Highest 2 Lowest: Denzel Washington enfrenta um rapto explosivo no novo thriller de Spike Lee


Denzel Washington regressa ao grande ecrã num duelo psicológico com um sequestrador impiedoso, sob a direcção de Spike Lee. Inspirado em Kurosawa, com A$AP Rocky e um toque de humor mordaz, o filme promete ser um dos thrillers do ano.

O trailer oficial de Highest 2 Lowest, o novo filme de Spike Lee, já está entre nós — e promete tensão, estilo e uma reinterpretação contemporânea de um clássico japonês. Com estreia marcada para 15 de agosto nos cinemas (seguido de lançamento em streaming na Apple TV+ a 5 de setembro), o filme marca o reencontro de Denzel Washington com Spike Lee, duas décadas depois da sua última colaboração.

Uma nova leitura de Kurosawa com alma nova-iorquina

Highest 2 Lowest é uma reinvenção moderna de High and Low, o icónico policial de Akira Kurosawa de 1963. Em vez de um industrial japonês, temos agora um poderoso magnata da música em Nova Iorque, interpretado por Denzel Washington, cuja vida entra em colapso quando se vê no centro de um esquema de rapto e extorsão.

O trailer mistura imagens live-action com animações estilizadas, enquanto Washington e Ilfenesh Hadera — que interpreta a sua companheira — falam ao telefone com o misterioso raptor. Em fundo, a cidade de Nova Iorque é quase uma personagem por si só, com o Brooklyn Bridge em destaque e a tensão a subir de tom a cada segundo.

“Tu já não és Deus… agora sou eu!”

A chamada do raptor é uma das peças-chave do trailer: exige 17,5 milhões de dólares num mochila preta e instrui David (personagem de Washington) a apanhar o metro — a icónica linha 4 de Manhattan — numa sequência que promete tanto suspense como crítica social. “Tu já não és Deus… agora sou eu!”, grita o criminoso, sublinhando o confronto de egos e o desequilíbrio de poder.

O filme conta ainda com Jeffrey Wright no papel do motorista e amigo de David — que parece funcionar como a voz da razão (ou talvez da loucura controlada). Numa das melhores tiradas do trailer, quando questionado sobre a razão de estar a carregar uma arma, responde de forma desconcertante: “Seguro. É o Jake da State Farm.”

Elenco com mistura improvável… mas explosiva

Além de Washington, Hadera e Wright, o elenco inclui ainda A$AP RockyElijah WrightAubrey Joseph e até a rapper Ice Spice, num misto de talento veterano e energia fresca. A escolha de A$AP Rocky e Ice Spice não é apenas um aceno à cultura urbana contemporânea, mas também uma tentativa clara de atrair novas audiências para uma história de raízes clássicas.

Estreia em Cannes e entrada triunfal nos cinemas

Highest 2 Lowest teve a sua estreia mundial no Festival de Cannes, onde gerou reacções curiosas e divididas — exactamente como Spike Lee gosta. O filme é distribuído pela A24 e promete ser um dos destaques do final do verão cinematográfico, tanto pela qualidade técnica como pela ousadia temática.

Com tensão, crítica social, e um elenco de luxo, Highest 2 Lowest mostra que Denzel Washington continua a dominar o ecrã com intensidade, e que Spike Lee ainda sabe como nos deixar desconfortáveis… no melhor dos sentidos.

“Alien: Earth” — A nova série de Noah Hawley que vai (literalmente) trazer os Xenomorfos à Terra

Preparem-se para mais um capítulo no livro sagrado (e já bastante caótico) do universo Alien. Depois dos filmes originais, das prequelas filosóficas (Prometheus e Covenant), dos confrontos com Predadores e do spinoff recente Alien: Romulus, chega agora a série Alien: Earth — cortesia de Noah Hawley, o criador de Fargo e Legion. Sim, o homem que adora misturar sci-fi e crise existencial decidiu meter o dedo neste ninho de facehuggers. E o resultado promete ser tão inquietante quanto fascinante.

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Mas afinal… isto é uma prequela ou um reboot?

Alien: Earth é, oficialmente, uma prequela ao Alien original de 1979. A acção decorre dois anos antes de Ripley ter o seu infame encontro com o Xenomorfo a bordo da Nostromo. Portanto, se és fã do ambiente claustrofóbico e industrial dos “camionistas do espaço” do primeiro filme, temos boas notícias: vais poder mergulhar mais algumas horas nesse pedaço sujo e realista do futuro.

E sim, a cronologia continua confusa como um organigrama da Weyland-Yutani. A série passa-se cerca de 15 anos após os eventos de Prometheus e Covenant, o que significa que os delírios criacionistas do androide David e a megalomania de Sir Peter Weyland ainda pairam no ar — mesmo que em pano de fundo.

O verdadeiro vilão? Capitalismo

Se achavas que o verdadeiro monstro da saga Alien era a criatura com uma segunda boca, pensa melhor. Segundo Hawley, a série vai explorar um futuro onde cinco megacorporações controlam o planeta, e os países são uma coisa do século XX. A grande responsável aqui é a empresa Prodigy, fundada por Boy Kavalier (interpretado por Samuel Blenkin), que sonha com a imortalidade digital e com… bem, controlar criaturas alienígenas. Porque isso corre sempre bem, não é?

Quando anunciou a série em 2021, Hawley deixou bem claro que Alien: Earth será uma alegoria sobre desigualdade e ganância corporativa. Uma espécie de Succession com chestbursters.

Sydney Chandler é a primeira híbrida humano-sintético

No centro da história está Wendy (Sydney Chandler), filha de um humano e… de um robot. Literalmente. É a primeira híbrida da história, criada no seio da corporação Prodigy, que tem como missão vencer a morte ao transferir consciências humanas para corpos sintéticos.

Wendy é treinada por Kirsh, interpretado por Timothy Olyphant, um sintético veterano que lidera uma equipa de recuperação quando uma nave da Weyland-Yutani se despenha em New Siam. A bordo da nave: cinco formas de vida alienígena vindas dos “cantos mais sombrios do universo”. Sim, parece um dia perfeitamente normal no universo Alien.

Uma tripulação saída de… Peter Pan?

Aqui é onde as coisas ficam mais peculiares. A equipa de híbridos adolescentes que acompanha Wendy tem nomes como Slightly, Tootles, Smee, Curly e Nibs — todos retirados da obra Peter Pan. É uma espécie de falha na programação, uma escolha subconsciente feita durante o processo de fusão entre humano e máquina. Ou, quem sabe, uma dica de que estes jovens estão prestes a perder-se na Terra do Nunca… para sempre.

Quando estreia?

Os dois primeiros episódios de Alien: Earth estreiam já a 12 de Agosto, no FX e FX on Hulu. Ainda não há data confirmada para Portugal, mas com este elenco e pedigree criativo, a aposta é que não demorará muito a chegar cá (via Disney+).

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Com uma combinação promissora de drama de prestígio, ficção científica e terror corporal, Alien: Earth quer ser mais do que apenas mais uma entrada na cronologia labiríntica da saga. Noah Hawley está a prometer inteligência, tensão, e claro… muitos Xenomorfos a sair de sítios onde não deviam estar.

É o regresso à Terra que ninguém pediu, mas que todos vamos ver com um olho aberto e outro fechado. Só por precaução.

The Pickup: Eddie Murphy volta à comédia de acção… mas a crítica não está a rir

Prime Video estreia a 6 de Agosto uma nova aposta no género comédia de acção, protagonizada por Eddie Murphy e Pete Davidson. Mas os primeiros críticos dizem que o único roubo aqui foi o nosso tempo.

