“Half Man”: Richard Gadd regressa após Baby Reindeer com drama explosivo para a HBO e BBC

Depois do fenómeno global que foi Baby Reindeer, Richard Gadd está de volta com uma nova aposta televisiva: Half Man. A HBO e a BBC revelaram esta semana as primeiras imagens da série, que terá seis episódios e estreia em 2026 no streaming.

Dos traumas de Baby Reindeer à violência de Half Man

Se em Baby Reindeer Gadd explorou a obsessão e o trauma pessoal, aqui o foco recai na complexa relação entre dois “irmãos” marcados por violência, rivalidade e uma ligação impossível de quebrar.

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Na trama, Niall (Jamie Bell) vê a sua vida virada do avesso quando Ruben (Richard Gadd), o irmão de quem se afastou, reaparece inesperadamente no dia do seu casamento. O reencontro desencadeia um confronto brutal que nos transporta para quatro décadas de história em comum — dos anos 80 até ao presente.

Crescer lado a lado, cair lado a lado

Ao longo dos episódios, veremos Ruben e Niall desde a adolescência turbulenta até às batalhas da vida adulta, passando por momentos de cumplicidade, humor, raiva e destruição. Mitchell Robertson e Stuart Campbell interpretam as versões jovens das personagens, completando o retrato de uma relação fraterna tão íntima quanto tóxica.

Segundo a HBO Max, Half Man pretende “captar a energia selvagem de uma cidade em transformação – um mundo em transformação – e sondar as profundezas do que significa ser um homem”.

Um elenco de peso

Além de Gadd e Jamie Bell, a série conta ainda com Neve McIntosh, Marianne McIvor, Charlie De Melo, Bilal Hasna, Amy Manson, Philippine Velge, Stuart McQuarrie, entre outros nomes. A realização fica a cargo de Alexandra Brodski e Eshref Reybrouck.

Expectativas elevadas

A fasquia está alta: Baby Reindeer foi um dos maiores fenómenos televisivos da Netflix, conquistando público e crítica pela intensidade e pela honestidade com que Gadd se expôs. Agora, em Half Man, o criador britânico parece apontar para um drama de maior escala, mas igualmente visceral, prometendo explorar masculinidades, traumas e afetos com a sua marca autoral.

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👉 A estreia está marcada para 2026, mas as primeiras imagens já aqueceram o hype. Podes vê-las aqui.

Kumail Nanjiani Revela a Desilusão com Eternals: “Achei que ia trabalhar com a Marvel durante dez anos”

Quando a Marvel lançou Eternals em 2021, a expectativa era enorme: um elenco de luxo, a realização de Chloé Zhao(que vinha fresca de um Óscar por Nomadland) e uma promessa de expandir o universo cinematográfico para novas mitologias e heróis. Mas o filme acabou por ser um dos maiores tropeções do MCU, tanto na crítica como na bilheteira — e agora, Kumail Nanjiani, que interpretou o carismático Kingo, confessou o impacto profundo que esse fracasso teve na sua vida pessoal e profissional.

Em baixo temos um video promocional aquando da estreia em Portugal em que Kingo supostamente faz a apresentação da história do filme:

O choque após o lançamento

Quatro anos passados, Nanjiani contou agora no podcast Working It Out que acreditava estar a entrar numa nova era da sua carreira:

“Assinei contrato para seis filmes. Assinei para um videojogo. Assinei para uma atração de parque temático. Achei: ‘Este vai ser o meu trabalho nos próximos dez anos.’”

O ator, nomeado para um Óscar com The Big Sick (2017), chegou a transformar completamente o corpo para o papel de super-herói, um esforço que se tornou viral nas redes sociais. No entanto, a receção negativa — Eternals tem apenas 47% no Rotten Tomatoes — abalou-o profundamente:

“Saiu, teve críticas muito más e não correu bem. Isso destruiu-me por dentro. Foi aí que percebi que precisava de terapia, para aprender a não depender tanto da reação dos outros àquilo que faço.”

Orgulho no filme, mas incerteza no futuro

Apesar de tudo, Nanjiani mantém-se orgulhoso da obra:

“Adorei o filme. Tenho muito orgulho dele. Mas talvez houvesse demasiados personagens, se acreditarmos nas críticas.”

