Uma herdeira da Yakuza no coração de São Paulo: o thriller “A Princesa da Yakuza” passa hoje na Televisão Portuguesa

Os fãs de ação estilizada e histórias de crime com influências orientais têm hoje uma boa razão para ligar a televisão. O filme Yakuza Princess pode ser visto esta segunda-feira, 16 de março, às 20h35, no canal Cinemundo.

Realizado por Vicente Amorim, o filme mistura ação, thriller e estética neo-noir numa história que transporta o universo da Yakuza japonesa para um cenário inesperado: o bairro japonês da cidade de São Paulo.

Uma história de herança, violência e destino

A narrativa acompanha Akemi, uma jovem japonesa que vive no Brasil sem conhecer verdadeiramente o seu passado. A sua vida muda radicalmente quando descobre que é herdeira de metade de um poderoso clã da Yakuza.

Essa revelação transforma-a imediatamente num alvo. A outra metade da organização criminosa considera que Akemi não pode assumir esse poder — e decide eliminá-la antes que isso aconteça.

Ao mesmo tempo surge um misterioso estrangeiro com amnésia, interpretado por Jonathan Rhys Meyers, que aparece na cidade com uma antiga katana. A arma está ligada tanto ao seu passado como ao destino da jovem.

Sem se conhecerem verdadeiramente, os dois acabam por formar uma aliança improvável enquanto uma guerra entre facções da Yakuza começa a desenhar-se nas ruas de São Paulo.

A estreia no cinema de Masumi

O papel principal é interpretado por Masumi, numa estreia em longa-metragem. A atriz e cantora assume o papel de Akemi, a jovem que descobre ser descendente de uma linhagem criminosa poderosa.

O elenco inclui ainda o ator japonês Tsuyoshi Ihara, conhecido por vários filmes e produções televisivas no Japão.

Uma estética neo-noir com influências japonesas

Um dos elementos mais marcantes de “A Princesa da Yakuza” é o seu estilo visual. O filme aposta numa estética neo-noir com muitas cenas noturnas iluminadas por néons, violência gráfica e sequências de combate coreografadas com espadas e armas de fogo.

A história explora também temas como identidade, herança familiar e destino, num cruzamento cultural entre Japão e Brasil. Não é por acaso que a narrativa se desenrola na maior comunidade japonesa fora do Japão — a de São Paulo.

O filme baseia-se na novela gráfica “Samurai Shiro”, criada pelo artista brasileiro Danilo Beyruth, que transporta o universo da cultura samurai e da Yakuza para um contexto urbano moderno.

Receção crítica dividida

Quando estreou em 2021, o filme recebeu críticas mistas. Muitos elogiaram a fotografia, o estilo visual e a atmosfera inspirada no cinema de ação asiático.

Por outro lado, alguns críticos consideraram que a narrativa e o desenvolvimento das personagens não estavam à altura do espetáculo visual apresentado.

Ainda assim, para quem aprecia filmes de ação estilizados e histórias de crime com uma forte componente estética, “A Princesa da Yakuza” oferece uma experiência visual intensa.

Para ver esta noite

Se procuras um thriller de ação com um cenário pouco habitual e influências de cultura japonesa, a proposta está marcada na televisão.

“A Princesa da Yakuza” pode ser visto hoje, às 20h35, no canal Cinemundo.

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Michelle Pfeiffer Pediu Conselho a Helen Mirren Antes de Aceitar Nova Série de Taylor Sheridan

A actriz Michelle Pfeiffer revelou que tomou uma decisão invulgar antes de aceitar protagonizar a nova série The Madison. Antes de se comprometer com o projecto, a estrela de Hollywood decidiu telefonar a Helen Mirren para saber como era trabalhar com o criador Taylor Sheridan.

A série é uma das mais recentes apostas do universo televisivo associado a Yellowstone, embora essa ligação tenha sido posteriormente suavizada durante o desenvolvimento do projecto.

Um salto de fé sem guião

Segundo Pfeiffer, Sheridan apresentou-lhe apenas a ideia geral da série e da sua personagem, sem lhe mostrar guiões completos. A história segue uma família rica de Nova Iorque que se muda para Montana após uma tragédia que altera radicalmente as suas vidas.

Apesar de achar o conceito intrigante, a actriz percebeu rapidamente que teria de tomar uma decisão sem conhecer todos os detalhes da narrativa.

Foi nesse momento que decidiu procurar aconselhamento.

Pfeiffer tentou contactar Helen Mirren, que já tinha trabalhado com Taylor Sheridan na série 1923, um dos populares spin-offs do universo Yellowstone.

A resposta que recebeu acabou por ser decisiva.

Segundo a actriz, Mirren foi extremamente positiva sobre a experiência: elogiou os guiões, a produção e afirmou estar a divertir-se imenso no projecto. Esse testemunho ajudou Pfeiffer a ganhar confiança para aceitar o papel.

Kurt Russell junta-se ao elenco

Na série, Pfeiffer contracena com Kurt Russell, que interpreta o marido da sua personagem.

O actor revelou que inicialmente pensou que seria impossível participar no projecto devido a conflitos de agenda, uma vez que já estava comprometido com a série Monarch: Legacy of Monsters.

Contudo, depois de ler quatro episódios do argumento, Russell ficou impressionado com a qualidade da escrita e decidiu reorganizar a agenda para poder participar.

O actor explicou que a personagem lhe pareceu particularmente próxima da sua própria experiência de vida, algo que o motivou ainda mais a aceitar o desafio.

Um reencontro após décadas

Para Pfeiffer e Russell, “The Madison” representa também um reencontro muito especial. Os dois actores não trabalhavam juntos desde o filme Tequila Sunrise, realizado em 1988.

Curiosamente, grande parte da primeira temporada da série mostra os dois personagens separados fisicamente: Russell aparece numa cabana em Montana, enquanto Pfeiffer permanece em Nova Iorque, comunicando sobretudo através de chamadas telefónicas.

Essa estrutura narrativa levou a uma situação curiosa durante as filmagens.

Em vários momentos, Pfeiffer gravou as suas cenas sem saber sequer qual seria o actor que interpretaria o seu marido na história. Apenas mais tarde o nome de Kurt Russell foi confirmado.

Segundo a actriz, quando soube que Russell estava a ser considerado para o papel, percebeu imediatamente que era a escolha perfeita.

Taylor Sheridan escreveu as personagens a pensar nos actores

Russell acredita que Taylor Sheridan tinha os dois actores em mente enquanto escrevia a história.

Segundo o actor, alguns momentos do guião pareciam reflectir conversas muito pessoais que ele próprio já tinha tido na vida real — algo que o surpreendeu e o fez sentir que o papel tinha sido escrito especificamente para si.

Os dois intérpretes também encontraram paralelos interessantes entre as suas vidas pessoais e as relações retratadas na série. Pfeiffer é casada desde 1993 com o produtor e argumentista David E. Kelley, enquanto Russell mantém uma relação duradoura com a actriz Goldie Hawn desde 1983.

Essa experiência de relações longas ajudou-os a compreender melhor a dinâmica emocional das personagens.

O que esperar da segunda temporada

Enquanto a primeira temporada explora temas como o luto, a negação e o impacto de uma perda traumática, Pfeiffer promete que a segunda temporada irá aprofundar ainda mais essas emoções.

Ao mesmo tempo, a actriz adianta que haverá também momentos inesperadamente leves e até cómicos.

Já Kurt Russell descreve os novos episódios como emocionalmente mais intensos, porque o público passa a compreender melhor a ligação entre as personagens.

Por enquanto, os três primeiros episódios de “The Madison” já estão disponíveis em streaming na Paramount+, com os restantes episódios a serem lançados posteriormente.

E embora ainda não exista confirmação oficial, os próprios actores admitem que não seria surpreendente ver, no futuro, uma ligação directa entre “The Madison” e o universo de “Yellowstone”.

O Fim-de-Semana em Que os Óscares Invadem a Televisão: Um Maratona de Cinema Imperdível

A cerimónia dos Óscares é sempre um dos momentos mais aguardados do calendário cinematográfico. Todos os anos, a Academia de Hollywood celebra os filmes, os realizadores e os actores que marcaram a indústria — e o impacto dessa noite costuma estender-se muito além do palco da cerimónia. Para celebrar esse espírito cinéfilo, o Canal Cinemundo prepara um fim-de-semana especial dedicado a filmes que conquistaram ou marcaram os Óscares, oferecendo aos espectadores uma verdadeira viagem pela história do cinema.

Entre 13 e 15 de Março, a programação transforma-se numa autêntica maratona de clássicos e obras contemporâneas que deixaram a sua marca na Academia. É uma oportunidade rara para revisitar filmes premiados, performances inesquecíveis e obras que redefiniram o cinema.

