🌹 25 de Abril em Filme: TVCine Celebra a Liberdade com Quatro Obras Essenciais

No próximo 25 de Abril, os canais TVCine Edition e TVCine+ assinalam os 50 anos da Revolução dos Cravos com uma programação especial que convida à reflexão através do cinema. São quatro obras, entre documentários e ficção,que percorrem os ecos da ditadura, o impacto do colonialismo e os momentos decisivos da nossa jovem democracia. Um verdadeiro retrato plural de Abril — para ver e pensar.

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A maratona começa às 16h40 e prolonga-se até à noite, com propostas cinematográficas que cruzam o passado colonial, a resistência política, a construção da liberdade e os fantasmas do racismo estrutural.


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À Mesa da Unidade Popular – 16h40

Realizado por Camilo de Sousa e Isabel Noronha, este documentário parte de um objeto aparentemente banal — a mesa que o Estado moçambicano pretendia distribuir às famílias no pós-independência — para falar de uma utopia: a construção de uma sociedade mais justa. Através de imagens de arquivo e entrevistas, o filme revisita as promessas revolucionárias e os desafios da construção nacional. Depois da estreia mundial no IndieLisboa 2024, venceu o prémio de Melhor Documentário no Festival Caminhos do Cinema Português.


🗳️ Soares É Fixe! – 18h10

Sérgio Graciano assina esta evocação cinematográfica da eleição presidencial de 1986, em que Mário Soares se torna o primeiro Presidente civil da democracia portuguesa. Um retrato político e humano de um momento em que a vitória parecia improvável, mas mudou o curso da nossa história recente. Com Tónan QuitoJoão Pedro VazMargarida Cardeal, entre outros, é uma produção que revisita os bastidores da coragem democrática.


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Rosinha e Outros Bichos do Mato – 19h35

Em 1934, o Estado Novo organizou uma Exposição Colonial onde o “exotismo” do império português era mostrado ao mundo. No centro desta encenação: Rosinha, uma jovem guineense. O documentário de Marta Pessoa (O Medo à Espreita) interroga o racismo histórico e os ecos ainda presentes de uma narrativa colonial que nunca foi inteiramente desmontada. Vencedor do Prémio Árvore da Vida no IndieLisboa 2023, é um filme necessário.


🩸 

Revolução (Sem) Sangue – 21h20

Baseado em factos reais, o filme de Rui Pedro Sousa acompanha a jornada de quatro jovens nos dias que antecederam o 25 de Abril de 1974. De diferentes origens e convicções, todos se encontram no clímax da Revolução — mas nem todos regressam. Uma narrativa intensa, sobre liberdade, juventude e perda. Com Rafael PaesLucas DutraManuel NabaisDiogo Fernandes e João Arrais, o filme soma já 10 nomeações para os Prémios Sophia.

📺 Quando e onde ver

Esta programação especial vai para o ar no feriado de quinta-feira, 25 de abril, a partir das 16h40, nos canais TVCine Edition e TVCine+, estando disponível também nas plataformas associadas. É uma oportunidade única de celebrar a democracia portuguesa com cinema que emociona, desafia e resgata a memória.

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🏆 Dahomey: O Urso de Ouro da Berlinale Chega à TVCine com uma Reflexão Poderosa sobre Descolonização e Memória

É já no próximo sábado, dia 26 de abril, às 22h, que o aclamado documentário Dahomey, da realizadora Mati Diop, chega em estreia exclusiva à televisão portuguesa, através do TVCine Edition e TVCine+. Vencedor do Urso de Ourona 74.ª Berlinale, este é um filme que não se limita a reconstituir a História — desafia-nos a escutá-la de novo, com todos os sentidos abertos.

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🎥 Entre o documental e o simbólico: o regresso de tesouros saqueados

O ponto de partida de Dahomey é factual: em novembro de 2021, o Estado francês devolveu 26 artefactos culturais ao Benim, peças originalmente pertencentes ao antigo Reino do Daomé, saqueadas pelas tropas coloniais em 1892. Mas o que poderia ser um simples registo administrativo torna-se, nas mãos de Diop, um exercício poético e político de rara intensidade.

A realizadora franco-senegalesa — conhecida pelo hipnotizante Atlantique — junta o registo documental à fantasia especulativa, incorporando vozes espirituais e memórias ancestrais que pairam entre os objectos. A alma destes artefactos é libertada no momento do seu regresso, enquanto estudantes da Universidade de Abomey-Calavi discutem, com emoção e lucidez, o que significa verdadeiramente a reparação cultural.


🗣️ Um filme que convoca os vivos e os mortos

A crítica internacional não poupou elogios. A IndieWire chamou-lhe “uma lição de história arrojada e memorável”. A Variety destacou a força do filme como “exemplo impressionante e comovente da poesia que pode resultar quando os mortos e os despossuídos falam com e através dos vivos”. Já o The Hollywood Reporter sublinhou que Diop “une o poético ao político, sem nunca se tornar didática”.

É essa subtileza que torna Dahomey tão especial — o gesto de devolver não é apenas físico, é também simbólico, espiritual e intergeracional. A devolução dos objetos desencadeia questões maiores: O que ficou ausente? O que mudou na sua ausência? E que papel devem agora desempenhar, de volta ao lar?


📺 Onde ver

Dahomey estreia em exclusivo na televisão portuguesa no canal TVCine Edition, no dia 26 de abril, às 22h, com exibição simultânea na plataforma TVCine+. Esta é uma oportunidade imperdível para ver um dos documentários mais relevantes da década, num momento em que o debate sobre descolonização cultural continua urgente e necessário.


✨ Uma proposta cinematográfica que obriga a escutar — e a pensar

Com apenas 67 minutosDahomey é um filme conciso, mas imenso. Recorrendo a um dispositivo simples mas eficaz — ouvir as vozes dos estudantes e dos espíritos que habitam os objetos — Mati Diop mostra que a descolonização não é apenas um processo político, mas também uma prática afetiva, ética e cinematográfica.


🎬 Conclave Regista Picos de Audiência Após a Morte do Papa Francisco

Desde o falecimento do Papa Francisco a 21 de abril de 2025, o filme Conclave tem registado um aumento significativo de visualizações nos Estados Unidos. Segundo dados da Luminate, a audiência do filme na Amazon Prime Video atingiu 18,3 milhões de minutos assistidos na terça-feira, um aumento de 3.200% em relação à semana anterior . 

