Matt Damon Reflete Sobre a Nova Adaptação de “Mr. Ripley” e o Desafio de Revisitar o Passado

Matt Damon, conhecido pelo seu papel icónico como Tom Ripley no filme “O Talentoso Mr. Ripley” de 1999, revelou recentemente que teve dificuldades em assistir à nova adaptação da história, protagonizada por Andrew Scott. Em uma entrevista recente, o ator, que já interpretou diversas personagens memoráveis ao longo da sua carreira, incluindo Jason Bourne, admitiu que revisitar o universo de Ripley duas décadas depois foi um desafio emocional.

Damon, agora com 53 anos, partilhou as suas memórias sobre a realização do thriller dirigido por Anthony Minghella, uma obra que marcou profundamente a sua carreira. O filme de 1999, baseado no romance de 1955 de Patricia Highsmith, capturou a complexidade psicológica e moral da personagem de Ripley, tornando-se uma referência no género. No entanto, com o lançamento de uma nova série da Netflix em abril, que trouxe Andrew Scott como o novo rosto de Ripley, Damon confessou ter tido dificuldades em revisitar o personagem.

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“Não sei se voltaria a interpretar Ripley”, disse Damon durante a entrevista. “Associo muito do que fizemos ao trabalho com Anthony Minghella, que já nos deixou. Não sei se conseguiria fazê-lo sem ele.” A relação profissional e emocional que Damon desenvolveu com Minghella durante a produção de “O Talentoso Mr. Ripley” parece ter criado uma barreira emocional que o impede de se reconectar plenamente com o personagem.

Damon explicou ainda que, embora reconheça a qualidade da nova adaptação, assistir à série foi difícil devido às suas lembranças pessoais do filme original. “Tive dificuldades em ver a nova versão, por mais bela que seja e por mais talentosos que todos sejam. Foi difícil mergulhar de novo naquela história porque as minhas memórias estão profundamente ligadas a sentimentos pessoais sobre aquela experiência.”

A nova minissérie da Netflix, que se passa em Itália, reinterpreta a história de Tom Ripley, um americano que desenvolve uma obsessão mortal pelo playboy Dickie Greenleaf, interpretado por Johnny Flynn. A série, que conta com oito episódios, explora territórios ainda mais sombrios do que o filme dos anos 90, oferecendo uma visão mais crua e inquietante do personagem de Ripley. Andrew Scott, conhecido pelo seu papel em “Fleabag”, dá vida a um Ripley ainda mais sinistro e perturbador, distanciando-se ligeiramente da interpretação de Damon, que foi marcada por uma ambiguidade moral que gerava uma inesperada simpatia por parte do público.

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A complexidade de Ripley, um homem perturbado e manipulado por desejos sombrios, foi um dos aspectos que Patricia Highsmith, a autora de “O Talentoso Mr. Ripley”, soube explorar com maestria no seu livro. Tanto Damon quanto Scott receberam elogios por conseguir dar vida a uma personagem tão complexa, mantendo o equilíbrio entre a perturbação psicológica e a simpatia do público.

Damon reconheceu o talento de Highsmith ao criar uma narrativa onde o mal triunfa sobre o bem, uma vitória que tanto ele como Scott conseguiram transpor para o ecrã de formas distintas, mas igualmente impactantes. “O que eu previ que faria uma vez, já o estou a fazer neste mesmo livro”, escreveu Highsmith no seu diário. “Ou seja, mostrar o triunfo inequívoco do mal sobre o bem, e rejubilar-me com isso. Farei os meus leitores rejubilarem com isso também.”

O futuro de Damon no papel de Ripley pode ser incerto, mas a sua interpretação do personagem permanece gravada na memória de muitos, assim como a sua admiração pelo trabalho de Anthony Minghella e o impacto duradouro que “O Talentoso Mr. Ripley” teve na sua vida e carreira.

“It Ends With Us”: Um Sucesso Feminino nas Bilheteiras

“It Ends With Us”, o novo drama romântico protagonizado por Blake Lively, superou todas as expectativas ao arrecadar 50 milhões de dólares no seu fim de semana de estreia na América do Norte. Este resultado faz do filme a maior abertura de sempre para Lively como atriz principal, reforçando a sua posição como uma das estrelas mais influentes de Hollywood.

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O filme, que adapta o romance de Colleen Hoover, toca em temas profundos de trauma, amor e escolhas difíceis, centrando-se na personagem de Lively, Lily Bloom, que luta para superar um passado doloroso e construir uma nova vida. A narrativa poderosa e a performance de Lively foram determinantes para o sucesso do filme, especialmente entre o público feminino, que representou 84% dos espectadores.

Internacionalmente, “It Ends With Us” também impressionou, arrecadando 30 milhões de dólares em 42 mercados, totalizando 80 milhões de dólares em todo o mundo. Na Europa, o filme liderou as bilheteiras no Reino Unido, com uma receita de 5,7 milhões de dólares, e teve uma receção calorosa na América Latina e na Ásia-Pacífico, com destaque para a Austrália.

Este desempenho não só destaca a procura por filmes dirigidos ao público feminino, como também sublinha a importância da representação e da diversidade no cinema. O sucesso de “It Ends With Us” demonstra que histórias centradas em personagens femininas complexas e multidimensionais têm um público vasto e fiel.

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Como produtora do filme, Blake Lively desempenhou um papel crucial em todas as etapas da produção, desde a escolha do elenco até à promoção do filme. A sua dedicação e visão ajudaram a transformar “It Ends With Us” num dos filmes mais comentados e bem-sucedidos do ano.

Ryan Reynolds e Blake Lively Dominam as Bilheteiras com “Deadpool & Wolverine” e “It Ends With Us”

O casal de Hollywood, Ryan Reynolds e Blake Lively, alcançou um feito notável nas bilheteiras com os seus mais recentes filmes, “Deadpool & Wolverine” e “It Ends With Us”. Os dois filmes, embora distintos em género e público-alvo, conseguiram capturar a atenção do público global, criando um fenómeno de bilheteiras comparável ao “Barbenheimer”.

“Deadpool & Wolverine” da Marvel Studios e Disney, que se destaca pela sua mistura de humor irreverente e ação desenfreada, continua a quebrar recordes. No seu terceiro fim de semana, o filme arrecadou 54,2 milhões de dólares na América do Norte, elevando o total doméstico para 494,3 milhões e os ganhos internacionais para 535,2 milhões de dólares. Com um total global que ultrapassa a marca de 1,029 mil milhões de dólares, o filme está prestes a destronar “Joker” como o filme R-rated mais lucrativo de sempre nas bilheteiras mundiais.

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Por outro lado, “It Ends With Us”, protagonizado e produzido por Blake Lively, teve uma estreia impressionante, arrecadando 50 milhões de dólares apenas no mercado doméstico, superando todas as expectativas. O filme, baseado no romance best-seller de Colleen Hoover, explora temas de amor, trauma e superação, e captou especialmente o público feminino, com 84% dos bilhetes vendidos a mulheres. A nível global, o filme já arrecadou 80 milhões de dólares, com destaque para os mercados europeus, onde liderou as bilheteiras no Reino Unido.

Este sucesso não só é um marco para o casal, mas também representa um renascimento das bilheteiras de agosto, com as receitas domésticas a subirem 35% em comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, é a primeira vez na história que dois filmes de agosto ultrapassam os 50 milhões de dólares no mesmo fim de semana.

