Filme em Destaque: Quando Chega o Outono, de François Ozon — Agora no Filmin

François Ozon, mestre do cinema francês contemporâneo, apresenta Quando Chega o Outono (Quand vient l’automne, 2024), um drama sensível e cheio de suspense que chega agora ao catálogo da Filmin.

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Sinopse Sucinta

Não recomendado a menores de 14 anos, este filme situa-se numa vila pitoresca da Borgonha. A história segue Michelle (Hélène Vincent), uma aposentada que vive em total harmonia com a vizinha de longa data, Marie-Claude (Josiane Balasko)  . A paz é abalada quando Michelle acidentalmente serve cogumelos venenosos à filha Valérie (Ludivine Sagnier), que adoece e proíbe a mãe de ver o neto Lucas  .

Enquanto Michelle tenta lidar com a culpa e a dor, Marie‑Claude enfrenta seus próprios fantasmas: o filho Vincent (Pierre Lottin) acaba de sair da prisão. O reencontro entre eles traz à tona segredos familiares, desequilíbrios e emoções contidas, transformando a narrativa num retrato tenso e profundamente humano  .

Destaques e Pontos de Interesse

  • O filme mistura drama familiar com elementos de mistério e thriller psicológico, mantendo o espectador em constante tensão e reflexão  .
  • A atuação de Hélène Vincent é amplamente elogiada: dominadora e cheia de nuances, imprime grande dignidade ao papel de Michelle  .
  • A direção de Ozon evita clichés sentimentais, apostando em uma abordagem elíptica e que permite ao público preencher lacunas com sua imaginação  .
  • O filme foi reconhecido no Festival de San Sebastián com o Prémio do Júri para Melhor Argumento, enquanto Pierre Lottin recebeu a Concha de Prata por Melhor Ator Secundário  .
  • A receção crítica é muito positiva, com uma aprovação de 97% no Rotten Tomatoes e score 74/100 no Metacritic  .

Vale a Pena Ver?

Se procuras um filme que combine drama íntimosuspense controlado e personagens complexas, Quando Chega o Outono é uma excelente escolha. Com a sensibilidade característica de Ozon, o filme ensaia sobre culpa, perdão e segundas chances — e mostra como o cinema pode, ainda em tempos tranquilos, guardar reviravoltas impactantes.

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“Nuremberga”: Russell Crowe, Rami Malek e Michael Shannon no Julgamento que Mudou a História 🎬⚖️

Chegou o primeiro trailer de Nuremberga (Nuremberg), o drama histórico que promete ser um dos grandes títulos da temporada de prémios de 2025. Realizado por James Vanderbilt, o filme reúne um elenco de luxo e revisita um dos momentos mais marcantes do século XX: o julgamento dos líderes nazis após a Segunda Guerra Mundial.

Em Baixo divulgamos o trailer original, dado que ainda não está disponível a versão legendada.

Um elenco de peso em tribunal

Russell Crowe assume o papel de Hermann Göring, uma das figuras mais temidas do regime nazi, aqui sentado no banco dos réus. Ao seu lado, um leque de atores de primeira linha dá vida às tensões judiciais e morais deste processo histórico:

  • Rami Malek interpreta um psiquiatra encarregado de avaliar a sanidade dos acusados;
  • Michael Shannon e John Slattery surgem como advogados envolvidos nas acesas batalhas jurídicas;
  • Um conjunto de secundários de relevo completa o elenco, reforçando a densidade dramática do projeto.

O filme pretende não só retratar a dimensão histórica do julgamento, mas também explorar a psicologia e as contradições dos acusados e daqueles que os confrontaram em tribunal.

O desafio de filmar a História

O realizador James Vanderbilt, que anteriormente assinou Truth (2015), sobre o caso Dan Rather vs. George W. Bush, tem agora a tarefa de transpor para o grande ecrã um episódio que é simultaneamente documento histórico e reflexão ética. Se Truth dividiu a crítica, Nuremberga chega com o peso acrescido das expectativas e a promessa de se afirmar como um dos grandes dramas históricos contemporâneos.

Produzido pela Sony Pictures Classics, o filme chega aos cinemas em novembro — em plena corrida aos Óscares — e aposta numa narrativa de tribunal que junta o rigor histórico com a intensidade de performances de atores já consagrados.

Entre justiça e memória

Os julgamentos de Nuremberga não foram apenas um momento jurídico, mas um marco civilizacional, que lançou as bases para o direito internacional moderno e para a noção de crimes contra a humanidade. A escolha de Russell Crowe como Göring promete um retrato intenso de uma das figuras mais complexas do Terceiro Reich, enquanto Rami Malek surge como contrapeso humano e psicológico neste duelo em tribunal.

Com a estreia marcada para novembro, Nuremberga já é visto como um dos filmes-acontecimento da temporada — e, se cumprir o que o trailer promete, poderá inscrever-se na lista de obras essenciais sobre a memória da Segunda Guerra Mundial.

“O Justiceiro” Regressa: KITT e Michael Knight Rumo ao Cinema com os Criadores de Cobra Kai

A nostalgia dos anos 80 continua a ser uma mina de ouro para Hollywood — e agora chegou a vez de um dos maiores fenómenos televisivos dessa década dar o salto para o grande ecrã. O Justiceiro (Knight Rider no título original), a série que eternizou David Hasselhoff ao volante do icónico KITT, vai transformar-se em filme pela mão dos criadores de Cobra Kai.

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Segundo a revista The Hollywood Reporter, a Universal Pictures deu finalmente luz verde a um projeto que há anos era falado mas nunca passava do papel. Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg — a equipa que revitalizou Karate Kid para uma nova geração com Cobra Kai — estão em negociações para assinar o argumento. Hurwitz e Schlossberg poderão também realizar o filme, num projeto que contará ainda com a produtora dos três e a 87North de Kelly McCormick e David Leitch, responsáveis por títulos como Atomic BlondeDeadpool 2 e Bullet Train.

O regresso de uma dupla lendária: Michael Knight e KITT

Entre 1982 e 1986, O Justiceiro conquistou fãs em todo o mundo com quatro temporadas que misturavam ação, intriga e, claro, o charme futurista de um carro indestrutível e com Inteligência Artificial. A Fundação para a Lei e o Governo (FLAG) recrutava Michael Knight (David Hasselhoff) para missões perigosas, mas era o seu parceiro de quatro rodas, KITT, que roubava sempre a cena — um Pontiac Trans Am que falava, acelerava como nenhum outro e tinha resposta pronta para qualquer ameaça.

O culto gerado pela série ultrapassou a televisão: houve telefilmes, spin-offs, videojogos, livros e até convenções dedicadas, como a KnightCon. Em Portugal, O Justiceiro foi transmitido ainda nos anos 80, ao domingo às 19h00, em versão original, mas viria a ganhar nova popularidade quando regressou em versão dobrada em português do Brasil. Foi daí que nasceu a frase imortalizada por fãs: “KITT, vem me buscar!”.