Uma viagem pelos grandes vencedores da Academia

A programação começa na sexta-feira, 13 de Março, com uma selecção que mistura sensibilidade autoral e cinema de culto. Entre os destaques está “Lost in Translation – O Amor é um Lugar Estranho”, de Sofia Coppola, filme que conquistou o Óscar de Melhor Argumento Original e que se tornou uma das histórias mais delicadas sobre solidão e encontros improváveis.

A mesma noite inclui também o aclamado curta-metragem português “Ice Merchants”, nomeado para o Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação, e termina com um dos grandes clássicos do cinema americano: “Voando Sobre um Ninho de Cucos”, vencedor de cinco Óscares principais em 1976, incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actor para Jack Nicholson.

Do épico ao cinema moderno

No sábado, 14 de Março, o especial continua com filmes que representam diferentes momentos da história da Academia. Um dos destaques é “Ben-Hur”, o épico monumental que venceu onze Óscares e que durante décadas foi sinónimo do grande espectáculo de Hollywood.

A programação inclui ainda “Parasitas”, de Bong Joon-ho, o filme sul-coreano que fez história ao tornar-se a primeira produção em língua não inglesa a vencer o Óscar de Melhor Filme. A mistura de thriller social, humor negro e crítica de classes transformou o filme num fenómeno mundial e num dos vencedores mais emblemáticos dos últimos anos.

A noite culmina com “2001: Uma Odisseia no Espaço”, a obra-prima de Stanley Kubrick que revolucionou a ficção científica e continua a ser um dos filmes mais influentes da história do cinema.

Cinema premiado até domingo à noite

O domingo, 15 de Março, encerra o especial com três filmes que representam diferentes gerações do cinema premiado. “Belfast”, de Kenneth Branagh, oferece um retrato íntimo da infância do realizador durante os conflitos na Irlanda do Norte e conquistou o Óscar de Melhor Argumento Original.

Segue-se “Triângulo da Tristeza”, sátira feroz sobre riqueza e poder que venceu a Palma de Ouro em Cannes e que conquistou nomeações importantes na temporada de prémios.

Para fechar o fim-de-semana em grande, chega “Million Dollar Baby – Sonhos Vencidos”, o poderoso drama de Clint Eastwood que venceu quatro Óscares, incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actriz para Hilary Swank. Uma história intensa sobre ambição, sacrifício e redenção que permanece como uma das obras mais emocionantes do cinema contemporâneo.

Quando o cinema celebra o cinema

Este especial dedicado aos Óscares recorda algo essencial: a cerimónia da Academia não é apenas uma noite de prémios. É também uma oportunidade para revisitar filmes que marcaram gerações e que continuam a influenciar realizadores, actores e espectadores em todo o mundo.

Entre clássicos intemporais e obras modernas que redefiniram o cinema, este fim-de-semana prova que, quando se fala de grandes filmes, os Óscares continuam a ser uma das vitrinas mais poderosas da história do cinema.

E para os cinéfilos, não há melhor maneira de celebrar essa tradição do que com uma verdadeira maratona de grandes histórias.

Harry Styles Surpreende Ryan Gosling no “Saturday Night Live” e Rouba Parte do Monólogo de Abertura

Ryan Gosling regressou ao palco do “Saturday Night Live” para um momento especial da sua carreira televisiva: a quarta vez como anfitrião do icónico programa de humor norte-americano. A participação acontece numa altura particularmente movimentada para o actor, que se prepara para lançar o seu novo filme de ficção científica, “Project Hail Mary”.

Mas aquilo que começou como um monólogo tradicional rapidamente se transformou num momento inesperado — graças a uma aparição surpresa de Harry Styles na plateia.

Um convidado inesperado na primeira fila

Logo no início do monólogo, Gosling falava sobre o entusiasmo em voltar a apresentar o programa e aproveitava para promover o novo filme. No entanto, a atenção do público desviou-se rapidamente quando a câmara revelou um rosto bem conhecido sentado entre os espectadores.

Era Harry Styles.

Vestido de forma descontraída e visivelmente divertido com a situação, o músico e actor tornou-se imediatamente parte da piada. Gosling, surpreendido, reagiu em directo: “O que estás aqui a fazer, meu? Gostava que alguém me tivesse avisado!”

A partir desse momento, o monólogo começou a ganhar um tom cada vez mais absurdo, com a realização a cortar repetidamente para Styles enquanto Gosling tentava continuar a explicar o seu novo projecto cinematográfico.

Ficção científica, piadas e referências ao cinema

Durante o monólogo, Gosling descreveu “Project Hail Mary” como um filme que muitos já estão a comparar a dois clássicos do género: E.T. e Interstellar. O actor brincou com essa comparação, sugerindo que era quase como dizer que o filme era “o dobro de dois dos melhores filmes de sempre”.

No entanto, sempre que tentava manter o foco na conversa, a realização voltava a mostrar Harry Styles, levando Gosling a perguntar repetidamente: “Desculpem… porque é que estamos sempre a mostrar o Harry?”

A piada acabou por tornar-se o centro da sequência.

Alienígenas invadem o palco

O momento ganhou ainda mais dimensão quando quase todo o elenco do programa apareceu no palco vestido como alienígenas prateados. A situação transformou-se numa pequena performance musical inesperada.

Gosling começou então a cantar “Sign of the Times”, um dos maiores sucessos de Harry Styles, antes de fazer a transição para “I’m Just Ken”, a canção que interpretou no filme Barbie e que rapidamente se tornou um fenómeno cultural.

No meio do caos humorístico, Gosling perguntou aos colegas se tinham vindo ajudá-lo. A resposta de Kenan Thompsonprovocou gargalhadas: “Não. Viemos só para ver melhor o Harry.”

Um regresso cheio de humor

Esta foi a quarta vez que Ryan Gosling apresentou o “Saturday Night Live”, depois das participações anteriores em 2015, 2017 e 2024. Na última dessas ocasiões, protagonizou um momento memorável ao não conseguir parar de rir durante um sketch inspirado em Beavis and Butt-Head.

A nova aparição mantém essa tradição de humor espontâneo e ligeiramente caótico que tantas vezes define os melhores momentos do programa.

Preparação para um novo filme de ficção científica

A participação no programa serve também como promoção para “Project Hail Mary”, o novo filme protagonizado por Gosling, que estreia nos cinemas a 20 de março. A produção conta também com Sandra Hüller no elenco e promete misturar ficção científica, aventura e humor.

Se o objectivo era chamar a atenção para o filme, a estratégia parece ter funcionado. Afinal, poucos monólogos de abertura conseguem combinar Harry Styles, alienígenas, uma canção de Barbie e um actor claramente surpreendido com tudo o que está a acontecer à sua volta.

No universo imprevisível do “Saturday Night Live”, isso é praticamente uma noite normal.

Uma Assassina em Fuga e um Elenco de Luxo: “Ava” Passa Hoje no Cinemundo

Thriller de acção com Jessica Chastain e Colin Farrell marca o fecho do especial dedicado ao actor irlandês

Há filmes de acção que vivem apenas das explosões. E há outros que tentam ir um pouco mais fundo na psicologia das suas personagens. Ava pertence à segunda categoria. O thriller realizado por Tate Taylor é exibido hoje, 27 de Fevereiro, às 20h20, no Canal Cinemundo, encerrando o ciclo “Estrela do Mês: Colin Farrell”  .

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Lançado em 2020, Ava coloca no centro da narrativa uma assassina profissional altamente treinada que começa a questionar as missões que lhe são atribuídas. Jessica Chastain interpreta a protagonista, uma operativa de uma organização secreta que viaja pelo mundo eliminando alvos de alto risco. No entanto, ao começar a interrogar os motivos por detrás das ordens que recebe, passa de caçadora a alvo.

O filme constrói-se sobre essa inversão de papéis. A protagonista, marcada por um passado conturbado e por relações familiares por resolver, regressa à sua cidade natal enquanto tenta sobreviver a uma perseguição implacável. O conflito não é apenas físico — é também moral e emocional.

Um Confronto de Estrelas

O elenco é um dos trunfos evidentes da produção. Além de Jessica Chastain, o filme conta com Colin Farrell, John Malkovich e Geena Davis. Farrell assume o papel de um elemento da organização que representa a ameaça mais directa à sobrevivência de Ava, num registo frio e calculista.

John Malkovich interpreta Duke, mentor da protagonista, funcionando como a sua ligação mais humana dentro de um universo onde a lealdade é frágil. Já Geena Davis surge como figura central no núcleo familiar de Ava, reforçando a dimensão dramática da história.

Acção com Peso Emocional

Embora inclua sequências de combate e perseguições coreografadas com energia, Ava procura diferenciar-se através da exploração do desgaste psicológico da protagonista. A dependência química, os conflitos familiares e a sensação de isolamento são elementos que atravessam o argumento.

O realizador Tate Taylor, conhecido por trabalhos anteriores em géneros distintos, aposta aqui numa narrativa mais intimista dentro da estrutura tradicional do thriller de espionagem.

