O Último Inverno em Park City: Sundance despede-se da sua casa histórica e do legado de Robert Redford

O festival independente mais influente dos Estados Unidos vive uma edição emotiva, marcada pela mudança de cidade e pela ausência do seu fundador

Sundance Film Festival prepara-se para um adeus carregado de simbolismo. A edição de 2026, que arranca esta semana em Park City, no Utah, será a última a realizar-se nesta pequena cidade de montanha que, durante mais de quatro décadas, se tornou sinónimo de cinema independente norte-americano. Para agravar a carga emocional do momento, é também a primeira edição sem a presença do seu fundador, Robert Redford, falecido em Setembro.

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À superfície, tudo parecerá familiar: estrelas de cinema, filas intermináveis para as sessões, voluntários incansáveis apesar do frio intenso e uma programação que mistura dramas comoventes, comédias inesperadas, thrillers e filmes difíceis de catalogar. No entanto, por detrás dessa normalidade aparente, o festival atravessa um dos períodos de maior transformação da sua história. Em 2027, o Sundance muda-se definitivamente para Boulder, no Colorado, encerrando um capítulo essencial da sua identidade.

Um festival moldado por um legado

Não surpreende que a palavra “legado” atravesse toda a programação desta última edição em Park City. Estão previstas exibições de cópias restauradas de títulos marcantes do passado do festival, como Little Miss SunshineMysterious SkinHouse Party e Humpday, bem como Downhill Racer (1969), o primeiro filme verdadeiramente independente de Robert Redford. O actor e realizador será também homenageado num evento de angariação de fundos do Instituto Sundance, que distinguirá nomes como Chloé Zhao, Ed Harris e Nia DaCosta.

Para muitos cineastas, o Sundance foi mais do que um festival: foi um ponto de viragem. Realizadores como Paul Thomas Anderson, Ryan Coogler ou a própria Zhao viram as suas carreiras ganhar forma graças ao apoio do Instituto. Gregg Araki, presença habitual desde os anos 90, recorda que sem o Sundance “muitos cineastas simplesmente não teriam tido carreira”.

Estrelas, riscos e cinema sem medo

A programação de 2026 mantém a aposta em “grandes riscos” artísticos. Entre os títulos mais aguardados estão The Gallerist, sátira ao mundo da arte protagonizada por Natalie Portman, Carousel, drama romântico com Chris Pine e Jenny Slate, e I Want Your Sex, novo filme provocador de Araki. Olivia Wilde surge tanto à frente como atrás das câmaras, enquanto Alexander Skarsgård e Olivia Colman protagonizam Wicker. A presença de Charli XCX, em vários projectos, reforça a ligação do festival à cultura pop contemporânea.

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No campo documental, o Sundance volta a afirmar-se como espaço de reflexão urgente, com filmes sobre figuras públicas, direitos humanos, conflitos internacionais e injustiças históricas, mantendo a tradição de lançar obras que frequentemente chegam aos Óscares.

O fim de um lugar, não de uma ideia

Entre os habituais encontros na Main Street e as salas emblemáticas como o Egyptian Theatre, sente-se uma melancolia inevitável. Muitos participantes admitem que Park City já não comportava a dimensão do festival, mas isso não torna a despedida menos emotiva. Como recorda Gregg Araki, “os lugares mudam, mas a identidade do Sundance sobrevive”.

O festival pode abandonar Park City, mas a sua missão — dar voz ao cinema independente — segue intacta. O último inverno nesta cidade será, acima de tudo, uma celebração de tudo o que ali nasceu.

A Jogada de Mestre Que Hollywood Não Viu a Chegar: Como Timothée Chalamet Transformou “Marty Supreme” Num Fenómeno

Marketing agressivo, criatividade sem rede e um sucesso que já bate recordes

Há campanhas de marketing eficazes… e depois há aquelas que entram directamente para o manual de estudo da indústria. Marty Supreme é, neste momento, o exemplo mais citado de como a criatividade bem pensada pode transformar um filme original num verdadeiro fenómeno de bilheteira. Protagonizado por Timothée Chalamet, realizado por Josh Safdie e produzido pela A24, o filme já ultrapassou One Battle After Another no box office norte-americano — e fê-lo com uma estratégia tão arrojada quanto pouco convencional.

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Desde a estreia nacional no Dia de Natal, Marty Supreme não tem parado de quebrar recordes para um filme independente. Mas o verdadeiro motor deste sucesso não está apenas no ecrã: está na forma como Chalamet decidiu assumir um papel activo, quase autoral, na promoção do filme.

Um Zoom que parecia loucura… e era genial

Tudo começou com algo aparentemente impensável: Timothée Chalamet publicou nas redes sociais um link para uma reunião de Zoom com executivos de marketing da A24. Durante 18 minutos, o actor surge inflamado, quase caricatural, a exigir uma campanha “intencional, implacável e agressiva”, descrevendo Marty Supreme como “uma das coisas mais importantes a acontecer no planeta Terra este ano”.

A conversa rapidamente descamba para ideias absurdas — dirigíveis laranja a cruzar os Estados Unidos, ping-pongs a cair do céu num festival de Tyler, The Creator, referências ao desastre do Hindenburg e até comentários sobre alguém “perder um braço, mas ganhar um braço intelectual”. Tudo demasiado exagerado para ser real. E não era. O Zoom era um guião cuidadosamente encenado, pensado para se tornar viral. Resultado? Tornou-se exactamente isso.

Mais do que um truque publicitário, o vídeo expôs algo raro em Hollywood: um actor com verdadeira literacia de marketing, consciente da sua imagem, do seu público e da cultura digital em que se move.

O laranja de “Marty Supreme” contra o rosa da Barbie

Chalamet percebeu desde cedo que não podia repetir fórmulas. Citou Barbie como a campanha de referência, mas rejeitou copiar-lhe a identidade cromática. Em vez disso, apresentou um tom de laranja “corroído, enferrujado, em decomposição”, desenvolvido por um designer ao longo de seis meses. Um detalhe aparentemente menor, mas que acabou por se tornar central na identidade visual do filme — do merchandising aos eventos pop-up, passando pela icónica transformação da Sphere de Las Vegas numa bola gigante de ping-pong.

Esta abordagem lembra inevitavelmente o caso Ryan Reynolds com Deadpool, outro exemplo de actor que moldou activamente a campanha do seu próprio filme. A diferença é que Marty Supreme não pertence a uma franquia multimilionária: é um drama desportivo sobre um hustler dos anos 50 obcecado em tornar-se campeão mundial de ténis de mesa.

Números que falam mais alto do que o ruído

Até ao momento, Marty Supreme já arrecadou cerca de 72,27 milhões de dólares nos Estados Unidos, ultrapassando One Battle After Another, protagonizado por Leonardo DiCaprio, que soma 71,6 milhões no mercado doméstico. Internacionalmente, o filme da Warner Bros. continua à frente, mas Marty Supreme está apenas a iniciar a sua expansão global, com resultados impressionantes no Reino Unido — o melhor arranque de sempre de um filme da A24 naquele território.

As previsões apontam para um total mundial entre 170 e 180 milhões de dólares, um número extraordinário para um filme original com um orçamento estimado entre 60 e 70 milhões. Está também prestes a tornar-se o maior sucesso doméstico da história da A24, ultrapassando Everything Everywhere All At Once.

Um actor que entende o seu tempo

Chalamet já tinha mostrado interesse pelo marketing em Wonka e A Complete Unknown, mas aqui levou o conceito ao limite. Evitou entrevistas tradicionais, apostou em momentos virais cuidadosamente coreografados e tratou a campanha “como um atleta trata uma competição”. A vitória no Globo de Ouro de Melhor Actor veio apenas reforçar o momento e promete um novo impulso rumo aos Óscares.

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No final, Marty Supreme não é apenas um sucesso de bilheteira. É uma demonstração clara de que, num mercado saturado de sequelas e IPs reciclados, ainda há espaço para filmes originais — desde que alguém tenha a audácia de os vender como se o mundo estivesse a olhar.

