Jason Statham Regressa em “Shelter”: O Novo Thriller de Acção Que o Puxa de Volta ao Passado — e Para a Luta

Jason Statham está de volta ao grande ecrã e, como sempre, não vem em missão de paz. O primeiro trailer de “Shelter”, realizado por Ric Roman Waugh, mostra-nos um Statham em modo clássico: silencioso, ferido, isolado… e perigosíssimo quando provocado.

Depois do sucesso recente de A Working Man e The BeekeeperShelter promete ser a nova dose de acção muscular que já quase faz parte do ritual cinematográfico de Janeiro — e pelo que o trailer apresenta, não deverá desapontar os fãs de testaestorona.

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Depois do sucesso recente de A Working Man e The BeekeeperShelter promete ser a nova dose de acção muscular que já quase faz parte do ritual cinematográfico de Janeiro — e, pelo que o trailer revela, talvez a mais sólida desta fase tardia da carreira do actor.

Um homem isolado, um passado a arder e uma criança apanhada no fogo cruzado

A história começa numa ilha escocesa remota, onde o protagonista — um antigo assassino profissional — tenta desaparecer do mundo. Mas a paz termina quando resgata do mar uma jovem prestes a morrer numa tempestade.

Esse acto de humanidade desencadeia exactamente o contrário: uma cadeia de violência e perseguições que o força a sair do esconderijo.

A casa é atacada, o passado regressa a rugir, e o homem que tentava enterrar a própria história é obrigado a protegê-la — e, por extensão, a proteger a criança que entrou sem querer no seu caminho.

O trailer destaca uma relação improvável entre os dois: ela, vulnerável; ele, quase feral depois de anos de isolamento. O resultado é uma jornada brutal que atravessa a Escócia e desce ao submundo londrino, misturando road movie, thriller de vingança e drama de redenção.

Ric Roman Waugh volta à sua zona de conforto — e articula-a com mais maturidade

O realizador Ric Roman Waugh — antigo duplo e veterano do cinema de acção — parece determinado a fazer de Sheltero seu trabalho mais visceral desde Shot Caller. Tudo no trailer sugere essa intenção: os ambientes agrestes que reflectem a solidão do protagonista, a violência seca e sem artifícios que marca cada confronto, as perseguições filmadas com uma tensão quase tátil e uma mise-en-scène centrada no corpo, no peso dos gestos e na urgência emocional das decisões.

Waugh aposta de novo numa combinação que domina: heróis lacónicos, paisagens severas e um sentido de fatalidade que paira sobre cada combate. Mas aqui há algo mais contido, quase penitencial, como se o filme procurasse não apenas adrenalina, mas as rachaduras morais deixadas por décadas de violência.

Statham encaixa na perfeição. Surge menos “máquina” e mais humano — um homem habituado ao combate, mas cansado dele, cuja dureza esconde feridas que o trailer apenas deixa entrever.

Um elenco que adiciona textura emocional

Além de Statham, o filme conta com Naomi Ackie, uma das actrizes mais estimulantes da nova geração britânica, Bill Nighy, sempre exímio na subtileza, Tom Wu, presença habitual no cinema de acção, e a jovem Bodhi Rae Breathnach, que parece concentrar grande parte do coração da narrativa.

Ackie e Nighy, em particular, elevam o filme para além do mero exercício muscular. Há, no trailer, indícios de conflitos pessoais, ameaças políticas e sombras familiares que ampliam o campo emocional do protagonista.

Statham em renascimento cinematográfico

Não deixa de ser curioso que Shelter volte a apresentar Statham como o arquétipo que o tornou famoso — o assassino reformado, o homem de passado turbulento, o solitário que tenta desaparecer. Mas desta vez, o trailer devolve-lhe uma gravidade que muitos dos seus últimos filmes haviam diluído. Aqui, Statham parece trabalhar num registo mais introspectivo, com o corpo e o olhar a denunciarem uma velhice precoce emocional.

O trailer brinca até com pequenos pormenores: depois de dois filmes seguidos com boné, Statham troca-o por um gorro ocasional, como se até o figurino sublinhasse este regresso a algo mais despido, cru, quase penitente.

Um thriller que quer mais do que adrenalina

O eixo emocional de Shelter vive no dilema que acompanha o protagonista: é possível proteger alguém quando já não acreditas que mereces sobreviver? A narrativa parece explorar culpa, instinto, desgaste e redenção — temas clássicos do género, mas aqui tratados através do olhar cansado de um homem que já viu demasiado.

O trailer não promete apenas acção; promete feridas abertas e decisões impossíveis. E isso, na filmografia de Statham, costuma ser um bom presságio.

Janeiro de 2026 vai começar com sangue, vento escocês e Jason Statham em modo mítico

Shelter estreia a 30 de Janeiro de 2026 e tudo indica que será um dos títulos de acção mais comentados do arranque do ano. Tem atmosfera, tem músculo, tem melancolia e tem, acima de tudo, a estrela certa para habitar este tipo de história: Jason Statham, numa das suas interpretações mais sombrias dos últimos anos.

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Se o trailer é indicador do que aí vem, Shelter não é apenas mais um thriller; é uma versão mais humana, ferida e madura da própria lenda Statham.

James Cameron Soa o Alarme Sobre a IA no Cinema: “É Horrorizante. Criar um Actor do Nada É o Oposto da Arte”

James Cameron sempre foi associado ao avanço tecnológico no cinema — pioneiro nos efeitos digitais, visionário no motion capture e defensor da fusão entre técnica e emoção. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, o realizador de Avatar é também um dos mais firmes opositores à possibilidade de a Inteligência Artificial substituir actores humanos.

Numa entrevista recente ao programa Sunday Morning, da CBS, Cameron não podia ter sido mais claro: a ideia de a IA gerar actores e interpretações completas através de prompts de texto é, para ele, “horrorizante”.

“Não estamos a substituir actores — estamos a celebrá-los”

Cameron recordou que, ainda durante o desenvolvimento do primeiro Avatar em 2005, circulavam rumores em Hollywood de que ele estaria a criar tecnologia para eliminar actores de carne e osso. A ironia, segundo o próprio, é que o processo de captura de performance utilizado pela saga Avatar depende profundamente da presença humana:

“Quando se percebe realmente o que estamos a fazer, vê-se que é uma celebração do momento actor–realizador.”

Para Cameron, o motor emocional de qualquer filme continua a ser o trabalho do actor — mesmo quando este é traduzido para corpos digitais ou mundos impossíveis.

A fronteira que Cameron recusa atravessar

Mas se o motion capture ainda parte da expressividade humana, o mesmo já não pode ser dito da IA generativa. E é precisamente aí que Cameron traça um limite absolutíssimo:

“Agora, no outro extremo do espectro, tens a IA generativa, onde se pode inventar uma personagem. Inventar um actor. Criar uma interpretação do zero com um prompt de texto. Não. Isso é horrorizante para mim. É o oposto. É exactamente aquilo que não estamos a fazer.”

Para o realizador, esta tecnologia ameaça aquilo que considera o núcleo do cinema: presença humana, intenção emocional e a relação íntima entre actor e câmara.

O caso Tilly Norwood e a reacção violenta da indústria

A discussão reacendeu recentemente com a apresentação de Tilly Norwood, uma performer criada inteiramente por IA e apresentada no Zurich Summit pela comediante e produtora Eline Van der Velden.

O anúncio — acompanhado pela revelação de que várias agências já tinham demonstrado interesse em representar esta “actriz digital” — provocou uma onda de indignação entre profissionais do sector.

Em entrevista à Variety, Van der Velden defendeu que a presença da IA no cinema é inevitável e que a transição será gradual:

“Acho que será uma progressão lenta. Em breve veremos efeitos criados com IA, planos de estabelecimento, imagens de segunda unidade. Depois, avançaremos para um filme totalmente feito em IA.”

Mais polémica ainda foi a sua convicção de que o público poderá nem perceber a diferença:

“Se pagarem ou não por um filme feito em IA não dependerá da tecnologia, mas da narrativa.”

Um futuro em disputa: cinema feito por pessoas ou por prompts?

É neste ponto que a tensão se torna evidente. Cameron vê a IA como uma ameaça directa ao trabalho humano e à integridade artística da representação. Depressa se opõe à ideia de que um actor digital, criado matematicamente, possa substituir a vulnerabilidade e imprevisibilidade de um intérprete real.

Van der Velden, por outro lado, defende um futuro onde a IA se tornará mais uma ferramenta — e talvez, eventualmente, um criador autónomo de cinema.

O debate está longe de terminado. E, tal como Cameron avisa, a batalha não é apenas tecnológica: é filosófica, ética e profundamente emocional. O que é uma interpretação? O que é um actor? E o que acontece ao cinema quando o humano deixa de estar no centro da imagem?

Cameron puxa o travão — e o resto da indústria terá de escolher um caminho

Num momento em que Hollywood enfrenta desafios laborais, greves e incertezas, as palavras de James Cameron tornam-se um aviso poderoso. Ele, que construiu algumas das mais avançadas formas de filmar rostos humanos, recusa-se a aceitar um futuro onde esses rostos deixam de pertencer a pessoas reais.

O mundo avança para a IA. Mas, para Cameron, o cinema só avança com humanidade.

