Quando o Grito de Scarlett Johansson Assusta Lobos: Marriage Story Está a Salvar Gado nos EUA 

A cena de discussão entre Adam Driver e Scarlett Johansson tornou-se inesperadamente… uma arma rural contra predadores 

🐺💔 Quem diria que o momento mais devastador de Marriage Story, o drama de 2019 realizado por Noah Baumbach, viria a ser usado não só como exemplo de representação emocional, mas também como ferramenta de dissuasão contra lobos selvagens nos Estados Unidos

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Segundo o The Wall Street Journal, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) está a recorrer ao áudio da famosa cena de discussão entre Scarlett Johansson e Adam Driver — sim, aquela em que tudo explode num apartamento claustrofóbico — para assustar lobos e proteger o gado em zonas rurais

“Os lobos precisam de saber que os humanos são maus”, explicou um supervisor do USDA no estado do Oregon. 

“Wolf hazing”: drones, AC/DC e… terapia de casal? 

A técnica, conhecida como “wolf hazing”, consiste em usar drones equipados com câmaras térmicas e altifalantes para patrulhar zonas onde há registo de ataques a vacas e ovelhas. Quando um lobo é detetado, o drone projecta luz intensa e transmite sons considerados “alarmantes”. Entre os sons favoritos dos técnicos estão: 

  • Fogos de artifício 
  • Tiros 
  • Discussões de filmes, como a de Marriage Story 
  • E até clássicos do rock como “Thunderstruck” dos AC/DC 

O método tem-se revelado eficaz: depois de 11 vacas terem sido mortas por lobos numa zona do sul do Oregon em apenas 20 dias, a intervenção dos drones e do som dramático reduziu esse número para apenas duas mortes em 85 dias

Da dor emocional à utilidade ecológica 

A cena em questão — um dos pontos altos (ou baixos?) emocionais de Marriage Story — mostra Johansson e Driver aos gritos, numa das representações mais cruas e reais de um divórcio no cinema recente. Foi este momento que lhes valeu nomeações ao Óscar e o aplauso da crítica, tendo o filme sido classificado como um dos melhores de 2019 por publicações como a Variety

“Eles encarnam a raiva, orgulho, desespero e paixão de um casal a destruir a relação — e a si próprios — tentando ainda assim manter-se inteiros”, escreveu Owen Gleiberman. 

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Agora, esses gritos rasgados, carregados de frustração e mágoa… estão a aterrorizar lobos. E a salvar vacas. 

Uma ironia (muito) cinematográfica 

Se Baumbach pretendia explorar o colapso de um casamento como um campo de batalha emocional, dificilmente imaginaria que o seu filme viria a ser usado literalmente como arma de dissuasão em zonas de conflito… entre humanos e predadores. 

Hollywood nunca teve problemas em explorar o sofrimento humano para o entretenimento. Mas aqui, num volte-face inesperado, o sofrimento é reciclado para fins ecológicos. Um pouco como se Scenes from a Marriage tivesse sido misturado com O Livro da Selva e passado por um editor de som rural. 

Próxima paragem: os gritos de  

Revolutionary Road a proteger plantações? 

A pergunta que fica: que outras cenas devastadoras do cinema podem servir para fins práticos no mundo real? Gritos de Meryl Streep em Kramer vs. Kramer? Monólogos de Daniel Day-Lewis em There Will Be Blood? O choro contido de Ryan Gosling em Blue Valentine

O cinema nunca foi tão útil — nem tão imprevisível. 

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“Se Dizem Que Só Sei Fazer de Mim Mesmo… Não Quero Saber” — George Clooney Responde às Críticas Com a Elegância de Sempre (E Um Pouco de Desdém)

Às vésperas da estreia de Jay Kelly, de Noah Baumbach, o actor norte-americano mostra que a idade só lhe aguçou o sentido de humor — e o desinteresse pela crítica 

🎬 George Clooney tem duas estatuetas douradas em casa, mais de 40 anos de carreira e uma lista de filmes que vai de comédias absurdas a thrillers políticos. Mas ainda há quem insista que ele “só sabe fazer de George Clooney”. E a resposta do actor a essas críticas é… bem ao estilo Clooney: 

“Dizem que só faço de mim mesmo? Não quero saber”, afirmou, em entrevista à Vanity Fair

“Já tentaram fazer de vocês mesmos? É difícil.” 

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A conversa surgiu no contexto de uma prévia sobre o novo filme de Noah Baumbach, Jay Kelly, que estreia mundialmente este mês no Festival de Veneza. No filme, Clooney interpreta — surpresa — um actor de 60 e tal anos a reflectir sobre a sua vida pessoal e profissional. Metaficção ou só mais um papel feito à medida? Segundo Clooney, isso pouco importa. 

Clooney: entre a leveza e a densidade, com currículo para calar todos 

Com papéis que vão de O Brother, Where Art Thou? a Syriana (que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor Secundário), passando por Michael Clayton, Up in the Air ou The Descendants, Clooney recusa a ideia de ser um “actor de um só tom”. 

“Não há assim tantos tipos da minha idade que consigam fazer comédias amplas e depois virar para dramas sérios como Syriana ou Michael Clayton”, defende. 

E não mente. Clooney tem equilibrado há décadas o lado mais comercial com projectos politicamente carregados, filmes de autor, e colaborações com realizadores como os irmãos Coen, Steven Soderbergh ou Alexander Payne. E fez tudo isto depois dos 30

“Não tive sucesso a sério até aos 33 anos, com Urgências. Já trabalhava há 12. Isso deu-me uma perspectiva real de como tudo isto é passageiro — e de como pouco tem a ver contigo.” 

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Jay Kelly: Clooney ao espelho? 

Escrito por Noah Baumbach e Emily Mortimer, Jay Kelly será lançado em sala a 14 de Novembro, com estreia na Netflix a 5 de Dezembro. O elenco é um verdadeiro desfile de estrelas: Laura Dern, Adam Sandler, Isla Fisher, Greta Gerwig, Billy Crudup, Riley Keough, Jim Broadbent, entre muitos outros. 

O filme apresenta-se como uma dramédia sobre envelhecer, reflectir e, claro, representar — temas que batem fundo na vida real de Clooney, que agora vê o estrelato com a leveza de quem já não precisa de provar nada. 

“Não Quero Saber” — Mas Sabe o Que Está a Fazer 

Esta fase da carreira de Clooney parece assentar-lhe como um fato italiano bem cortado: confortável, elegante, com espaço para ironia e profundidade. Se há coisa que nunca lhe faltou, foi consciência do seu lugar no jogo — e uma boa dose de auto-humor

Se está a fazer de George Clooney? Talvez. Mas se o faz tão bem, quem se importa? 

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1000 Homens e Eu: O Documentário de Bonnie Blue Que Chocou o Reino Unido… Mas Não Respondeu ao Essencial

Sexo, escândalo e vazio emocional: o retrato de uma estrela pornográfica que levanta questões sociais urgentes — mas que o documentário não teve coragem de explorar

📺 1000 Men and Me: The Bonnie Blue Story estreou esta semana no Channel 4, no Reino Unido, e tornou-se de imediato o centro de uma controvérsia nacional. O documentário segue Bonnie Blue, nome artístico de Tia Billinger, actriz pornográfica britânica de 26 anos que se tornou viral por alegadamente ter tido sexo com 1.057 homens num único dia, em 12 horas — numa tentativa de bater um recorde mundial bizarro, anteriormente detido por Lisa Sparxxx (919 homens em 2004).

Mas mais do que os números, foi a postura pública, provocadora e desafiante de Bonnie que incendiou o debate: após o feito, anunciou um “evento privado” onde permitiria que 2.000 homens tivessem relações com ela, trancada nua dentro de uma caixa de vidro. Foi banida do OnlyFans, entrevistada no podcast de Andrew Tate (figura polémica acusada de crimes graves no Reino Unido), e tornou-se, para muitos, o símbolo de tudo o que está “errado” na cultura sexual contemporânea.