De facto, o elenco reunia nomes como Angelina Jolie, Salma Hayek, Kit Harington, Richard Madden, Gemma Chan, Barry Keoghan e Brian Tyree Henry. Uma constelação que, segundo muitos críticos, terá dificultado a construção de uma narrativa mais coesa.

E o futuro de Kingo?

Com uma bilheteira global de 402 milhões de dólaresEternals ficou muito aquém dos padrões da Marvel. Desde então, o estúdio não confirmou se haverá uma sequela. O próprio Nanjiani admitiu em 2022:

“Não faço ideia se vai haver uma continuação. Adorava voltar a interpretar o Kingo. Era tão divertido: fazias piu-piu com os dedos e estavas sempre de bom humor. Quem não gostaria disso?”

O futuro do ator no MCU é incerto — e a sua experiência mostra como até dentro do universo mais lucrativo de Hollywood, o sucesso nunca é garantido.

Os Eternos podem ser vistos em Portugal e no Brasil na Disney +

O Instituto: Série Baseada em Stephen King Renovada Para 2.ª Temporada na MGM+ 👁️📺

Os fãs de Stephen King podem respirar de alívio (ou de suspense): a série The Institute, baseada no romance homónimo publicado em 2019, vai regressar para uma segunda temporada de oito episódios. A confirmação veio acompanhada de um vídeo do próprio King, que não escondeu o entusiasmo:

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“Libertos, mas caçados — novos perigos aguardam os fugitivos do Instituto e mal posso esperar.”

O maior sucesso de estreia da MGM+

Com produção executiva de Stephen KingJack Bender (LostMr. MercedesGame of Thrones) e Benjamin Cavell(JustifiedThe Stand), a série tornou-se a melhor estreia de sempre da MGM+, conquistando tanto fãs do autor como novos espectadores atraídos pelo seu tom sombrio e intrigante.

O que esperar da nova temporada

A primeira temporada seguiu um grupo de crianças com capacidades especiais raptadas para uma instalação secreta, onde eram submetidas a experiências brutais. No final, alguns conseguiram escapar — mas a luta pela sobrevivência está longe de terminar.

Bender e Cavell sublinharam que a história estava sempre pensada para continuar:

“Desde o início sentimos que havia muito mais para explorar à medida que estas personagens tentam encontrar o seu caminho num mundo cheio de perigos.”

Elenco e novidades

A temporada inicial contou com Ben Barnes (Shadow and Bone), Mary-Louise Parker (Weeds), Joe Freeman, além de jovens talentos como Simone MillerFionn LairdJason Diaz e Jane Luk. O elenco da nova temporada será anunciado em breve.

Expansão internacional

Os novos episódios estrearão em exclusivo na MGM+ nos EUA, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha, Países Baixos, Bélgica, Brasil, México, Chile e Colômbia. Nos restantes territórios, a distribuição ficará a cargo da Amazon MGM Studios Distribution.

Segundo Michael Wright, presidente da MGM+:

“The Institute arrebatou audiências com uma narrativa distinta e atuações excecionais que transportam a voz singular de Stephen King para o ecrã. É um privilégio expandir esta viagem arrepiante e mergulhar ainda mais fundo nos segredos do Instituto.”

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A primeira temporada de o Instituto estreou na Max a 14 de julho em Portugal

O Mapa que me Leva a Ti: Romance da Prime Video Passa por Portugal e Conquista o Topo do Streaming 💘🇵🇹

A Amazon Prime Video tem um novo sucesso global — e com sabor bem português. O Mapa que me Leva a Ti, baseado no romance homónimo de J. P. Monninger, estreou-se a 20 de agosto e rapidamente chegou ao top da plataforma em vários países, incluindo Portugal.

Amor em Lisboa e no Porto

Realizado por Lasse Hallström (As Regras da CasaChocolate), o filme foi rodado em várias cidades europeias, mas são os cenários portugueses que saltam à vista: o Terreiro do Paço, a Estação de São Bento e a icónica Livraria Lello, no Porto, servem de pano de fundo para alguns dos momentos mais românticos da história.

