Passados quase dez anos desde “Um Sogro Quase Perfeito”, a saga mais neurótica do cinema de comédia americano ganha um quarto capítulo. “Os Novos Sogros do Pior” (“Focker-in-Law”, no título original) já tem trailer divulgado, confirmando a estreia nos cinemas portugueses a 26 de novembro, através da NOS Audiovisuais, um dia depois da estreia norte-americana, marcada para 25 de novembro.
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Desta vez, quem se prepara para atravessar o incómodo ritual de aprovação da família Byrnes é a nova geração. Henry Focker, filho de Greg (Ben Stiller) e Pam, decide dar o passo seguinte na relação com Olivia, interpretada por Ariana Grande, o que obriga as duas famílias, os Focker e os Byrnes, a reencontrarem-se para mais uma ronda de tensão, ciúme e comédia de embaraço que já é marca registada da franquia desde “Entrando Numa Fria”, em 2000. Henry é interpretado por Skyler Gisondo, ator que já se destacou em “Licorice Pizza” e na recente adaptação de “Blás e Bento” da Netflix.
O detalhe que dá ao filme um fio narrativo mais interessante do que uma simples repetição da fórmula está na profissão de Olivia: é negociadora de reféns do FBI, o que, previsivelmente, acende todos os alarmes de Jack Byrnes (Robert De Niro), ex-agente da CIA e o sogro mais desconfiado da história do cinema americano. A ideia de colocar frente a frente dois universos de vigilância e suspeita, o de Jack e o da nova nora, promete recuperar o motor cómico que sustentou os filmes anteriores: a incapacidade de Jack aceitar que alguém possa ser exatamente quem diz ser.
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A realização e o guião ficam a cargo de John Hamburg, que já tinha coescrito os três filmes anteriores da saga mas assume agora pela primeira vez a cadeira de realizador na franquia, substituindo Jay Roach (que se mantém como produtor). É uma escolha que sugere continuidade de tom mais do que reinvenção, algo que os fãs da saga original tendem a preferir depois da receção morna a alguns spin-offs de comédia familiar lançados nos últimos anos.
O elenco recupera praticamente toda a família original: além de Stiller e De Niro, voltam Owen Wilson (no papel do inevitável ex-namorado bem-sucedido de Pam), Teri Polo e Blythe Danner. Juntam-se agora Beanie Feldstein e Eduardo Franco em papéis ainda não totalmente revelados pelo material promocional. Ariana Grande chega à franquia depois de um ano particularmente forte na carreira de atriz, com o reconhecimento crítico obtido em “Wicked”, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar, juntando-se à sua carreira já consolidada como vencedora de um Grammy.
A produção reúne novamente os nomes que têm mantido a saga viva ao longo de mais de duas décadas: Jane Rosenthal, o próprio Robert De Niro, Ben Stiller, John Lesher e Jay Roach, com Hamburg agora também na lista de produtores.
Resta saber se o regresso consegue equilibrar nostalgia com uma história nova o suficiente para justificar mais um capítulo. A fórmula original, o genro bem-intencionado a tentar sobreviver ao escrutínio implacável do sogro, já foi esticada em três filmes; a introdução de uma nova geração de Fockers, com uma nora que devolve a Jack Byrnes o seu próprio jogo de suspeita, pode ser precisamente o que faltava para tornar este regresso mais do que um exercício de saudosismo.
