A Magia do Tempo: Disney Celebra 55 Anos dos Seus Arquivos com Curta-Metragem Fantástica

Uma viagem pelas memórias da maior fábrica de sonhos do mundo… guiada por uma pequena marioneta de madeira.

ver também : Elio”: A Nova Aposta Intergaláctica da Pixar

Pode parecer estranho, mas um dos momentos mais tocantes da celebração dos 55 anos dos Walt Disney Archives é protagonizado… por um boneco de madeira. Não, não é o Pinóquio da versão live-action com Tom Hanks. É o Pinóquio — ou melhor, um modelo de animação usado na produção original de 1940 que serve de fio condutor para a curta-metragem comemorativa A Daring Journey into the Walt Disney Archives. E que viagem!

Fundados a 22 de junho de 1970, os Walt Disney Archives nasceram da necessidade de preservar a herança criativa deixada por Walt Disney e todos os artistas que deram corpo (e alma) à companhia. 55 anos depois, o espírito mantém-se vivo — e esta curta prova-o com um toque de fantasia e nostalgia que só a Disney sabe orquestrar.


O arquivo mais encantado de Hollywood

A curta-metragem não é apenas uma homenagem a objetos antigos: é uma carta de amor ao processo, ao cuidado e à paixão que envolve guardar a história de um império cinematográfico. Tudo começa com o modelo de Pinóquio a ser descoberto, digitalizado e cuidadosamente documentado no laboratório de preservação digital. A dada altura, alarmado com as modernices tecnológicas, Pinóquio decide escapar dos arquivistas — e é aqui que a magia (e os easter eggs) entram em cena.

Enquanto corre pelas estantes dos bastidores da história da Disney, cruzamo-nos com tesouros do cinema: o vestido de Mary Poppins usado por Julie Andrews, a Arca da Aliança de Indiana Jones (via The Great Movie Ride), o fato de Kate Winslet em Titanic (sim, agora propriedade da Disney via 20th Century Studios) e muito mais.

O boneco cruza-se ainda com uma versão gigante de si próprio vinda do espectáculo Fantasmic! e até com uma gaiola usada na recente adaptação de Pinóquio. É um misto de reconhecimento, espanto e um certo toque existencialista: o que é ser uma personagem que já foi animada, esquecida, preservada e agora… relembrada?


Um elenco feito de… arquivistas

Outro toque encantador? Quase toda a equipa dos Walt Disney Archives aparece em cena. Dos atuais 40 funcionários ao lendário fundador Dave Smith — cuja iniciativa em 1970 deu origem a este tesouro histórico — até Theodore Thomas, filho de Frank Thomas (um dos “Nine Old Men” da animação original), que surge no final a contemplar o modelo do Pinóquio que o pai ajudou a criar.

Mais do que apenas uma peça de propaganda corporativa, esta curta emociona por mostrar que o cinema, mesmo quando arrumado numa prateleira ou guardado a vácuo num cofre digital, continua a viver. Os objetos respiram memórias, os adereços têm alma, os figurinos contam histórias. E os arquivistas… são os verdadeiros contadores de histórias em segundo plano.


Preservar o passado para continuar a sonhar

Como sublinha Rebecca Cline, diretora dos Walt Disney Archives, “a missão não é apenas guardar — é partilhar”. E é isso que esta pequena produção faz tão bem: partilha connosco o amor por um legado. Porque quem ama cinema sabe que as histórias não começam no grande ecrã — começam muito antes, nas mãos dos que desenham, escrevem, costuram, pintam e… guardam.

🎬 A Daring Journey into the Walt Disney Archives ainda não está disponível no Disney+, mas esperemos que isso mude. Porque há magia demais aqui para ficar escondida nos cofres do Mickey. Por enquanto e se dominar o Inglês pode ver aqui

ver também : “Elio”: Pixar envia-nos um novo herói intergaláctico — mas será que a fórmula ainda resulta?

Michael B. Jordan em Dose Dupla: “Pecadores” Chega à Max e É o Primeiro Grande Candidato aos Óscares

O thriller vampiresco que conquistou a crítica, as bilheteiras e os corações dos cinéfilos já tem data marcada para chegar ao streaming.

ver também : Hotel Amor: A Comédia Portuguesa Que Está a Conquistar o Público

Depois de um arranque fulgurante nas salas de cinema — com mais de 363 milhões de dólares de receitas a nível mundial e uma recepção crítica absolutamente esmagadora — Pecadores prepara-se para conquistar agora os ecrãs domésticos. O filme de Ryan Coogler, protagonizado por Michael B. Jordan (em dose dupla!), chega à plataforma Max a 4 de julho, sem custos adicionais para os subscritores.

Estávamos todos à espera do próximo grande fenómeno pop-cultural no cinema de terror e… ele já chegou.

Um filme de terror com ambição dramática

Ambientado no Mississippi dos anos 1930, Pecadores mistura horror sobrenatural com comentário social e uma atmosfera tão densa quanto o calor do Sul dos Estados Unidos. Michael B. Jordan interpreta dois irmãos gémeos com destinos trágicos e entrelaçados numa narrativa que envolve racismo, religiosidade, violência e… vampiros.

Sim, vampiros. Mas esqueça o glamour à Anne Rice ou a pose romântica de Twilight. Estes são monstros brutais, quase bíblicos, que surgem como metáfora para uma América mergulhada no pecado e na culpa.

Ryan Coogler, depois de reinventar Rocky em Creed e de transformar Black Panther num marco cultural, mostra aqui a sua faceta mais sombria e madura. O resultado? Um thriller elegante, perturbador e cheio de camadas.

Um sucesso nas bilheteiras e nos agregadores

Com uma taxa de aprovação de 97% no Rotten Tomatoes por parte da crítica, e 96% por parte do público, Pecadorestornou-se o filme original mais rentável de 2025 até agora. Em Portugal, já foi visto por mais de 90 mil espectadores — números expressivos para um filme do género.

Mas mais do que números, Pecadores gerou conversa. Há quem o compare a Let the Right One In, outros apontam ecos de Fausto ou até Night of the Hunter. Seja qual for a referência, o consenso é claro: estamos perante um dos primeiros grandes candidatos aos Óscares.

Um elenco de peso

Além de Michael B. Jordan, que mostra aqui o seu melhor trabalho desde Fruitvale Station, o elenco conta ainda com Hailee Steinfeld, Jack O’Connell, Wunmi Mosaku, Delroy Lindo e o jovem estreante Miles Caton — que promete ser uma revelação.

A fotografia de Autumn Durald Arkapaw (de Loki) e a banda sonora gospel-blues também merecem menção especial. Tudo em Pecadores respira cinema de autor, com embalagem de blockbuster

ver também: Santuário: A Série Distópica Que Vai Deixar os Espectadores a Arfar por Respostas

Se não viu Pecadores no cinema, a Max dá-lhe agora uma segunda oportunidade para mergulhar neste filme intenso, estilizado e profundamente original. A partir de 4 de julho, prepare-se para o sangue, a redenção… e talvez algumas lágrimas.

Chi Lewis-Parry Fala Sobre ‘28 Years Later’, Próteses e Epifanias com Cabeças Arrancadas

O gigante ex-lutador que dá corpo (e grito) ao Alpha Samson explica como foi interpretar a criatura mais brutal de 28 Years Later e revela o seu sonho de ser vilão de James Bond.

ver também : O Lado Negro de Stanley Ipkiss: Porque Está na Hora de Dar à Máscara a Reboot que Merece

Chi Lewis-Parry mede 2 metros e tem presença para assustar um exército inteiro, mas foi precisamente isso que levou Danny Boyle a dar-lhe o papel de Samson, o mais temido dos “infectados” em 28 Years Later. E não é só o tamanho que impressiona: Chi trouxe alma, intensidade física (e algumas cicatrizes) ao “rei dos infectados” que arranca cabeças com a espinha ainda agarrada.

“Terrifica-me”, foi o único pedido de Danny Boyle durante o casting. Sem saber o que ia interpretar, Lewis-Parry soltou o seu agora famoso “Samson bellow”. Boyle ficou tão impressionado que lhe deu não só o papel principal como também a voz de outro Alpha.

O Rei Leão (Infectado)

Segundo Chi, Samson é mais do que um monstro brutal. “É o rei. Os outros infectados são como hienas, e ele é o leão.” Há cenas que não chegaram ao corte final, mas o comportamento dos outros infectados ao seu redor deixa claro que ele é uma espécie de líder entre os monstros. O ator chegou mesmo a criar um passado para a criatura: na sua mente, Samson era um homem que se sacrificou para proteger outros, tornando-se o último defensor… ainda que agora seja movido por raiva pura.

Cabeças, Espinhas e uma Cicatriz de Memória

Numa das cenas mais memoráveis do filme, Samson arranca a cabeça de uma vítima com a espinha ainda ligada, como se fosse uma moca medieval. A cena foi filmada num reservatório real, escuro e claustrofóbico. Chi lesionou-se numa perna ao embater num rifle em plena corrida. “Fiquei com uma cicatriz. Nada demais para o Samson, mas doeu.”

O realismo da prótese ajudou ao impacto visual. “Era pesado, por isso tive de usar o quadril como apoio para parecer que ele estava de pé enquanto eu arrancava a cabeça com o outro braço.”