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Hoje às 20h20 no Cinemundo

A exibição desta noite marca o encerramento do ciclo dedicado a Colin Farrell no Canal Cinemundo durante o mês de Fevereiro  . Uma oportunidade para rever um thriller que combina tensão, drama pessoal e um elenco de nomes reconhecidos.

“Um Aspirante a Rei Tresloucado”: Late Night Arrasa Discurso de Trump

Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Seth Meyers reagiram ao mais longo “State of the Union” de sempre

O discurso do Estado da União de Donald Trump — com 107 minutos, o mais longo de sempre — dominou os monólogos dos principais programas de late night norte-americanos. Entre ironias, sarcasmo e críticas mordazes, apresentadores como Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Seth Meyers não pouparam comentários à intervenção presidencial, marcada por divisões políticas e afirmações controversas.

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Jimmy Kimmel: “Que discurso… não foi”

No Jimmy Kimmel Live!, o anfitrião classificou a intervenção como errática e excessivamente longa. “Quando se divaga incoerentemente durante duas horas, isso continua a ser um discurso ou passa a ser outra coisa?”, questionou, com o seu habitual tom satírico.

Kimmel destacou o que considerou ser o tom divisivo da mensagem, referindo que o Presidente voltou a atacar opositores políticos e a vangloriar-se de medidas polémicas. No final do monólogo, deixou uma avaliação directa: “Temos um aspirante a rei tresloucado”, disse, criticando aquilo que entende ser uma tendência para silenciar opiniões divergentes e favorecer interesses económicos específicos.

O apresentador também comentou o contraste com administrações anteriores, numa comparação que arrancou risos do público em estúdio.

Stephen Colbert: “Se tens de dizer que és respeitado…”

Já Stephen Colbert, no The Late Show, gravado em directo após o discurso, centrou-se no tema oficial anunciado pela Casa Branca — “América aos 250: Forte, Próspera e Respeitada”. Para o humorista, o simples facto de sublinhar essas qualidades revelaria insegurança. “Se tens de dizer que és forte e respeitado, talvez não sejas assim tanto”, ironizou.

Colbert citou ainda uma sondagem recente da CNN que aponta para uma taxa de aprovação de 36% entre adultos, utilizando o dado como ponto de partida para questionar a eficácia política da mensagem presidencial. Segundo o apresentador, o discurso repetiu ideias já conhecidas e dificilmente conquistará eleitores desencantados com o clima de polarização.

Seth Meyers: Fact-check antecipado

No Late Night, Seth Meyers, cujo programa foi gravado antes da intervenção, antecipou-se com humor às declarações do Presidente. “Não és capaz de ser breve”, comentou, sugerindo que até um haiku teria intervalo pelo meio.

Meyers também respondeu a uma queixa recorrente de Trump — a de não receber crédito pelas suas conquistas — com uma piada sobre uma hipotética cura para o cancro. O comentário arrancou gargalhadas, mantendo a tradição do programa de combinar sátira política com referências culturais.

The Daily Show: Kristi Noem sob fogo

No The Daily Show, Desi Lydic desviou a atenção do discurso para outra polémica política: alegações de que a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, terá utilizado recursos públicos para deslocações associadas a uma alegada relação pessoal. Tanto Noem como Corey Lewandowski negaram as acusações.

Lydic explorou o tema em tom satírico, questionando a utilização de um avião de luxo avaliado em 70 milhões de dólares para viagens oficiais. Segundo reportagens citadas no programa, o aparelho terá sido justificado como necessário para voos de deportação.

Mudança Radical no Universo “Tulsa King”: Série com Samuel L. Jackson Ganha Novo Nome e Novo Estado

O discurso presidencial poderá ter batido recordes de duração, mas, no universo do late night, a verdadeira maratona foi de comentários críticos. Como é habitual, a comédia política norte-americana voltou a servir de barómetro para o clima polarizado que marca o debate público nos Estados Unidos.

Stephen Colbert Enfrenta a CBS em Directo e Publica Entrevista Proibida no YouTube

A polémica que agitou o “The Late Show” e reacendeu o debate sobre liberdade editorial

A televisão norte-americana voltou a entrar em território turbulento. Stephen Colbert revelou, em pleno monólogo do The Late Show with Stephen Colbert, que foi impedido pela CBS de entrevistar o deputado texano James Talarico.

O momento aconteceu no arranque do programa. Depois de apresentar a banda e anunciar a actriz Jennifer Garner como convidada da noite, Colbert perguntou ao público: “Sabem quem não é um dos meus convidados esta noite?” E respondeu de imediato: James Talarico.

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Segundo o apresentador, os advogados da cadeia televisiva contactaram directamente a produção para impedir a presença do político na emissão. Mais do que isso: terá sido também instruído a não mencionar publicamente que a entrevista tinha sido cancelada.

Naturalmente, fez exactamente o contrário.

A regra do “tempo de antena igual” volta ao centro da discussão

Colbert explicou que a decisão da CBS surge na sequência de novas orientações da Comissão Federal de Comunicações (FCC) sobre a chamada regra do “equal time”. Esta norma determina que, caso um candidato político qualificado apareça numa emissão, as estações de televisão devem conceder tempo equivalente aos seus adversários, caso estes o solicitem.

Historicamente, programas de informação têm estado isentos dessa obrigação ao abrigo da chamada “bonafide news exemption”. E, durante décadas, talk shows diurnos e nocturnos — como The View ou Jimmy Kimmel Live! — assumiram que também beneficiavam dessa excepção, mesmo quando recebiam figuras políticas como Joe Biden ou Kamala Harris.

Contudo, o presidente da FCC, Brendan Carr, indicou recentemente que essa interpretação poderá deixar de ser automática. Segundo Carr, a qualificação de um programa como “noticiário legítimo” dependerá de vários factores, incluindo a eventual “motivação partidária” por trás da escolha de convidados. Numa declaração particularmente polémica, afirmou: “Se forem ‘fake news’, não se qualificam para a excepção.”

Colbert comentou com ironia: “Não é surpresa que duas das pessoas mais afectadas por esta ameaça sejamos eu e o meu amigo Jimmy Kimmel.”

Da televisão para o YouTube

Numa reviravolta previsível — e estrategicamente moderna — Colbert anunciou que iria seguir o “conselho” implícito de Carr: publicou a entrevista completa com James Talarico no YouTube.

Se a televisão aberta impõe limites, as plataformas digitais oferecem margem de manobra. O gesto não é apenas uma provocação; é também um sinal dos tempos. A linha entre entretenimento e comentário político está cada vez mais ténue, e os late night hosts tornaram-se figuras influentes no debate público norte-americano.

A CBS ainda não comentou oficialmente o caso, mas a situação levanta questões delicadas sobre liberdade editorial, responsabilidade regulatória e o papel do humor político num cenário mediático altamente polarizado.

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No meio da tensão, Colbert fez aquilo que melhor sabe: transformou a controvérsia num espectáculo — e, ao mesmo tempo, numa declaração de princípios.

TVCine Emotion Celebra o Amor com Uma Maratona Romântica no Dia dos Namorados

Sete filmes, um sofá e muitas histórias de paixão para ver a 14 de Fevereiro

No próximo 14 de Fevereiro, o amor toma conta da programação do TVCine Emotion com um especial dedicado às grandes histórias românticas do cinema. Sob o mote “TVCine & Chill”, o canal prepara um dia inteiro de comédias e dramas românticos, encontros improváveis, segundas oportunidades e paixões intensas — para ver a dois… ou para suspirar sozinho.

A maratona arranca às 11h05 e prolonga-se até à noite, numa programação pensada para atravessar várias tonalidades do romance: do humor leve ao melodrama musical, do amor que nasce no caos ao que sobrevive ao destino  .

Começar com contratempos… e acabar em grande

O dia abre com Forças da Natureza, onde Ben Affleck e Sandra Bullock vivem um romance inesperado durante uma viagem marcada por imprevistos. Uma comédia romântica clássica sobre como, por vezes, o amor surge quando menos se espera — e no pior momento possível.

Segue-se, às 12h50Kate e Leopold, onde Meg Ryan e Hugh Jackman protagonizam uma história de amor que atravessa séculos, graças a uma viagem no tempo que transporta um duque do século XIX para a Nova Iorque contemporânea.

Às 14h45, entra em cena a comédia Como Despachar Um Encalhado, com Matthew McConaughey e Sarah Jessica Parker, numa história sobre maturidade tardia, independência e relações que começam por interesse… e acabam por surpresa.

Destino, perseguições e lua-de-mel desastrosa

A meio da tarde, às 16h20Feliz Acaso junta Kate Beckinsale John Cusack numa narrativa sobre destino e segundas oportunidades, onde o acaso pode ser o maior aliado do amor.

Pelas 17h50, a aventura romântica ganha ritmo com A Mexicana, reunindo Julia Roberts e Brad Pitt numa história marcada por desencontros, perseguições e muita tensão sentimental.