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Ryan Reynolds e Blake Lively têm promovido ativamente os filmes um do outro, evitando qualquer competição direta. Este apoio mútuo e a proximidade das datas de lançamento resultaram no que muitos já chamam de um “momento Barbenheimer”, com ambos os filmes a dominarem as conversas e as bilheteiras.

Joaquin Phoenix desiste de filme a 5 dias do inicio das filmagens

O mundo do cinema foi recentemente abalado por uma notícia inesperada: Joaquin Phoenix, um dos atores mais respeitados e aclamados de Hollywood, abandonou abruptamente um projeto cinematográfico apenas cinco dias antes do início das filmagens. O filme, que seria rodado em Guadalajara, no México, estava envolto em secretismo e prometia ser um marco na carreira do ator, explorando territórios narrativos ousados e controversos. No entanto, o súbito abandono por parte de Phoenix levou ao cancelamento da produção, resultando em perdas financeiras significativas e deixando uma equipa inteira sem emprego.

O Projeto: Ambição e Controvérsia

O filme em questão seria produzido pela renomada Killer Films, conhecida por apoiar projetos independentes e de forte conteúdo artístico. Os direitos de distribuição já haviam sido vendidos a várias empresas internacionais, demonstrando a confiança da indústria no potencial comercial e artístico da obra. No entanto, o que parecia ser mais um sucesso garantido tornou-se num pesadelo logístico e financeiro após a desistência de Phoenix.

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O enredo do filme, cuja trama girava em torno de um detetive homossexual, foi inicialmente concebido pelo próprio ator. Phoenix levou a ideia ao cineasta Todd Haynes, um realizador reconhecido pela sua sensibilidade em retratar temas complexos e personagens marginalizadas. Haynes revelou, em entrevistas anteriores, que o projeto nasceu de “fragmentos de ideias” trazidas por Phoenix, que posteriormente evoluíram para um guião desenvolvido de forma “bastante orgânica”. O filme prometia explorar temas de sexualidade de maneira gráfica e provocativa, algo que, ironicamente, parece ter sido o fator decisivo para o abandono do ator.

As Consequências: Perdas Milionárias e Desemprego

O cancelamento do filme não foi apenas uma desilusão artística; as consequências financeiras são igualmente graves. Com sets já construídos e uma equipa contratada, as perdas para a produção podem ultrapassar os sete dígitos. Todos os profissionais envolvidos, desde técnicos a atores secundários, viram-se subitamente sem emprego, numa altura em que o setor cinematográfico ainda se recupera das dificuldades impostas pela pandemia.

A Killer Films, que já havia investido consideravelmente na pré-produção, enfrenta agora o desafio de compensar os distribuidores internacionais e os acionistas que tinham apostado no projeto. A situação é ainda mais delicada pelo facto de o papel principal, destinado a Phoenix, ter sido concebido à sua medida, tornando praticamente impossível a substituição por outro ator.

A Decisão de Phoenix: Medo ou Consciência Artística?

Uma das questões que permanece no ar é o motivo pelo qual Joaquin Phoenix, conhecido pela sua coragem e compromisso artístico, decidiu abandonar o projeto tão perto do início das filmagens. Fontes próximas da produção sugerem que o ator recuou devido à natureza gráfica das cenas de sexo, algo que parece contraditório, considerando que foi ele próprio a impulsionar a história para “um território mais perigoso”.

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A decisão de Phoenix pode ser interpretada de várias maneiras. Alguns especulam que o ator, apesar da sua experiência e reconhecimento, pode ter sentido que o material era demasiado explícito ou potencialmente prejudicial para a sua imagem pública. Outros acreditam que a decisão foi tomada com base em considerações éticas ou pessoais, que podem nunca ser totalmente esclarecidas ao público.

O Futuro de Joaquin Phoenix

Apesar deste contratempo, Joaquin Phoenix continua a ser uma das figuras mais proeminentes de Hollywood. Com a estreia da aguardada sequela de “Joker” prevista para outubro, onde contracena com Lady Gaga, o ator deverá voltar a capturar a atenção do público e da crítica. Este novo filme, que será uma espécie de musical, marca um contraste significativo com o projeto abandonado, talvez indicando uma mudança de direção na carreira de Phoenix.

Este incidente, embora lamentável para todos os envolvidos, destaca as complexidades e os riscos inerentes à produção cinematográfica, especialmente quando se trata de projetos que desafiam as normas e exploram territórios sensíveis. Resta saber se algum dia o público terá a oportunidade de ver a visão original de Joaquin Phoenix e Todd Haynes concretizada, ou se esta será mais uma daquelas histórias de Hollywood que ficarão para sempre envoltas em mistério e especulação.

“To Catch a Thief” – A Elegância de Hitchcock na Riviera Francesa

“To Catch a Thief” (1955), realizado por Alfred Hitchcock e estrelado por Cary Grant e Grace Kelly, é uma obra-prima do cinema clássico que combina romance, suspense e o deslumbrante cenário da Riviera Francesa. Este filme não só marcou um ponto alto na carreira dos seus protagonistas, mas também se tornou um dos maiores sucessos da década.

Cary Grant tinha anunciado a sua retirada da representação em fevereiro de 1953, afirmando que, com a ascensão de atores do Método como Marlon Brando, o público já não tinha interesse em vê-lo. Grant também estava desapontado com a forma como Sir Charles Chaplin tinha sido tratado pelo HUAC. No entanto, foi persuadido a sair da reforma para fazer este filme, continuando a sua carreira por mais onze anos.

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Durante as filmagens na Riviera Francesa, Grace Kelly conheceu o Príncipe Rainier de Mônaco. Embora não tenha sido amor à primeira vista para Kelly, o príncipe iniciou uma longa correspondência que culminou no casamento deles em 1956. Kelly tornou-se então Princesa Grace de Mônaco e retirou-se da representação.

Sir Alfred Hitchcock fez o filme porque queria umas férias no sul de França. O filme foi rodado no verão de 1954, mas a sua estreia foi adiada porque os produtores acharam que a diferença de idade entre Cary Grant e Grace Kelly era demasiado grande para que o romance fosse credível. Ironicamente, quando lançado em 1955, o filme tornou-se imediatamente num dos maiores sucessos da década.

De todos os filmes que Hitchcock fez para a Paramount Pictures, “To Catch a Thief” foi o único cujos direitos o estúdio manteve. Todos os outros filmes, incluindo “Rear Window” (1954), “Vertigo” (1958) e “Psycho” (1960), foram vendidos de volta ao próprio diretor e, mais tarde, revendidos pela sua filha, Patricia Hitchcock O’Connell, à Universal em 1983, três anos após a sua morte.

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No filme, Jessie Royce Landis interpretou a potencial sogra de Cary Grant. Em “North by Northwest” (1959), ela interpretou a sua mãe. Na realidade, ela era menos de oito anos mais velha que Grant. Curiosamente, Grant só tem uma linha no início do filme, não falando a sua segunda linha até catorze minutos após o início. Grace Kelly não fala até quase 32 minutos no filme.

Existem duas referências à aversão de Hitchcock a gemas de ovo escorrendo: no início, quando a equipe da cozinha do restaurante – seus ex-colegas do crime e camaradas da resistência francesa – acreditam que Cary Grant é responsável pelos recentes roubos, alguém atira um ovo cru, que acerta no vidro e se espalha. Mais tarde, Jessie Royce Landis apaga um cigarro num ovo estrelado. Por outro lado, quando convida o agente de seguros (interpretado por John Williams) para almoçar, ele serve uma quiche Lorraine.