Hollywood e a máquina da nostalgia

O anúncio surge numa altura em que Hollywood continua a revisitar os anos 80 com entusiasmo: de Cobra Kai a Top Gun: Maverick, passando pelos rumores de novos capítulos de Regresso ao Futuro e Caça-Fantasmas. A escolha dos criadores de Cobra Kai para revitalizar O Justiceiro parece natural: já provaram ser capazes de respeitar a memória de uma saga enquanto a tornam relevante para uma geração que não viveu o fenómeno original.

Ainda não existem detalhes sobre o enredo, nem confirmação de elenco, mas a expectativa é alta: será que veremos David Hasselhoff de regresso, nem que seja numa participação especial? E que voz dará vida ao KITT nesta nova versão?

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Uma coisa é certa: se o projeto se concretizar como anunciado, O Justiceiro tem tudo para voltar a ser um fenómeno — agora nas salas de cinema. Afinal, como dizia o genérico original: “Um homem que não existe, numa luta contra o crime, com a ajuda de um carro que não tem igual.”

George Clooney Abandona Veneza Mais Cedo do Que o Previsto — Mas o Novo Filme Já Tem Data de Estreia

O Festival de Cinema de Veneza estava preparado para receber George Clooney em grande estilo, mas a visita do ator terminou de forma inesperada. Aos 64 anos, o protagonista de Jay Kelly foi obrigado a reduzir a sua participação no certame italiano devido a problemas de saúde que, embora descritos como não graves, levantaram preocupação entre fãs e colegas de profissão.

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Da passadeira vermelha ao recuo forçado

Clooney chegou a Veneza a 26 de agosto acompanhado pela mulher, Amal Clooney, e o casal voltou a monopolizar os flashes com a sua habitual elegância: ele num polo preto de manga curta e calças bege slim fit, ela num vestido amarelo da Balmain Resort. Porém, a agenda de promoção de Jay Kelly sofreu um corte inesperado quando o ator teve de cancelar compromissos oficiais para descansar.

Segundo o The Hollywood Reporter, Clooney faltou ao jantar privado da equipa do filme, que contou com o realizador Noah Baumbach, os co-protagonistas Adam Sandler e Laura Dern, bem como executivos de topo da Netflix, incluindo Ted Sarandos. O ator regressou ao hotel mais cedo, embarcando num barco por volta das 16h, e acabou por ausentar-se do convívio noturno.

Fontes próximas garantem que o episódio não é motivo de alarme e que Clooney deverá retomar o ritmo normal ainda durante o festival.

O que esperar de Jay Kelly

Depois do thriller Wolfs, Clooney regressa agora com uma comédia dramática descrita pela Netflix como uma “comédia com coração partido”. No filme, interpreta um ator famoso que atravessa uma crise de identidade e se apoia na amizade com o seu gestor, Ron (Adam Sandler). Juntos, os dois embarcam numa viagem pela Europa que os levará a reavaliar escolhas, arrependimentos e segredos.

Além de Clooney, Sandler e Laura Dern, o elenco é reforçado por nomes como Billy Crudup, Riley Keough, Jim Broadbent, Stacy Keach, Greta Gerwig, Isla Fisher e Patrick Wilson.

Datas de estreia

Jay Kelly terá a sua antestreia no Festival de Londres, a 10 de outubro, antes de chegar às salas de cinema a 15 de novembro. Pouco depois, a partir de 5 de dezembro, estará disponível na Netflix, consolidando-se como uma das grandes apostas da temporada para a corrida aos prémios.

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Mesmo com o contratempo de Veneza, Clooney continua a ser uma das presenças mais aguardadas no outono cinematográfico — e Jay Kelly promete ser mais uma prova de que, na sua maturidade, o ator sabe equilibrar humor, melancolia e uma presença magnética no ecrã.

Snoop Dogg Diz Ter “Medo” de Ir ao Cinema por Causa de Personagens LGBTQ+

O rapper Snoop Dogg voltou a gerar polémica, desta vez por causa de filmes de animação. Em entrevista ao podcast It’s Giving, o músico de 52 anos confessou que tem “medo” de levar os netos ao cinema devido à inclusão de personagens LGBTQ+ nas histórias para crianças.

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O Episódio de Lightyear

Snoop recordou uma ida ao cinema para ver Lightyear (2022), o spin-off de Toy Story que ficou marcado por mostrar um beijo entre duas personagens femininas. “Não fui ao cinema para ver essa treta. Fui para ver um filme”, disse, acrescentando que a cena lhe trouxe um problema inesperado: o neto fez-lhe perguntas sobre como duas mulheres poderiam ter um bebé.

“Estão a meter-me em cenas para as quais não tenho resposta. Não devíamos mostrar estas coisas em filmes para estas idades”, reforçou.

Entre a Representação e a Polémica

A declaração do rapper reabre o debate sobre a representação LGBTQ+ em produções para todas as idades. Para uns, trata-se de normalizar diferentes formas de amor e família, algo que reflete a diversidade do mundo real. Para outros, como Snoop Dogg, essas narrativas levantam dúvidas que consideram difíceis de explicar a crianças pequenas.

Hollywood tem vindo a dar passos cada vez mais visíveis nesta direção. Lightyear foi um caso mediático, mas não o único. A Disney e outros estúdios de animação têm apostado em maior inclusão, enfrentando tanto aplausos como críticas acesas.

O Peso da Voz de Snoop

Enquanto figura pública com milhões de seguidores, as palavras de Snoop Dogg têm impacto, mesmo que muitos discordem das suas posições. Esta não é a primeira vez que o rapper se pronuncia sobre temas sociais com franqueza — e também não será a última a gerar debate.

O contraste entre gerações, os novos modelos de família e o papel da indústria do entretenimento em moldar perceções culturais parecem estar, mais uma vez, no centro da discussão.

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Independentemente da opinião de Snoop Dogg, a tendência de Hollywood aponta para mais diversidade e inclusão no cinema de animação. O que para uns é “um problema sem respostas”, para outros é um sinal de que as histórias para crianças começam finalmente a espelhar a realidade de diferentes famílias.

👉 E vocês, o que pensam? O cinema — e em particular a animação — deve ser uma ferramenta ativa de diversidade e inclusão, ou acreditam que estas histórias deviam ficar à margem desse debate e centrar-se apenas no entretenimento?

Os Filmes-Acontecimento Que Marcaram 2025 nas Salas de Cinema em Portugal 🎬

2025 já vai deixando claro quais foram os títulos que mobilizaram multidões e geraram conversa em Portugal. Entre blockbusters de Hollywood, produções brasileiras de peso e até uma comédia nacional que surpreendeu nas bilheteiras, o ano cinematográfico foi marcado por momentos de verdadeiro entusiasmo coletivo.

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Mufasa: O Rei Leão — O Rugido Mais Forte do Ano 🦁

A prequela do clássico da Disney tornou-se no filme mais visto em Portugal em 2025, com 219 725 espectadores e 1,38 milhões de euros de receita. O público familiar respondeu em massa à proposta da Disney, confirmando que o universo de O Rei Leão continua a ser um fenómeno cultural incontornável, mais de 30 anos depois da estreia do original.