Um documentário com mais escândalo do que substância

Realizado por Victoria Silver e transmitido com aviso de conteúdo gráfico, o documentário prometia “mostrar o que está por trás daqueles olhos azuis gélidos”, segundo a sinopse da Channel 4. Mas o resultado é outro: uma obra que observa, mas não interroga; que mostra, mas não explica; que regista, mas não analisa.

Sim, vemos Bonnie Blue a preparar-se para o “recorde”: lubrificante anestésico, preservativos a perder de vista, balaclavas para o anonimato. Vemos até a sua mãe, que a apoia com uma serenidade quase surreal. Mas não há, em momento algum, uma tentativa séria de entender o fenómeno social, cultural e psicológico que ela representa.

A mulher escandaliza — e os homens desaparecem da equação

A crítica mais pertinente veio num artigo de Eva Wiseman para o The Guardian, onde escreve:

“As intenções e danos de Bonnie Blue foram escrutinados. Mas os homens que se alinham para ser o 20.º ou o 60.º a penetrar uma desconhecida durante três minutos, enquanto alguém faz truques de cartas lá fora, passaram despercebidos. As intenções desses homens não interessam, porque… é normal. Normal aceitar sexo quando é oferecido. Normal objectificar o corpo de uma mulher. Normal voltar para casa como se nada fosse.”

O documentário teve a oportunidade de virar a lente para esses homens — e falhou.

Sexo, poder, feminismo ou performance?

É Bonnie Blue uma mulher empoderada, sex-positive, dona do seu corpo e da sua narrativa? Ou está apenas a alimentar os fantasmas mais tóxicos da masculinidade contemporânea, servindo como instrumento de consumo num mercado cada vez mais violento?

A resposta pode ser complexa — pode até ser “ambas” — mas o documentário não a procura. Em vez de mergulhar nos dilemas éticos, sociais ou feministas, limita-se a registar a superfície: os bastidores do evento, a polémica, os números, a fama. Faltou contexto, faltou confronto, faltou inteligência.

Um país a debater sexo… e uma televisão a alimentar o moralismo

A emissão do documentário deu-se poucos dias após a entrada em vigor do Online Safety Act, que impõe restrições rigorosas ao acesso de menores a conteúdos pornográficos. A ironia não passou despercebida nas redes sociais:

“Channel 4 exibe um filme sobre Bonnie Blue a ser penetrada por mil homens… mas os jovens precisam de mostrar o BI para ver memes com duplo sentido no X”, escreveu um utilizador.

Outros chamaram-lhe “pornografia disfarçada de documentário”, e acusaram a estação pública de “glamourizar a devassidão”.

Mas se a indignação moral é previsível, o debate profundo e informado sobre as contradições sociais em jogo ficou de fora — tanto no discurso público como no próprio filme.

Vale a pena ver?

Só se for pelo exercício crítico. 1000 Men and Me não oferece reflexão, nem contexto histórico, nem crítica cultural. É um produto que observa sem perguntar, que provoca sem pensar e que se agarra ao escândalo como forma de captar audiências — não para provocar introspecção, mas para alimentar o algoritmo.

“Se não quero ficar triste, não fico”, diz Bonnie Blue numa das frases mais frias do documentário.

É um resumo cruel — não só do seu discurso, mas do próprio filme.

“2.000 Metros para Andriivka”: O Documentário Que Mostra a Guerra da Ucrânia Como Nunca a Viu

Depois do Óscar por 20 Dias em Mariupol, Mstyslav Chernov regressa com uma obra visceral, íntima e arrebatadora sobre o que significa resistir

🎥 O nome Mstyslav Chernov tornou-se sinónimo de coragem documental. Depois do aclamado 20 Dias em Mariupol, vencedor do Óscar, o jornalista e cineasta ucraniano regressa com 2.000 Metros para Andriivka, uma obra que transcende o relato jornalístico e mergulha num cinema de guerra onde a proximidade emocional e física ao conflito é absoluta.

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Estreado nos cinemas dos Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda (e já com passagem pelo Festival de Sundance), o novo documentário é uma coprodução entre a Associated Press e a Frontline (da PBS), e propõe uma abordagem inédita à guerra na Ucrânia: ver a guerra como ela é sentida por quem a vive, metro a metro, disparo a disparo.


“Podem destruir uma aldeia, mas não conseguem destruir um símbolo”

O centro desta história não é Kiev, nem Kharkiv, nem Mariupol. É Andriivka, uma pequena aldeia no oblast de Donetsk, com apenas um acesso: uma floresta de dois quilómetros transformada em campo minado e palco de uma das batalhas mais sangrentas da contraofensiva ucraniana de 2023.

Chernov integrou a 3.ª Brigada de Assalto ucraniana para filmar de dentro a reconquista da aldeia — e encontrou ali algo maior do que uma simples posição estratégica: um símbolo.

“São apenas dois quilómetros. Mas nessa floresta está contida toda a guerra”, disse o realizador em entrevista à agência Lusa.

“Podem destruir uma aldeia, mas não conseguem destruir um símbolo.”


O documentário como arma e testemunho

Com imagens captadas por drones, câmaras de capacete, dispositivos portáteis e microfones colados à pele dos soldados, 2.000 Metros para Andriivka adopta uma linguagem estética próxima da ficção científica, mas com brutalidade real.

“Há momentos em que parece um filme de ficção científica… e depois vemos um soldado arrastar-se para uma trincheira com o braço rebentado e percebemos que estamos a ver a guerra em estado puro.”

Chernov e o colega Alex Babenko captaram o medo primitivo, o ruído dos drones, os torniquetes improvisados, os olhos de quem avança sem saber se volta. E ao mesmo tempo, registaram o poder da esperança: o desejo simples e devastador de voltar a içar a bandeira da Ucrânia num solo libertado.

“Os soldados sabem que a guerra moderna também se trava nos media. Hastear uma bandeira sem que ninguém veja… qual é o impacto? Eles queriam que fosse um símbolo de esperança.”


Quando a guerra chega a casa

A aldeia fica a menos de duas horas de Kharkiv, cidade natal de Chernov. O conflito não é uma ideia abstracta para o cineasta — é pessoal. As árvores onde filmou foram as mesmas onde brincou em criança com amigos. As explosões ecoam por ruas que conhece de memória.

“É como se estes homens estivessem a lutar pela minha infância, pelas minhas memórias e vida”, confessou.

“Cada metro conquistado naquela floresta significava algo maior do que território.”


Um cinema de combate — no campo e no ecrã

2.000 Metros para Andriivka não é um documentário tradicional. É um corpo de combate em forma de filme. É uma ode à resistência, à humanidade no meio do horror, e à importância de continuar a olhar, mesmo quando o mundo parece já ter virado a cara.

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A distribuição internacional está a cargo da Dogwoof, e o filme deverá chegar a mais salas europeias nas próximas semanas. Para quem acredita que o cinema pode ser mais do que entretenimento — pode ser memória, denúncia, arte e acto de guerra — esta é uma obra incontornável.

“Drácula: Uma História de Amor” — Luc Besson Reinventa o Vampiro Mais Famoso do Mundo

Com Caleb Landry Jones, Christoph Waltz e o toque visual inconfundível de Besson, o filme estreia a 21 de Agosto nos cinemas

🧛‍♂️ Quando se junta o mito de Drácula com a sensibilidade visual de Luc Besson, o resultado promete ser tudo menos convencional. Drácula: Uma História de Amor estreia a 21 de Agosto nas salas de cinema portuguesas e é muito mais do que mais uma adaptação da lenda do vampiro imortal. É um épico gótico-romântico que funde sensualidade, tragédia e redenção com a assinatura visual do autor de Léon, o Profissional e O Quinto Elemento.

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Apresentado no Festival de Cannes de 2024, o filme propõe uma nova leitura da história de Vlad, o Empalador — desta vez, como um homem dilacerado entre a escuridão que o domina e a memória de um amor perdido que atravessa séculos.

