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Há imagens novas… e a imortalidade regressa: Henry Cavill assume o legado de Highlander

Quase quatro décadas depois de se tornar um clássico improvável da cultura pop, Highlander – O Guerreiro Imortalprepara-se para regressar ao grande ecrã — e as primeiras imagens oficiais do remake já começaram a circular. O responsável pela revelação foi o próprio Henry Cavill, que recorreu ao Instagram para mostrar um primeiro vislumbre da sua transformação no novo Connor MacLeod, o lendário guerreiro imortal que ficou eternamente associado a Christopher Lambert.

Ainda sem data oficial de estreia, o novo Highlander é realizado por Chad Stahelski, cineasta conhecido sobretudo pelo universo John Wick, o que desde logo levanta expectativas quanto ao tratamento da acção, do combate corpo-a-corpo e, claro, das inevitáveis decapitações.

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Cavill: do Super-Homem ao guerreiro imortal

Na legenda que acompanha as imagens, Cavill mostrou-se visivelmente entusiasmado com o projecto:

“Divirtam-se com esta primeira prévia de Highlander! Tem sido uma grande jornada para mim, que contarei quando chegar a altura certa. É um momento especial poder partilhar isto convosco.”

Depois de ter vestido a capa de Superman em O Homem de AçoBatman v Superman: Dawn of Justice e Liga da Justiça, Cavill regressa agora a um território que parece talhado à sua imagem: um herói físico, solene, marcado pelo peso do tempo e da violência — características que encaixam naturalmente no mito de Connor MacLeod.

O regresso de uma mitologia muito própria

Highlander original, realizado por Russell Mulcahy, contava a história de MacLeod, um guerreiro escocês do século XVI que descobre ser imortal e é treinado por Ramirez, também ele um imortal, interpretado por Sean Connery. A premissa era simples e absolutamente irresistível: guerreiros imortais espalhados pelo mundo enfrentam-se ao longo dos séculos, sabendo que “só pode haver um” — e que a única forma de morrer é pela decapitação.

No remake, o papel de Ramirez passa para Russell Crowe, numa escolha que promete dar uma nova gravidade à personagem. Já o antagonista principal será interpretado por Dave Bautista, actor que tem vindo a construir uma carreira curiosamente equilibrada entre o cinema de acção e projectos mais autorais.

Um elenco recheado… e ambições renovadas

Além de Cavill, Crowe e Bautista, o elenco inclui ainda Karen GillanDjimon HounsouMarisa Abela e Max Zhang. Um conjunto de nomes que sugere uma abordagem mais global e contemporânea ao universo Highlander, sem perder a sua essência mitológica.

A escolha de Chad Stahelski para a realização é particularmente reveladora. Depois de redefinir o cinema de acção moderno com John Wick, o realizador tem agora nas mãos uma mitologia que pede precisamente isso: coreografias rigorosas, combate estilizado e uma linguagem visual forte que ajude a diferenciar épocas, espaços e séculos.

Um legado difícil… mas tentador

O filme de 1986 teve duas sequelas cinematográficas — Highlander II: A Ressurreição e Highlander III: O Feiticeiro —, além de uma série televisiva extremamente popular nos anos 90, animações, bandas desenhadas e romances. Nem tudo envelheceu bem, mas o conceito base manteve sempre um poder quase mítico.

Este remake surge, por isso, como uma oportunidade rara: respeitar o espírito do original, corrigir excessos do passado e apresentar Highlander a uma nova geração de espectadores. As primeiras imagens com Henry Cavill não revelam muito — mas dizem o suficiente para perceber que a imortalidade está longe de estar gasta.

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No fim, continua a aplicar-se a velha regra: só pode haver um. Resta saber se este Highlander será o escolhido.

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