🚨 Revolução em Streaming: Amazon Sacode a Liderança e Jennifer Salke Sai de Cena!

O mundo do streaming está em constante mutação, mas a última mexida vinda da Amazon parece digna de um guião de thriller corporativo. Jennifer Salke, até agora chefe da Amazon MGM Studios, está de malas feitas. E não, não é para protagonizar uma série sobre o assunto (ainda que dá uma ideia jeitosa). A sua saída levanta várias sobrancelhas em Hollywood e não são poucas as especulações sobre o que correu mal.

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Apesar de elogiada oficialmente por Mike Hopkins (chefe da Prime Video), a verdade é que a Amazon decidiu “achatar” a estrutura de liderança e Salke não será substituída. A partir de agora, os chefes dos estúdios de cinema e televisão da Amazon vão reportar directamente a Hopkins. É uma jogada de limpeza de casa? Ou um sinal claro de que algo não estava a correr como esperado?

A carreira de Salke na Amazon começou em 2018 com a promessa de fazer o Prime Video voar para fora da bolha dos dramas de autor e chegar às massas. E até que conseguiu uns quantos hits: “Reacher”, “Jack Ryan”, “The Boys” e o mais recente “Fallout”. Mas a coisa não correu sempre sobre rodas…

O caso mais emblemático? “The Rings of Power”. Um investimento de mais de mil milhões de dólares que prometia ser o novo fenómeno mundial, mas que acabou por ficar aquém das expectativas. E se isto não bastasse, “Citadel” – o grande plano da Amazon para criar um universo global de espionagem – foi ainda pior: um orçamento colossál, reshoots intermináveis e uma recepção morna.

Ah, e não nos esqueçamos do dossier explosivo… James Bond. Desde a compra da MGM, a Amazon tem tido dificuldades em meter o agente secreto de volta ao terreno. Fontes indicam que Barbara Broccoli, a guardiã da saga, não ficou muito impressionada com a abordagem dos executivos da Amazon. A cereja no topo do bolo? Alegadamente, Bezos ficou tão irritado com a reportagem do Wall Street Journal sobre o caso que exigiu mudanças imediatas na liderança.

Ainda assim, Salke não desaparece do radar. Vai criar a sua própria produtora com um contrato de “first-look” com a própria Amazon. Ou seja, sai pela porta da frente… mas continua com chave do sótão.

Resta saber se esta reestruturação trará os resultados desejados. O Prime Video continua a lutar por relevância numa guerra cada vez mais disputada onde a Netflix lidera com mão de ferro e a Disney+ se cola nos calcanhares.

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A ver vamos se o próximo capítulo da Amazon vai ser uma história de redenção à la “Jack Ryan” ou mais um flop à la “Citadel”. Uma coisa é certa: o streaming continua a ser um palco onde ninguém está a salvo do próximo corte de câmera.

🎬 The Legend of Zelda chega finalmente ao cinema — e já tem data marcada!

🎮 Uma das sagas mais amadas do mundo dos videojogos prepara-se para conquistar também as salas de cinema. A adaptação cinematográfica de The Legend of Zelda tem agora data oficial de estreia: 26 de março de 2027.

A espera foi longa — quase duas décadas de rumores, planos adiados e esperanças frustradas — mas o anúncio da Sony confirma que a lenda de Link e Zelda vai finalmente ganhar vida no grande ecrã. E não se trata de um projeto menor: o envolvimento criativo da própria Nintendo e do lendário criador Shigeru Miyamoto dá garantias de que esta será uma adaptação com ambição, respeito pela obra original e potencial para fazer história.

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Uma equipa com pedigree épico

A realização ficará a cargo de Wes Ball, conhecido pela trilogia Maze Runner e pelo muito elogiado O Reino do Planeta dos Macacos (2024). O argumento está a ser desenvolvido por Derek Connolly, coautor da saga Mundo Jurássico, o que indica uma aposta numa narrativa de aventura com escala blockbuster.

Na produção, encontramos Avi Arad, nome incontornável no universo das adaptações de banda desenhada e videojogos ao cinema — foi produtor de praticamente todos os filmes ligados ao Homem-Aranha, incluindo animações como Spider-Man: Into the Spider-Verse.

Apesar do elenco ainda não ter sido revelado, a fasquia está elevada. Os fãs já começaram a especular: quem será Link? Quem dará vida a Zelda? E que ator ousará encarnar o maléfico Ganon?

Zelda, Link e o poder da nostalgia

Criada por Shigeru Miyamoto em 1986, The Legend of Zelda tornou-se rapidamente numa das franquias mais influentes da história dos videojogos. Com mais de 150 milhões de cópias vendidas, a série não só moldou o género de aventura como definiu uma geração. Títulos como Ocarina of TimeBreath of the Wild e Tears of the Kingdom são hoje referências incontornáveis da indústria.

A saga segue Link, um jovem herói silencioso que embarca em missões épicas para salvar a princesa Zelda do vilão Ganon, num mundo fantástico onde espadas mágicas, flautas encantadas, templos antigos e criaturas místicas convivem em perfeita harmonia. É uma odisseia que mistura mitologia, ação, exploração e coração — tudo ingredientes perfeitos para um grande filme.

O peso de um legado… e o sucesso de Mario

Durante muito tempo, a Nintendo recusou ceder os direitos de adaptação de Zelda, traumatizada pelo desastre que foi o filme Super Mario Bros. de 1993. No entanto, esse bloqueio foi finalmente superado com o colossal êxito de Super Mario Bros – O Filme, lançado em 2023: com mais de 1,36 mil milhões de dólares de receitas de bilheteira, tornou-se a animação mais rentável do ano (apenas atrás de Barbie).

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Agora, com a Nintendo a cofinanciar o projeto e a Sony a liderar a distribuição, o palco está montado para um novo fenómeno cinematográfico — capaz de agradar tanto aos fãs nostálgicos como a uma nova geração que cresceu com a Nintendo Switch.

✨ Hyrule está prestes a invadir o cinema. Que comece a aventura.

Daisy Edgar-Jones elogia os seus parceiros de cena: “Trabalhei com todos os namorados da internet… e tive muita sorte!”

🎬 A atriz britânica fala sobre Paul Mescal, Glen Powell e outros colegas de elenco – e o que torna estas colaborações especiais.

Daisy Edgar-Jones está prestes a regressar ao grande ecrã com Indomáveis (The Sweet East), ao lado de Jacob Elordi, mas antes disso concedeu uma entrevista à revista Elle que tem dado que falar – e não foi (só) pela roupa de luxo. Numa conversa descontraída, a atriz britânica, que se tornou um fenómeno global com Normal People, elogiou os atores com quem tem trabalhado e brincou com o facto de já ter contracenado com quase todos os “namorados da internet”.

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“Só faltam o Timothée Chalamet e o Austin Butler”, disse entre risos. “Trabalhei com basicamente todos os namorados da internet.”

Apesar do tom bem-humorado, Edgar-Jones não deixou de partilhar uma reflexão mais profunda sobre a sorte que teve no percurso: todos os seus parceiros de cena – de Paul Mescal e Andrew Garfield a Glen Powell – sempre apoiaram o facto de ela ser a verdadeira protagonista das histórias que contaram juntos.

“Glen, Sebastian, Paul… todos eles. Acho que é por isso que são tão bem-sucedidos, tão amados e tão bons: são generosos e realmente servem a história – não o próprio ego.”

A atriz sublinha o privilégio que tem sido trabalhar com atores que não sentem necessidade de disputar o protagonismo, especialmente numa indústria ainda marcada por desequilíbrios de poder. Em Tornados (2024), por exemplo, Glen Powell poderia ter roubado facilmente os holofotes, mas cedeu espaço para que Daisy liderasse a ação. Já em Fresh (2022), com Sebastian Stan, foi ela quem guiou o thriller psicológico. E com Paul Mescal, claro, dividiu o ecrã de forma tão intensa e harmoniosa em Normal People que ambos foram catapultados para o estrelato.

A verdade é que Daisy Edgar-Jones tem protagonizado algumas das histórias mais marcantes dos últimos anos, muitas vezes com os chamados “leading men” do momento a apoiá-la, e não a ofuscá-la. No fundo, como ela própria diz, trata-se de contar boas histórias, e todos os seus colegas, até agora, compreenderam isso perfeitamente.

No entanto, Edgar-Jones admite um certo receio para o futuro:

“Estou nervosa com a possibilidade de vir a trabalhar com alguém que talvez não esteja tão confortável com isso. Pode existir muito ego nesta indústria.”

Por agora, a atriz parece estar a navegar estas águas com elegância e talento – e sem naufrágios à vista. Indomáveis, o seu próximo filme ao lado de Jacob Elordi, estreia em Portugal a 15 de maio e promete dar continuidade à sua já impressionante galeria de performances.

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🎥 Curioso? Fica atento ao Clube de Cinema para mais novidades sobre Indomáveis, e espreita já os nossos destaques sobre os melhores filmes de Daisy Edgar-Jones até agora.

O Que Torna um Filme “Intragável” em Vez de Apenas… Mau?