Grandes Estrelas Reúnem-se no Red Sea Film Festival: Um Palco Global Para o Cinema Contemporâneo

Red Sea Film Festival, que decorre até 13 de dezembro em Jeddah, voltou a afirmar-se como um dos espaços mais vibrantes do calendário cinematográfico mundial. A organização anunciou um conjunto impressionante de novas convidadas para o programa “In Conversation”, e o resultado é uma constelação de nomes que atravessa diferentes gerações, linguagens cinematográficas e geografias — uma síntese perfeita do que este festival procura ser: diverso, internacional e profundamente ancorado no diálogo sobre o futuro do cinema.

Um painel que abrange Hollywood, Bollywood e muito mais

Este ano, o festival recebe figuras que não precisam de apresentações: Dakota Johnson, actualmente em destaque devido ao filme MaterialistsJessica Alba, actriz que há muito se tornou também referência empresarial; e Ana de Armas, cuja carreira tem oscilado de forma vertiginosa entre o thriller, o drama e o cinema de acção, sendo agora protagonista de Ballerina, o aguardado spin-off de John Wick.

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A estas juntam-se ainda Kirsten Dunst, nome incontornável do cinema norte-americano desde a adolescência, e Nina Dobrev, cuja popularidade global nasceu de The Vampire Diaries mas que tem explorado géneros muito além do fantástico. A lista cresce com Queen Latifah, actriz, produtora e símbolo de versatilidade, e com a presença vibrante de Kriti Sanon, uma das vozes mais reconhecíveis do actual cinema indiano.

O programa “In Conversation” do Red Sea não é apenas uma sequência de entrevistas públicas; é um espaço desenhado para abrir portas ao pensamento crítico, permitindo que o público escute directamente das artistas as motivações, os desafios e as histórias que moldam as suas carreiras. É um encontro que favorece não o glamour superficial, mas a partilha de processos criativos, dúvidas, descobertas e, sobretudo, perspectivas sobre o que significa fazer cinema hoje.

Um festival em ascensão que atrai talento de peso

O alinhamento desta edição não se esgota nas convidadas recém-anunciadas. Nomes como Adrien BrodySean Baker e Kaouther Ben Hania também participam nas conversas do festival, reforçando a diversidade e o peso artístico do evento.

Os homenageados deste ano — Michael CaineSigourney WeaverJuliette BinocheRachid Bouchareb e Stanley Tong — mostram a ambição do festival em celebrar figuras cuja carreira ultrapassa fronteiras e define épocas cinematográficas inteiras.

É também de notar que Sean Baker, consagrado internacionalmente com Anora, assume o lugar de presidente do júri, num momento em que o seu cinema continua a provocar discussão crítica e a abrir portas para uma nova sensibilidade narrativa.

Uma programação que mistura espectáculo e descoberta

O programa International Spectacular oferece ao público filmes de grande expectativa: Couture, realizado por Angelina Jolie; The Wizard of the Kremlin, protagonizado por Jude Law e Paul Dano; e Desert Warrior, de Rupert Wyatt, com Ben Kingsley e Anthony Mackie.

Ao mesmo tempo, a competição oficial mantém o foco nos cinemas da Ásia, África e do mundo árabe, cumprindo a missão fundamental do festival: dar voz a obras e criadores que, muitas vezes, circulam à margem das estruturas tradicionais de distribuição mundial.

A sessão de abertura — Giant, de Rowan Athale — reforça esse equilíbrio, apresentando a história do lendário boxeur “Prince” Naseem Hamed, interpretado por Amir El-Masry, com Pierce Brosnan no papel do treinador. É um sinal claro de que o festival procura cruzar relevância local com interesse internacional.

Um encontro global que celebra a arte de contar histórias

O Red Sea Film Festival está rapidamente a transformar-se numa das plataformas mais relevantes para o cinema contemporâneo, e este ano confirma essa evolução. As conversas, os filmes e as figuras que passam por Jeddah revelam um evento que não vive apenas de nomes sonantes, mas de um verdadeiro compromisso com o cinema enquanto acto cultural, político e humano.

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De Dakota Johnson a Queen Latifah, de Angelina Jolie a Sean Baker, passando por vozes emergentes e veteranos lendários, esta edição promete ser mais do que um simples desfile de estrelas: é um ponto de encontro entre mundos, linguagens e visões que, quando postas lado a lado, ajudam a redefinir o cinema para o futuro.

Críticos de Nova Iorque Elegem One Battle After Another Como Melhor Filme de 2025 — E Há Surpresas nas Categorias Principais

Um arranque forte na época de prémios

A temporada de prémios acabou de ganhar novo fôlego: a New York Film Critics Circle (NYFCC) anunciou os seus vencedores e o grande destaque vai para One Battle After Another, eleito Melhor Filme de 2025. A escolha reforça o estatuto crescente do filme, que já tinha conquistado atenção no circuito de festivais e que agora entra oficialmente na corrida ao Óscar com selo crítico de peso.

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A performance de Benicio del Toro, também distinguida com o prémio de Melhor Actor Secundário, ajudou a cimentar o filme no topo das preferências do painel nova-iorquino. Curiosamente, esta vitória chega apenas um dia depois de o filme vencer Melhor Filme nos Gotham Awards, revelando um raro alinhamento entre diferentes círculos de crítica.

Jafar Panahi e uma consagração inesperada

Na categoria de Melhor Realizador, a NYFCC voltou a repetir a sintonia com os Gotham Awards, atribuindo o prémio a Jafar Panahi por It Was Just an Accident. O cineasta iraniano, admirado mundialmente pela sua capacidade de criar sob condições adversas, reforça assim a sua posição como uma das vozes mais influentes do cinema contemporâneo.

O triunfo de Panahi confirma aquilo que muitos críticos têm dito desde o início do ano: estamos perante uma obra que combina autorismo puro com uma inesperada leveza narrativa, desafiando tanto expectativas políticas como estéticas.

Wagner Moura conquista Nova Iorque — duas vezes

Outro destaque evidente é o filme The Secret Agent, que arrecadou dois prémios:

— Melhor Actor, para Wagner Moura,

— Melhor Filme Internacional.

O actor brasileiro, que tem vindo a conquistar Hollywood de forma sustentada, recebe aqui um dos galardões mais prestigiados da crítica norte-americana. A distinção surge num momento de crescente reconhecimento internacional do seu trabalho, elevando ainda mais o perfil do filme.

Rose Byrne surpreende no prémio de Melhor Actriz

O prémio de Melhor Actriz foi para Rose Byrne, pela sua performance em If I Had Legs I’d Kick You — um título tão peculiar quanto ousado, que já está a gerar curiosidade no público cinéfilo. A vitória reafirma Byrne como uma intérprete versátil, capaz de brilhar tanto na comédia como no drama.

Argumento, animação e primeiras obras: um retrato diverso do cinema de 2025

O prémio de Melhor Argumento foi para Marty Supreme, realizado por Josh Safdie e protagonizado por Timothée Chalamet. A escrita do filme tem sido amplamente elogiada pela sua energia irreverente e pela forma inventiva como reinventa convenções dramáticas.

Em Animação, a vitória foi para KPop Demon Hunters, um filme que tem cativado audiências e críticos com a sua fusão de cultura pop, humor estilizado e acção sobrenatural.

A fotografia de Sinners arrecadou o galardão de Melhor Cinematografia, enquanto o prémio de Melhor Primeira Longa-Metragem foi para Eephus, um nome que deverá tornar-se presença regular nos festivais do próximo ano.

Documentário e prémios especiais

Na categoria de Melhor Filme de Não-Ficção, voltou a repetir-se o alinhamento com os Gotham Awards: o vencedor foi My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, uma obra que tem sido descrita como profundamente humana e cinematograficamente arrojada.

A NYFCC atribuiu ainda prémios especiais à Screen Slate e ao Museum of the Moving Image, reconhecendo o impacto cultural e educativo de ambos.

Os prémios estudantis foram para London Xhudo (NYU) e Tan Zhiyuan (The New School), reforçando o compromisso do círculo com o futuro da crítica e da produção cinematográfica.

Uma tradição quase centenária

Fundado em 1935, o New York Film Critics Circle reúne anualmente alguns dos críticos mais respeitados dos Estados Unidos, representando jornais, revistas e publicações digitais de referência. A votação ocorre sempre em Dezembro, definindo um dos primeiros e mais influentes passos na temporada de prémios.

No ano passado, o grupo escolheu The Brutalist como Melhor Filme de 2024 — um título que, mais tarde, também conquistou espaço significativo nas nomeações da Academia.

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Um mapa claro para a corrida aos Óscares

Com a divulgação destes prémios, a NYFCC redesenha o cenário da temporada de prémios:

— One Battle After Another emerge como frontrunner;

— Jafar Panahi confirma o seu estatuto de favorito na realização;

— Wagner Moura e Rose Byrne ganham força nas categorias de interpretação;

— e o circuito de festivais prepara-se para um 2025 intensamente competitivo.

A cerimónia oficial de celebração está marcada para Janeiro, em Nova Iorque. Até lá, Hollywood terá muito para analisar — e ainda mais para especular.

As Primeiras Reacções a Avatar: Fire and Ash: James Cameron Regressa com um Espectáculo “Imaginável Só por Ele”

Um regresso colossesco a Pandora

Aconteceu finalmente: Avatar: Fire and Ash foi exibido a um grupo restrito de jornalistas, e as primeiras reacções não deixam margem para dúvidas — James Cameron volta a provar que, quando se fala em cinema-espectáculo, o trono continua solidamente seu. O terceiro capítulo da saga foi imediatamente descrito como um “espectáculo cinematográfico definitivo”, capaz de levar “os limites técnicos a terrenos que ninguém imaginava”.