Um Drácula com alma (e cicatrizes)

O protagonista é interpretado por Caleb Landry Jones, numa das performances mais intensas da sua carreira. O príncipe Vladimir, transformado em Drácula após renegar a fé na sequência da morte brutal da sua esposa, torna-se uma figura amaldiçoada — eternamente viva, mas consumida por dor e desejo. Séculos depois, o reencontro com o rosto da mulher que amou dá início a uma espiral de paixão, violência e esperança.

A acompanhar Caleb Landry Jones está o inconfundível Christoph Waltz, que encarna um perseguidor misterioso e filosófico, à altura do eterno dilema de Drácula: será o amor suficiente para quebrar a maldição?

O elenco conta ainda com Zoë BleuMatilda De AngelisEwens Abid e Guillaume de Tonquédec.

Luc Besson em modo gótico romântico — e ainda bem

Confesso: sou um fã incondicional de Luc Besson. E é impossível não reconhecer os traços que tornam o seu cinema tão singular. Há sempre um fascínio pela imagem, pela beleza estilizada da composição, pelos momentos de silêncio emocional entre explosões de acção. Está tudo aqui: a grandiosidade visual, os cenários luxuosos, os interiores quase barrocos, os movimentos de câmara coreografados como danças.

Rodado em Paris, com locações como o Hôtel de la Marine e o Palais Royal, o filme aposta numa estética decadente mas sedutora, tão gótica como romântica. É La Belle et la Bête com dentes afiados e alma ferida.

Para quem se apaixonou por filmes como O Quinto ElementoLucy, ou até o subestimado Valerian and the City of a Thousand Planets, este novo Drácula parece um regresso a forma: exagerado, visualmente opulento, emocionalmente carregado — e sempre com o coração no sítio certo.

Entre a eternidade e a esperança

Mais do que um filme sobre vampiros, Drácula: Uma História de Amor é uma história sobre luto, culpa e a impossibilidade de esquecer. Uma fábula sombria sobre o que acontece quando o tempo deixa de curar — e começa a castigar.

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📅 A estreia em Portugal está marcada para 21 de Agosto, com distribuição da NOS Audiovisuais. Para fãs de cinema fantástico, de Besson ou de narrativas com sangue quente e alma partida, esta é uma experiência a não perder.

“Artificial”: Monica Barbaro Junta-se a Andrew Garfield no Filme Secreto de Luca Guadagnino

A actriz nomeada ao Óscar vai integrar o elenco do novo projecto sobre inteligência artificial — inspirado em Sam Altman e a crise na OpenAI?

🎬 Monica Barbaro está oficialmente confirmada no elenco de Artificial, o novo filme de Luca Guadagnino para a Amazon MGM Studios — e sim, tudo indica que vamos ter drama, inteligência artificial… e possivelmente Sam Altman.

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Embora os detalhes do enredo estejam a ser mantidos sob um manto de silêncio, fontes próximas da produção sugerem que o filme será uma comédia dramática inspirada nos bastidores da OpenAI, durante o turbulento episódio de 2023 em que o CEO Sam Altman foi despedido e readmitido no espaço de apenas alguns dias.

Andrew Garfield deverá interpretar Altman, enquanto Yura Borisov (destaque em Anora) dará vida a Ilya Sutskever, o co-fundador da OpenAI que alegadamente liderou a tentativa de afastar o CEO.

Barbaro, cujo nome já circulava nos rumores há semanas, junta-se agora oficialmente a um elenco de peso que inclui também Jason Schwartzman, Cooper Hoffman, Cooper Koch, e possivelmente Ike Barinholtz (ainda em negociações).

Da folk americana à inteligência artificial

Monica Barbaro está em clara ascensão. Após o sucesso como Phoenix em Top Gun: Maverick, a actriz conquistou uma nomeação ao Óscar este ano pela sua interpretação da cantora folk e activista Joan Baez em A Complete Unknown. E não fica por aqui: está prestes a protagonizar Crime 101 ao lado de Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Barry Keoghan, e vai fazer a sua estreia nos palcos com uma nova produção de Ligações Perigosas no National Theatre de Londres.

Guadagnino e Amazon MGM: uma parceria cada vez mais sólida

Artificial marca mais uma colaboração entre Luca Guadagnino e a Amazon MGM Studios. O realizador de Challengers e Bones and All também tem em mãos After the Hunt, um drama com Julia Roberts, Andrew Garfield e Ayo Edebiri que terá estreia mundial no Festival de Veneza, com estreia em sala marcada para 10 de Outubro.

Com argumento de Simon Rich e produção a cargo de David Heyman (Harry Potter), Jeffrey Clifford, Jennifer Fox e o próprio Guadagnino, Artificial promete ser mais uma peça provocadora no já diversificado percurso do cineasta italiano.

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A inteligência artificial nunca esteve tão na moda — e, ao que tudo indica, Guadagnino prepara-se para pegar fogo ao tema… com humor e algum caos corporativo à mistura.

“Estou do teu lado, amigo” – Tarantino Lembra Michael Madsen em Homenagem Privada

Realizador partilhou história comovente (e explosiva) dos bastidores de Reservoir Dogs durante cerimónia no Vista Theatre

🖤 Quentin Tarantino prestou homenagem a Michael Madsen, o actor que considerava um verdadeiro aliado dentro e fora do set. A cerimónia, privada, teve lugar no Vista Theatre, em Los Angeles, e juntou amigos e colaboradores próximos para recordar o eterno Mr. Blonde de Reservoir Dogs.

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Madsen faleceu a 3 de Julho, em sua casa em Malibu, aos 67 anos. E, como seria de esperar, a despedida teve o selo emocional e cinematográfico de Tarantino — com direito a histórias de bastidores que resumem a intensidade e camaradagem dos seus primeiros dias como realizador.

“Era a última hora do último dia da primeira semana de filmagens de Reservoir Dogs. Eu nunca tinha realizado um filme antes… e o Lawrence Tierney era um pesadelo completo. Insano. Eu estava a lidar com um louco de segunda a sábado.”

Tarantino contou que Tierney, que interpretava o mafioso Joe Cabot, foi extremamente difícil de lidar — e que a tensão acumulada acabou por rebentar com um episódio de desrespeito frontal. O realizador explodiu e despediu-o no local, em frente ao elenco e à equipa. O resultado? Aplausos espontâneos.

“Despedi-o ali mesmo. Mas depois pensei: ‘Acabei de filmar este tipo durante uma semana inteira, agora despedi-o… a produtora vai despedir-me. Foi bonito enquanto durou.’”

Nessa noite, recebeu uma mensagem de voz de Michael Madsen — e foi aí que percebeu que não estava sozinho.

“Era o Michael. Disse: ‘Respeito muito o que fizeste esta noite. Era necessário. Ele estava a abusar, e tu fizeste o que tinhas de fazer. Respeito-te como realizador, como capitão, e como homem. Estou do teu lado, amigo.’”

Uma carreira de 40 anos e uma amizade que resistiu a tudo

Michael Madsen e Quentin Tarantino foram cúmplices ao longo de décadas. Desde o icónico Mr. Blonde em Reservoir Dogs, passando pelo impiedoso Budd em Kill Bill Vols. 1 & 2, até participações em The Hateful Eight e Era Uma Vez em… Hollywood, a ligação entre os dois foi uma das mais férteis da carreira de ambos.

Madsen faleceu vítima de paragem cardíaca, segundo confirmou o seu representante. Deixa para trás não só um legado no cinema, como também na televisão, nos videojogos e até na poesia. Nos últimos anos, destacou-se em produções independentes como Resurrection RoadConcessions e Cookbook for Southern Housewives, e preparava o lançamento do livro Tears For My Father: Outlaw Thoughts and Poems.

Além de dezenas de filmes, séries como Miami ViceQuantum Leap e Vengeance Unlimited, e vozes em jogos como GTA III e Dishonored, Madsen manteve sempre uma carreira activa e polivalente — uma figura de culto que nunca deixou de ser ele próprio.

“Michael Madsen foi um dos actores mais icónicos de Hollywood”, escreveram os seus representantes em comunicado. “Será lembrado e sentido por muitos.”