🎬 Todos nós já vimos filmes maus. Uns deixam-nos a revirar os olhos, outros fazem-nos rir pela negativa, e há aqueles que — por mais falhas que tenham — conseguimos rever vezes sem conta. Mas depois há os intragáveis. Filmes que não queremos voltar a ver nem com um grupo de amigos e pizza à mistura.

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E é aí que entra a verdadeira questão: o que separa um filme apenas mau de um filme intragável?


O Caso “Ghost Rider” vs “Rebel Moon”

Vamos começar com Ghost Rider (2007), com Nicolas Cage. Sim, é um filme cheio de defeitos: os efeitos especiais envelheceram mal, o argumento é uma salada confusa, e a atuação de Cage… bem, é 100% Cage. Mas há algo de quase nostálgico naquilo tudo. Como miúdo, dava um gozo imenso ver um tipo com a cabeça em chamas a andar de mota em círculos no deserto. E mesmo hoje, apesar de sabermos que o filme é mau, conseguimos ver com um sorriso e divertir-nos com a bizarria de tudo aquilo.

Agora, tenta fazer o mesmo com Rebel Moon de Zack Snyder.

A experiência? Dolorosa. Um épico visual que, no papel, deveria ser tudo o que um fã de ficção científica poderia desejar. Mas em vez disso, temos uma longa e arrastada sequência de cenas esteticamente bonitas, mas emocionalmente ocas. É como estar preso num slideshow em câmara lenta, onde cada personagem tem a profundidade emocional de um copo de shot vazio.


Entre o Desastre e o Delírio

O segredo está na diversão. Filmes como Batman & Robin (1997), Ghost Rider ou até The Room de Tommy Wiseau são maus, mas há neles uma certa energia caótica, um descomprometimento tão absurdo que os torna deliciosamente ridículos. São filmes perfeitos para uma noite entre amigos, com gargalhadas garantidas. O próprio Nicolas Cage já virou meme por estas razões — e ele parece saber disso melhor do que ninguém.

Por outro lado, Rebel Moon não é divertido. É pesado, pretensioso e, pior que tudo, aborrecido. Tudo parece mecânico, calculado ao milímetro para parecer profundo… mas sem nunca dizer nada de relevante. Snyder parece estar mais interessado em filmar em câmara lenta do que em contar uma história envolvente com personagens que nos importem.

É o equivalente cinematográfico a um álbum conceptual de três horas sobre a textura das nuvens: visualmente bonito, talvez, mas esgotante e sem alma.


Nem Tudo É Sobre Notas

Curiosamente, se fores ver ao Rotten Tomatoes, Rebel Moon até pode ter uma pontuação tecnicamente melhor do que Ghost Rider. Mas isso não quer dizer nada quando falamos de “revibilidade” — sim, acabámos de inventar esse termo. Um filme pode ser mediano, mas ter carisma. E outro pode ser tecnicamente competente, mas tão árido e pedante que te deixa mais perto da apatia existencial do que do entretenimento.

No final, um filme intragável não é o que falha em ser bom — é o que falha em ser minimamente divertido ou envolvente.

E como diria qualquer pessoa que sobreviveu a um visionamento de Rebel Moon: há males que vêm mesmo para durar… 2 horas e 28 minutos.

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O Poema Que Fez Chorar Johnny Carson: A Comovente Despedida de Jimmy Stewart ao Seu Cão Beau

🎬 Jimmy Stewart foi um dos grandes ícones do cinema norte-americano, um ator que marcou décadas com a sua presença nobre, olhar humilde e voz inconfundível. Mas além de uma carreira recheada de clássicos como It’s a Wonderful Life ou Mr. Smith Goes to Washington, Stewart era também um homem profundamente ligado aos seus afetos — e entre eles, havia um lugar muito especial reservado para os cães.

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Foi no programa The Tonight Show com Johnny Carson, em 1981, que o lendário ator revelou um lado inesperadamente íntimo e tocante do seu mundo pessoal. Com voz trémula, leu um poema escrito por si sobre o seu fiel amigo Beau, um golden retriever que partilhou com ele anos de companheirismo. O que se seguiu foi um dos momentos televisivos mais genuinamente emocionantes da história da televisão americana: tanto Stewart como Carson tentaram, em vão, conter as lágrimas.

Beau, o cão feliz que nunca foi muito obediente

O poema — simplesmente intitulado Beau — começa com humor. Stewart recorda como o seu cão nunca respondia a comandos, preferindo seguir o seu próprio instinto. “A diferença entre um cão treinado e um cão feliz? Prefiro o cão feliz”, disse o ator, resumindo numa frase o espírito livre do seu companheiro. Beau não era modelo de obediência, mas era absolutamente leal. Mordia o carteiro, assustava o leitor do gás, chegou até a incendiar a casa — embora, segundo Stewart, tanto ele como o lar tenham sobrevivido.

Mas à medida que o poema avança, a leveza dá lugar à melancolia. As descrições das rotinas noturnas, dos momentos de silêncio e dos olhares cúmplices entre o dono e o cão ganham um peso maior quando o poema chega ao momento inevitável: a morte de Beau.

Quando um cão parte… mas nunca nos deixa

“E agora ele está morto”, lê Stewart com esforço, antes de descrever como, por vezes, ainda sente Beau a subir para a cama, ou acredita sentir o seu olhar atento no meio da noite. “E estendo a mão para lhe afagar o pelo… e ele não está lá”.

É um poema sobre perda, sim, mas também sobre amor incondicional, companheirismo silencioso e a forma como os cães nos entendem sem palavras. Numa era em que as estrelas de Hollywood raramente mostravam fragilidade, Jimmy Stewart emocionou milhões ao declarar o seu amor eterno por um cão que, como tantos, se tornou mais do que um animal de estimação — tornou-se família.


Um momento que ficou para a história

O vídeo da leitura de Beau continua a ser partilhado até hoje, com milhões de visualizações no YouTube e redes sociais. É um lembrete poderoso de que mesmo os maiores astros da Sétima Arte são, acima de tudo, humanos — e que o amor por um animal pode ser tão profundo e transformador como qualquer outro.

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Stewart viveu até aos 89 anos. A sua carreira foi homenageada com Óscares, medalhas e tributos de Estado. Mas para muitos, o momento mais sincero e comovente da sua vida pública aconteceu ali, naquele estúdio, quando falou de um cão chamado Beau. E de como, mesmo depois da morte, ele continuava a subir para a cama, todas as noites.

🎭 Michael Caine revela que ficou “aterrorizado” com o Joker de Heath Ledger em The Dark Knight

Aos 91 anos, Michael Caine continua a partilhar memórias preciosas de uma carreira lendária. Na sua nova autobiografia, Don’t Look Back, You’ll Trip Over: My Guide to Life, o icónico ator britânico fala com emoção e franqueza sobre o impacto que Heath Ledger teve no set de The Dark Knight – e na sua própria vida.

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“Aterrador, absolutamente aterrador”

Caine, que deu vida ao mordomo Alfred Pennyworth na trilogia de Christopher Nolan, descreve com admiração a primeira vez que viu Ledger caracterizado como o Joker:

“A maquilhagem borrada, o cabelo estranho, a voz bizarra. Foi arrepiante. Fiquei absolutamente paralisado – estava aterrorizado.”

O veterano ator admite que a intensidade da performance de Ledger obrigou todo o elenco a elevar o nível. E não é difícil perceber porquê: a interpretação do ator australiano como o palhaço do crime de Gotham é amplamente considerada como uma das melhores performances de um vilão da história do cinema.


A sombra da tragédia num verão de promoção

Ledger faleceu tragicamente aos 28 anos, em janeiro de 2008, meses antes da estreia de The Dark Knight. A morte prematura do ator lançou uma sombra sobre a campanha promocional do filme, algo que Caine recorda com tristeza:

“Ficámos todos profundamente chocados, e a promoção de The Dark Knight nesse verão foi muito mais intensa por isso. Todos os jornalistas só queriam falar da morte dele. Ainda hoje me deixa triste pensar nisso.”

Apesar da tragédia, Ledger foi homenageado com um Óscar póstumo de Melhor Ator Secundário, um dos raríssimos casos na história da Academia.


“Uma performance para a eternidade”

Para Caine, o talento de Ledger transcendeu o seu tempo de vida:

“Heath tinha apenas 28 anos quando morreu. Eu nem sequer tinha feito Zulu com essa idade. Pensar no que ele poderia ter alcançado… parte-nos o coração.”

“Mesmo com uma carreira tão curta, será lembrado como um grande ator. Uma performance para a eternidade.”

Caine voltou ao papel de Alfred em The Dark Knight Rises (2012) e continuou a colaborar com Christopher Nolan em sucessos como InceptionInterstellarTenet e até com uma voz discreta em Dunkirk. A sua relação com o realizador tornou-se um dos pilares do cinema de autor dentro do blockbuster moderno.


Um livro, uma vida

O livro de memórias de Caine, agora lançado, vai muito além de Batman. Em Don’t Look Back, You’ll Trip Over, o ator reflete sobre as suas origens humildes, o percurso em Hollywood, os colegas de profissão que o marcaram e as filosofias que orientaram a sua vida.

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Mas é na sinceridade das suas palavras sobre Heath Ledger que sentimos o verdadeiro peso da história do cinema recente — uma memória viva a homenagear um talento que partiu cedo demais, mas que moldou a cultura cinematográfica contemporânea de forma indelével.

