Sol, Areia… e Homicídios? Ana de Armas Foge Para o Inferno no Trailer de Eden, o Novo Thriller de Ron Howard


Um elenco de luxo, uma ilha paradisíaca e um pesadelo à espreita. O novo filme de Ron Howard promete fazer-nos suar — e não é só por causa do clima tropical.

Imagine o cenário: uma ilha remota no meio do nada. Vegetação densa, vistas de cortar a respiração, e uma promessa de recomeço longe do caos da civilização. Agora adicione Ana de Armas, Jude Law, Vanessa Kirby, Daniel Brühl, Sydney Sweeney e Felix Kammerer (de Nada de Novo no Front). Parece o casting ideal para umas férias de luxo? Desengane-se. Eden, o novo thriller de sobrevivência de Ron Howard, está mais próximo de O Senhor das Moscas do que de O Amor Acontece.

O primeiro trailer, já disponível, deixa claro que não há espaço para romantismos ou postais de viagem. Baseado na chocante história verídica da ilha Floreana, no arquipélago das Galápagos, Eden segue um grupo de forasteiros europeus que, no início do século XX, abandonam a sociedade moderna em busca de uma utopia longe do mundo. Spoiler: a utopia rapidamente transforma-se numa distopia tropical com contornos de tragédia.

Um retrato de caos humano com sotaques suspeitos e tensões explosivas

Ron Howard, que nos trouxe Thirteen Lives e Apollo 13, atira-se agora de cabeça para o lado mais negro da alma humana. O filme — adaptado do livro Eden Undone de Abbott Kahler — promete uma viagem alucinante pela degradação psicológica, o conflito entre egos e o instinto de sobrevivência quando os limites sociais desaparecem.

No centro da trama está Ana de Armas como uma baronesa austríaca, líder espiritual de uma comunidade improvisada de exilados que rapidamente entra em colapso. As belas paisagens rapidamente se tornam um pano de fundo para traições, lutas pelo poder e uma espiral de violência. O trailer, com a sua montagem tensa e fotografia luxuriante, antecipa um filme intenso onde a ameaça maior não são os tubarões… mas os próprios humanos.

Quando chega Eden aos cinemas?

A estreia no Reino Unido está marcada para 22 de Agosto, e em Portugal estará nas salas a partir de 4 de Setembro. Para quem gosta de thrillers psicológicos baseados em factos reais, Eden promete ser um dos títulos mais falados do final do verão.

Se esperavam uma escapadinha de luxo em cenário tropical, desenganem-se. Eden é tudo menos isso — e ninguém vai sair a cantar “Kumbaya” no final.

O Cavaleiro das Trevas Regressa: The Batman – Parte II Já Tem Data para Começar a Rodar

A sequela do noir super-heróico de Matt Reeves arranca produção na primavera de 2026 — e Gotham prepara-se para mais um mergulho nas sombras

Acendam o Bat-sinal! 🦇 Depois de um silêncio mais longo do que uma patrulha noturna do Comissário Gordon, há finalmente novidades sólidas sobre The Batman – Parte II. O realizador Matt Reeves, que reinventou o Cavaleiro das Trevas em 2022 com uma abordagem mais sombria e detective, entregou recentemente o guião da tão aguardada sequela à dupla de chefes da DC Studios, James Gunn e Peter Safran — e parece que passou no teste com distinção.

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Segundo a Variety, a Warner Bros Discovery confirmou numa carta enviada aos accionistas que as filmagens de The Batman – Parte II estão previstas para começar na primavera de 2026. A estreia está marcada (para já) para Outubro de 2027, ou seja, cinco anos depois do primeiro filme. Um intervalo digno de um plano maquiavélico do Riddler, mas que os fãs parecem dispostos a suportar — desde que a recompensa esteja à altura.

O que sabemos (e o que não sabemos) sobre o regresso a Gotham

Por enquanto, os detalhes sobre a trama continuam envoltos em mistério — o que, convenhamos, é apropriado. Sabemos apenas que Robert Pattinson regressa ao papel principal como o Batman mais introspectivo e encharcado em chuva dos últimos tempos. Tudo o resto é especulação… embora algumas peças comecem a encaixar.

Depois do sucesso da série The Penguin, é altamente provável que Colin Farrell volte a vestir o fat suit e os sapatos de mafioso, agora com o ego mais inflado. Mas quanto a Zoë Kravitz (Selina Kyle/Catwoman) ou Barry Keoghan (Joker, apenas vislumbrado na cena final do primeiro filme), ainda não há confirmações. E claro: todos se perguntam qual será o grande vilão desta nova história. Mr. Freeze? Hush? Ou um retorno inesperado de alguém já conhecido?

Uma espera longa, mas (esperemos) recompensadora

A verdade é que a espera por The Batman – Parte II tem sido mais longa do que o habitual ciclo de produção de super-heróis. Mas este é um universo diferente — menos explosões e mais atmosfera, menos CGI e mais sombras. E se Matt Reeves continuar a explorar esta veia noir e realista, os fãs terão motivos para manter a paciência. Afinal, a qualidade leva tempo… e talvez seja essa a maior diferença entre este Batman e todos os outros.

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Com o guião aprovado e as câmaras prestes a rolar em 2026, parece que o caminho está finalmente livre para mais um mergulho profundo no submundo de Gotham. Preparem-se: o morcego vai voltar — e, pelos vistos, com ainda mais mistério, decadência e chuva.

Liam Neeson Ri-se para o Topo: A Nova Comédia The Naked Gun Bate Recorde de Bilheteira da Década

O reboot da saga policial mais parva do cinema já é o maior sucesso de Liam Neeson dos últimos 10 anos

Frank Drebin Jr. chegou para partir a loiça toda — e, pelos vistos, também alguns recordes pessoais de bilheteira. The Naked Gun, a nova comédia protagonizada por Liam Neeson, está oficialmente coroada como o maior sucesso do actor irlandês nesta década. Quem diria que um dos rostos mais sérios do cinema de acção se iria redimir com… piadas físicas, absurdos policiais e humor pastelão?

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O filme, que serve como reboot e sequela-homenagem à trilogia original estrelada por Leslie Nielsen, estreou nos cinemas a 1 de Agosto com uma estreia sólida de 16,8 milhões de dólares nos primeiros três dias. Esta marca tornou-se a segunda melhor estreia de sempre na saga Naked Gun e, mais relevante ainda, o melhor fim de semana de estreia de Neeson nos últimos 10 anos, ultrapassando os números de Taken 3 (2015).

Um número modesto… mas com significado

Segundo dados do The NumbersThe Naked Gun já arrecadou 32,9 milhões de dólares em bilheteira mundial: 21,4 milhões nos EUA e 11,5 milhões no resto do mundo. Com isto, ultrapassa os 32,6 milhões de Honest Thief (2020), tornando-se oficialmente o filme mais lucrativo de Liam Neeson desde o início da década de 2020.

Mas atenção: apesar do título de “recordista da década”, os valores estão longe de ser bombásticos. Na verdade, o filme ocupa neste momento o 45.º lugar no ranking de bilheteiras de 2025, ficando atrás de títulos considerados medianos como M3GAN 2.0 (39 milhões) e Black Bag (42,7 milhões). Ainda assim, há que valorizar o feito — até porque já ultrapassou, em apenas uma semana, todos os outros filmes do actor lançados desde 2020.

A década discreta de Neeson… até agora

Entre 2020 e 2024, Liam Neeson manteve uma presença constante nas salas de cinema, mas sem grandes faíscas de sucesso. Veja-se os exemplos:

  • Made in Italy (2,7 M)
  • The Marksman (23,8 M)
  • Blacklight (16 M)
  • Retribution (13,6 M)
  • In the Land of Saints and Sinners (3,4 M)

Perante este histórico, os quase 33 milhões de The Naked Gun parecem uma lufada de ar fresco… ou uma lufada de gás hilariante, mais apropriado à temática.

O que se segue para Liam Neeson?

A grande questão é: conseguirá The Naked Gun manter-se no trono até 2030? Por enquanto, parece provável que o continue a liderar durante algum tempo — e poderá subir ainda mais na tabela à medida que as próximas semanas tragam mais receitas. O boca-a-boca (e os risos) poderão fazer milagres.

