Ben Stiller Celebra os Pais em Documentário Emotivo: Stiller & Meara: Nothing Is Lost

O actor revisita as vidas e o legado de Jerry Stiller e Anne Meara num filme pessoal com estreia marcada para Outubro

Ben Stiller está prestes a mostrar ao mundo um lado mais íntimo da sua vida — e desta vez, o centro das atenções não é ele, mas os seus pais: os lendários comediantes Jerry Stiller e Anne Meara.

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Aos 59 anos, o actor e realizador junta-se à Apple Original Films para dirigir e produzir Stiller & Meara: Nothing Is Lost, um documentário profundamente pessoal que explora a carreira, a vida familiar e o impacto cultural da dupla, dentro e fora do palco.

“É uma grande honra poder celebrar os meus pais,” disse Ben num comunicado. “Conhecia-os como filho, mas, através deste filme, descobri novos lados deles que nunca tinha visto.”

O documentário estreia em salas selecionadas a 17 de Outubro e chega ao Apple TV+ a 24 de Outubro.

Uma dupla imbatível — em palco e em casa

Jerry Stiller e Anne Meara foram um dos casais mais adorados da comédia americana nos anos 60 e 70. Inseparáveis no trabalho e na vida, formaram uma parceria artística que atravessou décadas e influenciou gerações. Após uma fase de sucesso como dupla, ambos seguiram carreiras solo de enorme relevância: Jerry tornou-se ícone em Seinfeld e The King of Queens, enquanto Anne brilhou em séries como OzArchie Bunker’s Place e Sex and the City.

O filme — descrito pela Apple como uma exploração das linhas tênues entre criatividade, família e arte — destaca precisamente essa fusão única entre vida pessoal e artística, com testemunhos, imagens de arquivo e momentos que marcaram tanto os palcos como os bastidores da família Stiller.

Uma história contada de dentro

Ben Stiller não é estranho a colaborações com os pais. Todos os três partilharam o ecrã em Heavyweights (1995), e Anne apareceu ao lado do filho em Uma Noite no Museu (2006). Já Jerry participou nas suas últimas produções ao lado de Ben, em Zoolander 2 e no especial animado Zoolander: Super Model.

A ligação familiar nunca desapareceu. Em entrevistas recentes, Ben falou com emoção sobre a relação dos pais e sobre a sensação de que eles estão “reunidos” após a morte. Anne faleceu em 2015, com 85 anos. Jerry seguiu-a cinco anos depois, em 2020, aos 92.

“Eles encontraram-se. Estiveram sempre lá um para o outro,” disse Ben ao Today Show na altura.

Durante uma participação no podcast Hey Dude… The 90s Called! em Junho de 2024, Ben recordou as noites nos bastidores com os pais, as idas aos clubes noturnos e o fascínio precoce pelo mundo do cinema.

“Percebi desde muito novo que queria realizar, que adorava os bastidores. Queria aprender tudo.”

Da ficção à memória

Ben Stiller já tinha colaborado com a Apple TV+ como produtor executivo e realizador da aclamada série Severance, mas Stiller & Meara: Nothing Is Lost representa um regresso mais pessoal, mais íntimo — e seguramente mais emotivo.

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Preparem os lenços. E os sorrisos.

Fonte: People

George Lucas Recebido como um Jedi na Comic-Con — E o Motivo Vai Surpreender os Fãs

Criador de Star Wars visita pela primeira vez a convenção e fala sobre… arte narrativa

Demorou quase cinquenta anos, mas finalmente aconteceu: George Lucas pisou o solo sagrado da San Diego Comic-Con. E não foi para apresentar um novo Star Wars, nem para revelar mais uma prequela escondida de Indiana Jones. Aos 81 anos, o lendário cineasta foi o convidado de honra de um painel que reuniu milhares de fãs no Hall H — sabres de luz erguidos, aplausos estrondosos e um ambiente que mais parecia o regresso do Imperador (versão simpática).

Demorou quase cinquenta anos, mas finalmente aconteceu: George Lucas pisou o solo sagrado da San Diego Comic-Con. E não foi para apresentar um novo Star Wars, nem para revelar mais uma prequela escondida de Indiana Jones. Aos 81 anos, o lendário cineasta foi o convidado de honra de um painel que reuniu milhares de fãs no Hall H — sabres de luz erguidos, aplausos estrondosos e um ambiente que mais parecia o regresso do Imperador (versão simpática).

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“Esperámos cinco décadas por isto”

A apresentação foi moderada por Queen Latifah, que captou na perfeição o entusiasmo do momento:

“Esperámos cinco décadas por isto.”

E de facto, Lucas nunca tinha visitado a convenção, apesar de ser, provavelmente, o nome mais associado à sua essência. Afinal, que cultura pop existiria sem Star WarsIndiana Jones e toda uma geração moldada pelo poder da Força?

Mas o foco do painel não foi galáctico. Lucas esteve em San Diego para falar sobre o Museu Lucas da Arte Narrativa, um projecto de paixão que partilha com a sua esposa, a empresária Mellody Hobson. Com inauguração prevista para 2026 em Los Angeles, o museu será uma homenagem visual àquilo que sempre moveu Lucas: o poder de contar histórias.

Um templo para a arte popular

“Colecciono arte desde os tempos da universidade. Nunca vendi nada. A arte não é para vender, é para sentir. É uma ligação emocional”, explicou Lucas.

O museu reunirá obras de artistas clássicos como Norman Rockwell e Frida Kahlo, mas também de mestres do desenho e da banda desenhada como Jack Kirby, Frank Frazetta ou Winsor McCay. Uma ponte entre o chamado “alto” e “baixo” da cultura visual — e uma afirmação de que tudo é válido, desde que conte uma boa história.

O espaço incluirá ainda artefactos dos filmes que marcaram a carreira do cineasta — e que, para muitos, definiram o cinema moderno.

A sabedoria dos mestres: Guillermo del Toro e Doug Chiang

O painel contou ainda com duas presenças especiais: Guillermo del Toro, que lançará o seu Frankenstein este ano, e Doug Chiang, artista visual e braço direito de Lucas na criação do universo Star Wars durante décadas.

Del Toro foi particularmente enfático na importância de preservar a expressão artística num mundo cada vez mais automatizado.

“Uma aplicação não faz arte. A diferença está na personalidade, no conhecimento e na emoção — e isso não se instala por download.”

O realizador mexicano alertou para o perigo de apagar o passado visual colectivo, defendendo o museu como um acto de resistência cultural.

“Estamos num momento crítico. Este museu celebra um passado vibrante e eloquente que nos pertence.”

“Sem eles, a Comic-Con não existiria”

A reacção do público foi de euforia e reverência. Jesse Goldwater, que veio de Los Angeles apenas para ver Lucas ao vivo, resumiu o sentimento geral:

“Eles são a personificação da Comic-Con. Sem eles, a Comic-Con não existiria.”

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Foi, sem dúvida, o encerramento perfeito para uma Comic-Con histórica. Com sabedoria de mestre Jedi, George Lucas provou mais uma vez que o seu legado vai muito para além das estrelas — está gravado no coração de todos os que, um dia, sonharam com galáxias distantes.

“Furacão Katrina: Corrida Contra o Tempo” — A Nova Série da Disney+ Que Exige que Prestemos Atenção

Documentário poderoso denuncia falhas humanas, injustiça ambiental e uma tragédia que ainda assombra Nova Orleães

Quase vinte anos depois do desastre, o Furacão Katrina continua a ser uma ferida aberta na consciência dos Estados Unidos — e, agora, é o centro de uma série documental que promete fazer ondas. Furacão Katrina: Corrida Contra o Tempo, com estreia marcada para 28 de Julho no National Geographic e Disney+, revisita os acontecimentos de 2005 com uma clareza arrepiante e uma mensagem que ressoa com urgência: não aprendemos nada.