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Depois de décadas a fazer rir — e de alguns altos e baixos pelo caminho — Eddie Murphy regressa em The Pickup, uma comédia de acção realizada por Tim Story (Ride AlongBarbershop), que o junta ao irreverente Pete Davidson. Com um argumento que promete assaltos, perseguições e piadas à velocidade de balas, o filme parecia reunir todos os ingredientes para um sucesso. Mas se os críticos fossem os assaltados… então levaram um belo balde de água fria.

Screenshot

36% no Rotten Tomatoes: “splat” em vez de “splash”

Com apenas 14 críticas publicadas até agora, The Pickup estreou com um modesto (e nada promissor) 36% no Rotten Tomatoes, o temido “splat” que sinaliza que a maioria dos especialistas ficou mais entediada do que empolgada. Embora este valor possa oscilar com a chegada do público e mais críticas, a recepção inicial aponta para um filme que falha tanto na acção como no humor.

O veredicto geral? Uma comédia de acção que se esquece de ser divertida e não tem novidades suficientes para o género — nem sequer com um elenco que inclui uma das maiores estrelas de sempre da comédia americana.

O enredo: um assalto, um desastre e um dia péssimo

The Pickup conta a história de dois motoristas de carros blindados (Murphy e Davidson) que, durante um serviço de rotina, são apanhados por uma quadrilha liderada pela “mestra do crime” Zoe, interpretada por Keke Palmer. O que começa como um assalto a dinheiro transforma-se rapidamente numa sucessão de situações caóticas — e nem todas pelas melhores razões.

A química entre os protagonistas devia ser o motor da narrativa, mas segundo o crítico Julian Roman (MovieWeb), o resultado é “mediano e esquecível”, com “cenas de perseguição que cumprem os requisitos de tiros e explosões, mas com diálogos arrastados e uma suspensão da descrença a ser levada ao limite.”

Guy Ritchie, és tu?

Jim Vorel, da Paste Magazine, descreve The Pickup como uma tentativa de imitar o estilo de Guy Ritchie — com tiroteios estilizados e personagens tagarelas — mas que se esquece do mais importante: fazer rir. Segundo o crítico, “o filme quer ser um cruzamento entre perseguições automóveis e assaltos a casinos, mas perde o humor pelo caminho.”

Há salvação? Alguns acham que sim

Nem tudo foi negativo. A Hollywood Reporter, numa crítica mais benévola, elogia o elenco principal. “Murphy, Davidson e Palmer têm uma química naturalmente divertida, o que ajuda a tornar crível uma situação cada vez mais absurda.” Justin Bower (Loud and Clear Reviews) considerou The Pickup “um filme típico de assaltos, mas com um elenco eléctrico e cenas de acção bem coreografadas — uma viagem hilariante.”

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Portanto, se estás à procura de uma experiência ligeira e não exiges genialidade narrativa, pode ser que The Pickup te arranque umas gargalhadas. Mas se vinhas à procura do regresso triunfal de Eddie Murphy ao topo da comédia de acção, talvez seja melhor gerir expectativas… ou ver novamente Um Príncipe em Nova Iorque.

A Nova Era dos Primatas: O Reino do Planeta dos Macacos Estreia em Exclusivo no TVCine TopA Nova Era dos Primatas: O Reino do Planeta dos Macacos

Na sexta-feira, dia 8 de agosto, o canal TVCine Top convida os espectadores a embarcar numa jornada cinematográfica épica com a estreia televisiva de O Reino do Planeta dos Macacos, o mais recente capítulo da aclamada saga. A exibição está marcada para as 21h30, e é acompanhada por uma maratona dos filmes anteriores, garantindo uma noite inteira dedicada à ascensão — e queda — das civilizações primatas.

Do legado de César à tirania de um novo império

Realizado por Wes BallO Reino do Planeta dos Macacos transporta-nos para um futuro distante, várias gerações após o reinado de César — o lendário líder primata que redefiniu o conceito de justiça entre espécies. Agora, um novo tirano ergue-se entre os macacos, instaurando um regime implacável onde os humanos são reduzidos a uma existência selvagem e marginal.

Neste cenário distópico, um jovem macaco questiona o sistema opressor em que cresceu e parte numa jornada transformadora. Ao confrontar as verdades do passado e o peso do presente, a sua busca pela liberdade poderá alterar para sempre o equilíbrio de forças entre humanos e primatas.

Efeitos visuais de outro mundo

Mais do que um blockbuster de acção, O Reino do Planeta dos Macacos foi amplamente aclamado pela crítica, destacando-se especialmente pelos seus efeitos visuais deslumbrantes. O filme conquistou o prémio principal dos Visual Effects Society Awards de 2025 e foi nomeado para o Óscar de Melhores Efeitos Visuais, consolidando o seu estatuto como uma das experiências visuais mais marcantes do ano.

A obra mantém a essência filosófica e política da saga original, explorando temas como poder, opressão, identidade e sobrevivência, enquanto abre caminho para uma nova era no universo Planeta dos Macacos.

Uma maratona imperdível

Para os fãs que querem relembrar os acontecimentos que conduziram até este novo capítulo, o TVCine Top preparou uma programação especial que começa às 17h40 com a exibição de A Origem do Planeta dos Macacos e prossegue com A Revolta. A noite culmina com a tão aguardada estreia de O Reino do Planeta dos Macacos, às 21h30, também disponível no canal TVCine+.

Preparem as pipocas e marquem no calendário: dia 8 de agosto, os macacos voltam a dominar o ecrã — e o resultado promete ser selvaticamente imperdível.

Estrela de Fauda Critica Petição de Artistas Israelitas Contra a Guerra em Gaza

Idan Amedi, actor e reservista ferido em combate, acusa subscritores do manifesto de espalharem “notícias falsas” e defende o exército israelita

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O actor e cantor Idan Amedi, conhecido do público pela sua participação na série israelita Fauda (disponível na Netflix), veio a público criticar duramente uma petição assinada por cerca de mil artistas e escritores israelitas, que apelam a um cessar-fogo imediato em Gaza.

A petição, publicada no domingo e amplamente divulgada esta segunda-feira, 4 de Agosto, denuncia a guerra e a crise humanitária no enclave palestiniano, apelando à interrupção imediata das hostilidades e ao fim daquilo que descreve como “crimes de guerra”.

“Parem a guerra. Libertem os reféns.”

No documento, os subscritores afirmam:

“Enquanto homens e mulheres da cultura e da arte em Israel, vemo-nos, contra a nossa vontade e os nossos valores, cúmplices — enquanto cidadãos israelitas — da responsabilidade pelos horríveis acontecimentos que estão a ocorrer na Faixa de Gaza.”

A carta exige que os responsáveis políticos e militares “parem”, não deem “ordens ilegais”, nem “cometam crimes de guerra”, e apelam ainda à libertação dos reféns capturados pelo Hamas.

Entre os nomes mais conhecidos que subscreveram o texto estão os escritores David Grossman (que numa entrevista recente ao La Repubblica descreveu a situação como “genocídio”), Zeruya Shalev e Etgar Keret, as cantoras Ahinoam Nini (Noa) e Hava Alberstein, o coreógrafo Ohad Naharin e os realizadores Nadav Lapid (Ahed’s Knee) e Shlomi Elkabetz.

A resposta de Idan Amedi: “Entrem num túnel”

Idan Amedi, que serviu como reservista do exército israelita em Gaza e foi gravemente ferido em combate no início de 2024, insurgiu-se contra o teor da petição.

“Entrem num túnel por um momento. Mesmo que seja para combater apenas por um dia, como fazem dezenas de milhares de reservistas, e depois, sigam em frente, assinem petições”, escreveu nas redes sociais.

Amedi acusou ainda os signatários de difundirem “notícias falsas” e defendeu a actuação das Forças de Defesa de Israel:

“Não existe nenhum outro exército no mundo que opere numa zona tão densamente povoada com tão poucas baixas civis como o nosso.”

