O Grito de Mark Ruffalo Quebrou o Brilho dos Globos de Ouro

Quando a lucidez destoou numa noite de auto-celebração

Há noites em que as cerimónias de prémios parecem viver numa bolha. Um mundo à parte, reluzente, caro e ligeiramente deslocado da realidade. A mais recente edição dos Golden Globe Awards foi, para muitos, exactamente isso: uma passerelle de estrelas milionárias a celebrarem-se mutuamente enquanto, cá fora, o mundo parece caminhar perigosamente sobre vários abismos ao mesmo tempo.

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Talvez por isso o momento mais falado da noite não tenha acontecido no palco, nem envolvido uma vitória inesperada, mas sim um desabafo desconfortável, sincero e profundamente humano de Mark Ruffalo no tapete vermelho. Um instante sem punchlines ensaiadas, sem optimismo artificial e, sobretudo, sem vontade de fingir que está tudo bem.

“Não me estou a sentir muito bem”

Chamado por um jornalista para explicar o pin “Be Good” que trazia no smoking, Ruffalo não seguiu o guião habitual. Em vez de uma resposta simbólica ou vaga, foi directo: confessou que não se sentia bem naquela noite, referindo o assassinato de Renee Good nas ruas dos Estados Unidos — um caso que envolveu um agente do ICE e que, segundo a decisão de um procurador-geral adjunto, não será investigado, apesar de envolver a morte de uma civil desarmada.

“As much as I love all this, I don’t know if I can pretend like this crazy stuff isn’t happening.” Não foi um discurso político elaborado, nem uma declaração programática. Foi um momento cru, interrompido, quase desconfortável. E precisamente por isso teve impacto.

Um símbolo partilhado, uma voz solitária

Ruffalo não foi o único a usar o pin “Be Good”. Jean SmartAriana GrandeWanda Sykes e Natasha Lyonne também o fizeram. Mas poucos foram tão longe na verbalização do desconforto. Ruffalo não se limitou ao gesto — deu-lhe peso, contexto e emoção.

Não é novidade. A secção de activismo da sua biografia pública é extensa e densa, passando por causas ambientais, direitos civis, política internacional e património cultural. Ainda esta semana, após os Globos, assinou uma carta a exigir o restabelecimento imediato de cuidados médicos em Gaza. Falar, para ele, não é um acessório ocasional: é parte integrante da sua identidade pública.

O risco de falar… e o custo de não o fazer

Ser assim frontal tem custos. Num sistema cada vez mais concentrado e avesso a incómodos, Ruffalo tornou-se um alvo frequente. No próprio dia, um jornal chamou-lhe “o homem mais santimonioso de Hollywood”. Mas a verdade é que o actor nunca pareceu particularmente interessado em agradar.

Profissionalmente, sempre equilibrou blockbusters com projectos de forte carga política e social. No mesmo ano, protagonizou Dark Waters, sobre um advogado a enfrentar uma multinacional química, e Avengers: Endgame, onde interpretou uma versão descontraída — e dançarina — do Hulk. Um foi um sucesso histórico de bilheteira; o outro passou mais discretamente pelos cinemas. Ruffalo tratou ambos com a mesma seriedade.

Um momento que funcionou porque não resolveu nada

A história dos prémios está cheia de discursos políticos mal recebidos — de Michael Moore a Jonathan Glazer. O que distingue Ruffalo não é a mensagem, mas o tom. O seu momento não foi um sermão nem uma lição moral. Foi um grito de frustração contida.

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E talvez seja isso que o tornou tão identificável. Não ofereceu respostas. Não fechou o assunto. Limitou-se a admitir que, naquela noite de brilho e champanhe, fingir normalidade era demasiado.

Às vezes, isso basta.

A Rainha do Box Office: Zoe Saldaña Faz História (Outra Vez) em Hollywood

Dos planetas azuis ao topo absoluto da bilheteira mundial

Se há uma fórmula quase infalível para garantir um êxito de bilheteira, Hollywood parece já ter encontrado a resposta: colocar Zoe Saldaña no espaço. A actriz norte-americana acaba de alcançar um feito absolutamente histórico, tornando-se a actriz mais rentável de sempre na história do cinema, ultrapassando nomes que durante anos pareceram inalcançáveis.

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Segundo dados do site especializado The Numbers, os filmes em que Zoe Saldaña assume papéis principais somam cerca de 15,47 mil milhões de dólares em receitas globais. Um valor que a coloca ligeiramente acima de Scarlett Johansson, cujo total se fixa nos 15,40 mil milhões. A diferença pode parecer curta, mas simbolicamente é gigantesca: Saldaña passa a liderar um ranking dominado por super-produções, universos partilhados e décadas de cinema espectáculo.