De Hollywood para África Ocidental: Meagan Good e Jonathan Majors tornam-se cidadãos da Guiné

Uma cerimónia discreta, mas carregada de simbolismo

Meagan Good e Jonathan Majors, um dos casais mais comentados de Hollywood nos últimos anos, receberam oficialmente a cidadania da Guiné, país da África Ocidental, após terem rastreado a sua ascendência até à região através de testes de ADN. A distinção foi atribuída numa cerimónia privada realizada na sexta-feira, em Conacri, capital do país, longe dos holofotes mediáticos, mas com um forte peso simbólico e político.

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Durante o evento, Djiba Diakité, chefe do gabinete do Presidente da Guiné, deixou palavras claras sobre o significado do gesto: “Pensamos que fazem parte dos filhos e filhas dignos desta Guiné. Representam o nosso país, a bandeira vermelho-amarelo-verde, em todo o mundo.” O casal tem ainda prevista uma visita a vários pontos turísticos do país, num gesto que procura reforçar a ligação agora formalizada.

O percurso atribulado de Jonathan Majors

Para Jonathan Majors, esta distinção surge num momento particularmente delicado da sua carreira. O actor parecia destinado ao topo absoluto da indústria cinematográfica após o reconhecimento crítico em filmes como Da 5 Bloods e na série Lovecraft Country. A sua escolha para interpretar Kang, o Conquistador, no universo da Marvel colocava-o como uma das grandes apostas do estúdio para os próximos anos.

Tudo mudou em 2023, quando foi detido após uma altercação com a então namorada, acabando por ser condenado por agressão e assédio. A Marvel afastou-o imediatamente dos seus projectos futuros e Magazine Dreams, filme que chegou a ser apontado como potencial candidato aos Óscares, ficou congelado até ao ano passado. Desde então, Majors tem tentado reconstruir a sua imagem pública e profissional, num processo longo e longe de consensos.

Uma relação sob escrutínio constante

Meagan Good, actriz com uma carreira sólida em cinema e televisão, começou a namorar Majors em 2023 e manteve-se sempre ao seu lado durante o mediático julgamento em Nova Iorque. O casal ficou noivo em 2024 e acabou por casar no ano passado, numa cerimónia pequena e improvisada, coincidindo com a promoção de Magazine Dreams. A atribuição da cidadania guineense surge, assim, como um novo capítulo numa história pessoal e pública marcada por altos e baixos.

Um movimento mais amplo de regresso às origens

A Guiné junta-se a outros países africanos que têm concedido cidadania a descendentes de pessoas escravizadas. Em 2024, a cantora Ciara tornou-se cidadã do Benim, enquanto o Gana naturalizou mais de 500 afro-americanos, na sequência do convite lançado em 2019 pelo então Presidente Nana Akufo-Addo, no âmbito das comemorações dos 400 anos da chegada dos primeiros africanos escravizados à América do Norte.

O contexto político guineense

Esta decisão surge num momento politicamente sensível para o país. A Guiné é governada desde 2021 pelo líder da junta militar, o general Mamadi Doumbouya, que chegou ao poder após um golpe de Estado. No mês passado, foi declarado vencedor das eleições presidenciais, num processo fortemente criticado pela repressão da oposição e pela ausência de adversários relevantes.

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Ainda assim, a atribuição da cidadania a figuras internacionais como Good e Majors reforça a estratégia do país em projectar uma imagem de reconexão histórica e cultural com a diáspora africana.

Uma Noite que Antecipou a Tragédia: O Confronto Familiar na Festa de Conan O’Brien Antes da Morte de Rob Reiner

O que começou como mais uma festa de Natal em Hollywood acabou por ganhar contornos sombrios e perturbadores. Novas revelações da imprensa norte-americana indicam que Conan O’Brien terá impedido convidados de chamar a polícia durante uma discussão violenta entre Rob Reiner e o seu filho, Nick Reiner, horas antes de o cineasta e a mulher, Michele Singer Reiner, serem encontrados mortos na sua casa em Los Angeles.

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Segundo relatos avançados pelo Daily Mail e confirmados por várias fontes presentes no evento, a discussão entre pai e filho, ocorrida na festa organizada por O’Brien, foi tão intensa que alguns convidados ponderaram ligar para o 911. A intervenção do anfitrião terá sido decisiva. “É a minha casa, é a minha festa, não vou chamar a polícia”, terá dito O’Brien, dissuadindo os presentes de envolverem as autoridades.

A situação foi descrita como suficientemente grave para levantar preocupações sobre a saúde mental de Nick Reiner. De acordo com uma das fontes, chegou a discutir-se a possibilidade de o jovem ser colocado sob observação psiquiátrica. “Havia pessoas genuinamente assustadas. A conversa passou por tentar perceber se este rapaz precisava de ser internado”, revelou um insider.

O ambiente tenso agravou-se ainda mais quando Rob Reiner, visivelmente perturbado, terá confidenciado a amigos que se sentia “aterrorizado” com o comportamento do filho. Alegadamente, o realizador de When Harry Met Sally… e Miseryterá dito algo que hoje soa tragicamente premonitório: que tinha medo de que o próprio filho pudesse magoá-lo.

Apenas um dia depois da festa, Rob Reiner, de 78 anos, e Michele Singer Reiner, de 70, foram encontrados mortos na sua residência em Brentwood, com múltiplas feridas provocadas por arma branca. A descoberta foi feita pela filha do casal, Romy Reiner. O Instituto Médico Legal de Los Angeles confirmou mais tarde que a causa da morte de ambos foi “múltiplas lesões por objectos cortantes”, classificando oficialmente o caso como homicídio.

Nick Reiner foi detido nessa mesma noite e enfrenta agora duas acusações de homicídio em primeiro grau. Compareceu pela primeira vez em tribunal esta semana, tendo ficado marcada a leitura formal da acusação para 7 de Janeiro de 2026.

Entretanto, continuam a surgir relatos inquietantes sobre o comportamento de Nick na festa de Conan O’Brien. Testemunhas afirmam que o jovem terá agido de forma errática com outros convidados, incluindo o actor e comediante Bill Hader, deixando várias pessoas desconfortáveis. “Estava a assustar toda a gente, perguntava repetidamente se as pessoas eram famosas e comportava-se de forma estranha”, contou uma fonte à revista People.

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Até ao momento, Conan O’Brien não comentou oficialmente o sucedido. O caso continua sob investigação, mas a sucessão de acontecimentos transforma aquela festa aparentemente inofensiva num capítulo perturbador de uma tragédia familiar que abalou Hollywood.

Caso Rob Reiner: Filho Nick passa a principal suspeito e investigação ganha contornos mais claros


Novos dados reforçam cenário de crime familiar em Los Angeles

A investigação à morte do realizador e actor Rob Reiner e da sua mulher, a fotógrafa Michele Singer Reiner, conheceu novos desenvolvimentos nas últimas horas. Depois de uma primeira notícia marcada pela surpresa e pela escassez de informação oficial, surgem agora dados mais consistentes que apontam para um cenário de crime familiar, com o filho do casal, Nick Reiner, a ser tratado pelas autoridades como principal suspeito.

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Segundo avança a revista People, citando vários familiares próximos, Nick Reiner, de 32 anos, encontra-se a ser interrogado pela polícia de Los Angeles no âmbito do homicídio do casal. Embora as autoridades ainda não tenham confirmado formalmente a autoria do crime, fontes policiais citadas pelo The Washington Post indicam que Nick é, nesta fase, o principal suspeito, estando previstas diligências adicionais, incluindo a audição de outros membros da família.