Sonic 3: O Filme — O Ouriço Mais Rápido da Bilheteira

Outra aposta para toda a família, Sonic 3 acelerou até aos 128 345 espectadores e ultrapassou os 779 mil euros em receitas. Entre nostalgia dos fãs dos videojogos e novos seguidores conquistados pela saga cinematográfica, o ouriço azul mostrou que ainda tem energia de sobra para dominar o grande ecrã.

Ainda Estou Aqui — O Brasil a Conquistar o Público Português

Walter Salles trouxe a sua força dramática a Portugal com Ainda Estou Aqui, que acumulou 122 734 espectadores e 807 mil euros arrecadados. O filme provou que as produções brasileiras podem ocupar espaço de destaque no mercado português, conquistando tanto pelas interpretações como pela proximidade cultural.

O Pátio da Saudade — O Fenómeno Nacional 🌟

A grande surpresa de 2025 veio de casa. Estreado a 14 de agosto, O Pátio da Saudade, de Leonel Vieira, tornou-se rapidamente no filme português mais visto do ano, com 15 000 bilhetes vendidos em apenas quatro dias e cerca de 105 mil euros em receitas.

Mais do que números, foi o entusiasmo do público que transformou a comédia dramática num acontecimento cultural nacional. Em poucas sessões, o filme provou que o cinema português consegue competir pela atenção dos espectadores quando encontra histórias com forte apelo popular.

O Que Nos Dizem Estes Números?

Seja com animações globais de milhões, dramas intensos vindos do Brasil ou uma produção portuguesa a encher salas, 2025 reforça a ideia de que o público ainda responde quando sente que está perante um “filme-evento”. A questão é saber como replicar esta fórmula de forma consistente.

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O futuro imediato aponta para apostas seguras como Spider-Man: Brand New Day (2026), mas em Portugal fica a nota de que há espaço — e apetite — para cinema nacional com impacto popular.

Choque em Miami: Dexter: Original Sin Cancelada Poucos Meses Após Renovação

Os fãs de Dexter estão a viver uma verdadeira montanha-russa emocional. Apenas quatro meses depois de a Paramount ter anunciado com pompa e circunstância a renovação da prequela Dexter: Original Sin para uma segunda temporada, a decisão foi revertida: a série foi oficialmente cancelada.

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Uma promessa que ficou pelo caminho

Estreada em janeiro de 2025 na SkyShowtime, Dexter: Original Sin transportava os espectadores para Miami em 1991, mostrando a juventude de Dexter Morgan, interpretado por Patrick Gibson, e o início da sua sombria transição de estudante para assassino em série vingativo.

A trama explorava os primeiros impulsos homicidas de Dexter e a criação do famoso “código” do pai, Harry, que orientava o jovem a canalizar a sua sede de sangue apenas contra quem realmente “merecia”. A série prometia aprofundar a origem de um dos personagens mais icónicos da televisão moderna, numa altura em que o protagonista dava os primeiros passos no estágio forense no Departamento de Polícia de Miami.

Fusão e mudança de planos

Segundo a revista Variety, a decisão de cancelamento está ligada à fusão entre a Paramount e a Skydance, que resultou numa alteração profunda de estratégia. Em vez de investir em Original Sin, a nova liderança optou por concentrar recursos em Dexter: Ressurreição, série que marca o regresso de Michael C. Hall ao papel que o tornou mundialmente famoso.

A escolha apanhou todos de surpresa, sobretudo porque a renovação já tinha sido comunicada oficialmente em abril de 2025, deixando no ar a sensação de que a prequela foi vítima mais da política empresarial do que da receção do público.

O legado de Dexter continua

Apesar do cancelamento, a franquia mantém-se viva. Desde a série original (2006-2013), que redefiniu o género policial ao misturar drama familiar com a frieza de um serial killer, até à minissérie Dexter: New Blood (2021), o universo criado por Jeff Lindsay continua a despertar enorme fascínio.

A prequela podia ter oferecido um olhar mais íntimo sobre os primeiros passos de Dexter, mas os fãs terão de se contentar com o regresso da versão adulta e perturbadoramente carismática de Michael C. Hall em Dexter: Ressurreição.

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👉 Resta agora saber se o cancelamento de Original Sin será definitivo ou se, como tantas vezes acontece no mundo das séries, algum outro estúdio ou plataforma poderá resgatar o projeto.

Bilheteira Mundial: Superman e F1 ultrapassam os 600 milhões, Demon Slayer arrasa na Ásia

O fim de semana trouxe marcos históricos para a bilheteira global: dois gigantes chegaram à fasquia dos 600 milhões de dólares, enquanto a animação japonesa Demon Slayer: Infinity Castle está a reescrever recordes no Oriente.

Superman bate recordes domésticos

O filme de James Gunn com David Corenswet consolidou-se como o maior sucesso da personagem nos EUA: já soma 604,5 milhões de dólares no total, sendo 347 milhões apenas no mercado doméstico. Internacionalmente arrecadou 257,5 milhões (42,6% do total). É um peso-pesado nos EUA, mas fora de portas fica ainda atrás de outros colossos.

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F1, o maior filme da carreira de Brad Pitt

O drama de corridas realizado por Joseph Kosinski já amealhou 603,4 milhões de dólares, com a grande maioria a vir do estrangeiro (417,5 milhões). Só na China, o filme fez 59,2 milhões — a melhor marca de sempre para Pitt naquele mercado. É também a sua maior bilheteira global de sempre.

Demon Slayer: Infinity Castle domina a Ásia

O mais recente capítulo da saga anime já superou os 200 milhões mundiais, com resultados impressionantes:

  • Estreia na Coreia com 13 milhões (melhor abertura do ano).
  • Nas Filipinas tornou-se o maior anime da história logo no arranque, com 4,2 milhões.
  • Em Hong Kong, Indonésia, Tailândia e Malásia já é o anime mais lucrativo de sempre.Em Imax, soma 28,5 milhões e, no Japão, tornou-se o título mais rentável de sempre do formato.

Por cá deve estrear no dia 11 de Setembro

Outros destaques internacionais

  • Final Destination: Bloodlines estreou-se na China com 8,2 milhões e já soma 295,5 milhões globais.
  • Weapons mantém força com 199,4 milhões mundiais em apenas três semanas.
  • The Bad Guys 2 segue estável com 149 milhões.
  • Jurassic World Rebirth ultrapassou os 844 milhões globais, sendo já o terceiro título de estúdio a cruzar os 500 milhões apenas no mercado internacional.
  • Freakier Friday, com Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis, soma 113,3 milhões globais, com forte presença na América Latina.
  • The Fantastic Four: First Steps aproxima-se dos 500 milhões, sendo já o maior sucesso de super-heróis do ano em Itália, Espanha, México e Brasil.