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Neeson tem ainda vários projectos na calha, incluindo a comédia de terror Cold Storage e o filme de assalto 4 Kids Walk Into a Bank. Mas, a julgar pelo desempenho dos seus filmes recentes, a comédia parece estar a ser o seu novo superpoder. Talvez seja tempo de trocar de vez as pistolas por piadas?

Cher Está de Volta? Alicia Silverstone Fala Sobre a Nova Série de Clueless👠📺

Trinta anos depois, a icónica adolescente de Beverly Hills pode regressar — com a bênção (e o entusiasmo) da própria protagonista

Atenção, fãs de moda dos anos 90 e de frases como “As if!”Alicia Silverstone está pronta para trazer de volta Cher Horowitz, a protagonista de Clueless, numa nova série que está oficialmente em desenvolvimento. E embora tudo ainda esteja “nos estágios iniciais”, a actriz já prometeu que a intenção é clara: respeitar o legado da comédia teen que marcou uma geração, mas com um toque novo.

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“Queremos honrar tudo o que as pessoas amam em Clueless”

Durante uma entrevista no programa Today, Silverstone mostrou-se entusiasmada com o projecto — embora limitada nos detalhes:

“Estou muito entusiasmada. A ideia é trabalhar muito para que o resultado honre tudo o que as pessoas adoram em Clueless e na Cher.”

E acrescentou:

“Queremos mesmo manter esse espírito, mas também trazer algo de fresco. Tenho confiança de que vamos conseguir, mas ainda estamos numa fase muito inicial.”

Um regresso com pedigree

O projecto está a ser desenvolvido pela Peacock, com Alicia Silverstone a voltar ao papel de Cher e também como produtora executiva. A série contará com uma equipa de peso: os criadores de Gossip GirlJosh Schwartz e Stephanie Savage, juntam-se à argumentista de DollfaceJordan Weiss, com Amy Heckerling (a realizadora e argumentista do filme original) e o produtor Robert Lawrence também a bordo.

O envolvimento de nomes tão ligados ao ADN de Clueless deixa antever um regresso feito com carinho e atenção aos detalhes que tornaram o filme um clássico.

Relembrando a Cher: moda, boas intenções e muito sarcasmo

Estreado em 1995 e inspirado no romance Emma de Jane AustenClueless apresentou ao mundo uma Cher Horowitz mimada, mas de bom coração, que decide usar a sua influência e estilo para fazer boas acções — mesmo que, pelo caminho, descubra que o amor (e a maturidade) nem sempre são tão fáceis de coordenar como um conjunto Chanel.

Com um guarda-roupa inesquecível, réplicas afiadas e uma sensibilidade peculiar, Cher rapidamente se tornou num dos ícones cinematográficos dos anos 90 — e Silverstone num rosto inconfundível da cultura pop.

Um regresso muito aguardado

Silverstone já tinha feito as delícias dos fãs ao reaparecer como Cher num anúncio da Super Bowl para a Rakuten, em 2023. A resposta foi tão positiva que muitos começaram logo a pedir um regresso mais substancial. A série em desenvolvimento é, por isso, uma resposta directa ao desejo dos fãs… e à vontade da própria actriz de voltar a habitar esta personagem tão marcante.

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O império do rato Mickey está mais forte do que nunca — e os números do terceiro trimestre fiscal provam-no

Disney teve mais um trimestre de sonho — e não estamos a falar de castelos encantados nem de princesas a cantar com passarinhos. Esta quarta-feira, 6 de Agosto, o gigante do entretenimento revelou resultados sólidos no terceiro trimestre do seu ano fiscal, superando as expectativas e levando a uma revisão em alta das previsões de lucros anuais.

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A crescer em todas as frentes — do streaming aos parques temáticos —, a Disney volta a mostrar que, mesmo num mercado desafiante, sabe como manter a magia a render… e muito.

Disney+ ganha fôlego e mais 1,8 milhões de assinantes

Entre Abril e Junho, o serviço Disney+ conquistou mais 1,8 milhões de subscrições, uma subida de 1% em apenas três meses, elevando o total para 128 milhões de assinantes. Juntando os números da plataforma Hulu, o grupo atinge agora os 183 milhões de subscritores — uma base de fãs global que continua a crescer.

As receitas de streaming aumentaram 6%, totalizando 6,2 mil milhões de dólares (cerca de 5,7 mil milhões de euros), consolidando esta área como um dos motores mais importantes da empresa.

Parques temáticos continuam a ser um sucesso

A recuperação pós-pandemia mantém-se firme e os parques temáticos e cruzeiros Disney voltaram a ser um sucesso, com um aumento de 8% nas receitas em relação ao mesmo período do ano passado. No total, este segmento gerou 9,1 mil milhões de dólares (aproximadamente 8,3 mil milhões de euros).

O resultado? Famílias continuam a encher os parques da Disney, numa procura que mistura nostalgia, experiências imersivas e, claro, aquele toque de polvo que o merchandising da marca domina como ninguém.

Lucros duplicaram graças à magia… e à fiscalidade

Um dos dados mais impressionantes do trimestre foi o lucro líquido5,3 mil milhões de dólares (cerca de 4,9 mil milhões de euros), praticamente o dobro dos 2,6 mil milhões registados no ano anterior. Segundo o relatório, este aumento foi impulsionado por uma significativa vantagem fiscal, mas não deixa de mostrar a solidez do modelo de negócio da Disney.

Com uma receita total de 23,6 mil milhões de dólares (cerca de 21,7 mil milhões de euros), o grupo sediado em Burbank, Califórnia, mantém-se em linha com as previsões dos analistas, segundo dados da Bloomberg.

Conclusão: o império continua firme — e lucrativo

Mesmo num sector em constante mutação, onde plataformas de streaming lutam por atenção e parques enfrentam desafios logísticos, a Disney mostra-se resiliente e adaptável. Com as suas múltiplas frentes — cinema, TV, experiências físicas, produtos e streaming —, a empresa continua a reinventar-se e a conquistar públicos de todas as idades.

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E pelos vistos, a força continua a estar com eles.

O Sabre de Luz de Darth Vader Vai a Leilão — e Pode Render Mais do Que um Estrela da Morte 💰⚔️

A mítica arma de Star Wars vai a leilão em Los Angeles e pode ultrapassar os 3 milhões de dólares

Preparem as carteiras (ou os créditos galácticos): o sabre de luz de Darth Vader — sim, aquele com que ele cortou a mão a Luke Skywalker — vai ser leiloado no início de Setembro, e a estimativa é de fazer o Império tremer: até 3 milhões de dólares. A peça foi exibida esta quarta-feira, 6 de Agosto, em Londres, num evento da leiloeira Propstore, antes de seguir para o grande leilão em Los Angeles.

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Segundo Brandon Alinger, director de operações da Propstore, trata-se de

“uma peça incrível da história do cinema”.

E não é exagero. Estamos a falar de um dos objectos mais emblemáticos da cultura pop do século XX.

Uma arma… e um ícone cinematográfico

Este sabre em particular foi utilizado nas cenas de combate dos filmes O Império Contra-Ataca (1980) e O Regresso de Jedi (1983). Ao contrário do modelo que ficava preso ao cinto de Darth Vader, este inclui o mecanismo preparado para a lâmina (então feita em madeira) que permitia o realismo dos duelos coreografados.

Depois das filmagens, a peça foi conservada por mais de 40 anos por um coleccionador norte-americano. E agora, surge como uma das estrelas do leilão da Propstore — ao lado de outros artefactos lendários de Hollywood.

Amolgadelas, riscos e… a mão de Luke?

A autenticidade da peça foi confirmada com base nas marcas de uso.

“Veja-se esta grande amolgadela na parte de trás — provavelmente foi provocada pela lâmina do sabre de luz de Mark Hamill”, explicou Alinger, com o entusiasmo de quem está a segurar uma relíquia sagrada de uma galáxia muito, muito distante.

Stephen Lane, fundador da Propstore, comparou a importância histórica do sabre ao par de sapatos vermelhos usados por Judy Garland em O Feiticeiro de Oz. E sejamos sinceros: há poucos objectos tão instantaneamente reconhecíveis como o sabre vermelho empunhado por Vader.