Polícia confirma violência e mantém investigação em curso

Recorde-se que Rob Reiner, de 78 anos, e Michele Singer Reiner, de 68, foram encontrados mortos no domingo, na sua residência em Los Angeles. A polícia foi chamada ao local por volta das 15h30, hora local, encontrando ambos já sem vida. Desde o primeiro momento ficou claro que não se tratava de mortes naturais, tendo sido avançada a hipótese de um esfaqueamento, embora os detalhes concretos do método do crime continuem sob reserva.

As autoridades mantêm uma postura cautelosa, sublinhando que a investigação ainda decorre e que não foi formalizada qualquer acusação. Ainda assim, a evolução da informação nas últimas horas aponta claramente para um caso de violência doméstica extrema, afastando outras hipóteses inicialmente consideradas.

Um historial marcado pela toxicodependência

Um dos elementos agora trazidos a público diz respeito ao percurso pessoal de Nick Reiner. De acordo com familiares citados pela People, o filho do casal enfrentava problemas graves de toxicodependência desde a adolescência. Ao longo dos anos, terá passado por várias clínicas de reabilitação e vivido longos períodos em situação de sem-abrigo, num trajecto marcado por recaídas, instabilidade emocional e afastamento progressivo da família.

Este historial, embora não constitua prova de culpa, está a ser considerado no contexto da investigação, ajudando a compreender a complexidade de uma tragédia que ultrapassa largamente a esfera pública e mediática.

Uma família ligada ao cinema — dentro e fora do ecrã

Rob Reiner e Michele Singer conheceram-se durante a produção de Harry e Sally – Feitos Um Para o Outro, um dos filmes mais emblemáticos da carreira do realizador. Casaram-se em 1989 e tiveram três filhos: Jake, Nick e Romy. Antes disso, Reiner tinha sido casado com Penny Marshall, actriz e realizadora, entre 1971 e 1981, numa das uniões mais conhecidas de Hollywood nos anos 70.

A dimensão pessoal desta tragédia contrasta de forma dolorosa com a imagem pública de Reiner, frequentemente associada a histórias sobre amor, amizade e empatia — temas centrais em muitos dos seus filmes mais célebres.

Um legado artístico agora sombreado pela tragédia

Filho de Carl Reiner, uma lenda da comédia americana, Rob Reiner foi um dos realizadores mais influentes e versáteis de Hollywood nas décadas de 1980 e 1990. Assinou obras incontornáveis como This Is Spinal TapThe Princess BrideWhen Harry Met Sally e A Few Good Men, deixando uma marca profunda tanto na comédia como no drama.

A notícia da sua morte já tinha causado consternação no meio cinematográfico, mas os novos contornos do caso acrescentam uma dimensão ainda mais perturbadora, levantando questões difíceis sobre saúde mental, dependência e fragilidade familiar — realidades que Hollywood raramente consegue esconder quando irrompem de forma tão violenta.

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A investigação prossegue, e novas informações deverão surgir nos próximos dias.

George Clooney fecha a porta ao romance no cinema: “Já não faz sentido competir com homens de 25 anos”

Uma decisão ponderada — e partilhada em casa

George Clooney, durante décadas um dos rostos mais associados ao romance hollywoodiano, decidiu virar a página no que diz respeito a beijos apaixonados no grande ecrã. Aos 63 anos, o actor revelou que já não tem interesse em protagonizar filmes românticos, uma escolha que nasceu de uma conversa franca com a mulher, Amal Clooney, quando celebrou os 60.

Numa entrevista recente ao Daily Mail, Clooney explicou que se inspirou numa decisão semelhante tomada por Paul Newman, outro ícone do cinema clássico. “Tenho tentado seguir o caminho que o Paul Newman fez. ‘Ok, já não vou beijar raparigas em filmes’”, afirmou o actor, com a habitual franqueza que o caracteriza.

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Segundo Clooney, a conversa com Amal foi marcada por realismo e sentido de perspectiva. Apesar de se sentir fisicamente bem — continua a jogar basquetebol com homens muito mais novos e mantém-se em forma — o actor reconhece que o tempo é um dado incontornável. “Em 25 anos tenho 85. Não interessa quantas barras de granola comes, esse número é real”, comentou, entre o humor e a lucidez.

O adeus a um género que marcou uma carreira

A decisão tem um peso simbólico considerável. George Clooney construiu grande parte do seu estatuto de estrela como protagonista romântico, com filmes que ajudaram a definir o género nas últimas décadas. One Fine Day, ao lado de Michelle Pfeiffer, Out of Sight com Jennifer Lopez, Up in the Air com Vera Farmiga ou, mais recentemente, Ticket to Paradise, reencontrando Julia Roberts, são apenas alguns exemplos de uma filmografia onde o charme e a química foram elementos centrais.

No entanto, o actor já vinha a preparar o terreno para este afastamento. Em Março, numa entrevista ao 60 Minutes, foi claro ao afirmar que estava a dar um passo atrás nos filmes românticos para abrir espaço a uma nova geração de protagonistas. “Tenho 63 anos. Não estou a tentar competir com actores de 25. Isso não é o meu trabalho”, afirmou então. “Não faço mais filmes românticos.”

Autoconsciência e honestidade em Hollywood

Esta postura contrasta com a insistência de Hollywood em prolongar indefinidamente certos arquétipos, muitas vezes ignorando a idade dos actores e a credibilidade das histórias que contam. Clooney, pelo contrário, opta por uma abordagem autoconsciente e honesta, recusando papéis que possam soar forçados ou artificiais.

Curiosamente, esta relação com o romance cinematográfico nunca foi completamente isenta de atritos. Numa entrevista ao New York Times em 2022, Clooney recordou um episódio dos primeiros anos de carreira em que um realizador criticou a sua técnica de beijo em cena. “Disse-me: ‘Não assim’. E eu respondi: ‘Meu, esta é a minha jogada! É assim que faço na vida real!’”, contou, num momento que hoje soa quase como uma nota de rodapé irónica numa carreira marcada pelo estatuto de galã.

Um novo capítulo, sem nostalgia excessiva

Longe de soar a despedida amarga, a decisão de Clooney parece antes um gesto de maturidade artística. O actor continua activo, interessado em papéis que façam sentido para a sua idade e experiência, sem necessidade de competir com modelos mais jovens ou repetir fórmulas do passado.

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Num meio frequentemente obcecado com juventude eterna, George Clooney mostra que envelhecer em Hollywood também pode ser um acto de elegância — mesmo que isso signifique dizer adeus aos beijos no grande ecrã.

Paul Dano: o actor “fraco”? Uma viagem pelos seus melhores filmes.

Porque continua Paul Dano a ser subestimado?

Poucos actores da sua geração provocam reacções tão contraditórias como Paul Dano. Para alguns, é um intérprete de uma intensidade rara, capaz de transformar fragilidade em força dramática. Para outros — Quentin Tarantino incluído — é “weak sauce”, uma presença alegadamente insuficiente para enfrentar pesos pesados do cinema. O problema dessa leitura é simples: ignora quase toda a sua filmografia.

A carreira de Dano é construída a partir de personagens desconfortáveis, vulneráveis, obsessivas ou moralmente ambíguas. Não é um actor de músculos nem de bravatas. É um actor de nervo, de silêncio e de tensão interna. E isso fica particularmente claro quando se olha para os seus melhores papéis em conjunto.

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Aproveitei um ranking do The Guardian com uma pequena alteração no topo — porque There Will Be Blood merece, na minha modesta opinião, o primeiro lugar — eis um olhar aprofundado sobre os filmes que demonstram porque Paul Dano é tudo menos “fraco”, e apesar de ser um grande fã de Tarantino e dos seus filmes, são muitas as opiniões que discordo, sendo que esta discordo em absoluto.

10. The King (2005) — Um ensaio geral para o abismo

Neste thriller desconfortável de James Marsh, Dano interpreta um jovem religioso apanhado no colapso moral da sua família. O filme pode ser irregular e desagradável, mas já aqui se percebe algo que se tornaria marca do actor: a capacidade de dar vida interior a personagens que, no papel, poderiam ser apenas símbolos. Mesmo num filme menor, Dano nunca é decorativo.