Sim, Aquilo é Prótese (Mas Proporcional)

28 Years Later apresenta os infectados despidos, o que gerou algum burburinho online. O motivo, explica Lewis-Parry, tem razões legais: como Alfie Williams, um dos protagonistas, tinha apenas 13 anos, todas as cenas de nudez tinham de usar próteses. No caso de Samson, o seu “equipamento” gerou manchetes. “Bem, eu tenho 2 metros de altura. Não digo mais nada”, riu-se o ator.

De MMA a Hollywood (e à Porta de James Bond)

Ex-lutador de MMA com 12 anos de carreira, Lewis-Parry tem uma paixão antiga por cinema. Começou como figurante em Harry Potter (foi stand-in para Hagrid) e estreou-se a sério com Pistol, de Danny Boyle. Desde então, o seu percurso levou-o a 28 Years LaterGladiator 2 (onde morre espetado por um rinoceronte!) e ao vindouro The Running Man, de Edgar Wright.

ver também: Sunshine: O Filme de Ficção Científica Que Antecipou o Futuro (E Que o Público Ignorou)

Mas o seu verdadeiro sonho? Ser vilão de James Bond. “Desde 2005 que sonho com isso. Até escrevi no meu caderno: Predator e Bond Villain. E quando estava naquele túnel, a segurar uma cabeça e espinha, percebi: acabei de interpretar o meu próprio Predator. Agora falta o Bond.”

Se depender de físico, presença e dedicação, não faltará muito.

Sunshine: O Filme de Ficção Científica Que Antecipou o Futuro (E Que o Público Ignorou)

☀️ Em pleno Verão de 2007, quando as salas de cinema estavam invadidas por varinhas mágicas (Harry Potter e a Ordem da Fénix) e robôs gigantes (Transformers), estreava um pequeno — mas ambicioso — filme de ficção científica chamado Sunshine. Realizado por Danny Boyle e com um elenco de luxo que incluía Cillian Murphy, Michelle Yeoh, Chris Evans e Hiroyuki Sanada, este thriller espacial era tudo o que a época não pedia… e talvez por isso tenha sido ignorado.

ver também : Jude Law Quase Trocava Oscar por Baionetas: O Dia em Que Quase Entrou em The Patriot

Hoje, com o sucesso estrondoso de Oppenheimer, as vitórias nos Óscares para Murphy e Yeoh, e a iminente estreia de 28 Years Later, está na hora de olhar para Sunshine como ele merece: uma obra intensa, cerebral e visualmente deslumbrante que falhámos redondamente em reconhecer.

Uma Missão Suicida… e Poética

Sunshine apresenta-nos uma missão desesperada: um grupo de astronautas segue rumo ao Sol com o objectivo de o reanimar, lançando uma ogiva nuclear no seu núcleo para salvar a Terra de uma nova era glacial. Um plano tão grandioso quanto insano, servido com a tensão psicológica de 2001: Odisseia no Espaço e o peso filosófico de Solaris. A atmosfera claustrofóbica da nave é digna de Alien, com a tripulação a debater-se com decisões morais, conflitos internos… e um intruso assassino.

Sim, o terceiro acto transforma o drama existencialista num slasher espacial — e foi esse desvio que muitos críticos da altura não perdoaram. Mas a transição é menos abrupta do que parece: a tensão acumulada desde o início implodia inevitavelmente em violência. Se calhar, simplesmente não estávamos preparados.

Visualmente Brilhante (Literalmente)

Com um orçamento modesto para o género, Sunshine continua a impressionar pelos seus efeitos visuais, que capturam com realismo e beleza a ameaça constante do Sol. As imagens do nosso astro-rei a engolir o ecrã são de cortar a respiração, antecipando, de forma quase profética, a icónica sequência de Oppenheimer com Cillian Murphy a encarar o inferno nuclear.

Esse mesmo Murphy entrega aqui uma das suas performances mais contidas e inquietantes, muito antes de se tornar o rosto dos Peaky Blinders e de vencer um Óscar. Ao seu lado, Michelle Yeoh oferece uma presença calorosa mas firme, enquanto Chris Evans, longe do escudo do Capitão América, prova que sabe ser mais do que músculos e sarcasmo. O elenco completa-se com nomes como Rose Byrne, Benedict Wong e Mark Strong — uma galeria de talentos que hoje encheria qualquer cartaz.

O Filme Que Falhámos

A estreia de Sunshine no pico do Verão foi, no mínimo, suicida. Colocá-lo ao lado de blockbusters com brinquedos e feitiçaria foi uma sentença comercial. A sua vida pós-salas também não foi melhor: um lançamento em Blu-ray com falhas técnicas, uma presença quase nula nos serviços de streaming, e uma distribuição que o condenou ao esquecimento.

E, no entanto, Sunshine é um diamante bruto. Uma obra que merece — exige — ser redescoberta. Escrita por Alex Garland (que viria a realizar Ex Machina e Civil War), é uma reflexão madura sobre mortalidade, sacrifício e o lugar do ser humano no cosmos. O seu final, debatido até hoje, é prova de que o filme se arrisca, desafia e mexe com quem o vê.

ver também : O 007 que Nunca Vimos: Danny Boyle e o Roteiro de Bond Enterrado em Moscovo

Uma Segunda Vida à Luz do Sol

Com Danny Boyle a regressar ao terror com 28 Years Later, e com o reconhecimento tardio dos seus actores principais, talvez este seja o momento certo para Sunshine renascer das cinzas. Porque o tempo passa, mas as boas ideias (e os grandes filmes) merecem uma segunda oportunidade de brilhar.

Sunshine – Missão Solar está disponível em streaming para os assinantes do Disney +

Jude Law Quase Trocava Oscar por Baionetas: O Dia em Que Quase Entrou em The Patriot

🎬 E se Jude Law tivesse trocado a sua elegância britânica por um uniforme vermelho e um sotaque maníaco ao serviço do império? Por pouco isso não aconteceu. O galã de olhos claros que nos deu The Talented Mr. Ripley e Cold Mountainesteve mesmo perto de se juntar a Mel Gibson em The Patriot, o épico da Guerra da Independência realizado por Roland Emmerich. E, convenhamos, a história teria sido muito diferente…

ver também : Antes de Conan, Houve Kull: O “Barbaro Esquecido” Que Inspirou Tudo

O Patriota com Sotaque de Oxford?

Em 2000, The Patriot era uma superprodução com cheiro a Oscar e sabor a pipoca. Mel Gibson estava no auge da carreira (antes de… bem, sabermos o que sabemos hoje) e foi pago uns estonteantes 25 milhões de dólares para liderar o filme como Benjamin Martin — uma espécie de Braveheart americano, agricultor de dia e máquina de vingança de noite. Do outro lado da barricada, como o infame coronel britânico William Tavington, entrou Jason Isaacs, hoje conhecido por muitos como Lucius Malfoy, mas que por pouco não ficou sem o papel.

Segundo o próprio Isaacs, numa entrevista recente ao Collider, a produção estava a aguardar resposta de… Jude Law. Sim, o eterno Dickie Greenleaf de Ripley tinha sido o primeiro nome a quem ofereceram o papel do vilão. Durante semanas, o estúdio esperou que Law se decidisse. E, só depois da bênção de Gibson, Law recusou. Isaacs entrou e, com uma gargalhada maquiavélica e muito bigode metafórico, tornou-se num dos vilões mais detestáveis do cinema da época.

O que teria acontecido se Law tivesse dito “sim”?

A pergunta é boa. The Patriot foi filmado antes de The Talented Mr. Ripley estrear e levar Jude Law à sua primeira nomeação ao Óscar. Na altura, era apenas uma aposta promissora, com o charme aristocrático e um talento dramático evidente, mas ainda não a estrela incontornável em que se tornou nos anos seguintes. A presença de Law no papel de Tavington teria provavelmente adicionado uma sofisticação sinistra à personagem. Mas também corria o risco de o colar a papéis de vilão europeu refinado ao serviço de heróis norte-americanos musculados — algo que poderia ter limitado a sua carreira criativa.

Ainda assim, há quem diga que teria sido um passo lógico. Afinal, Heath Ledger, outro actor em ascensão na altura, foi escolhido para interpretar Gabriel, o filho idealista de Mel Gibson. Imaginem só: Ledger e Law, lado a lado, a representar os dois lados de uma guerra — um com caracóis dourados e esperança no olhar, o outro com sotaque cortante e uma baioneta nas costas. Teria sido icónico? Possivelmente. Mas também teria afastado Law de papéis mais subtis e complexos.

Tudo acabou por correr bem (para quase todos)

Jason Isaacs agarrou o papel com unhas e dentes (e dentes afiados, já agora) e ofereceu-nos um vilão absolutamente detestável, como manda a tradição dos filmes de guerra de Hollywood. Jude Law, por sua vez, trocou a guerra de independência americana pela guerra civil americana em Cold Mountain, onde brilhou ao lado de Nicole Kidman e voltou a ser nomeado ao Óscar. E Mel Gibson… bem, o Mel Gibson dessa época já é outra história.

ver também : O 007 que Nunca Vimos: Danny Boyle e o Roteiro de Bond Enterrado em Moscovo

The Patriot continua a ser visto como um dos grandes épicos do início dos anos 2000, ainda que recheado de licenças históricas e com um tom de bandeira ao vento. Mas agora sabemos que, num universo paralelo, esse vilão impiedoso podia ter sido Jude Law, com a sua beleza melancólica a fazer-nos duvidar de que lado deveríamos realmente estar.