Indiana Jones também marca presença no leilão

O leilão, que decorrerá entre os dias 4 e 6 de Setembro, contará ainda com outras preciosidades para cinéfilos e coleccionadores — entre elas, o chicote, o cinto e o coldre usados por Harrison Ford em Indiana Jones e a Grande Cruzada (1989). O difícil será resistir à tentação de licitar… ou de não tentar montar um museu de cinema em casa.

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“A Força Está em Paz”: Gina Carano Faz as Pazes com a Disney e Pode Regressar ao Universo Star Wars ⚖️🌌

Depois de três anos de polémica, despedimento e batalhas judiciais, Carano e a Disney chegam a acordo — e há portas que voltam a abrir-se numa galáxia muito, muito distante

Contra todas as expectativas — e depois de muita tensão digna de um duelo de sabres de luz — Gina Carano e a Disney/Lucasfilm anunciaram oficialmente o fim da batalha legal que opunha as duas partes desde 2021. A antiga estrela de The Mandalorian, afastada na sequência de publicações polémicas nas redes sociais, viu o seu processo por discriminação ser arquivado por mútuo acordo com a gigante do entretenimento.

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Mais do que um simples acordo, a resolução representa um recomeço possível: em comunicado, a Disney afirmou que espera “voltar a trabalhar com Gina Carano num futuro próximo”. Uma frase que, há pouco tempo, seria inimaginável.

De persona non grata a colaboradora possível

Recordemos: Carano foi afastada de forma pública e abrupta após comparações controversas entre a perseguição a conservadores políticos e o Holocausto — uma analogia que Disney e Lucasfilm classificaram como “aberrante e inaceitável”.

Mas agora, com a chegada de Donald Trump de volta à Casa Branca, um novo tom parece ter-se instalado em várias grandes corporações norte-americanas, Disney incluída. No comunicado divulgado esta semana, a empresa elogia o profissionalismo de Carano, a sua dedicação ao trabalho e até a forma como tratava colegas com “gentileza e respeito”.

Elon Musk, o Jedi inesperado

Surpreendentemente, grande parte da reviravolta deve-se ao apoio jurídico financiado por Elon Musk, que Carano agradeceu publicamente na rede X:

“Um homem que nunca conheci, que fez este acto de bom samaritano ao financiar o meu processo judicial.”

Com o apoio de uma equipa legal experiente, Carano apresentou uma queixa por discriminação política e ideológica, argumentando que foi despedida por expressar opiniões conservadoras — ao contrário de outros colegas com visões políticas progressistas, como Pedro Pascal e Mark Hamill.

Ao longo de mais de um ano de litígios, o processo passou de um caso polémico para uma espécie de símbolo de liberdade de expressão para muitos apoiantes da actriz — e agora termina com um sorriso no rosto de Carano (literalmente, como disse na sua declaração final).

E agora? Regressa Cara Dune?

Apesar de ainda não haver confirmação oficial, os rumores sobre o possível regresso de Gina Carano ao universo Star Wars já começaram a circular. Com o filme de The Mandalorian a ser filmado na Califórnia, e novas séries no horizonte da Lucasfilm, é cada vez mais plausível que Cara Dune possa voltar a aparecer — ou que Carano integre novos projectos no seio da galáxia criada por George Lucas.

Depois de ter protagonizado produções apoiadas pela Daily Wire e pela Breitbart News, Carano parece agora pronta para “virar a página”, como escreveu no seu comunicado:

“Os meus desejos continuam a ser nas artes, e é aí que espero que se juntem a mim.”

Conclusão: quando a Força (e os advogados) equilibram o universo

Este acordo entre Gina Carano e a Disney marca um momento importante na intersecção entre cultura pop, política e liberdade de expressão. Para os fãs de The Mandalorian, abre-se uma porta que se julgava fechada. Para Carano, é uma vitória pessoal — e talvez um bilhete de volta para o ecrã.

E como ela própria escreveu:

“Espero que isto traga alguma cura à Força.”

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R2-D2 Aterragem Final: Avião Temático de Star Wars Diz Adeus Após 10 Anos nos Céus do Japão 🛫✨


A icónica aeronave da ANA com a pintura do famoso droide vai retirar-se de serviço — e os fãs da saga já sentem a força a fraquejar

Depois de uma década a cruzar os céus como um verdadeiro embaixador da galáxia muito, muito distante, a companhia aérea japonesa ANA (All Nippon Airways) anunciou o fim oficial do seu avião temático R2-D2. A pintura especial, que decorava um Boeing 787 desde 2015, foi o rosto visível de uma parceria entre a ANA e a Lucasfilm — e tornou-se num dos símbolos mais fotogénicos e acarinhados da cultura pop nos aeroportos mundiais.

O último voo do R2-D2 Dreamliner teve lugar esta sexta-feira, 8 de Agosto, entre Washington Dulles e Tóquio (Haneda), marcando o ponto final numa viagem que durou dez anos… e conquistou corações em terra e no ar.

O Projecto Star Wars da ANA: quando a aviação encontrou a ficção científica

Lançado em 2015, o “Star Wars Project” da ANA foi um dos mais ambiciosos esforços de brand crossovers no sector da aviação. Tudo começou com o Boeing 787 decorado com as cores e padrões do R2-D2, que rapidamente se tornou uma atracção global — tanto para os fãs da saga como para passageiros apanhados de surpresa no terminal.

Nos anos seguintes, a ANA expandiu a sua frota temática com mais três aeronaves:

  • C-3PO, com uma pintura dourada num Boeing 777-200
  • BB-8, numa versão esférica e moderna da tradição droide
  • E por fim, uma fusão visual com BB-8 e R2-D2 juntos num Boeing 767-300ER

Cada um destes aviões servia rotas internacionais e era usado tanto para fins comerciais como promocionais, criando autênticas experiências cinematográficas antes mesmo de levantar voo.

Um adeus com estilo (e escala internacional)

Como forma de despedida, o avião R2-D2 fez uma mini-digressão global nos últimos meses, com passagens por cidades como Paris, Frankfurt, Viena, Houston, Los Angeles e Munique, dando oportunidade aos fãs de o ver pela última vez.

Mas apesar do carinho global, o Boeing 787 com pintura de R2-D2 não será substituído por outra aeronave temática. O mesmo destino aguarda o Boeing 777-200 com o C-3PO, cuja pintura será removida em Janeiro de 2026.

A Força continua — mas noutra forma

Segundo a ANA, a parceria com Star Wars vai continuar, mas noutros formatos. Não foram anunciadas novas aeronaves ou decorações, mas há planos para manter viva a ligação com o universo criado por George Lucas.

Seja através de merchandising, experiências digitais ou outras surpresas por revelar, parece que a Força ainda estará a bordo — mesmo que os aviões passem a voar com pinturas mais discretas.

Uma nave que entrou para a história

Mais do que uma jogada de marketing, o R2-D2 Dreamliner tornou-se num ícone da aviação geek e numa forma criativa de aproximar duas paixões: o cinema e a aviação. Foi fotografado, filmado, partilhado e celebrado — e agora, com este último voo, entra oficialmente na memória colectiva dos fãs de Star Wars e dos viajantes frequentes.

Que a Força esteja sempre com ele. 🛸💙

HIM: Jordan Produz Novo Filme de Terror Sobre Fama, Obsessão e… Futebol Americano? 🏈👁️‍🗨️

Marlon Wayans surpreende num papel sombrio e Tyriq Withers protagoniza esta história arrepiante sobre ídolos e identidade

O terror psicológico está de volta, com a marca inconfundível de Jordan Peele. O produtor de Get Out e Us junta-se agora ao realizador Justin Tipping para nos trazer HIM, um arrepiante thriller de amadurecimento que explora os perigos da fama, da adoração cega e da pressão para atingir a perfeição. O trailer oficial foi finalmente revelado, e a estreia nos cinemas está marcada para 19 de Setembro de 2025.

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Quando o teu ídolo se transforma no teu pesadelo

HIM segue a história de Cameron Cade (Tyriq Withers), uma estrela em ascensão do futebol americano universitário, cujo mundo desaba após sofrer uma lesão cerebral potencialmente terminal, provocada por um fã descontrolado na véspera da grande avaliação para a liga profissional.