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Courtney Howard, crítica de cinema, não poupou elogios, frisando que Cameron continua a dominar a arte do blockbuster como poucos:

“Três filmes depois, James Cameron ainda tem o condão. Continua a fazer do épico algo emocionalmente impactante. Brilhante, ousado e glorioso — é para isto que os cinemas foram criados.”

Sean Tajipour, igualmente impressionado, sublinhou que cada fotograma parece desafiar o possível:

“Cameron continua a ultrapassar fronteiras. Fire and Ash é ousado, envolvente, inesquecível e movido por pura ambição.”

Uma viagem, não apenas um filme

Perri Nemiroff, do Collider, destacou o que muitos críticos confirmam: a imersão é tão poderosa que o filme “parece uma viagem”. O regresso a Pandora acontece de forma quase instantânea, e a complexidade narrativa e técnica ganha novos patamares.

A jornalista notou ainda uma evolução significativa em vários aspectos de produção, incluindo a construção de mundo, os cenários e a forma como o filme integra emoção e acção num só movimento. Segundo ela, a magia do universo Avatarpermanece intacta — e, melhor ainda, mais rica.

Michael Lee foi mais crítico em relação ao enredo, que considerou menos robusto do que o impacto visual. Contudo, a avaliação geral mantém-se extremamente positiva:

“O espectáculo visual é gigantesco, especialmente em 3D. A expansão de Pandora e a introdução de novas tribos elevam o world-building. A história pode não ser perfeita, mas o filme ultrapassa fronteiras técnicas de formas inimagináveis.”

Novas ameaças, novas tribos, a mesma ambição de Cameron

Situado após os eventos de Avatar: The Way of Water, este novo capítulo acompanha a família Sully ainda em luto pela morte de Neteyam. É neste momento de vulnerabilidade que emerge uma nova ameaça: a tribo do Fogo, um grupo de Na’vi que habita zonas vulcânicas e é liderado pela vingativa Varang, interpretada por Oona Chaplin, que assim se estreia na franquia.

Ao elenco regressam Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang e Kate Winslet, reforçando a continuidade épica da narrativa. Cameron, fiel ao seu estilo, promete um capítulo emocional, visualmente impressionante e construído com uma escala que desafia as capacidades do cinema moderno.

O futuro de Avatar: tudo depende do público

James Cameron tem sido claro e pragmático: o futuro da franquia depende do desempenho de Fire and Ash nas bilheteiras. O realizador imaginou desde o início cinco filmes, e uma parte substancial de Avatar 4 já está filmada. Contudo, o projecto só avançará com força total se o terceiro capítulo conseguir conquistar novamente o público global.

Vale lembrar que Cameron tem motivos para confiar:

— Avatar é o filme mais lucrativo de sempre com 2,9 mil milhões de dólares;

— The Way of Water ocupa o terceiro lugar, com 2,3 mil milhões.

Mesmo assim, aos 71 anos, Cameron reconhece que o trabalho nos próximos filmes exigirá uma energia considerável:

“Se conseguir, faço. Não excluo nada. Estou saudável e pronto a avançar — mas tenho de ter vigor para mais seis ou sete anos disto.”

Cameron continua a ser Cameron — e isso diz tudo

As primeiras reacções a Avatar: Fire and Ash sugerem que os fãs vão encontrar tudo aquilo que esperam de James Cameron: ambição, escala, emoção, tecnologia de ponta e um domínio absoluto da grande imagem. Mesmo com algumas reservas sobre o enredo, o impacto visual e a imersão parecem ser tão extraordinários que a experiência global se impõe.

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A 18 de Dezembro, Pandora volta a abrir as portas. E, se as reacções iniciais forem indicadoras do que aí vem, Cameron pode muito bem estar a preparar-se para mais uma conquista histórica — técnica, artística e, quem sabe, financeira.

Scarlett Johansson Reafirma Posição Sobre Woody Allen — e Reflecte Sobre Integridade, Maturidade e Consequências na Carreira

A actriz volta a comentar o apoio público ao realizador, mantendo a sua posição e analisando o impacto que essa escolha poderá ter tido no seu percurso em Hollywood.

Scarlett Johansson voltou a abordar um dos temas mais delicados da sua carreira: o apoio que manifestou a Woody Allen em 2019, quando afirmou que trabalharia com o realizador “a qualquer momento”. À luz das polémicas que marcaram a última década, e questionada pelo The Telegraph sobre se essas declarações prejudicaram a sua imagem ou oportunidades profissionais, a actriz respondeu com a mesma frontalidade — e com um olhar mais maduro sobre a importância da integridade pessoal.

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Johansson reconhece que não é possível prever com exactidão o impacto que uma posição pública pode ter. “É difícil saber… Nunca sabemos qual é exactamente o efeito dominó”, afirmou. Ainda assim, mantém que foi educada para defender aquilo em que acredita, mesmo quando isso implica enfrentar críticas. “A minha mãe sempre me encorajou a ser eu própria, a perceber que é importante ter integridade e defender o que acreditamos.”

O caso remonta às alegações feitas em 1992, quando Mia Farrow acusou Woody Allen de abusar da filha adoptiva, Dylan Farrow — acusações que Dylan voltou a relatar na década de 2010, especialmente durante o movimento #MeToo. Ao longo dos anos, vários actores que trabalharam com Allen expressaram arrependimento, enquanto outros continuam a defender o realizador. Allen nunca foi condenado em nenhum processo relacionado com as alegações.

Johansson, que colaborou com Allen em Match Point (2005), Scoop (2006) e Vicky Cristina Barcelona (2008), manteve ao longo dos anos a confiança na inocência do cineasta. Mas hoje admite que nem sempre é necessário intervir publicamente em todas as discussões. “É importante saber quando não é a nossa vez. Não digo para nos calarmos; digo que, às vezes, simplesmente não é o nosso momento. Compreendi isso melhor à medida que fui amadurecendo.”

Apesar da controvérsia, a actriz continua a ser uma das figuras mais influentes da indústria, não só pelo seu trabalho em cinema mas também pela forma como enfrenta problemas estruturais de Hollywood. Em 2021, protagonizou um caso mediático ao processar a Disney devido ao lançamento simultâneo de Black Widow em sala e na plataforma Disney+, que afectou o seu bónus de bilheteira. O litígio foi resolvido no mesmo ano.

Mais recentemente, enfrentou a OpenAI, depois de a empresa lançar uma assistente virtual cuja voz lhe parecia estranhamente familiar. Johansson revelou que havia sido convidada para dar voz à personagem — convite que recusou — e considerou perturbadora a semelhança com a sua interpretação em Her, de Spike Jonze, onde dava vida a uma inteligência artificial. A OpenAI suspendeu a utilização da voz e negou qualquer intenção de imitar a actriz.

Actualmente, Johansson mantém uma agenda preenchida: está associada a um novo capítulo do universo Jurassic World e a uma futura sequência de The Exorcist, continuando a navegar entre blockbusters, projectos pessoais e debates éticos que, inevitavelmente, moldam a sua presença pública.

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Se a controvérsia de Woody Allen deixará marcas no futuro, é impossível saber. Mas para Scarlett Johansson, a integridade permanece o guião principal.

Scarlett Johansson Recusa Pressões e Mantém Referência ao Holocausto no Seu Primeiro Filme como Realizadora

Eleanor the Great estreia a 12 de Dezembro no Reino Unido, após Johansson rejeitar alterar o núcleo moral e temático da narrativa.

Scarlett Johansson não podia ter escolhido um desafio pequeno para a sua estreia na realização. Eleanor the Great, o seu primeiro filme atrás das câmaras, aborda temas delicados — identidade, mentira, memória — e fá-lo através de uma personagem idosa que afirma ser sobrevivente do Holocausto, apesar de essa história ser uma invenção. Mas antes mesmo de começar a filmar, Johansson viu-se confrontada com pressões inesperadas para alterar profundamente esta premissa.

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Em entrevista ao The Telegraph, a actriz revelou que um dos financiadores do projecto tentou obrigá-la a retirar qualquer referência ao Holocausto, alegando desconforto com essa parte do guião. O pedido surgiu quando faltava apenas um mês para o início das filmagens, depois de longos meses de preparação, ensaios e construção narrativa já estarem concluídos. A exigência era explícita: manter o filme, mas eliminar o elemento central que lhe dá forma, gravidade e sentido moral.

“Adoramos o filme, Scarlett, mas não gostamos assim tanto da parte do Holocausto. A personagem pode mentir sobre outra coisa?”, terá dito o investidor. A realizadora não cedeu. Descrever esse pedido como incompreensível foi o mínimo; Johansson explicou que não estava perante uma questão logística ou financeira, mas sim uma tentativa de amputar a essência da obra. “Se não fosse sobre o Holocausto, sobre o que seria? Não deram alternativa. Apenas disseram que isto era um problema”, afirmou.

A recusa teve consequências: o financiador abandonou o projecto. Ainda assim, Eleanor the Great conseguiu manter-se de pé e chegará às salas britânicas a 12 de Dezembro, preservando intacto aquilo que Johansson definiu como “a pior mentira imaginável” — precisamente o que torna a narrativa tão desconfortável, mas também tão necessária. O filme explora o impacto devastador de uma mentira que cresce até se tornar incontrolável, reflectindo sobre culpa, identidade e as fronteiras éticas da memória colectiva.