🕷️ Nem Tom Holland Nem Chris Pratt em Avengers: Doomsday? Marvel Explica as Ausências Mais Notadas

A aguardada superprodução Avengers: Doomsday está oficialmente em marcha — e já temos o elenco principal revelado. Mas se a internet foi à loucura com a impressionante lista de heróis reunidos, muitos fãs também notaram duas ausências de peso: Tom Holland (Spider-Man) e Chris Pratt (Star-Lord) não estão (para já) envolvidos na nova aventura dos Vingadores. E a Marvel tem razões para isso… pelo menos é o que dizem.

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Produção Iniciada, Mas Argumento Ainda em Aberto

A produção de Avengers: Doomsday arrancou este mês com os irmãos Russo novamente ao leme, mas o argumento ainda não está completamente fechado. Segundo o jornalista Jeff Sneider, isto deve-se ao facto de “alguns dos atores ainda estarem a alinhar as suas agendas de verão com outros projetos em andamento”.

Ou seja, o plano está em evolução — e há ainda margem para mudanças no elenco.


Chris Pratt: Problemas de Agenda com “The Terminal List”

O caso de Chris Pratt é mais simples: está ocupado com a rodagem da segunda temporada de The Terminal List para a Prime Video. Ainda existe a possibilidade de o ator regressar como Star-Lord, mas isso dependerá de uma conjugação complexa de fatores logísticos. Se não acontecer, a Marvel Studios está preparada para seguir em frente sem ele.


Tom Holland: Uma Ausência Mais Intrigante

Já a exclusão de Tom Holland levanta mais questões. O ator está envolvido em Spider-Man 4 (em fase inicial de produção) e no filme The Odyssey, mas, segundo Sneider, a ausência tem menos a ver com o ator… e mais com o próprio calendário do Homem-Aranha no universo Marvel.

Aparentemente, Spider-Man 4 e Avengers: Doomsday decorrem em simultâneo na cronologia do MCU, o que abre caminho para algo raro: um filme do Aranha que se mantém firmemente ao nível das ruas de Nova Iorque, afastado do caos multiversal dos Vingadores.


Uma Oportunidade de Ouro para Diferenciar Spider-Man 4

Este afastamento de Doomsday pode ser estratégico. Um novo filme do Aranha, mais contido e centrado na vida de Peter Parker pós-No Way Home, poderá dar à personagem um merecido respiro após anos de escalada intergaláctica e saltos entre realidades alternativas.

Além disso, há rumores de que o acto final de Spider-Man 4 poderá ligar-se de forma subtil aos eventos de Doomsday, criando uma ponte narrativa sem forçar o Aranha a abandonar Nova Iorque. Seria o melhor dos dois mundos: manter o tom “de bairro” da personagem e, ao mesmo tempo, integrá-la nos grandes eventos do MCU.


O Que Sabemos Mais?

O artigo de Sneider avança ainda com:

• Thunderbolts e Fantastic Four terão papéis centrais em filmes futuros (com os Thunderbolts a funcionarem como uma espécie de “Novos Vingadores”).

• Os irmãos Russo continuam a ser os nomes mais fortes para liderar o futuro reboot dos X-Men.

• A Marvel está satisfeita com as exibições-teste de The Fantastic Four: First Steps.

• Apesar do optimismo, há alguma preocupação nos bastidores com Avengers: Doomsday, devido à pressão de suceder num mercado saturado de super-heróis.


O Regresso dos Vingadores: Datas para Anotar

• 🗓️ Avengers: Doomsday estreia a 1 de Maio de 2026

• 🗓️ Avengers: Secret Wars chega um ano depois, em Maio de 2027

Enquanto isso, continuamos à espera de confirmações oficiais e de mais trailers e revelações — porque, como bem sabemos, na Marvel nem tudo é o que parece… e há sempre espaço para surpresas de última hora.

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HBO Prepara Reboot de Harry Potter com Novos Rostos: Eis os Actores Confirmados e os Rumores Mais Fortes

O universo de Harry Potter está prestes a ser reimaginado para uma nova geração — desta vez em formato de série televisiva, pelas mãos da HBO. A produção já começou a ganhar forma nos bastidores, e os rumores sobre o elenco têm feito tanto barulho quanto uma partida dos Weasley. Ainda falta muito até 2027, ano previsto para a estreia da primeira temporada, mas os fãs já estão de varinha em riste à espera de novidades.

Uma Nova Visão para uma História Mágica

A HBO confirmou que esta nova adaptação televisiva vai seguir os livros de J.K. Rowling com um nível de detalhe nunca antes visto nos filmes, oferecendo uma temporada por livro. Com início de filmagens previsto para o verão de 2025, a série promete mergulhar mais fundo na riqueza do mundo mágico, nas suas personagens e nas intrigas que fizeram do universo Potter um fenómeno global.


Elenco: Quem Vai Vestir as Túnicas de Hogwarts?

✅ CONFIRMADO: John Lithgow como Albus Dumbledore

A primeira confirmação oficial chega com o lendário actor John Lithgow, nomeado para Óscar e vencedor de múltiplos Emmys. Conhecido por papéis intensos e versáteis, Lithgow foi a escolha surpreendente para suceder a Richard Harris e Michael Gambon no papel do carismático e enigmático diretor de Hogwarts, Albus Dumbledore.

“A minha grande pergunta foi: ‘O que há de novo nisto?’ Eles convenceram-me com a promessa de uma abordagem mais profunda ao lado complexo de Dumbledore. Estou entusiasmado por descobrir e fazer a personagem minha”, revelou o actor à Variety.


🧪 RUMOR: Paapa Essiedu como Severus Snape

O actor britânico Paapa Essiedu, aclamado pela sua performance em I May Destroy You, é o nome que mais circula para interpretar o inesquecível Professor Snape, papel que foi eternizado por Alan Rickman. A HBO ainda não confirmou esta escolha, mas os fãs estão já a dividir-se entre entusiasmo e expectativa.


🧙‍♀️ RUMOR: Janet McTeer como Minerva McGonagall

Com duas nomeações aos Óscares no currículo (Tumbleweeds e Albert Nobbs), Janet McTeer está em negociações para dar vida à rígida mas adorada Professora McGonagall. O desafio de suceder a Maggie Smith não é pequeno, mas McTeer tem o estofo e a autoridade dramática para o papel. Também se falou em Sharon Horgan e Rachel Weisz, mas parece que McTeer está na frente da corrida.


🧌 RUMOR: Nick Frost como Rúbeo Hagrid

E quem poderá substituir Robbie Coltrane no papel do querido guarda-caças? A resposta poderá ser Nick Frost, conhecido pelos seus papéis em Shaun of the Dead e outras comédias britânicas. Uma escolha que promete trazer coração e humor ao papel do gigante bonacheirão. Brett Goldstein (Ted Lasso) também foi apontado ao papel, mas tudo indica que Frost é o favorito.


Protagonistas Juvenis: Novos e Desconhecidos

O trio principal — Harry, Ron e Hermione — será interpretado por jovens actores ainda por anunciar. A escolha de rostos desconhecidos faz eco da estratégia utilizada nos filmes originais, e é uma aposta que poderá definir toda a série. A HBO já realizou casting calls no Reino Unido, e os testes continuam.


A Magia Ainda Vive?

A nova adaptação de Harry Potter está rodeada de expectativa e também de responsabilidade. Em tempos em que os reboots são recebidos com desconfiança, a HBO aposta numa abordagem fiel aos livros, com maior profundidade narrativa e potencial para expandir temas e personagens pouco desenvolvidos nos filmes.

O desafio está em manter viva a chama da nostalgia, sem cair na repetição ou no pastiche. Mas com um elenco de prestígio e a promessa de uma visão mais madura e complexa do mundo mágico, o potencial está todo lá.

A estreia está marcada para 2027, mas as portas de Hogwarts já estão a ranger de novo.

🎸 Emoção em Alta Voz: Stephen Graham Chorou ao Receber Mensagem de Bruce Springsteen

Stephen Graham é, neste momento, o rosto de um dos maiores fenómenos televisivos do ano com Adolescência, a minissérie da Netflix que tem dominado as conversas culturais e batido recordes de audiência. Mas longe das câmaras, o ator britânico viveu recentemente um momento de grande emoção — proporcionado por um dos seus maiores ídolos: Bruce Springsteen.

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Numa entrevista recente ao podcast Soundtracking, Graham contou que chorou ao receber uma mensagem do próprio “Boss”, que o contactou pessoalmente depois de assistir à série. “Estava a correr para o aeroporto e recebi um texto maravilhoso, melhor que qualquer prémio que possa vir a receber”, revelou o ator, com a voz embargada pela memória.

Segundo Graham, a mensagem de Springsteen não foi apenas um gesto de cortesia. Foi uma demonstração sincera de reconhecimento, marcada por uma nota pessoal comovente. O músico agradeceu-lhe pela sua prestação como pai de Jamie em Adolescência, confessando que o seu próprio pai já falecera e que a atuação de Graham o fez sentir que o “revivera”.

“Chorei ao ler a mensagem. Partilhar isso com alguém foi muito bonito. É um homem amabilíssimo”, disse o ator.