Verão forte, mas aquém dos 4 mil milhões

Apesar de sucessos isolados, o mercado de verão não deverá atingir os 4 mil milhões de dólares globais — patamar comum antes da pandemia. Ainda assim, 2025 mantém a bilheteira anual cerca de 5% acima de 2024.

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✨ No fundo, a força da animação japonesa, a resistência de títulos de terror e a renovada energia de franquias como Superman e Jurassic World mostram que o cinema continua vivo e capaz de surpreender plateias em todo o mundo.

O Vídeo de Audição de David Corenswet Para Superman Torna-se Viral — E os Fãs Dizem Que Ele “Nasceu Para Ser Clark Kent” 🦸‍♂️✨

O novo Superman, realizado por James Gunn, já conquistou o público com mais de 331 milhões de dólares de bilheteira nos EUA, tornando-se o filme do Homem de Aço mais rentável da história do país. Mas agora os fãs tiveram acesso a algo ainda mais especial: o vídeo de audição de David Corenswet, que acaba de se tornar viral.

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O teste que convenceu James Gunn

Partilhado pela 21 Casting no YouTube, o vídeo mostra Corenswet a entrar em personagem, de óculos e fato, recriando uma cena de entrevista com Lois Lane (lida em voz alta pela sua esposa, Julia Warner).

O impacto foi imediato. Nas redes sociais, um fã resumiu o sentimento geral:

“Este homem simplesmente transpira aquele ‘Superman vibe’. Impressionante.”

Outro destacou:

“David Corenswet nasceu para ser Superman. Ele é o Clark Kent.”

A comparação inevitável com Christopher Reeve também não tardou: muitos notaram como Corenswet consegue canalizar a ingenuidade de Kent e a imponência de Superman, evocando a aura clássica que eternizou o ator dos anos 70 e 80.

O detalhe que conquistou Gunn

James Gunn confessou, em entrevista à GQ, que ficou convencido logo no primeiro visionamento:

“Desde o início, ele era o homem a bater. O que me surpreendeu foi o humor que trouxe à cena, exatamente o que eu estava a imaginar.”

O próprio Corenswet explicou que se inspirou em clássicos como Singin’ in the RainHis Girl Friday e nos filmes de Fred Astaire e Ginger Rogers para encontrar o ritmo e o charme necessários para o papel.

O início do novo DCU

Este Superman é o primeiro filme do novo Universo DC liderado por Gunn e Peter Safran, que arranca com a fase “Gods and Monsters”. Além de revitalizar o ícone, a escolha de Corenswet parece ter dado aos fãs algo que muitos pediam: um Clark Kent com humanidade, humor e esperança — atributos que definem a essência do herói criado por Jerry Siegel e Joe Shuster.

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Com a estreia digital já disponível e o regresso de Peacemaker previsto para breve na HBO Max, o entusiasmo em torno da nova era da DC só parece crescer.

Pode ver o video da audição aqui

First Date: Curta Portuguesa de Luís Filipe Borges Já Viajou o Mundo Inteiro 🌍🎬

O cinema português continua a marcar presença nos quatro cantos do planeta, e desta vez o protagonista é First Date, a curta-metragem de Luís Filipe Borges filmada inteiramente na ilha do Pico, nos Açores. Vencedora do Prémio Curta Pico da MiratecArts, a produção já soma 30 seleções oficiais em festivais e 10 prémios, e prepara-se para completar a volta ao mundo cinematográfica.

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Da Austrália a Angola: estreia em dois novos continentes

No último fim de semana de agosto, First Date estreia no Heathcote Film Festival, na Austrália, e seguirá depois para o Sydfest em Sydney e para o NZ Indie Film Festival na Nova Zelândia. Dias mais tarde, será a vez da estreia africana no CineFest, em Luanda, Angola (4 a 7 de setembro).

No mesmo dia 7 de setembro, o filme regressa também a Portugal para competir no CINE TEJO, em Benavente, onde arrecadou cinco nomeações, incluindo Melhor Curta de Ficção, Melhor Realizador e Melhor Argumento.

O Pico como personagem principal

Descrito pela Cinetendinha (SIC TV) como “uma comédia-romântica à Hollywood com charme próprio e uma carta de amor ao Pico”, o filme tem sido elogiado pela forma como transforma a paisagem açoriana em mais do que cenário: críticos italianos chamaram-lhe uma “personagem própria, majestosa e atmosférica”, enquanto no Reino Unido destacaram “o poder de uma narrativa honesta e sincera sobre a natureza humana”.

Uma curta em ascensão

First Date conta com Cristóvão Campos no elenco, nomeado a Melhor Ator, e música original de Flávio Cristóvam, também distinguida. Para Luís Filipe Borges, que se estreia na realização em cinema, este é já um cartão de visita internacional invejável.

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De Portugal para o mundo

Com passagens já confirmadas pela América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, e agora a caminho da Oceânia e África, First Date soma feitos raros para uma curta portuguesa. Mais do que um primeiro encontro, é já um caso sério de sucesso no circuito internacional.

American Pie: Como Uma Comédia Irreverente Mudou o Cinema Adolescente Para Sempre 🥧

Em 1999, uma comédia sobre um grupo de adolescentes a tentar perder a virgindade antes do final do secundário transformou-se num fenómeno cultural. American Pie, realizado por Paul Weitz e escrito por Adam Herz, não só catapultou jovens atores como Seann William Scott, Jason Biggs, Alyson Hannigan ou Tara Reid para a fama, como também redefiniu o que significava uma “teen comedy” em Hollywood.

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Uma receita simples, mas eficaz

A história era básica: quatro amigos desesperados fazem um pacto para perder a virgindade antes do baile de finalistas. O que ninguém esperava era que o filme, recheado de humor grosseiro mas também de uma surpreendente dose de ternura, conquistasse o mundo e rendesse mais de 235 milhões de dólares em bilheteira com apenas 11 milhões de orçamento.

O nascimento de um ícone: Stifler

Entre os personagens, nenhum brilhou mais do que Steve Stifler, interpretado por Seann William Scott. O “party boy” sem filtros tornou-se rapidamente num ícone cultural — amado e odiado em igual medida — e acabou por ser o fio condutor de várias das sequelas. O ator confessou recentemente que recebeu apenas 8 mil dólares pelo primeiro filme, mas o sucesso valeu-lhe a entrada direta no imaginário popular.

Sequelas, spin-offs e nostalgia

O sucesso do original deu origem a três sequências oficiais — American Pie 2 (2001), American Wedding (2003) e American Reunion (2012) —, além de cinco spin-offs lançados diretamente em vídeo. Ainda que com resultados irregulares, o universo de American Pie ajudou a cimentar a fórmula: sexo, escatologia, amizade e, no meio disso tudo, alguma emoção genuína.

Uma nova era para as teen comedies

O impacto foi imediato: filmes como Road TripEurotrip ou Not Another Teen Movie (que até parodiou a saga) seguiram o mesmo caminho. American Pie abriu portas para um tipo de comédia mais ousada e despudorada, mas também mostrou que havia espaço para falar sobre inseguranças, identidade e amizade.