O Patriota pode ser visto em streaming no Netflix e no Prime Video, e pode ser alugado no AppleTV

O 007 que Nunca Vimos: Danny Boyle e o Roteiro de Bond Enterrado em Moscovo

🎬 O que aconteceria se Danny Boyle tivesse feito um filme de James Bond? A pergunta paira no ar desde 2018, quando o aclamado realizador britânico abandonou repentinamente a cadeira de realizador do 25.º filme da saga, aquele que viria a ser No Time To Die. Agora, com 28 Years Later nos cinemas e Boyle de novo em destaque, o cineasta revela a sua “única” grande mágoa: o filme de 007 que nunca viu a luz do dia.

Ver também : Antes de Conan, Houve Kull: O “Barbaro Esquecido” Que Inspirou Tudo

Um 007… na Rússia?

Segundo o próprio Danny Boyle, a visão que tinha para o espião britânico não era menos do que ousada — e, ironicamente, seria extremamente relevante nos dias que correm. A ideia, concebida em parceria com o argumentista John Hodge (TrainspottingA Praia), passava por levar Bond de volta às suas origens soviéticas, com um enredo passado integralmente na Rússia contemporânea.

“Aquilo era bom. Era mesmo bom. John Hodge escreveu um argumento excelente”, lamenta Boyle. “Mas eles [os produtores] perderam a confiança.”

Sim, a visão de Boyle e Hodge pretendia afastar-se do formato tradicional da saga — algo que, segundo o próprio realizador, os responsáveis da franquia dizem querer… até realmente o verem. “Querem originalidade, mas não demasiada”, atira.

Uma Separação por “Diferenças Criativas”

Em 2018, quando o projecto ainda era envolto em segredo, foi oficialmente anunciado que Boyle tinha abandonado o filme por “diferenças criativas”. Só mais tarde ficámos a saber que não era uma diferença qualquer — era um desacordo fundamental sobre o que James Bond deve ou não ser.

Boyle não quis abrir mão do argumento de Hodge, nem sacrificar a liberdade artística em nome da fórmula da saga. “Tenho uma relação muito intensa e leal com o John. E eu não ia mudar isso”, explicou.

No fim, o filme acabou por ser entregue a Cary Joji Fukunaga (True DetectiveBeasts of No Nation), com No Time To Diea ser lançado em 2021 como o adeus de Daniel Craig ao papel. E sim, é um filme sólido… mas agora não conseguimos parar de imaginar aquele Bond exilado em Moscovo, a revisitar o seu passado, envolto numa atmosfera fria, melancólica e possivelmente politicamente explosiva.

Será que ainda vamos ver o Bond de Boyle?

Provavelmente não. “Esse navio já partiu”, afirmou o realizador de Slumdog Millionaire. A não ser que os estúdios queiram escavar esse guião “perdido” e, quem sabe, explorar outras narrativas fora da linha principal da saga. Afinal, com a Amazon a assumir agora o controlo criativo do franchise após décadas de domínio de Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, tudo parece estar em cima da mesa… e essa instabilidade talvez seja o melhor argumento possível para uma ideia realmente arrojada.

Quem será o próximo 007?

Com Daniel Craig oficialmente reformado e os rumores a multiplicarem-se mais depressa que martinis batidos (não mexidos), nomes como Aaron Taylor-Johnson, Idris Elba, Tom Hardy e James Norton continuam na roleta do possível novo Bond. Pierce Brosnan já disse que o próximo deveria ser “obrigatoriamente britânico” — esquecendo-se, claro, que ele próprio é irlandês e que George Lazenby era australiano.

ver também : Seth Rogen e a Audição de Gigli Que Quase “Lhe Acabava a Carreira” 🤯

O que é certo é que, seja quem for o escolhido, vai herdar não só um smoking e uma Walther PPK, mas também a sombra de um filme alternativo que poderia ter reescrito as regras — e que, pelas palavras de Danny Boyle, merecia mesmo ter sido feito.

Antes de Conan, Houve Kull: O “Barbaro Esquecido” Que Inspirou Tudo

Muito antes de Arnold brandir a espada como Conan, já havia um rei bárbaro com machado em punho a abrir caminho no imaginário de Robert E. Howard. O seu nome? Kull. E em 1997, esse nome regressou dos confins da história mítica para as prateleiras das videoclubes, com Kevin Sorbo a encarnar a versão cinematográfica de Kull: The Conqueror, um “primo espiritual” dos filmes de Conan que a maioria dos fãs já esqueceu — ou talvez nunca tenha conhecido.

ver também: Seth Rogen e a Audição de Gigli Que Quase “Lhe Acabava a Carreira” 🤯

O irmão mais velho de Conan… mas no ecrã só apareceu depois

Kull, tal como Conan, nasceu da pena de Howard, mas cronologicamente é o antepassado do Cimeriano. Viveu na Thurian Age, a era que precede a catástrofe que daria origem à famosa Hyborian Age — o palco das aventuras de Conan. No entanto, o que poucos sabem é que o próprio Kull foi a semente original do mito que depois se tornaria Conan. A história “By This Axe, I Rule!” foi a base de “The Phoenix on the Sword”, o primeiro conto de Conan. Ou seja, sem Kull, não haveria Conan.

Kevin Sorbo, cabelo preto e machado: os ingredientes dos anos 90

Conhecido por dar vida a Hércules na televisão, Kevin Sorbo era, nos anos 90, sinónimo de mitologia em tronco nu. Quando os produtores de Conan perceberam que Schwarzenegger não voltaria à espada e ao escudo, viraram-se para outra criação de Howard: Kull.

Sorbo, de cabelo preto e franja rigorosa, empunha um machado e enfrenta feiticeiras demoníacas, cidades em ruínas e bandas sonoras de guitarras eléctricas dignas de um álbum de heavy metal. Rodado na Eslováquia, Kull: The Conquerormistura o kitsch encantador da sua época com sequências de acção generosas e uma reviravolta de adivinha no final que, sejamos honestos, parece saída de um RPG de mesa dos anos 80.

Infelizmente, apesar de estrear nos cinemas, o filme acabou por ter vida longa (e mais feliz) em VHS, tornando-se uma espécie de clássico de culto entre fãs de fantasia musculada e fãs de Robert E. Howard.

Kull vs. Conan: não é só o nome que muda

Embora ambos sejam guerreiros indomáveis, há diferenças significativas nas suas origens e personalidades. Kull é Atlante, com raízes numa civilização perdida e refinada; Conan é tribal, mais bruto e instintivo. Kull é introspectivo, quase filosófico. Conan é puro instinto. Onde um pondera, o outro esmaga. São dois lados da mesma moeda bárbara.

Um legado que ficou nas sombras

Enquanto Conan conquistava o mundo com a força de Schwarzenegger e frases como “Crush your enemies!”, Kull teve de se contentar com o estatuto de “primo afastado”. Mas há mérito em Kull: The Conqueror. É um relicário da estética noventista, com espadas, monstros, e uma sinceridade quase comovente no seu exagero.

ver também : Kenneth Branagh Diz Que Jodie Comer é “a Nova Meryl Streep”. Será?

Se o teu coração bate mais rápido ao som de uma banda sonora sinfónica acompanhada por um grito de guerra num desfiladeiro rochoso… então talvez seja hora de redescobrires Kull. Porque antes de Conan esmagar crânios, Kull já dominava reinos.

J.K. Rowling Promete Episódios “SO, SO, SO GOOD” na Nova Série de Harry Potter da HBO 📚🪄

A autora trabalhou de perto com os argumentistas e já leu os dois primeiros episódios: “São fantásticos!”

A polémica continua a pairar sobre J.K. Rowling como um feitiço que ninguém consegue dissipar. Mas, para os fãs mais leais da saga Harry Potter, a autora deixou uma mensagem entusiasmante: os dois primeiros episódios da nova série da HBO estão prontos… e são mágicos.

ver também : O Regresso Inesperado de “The Tomorrow War”: O Blockbuster de Chris Pratt Que Voltou à Vida no Streaming

Num post recente no X (antigo Twitter), Rowling escreveu:

“Li os dois primeiros episódios da próxima série de Harry Potter na HBO e são TÃO, TÃO, TÃO BONS!”

Apesar de não estar a escrever os episódios, a autora confirmou que trabalhou “de perto com os escritores”, colaborando no desenvolvimento da adaptação que irá recontar, ao longo de várias temporadas, os sete livros originais da saga. A estreia está prevista para 2026, com as filmagens a começarem este verão.

Uma autora no centro da criação… e da controvérsia

J.K. Rowling será produtora executiva da série, através da sua produtora Brontë Film and TV. E, como revelou Casey Bloys, CEO da HBO, a sua presença criativa não é novidade:

“Temos estado em parceria com a J.K. há 25 anos. Já temos outra série com ela na HBO, C.B. Strike, produzida com a BBC.”

Quanto às polémicas declarações públicas da autora sobre a comunidade trans, Bloys respondeu de forma pragmática:

“São visões pessoais e políticas. Ela tem direito a tê-las. Harry Potter não está secretamente a ser ‘infundido’ com nada.”

Acrescentou ainda que o foco da HBO é “o que aparece no ecrã”, sublinhando que a mensagem da saga continua a ser “positiva, afirmativa e sobre amor e auto-aceitação”.