9. Swiss Army Man (2016) — Ternura no meio do absurdo

À superfície, parece uma piada prolongada: um náufrago solitário e um cadáver falante usado como ferramenta multiusos. Mas Dano transforma o grotesco em algo inesperadamente humano. Entre gases, solidão e desespero existencial, nasce uma relação comovente. Poucos actores conseguiriam equilibrar este tom sem cair no ridículo.

8. The Fabelmans (2022) — A melancolia silenciosa

No filme mais pessoal de Steven Spielberg, Dano interpreta Burt Fabelman, uma figura paterna contida, emocionalmente deslocada, esmagada pela ambição alheia. É uma prestação feita de olhares engolidos e frases a meio caminho. Num registo oposto ao de The Batman, prova a sua notável versatilidade.

7. Little Miss Sunshine (2006) — Um grito que ficou para a história

Como o adolescente niilista que comunica apenas por escritos, Dano oferece uma das personagens mais memoráveis do cinema independente dos anos 2000. Quando o silêncio finalmente se quebra, o resultado é devastador e hilariante. É um momento de dor pura que poderia facilmente soar artificial — mas não nas mãos dele.

6. For Ellen (2012) — Destruição íntima

Aqui, Dano assume o centro absoluto do filme como um músico falhado que tenta desesperadamente reconectar-se com a filha. É um papel cru, físico e emocional, onde cada gesto parece estudado até ao osso. Um retrato sem romantização de um homem incapaz de crescer.

5. The Batman (2022) — O terror da normalidade

O seu Riddler é talvez a versão mais inquietante da personagem no cinema. Não é extravagante, é patético — e precisamente por isso aterrador. Quando finalmente vemos o rosto por trás da máscara, a tensão dispara. Dano compreende algo essencial: o verdadeiro medo nasce da banalidade.

4. L.I.E. (2001) — Vulnerabilidade em estado bruto

Num dos papéis mais perturbadores da sua juventude, Dano interpreta um adolescente emocionalmente negligenciado que se envolve com um adulto predador. O filme é difícil, mas a prestação é de uma honestidade desarmante. Ainda hoje impressiona pela coragem e ausência de protecção emocional.

3. Ruby Sparks (2012) — Amor, poder e controlo

Vendida como comédia romântica, esta é uma fábula profundamente inquietante sobre criação e dominação. Dano interpreta um escritor que literalmente controla a mulher que ama. O actor equilibra charme, egoísmo e crueldade com precisão cirúrgica, tornando o desconforto inevitável.

2. Love & Mercy (2014) — Genialidade fragmentada

Paul Dano encarna Brian Wilson nos anos de maior criatividade e maior colapso psicológico. A sua interpretação capta a exaltação artística, o medo, a fragilidade e a dor com uma subtileza notável. É um trabalho extraordinário, sem dúvida — mas há um papel que vai ainda mais longe.

1. There Will Be Blood (2007) — O poder da irritação

Promovido à última hora para o papel de Eli Sunday, Dano cria uma das figuras mais memoráveis do cinema americano do século XXI. Frente ao titânico Daniel Plainview de Daniel Day-Lewis, não tenta competir em força — infiltra-se. Eli não é um rival clássico; é um incómodo persistente, um espinho espiritual que Plainview nunca consegue arrancar.

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É precisamente isso que torna a dinâmica tão fascinante. Dano percebe que a sua personagem não precisa de dominar a cena para a corroer. A acusação de Tarantino falha porque confunde poder com volume. Aqui, Dano prova que a verdadeira ameaça pode ser pequena, irritante e absolutamente impossível de ignorar.

Choque em Hollywood: mortes misteriosas num ícone do cinema americano

Um caso em investigação que abalou a indústria

Hollywood acordou em choque com a notícia de que um homem de 78 anos e uma mulher de 68 anos foram encontrados mortos numa residência de luxo em Brentwood, Los Angeles, um bairro conhecido por acolher inúmeras figuras do cinema e da televisão. As autoridades norte-americanas abriram uma investigação por homicídio, embora, até ao momento, não exista qualquer suspeito identificado nem detenções efectuadas. A polícia de Los Angeles mantém absoluto sigilo quanto às circunstâncias das mortes, remetendo todas as conclusões para o relatório do médico legista do condado.

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De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, os serviços de emergência foram chamados à residência durante a tarde de domingo, para um pedido de assistência médica. No local estiveram elementos da polícia, bombeiros e detectives especializados em homicídios por roubo. Seis horas depois da chamada inicial, os corpos permaneciam ainda dentro da casa, o que sublinha a complexidade e sensibilidade do caso.

Identidades não confirmadas e prudência jornalística

Apesar de vários meios internacionais terem avançado com nomes conhecidos, a polícia de Los Angeles não confirmou oficialmente a identidade das vítimas nem a relação entre elas. As autoridades recusaram igualmente esclarecer se existiam sinais de violência, ferimentos visíveis ou a presença de qualquer arma no local. A causa das mortes será determinada exclusivamente pelo gabinete do legista, num processo que poderá demorar vários dias.

Um comunicado atribuído a um porta-voz da família pede respeito e privacidade num momento descrito como “inimaginavelmente difícil”, reforçando a necessidade de contenção mediática enquanto a investigação decorre.

Uma carreira ligada à história do cinema popular

Caso se confirme a identidade avançada por fontes políticas e institucionais, a perda representaria um abalo profundo para a história do cinema americano. O cineasta em causa construiu uma carreira ímpar, atravessando várias décadas com obras que marcaram gerações. Desde a televisão dos anos 70 até ao cinema dos anos 80 e 90, o seu percurso ajudou a definir a comédia, o drama e até o thriller psicológico no grande ecrã.

Filmes como This Is Spinal TapStand By MeThe Princess BrideWhen Harry Met SallyMisery ou A Few Good Mencontinuam a ser referências obrigatórias, estudadas, citadas e revisitadas por cinéfilos de todo o mundo. Um legado que vai muito além dos números de bilheteira, assente numa rara combinação de inteligência, sensibilidade popular e rigor narrativo.

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Expectativa e respeito enquanto se aguardam respostas

Para já, Hollywood permanece suspensa entre a consternação e a cautela. Num tempo em que a velocidade da informação rivaliza com a verdade, impõe-se aguardar por confirmações oficiais antes de se tirarem conclusões definitivas. O Clube de Cinema acompanhará este caso com a atenção e o rigor que a importância da figura e a gravidade da situação exigem.

Glen Powell Mostra a Sua Nova Casa no Texas — e Tem Até uma Casa de Banho Dedicada aos Longhorns!

O actor de Top Gun: Maverick e Twisters abriu as portas da sua nova casa em Austin e revelou o seu orgulho texano: uma decoração inspirada na Universidade do Texas — incluindo uma casa de banho com azulejos laranja e brancos.

Glen Powell pode ter conquistado Hollywood, mas o coração continua a bater no Texas.

Em entrevista à Texas Monthly, o actor revelou detalhes curiosos sobre a sua nova casa em Austin, que mais parece um santuário ao seu amor pela Universidade do Texas e pela equipa Longhorns.

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Entre as excentricidades mais faladas: uma casa de banho com o tema dos Longhorns — decorada com azulejos laranja e brancos e um toque de design retro universitário — e até uma campainha personalizada com o logótipo da equipa.

“É meio abobadada, com azulejos laranja e brancos”, contou, rindo. “Está brutal.”

Uma garagem, um carro… e uma mesa feita de um camião

Powell, que protagonizou o recente sucesso Twisters, também revelou outro pormenor inesperado da decoração: fez uma mesa com a grelha do camião usado nas filmagens do filme.

“É claro que também é temática dos Longhorns”, confessou.

A devoção à universidade não é recente. Powell frequentou a Universidade do Texas em Austin durante um ano, antes de se mudar para Los Angeles e apostar tudo na representação.