“To Catch a Thief” foi filmado principalmente nos estúdios da Paramount, em Hollywood, Califórnia, e em locações nos Alpes Marítimos do sudeste da França, na costa do Mediterrâneo. Incluiu os resorts de Cannes, Nice, Villefranche-sur-Mer e Saint-Jeannet. Uma coincidência humorística pode ser encontrada na cena no autocarro, onde Robie olha para a direita e vê uma gaiola cheia de pássaros no assento ao lado, e depois olha para o outro lado e vê Sir Alfred Hitchcock sentado à sua esquerda. Oito anos depois, Hitchcock lançou “The Birds” (1963).

O filme teve críticas mistas dos críticos, com alguns a desfrutar de Grant e Kelly nos papéis principais, assim como do cenário da Riviera Francesa, enquanto outros expressaram desilusão pela falta de suspense em comparação com filmes anteriores de Hitchcock. Grace Kelly fez três dos seus onze filmes com Hitchcock, sendo os outros “Dial M for Murder” (1954) e “Rear Window” (1954).

No Rotten Tomatoes, o filme tem uma classificação de aprovação de 92% baseada em críticas de 53 críticos, com uma classificação média de 7.9/10, e o consenso crítico lê-se: “Pode ocasionalmente ser culpado de se apoiar apenas no charme puro, mas ‘To Catch a Thief’ tem isso de sobra – assim como um par de estrelas perfeitamente combinadas em Cary Grant e Grace Kelly.”

Steve Martin Recusa Papel de Tim Walz em ‘Saturday Night Live’

Steve Martin, o aclamado ator e comediante, recusou recentemente a oportunidade de interpretar Tim Walz, o candidato a vice-presidente de Kamala Harris, no programa ‘Saturday Night Live’ (SNL).

Segundo o Los Angeles Times, o criador do SNL, Lorne Michaels, ofereceu o papel a Martin, mas o ator declinou educadamente. “Queria dizer não e, aliás, ele queria que eu dissesse não”, contou Martin ao LA Times. “Eu disse ‘Lorne, não sou um impressionista. Precisam de alguém que realmente consiga capturar o personagem.’ Fui escolhido porque tenho cabelo grisalho e uso óculos.”

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Martin também mencionou o compromisso de tempo que um papel recorrente no SNL exigiria, referindo-se à experiência de Alec Baldwin, que interpretou Donald Trump durante vários anos no programa. “É um compromisso contínuo”, explicou Martin. “Não é como fazer uma vez e receber aplausos e nunca mais fazer. Eles precisam de um verdadeiro impressionista para isso. Vão encontrar alguém realmente bom. Eu estaria a lutar.”

O nome de Martin começou rapidamente a ser tendência na rede social X (anteriormente Twitter) após Harris ter escolhido o governador de Minnesota, Tim Walz, como seu companheiro de chapa para a candidatura presidencial de 2024. Martin, que tem feito aparições frequentes e apresentado o SNL inúmeras vezes, comentou sobre a conversa na sua conta do Instagram Threads: “Acabei de saber que Tim Walz quer fazer uma digressão com Marty Short.”

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Steve Martin e Martin Short, seu amigo de longa data e co-estrela de “Only Murders in the Building”, já têm vários espetáculos ao vivo agendados para este outono nos Estados Unidos. Embora Martin tenha recusado o papel, outros nomes foram sugeridos pelos utilizadores do X, incluindo Danny DeVito, Tom Arnold, Bradley Whitford, Jim Gaffigan, entre outros.

Jenna Ortega Revela Filme de Denzel Washington que Mudou a Sua Vida

Jenna Ortega, a jovem atriz nomeada para um Emmy, revelou recentemente o filme que inspirou a sua carreira no mundo da representação. Em entrevista à Vanity Fair, Ortega mencionou que foi o filme “Man on Fire”, de 2004, protagonizado por Denzel Washington e Dakota Fanning, que “mudou completamente o curso da sua existência”.

Ortega, conhecida pelos seus papéis em projetos de sucesso como a franquia “Scream”, “You”, “Wednesday” e a sequela de “Beetlejuice”, contou que, quando era criança, aspirava ser presidente ou astronauta. No entanto, ao ver a atuação de Fanning em “Man on Fire”, percebeu que a sua verdadeira paixão estava na atuação. “Estou muito agradecida à minha versão de seis anos que queria ser presidente e astronauta… porque percebo agora que sempre procurei uma forma de me expressar”, afirmou Ortega.

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O thriller dirigido por Tony Scott, segue a história de John Creasy (Washington), um ex-agente da CIA que embarca numa missão de resgate repleta de vingança após o rapto de Lupita Ramos, uma menina de nove anos interpretada por Fanning. A atuação de Fanning teve um impacto profundo em Ortega, levando-a a decidir que queria seguir uma carreira em Hollywood. Depois de a sua mãe ter publicado um vídeo seu a fazer um monólogo dramático no Facebook, que foi passado a um diretor de casting por um amigo da família, Ortega começou a ser levada pela mãe para audições em Los Angeles.

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Atualmente, Jenna Ortega começa a aceitar que a sua vida mudou para sempre e que continuará a mudar. “Há tanta pressão colocada neste trabalho que é risível, é belo e é horrível, tudo ao mesmo tempo”, concluiu a atriz.

Mark Wahlberg em “Boogie Nights” e as suas Reflexões sobre o Filme

Mark Wahlberg comentou sobre o seu papel em “Boogie Nights” (1997): “Foi um sucesso e tinha um bom guião, uma história real. Também ajudou na carreira de Burt Reynolds e agora posso simpatizar mais com isso, agora que estou na indústria há bastante tempo, então posso ver como fazer um retorno que é popular e também apreciado pela crítica é algo raro e muito especial.”

No entanto, em 2017, Wahlberg disse: “Eu só espero que Deus seja um fã de cinema e também perdoador porque fiz algumas escolhas pobres no meu passado. ‘Boogie Nights’ está lá no topo da lista.”

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O ator disse que ter uma família mudou a sua perspetiva sobre o tipo de papéis que aceita. Wahlberg não necessariamente se arrepende de ter estrelado em “Boogie Nights”, que é frequentemente citado como o seu grande avanço dramático, mas ele provavelmente nunca assumiria um papel como Dirk Diggler agora que é pai.

“Eu não quero comprometer a minha integridade artística ou escolhas com base na minha fé ou na minha família, mas também tenho outras coisas a considerar e sendo um pouco mais velho e um pouco mais sábio, a ideia de ter que explicar esse filme e a razão por trás dele aos meus filhos é outra questão.”

No final do filme, Wahlberg está em frente a um espelho. De repente, ele abre o fecho das calças e expõe o seu órgão genital bastante grande. É um dispositivo protético feito de borracha. Wahlberg guardou este adereço como uma lembrança do filme. Foi feito de uma combinação de borracha e espuma biodegradável, que segundo Wahlberg, já começou a deteriorar-se.

Leonardo DiCaprio foi originalmente oferecido o papel de Eddie Adams/Dirk Diggler. Ele gostou do guião, mas recusou porque já tinha assinado para fazer “Titanic” (1997). Foi DiCaprio quem sugeriu Wahlberg para o papel. Wahlberg originalmente não queria fazer o filme após o fracasso de alto perfil de “Showgirls” (1995). Ele mudou de ideia após ler o guião.

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A longa cena estática de Dirk na casa de Rahad Jackson – onde a sua expressão muda lentamente de um estado de torpor drogado para um de tormento moral e espiritual – foi improvisada por Wahlberg. Quando um executivo do estúdio disse ao diretor Paul Thomas Anderson para cortar a cena, Anderson recusou, afirmando que era a melhor cena de todo o filme.