De Jamie para Bruce: um pai para cada história

O mais curioso nesta ligação entre os dois artistas? Stephen Graham está neste momento a preparar-se para interpretar o próprio pai de Springsteen no cinema. O filme chama-se Deliver Me From Nowhere e centra-se na criação de Nebraska, o álbum mais cru e introspectivo da carreira do cantor norte-americano — e o primeiro gravado sem a E Street Band. A longa-metragem, que será lançada ainda este ano, foca-se no processo criativo singular que resultou numa das obras mais intimistas e pessoais da discografia de Springsteen.

A escolha de Graham para o papel do pai do “Boss” ganha agora uma carga emocional acrescida, não apenas pela sua capacidade de representar figuras paternas com profundidade e humanidade, como também por este gesto de confiança e agradecimento vindo diretamente de Springsteen.

O ator do momento

Stephen Graham é um dos atores mais respeitados do Reino Unido. Conhecido por performances intensas em obras como This Is EnglandThe VirtuesBoardwalk Empire ou Boiling Point, o ator construiu uma carreira alicerçada na autenticidade e na empatia pelas figuras marginalizadas. Em Adolescência, brilha ao lado de Owen Cooper e Christine Tremarco num drama que aborda temas como o extremismo online, a cultura “incel” e o colapso do diálogo entre pais e filhos numa era saturada de desinformação.

A série, escrita por Jack Thorne e realizada por Philip Barantini, tornou-se num fenómeno instantâneo: bateu recordes de audiência no Reino Unido e acumulou mais de 24 milhões de visualizações a nível global numa só semana. Cada episódio foi filmado num plano-sequência contínuo, uma ousadia técnica que aumentou ainda mais o impacto emocional da narrativa.

Uma ponte entre mundos

A relação entre Graham e Springsteen vai muito além da colaboração cinematográfica. Une-os uma sensibilidade partilhada pelas histórias da classe operária, pela dor invisível dos homens comuns e pela procura de redenção em mundos difíceis. Adolescência e Nebraska falam, cada um à sua maneira, da solidão, da raiva e da esperança que persiste nos lugares mais sombrios.

Que Graham tenha recebido uma mensagem tão íntima e poderosa de Bruce Springsteen não surpreende — é o reconhecimento de um artista para outro. E para os espectadores, é um lembrete comovente de que, por vezes, a arte aproxima mesmo aqueles que nunca se cruzaram… até que uma história os une.

ver também : Crítica:🎥 Branca de Neve e o Espelho Quebrado da Disney

Crítica:🎥 Branca de Neve e o Espelho Quebrado da Disney

A nova versão em imagem real de Branca de Neve chegou aos cinemas com a habitual pompa que acompanha os clássicos da Disney. No entanto, a estreia foi tudo menos mágica: com uma receção morna da crítica, divisões entre os fãs e resultados dececionantes nas bilheteiras, o filme parece mais um espelho estilhaçado do que uma revitalização corajosa de um conto imortal.

Apesar de contar com Rachel Zegler no papel da princesa e Gal Gadot como a Rainha Má, e de prometer uma abordagem mais atual à história, Branca de Neve acaba por cair numa zona cinzenta entre o conservadorismo estético e o medo de se comprometer com uma visão arrojada. E se há algo que esta história nos ensina é que fugir do espelho nunca resolveu nada.

Uma princesa (ligeiramente) diferente

Rachel Zegler prometeu uma Branca de Neve com mais agência, uma jovem capaz de enfrentar os seus desafios e conduzir a sua própria história. E em certa medida, a nova versão concede-lhe esse protagonismo: aqui, a princesa não espera passivamente pelo príncipe, nem depende de um beijo mágico. É ela quem toma as rédeas e lidera a resistência contra a tirania da sua madrasta.

No entanto, essa tentativa de modernização rapidamente se perde entre escolhas narrativas frágeis e visuais estéreis. A estética do filme parece não confiar na sua própria magia: os cenários são maioritariamente digitais e sem vida, os anões são recriados com CGI de gosto duvidoso (e expressões que roçam o inquietante), e os momentos musicais soam descontextualizados, algures entre o genérico e o forçado.

Um mundo encantado sem encanto

Se há algo que o original de 1937 oferecia — para além de um marco na história da animação — era um sentido palpável de maravilha. Esta versão, pelo contrário, parece prisioneira da indecisão. A floresta encantada transforma-se num palco artificial onde a protagonista vagueia sem verdadeiro assombro. As canções novas, compostas por Benj Pasek e Justin Paul, oscilam entre o efémero e o esquecível, contrastando com os clássicos icónicos como “Heigh-Ho” ou “Whistle While You Work”, que aqui surgem descontextualizados ou abandonados.

E o que dizer da Rainha Má? Gal Gadot entrega-se ao papel com um brilho superficial, mas falta-lhe a crueldade sublime de uma vilã que vive da sua vaidade. A sua canção a solo, supostamente grandiosa, termina num silêncio constrangedor nas salas de cinema — não por reverência, mas por falta de impacto.

Onde está a ousadia da Disney?

A verdade é que Branca de Neve poderia ter sido um ponto de viragem. Um momento em que a Disney mostrava coragem para reinventar verdadeiramente os seus clássicos, não apenas maquilhá-los com tecnologia moderna. Mas tal como a maçã envenenada, esta versão é bela por fora e inócua por dentro. O filme tenta agradar a todos — ao público nostálgico e às novas gerações — e acaba por não satisfazer plenamente nenhum.

Mesmo as intenções mais louváveis, como dar mais profundidade à personagem principal ou questionar a passividade do romance original, são anuladas por um guião pouco arriscado e uma realização que parece mais preocupada em evitar polémicas do que em contar uma história com alma.

A receção morna (43% no Rotten Tomatoes, uma das piores avaliações entre os remakes da Disney) e o fraco desempenho nas bilheteiras são reflexos não de uma guerra cultural — como alguns apressadamente querem apontar — mas da simples constatação de que o público exige mais. Quer histórias bem contadas. Quer emoção genuína. E quer magia, não apenas efeitos especiais.

Uma lição por aprender

O mais irónico? O próprio filme inclui uma cena onde a nova Branca de Neve apela ao povo do seu reino para recuperar a coragem que perdeu sob o domínio da Rainha Má. É uma mensagem que poderia (e deveria) aplicar-se à Disney. Ao insistir numa fórmula estafada de nostalgia, efeitos digitais e adaptações pouco imaginativas, a casa do rato mais famoso do mundo corre o risco de se tornar refém da sua própria vaidade.

Tal como a princesa que caiu em sono profundo, talvez esteja na altura de a Disney acordar. Não com um beijo, mas com ideias novas, coragem criativa e uma vontade genuína de reencantar o mundo.

“The Sting”: O Golpe Perfeito que Quase Ficava na Gaveta

🎩💼 Em 1973, estreava nos cinemas The Sting (A Golpada), uma das obras-primas do cinema americano. Passados mais de 50 anos, o filme continua a ser uma referência no género de comédia policial, um exemplo de argumento engenhoso e de realização precisa — e tudo isso por muito pouco não ficou enterrado no fundo de uma pilha de guiões rejeitados.

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A história do sucesso de The Sting começa antes das câmaras começarem a rodar. O argumento original de David S. Ward, inspirado pelas suas pesquisas sobre carteiristas e burlões, foi um verdadeiro golpe de mestre. O guionista explicou que nunca tinha visto um filme sobre vigaristas que operassem com esquemas tão elaborados e que decidiu preencher essa lacuna.


A Arte da Burla (e do Argumento)

O desafio de Ward foi encontrar o equilíbrio perfeito entre o que o público deveria saber e o que devia ser ocultado. Como ele próprio disse, “os espectadores não precisam de saber todos os pormenores do esquema, mas têm de sentir que estão dentro do jogo”. A chave seria criar vilões bem definidos, heróis com carisma e uma teia de enganos complexa, mas compreensível.

Foram precisos mais de doze meses a reescrever e ajustar o argumento. Ward queria que o espectador se sentisse cúmplice da vigarice, e não apenas um observador passivo. A ideia de uma espécie de “irmandade subterrânea de burlões” que se juntam para um grande golpe e depois desaparecem como sombras foi uma das grandes inovações da narrativa.


O Guião Perdido que Valia Ouro

E se o argumento é hoje considerado uma obra-prima, isso deve-se em parte a um golpe de sorte (ou de visão): Rob Cohen, futuro realizador de Fast & Furious, encontrou o guião no chamado slush pile — a pilha de textos não solicitados que, na maioria das vezes, nunca são lidos.

Na altura, Cohen era apenas um leitor de guiões para o agente Mike Medavoy. Quando leu The Sting, ficou extasiado e escreveu na sua análise: “É o grande guião americano… será um filme vencedor de prémios, com um grande elenco e um grande realizador.” Medavoy desafiou Cohen: “Se não o venderes, estás despedido.” No mesmo dia, a Universal comprou o guião. Cohen ainda hoje tem a sua análise original emoldurada no escritório.