“Foi o melhor ano da minha vida”, recorda. “Lembro-me de pensar: ‘Vou deixar o sítio com que sempre sonhei para ir ser um actor falido numa cidade onde não conheço ninguém.’”

De aluno a estrela — e de volta à universidade

Apesar da carreira de sucesso, Powell decidiu retomar os estudos e matriculou-se novamente no programa de Rádio, Televisão e Cinema da Universidade do Texas. Está a completar o curso online e planeia terminar em 2027.

“Disse numa entrevista que estava a tirar o curso, e agora sinto que tenho um relógio a contar o tempo até ao diploma”, brincou recentemente no Jimmy Kimmel Live!

Um legado texano partilhado com McConaughey

Powell segue os passos de outro ícone texano: Matthew McConaughey, que também se formou em Austin em 1993 e é hoje “Ministro da Cultura” da universidade — um título honorário que reflete o seu papel como embaixador da instituição.

Os dois actores são vistos frequentemente juntos nos jogos dos Longhorns, a torcer pelo seu estado natal com o mesmo entusiasmo que levam ao cinema.

“Sou de outra geração, mas olho para o Matthew como um exemplo”, confessou Powell. “Ele é uma lenda. Eu sou apenas um tipo trabalhador que quer mostrar que Austin também pode sonhar grande.”

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Se há algo que Glen Powell prova, é que o sucesso pode ser global — mas as raízes continuam, literalmente, gravadas nas paredes da casa de banho.

Diane Ladd Morre aos 89 Anos, Três Meses Depois da Morte do Marido Robert Charles Hunter

A veterana actriz, mãe de Laura Dern e três vezes nomeada ao Óscar, morreu em casa na Califórnia. A perda chega pouco depois da morte do seu companheiro de 26 anos, o ex-CEO da PepsiCo Food Systems, Robert Charles Hunter.

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O cinema americano despede-se de uma das suas figuras mais queridas. Diane Ladd, lendária actriz nomeada três vezes ao Óscar e mãe de Laura Dern, morreu este domingo, aos 89 anos, na sua casa em Ojai, Califórnia — apenas três meses após a morte do maridoRobert Charles Hunter, com quem partilhou 26 anos de casamento.

A notícia foi confirmada pela própria Laura Dern, que prestou homenagem à mãe através de um comunicado emocionado:

“A minha mãe faleceu esta manhã, comigo ao seu lado, na nossa casa. Foi a melhor filha, mãe, avó, actriz, artista e alma empática que alguém poderia sonhar. Tivemos a bênção de tê-la connosco. Agora está a voar com os anjos.”

Um amor de 26 anos, interrompido por duas despedidas

Diane Ladd e Robert Charles Hunter casaram-se em 1999, o mesmo ano em que fundaram juntos a sua produtora, Excel Entertainment. Hunter, antigo CEO da PepsiCo Food Systems, morreu em 31 de julho, aos 77 anos, durante uma visita aos filhos no Texas.

Ladd partilhou então uma imagem da notícia da morte de Hunter nas redes sociais, mas sem comentário — um gesto discreto, revelador de uma dor íntima. O casal manteve sempre uma relação marcada por cumplicidade e por uma parceria criativa: Hunter chegou mesmo a participar como actor em Inland Empire (2006), de David Lynch, onde contracenou com Ladd e Laura Dern.

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Um percurso lendário no grande ecrã

Nascida no Mississippi em 1935, Diane Ladd construiu uma das carreiras mais sólidas e respeitadas de Hollywood. Foi nomeada ao Óscar por Alice Doesn’t Live Here Anymore (1974), Wild at Heart (1990) e Rambling Rose (1991) — este último, ao lado da filha Laura Dern, num dos raros casos em que mãe e filha foram nomeadas na mesma cerimónia.

Colaborou várias vezes com David Lynch, brilhou na série Alice (baseada no filme de Scorsese), e deixou a sua marca tanto no cinema independente como nas grandes produções televisivas. Entre 2011 e 2013, voltou a partilhar o ecrã com Laura em Enlightened, da HBO.

Laura Dern: uma herança de talento e ternura

A relação entre mãe e filha foi tão intensa fora como dentro do ecrã. Em 2023, publicaram juntas o livro Honey, Baby, Mine: A Mother and Daughter Talk Life, Death, Love (and Banana Pudding), um registo de conversas íntimas sobre família, doença, envelhecimento e fé.

Foi durante longas caminhadas que Ladd e Laura fortaleceram o vínculo entre si — depois de a actriz ter sido diagnosticada com fibrose pulmonar idiopática, uma doença grave do pulmão.

Nos Óscares de 2020, quando Laura Dern venceu a estatueta de Melhor Actriz Secundária por Marriage Story, dedicou-a aos pais:

“Alguns dizem ‘nunca conheças os teus heróis’, mas eu digo: se tiveres sorte, eles serão os teus pais.”

Um último filme e um legado eterno

Antes da sua morte, Diane Ladd tinha concluído a rodagem de Blue Champagne, filme de Blaine Novak ainda em pós-produção, onde contracena com Jennifer Nicholson, filha de Jack Nicholson.

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O seu legado, contudo, já está gravado no coração de Hollywood: uma mulher de força, talento e compaixão, que atravessou décadas de cinema com a mesma intensidade com que viveu — e amou.

Dave Franco Reage à Etiqueta de “Nepo Baby”: “Ninguém Me Contrataria Só Por Ser o Irmão do James Franco”

O actor de Now You See Me e Together reflete sobre a sua carreira, o peso do apelido Franco e a relação actual com o irmão mais velho, James.

Num tempo em que Hollywood vive obcecada com o fenómeno dos nepo babies — filhos e irmãos de celebridades que herdam oportunidades através das suas ligações familiares —, Dave Franco decidiu posicionar-se com clareza: reconhece a ajuda inicial, mas recusa a ideia de que o seu sucesso se resume ao apelido.

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Em entrevista à revista Bustle, o actor nomeado duas vezes para os Emmy afirmou: “Ninguém me ia contratar só por ser o irmão mais novo do James Franco. Se eu fosse mau, teria desaparecido rapidamente.”

Ainda assim, Dave admite que o irmão teve um papel importante no arranque da sua carreira. “O James ajudou-me a arranjar um agente e abriu-me algumas portas, mas o resto foi comigo. Hoje ele fica feliz por ver-me a arriscar, a experimentar novas coisas e a crescer.”

Do Começo Discreto ao Reconhecimento

Dave Franco estreou-se em 2006, numa participação na série 7th Heaven, e rapidamente começou a fazer o seu caminho em Hollywood. Seguiram-se papéis em Superbad (2007), Fright Night (2011), 21 Jump Street (2012), Now You See Me(2013) e Neighbors (2014), consolidando-se como um rosto familiar em comédias e thrillers de sucesso.

Mais recentemente, Franco protagonizou Together (2025) — ao lado de Alison Brie, sua mulher — e recebeu uma nomeação aos Emmy pela sua participação em The Studio, onde interpretou uma versão ficcional de si próprio.

Entre a Sombra e a Luz do Apelido Franco

A relação entre os irmãos sempre foi alvo de curiosidade pública, sobretudo após os escândalos que marcaram a carreira de James Franco. O actor mais velho, nomeado para o Óscar, chegou a um acordo de mais de dois milhões de dólares em 2018 para encerrar um processo colectivo de exploração sexual movido por antigas alunas de interpretação.

Apesar das polémicas, Dave prefere manter o foco na sua própria trajectória. “O James está orgulhoso de mim. No fim do dia, somos irmãos — e quero que ambos encontremos paz e propósito no que fazemos.”

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Enquanto James prepara o seu regresso ao cinema em Toad, a nova comédia psicadélica de Adam Rifkin com Tiffany Haddish e Christopher Meloni, Dave continua a construir uma carreira sólida, equilibrando humor, sensibilidade e uma dose saudável de autenticidade.

Afinal, como o próprio diz, o talento pode ter recebido um empurrão familiar — mas a persistência é inteiramente dele.