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Realizada por Traci A. Curry e com produção de peso da Lightbox e da Proximity Media de Ryan Coogler (Black Panther), esta série de cinco episódios mergulha de cabeça na tragédia que devastou Nova Orleães, provocou mais de 1.500 mortos e deixou um milhão de pessoas deslocadas. Mas Curry não quer que o espectador veja este desastre como um mero capítulo do passado.

“O Katrina não está apenas no passado,” alerta. “É uma história de justiça ambiental que continua hoje.”

Muito mais do que um furacão

O documentário deixa claro um ponto essencial: a catástrofe não foi apenas provocada pela força da natureza, mas por uma série de erros humanos — alguns evitáveis, outros profundamente negligentes. As piores consequências não vieram do vento, mas do rebentamento de diques mal construídos, que colapsaram sob pressão e deixaram 80% da cidade submersa.

“Os sistemas que deviam proteger as pessoas falharam — e continuam a falhar,” afirma a realizadora.

A série combina imagens de arquivo, vídeos caseiros e testemunhos de sobreviventes e autoridades, numa estrutura cronológica que não poupa ninguém: nem a FEMA, que falhou de forma vergonhosa, nem a resposta política, com um presidente George W. Bush que demorou dias a reagir enquanto estava de férias.

Vítimas esquecidas e zonas abandonadas

Cerca de 20 mil pessoas ficaram retidas no Centro de Convenções sem água, comida ou medicamentos. Outras tentaram fugir a pé e foram travadas por milícias armadas — algumas chegaram mesmo a ser mortas para “proteger” as cidades vizinhas da entrada dos refugiados.

“Temos de perceber que a responsabilização também inclui reparações,” defende Curry. “Não se trata apenas de compaixão. É preciso justiça.”

E, mesmo hoje, os sinais do desastre mantêm-se visíveis.

“O Lower 9th Ward parece uma zona de guerra,” descreve Curry. “Há ruas inteiras com apenas escadas de cimento — casas que nunca voltaram a ser reconstruídas.”

Urgente, actual e devastador

O documentário relembra-nos que desastres semelhantes continuam a ocorrer, como as recentes inundações no Texas que causaram 135 mortos, incluindo 27 raparigas num campo de férias. Eventos extremos que, segundo a realizadora, são cada vez mais agravados pelo impacto humano e por infraestruturas frágeis.

“É literalmente uma questão de vida ou morte,” diz Curry. “E estamos a falhar em protegermo-nos a nós próprios.”

Furacão Katrina: Corrida Contra o Tempo não é apenas uma série documental. É um alerta, um apelo à memória e um pedido de acção. Não é fácil de ver — mas é impossível ignorar.

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Tim Burton Rejeita o Rótulo “Gótico” e Elogia Jenna Ortega como Atriz de Cinema Mudo

Realizador de Wednesday e Beetlejuice recusa a palavra que marcou a sua carreira e revela a verdadeira força de Jenna Ortega

Para muitos, a palavra “gótico” é sinónimo de Tim Burton. Dos visuais sombrios e excêntricos de Eduardo Mãos de Tesoura às paisagens retorcidas de O Estranho Mundo de Jack, passando pelos mundos surreais de Beetlejuice, o estilo de Burton parece ter definido uma geração de cinema com identidade própria. Mas o próprio realizador não se revê mais nesse rótulo.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Burton desabafou sobre o termo que o seguiu ao longo das décadas:

“A palavra ‘gótico’ perdeu o seu significado”, afirmou. “Não a uso para descrever o meu trabalho. Rejeito-a.”

Num tempo em que a estética gótica foi banalizada, transformada em hashtag e tendência de TikTok, Burton parece sugerir que o termo já não traduz a sua intenção artística — nem representa a profundidade emocional e visual que procura nas suas histórias.

Jenna Ortega: o poder do silêncio

Apesar da recusa do rótulo, Burton continua a explorar universos que carregam esse ADN — e a série Wednesday, cuja segunda temporada estreia a 6 de agosto na Netflix, é o exemplo mais recente. E nesse mundo sombrio e satírico, Jenna Ortega tornou-se rapidamente uma nova musa para o realizador.

“Para interpretar uma personagem como a Wednesday é preciso ter uma certa qualidade. Não quer dizer que ela [Jenna] seja sombria”, disse Burton. “Há que ter uma força interna estranha, uma certa clareza, porque não dá para o fabricar.”

E depois, uma comparação inesperada, mas cheia de significado:

“A Jenna é como uma atriz de filmes mudos: o que eu gosto nela não é o diálogo, mas a forma como se apresenta.”

É um elogio raro vindo de um realizador que trabalhou com algumas das mais icónicas interpretações do cinema moderno, de Winona Ryder a Johnny Depp. Com Jenna Ortega, o fascínio está na expressividade silenciosa, na presença intensa, na capacidade de transmitir emoções e intenções com um simples olhar — uma qualidade que se tornou central na reinvenção contemporânea da personagem Wednesday Addams.

Wednesday, parte 2… e 3

A segunda temporada da série, dividida em duas partes, chega com grande antecipação. Mas os fãs já têm mais motivos para celebrar: a Netflix confirmou oficialmente a terceira temporada, antes mesmo da estreia dos novos episódios. Um feito raro, mas que não surpreende, tendo em conta que a primeira temporada é a série original em inglês mais vista de sempre na plataforma, com mais de 250 milhões de visualizações.

Wednesday tornou-se assim um fenómeno cultural. Mas, como revela esta entrevista, a sua força não está apenas no sarcasmo e na estética sombria. Está, sobretudo, no rigor com que Burton trata as personagens e no magnetismo único da atriz que as interpreta.

E enquanto muitos continuam a chamar-lhe “o mestre do gótico”, Tim Burton prefere deixar os rótulos para trás e focar-se naquilo que realmente o fascina: a verdade estranha e sublime que existe nas margens da normalidade.

Micheal Ward, Revelação de “Top Boy” e “Império da Luz”, Acusado de Violação pela Polícia Britânica

Vencedor de um BAFTA e aclamado como uma das grandes promessas da representação britânica, o ator enfrenta acusações graves e irá a tribunal em agosto.

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A notícia caiu como uma bomba no panorama cultural britânico. Micheal Ward, conhecido pelas suas prestações em Top BoySmall Axe e Império da Luz, foi formalmente acusado de duas violações e três agressões sexuais. Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, os crimes alegadamente ocorreram em janeiro de 2023 e envolvem uma única vítima. A acusação surge após uma “revisão cuidadosa dos indícios”, e o ator, de 27 anos, deverá comparecer em tribunal a 28 de agosto.

Uma carreira em ascensão… e agora em risco

Micheal Ward não é um nome qualquer na nova geração de intérpretes britânicos. Em 2020, venceu o BAFTA de Estrela em Ascensão, e um ano depois voltou a ser nomeado, desta vez nas categorias televisivas, como Melhor Ator Secundário pela sua participação em Small Axe, a poderosa minissérie de Steve McQueen que retrata as comunidades afro-caribenhas em Londres entre os anos 60 e 80.

O reconhecimento do seu talento foi crescendo a ritmo meteórico. Estreou-se no cinema com Blue Story (2018), mas foi com Top Boy, a série de culto da Netflix, que se afirmou como uma presença magnética no ecrã, destacando-se nas temporadas 3 e 4 (2019-2022).

O papel ao lado de Olivia Colman em “Império da Luz”

Em 2022, Ward conquistou um novo patamar de visibilidade ao protagonizar Empire of Light (Império da Luz, em Portugal), realizado por Sam Mendes. Contracenando com Olivia Colman, o ator deu corpo a uma história sensível sobre amor, racismo e saúde mental nos anos 80, num cinema decadente à beira-mar. O papel valeu-lhe nova nomeação ao BAFTA e consolidou a sua posição enquanto um dos intérpretes mais promissores da indústria.