Paul Newman, Redford e a Magia do Duplo Golpe

O guião original tinha a personagem Henry Gondorff como um burlão envelhecido, decadente e alcoólico. Mas quando Paul Newman entrou no projeto, Ward foi rápido a adaptar a personagem para lhe dar o brilho e o protagonismo que merecia. Afinal, esta era a segunda colaboração de Newman com Robert Redford, depois do sucesso de Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969), e Hollywood sabia que esta dupla tinha ouro nas mãos.

Newman, que sempre fora aconselhado a evitar comédias por não ter o “toque leve”, agarrou a oportunidade com unhas e dentes. Queria provar que era tão bom a fazer rir como a emocionar. O resultado? Um desempenho carismático, elegante e absolutamente cativante.


Um Vilão com Dor Real e Óscar Negado

Outro ponto alto do filme é o vilão Doyle Lonnegan, interpretado pelo magnético Robert Shaw. Curiosamente, o realizador George Roy Hill queria inicialmente Richard Boone para o papel, mas foi Newman quem insistiu em enviar o guião a Shaw, que estava a filmar na Irlanda. Shaw aceitou o papel… e trouxe consigo um detalhe que viria a marcar a personagem: uma mancada genuína.

Pouco antes do início das filmagens, Shaw escorregou num campo de handebol e lesionou os ligamentos de um joelho. Em vez de atrasar a produção, decidiu incorporar o andar manco na personagem — uma nuance que só tornou Lonnegan ainda mais imponente.

Infelizmente, Shaw não foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator Secundário, segundo consta por ter exigido que o seu nome aparecesse nos créditos logo a seguir aos de Newman e Redford, antes do título do filme. Uma exigência ousada… e penalizadora.


Um Golpe Clássico

The Sting ganhou sete Óscares, incluindo Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Argumento Original. É uma obra de precisão narrativa e charme irresistível, com uma banda sonora inesquecível que ressuscitou o ragtime de Scott Joplin para uma nova geração.

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É também um exemplo raro de como talento, sorte e alguma teimosia podem transformar uma ideia aparentemente esquecida numa das maiores joias do cinema clássico.


🎬 Se ainda não viste The Sting, faz parte da tua formação cinéfila obrigatória. E se já viste… volta a ver. Afinal, a arte da burla nunca sai de moda — sobretudo quando é feita com este nível de mestria.

A Verdade Por Trás de Die Hard: Quando McTiernan Quase Disse “Não” ao Maior Filme de Ação de Sempre

🎬 “Yippee-ki-yay, motherf**r.” A frase é lendária. O filme, também. Mas o que muitos não sabem é que Die Hard – Assalto ao Arranha-Céus (1988) esteve mesmo para não acontecer como o conhecemos — e que o seu realizador, John McTiernan, rejeitou o projeto várias vezes antes de ceder.

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Na verdade, McTiernan achava o argumento original demasiado negro e violento. Terrorismo, reféns, execuções a sangue-frio… tudo isso criava um tom que ele considerava “nasty”, pesado e sem espaço para o tipo de entretenimento que o público ansiava nos anos 80. Foi apenas quando lhe deram liberdade para reescrever o tom do filme, suavizando algumas passagens e introduzindo momentos de humor (muitos deles improvisados por Bruce Willis), que McTiernan aceitou a cadeira de realizador.


Um Estilo Europeu no Coração de Hollywood

Para tornar Die Hard mais do que apenas mais um filme de ação, McTiernan tomou uma decisão crucial: contratou o diretor de fotografia Jan de Bont, conhecido pelo seu trabalho com Paul Verhoeven. O objetivo? Dar ao filme uma “sensibilidade europeia” na forma como a câmara se movimenta.

Não é coincidência que tantas cenas do filme tenham aquele movimento envolvente da câmara em torno das personagens — uma técnica que McTiernan chamava de “movimento pela emoção”. Para o realizador, a câmara não devia seguir apenas o movimento físico, mas o sentimento da cena. Este cuidado com a fluidez e ritmo visual está na base do porquê de Die Hard ainda hoje parecer fresco, intenso e cinematograficamente elegante.

McTiernan ia mais longe: muitas transições no filme ocorrem entre cenas em locais diferentes, mas ligadas por movimentos de câmara idênticos, criando uma sensação de continuidade visual notável.


Explosões Reais e Decisões Que Fizeram História

Outro dado fascinante: a maioria das explosões exteriores do Nakatomi Plaza foram reais. Foram filmadas com cargas controladas no verdadeiro edifício Fox Plaza, em Los Angeles, e não criadas com miniaturas ou efeitos digitais — que, na altura, eram ainda rudimentares. Este compromisso com o realismo e a fisicalidade da ação é parte da magia do filme.

E quanto ao protagonista? Bruce Willis só entrou no projeto depois de Robert De Niro recusar o papel de John McClane — o que soa hoje a uma realidade paralela impensável. O próprio Willis tinha acabado de ser rejeitado para o papel de Charles Grodin em Midnight Run (1988), precisamente com De Niro, e, por coincidência, ambos os filmes estrearam no mesmo fim de semana.

Foi McTiernan quem viu o verdadeiro trunfo de Willis: “Bruce é mais carismático quando está a ser um sacana irreverente”, disse. “Apontam-lhe uma arma à cara e ele responde com um ‘Oops’.” Essa mistura de sarcasmo, vulnerabilidade e coragem tornou McClane uma figura icónica — e Willis numa estrela mundial.


A Oportunidade Perdida de George Takei

Um último detalhe curioso e algo trágico envolve George Takei, o eterno Sulu de Star Trek. McTiernan queria muito que ele interpretasse Takagi, o executivo japonês da Nakatomi, mas um mal-entendido com os agentes de Takei fez com que o papel passasse ao lado. Segundo o próprio Takei, ficou bastante desiludido por ter perdido a oportunidade.


Um Filme Definidor

Hoje, Die Hard é mais do que um clássico de Natal ou um modelo de ação — é uma aula de estrutura narrativa, caracterização e mise-en-scène. McTiernan transformou um argumento genérico e pesado num dos filmes mais influentes do século XX. Desde os corredores claustrofóbicos do arranha-céus, à banda sonora de Michael Kamen pontuada com temas clássicos, passando pelo memorável vilão Hans Gruber (Alan Rickman, absolutamente fenomenal), tudo contribui para o equilíbrio quase perfeito entre espetáculo e humanidade.

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E pensar que tudo isto quase não aconteceu


🎬 Festa do Cinema Italiano regressa com ambição, desejo e estrelas de luxo 🇮🇹

Está de volta a Festa do Cinema Italiano, e a 18.ª edição promete ser uma das mais ricas e ousadas de sempre. De 9 a 17 de abril, Lisboa volta a ser a capital do cinema transalpino com dezenas de filmes, convidados ilustres e sessões especiais, antes de o festival se estender a mais de 20 cidades por todo o país — de Braga ao Funchal, passando por Évora, Leiria, Coimbra ou Setúbal.

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A abrir esta viagem cinematográfica está A Grande Ambição, filme histórico sobre Enrico Berlinguer, lendária figura do Partido Comunista Italiano, interpretado por Elio Germano, premiado no Festival de Roma. A fechar, numa nota provocadora e simbólica dos “18 anos” do festival — e da liberdade de explorar o desejo — chega Diva Futura – Cicciolina e a Revolução do Desejo, documentário de Giulia Steigerwalt sobre a figura icónica de Cicciolina e a transformação sexual que protagonizou em Itália nos anos 80.

🎞️ Estreias, autores consagrados e temas polémicos

Entre as antestreias mais aguardadas estão dois sucessos de bilheteira em Itália: Diamantes (Diamanti), o novo melodrama de Ferzan Ozpetek, e LoucaMente (Follemente), do aclamado Paolo Genovese, autor do fenómeno Amigos, Amigos, Telemóveis à Parte. Já O Último Padrinho (Iddu), com Elio Germano e Toni Servillo, mergulha no universo da máfia siciliana e na captura de Matteo Messina Denaro após quase três décadas em fuga. Os realizadores Antonio Piazza e Fabio Grassadonia estarão presentes em Lisboa.

Outros títulos a não perder incluem Marcello Mio, de Christophe Honoré; O Regresso de Ulisses (Itaca – Il Ritorno), com Ralph Fiennes e Juliette Binoche; e Jorge: Vermiglio, vencedor do Leão de Prata em Veneza e candidato italiano ao Óscar.

Num registo bem diferente, Food For Profit, documentário de Giulia Innocenzi sobre os bastidores da indústria da pecuária intensiva na Europa, promete ser um dos momentos mais polémicos. A realizadora estará presente em Lisboa e Cascais para sessões especiais.

🎬 Competição com sangue novo

A secção competitiva foca-se na descoberta de novos talentos. Estão em competição cinco obras de estreia ou segunda longa-metragem, como O Lugar do Trabalho, estreia do ator Michele Riondino, já premiado com cinco Nastri d’Argento e três David di Donatello; Diciannove, produzido por Luca Guadagnino; ou Familia, que valeu a Francesco Gheghi o prémio de Melhor Ator no Festival de Veneza.

🎥 Redescobrir o cinema italiano: Pietrangeli em destaque

Em parceria com a Cinemateca Portuguesa, o festival propõe a retrospetiva integral de Antonio Pietrangeli, figura essencial na transição entre o neorrealismo e a commedia all’italiana. Realizador ainda pouco conhecido do grande público, Pietrangeli retratou com delicadeza e profundidade a condição feminina num período de profundas mudanças sociais em Itália.