Ainda faz sentido hoje?

Seann William Scott já disse que só voltaria se houvesse “uma ideia perfeita”, pois reconhece que o humor mudou e o que funcionava nos anos 2000 talvez não resultasse em pleno hoje. Mas a nostalgia continua forte, e para muitos fãs, rever American Pie é revisitar uma era em que as comédias adolescentes eram rainhas de bilheteira.

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Guillermo del Toro Reinventa o Clássico: Frankenstein Chega aos Cinemas em Outubro Antes da Estreia na Netflix

Guillermo del Toro concretiza finalmente um sonho antigo: levar a sua visão pessoal de Frankenstein para o grande ecrã. A Netflix confirmou que o filme terá estreia nos cinemas a 17 de outubro, em lançamento limitado, antes de chegar à plataforma de streaming a 7 de novembro.

Esta notícia surge como um alívio para os fãs do realizador mexicano, que temiam que o projeto fosse confinado apenas ao streaming. A aposta em dar-lhe uma passagem pelas salas mostra que estamos perante uma obra pensada também para a experiência coletiva do cinema.

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Um elenco de luxo para um clássico imortal

A adaptação reúne um elenco de peso: Jacob Elordi interpreta a Criatura, enquanto Oscar Isaac dá vida ao cientista Victor Frankenstein. Mia Goth surge como Elizabeth Lavenza e Christoph Waltz assume o papel de Dr. Pretorius, uma das figuras mais sombrias do mito.

A estes juntam-se ainda Felix Kammerer (A Oeste Nada de Novo), Lars Mikkelsen (Ahsoka), David Bradley (Harry Potter), Christian Convery (Sweet Tooth), Ralph Ineson (The WitchNosferatu) e Charles Dance (Game of Thrones).

O projeto de uma vida

Del Toro já tinha revelado, em 2023, no evento TUDUM da Netflix, que Frankenstein era o filme que sempre quis realizar:

“Queria fazer este filme antes mesmo de ter uma câmara”, confessou o cineasta, sublinhando o seu fascínio pela obra-prima de Mary Shelley, publicada em 1818.

A sua abordagem promete ser mais do que uma simples adaptação: será uma reflexão sobre a obsessão científica, o poder e a solidão da criatura que nunca pediu para existir.

Frankenstein no cinema: um mito em constante reinvenção

A história de Mary Shelley tem sido adaptada inúmeras vezes ao longo da história do cinema, e cada versão refletiu a sua época:

  • James Whale (1931) – Foi esta adaptação da Universal que imortalizou a imagem do monstro com a maquilhagem icónica de Boris Karloff, transformando Frankenstein num símbolo do cinema de terror clássico.
  • O Filho de Frankenstein (1939) e os sucessivos filmes da Universal expandiram o mito, mas também cristalizaram o monstro como figura da cultura pop.
  • Mary Shelley’s Frankenstein (1994) – Realizado e protagonizado por Kenneth Branagh, trouxe uma versão mais fiel ao romance, ainda que marcada por um tom melodramático.
  • Entre estas, surgiram leituras mais livres, desde o humor de Abbott and Costello Meet Frankenstein (1948) até versões modernas como Victor Frankenstein (2015).

Guillermo del Toro promete algo diferente: uma versão adulta, gótica e carregada de melancolia, que resgata a essência filosófica e trágica do livro de Shelley. Se Karloff definiu a imagem e Branagh tentou a fidelidade literária, Del Toro parece querer fundir o terror com poesia visual.

Terror gótico com assinatura de autor

Descrito como uma versão “classificada para maiores de 18 anos”, o filme promete não suavizar o lado mais sombrio da história. Sangue, tragédia e reflexão filosófica deverão marcar esta nova leitura, fiel ao espírito do romance original, mas com o toque visual exuberante e gótico que caracteriza o cinema de Del Toro.

Com Frankenstein, o realizador regressa ao território onde sempre brilhou: o cruzamento entre fantasia sombria, horror clássico e uma inesperada ternura pelas suas criaturas marginalizadas. Depois de A Forma da Água — que lhe valeu o Óscar de Melhor Filme —, a expectativa é que este novo projeto seja outro marco da sua carreira.

Uma estreia aguardada

Frankenstein estreia-se nos cinemas a 17 de outubro de 2025, com lançamento mundial na Netflix a partir de 7 de novembro. Para já, a Netflix divulgou também novos posters oficiais, reforçando o tom gótico e melancólico da obra.

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Preparem-se: este não será apenas mais um filme de monstros, mas sim a versão definitiva de um dos maiores mitos da literatura e do cinema e veja os Posters:

“Pátio da Saudade” conquista o público: mais de 15 mil espectadores no fim de semana de estreia

O cinema português voltou a marcar presença forte nas bilheteiras. Pátio da Saudade, a nova comédia de Leonel Vieira, estreou a 14 de agosto e já foi vista por mais de 15 mil espectadores no fim de semana de abertura. O resultado ultrapassa os 100 mil euros de receita de bilheteira, coroando o filme como o mais visto do ano entre as produções nacionais.

Depois do êxito de O Pátio das Cantigas — ainda hoje o filme português mais visto de sempre nas salas de cinema —, Leonel Vieira regressa ao grande ecrã com uma história que mistura humor, emoção e um tributo à identidade cultural portuguesa.

Uma história de luta e paixão pelo teatro

No centro da narrativa está Vanessa, interpretada por Sara Matos, uma atriz de televisão que herda um antigo teatro em ruínas no Porto. Contra os conselhos do seu agente Tozé Leal (José Pedro Vasconcelos), que a incentiva a vender o edifício, Vanessa decide recuperar o espaço e devolver-lhe a glória perdida.

Para isso, reúne os amigos Joana (Ana Guiomar) e Ribeiro (Manuel Marques) e embarca no sonho de montar um espetáculo que reviva os tempos dourados da Revista à Portuguesa. Mas o caminho está longe de ser fácil: Armando (José Raposo), dono de um teatro rival, fará de tudo para travar o projeto.

Um elenco de luxo

Além de Sara Matos, o filme reúne alguns dos rostos mais queridos do público português, incluindo Ana Guiomar, Manuel Marques, José Pedro Vasconcelos, José Raposo, Gilmário Vemba, José Martins, Alexandra Lencastre, José Pedro Gomes, Aldo Lima e Carlos Cunha.

Este verdadeiro “elenco de luxo” dá vida a uma comédia que mistura emoção, nostalgia e crítica social, num registo que promete conquistar diferentes gerações de espectadores.

A tradição que volta a encher salas

Com esta estreia, Leonel Vieira prova mais uma vez a sua capacidade de unir plateias em torno de histórias com sabor a tradição portuguesa. Tal como acontecera com O Pátio das Cantigas, também aqui se celebra a memória cultural, mas com uma abordagem contemporânea que reflete os desafios de preservar a identidade no mundo moderno.