De Cannes para o banco dos réus

O timing do escândalo não poderia ser mais dramático. Ward esteve recentemente presente no Festival de Cannes, onde integrou o elenco de Eddington, o aguardado novo filme de Ari Aster, ao lado de nomes como Joaquin PhoenixPedro PascalAustin Butler e Emma Stone. O filme já estreou nos Estados Unidos e chega aos cinemas portugueses a 21 de agosto, uma semana antes do ator enfrentar a justiça britânica.

A sombra que ameaça um futuro brilhante

As acusações contra Micheal Ward surgem num momento de ascensão imponente da sua carreira. A gravidade dos crimes de que é acusado pode ter repercussões profundas, tanto no plano judicial como na sua relação com os estúdios, as distribuidoras e o público. Ainda não é claro se os estúdios envolvidos em Eddington tomarão medidas, nem se haverá alterações nos planos promocionais para o mercado europeu.

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Importa sublinhar que, até decisão judicial, Ward goza do princípio da presunção de inocência. No entanto, estas acusações colocam um ponto de interrogação inquietante sobre o futuro de uma carreira que parecia, até agora, imparável.

Portugal em Caracas: Filme de Rodrigo Areias Nomeado para os Prémios da Academia de Cinema da Venezuela 🎬

“O Pior Homem de Londres”, protagonizado por Albano Jerónimo, continua a somar reconhecimento internacional.

O cinema português volta a marcar presença lá fora, desta vez na Venezuela: “O Pior Homem de Londres”, de Rodrigo Areias, está nomeado na categoria de Melhor Filme Iberoamericano nos prestigiados Prémios Soto, atribuídos pela Academia de Cinema da Venezuela. A cerimónia realiza-se já no próximo dia 12 de agosto, no Centro Cultural Chacao, em Caracas.

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Esta distinção internacional surge poucos meses depois de a obra ter conquistado quatro Prémios Sophia em Portugal, incluindo o galardão de Melhor Ator Principal, entregue a Albano Jerónimo, e confirma a força de um filme que soube mergulhar na História com uma abordagem visual e narrativa de grande ambição.

Um vilão com sotaque britânico… nascido no Porto

Ambientado no século XIX, “O Pior Homem de Londres” leva-nos ao mundo obscuro da diplomacia e do colonialismo. A personagem central, interpretada por Albano Jerónimo, é Charles Augustus Howell, um negociante de arte de reputação duvidosa, nascido no Porto, que vagueia pelas zonas cinzentas da moral e do poder entre Portugal e Inglaterra.

Não faltam no filme os ambientes densos, os interiores austeros e os jogos de sombra que tanto agradam ao realizador Rodrigo Areias — que já nos habituou a um cinema de autor com identidade própria, capaz de cruzar história, estética e crítica social.

Um filme português entre gigantes ibero-americanos

Na corrida à estatueta venezuelana, “O Pior Homem de Londres” compete com títulos de peso da cinematografia ibero-americana: “O Eco” (México), “O Bolero de Rúben” (Colômbia), “O 47” (Espanha), “Chuzalongo” (Equador), “Ainda Estou Aqui” (Brasil), “Rita” (Guatemala), “Tumbadores” (Panamá), “O Tubarão” (República Dominicana) e “A Fabulosa Máquina de Colher Ouro” (Chile).

A candidatura do filme português foi submetida pela Academia Portuguesa de Cinema, como forma de reforçar a visibilidade internacional da produção nacional.

Uma carreira com fôlego europeu (e agora latino-americano)

O filme teve a sua estreia mundial em janeiro de 2023, no Festival de Cinema de Roterdão, Países Baixos — uma plataforma cada vez mais relevante para o cinema autoral europeu. Em abril deste ano, brilhou também nos Prémios Sophia, com quatro distinções técnicas e artísticas, nomeadamente Melhor Guarda-Roupa (Susana Abreu), Direção de Arte (Ricardo Preto), Maquilhagem e Cabelos (Bárbara Brandão e Natália Bogalho), e claro, o já referido prémio para Melhor Ator Principal.

Agora, com esta nomeação nos Prémios Soto“O Pior Homem de Londres” afirma-se como um dos filmes portugueses mais destacados da atualidade, conquistando terreno num mercado latino-americano cada vez mais atento à produção europeia.

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Veremos se no dia 12 de agosto, em Caracas, o cinema português volta a subir ao palco — desta vez com sotaque venezuelano e alma portuense.

Keanu Reeves É um Anjo (Literalmente) na Nova Comédia Fantástica “Good Fortune”

Estreia no Festival de Toronto e chega aos cinemas em outubro — com Aziz Ansari, Seth Rogen e Keke Palmer no elenco

🎬 Keanu Reeves de asas e auréola? Sim, é verdade. O icónico protagonista de Matrix e John Wick dá vida a um anjo atrapalhado na nova comédia de fantasia Good Fortune, realizada e protagonizada por Aziz Ansari, e com estreia marcada para o Festival de Cinema de Toronto em setembro. A estreia comercial está apontada para 17 de outubro.

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O primeiro trailer foi divulgado esta semana e confirma o tom espirituoso e satírico da obra, que poderá tornar-se uma das grandes surpresas da temporada de outono. Ao lado de Ansari e Reeves, o elenco conta ainda com Seth Rogen e Keke Palmer.

Um anjo de “baixo orçamento” com uma missão pouco celestial

Na história, Arj (Aziz Ansari) é um trabalhador precário da economia digital — o típico homem que faz de tudo para pagar as contas — e que se cruza com Zach (Seth Rogen), um magnata tecnológico no topo do mundo. O encontro acontece num dos piores dias da vida de Arj, mas há um detalhe crucial: tudo está a ser supervisionado por um anjo da guarda chamado Gabriel, interpretado por Keanu Reeves… e que, como o trailer nos mostra, está longe de ser um anjo eficiente.

Gabriel lamenta que a sua tarefa habitual seja impedir pessoas de enviarem SMS enquanto conduzem e assume esta troca de vidas como a sua “grande oportunidade” celestial. Arj, por seu lado, não esconde a frustração: “Fiquei preso com um anjo de orçamento reduzido”, desabafa a certa altura.

De controvérsias a redenção?

Good Fortune marca a estreia de Aziz Ansari como realizador de longa-metragens — uma transição que quase não aconteceu. Inicialmente, o comediante e ator ia estrear-se na realização com o filme Being Mortal, mas a produção foi abruptamente suspensa após alegações de comportamento impróprio por parte de Bill Murray, um dos protagonistas.

Depois de um período de incerteza — agravado pelas greves de argumentistas e atores em 2023 — Ansari redirecionou o seu foco criativo para Good Fortune, que finalmente entrou em produção em janeiro de 2024. Com a estreia prestes a acontecer num dos maiores festivais de cinema do mundo, o filme poderá ser o grande ponto de viragem na sua carreira.

Uma mistura de “A Troca” com “É Tudo Loucura”

A premissa lembra uma versão moderna de clássicos como A Troca (Trading Places) ou É Tudo Loucura (It’s a Wonderful Life), mas com um humor contemporâneo e uma crítica certeira às desigualdades sociais e ao mito do “sonho americano”. O trailer promete uma comédia com alma, onde a troca de papéis entre pobre e rico é mediada por uma figura celestial que… sinceramente, não parece ter o manual de instruções.

Com a assinatura dos estúdios LionsgateGood Fortune pode muito bem conquistar público e crítica no circuito de festivais e entrar na corrida aos prémios.