🎶 Cinema… e mais além

O evento vai além das salas de cinema. A 11 de abril, o Musicbox recebe os C’mon Tigre!, banda revelação da música independente italiana. E no dia 13, o humorista Hugo van der Ding sobe ao palco com um espetáculo sobre cinema italiano, acompanhado ao vivo pelo Duo Contrasti.

🎟️ Uma festa que se espalha pelo país

Com projeções em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Évora, Leiria, Cascais, Funchal, Lagos, Almada, Beja, Odemira, entre outras, a Festa do Cinema Italiano atinge um número recorde de cidades nesta edição. Nunca o cinema italiano esteve tão próximo de todos.

A organização está a cargo da Associação Il Sorpasso, com o apoio da Embaixada de Itália, Instituto Italiano de Cultura, ICA, Cinecittà, BNP Paribas, Câmara Municipal de Lisboa e outras entidades públicas e privadas.

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Seja pelo charme provocador de Cicciolina ou pela densidade política de Berlinguer, esta festa celebra tudo o que o cinema italiano tem de melhor: história, desejo, reflexão, humor e música.

Ralph Macchio quer ressuscitar My Cousin Vinny com Joe Pesci — e Marisa Tomei também está pronta

💼 O advogado mais inusitado da história do cinema pode estar a caminho do seu tão esperado regresso… e com grande parte do elenco original a bordo.

Ralph Macchio, o eterno Daniel LaRusso de Karate Kid, confirmou recentemente que tem mantido conversas sobre uma potencial sequela da icónica comédia de tribunal My Cousin Vinny, de 1992. O ator deu vida a Bill Gambini, o jovem universitário acusado injustamente de homicídio, cuja salvação vem do seu irreverente e inexperiente tio, o advogado Vinny Gambini — interpretado com brilhantismo por Joe Pesci.

Durante o evento PaleyFest, Macchio revelou à revista People que a ideia está a ser considerada com seriedade. “Já tive conversas com outros argumentistas sobre isso”, disse o ator. “É uma obra muito querida. A questão está em encontrar o ângulo certo.” Quando questionado sobre o envolvimento de Pesci, que tem atualmente 82 anos e raramente aceita novos projetos, Macchio brincou: “Ele pode fazer uma chamada por FaceTime, se as filmagens forem demasiado exigentes.”

👩‍⚖️ Uma comédia de culto que conquistou Hollywood

My Cousin Vinny é considerada uma das melhores comédias de tribunal alguma vez feitas. Realizada por Jonathan Lynn, a história segue dois jovens nova-iorquinos, Bill Gambini (Macchio) e Stan Rothenstein, acusados de homicídio no Alabama após um mal-entendido. Desesperados, recorrem ao único advogado que conhecem: o primo de Bill, Vinny, um recém-licenciado sem qualquer experiência real em tribunal… e que nunca tinha sequer vencido um caso.

A alma do filme, no entanto, está tanto na performance hilária e inesperadamente carismática de Pesci, como na interpretação inesquecível de Marisa Tomei, que vive Mona Lisa Vito, noiva de Vinny. A sua atuação valeu-lhe o Óscar de Melhor Atriz Secundária — um dos momentos mais surpreendentes e memoráveis da cerimónia de 1993.

🔄 Porquê agora?

Com o encerramento da série Cobra Kai, onde Macchio retomou com sucesso o papel de LaRusso, o ator está agora mais disponível para explorar outros regressos nostálgicos. E My Cousin Vinny parece ser uma das apostas mais fortes. “O serviço aos fãs nunca vem antes da história,” disse Macchio numa entrevista à Entertainment Weekly em 2022. “É isso que torna estes regressos eficazes: contar histórias orgânicas com personagens ricas que continuam a evoluir.”

A vontade de voltar ao universo de Vinny Gambini não é exclusiva de Macchio. Marisa Tomei declarou em 2017 que adoraria revisitar Mona Lisa Vito: “Sempre quis fazer uma sequela. Acho que o Joe e eu ainda nos divertiríamos imenso.”

🎬 E o que esperar de uma possível sequela?

Embora ainda não haja um argumento fechado, é fácil imaginar o tipo de enredo que poderia ser explorado: talvez Vinny e Mona Lisa a tentarem orientar um novo caso explosivo com o Bill mais velho envolvido? Ou um novo cliente excêntrico a puxar pelo talento (e teimosia) legal do advogado ítalo-americano mais carismático do cinema?

O desafio será encontrar um argumento que equilibre o humor peculiar e as dinâmicas culturais que fizeram do original um clássico, sem cair em paródia ou nostalgia vazia. Um ponto curioso é que, mesmo 30 anos depois, o filme continua a ser estudado em escolas de Direito nos EUA pela precisão surpreendente com que retrata os procedimentos legais — algo que poderia ser aproveitado na nova história.

Para já, o projeto está em fase embrionária. Mas com Macchio pronto, Tomei disponível e o mundo de Vinny Gambini tão pertinente (e necessário) como sempre, só falta Joe Pesci dizer “sim” — nem que seja por FaceTime.

Leatherface está de volta: Hollywood prepara nova investida sobre o clássico Texas Chainsaw Massacre

🎬 A icónica serra elétrica de The Texas Chainsaw Massacre está novamente a aquecer, com vários estúdios e cineastas a disputar os direitos para dar nova vida ao franchise que aterroriza audiências desde 1974. A Verve, agência que representa o património da saga criada por Tobe Hooper e Kim Henkel desde 2017, confirmou estar a preparar uma nova estratégia multimédia para o futuro sangrento de Leatherface.

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Num momento em que o terror e os franchises são das poucas apostas seguras no cinema pós-pandemia e pós-greve, o massacre texano parece ter combustível suficiente para mais umas vítimas. E os interessados estão à porta.

🔪 Um clássico renascido com sangue novo?

Entre os nomes que surgem nos bastidores como potenciais herdeiros da motosserra está JT Mollner, realizador e argumentista responsável por Strange Darling, um sucesso indie recente que arrecadou 96% no Rotten Tomatoes. Mollner está em conversações com o produtor Roy Lee (responsável por The Ring e It), e há rumores de que Glen Powell (Top Gun: Maverick) poderá estar curioso com o projeto, caso o guião avance.

Embora ainda nada esteja assinado, fontes de Hollywood indicam que estúdios como Lionsgate, A24 e até a irreverente Neon — que tem apostado forte no terror com Longlegs e The Monkey — poderão estar na corrida para produzir este novo capítulo.

A Verve, por enquanto, joga à defesa. Um representante da agência revelou ao Deadline que ainda não apresentou oficialmente o projeto a realizadores, produtores ou estúdios, mas que vários pacotes criativos têm chegado de forma espontânea. A produção estará a cargo da Exurbia Films, com Pat Cassidy, Ian Henkel e Kim Henkel envolvidos.

🧟‍♂️ O massacre original e a herança sangrenta

Lançado em 1974, o original The Texas Chainsaw Massacre foi um marco do cinema de terror independente. Com um orçamento minúsculo de $140.000, filmado no calor sufocante do interior do Texas e com um elenco desconhecido, o filme chocou, provocou censura em vários países e tornou-se um sucesso global, arrecadando $31 milhões — o equivalente a cerca de $180 milhões atuais.

O filme baseou-se em parte nos crimes reais de Ed Gein, e imortalizou a figura de Leatherface, o assassino com máscara feita de pele humana. O projeto teve também uma história de bastidores repleta de polémicas legais, com os produtores a processarem a distribuidora por lucros não pagos.

Tobe Hooper acabaria por receber um convite de Steven Spielberg para realizar Poltergeist (1982), consolidando a sua carreira em Hollywood.

🎥 Uma saga que já vai longa

Ao longo de quase cinco décadas, a saga contou com nove filmes, que no total arrecadaram mais de $252 milhões. Pelo caminho, lançou as carreiras de nomes como Matthew McConaughey e Renée Zellweger em The Next Generation (1994), e ofereceu uma nova roupagem em 2003 com o remake produzido por Michael Bay e protagonizado por Jessica Biel, ainda hoje o mais rentável da franquia com $107 milhões em bilheteira.

Mais recentemente, a Netflix lançou uma sequela direta em 2022 que recebeu críticas mistas, mas demonstrou que o interesse por Leatherface continua vivo.

📺 Futuro multimédia?

A nova estratégia da Verve promete mais do que apenas filmes. Fala-se em expansão para videojogos, banda desenhada e até potencial para séries televisivas — à imagem do que aconteceu com outros franchises de terror como Chucky ou Evil Dead.

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Com um legado tão forte e um apetite renovado por filmes de terror que apostam em nostalgia com toque moderno (ScreamHalloweenThe Exorcist), Texas Chainsaw Massacre parece pronto para arrancar de novo — com barulho, sangue e carne fresca.

🎬 Os Filmes de Máfia Estão a Ser “Apanhados”? Hollywood Pode Estar a Assistir ao Fim de Uma Era

Durante décadas, os filmes sobre a máfia foram o coração palpitante de Hollywood: repletos de intrigas, violência, famílias disfuncionais com códigos de honra retorcidos, e atuações memoráveis que elevaram atores como Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci ao estatuto de lendas. Mas ao assistir ao fracasso de The Alto Knights — com Robert De Niro a falar… consigo próprio, literalmente — é inevitável perguntar: estará este subgénero a respirar por aparelhos?