Fãs divididos: boicote vs. expectativa

A reacção dos fãs tem sido mista. Por um lado, há quem esteja a boicotar a série em protesto pelas declarações anti-trans da autora. Por outro, muitos continuam entusiasmados com a promessa de uma adaptação mais fiel aos livros do que os filmes originais, com espaço para explorar personagens e eventos esquecidos no grande ecrã.

Um detalhe curioso é que Paapa Essiedu (I May Destroy You) foi anunciado como o novo Professor Snape, o que levantou ainda mais discussões: o actor é um dos signatários de uma carta pública a exigir que a indústria televisiva do Reino Unido se distancie de Rowling devido às suas posições sobre identidade de género.

Um novo capítulo (literalmente)

A nova série de Harry Potter promete mergulhar de forma aprofundada em cada um dos livros, com temporadas dedicadas a cada volume. O objectivo da HBO é claro: recuperar o espírito original da saga, conquistar uma nova geração e agradar aos fãs de longa data.

ver também : Liam Neeson de Pistola na Mão e Cara Séria: Será Este o Regresso Triunfal da Comédia Nonsense?

Liam Neeson de Pistola na Mão e Cara Séria: Será Este o Regresso Triunfal da Comédia Nonsense?

“The Naked Gun” regressa em 2025 e promete salvar o humor das garras dos super-heróis

🎬 A comédia clássica está de volta e vem equipada com… Liam Neeson? Sim, leu bem. O novo filme da saga The Naked Gun estreia em 2025 com a promessa de recuperar o género slapstick — aquela comédia frenética, absurda e felizmente desprovida de sentido — que Hollywood andava a ignorar há anos. E, com Seth MacFarlane a produzir e Akiva Schaffer na realização, os ingredientes estão todos lá para um verdadeiro renascimento do riso à antiga.

ver também : Do Terror ao Respeito: Como Jaws Mudou o Cinema de Tubarões Para Sempre

Liam Neeson: de vingador implacável a polícia trapalhão

Escolher Liam Neeson para substituir o lendário Leslie Nielsen no papel de Frank Drebin pode parecer uma jogada arriscada… até percebermos que funciona na perfeição. Tal como Nielsen, Neeson tem uma presença séria e intensa, o que, num contexto cómico totalmente absurdo, só amplifica o efeito. A comédia, como bem sabemos, é muitas vezes mais eficaz quando o intérprete se leva demasiado a sério.

Este casting, felizmente, foge da solução-preguiça que seria atirar Ryan Reynolds ou Dwayne Johnson para o papel. Aqui, não queremos piadolas meta nem heróis musculados. Queremos quedas aparatosas, trocadilhos vergonhosos e humor de casa-de-banho servido com um sorriso largo e sem pudores.

Uma herança de disparates — e muito orgulho nisso

A primeira trilogia The Naked Gun, saída da mente dos ZAZ (Zucker, Abrahams e Zucker), foi um verdadeiro festival de disparates — e ainda hoje se vê em modo culto nas televisões de todo o mundo. Akiva Schaffer, um dos cérebros por detrás dos The Lonely Island (PopstarHot Rod), sabe exactamente o que está a fazer: construir uma máquina de piadas imparáveis, com humor físico, visuais parvos e piadas que funcionam em várias camadas (umas mais sofisticadas, outras mais ao nível do chão da casa de banho).

Tudo indica que esta sequela/homenagem não vai tentar reinventar a roda. Vai, sim, pegar na roda, atirá-la pela janela e rir-se do estrondo.

A comédia precisa disto — urgentemente

Em tempos, o género da comédia dominava o box office com filmes como Três Homens e um Bebé ou O Professor Chanfrado. Hoje, está encurralado entre mega-produções com super-heróis que atiram piadas secas a meio de explosões CGI e filmes indie fofinhos que ninguém viu.

Comédias grandes, com orçamento razoável, actores de peso e vontade de fazer rir? São espécie em vias de extinção. E The Naked Gun pode ser o impulso necessário para restaurar esse equilíbrio perdido — com gargalhadas barulhentas e um bom par de piadas infantis à mistura.

Pamela Anderson no papel de Priscilla Presley?

Outro detalhe delicioso: Pamela Anderson entra no filme. À primeira vista pode parecer um toque de casting insólito, mas se pensarmos que no original tínhamos Priscilla Presley — outra figura mais conhecida pelos tablóides que pelo cinema — tudo encaixa. Mais um aceno inteligente à estrutura original da saga, e mais uma oportunidade para brincar com o absurdo da fama.

🎥 The Naked Gun, com estreia prevista para 2025, pode parecer uma anomalia num calendário recheado de sequelas de super-heróis e épicos distópicos. Mas talvez seja exactamente isso que nos falta: uma comédia sem vergonha de ser parva, onde cada minuto é uma oportunidade para tropeçar e rir.

ver também : Só Pode Haver Um: Russell Crowe Junta-se a Henry Cavill no Remake de “Highlander”

Que venham os disparates. Hollywood está a precisar. Nós também.

Do Terror ao Respeito: Como Jaws Mudou o Cinema de Tubarões Para Sempre

50 anos depois, ainda vivemos na sombra do maior predador do grande ecrã

Em 1975, Steven Spielberg lançou um filme que não só redefiniu o conceito de blockbuster como reescreveu as regras do medo no cinema: Jaws (Tubarão, na versão portuguesa). Meio século depois, ainda estamos a tentar sair da água. Mas o impacto do filme não se resume a banhos evitados. Desde o primeiro mergulho sangrento até às abordagens mais conscientes dos dias de hoje, o cinema de tubarões — ou “sharksploitation”, como lhe chamam lá fora — tem sido uma batalha constante entre o terror, a exploração e a redenção.

Antes de Spielberg: o tubarão como bicho mitológico

Muito antes de Spielberg, já tubarões nadavam pelas telas. Em 1936, o filme australiano White Death colocava o escritor Zane Grey numa “caçada” ao grande tubarão branco. Mal feito, mal recebido, mas com muitos elementos que iriam definir o subgénero: caça ao predador, sensacionalismo e um certo desrespeito pela vida marinha. Este padrão manteve-se em documentários como The Silent World (1956), onde Jacques Cousteau e a sua equipa matavam tubarões “para fins científicos”, com harpas e ganchos. Ganhou a Palma de Ouro, sim — mas hoje essas cenas são difíceis de engolir.

A Mordidela que Mudou Tudo

E depois veio Jaws. A fusão perfeita entre suspense hitchcockiano e terror naturalista. Criou o arquétipo do tubarão assassino, amplificou o medo do desconhecido e — sem querer — lançou uma histeria global contra os tubarões, com impacto real na sua preservação.

No entanto, Jaws também impulsionou uma era dourada de “filmes de ataque animal”: GrizzlyOrcaPiranhaAlligator… e claro, as sequelas de Jaws, cada uma pior do que a anterior. Mas o dano já estava feito: os tubarões, no cinema, eram os vilões perfeitos. Mortais, misteriosos e sem remorsos.

Entre Exploração e Evolução

Os anos 70 e 80 viram uma série de filmes onde o espetáculo superava a ética. Shark! (1969), Mako: Jaws of Death(1976), Tintorera (1977)… Filmes que matavam tubarões em frente à câmara em nome da arte e da bilheteira. Em alguns casos, matavam até tartarugas e raias.

Mas aos poucos, a maré começou a mudar. Em 1999, Deep Blue Sea trouxe o CGI à mistura e subverteu algumas regras — incluindo a sobrevivência inesperada de um protagonista negro, o que era raro em thrillers da época. Já Open Water(2003), feito com orçamentos mínimos e tubarões reais, trocou os efeitos especiais por realismo puro — e uma mensagem clara: os tubarões não são monstros, são apenas… tubarões.

De Monstros a Metáforas

Nos últimos 20 anos, o cinema tem feito as pazes com os predadores do mar. Filmes como The Reef (2010), The Shallows(2016), 47 Meters Down (2017) ou Under Paris (2024) mostram tubarões como ameaças, sim, mas também como vítimas do desequilíbrio ambiental causado por nós.

E há espaço para o disparate: Sharknado e The Meg transformaram o absurdo em espetáculo. Entre tornados de tubarões e tubarões gigantes geneticamente modificados, a lição parece ser que o cinema já não precisa de respeitar as leis da natureza para entreter — mas começa, finalmente, a respeitar os próprios animais.

O Legado de Spielberg e o Futuro da Barbatana

Hoje, muitos dos envolvidos em Jaws — como o autor Peter Benchley e os operadores subaquáticos Valerie e Ron Taylor — assumem que o impacto do filme foi, involuntariamente, negativo para os tubarões. Todos eles dedicaram as suas vidas posteriores à sua conservação.

Mas talvez o maior legado de Jaws seja este: ter despertado não só o medo, mas também a curiosidade. Ao longo dos anos, cineastas, cientistas e mergulhadores têm vindo a reequilibrar essa narrativa. E se os tubarões continuam a ser temidos no ecrã, também começam, finalmente, a ser compreendidos.

O cinema de tubarões nasceu da exploração, foi dominado pelo horror, mas talvez, só talvez, esteja a chegar à redenção.