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🎞️ Vê o trailer completo no final do artigo ( em Inglês)

Darth Maul Está de Volta: Nova Série de Animação Deixa Fãs de Star Wars em Alvoroço

Maul – Shadow Lord promete revelar os anos perdidos do icónico vilão… e o teaser já está a incendiar as redes sociais

Os fãs de Star Wars mal conseguem conter o entusiasmo: Maul – Shadow Lord, a nova série animada criada por Dave Filoni, vai finalmente explorar o que aconteceu ao infame Darth Maul depois de The Clone Wars. O teaser recentemente divulgado já está a fazer ondas nas redes sociais e promete ser mais uma entrada de peso no cada vez mais robusto universo expandido da galáxia muito, muito distante.

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A Ascensão do Senhor das Sombras

Agendada para estrear na Disney+ em 2026Maul – Shadow Lord acompanha o antigo lorde Sith durante os primeiros anos do Império Galáctico, após a sua fuga da prisão do Tribunal, como visto na sétima temporada de The Clone Wars. A história irá preencher a lacuna narrativa entre esses acontecimentos e a sua aparição surpresa em Solo: A Star Wars Story— um período até agora apenas insinuado nos bastidores do canon.

De regresso ao papel, Sam Witwer volta a dar voz a Maul, um papel que o tornou numa das figuras mais queridas do universo animado da saga. E há ainda mais boas notícias: Maul não só irá reconstruir o seu sindicato criminoso, como também treinar um novo aprendiz. Sim, leram bem — mais um futuro guerreiro nas sombras da Força.

Um teaser que deixou os fãs em êxtase

Divulgado pela conta Star Wars Holocron no Twitter, o primeiro vislumbre da nova série animada mostra um Maul absolutamente ameaçador — e, segundo os fãs, “glorioso”. A qualidade da animação também está a ser elogiada por parecer um upgrade face a séries anteriores como The Bad Batch.

“Parece melhor do que Bad Batch e essa já tinha cenas visuais impressionantes”, comentou um utilizador.

Dave Filoni: o mestre das pontas soltas

Depois de dar nova vida a personagens como Ahsoka, Rex e Ezra Bridger, Filoni regressa ao seu elemento natural: o território animado onde tudo é possível e nenhuma personagem está verdadeiramente fora de jogo. A escolha de Maul como protagonista não é acidental — a sua jornada de sobrevivência, vingança e poder é uma das mais trágicas e fascinantes da saga.

Com espaço para explorar rivalidades antigas, alianças improváveis e até cameos surpresa, esta nova série poderá servir tanto os fãs mais veteranos como os novos, e consolidar ainda mais a importância de Maul como peça fundamental da mitologia Star Wars.

“Avatar: Fire and Ash” — Primeiro Trailer Vai Passar em Exclusivo nas Sessões de “O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”

James Cameron regressa com Na’vi em guerra, vulcões, barcos voadores e um clã sombrio. Estreia marcada para dezembro em Portugal.

Preparem-se: o épico azul de James Cameron está de volta — e com um novo clã de Na’vi que promete incendiar Pandora… literalmente. O primeiro trailer de Avatar: Fire and Ash, o terceiro capítulo da saga, será exibido em exclusivo nos cinemas antes das sessões de O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. A informação foi confirmada esta terça-feira pela conta oficial da franquia e, em Portugal, pela distribuidora nacional ao SAPO Mag. A estreia do trailer acontece já esta quinta-feira.

Na’vi contra Na’vi: o Povo das Cinzas entra em cena

O trailer exibido será o mesmo que deslumbrou os participantes da CinemaCon em Las Vegas, em abril. As primeiras imagens mostram Jake Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña) a bordo de imensos navios de madeira suspensos por balões e rebocados por criaturas azuis voadoras — uma estética que mistura natureza e steampunk com o visual grandioso a que Cameron já nos habituou.

Mas o que mais se destaca é a introdução de uma nova ameaça: o Povo das Cinzas, um clã dissidente dos Na’vi, com penachos vermelhos e flechas incendiárias, que traiu a deusa Eywa. O conflito entre Na’vi torna-se interno — e promete elevar o drama tribal a um novo nível.

Segundo Zoe Saldaña, “os Comerciantes do Vento são um clã pacífico e nómada que viaja pelo ar. E o Povo das Cinzas são antigos Na’vi que abandonaram Eywa.” A atriz, vencedora do Óscar de Melhor Atriz Secundária por Emília Pérez, lidera um elenco de luxo que inclui Kate Winslet, Sigourney Weaver, Cliff Curtis, Edie Falco, Jemaine Clement, Oona Chaplin e David Thewlis.

James Cameron quer mais — e quer maior

James Cameron, num vídeo gravado na Nova Zelândia, onde o filme está em pós-produção, garantiu que esta será a entrada mais longa da saga até agora, superando as três horas e 12 minutos de Avatar: O Caminho da Água (2022). O realizador sublinha que “os heróis tribais terão de enfrentar não apenas os invasores humanos, mas também os seus próprios irmãos afastados.”

A produção promete expandir ainda mais o mundo de Pandora, apresentando dois novos clãs e elevando o conflito ambiental e espiritual que define a série desde 2009.

Datas marcadas até 2031

Avatar: Fire and Ash estreia em Portugal a 18 de dezembro de 2025, com as sequelas seguintes já agendadas: 21 de dezembro de 2029 e 19 de dezembro de 2031. A estratégia é clara: consolidar o universo Avatar como uma franquia contínua e monumental — um verdadeiro épico intergeracional.

Para já, a estreia do trailer é mais do que uma jogada promocional: é um sinal claro de que Pandora ainda tem muito para mostrar… e incendiar.


Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho Levam O Agente Secreto ao Festival de Toronto — Oscar à Vista?

Filme brasileiro estreia em novembro e já gera expectativas para a temporada de prémios

O cinema brasileiro pode estar novamente na rota do Oscar. O novo thriller O Agente Secreto, protagonizado por Wagner Moura e realizado por Kleber Mendonça Filho, foi confirmado na programação do Festival de Cinema de Toronto — um dos eventos mais estratégicos na corrida para os prémios da Academia.

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A colaboração entre Moura e Mendonça Filho junta dois nomes incontornáveis do cinema nacional. Wagner Moura, que brilhou em Tropa de Elite e Marighella, venceu o prémio de Melhor Ator no Festival de Cannes por este papel. Kleber Mendonça Filho, aclamado por Aquarius e Bacurau, arrecadou o prémio de Melhor Realizador.

Thriller político no Brasil de 1977

Na história, Moura interpreta Marcelo, um professor de tecnologia de 40 anos que troca a vida agitada de São Paulo pela esperança de recomeço no Recife. No entanto, ao chegar ao Nordeste, percebe que o seu passado misterioso o persegue — e o caos que tentou deixar para trás ressurge com força. O filme decorre em 1977, numa atmosfera densa, política e emocionalmente carregada.

Elenco de peso

O Agente Secreto conta ainda com um elenco de luxo do cinema brasileiro, incluindo Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Thomas Aquino, Alice Carvalho e Carlos Francisco.

A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 6 de novembro. E depois do sucesso internacional de Ainda Estou Aqui, a esperança é que o Brasil volte a marcar presença nos grandes palcos da sétima arte.

Colbert Contra-Ataca: Após Cancelamento do Late Show, Humorista Aponta Farpas a Trump e à CBS“

O programa foi cancelado. Eu não.” — Colbert transforma despedida em ataque político feroz e viraliza com críticas ao ex-presidente dos EUA

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Stephen Colbert não perdeu tempo. Na sua primeira emissão após o anúncio do fim do The Late Show, o apresentador norte-americano deixou o recado bem claro: “Estão abertas as hostilidades”. E o principal alvo? Donald Trump — e a própria CBS, o canal que o demitiu.