Quando tudo parece perdido, Cam é salvo por ninguém menos que o seu herói: Isaiah White (Marlon Wayans), lendário quarterback com oito campeonatos no currículo e estatuto de superestrela cultural. Isaiah convida o jovem para treinar na sua luxuosa e isolada propriedade, onde vive com a sua mulher, a influencer Elsie White (interpretada por Julia Fox, de Uncut Gems).

Mas o que começa como um treino de superação transforma-se rapidamente num pesadelo psicológico. A figura carismática de Isaiah vai revelando camadas cada vez mais inquietantes, e Cam vê-se arrastado para um labirinto de manipulação, controlo e perda de identidade — onde o preço do sucesso poderá ser a sua própria sanidade.

Entre o desporto e o culto: um horror moderno

Com produção da prestigiada Monkeypaw Productions e uma estética que promete tanto intensidade visual como profundidade temática, HIM posiciona-se como mais do que um simples filme de terror. É uma análise da obsessão pelo sucesso, da cultura das celebridades e da fragilidade da masculinidade moderna sob os holofotes.

A presença de Marlon Wayans, conhecido pelas suas comédias, num papel sombrio e enigmático, é uma das maiores surpresas do elenco. Tyriq Withers, por sua vez, tem aqui a oportunidade de brilhar num papel exigente e intenso.

O elenco de apoio inclui ainda nomes inesperados como Tim HeideckerJim Jefferies, o lutador de MMA Maurice Greene, o rapper Guapdad 4000 e a artista Tierra Whack, nomeada para os Grammys — um conjunto que promete eclecticismo e originalidade.

Jordan Peele continua a redefinir o terror moderno

Sempre que o nome de Jordan Peele aparece associado a um projecto, há expectativas elevadas. O realizador e produtor já provou que o género do terror pode servir como ferramenta para críticas sociais mordazes e inquietantes. Com HIM, parece estar novamente a apontar os holofotes para o lado mais sombrio da fama e da obsessão por ídolos — desta vez com um pano de fundo desportivo.

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O trailer promete tensão crescente, uma atmosfera carregada e uma narrativa perturbadora sobre o que acontece quando confundimos inspiração com idolatria.

Rose Byrne Perde o Controlo (e Ganha Prémios) em Comédia Negra da A24: “If I Had Legs I’d Kick You”

Vencedora do Urso de Prata em Berlim, a actriz lidera uma história de colapso emocional com humor… e pontapés imaginários

A A24 está pronta para mais um sucesso indie — e desta vez com uma boa dose de raiva contida, sarcasmo maternal e crises existenciais. O estúdio lançou o trailer oficial de If I Had Legs I’d Kick You, comédia dramática protagonizada por Rose Byrne, que já arrecadou o Urso de Prata de Melhor Interpretação no Festival de Berlim e foi ovacionada na estreia em Sundance. A estreia está prevista para Outubro.

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Uma mãe no limite… e com razões para isso

Escrito e realizado por Mary Bronstein, o filme centra-se em Linda (Rose Byrne), uma mãe cuja vida está em queda livre. O filho sofre de uma doença misteriosa, o marido está ausente, alguém desapareceu, e até a terapeuta parece ser parte do problema. No meio deste caos, Linda tenta manter alguma sanidade… ou pelo menos fingir que sim.

É uma história de desespero embrulhada num tom de humor ácido, onde o colapso emocional é retratado com uma franqueza hilariante. Literalmente no limite, Linda verbaliza o que muitos já pensaram em momentos de frustração: “Se tivesse pernas, dava-te um pontapé.”

Trauma com gargalhadas: uma história (quase) verdadeira

O argumento é inspirado na experiência real da própria realizadora. Mary Bronstein contou ao Deadline que a génese do projecto surgiu durante uma fase particularmente stressante da vida:

“Tudo começou quando tive uma experiência muito stressante relacionada com a saúde da minha filha, quando ela tinha 7 anos. Para lidar com isso, comecei a escrever este filme, sem qualquer expectativa.”

O resultado? Um retrato emocionalmente cru, mas ao mesmo tempo absurdamente engraçado, de uma mulher que já não sabe se grita, chora… ou dança com raiva no meio da sala.

Um elenco improvável, mas promissor

Além de Byrne, o elenco inclui nomes inesperados mas curiosamente promissores: Conan O’Brien, Danielle Macdonald, Christian Slater e até o rapper A$AP Rocky. Sim, leu bem. A$AP Rocky. Porque não?

Esta combinação promete trazer à narrativa um equilíbrio entre intensidade emocional e comédia inusitada, reforçando a tradição da A24 de apostar em obras fora da caixa que surpreendem e desafiam o espectador.

Um filme sobre saúde mental, maternidade e… pontapés metafóricos

If I Had Legs I’d Kick You tem tudo para ser mais um daqueles filmes da A24 que nos faz rir e chorar ao mesmo tempo. Um retrato desconcertante da maternidade moderna, da fragilidade emocional e da solidão que se esconde nas rotinas mais banais.

este: O Dia em que McConaughey Disse “Não” a James Cameron (e Perdeu o Titanic) 🚢

Se a maternidade é uma guerra, este é o grito de batalha — cheio de ironia, amor e exaustão.

🎬 Estreia prevista para Outubro.

Mel Gibson Vai Dividir “A Ressurreição de Cristo” em Dois Filmes — Estreiam na Páscoa e Ascensão de 2027 ✝️🎬

O ambicioso sucessor de A Paixão de Cristo já tem datas marcadas e vai chegar aos cinemas em duas partes

Mel Gibson está de volta ao épico bíblico — e desta vez em dose dupla. A Lionsgate anunciou oficialmente que The Resurrection of the Christ, o aguardado sucessor de The Passion of the Christ (2004), será dividido em dois filmes. A Parte Um estreia na Sexta-feira Santa, 26 de Março de 2027, e a Parte Dois chegará aos cinemas precisamente 40 dias depois, no Dia da Ascensão: 6 de Maio de 2027.

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É o regresso em grande de um dos maiores fenómenos do cinema independente de sempre.

A continuação da Paixão… em duas partes

A notícia surge mais de duas décadas após A Paixão de Cristo ter abalado a indústria: financiado do bolso de Mel Gibson, com um orçamento modesto de 30 milhões de dólares, o filme arrecadou 83 milhões apenas no fim-de-semana de estreia e ultrapassou os 610 milhões de dólares a nível global. Foi durante anos o filme com classificação R mais rentável nos EUA, além de se tornar o maior sucesso independente da história do cinema.

Agora, Gibson volta à realização com um novo projecto igualmente pessoal e ambicioso, produzido novamente pela Icon Productions, em parceria com Bruce Davey. As filmagens estão previstas para arrancar no final do verão, em várias localizações europeias.

Jim Caviezel de regresso como Cristo?

Embora os detalhes do elenco ainda estejam por confirmar oficialmente, Mel Gibson já deu a entender que Jim Caviezel deverá regressar para interpretar Jesus Cristo, dando continuidade ao papel que lhe valeu aclamação internacional em 2004. O realizador tem estado a desenvolver o guião há anos, procurando capturar com detalhe a dimensão espiritual e épica do período da Ressurreição.

Segundo Adam Fogelson, presidente da Lionsgate Motion Picture Group, “para muitas pessoas em todo o mundo, The Resurrection of the Christ é o evento cinematográfico mais aguardado de uma geração. É um filme épico, inspirador e de cortar a respiração.” Acrescentou ainda: “Mel é um dos maiores realizadores do nosso tempo, e este projecto é profundamente pessoal para ele, além de ser a montra perfeita para os seus talentos como cineasta.”

Um filme religioso… ou um fenómeno de bilheteira?

A expectativa é enorme — tanto entre os crentes como entre os cinéfilos. Se A Paixão de Cristo foi um caso de sucesso que surpreendeu Hollywood pela forma como desafiou convenções e bateu recordes, A Ressurreição de Cristo promete não ficar atrás. A opção por dividir a narrativa em duas partes poderá amplificar o impacto, transformando cada estreia num verdadeiro evento religioso e cinematográfico.