Só Pode Haver Um: Russell Crowe Junta-se a Henry Cavill no Remake de “Highlander”

Chad Stahelski (John Wick) reinventa o clássico dos anos 80 com duas estrelas imortais

Preparem as espadas e o vosso melhor sotaque escocês fingido: Highlander está de volta — com um elenco de peso e uma ambição que grita “blockbuster”. A nova versão do clássico de 1986 vai ser realizada por Chad Stahelski, o mestre de coreografias mortais da saga John Wick, e já sabíamos que Henry Cavill seria o novo imortal de serviço. Agora, entra em cena Russell Crowe, que promete dar uma nova vida ao papel que foi de Sean Connery.

ver também: De Wakanda a Gotham: Os Filmes de Super-Heróis Que Vão Dominar o Verão na STAR 💥🦸‍♀️🦇

Sim, o próprio Maximus, General das Legiões de Roma, a ensinar Cavill como sobreviver durante séculos a fio com uma espada em punho.

O Regresso de Uma Lenda

Para quem ainda não teve o prazer de ver o original (sacrilégio!), Highlander (1986) foi um fenómeno cult. Uma fantasia de ação violenta e barroca onde imortais andam pelo mundo, escondidos entre nós, em batalhas até à morte – ou melhor, até à “decapitação”. No centro, estava Connor MacLeod, um escocês nascido no século XVI, interpretado pelo francês Christopher Lambert, e o seu mentor: Juan Sánchez Villa-Lobos Ramírez, um imortal egípcio com sotaque escocês… porque era o lendário Sean Connery. Lógica? Nenhuma. Carisma? A rodos.

Agora, em 2025, Cavill assume o papel principal — tudo indica que será uma nova versão de MacLeod — e Crowe será o seu mestre. Ainda não se sabe se manterão os nomes originais ou se Stahelski vai reinventar a narrativa, mas a estrutura parece seguir a fórmula consagrada: imortais à luta por um misterioso “Prémio”, através dos séculos, até só restar um.

A Visão de Stahelski

O realizador Chad Stahelski prometeu um filme que respeita o espírito do original, mas que o moderniza. E se há alguém que sabe filmar duelos coreografados e violência estilizada com classe, é ele. Depois de quatro John Wick e com um toque quase poético nas cenas de combate, é fácil imaginar as lutas de espada em Highlander com um novo brilho — especialmente se mantiverem a mística da trilha sonora de Queen, como muitos fãs esperam.

Henry Cavill, por seu lado, já provou o seu amor pelo material geek: foi um Geralt competente em The Witcher, um Superman honroso e um vilão de bigode em Missão: Impossível. Aqui, terá de equilibrar gravitas milenar com acrobacias mortais, e se alguém consegue isso com charme e uma camisola justa, é ele.

Crowe: o novo Connery?

A escolha de Russell Crowe para o papel do mentor é, ao mesmo tempo, óbvia e brilhante. O actor neozelandês tem a intensidade, a imponência e o humor seco necessários para um imortal que já viu tudo e mais alguma coisa. A expectativa é que traga mais camadas ao papel, talvez com menos eyeliner do que Connery, mas com o mesmo peso dramático e charme intempestivo.

Uma Nova Era para os Imortais?

Ainda sem data de estreia, o projeto está finalmente a ganhar forma concreta depois de anos de desenvolvimento lento. Highlander é uma franquia com enorme potencial e um culto fervoroso, e esta nova versão poderá ser a oportunidade para reviver — e expandir — o universo de forma épica, como Stahelski já prometeu em entrevistas. E quem sabe? Talvez venham aí sequelas, spin-offs e até séries.

ver também : Um Verão de Documentários no National Geographic: Tubarões, Tráfico e Tempestades

Seja qual for o resultado, uma coisa é certa: em 2026, só pode haver um… filme de ação com espadas, trovões e caras conhecidas a cortar cabeças com estilo.

Um Verão de Documentários no National Geographic: Tubarões, Tráfico e Tempestades

De “Sharkfest” a “Katrina”, o mês de julho promete emoção, ciência e reflexão

Se há canal que nunca deixa os fãs de documentários desiludidos, é o National Geographic – e este julho de 2025 traz-nos um alinhamento verdadeiramente irresistível. Da ação nos oceanos ao colapso humano durante catástrofes naturais, passando por redes criminosas globais, há de tudo um pouco. Junta-se ainda o sempre selvagem National Geographic Wild, com cobras venenosas e tubarões canibais prontos para desafiar a sanidade do sofá. Preparados?

ver também : “Superman” de James Gunn Pode Começar a Nova Era da DC com Estreia de Fazer Corar os Vingadores 🦸‍♂️💥

Sharkfest no National Geographic Wild 🦈

Julho é sinónimo de Sharkfest, o tradicional mergulho do canal NG Wild no mundo dos tubarões – e este ano o cardume é de peso. Desde o dia 6 de julho, aos domingos à tarde, temos estreias semanais como:

  • “Sharks of the North” – investiga o surpreendente aumento de tubarões-brancos na costa do Canadá.
  • “When Sharks Attack… And Why?” – tenta perceber por que razão um tubarão pacato decidiu começar a atacar surfistas na Austrália.
  • “Sharks Up Close with Bertie Gregory” – sim, sem jaula, porque o medo é para fracos.
  • “Perfect Predator” – uma ode evolutiva aos tubarões enquanto máquinas perfeitas de caça.
  • “Cannibal Sharks” – sim, é mesmo o que parece: tubarões a comerem-se uns aos outros .

Para quem aprecia o género “é horrível, mas não consigo parar de ver”, há ainda o especial Wild Venom, com cobras que cospem veneno para os olhos dos tratadores, rãs tóxicas e predadores armados com toxinas, a serem analisados com o rigor científico que tanto nos apaixona .

“50 Anos de Tubarão”: Steven Spielberg conta tudo 🎬

Cinquenta anos depois da estreia que mudou para sempre o cinema, o National Geographic lança “50 Anos de Tubarão: A História Definitiva”, com depoimentos do próprio Steven Spielberg. A estreia está marcada para 14 de julho às 22h10.

Não é apenas sobre o tubarão mecânico mais teimoso da história de Hollywood – este documentário mergulha na criação do primeiro blockbuster de sempre, nas suas repercussões culturais e até no impacto na conservação marinha .

O inferno depois da tempestade: “Furacão Katrina: Corrida Contra o Tempo” 🌪️

A 28 de julho, o canal estreia “Furacão Katrina: Corrida Contra o Tempo”, uma análise crua e necessária ao que falhou após uma das maiores tragédias naturais dos EUA. Não é só o desastre meteorológico que nos confronta – é o desastre humano. A série expõe como desigualdades raciais e falhas estruturais agravaram o sofrimento de milhares. Um documentário essencial para quem quer entender o lado negro das tragédias contemporâneas .

Mariana Van Zeller regressa com “Na Rota do Tráfico” 💼💉

A jornalista portuguesa Mariana Van Zeller está de volta com a 2.ª temporada de “Na Rota do Tráfico: Submundos”, a partir de 19 de julho às 22h30. A série continua a explorar os mercados negros mais perigosos do mundo. O episódio de estreia leva-nos ao sinistro mundo da cirurgia plástica clandestina – onde vaidade, desespero e crime organizado se entrelaçam de forma assustadora .

Vida extrema em “Ilha Sem Lei” ❄️

Para quem gosta de ver o ser humano no limite da sobrevivência, a 7.ª temporada de “Ilha Sem Lei” estreia a 4 de julho. Seguimos os habitantes de Port Protection, no Alasca, que lutam contra um inverno implacável e desafios que fariam Bear Grylls chorar .

ver também : A Família Mais Embaraçosa do Cinema Está de Volta:Meet the Parents 4  Chega em 2026 — Com Owen Wilson e Ariana Grande

Seja com o zumbido de uma mamba-negra ou o rugido de um furacão a caminho, julho será um mês imperdível para quem vibra com o real. E como o Clube de Cinema também se deixa fascinar por boas histórias do mundo real, estes documentários são um convite irrecusável à reflexão e à emoção.

Peter Dinklage É o Herói Mais Improvável do Ano em The Toxic Avenger 🧼🩸

Preparem-se para o caos mais grotesco e sangrento do verão: Peter Dinklage está irreconhecível (e imparável) como o anti-herói mutante Toxie, no aguardado reboot de The Toxic Avenger. O trailer oficial acaba de ser revelado e traz tudo aquilo que os fãs da Troma esperam: violência estilizada, humor negro… e muito líquido corporal não identificado.

ver também : Revólveres, Salões e Lendas: O Western Está de Volta no STAR Movies — e Há Muito Pó para Levantar 🤠🔥

De zelador a monstro (mais ou menos) justiceiro

Neste novo capítulo da franquia cult, Dinklage interpreta Winston, um simples zelador que perde a esposa e vê-se a cuidar sozinho do enteado. Um homem comum, frágil, até covarde, que não quer saber dos problemas dos outros. Mas isso muda — e de forma radical — quando um incidente químico o transforma numa aberração superpoderosa.

O resultado? Um herói deformado, conhecido agora como Toxie, que decide enfrentar o mal com as próprias mãos… ou melhor, com tudo o que tiver à mão. O trailer mostra um Toxie relutante, mas brutalmente eficiente, que deixa atrás de si um rasto de corpos e membros espalhados. Há motivações emocionais, sim — mas não esperem sentimentalismo.