O programa, no ar desde 1993 (quando era apresentado por David Letterman), será oficialmente cancelado em maio de 2026. Mas Colbert parece ter transformado o que poderia ser uma despedida melancólica num verdadeiro campo de batalha humorístico e político. E, como sempre, fê-lo com afiada ironia e sem papas na língua: “Trump pode ter festejado o fim do meu programa, mas eu ainda não acabei.”

“Vai-te f****, Trump.”

Foi assim, sem rodeios, que Colbert reagiu à celebração do ex-presidente na sua plataforma Truth Social, onde escreveu: “Adorei que o Colbert tenha sido despedido. O talento dele era ainda menor que a audiência.”

A resposta chegou no tom que só Stephen Colbert sabe dar: “Sempre sonhei que um dia um presidente em exercício celebrasse o fim da minha carreira. E não é que aconteceu?” — atirou, entre aplausos. Mas rapidamente o tom mudou para algo mais sério: acusou a CBS de se ter “dobrado” a Trump ao pagar um “suborno disfarçado” de 16 milhões de dólares, após o ex-presidente processar a cadeia televisiva por uma entrevista com Kamala Harris.

CBS diz que foi “uma decisão financeira”. Colbert não acredita.

A cadeia norte-americana justificou o cancelamento com uma alegada perda de 40 milhões de dólares no último ano. Colbert ironizou dizendo que até aceita a culpa por 24 milhões — os outros 16, insinua, foram o “presente” para Trump.

À porta do Ed Sullivan Theater, onde o programa é gravado, manifestantes empunhavam cartazes com frases como “Colbert fica! Trump tem que sair!”. E dentro do estúdio, o ambiente foi de resistência festiva.

Cold opens, protestos e… Sandra Oh em fúria

A tradicional “cold open” do programa atacou Trump por querer que os Washington Commanders voltassem ao nome anterior (considerado ofensivo para os nativos americanos) e ainda o associou, com humor negro, a Jeffrey Epstein. Seguiram-se momentos surreais, como a actuação de Lin-Manuel Miranda e Weird Al Yankovic, com uma versão de Viva La Vida, interrompida por uma “carta oficial” que cancelava a canção — “uma decisão puramente financeira”, claro.

A actriz Sandra Oh, convidada especial da noite, não se conteve e lançou uma maldição bem clara: “Uma praga sobre a CBS e a Paramount.” Colbert, emocionado, ouviu-a elogiar a sua coragem e legado. Dave Franco também prestou homenagem ao percurso do humorista, desde The Daily Show até à actualidade.

Entre o público, uma verdadeira assembleia de estrelas e aliados: Anderson Cooper, Jimmy Fallon, Jon Stewart, John Oliver, Adam Sandler, Triumph the Insult Comic Dog e muitos mais — num claro sinal de solidariedade e despedida antecipada.

Um humorista com missão

Stephen Colbert tornou-se, nos últimos anos, numa figura de confiança para milhões de americanos — especialmente durante a pandemia, quando transmitia a partir da arrecadação da sua casa. O seu humor político, sempre bem informado, feroz e cativante, tem sido uma constante na crítica ao trumpismo e ao estado da democracia americana.

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O cancelamento do Late Show poderá marcar o fim de um ciclo — mas Colbert já avisou: “Cancelaram o programa, mas não me cancelaram a mim.” E se o monólogo desta segunda-feira for indicativo do que está para vir… ainda há muito por dizer.

James Gunn Aponta “Sentimento Anti-Americano” como Obstáculo ao Sucesso Internacional de Superman

Filme abre em força nos EUA, mas tem recepção mais fraca lá fora — e o realizador tem algumas explicações polémicas

Superman pode ter voado alto nos Estados Unidos, com uns respeitáveis 125 milhões de dólares no fim-de-semana de estreia, mas o mesmo não se pode dizer do seu desempenho no resto do mundo. Com apenas 95 milhões de dólares arrecadados internacionalmente, o novo filme de James Gunn enfrenta uma barreira inesperada: o mundo está, aparentemente, menos receptivo ao “símbolo do sonho americano”.

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Em entrevista à Rolling Stone, James Gunn não se escusou a apontar o dedo a possíveis causas. “Superman não é uma figura tão conhecida em certos países, ao contrário de Batman, por exemplo. Isso afecta o interesse. E depois há o sentimento anti-americano que existe actualmente em muitas partes do mundo. Isso também não nos ajuda muito”, afirmou o realizador.

O Super-Herói Imigrante

Desde o início, Gunn não escondeu que esta nova versão de Superman teria uma dimensão política e emocional mais marcada. Em declarações anteriores ao The Sunday Times, descreveu o filme como “a história da América” — um imigrante que chega de outro lugar e que representa valores fundamentais como “a bondade humana básica, algo que perdemos”.

Este posicionamento valeu-lhe algumas críticas, especialmente de sectores mais conservadores que o acusaram de tornar Superman num filme “demasiado woke”. Gunn respondeu com ironia: “Já ouvi dizer que é woke. Também já ouvi dizer que não é. Estou curioso para saber o que, no filme, é considerado woke”, comentou em entrevista à Entertainment Weekly.

Recepção desigual… mas promissora?

Apesar do arranque modesto fora dos EUA, há sinais de esperança. Segundo Gunn, Superman abriu bem no Brasil e no Reino Unido, e o boca-a-boca está a impulsionar as bilheteiras noutros territórios. “Os números estão a subir com base na reacção positiva do público”, garantiu.

Mesmo assim, a discrepância entre o mercado doméstico e o internacional é notória — e levanta questões sobre a imagem que os super-heróis tradicionalmente americanos projectam globalmente, especialmente num contexto geopolítico tenso.

Um herói dividido entre símbolos e ideais

A verdade é que Superman sempre foi mais do que apenas um super-herói com capa vermelha. Criado por dois filhos de imigrantes judeus nos anos 30, Kal-El representa há muito tempo os ideais do “American Way” — mas James Gunn quer desafiar essa visão: “O filme fala da bondade, da empatia, da coragem moral. Isso não tem de ser exclusivo dos EUA”, sublinha.

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Entre elogios pela sua abordagem humanista e críticas por mexer na simbologia de um ícone nacional, James Gunn continua a defender a sua visão com convicção. E, com o tempo, pode ser que o mundo comece a ouvir — e a ver — este Superman com outros olhos.

Morreu Malcolm-Jamal Warner, o Inesquecível Theo de The Cosby Show

Ator norte-americano tinha 54 anos. Morreu por afogamento na Costa Rica. Deixa legado marcante na televisão, na música e na poesia

Malcolm-Jamal Warner, conhecido mundialmente pelo papel de Theo Huxtable em The Cosby Show, morreu aos 54 anos, vítima de um trágico afogamento na Costa Rica. O ator estava a nadar na Playa Cocles, na província de Limón, quando foi apanhado por uma corrente marítima que o arrastou para o fundo. Foi retirado da água por banhistas, mas já sem sinais vitais. A confirmação oficial chegou esta segunda-feira através do Departamento Judiciário de Investigação da Costa Rica.

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A sua morte encerra abruptamente a vida de um artista que marcou gerações, especialmente a Geração X, e que teve uma carreira multifacetada na televisão, no cinema, na música e na poesia.

Theo Huxtable: o filho que todos recordam

Warner conquistou o público com a sua interpretação de Theo Huxtable, o único filho homem da icónica família Huxtable, que durante oito temporadas entre 1984 e 1992 dominou os ecrãs da NBC. A personagem era um reflexo da adolescência americana, trazendo temas como identidade, responsabilidade e amadurecimento com uma mistura de humor e realismo.