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📈 Interesse Renovado no Processo de Eleição Papal

O aumento na audiência de Conclave reflete o interesse global no processo de eleição de um novo papa, que se seguirá à morte do Papa Francisco. O filme oferece uma representação dramatizada do conclave, o processo secreto pelo qual a Igreja Católica escolhe seu líder, proporcionando aos espectadores uma visão envolvente deste ritual . 


🎥 Outros Títulos Relacionados Também Ganham Popularidade

Além de Conclave, outros filmes com temática papal também têm visto um aumento na audiência. Nos Estados Unidos, o filme The Two Popes, estrelado por Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, teve um aumento de 417% nas visualizações na Netflix . 


🗳️ Preparativos para o Novo Conclave

Com a morte do Papa Francisco, a Igreja Católica prepara-se para um novo conclave, que deverá ocorrer nas próximas semanas. O Colégio de Cardeais reunir-se-á para eleger o novo pontífice, num processo que atrai atenção mundial e que é central na narrativa de Conclave . 

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👽 Alien: Earth – Xenomorfos Invadem a Terra no Novo Teaser da Série de Noah Hawley

A icónica franquia Alien prepara-se para um novo capítulo televisivo com Alien: Earth, a primeira série da saga a trazer os temíveis xenomorfos para o nosso planeta. Para assinalar o Dia da Terra, a FX divulgou um teaser arrepiante e um novo cartaz promocional, aumentando a expectativa para a estreia prevista para o verão de 2025. 

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🌍 Uma Nova Ameaça no Nosso Planeta

Situada no ano de 2120, dois anos antes dos eventos do filme original de 1979, Alien: Earth acompanha Wendy (interpretada por Sydney Chandler), uma jovem com corpo adulto e mente infantil, e o seu mentor sintético Kirsh (Timothy Olyphant). Após a queda de uma misteriosa nave espacial na Terra, a dupla e um grupo de soldados táticos enfrentam uma ameaça letal que poderá pôr em risco toda a humanidade . 


🎥 Teaser Revela o Horror que se Aproxima

O teaser divulgado apresenta imagens inquietantes de um planeta à beira do colapso, com a silhueta de um xenomorfo refletida na atmosfera terrestre. A atmosfera sombria e a tensão crescente prometem uma abordagem mais aterradora e introspectiva da saga .


🧬 Uma Nova Perspetiva sobre os Xenomorfos

Noah Hawley, conhecido por Fargo e Legion, opta por ignorar as revelações de Prometheus e Alien: Covenant, preferindo uma origem dos xenomorfos baseada em milhões de anos de evolução natural, em vez de uma criação artificial . Esta decisão promete devolver à franquia o mistério e o terror que a tornaram célebre. 


📺 Estreia e Onde Assistir

Alien: Earth tem estreia prevista para o verão de 2025, sendo transmitida nos EUA através da FX e Hulu. Em Portugal, a série estará disponível no Disney+, embora a data exata ainda não tenha sido confirmada . 

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🕵️‍♀️ Enola Holmes 3: Millie Bobby Brown e Henry Cavill Regressam com Novos Mistérios e Novos Rostos

A Netflix confirma oficialmente o terceiro capítulo da saga Enola Holmes, com Millie Bobby Brown e Henry Cavill a retomarem os seus papéis como os irmãos Holmes. A produção já está em andamento no Reino Unido, prometendo uma nova aventura repleta de intrigas e desafios. 

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🎬 Uma Nova Direção Criativa

Desta vez, a realização fica a cargo de Philip Barantini, conhecido pela série “Adolescência”, substituindo Harry Bradbeer. O argumento continua nas mãos de Jack Thorne, garantindo a continuidade narrativa baseada na obra de Nancy Springer.  


🌍 Uma Missão em Território Desconhecido

A nova trama leva Enola até à ilha de Malta, onde enfrenta um caso mais complexo e traiçoeiro do que nunca. Entrelaçando sonhos pessoais e profissionais, esta missão promete testar os limites da jovem detetive.  


👥 Elenco Repleto de Talentos

Além de Millie Bobby Brown e Henry Cavill, o elenco conta com o retorno de Helena Bonham Carter como Eudoria Holmes, Louis Partridge como o Visconde Tewkesbury, Himesh Patel como o Dr. Watson e Sharon Duncan-Brewster como Mira Troy/Moriarty.  


📺 Uma Franquia de Sucesso

Desde a estreia do primeiro filme em 2020, Enola Holmes conquistou o público, tornando-se uma das produções mais vistas da Netflix. A sequela de 2022 manteve o entusiasmo, e agora, com o terceiro filme, a expectativa é ainda maior.  

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🚀 Andor Temporada 2: A Revolução de Star Wars Alcança o Seu Auge

A segunda e última temporada de Andor estreia hoje, 22 de abril, na Disney+, e as primeiras críticas já a posicionam como uma das melhores produções do universo Star Wars. Com uma impressionante pontuação de 98% no Rotten Tomatoes, a série criada por Tony Gilroy e protagonizada por Diego Luna é aclamada por elevar a narrativa da franquia a novos patamares. 

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🧨 Uma Conclusão Explosiva

Os críticos destacam que Andor não só mantém a qualidade da primeira temporada, como a supera. Alan Cerny, do VitalThrills.com, afirma que a série “acende o rastilho para o barril de pólvora” da rebelião galáctica, enquanto Maggie Lovitt, da Collider, considera que Gilroy e a sua equipa de argumentistas “superaram-se a si mesmos” nesta temporada . 


🧭 Uma Nova Perspetiva no Universo Star Wars

A série é elogiada por abordar temas mais sombrios e adultos, explorando o fascismo do Império de forma direta e sem rodeios. Jeremy Mathai, do Slashfilm, destaca que Andor “olha o fascismo do Império diretamente nos olhos”, enquanto Brendan Hodges, do Next Best Picture, refere que esta é “a série mais sombria de Star Wars” . 


🎭 Atuações Memoráveis

Diego Luna é novamente aclamado pelo seu desempenho como Cassian Andor, com Maggie Lovitt a sugerir que cada episódio merece uma nomeação ao Emmy. Outros destaques incluem Denise Gough como Dedra Meero e Elizabeth Dulau, que ganha mais destaque nesta temporada . 


🎞️ Estrutura Narrativa e Estreia

A temporada final é composta por 12 episódios, divididos em quatro arcos narrativos de três episódios cada. Os primeiros três episódios estão disponíveis a partir de hoje na Disney+, com novos episódios lançados semanalmente . 