O actor de Fauda também afirmou que “em cada casa em Gaza há propaganda antissemita”, apontando o dedo ao controlo do Hamas sobre o território.

Apoio do governo israelita

As declarações de Amedi foram elogiadas por Miki Zohar, ministro da Cultura de Israel, que aplaudiu o “patriotismo” do actor e da actriz Moran Atias, também ela crítica da petição.

“Lucidez e coragem patriótica”, escreveu o governante, enaltecendo a frontalidade das figuras públicas que discordam do manifesto.

A divisão crescente entre artistas israelitas reflete o ambiente cada vez mais polarizado dentro do país, onde a guerra em Gaza — intensificada desde Outubro de 2023 — continua a gerar reacções apaixonadas, tanto em apoio à acção militar como na defesa de uma resolução pacífica e humanitária do conflito.

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“Industry”: Quarta Temporada Conclui Filmagens — E Há Bastidores para Ver!

A série da HBO Max tornou-se uma das mais vistas de 2024 e prepara-se agora para regressar com novos episódios recheados de tensão, ambição… e surpresas no elenco.

As câmaras já se desligaram no set da quarta temporada de Industry. A série britânica da HBO Max, que desde a sua estreia tem vindo a conquistar a crítica e o público, terminou oficialmente as filmagens dos novos episódios — e os bastidores da despedida já circulam nas redes sociais.

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Foi Konrad Kay, cocriador da série, quem partilhou nas stories do Instagram um vídeo emotivo onde se vêem as atrizes Marisa Abela e Myha’la a abraçarem-se e a celebrar o fim das gravações. Apesar do entusiasmo, ainda não há data oficial para a estreia da nova temporada.

Mudanças e regressos no elenco

A nova temporada traz alterações significativas no elenco. Em Fevereiro, foi confirmado que Harry Lawtey, uma das caras centrais da série desde o início, não participará na quarta temporada devido a conflitos de agenda. A ausência do actor promete mexer com a dinâmica entre as personagens, embora os detalhes da narrativa ainda estejam bem guardados.

Por outro lado, há reforços de peso: Max Minghella, conhecido pelos seus papéis em A Rede SocialO Conto da Aia e Tudo Pelo Poder, junta-se ao universo de Industry. O actor britânico traz consigo uma carreira recheada de interpretações marcantes e promete agitar o mundo das finanças retratado na série.

Kit Harington, que se estreou na terceira temporada, regressa para continuar a sua jornada como o enigmático e poderoso personagem do mundo financeiro. A seu lado permanecem Myha’la, Marisa Abela, Ken Leung, Sagar Radia e Miriam Petche, num elenco que continua a ser uma das grandes forças da série.

Uma visão implacável sobre o mundo financeiro

Desde o seu lançamento, Industry destacou-se pelo retrato cru e estilizado da ambição desmedida, da desigualdade de classes e da pressão sufocante do sector financeiro em Londres. A série, criada por Mickey Down e Konrad Kay, tornou-se um verdadeiro espelho distorcido do mundo corporativo — e uma das apostas mais ousadas da HBO dos últimos anos.

Francesca Orsi, vice-presidente executiva da HBO, não esconde o entusiasmo:

“Durante três temporadas, Industry tem sido inabalável na forma como examina a ambição e classe, solidificando-se como um drama marcante da HBO. […] Não temos dúvidas de que Mickey e Konrad […] vão elevar a quarta temporada a um nível ainda maior.”

Expectativas em alta

Depois do sucesso da terceira temporada, considerada por muitos como a mais intensa e refinada até à data, a quarta parte da série promete elevar ainda mais a fasquia. A escrita afiada, as interpretações de alto nível e a abordagem visual ousada continuam a ser as marcas de água de uma série que não tem medo de mostrar o lado mais sombrio do sucesso.

Com as gravações concluídas, os fãs aguardam agora por novidades quanto à data de estreia e — claro — pelos primeiros trailers que nos farão voltar à selva financeira da City londrina.

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Cineastas Contra a MUBI: Miguel Gomes Entre os Signatários que Condenam Financiamento Ligado a Israel

Plataforma de streaming e distribuidora independente é acusada de estar a lucrar com o “genocídio em Gaza” após aceitar investimento da Sequoia Capital

🎬 A MUBI, conhecida pela sua curadoria de cinema independente e por apoiar vozes autorais de todo o mundo, está no centro de uma polémica internacional. Mais de 30 cineastas, incluindo os portugueses Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, assinaram uma carta aberta onde criticam abertamente a empresa por ter aceite 100 milhões de dólares em financiamento da Sequoia Capital, uma firma norte-americana com ligações a interesses militares israelitas.

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“A decisão da MUBI de fazer parceria com a Sequoia Capital demonstra uma total falta de responsabilidade para com os artistas e comunidades que ajudaram a empresa a prosperar”, lê-se na carta publicada esta semana pela Variety.

Entre os signatários estão também nomes como Aki KaurismäkiRadu JudeJoshua OppenheimerLevan AkinJessica BeshirCourtney StephensCamilo Restrepo e Neo Sora — vozes influentes no circuito do cinema autoral e de festivais.

Do prestígio à contestação

A MUBI tem construído uma reputação sólida como plataforma que valoriza o cinema ousado, alternativo e de autor. Ao longo dos anos, estabeleceu relações próximas com realizadores independentes e com um público exigente, tornando-se uma referência entre os cinéfilos.

Mas a revelação, em Maio, do financiamento da Sequoia Capital — uma empresa com ligações a tecnologias de vigilância e a fabricantes de ‘drones’ militares israelitas — veio abalar essa imagem.

Segundo a Variety, a Sequoia está envolvida com empresas como a start-up Kela, fundada por ex-membros de unidades de segurança israelitas, criada na sequência dos ataques do Hamas em Outubro de 2023.

“O crescimento financeiro da MUBI está agora explicitamente ligado ao genocídio em Gaza”, afirmam os realizadores. “E isso implica todos nós que trabalhamos com a MUBI.”


Os pedidos dos cineastas

Na carta aberta, os signatários exigem à MUBI três coisas concretas:

  1. Uma condenação pública da Sequoia Capital e dos seus lucros associados à guerra;
  2. retirada da Sequoia dos cargos de direcção da MUBI;
  3. A adopção de uma política ética rigorosa para futuros investimentos.

A posição é clara: o financiamento pode comprometer a integridade de uma plataforma que se construiu com base na confiança de artistas que rejeitam a normalização da violência — especialmente quando ligada a conflitos armados e violações de direitos humanos.


A resposta da MUBI: insuficiente?

Em Junho, após os primeiros protestos, a MUBI respondeu dizendo que o investimento da Sequoia tinha como objectivo “acelerar a missão de fazer chegar filmes ousados e visionários a mais públicos”, e que “as crenças de cada investidor não reflectem as opiniões da MUBI”.

Para os signatários, essa justificação é insuficiente. E a questão torna-se ainda mais sensível num momento em que a ofensiva israelita em Gaza já provocou, segundo a ONU e várias ONG, mais de 59 mil mortos, a maioria civis, bem como fome extrema e colapso de infraestruturas básicas.

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Cinema e consciência

Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, dois nomes fundamentais do novo cinema português, juntam-se assim a uma crescente onda de contestação que exige mais responsabilidade ética das empresas culturais e mediáticas. Num mundo cada vez mais polarizado, onde os conflitos armados se cruzam com interesses financeiros e plataformas globais, os artistas recusam ser cúmplices silenciosos.