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Para Johansson, este episódio revela até que ponto certas histórias continuam a suscitar tensões profundas — e porque é que não devem ser suavizadas quando o objectivo é confrontar o público com verdades difíceis. A estreia de Eleanor the Great, marcada por coragem criativa e resistência a pressões externas, promete fazer correr muita tinta e abrir debates sobre representação, responsabilidade histórica e liberdade artística.

A Solução Surpreendente para a Má Educação no Metro? Leve um Batman Consigo

Um estudo italiano garante: a simples presença do Cavaleiro das Trevas aumenta drasticamente a simpatia dos passageiros.

Parece uma ideia saída directamente de uma comédia sobre super-heróis: pôr um Batman no metro para melhorar o comportamento das pessoas. Mas foi precisamente isso que investigadores da Università Cattolica del Sacro Cuore, em Milão, decidiram testar — e os resultados são tão inesperados quanto hilariante.

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A experiência, publicada na revista npj Mental Health Research, analisou a forma como os passageiros reagiam quando uma mulher aparentemente grávida entrava na carruagem. No cenário normal, sem interferências, apenas cerca de 38% dos viajantes se levantavam para lhe oferecer o lugar. Não é um número bonito, mas é tristemente familiar para quem anda diariamente em transportes públicos.

Depois, os investigadores decidiram apimentar a rotina: na mesma situação, entra na carruagem um indivíduo silencioso… vestido de Batman, fato completo, sem explicações. De repente, como se Gotham tivesse chamado todos à ordem, a taxa de passageiros a ceder o lugar disparou para uns impressionantes 67%. Quase o dobro.

O professor Francesco Pagnini, responsável pelo estudo, explica que a presença do super-herói funciona como um choque suave ao piloto automático que marca o quotidiano urbano. Algo fora do normal obriga-nos a prestar mais atenção ao espaço, às pessoas e — neste caso — às necessidades de quem está ao nosso lado. É como se o simples facto de ver Batman activasse, subtilmente, um alarme interno de “portem-se bem”.

Curiosamente, a maioria dos que cederam o lugar nem reparou conscientemente na figura mascarada. O que indica que a influência terá actuado de forma subconsciente, como se o símbolo fosse tão forte que bastasse existir na periferia do olhar para mudar comportamentos.

As mulheres continuaram a ser as que mais ofereceram os seus lugares, mas a presença do Cavaleiro das Trevas aumentou a disponibilidade para ajudar em todos os grupos, sem discriminação. Segundo a equipa, o fenómeno não tem tanto a ver com Batman em si, mas com o poder dos estímulos inesperados — especialmente quando associados a símbolos culturais de moralidade.

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Em suma: não precisa de combater o crime, nem de dominar artes marciais, nem de ser milionário como Bruce Wayne. Para melhorar a educação no metro, basta aparecer vestido de Batman. Se dá calor? Dá. Se incomoda? Provavelmente. Mas, segundo a ciência, funciona.

O Ícone de “Velocidade Furiosa” Que Pode Ser Seu — O Lendário Mitsubishi Lancer Evolution Vai a Leilão

Um dos carros mais marcantes do filme 2 Fast 2 Furious chega ao mercado — e promete fazer acelerar o coração de coleccionadores.

A saga Velocidade Furiosa sempre soube falar a língua dos amantes de alta rotação: explosões, perseguições, nitro a rebentar e máquinas tão emblemáticas que se tornaram personagens por direito próprio. Entre esses ícones está o Mitsubishi Lancer Evolution VII conduzido em 2 Fast 2 Furious — e agora, graças a um leilão da Bonhams Cars, pode muito bem vir a encontrar uma nova garagem onde repousar… ou continuar a rugir.

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Este não é um simples carro desportivo. É um pedaço da história do cinema de acção, um símbolo de uma era em que os filmes de condução trepidante começaram verdadeiramente a conquistar audiências globais. O Lancer Evolution, já de si venerado pelos entusiastas, ganhou estatuto de culto depois de aparecer no grande ecrã ao lado de Paul Walker. E o exemplar agora em leilão é precisamente um dos utilizados durante as filmagens.

O Mitsubishi Lancer Evolution destaca-se pelas suas especificações técnicas que, ainda hoje, impressionam. Equipado com o célebre motor 2.0 turboalimentado 4G63, tração integral, caixa manual de cinco velocidades e cerca de 330 cavalos de potência, este Evo não foi apenas construído para as câmaras — foi construído para correr. Para os puristas, é o equilíbrio perfeito entre engenharia japonesa e adrenalina cinematográfica.

Mas este exemplar oferece algo que poucos carros de colecção conseguem igualar: autenticidade total. Inclui elementos instalados especificamente para acrobacias, mecanismos de segurança usados nas cenas de acção e suportes concebidos para a montagem de câmaras. É, literalmente, um veículo optimizado para o caos coreografado de Hollywood. E se isso não bastasse, o painel possui assinaturas de actores e membros da equipa técnica, acrescentando-lhe valor histórico e emocional.

No total, foram utilizados quatro Mitsubishi Lancer Evolution no filme, cada um com funções distintas, desde manobras mais agressivas até sequências de proximidade controlada. Esta divisão de tarefas permitiu ao filme criar algumas das cenas mais memoráveis da saga, com uma precisão que só vários carros afinados meticulosamente poderiam garantir.

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Quanto ao valor? Prepare-se. O Lancer Evolution de 2001 utilizado em 2 Fast 2 Furious pode atingir cerca de 291.200 dólares em leilão — um valor que reflecte tanto o fascínio cultural como o estatuto de relíquia que o modelo adquiriu ao longo dos anos. Não é apenas um carro: é um fragmento de nostalgia acelerada, uma peça de cinema que continua a fazer vibrar quem cresceu com a saga.

Se sempre sonhou ter um pedaço de Velocidade Furiosa na sua garagem, esta pode ser a sua oportunidade. E, sejamos sinceros: não é todos os dias que um ícone automobilístico do cinema decide mudar de dono

O Filme Português Que Já Conquistou Paris — O Riso e a Faca Entre os Melhores do Ano para a Cahiers du Cinéma

A revista francesa colocou a obra de Pedro Pinho no top 5 de 2025, celebrando um triunfo raro e histórico para o cinema português.

O cinema português volta a fazer história — e desta vez com estrondo internacional. A Cahiers du Cinéma, considerada por muitos a mais influente revista de crítica cinematográfica do mundo, divulgou o seu top 10 dos melhores filmes de 2025, e O Riso e a Faca, de Pedro Pinho, surge numa honrosa e surpreendente 5.ª posição. Num ranking onde figuram nomes gigantes como Paul Thomas Anderson, Albert Serra, Richard Linklater ou Christian Petzold, a presença de um filme português não é apenas motivo de orgulho: é uma validação artística de dimensão global.

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A lista é liderada por Tardes de Solidão, documentário de Albert Serra dedicado ao toureiro Andrés Roca Rey, seguido de Batalha Atrás de Batalha, o novo épico de Paul Thomas Anderson, e de Yes!, de Navad Lapid. Logo depois surge O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e, em 5.º lugar, a obra de Pedro Pinho — o único filme português distinguido este ano e um dos poucos na história a alcançar semelhante destaque.

O Riso e a Faca é uma co-produção entre Portugal, Brasil, França e Roménia e apresenta a história de Sérgio, um engenheiro ambiental português que viaja até à Guiné-Bissau para avaliar os impactos ambientais da construção de uma estrada. O que começa como uma missão aparentemente técnica transforma-se num retrato incisivo sobre neocolonialismo, desigualdade e fracturas sociais ainda vivas entre o deserto e a selva. É cinema político, sensorial e profundamente inquietante — características que certamente conquistaram os críticos franceses.

Esta é apenas a segunda longa de ficção de Pedro Pinho, depois de A Fábrica do Nada (2017), também apresentado em Cannes. E foi justamente no festival francês, em maio, que O Riso e a Faca se estreou, garantindo um feito inédito para Portugal: Cleo Diára venceu o prémio de Melhor Interpretação no Un Certain Regard. Um marco histórico para o cinema nacional, que raramente encontra espaço de destaque neste tipo de selecções.

O filme estreou nas salas portuguesas no final de Outubro, tendo já saído de exibição, mas a consagração internacional reacende o interesse e confirma a força do olhar de Pedro Pinho sobre a herança pós-colonial portuguesa. Num ano cinematográfico especialmente competitivo, com obras de autores consagrados e estreias muito aguardadas, O Riso e a Faca conseguiu impor-se como uma das experiências mais marcantes e politicamente relevantes de 2025.

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Para muitos, este reconhecimento pode trazer uma nova vida à obra, futura redescoberta em ciclos de cinema, retrospectivas e plataformas de streaming. Para o cinema português, porém, fica já gravado: em 2025, um dos melhores filmes do ano falava português.

“Kevin? Nunca ouvi falar dele!” — Macaulay Culkin explica por que esconde a fama dos filhos

O actor de Sozinho em Casa revela como tenta manter a infância dos filhos longe do peso (e da magia) do clássico que celebra 35 anos.

Macaulay Culkin pode ser uma das figuras mais icónicas da cultura pop dos anos 90, mas dentro de casa, aparentemente, é apenas “o pai”. Numa nova entrevista à Deadline, o actor revelou que os seus dois filhos, de quatro e dois anos, ainda não fazem ideia de que vivem com o rapaz que, há 35 anos, defendia a casa de intrusos com armadilhas dignas de desenho animado. E Culkin parece satisfeito por manter essa inocência durante mais algum tempo.