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Resta saber se Gibson conseguirá repetir o milagre de bilheteira — ou até superá-lo.

O Dia em que McConaughey Disse “Não” a James Cameron (e Perdeu o Titanic) 🚢

Uma recusa confiante, um sotaque teimoso e um dos papéis mais icónicos do cinema moderno — tudo perdido com um simples “thanks”

Matthew McConaughey quase foi Jack Dawson. Quase. Mas quando James Cameron lhe pediu para tentar a cena de outra maneira… ele disse que não. Literalmente.

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A revelação chega através do livro póstumo The Bigger Picture, do lendário produtor Jon Landau, falecido em 2024. No meio das muitas histórias de bastidores que ajudaram a construir o império Titanic, esta destaca-se pela sua simplicidade e ironia: um simples “no” que mudou o rumo de duas carreiras.

“Alright, alright, alright”… mas com sotaque texano

Segundo Landau, Kate Winslet estava rendida a McConaughey. O charme, a presença, aquele ar descontraído — tudo apontava para um “sim”. Mas James Cameron, perfeccionista de serviço, tinha uma preocupação maior: o sotaque sulista. Durante a audição, Cameron interrompeu e sugeriu: “Está óptimo. Agora vamos tentar de outra forma.”

Ao que McConaughey respondeu, com o seu habitual à-vontade: “Não. Estava bastante bom assim. Obrigado.”

Fim da história.

Como Landau escreveu: “Digamos apenas que foi o fim da linha para McConaughey.”

O papel que nunca foi (mas quase foi)

O papel de Jack acabou por ser entregue a Leonardo DiCaprio, e o resto é história. Titanic tornou-se um fenómeno cultural, vencedor de 11 Óscares, incluindo Melhor Filme, e solidificou DiCaprio como um dos grandes nomes da sua geração.

McConaughey, por sua vez, só descobriu anos mais tarde que nunca foi oficialmente convidado para o papel. Em 2021, no podcast Literally! with Rob Lowe, o actor revelou que fez um screen test com Kate Winslet e chegou a acreditar que o papel era seu: “A sério, até houve abraços. Achei mesmo que ia acontecer. Mas não aconteceu.”

A certa altura, chegou a brincar com os rumores: “Durante anos, diziam que eu tinha recusado o papel. Eu pensava: ‘Tenho de encontrar esse agente. Está tramado!’”

“Dizer não é mais importante do que dizer sim”

Hoje, McConaughey, com 55 anos, parece estar em paz com a decisão que o afastou do navio mais famoso da sétima arte. Vive no Texas com a mulher, Camila Alves, e os três filhos, longe do centro nevrálgico de Hollywood. E continua a defender o poder de dizer “não”.

No podcast Good Trouble With Nick Kyrgios, o actor disse: “O diabo está nos infinitos ‘sins’, não nos ‘nãos’. O ‘não’ é ainda mais importante, especialmente quando já se tem algum sucesso.”

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É uma filosofia que, apesar de lhe ter custado o Titanic, acabou por o guiar até à reinvenção que o levou ao Óscar por O Clube de Dallas. E mesmo que nunca tenha dito “I’m the king of the world” ao lado de Kate Winslet, McConaughey parece ter encontrado o seu próprio trono — num rancho no Texas, com o seu “alright, alright, alright” intacto.

Jeff Buckley regressa à luz em documentário íntimo: It’s Never Over, Jeff Buckley

🎙️ A voz de Jeff Buckley parecia vinda de outro lugar. Etérea, intensa, comovente. A sua morte prematura em 1997, aos 30 anos, selou o destino trágico de uma das figuras mais enigmáticas da música dos anos 90. Mas como garantir que a memória de alguém assim não se dilua com o tempo? É essa a missão do novo documentário It’s Never Over, Jeff Buckley, realizado por Amy Berg e estreado no Festival de Sundance.

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Mais do que uma biografia, o filme é uma homenagem pungente, construída a partir de material de arquivo nunca antes divulgado — incluindo mensagens de voz que o músico deixou à mãe, Mary Guibert. Segundo a realizadora, essas gravações revelam o lado mais humano e vulnerável de Buckley: “O verdadeiro Jeff está ali”, diz.

Quando a música consola… e expõe

Em entrevista ao The Verge, Amy Berg partilhou a ligação pessoal que tem com a obra de Buckley. O álbum Grace, lançado em 1994, marcou-a desde a adolescência:

“Cortou-me por dentro. Apaixonei-me por Jeff Buckley. ‘Lover, You Should’ve Come Over’ era a minha música-refúgio. Ele massajava a minha dor.”

O documentário foi pensado não como um produto de culto, mas como um convite à descoberta. E se há algo que Berg quis evitar foi mitificar em excesso a figura do cantor. “Muita gente olha para o Jeff como se caminhasse sobre as águas. Mas ele era jovem, vulnerável, lutava com muita coisa e nem sempre era bonito de ver. Era real.”

Arquivos, mensagens e o direito a contar tudo

A origem do documentário começou com um convite para realizar um biopic. No entanto, ao receber um pen drive com os arquivos pessoais de Buckley, Amy Berg soube imediatamente que o projecto teria de ser documental. “As mensagens de voz partiram-me o coração. Ali está ele — sem filtros, amoroso, carente, divertido.”

Uma dessas mensagens, onde Buckley se identifica como “o teu filho sexy e grande”, tornou-se emblemática para a realizadora, que nunca hesitou em incluí-las no filme.

“Há muitas versões do Jeff, e as mensagens mostram isso com uma sinceridade brutal.”

Contrariando rumores sobre alegadas restrições impostas pela mãe, Amy Berg assegura que Mary Guibert lhe deu total liberdade criativa:

“Ela disse-me: ‘Faz o que quiseres. Conta a história como quiseres contar.’ Pedi-lhe final cut e ela aceitou. Não queria fazer um retrato bonitinho, e isso levou anos a conquistar.”

Morte, amor e o peso da ausência

Ao contrário de outros documentários que começam pela tragédia, It’s Never Over, Jeff Buckley conduz o espectador pela vida do músico até à sua morte. Para Amy Berg, isso foi uma escolha deliberada:

“Queria que as pessoas mergulhassem no mundo dele e, depois, encontrassem por si mesmas o caminho até à sua música.”

No fundo, o filme é também uma carta de amor — à arte, à dor, à beleza imperfeita que Buckley carregava. E aos que ainda hoje se emocionam ao ouvi-lo cantar como se estivesse mesmo ali, numa sala vazia, a falar só connosco.

“Ouvir Jeff é uma experiência profundamente pessoal. E é isso que quero que as pessoas redescubram.”

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Sally Hawkins explica por que abandonar Paddington 3 foi uma decisão de coração partido

Para muitos fãs, Sally Hawkins é — e sempre será — a Mrs. Brown. Mas para a própria actriz britânica, voltar ao universo do urso mais educado de Londres sem o seu realizador de eleição teria sido, nas suas palavras, algo que “lhe partiria o coração”.

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A actriz de 49 anos, que encantou audiências nos dois primeiros filmes da saga Paddington, revelou que não conseguiu aceitar o convite para regressar em Paddington in Peru, precisamente por Paul King — realizador responsável pelos dois primeiros capítulos — ter decidido afastar-se da realização da nova aventura.

A lealdade a Paul King (e o salto para Wonka)

“Porque gosto tanto do Paul, e adoro a forma como ele trabalha, teria sido devastador”, explicou Hawkins numa entrevista ao The Times. Em vez de regressar à casa dos Brown, a actriz seguiu o realizador até Wonka, onde interpretou a mãe de Willy (Timothée Chalamet), numa reinvenção musical do universo de Roald Dahl.

A amizade entre os dois criativos remonta a um workshop de teatro nos Estúdios Ealing, duas décadas antes do primeiro filme de Paddington se tornar realidade. A ligação é, portanto, mais profunda do que um simples contrato cinematográfico.