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📸 Lee Miller: Na Linha da Frente – Kate Winslet Dá Vida à Mulher Que Fotografou o Inferno

Modelo, musa, fotógrafa, espia, guerreira. Lee Miller foi tudo isto e muito mais. A sua história, tão fascinante quanto pouco conhecida, chega agora ao pequeno ecrã em forma de biopic com estreia marcada para 25 de abril, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+. E não poderia haver melhor intérprete para dar corpo (e alma) a esta figura extraordinária do que Kate Winslet.

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👠 De Capa da Vogue… ao Horror de Dachau

Nos anos 30, Lee Miller era um ícone de elegância nas páginas da Vogue. Mas quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu, trocou os vestidos e os chapéus pelo colete de repórter de guerra. E não apenas como cronista — mas como testemunha direta dos horrores mais sombrios da humanidade.

Foi uma das primeiras mulheres a relatar os campos de concentração nazis. As suas fotografias, captadas com uma câmara e um olhar impiedoso, não pouparam verdades. Acompanhou a libertação de Dachau e regressou a casa marcada para sempre por aquilo que viu.


🎬 Um Biopic com Nome Próprio

Lee Miller: Na Linha da Frente marca a estreia na realização de Ellen Kuras, uma das mais conceituadas diretoras de fotografia de Hollywood (Eternal Sunshine of the Spotless MindBlow). O argumento baseia-se na biografia The Lives of Lee Miller, escrita pelo filho da protagonista, Antony Penrose, numa tentativa de entender a mulher por detrás da mãe que ele mal conheceu.

Winslet surge aqui num dos seus papéis mais intensos e completos. Ao seu lado, um elenco notável: Marion Cotillard, Andy Samberg, Andrea Riseborough, Noémie Merlant, Josh O’Connor e Alexander Skarsgård. Um verdadeiro desfile de talento europeu e americano para contar uma história que não tem fronteiras.


🧳 Uma Mulher Insubmissa

O filme não se limita a mostrar Lee Miller como figura histórica. Vai mais fundo — revela os seus dilemas pessoais, os traumas que carregou em silêncio e os segredos que escondeu, até mesmo do filho. E é aí que reside a força do retrato: numa mulher que, mesmo enfrentando os próprios demónios, nunca deixou que isso a impedisse de viver com coragem.


📺 Quando e Onde Ver

Lee Miller: Na Linha da Frente estreia sexta-feira, 25 de abril, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+. Uma história inspiradora que deve ser descoberta — e lembrada.

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🕺 Hugh Jackman Fora da Dança? A “Frustração” Mais Inesperada de Deadpool & Wolverine

Pode parecer impossível imaginar uma queixa de Hugh Jackman sobre o regresso de Wolverine ao cinema… mas ela existe. E é, na verdade, adorável. Durante um evento recente em Nova Iorque, Jackman revelou que há apenas uma coisa que o deixou ligeiramente frustrado em Deadpool & Wolverine: ter ficado de fora da sequência de dança ao som de “Bye Bye Bye” dos NSYNC.

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Sim, estamos a falar da sequência musical que abre o filme e já se tornou um dos momentos mais inesperadamente icónicos da campanha de marketing. Com Ryan Reynolds como Deadpool a coreografar um número digno de musical da Broadway, muitos fãs pensaram — com razão — que Jackman, veterano dos palcos e das sapatilhas de sapateado, teria também o seu momento de dança. Mas não.


🎭 “A Dança Que Me Escapou”

Durante a apresentação do espetáculo The Music Man, Jackman contou com humor que ficou “ligeiramente magoado” por não ter participado na sequência de dança:

“A sério, Ryan teve uma grande cena de dança. Eu? Nada. Foi… estranho. Sobretudo porque já fiz isso mil vezes na Broadway.”

E como verdadeiro showman, decidiu compensar ali mesmo, no palco, com uma coreografia improvisada — com corda de saltar! O público delirou e o vídeo do momento já circula nas redes sociais como “a dança que escapou”.


🤜🤛 Deadpool & Wolverine: O filme mais caótico (e divertido?) da Marvel

Deadpool & Wolverine, com estreia marcada para 25 de julho de 2024, marca a primeira grande incursão do universo Deadpool no MCU — e o regresso oficial de Wolverine, após a despedida épica em Logan (2017). Como? Bem… ainda não sabemos. Mas o trailer já deixou claro que o multiverso permite tudo — até mesmo piadas com capas, sangue e música pop dos anos 2000.

Este novo capítulo promete ser um misto de buddy movie, meta-comédia e acção desenfreada, com o selo da irreverência total que Ryan Reynolds e o realizador Shawn Levy já demonstraram dominar.


🎬 Hugh Jackman: do adamantium ao sapateado… e de volta

Jackman, que já tinha pendurado oficialmente as garras de Wolverine, confessou que não resistiu ao convite de Reynolds — e à oportunidade de interpretar o mutante num tom mais descontraído e sarcástico. “Depois de Logan, achei que estava feito. Mas quando Ryan me explicou o conceito… percebi que seria um tipo de Wolverine que nunca fiz”, disse o actor numa entrevista recente.

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Mesmo sem dançar desta vez, Hugh Jackman continua a ser uma das presenças mais carismáticas do universo Marvel. E quem sabe se, numa eventual cena pós-créditos, ainda não o veremos dar uns passos de dança ao lado do seu parceiro de caos…

🤐 Ruído: Bruno Nogueira Apresenta Série Distópica Onde o Humor É Crime — Mas a Resistência Está de Volta

A comédia nacional prepara-se para dar um salto ousado — e talvez até subversivo. Bruno Nogueira acaba de divulgar nas redes sociais o trailer da sua nova série, Ruído, e a premissa é tão surpreendente quanto pertinente: num futuro próximo, rir é ilegal. Mas há quem não esteja disposto a aceitar isso em silêncio.

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Produzida pela RTP1, Ruído marca o regresso de Nogueira à ficção televisiva com um conceito distópico e provocador. A série, que conta com a colaboração de Carlos Coutinho Vilhena e Frederico Pombares no argumento, parece apostar numa mistura entre crítica social, absurdo e melancolia — como já se tornou hábito no universo criativo do humorista.


😂 Quando o humor se torna resistência

O trailer, partilhado no perfil do projecto “Corpo de Dormente” no X (antigo Twitter), revela um mundo em que os cidadãos vivem sob vigilância constante e qualquer manifestação de humor é reprimida. Mas há um grupo clandestino que se recusa a abdicar do riso — e é aí que começa a verdadeira história.

Bruno Nogueira interpreta um dos elementos centrais dessa resistência silenciosa e cómica. No elenco estão também Gabriela Barros, Rita Cabaço, Albano Jerónimo e um leque de actores bem conhecidos do público português, todos aparentemente apostados em levar esta farsa séria até às últimas consequências.