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Segundo o actor, as crianças até já viram imagens antigas sem perceber quem estava na fotografia. Culkin contou que o filho mais velho reconheceu sem reconhecer: “Disse que o miúdo da foto parecia o Kevin”. Quando o pai revelou que aquele rapaz era ele próprio, a reacção foi… nula. Nenhuma epifania, nenhum “Aaaah!”, apenas a habitual serenidade infantil perante factos que aos adultos parecem enormes.

Para o actor, hoje com 45 anos, é comovente perceber que Sozinho em Casa continua a atravessar gerações. “Para pessoas da minha idade, o filme é nostálgico”, disse. “E agora mostram-no aos filhos deles da mesma forma que eu o mostro aos meus.” Ainda assim, quer preservar o máximo possível o lado normal da vida familiar. “Na maioria das vezes, eles não sabem ao lado de quem estão sentados”, brincou. Aliás, graças a um trailer festivo do Disney+, os miúdos referem-se ao eterno Kevin McCallister como “o Kevin Disney+”.

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O actor sabe que o segredo não durará para sempre. Mais cedo ou mais tarde, alguém no recreio explicará aos seus filhos quem ele é. Ou eles próprios verão o filme e juntarão as peças. “Quero manter esse véu tapado o máximo de tempo possível”, admitiu. Até lá, Culkin continuará a ser apenas o pai que passa fotos antigas no telemóvel — e não o miúdo mais famoso de sempre a derrotar ladrões com latas de tinta, trenós e micro-ondas improvisados.

Rian Johnson Quer Meryl Streep no Próximo “Knives Out” — e Já Deu o Convite Público à Actriz

Às portas da estreia de Wake Up Dead Man — que em Portugal deverá chegar à Netflix a 12 de Dezembro — o realizador revela o seu sonho para o futuro da saga: Meryl Streep ao lado de Daniel Craig.

Rian Johnson está prestes a lançar o terceiro capítulo da sua saga de mistério, Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery, e a tournée de entrevistas tem revelado mais do que detalhes sobre o novo caso do detective Benoit Blanc — revelou também qual é a actriz com quem Johnson mais sonha trabalhar numa futura sequela: Meryl Streep.

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Numa conversa recente com o IndieWire, Johnson explicou que a alegria destes filmes está precisamente em reunir elencos improváveis e descobrir actores com quem nunca trabalhou. Questionado directamente sobre qual seria o seu “casting de sonho”, o realizador não hesitou em dirigir-se à actriz vencedora de três Óscares: “Se estiveres a ler isto, Meryl, acho que te encaixarias lindamente num murder mystery.” O comentário veio acompanhado daquelas notas de humor que Johnson domina, lembrando que se até Lorne Michaels conseguiu levar Streep ao Saturday Night Live, também ele não perde a esperança.

Enquanto Meryl Streep não entra oficialmente no universo Knives Out, Johnson prepara a estreia de Wake Up Dead Man. O filme chega a algumas salas internacionais a 26 de Novembro, mas a sua verdadeira vida será na Netflix, onde entra a 12 de Dezembro de 2025. Em Portugal, salvo anúncio em contrário — que ainda não foi feito — tudo indica que a data será a mesma, uma vez que a Netflix tem histórico de estreias simultâneas desta franquia sobretudo quando envolve um lançamento global em streaming.

O novo capítulo traz Daniel Craig de volta como Benoit Blanc, o detective sulista que já se tornou um ícone moderno do género whodunnit. Para esta aventura, Johnson reuniu um elenco de luxo: Josh O’Connor, Glenn Close, Josh Brolin, Mila Kunis, Jeremy Renner, Kerry Washington e Andrew Scott juntam-se ao investigador numa história que, segundo o próprio realizador, assume um tom diferente dos filmes anteriores. Johnson explicou que escreveu Wake Up Dead Man movido por uma energia mais sombria, uma espécie de indignação inquieta que ajudou a moldar a atmosfera do enredo.

Com este terceiro filme, termina oficialmente o acordo de duas longas-metragens entre Johnson e a Netflix — o que não significa que a série acabe aqui. Tanto o realizador como Daniel Craig querem continuar a explorar o universo de Benoit Blanc, embora Johnson tenha deixado claro que esse futuro depende de ambos continuarem a sentir entusiasmo criativo: “Se um dia um de nós acordar e não sentir vontade de fazer mais um, paramos.”

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Quanto a Meryl Streep, a actriz mantém uma agenda cheia: tem sido presença recorrente na série Only Murders in the Building e prepara-se para regressar ao grande ecrã em The Devil Wears Prada 2, previsto para 1 de Maio de 2026. Mas no mundo de Rian Johnson, nada parece impossível — e a porta está aberta, com convite assinado.

“Sleepless City” Conquista o Grande Prémio no Estreante Doha Film Festival — Uma Primeira Edição Marcada por Cinema Político, Olhar Global e Fortíssima Identidade Regional

O drama híbrido de Guillermo Galoe lidera uma edição inaugural que surpreendeu pela maturidade, ambição e compromisso com histórias urgentes vindas de vários cantos do mundo.

A primeira edição do Doha Film Festival encerrou com uma declaração clara ao panorama internacional: o Catar quer ser um novo centro de descoberta cinematográfica — e começou com o pé firmemente assente no acelerador. O grande vencedor foi Sleepless City, de Guillermo Galoe, um drama híbrido filmado ao longo de vários anos na vasta e esquecida Cañada Real, o maior bairro informal da Europa, situado nos arredores de Madrid. O filme, que mistura ficção e observação documental, foi distinguido unanimemente pelo júri liderado por Rithy Panh, que elogiou a forma sensível como retrata a vida de jovens apanhados entre a tradição e uma modernidade cada vez mais distante.

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O festival, dirigido por Fatma Hassan Alremaihi, assumiu desde o início a ambição de dar palco a “vozes ousadas e histórias que atravessam fronteiras”. Essa intenção viu-se no alinhamento e confirmou-se na lista de premiados, que viajou por Espanha, Líbia, Brasil, Palestina, Sudão e México, num mapa cinematográfico que privilegiou obras politizadas, íntimas e profundamente enraizadas nas suas comunidades.

Sleepless City acompanha Toni, um adolescente que vê o bairro onde cresceu ameaçado por demolições iminentes. Sem recorrer à dramatização artificial, Galoe segue os gestos quotidianos de uma família e de uma comunidade inteira, transformando essa simplicidade numa força narrativa poderosa. A distinção confirma o percurso do filme, que já tinha passado por Cannes, onde venceu o prémio SACD de argumento.

A competição documental distinguiu My Father and Qaddafi, de Jihan K., uma investigação profundamente pessoal sobre o desaparecimento do pai da realizadora, um diplomata líbio tornado dissidente e raptado no Cairo. A obra articula depoimentos e arquivos para reconstruir não só uma vida, mas a memória política de um país marcado pela ditadura e pelo silêncio forçado.

A programação internacional contou ainda com títulos que não passaram despercebidos aos jurados. The Reserve, de Pablo Pérez Lombardini, recebeu uma Menção Especial pelo retrato inquietante de um guarda florestal em território devastado. O prémio de Melhor Interpretação foi partilhado por Majd Eid e Nader Abd Alhay, protagonistas de Once Upon a Time in Gaza, filme vencedor da realização em Un Certain Regard e que recupera a Gaza de 2007 através do olhar de um estudante arrastado para um jogo perigoso entre um restaurador carismático e um polícia corrupto. Já With Hasan in Gaza, de Kamal Al Jafari, e Renoir, de Chie Hayakawa, dividiram o prémio de Melhor Contribuição Artística, ambos elogiados pela forma inovadora como utilizam arquivos e imaginação visual para reconfigurar realidades fragmentadas.

Na competição de curtas, presidida por Eddie Bertozzi, destacou-se Samba Infinito, de Leonardo Martinelli. O júri sublinhou a confiança do filme “no poder do cinema para curar feridas sociais e privadas”, seguindo um varredor de rua que encontra um inesperado momento de ligação durante o Carnaval. Primary Education, de Aria Sánchez e Marina Meira, conquistou a realização numa observação mordaz da dinâmica de poder entre crianças; Milica Janevski foi premiada por Upon Sunrise, onde interpreta uma mãe sérvia à beira do colapso; L’Mina e o jovem actor Ammar Ahmed, de Zizou, receberam menções especiais.

Um dos momentos mais comentados da semana foi a decisão do júri jovem — composto por espectadores entre os 16 e os 25 anos — que atribuiu o Ajyal Feature Award a The Voice of Hind Rajab. O filme reconstrói, com rigor e sensibilidade, o telefonema final de uma menina de seis anos presa sob fogo em Gaza, cruzando áudio real com reencenações que deixam uma marca difícil de dissipar. O prémio de curta deste júri foi para Sulaimani, de Vinnie Ann Bose, uma animação ambientada em Paris sobre duas mulheres do Kerala que encontram, na comida e na memória, uma forma de navegar a diáspora.

A secção Made in Qatar mostrou que o festival pretende crescer não só como anfitrião internacional, mas como incubadora local. Fahad the Furious, de Justin Kramer, venceu o prémio principal ao combinar drama familiar e humor num retrato de mal-entendidos dentro de uma casa tradicional. Rashid Al Sheeb foi distinguido pela sua interpretação no mesmo filme. Villa 187, de Eiman Mirghani, venceu a realização ao revisitar a história de uma família obrigada a abandonar a casa que moldou o seu passado. Project Aisha, um drama tenso sobre uma mãe que recorre a métodos fora da norma para cuidar da filha ferida, recebeu uma Menção Especial.