Quem viu o episódio piloto dificilmente esquecerá o momento em que Theo discute com o pai, Cliff Huxtable (Bill Cosby), sobre dinheiro — um diálogo que se tornou instantaneamente clássico. Outro momento inesquecível: a célebre “camisa Gordon Gartrell”, mal costurada pela irmã Denise (Lisa Bonet), que se tornou um símbolo de comédia e estilo kitsch televisivo. A camisa chegou a ser homenageada anos mais tarde por Anthony Mackie no The Tonight Show e é ainda hoje a foto de perfil no Instagram de Warner.

Um legado maior que uma série

Apesar da popularidade do programa, Warner teve de lidar, tal como o resto do elenco, com o peso das acusações contra Bill Cosby, cuja condenação por agressão sexual foi mais tarde anulada. Em 2015, o actor confessava que “o legado do programa está manchado”, mas lamentava sobretudo o impacto que isso teria na representação da comunidade afro-americana na televisão: “O facto de não termos mais algo como The Cosby Show entristece-me profundamente.”

Warner defendeu ao longo da vida a importância de representações positivas e ricas de pessoas negras nos media — algo que ele próprio encarnou com firmeza, quer como actor, quer como músico e poeta.

Muito além do Theo

Depois de The Cosby Show, Warner manteve uma carreira activa e variada. Protagonizou Malcolm & Eddie (1996-2000) ao lado do comediante Eddie Griffin, e voltou à televisão com Read Between The Lines (2011), onde contracenava com Tracee Ellis Ross.

Participou ainda em American Crime Story, no papel de Al Cowlings, amigo de O.J. Simpson, e teve uma presença regular em The Resident, da FOX. No cinema, destacou-se na comédia romântica Fool’s Gold (2008), ao lado de Matthew McConaughey e Kate Hudson.

Além do ecrã, Warner era também um talentoso poeta e músico. Recebeu um Grammy pela melhor performance de R&B tradicional e foi nomeado para melhor álbum de poesia falada com Hiding in Plain View — um testemunho do seu talento multifacetado.

Vida privada discreta

Apesar de ser figura pública desde jovem, Malcolm-Jamal Warner manteve a sua vida pessoal longe dos holofotes. Era casado e tinha uma filha, mas escolheu não divulgar publicamente os nomes dos seus familiares.

Ficam as suas palavras, as suas interpretações e o impacto profundo que teve em milhões de espectadores. Despede-se um símbolo de uma geração e um artista que deu voz, humor e profundidade a uma personagem que ficará para sempre na história da televisão.

O Novo James Bond Está Cada Vez Mais Próximo — E Barbara Broccoli Aplaude a Escolha de Denis Villeneuve

A Amazon assume o volante da saga 007 e promete uma reinvenção com sangue novo e um toque de “Dune”

O mundo de James Bond está prestes a entrar numa nova era — e, para surpresa de muitos, a sua antiga guardiã não podia estar mais entusiasmada. Barbara Broccoli, produtora histórica da saga 007 ao lado do irmão Michael G. Wilson, elogiou publicamente a escolha de Denis Villeneuve para realizar o próximo filme de James Bond, agora sob a alçada da Amazon MGM Studios.

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“Ele é um cineasta fantástico, estou entusiasmada por ele ir fazê-lo”, afirmou Broccoli no podcast Kermode on Film, citada pela Variety. E quando Barbara Broccoli — que controlou o destino do espião mais famoso do cinema durante mais de quatro décadas — dá a sua bênção, os fãs prestam atenção.

Amazon toma o controlo… com mão livre

Em fevereiro, a Amazon celebrou um acordo com os Broccoli para assumir o controlo criativo da saga. Embora a nova estrutura jurídica preserve uma “copropriedade” formal dos direitos, a verdade é que será a empresa de Jeff Bezos a decidir o futuro da personagem, incluindo a expansão para novas narrativas, formatos e… plataformas.

A comparação com a estratégia da Disney em Star Wars e no universo Marvel não é acidental. Tal como esses universos, o 007 pode estar prestes a ganhar novas vidas — não apenas no cinema, mas também no streaming.

Barbara Broccoli, por seu lado, deixa o volante com classe. “Fiz isto durante 44 anos e adorei cada minuto, mas levanto-me e há muitas coisas que quero fazer… como este bonito musical”, explicou, referindo-se à sua produção de Sing Street, actualmente em palco em Londres.

Quem será o novo Bond?

A resposta continua envolta em mistério, mas há três nomes que lideram a corrida, segundo a Variety: Jacob Elordi (Saltburn), Tom Holland (Homem-Aranha) e Harris Dickinson (Babygirl). Todos estão à volta dos 30 anos — idade ideal apontada pelos próprios Broccoli para dar nova vitalidade ao espião britânico.

Jacob Elordi, embora australiano, não representa um obstáculo — George Lazenby já foi Bond em 1969 com o mesmo passaporte. Holland beneficia da sua ligação profissional com a produtora Amy Pascal. E Dickinson, o menos conhecido do trio, prepara-se para um papel de grande exposição: interpretar John Lennon num ambicioso quarteto de filmes sobre os Beatles.

Ficam, assim, fora de jogo nomes como Aaron Taylor-Johnson (35), Henry Cavill (42) e o eterno favorito dos fãs, Idris Elba (52).

Um Bond para 2028 — com escala e paciência

Com Denis Villeneuve comprometido com o terceiro Dune até ao final de 2026, é natural que a rodagem de Bond 26 só arranque em 2027. A estreia, portanto, deverá acontecer em 2028 — sete anos após a despedida de Daniel Craig em 007: Sem Tempo Para Morrer (2021), o maior hiato da história da saga.

Segundo a Variety, a Amazon tem também uma “shortlist” de argumentistas para definir a nova direcção da saga. Um dos nomes mais falados é Jonathan Nolan, irmão de Christopher Nolan e criador da série Fallout. Embora tenha impressionado o estúdio com a sua visão como realizador, fontes indicam que não estará disponível para escrever o argumento.

O que esperar?

Tudo indica que o próximo capítulo de James Bond será uma reinvenção completa: novo rosto, nova abordagem, nova década (há rumores de que o filme decorra nos anos 60) e um realizador com uma assinatura visual inconfundível.

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E se até Barbara Broccoli está entusiasmada, talvez o público também deva estar.

Fracasso ou Vitória Silenciosa? Indiana Jones e o Marcador do Destino Fez o Que Nenhum Outro Filme Conseguiu em Três Anos

Apesar do prejuízo financeiro, o adeus de Harrison Ford ao icónico arqueólogo trouxe um feito histórico: o regresso do público adulto às salas de cinema

Indiana Jones e o Marcador do Destino não foi, de todo, o sucesso que a Disney desejava. A quinta e (muito provavelmente) última aventura de Harrison Ford no papel do arqueólogo mais famoso do cinema terminou a sua exibição com um sabor agridoce: fracassou nas bilheteiras… mas alcançou algo que nenhuma superprodução conseguiu desde a pandemia.

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Realizado por James Mangold e com um orçamento colossal estimado entre 295 e 330 milhões de dólares (sem contar com os custos de marketing), o filme acabou por arrecadar cerca de 384 milhões a nível global. Longe dos 600 a 800 milhões necessários para gerar lucro. No papel, foi um desastre económico.

Mas e se o sucesso não estiver apenas nos números?

O verdadeiro triunfo de O Marcador do Destino foi sociológico: conseguiu trazer os adultos de volta ao cinema. Desde a pandemia, o público com mais de 40 anos tem sido o mais relutante em regressar às salas, preferindo o conforto do streaming. Nem Avatar: O Sentido da Água, com todo o seu espectáculo visual, conseguiu convencê-los. Mas Indy, com o seu chapéu e chicote, conseguiu.

Em 2023, a CBS divulgou um estudo que mostrava que, antes da pandemia, os maiores de 40 anos compravam cerca de 41% dos bilhetes de cinema na América do Norte. Desde então, esta percentagem caiu drasticamente. Indiana Jones e o Marcador do Destino quebrou esse padrão.