La Ruta – Conquistar a Noite: A Série Espanhola Que Vai Fazer Vibrar o Ecrã da TVCine

Vencedora dos prémios Feroz e Ondas, a série mergulha na cena noturna valenciana dos anos 80 e 90 e estreia a 7 de Agosto

🪩 Preparem-se para dançar. La Ruta – Conquistar a Noite chega finalmente à televisão portuguesa, e promete muito mais do que nostalgia ou música alta. Esta série espanhola, premiada e aclamada pela crítica, estreia a 7 de Agosto às 22h10 no TVCine Edition e também no TVCine+, e promete ser um dos grandes acontecimentos televisivos do Verão.

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Vencedora de distinções como o Prémio Feroz e o Prémio Ondas para Melhor Série DramáticaLa Ruta é uma viagem intensa, visualmente arrebatadora e emocionalmente crua por um dos fenómenos culturais mais fascinantes de Espanha: a mítica Ruta Destroy, o movimento musical e noctívago que fez de Valência a capital da noite entre os anos 80 e 90.

De trás para a frente: uma estrutura narrativa que surpreende

Ao contrário da maioria das séries do género, La Ruta – Conquistar a Noite adopta uma estrutura narrativa original e provocadora. A história começa em 1993, no último amanhecer da lendária discoteca Barraca, e vai recuando até 1981, ano em que tudo começou.

Este percurso inverso é feito através dos olhos de cinco amigos — Marc, Toni, Sento, Nuria e Lucas — que nos guiam por mais de uma década de excessos, descobertas e amizades. As festas são épicas, os amores intensos e a música… absolutamente central. Mas por trás do brilho das luzes e da batida dos sintetizadores, há um retrato íntimo e pungente de uma geração que viveu como se não houvesse amanhã.

Um elenco de luxo e uma realização à altura

Com nomes como Àlex MonnerClaudia SalasRicardo GómezElisabet Casanovas e Guillem Barbosa, o elenco de La Ruta brilha pela autenticidade e entrega. Cada personagem é mais do que um estereótipo da noite: são seres humanos complexos, em constante busca de liberdade, pertença e transcendência.

A realização está a cargo de Borja Soler, que conduz a narrativa com mestria visual, misturando estilo documental com energia quase psicadélica, sem nunca perder de vista o coração emocional da história.

Mais do que uma série sobre música

La Ruta – Conquistar a Noite não é só sobre música electrónica, discotecas ou moda retro. É uma reflexão sobre a juventude, a identidade e a perda da inocência. É um retrato geracional que toca quem viveu a década — e quem apenas a imagina ao som de sintetizadores e luzes estroboscópicas.

A estreia em exclusivo no TVCine Edition marca um momento raro na televisão portuguesa: a chegada de uma série europeia capaz de rivalizar com as melhores produções internacionais, tanto a nível estético como narrativo.

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A não perder

📅 La Ruta – Conquistar a Noite estreia 7 de Agosto, às 22h10, no TVCine Edition e no TVCine+. Se gosta de séries que dançam entre o brilho e a sombra, entre a festa e a introspecção, esta é para si.

Netflix Cancela “Fubar” Após Duas Temporadas — Série de Arnold Schwarzenegger Fica Sem Desfecho

Audiências em queda e longo intervalo entre temporadas ditaram o fim da série de espionagem

A série de acção Fubar, protagonizada por Arnold Schwarzenegger, não regressará para uma terceira temporada. A decisão da Netflix foi avançada em exclusivo pelo site Deadline e surge cerca de mês e meio após a estreia da segunda temporada, que chegou à plataforma a 12 de Junho.

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Criada e escrita por Nick SantoraFubar marcou a primeira série televisiva da carreira de Schwarzenegger, colocando-o no papel de Luke Brunner, um agente da CIA prestes a reformar-se que descobre um segredo familiar e vê-se obrigado a regressar ao terreno para uma última missão. O elenco contou também com Monica Barbaro, que se destacou entre temporadas com uma nomeação aos Óscares pelo filme A Complete Unknown.

Queda nas audiências e estreia tardia

Apesar do sucesso inicial em 2023 — impulsionado pelo peso mediático de Schwarzenegger — a segunda temporada teve um desempenho mais discreto. Fubar regressou com um intervalo superior a dois anos desde a primeira temporada e entrou apenas na 10.ª posição do top semanal da Netflix para séries em inglês, com 2,2 milhões de visualizações nos primeiros quatro dias. Em comparação, a estreia da temporada inaugural registara cerca de 11 milhões de visualizações no mesmo período.

Na semana seguinte, Fubar subiu ao 7.º lugar com 3,3 milhões de visualizações, mas voltou a descer na terceira semana, ocupando novamente a última posição do top, antes de desaparecer completamente da lista.

Um dos raros cancelamentos da Netflix em 2025

A decisão de cancelar Fubar insere-se num contexto em que a Netflix tem renovado a maioria das suas séries — mais de 20 desde o início do ano. Ainda assim, Fubar junta-se agora a outras produções canceladas em 2025, como os dramas The RecruitPulse e The Residence.

A segunda temporada contou com Carrie-Anne Moss no papel de Greta Nelso, uma ex-espiã da Alemanha de Leste com um passado romântico atribulado com Luke Brunner. O elenco incluiu ainda Milan CarterFortune FeimsterTravis Van WinkleFabiana UdenioAparna BrielleGuy BurnetAndy BuckleyJay BaruchelBarbara Eve Harris e Scott Thompson.

Além de Nick Santora, a produção executiva esteve a cargo de Schwarzenegger e de nomes como Adam HiggsScott SullivanPhil AbrahamAmy PochaSeth Cohen, e pelos representantes da Skydance: David EllisonDana GoldbergMatt 

Thunell.

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Com o cancelamento agora confirmado, os fãs da série ficam sem saber o desfecho final da história de Luke Brunner e companhia.

“Memento Mori”: a última temporada estreia já esta sexta-feira na Prime Video 🔪🧠

A série de culto espanhola chega ao fim com apenas quatro episódios… mas promete deixar marcas profundas.

O fim está à vista. A terceira e última temporada de Memento Mori estreia-se esta sexta-feira, 1 de agosto, na Amazon Prime Video — e promete um desfecho intenso para esta história de vingança, obsessão e conspiração. A série, que tem conquistado fãs em Portugal e Espanha, despede-se com apenas quatro episódios, mas tudo indica que serão suficientes para fazer explodir o já complexo jogo psicológico entre Augusto, Sancho e Érika.

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Vingança, amor e cadáveres acumulados

Na nova temporada, Augusto (Yon González) leva avante o seu plano de vingança — mas há uma fraqueza que poderá pôr tudo em causa: Érika (Olivia Baglivi). Ao mesmo tempo, o inspetor Sancho (Francisco Ortiz) consegue penetrar na mente do assassino e tenta antecipar-lhe os passos, numa corrida contra o tempo que se complica a cada nova revelação.

Segundo a Prime Video, esta temporada final mergulha ainda mais fundo nos traumas das personagens, revelando que a morte da mãe de Érika esconde uma conspiração antiga, que ela decide investigar até às últimas consequências.

O elenco volta a contar com Anna Favela, Daniel Muriel, Fernando Soto, Carlota Baró, Rodrigo Poisón e Juan Fernández, entre outros nomes do panorama espanhol.

Um triângulo mortal

A grande força de Memento Mori tem sido sempre o seu jogo psicológico entre caçador e presa — mas nesta temporada final, os papéis baralham-se. Augusto, outrora uma figura misteriosa e distante, surge agora mais vulnerável, enquanto Sancho se torna cada vez mais obsessivo na sua missão. No meio, Érika ganha protagonismo e torna-se o elo instável deste triângulo.

Cada personagem segue a sua própria lógica, os seus segredos e os seus limites — e é precisamente essa ambiguidade moral que torna a série tão viciante.

Quatro episódios, zero misericórdia

A temporada final é composta por apenas quatro episódios de 45 minutos cada, o que significa que não há tempo para encher chouriços: tudo será rápido, denso e, suspeita-se, emocionalmente devastador.