Já em horário nobre, às 19h50O Mal Casado coloca Ben Stiller no centro de uma lua-de-mel que rapidamente descamba num triângulo amoroso caótico, ao lado de Malin Akerman e Michelle Monaghan.

Um final à altura do dia

A fechar o especial, às 21h45, surge Assim Nasce Uma Estrela, a intensa história de amor e música protagonizada por Lady Gaga e Bradley Cooper. Um drama emocionalmente poderoso que equilibra paixão, sucesso e fragilidade, e que se tornou num dos romances mais marcantes do cinema recente.

Um Dia dos Namorados para todos

O Especial Dia dos Namorados do TVCine Emotion não se limita aos românticos incuráveis. É também para quem gosta de revisitar clássicos modernos, rir com os desencontros do amor ou emocionar-se com histórias de superação a dois.

No dia 14 de Fevereiro, o convite está feito: desligar o mundo, preparar o sofá e deixar o cinema tratar do resto.

Amores que Não Pedem Licença: O Especial Romântico do Cinemundo para Aquecer Fevereiro

Paixões intensas, reencontros improváveis e escolhas que mudam tudo — quatro filmes para ver depois de 9 de Fevereiro

Nem todos os romances são feitos de flores e finais previsíveis. Alguns nascem do conflito, outros da ironia, outros ainda da atracção que surge quando tudo parecia perdido. Em Fevereiro, o Canal Cinemundo dedica os domingos a um especial romântico que foge ao óbvio e aposta em histórias onde o amor é força, choque, abrigo… e, muitas vezes, vendaval.

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Sob o título “Amores por Entre Montes e Vendavais”, este ciclo reúne filmes que atravessam géneros, idades e tons, mas partilham um elemento comum: relações intensas, imperfeitas e profundamente humanas. Depois de 9 de Fevereiro, há quatro títulos que merecem especial destaque — ideais para quem gosta de romance, mas não dispensa personalidade.

Amor adulto, ironia afiada e segundas oportunidades

Alguém Tem Que Ceder

📅 15 de Fevereiro | 11:30

Realizado por Nancy MeyersAlguém Tem Que Ceder é um clássico moderno da comédia romântica adulta. Com Jack Nicholson e Diane Keaton em estado de graça, o filme prova que o amor não tem prazo de validade — mas ganha outra profundidade quando chega com bagagem emocional.

Aqui não há ilusões juvenis nem promessas ocas. Há sarcasmo, vulnerabilidade e a descoberta de que recomeçar pode ser tão assustador quanto libertador. Um filme elegante, inteligente e surpreendentemente honesto, perfeito para um domingo tranquilo.

Quando o romance vem armado até aos dentes Mr. & Mrs. Smith

📅 15 de Fevereiro | 13:35

Poucas comédias românticas foram tão explosivas — literalmente — como Mr. & Mrs. Smith. Realizado por Doug Liman, o filme junta Brad Pitt e Angelina Jolie num jogo de sedução, mentiras e balas perdidas.

Por baixo da acção estilizada, esconde-se uma ideia simples e eficaz: o amor também é confronto, e a intimidade pode ser a arma mais perigosa de todas. Divertido, veloz e cheio de química, continua a ser um dos romances mais populares do cinema dos anos 2000 — e um dos mais improváveis.

Desejo, estrada e escolhas sem retorno

Viajantes: Instinto e Desejo

📅 22 de Fevereiro | 11:30

Menos conhecido do grande público, Viajantes: Instinto e Desejo aposta num tom mais introspectivo e sensorial. É um filme onde o romance nasce do movimento, do afastamento da rotina e da entrega a impulsos que não pedem explicações racionais.

Aqui, o amor não é confortável nem seguro — é transformador. Um drama romântico para quem prefere histórias de ligação emocional profunda, longe das fórmulas mais previsíveis.

Quando resistir é inútil… e ainda bem
Resistir-lhe é Impossível

📅 22 de Fevereiro | 13:15

A fechar o especial, Resistir-lhe é Impossível traz leveza, charme e um romance construído à base de encontros improváveis e atracções inevitáveis. É o tipo de filme que sabe exactamente o que quer ser — e cumpre com simpatia e ritmo.

Ideal para encerrar a sessão dominical com boa disposição, sem abdicar da emoção.

Um especial para quem acredita — ou quer voltar a acreditar

O especial romântico do Canal Cinemundo não tenta reinventar o género. Em vez disso, escolhe bem os seus títulos e oferece variedade: do romance adulto à comédia explosiva, do drama intenso à leveza assumida. É um convite para ver (ou rever) histórias que lembram que o amor raramente é simples — mas quase sempre vale a pena.

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Domingos depois de Fevereiro, o Cinemundo prova que o romance continua a ter muitas formas… e todas elas merecem ser vistas.

Colin Farrell em Estado Puro: Três Filmes, Três Rostos e um Actor em Plena Maturidade no Cinemundo

O Canal Cinemundo celebra o talento camaleónico de Colin Farrell com um ciclo imperdível em Fevereiro

Há actores que passam pelo cinema. E há actores que se transformam dentro dele. Colin Farrell pertence claramente ao segundo grupo. Em Fevereiro, o Canal Cinemundo dedica-lhe o estatuto de Estrela do Mês, com um ciclo que percorre diferentes fases da sua carreira — e, sobretudo, diferentes maneiras de ocupar o ecrã com intensidade, ambiguidade e humanidade.

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Depois do início do especial, o verdadeiro coração deste ciclo bate a partir de 13 de Fevereiro, com três filmes que mostram Farrell em registos muito distintos: o épico histórico, o thriller urbano de prestígio e a acção contemporânea de moral cinzenta. Três personagens, três mundos, o mesmo actor impossível de ignorar.

Um actor de excessos, quedas e reinvenções

Durante anos, Colin Farrell foi visto como uma estrela em permanente combustão: talento bruto, escolhas irregulares, carisma indiscutível. Mas o tempo — e uma série de decisões artísticas cada vez mais conscientes — transformaram-no num dos actores mais interessantes da sua geração. Hoje, Farrell é sinónimo de risco, de entrega e de personagens marcadas por contradições profundas.

Este ciclo do Cinemundo funciona quase como uma pequena retrospectiva não oficial dessa evolução.

Alexandre, o Grande — O peso de carregar um mito

📅 13 de Fevereiro | 20:20

VAL KILMER as King Philip and COLIN FARREL as Alexander the Great in the action adventure drama ÒAlexander,Ó distributed by Warner Bros. Pictures.PHOTOGRAPHS TO BE USED SOLELY FOR ADVERTISING, PROMOTION, PUBLICITY OR REVIEWS OF THIS SPECIFIC MOTION PICTURE AND TO REMAIN THE PROPERTY OF THE STUDIO. NOT FOR SALE OR REDISTRIBUTION.

Em Alexandre, o Grande, Farrell assume talvez o desafio mais ingrato da sua carreira: dar corpo e alma a uma figura histórica esmagadora, sob a realização igualmente excessiva de Oliver Stone. O resultado é um filme grandioso, imperfeito, mas fascinante, onde o actor expõe sem filtros a ambição, a fragilidade e o delírio de grandeza de Alexandre.

Não é apenas um épico de batalhas — é o retrato de um homem consumido pela própria lenda. E Farrell, ainda longe da maturidade actual, já mostrava aqui uma coragem interpretativa rara.

Viúvas — O silêncio como arma

📅 20 de Fevereiro | 20:20

Se Alexandre é feito de excessos, Viúvas vive de contenção. Realizado por Steve McQueen, este thriller elegante e politicamente afiado oferece a Farrell um dos seus papéis mais subtis — e mais inquietantes.

Aqui, ele interpreta um político envolvido num submundo de corrupção, privilégio e violência estrutural. Não precisa de gritar nem de dominar cada cena: o poder está nos gestos mínimos, nos silêncios desconfortáveis, na sensação constante de ameaça. É o Farrell da maturidade total, capaz de ser perturbador sem nunca parecer óbvio.

Ava — Moral cinzenta em modo sobrevivência

📅 27 de Fevereiro | 20:20

O ciclo fecha com Ava, um thriller de acção protagonizado por Jessica Chastain, onde Farrell surge num registo mais físico, mas não menos interessante. O seu personagem funciona como uma presença ambígua num universo onde ninguém é verdadeiramente inocente.

É um Farrell mais discreto, mas essencial para o equilíbrio do filme — alguém que conhece bem as regras do jogo e sabe quando quebrá-las. Um papel que confirma algo importante: mesmo em projectos mais comerciais, o actor nunca abdica de complexidade.

Três filmes, um retrato coerente

Vistos em conjunto, estes três títulos ajudam a perceber porque Colin Farrell deixou de ser apenas uma “estrela” para se tornar um actor de referência. Do épico histórico ao cinema de autor disfarçado de thriller, passando pela acção moderna, o fio condutor é sempre o mesmo: personagens feridas, moralmente instáveis, profundamente humanas.