🕷️ Spider-Man 4 com Tobey Maguire? Roteirista de The Batman 2 diz que “ainda não recebeu um não”

O argumentista Mattson Tomlin mantém viva a esperança de trazer Tobey Maguire de volta ao fato do Homem-Aranha — e garante que o sonho ainda não morreu.

Os fãs de Tobey Maguire continuam a agarrar-se à teia da esperança — e parece que ainda há motivo para isso. O argumentista Mattson Tomlin, co-autor de The Batman – Parte II, revelou que o seu projeto para um hipotético Spider-Man 4 ainda não foi recusado oficialmente pela Sony.

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A revelação foi feita na rede social X (antigo Twitter), em resposta a um fã que perguntou se o seu argumento para o regresso de Maguire tinha tido algum avanço. A resposta de Tomlin foi cautelosa, mas promissora:

“Devagar se vai ao longe. Não haverá nada para dizer sobre isso por muito tempo (se é que alguma vez haverá!), porque envolve muita gente, política e coincidências que não dependem de mim.

Mas ainda não recebi um ‘não’!”

O regresso de um ícone 🕸️

Tomlin, que tem colaborado com Matt Reeves no universo de The Batman, tem sido um dos defensores mais entusiastas da ideia de continuar a trilogia original de Sam Raimi, agora com um Peter Parker mais velho e com responsabilidades de pai.

“O Homem-Aranha como pai é a direcção que me atrai, depois de oito filmes sobre a juventude e a descoberta”, escreveu o argumentista em Julho de 2025.

A proposta de Tomlin seria uma versão mais terrena, introspectiva e emocional da saga — uma espécie de “epílogo” espiritual da trilogia de Raimi, explorando o peso dos anos e o equilíbrio entre o dever heroico e a vida familiar.

O Spider-Man 4 que nunca aconteceu

Vale lembrar que Spider-Man 4 chegou a estar confirmado oficialmente em 2008, com Sam Raimi na realização e Tobey Maguire pronto para regressar como Peter Parker. A estreia estava prevista para Maio de 2011, mas divergências criativas entre Raimi e o estúdio levaram à anulação do projecto.

Pouco depois, a Sony decidiu reiniciar a franquia com The Amazing Spider-Man (2012), protagonizado por Andrew Garfield, deixando a continuação da saga original apenas no domínio do “e se?”.

A esperança renasceu com o multiverso ✨

Nos últimos anos, tanto Raimi como Maguire mostraram abertura para regressar. O realizador afirmou em 2022, numa entrevista à Moviepilot, que o conceito do multiverso da Marvel “abre portas para tudo”.

Já Maguire, em Spider-Man: No Way Home – The Official Movie Special (2023), reforçou o entusiasmo em voltar ao papel:

“Se me ligassem e dissessem ‘queres vir esta noite fazer uma cena ou brincar com o Homem-Aranha?’, a resposta seria um ‘sim!’. Porque não haveria de querer fazê-lo?”

E agora?

Apesar do entusiasmo dos fãs e da insistência de Tomlin, a Sony Pictures ainda não comentou o assunto. No entanto, no mundo pós-multiverso, onde Maguire já regressou triunfalmente em No Way Home, o improvável tornou-se possível.

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Pode demorar, mas enquanto não houver um “não” definitivo, o sonho de ver Tobey Maguire balançar-se novamente por Nova Iorque continua vivo.

“Good Fortune”: A Comédia de Keanu Reeves, Aziz Ansari e Seth Rogen Que Surpreendeu Críticos e Público 🍀🎬

O raro caso em que ambos os lados concordam — e o resultado é um sólido 78% no Rotten Tomatoes

As comédias de Hollywood andam a atravessar tempos difíceis nas bilheteiras, mas parece que “Good Fortune” está a contrariar a tendência — pelo menos no que toca à receção. O novo filme de Aziz Ansari, que também realiza e contracena com Keanu Reeves e Seth Rogen, está a gerar um fenómeno raro: críticos e público estão perfeitamente de acordo.

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De acordo com os dados mais recentes do Rotten TomatoesGood Fortune mantém uma pontuação de 78% tanto no lado da crítica como no público. E, para quem acompanha o cinema, sabe que isto é quase um milagre estatístico.

Uma comédia que é tudo menos “leve”

Quem esperava uma comédia descontraída ao estilo de Pineapple Express ou Bill & Ted pode ter ficado surpreendido. O filme apresenta-se como uma sátira com alma política, abordando temas como a crise da habitação, a desigualdade económica e o nepotismo corporativo — ingredientes pouco habituais para um elenco de estrelas da comédia.

O enredo segue um anjo atrapalhado (Reeves)um trabalhador precário de uma aplicação digital (Ansari) e um empresário milionário (Rogen), cujas vidas se cruzam numa inesperada troca de papéis. O resultado é um equilíbrio instável entre humor e melancolia, com um subtexto social que alguns acharam provocador e outros… um tanto “pregador”.

“Para mim, algumas partes funcionaram, outras pareceram moralistas — mas, no geral, foi uma surpresa”, comentou um dos primeiros críticos a ver o filme.

Um consenso raro

O que realmente está a chamar a atenção é o consenso. Normalmente, as comédias tendem a dividir opiniões: ou agradam ao público e irritam os críticos, ou o inverso. Filmes “populares” como The Conjuring: Last Rites, por exemplo, tiveram notas críticas baixas (58%) mas pontuações altas entre os espectadores (78%).

No caso de Good Fortuneos dois grupos parecem em perfeita sintonia — algo tão improvável que levou vários analistas a destacar o feito.

“É raro ver um filme que toda a gente considera apenas ‘bom’, mas é precisamente isso que o torna tão curioso”, escreveu o site CinemaBlend.

Uma boa fortuna… que ainda não chegou à bilheteira

Apesar da receção simpática, Good Fortune não teve uma estreia forte nas salas, arrecadando apenas cerca de 6 milhões de dólares no fim de semana de estreia. O público pode estar a reconhecer o valor da comédia, mas isso ainda não se traduziu em sucesso comercial.

Mesmo assim, a ideia de ver Keanu Reeves com asas de anjo e Seth Rogen a trocar de corpo com Aziz Ansari já garantiu ao filme um estatuto de curiosidade cult. E, numa época em que a comédia tradicional anda em extinção, Good Fortune pode muito bem ser a pequena vitória que o género precisava.

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Woody Allen Recorda Diane Keaton: “Fiz Filmes Apenas Para Uma Pessoa — Ela” 🎬❤️

O realizador presta um comovente tributo à atriz, amiga e antiga companheira, após a sua morte aos 79 anos

Poucos pares definiram o cinema americano como Woody Allen e Diane Keaton. Agora, após a morte da atriz aos 79 anos, o realizador — que foi seu companheiro, cúmplice artístico e amigo de toda a vida — escreveu um texto de despedida profundamente pessoal, publicado no The Free Press, onde recorda uma mulher “única na história do planeta” e confessa que “fazia filmes apenas para ela”.

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“Diane Keaton era o meu público de uma pessoa só”

No ensaio, Allen, de 89 anos, relembra o momento em que a conheceu em 1969, durante os ensaios da peça Play It Again, Sam, e o início da relação que marcaria ambos para sempre. “À medida que o tempo passava, fazia filmes para um público de uma pessoa: Diane Keaton. Nunca li uma única crítica do meu trabalho — só me importava com o que ela tinha a dizer.”

O cineasta recorda ainda o riso inconfundível da atriz e o seu impacto imediato em qualquer ambiente. “Ela era diferente de qualquer pessoa que o planeta tenha conhecido — e é improvável que volte a existir alguém como ela. O seu rosto e o seu riso iluminavam qualquer espaço onde entrasse.”