Elenco de luxo num banho de sangue

Além de Peter Dinklage no papel principal, o filme conta com um elenco de luxo e deliciosamente improvável:

  • Kevin Bacon como o vilão de serviço
  • Elijah Wood, de novo com um visual que promete pesadelos
  • Jacob Tremblay, como o enteado de Winston
  • Taylour PaigeSarah Niles, e Julia Davis, entre outros

Este não é o típico filme de super-heróis: é uma carta de amor (ácido) ao cinema B, à violência camp, e ao politicamente incorreto que a produtora Troma sempre celebrou.

Uma nova era para um clássico (muito) underground

O original The Toxic Avenger (1984) tornou-se um clássico de culto, com múltiplas sequelas e até uma série animada (!). Esta nova versão, realizada por Macon Blair, mantém o espírito anárquico do original mas com um orçamento visivelmente mais generoso e um elenco de fazer inveja a qualquer blockbuster da Marvel.

Importa ainda referir: o filme será “unrated”, ou seja, sem classificação etária nos EUA — o que normalmente equivale a liberdade total para o gore e a insanidade visual.

ver também : “Nuremberg”: Russell Crowe Enfrenta o Passado Nazi num Thriller Histórico com Rami Malek e Michael Shannon

Estreia Internacional nos cinemas: 25 de agosto

Se achas que já viste todos os tipos de super-heróis possíveis… pensa outra vez. The Toxic Avenger promete ser o filme mais insano, divertido e grotescamente catártico do verão. E com Peter Dinklage à frente, é bom que os vilões (e o bom gosto) se preparem para levar uma valente esfregadela.

Glenn Close e Billy Porter Juntam-se à Nova Fogueira de Panem em “Amanhecer na Ceifa” 🔥🎬

A arena volta a encher-se — não só de sangue, mas de estrelas. O elenco do aguardado “Amanhecer na Ceifa”, o novo capítulo cinematográfico da saga Hunger Games, acaba de ficar ainda mais impressionante com a confirmação de dois pesos pesados: Glenn Close e Billy Porter. A estreia está marcada para 20 de novembro de 2026, e promete incendiar as bilheteiras.

ver também : “O Teorema de Marguerite”: Quando a Matemática Colide com a Emoção, Só no TVCine

Novos nomes, velhos jogos

Com o regresso de Francis Lawrence à realização, “Amanhecer na Ceifa” traz-nos um novo olhar sobre os lendários Jogos da Fome, desta vez na 50.ª edição dos jogos — o temido Segundo Massacre Quaternário, onde 48 tributos (o dobro do habitual) são lançados na arena.

É nesta carnificina institucionalizada que entram Glenn Close e Billy Porter:

  • Glenn Close será Drusilla Sickle, uma acompanhante dos tributos do Distrito 12 conhecida pela sua crueldade — uma espécie de Effie Trinket sem verniz de boas maneiras. Uma figura enigmática que, ao que tudo indica, terá um papel mais sombrio e ativo na manipulação psicológica dos jovens tributos.
  • Billy Porter interpreta Magno Stift, ex-marido de Drusilla e um estilista de tributos em crise criativa, que promete adicionar à trama um toque de sarcasmo, drama e, quem sabe, redenção. A personagem deverá servir de contraste ao tom pesado da história — mas com a acidez que só Porter sabe entregar.

Um elenco de fazer inveja ao Capitólio

Para além de Close e Porter, o elenco reúne alguns dos nomes mais empolgantes da atualidade: Joseph Zada, Whitney Peak, Mckenna Grace, Jesse Plemons, Kelvin Harrison Jr., Maya Hawke, Lili Taylor, Ben Wang, Ralph Fiennes, Elle Fanning e o recém-premiado com Óscar Kieran Culkin.

Com este leque, “Amanhecer na Ceifa” posiciona-se como um dos filmes mais aguardados de 2026 — não só por continuar a saga, mas por oferecer um novo ângulo e novas camadas a um universo distópico que ainda tem muito para dizer.

Haymitch, antes do vício e do sarcasmo

O enredo vai centrar-se em Haymitch Abernathy, o tributo do Distrito 12 que vence esta edição — com apenas 16 anos. Este é o mesmo Haymitch que seria depois mentor de Katniss Everdeen (interpretada por Jennifer Lawrence) e Peeta Mellark, nos filmes anteriores, e que ficou imortalizado pela interpretação de Woody Harrelson.

“Amanhecer na Ceifa” irá mostrar a origem traumática e brutal desse Haymitch cínico e alcoólico, oferecendo uma perspetiva mais crua sobre os efeitos reais da violência ritualizada imposta por Panem.

Um mundo em expansão… e reflexão

A saga Hunger Games, criada por Suzanne Collins, começou como trilogia literária (2008-2010), mas ganhou nova vida com as prequelas. Depois de A Balada dos Pássaros e das Serpentes (adaptada ao cinema em 2023), Collins voltou em 2024 com “Amanhecer na Ceifa”, uma prequela que aprofunda ainda mais os horrores do sistema político de Panem.

E se há coisa que esta saga nos ensinou é que, por detrás das flechas e das explosões, há sempre uma crítica feroz à desigualdade, à espetacularização da dor e ao controlo do poder através do medo.

Contagem decrescente para o regresso à arena

Com estreia marcada para 20 de novembro de 2026, “Amanhecer na Ceifa” será o sexto filme da saga “Hunger Games”, e um novo capítulo onde a esperança terá, mais uma vez, de lutar pela sobrevivência.

ver também : “Ironheart”: A Nova Série da Marvel Que Vai Derreter o Aço do Disney+ 🦾🔥

Prepara-te: a ceifa recomeça. E desta vez, com Glenn Close e Billy Porter no jogo, ninguém vai querer sair da sala de cinema vivo.

“O Teorema de Marguerite”: Quando a Matemática Colide com a Emoção, Só no TVCine 📐❤️

Estreia já este domingo, 22 de junho, às 22h, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+, um dos filmes franceses mais sensíveis e inesperados do último ano: “O Teorema de Marguerite”, protagonizado por uma magnética Ella Rumpf, vencedora do Prémio César de Revelação.

Mas desengane-se quem espera um drama académico cinzento ou uma aula de cálculo com lágrimas à mistura. Este filme é muito mais do que isso: é uma viagem emocional de autodescoberta, uma metáfora poderosa sobre fracasso, reinvenção e as infinitas equações da identidade.

ver também : “Bruno Reidal”: Um Retrato Sombrio da Mente de um Assassino Chega ao Filmin 🧠

A fórmula desfeita

Marguerite é uma jovem brilhante, a única mulher no competitivo curso de Matemática da prestigiada École Normale Supérieure. Durante anos, dedicou-se obsessivamente à sua tese, perseguindo o rigor da lógica e da perfeição. Mas no dia da defesa, a tragédia académica acontece: descobre um erro fatal no seu trabalho.

O que fazer quando a equação da tua vida se desfaz diante dos teus olhos?

Num gesto impulsivo, abandona tudo — a escola, os estudos, o passado — e mergulha no mundo real, longe das provas matemáticas, mas mais próxima de si mesma. É nesse mundo de incertezas que encontra a jovem Léa, novas experiências, novos desejos e a liberdade de explorar o desconhecido.


Matemática e emoções: um teorema invulgar

Realizado por Anna Novion (Rendez-vous à Kiruna), o filme surpreende pela delicadeza com que trata temas como o fracasso, a solidão feminina em ambientes dominados por homens, o despertar da sexualidade e a importância de redefinir o sucesso. A realizadora trabalhou lado a lado com a matemática francesa Ariane Mézard para garantir o rigor da componente científica, mas é no lado humano que o filme realmente brilha.

Não é comum ver um filme que consegue unir a lógica da matemática com o caos das emoções — e ainda menos comum é fazê-lo com tanta elegância e empatia.

Um elenco com brilho próprio

Ella Rumpf, já conhecida pelo seu desempenho intenso em Raw, entrega aqui uma performance contida, sensível e fascinante. Marguerite é tanto uma mente genial como uma alma em construção — e Rumpf capta essa dualidade com precisão comovente. O elenco inclui ainda Jean-Pierre DarroussinClotilde CourauJulien Frison e Sonia Bonny, num conjunto harmonioso que sustenta a complexidade emocional da história.

ver também : The Bear” está de volta: Temporada 4 chega ao Disney+ com mais drama, caos e perfeição culinária 🍽️🔥

📺 Canal: Exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+

Se és fã de cinema europeu com coração e cérebro, “O Teorema de Marguerite” é obrigatório. Uma história sobre crescer, falhar, amar e… reencontrar a equação certa para viver.

Daniela Ruah e Joaquim de Almeida São os Novos Rostos do Tribeca Festival Lisboa 2025 🎬🇵🇹

Tribeca Festival Lisboa está de regresso à capital com uma nova energia — e com dois embaixadores que dispensam apresentações. Daniela Ruah e Joaquim de Almeida vão dar cara e voz à edição de 2025 do festival internacional que, de 30 de outubro a 1 de novembro, promete transformar Lisboa no epicentro do cinema, da criatividade e do storytelling global.

ver também: Clássicos de Kung Fu com Rosto Novo? China Lança Projeto Ambicioso de Remakes com Inteligência Artificial 🤖🥋

O anúncio foi feito esta semana no TUMO Lisboa, num evento que revelou não só os novos embaixadores, mas também uma estratégia renovada de bilheteira, novos curadores e uma clara ambição: tornar o Tribeca numa plataforma mais acessível, mais diversa e mais próxima do público.