A estética do trailer faz lembrar o universo de Brazil, de Terry Gilliam, ou mesmo o tom resignado e surreal de séries como Black Mirror ou The Lobster, mas com uma assinatura muito própria — onde o humor serve tanto como crítica como escapatória.


Uma série sobre o silêncio… e o barulho certo

O título Ruído não é acidental. Num país onde o debate sobre liberdade de expressão e os limites do humor tem sido cada vez mais presente, Bruno Nogueira parece querer levantar questões relevantes sem recorrer ao didatismo. E fá-lo com o seu estilo habitual: desconstruindo a realidade através da sátira e da poesia do absurdo.

Ainda sem data de estreia confirmada, Ruído deverá chegar à RTP1 nas próximas semanas. Mas o trailer já gerou entusiasmo, com centenas de partilhas nas redes sociais e uma reacção claramente positiva por parte dos fãs de Bruno Nogueira e do público que procura algo mais desafiante na televisão nacional.


Expectativas altas para uma televisão com mais personalidade

Depois de projectos como Principiantes de VooSara ou Como é Que o Bicho Mexe, Bruno Nogueira volta a mostrar que não tem medo de reinventar formatos e desafiar convenções. Ruído poderá ser uma das grandes apostas da RTP para 2025 — e, quem sabe, uma nova referência no panorama da ficção televisiva portuguesa.

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🎸 Matter of Time: O Documentário da Netflix que Vai Revelar o Lado Mais Humano de Eddie Vedder e dos Pearl Jam

Os fãs de Pearl Jam receberam ontem à noite uma notícia carregada de emoção e significado: está a caminho um novo documentário, intitulado Matter of Time, com estreia marcada para o prestigiado Festival de Cinema de Tribeca, a 12 de junho de 2025. Mas ao contrário do que se poderia esperar, este não é apenas um registo musical ou uma celebração da carreira de uma das bandas mais influentes das últimas décadas — é, acima de tudo, um testemunho comovente da luta de Eddie Vedder contra uma das doenças genéticas mais devastadoras e invisíveis do nosso tempo: a epidermólise bolhosa.


🎥 Muito mais do que um documentário de rock

Realizado por Matt Finlin e produzido pela Door Knocker Media em associação com a Vitalogy Foundation, Matter of Time acompanha a série de concertos a solo que Eddie Vedder realizou em Seattle, em 2023. O objetivo? Angariar fundos para a EB Research Partnership (EBRP), fundação criada por Vedder e a sua esposa, Jill, com a ambiciosa missão de encontrar uma cura para a doença até 2030.

A epidermólise bolhosa (EB) é uma condição rara que provoca bolhas dolorosas na pele e nas mucosas, e que afeta sobretudo crianças — muitas das quais vivem em sofrimento constante. Matter of Time mostra a face pública e privada desta luta, combinando registos de atuações emocionantes com histórias de vida de pacientes, famílias e cientistas dedicados à investigação da cura.


🎶 Entre guitarras e causas: o papel dos Pearl Jam na cultura

Pearl Jam sempre foram mais do que uma banda de rock. Desde os anos 90 que se tornaram sinónimo de integridade, ativismo e resistência à máquina da indústria musical. Se em Let’s Play Two (2017) celebravam a comunhão entre música e desporto nos concertos no Wrigley Field, e em Immagine in Cornice (2007) se rendiam à beleza de Itália, agora é a vez de Matter of Time mostrar o lado mais íntimo de Vedder — não como vocalista, mas como ser humano.

Segundo declarações recentes, este é “um filme que oferece uma janela para a alma de Eddie Vedder”. E de facto, poucas figuras públicas conseguiram, ao longo dos anos, equilibrar tão bem a imagem de ícone musical com o papel de ativista comprometido.


🗓️ Quando e onde ver?

O documentário estreia no Festival de Tribeca, um dos eventos mais relevantes no calendário cinematográfico dos Estados Unidos. Ainda não existe uma data oficial para a estreia na Netflix, mas é praticamente certo que a plataforma irá acolher o filme após a sua estreia nos cinemas ou em circuito de festivais.

Será, ao que tudo indica, um dos destaques documentais do ano. E não apenas para os fãs de música, mas para todos aqueles que acreditam que o cinema também serve para inspirar, sensibilizar e provocar mudanças reais.


🌍 Um filme sobre esperança, luta e humanidade

Matter of Time não é apenas sobre Eddie Vedder. É sobre todos aqueles que, nas palavras do próprio músico, “vivem em dor, mas nunca perderam a esperança”. É um documentário que promete emocionar e mobilizar, lembrando-nos de que, às vezes, o verdadeiro poder da música está naquilo que ela consegue fazer fora do palco.

Emily in Rome? Emily in Paris  Vai Dividir-se Entre a Cidade Luz e a Cidade Eterna

🇫🇷🇮🇹 O amor está no ar… e também a indecisão. Emily Cooper, a executiva de marketing mais improvável de Paris, está de volta para uma nova ronda de dilemas sentimentais, outfits exuberantes e mudanças geográficas inesperadas. A quinta temporada de Emily in Paris começa a ser filmada em maio — mas desta vez, a ação arranca em Roma antes de regressar à capital francesa no final do verão.

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Sim, leste bem: Emily in Paris vai passar (também) por Itália. Uma jogada arrojada da Netflix e do criador Darren Star para refrescar a série — e, quem sabe, lançar Emily num novo capítulo mediterrânico… com direito a cashmere, esplanadas romanas e mais um triângulo amoroso para baralhar os fãs.


Novos cenários, velhos corações partidos

Na nova temporada, Emily (Lily Collins) muda-se temporariamente para Roma, onde fica responsável por abrir o novo escritório da Agence Grateau na capital italiana. O início da temporada acontece poucos dias após o final do quarto capítulo — e traz consigo uma reorganização sentimental à altura do drama parisiense.

Alfie (Lucien Laviscount) seguiu em frente com uma nova namorada, depois de Emily ter escolhido Gabriel (Lucas Bravo). Mas, como sempre, as coisas não são tão simples. Gabriel continua envolvido numa relação ambígua com Camille (que já não regressa nesta temporada), deixando Emily mais uma vez dividida entre o passado e um novo interesse: Marcello Muratori, interpretado por Eugenio Franceschini, herdeiro de uma marca de cashmere e residente na pitoresca vila fictícia de Solitano, nos arredores de Roma.