A escolha do público recaiu sobre Cotton Queen, da realizadora sudanesa Suzannah Mirghani — uma expansão do universo criado a partir do seu premiado Al-Sit. Filmado no Egipto por refugiados sudaneses após o início da guerra no Sudão, o filme acompanha a jovem Nafisa numa aldeia dividida entre tradição e modernidade, num retrato luminoso de identidade, futuro e reconstrução.

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Com 97 filmes de 62 países, a estreia do Doha Film Festival afirmou um rumo claro: dialogar com o mundo sem perder o foco na formação de uma voz artística própria. O evento mostrou ambição, consistência e um desejo real de se tornar plataforma para novas gerações de cineastas — tanto no Golfo como além dele. Uma primeira edição com fôlego de festival veterano, capaz de equilibrar política, memória, experimentação e emoção com uma confiança rara para um começo.

Jenna Ortega Lança Aviso Sobre a IA em Marrakech: “Abrimos a Caixa de Pandora — e Há Coisas Que um Computador Nunca Vai Conseguir Fazer”

Subtítulo: Na conferência de imprensa do festival, a actriz de Wednesday e Bong Joon Ho alertam para os riscos da inteligência artificial no cinema, enquanto Celine Song dispara um contundente “fuck AI” e Anya Taylor-Joy pede mais ouvido e menos gritaria.

O Festival de Cinema de Marrakech tornou-se, este fim-de-semana, palco de um dos debates mais quentes da actualidade: o impacto da inteligência artificial na criação artística. E foi Jenna Ortega, membro do júri e protagonista de Wednesday, quem tomou a dianteira na discussão, avisando que a evolução da IA pode ser “profundamente assustadora” para o cinema e para o mundo.

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Sentada ao lado do presidente do júri, Bong Joon Ho, Ortega não disfarçou o receio: “Quando olhamos para a história da humanidade, percebemos que temos tendência para ir sempre longe demais. É muito fácil ter medo — eu tenho — desta incerteza profunda.” Para a actriz, a introdução acelerada da IA na produção audiovisual parece mesmo um daqueles momentos irreversíveis: “Sinto que abrimos a Caixa de Pandora.”

Apesar disso, Ortega acredita que estas fases turbulentas podem despertar uma nova vitalidade entre artistas. “Tempos difíceis forçam-nos a falar mais, a agir mais e a proteger o que é nosso. Acredito e quero acreditar que estamos a caminhar para isso.” Mas sublinha um ponto essencial: a alma humana não se copia. “Há beleza na dificuldade e há beleza no erro. Um computador não consegue isso. Um computador não tem alma.”

Ortega acrescentou ainda uma provocação curiosa: deseja que a IA atinja um ponto de saturação tal que funcione como “comida de plástico para a mente”. Algo que o público consome até se sentir mal — e que só assim volte a apreciar o que é humano, imperfeito, real.

Bong Joon Ho concordou e ampliou a reflexão, dizendo que esta pode ser uma oportunidade inesperada: “É talvez a primeira vez que a humanidade se obriga a pensar seriamente sobre o que só os humanos conseguem fazer.” Depois, num piscar de olho ao público, rematou com humor: “Mas, pessoalmente, vou organizar um esquadrão militar cuja missão é destruir a IA em todo o mundo.”

A conferência não ficou por aqui. Celine Song, realizadora de Past Lives, deixou o comentário mais incisivo (e certamente o mais citado): “Para citar o Guillermo del Toro, que estará aqui em breve: fuck AI.” A cineasta afirmou que a tecnologia “está a colonizar o nosso modo de ver imagens e sons” e que representa uma ameaça directa à própria essência da criação artística. “Estamos aqui para defender a humanidade. A IA tenta infiltrar-se no que torna a vida bonita e difícil. E por isso digo, profunda e nada educadamente, fuck AI.”

Anya Taylor-Joy, também jurada, desviou a conversa para outro tema, mas com igual pertinência: a importância de ouvir. Questionada sobre o papel de avaliar colegas de profissão, a actriz refletiu sobre o ruído constante do mundo actual. “Vivemos numa era em que se valoriza quem grita mais alto. Esquecemo-nos de pensar criticamente. O silêncio, mesmo desconfortável, ensina-nos a ouvir. E neste momento, na arte e na vida, precisamos mais de escutar do que de gritar por cima dos outros.”

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O festival, que decorre até 6 de Dezembro, arrancou com a exibição de Dead Man’s Wire, de Gus Van Sant, e apresenta este ano uma competição oficial composta por 14 filmes de realizadores emergentes. Entre homenagens a Jodie Foster e Guillermo del Toro, conversas com Kleber Mendonça Filho, Bill Kramer e Laurence Fishburne, além de novas obras como A Private LifeFrankensteinHamnet ou Palestine 36, Marrakech reforça o seu papel como ponto de encontro global para discutir não só o cinema, mas também o futuro — e os perigos — da própria criação artística.

Julia Roberts Comemora os 21 Anos dos Gémeos Hazel e Phinnaeus: “Foram de 1 para 21 Num Piscar de Olhos”

julia roberts na netflix


A actriz partilhou uma fotografia ternurenta dos filhos em bebés e deixou uma mensagem emotiva para assinalar o aniversário — um momento que fez vibrar fãs e colegas de Hollywood.

Julia Roberts assinalou esta sexta-feira um marco especial na sua vida familiar: os 21 anos dos seus gémeos, Hazel e Phinnaeus Moder. A actriz, vencedora de um Óscar e uma das figuras mais queridas de Hollywood, recorreu ao Instagram para celebrar a data com uma fotografia daquelas que só as mães guardam no lugar mais protegido do telemóvel — um retrato irresistível dos dois quando ainda eram bebés, lado a lado em cadeiras altas.

Na legenda, Roberts escreveu uma mensagem simples mas carregada de ternura e incredulidade perante a passagem do tempo: “Estes transformadores de vida, ampliadores de ❤️, antes eram 1 e agora são 21! Isso foi rápido 😭 Feliz Aniversário, meus queridos 🎉💥⚡🎁”. O registo não demorou a conquistar fãs e amigos, muitos deles também surpreendidos por perceber que os bebés que julgavam ter visto “ontem” já são oficialmente adultos.

Hazel e Phinnaeus, nascidos em 2004, são fruto do casamento de Roberts com o director de fotografia Danny Moder, com quem mantém uma das relações mais sólidas de Hollywood desde 2002. O casal tem ainda um terceiro filho, Henry, actualmente com 18 anos. Apesar de ser uma das maiores estrelas do cinema, a actriz sempre protegeu ferozmente a privacidade da família, o que torna estas raras partilhas especialmente apreciadas pelo público.

Recentemente, Julia Roberts voltou a pisar a passadeira vermelha com o elenco de After the Hunt, onde contracena com Ayo Edebiri e Andrew Garfield. O filme foi apresentado no BFI London Film Festival e marcou mais um capítulo no regresso sólido da actriz a papéis dramáticos de peso, aqueles que cimentaram o seu estatuto desde Erin Brockovich.

Mas, pelo menos por um dia, a carreira fica em segundo plano. A protagonista de Pretty Woman não estava a falar de cinema — estava a celebrar os “game changers” da sua vida. E, para muitos seguidores, não há prémio nem estreia que supere a honestidade e o carinho desse momento.

Guy Pearce em Nova Polémica: Actor Pede Desculpa Após Partilhar Conteúdos Antissemitas nas Redes Sociais

Entre a defesa pública da causa palestiniana e a disseminação involuntária de teorias conspirativas, o actor reconhece o erro, recua das redes sociais e enfrenta novo escrutínio da indústria.

Guy Pearce volta ao centro de uma tempestade mediática — e, mais uma vez, por algo que aconteceu fora dos ecrãs. O actor australiano, nomeado aos Óscares este ano por The Brutalist, pediu desculpa após partilhar conteúdos antissemitas e teorias conspirativas enquanto manifestava apoio à Palestina. As publicações, feitas em diferentes plataformas, incluíam material proveniente de figuras e grupos da extrema-direita, bem como afirmações comprovadamente falsas sobre a autoria de ataques terroristas e sobre a indústria pornográfica.

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Segundo o Jewish News, Pearce partilhou, entre outros exemplos, vídeos com Nick Fuentes — activista da supremacia branca — e conteúdos que atribuíam ataques como o 11 de Setembro ao governo israelita, além de alegações infundadas sobre proprietários judeus de empresas de pornografia. Noutras publicações, provenientes de contas com nomes como Corefitnessbynaz2, surgiam textos que misturavam críticas políticas a Israel com generalizações perigosas, insinuando ligações entre judeus, casinos de Las Vegas e corrupção.

Quando confrontado pelo Jewish News, Pearce reconheceu imediatamente o erro: “Foi-me chamado à atenção que, no meu apoio à Palestina, recompilei artigos e declarações que continham desinformação e falsidades. Estou profundamente arrependido. Partilhar conteúdo inexacto causa confusão e sofrimento; serei, daqui em diante, muito mais rigoroso na verificação de tudo o que divulgo.”

A resposta pública continuou no sábado, quando o actor anunciou que se afastaria temporariamente das redes sociais para evitar “mais danos, confusão ou feridas causadas inadvertidamente”. A decisão surge numa altura em que o escrutínio sobre figuras públicas é cada vez mais imediato — especialmente quando o debate sobre Israel e Palestina continua altamente polarizado.