Uma parceria para a eternidade

Allen e Keaton conheceram-se no final dos anos 60, viveram um romance de cinco anos e trabalharam juntos em oito filmes, incluindo Sonhos de um SedutorA Última Noite de Boris GrushenkoManhattan e, claro, Annie Hall (1977), que valeu a Keaton o Óscar de Melhor Atriz. Mesmo depois da separação, mantiveram uma amizade sólida e cúmplice.

No texto, Allen escreve com pesar:

“Há poucos dias, o mundo era um lugar que incluía Diane Keaton. Agora, é um mundo que não a tem. E, por isso, é um mundo mais triste. Ainda assim, ficam os seus filmes. E o seu riso continua a ecoar na minha cabeça.”

Admiração que nunca cessou

Ao longo dos anos, Diane Keaton foi uma das vozes mais firmes em defesa de Allen, mesmo nos períodos mais controversos da carreira do realizador. Durante o movimento #MeToo, quando antigas acusações voltaram a ser discutidas, Keaton afirmou:

“Woody Allen é meu amigo, e continuo a acreditar nele. Vejam a entrevista dele no 60 Minutes de 1992 e tirem as vossas próprias conclusões.”

Allen, por sua vez, referia-se frequentemente a Keaton como a sua “estrela polar” — a pessoa cuja opinião mais valorizava.

“Ela deu-me tudo”

A própria Keaton, em entrevista ao The Guardian em 2023, descreveu o realizador como uma influência determinante:

“Foi sempre especial estar com o Woody. Ele era tudo para mim. Deu-me tudo. Woody tornou as coisas mais leves, e isso ajudou-me imenso.”

Um amor que evoluiu em amizade

No ensaio, Allen também recorda momentos íntimos do casal, como um memorável Dia de Ação de Graças passado a jogar póquer com a família de Keaton. “Tivemos alguns anos maravilhosos juntos. Depois, cada um seguiu o seu caminho — e só Deus e Freud saberão porquê”, escreve com ironia melancólica.

Em 2017, o realizador que raramente comparece a cerimónias de prémios quebrou o hábito para entregar a Keaton o AFI Life Achievement Award, dizendo:

“Desde o minuto em que a conheci, ela foi uma grande inspiração para mim. Muito do que alcancei devo-o, sem dúvida, a ela. Ver a vida pelos olhos da Diane foi uma dádiva. Ela é extraordinária — tudo o que faz, faz bem.”

O eco de uma risada imortal

Com a sua partida, Woody Allen despede-se não apenas de uma atriz, mas da mulher que marcou a sua arte e o seu coração. E como ele próprio escreve: “Ainda ouço o seu riso. Está gravado em mim — e em todos os que a amaram.”

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🎬 Francis Ford Coppola homenageado com o 50.º Prémio AFI: Uma noite de tributos e memórias

No passado sábado, 26 de abril de 2025, o lendário realizador Francis Ford Coppola foi homenageado com o 50.º Prémio AFI de Carreira, numa cerimónia repleta de estrelas no Dolby Theatre, em Los Angeles. Aos 86 anos, Coppola junta-se a uma lista ilustre de premiados que inclui Alfred Hitchcock, Martin Scorsese e Mel Brooks.

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A noite foi marcada por emocionantes tributos de colegas e amigos de longa data, que celebraram as seis décadas de impacto de Coppola no cinema americano.


🌟 Tributos de lendas do cinema

Steven Spielberg e George Lucas, ambos homenageados anteriores do AFI, apresentaram o prémio a Coppola. Spielberg descreveu O Padrinho como “o maior filme americano de sempre” e elogiou Coppola por redefinir o cânone do cinema americano. Lucas recordou a fundação da American Zoetrope em 1969, destacando a visão revolucionária de Coppola na criação de uma nova era para os cineastas. 

Harrison Ford partilhou uma história pessoal, lembrando como conheceu Lucas enquanto trabalhava como carpinteiro para Coppola, um encontro que eventualmente o levou ao papel de Han Solo. Al Pacino e Robert De Niro também prestaram homenagem, com Pacino a recordar como Coppola lutou para manter o elenco original de O Padrinho, mesmo enfrentando resistência dos estúdios.

Adam Driver, protagonista do mais recente e controverso filme de Coppola, Megalopolis, destacou a coragem do realizador em investir 120 milhões de dólares do seu próprio bolso para concretizar a sua visão artística. 


🎥 Uma celebração da carreira e legado

A cerimónia contou ainda com a presença de outras figuras notáveis do cinema, como Morgan FreemanSpike LeeDiane Lane e Ralph Macchio. A filha de Coppola, Sofia Coppola, participou através de uma entrevista em vídeo, partilhando memórias e momentos especiais com o pai. 

Durante o seu discurso de aceitação, Coppola refletiu sobre a sua jornada no cinema e agradeceu aos colegas e amigos que o acompanharam ao longo dos anos:

“Agora compreendo que este lugar que me criou, a minha casa, não é realmente um local físico, mas sim vocês — amigos, colegas, professores, companheiros de brincadeira, família, vizinhos — todos os rostos bonitos que me recebem de volta.”

A noite celebrou não apenas as conquistas cinematográficas de Coppola, mas também o seu papel como mentor e inovador que continua a inspirar o mundo do cinema.

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🎬 Glen Powell Vai Fazer Rir (e Muito): Nova Comédia de Judd Apatow em Preparação na Universal

Depois de voar alto em Top Gun: Maverick e de conquistar o público com o seu charme descontraído em Anyone But You, Glen Powell prepara-se agora para uma mudança de tom… e de registo. O actor texano vai protagonizar a próxima comédia produzida (e escrita) por Judd Apatow, numa colaboração que promete fazer faísca nos bastidores da Universal Pictures.

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Embora ainda pouco se saiba sobre a trama — o enredo está a ser mantido em total segredo — o simples anúncio da parceria entre Powell e Apatow já chegou para gerar entusiasmo entre fãs de cinema e especialistas do género.


🤝 Um casamento improvável? Talvez. Mas com enorme potencial.

De um lado, Glen Powell: galã de nova geração, com formação académica e um instinto cómico que se tem revelado cada vez mais apurado (basta ver Set It Up, na Netflix). Do outro, Judd Apatow: criador de clássicos modernos como The 40-Year-Old VirginKnocked Up ou Trainwreck, conhecido por equilibrar humor escancarado com emoção genuína.

Esta será a primeira colaboração entre os dois — e também uma forma de Apatow, que nos últimos anos tem estado mais presente nos bastidores (como produtor de The King of Staten Island ou Bros), voltar ao centro criativo de um projecto original.


🏗️ Produção prevista para 2025… com altas expectativas

Segundo informações avançadas pelo The Hollywood Reporter, a Universal Pictures está em negociações finais para fechar o contrato de produção e distribuição do filme, que será desenvolvido através da Apatow Productions. A rodagem deverá começar ainda este ano.

Não há, para já, outros nomes confirmados no elenco, nem data oficial de estreia. Mas tudo indica que esta será uma das grandes apostas do estúdio para 2026 — e possivelmente um dos títulos que poderá redefinir o humor romântico ou meta-cómico desta nova década.


🌀 Glen Powell: o novo rosto da comédia inteligente?

Com este projecto, Powell poderá cimentar o seu estatuto como um dos actores mais versáteis da sua geração. Entre blockbusters, comédias e thrillers (DevotionHit Man), o actor tem-se reinventado com inteligência e ambição — e agora, sob a direcção criativa de Apatow, poderá encontrar o equilíbrio ideal entre graça e substância.

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E convenhamos: se há alguém capaz de transformar um “galã” num protagonista com alma, falhas e uma boa dose de ironia… é Judd Apatow.

Gene Hackman (1930-2025): O Último dos Grandes Duro na Queda do Cinema Americano

O cinema perdeu uma das suas últimas lendas vivas. Gene Hackman, um dos atores mais versáteis e carismáticos de Hollywood, morreu aos 95 anos, deixando para trás uma carreira marcada por personagens inesquecíveis e uma presença inigualável no grande ecrã. O protagonista de French Connection (1971), Bonnie and Clyde (1967) e Imperdoável (1992) tornou-se uma das forças dominantes do cinema americano ao longo de quase quatro décadas, redefinindo o conceito de anti-herói e provando que um ator não precisava de ser um galã para conquistar a grande tela.