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“O Pior Realizador de Sempre Quase Me Estragou a Vida” – Anthony Mackie Revela Como Quase Perdeu The Hurt Locker

Actor esteve prestes a perder o papel que mudou a sua carreira por culpa de um filme… que nunca chegou sequer a estrear

🎬 The Hurt Locker é hoje um clássico moderno — vencedor de seis Óscares, responsável por lançar Kathryn Bigelow ao pódio dos grandes realizadores de guerra, e… por pouco, sem Anthony Mackie. A revelação surgiu agora, da boca do próprio actor, e envolve um projecto maldito, um realizador que “nunca devia ter estado numa cadeira de realização” e uma dose considerável de sorte.

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Numa entrevista ao segmento Know Their Lines da Variety, Mackie recordou como quase perdeu o papel de Sergeant J.T. Sanborn por estar preso a outro filme. Um filme que nunca viu a luz do dia.

“Estava a rodar um filme na Carolina do Norte com, muito provavelmente, o pior realizador de sempre. Ironia das ironias: o filme nunca foi lançado.”

O problema? As filmagens desse projecto esticaram-se e colidiram com o início de The Hurt Locker. Mackie teve de desistir e a produção ofereceu o papel a outro actor. Felizmente, esse tal actor recusou — “porque o cachet era demasiado baixo”, contou Mackie com um sorriso.

De um pesadelo cinematográfico… ao verdadeiro trabalho de actor

Foi assim que o destino voltou a sorrir-lhe. Apesar dos atrasos, a produção de The Hurt Locker voltou a fazer-lhe o convite, disposta a esperar até que ele terminasse o outro filme.

“Passei de um realizador que não tinha nada que estar nesta indústria para a Kathryn Bigelow”, disse. “Cheguei a Amã, na Jordânia, e começámos imediatamente com investigação cultural, estudo militar, análise de personagem… o verdadeiro trabalho de um realizador. Foi aí que percebi que tipo de pessoas quero ter ao meu lado — e que tipo de pessoas não deviam estar sequer a filmar.”

Mackie acabou por entregar uma das suas performances mais marcantes, ao lado de Jeremy Renner, num filme que viria a tornar-se referência obrigatória nos retratos do conflito no Iraque.

O filme que mudou Hollywood (e a vida de Mackie)

Estreado em 2009, The Hurt Locker venceu seis Óscares na cerimónia de 2010, incluindo Melhor Filme, Melhor Realização (Kathryn Bigelow, a primeira mulher a vencer esta categoria), Melhor Argumento Original e três categorias técnicas. Foi um triunfo artístico, político e simbólico — num ano em que competia directamente com o gigantesco Avatar de James Cameron.

Para Anthony Mackie, foi mais do que um sucesso de crítica ou bilheteira. Foi uma lição de vida.

“Foi provavelmente a experiência de interpretação mais importante que tive”, confessou.

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E tudo graças a um actor que recusou o papel… e a um realizador que, felizmente para todos nós, nunca mais fez um filme.

De Garfield a Elordi: A Transformação Relâmpago de Frankenstein nas Mãos de Guillermo del Toro

Com apenas nove semanas para refazer tudo, del Toro trocou Andrew Garfield por Jacob Elordi e criou um monstro… inesperadamente perfeito

🧟‍♂️ Nove meses de trabalho, nove semanas para começar do zero. É este o desafio quase sobre-humano que Guillermo del Toro enfrentou na produção do seu muito aguardado Frankenstein — depois de Andrew Garfield abandonar o papel principal em cima da hora, devido a conflitos de agenda.

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O realizador revelou os bastidores desta reviravolta numa entrevista recente à Vanity Fair, onde explicou como foi obrigado a descartar todo o design e caracterização feitos com Garfield… para começar do zero com Jacob Elordi. E ainda assim, as coisas não só correram bem — correram melhor do que o esperado.

“O Andrew saiu e o Jacob entrou. E, sinceramente, ele é o actor perfeito para a Criatura,” confessou del Toro. “Temos uma ligação quase sobrenatural. Digo-lhe muito pouco, e ele simplesmente faz.”

Do pânico à epifania: o corpo certo, o olhar certo, o tempo errado

Mike Hill, colaborador habitual de del Toro na caracterização e maquilhagem (The Shape of WaterNightmare Alley), já tinha passado nove meses a trabalhar o visual de Garfield como monstro de Frankenstein. Mas assim que Elordi entrou em cena, viu imediatamente que tinha algo especial entre mãos.

“O que me atraiu nele foi a sua postura. Aquelas mãos, os pulsos, o ar desengonçado. E depois, o olhar: profundo, observador, pestanas longas, pálpebras pesadas, à la Boris Karloff”, revelou Hill. “Tem uma inocência impressionante… mas num corpo com quase dois metros que podia causar estragos se quisesse.”

A pressão era imensa: apenas nove semanas para repensar o monstro e preparar Elordi para um papel icónico. E no entanto, o resultado final foi tão forte que parece ter sido sempre esta a escolha.

Garfield: “Foi decepcionante, mas… talvez ele precisasse mais disto do que eu”

Andrew Garfield, por sua vez, revelou à Deadline que ficou magoado por ter de sair do projecto, mas ficou em paz depois de conhecer o seu substituto.

“Foi decepcionante sair de Frankenstein, mas quando conheci o Jacob senti que era tudo muito… certo. Como se ele precisasse mais desta experiência do que eu. Isso foi bonito de ver.”

A estreia já tem data marcada — e a fasquia está altíssima

Frankenstein, realizado por Guillermo del Toro e produzido pela Netflix, vai ter estreia mundial no Festival de Veneza, onde estará em competição pelo Leão de Ouro. Um palco bem conhecido do realizador mexicano, que já venceu o prémio máximo em 2017 com The Shape of Water.

Após a exibição em Veneza, o filme terá uma estreia limitada em sala antes de chegar à plataforma de streaming em Novembro.

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Entre mudanças de última hora, pressão extrema e uma nova interpretação do clássico de Mary Shelley, tudo indica que esta será uma das estreias mais intensas e aguardadas do ano.

O Que Aconteceu ao Terceiro Fantastic Four? Ioan Gruffudd Quebra o Silêncio

O actor galês recorda com carinho o papel de Reed Richards e o plano original para uma trilogia que nunca se concretizou

🦸‍♂️ Ioan Gruffudd, o eterno Mister Fantastic dos filmes Fantastic Four de 2005 e 2007, voltou a falar sobre um tema que há muito intriga os fãs da Marvel: o terceiro filme que estava planeado… mas nunca aconteceu.

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Em entrevista à Vulture, a propósito da estreia de The Fantastic Four: First Steps — a nova abordagem da Marvel ao quarteto fantástico — Gruffudd revelou-se “incrivelmente orgulhoso por ter feito parte de uma franquia tão bonita”, referindo-se aos dois filmes da 20th Century Fox: Fantastic Four (2005) e Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer(2007).

“A ideia era fazermos três filmes”, disse o actor. “O segundo foi tão bem-sucedido como o primeiro e igualmente divertido para os fãs. Adorei trabalhar com o Doug Jones [Silver Surfer], um verdadeiro artista e mestre da expressão física. Ele dá vida às personagens como ninguém.”

Apesar do sucesso moderado nas bilheteiras — ambos os filmes ultrapassaram os 300 milhões de dólares — e de críticas mistas, mas geralmente positivas, o estúdio acabou por cancelar a terceira parte. Em 2009, a Fox anunciou um reboottotal, que viria a estrear em 2015 com Miles Teller como Reed Richards. O resultado? Um desastre crítico e comercial.

“O plano era fazer três, mas essas decisões estão fora do meu controlo”

Gruffudd não esconde a mágoa. “Como actor, é quase como fazer o luto por cada personagem que deixamos de interpretar. E esta não foi diferente. Foi um grande passo na minha carreira, foram dois filmes ao longo de vários anos… a personagem torna-se parte de ti.”

Sobre um possível regresso ao universo Marvel, o actor é pragmático. Apesar dos rumores persistentes e do entusiasmo dos fãs, garante que não foi convidado a regressar.