De volta à cozinha de Gabriel… com alguma frustração

Lucas Bravo volta como Gabriel, apesar de ter recentemente manifestado algum desagrado com o rumo da sua personagem. Em entrevista ao IndieWire, o ator disse sentir-se cada vez mais distante do “sexy chef” que inicialmente o cativou:

“Transformaram o Gabriel em guacamole. Ele era parte de mim na primeira temporada, mas fomos-nos afastando com o tempo. Nunca estive tão distante de uma personagem.”

Ainda assim, Bravo continua na série, assim como o restaurante de Gabriel, que voltará a ser um dos cenários centrais — e, previsivelmente, palco de novas discussões românticas, jantares tensos e, claro, comida visualmente impecável.


O elenco (quase) completo regressa

Para além de Collins, Bravo e Laviscount, também regressam Philippine Leroy-Beaulieu (Sylvie Grateau), Samuel Arnold (Julien), Bruno Gouery (Luc), William Abadie (Antoine) e Ashley Park (Mindy). A ausência notada será Camille Razat, cuja personagem foi fundamental nos primeiros quatro anos da série. Ainda não se sabe se Thalia Besson — que deu vida à intrigante Geneviève — regressará, embora o público tenha recebido bem a sua presença na temporada anterior.


Um fenómeno global entre a diplomacia e a cultura pop

A influência de Emily in Paris extravasa o ecrã. A série tornou-se um fenómeno cultural, turístico e até político. Emmanuel Macron chegou a afirmar que a França “luta com unhas e dentes” para manter a produção em solo francês. A declaração provocou uma reacção divertida do presidente da câmara de Roma, Roberto Gualtieri, que sugeriu que a dolce vita também merece o seu lugar na série.

E assim será. Entre cafés à beira do Sena e gelados à sombra do Coliseu, Emily Cooper promete continuar a dividir corações e geografias — enquanto tenta encontrar, pela quinta vez, a combinação ideal entre amor, carreira e sapatos de salto alto.

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“The Sandman” Regressa em Julho: A Última Viagem de Morpheus Será Contada em Duas Partes

🌙 O Senhor dos Sonhos regressa ao pequeno ecrã — e traz consigo promessas de escuridão, beleza e redenção. A Netflix confirmou que a segunda e última temporada de The Sandman, baseada na icónica obra de Neil Gaiman, estreará em julho de 2025… mas com uma surpresa: será dividida em duas partes. Uma decisão que, longe de ser apenas estratégica, parece respeitar a densidade narrativa e poética do material original.

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Uma adaptação que sonha mais alto

A primeira temporada de The Sandman foi uma das adaptações mais ambiciosas e reverenciadas da história recente da televisão. Ao transpor para o ecrã a mitologia intricada e profundamente humana criada por Gaiman nos anos 90, a série não só captou a essência visual da obra como conquistou um público novo — que talvez nunca tenha entrado numa livraria de banda desenhada, mas se perdeu nos reinos do Sonho.

Tom Sturridge regressa como Morpheus, o Mestre dos Sonhos, numa performance contida, melancólica e poderosa, capaz de invocar tanto o horror cósmico como a fragilidade de um deus em crise existencial. E nesta nova temporada, vamos finalmente assistir aos momentos mais esperados da saga, desde o confronto com as suas irmãs, aos dilemas da sua própria identidade enquanto entidade imortal.


Porquê duas partes?

A escolha de dividir a temporada final em duas metades pode ser vista como uma forma de esticar o sucesso — mas neste caso, há mais do que lógica comercial. The Sandman não é uma narrativa linear nem apressada. É feita de fragmentos, de histórias dentro de histórias, de encontros improváveis entre seres humanos e entidades eternas. Dividir a temporada é dar-lhe o tempo certo para respirar.

A primeira parte estreia em julho. A segunda deverá chegar ainda em 2025. Não há datas exactas, mas para os fãs — e para os leitores de longa data de Gaiman —, a espera valerá cada segundo.


Um final anunciado… mas com promessas de eternidade

Sabemos que será a última temporada. Mas também sabemos que no universo de The Sandman, nada termina realmente. A série prometeu continuar a explorar temas universais — o luto, a mudança, a responsabilidade, o livre-arbítrio — tudo com aquela mistura inconfundível de horror, lirismo e filosofia que tornou os livros de Gaiman tão influentes.

Espera-se o regresso de personagens fundamentais como Desejo, Morte, Lucienne e o Corvo Matthew, e a introdução de figuras que marcaram os volumes mais densos da banda desenhada, como Delírio, Destino e Destruição. Se a primeira temporada foi um convite ao Sonho, esta segunda será o mergulho profundo no seu coração.


Neil Gaiman: sempre presente, sempre fiel

Um dos grandes trunfos da adaptação tem sido a participação activa de Neil Gaiman enquanto produtor executivo e guardião criativo do seu próprio universo. A sua influência sente-se não só nos diálogos e estrutura narrativa, mas na sensibilidade com que a série respeita o ritmo literário da obra original.

Num mundo televisivo em que tantas adaptações traem as suas fontes, The Sandman é uma raridade: uma homenagem fiel e ousada que se atreve a ser poética onde tantos optam pela acção.


O sonho continua

Para os leitores que acompanharam Morpheus desde as prateleiras poeirentas das lojas de BD, e para os novos fãs que descobriram este universo pela Netflix, este final será, ao mesmo tempo, uma celebração e uma despedida.

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Mas como o próprio Gaiman escreveu, “as histórias nunca terminam… apenas mudam quem as conta.”

Andrew Lincoln revela porque deixou a Walking Dead

Andrew Lincoln deixou The Walking Dead após a nona temporada para passar mais tempo com a sua família no Reino Unido. A decisão foi motivada pelas longas ausências de casa devido às filmagens nos Estados Unidos. Lincoln explicou: “Tenho dois filhos pequenos e vivo noutro país. Eles tornam-se menos portáteis à medida que crescem. Foi tão simples quanto isso. Estava na hora de voltar para casa.”

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Após a sua saída, o personagem Rick Grimes foi retirado da série de forma a permitir um possível regresso. De facto, Lincoln voltou ao papel numa minissérie intitulada The Walking Dead: The Ones Who Live, que explora o reencontro entre Rick e Michonne.

Onde assistir The Walking Dead e seus spin-offs

Portugal:

  • The Walking Dead (série principal): disponível no Disney+ e no Star Channel.
  • The Walking Dead: The Ones Who Live: estreia exclusiva no canal AMC Portugal.
  • The Walking Dead: Dead City: disponível no serviço de streaming AMC Selekt. 