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O Canal Cinemundo acerta ao apostar neste ciclo em horário nobre. Não é apenas uma homenagem — é um convite a redescobrir um actor que continua a surpreender, filme após filme.

Jimmy Kimmel promete “invadir” os Óscares se documentário sobre Melania Trump for nomeado 🎭

Uma piada que virou ameaça… ou promessa solene

Jimmy Kimmel voltou a apontar baterias à política americana — e aos seus satélites mediáticos — durante o monólogo de 2 de Fevereiro do Jimmy Kimmel Live. O alvo desta vez foi a reacção entusiasmada da Fox News ao documentário Melania, centrado na antiga Primeira-Dama dos Estados Unidos. Segundo uma comentadora do canal, o filme “deveria ser nomeado para os Óscares”. Kimmel não deixou passar.

“Se Melania for nomeado para um Óscar, eu vou apresentar essa cerimónia”, garantiu o humorista, entre aplausos do público. “Quer me convidem ou não. Eu vou insistir.” Uma frase que, no universo de Kimmel, soa menos a bravata e mais a aviso formal.

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Rotten Tomatoes vs. Fox News: dois mundos, dois termómetros

O comediante sublinhou o contraste entre a recepção crítica e o entusiasmo televisivo: enquanto o documentário soma uns modestos 7% no Rotten Tomatoes, na Fox News atinge uns imaculados 100%. Para Kimmel, trata-se apenas de uma diferença de critérios… e de realidade.

Já antes da estreia, o apresentador tinha classificado o filme como “um suborno de 75 milhões de dólares pago pela Amazon”, acusando o projecto de ser um exercício de vaidade com produção corporativa musculada. Após a estreia, voltou à carga, descrevendo os sete milhões arrecadados no primeiro fim-de-semana como “o maior sucesso de sempre para um projecto de vaidade não musical com aroma a suborno empresarial”.

Uma velha guerra com novos episódios

A relação de Kimmel com Donald Trump está longe de ser pacífica e já teve momentos memoráveis na cerimónia dos Óscares. Em 2024, enquanto apresentava a gala, Kimmel interrompeu o espectáculo para ler em voz alta um ataque pessoal publicado por Trump nas redes sociais.

A resposta foi instantânea, cruel e eficaz, com uma piada que terminou numa referência directa ao sistema prisional. Um daqueles momentos em que Hollywood pareceu esquecer o guião e lembrar-se de que, às vezes, a comédia é a arma mais afiada.

Óscares, sátira e um documentário improvável

Em 2026, a cerimónia será novamente apresentada por Conan O’Brien, mas Kimmel já deixou claro que está disponível para regressar — especialmente se Melania entrar na corrida dourada. Quanto ao documentário, que acompanha a antiga Primeira-Dama nas semanas que antecederam uma nova tomada de posse presidencial, continua a dividir opiniões, gargalhadas e canais de televisão.

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Se chegar aos Óscares, uma coisa é certa: Jimmy Kimmel não vai ficar calado.

Três Documentários, Três Mundos: Fevereiro é Mês de Olhar Portugal no TVCine Edition

O documentário nacional em destaque nas noites de sexta-feira

Fevereiro traz um convite especial para quem gosta de cinema que pensa, questiona e observa o mundo com atenção. O TVCine Edition dedica os fins de tarde e as noites de sexta-feira ao documentário português, reunindo três obras muito distintas entre si, mas unidas por um olhar inquieto e profundamente contemporâneo sobre identidade, território, memória e criação. O especial Documentários: Olhar Portugal decorre nos dias 6, 13 e 27 de Fevereiro, com exibição exclusiva no TVCine Edition e disponibilidade no TVCine+.  

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Da memória revolucionária à criação colectiva

O ciclo arranca a 6 de Fevereiro com Espiral em Ressonância, realizado por Filipa César e Marinho de Pina. O documentário acompanha a construção de uma mediateca comunitária em Malafo, na Guiné-Bissau, pensada como espaço de preservação e activação da memória do cinema militante guineense. Entre arquivos, gestos colectivos e reflexão política, o filme questiona a forma como se guarda o passado sem o cristalizar, criando antes condições para o futuro. Distinguido no Cinéma du Réel e no Porto/Post/Doc, é uma obra que cruza cinema, história e resistência cultural.

A Trafaria como mapa sensorial e humano

No dia 13 de FevereiroNa Trafaria propõe um exercício radicalmente diferente. Desenvolvido no âmbito de um projecto participativo da NOVA FCSH e realizado por Pedro Florêncio, o filme utiliza o cinema como ferramenta de mapeamento alternativo de um território muitas vezes esquecido. A Trafaria surge aqui como um organismo vivo, feito de fragmentos, memórias, vozes e paisagens, numa abordagem que cruza antropologia, experimentação e cartografia emocional. Não é um retrato convencional, mas um convite a sentir um lugar através das suas camadas invisíveis.

Natália Correia, mito, corpo e palavra

O ciclo encerra a 27 de Fevereiro com A Mulher Que Morreu de Pé, de Rosa Coutinho Cabral, um ensaio visual sobre Natália Correia, figura incontornável da cultura e da política portuguesas. Misturando documentário e elementos ficcionados, o filme constrói um “casting poético” onde actores e testemunhos revisitam a vida, a obra e os fantasmas de Natália. Distinguido como Melhor Documentário no Porto Femme 2025, é uma abordagem livre, ousada e profundamente literária.

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Um convite à descoberta do cinema português

Documentários: Olhar Portugal não é apenas um ciclo televisivo: é uma montra do vigor, da diversidade e da maturidade do documentário nacional contemporâneo. Três filmes, três linguagens, três formas de olhar o mundo — todas elas a merecer atenção.

Quatro décadas a filmar o país sem concessões: TVCine homenageia João Canijo

Uma maratona inédita revisita a obra de um dos maiores cineastas portugueses

No domingo, 8 de Fevereiro, o TVCine Edition dedica mais de 24 horas consecutivas à obra de João Canijo, numa maratona cinematográfica sem precedentes na televisão portuguesa. Intitulada Maratona João Canijo: Quatro Décadas de Cinema, esta retrospetiva surge como uma homenagem sentida a um realizador que marcou de forma indelével o cinema nacional e que faleceu a 29 de Janeiro, aos 68 anos.

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Ao longo de um dia inteiro — da madrugada de domingo até às primeiras horas de segunda-feira — serão exibidos 13 filmes que percorrem praticamente toda a filmografia de Canijo. Em paralelo, os títulos estarão igualmente disponíveis no TVCine+, permitindo aos espectadores reverem — ou descobrirem pela primeira vez — uma obra exigente, incómoda e profundamente ligada à realidade social portuguesa.

Um cinema de realismo, conflito e identidade

Com uma carreira iniciada no final dos anos 80, João Canijo afirmou-se como uma das vozes mais consistentes e rigorosas do cinema português contemporâneo. O seu cinema nunca procurou o conforto nem a evasão fácil. Pelo contrário, construiu-se a partir de um olhar atento sobre as tensões familiares, os conflitos de classe, a precariedade económica e os silêncios morais que atravessam a sociedade portuguesa.

A retrospetiva do TVCine destaca precisamente essa coerência artística. Desde Três Menos Eu (1988), o primeiro filme exibido na maratona, até ao díptico Mal Viver e Viver Mal (2023), vencedor do Urso de Prata – Prémio do Júri no Festival de Berlim, a obra de Canijo revela um cineasta que nunca virou o rosto aos lados mais desconfortáveis do país que filmou.

Cópias restauradas e a versão definitiva de 

Noite Escura

Um dos aspectos mais relevantes desta maratona é a exibição de cópias restauradas pela Cinemateca Portuguesa, garantindo uma experiência visual fiel à intenção original do realizador. No caso de Noite Escura (2004), será apresentada a versão longa, correspondente à versão final desejada por Canijo aquando do processo de restauro — um detalhe particularmente significativo para cinéfilos e estudiosos da sua obra.

Filmes como Sapatos PretosGanhar a VidaSangue do Meu Sangue ou Fátima regressam assim ao pequeno ecrã com uma nova vida, reforçando a actualidade de um cinema que continua a dialogar com o presente.

As mulheres no centro do olhar de Canijo

Outro traço fundamental da filmografia de João Canijo, amplamente representado nesta maratona, é a centralidade das personagens femininas. Ao longo de décadas, o realizador construiu retratos densos e complexos de mulheres confrontadas com estruturas de poder, sobrevivência e identidade, recusando estereótipos e simplificações.

Essa abordagem atingiu um dos seus pontos mais altos com Mal Viver e Viver Mal, dois filmes que se complementam e se confrontam, oferecendo diferentes pontos de vista sobre as mesmas dinâmicas familiares e sociais. Uma espécie de síntese madura de um cinema que sempre se construiu a partir do conflito e da observação crítica.

Uma homenagem que é também um convite

Mais do que uma programação especial, Maratona João Canijo: Quatro Décadas de Cinema funciona como um convite à redescoberta de um autor essencial. Um cineasta que, como escreveu Tiago Rodrigues, “travou um combate poético com o país que somos”, mostrando-nos um espelho onde convivem violência e ternura, dureza e humanidade.