A produção executiva é de Jose Velasco, Sara Fernández-Velasco, Luis Arranz, Marco A. Castillo e Ibón Celaya. A realização está a cargo de Marco A. Castillo e Fran Parra, com argumento de Luis Moreno, Cristina Pons e Luis Arranz.

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Se é fã de thrillers intensos, finais imprevisíveis e personagens que vivem no limite da sanidade, prepare-se: Memento Mori vai fechar o ciclo… com sangue.

The Outrun: O Regresso às Orkneys que Marca a Redenção de Rona (e de Saoirse Ronan)

🎬 Uma história visceral de recuperação pessoal, natureza selvagem e redenção emocional, agora disponível na Netflix e aclamada pela crítica internacional.

🍃 Uma Jornada da Adicção à Esperança

Baseado nas memórias de Amy Liptrot, The Outrun é dirigido por Nora Fingscheidt e é protagonizado por Saoirse Ronan, que também produziu o filme. Nele, Ronan interpreta Rona, uma jovem que regressa à sua terra natal nas ilhas Orkney, na Escócia, após anos de alcoolismo e vida intensa em Londres. O reencontro com a sua origem torna-se o catalisador de uma difícil reconstrução física e emocional  .

Uma Performance que Ecoa

Quase presente em todos os minutos do filme, Ronan entrega uma interpretação poderosa e intimista, retratando com nuance uma alma em recuperação. As expressões mais silenciosas — desde a tensão na boca até o olhar melodramático — falam tanto quanto os diálogos. O filme foi amplamente elogiado em festivais como Sundance e Berlim, e a performance de Ronan já lhe valeu nomeações para vários prémios internacionais  .

Estilo Narrativo e Imersão Sensorial

Com uma narrativa não linear que mistura flashbacks e momentos contemplativos, The Outrun aposta num ritmo sensorial. A fotografia capta a brisa salgada e os céus cinzentos das Orkneys, utilizando o som natural e a música eletrónica para refletir o estado mental de Rona — mostrando o poder curativo da natureza e o peso dos fantasmas do passado  .

Críticas: Beleza e Amplidão com Riscos

A The Guardian descreveu o filme como uma “adaptação delicada e comovente que evita clichés”, destacando o talento contido de Ronan. Já o Los Angeles Times aponta que o filme tende para um estilo mais poético, às vezes perdendo profundidade narrativa com um uso excessivo de montagem e narração  .


🎟 Onde e Quando Ver?

  • Disponível já em streaming na Netflix (EUA e Reino Unido a partir de fevereiro/março de 2025).
  • Lançamento nos cinemas do Reino Unido em setembro de 2024; EUA em outubro de 2024 pela Sony Pictures Classics  .

✅ Será The Outrun para si?

  • Se gosta de filmes sobre dependência, reconstrução emocional e conexão com a natureza, este é obrigatório.
  • Se procura uma performance marcante e humanamente crua, Ronan satisfaz em cheio.
  • Se prefere narrativas com maior estrutura e menos fragmentação, talvez este formato experimental não agrade tanto.

🌟 Em resumo

  • TítuloThe Outrun
  • Protagonista: Saoirse Ronan como Rona, com destaque para uma performance íntima e poderosa  .
  • Realização: Nora Fingscheidt, adaptando o livro de Amy Liptrot com sensibilidade visual e emocional  .
  • Temas centrais: recuperação após o alcoolismo, reinserção na comunidade, poder da natureza e batalhas internas.
  • Destaques técnicos: fotografia deslumbrante, som imersivo, edição não linear e uso musical que reflete estados emocionais  .

Um filme sobre como o silêncio do vento nas ilhas pode sussurrar verdades difíceis — mas libertadoras.

De Volta à Alta Sociedade: The Gilded Age  Renovada Para Quarta Temporada 🎩

A série histórica de Julian Fellowes conquista novos recordes e garante futuro brilhante na HBO Max

Parece que os dramas da elite nova-iorquina do século XIX ainda têm muito para dar. A HBO Max confirmou oficialmente a renovação de The Gilded Age para uma quarta temporada, numa altura em que a terceira ainda decorre — e bate recordes.

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A criação de Julian Fellowes (Downton Abbey) começou de forma modesta, mas foi crescendo em audiência e ambição. Agora, após o sucesso retumbante da terceira temporada, que termina a 11 de agosto, a série entra para a lista das grandes apostas da HBO Max.

Uma terceira temporada em alta rotação

Com episódios exibidos ao domingo nos EUA, The Gilded Age tem registado subidas consistentes de audiência, semana após semana. O quinto episódio, transmitido a 20 de julho, foi visto por quatro milhões de espectadores nos primeiros três dias — o melhor resultado de sempre da série. E, segundo o Deadline, a audiência subiu 20% em relação à temporada anterior. Não admira, por isso, que a renovação fosse apenas uma formalidade.

“A terceira temporada foi aclamada pela crítica, com a Variety e a Entertainment Weekly a proclamarem esta temporada como ‘a melhor até agora’, enquanto a Vulture a considerou ‘imperdível’”, sublinha o comunicado da HBO. Já Francesca Orsi, responsável da HBO, não esconde o entusiasmo: “Estamos muito felizes por continuar a explorar as grandes ambições destas personagens para o que prometemos ser uma quarta temporada emocionante”.

Conflitos de ópera, escândalos e… comboios

A nova temporada mergulha nos bastidores da chamada Guerra das Óperas, um verdadeiro duelo aristocrático que abalou a alta sociedade nova-iorquina. Bertha Russell, mais determinada do que nunca, procura solidificar a ascensão da sua família com um novo plano ambicioso, enquanto o marido George arrisca tudo num investimento ferroviário que pode transformar — ou destruir — o seu império.

Entretanto, do outro lado da rua, a casa dos Brook vive um turbilhão com o inesperado empoderamento de Ada, que desafia a rígida Agnes. Há também espaço para o romance, com Peggy a conhecer um médico charmoso cuja família… não aprova lá muito a sua carreira.

Tudo isto enquanto a própria cidade de Nova Iorque evolui e se industrializa, pondo à prova a moralidade, os valores e a própria identidade destas personagens. Afinal, como recorda a série, “nenhuma vitória chegou sem sacrifício”.

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Um elenco de luxo à altura da opulência

O elenco continua a ser um dos grandes trunfos da produção, com interpretações sólidas e nuances que elevam o drama aristocrático a outro nível. Carrie Coon, Christine Baranski, Cynthia Nixon, Morgan Spector, Denée Benton, Louisa Jacobson e Taissa Farmiga lideram um conjunto de talentos em plena forma, acompanhados por nomes como Harry Richardson, Blake Ritson, Ben Ahlers, Dylan Baker e Kate Baldwin.

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James Gunn volta a carregar na violência (e no sarcasmo) no regresso do vigilante mais politicamente incorrecto da DC Comics

James Gunn volta a carregar na violência (e no sarcasmo) no regresso do vigilante mais politicamente incorrecto da DC Comics

Com Superman a triunfar nos cinemas e a abrir alas para o novo Universo Cinematográfico da DC Studios, James Gunn não perdeu tempo a lembrar aos fãs que Christopher Smith — também conhecido como Peacemaker — continua vivo, bem e pronto para fazer explodir mais umas quantas cabeças. Literalmente.

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Foi na Comic-Con de San Diego que Gunn e o elenco da série, liderado pelo inconfundível John Cena, revelaram o muito aguardado trailer da segunda temporada. A série regressa à HBO Max a 22 de agosto com oito novos episódios, todos escritos pelo próprio Gunn, que também realiza três deles, incluindo o primeiro.