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É mais uma prova de que Portugal continua a ser um destino cada vez mais procurado por produções internacionais, mostrando-se ao mundo através de narrativas de grande alcance.

A história de Heather e Jack

A protagonista é Heather (Madelyn Cline, de Outer Banks), uma jovem que decide viajar pela Europa com as amigas antes de se fixar na vida estável que planeou. Pelo caminho, cruza-se com Jack (KJ Apa, de Riverdale), um misterioso viajante que vai mudar completamente os seus planos.

A faísca entre os dois dá origem a uma ligação intensa, que será testada por segredos e escolhas de vida difíceis — um romance de verão transformado em jornada emocional que deixa marcas para sempre.

Do livro para o ecrã

Publicado em 2017, o livro de J. P. Monninger já era considerado um romance moderno de culto, com fãs espalhados pelo mundo. Agora, ganha nova vida no streaming, com uma adaptação que privilegia o charme europeu, o espírito de aventura e a inevitável força do acaso.

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A aposta da Prime Video

Com O Mapa que me Leva a Ti, a Prime Video reforça a sua aposta em dramas românticos com apelo internacional, seguindo a tradição de histórias que misturam amor, viagem e autodescoberta — ingredientes que, ao que tudo indica, continuam a conquistar audiências.

Bridgerton é “woke”? Shonda Rhimes responde às críticas e fala sobre o futuro

A criadora de Bridgerton e Queen CharlotteShonda Rhimes, reagiu de forma direta às críticas de que a sua série seria um exemplo de “cultura woke” por causa do elenco diversificado. A produtora norte-americana, também responsável por sucessos como Grey’s Anatomy e Scandal, classificou essas acusações como “bizarro” e deixou claro que a representação não é uma moda — é uma escolha natural.

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“Porque haveria de escrever algo que não me inclui?”

Em entrevista à Sky News, Rhimes, afro-americana, foi assertiva:

“A ideia de que, escrevendo eu o que escrevo e tendo o aspeto que tenho, não me ocorreria incluir mais pessoas que se pareçam comigo… isso é evidente. Porque haveria de criar algo em que eu não estou representada de forma alguma?”

A diversidade de Bridgerton, produzida em colaboração com a Netflix, tem sido tanto elogiada como criticada, sobretudo por desafiar a representação tradicional da aristocracia britânica do século XIX. Para Rhimes, a crítica ignora um princípio básico: criar histórias que representem a sociedade de forma mais ampla e inclusiva.

Uma experiência britânica “acolhedora”

A produtora revelou ainda que considera mudar-se para o Reino Unido, depois de ter gravado Bridgerton e Queen Charlotte em Inglaterra, destacando a experiência como “muito acolhedora”. Chegou mesmo a admitir que pondera colocar os filhos numa escola britânica.

Esta semana, recebeu o prémio inaugural de mérito do Festival de Televisão de Edimburgo, em reconhecimento pelo impacto global da sua obra, que redefiniu a ficção televisiva norte-americana e agora também britânica.

O perigo da IA e o fascínio por Doctor Who

Rhimes aproveitou a ocasião para comentar outro tema quente: a inteligência artificial. Apesar de reconhecer os avanços, deixou o alerta:

“Há o perigo de a IA aprender com os meus episódios. Talvez aprenda a ser melhor no que faz. Mas não acho que haja substituto para a semente de criatividade que vem da imaginação humana.”

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E para os fãs de sci-fi, uma surpresa: a criadora confessou ser admiradora de longa data de Doctor Who e não exclui colaborar com a icónica série britânica no futuro.

Refém: O Thriller Político Que Está a Explodir no Top da Netflix 🎬🔥

A Netflix tem um novo fenómeno internacional: Refém (Hostage no título original), série britânica que estreou a 21 de agosto e rapidamente conquistou o primeiro lugar do top diário em mais de 50 países, incluindo Portugal.

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Uma trama de poder, chantagem e sobrevivência

A história começa com uma visita diplomática de alto nível: a presidente francesa viaja ao Reino Unido para encontros com a primeira-ministra britânica. Mas o que deveria ser um momento de cooperação transforma-se num pesadelo quando o marido da líder britânica é raptado e a presidente francesa se vê envolvida num esquema de chantagem e conspiração.