Pearce tem sido vocal no seu apoio à causa palestiniana. No último ano, esse posicionamento tornou-se parte da sua imagem pública: no Festival de Cannes, usou um pin com a bandeira da Palestina — removido digitalmente de uma fotografia pela Vanity Fair France, acto que gerou indignação e levou o actor a acusar a publicação de tentar apagar sinais de solidariedade num momento de dor colectiva. Durante os Óscares de 2024, voltou a marcar posição com um pin representando uma pomba com a inscrição “Free Palestine”.

Apesar disso, a Campaign Against Antisemitism alerta para um padrão preocupante. Em comunicado, a organização admite que a desculpa é “um passo na direcção certa”, mas lembra que o actor tem “um histórico prolongado” de amplificar teorias antissemitas. Para o grupo, o que realmente importa agora é a mudança de comportamento — e como agentes, estúdios e parceiros comerciais interpretarão este momento. “A indústria estará atenta. É preciso avaliar se Guy Pearce demonstra, através de acções e não só de palavras, que é alguém com quem é responsável associar-se.”

Esta controvérsia não surge isolada. Em 2023, Pearce já tinha sido criticado por comentários nas redes sociais sobre a presença de actores trans em papéis trans. Na altura, também recuou, apagou as publicações e admitiu que tinha escolhido mal o espaço para discutir um tema sensível: “Não foi uma boa ideia levantar questões sobre identidade de género no casting através do Twitter. O meu objectivo era falar da definição de ‘actor’, mas vejo agora como isso soou insensível. Peço desculpa.”

Com a sucessão de episódios, a imagem pública de Pearce encontra-se numa zona delicada. Embora o actor tenha mostrado disponibilidade para admitir erros e corrigir rumo, a repetição de polémicas relacionadas com discursos sensíveis nas redes sociais levanta questões sobre responsabilidade e impacto — não só para a sua carreira, mas também para as causas que procura apoiar.

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Afastar-se temporariamente das plataformas digitais pode ser, para já, o gesto mais prudente. Resta saber se o tempo longe dos holofotes virtuais permitirá ao actor reconstruir a confiança do público e da indústria, num momento em que cada partilha, cada clique e cada frase escrita online carrega um peso que vai muito além de simples opinião pessoal.

Marrakech Abre as Portas ao Cinema Mundial: Bong Joon Ho, Jenna Ortega e Anya Taylor-Joy Dão o Arranque Oficial à 22.ª Edição do Festival

O realizador de Parasitas comanda um júri de luxo numa edição que celebra novos talentos, grandes homenagens e a consolidação de Marrakech como ponte entre continentes e palco estratégico na corrida aos Óscares.

O Festival Internacional de Cinema de Marrakech regressou em força para a sua 22.ª edição, inaugurado com uma noite que reuniu nomes maiores do cinema mundial e reafirmou o estatuto do certame como um ponto de encontro entre continentes, culturas e gerações de cineastas. Bong Joon Ho, que preside ao júri deste ano, foi recebido com uma ovação calorosa, acompanhado por Jenna Ortega, Anya Taylor-Joy e muitas outras figuras destacadas da indústria. A sessão de abertura incluiu a exibição de Dead Man’s Wire, o novo filme de Gus Van Sant, apresentado no palco pelo produtor Cassian Elwes.

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O vencedor do Óscar por Parasitas abriu oficialmente o festival evocando a sua própria juventude: “Aos 22 anos, devorava filmes com fome de estudante de cinema”, recordou. Ao olhar para Marrakech a celebrar igualmente os seus 22 anos de existência, Bong disse reconhecer “a mesma energia vibrante, cheia de paixão pelo cinema”. A comparação não poderia ser mais feliz: o festival, tal como ele próprio naquela idade, está num momento de maturidade efervescente, movido por impulso criativo e pelo desejo de descoberta.

Dead Man’s Wire, inspirado no caso real do criminoso Tony Kiritsis, chega ao festival depois da estreia em Veneza e colecciona elogios da crítica internacional, com destaque para a interpretação de Bill Skarsgård. O filme prepara-se para entrar em circuito comercial em Janeiro, mas em Marrakech foi sobretudo o elenco do júri que roubou atenções. Para além de Bong, a organização reuniu Jenna Ortega — actualmente um dos rostos mais reconhecidos da nova geração — Anya Taylor-Joy, Celine Song, Julia Ducournau, Karim Aïnouz, Hakim Belabbes e Payman Maadi. Uma equipa ecléctica e prestigiada, capaz de valorizar como poucos a selecção de 14 filmes de realizadores emergentes que competem este ano.

Na passadeira vermelha, Melita Toscan du Plantier, presidente do festival e figura central na sua arquitectura programática, sublinhou o impacto do painel de jurados para os novos talentos. Para muitos dos realizadores estreantes, saber que o seu primeiro ou segundo filme será visto por Bong Joon Ho, por vencedores de prémios internacionais ou por estrelas globais, é quase tão importante quanto a própria competição. E houve ainda espaço para confirmar a chegada de Jodie Foster, homenageada nesta edição e que visita Marrocos pela primeira vez.

Celine Song, realizadora de Past Lives e Materialists, confessou estar particularmente entusiasmada com esta vertente do festival — a capacidade de descobrir cinema sem o peso das expectativas. Para ela, Marrakech tem a mesma frescura de Sundance: um lugar onde se entra “sem contexto” e onde a surpresa é parte essencial da experiência.

Remi Bonhomme, director artístico, reforçou esse posicionamento híbrido: Marrakech vive entre a Europa e África, e isso permite-lhe ter uma programação simultaneamente cosmopolita e regional. Para além disso, o lugar estratégico no calendário — no final do ano — coloca o festival directamente no corredor da temporada de prémios. E não é coincidência que tantos países tenham inscrito os seus candidatos aos Óscares na secção dedicada ao cinema internacional, como HomeboundPalestine 36Calle MalagaThe President’s CakeA Poet e No Other Choice.

Bill Kramer, director executivo da Academia de Hollywood, esteve presente e deixou claro que a instituição pretende reforçar a sua presença no Norte de África e no Médio Oriente. Marrakech, disse, está a tornar-se “uma paragem incontornável no circuito dos Óscares”. É um elogio raro, mas merecido, para um festival que tem investido na expansão internacional sem perder o cuidado artesanal da curadoria.

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A cerimónia de abertura terminou com uma homenagem emotiva ao actor egípcio Hussein Fahmi, de 85 anos, que recebeu aplausos de pé enquanto revia cenas de alguns dos seus papéis mais marcantes. Depois, cumprimentou um a um os membros do júri, num momento de reverência entre gerações e geografias.

O festival decorre até 6 de Dezembro e promete encontros memoráveis com nomes como Jodie Foster, Guillermo del Toro, Laurence Fishburne, Kleber Mendonça Filho, Andrew Dominik e Jafar Panahi — uma edição que reafirma a vocação universalista de Marrakech e a sua crescente influência no mapa dos grandes festivais de cinema.

A Sombra de “Midas Man”: Produtor Kevin Proctor Condenado por Perseguição e Actriz Nicola Holt Vive Agora em “Paranoia Constante”

A actriz britânica rompe o silêncio sobre o período em que foi seguida, vigiada e alvo de um dispositivo de localização — um caso que expõe, mais uma vez, os perigos do “nice guy trap” dentro da indústria audiovisual.

A indústria do entretenimento continua a produzir histórias perturbadoras fora das câmaras — algumas tão tensas quanto os thrillers que chegam ao ecrã. A mais recente envolve Kevin Proctor, produtor britânico ligado ao atribulado biopic Midas Man e com créditos em Star Wars: The Last Jedi, que foi condenado por perseguir a actriz e modelo Nicola Holt.

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Proctor, de 47 anos, admitiu em tribunal o crime de stalking e recebeu uma ordem de restrição de 12 meses e uma multa de 505 libras. Não é o tipo de manchete que se espera associar a alguém com carreira consolidada no audiovisual britânico — mas é exactamente essa posição de poder que Holt diz ter sido usada de forma manipuladora e perigosa.

Um relacionamento profissional que se tornou pessoal… e depois ameaçador

Nicola Holt, conhecida por participações em HollyoaksViewpoint e Emmerdale, revelou ao Deadline que tudo começou de forma aparentemente inocente: mensagens trocadas durante a pandemia, depois algum trabalho pontual para Proctor — nomeadamente no documentário The Never Ending Murder, coproduzido pelo estúdio do produtor, e mais tarde no seu filme Lapushka!.

A relação evoluiu para algo romântico, mas terminou abruptamente quando Holt descobriu que Proctor tinha namorada. Mesmo depois disso, os dois continuaram a falar sobre projectos, até que, segundo a actriz, o comportamento dele mudou de forma preocupante após ela iniciar outro relacionamento em 2024.

O que se seguiu parecia saído de um argumento de suspense psicológico. Aos poucos, Holt começou a reparar que o carro de Proctor surgia vezes demais nos sítios errados: primeiro, perto da sua casa, depois noutros locais onde ela passava, inclusive num empreendimento ainda em construção onde não havia qualquer motivo para ele estar. A coincidência tornou-se inquietação, e a inquietação transformou-se em medo real. Poucos dias depois, um pneu do veículo que a actriz usava foi cortado — nunca ficou provado que tivesse ligação ao caso, mas o episódio ajudou a alimentar a sensação de que algo se estava a mover nas sombras.