Em apenas quatro dias, Pátio da Saudade confirmou que o público português está disponível para apoiar produções nacionais — e que ainda há espaço para o riso, a emoção e a memória partilhada no grande ecrã.

O filme está em exibição exclusivamente nos cinemas.

Catherine Zeta-Jones revela o segredo para sobreviver 25 anos casada com Michael Douglas

Catherine Zeta-Jones abriu o coração sobre como tem conseguido manter uma relação estável e duradoura com Michael Douglas, apesar de viverem há 25 anos sob os holofotes. O casal, que partilha dois filhos — Dylan (2000) e Carys (2003) —, continua a ser um dos mais icónicos de Hollywood, mas soube encontrar refúgios longe da exposição mediática.

Em entrevista ao The Sunday Times Style, a atriz galesa, de 55 anos, contou que depois de viverem em Nova Iorque, decidiram mudar-se para as Bermudas para criar os filhos. “A cidade no verão é demasiado quente, então o Michael levou-me para os Hamptons e eu pensei: ‘as mesmas pessoas, mas de calções’. O calendário social era esgotante. Depois levou-me às Bermudas, porque a mãe dele era de lá, e apaixonei-me. Comprámos uma casa e ficámos 10 anos.”

Hoje em dia, preferem passar grande parte do tempo em Espanha, embora também tenham casas no Canadá e em Nova Iorque.

Como lidam com a pressão da fama

Sobre a atenção constante da imprensa, Zeta-Jones foi clara: “Dois famosos juntos fazem 10. É assim mesmo. Há duas versões da história e há duas fantasias. Nós não damos ouvidos ao que escrevem sobre nós. Respeitamos o nosso espaço, somos espíritos independentes. Somos muito parecidos, nascemos no mesmo dia, com 25 anos de diferença. Não temos medo de nos expressar. Eu uso o coração na manga, e ele também — o que é bom.”

Douglas e a ideia de reforma

Michael Douglas, hoje com 80 anos, filho do lendário Kirk Douglas, afirmou recentemente que não tem grandes intenções de voltar a trabalhar intensamente: “prefiro ver a minha mulher trabalhar”. A reação de Catherine foi pragmática: “Ele ganhou o direito de abrandar. Mas nunca digo nunca. É filho do pai e adora trabalhar — digamos que ‘reforma’ é um conceito flexível.”

Douglas foi um dos nomes mais marcantes do cinema dos anos 80, com títulos como A Jóia do NiloAtração Fatal e Wall Street — este último valeu-lhe um Óscar de Melhor Ator. Também venceu um Óscar como produtor de Voando Sobre um Ninho de Cucos e, mais recentemente, conquistou novas gerações ao interpretar Hank Pym nos filmes da Marvel, incluindo Homem-Formiga e Vingadores: Endgame.

Com humor, cumplicidade e um sentido de independência partilhado, Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas continuam a provar que, mesmo em Hollywood, é possível manter um casamento sólido — desde que se saiba desligar do ruído exterior.

Ronja: A Filha do Ladrão regressa com mais magia, perigos e alianças improváveis

Depois do sucesso da primeira temporada, a floresta encantada volta a abrir caminho para novas aventuras: Ronja: A Filha do Ladrão estreia a sua segunda temporada no próximo 20 de agosto, às 22h10, no TVCine Edition e TVCine+.

Inspirada no clássico de Astrid Lindgren — a mesma autora de Pipi das Meias Altas — a série sueca conquistou famílias inteiras com a sua mistura de fantasia, inocência e dilemas muito humanos. Agora, a história de Ronja e do seu mundo mágico entra numa fase mais intensa e madura.

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Amizade proibida, escolhas difíceis

Na nova temporada, a amizade entre Ronja (Kerstin Linden) e Birk, filho do líder de um clã rival, cresce apesar das rivalidades que os separam. Quando a relação é descoberta, o choque entre famílias explode em fúria e consequências: Ronja é expulsa da fortaleza pelo próprio pai, Mattis, e parte para a floresta com Birk.

Entre criaturas míticas, caçadores implacáveis e soldados à espreita, os dois aprendem a sobreviver por conta própria, enfrentando não só os perigos da natureza como as lealdades familiares que os perseguem. No meio da tensão, surge a hipótese de algo impensável: uma aliança entre clãs rivais para resistirem a ameaças maiores.

Magia, drama e imagens de cortar a respiração

Visualmente deslumbrante, a série mantém as paisagens verdejantes e a atmosfera de conto de fadas que encantaram o público, mas dá agora um passo além: o enredo mergulha em temas de perda, coragem e reconciliação, com destaque para a relação de Ronja com a mãe, Lovis, que ganha maior profundidade dramática.

O elenco, para além de Kerstin Linden, conta ainda com Christopher Wagelin, Krista Kosonen, Johan Ulveson e Sverrir Gudnason, numa produção que promete conquistar tanto os mais novos como os adultos.

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Onde ver

Ronja: A Filha do Ladrão T2 estreia dia 20 de agosto, e os episódios seguintes chegam todas as quartas-feiras às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e TVCine+.

James Bond em Tribunal: a batalha pelos direitos de 007 envolve alfaiates reais, chapéus históricos e fatos de ski “espião-pronto”

A vida de James Bond nunca foi fácil no grande ecrã, mas agora o famoso espião enfrenta uma missão digna de um thriller jurídico: salvar o seu próprio nome. A Danjaq — a empresa norte-americana que, em conjunto com a britânica Eon Productions, controla os direitos de merchandising da marca 007 — está a travar uma disputa legal para manter o domínio da identidade do agente secreto mais famoso do cinema.

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O inimigo: um magnata austríaco no Dubai

A ameaça vem de Josef Kleindienst, um promotor imobiliário austríaco que está a erguer o luxuoso resort Heart of Europeem ilhas artificiais no Dubai. Kleindienst argumenta que várias marcas registadas associadas a Bond — incluindo o nome, o código “007” e a frase icónica “Bond, James Bond” — têm sido subaproveitadas comercialmente e, por isso, deveriam ser consideradas caducas.

Se conseguir provar a “não utilização” durante cinco anos, poderá reclamar a posse destas marcas na União Europeia.

A defesa de 007: alfaiates reais, chapéus lendários e ski de ação

Para responder, os advogados da Danjaq reuniram um dossier de 227 páginas, que parece saído de um guião de espionagem. Entre as provas estão algumas das mais prestigiadas casas de moda e acessórios britânicas e internacionais que continuam a explorar o universo Bond:

  • Turnbull & Asser, alfaiate de Jermyn Street, fornecedor oficial de camisas para Sean Connery em Dr. No (1962) e, mais tarde, para Pierce Brosnan e Daniel Craig. Também é o camiseiro pessoal do rei Carlos III, que usou uma das suas peças na coroação em 2023.
  • Lock & Co. Hatters, a chapelaria mais antiga do mundo, fundada em 1676. Foi responsável pelo chapéu que surge na cena de abertura de Dr. No e pelo inseparável chapéu mortal de Odd Job em Goldfinger (1964). Hoje vende edições especiais como o trilby Dr. No (£537) ou o Vesper (£662).
  • Bogner, marca desportiva de luxo, que filmou as primeiras cenas de ski de ação em On Her Majesty’s Secret Service (1969) e criou momentos épicos em The Spy Who Loved Me e For Your Eyes Only. Em 2023 lançou a coleção “Bogner X 007”, com preços entre 290 e 2.300 dólares.
  • N.Peal, referência em caxemira desde 1936, que desenhou peças icónicas usadas em No Time to Die (2021), como as calças de combate vendidas a £245.