A paz justifica os meios… todos os meios

Na segunda temporada, Peacemaker confronta um mundo alternativo onde tudo aquilo com que sempre sonhou parece ao alcance da mão. Mas, como seria de esperar, esta “realidade perfeita” traz consigo demónios do passado e decisões que não se resolvem com socos ou explosivos — ou talvez se resolvam, estamos a falar do Peacemaker, afinal de contas.

O trailer revela um tom mais sombrio mas mantém o humor delirante e violento que marcou a estreia. Cena continua a demonstrar um timing cómico surpreendente (para um antigo lutador da WWE) e o elenco está mais afinado do que nunca, com destaque para Danielle Brooks, Jennifer Holland, Freddie Stroma e Steve Agee, a que se juntam agora Frank Grillo, Tim Meadows e Sol Rodriguez.

James Gunn em grande forma

O criador de PeacemakerGuardians of the Galaxy e agora o novo Superman parece imparável. Com a DC Studios a renascer das cinzas, esta segunda temporada de Peacemaker surge como a ponte ideal entre o que foi o DCEU e o que será o futuro brilhante (e um bocadinho sangrento) da DC no pequeno ecrã.

Além da ação e do humor negro característicos, espera-se uma exploração mais profunda da psique do herói com tiques fascistas e coração mole — uma combinação que apenas James Gunn conseguiria tornar empática, hilariante e explosiva ao mesmo tempo.

Preparado para mais caos?

Se ainda não viste a primeira temporada, tens até 22 de agosto para te pores em dia. E se já és fã, prepara-te para mais piadas desconfortáveis, violência estilizada e, claro, um capacete novo para o Peacemaker. Porque um herói como este merece sempre um capacete mais ridículo do que o anterior.

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Estreia esta sexta-feira no TVCine Top um thriller selvagem onde nem a lua é de fiar

Se acha que já viu de tudo no universo dos filmes de lobisomens, prepare-se: Lobisomens chega aos ecrãs portugueses esta sexta-feira, 2 de agosto, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+, com uma premissa que leva a licantropia a um novo patamar de caos absoluto. Frank Grillo lidera o elenco desta nova investida sangrenta, que promete noites de lua cheia bem agitadas e cheias de pulos no sofá.

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Quando a superlua traz mais do que poesia

A trama arranca um ano após uma devastadora superlua ter transformado milhões de pessoas em criaturas sedentas de sangue. Agora, os céus anunciam o regresso desse fenómeno cósmico… e da ameaça que vem com ele. Com o tempo a esgotar-se, Wesley Marshall (Grillo), um ex-marine com contas pessoais a ajustar, junta-se a uma equipa de cientistas numa missão desesperada: desenvolver um soro conhecido como Moon Screen, capaz de bloquear a mutação e salvar o que resta da humanidade.

Mas nada é simples quando se trata de parar uma força ancestral. Testar o soro sob a influência direta da superlua e recolher amostras torna-se um jogo de tudo ou nada — e os lobisomens não estão propriamente dispostos a colaborar.

Ação visceral, noites de tensão

Realizado por Steven C. Miller, especialista em ação de pulso acelerado (Line of Duty – O ResgatePlano de Fuga 2: Hades), Lobisomens não poupa no ritmo nem nos sustos. A acompanhar Frank Grillo, o elenco conta ainda com Katrina Law, Ilfenesh Hadera, James Michael Cummings e o veterano Lou Diamond Phillips. A combinação de suspense, criaturas ferozes e uma corrida contra o relógio garante um serão recheado de tensão.

Este é o tipo de filme ideal para ver às escuras — de preferência com o volume no máximo e a manta bem agarrada — numa noite em que até a lua parece conspirar para o terror.

Não diga que não avisámos…

Se é fã de criaturas sobrenaturais, dilemas científicos e batalhas contra monstros que já foram humanos, Lobisomens tem tudo para ser o seu novo prazer lunar. Uma superlua. Uma ameaça global. E um soro que pode ser a última esperança — ou apenas mais uma gota no oceano do horror.

Estreia sexta-feira, 2 de agosto, às 21h30 no TVCine Top e no TVCine+.

Art the Clown Está de Volta e Não Está Para Brincadeiras 🎈

Os sábados de agosto vão ser pintados de vermelho com o especial “Palhaço da Morte” no TVCine Action

Preparem-se, fãs do terror mais sangrento e impiedoso: o palhaço mais macabro do cinema está de regresso com um especial de cortar a respiração (e não só). Em agosto, o TVCine Action celebra a International Clown Week com o Especial Art the Clown: Palhaço da Morte, exibindo todos os filmes protagonizados por esta icónica figura do terror moderno — culminando com a aguardada estreia televisiva de Terrifier 3: Aterrorizante.

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O especial arranca no dia 2 de agosto e ocupa as noites de sábado até dia 23, sempre às 22h00, com uma sessão garantidamente imprópria para os mais sensíveis. Como diria qualquer sobrevivente de um filme do Art: “não vejam isto sozinhos.”


Uma breve lição de horror (gore) 🎬

A viagem começa com All Hallow’s Eve (2013), o filme que apresentou ao mundo o sorriso aterrador de Art. Aqui, uma babysitter encontra uma cassete VHS com três histórias — todas unidas por um palhaço silencioso e sádico. É o início da lenda.

Segue-se Terrifier (2016), o título que transformou Art num novo ícone do terror gore. Nesta sangrenta homenagem ao slasher dos anos 1980, o palhaço persegue duas jovens na noite de Halloween, elevando a violência a níveis que fazem Jason e Michael Myers parecerem escuteiros.

Depois, chega Terrifier 2: O Regresso (2022), onde Art ressuscita — porque claro que sim — e volta à carga com requintes ainda mais sádicos. Desta vez, foca-se em dois irmãos que só queriam um Halloween tranquilo. Coitados.

E finalmente, o grande momento: a estreia televisiva de Terrifier 3: Aterrorizante (2024), no dia 23 de agosto. Agora é Natal, mas não há espírito natalício que salve Sienna e o irmão. O filme foi um sucesso comercial e é já considerado o melhor capítulo da antologia. Art aparece mais cruel, mais criativo… e pronto para deixar o trenó do Pai Natal banhado em sangue.


A receita do sucesso? Simples: um palhaço, uma serra e zero piedade 🎪🩸

Criado por Damien Leone, Art the Clown conquistou fãs por todo o mundo pela sua estética perturbadora, silêncio sinistro e criatividade homicida. David Howard Thornton encarna o palhaço com uma fisicalidade que mistura mímica, slasher e puro sadismo cómico — tornando-o uma espécie de Charlie Chaplin satânico.

E se pensa que já viu tudo no género gore, pense novamente. Estes filmes são para os mais corajosos, os amantes de terror extremo que não se importam com litros de sangue digital e prático, vísceras e aquele tipo de tensão que não o deixa dormir durante uma semana.

Marcação obrigatória: sábados de agosto às 22h00

Este especial é mais do que uma maratona de filmes de terror — é uma celebração do cinema indie que ousa ser absolutamente repulsivo, hilariante e imprevisível. Se é fã de SawHostel ou It… está prestes a conhecer o seu novo vilão preferido.

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Especial Art The Clown: Palhaço da Morte

📅 De 2 a 23 de agosto

🕙 Todos os sábados, às 22h00

📺 Exclusivo TVCine Action e TVCine+

Adam Sandler Dá Tacada de Mestre: Happy Gilmore 2 Bate Recordes na Netflix com a Maior Estreia de Sempre nos EUA

🏌️‍♂️🎉 A sequela mais aguardada (e improvável) da carreira de Adam Sandler chegou em força à Netflix. Happy Gilmore 2 estreou a 25 de Julho e, em apenas três dias, registou 46,7 milhões de visualizações, tornando-se na maior estreia de sempre de um filme Netflix nos EUA. Sim, leu bem: de sempre.

