabado ali. Mas, como sabemos, em Hollywood o que é perfeito raramente morre.

🔻 O declínio: quatro tentativas de ressuscitar uma lenda

Depois da despedida perfeita, quatro tentativas tentaram reviver a saga.

  • Terminator 3: Rise of the Machines (2003) copiou a fórmula do anterior, mas sem alma — e com frases de guião que nem o próprio Schwarzenegger conseguiu salvar (“Talk to the hand”… ainda dói).
  • Terminator Salvation (2009) tentou seguir sem Arnold, apostando no conflito homem vs. máquina, mas perdeu-se num tom genérico e numa narrativa vazia.
  • Terminator Genisys (2015) foi o fundo do poço: PG-13, confuso, sem identidade — um reboot que parecia um videojogo mal renderizado.
  • Terminator: Dark Fate (2019), já com Linda Hamilton de regresso, recapturou parte da alma de Cameron, mas chegou tarde demais.O público já estava cansado. E, injustamente, o filme tornou-se um dos maiores desastres de bilheteira da década.

⚙️ Uma saga de ouro que virou máquina de repetição

A verdade é simples: O Exterminador Implacável e O Julgamento Final foram disruptivos.

O primeiro, pelo que contou — a ficção científica no seu estado mais puro, inteligente e humana.

O segundo, por como o contou — a inovação tecnológica, o ritmo, a emoção.

Mas o que veio depois foi apenas uma tentativa de espremer uma marca brilhantemente construída por Cameron.

storytelling perdeu coerência, a mitologia encheu-se de buracos, e o que antes era cinema visionário transformou-se em fórmula.

James Cameron ainda é mencionado como estando a trabalhar num novo argumento, mas, a esta altura, nem o próprio criador parece capaz de reparar o dano causado por décadas de exploração sem propósito.

🔚 Onde ver em Portugal e no Brasil

Em Portugal, os fãs podem ver O Exterminador Implacável no SkyShowtime e O Exterminador Implacável: Destino Sombrio no Disney+.

No Brasil, ambos os filmes estão disponíveis no Star+, sendo que Dark Fate também pode ser alugado na Apple TV e na Amazon Prime Video.

Mas a verdadeira questão é outra: será que ainda queremos ver mais um Exterminador?

Talvez seja tempo de deixar a máquina descansar — e de recordar que, há 41 anos, a ficção científica ganhou alma… e que foi precisamente essa alma que os sucessores apagaram.

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Mas a verdadeira questão é outra: será que ainda queremos ver mais um Exterminador?

Talvez seja tempo de deixar a máquina descansar — e de recordar que, há 41 anos, a ficção científica ganhou alma… e que foi precisamente essa alma que os sucessores apagaram.

Nobody 2: a inesperada saga à la John Wick que conquista a crítica e mantém a “streak” no Rotten Tomatoes

Bob Odenkirk regressa ao papel mais improvável da sua carreira em Nobody 2 — e fá-lo com estrondo. A sequela do filme de 2021, produzido pela 87North (a mesma equipa responsável por John Wick e Bullet Train), acaba de conquistar a cobiçada certificação Certified Fresh no Rotten Tomatoes, estabelecendo uma raridade no género: duas entradas consecutivas de uma nova saga de acção aplaudidas pela crítica e pelo público.

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Da vida banal ao caos explosivo

O primeiro Nobody apresentou Hutch Mansell (Odenkirk), um homem aparentemente vulgar, mas com um passado de assassino treinado, que decide recuperar as suas competências letais depois de um assalto doméstico. A premissa parecia simples, mas o resultado foi um filme que misturava o espírito de John Wick com humor negro e violência estilizada, conquistando tanto a crítica (84% no Tomatometer) como o público (94% no Popcornmeter).

Agora, em Nobody 2, a acção transporta Hutch para umas férias em família que, como seria de esperar, rapidamente se transformam num campo de batalha contra um chefe do crime local. O filme é realizado por Timo Tjahjanto e conta com o regresso de Connie Nielsen, RZA, Christopher Lloyd e Gage Munroe, além de reforços de peso como Sharon Stone, John Ortiz e Colin Hanks.

A nova façanha no Rotten Tomatoes

Com 126 críticas contabilizadas, Nobody 2 regista 78% no Tomatometer, garantindo o selo Certified Fresh. E não fica por aqui: o público também aprovou em massa, com uma impressionante taxa de 92% no Popcornmeter, aproximando-se da chancela “Verified Hot”.

Este feito é particularmente significativo por se tratar da primeira sequela fora do universo John Wick produzida pela 87North a receber tamanha aprovação. Se a tendência se mantiver, poderemos estar perante o nascimento de uma saga paralela tão valiosa para o estúdio quanto a do icónico Baba Yaga interpretado por Keanu Reeves.