Emily Mortimer como nova Mrs. Brown

Apesar do seu afastamento, Hawkins mostra respeito pela escolha de Emily Mortimer como sua substituta, dizendo com humor que Hugh Bonneville — que regressa como Mr. Brown — “até teve um upgrade”. No entanto, a saída da actriz é sentida pelos fãs como um pequeno abalo no calor emocional que definia a dinâmica familiar da saga.

A relação difícil com a fama

Curiosamente, apesar de considerar os filmes de Paddington como “um presente”, Sally Hawkins confessou sentir-se frequentemente desconfortável com a atenção que os papéis lhe trouxeram. “Pode mesmo abalar-me. Não sabes por que razão estão as pessoas a sorrir, a olhar ou a ser agressivas e estranhas contigo… só queres viver, mas pode paralisar-te”, revelou.

As suas palavras oferecem um vislumbre raro da tensão entre o amor pelo ofício e o peso da exposição pública — algo que muitos actores discretos vivem longe das câmaras.

Paddington in Peru: uma viagem menos mágica?

Lançado em Novembro de 2024, Paddington in Peru marca o regresso do adorável urso às suas raízes sul-americanas, numa visita à sua querida Tia Lucy, agora residente no “Lar para Ursos Reformados”. Apesar de manter o charme característico da série, o filme realizado por Dougal Wilson não conseguiu conquistar o mesmo entusiasmo crítico dos seus antecessores.

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A crítica Clarisse Loughrey, do The Independent, atribuiu três estrelas ao filme e lamentou que “as habituais tropelias do urso tenham sido pouco aproveitadas”. Para a jornalista, parece claro que “Paul King levou consigo a maior parte da magia quando partiu para Wonka”.

A ausência de Sally Hawkins pode não ter sido a única razão para o impacto mais discreto de Paddington in Peru, mas a sua saída reflecte uma verdade essencial sobre o cinema: por vezes, a alma de um projecto está nos detalhes invisíveis — nas relações criativas, nas escolhas de bastidores, naquilo que nunca vemos no ecrã.

Adeus a Jonathan Kaplan: Morreu o Realizador de Os Acusados e de Mais de 50 Episódios de Serviço de Urgência

Nome incontornável do cinema e da televisão dos anos 80 e 90, Jonathan Kaplan faleceu aos 77 anos. Da influência de Scorsese à consagração com Jodie Foster, deixa um legado que atravessa décadas.

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Jonathan Kaplan, realizador norte-americano com uma carreira marcada tanto por clássicos do grande ecrã como pela televisão de prestígio, morreu na passada sexta-feira, 1 de Agosto, em Los Angeles, aos 77 anos. A notícia foi confirmada pela filha, Molly, que revelou que o cineasta enfrentava uma batalha contra o cancro no fígado.

Kaplan é talvez mais recordado por ter realizado Os Acusados (The Accused, 1988), um poderoso drama judicial que valeu a Jodie Foster o seu primeiro Óscar de Melhor Atriz. Mas a sua carreira foi vasta, eclética e cheia de momentos marcantes, tanto em cinema como na televisão — sobretudo na série Serviço de Urgência (ER), onde realizou mais de 50 episódios e foi nomeado cinco vezes aos Emmys.

De Nova Iorque a Hollywood, com uma paragem na sala de aula de Scorsese

Nascido em Paris em 1947, Jonathan Kaplan era filho do compositor Sol Kaplan e da actriz Frances Heflin. Mudou-se cedo para os Estados Unidos, dividindo a infância entre Los Angeles e Nova Iorque. Desde pequeno teve contacto com o mundo do espectáculo, primeiro nos palcos e mais tarde atrás das câmaras.

Estudou Cinema na Universidade de Nova Iorque, onde foi aluno de Martin Scorsese — e foi precisamente o mestre de Taxi Driver que o recomendou ao lendário produtor Roger Corman, lançando a sua carreira no cinema independente. Com Corman, Kaplan trabalhou em Night Call Nurses (1972), iniciando uma série de projectos com carimbo de culto.

Um olhar atento às margens da sociedade

Durante os anos 70, Kaplan realizou títulos como Truck Turner (1974), com Isaac Hayes, e White Line Fever (1975), que se tornou um sucesso entre os filmes de acção com crítica social. O seu estilo era cru, directo e sem medo de abordar realidades desconfortáveis — uma abordagem que viria a maturar em Over the Edge (1979), um retrato marcante da juventude suburbana americana.

Nos anos 80, diversificou a carreira, realizando telefilmes e videoclipes para nomes como Barbra Streisand, Rod Stewart e John Mellencamp. Mas foi em 1988, com Os Acusados, que atingiu o seu ponto mais alto em Hollywood. O filme, baseado em factos verídicos, abordava a violação em grupo de uma mulher numa casa de jogos e a subsequente batalha judicial. Jodie Foster brilhou no papel principal e o filme tornou-se um marco na representação da justiça e do trauma no cinema.

Seguiram-se filmes como Immediate Family (1989), com Glenn Close e James Woods, e Love Field (1992), com Michelle Pfeiffer — este último valeu ao realizador uma nomeação para os Óscares.

Do cinema à televisão: a segunda vida de Kaplan

Apesar de ter regressado ao cinema com Brokedown Palace (1999), protagonizado por Claire Danes, Kaplan começou a concentrar-se quase exclusivamente na televisão a partir da viragem do milénio. Realizou episódios de séries como Lei & Ordem: Unidade Especial, mas foi em Serviço de Urgência que deixou a sua marca mais profunda na pequena tela.

Entre 1997 e 2005, realizou mais de 50 episódios da série médica criada por Michael Crichton e tornou-se uma figura incontornável do projecto, ajudando a definir o seu tom visual e emocional. Foi nomeado cinco vezes aos Emmys por esse trabalho.

Um legado discreto, mas poderoso

Jonathan Kaplan pode não ter sido um nome tão mediático como outros da sua geração, mas o seu impacto foi profundo e duradouro. Do cinema social e combativo dos anos 70 ao drama televisivo de qualidade dos anos 2000, soube adaptar-se, inovar e contar histórias com humanidade e intensidade.

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O mundo do cinema e da televisão despede-se agora de um realizador que nunca virou costas aos temas difíceis — e que deu voz, imagem e dignidade a histórias muitas vezes ignoradas.

“Red Card”: Halle Berry e Djimon Hounsou Juntam‑se em Thriller Explosivo Passado em África

O criador de Bad Boys, o argumentista de Green Book e o realizador de Rust juntam-se para contar uma história baseada em factos verídicos sobre tráfico humano, futebol e redenção.

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Preparem os passaportes e os nervos — Halle Berry e Djimon Hounsou vão embarcar numa missão de vida ou morte entre as savanas do Quénia e as ruas labirínticas de Casablanca, em Red Card, um thriller internacional com pedigree de Hollywood e raízes bem assentes na realidade africana.

Um elenco de peso para uma história com impacto

Djimon Hounsou interpreta Max Elmi, um ranger veterano que combate caçadores furtivos na reserva da Maasai Mara. Mas a sua luta pessoal começa quando o filho — uma jovem promessa do futebol — desaparece depois de cair nas mãos de um agente desportivo sem escrúpulos, envolvido numa rede de tráfico humano. Ao lado de Max estará Dane Harris, um agente especial (cujo casting ainda está por revelar), e Amanda Bruckner, supervisora do FBI interpretada por Halle Berry.

Com o apoio das autoridades internacionais, os protagonistas enfrentam um submundo perigoso que os leva dos pacatos vilarejos quenianos até às vielas fervilhantes de Casablanca. Uma jornada emocional e física que mistura ação, drama familiar e crítica social.

O filme é inspirado em factos reais e conta com o apoio do National Centre for Missing & Exploited Children, assim como da Soloviev Foundation.

Argumento assinado por nomes consagrados

O argumento é da autoria de George Gallo — criador da saga Bad Boys e argumentista de Midnight Run — e de Nick Vallelonga, vencedor do Óscar por Green Book. A realização fica a cargo de Joel Souza, que regressa após o trágico incidente ocorrido durante as filmagens de Rust, onde perdeu a vida a diretora de fotografia Halyna Hutchins. Souza, que também realizou o thriller policial Crown Vic, descreve o novo projeto como “uma história emocionante que acreditamos que vai prender audiências em todo o mundo”.