Gene Hackman: Uma Carreira de Altos e Baixos

“Fui treinado para ser ator, não uma estrela. Fui treinado para interpretar papéis, não para lidar com fama, agentes, advogados e a imprensa.”

Durante as filmagens de “Hoosiers” (1986), o escritor e produtor Angelo Pizzo comentou sobre Gene Hackman: “Quando ele chegou, estava geralmente de mau humor. Nós chamávamos-lhe a nuvem negra. Ele começou a reclamar de tudo. Houve alguns surtos no set, alguns lançamentos de casacos e quase lutas. Houve todo tipo de drama no set. Então Dennis Hopper chegou três semanas depois do início das filmagens e acalmou Gene. Acho que Gene decidiu apenas aguentar e terminar aquilo e sair de lá.”

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Segundo Pizzo, no último dia de filmagens, Hackman disse: “Eu só quero que estejam preparados para o facto de que este filme pode passar em algumas telas aqui em Indiana, mas depois acabará no lixo dos filmes que nunca fizeram sucesso, e as únicas pessoas que se lembrarão dele serão vocês dois. E espero esquecê-lo quando meu avião pousar em Los Angeles.”

Comentou Pizzo: “Gene tinha muito mais experiência em fazer filmes do que nós, então achamos que a sua avaliação provavelmente era precisa.”

Durante uma montagem feliz das vitórias consecutivas da equipa da escola secundária Hickory, o personagem de Hackman foi mostrado a dizer algo ao personagem de Hopper no banco, que fez Shooter rir. Anos depois, o diretor David Anspaugh soube o que Hackman disse: “Hackman disse-lhe: ‘Hopper, espero que tenhas investido bem porque tu e eu nunca mais vamos trabalhar depois deste filme. Este é um filme que acaba com a carreira para ambos.'”

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Hackman disse: “Eu aceitei o filme numa época em que estava desesperado por dinheiro. Eu aceitei pelas razões erradas e acabou por ser um daqueles filmes que ficam. Eu era daquela área do país e conhecia aquele evento, estranhamente. Filmámos a cinquenta milhas de onde eu cresci. Então foi um sentimento bizarro. Nunca esperei que o filme tivesse o tipo de longevidade que tem tido.”

Hackman insistiu em ver uma versão preliminar do filme antes de regravar alguns dos seus diálogos. “Angelo e eu sabíamos que se ele não gostasse da versão preliminar, ele não apareceria no estúdio para regravar o seu diálogo,” disse Anspaugh. “Mas ele apareceu. Ele entrou na sala, tirou os óculos, olhou-me nos olhos e disse, ‘Como diabo fizeste isso?'”

Steven Soderbergh e a sua Jornada Cinematográfica

Steven Soderbergh é conhecido por ser a primeira câmara em muitos dos seus filmes; como resultado, ele operou a câmara na maior parte das filmagens de “Traffic” (2000), incluindo a cena em que Michael Douglas viaja até a fronteira da Califórnia para discutir a interdição de drogas, que foi realmente filmada na travessia de Tijuana. A qualidade de vídeo e som é tão baixa em parte porque não era para fazer parte do filme. Douglas, fora do personagem, começou a perguntar a Rudy M. Camacho sobre o tráfico de drogas na fronteira. Na época, Camacho era o chefe da Alfândega na vida real responsável pelas travessias da fronteira da Califórnia. Soderbergh começou a filmar com uma câmara de mão, rezando para que Camacho não se dirigisse ao ator como “Sr. Douglas”.

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Para conseguir um visual distinto para cada vinheta diferente na história, Soderbergh usou três tipos diferentes de película (e técnicas de pós-produção), cada uma com o seu próprio tratamento de cor e grão para a impressão. A história “Wakefield” apresenta um tom mais frio e azulado para combinar com a emoção triste e depressiva. A história “Ayala” é brilhante, cintilante e saturada em cores primárias, especialmente vermelho, para combinar com a superfície glamorosa da vida de Helena. A história “Mexicana” parece granulada, áspera e quente para acompanhar a paisagem mexicana robusta e cidades congestionadas.

O primeiro dia de filmagens teve de ser regravado inteiramente: Soderbergh usou o método conhecido como “flashing the negative” (expor o filme a uma pequena quantidade de luz branca e depois desenvolvê-lo). Alguém no laboratório cometeu um erro e executou o processo em todos os rolos de negativos completamente.

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No primeiro dia de produção de “Sex, Lies, and Videotape” (1989), o primeiro filme de Soderbergh, os produtores enviaram um telegrama a Soderbergh. Eles provocaram-no de forma bem-humorada, dizendo que tinham ouvido dizer que ele “não conseguia dirigir o trânsito”. Doze anos depois, Soderbergh ganhou um Oscar por dirigir “Traffic”. Com este filme e “Erin Brockovich” (2000), Soderbergh tornou-se a décima pessoa a dirigir múltiplos filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme no mesmo ano.

Robert De Niro: Um Legado Cinematográfico e Imobiliário

Robert De Niro não só deixou uma marca indelével em Hollywood, mas também fez um impacto significativo no domínio imobiliário. Renomado pelos seus papéis versáteis e atuações icónicas, a jornada de De Niro estende-se para além do grande ecrã, incluindo uma narrativa cativante de posse de propriedades e disputas legais.

A incursão de De Niro no imobiliário inclui a transformação de um celeiro antiquado numa mansão moderna e vanguardista, uma propriedade posteriormente avaliada em impressionantes 6 milhões de dólares. No entanto, esta obra-prima arquitetónica ficou envolvida numa disputa legal com a cidade de Gardiner sobre impostos prediais que o ator contestou.

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Enquanto mantém uma presença ativa em Hollywood, De Niro encontra consolo e alegria na companhia dos seus filhos e netos. Frequentemente visto a desfrutar de um simples prazer, como partilhar um gelado com a família perto da sua residência em Nova Iorque, De Niro abraça tanto o glamour de Hollywood quanto a calorosa convivência familiar.

Ao longo dos anos, De Niro possuiu várias casas luxuosas, algumas atingindo preços impressionantes de até 25 milhões de dólares. Nascido a 17 de agosto de 1943, a carreira ilustre do ator abrange géneros com desempenhos notáveis em filmes de Martin Scorsese e uma reputação pela sua brilhante comédia ao lado das suas interpretações dramáticas.

A Jornada Cinematográfica de De Niro

A jornada cinematográfica de De Niro começou com um movimento audacioso ao abandonar a escola aos 16 anos para perseguir a carreira de ator. A transição das peças Off-Off-Broadway para o grande ecrã marcou o início de uma carreira notável. As suas colaborações com Martin Scorsese, incluindo “Mean Streets” e “The Godfather Part II”, catapultaram-no para a vanguarda da indústria cinematográfica, rendendo-lhe elogios e um Oscar de Melhor Ator Secundário.

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Para além dos contos de gangsters, De Niro demonstrou a sua destreza na representação em papéis diversificados, como “The Deer Hunter” e “Taxi Driver”, ganhando outro Oscar de Melhor Ator. Os anos 80 viram-no explorar papéis de comédia, consolidando a sua reputação como um ator versátil com filmes como “The King of Comedy” e “Midnight Run”.