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Um Ícone do Realismo e da Intensidade

Nascido em 1930, Hackman teve um percurso de vida que o preparou para os papéis intensos que desempenharia mais tarde. O seu primeiro grande destaque veio com Bonnie and Clyde (1967), onde interpretou Buck Barrow, o irmão de Clyde (Warren Beatty). O seu desempenho valeu-lhe a primeira nomeação para um Óscar e abriu as portas para uma carreira repleta de interpretações icónicas.

No entanto, foi com French Connection (1971) que Gene Hackman atingiu a imortalidade cinematográfica. Como Popeye Doyle, um polícia duro e obcecado, entregou uma performance crua e visceral que lhe rendeu o primeiro Óscar de Melhor Ator. A cena da perseguição de carro pelas ruas de Nova Iorque permanece como uma das mais lendárias do cinema. Hackman encarnou a dureza e o pragmatismo que se tornariam a sua assinatura.

Versatilidade e Longevidade

Ao longo dos anos 70 e 80, Hackman provou que não era um ator de um só registo. Brilhou como vilão carismático ao interpretar Lex Luthor em Superman (1978), trouxe profundidade ao atormentado Harry Caul em O Vigilante (1974) e demonstrou a sua veia cómica como o eremita cego de Frankenstein Júnior (1974). Não importava o género, Hackman elevava qualquer filme em que participasse.

Nos anos 90, Clint Eastwood convenceu-o a sair da sua zona de conforto para interpretar um dos seus papéis mais marcantes: Little Bill Daggett, o sádico xerife de Imperdoável (1992). A sua interpretação valeu-lhe o segundo Óscar da carreira, agora como Melhor Ator Secundário. Foi um regresso ao cinema clássico do western, mas com a complexidade moral que sempre marcou as suas personagens.

A Saída Discreta e a Vida Após Hollywood

Diferente de muitos dos seus colegas, Gene Hackman não fez da sua reforma um evento mediático. Simplesmente desapareceu do radar, sem despedidas dramáticas ou regressos tardios. Em 2004, depois de Alce Daí, Senhor Presidente, Hackman retirou-se oficialmente da representação, dedicando-se à escrita e à pintura.

Apesar dos inúmeros convites, nunca cedeu à tentação de regressar, nem mesmo quando Clint Eastwood tentou convencê-lo para mais um filme. Para Hackman, Hollywood tinha sido um capítulo incrível, mas era apenas um capítulo da sua vida.

O Legado de um Ator Inigualável

O que fez de Gene Hackman uma figura tão especial no cinema americano foi a sua capacidade de ser genuíno em qualquer papel. Ele não representava, ele habitava as suas personagens. Não precisava de maneirismos ou artifícios – apenas de um olhar ou de um pequeno gesto para transmitir emoções complexas.

Para qualquer cinéfilo, filmes como French Connection, Bonnie and Clyde e Imperdoável são visionamentos obrigatórios. A sua filmografia é um verdadeiro manual de representação realista e visceral, onde cada cena em que ele aparece se torna automaticamente mais rica e intensa.

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Com a sua morte, desaparece um dos últimos grandes duros do cinema. Mas os seus filmes continuam, e a sua presença no grande ecrã nunca deixará de ser sentida. Gene Hackman não era apenas um ator – era uma força da natureza. E essa força nunca se extinguirá.

Francis Ford Coppola Recebe Prémio de Carreira do American Film Institute em Gala de Hollywood

O realizador Francis Ford Coppola será homenageado pelo American Film Institute (AFI) com o seu prestigiado Prémio de Carreira, numa gala marcada para 26 de abril de 2024 no Dolby Theatre, em Los Angeles. Aos 86 anos, Coppola é o 50.º laureado com esta distinção, um reconhecimento pelos seus contributos inestimáveis ao cinema americano. Kathleen Kennedy, presidente do conselho de curadores do AFI, exaltou Coppola como um “artista incomparável” que criou “obras seminais e inspirou gerações de cineastas com o seu espírito independente”​.

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Coppola, que possui cinco Óscares e duas Palmas de Ouro de Cannes, é lembrado pelo mundo pela trilogia de “O Padrinho” e por outros clássicos, como “Apocalypse Now” (1979) e “O Vigilante” (1974). Recentemente, lançou o ambicioso projeto “Megalopolis”, que mantém o seu legado vivo e relevante nas salas de cinema. Além dos sucessos como realizador, Coppola acumulou créditos como argumentista, incluindo o aclamado “Patton” (1970), que lhe valeu um dos primeiros prémios da Academia.

Entre os anteriores galardoados do AFI estão lendas como John Ford, o primeiro homenageado em 1973, e outras figuras recentes, como Nicole KidmanDenzel Washington e John Williams. A cerimónia de abril promete reunir a elite de Hollywood para celebrar o impacto duradouro e a visão única de Coppola, cuja carreira influenciou cineastas e apaixonados pela sétima arte em todo o mundo.

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Al Pacino: Uma Lenda do Cinema com Mais de Cinco Décadas de Carreira Intensa e Marcante

Nascido a 25 de abril de 1940, em East Harlem, Nova Iorque, Al Pacino é amplamente reconhecido como um dos maiores atores da história do cinema. Com uma infância e juventude marcadas pelas influências da sua herança ítalo-americana e pelas vivências num bairro operário, Pacino desenvolveu uma sensibilidade artística única, que viria a moldar a sua abordagem ao teatro e ao cinema. Esta ligação às suas raízes, aliada à formação no Actors Studio — um dos centros de método de representação mais prestigiados dos EUA — proporcionou-lhe uma compreensão profunda da arte de interpretar, permitindo-lhe explorar personagens complexas com um compromisso sem igual.

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O papel que catapultou Pacino para a ribalta foi o de Michael Corleone em “O Padrinho” (1972), uma interpretação que se tornou icónica e que redefiniu a sua carreira. A transformação gradual de Michael de um jovem relutante em líder implacável da família Corleone consolidou Pacino como uma presença dominante em Hollywood. Esta atuação marcou o início de uma série de papéis intensos que fariam dele uma das figuras centrais do cinema americano.

Ao longo de mais de cinco décadas, Pacino participou em filmes que se tornaram clássicos, como “Scarface”“Dog Day Afternoon” e “Scent of a Woman”, onde a sua interpretação como o oficial cego Frank Slade lhe valeu o Óscar de Melhor Ator. O seu estilo é caracterizado por uma intensidade emocional e uma expressão vocal inconfundível, qualidades que lhe permitem mergulhar em personagens em constante confronto com dilemas morais e questões existenciais. Esta capacidade de tornar palpáveis as complexidades psicológicas dos seus papéis é um dos elementos que tornam Pacino tão cativante para o público.

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Apesar do enorme sucesso, Pacino enfrentou desafios pessoais e profissionais ao longo da sua carreira, incluindo batalhas com a dependência de substâncias e a pressão contínua de uma vida sob os holofotes. No entanto, a sua resiliência e a dedicação à arte da representação permitiram-lhe ultrapassar as dificuldades e evoluir como ator. Em anos recentes, Pacino diversificou o seu percurso, aventurando-se na televisão, com séries como “Hunters”, e regressando ao teatro, mostrando que o seu talento transcende o cinema.

O legado de Al Pacino é vasto e inquestionável. A sua habilidade para criar personagens complexas e inesquecíveis, refletindo profundos conflitos humanos, consolidou o seu estatuto como uma verdadeira lenda do cinema americano. Com uma carreira que continua a inspirar novos artistas e fãs em todo o mundo, Pacino permanece um ícone, não apenas pelo talento extraordinário, mas pela paixão e autenticidade que imprime em cada papel.