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No dia 8 de Fevereiro, o TVCine transforma-se, durante 24 horas, numa verdadeira sala de cinema dedicada a um dos seus maiores criadores. Uma oportunidade rara — e necessária — para voltar a olhar para o cinema português sem filtros.  

Anos de Inquietude: quatro filmes, quatro olhares sobre a juventude em ebulição no TVCine Edition

Fevereiro promete noites intensas no TVCine Edition, com um especial que olha a juventude sem filtros, romantizações fáceis ou respostas simples. Anos de Inquietude, exibido todos os domingos, de 1 a 22 de Fevereiro, sempre às 22h00, reúne quatro filmes assinados por cineastas de referência que exploram o crescimento, o conflito e a procura de identidade como territórios instáveis, por vezes dolorosos, mas sempre transformadores  .

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Quatro filmes, uma mesma urgência de viver

O especial parte de uma ideia simples e poderosa: a juventude como um tempo de incerteza permanente. Seja nos subúrbios ingleses, numa escola de teatro em Paris, numa herdade argentina ou numa aldeia rural francesa, estas histórias falam de personagens que tentam perceber quem são, de onde vêm e para onde podem ir. Em comum, há inquietação, desejo de fuga e a sensação constante de que o mundo exige decisões antes de estarmos preparados para as tomar.

Bird: crescer quando ninguém está a olhar

O ciclo abre a 1 de Fevereiro com Bird, de Andrea Arnold, uma das vozes mais consistentes do cinema britânico contemporâneo. O filme acompanha Bailey, uma adolescente negligenciada que vive com o pai e o irmão nos subúrbios de Kent. Entre realismo social e um lirismo subtil, Arnold constrói um retrato duro e comovente sobre invisibilidade, identidade e pertença. Apresentado em competição no Festival de Cannes em 2024, Bird confirma a capacidade da realizadora para transformar quotidianos marginais em cinema profundamente humano.

Les Amandiers – Jovens para Sempre: memórias de palco e de pele

No dia 8 de Fevereiro, chega Les Amandiers – Jovens para Sempre, de Valeria Bruni Tedeschi, um filme marcado pela nostalgia e pela intensidade emocional. Inspirado nas memórias da própria realizadora, o drama acompanha um grupo de jovens actores admitidos numa prestigiada escola de teatro no final dos anos 80. Entre paixões, excessos e descobertas, o filme é uma carta de amor à juventude criativa e caótica, distinguida em Cannes e nos Prémios César.

Um Segredo de Família: crescer à sombra do passado

15 de Fevereiro, o tom muda com Um Segredo de Família, do argentino Pablo Trapero. Aqui, a juventude é confrontada com heranças emocionais e políticas difíceis de digerir. O regresso de uma filha à propriedade familiar desencadeia revelações sobre mentiras antigas, traumas da ditadura e relações marcadas por ressentimentos silenciosos. Um melodrama contido, mas devastador, ancorado em interpretações intensas de Bérénice Bejo e Martina Gusmán.

Amor e Queijo: a idade adulta chega sem pedir licença

O especial termina a 22 de Fevereiro com Amor e Queijo, de Louise Courvoisier, uma estreia sensível e luminosa sobre o fim da adolescência. Num meio rural francês, Totone vê-se obrigado a assumir responsabilidades demasiado cedo, num filme que mistura descoberta amorosa, sobrevivência económica e a beleza rude do campo. Apresentado na secção Un Certain Regard de Cannes, o filme conquistou o Prémio da Juventude e dois Césares, afirmando Courvoisier como um nome a seguir de perto.

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Um ciclo para ver e sentir

Anos de Inquietude não oferece respostas fáceis, mas propõe algo mais valioso: empatia. Quatro filmes, quatro olhares autorais e uma certeza comum — crescer é sempre um processo imperfeito, instável e profundamente cinematográfico.

“Landman”, Identidade de Género e o Debate Que Chegou Onde Ninguém Esperava

A personagem não-binária que dividiu os fãs da série e a resposta serena de Bobbi Salvör Menuez

A segunda temporada de Landman acabou por gerar uma das discussões mais intensas da televisão recente — e não foi por causa de petróleo, poder ou conflitos empresariais. A polémica surgiu com a introdução de Paigyn Meester, uma personagem não-binária interpretada por Bobbi Salvör Menuez, que rapidamente se tornou um dos pontos mais debatidos da série criada por Taylor Sheridan.

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Menuez entra na narrativa já na recta final da temporada, como colega de casa de Ainsley Norris (Michelle Randolph), e admite que não estava totalmente preparado para a dimensão da reacção do público. Curiosamente, o actor revela que aceitou o papel sem conhecer profundamente o universo da série. Tinha visto cartazes, conhecia o nome, mas só percebeu o verdadeiro impacto de Landman quando começou a receber mensagens de agentes e contactos profissionais que raramente se manifestavam — todos conscientes de que aquela participação não passaria despercebida.

Uma personagem num terreno cultural sensível

Depois de mergulhar na série, Menuez percebeu rapidamente que Landman fala para um público vasto e ideologicamente diverso. Inserida num retrato muito específico da América rural e industrial, a introdução de uma personagem não-binária tornava inevitável uma reacção polarizada. O próprio actor reconhece que a identidade de género continua a ser um tema sensível, especialmente num contexto cultural como o da série.

A estreia de Paigyn, no episódio Plans, Tears & Sirens, não facilitou a aceitação imediata. A personagem surge inicialmente como rígida, inflexível e pouco tolerante à confusão em torno de pronomes, levando Ainsley às lágrimas numa das cenas mais comentadas da temporada. Para alguns espectadores, foi um exemplo de provocação deliberada; para outros, um passo importante na representação LGBTQ+ num território televisivo onde raramente existe espaço para esse tipo de personagens.

Uma evolução que muda a leitura

No entanto, o episódio final da temporada, Tragedy & Flies, acrescenta camadas importantes à personagem. Paigyn acaba por salvar Ainsley de um acidente durante um treino de cheerleading e, mais tarde, é Ainsley quem a defende perante ataques homofóbicos. Esta viragem narrativa complexificou a leitura inicial e mostrou que a personagem não se resume a um gesto simbólico ou a uma provocação cultural.

Menuez afirma que não acompanha comentários nem críticas online, sublinhando que o seu trabalho passa por interpretar a personagem de forma honesta e coerente com a história. Para o actor, a existência de personagens queer não é uma agenda nem um manifesto, mas um reflexo simples da realidade contemporânea.

Onde ver e o que vem a seguir

Em Portugal, Landman está disponível em streaming no SkyShowtime, plataforma que acolhe várias produções do universo de Taylor Sheridan no mercado europeu. A terceira temporada já tem produção confirmada para ainda este ano, prometendo continuar a explorar um mundo onde tradição, mudança e choque cultural convivem de forma cada vez mais explícita.

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Gostem ou não, Paigyn Meester provou uma coisa: mesmo nas séries mais improváveis, a representação continua a ser capaz de gerar desconforto, debate — e televisão relevante 📺.

Quem Será a Nova Lisbeth Salander? As Actrizes Que Podem Marcar a Série de “Millennium”

Sky prepara nova adaptação televisiva e a escolha da protagonista é tudo menos um detalhe

A Sky confirmou esta semana aquilo que muitos fãs da saga Millennium esperavam — e outros temiam: The Girl With the Dragon Tattoo vai ganhar uma nova adaptação, desta vez sob a forma de uma série televisiva de oito episódios. A obra seminal de Stieg Larsson, publicada em 2005, regressa agora num formato que promete aprofundar ainda mais o seu universo sombrio, contemporâneo e profundamente político.

Sabe-se, para já, que a série será passada nos dias de hoje e terá argumento de Steve Lightfoot e Angela LaManna. As filmagens arrancam na Primavera, o que indica que a decisão mais sensível de todas — a escolha da nova Lisbeth Salander — estará já tomada. Ainda assim, isso não impede o exercício favorito de qualquer cinéfilo: especular.

Uma personagem que cria estrelas (e expectativas altíssimas)

Lisbeth Salander não é apenas a protagonista de Millennium — é um teste de fogo para qualquer actriz. Em 2009, Noomi Rapace tornou-se uma revelação internacional na adaptação sueca, garantindo uma nomeação para os BAFTA. Dois anos depois, Rooney Mara recebeu uma nomeação para os Óscares sob a direcção de David Fincher. Já em 2018, Claire Foyassumiu a personagem em The Girl in the Spider’s Web, com uma abordagem diferente, mas igualmente intensa.

Ou seja: quem quer que venha a ser a nova Salander será imediatamente comparada a interpretações que entraram para a história do cinema recente.