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🕵️ A Era de Ouro Que Já Foi

A glória começou com O Padrinho (1972), de Francis Ford Coppola, um filme que conseguiu o raro feito de unir a crítica e o grande público: venceu o Óscar de Melhor Filme e arrecadou 250 milhões de dólares na bilheteira, ou mais de 700 milhões ajustados à inflação. Seguiram-se Goodfellas (1990), Casino (1995) e Donnie Brasco (1997), entre outros, obras com enredos complexos, personagens intensas e uma realização magistral.

Mas agora, os nomes por trás destes clássicos estão, literalmente, a envelhecer. De Niro tem 81 anos. Al Pacino, 83. Martin Scorsese, 82. E Nicholas Pileggi, argumentista de Goodfellas e The Alto Knights, já conta com 92 primaveras. Com este elenco envelhecido e sem uma nova geração convincente para tomar o leme, os filmes de máfia parecem prontos para… pendurar o terno italiano.

🎭 Quando Já Só Resta o Espelho

Em The Alto Knights, De Niro interpreta dois mafiosos distintos (Frank Costello e Vito Genovese) e acaba a falar consigo mesmo. Não há parceiros à altura, nem um fio narrativo realmente cativante. O filme, recheado de clichés reciclados, está a ser um desastre de bilheteira, com apenas 3 milhões de dólares previstos no primeiro fim de semana. A comparação é dolorosa.

Mesmo o último filme “respeitável” do género, The Irishman (2019), exigiu tecnologia de CGI para rejuvenescer digitalmente os atores principais — um luxo narrativo que grita mais desespero do que inovação. E o resultado foi, para muitos, uma experiência mais artificial do que emocional.

🎬 A Geração Perdida

O problema não está apenas nos velhos nomes — está também na ausência de novos. Quem substituirá De Niro e Pacino? Timothée Chalamet a dar tiros enquanto devora spaghetti aos domingos? Difícil de imaginar.

Tentativas recentes falharam com estrondo: Gotti, com um John Travolta irreconhecível, ou Capone, com Tom Hardy a murmurar-se através de um enredo estagnado, são apenas dois exemplos. E o prequela de Os SopranosThe Many Saints of Newark, pouco ou nada acrescentou ao legado da série original.

James Gandolfini, que poderia ter sido o herdeiro legítimo do trono mafioso no grande ecrã, faleceu em 2013. A sua ausência é sentida não apenas pelos fãs, mas também por uma indústria sedenta de uma figura credível para liderar a próxima geração de wiseguys.

⚰️ O Fim de Uma Linha… ou Uma Reinvenção à Vista?

A verdade é que géneros cinematográficos também morrem. Os westerns, por exemplo, dominaram o cinema americano até aos anos 60, para depois cederem lugar a interpretações modernas, mais sombrias e revisionistas — como The Hateful Eight, de Quentin Tarantino.

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Talvez o mesmo destino aguarde os filmes de máfia. Talvez o próximo passo seja deixar para trás a obsessão com famílias italianas e códigos de honra ultrapassados, e encontrar novas formas de explorar o crime organizado, mais ajustadas ao século XXI. A máfia de hoje não está em Little Italy — está nos corredores anónimos das grandes corporações, nas redes de tráfico digital e nos meandros do poder político global.

💡 Fuggedaboudit, Mas Com Classe

O género pode não estar morto, mas está claramente em coma. E talvez o que precisa seja precisamente de alguém com coragem para desligar as máquinas — e recomeçar do zero. Um realizador ousado, um argumentista de sangue novo, que olhe para os clássicos e, em vez de tentar imitá-los, diga com orgulho: Fuggedaboudit!

O futuro dos filmes de máfia talvez não esteja em replicar o passado… mas em enterrá-lo com honra.

🎯 Hunger Games está de volta! Novo livro e filme prequela sobre Haymitch prometem relançar o fenómeno distópico

A saga The Hunger Games está a viver um novo renascimento. Quinze anos após a publicação do primeiro livro e mais de uma década desde a estreia do filme com Jennifer Lawrence no papel de Katniss Everdeen, Suzanne Collins voltou ao universo de Panem com o novo romance Sunrise on the Reaping, que explora o passado do carismático (e alcoólico) mentor Haymitch Abernathy. E, como seria de esperar, a adaptação cinematográfica já está confirmada, com estreia marcada para novembro de 2026.

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A revelação do novo livro foi feita em simultâneo com o anúncio do filme, demonstrando a confiança da Lionsgate na vitalidade desta franquia — e nos seus fãs dedicados. Quem está novamente ao leme da produção é Nina Jacobson, que esteve envolvida em todos os filmes anteriores e que, em entrevista à Variety, partilhou detalhes empolgantes sobre o que aí vem.

Um novo olhar sobre Haymitch

A prequela segue Haymitch Abernathy nos tempos em que venceu os 50.º Jogos da Fome. Quem viu os filmes lembra-se do Haymitch interpretado por Woody Harrelson: cínico, desiludido, mas com uma faísca de humanidade. O novo livro — e, em breve, o filme — quer mostrar quem ele era antes de tudo isso: o jovem de espírito combativo que ainda não tinha sido consumido pela dor, trauma e culpa.

A equipa de produção está à procura de um ator que capte essa essência, mas sem imitar Harrelson. Segundo Jacobson, querem alguém que represente credivelmente o Haymitch do passado, com o mesmo brilho de inteligência, o mesmo sarcasmo que esconde uma ferida profunda. “Ninguém pode ser o Woody, a não ser o próprio Woody”, afirmou. Mas há que encontrar quem possa mostrar o que havia antes da escuridão.

Livro e filme em paralelo

O desenvolvimento do filme decorre a um ritmo acelerado, muito graças ao facto de a equipa ter tido acesso ao manuscrito muito antes do lançamento do livro. Jacobson e o realizador Francis Lawrence leram uma cópia única — guardada na casa do agente de Collins — e começaram imediatamente a trabalhar.

“Foi emocionante e esmagador ao mesmo tempo. Não podíamos contar a ninguém o que estávamos a fazer. Mas agora podemos finalmente falar com os fãs e partilhar este entusiasmo”, disse Jacobson.

A produtora garante que o guião está bem avançado e que já escolheram locais de rodagem. O casting ainda não foi anunciado, mas tudo indica que a escolha do jovem Haymitch será um dos anúncios mais aguardados dos próximos meses.

Por que continua The Hunger Games a cativar gerações?

Nina Jacobson não tem dúvidas: o segredo está na profundidade dos temas e das personagens. A saga nunca foi tratada como uma típica história juvenil. Há camadas de análise política, comentários sociais e traumas íntimos que ressoam fortemente com o público.

Desde o momento icónico em que Katniss se oferece como tributo, que o franchise sublinha a complexidade das escolhas humanas num mundo distorcido. “Suzanne Collins escreve a partir do tema e da personagem. Há sempre algo para debater quando se sai do cinema. Nunca simplificámos a história, nunca a tornámos fácil — e o público respeita isso”, afirma Jacobson.

A nova prequela Sunrise on the Reaping promete aprofundar ainda mais essas questões. O passado de Haymitch — um jovem lançado numa arena de morte 24 anos antes dos eventos do primeiro livro — permitirá explorar a evolução dos Jogos e o efeito destrutivo que têm sobre os seus vencedores. É uma oportunidade para ver como o sistema corrompe até os mais nobres e como a sobrevivência exige compromissos que nem sempre deixam espaço para a inocência.

O que esperar de Sunrise on the Reaping no cinema?

Com estreia marcada para novembro de 2026, o filme contará, mais uma vez, com a realização de Francis Lawrence e produção de Nina Jacobson. Embora os detalhes ainda estejam sob embargo, a expectativa é que o tom seja igualmente maduro e provocador. A Lionsgate quer manter a qualidade cinematográfica da saga e garantir que este novo capítulo esteja à altura do seu legado.

Enquanto isso, os fãs já se estão a reunir para debater teorias, especular sobre o elenco e revisitar os filmes anteriores. O entusiasmo continua vivo — prova de que The Hunger Games permanece relevante, numa era em que o entretenimento se consome mais depressa do que nunca.

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E sim: “Que a sorte esteja sempre a vosso favor”… porque Panem está de regresso.


🕯️ Morreu Jack Lilley, ator de ‘Uma Casa na Pradaria’ e rosto querido do velho oeste televisivo

Jack Lilley, veterano ator associado ao clássico da televisão Uma Casa na Pradaria, faleceu aos 91 anos. A notícia foi partilhada com emoção por Melissa Gilbert, protagonista da série, através de uma publicação no Instagram que já está a comover fãs em todo o mundo.

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“A família de Uma Casa na Pradaria perdeu um dos nossos”, escreveu Melissa Gilbert, lembrando o colega como “uma das minhas pessoas favoritas no planeta”. A atriz destacou a ligação afetiva que mantinha com Jack Lilley, partilhando memórias de infância e da cumplicidade que existia entre os dois no set da emblemática série. “Ele ensinou-me a montar a cavalo quando eu era pequena. Era tão paciente comigo, nunca me dizia que ‘não’”, escreveu, referindo-se à sua vontade constante de cavalgar durante as filmagens.