“Não estou no novo filme. Os fãs acham que vou aparecer numa parte do universo que ainda nem foi escrita ou filmada. Com o John Krasinski a surgir como Reed Richards num cameo, e o Chris Evans como Johnny Storm a ser falado para o novo Deadpool, tudo parece possível. Mas para já, não fui contactado.”

Ainda assim, Gruffudd vê com bons olhos o futuro da franquia. Mostrou-se entusiasmado com a nova versão, passada nos anos 60, protagonizada por Pedro Pascal, e feliz por ver os Fantastic Four a continuar a conquistar novas gerações.

Entretanto, The Fantastic Four: First Steps arrecadou perto de 200 milhões de dólares desde a estreia a 25 de Julho, embora tenha sofrido uma quebra acentuada de 66% no segundo fim-de-semana — uma descida semelhante à registada por Captain America: Brave New World, que estreou em Fevereiro e também teve uma quebra na ordem dos 68%.

Uma trilogia que nunca aconteceu… mas um legado que permanece

Mesmo sem o terceiro capítulo, os filmes de Gruffudd continuam a ter um lugar especial no coração dos fãs. Foram dos primeiros grandes títulos da Marvel nos anos 2000 e ajudaram a pavimentar o caminho para o MCU tal como o conhecemos hoje.

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E embora Ioan Gruffudd tenha seguido outros rumos — de Black Hawk Down a Liar — para muitos, ele será sempre o Mister Fantastic original. E, quem sabe, talvez um dia o vejamos a esticar-se de novo… nem que seja numa cena surpresa.

Johnny Depp e Ridley Scott Reimaginam o Universo de Mr. Hyde numa Novela Gráfica Sombria e Ambiciosa

Nova adaptação gráfica de “O Médico e o Monstro” traz estética cinematográfica, reflexão contemporânea e o toque inconfundível de duas lendas do cinema

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Johnny Depp e Ridley Scott uniram forças para dar nova vida ao clássico literário Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson, agora transformado numa novela gráfica em dois volumes com lançamento previsto para o próximo Halloween. Intitulado simplesmente Hyde, o projecto conta com argumento de Jesse Negron e Joe Matsumoto, direcção artística de Chris Weston e é produzido pelo estúdio independente Mechanical Cake.

A história propõe uma reinterpretação sombria da obra vitoriana, centrando-se na figura de Mr. Hyde após a queda de Jekyll, num mundo subterrâneo onde o personagem dá continuidade aos seus impulsos mais obscuros. Desta vez, Hyde não esconde apenas a sua própria identidade, mas multiplica-se: usa um soro experimental para transformar outros em versões dele próprio.

Depp mergulha na criação visual e dramática de Hyde

Johnny Depp não interpreta apenas a personagem — influencia-a estética e narrativamente. Segundo os produtores, a fisionomia de Hyde foi desenhada com base no próprio Depp, que também participou no desenvolvimento visual da obra e narra o trailer já divulgado nas redes sociais. “Quando era menino, carregava um livrinho de Dr. Jekyll & Mr. Hyde no bolso para onde quer que fosse”, revelou o actor numa publicação no X (antigo Twitter). “Entrar neste mundo com Ridley Scott é mágico e insano.”

Com uma carreira marcada por personagens excêntricas e intensas — de Edward Scissorhands a Sweeney Todd, passando por Jack Sparrow — Depp volta a explorar os limites da identidade, desta vez com um toque literário e gráfico.

Ridley Scott como mentor criativo

Embora não realize nem escreva directamente, Ridley Scott — o nome por trás de Blade RunnerAlien e Gladiador — serve como figura orientadora do projecto. A visão estética e narrativa do realizador britânico inspirou a abordagem visual e o tom cinematográfico da novela gráfica. “Receber essa confiança de Ridley é surpreendente”, declarou Depp. “É insano e belo.”

Londres, ciência e monstros interiores

Hyde não se limita a recontar uma história do século XIX. A equipa criativa quer explorar temas contemporâneos como a dupla identidadeética científicaalienação urbana e controlo social, com o pano de fundo da Londres vitoriana, reconstruída com rigor histórico e riqueza visual por Chris Weston.

Segundo Negron, o objectivo é mergulhar o leitor “num ambiente onde as fronteiras entre bem e mal são tão esbatidas quanto os esgotos por onde Hyde se move”. O primeiro volume está agendado para Outubro, e a Mechanical Cake já admite que o universo de Hyde poderá crescer para outros meios — como cinema, televisão ou videojogos.

Uma abordagem independente com aspirações de estúdio

“Esta é uma oportunidade incrível para criar um projecto com escala de estúdio, mas directamente dos criadores para o público, sem filtros”, explicou Jesse Negron. A editora pretende que a obra marque uma nova era de publicação gráfica onde liberdade criativa e ambição artística andem de mãos dadas.

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Entre o fascínio literário de Stevenson, a visão sombria de Scott e a energia criativa de Depp, Hyde promete ser muito mais do que uma adaptação: será uma reinvenção visual, filosófica e emocional de um dos monstros mais emblemáticos da ficção.

Anthony Hopkins Goza com Máscara de Kim Kardashian e Evoca Hannibal Lecter: “Já Me Sinto Dez Anos Mais Jovem”

Actor britânico faz vídeo irónico com modelador facial da Skims e conquista elogios pelo seu humor negro

Anthony Hopkins voltou a usar uma máscara — mas, desta vez, não é para interpretar o sinistro Dr. Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes. Numa publicação recente no Instagram, o actor britânico aparece com o novo modelador facial da Skims, marca de shapewear de Kim Kardashian, apenas para brincar com a ideia… e com a imagem assustadora que o tornou célebre no cinema.

“Olá, Kim. Já me estou a sentir dez anos mais jovem. Adeus”, diz Hopkins no vídeo, terminando com o icónico som de “slurping” que Hannibal fazia após falar de fígados humanos e vinho Chianti. Na legenda, o actor escreve com ironia: “Obrigado, Kim. Não tenhas medo de vir cá jantar.”

Internet reage ao humor à la Hannibal

A publicação rapidamente se tornou viral e foi partilhada pela própria Kim Kardashian, que já tinha visto a sua nova criação ser comparada à máscara usada por Hannibal Lecter. Comentários como “Vai jantar a Kim?” ou “Fantástico actor com um fantástico sentido de humor” multiplicaram-se, numa onda de elogios à forma como Hopkins soube tirar partido da associação.

A máscara que promete “rejuvenescer o rosto”

O produto em questão é um novo modelador facial da Skims, feito do mesmo material dos famosos calções modeladores da marca. Custa 48 dólares (cerca de 41,50 euros) e promete ajudar a afinar o maxilar durante o sono. Segundo a descrição nas redes sociais da Skims, utiliza um “fio de colagénio” — embora não esteja claro o que isso significa, nem quais os seus benefícios clínicos.

Visualmente, a peça assemelha-se a uma ligadura pós-operatória, semelhante às que são utilizadas após cirurgias plásticas faciais. Tal como outros lançamentos da marca, está apenas disponível por inscrição numa lista de espera, o que não impediu que se tornasse um fenómeno nas redes sociais.

Kim Kardashian continua a apostar na provocação

Este é apenas mais um capítulo numa linha de produtos que aposta no impacto visual e no marketing viral. Em 2023, Kardashian já tinha lançado um sutiã com mamilos salientes incorporados e, em 2024, calções modeladores que enfatizam rabo e ancas, com o objectivo declarado de mimetizar a sua própria silhueta.

“Adoro ultrapassar limites e trazer humor às nossas campanhas”, disse Kim numa entrevista anterior. Fundada em 2019, a Skims é já uma marca avaliada em 4 mil milhões de dólares (cerca de 3,5 mil milhões de euros) e prepara-se para colaborar com a Nike numa nova linha de vestuário desportivo para mulheres, direccionada para quem é, segundo Kardashian, “obcecada com o corpo”.

Resta saber se Anthony Hopkins aceitará experimentar as leggings ou se já está suficientemente rejuvenescido com a sua máscara de Hannibal em versão Skims.