Um Retiro Palaciano em Nova Iorque

A residência principal de De Niro, situada em Gardiner, Nova Iorque, é um testemunho do seu gosto exigente. Adquirindo a propriedade em 1997 por 1,5 milhões de dólares, a mansão de 2222 metros quadrados em 98 acres passou por uma remodelação extensiva. O celeiro metamorfoseou-se num centro recreativo de 14000 metros quadrados, com uma sala de boxe, estúdio de cinema, sala de jogos, piscina, sala de vapor e sauna.

O complexo estende-se para além da mansão, englobando celeiros adicionais convertidos em oficina e escritório, duas casas de hóspedes, um campo de ténis e até uma pista de esqui. Apesar da opulência, a propriedade tornou-se o epicentro de uma batalha legal de três anos sobre impostos prediais. A avaliação inicial de 1,5 milhões de dólares aumentou para 6 milhões, levando De Niro a contestar os encargos.

Robert De Niro: Um Legado Cinematográfico e Imobiliário

Um Homem de Família em Hollywood

Para além dos seus triunfos cinematográficos e empreendimentos imobiliários, De Niro é um pai devoto de sete filhos de várias relações. O seu primeiro casamento com a cantora Diahnne Abbot rendeu um filho, Raphael, enquanto a sua relação com a modelo Toukie Smith resultou em gémeos, Julian e Aaron. O seu casamento com Grace Hightower trouxe dois filhos, Elliot e Helen, ao mundo.

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Navegando pelas complexidades da paternidade, De Niro valoriza momentos com os seus filhos, fomentando conversas abertas sobre tópicos cruciais como direitos civis e o movimento Black Lives Matter. Apesar dos desafios, ele encontra alegria na companhia da família e incentiva os seus filhos a perseguirem as suas paixões, alertando-os para não “se subestimarem”.

Enquanto a propriedade de Gardiner de De Niro se tornou um ponto focal de contenção legal, o seu compromisso duradouro com a família, uma carreira multifacetada e um legado de brilhantismo cinematográfico pintam um retrato abrangente de um ator cuja influência transcende os limites de Hollywood.

Iraniana Farahnaz Sharifi Ganha Melhor Longa-Metragem Internacional em Melgaço

O Festival Internacional de Documentário de Melgaço distinguiu a obra “My Stolen Planet” da iraniana Farahnaz Sharifi com o prémio Jean-Loup Passek para Melhor Longa-Metragem Internacional, anunciou hoje a organização.

A Melhor Curta ou Média-Metragem foi atribuída a “Les Chenilles” da dupla Michelle e Noel Keserwany, e o galardão para Melhor Documentário Português foi atribuído a Tânia Dinis com “Tão Pequeninas Tinham o Ar de Serem Já Crescidas”, indicou a organização numa nota de imprensa enviada à Lusa.

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A 10.ª edição do MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço levou ao distrito de Viana do Castelo 22 estreias nacionais e 31 filmes na seleção oficial, com abordagens temáticas sobre a questão palestiniana, os direitos humanos, as migrações, o colonialismo, o ambiente e as questões de género.

No documentário que recebeu o prémio Jean-Loup Passek para Melhor Documentário Internacional, a realizadora iraniana Farahnaz Sharifi resgata memórias que são parte da sua história pessoal.

“Forçada a migrar para o seu planeta privado para conseguir ser livre, Sharifi compra as memórias de outras pessoas em forma de filmes super 8mm, grava e arquiva as suas próprias narrativas para criar uma história alternativa do Irão e do seu regime opressivo”, descreve-se no comunicado.

Nesta categoria, o documentário filmado na comunidade de Masafer Yatta, destruída pela ocupação israelita – “No Other Land” de Basel Adra, Hamdan Ballal, Yuval Abraham e Rachel Szor – mereceu uma Menção Especial.

Em “Tão Pequeninas Tinham o Ar de Serem Já Crescidas”, Tânia Dinis combina o tratamento ficcional e documental partindo do arquivo fotográfico e de imagens reais e do testemunho oral de várias mulheres provenientes das regiões de Trás-os-Montes, Beira Alta e Baixo Minho, que entre os anos 40 e 70 foram para a cidade do Porto trabalhar como criadas de servir.

“A Savana e a Montanha”, a terceira longa-metragem de Paulo Carneiro, que teve estreia nacional no MDOC, recebeu uma Menção Especial. “O filme esteve na Quinzena dos Cineastas, mostra paralela do Festival de Cannes 2024, e retrata a luta dos habitantes de Covas de Barroso (concelho de Boticas) contra uma multinacional britânica – Savannah Ressources – que pretende construir a maior mina de lítio a céu aberto”, refere o MDOC.

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Quanto ao prémio Jean-Loup Passek para Melhor Curta ou Média-Metragem, foi atribuído à dupla Michelle e Noel Keserwany, que realizaram “Les Chenilles”, uma história sobre exploração passada e presente e sobre a solidariedade feminina, a amizade e o consolo entre Asma e Sarah, duas mulheres originárias do Levante que se descobrem apesar de carregarem o peso da pátria de origem.

Nesta categoria, o filme de animação que retrata o ciclo completo da vida de um molusco especial, “Percebes”, de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, recebeu a Menção Especial do MDOC.

O júri oficial desta edição do festival foi composto por Angelos Rallis (Grécia) – vencedor do Prémio Jean-Loup Passek/ MDOC – Melhor Longa Metragem 2023 com o filme “Mighty Afrin: in the time of flood” – Irina Trocan (Roménia), Mohammadreza Farzad (Irão), Raquel Schefer (Portugal) e Truls Lie (Noruega).

O Prémio D. Quixote (da IFFS – Federação Internacional de Cineclubes atribuído em Festivais de Cinema selecionados) coube este ano a “No Other Land” de Basel Adra, Hamdan Ballal, Yuval Abraham e Rachel Szor na secção de Melhor Longa-Metragem, sendo que a Melhor Curta ou Média-Metragem foi conquistada por Stefano Obino com o filme “A Beautiful Day”.

Nesta 10.ª edição, o MDCO teve um número recorde de realizadores e produtores presentes (22) e uma média de afluência de público na ordem dos 3.800 espetadores, de acordo com a organização.

Goldie Hawn: A Versatilidade e Carisma de uma Lenda de Hollywood

Goldie Hawn, nascida a 21 de novembro de 1945, em Washington, D.C., é uma atriz, produtora e comediante americana celebrada pela sua personalidade vibrante e versatilidade tanto em papéis cómicos como dramáticos. A carreira de Hawn abrange várias décadas, marcada pela sua mistura distintiva de charme, humor e talento.

Ascensão ao Estrelato

Hawn ganhou destaque inicialmente como regular no programa de comédia “Rowan & Martin’s Laugh-In” (1968-1973). O seu trabalho no programa, particularmente a sua energia contagiante e o seu timing cómico, valeu-lhe um Globo de Ouro e estabeleceu-a como uma estrela em ascensão em Hollywood. Este sucesso televisivo precoce abriu caminho para a sua transição para o cinema.

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Sucesso no Cinema

Nos anos 70 e 80, Hawn tornou-se uma grande estrela de cinema, conhecida pelos seus papéis em uma série de comédias de sucesso e aclamadas pela crítica. A sua performance em “Cactus Flower” (1969), que lhe valeu o Óscar de Melhor Atriz Secundária, mostrou o seu talento para misturar humor com profundidade. Continuou a cativar o público com êxitos como “The Sugarland Express” (1974), “Private Benjamin” (1980) e “Overboard” (1987). Em “Private Benjamin”, Hawn interpretou uma jovem rica que se junta ao exército, um papel que solidificou ainda mais a sua reputação de brilhantismo cómico e lhe valeu outra nomeação para o Óscar.