Emma Corrin: intensidade fora do comum

Entre os nomes mais consensuais surge Emma Corrin. A sua interpretação de Diana em The Crown revelou uma actriz com magnetismo estranho, imprevisível e profundamente emocional — características que encaixam de forma quase inquietante em Lisbeth Salander. Acresce ainda o facto de a série ser produzida pela Left Bank Pictures, a mesma produtora de The Crown, o que torna esta hipótese particularmente sedutora.

Jodie Comer: versatilidade ao serviço do caos

Outra candidata de peso é Jodie Comer. O seu trabalho em Killing Eve demonstrou uma capacidade rara para oscilar entre vulnerabilidade, violência e humor negro. Comer sabe desaparecer dentro das personagens e lidar com complexidade psicológica extrema — algo essencial para uma Lisbeth credível.

Anya Taylor-Joy: tempo e terror psicológico

Apesar de mais associada ao cinema nos últimos anos, Anya Taylor-Joy continua a ser lembrada pelo impacto de The Queen’s Gambit. Lisbeth Salander beneficiaria claramente de uma actriz capaz de explorar o silêncio, o desconforto e a intensidade ao longo de vários episódios — e Taylor-Joy fá-lo como poucas.

Alba August… ou o regresso inesperado?

Há ainda quem defenda uma escolha mais fiel à origem escandinava da saga, como Alba August, vista em The Rain. E, numa hipótese mais ousada, porque não trazer de volta Noomi Rapace, agora numa versão mais velha e endurecida da personagem? Seria um risco criativo — mas também um gesto narrativo fascinante.

Independentemente de quem tenha sido escolhida, uma coisa é certa: Lisbeth Salander continua a ser uma das personagens femininas mais desafiantes e icónicas da ficção contemporânea. E a nova série da Sky terá muito a provar.

Depois de Greenland 2, Estes São 8 Filmes de Catástrofe Perfeitos Para Continuar o Fim do Mundo

Do apocalipse climático a cometas assassinos, há vida (cinematográfica) depois do desastre

Greenland 2: Migration chega aos cinemas determinado a elevar ainda mais a fasquia do cinema-catástrofe. Se no primeiro filme acompanhávamos Gerard Butler numa corrida desesperada para alcançar um bunker antes do impacto de um cometa, a sequela mergulha-nos num mundo já devastado, transformado num verdadeiro deserto pós-apocalíptico. O resultado é aquilo que os fãs do género adoram: destruição em grande escala, drama familiar e uma luta constante pela sobrevivência.

Se ficou com vontade de mais depois de Greenland 2, a boa notícia é que não faltam alternativas — e a maioria pode ser vista em Portugal sem grande esforço, seja em streaming ou através de aluguer digital.

Geostorm (2017)

Mais uma vez, Gerard Butler no centro do caos. Em Geostorm, a Terra depende de uma rede de satélites capaz de controlar o clima… até que tudo corre mal. Tsunamis, terramotos e quedas abruptas de temperatura surgem em catadupa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital em plataformas como Apple TV, Google Play e Rakuten TV.

O Dia Depois de Amanhã (2004)

Um dos títulos mais populares do género. O Dia Depois de Amanhã, de Roland Emmerich, imagina uma nova era glacial que se instala em tempo recorde, com Nova Iorque congelada e tornados a devastar cidades inteiras.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível no catálogo da Disney+.

2012 (2009)

Quando o assunto é destruir o planeta inteiro, Roland Emmerich não conhece limites. Em 2012, a civilização colapsa sob terramotos, tsunamis e falhas tectónicas globais, enquanto uma família tenta sobreviver contra todas as probabilidades.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play, Prime Video Store).

Impacto Profundo (1998)

Mais contido e emocional do que ArmageddonImpacto Profundo aposta no drama humano quando um cometa ameaça extinguir a vida na Terra. Um clássico subestimado do género, com decisões morais duríssimas.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital nas principais lojas online.

O Núcleo (2003)

Cientificamente disparatado, mas irresistível. Em O Núcleo, uma equipa de cientistas tenta salvar o mundo viajando até ao centro da Terra para reiniciar o seu núcleo com uma explosão nuclear.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play).

Volcano (1997)

Los Angeles, um vulcão em erupção e lava a correr pelas ruas. Volcano não perde tempo com subtilezas e oferece destruição urbana em modo clássico dos anos 90.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital.

Presságio (2009)

Mistura de ficção científica, catástrofe e existencialismo, Presságio acompanha Nicolas Cage numa investigação que conduz a uma série de desastres inevitáveis, incluindo uma sequência de queda de avião absolutamente memorável.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital; ocasionalmente exibido em canais de cinema por cabo.

San Andreas (2015)

Terramotos, tsunamis e Dwayne Johnson em modo herói total. San Andreas é cinema-catástrofe sem pudor, feito para impressionar e entreter sem pedir desculpa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível em streaming na HBO Max (Max), além de aluguer digital.

O apocalipse… à distância de um comando

O cinema-catástrofe pode não ser o género mais realista do mundo, mas continua a ser um dos mais eficazes quando se trata de espectáculo puro. Entre cometas, falhas tectónicas e colapsos climáticos, estes filmes provam que o fim do mundo é sempre melhor visto do sofá — de preferência com som alto e zero preocupações científicas.

Fevereiro no Cinemundo: um mês para cinéfilos sem pressa (e com memória)

Quando o frio aperta, o cinema responde à altura

Fevereiro pode ser curto, mas no Canal Cinemundo é um mês pensado para quem gosta de ficar — e sentir — até ao fim. A programação aposta numa combinação feliz entre estrelas consagradas, romances que atravessam décadas e filmes que marcaram gerações, daqueles que continuam a ganhar novas leituras sempre que regressam ao ecrã. É um Fevereiro para ver com tempo, atenção e aquela sensação confortável de rever velhos amigos.

Colin Farrell: a estrela do mês e um actor em permanente reinvenção

O grande destaque do mês é Colin Farrell, um actor que construiu a sua carreira a partir da recusa em ser previsível. Longe de se deixar prender a um único tipo de personagem, Farrell tem alternado entre superproduções, dramas intensos e cinema mais autoral, sempre com a mesma entrega física e emocional.

O especial Estrela do Mês ocupa as noites de sexta-feira, às 20h20, e traça um retrato sólido dessa versatilidade. Rumo à Liberdade abre o ciclo com uma narrativa de sobrevivência e resistência; Alexandre, o Grande mostra Farrell num dos papéis mais ambiciosos da sua carreira; Viúvas revela-o num registo mais contido, mas carregado de tensão; e Ava fecha o mês com um thriller moderno, seco e eficaz. Quatro filmes que ajudam a perceber porque é que Farrell continua a ser um nome incontornável do cinema contemporâneo.

Amores que não pedem licença ao tempo

Os domingos pertencem ao coração. O especial Amores por Entre Montes e Vendavais aposta em histórias que recusam a facilidade e preferem mostrar o amor como força transformadora — por vezes suave, outras vezes devastadora. Há romances clássicos como As Pontes de Madison County, onde cada silêncio pesa tanto como cada palavra, mas também títulos mais recentes que exploram o desejo, a imperfeição e as segundas oportunidades.

EiffelAlguém Tem Que Ceder e Viajantes: Instinto e Desejo convivem com propostas mais populares como Mr. & Mrs. Smith ou After – Depois do Desencontro, criando uma programação equilibrada entre romantismo adulto, paixão turbulenta e entretenimento puro. Filmes ideais para manhãs e tardes de domingo, quando o mundo pode esperar mais um pouco.

Lost in Translation: solidão, ligação e cinema no seu estado mais puro

Entre os filmes que merecem atenção especial este mês está Lost in Translation, uma obra que continua a tocar fundo em quem a revê. Realizado por Sofia Coppola, o filme é um estudo delicado sobre solidão, encontros improváveis e as ligações que nascem nos lugares mais inesperados.

Mais do que uma história de amor, Lost in Translation é um estado de espírito. A química entre Bill Murray e Scarlett Johansson, os silêncios carregados de significado e a cidade de Tóquio como personagem fazem deste filme uma escolha certeira para um público que aprecia cinema sensível, introspectivo e emocionalmente honesto. Um daqueles títulos que nunca perde força com o passar dos anos.

O Chacal: tensão clássica para quem gosta de thrillers à moda antiga

Outro regresso que fala directamente à memória cinéfila é O Chacal, um thriller tenso e eficaz que aposta na construção meticulosa do suspense. Com Bruce Willis num dos seus papéis mais frios e calculistas, o filme mantém um ritmo sólido e uma atmosfera de ameaça constante que o tornam perfeito para uma sessão nocturna.

O Chacal pertence a uma linhagem de thrillers que confiam mais na narrativa e na tensão psicológica do que no excesso de efeitos. É cinema de género bem feito, directo, e que continua a funcionar precisamente porque respeita o espectador.