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Segundo os dados da plataforma, que contabiliza visualizações dividindo as horas vistas pela duração total do filme, este regresso de Happy Gilmore também se tornou no maior sucesso da carreira de Sandler no streaming, superando títulos como Murder MysteryHubie Halloween ou The Week Of.

O regresso do golfista mais desbocado de Hollywood

A nova comédia chega quase 30 anos depois do original de 1996, filme que ajudou a cimentar Adam Sandler como um dos maiores comediantes da sua geração e que arrecadou 40 milhões de dólares nas bilheteiras.

Desta vez, o enredo de Happy Gilmore 2 mostra o antigo jogador reformado, agora mergulhado no álcool e deprimido após um acidente no campo de golfe. Mas tudo muda quando precisa de voltar à competição para pagar a escola de ballet da filha em Paris — um detalhe deliciosamente absurdo que só poderia fazer sentido no universo de Sandler.

O filme está carregado de fan service: Christopher McDonald regressa como o vilão Shooter McGavin, e há participações especiais de Benny Safdie, Bad Bunny, Travis Kelce, bem como da mulher e filhas do próprio Sandler — Jackie, Sadie e Sunny. E ainda não acabou: os fãs podem contar com cameos de Guy Fieri, Rory McIlroy, Scottie Scheffler e Sean Evans, o apresentador de Hot Ones. Sim, é um delírio em forma de golfe comedy.

Nostalgia a dar cartas

O sucesso da sequela impulsionou também o interesse pelo primeiro Happy Gilmore, que subiu ao terceiro lugar da lista global de filmes da Netflix com 11,4 milhões de visualizações — mantendo-se no top pela segunda semana consecutiva.

A crítica também tem sido simpática: Happy Gilmore 2 tem uma média de 70% no Rotten Tomatoes, o que, dentro do universo Sandler, é praticamente uma ovação de pé (para comparação: Billy Madison tem 42%, Big Daddy 39% e Little Nicky uns pálidos 22%).

Na Variety, o crítico Owen Gleiberman classificou o filme como “uma orgia feliz de nostalgia barulhenta feita para fãs”, o que soa exactamente como o que todos queríamos.

O resto do top: demónios K-pop e mistérios em Yosemite

No restante top 10 da Netflix, KPop Demon Hunters ficou em segundo lugar com 26,3 milhões de visualizações na sua sexta semana, tornando-se no filme de animação mais popular de sempre na plataforma.

Na televisão, a série Untamed, passada no Parque Nacional de Yosemite, manteve o primeiro lugar entre as séries em inglês com 26,1 milhões de visualizações, e já foi renovada para uma segunda temporada. Já Squid Game continua a dominar o ranking das séries não faladas em inglês, permanecendo no topo pela quinta semana consecutiva.

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Mas esta semana pertence a Sandler. Três décadas depois, Happy Gilmore voltou a dar uma tacada certeira. E com os números que está a fazer, duvidamos que esta seja a última vez que o vemos no green.

Krysten Ritter está de volta — como Jessica Jones e como assassina de luxo em Dexter: Resurrection

✨ A actriz fala sobre o regresso a Jessica Jones, a química com Michael C. Hall e o prazer de ser uma serial killer com bom gosto vínico

Krysten Ritter está a viver um ano de sonho. Literalmente. Entre o regresso triunfal ao papel de Jessica Jones e uma reinterpretação sangrenta em Dexter: Resurrection, a actriz norte-americana confirma que está a atravessar um dos momentos mais estimulantes da sua carreira.

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Durante a San Diego Comic-Con, Ritter participou no painel dedicado a Dexter: Resurrection, onde surge como Mia Lapierre, uma sommelier com gosto refinado… por vinhos e por homicídios. Ao lado de Michael C. Hall (o eterno Dexter), David Zayas, James Remar, Jack Alcott, David Dastmalchian e os produtores Clyde Phillips e Scott Reynolds, Ritter brilhou na apresentação do episódio especial “Call Me Red”, protagonizado por um jantar requintado para serial killers — sim, leu bem — e que já está a ser celebrado como um dos melhores episódios de televisão do ano.

De regresso à heroína que veste cabedal e sarcasmo

Mas a cereja em cima do bolo para os fãs da Marvel é outra: Krysten Ritter está oficialmente de volta ao universo cinematográfico da Marvel como Jessica Jones, numa nova temporada de Daredevil: Born Again, actualmente em filmagens para a Disney+. “Foi fácil voltar a ser a Jessica”, confessou Ritter em entrevista à Deadline. “É uma personagem que vive no meu corpo, nas minhas células. Voltá-la a interpretar foi entusiasmante e divertido.”

Segundo a actriz, a expectativa dos fãs e da própria equipa criativa foi enorme. “Agora há mais camadas para explorar e novas direcções. É um privilégio revisitar esta personagem, por quem trabalhei tanto e que tantas pessoas adoram.”

Um casting secreto e bem planeado

Durante meses, Ritter manteve em segredo a sua participação em Daredevil, mesmo quando os rumores começaram a circular por ter sido vista em Nova Iorque. “Foi uma jogada para despistar toda a gente”, admite. A confirmação oficial só chegou nos Upfronts da Disney — cuidadosamente planeada para não ser “só mais um leak na Internet”.

Curiosamente, foi também por causa de Jessica Jones que Ritter chegou ao universo Dexter. Scott Reynolds, produtor executivo de Dexter: Resurrection, foi argumentista da série da Marvel. “Estávamos a trocar mensagens sobre restaurantes em Pasadena, e quando me contou o que estava a escrever, perguntei na brincadeira se havia algo para mim. Acabou por haver!”

Lady Vengeance: serial killer de alto gabarito

Com o papel de Mia Lapierre, Ritter encarna uma personagem tão elegante quanto letal. Apesar dos compromissos com o lançamento do seu livro (Retreat: A Novel) e da preparação física para Jessica Jones, Ritter aceitou o desafio. “O papel era delicioso demais para recusar. Há cenas que são verdadeiros banquetes dramáticos.”

A actriz ficou ainda mais entusiasmada ao ver os nomes que se juntavam ao elenco: Peter Dinklage, Uma Thurman, Eric Stonestreet, Neil Patrick Harris… todos a participar no já icónico episódio “Call Me Red”.

“Foi um momento marcante de carreira para todos os envolvidos. Estar naquela sala, naquele jantar fictício, foi uma experiência incrível”, revelou. E deixa o aviso: “Vêm aí mais episódios insanos esta temporada.”

Um ano em cheio — entre super-heroína e psicopata

“Criativamente, foi um sonho tornado realidade. Poder voltar a ser a Jessica, essa heroína complexa, e ao mesmo tempo dar vida a uma assassina carismática como a Mia… é como ter o melhor dos dois mundos”, resume Ritter.

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Com Daredevil: Born Again em produção e novos episódios de Dexter: Resurrection a estrear todas as sextas-feiras na Paramount+ com Showtime, 2024/25 está a ser, sem dúvida, o ano de Krysten Ritter. E os fãs só têm a ganhar.

“Geração V”: A universidade mais caótica do universo The Boys regressa já em Setembro 🧬💥

Novo trailer revela surpresas, regressos inesperados e o início de uma guerra entre humanos e super-humanos

A série mais caótica, sangrenta e politicamente incorrecta do universo The Boys está de volta. Após uma antestreia exclusiva na Comic-Con de San Diego, o trailer oficial da segunda temporada de Geração V foi finalmente divulgado — e sim, o caos está prestes a instalar-se (ainda mais) na Universidade Godolkin.