Segundo dados partilhados pela Screen Daily, 21% dos espectadores tinham mais de 54 anos, 19% estavam entre os 45 e os 55 anos e outros 19% entre os 34 e os 44. Apenas 13% tinham entre 18 e 24 anos, sinal claro de que esta aventura não seduziu o público jovem — ao contrário, por exemplo, de Top Gun: Maverick, que conseguiu conquistar todas as faixas etárias.

Um adeus nostálgico para os que cresceram com Indy

A verdade é que O Marcador do Destino foi feito para os fãs de longa data. Para os que viram Os Salteadores da Arca Perdida no cinema. Para os que dançaram ao som da fanfarra de John Williams enquanto brincavam com chicotes de brincar no quintal. Estes voltaram — mesmo que em menor número e com menos pressa do que os estúdios gostariam.

E isso pode explicar parte do desfasamento nas receitas: os adultos não correm para as estreias, mas vão aparecendo aos poucos. Talvez o filme tenha tido uma longevidade de bilheteira que os grandes estúdios, cada vez mais obcecados com o primeiro fim-de-semana, deixaram de saber valorizar.

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Harrison Ford despede-se — e deixa um legado

Independentemente dos números, este foi o adeus oficial de Harrison Ford a Indiana Jones, personagem que interpretou durante mais de quatro décadas. E talvez esse seja o verdadeiro valor do filme: oferecer uma despedida emocional a uma geração que o acompanhou desde os anos 80 — e que, por uma última vez, voltou ao cinema para o ver em acção.

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Apesar de ultrapassar I Am Legend, a suposta despedida da saga termina aquém do esperado com uma recepção morna e números discretos

Depois de dois meses em exibição nos cinemas de todo o mundo, Mission: Impossible – The Final Reckoning fecha a sua corrida teatral com um sabor agridoce. Vendido como o capítulo final da saga protagonizada por Tom Cruise, o filme acabou por não conquistar nem o público nem a crítica, terminando com uma bilheteira global que não chega aos 600 milhões de dólares — um número bem abaixo do necessário para equilibrar contas.

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Uma missão… demasiado impossível?

Com um orçamento colossal de 400 milhões de dólares (inflacionado por atrasos devido à pandemia e às greves de 2023), The Final Reckoning precisava de ultrapassar o sucesso de Mission: Impossible – Fallout (2018), que arrecadou quase 800 milhões e foi aclamado com 98% no Rotten Tomatoes. Mas não foi isso que aconteceu. O filme terminou a sua exibição com 588 milhões de dólares em receitas globais — ligeiramente acima de Dead Reckoning e de títulos como Ready Player One e I Am Legend, mas longe do impacto das entradas anteriores da saga.

Sem concorrência… e sem impacto

Curiosamente, The Final Reckoning teve uma janela de estreia teoricamente ideal. Ao contrário de Dead Reckoning, que enfrentou o fenómeno Barbenheimer, este novo capítulo não teve concorrência directa nas primeiras semanas. E ainda assim, não conseguiu descolar.

O problema? Segundo vários analistas, o filme oferece acção em estilo “Rube Goldberg” — ou seja, cenas cada vez mais elaboradas, mas que por vezes sacrificam o desenvolvimento emocional e narrativo. A complexidade do enredo e a falta de alma parecem ter afastado parte do público, mesmo com Tom Cruise a dar o litro (e a arriscar o pescoço) como sempre.

Supera Will Smith, mas não deixa legado claro

Apesar dos resultados modestos, The Final Reckoning ainda conseguiu ultrapassar um clássico moderno: I Am Legend, protagonizado por Will Smith, lançado em 2007. Uma sequela deste último, com Michael B. Jordan e realização de Steven Caple Jr., está actualmente em pré-produção — e pode muito bem roubar o protagonismo deixado vago por Ethan Hunt.

A pergunta agora é: será mesmo este o último filme da saga? A publicidade vendeu The Final Reckoning como o capítulo final, mas nada foi oficialmente selado. Com números assim-assim e uma base de fãs ainda fiel, não será de estranhar que a missão continue… com outro formato, outra equipa, ou até outra cara.

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Tom Cruise poderá ter saltado de aviões em voo e escalado penhascos impossíveis, mas talvez esta última missão tenha sido mais perigosa do que parecia: conquistar corações num mercado saturado.

Millie Bobby Brown Vai Casar com um Desconhecido… Daqui a 10 Anos?

Conheça a Nova Comédia Romântica da Netflix“Just Picture It” junta a estrela de Stranger Things a Gabriel LaBelle numa história de amor com um toque de ficção e muita química futura

Millie Bobby Brown está de regresso à Netflix, mas desta vez deixa os Demogorgons em Hawkins para abraçar o amor — com uma boa dose de tecnologia disfuncional pelo meio. A actriz vai protagonizar Just Picture It, uma nova comédia romântica onde contracena com Gabriel LaBelle (The Fabelmans). A premissa? Dois universitários que ainda nem se conhecem… mas cujos telemóveis decidem mostrar-lhes fotos do futuro, onde aparecem casados e com filhos.

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Sim, é isso mesmo: um spoiler romântico em forma de galeria fotográfica.

Uma ideia digna de um bug… encantador

Com realização de Lee Toland Krieger (The Age of Adaline) e argumento de Jesse Lasky (antigo argumentista do Late Show With David Letterman), Just Picture It promete misturar romance, comédia e um toque de ficção científica leve — daqueles que servem apenas para acelerar o coração e o enredo.

Segundo a sinopse divulgada, os protagonistas são dois jovens universitários cujos telemóveis avariam de forma inexplicável, começando a mostrar imagens suas… dez anos no futuro, enquanto casal feliz e com uma família. O único detalhe desconcertante? Eles nunca se viram na vida. Está aberta a porta para encontros desastrosos, confusões encantadoras e, claro, uma dose generosa de destino digital.

De produtora precoce a rainha da Netflix

Brown, agora com 21 anos, não só protagoniza o filme como também é produtora do projecto. O seu marido, Jake Bongiovi, entra como produtor executivo — e o casal parece estar a construir o seu próprio pequeno império rom-com na plataforma de streaming que lançou Millie para o estrelato.

Desde Stranger Things até Enola Holmes e Damsel, a actriz tem mantido uma colaboração sólida com a Netflix, que continuará nos próximos tempos: Enola Holmes 3 já está em desenvolvimento, e também há planos para adaptar o seu romance de estreia, Nineteen Steps, para o grande ecrã.

Gabriel LaBelle: De Spielberg à ficção romântica

Gabriel LaBelle, de 22 anos, é outro nome em ascensão. Depois de encarnar o jovem Steven Spielberg em The Fabelmans e de dar vida a Lorne Michaels (criador de Saturday Night Live) em Saturday Night, o actor prepara-se para conquistar o público num registo bem diferente: o de romântico improvável, com um toque de humor gerado por falhas tecnológicas.

Amor com previsão automática

Just Picture It será produzido por Joe Roth e Jeff Kirschenbaum (RK Films) e Robert Brown (PCMA Productions), com Alyssa Altman, Isobel Roberts e David Kern como produtores executivos. A data de estreia ainda não foi revelada, mas o filme já está a gerar expectativa entre fãs de romances com twist e fãs de Millie Bobby Brown — ou seja, praticamente todo o catálogo Netflix.

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Se alguma vez quis saber como seria receber spoilers sentimentais no telemóvel, esta é a comédia romântica que tem de ver. Afinal, quem precisa de aplicações de encontros quando o próprio destino te envia fotos com dez anos de antecedência?