Josh Brolin Admite Dúvidas Sobre Uma Sequela de “The Goonies”: “Não Quero Estragar a Memória Que Tenho”

Actor mostra-se dividido entre o entusiasmo e o receio em relação ao regresso de um dos maiores clássicos dos anos 80

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Quase quatro décadas depois da estreia de The Goonies (1985), a expectativa em torno de uma possível sequela continua a crescer entre fãs de várias gerações. Mas para Josh Brolin, que interpretou o adolescente atlético Brand no filme original, o entusiasmo vem acompanhado de uma dose de precaução.

Numa entrevista recente ao Entertainment Tonight, durante a estreia do filme Weapons em Los Angeles, Brolin afirmou que adoraria ver o grupo dos Goonies voltar ao ecrã — mas teme que uma sequela possa prejudicar a imagem quase mítica do original. “Espero que aconteça, porque a experiência foi maravilhosa. O filme é bem recebido geração após geração. É só coisas boas associadas a ele”, disse o actor.

Contudo, não esconde a sua preocupação: “O receio que tenho é que se lance algo que estrague isso. Não quero manchar a memória que tenho do filme.” Com humor, acrescentou: “Imagina que fazemos um novo e os Goonies já são adultos, aparecem com andarilhos, tropeçam e caem de um penhasco porque já não vêem bem. O que se pode fazer? Não sei.”

Spielberg como guardião da ideia original

Para Brolin, o envolvimento de Steven Spielberg é essencial para que uma sequela funcione. Spielberg produziu o original e tem estado envolvido em vários esforços para desenvolver uma continuação ao longo dos anos. “Se o Spielberg aprovar, sabemos que vai ser bom”, afirmou Brolin. “Acho que já houve cinco guiões diferentes ao longo dos anos e ele não aprovou nenhum. Portanto, eu ser esquisito? O Spielberg é ainda mais — e com razão, porque tem bom gosto.”

Em 2024, a Warner Bros. confirmou oficialmente que está a desenvolver uma sequela de The Goonies, com Spielberg e Chris Columbus (argumentista do original) como produtores. Ainda não há enredo divulgado nem elenco confirmado, mas a produção está em desenvolvimento.

Elenco continua unido

O espírito de camaradagem que marcou o filme original parece manter-se intacto. Em Fevereiro deste ano, Josh BrolinCorey FeldmanJeff Cohen e Kerri Green estiveram presentes na cerimónia de homenagem a Ke Huy Quan, onde o actor recebeu as tradicionais marcas de mãos e pés no TCL Chinese Theatre, em Los Angeles.

Na ocasião, Quan, que interpretou Data, recordou com carinho os colegas: “The Goonies continua a ser uma das maiores aventuras da minha vida, e não teria sido uma aventura sem vocês — Josh, Corey, Jeff, Kerri, Martha e Sean. Obrigado, meus Goonies.”

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Se o filme regressar com o elenco original ou com uma nova geração de aventureiros, resta saber. Mas uma coisa é certa: os Goonies nunca dizem morrem — só são mais cautelosos depois dos 50.

Justin Baldoni Processa Seguradoras por Recusa em Cobrir Custos Jurídicos em Disputa com Blake Lively

Co-fundador da Wayfarer Studios quer obrigar seguradoras a pagar defesa legal em caso de assédio e difamação envolvendo o filme It Ends With Us

O realizador e actor Justin Baldoni, conhecido por Jane the Virgin e por ter realizado a adaptação cinematográfica de It Ends With Us, avançou com um novo processo judicial na Califórnia. A acção visa algumas das maiores seguradoras do mundo, depois de estas se terem recusado a cobrir os custos legais da sua defesa e da de vários colaboradores da sua produtora Wayfarer Studios, num caso judicial movido por Blake Lively, protagonista do filme.

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O processo foi interposto a 30 de Julho no Tribunal Superior de Los Angeles, tendo como co-queixosos, além de Baldoni, o bilionário Steve Sarowitz (co-fundador da Wayfarer), o CEO Jamey Heath, a empresa It Ends With Us Movie LLC e a própria Wayfarer Studios. Os réus incluem a New York Marine and General Insurance Company, a QBE Insurance Corporation, seguradoras associadas ao grupo Lloyd’s of London, entre outras.

Uma disputa milionária com múltiplas frentes

A acção judicial surge num contexto de litígios já complexos. Em Dezembro de 2024, Blake Lively intentou um processo por assédio sexual, difamação e retaliação contra Baldoni e elementos ligados à produção do filme It Ends With Us. Em resposta, Baldoni apresentou um contra-processo de 400 milhões de dólares contra Lively, o seu marido Ryan Reynolds, a assessoria do casal e até o New York Times. Esse processo foi arquivado em Junho.

Apesar de, alegadamente, Sarowitz ter afirmado que estaria disposto a gastar “100 milhões de dólares para arruinar” Lively, os novos documentos judiciais indicam que o produtor procura agora que as seguradoras assumam os encargos da sua defesa.

As seguradoras, por sua vez, argumentam que a Wayfarer violou os termos das apólices ao não informar previamente que existiam queixas formais de assédio durante a pré-produção e produção do filme — uma alegação que está também a ser avaliada num processo federal separado movido pela Harco National Insurance Company, igualmente contra a Wayfarer.

Pedido de reembolso de honorários legais

Segundo a acção apresentada, a defesa de Baldoni e restantes co-réus no processo de Lively está a ser paga pela Wayfarer e pela It Ends With Us Movie LLC, algo que os autores consideram injusto. “Os segurados têm direito a ser reembolsados por todas as despesas e honorários de defesa que pagaram”, lê-se no processo.

O pedido foi formalmente endereçado à New York Marine no dia 28 de Julho, numa resposta detalhada à recusa de cobertura comunicada pela seguradora em Maio. Até à data, a empresa seguradora “não assumiu o seu dever de defesa”, segundo o documento judicial.

Processo principal segue para julgamento em 2026

Enquanto este novo litígio contra as seguradoras se desenrola nos tribunais da Califórnia, o processo principal — movido por Blake Lively — tem data de julgamento marcada para 9 de Março de 2026 em Nova Iorque, sob responsabilidade do juiz Lewis Liman.

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Nem os representantes de Baldoni e da Wayfarer Studios, nem as seguradoras envolvidas, prestaram declarações até ao momento. Também os porta-vozes de Blake Lively e da sua equipa legal recusaram comentar a nova acção.

Michael Peña Junta-se a Chris Hemsworth e Lily James no Thriller Submarino “Subversion”

Novo filme de acção da Amazon MGM aposta em elenco de luxo e intriga subaquática digna de Hollywood

Michael Peña, conhecido pelos seus papéis em End of WatchThe Martian e American Hustle, é a mais recente adição ao elenco de Subversion, o novo filme de acção da Amazon MGM Studios passado maioritariamente… debaixo de água. A informação foi revelada em exclusivo pelo Deadline, mas os detalhes sobre o papel de Peña permanecem tão secretos como os compartimentos de um submarino nuclear.

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Intriga, crime e perseguições debaixo de água

Com Chris Hemsworth no papel principal e Lily James como antagonista (ou talvez heroína, dependendo do ponto de vista), Subversion promete ser um thriller tenso e claustrofóbico, ambientado nos confins do oceano. A história centra-se num antigo comandante naval (Hemsworth), caído em desgraça, que é chantageado por uma organização com contornos de cartel para pilotar um submarino cheio de carga ilegal por águas internacionais. Do outro lado da linha, uma determinada agente da guarda costeira (James) lidera a perseguição.

O filme é realizado por Patrick Vollrath, que já nos mostrou como criar tensão em espaços apertados com o filme 7500(protagonizado por Joseph Gordon-Levitt a bordo de um avião). O argumento é assinado por Andrew Ferguson, e a produção está a cargo de Lorenzo di Bonaventura, conhecido por blockbusters como Transformers e SaltStephen Shafer e Greg Cohen assumem a produção executiva pela Di Bonaventura Pictures.