Um mês pensado para quem gosta de cinema — e de voltar a ele

Fevereiro no Canal Cinemundo não é apenas sobre novidades ou estrelas do momento. É também sobre memória, redescoberta e a certeza de que há filmes que ganham ainda mais peso quando regressam ao pequeno ecrã no momento certo. Entre Colin Farrell, amores impossíveis, encontros silenciosos em Tóquio e assassinos metódicos, o canal constrói uma grelha que respeita quem vê cinema como algo mais do que simples passatempo.

Porque, no fim de contas, há meses que pedem pressa — e há outros, como este, que pedem apenas que carreguemos no play e fiquemos.

O ciclo percorre algumas das personagens mais marcantes do actor: começa com Rumo à Liberdade (6 de Fevereiro), passa pelo épico histórico Alexandre, o Grande (13 de Fevereiro), mergulha no thriller dramático Viúvas (20 de Fevereiro) e termina com Ava (27 de Fevereiro). Quatro filmes, quatro registos distintos, e a prova definitiva de que Farrell nunca escolhe o caminho mais fácil.

Amores que resistem a tudo — domingos dedicados à paixão no grande ecrã

Se as sextas são de intensidade dramática, os domingos são entregues ao coração. O especial Amores por Entre Montes e Vendavais ocupa as manhãs e tardes de Fevereiro com histórias de paixão que desafiam o tempo, a distância e as escolhas impossíveis.

Entre os destaques estão EiffelAs Pontes de Madison CountyAlguém Tem Que Ceder e Viajantes: Instinto e Desejo, acompanhados por títulos como After – Depois do DesencontroO Amor é o Melhor RemédioMr. & Mrs. Smith e Resistir-lhe é Impossível. São filmes que falam de reencontros, despedidas, desejos adiados e sentimentos que teimam em não desaparecer — perfeitos para um domingo sem pressas.

Onde o cinema continua a acontecer

Com perto de 400 estreias por ano, ciclos dedicados a grandes nomes do cinema e uma programação que respeita o espectador exigente, o Canal Cinemundo continua a afirmar-se como um espaço onde o cinema é tratado com paixão e variedade. Fevereiro é apenas mais uma prova de que, quando o frio aperta lá fora, o melhor lugar pode muito bem ser o sofá — desde que esteja sintonizado no canal certo 🎬.

Presas no Fundo do Mar: O Thriller Subaquático Que Vai Tirar o Fôlego Chega à Cinemundo

Quando cada respiração pode ser a última

Há filmes que apostam em grandes explosões, perseguições intermináveis e vilões de opereta. E depois há aqueles que fazem exactamente o contrário: fecham-nos num espaço limitado, retiram-nos o ar — literalmente — e transformam o tempo num inimigo implacável. Mergulho Profundo, que estreia no dia 12 no canal Cinemundo, pertence claramente a esta segunda categoria.

Ambientado nas águas geladas da Noruega, o filme parte de uma premissa simples, mas extremamente eficaz: duas irmãs fazem uma viagem de mergulho recreativo quando um acidente natural transforma o passeio numa luta desesperada pela sobrevivência. Um deslizamento de rochas prende uma delas no fundo do mar, a dezenas de metros de profundidade, com o oxigénio a esgotar-se minuto a minuto. À superfície — e contra todas as probabilidades — fica a outra irmã, obrigada a tomar decisões impossíveis numa corrida contra o relógio.

Um thriller de sobrevivência onde o mar é o maior inimigo

Realizado por Joachim HedénMergulho Profundo aposta num realismo cru e numa tensão constante, evitando excessos narrativos. Não há espaço para subtramas desnecessárias ou explicações longas: cada cena existe para reforçar a urgência da situação e o peso emocional da ligação entre as duas protagonistas.

O filme explora com eficácia o medo primordial da falta de ar, amplificado por um ambiente claustrofóbico e hostil. A água gelada, a visibilidade reduzida e a profundidade tornam-se obstáculos tão perigosos como o próprio acidente inicial. Hedén filma o oceano não como um cenário exótico, mas como uma força indiferente, bela e mortal — um elemento que não perdoa erros.

Duas protagonistas, uma ligação inquebrável

O coração do filme está na relação entre as irmãs, interpretadas por Moa Gammel e Madeleine Martin. As actuações são contidas, mas intensas, apostando mais em olhares, respirações e pequenos gestos do que em diálogos explicativos. O resultado é uma empatia imediata com o espectador, que sente cada segundo a passar como se estivesse dentro do fato de mergulho.

O elenco secundário, onde se destacam Trine Wiggen e Jitse Jonathan Buitink, surge apenas quando necessário, sem nunca quebrar o foco central da narrativa.

Tensão pura, sem truques

Com uma duração contida e um ritmo sempre controlado, Mergulho Profundo é um daqueles filmes que se vê quase sem pestanejar. Não reinventa o género, mas executa-o com precisão cirúrgica, apostando numa experiência sensorial intensa e emocionalmente eficaz.

Para os fãs de thrillers de sobrevivência, histórias de resgate extremo e cenários naturais transformados em armadilhas mortais, esta estreia na Cinemundo promete uma noite de cortar a respiração — literalmente.

Estreia: Dia 12 às 22:00

Canal: Cinemundo

Género: Acção / Aventura / Thriller

Tony Dokoupil Assume o CBS Evening News com Promessa de Independência: “Eu Reporto para Si”

Novo pivot do noticiário garante distância de políticos, anunciantes e interesses corporativos num momento crítico para a credibilidade dos media

O jornalismo televisivo norte-americano prepara-se para uma mudança simbólica. Tony Dokoupil vai assumir, a partir de 5 de Janeiro, a condução do CBS Evening News, um dos noticiários históricos dos Estados Unidos, prometendo uma ruptura clara com pressões políticas, interesses empresariais e lógicas corporativas. A mensagem é directa e deliberadamente pessoal: “Eu reporto para si.”

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Num vídeo divulgado no Dia de Ano Novo, Dokoupil apresentou aquilo que descreveu como um compromisso com os espectadores — e, implicitamente, um reconhecimento de que os media tradicionais perderam a confiança do público. “Muita coisa mudou desde que a primeira pessoa se sentou nesta cadeira”, afirmou. “Mas a maior diferença é simples: as pessoas já não confiam em nós como confiavam.”

Reconhecer o problema para tentar resolvê-lo

Dokoupil não poupou críticas ao estado actual do jornalismo de legado. Referiu temas como a guerra do Iraque, os e-mails de Hillary Clinton, os confinamentos durante a pandemia e o caso do portátil de Hunter Biden como exemplos de uma cobertura percepcionada por muitos como enviesada, distante das preocupações do cidadão comum e excessivamente alinhada com elites políticas e académicas.

A partir desse diagnóstico, o novo pivot traça a sua linha vermelha: os espectadores vêm primeiro. “Não os anunciantes. Não os políticos. Não os interesses corporativos. E sim, isso inclui os próprios donos da CBS”, afirmou, numa referência directa à liderança da Paramount e ao seu presidente executivo, David Ellison.

Um noticiário em crise de relevância

Tony Dokoupil herda um CBS Evening News que há vários anos ocupa um distante terceiro lugar nas audiências, atrás dos concorrentes da NBC e da ABC. O declínio da relevância dos noticiários de horário nobre acompanha uma crise mais profunda de confiança no jornalismo televisivo tradicional, num ecossistema dominado por redes sociais, plataformas digitais e polarização extrema.

O desafio é ainda maior porque a mudança acontece num momento turbulento para a própria redacção da CBS. A recente decisão da directora editorial Bari Weiss de retirar uma reportagem do 60 Minutes poucos dias antes da emissão provocou desconforto interno e reacendeu o debate sobre critérios editoriais, censura preventiva e independência jornalística.

Uma nova cultura editorial?

Numa comunicação interna enviada na véspera de Natal, Bari Weiss defendeu que recuperar a confiança do público exige mais trabalho de campo, histórias inesperadas e atenção a temas negligenciados ou mal compreendidos. Por vezes, acrescentou, isso implica adiar reportagens para garantir rigor e equilíbrio.

Dokoupil mostrou-se alinhado com essa visão. No vídeo, comprometeu-se a explicar sempre o que sabe, quando sabe e como sabe — e a assumir publicamente os erros quando eles acontecem. “Também significa falar com toda a gente”, disse, “e aplicar o mesmo padrão a todas as figuras da vida pública”.

“Digam-me se eu falhar”

Ao contrário de discursos vagos sobre objectividade, a intervenção de Tony Dokoupil aposta num tom quase contratual com o público. “Telling the truth” — dizer a verdade — foi apresentado não como um slogan, mas como uma prática quotidiana que exige coerência, humildade e abertura ao contraditório.

“Sou o Tony Dokoupil, o pivot do CBS Evening News”, concluiu. “Cobrem-me por isto.”

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Num tempo em que a desconfiança em relação aos media é estrutural e transversal a todo o espectro político, a promessa é ambiciosa. Resta saber se a prática conseguirá acompanhar as palavras — mas, pelo menos, o novo rosto do noticiário parece consciente do peso da cadeira onde se senta.