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Geração V é o spin-off de The Boys que acompanha os jovens e ambiciosos super-alunos da Universidade Godolkin, uma prestigiada instituição onde se formam os futuros “heróis” — leia-se, super-humanos ao serviço do lucro. Depois de uma primeira temporada recheada de traições, experiências secretas e vísceras a voar pelos corredores, a segunda promete elevar ainda mais o nível de loucura.

Quando estreia a nova temporada?

A segunda temporada chega a 17 de Setembro à Amazon Prime Video, com os três primeiros episódios disponíveis de imediato. Os restantes serão lançados semanalmente, até ao “explosivo final” marcado para 22 de Outubro.

Um novo director, velhos segredos e uma guerra prestes a explodir

De acordo com a sinopse oficial, a Universidade Godolkin entra numa nova fase com a chegada de um misterioso novo director (Hamish Linklater), que introduz um currículo intensivo e duvidoso. Enquanto a América se adapta ao domínio autoritário de Homelander, os alunos enfrentam uma pressão crescente para se tornarem mais poderosos do que nunca.

Cate e Sam são agora celebrados como heróis. Já Marie, Jordan e Emma regressam ao campus a tentar lidar com os traumas do passado. Mas depressa descobrem um programa secreto com ligações ao passado da universidade — e Marie poderá estar no centro de tudo.

Elenco reforçado e rostos familiares

Entre os nomes confirmados para esta nova temporada estão Jaz Sinclair, Maddie Phillips, London Thor, Derek Luh e, claro, Hamish Linklater. O painel da Comic-Con contou ainda com uma surpresa: Chace Crawford (o mítico The Deep de The Boys) regressa como convidado especial.

Outra adição ao elenco é Ethan Slater — conhecido pelos seus papéis em musicais da Broadway como Wicked — que interpretará Thomas Godolkin, figura envolta em mistério e, possivelmente, com ligações à criação da universidade.

Uma série irreverente que continua a surpreender

Com Michele Fazekas a manter-se como showrunnerGeração V continua a expandir o universo de The Boys com um tom irreverente, violento e satírico, que vai muito além do típico drama juvenil. Esta não é apenas uma série sobre super-poderes — é uma crítica mordaz ao culto da celebridade, à manipulação corporativa e ao poder desmedido.

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E, como o trailer já deixou claro, ninguém está seguro… muito menos os próprios heróis.

Seth Meyers Receia Pelo Futuro dos Talk Shows: “O Ecossistema Pode Não Aguentar”

Após o fim repentino do Late Show de Stephen Colbert, o apresentador de Late Night revela receios quanto à continuidade do seu programa

Seth Meyers, uma das figuras mais carismáticas da televisão norte-americana, está preocupado. E não está sozinho. O cancelamento inesperado de The Late Show with Stephen Colbert – o talk show mais visto da televisão em sinal aberto nos Estados Unidos – lançou uma sombra sobre o futuro da programação nocturna.

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Em conversa com Dax Shepard no podcast Armchair Expert, gravado antes de se saber da decisão da CBS de terminar o Late Show, Seth Meyers revelou estar consciente de que o fim do seu próprio programa, Late Night with Seth Meyers, pode estar sempre ao virar da esquina.

“Passei de ter medo de não ser suficientemente bom para um medo que está, agora, fora do meu controlo: que o ecossistema simplesmente deixe de suportar este tipo de programa”, explicou o comediante e antigo guionista do Saturday Night Live.

Desde 2014 no ar, Late Night with Seth Meyers soma quase 1700 episódios e continua a ser produzido pela Broadway Video (de Lorne Michaels) e pela Universal Television, para a NBC. Mas mesmo com esse percurso sólido, Meyers não dá nada como garantido.

“Mostrem-me o relógio, eu apareço para trabalhar”

O apresentador confessou que a maior lição dos últimos 11 anos foi a importância da persistência:

“Se há uma grande revelação, é esta: aparece e faz o trabalho. É a única parte pela qual te pagam. O resto, temos pessoas tão boas nas suas áreas quanto tu és na tua. Não tentes controlar tudo.”

Num registo entre a resignação e o realismo, Meyers admite que “não é o melhor momento para fazer o que faço, mas ao menos consegui entrar”. E acrescenta: “O mundo conhece o nome Seth Meyers de uma forma com a qual estou satisfeito.”

Início atribulado, mas com superação

Seth também falou abertamente sobre os momentos mais difíceis no arranque do programa:

“Nos primeiros tempos, tivemos executivos da NBC a dizer-nos directamente: ‘Estamos muito preocupados com a direcção do programa.’”

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Hoje, o tom é outro. Embora a ameaça de mudanças repentinas no panorama televisivo persista, Seth Meyers parece ter encontrado um equilíbrio entre o medo e a dedicação, mantendo-se fiel ao seu estilo sarcástico, político e cerebral – uma alternativa mais ponderada ao frenesim dos talk shows convencionais.

Ex-Executivo da Marvel Culpa a Disney Pelo Declínio do MCU — E James Gunn Concorda

Discussão acesa na Comic-Con confirma o que muitos fãs já suspeitavam: foi a obsessão pelo “conteúdo” que deitou tudo a perder

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Na Comic-Con deste ano, no meio de painéis, trailers e cosplay, ouviu-se uma conversa mais acesa do que qualquer batalha final de Vingadores. Um ex-executivo da Marvel e um conceituado artista de efeitos visuais de Hollywood partilharam críticas duras — e totalmente alinhadas — contra um inimigo em comum: a Disney.

Segundo relatos no local, ambos responsabilizaram diretamente a casa-mãe da Marvel pelo estado atual do MCU, apontando que não foram os criativos nem os produtores da Marvel que falharam, mas sim a própria máquina corporativa da Disney, que teria imposto um modelo de produção insustentável.

James Gunn: “O sistema matou-os”

Estas críticas alinham-se com declarações recentes de James Gunn, atual responsável pela nova fase do DC Studios, que numa entrevista à Rolling Stone não teve papas na língua ao falar sobre o desgaste do universo Marvel.

“O Louis D’Esposito [produtor executivo de longa data da Marvel] disse-me isso em privado… Não foi justo. Não foi certo. E matou-os”, afirmou Gunn.

A que se refere? À avalanche de conteúdos — filmes, séries, especiais — que a Disney exigiu da Marvel durante a chamada “fase de ouro” do streaming. O resultado: quantidade a mais, qualidade a menos.

“A loucura do streaming sacrificou tudo”

Mais tarde, Gunn clarificou no Threads que não estava a declarar a morte da Marvel, mas sim a denunciar o sistema que a sufocou.

“A loucura de sacrificar tudo pelo streaming matou muitas boas coisas, ao exigir ‘conteúdo’ a uma velocidade impossível de manter.”

E embora admita que a Marvel esteja agora a tentar recuperar o fôlego, os danos estão feitos — e o público, cada vez mais exigente, já não engole tudo o que leva o selo MCU.

O plano para a DC: menos é mais

Gunn não perdeu tempo a sublinhar que, no novo universo DC que está a construir, não haverá quotas nem pressões de calendário.

“Não temos um número obrigatório de filmes ou séries por ano. Cada projeto tem de justificar a sua existência.”

Mais ainda:

“Nada avança sem que eu esteja pessoalmente satisfeito com o guião.”

Com este modelo mais seletivo, Gunn espera evitar os erros que, segundo ele, precipitaram o desgaste do MCU: falta de foco, excesso de produção e o famoso “encher chouriços” de conteúdo.

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E agora?

As palavras de Gunn ganham ainda mais peso quando são ecoadas por insiders da própria Marvel. Há um reconhecimento interno de que algo correu mal — e de que a visão artística foi sacrificada à pressa e ao lucro imediato.

Resta saber se a Marvel conseguirá recuperar o seu equilíbrio… e se a DC, sob a liderança de Gunn, conseguirá cumprir a promessa de fazer diferente.