“The Legend of Zelda”: Já são conhecidos os protagonistas da adaptação cinematográfica do icónico videojogo

Link e Zelda ganham rostos no grande ecrã — e a expectativa só aumenta até 2027

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É oficial: The Legend of Zelda, um dos videojogos mais emblemáticos de sempre, vai finalmente chegar aos cinemas com um filme em imagem real. Depois de décadas de rumores, tentativas falhadas e muita especulação online, a Nintendo revelou os jovens atores que vão dar vida a Link e Zelda: Benjamin Evan Ainsworth e Bo Bragason, respetivamente.

O anúncio foi feito por ninguém menos do que Shigeru Miyamoto, o criador da saga, que confirmou a escolha através das redes sociais da Nintendo, com direito a imagens dos protagonistas já caracterizados. A revelação foi recebida com entusiasmo — e também com algum alívio — por fãs que esperavam há quase 20 anos por uma adaptação que fizesse justiça ao universo de Hyrule.

Benjamin Evan Ainsworth, conhecido pela sua voz de Pinóquio na versão de Robert Zemeckis e pela participação em A Maldição de Bly Manor, será o corajoso Link. Já Bo Bragason, que brilhou recentemente na série Renegade Nell, da Disney+, assume o papel de Zelda — a princesa, maga e guerreira, cuja personagem tem ganho maior protagonismo nas mais recentes entradas da saga.

Uma aventura com pedigree

O filme será realizado por Wes Ball, responsável pela trilogia Maze Runner e pelo recente O Reino do Planeta dos Macacos, com argumento de Derek Connolly (Mundo Jurássico) e produção de Avi Arad, nome associado a quase todos os filmes do Homem-Aranha. A estreia está marcada para 7 de maio de 2027, numa parceria entre a Nintendo e a Sony.

Embora ainda não se conheçam detalhes da história, espera-se que o filme respeite o espírito da saga: uma jornada épica em que Link enfrenta perigos e quebra maldições para salvar o reino de Hyrule — e Zelda. A Nintendo parece ter aprendido com os erros do passado, como o infame Super Mario Bros. de 1993, e aposta agora num envolvimento total com o projeto, tal como fez com sucesso em Super Mario Bros: O Filme, que rendeu mais de 1,3 mil milhões de dólares em 2023.

Uma lenda à prova do tempo

Lançado pela primeira vez em 1986, The Legend of Zelda é uma das franquias mais celebradas do mundo dos videojogos, com mais de 140 milhões de cópias vendidas ao longo de mais de 10 títulos. A série continua a reinventar-se, como ficou patente em The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom, lançado em 2024, onde a própria Zelda assume o papel de heroína.

Apesar da especulação de que Hunter Schafer (Euphoria) poderia interpretar a princesa, a Nintendo optou por um elenco mais jovem — possivelmente para preparar o terreno para uma saga cinematográfica de longa duração.

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Com um historial marcado por resistência a adaptações e um cuidado quase obsessivo com a sua propriedade intelectual, a Nintendo parece agora pronta para dominar também as salas de cinema. Resta-nos esperar até 2027 para descobrir se esta nova incursão no grande ecrã fará justiça à lenda.

Julia Roberts e Andrew Garfield em Guerra no Novo Thriller de Guadagnino: Já Viste o Trailer de “Depois da Caçada”?

O novo filme de Luca Guadagnino promete incendiar debates, provocar desconforto e conquistar prémios. Depois da Caçada (After the Hunt, no original) acaba de ganhar um trailer intenso e provocador, antecipando um dos títulos mais falados da próxima temporada cinematográfica — e não é por acaso que a estreia em Portugal está marcada para outubro, plena época de Óscares.

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Uma Sala de Aula em Ebulição 🎓🔥

Julia Roberts, Andrew Garfield e Ayo Edebiri protagonizam este thriller psicológico ambientado numa universidade norte-americana, onde uma acusação de abuso desencadeia uma cascata de revelações, tensões e questões morais.

Roberts interpreta uma professora universitária reputada, apanhada no meio de uma acusação grave: uma das suas alunas mais brilhantes (Edebiri) acusa um colega docente (Garfield) de comportamento abusivo. Mas o que poderia ser um dilema ético torna-se ainda mais complexo quando um segredo do passado da própria professora ameaça vir à superfície.

Um Espelho do Nosso Tempo

Com temas como abuso de poder, cultura de cancelamento, extremismos ideológicos e o legado do movimento #MeToo, Depois da Caçada posiciona-se como uma obra polémica e urgente. Guadagnino, sempre atento aos jogos de poder e pulsões humanas, parece aqui disposto a levar o espectador ao limite do desconforto — e da reflexão.

O trailer, divulgado esta semana, não esconde a tensão: olhares cortantes, diálogos carregados e uma atmosfera de crescente inquietação. “Não se pode estar sempre à vontade” é o aviso que acompanha as primeiras imagens, uma frase que promete marcar o tom da narrativa.

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Elenco de Luxo e Timing Perfeito

A acompanhar os três protagonistas estão nomes como Chloë Sevigny e Michael Stuhlbarg, reforçando um elenco que promete disputar as categorias principais dos grandes prémios.

Produzido pela Amazon MGM Studios e com estreia exclusivamente em sala, Depois da Caçada é claramente uma aposta de prestígio. A chegada a Portugal está prevista para outubro, numa janela estratégica para a temporada de prémios — e tudo indica que será um dos filmes mais falados até março de 2026, quando se realizarem os Óscares.

“Stranger Things”: A Última Temporada Já Tem Trailer… e Estreia em Três Partes!

A batalha final por Hawkins aproxima-se — e vai durar até 2026

📺 Depois de três anos de silêncio (e ansiedade!), a Netflix acaba de lançar o primeiro teaser trailer da quinta e última temporada de Stranger Things — e já sabemos quando será o regresso… e o adeus. Preparem os waffles, os walkmans e o coração: Hawkins está prestes a mergulhar no seu capítulo mais negro.

A série que conquistou o mundo desde 2016 não se vai despedir de forma tímida: a última temporada será dividida em três partes e promete elevar ainda mais a fasquia de emoções, espetáculo visual e, claro, referências aos anos 80.

Três partes, uma só despedida

A estrutura da despedida é ambiciosa — e também inusitada:

  • 📅 Parte 1: estreia a 27 de novembro de 2025, com quatro episódios.
  • 📅 Parte 2: segue-se a 26 de dezembro de 2025, com três episódios.
  • 📅 Parte 3: fecha a saga com um único episódio, a ser lançado a 1 de janeiro de 2026 — um verdadeiro réveillon de Hawkins para o Mundo.

Esta divisão vai permitir um ritmo mais controlado e, ao que tudo indica, episódios mais longos e densos, à semelhança do que vimos na quarta temporada.

O teaser: reencontros, nostalgia e uma ameaça final

O teaser trailer agora revelado traz-nos de volta aos rostos que crescemos a amar — Eleven, Mike, Dustin, Lucas, Will, Max, Steve, Nancy e companhia — e antecipa o que será o confronto definitivo contra as forças do Mundo Invertido.

Embora ainda envolto em mistério, o vídeo sugere que o mal não desapareceu com Vecna e que a cidade de Hawkins poderá estar à beira da destruição total. Há cenas de ação intensas, momentos emocionais e o já esperado crescendo épico que se tornou imagem de marca da série dos irmãos Duffer.

O fim de uma era para a Netflix

Com Stranger Things, a Netflix não só criou um fenómeno cultural, como também redefiniu o que significa fazer televisão serializada no streaming. O impacto da série vai muito além do ecrã: bandas sonoras que voltaram às tabelas, produtos licenciados, jogos e até casas temáticas em parques de diversões.

Agora, com o fim à vista, a plataforma prepara-se para uma despedida em grande, que se estenderá ao longo de semanas e culminará no primeiro dia de 2026 — um gesto simbólico para um legado que marcou uma ger