Contribuições como Produtora

Para além da sua carreira de atriz, Hawn fez contribuições significativas como produtora. Co-fundou a empresa de produção Hawn/Goldie Productions e produziu vários filmes de sucesso, incluindo “The First Wives Club” (1996), que foi um grande êxito e demonstrou ainda mais a sua influência na indústria.

Impacto Além do Ecrã

A influência de Hawn estende-se para além do ecrã. Ela é conhecida pelo seu trabalho na promoção da saúde mental positiva e bem-estar. Em 2003, fundou a Hawn Foundation, que se concentra em melhorar as vidas das crianças através de programas de aprendizagem social e emocional. O trabalho da fundação reflete o compromisso de Hawn em fomentar a resiliência e a inteligência emocional nos jovens.

Vida Pessoal e Parcerias Profissionais

A sua vida pessoal também tem sido objeto de interesse público. Hawn mantém uma longa e notória relação com o ator Kurt Russell, com quem partilha uma forte parceria pessoal e profissional. O casal, que trabalhou junto em vários filmes, é conhecido pela sua relação duradoura e de apoio mútuo.

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Legado Duradouro

A carreira de Goldie Hawn é marcada pela sua capacidade de transitar de forma fluida entre comédia e drama, o seu papel influente como produtora e o seu compromisso com esforços filantrópicos. O seu legado em Hollywood é definido pelo seu talento notável, charme duradouro e impacto positivo tanto dentro como fora do ecrã.

Goldie Hawn continua a ser uma figura inspiradora na indústria cinematográfica, não apenas pelas suas contribuições artísticas, mas também pelo seu trabalho em prol da saúde mental e do bem-estar das crianças. A sua carreira multifacetada e as suas iniciativas filantrópicas asseguram que o seu impacto perdure por muitas gerações.

“The Simpsons” Dirigido por Wes Anderson: Um Projeto Estranho e Cheio de Estrelas

E se “The Simpsons” fosse dirigido por Wes Anderson? Novas imagens geradas por inteligência artificial apresentam-nos uma versão peculiar e repleta de estrelas da icónica série animada, despertando interesse e curiosidade entre os fãs de cinema e televisão.

Uma Visão Única e Inconfundível

Os Simpsons, com o seu estatuto lendário na cultura pop, sempre suscitaram curiosidade sobre a possibilidade de uma adaptação em live-action. A decisão de casting para personagens como Homer Simpson já passou por nomes como Bruce Willis e John C. Reilly ao longo dos anos. No entanto, uma nova apresentação no subreddit Midjourney, partilhada por Quills86, imagina como seria uma adaptação live-action dirigida pelo cineasta Wes Anderson, conhecido pelo seu estilo único e colaboradores habituais.

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Um Elenco de Primeira Linha

As imagens mostram personagens como Bart e Lisa de uma forma relativamente anónima, mas outras escolhas de elenco destacam-se pela sua originalidade e adequação ao estilo de Anderson. Por exemplo, Tilda Swinton como Edna Krabappel e Tom Hanks como Diretor Skinner são escolhas que se destacam. Ian McKellen como Mr. Burns é outra seleção que chama a atenção, demonstrando a habilidade de Anderson em reunir um elenco de qualidade para os seus projetos. Embora nem todos os atores tenham trabalhado com Anderson anteriormente, é difícil discordar das escolhas apresentadas. Paul Rudd como Ned Flanders é outra escolha interessante que merece destaque.

The movie really nobody was asking for in the hopefully not so near future – Live action Simpson movie directed by Wes Anderson
byu/Quills86 inmidjourney

Uma Adaptação Live-Action Poderia Funcionar?

A ideia de uma versão live-action de “The Simpsons” não é nova. Em certo ponto, foi proposta uma adaptação focada no personagem Troy McClure, interpretado pelo convidado recorrente Phil Hartman. O projeto, que ganhou apoio de vários membros da equipa dos Simpsons, pretendia usar o episódio “A Fish Called Selma” como base para um filme. No entanto, o projeto foi cancelado após a morte de Hartman em 1998.

Em vez de se concentrar nos personagens principais, uma adaptação live-action poderia funcionar melhor se usasse a série animada como inspiração geral e gancho de marketing, focando-se num personagem mais secundário. Por exemplo, Finn Wolfhard, de Stranger Things, foi imaginado como o amigo de cabelo azul de Bart, Milhouse. Esta abordagem poderia resultar num filme de comédia interessante, permitindo mais espaço para originalidade.

Respeitando a Essência de Springfield

Felizmente, “The Simpsons” resistiu à tentação de se tornar uma franquia com inúmeras adaptações e spin-offs. A série serviu de precursora para outros programas animados da Fox, como “Family Guy” e “Bob’s Burgers”. Se houvesse uma razão convincente para expandir Springfield de forma significativa, provavelmente já teria acontecido.

Conclusão

As imagens de “The Simpsons” dirigidas por Wes Anderson são um exercício fascinante de imaginação, combinando a excentricidade do cineasta com a iconografia da série animada. Embora a ideia de uma adaptação live-action completa possa ser controversa, estas representações proporcionam um olhar intrigante sobre o que poderia ser uma versão única e estilizada dos amados habitantes de Springfield.

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Como uma Fotografia Mudou o Rumo da Franquia 007

Imagine ver uma fotografia tão impressionante que altera o curso de uma lendária franquia de filmes. Foi exatamente isso que aconteceu quando Dana Broccoli, esposa do produtor de 007, Albert “Cubby” Broccoli, deparou-se com uma imagem do jovem Sean Connery. Ao vê-la, exclamou imediatamente: “Aqui está o James Bond!”

Esta não foi uma observação casual; foi uma mudança de jogo. Ian Fleming, o criador de James Bond, inicialmente imaginou Cary Grant no papel. Cubby Broccoli, por sua vez, tinha Peter O’Toole em mente. Mas foi o olhar atento de Dana que fez a chamada de casting do século. A sua intuição levou Sean Connery a tornar-se o rosto icónico de James Bond, redefinindo o personagem para as gerações futuras.

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A Origem do Momento Decisivo

Nos anos 60, a busca pelo ator perfeito para interpretar James Bond era intensa. A personagem, nascida das páginas dos romances de Ian Fleming, precisava de uma presença que encapsulasse charme, força e sofisticação. Cary Grant, uma estrela estabelecida, parecia uma escolha natural para Fleming, enquanto Peter O’Toole, com o seu talento dramático, era o favorito de Cubby Broccoli.

No entanto, tudo mudou com uma simples fotografia. Dana Broccoli estava a folhear uma coleção de imagens quando se deparou com Sean Connery. Naquele instante, ela viu algo que ninguém mais tinha visto – a essência de James Bond capturada em uma única imagem.

A Escolha que Redefiniu James Bond

Convencer Fleming e Cubby não foi tarefa fácil. Connery não era uma estrela de cinema consolidada na época, e muitos tinham dúvidas sobre se ele poderia dar vida ao agente secreto britânico de forma convincente. Contudo, a determinação de Dana Broccoli foi inabalável. Ela acreditava que Connery tinha o carisma e a presença necessários para tornar Bond um ícone cinematográfico.