De repente, duas das mulheres mais poderosas da Europa enfrentam uma escolha impossível: proteger as suas famílias, salvar as suas carreiras ou impedir uma ameaça terrorista de proporções devastadoras.

Um duelo de atrizes de luxo

O grande trunfo da série é o confronto — e eventual aliança — entre duas atrizes de peso:

  • Suranne Jones, estrela de Gentleman Jack e Doctor Foster, que aqui acumula também o papel de produtora.
  • Julie Delpy, cineasta e atriz nomeada ao Óscar, que dá vida à presidente francesa.

A química e rivalidade entre ambas sustentam o coração da narrativa, que se desenrola ao longo de cinco episódios.

Conspirações à britânica

Escrita por Matt Charman (nomeado ao Óscar por Bridge of Spies), Refém mistura ingredientes clássicos de thriller político — sequestros, chantagens, ataques terroristas — com a elegância britânica e uma realização que privilegia o suspense sobre a ação explosiva.

O elenco de apoio inclui ainda nomes como Corey Mylchreest (Queen Charlotte), Lucian MsamatiAshley ThomasJames CosmoMartin McCann e Jehnny Beth, reforçando a ambição internacional do projeto.

Uma minissérie para devorar

Com apenas cinco episódiosRefém encaixa na tendência das minisséries intensas e rápidas que prendem o espectador do início ao fim. É política, é drama, é ação e sobretudo é um jogo de poder que parece feito para maratonar numa só noite.

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Daniel Day-Lewis Está de Volta Após Oito Anos: Anemone Promete um Regresso Histórico 🌊🎬

O silêncio terminou: Daniel Day-Lewis, o único ator a conquistar três Óscares de Melhor Ator, está de volta ao grande ecrã após oito anos de ausência. O trailer de Anemone foi finalmente revelado e já está a incendiar as conversas cinéfilas em todo o mundo.

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O regresso de um mestre

Desde Phantom Thread (2017), em que anunciara a sua retirada, que pairava a dúvida: veríamos Day-Lewis novamente a representar? A resposta é agora um entusiasmado “sim”. Considerado um dos maiores atores da sua geração, o britânico-irlandês regressa com um projeto carregado de peso pessoal e familiar: o filme é escrito e realizado pelo seu filho, Ronan Day-Lewis.

Um drama de laços familiares

Ainda pouco se sabe sobre a trama, mas a descrição oficial promete um mergulho profundo nas relações humanas: Anemone “explora os laços complexos e profundos que existem entre irmãos, pais e filhos”. O trailer sugere intensidade dramática, diálogos carregados de emoção e a subtileza que sempre caracterizou a carreira do ator.

Um elenco de luxo

Ao lado de Day-Lewis, brilham nomes igualmente respeitados: Sean Bean e Samantha Morton, dois atores britânicos de enorme prestígio, completam o trio central do elenco. A reunião destas três forças promete interpretações marcantes, num filme que poderá tornar-se uma das grandes apostas da temporada de prémios.

Um regresso que é também uma passagem de testemunho

A realização de Ronan Day-Lewis dá ao projeto um toque único: não só marca a estreia do jovem cineasta em longas-metragens, como também simboliza uma ligação entre gerações — um pai lendário a ser dirigido pelo filho. É o tipo de história que, por si só, já desperta a curiosidade de qualquer cinéfilo.

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Expectativa máxima

Day-Lewis sempre foi conhecido pela escolha criteriosa dos seus papéis. Se aceitou regressar, é porque encontrou em Anemone algo especial. Para os fãs e para a crítica, a expectativa não podia ser maior: poderemos estar perante mais um momento histórico da sua carreira — e, quem sabe, uma nova corrida aos Óscares.

Beguinas – Amores Proibidos: Rebeldia, Fé e Paixão no Século XVI

Chega à televisão portuguesa uma nova série de época que promete conquistar fãs de dramas históricos e romances intensos. Beguinas – Amores Proibidos estreia a 26 de agosto, às 22h10, no TVCine Emotion e TVCine+, trazendo para o ecrã uma história de emancipação feminina em pleno século XVI.