Avatar: o fenómeno que nunca mais largou o primeiro lugar

Grande parte deste feito deve-se, claro, ao universo criado por James Cameron. O mais recente capítulo da saga, Avatar: Fire and Ash, voltou a contar com Zoe Saldaña no papel de Neytiri e já ultrapassou a marca de 1,2 mil milhões de dólares, apesar de ainda se encontrar em exibição em várias salas internacionais.

Convém lembrar que o primeiro Avatar continua a ser, sem ajuste à inflação, o filme mais lucrativo de todos os tempos, com cerca de 2,9 mil milhões de dólares, enquanto Avatar: The Way of Water ocupa o terceiro lugar do ranking histórico, com 2,3 mil milhões. Isto significa que dois dos três filmes mais vistos de sempre têm Zoe Saldaña no elenco principal — e o terceiro também não lhe é estranho, como veremos.

Marvel, super-heróis e mais recordes

Para lá de Pandora, Zoe Saldaña conquistou o público como Gamora no Universo Cinematográfico da Marvel. A actriz participou na trilogia Guardians of the Galaxy, bem como em Avengers: Infinity War e Avengers: Endgame. Este último é, recorde-se, o segundo filme mais lucrativo de sempre, o que faz com que os três maiores sucessos da história do cinema incluam Saldaña no elenco — um feito verdadeiramente único.

Star Trek, piratas e uma carreira cheia de blockbusters

A actriz também deixou a sua marca no universo Star Trek, interpretando Uhura nos três filmes da nova trilogia, que juntos arrecadaram mais de mil milhões de dólares. Antes disso, já tinha passado pelo mundo da pirataria em Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl, onde deu vida a Anamaria, numa aventura que rendeu mais de 650 milhões de dólares.

Um recorde com critérios… e ainda mais impressionante

Importa sublinhar que este ranking considera apenas papéis principais, excluindo cameos ou participações mínimas. Caso fossem incluídos todos os tipos de aparição, o “vencedor” seria tecnicamente Stan Lee, graças às suas inúmeras aparições nos filmes da Marvel.

Logo atrás de Saldaña surge Samuel L. Jackson, com cerca de 14,6 mil milhões de dólares acumulados.

Do Óscar ao futuro… novamente em Pandora

Este momento histórico surge menos de um ano depois de Zoe Saldaña ter vencido o Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo filme Emilia Pérez, consolidando uma carreira que alia sucesso comercial e reconhecimento crítico — combinação raríssima em Hollywood.

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E se alguém pensava que esta história estava perto do fim, desengane-se: Saldaña deverá regressar como Neytiri em mais dois filmes da saga Avatar, o que significa que este recorde pode muito bem continuar a crescer… e a afastar-se da concorrência.

Elizabeth Olsen Recorda Cena Íntima com Josh Brolin em Oldboy: “Sim, Já Vi o Corpo Dele — Tivemos Uma Cena de Sexo no Filme”

A atriz, hoje conhecida como Feiticeira Escarlate da Marvel, relembrou com humor a sua colaboração com o intérprete de Thanos antes do Universo Cinematográfico da Marvel os reunir como inimigos.

Elizabeth Olsen voltou a mostrar o seu habitual sentido de humor durante uma passagem pelo programa Jimmy Kimmel Live!. A atriz, que deu vida à Feiticeira Escarlate nos filmes da Marvel, foi questionada sobre a sua relação com Josh Brolin, o ator que interpretou Thanos — o temido vilão que acabou por eliminar o par romântico da sua personagem, Vision.

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Kimmel perguntou-lhe se já tinha pedido desculpa a Brolin por o “matar” em Avengers: Endgame, ao que Olsen respondeu, entre risos:

“Aposto que ele está muito chateado por ter deixado o universo Marvel.”

Mas a conversa rapidamente tomou um rumo mais divertido quando o apresentador lembrou que os dois já tinham trabalhado juntos antes, no remake de Oldboy (2013), realizado por Spike Lee. Kimmel elogiou Brolin, dizendo que era “um homem em boa forma”, e perguntou se Olsen já tinha visto o corpo do colega.

A resposta da atriz foi direta e hilariante:

“Na verdade, sim… porque tivemos uma cena de sexo no filme do Spike Lee.”

O comentário gerou gargalhadas no estúdio, com a própria Olsen a rir-se do momento.