Brasil:

Para os fãs que desejam revisitar a série original ou explorar os novos spin-offs, as plataformas de streaming oferecem diversas opções para acompanhar o universo expandido de The Walking Dead

Stephen Graham Infiltra-se na RTP2: Nova Série Britânica Expondo o Terrorismo Neonazi

A RTP2 estreia na próxima segunda-feira, 21 de abril, às 22h00, a minissérie britânica O Infiltrado (The Walk-In, 2022), protagonizada por Stephen Graham. Este drama policial, baseado em factos reais, aborda a infiltração de um ativista numa organização de extrema-direita no Reino Unido, explorando temas como racismo, liberdade de expressão e terrorismo. 

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Uma História Real de Coragem e Confronto

A série, composta por cinco episódios, retrata a história de Matthew Collins, um ex-membro de grupos fascistas que se torna ativista antifascista na organização Hope Not Hate. Com a iminente votação do Brexit a provocar agitação política, Collins infiltra-se no grupo extremista National Action para impedir uma conspiração terrorista neonazi. A narrativa destaca a luta contra o extremismo e a importância da vigilância cívica. 

Elenco e Produção de Excelência

Além de Stephen Graham, o elenco conta com Andrew Ellis, Dean-Charles Chapman e Andrew Havill. A série foi escrita por Jeff Pope, premiado argumentista britânico, e realizada por Paul Andrew Williams. Produzida pela ITV, O Infiltradorecebeu críticas positivas, com o jornal The Guardian a descrevê-la como “um dos melhores investimentos televisivos que pode fazer (se o conseguir aguentar)”. 

Exibição em Portugal

O Infiltrado será exibido na RTP2 de segunda a sexta-feira, de 21 a 25 de abril, sempre às 22h00. A série oferece uma visão intensa e realista sobre os perigos do extremismo, sendo uma oportunidade para o público português refletir sobre questões atuais e relevantes. 

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Ramson Canyon – Cowboys à Moda Antiga com a Mão Criativa de “Wednesday”

🤠 A Netflix continua a apostar forte na reinvenção de géneros clássicos, e o próximo alvo é o western. A nova série original, ainda sem título traduzido para português, chega da mente de um dos argumentistas de Wednesday, a popular série gótica da plataforma, e promete combinar o espírito de fronteira do velho oeste com um toque moderno e estilizado.

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Com estreia marcada para os próximos meses, esta produção inspira-se num western clássico esquecido — um daqueles que passavam nas matinés de domingo — mas será tudo menos nostálgica. Segundo os produtores, o objectivo é “honrar o passado sem ficar preso a ele”.


Uma nova visão sobre o velho oeste

O western é um género cíclico. Reinventado nos anos 90 por Unforgiven e mais tarde revigorado por Tarantino e os irmãos Coen, o regresso ao faroeste tem sido tímido nas plataformas de streaming — mas quando acontece, chama a atenção (GodlessThe Power of the DogOuter Range). Agora, a Netflix junta-se novamente à conversa com um projeto ambicioso que pretende unir drama, tensão e personagens moralmente ambíguas num cenário poeirento e marcado pela violência do território selvagem.

A presença de um dos criadores de Wednesday na equipa criativa sugere que não será um western tradicional. Espera-se uma estética vincada, personagens excêntricos e um subtexto social mais vincado do que o habitual. O argumento promete explorar temas de identidade, pertença, colonização e género — tudo embrulhado em duelos ao pôr do sol e cavalos a galopar por desertos implacáveis.


Um western para a era do streaming?

O western está longe de estar morto — está é a ser reinventado. Tal como o terror ou a ficção científica, também este género clássico se tem adaptado às exigências de uma nova geração de espectadores. Séries como 1883 e Yellowstoneprovaram que há apetite por histórias de fronteira, desde que sejam contadas com intensidade, subtileza e complexidade emocional.

O que esta nova série da Netflix parece prometer é precisamente isso: o sabor do faroeste, mas com ingredientes frescos. Ainda não são conhecidos muitos detalhes sobre o elenco ou o enredo central, mas a promessa de um western com ADN criativo vindo de Wednesday é, no mínimo, intrigante.


Porque é que isto importa?

A aposta neste novo western pode marcar mais um capítulo importante na evolução dos géneros dentro do streaming. A Netflix já provou que sabe jogar com convenções, e trazer a sua sensibilidade moderna para o mundo dos cowboys pode resultar num produto inesperado — e, quem sabe, memorável.

Para os fãs de Wednesday, é uma oportunidade de ver como o mesmo tipo de criatividade pode ser aplicado a um cenário completamente diferente. Para os fãs de westerns… é um lembrete de que o género nunca morre — apenas muda de sela.

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Quando o Futuro Chega Cedo Demais: Os Episódios de Black Mirror Que Já Não São Distopia

Durante anos, Black Mirror foi visto como um exercício de ficção distópica — um espelho negro que exagerava tendências para nos mostrar até onde poderíamos chegar se não tivéssemos cuidado com a tecnologia e a forma como ela molda a sociedade. Mas em 2025, muitos dos episódios da série de Charlie Brooker deixaram de parecer exageros. O que antes era alerta, hoje é realidade — e isso talvez seja o maior plot twist da televisão contemporânea.

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Neste artigo, reunimos alguns dos episódios mais emblemáticos da série e comparamos com aquilo que já acontece no mundo. A pergunta não é “Será que isto vai acontecer?” — é “Como é que não demos por isso mais cedo?”


“Nosedive” (Temporada 3, Episódio 1) — A tirania das estrelas

O episódio mostra uma sociedade onde cada interação social é pontuada com uma classificação de 1 a 5 estrelas. A pontuação determina acesso a habitação, empregos, transportes, até amizades. Parece absurdo?

Na China, já existe um sistema de crédito social que avalia o comportamento dos cidadãos. E nas nossas mãos, seguramos diariamente apps como Uber, Airbnb ou mesmo o Instagram, onde tudo é “gostado”, avaliado e “ranqueado”. A ideia de que a tua pontuação social pode definir a tua vida profissional, romântica ou financeira… já está em curso.


“Be Right Back” (Temporada 2, Episódio 1) — Os mortos não descansam em paz

Uma mulher perde o companheiro num acidente e acaba por recorrer a um serviço que, através de dados digitais, recria a personalidade do falecido. Primeiro por mensagens, depois por voz. Eventualmente, por corpo.

Em 2023, a Amazon apresentou uma IA capaz de imitar a voz de familiares a partir de uma gravação de poucos segundos. Startups oferecem serviços de “clone digital” de entes queridos, permitindo continuar a interagir com eles após a morte. Aquilo que parecia morbidez ficcional é agora uma proposta de serviço premium.