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Mulheres que ousaram desafiar as regras

No coração de Castela, em 1559, conhecemos Lucía de Avellaneda (Amaia Aberasturi), uma jovem nobre confrontada com um destino traçado pela sociedade: um casamento arranjado com o poderoso Marquês de Peñarrosa. Mas Lucía recusa esse futuro imposto e toma uma decisão radical: abandonar o luxo do palácio para se refugiar num beguinato, uma comunidade feminina laica onde as mulheres vivem de forma autónoma, livres das amarras da Igreja e do matrimónio.

Lá, descobre um mundo de solidariedade e contemplação, mas também uma nova forma de amor — proibida e perigosa — com Telmo Medina (Yon González), um homem marcado pelas perseguições contra a comunidade judaica.

Amor, fé e resistência

Ao longo dos episódios, a série mergulha em temas universais: o peso das tradições, a luta pela liberdade, o julgamento da sociedade e a coragem de mulheres que ousaram escolher o seu caminho. Entre segredos, perseguições e paixões, Beguinas apresenta uma protagonista que desafia os limites do seu tempo e encontra forças na sua própria rebeldia.

Um retrato rigoroso da época

Filmada em cenários históricos como Segóvia, Chinchón e El Escorial, a série distingue-se pela recriação minuciosa do século XVI espanhol, transportando o espectador para um tempo de contrastes entre fé e poder, amor e repressão.

Um elenco de excelência

O elenco é liderado por Amaia Aberasturi, uma das atrizes mais promissoras da nova geração (nomeada ao Goya por Akelarre), e por Yon González, já conhecido do público em produções como Gran Hotel e Las Chicas del Cable.

Para quem não resiste a bons dramas históricos

Se gosta de séries como Os TudorsIsabel ou The Spanish PrincessBeguinas – Amores Proibidos promete ser uma aposta a não perder: romance, drama e coragem feminina em tempos em que às mulheres quase tudo era negado.

Cinema em Português: O Futuro do Nosso Cinema Ganha Palco no TVCine Edition

Entre os dias 25 e 28 de agosto, o TVCine Edition abre espaço para um dos mais estimulantes ciclos do mês: o Especial Cinema em Português. Quatro noites, quatro obras que mostram bem a diversidade de caminhos que o cinema português contemporâneo está a trilhar — entre memórias pessoais, dilemas de identidade, histórias familiares e a força da política.

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Novas vozes, novas narrativas

O ciclo arranca com Chuva de Verão, de António Mantas Moura, premiado no WorldFest de Houston. É um retrato íntimo de uma amizade posta à prova pelo reencontro com o passado, explorando as pequenas tensões humanas que marcam a juventude. Segue-se Noites Claras, de Paulo Filipe Monteiro, onde uma família em crise atravessa dilemas sobre gravidez e bissexualidade. Duas estreias que demonstram como uma nova geração de realizadores portuguesesestá a reinventar o olhar sobre a intimidade e as relações.

A arte e as sombras da colonização

O especial traz também Longe da Estrada, que nos transporta para o universo de Paul Gauguin, mas através de um prisma crítico: como se olha hoje para a relação entre o artista e os povos colonizados? É uma reflexão atual e necessária, que dialoga com debates contemporâneos no cinema europeu sobre memória e justiça histórica.

Documentário político e poético

Outro dos grandes destaques é Mário, realizado por Billy Woodberry, cineasta ligado ao movimento L.A. Rebellion. O documentário mergulha na vida de Mário Pinto de Andrade, fundador do MPLA e figura essencial das lutas de independência africanas. É um exemplo claro de como o documentário português tem vindo a expandir horizontes, cruzando poesia e política, história e resistência.

Portugal no mundo

O que une estas quatro obras é também a sua capacidade de atravessar fronteiras. De prémios internacionais a festivais de renome, o cinema português já não se limita ao nosso território. Filmes como Chuva de Verão ou Mário confirmam que o nosso cinema fala várias línguas e encontra públicos diversos, sem perder o sotaque único que o distingue.