Halle Berry e Djimon Hounsou: trajectórias marcantes

Djimon Hounsou, nomeado duas vezes para os Óscares (por Blood Diamond e In America), tem uma carreira repleta de grandes títulos como GladiadorGuardiões da GaláxiaCaptain Marvel e Um Lugar Silencioso: Parte II (e o recente Day One). Já Halle Berry fez história em 2002 ao tornar-se a primeira mulher afro-americana a ganhar o Óscar de Melhor Actriz, com Monster’s Ball. A sua carreira versátil inclui desde filmes de ação (X-MenDie Another Day) até ao drama (Gothika) e até a sua estreia na realização com Bruised.

Produção, rodagem e o que aí vem

Red Card será produzido por Anjul Nigam (Crown Vic), Robert Menzies (Fatman) e Ava Roosevelt, autora de The Racing Heart e uma das criadoras da história original. As filmagens estão previstas para o último trimestre deste ano. O papel de Dane Harris continua em fase de casting, prometendo uma adição importante ao trio central.

A distribuição para o mercado norte-americano será gerida em conjunto pela Range Select e a Stoic (que também tratará das vendas internacionais).

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Com um tema atual e urgente, e um elenco de luxo, Red Card promete não ser apenas mais um thriller — será um alerta cinematográfico que alia entretenimento a consciência social.

“Bons Genes” ou Mau Gosto? Sydney Sweeney no centro de polémica que mistura moda, política e racismo

A atriz de Euphoria foi interpelada por um manifestante na estreia de Americana, enquanto a polémica em torno do seu anúncio para a American Eagle continua a incendiar as redes… e a política americana.

Sydney Sweeney não é estranha aos holofotes — mas desta vez, os flashes foram acompanhados por gritos e controvérsia. A atriz de Euphoria foi abordada por um manifestante na estreia do seu mais recente filme, Americana, em Hollywood, e tudo por causa… de um par de jeans. Ou melhor, de um trocadilho com “genes”.

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“Parem com aquele anúncio, é racismo!”

A cena ocorreu no passado domingo, à porta do bar Desert 5 Spot, com inspiração country, onde decorreu a estreia de Americana. Assim que Sydney Sweeney saiu do carro, foi interpelada por alguém que lhe gritou: “Pára, aquele anúncio é racista!”. A atriz manteve o silêncio e seguiu diretamente para o interior do evento, onde posou ao lado da colega de elenco Halsey.

Em causa está uma campanha publicitária para a marca American Eagle, na qual Sweeney protagoniza um vídeo viral onde diz:

“Genes são passados dos pais para os filhos. Muitas vezes determinam características como cor do cabelo, personalidade, até a cor dos olhos. Os meus jeans são azuis.”

Ora, a conjugação entre a palavra “genes” e o facto de Sweeney ser uma mulher loira, de olhos azuis, bastou para desencadear uma onda de indignação online, com acusações de que o anúncio promove eugenia e ideias associadas à supremacia branca.

Celebrar a beleza ou promover ideologias perigosas?

Artistas como Doja Cat e Lizzo não perderam tempo a criticar o anúncio. Lizzo, por exemplo, respondeu com ironia nas redes sociais, partilhando uma fotografia em ganga com a legenda: “Os meus jeans são negros”. Já Sweeney, por sua vez, optou por não comentar publicamente — uma postura que tem mantido, mesmo enquanto a polémica escala.

Acrescentando combustível à fogueira, veio à tona recentemente que a atriz se registou como eleitora do Partido Republicano na Florida, pouco antes de Donald Trump regressar à Casa Branca. E foi o próprio presidente norte-americano quem se apressou a tomar partido… e a elogiar o anúncio.

Trump aprova: “Agora adoro o anúncio dela!”

Questionado por um jornalista quando se preparava para embarcar no Marine One, Trump não hesitou:

“Ela está registada como Republicana? Ah. Agora adoro o anúncio dela!”

Mais tarde, nas redes sociais, o antigo presidente (e agora novamente presidente) subiu o tom:

“Sydney Sweeney, uma Republicana registada, tem o anúncio mais HOT do momento. É para a American Eagle, e os jeans estão a voar das prateleiras. Força, Sydney!”

Trump aproveitou ainda para criticar marcas como a Jaguar e a Bud Light pelas suas campanhas “woke”, em contraste com a abordagem “autêntica” de Sweeney.

A cultura pop como campo de batalha político

O caso tornou-se rapidamente num símbolo da guerra cultural em curso nos Estados Unidos. Conservadores como o vice-presidente JD Vance usaram a controvérsia como arma contra os Democratas, acusando-os de exagerar e de transformar qualquer mulher loira num alvo político.

“O meu conselho político para os Democratas é continuarem a chamar nazi a toda a gente que ache a Sydney Sweeney atraente”, disse Vance num podcast.

Já o polémico Piers Morgan foi ainda mais longe:

“A polémica em torno da Sydney Sweeney é a prova de que a esquerda woke perdeu completamente o norte. Chamam nazi a qualquer pessoa que celebre a beleza ou o sex appeal. O woke morreu — agora só nos rimos da estupidez deles.”

E a American Eagle?

A marca, por seu lado, recusou-se a recuar e defendeu o anúncio:

“‘Sydney Sweeney Has Great Jeans’ sempre foi sobre os jeans. Os dela. A sua história. Continuaremos a celebrar a forma como cada pessoa veste os seus AE jeans com confiança. Bons jeans ficam bem em toda a gente.”

Americana chega aos cinemas a 15 de Agosto

Com todo este ruído mediático, o filme Americana (que, ironicamente, também é um western moderno sobre identidade e fronteiras culturais) estreia nos Estados Unidos a 15 de Agosto. Resta saber se o público vai conseguir separar o filme da figura que o protagoniza — ou se Sydney Sweeney se tornou, involuntariamente, a nova face de uma batalha ideológica que não tem fim à vista.

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Se quiser ver o video no Youtube não está traduzido em Português

Willem Dafoe Interpreta Bilionário Grego Megalómano em  The Birthday Party, que Estreia em Locarno  

Actor encarna figura inspirada em Onassis num retrato rico de ambição, poder e decadência — “O que faz este homem… é também o que o destrói” 

🏛️ Quem poderia imaginar Willem Dafoe no papel de um magnata grego do transporte marítimo, num registo que mistura o charme à beira do grotesco com uma crítica feroz ao poder patriarcal? O próprio actor, à partida, não. 

“Eu? Fazer de um armador grego? Não me parece”, disse em tom irónico à Variety, durante uma entrevista em Atenas. 

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Mas é precisamente esse o papel que assume em The Birthday Party, filme que estreia a 7 de Agosto na icónica Piazza Grande do Festival de Locarno. Dafoe interpreta Marcos Timoleon, um bilionário autofeito que organiza uma festa de aniversário luxuosa para a filha — e, no processo, inicia uma espiral emocional e política que ameaça desfazer o seu império familiar. 

Um dia, uma ilha, um império em ruínas 

Inspirado no romance do escritor grego Panos Karnezis, The Birthday Party decorre ao longo de 24 horas numa ilha privada nos anos 70. Timoleon, figura carismática mas tirânica, rodeia-se de bajuladores e oportunistas numa festa que serve de pretexto para os confrontos internos — especialmente com a filha Sofia (Vic Carmen Sonne), a única herdeira do império. 

“É um retrato rico, um estudo sobre o tipo de poder — e de patriarcado — que corrói tudo à sua volta”, diz Dafoe. 

A história desenrola-se entre silêncios pesados, alianças tensas e decisões que terão consequências irreversíveis. O próprio bilionário prepara, em segredo, uma escolha determinante sobre o futuro da filha… sem o seu consentimento. 

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Uma tragédia familiar com tons de ópera 

Realizado por Miguel Ángel Jiménez, cineasta espanhol com um pé em Atenas, o filme é uma co-produção internacional que junta a grega Heretic (de Triangle of Sadness), a espanhola Fasten Films, a neerlandesa Lemming Film e a britânica Raucous Pictures. 