Este arsenal de marcas pretende provar que Bond continua a ser um nome vivo e altamente explorado no mercado.

Amazon ao leme da franquia

A batalha legal surge numa fase de transição delicada para a saga. Desde 2021, a Amazon detém a MGM e, recentemente, adquiriu também o controlo criativo da franquia, antes nas mãos de Barbara Broccoli e Michael G. Wilson.

O próximo filme terá realização de Denis Villeneuve (Dune) e argumento de Steven Knight, criador de Peaky Blinders. A produção está a cargo de Amy Pascal (SkyfallSpider-Man) e David Heyman (Harry PotterBarbie). A escolha do novo James Bond, no entanto, ainda não foi anunciada — prolongando a maior pausa entre filmes desde a fundação da saga.

O veredicto em suspense

Enquanto Kleindienst insiste que a sua luta pretende “garantir que Bond não morre” e continua relevante, a Danjaq fala num “ataque sem precedentes” à identidade multibilionária da franquia.

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Uma coisa é certa: entre tribunais, alfaiates reais e chapéus mortais, James Bond continua a ser tão cobiçado fora do ecrã quanto dentro dele.

Pierce Brosnan e Helen Mirren concordam: James Bond “tem de ser um homem”

O debate sobre quem deverá assumir o icónico papel de James Bond ganhou novo fôlego depois de duas figuras incontornáveis do cinema britânico — Pierce Brosnan e Helen Mirren — terem defendido que o espião criado por Ian Fleming deve continuar a ser interpretado por um homem.

Pierce Brosnan, que vestiu o fato de 007 em quatro filmes entre 1995 e 2002 (GoldenEyeTomorrow Never DiesThe World Is Not Enough e Die Another Day), surpreendeu ao recuar em declarações que fizera em 2019, quando afirmara que seria “excitante” ver uma mulher no papel. Agora, aos 72 anos, o ator irlandês sublinha outra perspetiva:

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“Oh, acho que tem de ser um homem. Estou tão entusiasmado por ver o próximo homem a subir ao palco e a trazer nova vida a esta personagem”, disse em entrevista à revista Saga.

Brosnan, que chegou a acusar a saga de sexismo no passado, acrescentou que, apesar de se considerar feminista, Bond tem de manter-se fiel à sua essência: “Não se pode ter uma mulher. Simplesmente não resulta. James Bond tem de ser James Bond, caso contrário transforma-se noutra coisa.”

O apoio de Helen Mirren

A seu lado nesta opinião esteve Dame Helen Mirren, que contracena com Brosnan na adaptação cinematográfica de The Thursday Murder Club. A atriz de 80 anos, também entrevistada pela mesma publicação, reforçou o ponto de vista:

“Sou uma grande feminista, mas James Bond tem de ser um homem. Não funciona de outra forma. O conceito nasceu de um mundo profundamente sexista, sim, mas é precisamente isso que define a personagem. É divertido assim.”

Mirren reconheceu, no entanto, que muitas mulheres desempenharam papéis importantes no universo do espionagem real e ficcional, mas que Bond é, por natureza, uma figura masculina.

O futuro da saga nas mãos da Amazon

A franquia, que esteve mais de 60 anos sob o controlo da família Broccoli, passou recentemente para a alçada da Amazon-MGM Studios, num negócio avaliado em cerca de mil milhões de dólares. A nova etapa promete uma abordagem “fresca”, mas sem abdicar do “legado” de 007.

O próximo filme, o 26.º da saga oficial, terá argumento de Steven Knight, criador de Peaky Blinders, e realização de Denis Villeneuve (Dune), numa aposta clara em revitalizar o agente secreto para as novas gerações.

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Enquanto isso, a especulação sobre o sucessor de Daniel Craig continua intensa. Os nomes de Aaron Taylor-Johnson (Bullet Train) e Callum Turner (Masters of the Air) surgem como favoritos, embora James Norton também seja apontado como forte candidato.

🎬 Conclusão

Mais de seis décadas depois da estreia de Dr. No, a questão mantém-se: quem será o próximo James Bond? Uma coisa parece certa para Pierce Brosnan e Helen Mirren — 007 tem de continuar a ser um homem. O público, por sua vez, aguarda impaciente pelo anúncio oficial que definirá o futuro de uma das sagas mais lendárias da história do cinema

Box Office: A Hora do Desaparecimento  continua imparável, Nobody 2 estreia em terceiro e Americana com Sydney Sweeney é um desastre total

O fim de semana de bilheteiras nos Estados Unidos trouxe surpresas e confirmações: o terror Weapons mantém-se firme no primeiro lugar, Nobody 2 não passou de um arranque modesto e Americana, com Sydney Sweeney, revelou-se um autêntico naufrágio comercial.

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Weapons mantém o trono do terror 👑🔪

A produção da New Line e Warner Bros., realizada por Zach Cregger, mostrou que não é apenas mais um filme de terror a passar pelos cinemas. Com 25 milhões de dólares arrecadados no seu segundo fim de semana — uma descida de apenas 42% — Weapons cimenta-se como fenómeno cultural e título obrigatório nas conversas de corredor. Para um género habitualmente marcado por quedas abruptas após a estreia, este desempenho é notável.

Nobody 2: discreto mas com futuro

Bob Odenkirk regressa como o homem aparentemente banal que esconde uma vida dupla de operações secretas. Ainda que o filme tenha arrancado com apenas 9,4 milhões de dólares, posicionando-se em terceiro lugar, o desempenho não alarma a Universal. Afinal, a produção custou 26 milhões, valor relativamente modesto, e o estúdio já domina a estratégia de recuperar investimento rapidamente através de premium VOD.

O primeiro Nobody, lançado em plena pandemia, abriu com 6,8 milhões e acabou por acumular 68 milhões só no mercado doméstico. Por isso, ainda há espaço para que a sequela encontre o seu público.

O regresso de Freakier Friday diverte o público

A comédia familiar da Disney, que volta a reunir Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan, sorri no segundo fim de semana com 14 a 15 milhões de dólares, uma descida na ordem dos 50%. Nada mal para um filme que aposta na nostalgia e no público feminino como grandes trunfos.