“Fifteen Million Merits” (Temporada 1, Episódio 2) — O entretenimento como moeda

Num mundo onde tudo gira em torno de reality shows e pontos digitais, as pessoas pedalam em bicicletas para gerar energia e, em troca, consomem conteúdos superficiais. A fama é a única escapatória.

Hoje, o TikTok, o YouTube e os streams gamificados oferecem literalmente recompensas por tempo de visualização, participação e viralidade. Há adolescentes que treinam coreografias como quem se prepara para uma audição. Influencers são ídolos. E a linha entre realidade e performance é cada vez mais ténue.


“The Entire History of You” (Temporada 1, Episódio 3) — Memória sob vigilância

Imagina poder rever todas as tuas memórias como vídeos. A premissa do episódio torna-se pesadelo quando a obsessão por detalhes destrói relações.

Não temos ainda implantes, mas as câmaras, os registos de mensagens, o histórico de pesquisa e as redes sociais já fazem um trabalho notável de armazenar o passado — nem sempre a nosso favor. E mais: quantas discussões já acabaram com “Vê aqui, eu gravei”?


“Hang the DJ” (Temporada 4, Episódio 4) — Algoritmos que escolhem quem deves amar

Uma app de encontros prevê o sucesso de cada relação e determina a duração das mesmas antes de começarem. Os pares aceitam — ou não — o sistema.

Hoje, o Tinder, Bumble e similares já funcionam com base em algoritmos que calculam compatibilidade. Aplicações como Rizz ou AI Cupid utilizam inteligência artificial para escrever a melhor mensagem, fazer o “ice-breaker” perfeito ou sugerir o momento ideal para marcar um encontro. Ainda não entregámos o coração ao algoritmo… mas já o consultamos antes de nos apaixonarmos.


“Smithereens” (Temporada 5, Episódio 2) — A ditadura das notificações

Este episódio retrata o impacto das redes sociais na saúde mental. Um condutor em crise faz refém um funcionário de uma rede social, numa tentativa desesperada de ser ouvido.

Em pleno 2025, os alertas para os impactos psicológicos das redes sociais são quase semanais. Aumentos nos casos de depressão, ansiedade, comparações tóxicas, dependência digital. O feed é infinito, mas o bem-estar está em queda livre.


“White Christmas” (Especial de Natal) — Castigos digitais

Uma tecnologia permite “bloquear” pessoas na vida real, tornando-as visivelmente desfocadas e incapazes de comunicar. E ainda: o castigo de viver eternamente num loop digital.

Hoje, os cancelamentos públicos funcionam como bloqueios sociais à escala global. Mas mais perturbador é o avanço da IA na criação de clones de consciência em ambientes simulados. O conceito de prisão digital — viver num tempo infinito dentro de um software — já foi teorizado por empresas que testam inteligência artificial com aprendizagem em tempo acelerado.


Já não é ficção. É o presente.

Black Mirror nunca foi tanto uma previsão como uma ampliação do presente. O génio da série esteve em levar ao extremo aquilo que já existia à nossa volta. Mas agora, o extremo chegou mais cedo do que pensávamos.

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A ficção científica já não é um espelho deformado do futuro — é um reflexo inquietantemente nítido do agora.

🔥 Smoke: O Novo Thriller Criminal da Apple TV+ com Taron Egerton

A Apple TV+ revelou o primeiro olhar sobre Smoke, uma série de crime intensa que reúne a equipa criativa por trás de Black Bird. A série segue Dave Gudsen (Egerton), um investigador de incêndios, e a detetive Michelle Calderone (Smollett) enquanto perseguem dois incendiários em série no Noroeste do Pacífico  .

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🎭 Elenco de Peso

Além de Egerton e Smollett, o elenco inclui Rafe Spall, Ntare Guma Mbaho Mwine, Hannah Emily Anderson, Anna Chlumsky, Adina Porter, Greg Kinnear e John Leguizamo . 

🎬 Produção

A série é produzida por Apple Studios, com Lehane como criador e produtor executivo. Egerton também atua como produtor executivo, juntamente com Richard Plepler, Bradley Thomas, Dan Friedkin, Kari Skogland, Joe Chappelle e Jane Bartelme . 


Smoke promete ser um dos lançamentos mais aguardados do verão na Apple TV+, combinando drama intenso com performances poderosas.

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🤖 Robot Dreams – Amigos Improváveis: A Delicadeza de uma Amizade sem Palavras

Numa Nova Iorque dos anos 80, embalada por memórias de uma época de arcadas, walkmans e patins em linha, nasce uma das histórias mais tocantes e singelas do cinema de animação contemporâneo. Robot Dreams – Amigos Improváveis, de Pablo Berger, estreia na televisão portuguesa este domingo, 20 de abril, às 8h55, em exclusivo no TVCine Emotione também disponível no TVCine+. E não, não é só para crianças. É para quem já amou, perdeu, esperou… e ainda acredita.

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🐶🤖 Um cão, um robô… e a cidade que nunca dorme

Inspirado na novela gráfica de Sara Varon, publicada em 2007, o filme acompanha Cão, uma criatura solitária que decide construir um amigo para partilhar os seus dias. O resultado é Robô, uma companhia fiel com quem explora os recantos de Manhattan com entusiasmo infantil e ternura silenciosa.

Mas como tantas amizades na vida real, esta também sofre um golpe inesperado. Um acidente deixa Robô preso… e separados, os dois são forçados a enfrentar o tempo, a saudade e a dúvida: será que o destino os voltará a reunir?

✨ Sem palavras, mas com tudo para dizer

Robot Dreams é um filme sem diálogos. E isso é precisamente o que o torna tão poderoso. Cada olhar, cada gesto, cada nota da banda sonora comunica mais do que mil palavras. A linguagem aqui é universal: é a da amizade, da perda, da esperança.

Realizado por Pablo Berger, que já tinha surpreendido com Branca de Neve (2012), vencedor de dez prémios Goya, esta é a sua primeira incursão na animação — e que estreia. O filme foi ovacionado em Cannes, nomeado para o Óscar de Melhor Filme de Animação em 2023, e já arrecadou mais de 25 prémios internacionais.

As críticas não podiam ser mais elogiosas:

  • “Uma maravilha silenciosa que diz tudo sobre o amor.” – The New York Times
  • “Storytelling visual no seu melhor.” – Empire
  • “Uma animação deliciosamente agridoce.” – IndieWire

🖼️ Animação com alma

Com uma estética retro que nos transporta directamente para as memórias da infância, Robot Dreams não precisa de efeitos especiais para tocar fundo. É feito de silêncios, de rotinas, de esperas à janela e de pequenos gestos que se tornam tudo quando não temos ninguém por perto.