O ponto de ruptura chegou a 28 de Junho de 2024, quando Holt encontrou um dispositivo de rastreamento escondido atrás da chapa de matrícula do carro do companheiro — o carro que ela própria conduzia porque o seu tinha avariado. O impacto foi imediato: o coração disparou, as mãos começaram a tremer, e as lágrimas surgiram sem controlo. “Arranquei o rastreador e fui para o carro. Chorei o caminho todo até à esquadra”, contou.

O rastreador: instruções dadas, execução delegada

Em tribunal, a defesa de Proctor admitiu que o produtor contratou um investigador privado para colocar o rastreador no carro. Não o fez com as próprias mãos — mas fê-lo acontecer. E isso, para Holt, muda tudo.

O caso foi considerado suficientemente grave para justificar a ordem de restrição. Para Proctor, a defesa alegou que o episódio foi “isolado” e “fora do carácter”, relacionando as suas decisões erráticas com o seu diagnóstico de autismo. Além disso, argumentou que o produtor viu a sua reputação ruir e que actualmente trabalha numa fábrica de congelados, vivendo com os pais.

Mas para Holt, as consequências continuam bem presentes: “A minha paranóia está mesmo elevada”, confessou. “Ver um carro estranho à porta já me deixa em alvoroço.” No seu depoimento, afirmou não se sentir segura na própria casa — “uma violação total”, disse.

A actriz foi clara sobre o que pretende ao falar publicamente: impedir que outras mulheres caiam no “nice guy trap”. “Quero que outras mulheres saibam do que ele é capaz. Não quero vê-lo de novo numa posição de poder dentro da indústria.”

O impacto na carreira de Proctor e o historial de projectos

Kevin Proctor esteve envolvido em fases iniciais da produção de Midas Man, filme que enfrentou um percurso atribulado até chegar ao grande ecrã — e onde o seu nome acabou por não constar nos créditos finais. A sua carreira inclui ainda trabalhos em CordeliaFunny Cow e funções de coordenação de produção em Star Wars: The Last Jedi.

Mas a gravidade deste caso e a admissão de culpa parecem ter fechado várias portas no sector — algo que a defesa sublinhou. Ainda assim, Holt lembra que, no fim das contas, as consequências que ele vive agora não apagam o medo e a insegurança que ela continua a sentir diariamente.

Num momento em que a indústria audiovisual tenta reparar desequilíbrios e proteger trabalhadores vulneráveis, este caso adiciona mais um alerta vermelho. Um lembrete de que o perigo, muitas vezes, não vem de figuras temíveis ou agressivas — mas de quem se apresenta como “amigo”, “mentor” ou “boa pessoa”.

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E é, infelizmente, esse disfarce que torna estas histórias tão inquietantes.

Johnny Depp Recorda os Anos com Vanessa Paradis e Reaparece em Tóquio com Nova Exposição — e Dois Filmes Marcados para 2026

O actor norte-americano fala de “felicidade pura” ao lembrar a vida com Vanessa Paradis, inaugura uma exposição no Japão e prepara o regresso ao grande ecrã com dois novos projectos.

Johnny Depp voltou a ser notícia no Japão, não por polémicas nem por tribunais, mas pela arte e pelas memórias de uma época que descreve como “o verdadeiro paraíso”. Em entrevista à AFP, concedida em Tóquio, o actor de 62 anos recordou com evidente ternura os anos vividos ao lado de Vanessa Paradis — relação que marcou profundamente a sua vida pessoal e da qual nasceram Lily-Rose (1999) e Jack (2002).

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Depp falou sem hesitações: aqueles anos foram “o bonheur”, como refere o título do álbum Bliss, lançado por Paradis em 2000. Durante as digressões da cantora francesa, o actor teve tempo para viver algo que, segundo confessou, sempre desejara: ser apenas pai. “Vanessa fazia os seus concertos… e eu pude ser simplesmente pai durante todo esse período. Tenho apenas memórias incríveis dessa fase da minha vida”, declarou, visivelmente nostálgico.

Em Tóquio, um novo capítulo: a exposição “A Bunch of Stuff”

A visita do actor ao Japão deve-se à inauguração da exposição “A Bunch of Stuff”, que reúne cerca de 60 trabalhos de três décadas: desenhos, pintura, fotografia e outras formas de expressão que, para Depp, funcionam quase como uma necessidade vital.

“Não pretendo ser nada mais do que uma pessoa que pinta — nem sequer sou verdadeiramente pintor”, disse numa das sessões de imprensa. Mas, segundo o próprio, o que o move é o impulso criativo, a surpresa, aquilo que o faz sentir uma “descarga eléctrica”.

A criação artística, seja através da música, da interpretação ou da pintura, é para Depp uma urgência absoluta: “É o meu único verdadeiro impulso constante. Caso contrário, o meu cérebro explode.”

A exposição chega a Tóquio depois de ter passado por Nova Iorque, e segue o sucesso da sua colecção britânica Friends and Heroes (2022), cujos exemplares se esgotaram em poucas horas e renderam três milhões de libras esterlinas.

Depois de “Modi”, dois filmes para 2026

Após a realização de Modi (2024), o biopic sobre Amedeo Modigliani, Johnny Depp prepara agora o regresso mais sólido à representação. Estão previstos dois filmes para 2026:

  • “Day Drinker”, realizado por Marc Webb, onde interpreta um barman. A primeira imagem divulgada pela Lionsgate revelou um Depp de cabelo grisalho, ao lado da amiga Penélope Cruz.
  • “Ebenezer”, uma reinvenção moderna do clássico A Christmas Carol, em que Depp terá novamente um dos papéis de destaque.

Estes projectos surgem depois de vários anos marcados por processos judiciais relacionados com alegações de violência doméstica — um capítulo que originou dois julgamentos mediáticos, um perdido no Reino Unido e outro vencido nos Estados Unidos contra Amber Heard. O impacto destes processos conduziu ao seu afastamento da saga Os Animais Fantásticos, embora tenha regressado ao cinema com Jeanne du Barry, filme de abertura do Festival de Cannes em 2023.

A imagem pública continua dividida — mas o interesse permanece

Apesar de se ter afastado durante algum tempo das grandes produções de Hollywood, Johnny Depp mantém uma presença internacional sólida — especialmente na Europa e no Japão, onde continua a ser recebido com entusiasmo. Ainda assim, nos Estados Unidos, a figura do actor permanece controversa, muito por causa do contexto #MeToo que envolveu os seus processos judiciais.

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Entre memórias felizes, uma nova exposição e uma anunciada fase de regresso às câmaras, Depp parece determinado a recentrar a sua carreira na arte e nos projectos pessoais. E, para já, Tóquio dá-lhe palco para isso mesmo.

A Surpresa que Ninguém Estava À Espera: “Guerreiras do K-Pop” Vai Ter Colecção da Vans – E Já Há Vídeo

A animação da Netflix prepara-se para invadir as ruas com ténis e roupa oficial da icónica marca de skate. Falta apenas uma coisa: a data de lançamento.

A fusão improvável entre o universo super-colorido de Guerreiras do K-Pop e a estética clássica da Vans tornou-se realidade. A marca norte-americana, conhecida pelos seus ténis intemporais e por um estilo ligado ao skate e à cultura urbana, revelou um vídeo nas suas redes sociais a anunciar uma colecção inteiramente inspirada na série de animação da Netflix. E, como seria de esperar, o anúncio rapidamente incendiou os fãs — tanto os aficionados do K-Pop como os seguidores da Vans que coleccionam edições especiais como quem caça cromos raros.

No curto vídeo partilhado online, a Vans deixa apenas um vislumbre do que aí vem: cores vibrantes, padrões que remetem directamente para as personagens e aquele toque irreverente que tem acompanhado a marca desde os anos 60. Nada de revelações completas, nada de previews detalhados — apenas o suficiente para deixar qualquer fã a morder o lábio à espera do próximo passo. É marketing? Claro. Mas marketing bem feito.

Para já, a verdade é que a informação ainda é escassa. Não existe, por enquanto, uma data oficial de lançamento desta colaboração. E é exatamente isso que está a gerar ainda mais expectativa. Em fóruns, redes sociais e páginas de fãs da Netflix, a pergunta repete-se: quando é que vamos poder pôr as mãos (e os pés) nesta colecção?

A relação entre marcas de moda e animações tem sido cada vez mais habitual, mas esta parceria em particular destaca-se por reunir duas comunidades altamente apaixonadas e activas. Guerreiras do K-Pop tem vindo a ganhar notoriedade dentro e fora da plataforma pela forma como mistura música, magia e empoderamento feminino com um estilo visual irresistível. A Vans, por sua vez, continua a manter viva a tradição das colaborações que fogem ao óbvio. Juntar estas duas forças faz todo o sentido — e a julgar pela reacção online, o sucesso parece praticamente garantido.

E há ainda espaço para especulação: será que vamos ver edições limitadas com design exclusivo de cada personagem? Quais os modelos escolhidos — Authentic, Sk8-Hi, Slip-On? Haverá mochilas e acessórios a condizer? A Netflix, como sempre, mantém-se discreta, mas a pressão dos fãs pode acabar por acelerar o anúncio oficial.

Até lá, resta-nos aguardar e manter o radar ligado. Assim que a Vans divulgar a data de lançamento ou mostrar a colecção completa, preparo um artigo mais aprofundado com todos os pormenores.