Um clássico literário regressa… mais intenso do que nunca
A nova adaptação de Wuthering Heights ainda nem chegou oficialmente às salas de cinema e já está a incendiar as redes sociais. O filme realizado por Emerald Fennell teve esta semana as suas primeiras exibições para a imprensa e, apesar do embargo às críticas completas se manter até mais perto da estreia, marcada para 13 de Fevereiro, a Warner Bros. Picturesautorizou a divulgação de reacções nas redes sociais. O veredicto inicial parece consensual: esta versão de Wuthering Heights é intensa, visceral… e assumidamente ardente.
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Baseado no romance publicado em 1847 por Emily Brontë, o filme transporta-nos para os ventosos e inóspitos páramos de West Yorkshire, cenário de uma das histórias de amor mais tóxicas, obsessivas e trágicas da literatura inglesa. No centro da narrativa estão Catherine Earnshaw e Heathcliff, duas figuras condenadas a amar-se de forma destrutiva.
Margot Robbie e Jacob Elordi no olho do furacão
Nesta nova leitura cinematográfica, Catherine é interpretada por Margot Robbie, enquanto Heathcliff ganha corpo através de Jacob Elordi. As primeiras reacções destacam a química explosiva entre os dois protagonistas, sublinhando uma abordagem física, crua e emocionalmente intensa à relação central do filme — algo que parece alinhar-se perfeitamente com o estilo provocador de Fennell.
O elenco conta ainda com Hong Chau, Shazad Latif, Alison Oliver, Martin Clunes e Ewan Mitchell, compondo um conjunto que promete dar profundidade e tensão a um universo já de si carregado de conflito.
Um clássico revisitado… outra vez, mas com nova ferocidade
Wuthering Heights é, provavelmente, um dos romances mais adaptados da história do cinema. Desde a versão clássica de 1939 realizada por William Wyler, com Laurence Olivier, passando pela interpretação de Ralph Fiennes em 1992, até à leitura mais austera e naturalista de Andrea Arnold em 2011, o material de Brontë tem sido constantemente reinterpretado à luz de diferentes sensibilidades.
A expectativa em torno desta nova versão nasce precisamente do histórico recente de Emerald Fennell. Depois do impacto crítico e político de Promising Young Woman, vencedor do Óscar de Melhor Argumento Original, e do fenómeno cultural Saltburn, a realizadora construiu uma reputação assente na provocação, no desconforto e na exploração de dinâmicas de poder.
Expectativa elevada antes da estreia
Sem críticas formais ainda disponíveis, as reacções iniciais apontam para uma adaptação que não suaviza o material original — pelo contrário, parece amplificar a sua natureza obsessiva e carnal. Se Wuthering Heights sempre foi uma história de amor que dói, a versão de Fennell promete fazê-lo com ainda mais intensidade.
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A estreia acontece a 13 de Fevereiro. Até lá, o vento já começou a uivar… que mais não sejam as campanhas de vá ao cinema no dia dos namorados.




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