É um retrato subtil da solidão nas grandes cidades, mas também um elogio à capacidade de sonhar, mesmo quando tudo parece perdido. Uma história que tanto pode comover uma criança de 8 anos como um adulto de 80.


🎬 Robot Dreams – Amigos Improváveis estreia este domingo, 20 de abril, às 8h55 no TVCine Emotion e estará também disponível no TVCine+. Prepare os lenços — não pelo drama, mas pela doçura. É uma daquelas histórias que ficam connosco muito depois dos créditos finais.

Conclave: Intriga, Fé e Segredos no Coração do Vaticano

🎻 Soma das Partes: A Alma de uma Orquestra em 60 Anos de Música e Memória

É impossível contar a história da música clássica em Portugal sem mencionar a Orquestra Gulbenkian. E é precisamente essa história — feita de palcos, partituras, silêncios e aplausos — que o documentário Soma das Partes: 60 Anos da Orquestra Gulbenkian pretende contar. A estreia televisiva acontece esta sexta-feira, 19 de abril, às 22h, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine Top.

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🎬 Uma orquestra que se fez gigante

O realizador Edgar Ferreira — que já assinou obras como A Música É Bela ou Os Aeroportos São Tristes — leva-nos numa viagem sensorial e documental pelos 60 anos de vida da Orquestra Gulbenkian, desde os primeiros passos como pequena orquestra de câmara até à consagração como orquestra sinfónica de prestígio internacional.

O documentário recorre a imagens de arquivo inéditas e é enriquecido por depoimentos de músicos, maestros e solistas que passaram por este colectivo, criando uma narrativa íntima e envolvente sobre uma das instituições mais relevantes da cultura portuguesa.

🎶 Os rostos da história

Entre os testemunhos que enriquecem o documentário, encontramos nomes incontornáveis como:

  • Maria João Pires
  • Evgeny Kissin
  • Hannu Lintu
  • Lorenzo Viotti
  • Lawrence Foster
  • Joana Carneiro
  • Luís Tinoco
  • Rui Vieira Nery
  • Risto Nieminen

Cada um partilha uma visão pessoal sobre a forma como a Orquestra Gulbenkian moldou o seu percurso, e sobre o papel transformador que teve — e continua a ter — no panorama musical português e europeu.

Com mais de 70 álbuns gravados e colaborações com os maiores nomes da música clássica mundial, a Gulbenkian tornou-se um símbolo de excelência, resiliência e inovação cultural.

🏛️ Mais do que música: uma instituição

Produzido por encomenda da Fundação GulbenkianSoma das Partes é mais do que um retrato institucional. É um documento vivo, onde se sente o pulsar de uma orquestra que sempre foi muito mais do que a soma dos seus instrumentos. É feita de pessoas, de decisões artísticas ousadas, de concertos inesquecíveis e de uma ligação profunda com o público.


🎬 Soma das Partes: 60 Anos da Orquestra Gulbenkian é uma celebração e, ao mesmo tempo, um mergulho documental num dos maiores legados culturais do país. Uma estreia imperdível esta sexta-feira, 19 de abril, às 22h, no TVCine Edition e no TVCine Top.

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😈 The Bondsman: Kevin Bacon Ressuscita (Literalmente) para Caçar Demónios na Nova Série da Prime Video

Sim, leu bem. Kevin Bacon está de volta — e desta vez está morto. Ou melhor: esteve. Em The Bondsman, a nova série original da Prime Video, o actor norte-americano interpreta Hub Halloran, um caçador de recompensas que é assassinado… e logo depois ressuscitado pelo próprio Diabo. O motivo? Uma missão infernal: capturar demónios que escaparam do Inferno e andam à solta na Terra.

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Se isto lhe parece uma mistura entre Ghost RiderJustified e Supernatural, está no bom caminho. Mas The Bondsman vai mais longe, com humor negro, ação, drama familiar e uma estética de faroeste moderno onde o sobrenatural espreita por detrás de cada esquina.

👻 Do Texas ao Inferno — com paragens no passado

A trama acompanha Hub Halloran, que em vida era conhecido por ser um tipo duro e pouco dado a sentimentalismos. Depois de ser morto de forma misteriosa, é ressuscitado com um objectivo claro: caçar e devolver ao Inferno os demónios que escaparam. O problema? Hub terá de lidar não só com criaturas sobrenaturais, mas também com o peso da sua própria história — incluindo a relação quebrada com o filho e os fantasmas emocionais que deixou por resolver.

À medida que persegue cada entidade diabólica, o protagonista vai sendo confrontado com episódios do passado e pecados que não foram apenas cometidos por outros. Redenção, inferno e cigarros — bem-vindos à nova vida de Halloran.

🎭 Elenco recheado de rostos conhecidos (e prometedores)

Para além de Kevin Bacon, o elenco de The Bondsman inclui:

  • Jennifer Nettles como Maryanne Dice, a ex-mulher de Halloran
  • Beth Grant como Kitty Halloran, a mãe do protagonista
  • Maxwell Jenkins como Cade Halloran, o filho em conflito
  • Damon Herriman como Lucky Callahan, o rival com uma agenda oculta
  • Jolene Purdy como Midge Kusatsu, agente funerária e… especialista em ocultismo

A série foi criada por Grainger David e conta com produção executiva de Jason Blum (sim, o da Blumhouse), do próprio Bacon e da sua mulher, Kyra Sedgwick. A mistura de talentos de terror, televisão e drama familiar é uma das razões pelas quais a série está a gerar tanto burburinho.

📺 Onde ver?

The Bondsman estreou na Prime Video a 3 de abril de 2025, com os oito episódios da primeira temporada disponíveis desde o primeiro dia. Cada episódio ronda os 45 minutos e vem com classificação para maiores de 18 anos — não faltam palavrões, sangue e umas quantas almas penadas.

Ainda não foi confirmada uma segunda temporada, mas os rumores indicam que a Prime Video já está em conversações com a equipa criativa, graças ao bom desempenho da série nas primeiras semanas.


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🎬 The Bondsman é daqueles projetos que surpreende: tem o charme decadente de Kevin Bacon, o absurdo necessário de uma boa série de terror e um argumento que mistura ação, emoção e uma pitada de inferno texano. Se está à procura de algo que fuja ao comum, esta é uma aposta certeira.