“É disto que precisamos em Portugal”

Foi com entusiasmo que Daniela Ruah aceitou o convite para representar o festival. “É disto que precisamos em Portugal: de plataformas que liguem criadores, ideias e novas perspetivas ao resto do mundo”, afirmou a atriz de NCIS: Los Angeles, sublinhando a importância de criar pontes entre o talento nacional e as grandes narrativas globais.

Já Joaquim de Almeida, uma referência incontornável do cinema português e internacional, destacou o poder do festival como catalisador de mudança: “É um privilégio fazer parte de um festival que acredita no poder transformador do storytelling e que quer desafiar a indústria a olhar mais longe e de forma mais profunda.”

Curadoria com selo nacional

A nova equipa curatorial do Tribeca Festival Lisboa conta com nomes sólidos da cultura portuguesa: Patrícia Vasconcelos (fundadora do Passaporte Lisboa), o crítico de cinema Rui Pedro Tendinha e Joana Beleza, subdiretora de Áudio e Multimédia do Grupo Impresa. Caberá a este trio desenhar a programação nas áreas de cinema, conversas e podcasts.

A conferência de apresentação decorreu sob o mote provocador “Pode o storytelling mudar o mundo?”, e contou com a moderação de Júlia Palha numa conversa que cruzou criatividade, inclusão e a missão do festival enquanto farol para vozes emergentes.

Bilhetes para todas as carteiras — e todos os interesses

Uma das grandes novidades para 2025 é a estratégia de bilheteira, mais flexível e inclusiva. Os preços variam entre os 15€ e os 255€, com cinco modelos à escolha, pensados para públicos diferentes:

  • 🎟️ Tribeca Full Pass (255€) – Acesso total ao festival e à noite de abertura
  • 🎧 Talks & Podcasts Daily Pass (45€) – Acesso diário às conversas e gravações ao vivo
  • 🎬 Cinema Pack I (65€) – Seis sessões de cinema (até 3 por dia)
  • 🎬 Cinema Pack II (35€) – Três sessões de cinema
  • 🎟️ Cinema Session (15€) – Bilhete individual por sessão

A primeira fase de vendas do Full Pass arranca já a 24 de junho.

TUMO Lisboa ganha protagonismo

Este ano, o TUMO Lisboa assume-se como palco oficial do festival, sob o nome The Auditorium, reforçando a aposta no público jovem e nas novas linguagens criativas. Uma decisão que sublinha o espírito do Tribeca: olhar para o futuro sem esquecer o presente.

ver também: “Days of Thunder 2” Acelera com Tom Cruise ao Volante: O Regresso da NASCAR em Alta Velocidade 🏁🚗💨

Com presenças internacionais já confirmadas — entre elas Kim Cattrall, Meg Ryan e Giancarlo Esposito —, Lisboa prepara-se para receber uma edição que quer ser mais do que um festival. Quer ser um encontro. Um manifesto. Uma celebração da arte de contar histórias.

“Harold & Kumar” Estão de Volta — e Sim, Vai Ser Mesmo R-Rated, Caótico e Cheio de Fumo 🌿🍔

Mais de uma década depois da última viagem alucinada, Harold e Kumar estão oficialmente prontos para mais uma ronda de hambúrgueres, drogas recreativas e situações absolutamente insanas. E quem está ao volante deste regresso são os criadores de Cobra Kai, Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg e Josh Heald, que assinam argumento, realização e produção desta nova sequela da icónica comédia stoner dos anos 2000.

ver também: “Nuremberg”: Russell Crowe Enfrenta o Passado Nazi num Thriller Histórico com Rami Malek e Michael Shannon 🎖️🧠

É isso mesmo: os mesmos tipos que levaram Daniel LaRusso e Johnny Lawrence a reconquistar o coração do mundo, agora querem repetir a dose com os anti-heróis mais “munchies” de Hollywood. E, como diriam os próprios, it’s high time.


O regresso da dupla mais insólita da comédia moderna

Lançado em 2004, Harold & Kumar Go to White Castle parecia, à partida, mais um filme para adolescentes com humor de casa de banho e referências canábicas. Mas revelou-se algo muito mais inesperado: uma sátira social com dois protagonistas não brancos, uma crítica ao racismo e aos estereótipos… e uma sequência em que fumam com um guepardo. Tudo isso, e Neil Patrick Harris a fazer de si próprio, completamente pedrado e alucinado.

O sucesso foi suficiente para gerar duas sequelas — Escape from Guantanamo Bay (2008) e A Very Harold & Kumar Christmas (2011) — que cimentaram a série como uma referência do humor irreverente e provocador.

Agora, com Hurwitz e Schlossberg a retomar o controlo criativo (eles próprios escreveram e realizaram os dois primeiros), o novo capítulo promete uma “versão sem desculpas, R-Rated e cheia de fumo” daquilo que tornou Harold & Kumar uma comédia de culto.


John Cho e Kal Penn: estão de volta?

Embora ainda sem contrato assinado, tudo indica que John Cho e Kal Penn vão regressar aos papéis de Harold Lee e Kumar Patel — agora, provavelmente, como pais de meia-idade a tentar esconder as suas aventuras passadas dos filhos… enquanto inevitavelmente se envolvem em novas. Os criadores brincam: “Está na hora de passarem a sabedoria… só não contem às crianças.”

A confirmar-se, este será um reencontro com sabor nostálgico, especialmente sabendo o quão longe ambos foram desde então. Cho brilhou em Star Trek e Searching, enquanto Kal Penn até trocou Hollywood pela Casa Branca durante a administração Obama. Sim, Kumar trabalhou na Ala Oeste. A sério.

A equipa de Cobra Kai em modo stoner comedy? Sim, por favor.

Depois do sucesso explosivo de Cobra Kai, que transformou um franchise dos anos 80 num fenómeno global com direito a nomeações aos Emmys, Hurwitz, Schlossberg e Heald tinham carta branca para fazer… o que quisessem. E escolheram voltar às origens — à comédia “sem filtro”, mas com cérebro.

Produzido pela Mandate Pictures (com ligação histórica à trilogia original), o novo filme será também uma das primeiras grandes apostas de Nathan Kahane depois de deixar a presidência da Lionsgate Motion Pictures Group. A nostalgia está em alta — e ninguém duvida que este regresso vai ter um público fiel à espera.

Afinal, para que serve o cinema, senão para rir de nós próprios?

Harold & Kumar sempre foi mais do que um filme para ver com os amigos a rir desalmadamente. Era um grito de diversidade em Hollywood antes de isso ser uma palavra da moda, e uma prova de que os heróis podiam ser asiáticos, indianos, ridículos e ainda assim profundamente humanos.

ver também : “Saw” Está de Volta — e nas Mãos da Blumhouse: Um Novo Jogo Vai Começar? 🔪🩸

Este regresso é mais do que justo. É necessário. E se tiverem de voltar a fugir de racistas, entrar num bar com um touro ou reencontrar Neil Patrick Harris a cantar num cavalo mágico, nós estaremos aqui para ver — de preferência com batatas fritas e gargalhadas.

“Filmes Para Não Dormir”: O Regresso do Ciclo de Terror que Vai Assombrar o Verão nos Cinemas Portugueses 🌕🔪

Se é daqueles que adormece com facilidade… aproveite agora, porque a partir de 3 de julho dormir vai ser um luxo raro. Está de regresso o ciclo Filmes Para Não Dormir, uma iniciativa da NOS Audiovisuais que promete fazer tremer as salas de cinema portuguesas com sete propostas de terror cuidadosamente escolhidas para transformar as noites quentes de verão em experiências cinematográficas gélidas.

ver também : “Jurassic World: Rebirth” — Scarlett Johansson, Dinossauros Mutantes e o Retorno ao Horror Original da Saga 🦖🔥

Ao longo de doze semanas, os cinemas vão ser palco de uma programação dedicada aos amantes do género — e também àqueles que gostam de desafiar os limites da sua coragem. Porque sim, este ciclo é para quem não tem medo do escuro. Ou melhor: é para quem gosta de sentir o medo bem à frente dos olhos, em ecrã gigante e som envolvente.

Sete filmes, sete formas de perder o sono

A nova edição traz uma seleção que cruza diferentes vertentes do terror — do psicológico ao sobrenatural, do claustrofóbico ao visceral. Eis os títulos confirmados:

  • O Ritual
  • Animais Perigosos
  • Um Encontro Mortal
  • Rosario – Herança Maldita
  • O Poço do Mal
  • Não Entres
  • Perverso

É um menu de horrores variado e requintado, onde cada sessão é um convite a mergulhar numa atmosfera de tensão crescente, surpresas letais e narrativas onde nada — mesmo nada — é o que parece. O ciclo promete explorar medos primordiais, reacender traumas e semear a dúvida: até que ponto estamos seguros na nossa cadeira de cinema?

Sessões da meia-noite: o terror onde ele deve estar

Um dos grandes trunfos deste ciclo é o horário. Filmes Para Não Dormir assume-se como um ritual semanal de cinema à meia-noite — a hora certa para invocar demónios, abrir portas proibidas, ou simplesmente assistir ao desespero alheio com uma boa dose de pipocas… e as mãos a tremer.

Mais do que uma sessão de cinema, é uma experiência coletiva de suspense e adrenalina. Quem já viveu uma destas noites sabe: há algo de especial em sair de uma sala escura, depois da meia-noite, com o coração acelerado e a sensação incómoda de que… talvez algo o esteja a seguir até ao carro.