Um reencontro inesperado no Universo Marvel

Oldboy foi um dos primeiros papéis mais ousados da carreira de Elizabeth Olsen. No filme, Josh Brolin interpreta Joe Doucett, um homem que é sequestrado e mantido em cativeiro durante 20 anos, antes de partir em busca de vingança. Olsen dá vida a Marie Sebastian, uma mulher que o ajuda — e com quem acaba por ter uma relação íntima.

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No entanto, o enredo reserva uma reviravolta chocante: Marie é, afinal, a filha perdida de Joe, o que transforma a relação entre as personagens numa tragédia de proporções perturbadoras.

Anos mais tarde, Olsen e Brolin voltariam a cruzar-se no grande ecrã, desta vez em lados opostos do campo de batalha em Avengers: Endgame, num cenário bem menos íntimo, mas igualmente intenso.

Stan Lee e os Últimos Anos Controversos: Documentário Revela Manipulação e Abuso do Ícone da Marvel 🎥📖

O lendário Stan Lee é um dos nomes mais icónicos da história da banda desenhada, tendo criado personagens como Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Hulk, X-Men e Homem de Ferro. No entanto, os seus últimos anos de vida foram marcados por um cenário menos heroico: alegações de exploração, manipulação e abuso por parte de pessoas do seu círculo íntimo.

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Agora, um novo documentário, intitulado Stan Lee: The Final Chapter, promete explorar as circunstâncias sombrias que rodearam os últimos anos do criador da Marvel. O projeto foi anunciado pelo realizador Jon Bolerjack, antigo assistente de Lee, que documentou secretamente tudo o que se passava à sua volta nos últimos quatro anos de vida do artista.

Uma Campanha para Contar a Verdade 🦸‍♂️🎬

O documentário surge como uma iniciativa independente e está a ser financiado através da plataforma Kickstarter, com o objetivo de angariar mais de 270 mil euros (cerca de 230 mil libras esterlinas). Até agora, já arrecadou aproximadamente 30 mil euros (26 mil libras).

Segundo Bolerjack, o filme não se limita a recordar o legado de Stan Lee, mas sim a denunciar um mercado obscuro em que assinaturas e memorabilia do criador da Marvel foram transformadas em milhões de dólares, enquanto o próprio era empurrado para convenções e eventos, apesar da sua frágil condição de saúde.

O realizador explica que o documentário enfrenta ameaças e possíveis processos judiciais para impedir que a verdade seja revelada, mas afirma estar determinado a expor os abusos cometidos contra Stan Lee e a honrar o seu verdadeiro legado.

Imagens Chocantes e Testemunhos de Lendas da BD 🎞️🗣️

O trailer de Stan Lee: The Final Chapter revela imagens inquietantes de um Stan Lee exausto e debilitado, sendo forçado a participar em eventos de fãs e sessões de autógrafos.

O documentário contará também com depoimentos de figuras influentes do mundo da BD, como Mark Waid, Rob Liefeld e Roy Thomas, que partilham as suas perspetivas sobre o tratamento dado ao artista nos seus últimos anos de vida.

Bolerjack, que acompanhou Stan Lee de perto, afirma ter tentado protegê-lo e sugerido mais pausas, mas que o seu poder era limitado. “Fiz o melhor que pude”, revelou ao The Hollywood Reporter. “Acho que o Stan queria que isto fosse contado. Ele passou por muitas coisas, mas não tinha vergonha de nada disso. Acho que queria que a sua história servisse de alerta para os outros.”

Stan Lee: Mais do que um Criador de Super-Heróis 🎭✨

Apesar da sua influência na banda desenhada, Stan Lee tornou-se um ícone da cultura pop também pelo seu charme e carisma, imortalizado nas suas divertidas participações especiais nos filmes da Marvel.

A sua última aparição no grande ecrã aconteceu em Vingadores: Endgame (2019), filme que chegou aos cinemas poucos meses após a sua morte, em novembro de 2018.

Agora, Stan Lee: The Final Chapter propõe-se a contar o lado mais sombrio da história, revelando os bastidores de um período conturbado da vida do criador da Marvel.

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A questão que permanece é: será que este documentário conseguirá expor toda a verdade ou será silenciado pelos interesses que giram à volta da sua memória?


🕵️‍♂️ E tu? Tens curiosidade em ver este documentário ou achas que algumas histórias devem permanecer no passado?

🎬 Stan Lee: The Final Chapter ainda não tem data de estreia, mas promete abalar o mundo do entretenimento.