Peña continua imparável

A carreira de Michael Peña continua a navegar em velocidade de cruzeiro. Além deste novo projecto subaquático, o actor vai contracenar com Sarah Snook (Succession) na minissérie All Her Fault, baseada no romance de Andrea Mara, com estreia marcada para este ano na plataforma Peacock. Está também confirmado no elenco de Good Luck, Have Fun, Don’t Die, o próximo filme de acção e aventura realizado por Gore Verbinski, ao lado de Sam Rockwell.

Com um talento versátil que tanto brilha no drama como na comédia e na acção, Peña poderá trazer um toque humano (ou talvez humorístico?) a Subversion, um filme que, à primeira vista, promete momentos de cortar a respiração — e não só pela profundidade das águas.

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Quando estreia?

Ainda sem data de estreia confirmada, Subversion está em fase de produção e deverá ser uma das grandes apostas da Amazon MGM para o grande ecrã — ou para o streaming, dependendo da estratégia da distribuidora. Com este trio no elenco (Hemsworth, James e Peña) e um enredo que mistura tensão geopolítica, crime organizado e perseguições marítimas, o filme tem tudo para fazer ondas no panorama dos thrillers de acção.

“Spider-Man: Brand New Day” Apresenta Primeiro Teaser do Novo Fato de Tom Holland

Sony revela imagem preliminar do novo visual de Peter Parker no regresso ao grande ecrã

A Sony Pictures divulgou nas redes sociais o primeiro teaser do novo fato de Spider-Man para o filme Spider-Man: Brand New Day, marcando oficialmente o início da campanha de promoção da próxima longa-metragem protagonizada por Tom Holland. A partilha foi feita no dia 1 de Agosto, data que assinala o Spider-Man Day, em homenagem à primeira aparição do super-herói nos quadradinhos da Marvel, em Amazing Fantasy #15, lançado em 1962.

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O vídeo publicado pela produtora sugere alterações no icónico traje do herói, embora sem revelar todos os detalhes. “Something brand new is coming… #SpiderManDay” lê-se na publicação, alimentando o entusiasmo dos fãs em torno do novo capítulo da saga.

Tom Holland regressa com entusiasmo à personagem

Em declarações recentes à série do YouTube Flip Your Wig, Tom Holland manifestou entusiasmo por regressar ao universo cinematográfico da Marvel (MCU) e voltar a vestir a pele de Peter Parker.

“Estou absolutamente entusiasmado. Voltar a interpretar o Spider-Man é como reencontrar um velho amigo”, afirmou. O actor explicou ainda que o novo filme será marcado por uma abordagem mais próxima da “velha escola”, com filmagens em cenários reais, uma diferença em relação ao anterior título da saga, rodado quase inteiramente em estúdio devido às restrições da pandemia.

“Vamos começar em Glasgow, onde vamos transformar as ruas da cidade num grande cenário para uma sequência de acção. Vai lembrar muito o que fizemos no primeiro filme em 2017. Estou com vontade de voltar a esse tipo de cinema.”

Estreia marcada para 2026

Spider-Man: Brand New Day tem estreia internacional prevista para 31 de Julho de 2026 e será realizado por Destin Daniel Cretton, responsável por Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings (2021). Este novo capítulo deverá explorar novas fases na vida de Peter Parker, numa altura em que o universo Marvel continua a expandir-se para o cinema e televisão.

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Mais informações sobre o enredo e o restante elenco deverão ser divulgadas ao longo dos próximos meses, mas o lançamento do teaser do fato já serviu para confirmar que a produção está em andamento e que o entusiasmo à volta do super-herói continua vivo junto do público.

Tom Holland e os Rumores de James Bond: “Há Especulação” — Mas Nada Confirmado

Enquanto regressa ao universo Marvel, o actor britânico evita confirmar (ou negar) ligação ao novo 007

Será Tom Holland o próximo James Bond? É a pergunta que paira no ar há meses — e que o próprio ator decidiu manter no limbo. Numa recente entrevista no canal de YouTube de Gordon Ramsay, Holland reagiu com um sorriso enigmático aos rumores de que poderá vestir o icónico smoking do agente secreto mais famoso do mundo.

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“Há especulação neste momento. Vamos mantê-la no mínimo, por agora”, disse o actor britânico. E acrescentou com humildade: “Todos os jovens actores britânicos sonham com esse papel. É o pináculo da nossa indústria. Já me considero o miúdo mais sortudo do mundo — nunca teria sonhado com a carreira que tenho.”

Um novo Bond, um novo realizador

A especulação em torno de Tom Holland surge no contexto da revitalização da saga Bond, agora com Denis Villeneuve(realizador de Dune e Arrival) ao leme da nova versão. A produção estará a cargo de Amy Pascal (Spider-Man) e David Heyman (Harry Potter), o que, curiosamente, estabelece uma ligação directa com o passado de Holland, já que trabalhou com Pascal no universo Spider-Man.

A confirmação de Villeneuve como realizador foi oficializada em Junho pela Amazon MGM Studios. Mais recentemente, Steven Knight (Peaky BlindersSpencer) foi anunciado como o argumentista encarregado de dar nova vida ao espião britânico. Os produtores de longa data, Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, permanecem associados ao projecto, garantindo alguma continuidade à herança da franquia.

Bond 26 já mexe… mas quem será o novo 007?

Após a era de Daniel Craig, que deu corpo a Bond entre 2006 (Casino Royale) e 2021 (No Time to Die), os fãs estão ansiosos por saber quem será o próximo actor a carregar a licença para matar. Craig sucedeu a nomes como Sean ConneryRoger Moore e Pierce Brosnan, cada um com a sua marca inconfundível. A tarefa de encontrar um sucessor à altura é, por isso, monumental.

Com o novo filme já em pré-produção e com a equipa criativa a trabalhar em Londres, como confirmou a Amazon MGM durante a CinemaCon, o mistério em torno do novo protagonista está a tornar-se numa verdadeira campanha de suspense. Segundo Courtenay Valenti, responsável pela divisão de cinema da Amazon, a nova fase da saga vai “honrar o legado da personagem, ao mesmo tempo que apresenta um novo capítulo empolgante ao público mundial”.

Tom Holland: preparado para o espião mais famoso do mundo?

A juventude de Holland (28 anos), o seu carisma e a sua familiaridade com grandes produções fazem dele um candidato plausível, mesmo que pouco ortodoxo. Seria, de longe, o Bond mais novo desde Sean Connery em Dr. No. A sua interpretação emocional e física como Peter Parker mostrou que consegue equilibrar acção com fragilidade — mas será isso suficiente para um Bond moderno?

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Por agora, o actor opta por jogar pelo seguro. Mas a sua resposta cuidadosamente vaga — “Vamos manter isto no mínimo, por agora” — pode muito bem ser o tipo de não-desmentido que alimenta os rumores. E convenhamos: ninguém se torna espião revelando os segredos todos, pois não?

Sarah Michelle Gellar Regressa ao Papel de Buffy com Nova Caçadora ao Lado — E Já Está em Treinos!

Reboot de Buffy, a Caçadora de Vampiros avança na Hulu com Chloé Zhao a realizar o episódio-piloto

Sarah Michelle Gellar está de volta — e com direito a stake na mão! A eterna Buffy, a Caçadora de Vampiros publicou nas redes sociais um vídeo de treino ao lado da jovem actriz Ryan Kiera Armstrong, a nova escolhida para liderar o reboot da série na Hulu.

“Warrior 1 e 2. Nós não suamos… brilhamos”, escreveu Gellar no Instagram, num tom tão sarcástico quanto familiar para os fãs de longa data da série criada por Joss Whedon nos anos 90.

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O regresso que muitos esperavam… mas com pés bem assentes na terra

O reboot está oficialmente em desenvolvimento e tem Chloé Zhao (NomadlandEternals) como realizadora do episódio-piloto, o que já diz muito sobre a ambição do projecto. Segundo Gellar, a ideia de regressar ao universo de Buffy só se tornou real quando sentiu que era possível fazê-lo com respeito e qualidade.