Eventualmente, a visão de Dana prevaleceu. Sean Connery foi escolhido para o papel e fez a sua estreia como James Bond em “Dr. No” (1962). A sua interpretação de Bond combinava dureza com sofisticação, criando uma nova imagem para o espião que rapidamente conquistou o público. Connery não apenas desempenhou o papel; ele encarnou a personagem, estabelecendo um padrão que influenciaria todos os futuros intérpretes de 007.

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O Impacto Duradouro de uma Fotografia

A decisão de casting tomada por Dana Broccoli teve repercussões profundas na franquia de James Bond. Sean Connery interpretou Bond em sete filmes, e o seu impacto é sentido até hoje. Cada ator que assumiu o manto de 007, desde Roger Moore a Daniel Craig, teve que medir-se contra o legado deixado por Connery.

Esta história ilustra o poder de uma fotografia bem-timed. Uma simples imagem foi suficiente para mudar a trajetória de uma das franquias mais duradouras do cinema. Dana Broccoli, com o seu olhar atento, não apenas escolheu um ator; ela ajudou a definir um legado que continua a cativar o público mundialmente.

Conclusão

A intuição e o olhar crítico de Dana Broccoli provaram ser um ponto de viragem na história do cinema. A escolha de Sean Connery como James Bond transformou não apenas a sua carreira, mas também a própria franquia 007. Este evento destaca como momentos aparentemente pequenos podem ter impactos monumentais, especialmente no mundo do cinema, onde a visão e a escolha certas podem criar lendas.

28 Years Later”: A Sequela de Ficção Científica com Cillian Murphy

cilliam murphy

A tão aguardada sequela de “28 Days Later” (2002), intitulada “28 Years Later”, está a caminho, com Cillian Murphy a retomar o seu papel no mundo pós-apocalíptico criado por Danny Boyle. As gravações da sequela foram recentemente concluídas, e o lançamento nos Estados Unidos está agendado para 20 de junho de 2025 .

Com um argumento de Alex Garland e a direção de Danny Boyle, a sequela promete trazer novamente a intensidade e a inovação que marcaram o filme original. Além de Murphy, o elenco conta com estrelas como Aaron Taylor-Johnson, Jodie Comer, Ralph Fiennes e Jack O’Connell .

“28 Years Later” marca o início de uma nova trilogia no universo apocalíptico, com Garland a escrever e produzir as próximas sequências. A realizadora Nia DaCosta assumirá a direção dos capítulos seguintes. Rumores indicam que a próxima obra da saga, “The Bone Temple”, começará a ser filmada em Londres em 2024 .

Filmes Subvalorizados Recomendados por Roger Ebert

Roger Ebert, um dos críticos de cinema mais influentes do século XX, deixou um legado inigualável com as suas análises perspicazes e apaixonadas. Ebert não apenas analisou filmes mainstream, mas também dedicou muita atenção a obras menos conhecidas que merecem ser vistas por um público mais amplo. Aqui estão alguns dos filmes subvalorizados que Ebert recomendou ao longo da sua carreira:

1. “Ripley’s Game” (2002)

“Ripley’s Game”, estrelado por John Malkovich, é um thriller que continua a saga de Tom Ripley, um criminoso reformado que vive uma vida luxuosa na Itália. Quando descobre que o seu parceiro, Reeves (Ray Winstone), planeia traí-lo, Ripley manipula um homem em fase terminal, Jonathan Trevanny (Dougray Scott), para cometer um assassinato. Este filme destaca-se pela performance brilhante e insidiosa de Malkovich, que Ebert considerou uma das melhores da sua carreira. A obra foi adicionada à lista de “Great Movies” de Ebert, destacando-se pela sua exploração do mal e da moralidade.

2. “The Pledge” (2001)

Dirigido por Sean Penn, “The Pledge” é um thriller psicológico estrelado por Jack Nicholson. O filme segue Jerry Black, um detetive à beira da reforma, que se compromete a encontrar o assassino de uma jovem. À medida que se aprofunda na investigação, Jerry torna-se obcecado, questionando a linha ténue entre justiça e loucura. Ebert elogiou a direção de Penn e a performance de Nicholson, descrevendo-o como um dos melhores trabalhos do ator. O filme é uma reflexão intensa sobre a obsessão e a busca pela verdade.

3. “Wings of Desire” (1987)

Realizado por Wim Wenders, “Wings of Desire” é uma obra-prima poética que segue anjos que observam a vida quotidiana em Berlim. Um dos anjos, interpretado por Bruno Ganz, apaixona-se por uma humana e decide tornar-se mortal para estar com ela. Ebert destacou a atmosfera meditativa do filme, que evoca uma sensação de elegia e reflexão. O filme é uma meditação sobre a mortalidade, o amor e a conexão humana, oferecendo uma experiência cinematográfica única.

4. “Woman in the Dunes” (1964)

Este drama psicológico japonês, dirigido por Hiroshi Teshigahara, é baseado no romance de Kōbō Abe. A história segue um entomologista que fica preso numa vila isolada onde é forçado a ajudar uma mulher a escavar areia para sobreviver. “Woman in the Dunes” é conhecido pela sua utilização inovadora do som e pelas suas metáforas existenciais. Ebert descreveu-o como um dos raros filmes que combina realismo com parábolas sobre a vida, destacando a sua capacidade de transmitir sentimentos de frustração e desespero através da sua atmosfera envolvente.

5. “Dekalog” (1989)

“Dekalog” é uma série de dez filmes polacos, cada um inspirado por um dos Dez Mandamentos, todos ambientados num complexo de apartamentos na Polónia dos anos 80. Realizada por Krzysztof Kieślowski, a série explora dilemas morais complexos enfrentados pelos residentes do edifício. Ebert classificou esta série como uma das suas favoritas, elogiando a sua abordagem profunda e nuançada da moralidade. A série é reconhecida pela sua habilidade em transformar questões éticas abstratas em histórias pessoais e emocionantes.

6. “Santa Sangre” (1989)

“Santa Sangre”, dirigido por Alejandro Jodorowsky, é um filme de terror surrealista que segue a vida de Fenix, um jovem traumatizado pelo seu passado violento. O filme é conhecido pelas suas imagens viscerais e narrativa incomum, explorando temas de controle e libertação. Ebert considerou “Santa Sangre” um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, destacando a criatividade de Jodorowsky e a intensidade emocional da obra.

7. “Cléo from 5 to 7” (1962)

Dirigido por Agnès Varda, “Cléo from 5 to 7” é um clássico da Nouvelle Vague francesa. O filme segue a jornada introspectiva de Cléo, uma cantora pop que aguarda os resultados de um exame médico que pode confirmar se tem cancro. Através de um passeio pelas ruas de Paris, Cléo reflete sobre a sua vida, mortalidade e identidade. Ebert elogiou a combinação de drama, humor e existencialismo do filme, bem como a performance de Corinne Marchand no papel principal.

8. “Mishima: A Life in Four Chapters” (1985)

Dirigido por Paul Schrader, “Mishima: A Life in Four Chapters” dramatiza a vida do influente escritor japonês Yukio Mishima. O filme explora a complexidade da sua personalidade e as suas ideias radicais através de uma narrativa visualmente impressionante que mistura episódios biográficos com adaptações das suas obras. Ebert chamou-o de “um dos melhores e mais incomuns filmes biográficos já feitos”, destacando a sua profundidade e originalidade.

9. “Secrets & Lies” (1996)

Este drama de Mike Leigh aborda temas de identidade e relações familiares. A história segue Hortense, uma mulher negra adotada que decide encontrar a sua mãe biológica, apenas para descobrir que ela é uma mulher branca de classe trabalhadora. Leigh é conhecido pelo seu estilo de direção naturalista e improvisado, e “Secrets & Lies” é um excelente exemplo desse método. Ebert elogiou a autenticidade e a profundidade emocional das performances, especialmente as de Marianne Jean-Baptiste e Brenda Blethyn.