Spike Lee e Denzel Washington: estreia tímida

O aguardado reencontro entre Spike Lee e Denzel Washington, em Highest 2 Lowest, ficou aquém das expectativas no arranque. Com estreia limitada em cerca de 220 salas, o filme soma perto de 894 mil dólares, média por sala considerada pouco entusiasmante para um projeto de prestígio da Apple Original Films e A24. Em breve, o título chegará à Apple TV+, onde deverá encontrar maior visibilidade.

Americana: o desastre de Sydney Sweeney

O grande fiasco do fim de semana foi mesmo Americana, thriller de assalto com Sydney Sweeney, Paul Walter Hauser e Halsey. Após dois anos de espera desde a estreia em SXSW 2023, o filme chegou a 1.100 salas mas não conseguiu atrair público: apenas 840 mil dólares, com uma média miserável de 460 dólares por sala, colocando-o em 16.º lugar.

Críticos elogiaram o filme, mas a receção comercial mostrou-se um desastre absoluto, um contraste gritante com o estatuto mediático de Sweeney, que parecia garantir maior atenção.

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Conclusão

Este fim de semana reforça duas ideias claras: o terror vive dias de glória nas bilheteiras, enquanto projetos de prestígio e até estrelas em ascensão não estão imunes a falhanços. Para já, Weapons continua a dominar, enquanto Nobody 2 espera recuperar terreno fora do circuito tradicional e Americana ficará lembrado como um dos maiores desastres de 2025.

“Duas Estações, Dois Estranhos”: Sho Miyake conquista o Leopardo de Ouro em Locarno

O Festival Internacional de Cinema de Locarno voltou a coroar o talento japonês. A 78.ª edição, que terminou este sábado na Suíça, atribuiu o Leopardo de Ouro a Duas Estações, Dois Estranhos, novo filme do realizador Sho Miyake. O drama, baseado na obra Mr. Ben and His Iglu, A View of the Seaside de Yoshiharu Tsuge, acompanha o encontro de duas personagens à beira-mar, num registo contemplativo e profundamente humano.

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Miyake torna-se, assim, o quarto cineasta japonês a conquistar o prémio máximo de Locarno, um festival que se tem afirmado como um dos mais importantes palcos para o cinema de autor.


Os outros premiados da edição

Além da vitória de Miyake, o júri distinguiu White Snail, de Elsa Kremser e Levin Peter, com o Prémio Especial do Júri, enquanto o Leopardo de Melhor Realização foi entregue a Abbas Fahdel por Tales of the Wounded Land.

Na interpretação, os prémios foram partilhados entre Manuela Martelli e Ana Marija Veselčić, protagonistas de Bog neće pomoći (Deus Não Ajudará), de Hana Jušić, e a dupla Marya Imbro e Mikhail Senkov, que brilham em White Snail.

Leopardo de Ouro do Concurso de Cineastas Revelação foi atribuído a Cabelo, Papel, Água…, obra conjunta de Nicolas Graux e Trương Minh Quý, confirmando a aposta do festival em novas vozes do cinema contemporâneo.


Portugal em destaque

O cinema português também marcou presença com As Estações, realizado por Maureen Fazendeiro — cineasta francesa a viver em Lisboa. Filmada no Alentejo, a longa-metragem esteve não só em competição pelo prémio principal, como também pelo Leopardo Verde, destinado a produções que destacam questões ambientais e ecossistemas.

Um festival de grandes encontros

Para além das competições, Locarno voltou a ser um ponto de encontro privilegiado para estrelas e criadores de várias latitudes. A edição de 2025 contou com a presença de nomes como Emma ThompsonJackie ChanWillem DafoeGolshifteh FarahaniAlexander Payne, a lendária figurinista Milena Canonero e a atriz Lucy Liu.

Foram exibidos 224 filmes em mais de 300 sessões, incluindo 101 estreias mundiais, transformando a cidade suíça numa autêntica montra da diversidade e vitalidade do cinema internacional.

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Com o Leopardo de Ouro entregue a Duas Estações, Dois Estranhos, Sho Miyake confirma-se como uma das vozes mais relevantes do cinema japonês contemporâneo. Já a organização prepara-se para a próxima edição: a 79.ª, marcada entre 5 e 15 de agosto de 2026.

O Filme de Terror Mais Estranho do Ano… É Também uma História de Amor

Em Together, Alison Brie e Dave Franco levam a relação ao limite — até ao ponto de os seus corpos se fundirem.

No cinema de terror, já vimos monstros, fantasmas e criaturas de pesadelo. Mas em Together, o novo filme realizado por Michael Shanks, o horror surge como metáfora para a vida a dois: Alison Brie e Dave Franco interpretam um casal cujo corpo — literalmente — se transforma numa só entidade. O resultado é uma mistura inquietante de body horror à la Cronenberg (A Mosca) com ecos grotescos de The Thing, de John Carpenter.

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Amor, co-dependência e… horror físico

Na trama, Millie (Brie), professora, e Tim (Franco), músico desempregado e orgulhosamente citadino, mudam-se para uma zona remota devido ao novo trabalho dela. Um dia, explorando a área, encontram uma gruta com marcas misteriosas e um lago aparentemente puro. Tim bebe dessa água — e pouco depois, os seus corpos começam a fundir-se.

O argumento, escrito por Shanks, equilibra momentos de terror gráfico com uma leitura mais simbólica: a relação de Millie e Tim está longe de perfeita, marcada por frustrações, dependência mútua e rotinas difíceis de quebrar. Franco admite que a escolha do filme teve tudo a ver com o realismo que poderiam trazer: “A nossa relação de 13 anos ajudou a dar peso a estes personagens.”

Brie acrescenta: “O body horror é uma metáfora directa para os medos em torno da monogamia e da co-dependência tóxica.”

Colados… no trabalho e no ecrã

Este é o quinto projecto em conjunto do casal, depois de The Rental (2020) e Somebody I Used To Know (2023). Gravado em apenas 21 dias, Together exigiu que Brie e Franco passassem até 10 horas fisicamente colados para certas cenas. E, sim, há um momento — já muito comentado — que envolve um pormenor anatómico de Tim… em versão prostética.

Entre os momentos mais insólitos está uma cena em que Franco grita “MUSCLE RELAXANTS!” com intensidade digna de Nicolas Cage — algo que, segundo ele, deveria ser material obrigatório para se tornar meme.

Terror, humor e leitura pessoal

Para lá do grotesco, Together funciona como um espelho para o público: casais, solteiros, cépticos ou românticos, cada um verá o filme de forma diferente. Franco conta que um casal em crise disse ter feito as pazes depois de o ver; já alguns solteiros saíram da sala a dizer que foi “o melhor argumento para continuar solteiro”.

O elenco conta ainda com Jay Lycurgo, como Shy, um jovem problemático, e a dupla Tracey Ullman e Emily Watson.

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Estreia e recepção esperada

Together chega hoje (14 de Agosto) aos cinemas em Portugal, com distribuição da NOS Audiovisuais) e promete não só provocar desconforto e risos nervosos, mas também debates acesos sobre relações, intimidade e os limites do “até que a morte nos separe”.