Embora tenha desempenhado diversos papéis ao longo da sua carreira, Jack Lilley ficou sobretudo conhecido pelas suas aparições em Uma Casa na Pradaria, série de sucesso que estreou em 1974 e teve nove temporadas. Adaptada dos livros de Laura Ingalls Wilder, a produção tornou-se num símbolo da televisão norte-americana e numa referência internacional de valores familiares, perseverança e vida rural no século XIX.

Além do seu trabalho na série que conquistou corações por todo o mundo, Melissa Gilbert destacou também a “magnificência absoluta” de Lilley no filme Blazing Saddles (Balbúrdia no Oeste, 1974), a célebre comédia satírica de Mel Brooks. A versatilidade de Jack Lilley permitiu-lhe brilhar tanto no registo dramático como no cómico, o que o tornou uma figura estimada entre colegas e espectadores.

Para muitos fãs, Uma Casa na Pradaria representa não apenas uma série de televisão, mas uma verdadeira cápsula nostálgica de tempos mais simples. A perda de Jack Lilley reforça esse sentimento de fim de uma era e é sentida com pesar por várias gerações que cresceram com os ensinamentos e histórias da família Ingalls.

A carreira de Lilley é também um testemunho da época dourada da televisão americana e do contributo de inúmeros atores que, mesmo sem estarem sempre em primeiro plano, ajudaram a construir mundos ficcionais memoráveis.

Jack Lilley deixa para trás um legado de talento, generosidade e calor humano. A sua presença continuará viva na memória dos fãs de Uma Casa na Pradaria e nos corações daqueles que tiveram o privilégio de trabalhar com ele.

“Revelations” – Uma parábola moral que mistura fé, obsessão e horror psicológico (e está já na Netflix)

🎬 O realizador sul-coreano Yeon Sang-ho, autor do aclamado Train to Busan, regressa com “Revelations”, um thriller psicológico ambicioso que mergulha nas profundezas da fé distorcida e da culpa, explorando o que acontece quando a devoção religiosa se torna arma de justificação pessoal. Já disponível na Netflix, esta é uma obra tensa, visualmente sofisticada e moralmente inquietante.

Fé, violência e um “monstro de um olho só”

A história centra-se em Sung Min-chan (interpretado de forma excecional por Ryu Jun-yeol), um pastor que vê a sua vida ruir após descobrir a infidelidade da mulher e, no mesmo dia, o desaparecimento do seu filho. Convencido de que um recém-chegado à sua igreja, Kwon Yang-rae (Shin Min-jae), é o culpado — e ignorando que o verdadeiro alvo pode ser outra jovem desaparecida — Min-chan mergulha num turbilhão de violência e fé fanática, acabando por matar Yang-rae e esconder o corpo.

Do outro lado da narrativa surge a detetive Lee Yeon-hui (Shin Hyun-been), cuja irmã foi vítima do mesmo sequestrador. Determinada a encontrar justiça e enfrentar os fantasmas do passado, Lee representa a racionalidade em contraste com a fé alucinada de Min-chan. O confronto entre ambos é o coração do filme: duas interpretações opostas da justiça, da culpa e da redenção.

Entre o melodrama religioso e o thriller policial

Baseado na BD homónima escrita por Yeon e Choi Gyu-seok, Revelations é, ao mesmo tempo, introspectivo e caótico. Yeon cria uma tapeçaria moral onde nenhum personagem é inocente, mas todos estão perdidos. A estrutura triangular da narrativa, que intercala a jornada do pastor, da detetive e do raptor, nem sempre funciona de forma fluida, mas o filme compensa com intensidade dramática e ambiguidade moral.

É impossível ignorar os ecos de The Fake, outra obra de Yeon centrada em líderes religiosos. No entanto, aqui o protagonista não é um charlatão, mas alguém que acredita profundamente, de forma destrutiva, no seu destino espiritual. A sua cegueira é literal e simbólica, ao ponto de ver sinais divinos em formações rochosas e nas nuvens. A linha entre redenção e condenação esbate-se com cada passo que dá.

Atuações e direção: o bem e o mal nos olhos dos crentes

Ryu Jun-yeol é soberbo no papel de Min-chan, um homem consumido por uma missão auto-imposta que acredita ser divina. A sua transformação, da dor conjugal à justificação religiosa de atos brutais, é subtil e gradual. Já Shin Hyun-been, embora com menos espaço para evoluir, traz densidade emocional à detetive, apesar de o argumento nem sempre lhe dar a profundidade necessária.

Yeon confere ao filme uma estética poderosa, onde o neon das igrejas contrasta com a escuridão literal e moral dos seus protagonistas. A câmara inquieta, os planos-sequência claustrofóbicos e as recorrentes sobreposições de flashbacks intensificam o sentimento de desconforto. E ainda que o argumento se complique em demasia no primeiro ato, a tensão nunca abandona o ecrã.

Deus, monstros e o vazio do sofrimento

Revelations tenta sugerir que, quando confrontados com a dor inexplicável, os humanos criam narrativas — divinas ou monstruosas — para se sentirem no controlo. É esta necessidade de encontrar sentido no caos que leva Min-chan a ver-se como um guerreiro de Deus, mesmo quando a sua fé o transforma num homem perigoso. A derradeira ironia é que, enquanto tenta salvar, Min-chan destrói.

Apesar de alguns desequilíbrios narrativos e uma estrutura que podia beneficiar de maior contenção, “Revelations” é um thriller fascinante, carregado de tensão moral, simbolismo religioso e dilemas humanos muito atuais. Um filme que desafia o espectador a questionar o que está certo ou errado… quando cada personagem acredita ser a voz da justiça.


📺 Disponível em exclusivo na Netflix.


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“Screamboat”: a versão de terror de Steamboat Willie que provoca a Disney sem dizer o nome

🎬 Screamboat está prestes a chegar aos cinemas norte-americanos e promete ser um dos filmes de terror mais ousados de 2024 — não tanto pelo sangue (que também haverá), mas pela forma como “brinca” com uma das imagens mais queridas da história do entretenimento: o Steamboat Willie, ou seja, a primeira encarnação de Mickey Mouse.

A razão? O Steamboat Willie entrou no domínio público em janeiro de 2024, o que significa que qualquer pessoa pode usar legalmente esta versão primitiva do rato mais famoso do mundo… sem pedir autorização à Disney. E foi exatamente isso que o realizador Steven LaMorte e a sua equipa fizeram, transformando o ratinho animado num assassino impiedoso que navega rumo ao caos.

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Um trailer que diz “Disney” sem o dizer

O mais recente trailer de Screamboat — que se estreia a 2 de abril nos Estados Unidos em cinemas selecionados — é uma verdadeira lição de sugestão subversiva. Sem nunca mencionar a Disney, tudo no vídeo evoca a marca: a música, as fontes tipográficas, o estilo de animação inicial e até algumas frases emblemáticas (mas ligeiramente torcidas) fazem lembrar o universo mágico da empresa fundada por Walt Disney.

E é precisamente esse contraste entre a doçura nostálgica e a brutalidade do terror que está a gerar tanta curiosidade em torno do filme. Ver uma figura com a estética de Mickey — neste caso, interpretada por David Howard Thornton, o ator que dá vida ao arrepiante Art the Clown nos filmes Terrifier — transformada numa entidade assassina mexe com o imaginário de gerações inteiras.

O que esperar do filme?

Produzido por parte da equipa responsável por Terrifier 2 e Terrifier 3Screamboat não esconde ao que vem: um filme sangrento, ridículo e provocador, onde o horror se cruza com o absurdo. A premissa é simples: uma viagem num navio a vapor transforma-se num massacre quando uma presença demoníaca — inspirada no Steamboat Willie — se manifesta a bordo. A história é pretexto para sequências bizarras e visualmente impactantes, muito ao estilo do gore moderno que se tornou viral.

No elenco, além de Thornton, encontramos Allison Pittel, Amy Schumacher, Jesse Posey, Jesse Kove, Kailey Hyman, Rumi C. Jean-Louis, Jarlath Conroy e Charles Edwin Powell.

Apesar do marketing fazer alusão ao “universo Disney”, Screamboat tenta manter-se à tona legalmente, evitando qualquer menção direta ao nome ou símbolos registados. Ainda assim, é impossível dissociar a inspiração — e é precisamente essa tensão que poderá fazer do filme um sucesso entre fãs de terror e cultura pop.

Estreia limitada… para já

Screamboat vai ter uma estreia limitada nos Estados Unidos, a partir de 2 de abril, estando prevista a sua chegada a serviços de streaming nos meses seguintes. Ainda não há confirmação oficial de estreia em Portugal, mas dado o burburinho crescente nas redes sociais e nos fóruns de cinema, é possível que o filme acabe por chegar ao nosso país via plataformas digitais.

Se a produção corresponder ao tom irreverente e estilizado do trailer, Screamboat pode tornar-se num novo caso de culto — uma homenagem (ou provocação) ao legado da Disney, à liberdade criativa do domínio público e ao gosto por filmes de terror que não têm medo de quebrar as regras.