10. “Au Revoir les Enfants” (1987)

Baseado em eventos reais, “Au Revoir les Enfants” de Louis Malle é um comovente drama sobre um internato francês durante a ocupação nazi. A história segue a amizade entre um menino francês e um estudante judeu que está escondido no colégio. O filme captura a atmosfera tensa da França ocupada e o impacto da guerra nas crianças. Ebert destacou a forma como o filme retrata a vida quotidiana e a inocência infantil interrompida pela guerra, tornando-o um dos seus favoritos.

Estes filmes, apesar de não terem recebido a atenção mainstream que merecem, são exemplos brilhantes de narrativa cinematográfica e arte visual. Roger Ebert, com o seu olho crítico e amor pelo cinema, trouxe estas obras para a luz, oferecendo aos espectadores a oportunidade de explorar e apreciar filmes que de outra forma poderiam ter sido ignorados.

Polémica Envolvendo J.K. Rowling no Festival de Edimburgo

O Festival de Edimburgo, conhecido por ser um dos maiores eventos de artes cénicas do mundo, este ano será palco de uma peça altamente polémica que aborda os comentários controversos de J.K. Rowling sobre pessoas transgénero. A obra, intitulada “TERF”, imagina os atores Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint discutindo com a autora sobre as suas opiniões controversas em relação ao género biológico.

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A peça “TERF”, acrónimo de “Trans-Exclusionary Radical Feminist”, termo utilizado para descrever feministas que excluem as pessoas transgénero, foi criada por Joshua Kaplan. Kaplan, autor e diretor da peça, afirma que o objetivo principal da obra é destacar os direitos das pessoas transgénero e como as redes sociais têm contribuído para a polarização das discussões sobre este tema sensível.

Trelawny Kean, que interpreta Emma Watson na peça, descreveu “TERF” como uma intervenção dos atores para persuadir Rowling a cessar os seus comentários ofensivos no Twitter. “É uma tentativa de Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint de dizer a J.K. Rowling que pare de dizer atrocidades nas redes sociais”, afirmou Kean à France-Presse.

As mensagens frequentes de Rowling no Twitter, agora rebatizado como X, têm sido amplamente criticadas e levaram à sua categorização como uma “feminista radical que exclui a comunidade trans” (TERF). Para Kaplan, a peça é uma resposta direta às suas declarações e uma forma de promover um diálogo mais inclusivo e compreensivo sobre a identidade de género.

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Para garantir a segurança e minimizar possíveis controvérsias, a produção de “TERF” tomou medidas preventivas, como a alteração do título original e a mudança do local de apresentação. Além disso, a personagem transgénero na peça permanecerá em anonimato durante toda a temporada, uma decisão tomada para proteger a integridade do elenco e da produção.

Berry Church Woods, produtor da obra e co-fundador da companhia de produção Civil Disobedience, expressou preocupações quanto à violência das discussões online sobre a questão transgénero. “Esperamos que a nossa companhia seja forte o suficiente para lidar com todas as patetices sobre este assunto”, comentou Woods, destacando a importância de abordar temas sociais delicados com sensibilidade e responsabilidade.

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J.K. Rowling, que reside em Edimburgo, ainda não se pronunciou publicamente sobre a peça. No entanto, a autora já esteve envolvida em várias polémicas desde dezembro de 2019, quando expressou apoio a uma investigadora que foi demitida por afirmar que as pessoas transgénero não podem mudar o seu sexo biológico. Esta posição provocou uma reação significativa por parte da comunidade trans e dos seus aliados, incluindo os próprios atores da saga “Harry Potter”.

Daniel Radcliffe, que interpretou Harry Potter, revelou que já não mantém contacto com Rowling e expressou tristeza pelos acontecimentos. Emma Watson e Rupert Grint também se distanciaram da autora, mesmo quando esta detalhou a sua posição e revelou ter sido vítima de agressão sexual e violência doméstica. Apesar das controvérsias, Rowling continua a ser uma figura proeminente e influente, dividindo opiniões entre feministas radicais que a veem como uma heroína e ativistas trans que a consideram uma adversária.

A peça “TERF” promete ser um ponto alto no Festival de Edimburgo deste ano, refletindo o intenso debate em torno dos direitos das pessoas transgénero na Escócia. Em 2022, o governo escocês aprovou uma lei para facilitar a transição de género, que foi posteriormente bloqueada pelo governo central em Londres, sublinhando as divisões políticas e sociais sobre o tema.

Joshua Kaplan, ao criar “TERF”, pretende explorar a complexidade das discussões nas redes sociais e a perda de nuances nas conversas sobre identidade de género. A peça alterna cenas do presente com momentos do passado de Rowling, oferecendo uma visão sobre os motivos que podem ter influenciado as suas opiniões. A produção espera que, ao enfrentar diretamente estas questões, possam promover uma maior compreensão e empatia entre os diferentes pontos de vista.

Tom Cruise na Cerimónia de Encerramento dos Jogos Olímpicos de Paris

tom cruise

A aguardada cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Paris contará com a surpreendente participação de Tom Cruise. A estrela de “Missão: Impossível” esteve presente desde o início do evento desportivo, marcando presença em diversas competições. A notícia foi divulgada pelo Deadline, que citou fontes próximas da organização.

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Tom Cruise participará na entrega da bandeira olímpica à cidade de Los Angeles, futura anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2028. Durante a cerimónia, a presidente de Los Angeles, Karen Bass, receberá a bandeira das mãos de Anne Hidalgo, presidente da câmara de Paris. “Será uma grande produção de Hollywood”, revelou uma fonte ao Deadline.

O site TMZ acrescentou que Cruise descerá do topo do Stade de France no momento da entrega da bandeira, seguido pela exibição de um vídeo de dois minutos que mostrará a sua viagem de avião até Los Angeles, terminando com um salto de paraquedas junto ao letreiro de Hollywood, que celebrou 100 anos em 2023.

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Apesar das expectativas, a organização dos Jogos Olímpicos de Paris não confirmou oficialmente a participação de Tom Cruise, mantendo os detalhes em segredo até ao dia do evento .

Henry Cavill protagoniza reboot de “Highlander” com novidades reveladas pelo realizador de “John Wick”

O ator Henry Cavill, conhecido pelos seus papéis em “Super-Homem” e “The Witcher”, prepara-se para um novo desafio no reboot de “Highlander”. O realizador de “John Wick”, Chad Stahelski, revelou novas informações sobre este aguardado projeto, prometendo uma abordagem fresca e empolgante à clássica saga de imortais.

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Cavill, cuja carreira começou a ganhar destaque na série “The Tudors”, tem consolidado a sua reputação como um dos principais atores de ação de Hollywood. Além dos seus papéis icónicos, recentemente protagonizou “The Ministry of Ungentlemanly Warfare” de Guy Ritchie, mostrando a sua versatilidade e talento.

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O reboot de “Highlander” é um dos projetos mais esperados pelos fãs de ação e fantasia. Stahelski, que revitalizou o género com a série “John Wick”, está ao leme desta nova versão, prometendo cenas de luta inovadoras e uma narrativa envolvente. Detalhes sobre o enredo e o restante elenco ainda são escassos, mas a combinação de Cavill e Stahelski sugere um filme repleto de adrenalina e intensidade.