O elenco inclui ainda Emma Suárez como a mulher de Timoleon — uma figura que mistura força e fragilidade —, Joe Cole (Peaky Blinders) como um jornalista que se envolve com Sofia, e a brilhante Vic Carmen Sonne, revelação de The Girl With the Needle

“É uma história sobre poder. Corrupção. Família. Amor, sim, mas também ego e vulnerabilidade”, diz Suárez. 

“A Olivia ama incondicionalmente. Vê-o como ninguém mais o vê. E tenta salvá-lo — mesmo sabendo que talvez seja tarde demais.” 

Uma fábula moderna sobre os monstros que criamos 

Filmado na ilha grega de Corfu, com o mar azul a contrastar com o ouro da ostentação, o filme capta um universo onde riqueza, isolamento e vaidade criam monstros — muitas vezes de forma inconsciente. 

“As pessoas constroem coisas que, se não tiverem cuidado, se tornam num pesadelo”, reflecte Dafoe. 

“Esquecem-se da intenção original. E aí… tudo desaba.” 

O realizador insiste que não quis cair na caricatura: 

“Sou contra tudo o que esta casta representa. Mas quis filmá-los com humanidade. Sem julgamentos fáceis.” 

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Uma performance à altura de Brando e Lancaster 

The Birthday Party evoca, segundo Dafoe, performances como as de Marlon Brando em The Godfather ou Burt Lancaster em The Leopard — figuras maiores que a vida, simultaneamente fascinantes e repulsivas, cuja queda é tão épica quanto a sua ascensão. 

O produtor Giorgos Karnavas vai mais longe: 

“Não consigo imaginar mais ninguém a interpretar Marcos Timoleon.” 

Um Dafoe em modo imperial 

Depois de uma carreira onde encarnou santos, criminosos, artistas e deuses em queda, Willem Dafoe continua a surpreender — e a arriscar. The Birthday Party promete ser mais um capítulo notável na sua filmografia: um estudo íntimo sobre o poder e o preço que se paga por o manter. 

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Liam Neeson Não Perdoa Atrasos no Set: “Nunca Trabalharia com Essas Pessoas”

Aos 73 anos, o actor estreia-se em comédia com The Naked Gun e aproveita para dar lições de profissionalismo… com o sotaque sério que todos conhecemos.

🕵️‍♂️ Liam Neeson tem uma daquelas vozes que ninguém contesta — nem quando está a ameaçar alguém num filme de acção, nem quando está a falar de pontualidade em entrevistas. E foi precisamente isso que fez numa conversa recente com a Rolling Stone, onde o actor criticou abertamente colegas de profissão que chegam atrasados às filmagens. 

“Oiço histórias perturbadoras sobre actores e actrizes talentosos que aparecem duas, três, quatro horas atrasados. Nunca trabalharia com essas pessoas. É um insulto”, declarou. 

“Tens uma equipa de 60, 70, 80 pessoas à tua espera. O mínimo é apareceres a horas.” 

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Neeson não mencionou nomes — nem parece estar a falar de ninguém do elenco de The Naked Gun, a nova comédia da Paramount onde contracena com Pamela Anderson. Mas a mensagem é clara: talento não é desculpa para falta de respeito. 

De vingador implacável a detective trapalhão 

The Naked Gun marca uma mudança de tom na carreira recente de Neeson, mais conhecida por papéis intensos em thrillers como Taken ou The Grey. Desta vez, o actor irlandês interpreta um inspector da polícia atrapalhado e absolutamente ineficaz, no espírito das comédias clássicas protagonizadas por Leslie Nielsen. 

A estreia do filme nas salas norte-americanas trouxe boas notícias: $17 milhões no primeiro fim-de-semana, um número sólido para uma comédia nos dias de hoje. O público parece estar a aceitar esta nova faceta de Neeson com bom humor — e ele próprio também. 

Adeus às pancadarias (com ou sem andarilho) 

Numa outra entrevista, à Variety, Neeson admitiu que o seu tempo nos filmes de acção está a chegar ao fim. 

“Tenho 73 anos, caramba. Não quero insultar o público com cenas de luta que não são minhas”, confessou. 

“Gostava de fazer as minhas próprias cenas de acção, mas não quero estar a fazer isso com uma bengala ou um andarilho.” 

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Apesar disso, admite que pode haver mais um filme de acção algures no horizonte, mas só se o papel fizer sentido. E com Neeson, isso implica profissionalismo e… chegar a horas, claro. 

Lições de um veterano 

A mensagem de Neeson não é apenas uma crítica; é um lembrete. Num tempo em que os egos em Hollywood ainda se confundem com talento, o actor volta a provar porque continua a ser tão respeitado dentro e fora do ecrã: disciplina, ética de trabalho e respeito por todos os que fazem um filme possível

Sharon Stone Revela Conflito com Michael Douglas Antes de Basic Instinct: “Ele Não Queria Que Eu Fosse Co-Protagonista”

A actriz conta como uma discussão acesa em Cannes quase comprometeu a sua participação no clássico erótico de Paul Verhoeven 

🧊 Quase tão explosiva quanto o famoso cruzar de pernas em Basic Instinct é a história que Sharon Stone agora revela sobre os bastidores do filme. Em entrevista recente ao Business Insider, a actriz confessou que Michael Douglas se recusou a fazer testes com ela antes das filmagens — e tudo devido a um confronto tenso entre os dois no Festival de Cannes. 

“O Michael não queria pôr o rabo nu no ecrã ao lado de uma desconhecida”, afirmou. “E percebo isso. Mas também havia outra razão: tivemos uma discussão antes disso.” 

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“Vamos lá fora”: o primeiro encontro que quase acabou à pancada 

O incidente aconteceu em Cannes, durante um jantar com várias pessoas do meio. Douglas fez um comentário sobre a relação entre um pai e os seus filhos. Stone conhecia bem a família em questão e decidiu intervir. A resposta de Douglas? Gritou-lhe: 

“O que é que tu sabes sobre isso?” 

Stone não recuou. 

“Levantei-me e disse: ‘Vamos lá fora.’” 

Lá fora, explicou-lhe o que sabia — e porquê — e o mal-estar acabou resolvido… mais ou menos. 

“Não diria que ficámos amigos, mas acabámos de forma cordial. Quando chegou a altura de escolherem a actriz para Basic Instinct, acho que ele não queria que fosse eu.” 

A tensão serviu bem o ecrã 

Apesar da resistência inicial, a química (e a fricção) entre os dois actores acabou por jogar a favor da história. Douglas interpreta um detective envolvido com a principal suspeita de um homicídio — a misteriosa e sedutora escritora Catherine Tramell, papel que transformou Sharon Stone numa estrela internacional

“Funcionou lindamente. O Michael tem um feitio difícil, mas isso não me intimidava. Isso trouxe algo interessante à dinâmica das personagens”, explicou. 

“Hoje, somos grandes amigos. Admiro-o imenso.” 

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A polémica do famoso “cruzar de pernas” 

O sucesso de Basic Instinct deve-se tanto ao enredo como à sua carga erótica — e, em particular, à infame cena do interrogatório. Em 2021, na sua autobiografia The Beauty of Living Twice, Sharon Stone revelou que foi enganada para filmar a cena sem roupa interior

“Disseram-me que não se via nada, que era só para evitar reflexos da luz. Mas vi a cena numa sala cheia de agentes e advogados. Foi assim que vi a minha vagina no ecrã pela primeira vez.” 

Stone conta que, chocada, confrontou o realizador Paul Verhoeven e deu-lhe uma estalada na cabine de projecção. 

“Já não havia nada a fazer. Era o meu corpo ali. Tive de tomar decisões.” 

E agora… um reboot? 

Segundo a Variety, a Amazon MGM Studios e a United Artists adquiriram os direitos para um reboot de Basic Instinct, com o regresso do argumentista original, Joe Eszterhas, ao leme do guião. Não se sabe ainda se Sharon Stone estará envolvida. A actriz participou na sequela de 2006 (Basic Instinct 2), que foi fortemente criticada e falhou nas bilheteiras. 

Num tempo em que o olhar sobre sexualidade, consentimento e poder em Hollywood mudou radicalmente, resta saber como será reimaginado um dos filmes mais provocadores da década de 90 — e se Catherine Tramell voltará a cruzar as pernas… ou as linhas da moral. 

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