O futuro: entre Hutch e o Pai Natal assassino

Para além de Nobody 2, a 87North já tem em preparação outros projectos que prometem seguir a mesma linha: destaque para Violent Night 2, a continuação da comédia natalícia sangrenta com David Harbour, e para novas histórias originais que procuram replicar a fórmula de acção estilizada e ironia que fez de John Wick um fenómeno cultural.

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No caso de Nobody, a crítica tem falado numa sequela que não se limita a repetir a fórmula, mas que expande o universo de Hutch Mansell, conferindo-lhe mais profundidade e um novo conjunto de desafios pessoais. E, pelos vistos, o público está disposto a seguir essa viagem.

🎬 Conclusão:

Com dois filmes consecutivamente aplaudidos pela crítica e pelos fãs, Nobody pode já ser considerado mais do que um “filho bastardo” de John Wick. É uma franquia em crescimento, com identidade própria, e que pode muito bem tornar-se um dos pilares da 87North para os próximos anos.

O Regresso Inesperado de “The Tomorrow War”: O Blockbuster de Chris Pratt Que Voltou à Vida no Streaming

Filme de ficção científica de 200 milhões foi descartado pelo estúdio — agora é um sucesso… outra vez

🎬 Em 2021, The Tomorrow War parecia condenado ao esquecimento. Um filme de acção e ficção científica em grande escala, com Chris Pratt como protagonista, que foi despejado pela Paramount em plena pandemia e lançado discretamente na Prime Video. A crítica torceu o nariz, os fãs não fizeram grande alarido, e o streaming engoliu mais um título caro e esquecível. Mas eis que, quatro anos depois, o improvável acontece: The Tomorrow War está de volta — e a conquistar o top de visualizações na Max.

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Afinal, há filmes que não morrem. Apenas hibernam.

Do “flop” estratégico ao fenómeno tardio

Realizado por Chris McKay (que nos trouxe o delicioso The LEGO Batman Movie), The Tomorrow War custou cerca de 200 milhões de dólares — uma quantia astronómica para um filme que não chegou às salas de cinema. A pandemia obrigou os estúdios a tomar decisões difíceis, e a Paramount, em crise de liquidez, decidiu vender vários títulos a plataformas de streaming: The Trial of the Chicago 7Annihilation e este Tomorrow War, que acabou por aterrar na Prime Video em vez de no grande ecrã.

Na altura, o filme teve críticas mornas (51% no Rotten Tomatoes), com muitos a considerarem-no um pastiche de clássicos dos anos 90 como Independence Day ou Godzilla. Mas agora, numa era onde os catálogos das plataformas são revisitados constantemente e o algoritmo tem memória curta, The Tomorrow War reaparece nas tendências — ocupando, a 20 de Junho, o 10.º lugar no top da Max, atrás apenas de alguns pesos pesados recentes como The Wild Robot e The Alto Knights.

Chris Pratt: o homem que nunca sai de moda

Apesar dos altos e baixos da crítica, Chris Pratt continua a ser um dos rostos mais populares de Hollywood. Depois de The Tomorrow War, voltou aos cinemas com Jurassic World: Dominion (mais de mil milhões de dólares em receita global, mesmo com críticas negativas), e emprestou a voz a sucessos como Super Mario Bros. e Garfield. O primeiro ultrapassou os 1,3 mil milhões de dólares e consolidou Pratt como um verdadeiro íman de bilheteira.

Mais recentemente, a Netflix investiu 320 milhões (!) em The Electric State, outro projecto liderado por Pratt, que não teve a recepção esperada. Mas como The Tomorrow War prova, o tempo no mundo do streaming é relativo. Hoje é flop. Amanhã é tendência.

O que vale afinal The Tomorrow War?

Não é um novo clássico da ficção científica, nem tenta ser. Mas há uma honestidade no seu ADN: é entretenimento puro, com explosões, viagens no tempo, monstros alienígenas e uma tentativa de salvar o mundo com o relógio a contar. É, acima de tudo, um filme que merece ser redescoberto por quem procura duas horas de acção descomprometida e eficaz — mesmo que não deixe grande impacto a longo prazo. E, convenhamos, há espaço no nosso coração cinéfilo para isso.

De Wakanda a Gotham: Os Filmes de Super-Heróis Que Vão Dominar o Verão na STAR 💥🦸‍♀️

🎥 The Tomorrow War pode ter sido um título esquecido no meio da pandemia, mas o seu regresso inesperado às listas de mais vistos mostra que o streaming tem o poder de dar nova vida até ao mais improvável dos blockbusters. E Chris Pratt, mesmo quando tropeça, nunca fica longe do centro do palco.