Terror como ele deve ser: no cinema, com intensidade

Numa altura em que tantas experiências cinematográficas são consumidas em streaming e em ecrãs pequenos, este ciclo vem recordar-nos de que o terror, para ser verdadeiramente eficaz, exige escuridão, som envolvente, e espectadores cúmplices que saltem da cadeira ao mesmo tempo que nós.

A NOS Audiovisuais aposta forte nesta proposta e deixa claro: o objetivo é proporcionar “noites cheias de tensão e surpresas”, para quem vive o cinema com intensidade — e tem nervos de aço.

ver também : Gary Oldman Cansado de Ser o Vilão de Serviço: “Foi Divertido, Mas Acabou por Ficar Enfadonho” 🎭🖤

Se estava à procura de uma desculpa para não ir para a praia ao fim do dia, aqui está ela: todas as semanas, a partir de 3 de julho, há razões mais do que suficientes para trocar o calor do verão por arrepios na espinha.

Vê os trailers dos filmes propostos nesta playlist

“I Know What You Did Last Summer” Está de Volta — E Traz Mais Sangue, Mais Ganchos e Jennifer Love Hewitt com Sede de Vingança 🔪🌊

A pergunta volta a ecoar, agora num novo e arrepiante contexto: “What are you waiting for?!” Quase três décadas depois do grito original de Jennifer Love Hewitt em I Know What You Did Last Summer (1997), a saga regressa com sangue novo, mas sem esquecer os fantasmas do passado. Com estreia marcada para 18 de julho, o novo filme promete um banho de sangue à escala Costco — palavras dos próprios realizadores.

ver também : “Jurassic World: Rebirth” — Scarlett Johansson, Dinossauros Mutantes e o Retorno ao Horror Original da Saga 🦖🔥

Um regresso ao passado… com ganchos bem mais afiados

Dirigido por Jennifer Kaytin Robinson (Do RevengeSomeone Great), este novo capítulo traz de volta Julie James (Jennifer Love Hewitt) e Ray Bronson (Freddie Prinze Jr.), agora mais velhos, traumatizados… e muito mais prontos para dar luta. Ao seu lado, surge uma nova geração de potenciais vítimas e suspeitos, incluindo Madelyn Cline, Chase Sui Wonders, Jonah Hauer-King, Sarah Pidgeon, Gabriette Bechtel e Tyriq Withers — todos prontos para cometer erros fatais e correr muito, muito depressa.

A história repete o padrão familiar: um grupo de jovens comete um homicídio involuntário (desta vez, na noite de 4 de julho de 2024) e tenta esconder o crime. Mas o passado, claro, vem à tona com uma carta ameaçadora e um vilão clássico: o Pescador de Gabardina e Gancho, agora com uma arma nova “tão afiada por dentro como por fora”.


Julie e Ray: trauma, sobrevivência e conselhos letais

O regresso de Hewitt e Prinze Jr. não é apenas um aceno nostálgico. A realizadora fez questão de os envolver desde o início no desenvolvimento das suas personagens adultas, profundamente marcadas pelos eventos dos anos 90. “Este filme é sobre como o trauma molda as pessoas ao longo do tempo”, diz Robinson. E esse peso emocional está presente em cada cena de Julie, que, com voz grave e firme, aconselha a nova geração: “Get them before they get you.”

E para quem estiver a perguntar: sim, haverá novidades sobre o paradeiro de Karla (interpretada por Brandy no segundo filme). Mas, nas palavras de Robinson: “Vão ver o filme. E de preferência no fim de semana de estreia.”


Um filme que grita slasher clássico — mas com upgrades mortais

O novo I Know What You Did Last Summer não tenta reinventar a roda, mas sim aprimorá-la. A equipa de produção fez questão de manter o espírito dos filmes originais, recriando locais icónicos como o salão da Croker Queen — onde a personagem de Sarah Michelle Gellar teve a sua mítica perseguição — e introduzindo referências subtis que os fãs mais atentos vão saborear.

Mas este não é um simples pastiche: o gancho, por exemplo, está agora mais assustador do que nunca, com lâminas internas que garantem mortes mais criativas (e viscerais). “É a versão Costco de sangue e tripas”, brinca a atriz Sarah Pidgeon. O novo trailer já mostra que Wyatt (Joshua Orpin), o noivo da personagem de Cline, não terá um final feliz: é empalado no duche com requintes de crueldade que fazem corar qualquer slasher dos anos 2000.


Gritos com pedigree e novas scream queens

No evento de apresentação do trailer nos estúdios da Sony, em Los Angeles, a realizadora, o elenco e jornalistas presentes entoaram o célebre “What are you waiting for?!” antes da projeção. A noite terminou com confissões divertidas sobre o desafio de gritar profissionalmente — Chase Sui Wonders foi a primeira a admitir que gritar durante 40 segundos é uma verdadeira arte.

Madelyn Cline, já habituada ao universo teen através de Outer Banks, tem agora uma nova missão: sobreviver ao gancho. E com um grupo de atores carismático, cheio de energia, este novo capítulo parece querer equilibrar o espírito irreverente de um bom filme de terror de verão com uma nova camada de complexidade emocional.

2025

Um futuro aberto… se alguém sobreviver

Robinson não confirma uma sequela, mas admite que já se falou do assunto. “Algumas pessoas sobrevivem… e temos uma ideia.” Tudo dependerá, claro, da recepção do público. Mas com a mistura de nostalgia, sangue fresco e uma equipa criativa com amor pela saga, tudo indica que o Pescador poderá voltar a lançar o gancho nos próximos anos.

ver também : Brad Pitt Entra em Alta Rotação: “F1” Arranca com 78% no Rotten Tomatoes e Promete Ser o Blockbuster do Verão 🏎️🔥

“I Know What You Did Last Summer” estreia a 18 de julho. E, sim… o gancho está mais afiado do que nunca.

Brad Pitt Entra em Alta Rotação: “F1” Arranca com 78% no Rotten Tomatoes e Promete Ser o Blockbuster do Verão 🏎️🔥

Brad Pitt está de volta ao grande ecrã — desta vez ao volante — e a crítica já deu luz verde à sua mais recente aventura cinematográfica. F1, o aguardado drama desportivo realizado por Joseph Kosinski (Top Gun: Maverick), teve a sua estreia mundial na passada segunda-feira em Nova Iorque e, menos de 24 horas depois, já estava a dar nas vistas… pelo menos no Rotten Tomatoes.

ver também : “Elio”: Pixar envia-nos um novo herói intergaláctico — mas será que a fórmula ainda resulta?

Com 78% de aprovação e uma média de 80% de críticas positivas entre as primeiras 44 análises, F1 arranca com força nas pistas da crítica especializada. E embora ainda falte uma semana para a estreia mundial — marcada para 27 de junho — já há quem diga que este é o filme para ver no maior ecrã possível este verão.

Um regresso às pistas com cheiro a Oscar?

No centro da história está Sonny Hayes, um piloto veterano interpretado por Brad Pitt, que regressa à Fórmula 1 para ajudar a equipa de um velho amigo e orientar o novo prodígio da pista, Joshua Pearce, interpretado por Damson Idris. Um enredo clássico de redenção, rivalidade e superação — mas com um toque de glamour, velocidade real captada em pista e uma realização que promete levar o género dos filmes de corridas a um novo patamar.

Joseph Kosinski, que já nos fez voar alto com Top Gun: Maverick, troca os cockpits de aviões pelos de monolugares a 300 km/h. E, segundo muitos críticos, o salto correu-lhe bem. Pelo menos emocionalmente.

Velocidade, rivalidade e… Hans Zimmer no máximo

Um dos maiores elogios até agora vai para a banda sonora composta por Hans Zimmer. O lendário compositor volta a dar cartas e, segundo David Thompson do TheDirect.com, o seu trabalho é “geracional”, fazendo o coração bater em sincronia com cada curva apertada, cada aceleração no limite.

A crítica destaca também o elenco secundário de luxo: Javier Bardem, Kerry Condon e o promissor Damson Idris, todos eles contribuem para uma dinâmica de grupo intensa, onde as emoções estão tão à flor da pele quanto os pneus na pista.


Mas nem tudo é pole position

Ainda assim, nem todos os analistas ficaram totalmente convencidos. David Ehrlich, da IndieWire, elogia o filme como “uma experiência agradável no cinema” — sobretudo se for vista “em grande e com som bem alto” — mas aponta o dedo a Kosinski por não encontrar uma linguagem verdadeiramente inovadora para filmar as corridas em si. Na sua opinião, F1promete um espetáculo visual que nem sempre entrega.

Expectativas em alta e bilheteiras à espera

Apesar das reservas de alguns, o consenso geral é claro: F1 é um dos grandes candidatos a blockbuster de verão de 2025. Com um protagonista carismático, uma realização cuidada e o charme dos bastidores do desporto motorizado mais glamoroso do mundo, o filme posiciona-se entre o drama humano e a adrenalina das pistas.

A estreia nos cinemas portugueses está agendada para 27 de junho — e tudo indica que será uma corrida esgotada logo à partida. O entusiasmo está alto, a crítica aprova e os fãs de cinema e velocidade mal podem esperar para ver Brad Pitt em modo “full throttle”.

Ver também: TROLLS 3 – TODOS JUNTOS! Estreia nos TVCine a 20 e 21 de Junho