“Ouço os fãs há anos e percebo o quanto desejam regressar ao mundo de Buffy, mas nunca quis fazê-lo a não ser que estivesse certa de que faríamos justiça à personagem e à sua história”, afirmou. “Esta jornada foi longa, e ainda não terminou. Só faremos esta série se soubermos que será bem feita.”

A nova escolhida: Ryan Kiera Armstrong

A actriz escolhida para herdar o legado de Buffy é Ryan Kiera Armstrong, conhecida por filmes como Firestarter e The Tomorrow War. Descrita nos materiais de casting como uma estudante do secundário introvertida, a nova personagem promete trazer uma abordagem moderna à figura da “Caçadora”.

Gellar não poupou elogios à jovem actriz: “Desde o momento em que vi a audição da Ryan, soube que era ela quem queria ao meu lado. Ter esse nível de inteligência emocional e talento com tão pouca idade é mesmo um dom. E o bónus? O sorriso dela ilumina até a sala mais escura.”

Um reboot com alma de homenagem

A nova versão de Buffy não será um simples “remake”. Pelo que se sabe até agora, vai explorar o legado das Caçadoras e trazer uma nova geração de personagens, mantendo o espírito do original mas adaptado a um novo tempo. E com Gellar a bordo — não só como actriz mas como figura tutelar do universo Buffy — o fandom pode respirar de alívio: o projecto está a ser tratado com carinho e respeito.

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Para os fãs que nunca desistiram de pedir um regresso, este reboot é mais do que nostalgia — é uma nova oportunidade de ver a luta entre bem e mal com olhos renovados. E se depender do entusiasmo de Sarah Michelle Gellar e da força promissora de Armstrong, a próxima Caçadora já está pronta para entrar em acção.

Nova Liderança na Academia: Produtora de Assim Nasce Uma Estrela assume presidência dos Óscares 🎬🏆

Lynette Howell Taylor é a nova presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas — e promete reforçar o papel da instituição no cinema global.

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Os Óscares têm uma nova comandante. A britânica Lynette Howell Taylor, conhecida pela produção de Assim Nasce Uma Estrela (2018), foi eleita presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o grupo responsável pela mais famosa cerimónia de prémios de Hollywood.

A produtora sucede a Janet Yang e torna-se apenas a quinta mulher a liderar a organização em quase 100 anos de história. Membro da Academia desde 2014, Howell Taylor já tinha ocupado cargos de relevo, como vice-presidente e presidente do comité dos prémios. E em 2020, foi responsável pela produção da cerimónia onde Parasitas fez história ao conquistar o Óscar de Melhor Filme — o primeiro para uma obra em língua não inglesa.

De Blue Valentine a Capitão Fantástico: uma carreira sólida e eclética

Lynette Howell Taylor é muito mais do que Assim Nasce Uma Estrela. Ao longo da sua carreira, produziu filmes marcantes como Half Nelson – Encurralados (2006), Blue Valentine – Só Tu e Eu (2010), Capitão Fantástico (2016) e a saga The Accountant – Acerto de Contas. Esta combinação de cinema independente com sucesso comercial reflecte o tipo de equilíbrio que muitos esperam que leve agora para a liderança da Academia.

A sua eleição foi acompanhada pela escolha de outros nomes de peso para cargos de vice-presidência: Lesley Barber (música), Jennifer Fox (produção), Lou Diamond Phillips (actores) e Howard A. Rodman (argumentistas).

Uma nova era para os Óscares?

O presidente executivo do conselho de governadores da Academia, Bill Kramer, elogiou a nova liderança e destacou o “grupo excecional” agora eleito. Em comunicado, garantiu que este será um mandato com capacidade para “promover a missão da Academia, apoiar os seus membros em todo o mundo, garantir a estabilidade financeira a longo prazo e celebrar as conquistas da comunidade cinematográfica global”.

Kramer não poupou elogios a Howell Taylor, sublinhando o seu papel em “revitalizar o trabalho da Academia nos prémios” ao longo dos últimos anos.

Audiências a recuperar (mas ainda longe dos tempos de ouro)

A cerimónia dos Óscares tem vindo a recuperar algum fôlego após o duro golpe da pandemia. A edição de 2024 atraiu cerca de 20 milhões de telespectadores — um número muito mais saudável do que os 10,4 milhões registados em 2021. Ainda assim, continua longe dos tempos áureos: há apenas uma década, a gala atraía mais de 40 milhões de pessoas.

A 98.ª edição dos Óscares já tem datas definidas: as nomeações serão anunciadas a 22 de Janeiro de 2026, e os vencedores serão revelados na noite de 15 de Março do mesmo ano.

Sob a liderança de Lynette Howell Taylor, a expectativa é que a Academia continue o seu caminho de adaptação aos novos tempos — sem esquecer o prestígio que a tornou sinónimo de excelência no cinema mundial.

Do chapéu de Peaky Blinders ao smoking de Bond: Steven Knight vai escrever o próximo 007 🕵️‍♂️🍸

Amazon MGM aposta forte: criador da série de culto junta-se a Denis Villeneuve para reinventar James Bond no cinema

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Steven Knight, o cérebro por detrás de Peaky Blinders, foi oficialmente anunciado como o argumentista do novo filme de James Bond, numa jogada de alto calibre da Amazon MGM. O anúncio foi feito na passada quinta-feira e marca mais um passo decisivo para o muito aguardado regresso do espião britânico ao grande ecrã — agora com um novo tom, nova visão… e uma equipa criativa de luxo.

Knight irá trabalhar ao lado do já confirmado realizador Denis Villeneuve (Dune), numa colaboração que promete trazer sofisticação, tensão e um toque noir à saga de espionagem mais lucrativa de sempre. O projeto será o 26.º filme da série, mas ainda não tem título nem data de estreia definida.

Amazon com licença para reinventar

Desde Fevereiro que a Amazon MGM detém o controlo criativo da saga Bond, e tem sido célere em marcar a sua posição. A escolha de Villeneuve já era arrojada. Agora, com Steven Knight a bordo, fica claro que a nova era de Bond será tudo menos previsível.

O último filme, 007 – Sem Tempo Para Morrer (2021), encerrou o capítulo de Daniel Craig com pompa, lágrimas e explosões, deixando em aberto quem seria o próximo a vestir o smoking. Desde então, os fãs vivem em permanente especulação.

Nomes como Aaron Taylor-Johnson, Tom Holland, Harris Dickinson, Jacob Elordi e Kingsley Ben-Adir têm circulado como possíveis sucessores, mas até agora a Amazon MGM mantém o segredo mais bem guardado da indústria cinematográfica.

De Birmingham para o mundo: o percurso de Steven Knight

Nascido em Birmingham, Steven Knight conquistou o mundo com Peaky Blinders, uma série que combinou estilo, violência e drama familiar com um universo visual marcante. A história dos Shelby — com Cillian Murphy à cabeça — tornou-se um fenómeno global, com seis temporadas e um filme em desenvolvimento para a Netflix.

Mas o talento de Knight não se limita aos gangsters industriais. O britânico é também o criador de séries como TabooSeeThis Town e a recente Toda a Luz Que Não Podemos Ver. Além disso, tem no currículo a co-criação do famoso Quem Quer Ser Milionário?, quatro romances publicados, e créditos como produtor e realizador.

Agora, tem nas mãos uma missão digna de Bond: reinventar a personagem para uma nova geração, ao lado de um dos cineastas mais respeitados da actualidade.

Uma saga com sete mil milhões de razões para continuar

Desde a estreia de Dr. No em 1962, os filmes de James Bond baseados nos romances de Ian Fleming já renderam mais de 7 mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais. Poucas franquias têm este nível de reconhecimento e longevidade — e é por isso que cada passo na produção de um novo filme é seguido com atenção quase religiosa.

Com Steven Knight e Denis Villeneuve ao leme, a fasquia está elevadíssima. Resta saber quem terá a ousadia (e o carisma) de se tornar o novo 007. Uma coisa é certa: este Bond vai ser tudo menos convencional.