Um futuro promissor

Especial Cinema em Português é mais do que uma mostra: é uma janela aberta para perceber onde está e para onde vai o nosso cinema. Seja através de olhares íntimos sobre família e identidade, seja em diálogos críticos com a história e a política, o que se vê é uma vitalidade que merece ser celebrada.

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De 25 a 28 de agosto, o palco é português. E, felizmente, o futuro também parece sê-lo.

FBI: Most Wanted Chega ao Fim – O Adeus a Uma das Séries Policiais Mais Intensas da Década

É o fim da linha para uma das séries mais populares do universo de Dick Wolf. FBI: Most Wanted estreia a sua temporada final este mês no STAR Channel e promete encerrar em grande estilo a história de uma das equipas mais implacáveis da televisão norte-americana.

Desde 2020, a série conquistou um público fiel ao mostrar a unidade de elite responsável por perseguir os criminosos mais procurados dos Estados Unidos. Com um ritmo acelerado, histórias carregadas de tensão e personagens marcantes, Most Wanted tornou-se rapidamente numa peça essencial da franquia FBI, que inclui ainda as séries originais FBI e FBI: International.

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A assinatura de Dick Wolf

Dick Wolf já não precisa de apresentações. Depois de reinventar o género com Law & Order e Chicago, voltou a criar ouro televisivo com o universo FBI. Em Most Wanted, a fórmula foi levada ao extremo: cada episódio parecia uma mini-thriller de ação, onde caçadas intensas e dilemas morais andavam lado a lado.

Julian McMahon e os rostos que marcaram a série

Julian McMahon deu vida a Jess LaCroix, o agente especial que rapidamente se tornou a alma da série. A sua saída na terceira temporada foi um choque para muitos fãs, mas abriu espaço para novas dinâmicas e para a consolidação de Dylan McDermott como o carismático Remy Scott. Ao longo das temporadas, o elenco trouxe diversidade e humanidade a uma trama marcada pela violência e pela busca incessante pela justiça.

O que esperar da temporada final

Poucos detalhes foram revelados, mas sabe-se que esta última temporada irá encerrar as histórias pendentes e dar um destino final às personagens que o público aprendeu a acompanhar semana após semana. Com a marca Dick Wolf, podemos esperar investigações de alto risco, emoção à flor da pele e, claro, despedidas que vão deixar cicatrizes.

O legado de Most Wanted

Com cinco temporadas, FBI: Most Wanted deixa um legado importante no género policial televisivo. Não só consolidou o universo FBI como mostrou que ainda há espaço para inovação dentro de um formato clássico. Tal como Law & Order: Criminal Intent ou Chicago P.D. marcaram a sua época, esta série será lembrada como uma das mais tensas e eficazes da década de 2020.

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Para os fãs de séries policiais, setembro será um mês agridoce: o entusiasmo da estreia mistura-se com a melancolia do adeus. Mas uma coisa é certa — Most Wanted já conquistou o seu lugar no panteão das grandes produções do género.

“Parthenope: O Regresso de Paolo Sorrentino Que Faz de Nápoles um Sonho de Cinema”

Paolo Sorrentino já nos habituou a grandes visões cinematográficas. Depois do Óscar conquistado com A Grande Beleza, o realizador italiano regressa com Parthenope, um filme que mistura juventude, paixão, força feminina e, claro, a cidade que mais inspira o cineasta: Nápoles. A longa-metragem, que brilhou em Cannes e chega agora a Portugal em estreia exclusiva no TVCine Top e TVCine+ a 24 de agosto, às 21h25, promete ser uma experiência visual e emocional à altura da reputação do autor.

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O regresso de um mestre do cinema europeu

Sorrentino é conhecido por unir excessos barrocos e intimismo poético como poucos. Em Parthenope, o cineasta parece continuar essa tradição, explorando temas universais – juventude, desejo, perda e identidade – através de uma narrativa que é tanto pessoal quanto universal. Se em A Grande Beleza nos convidava a mergulhar na Roma noturna e decadente, agora o convite é para viver Nápoles em toda a sua exuberância.

Celeste Dalla Porta: a nova estrela italiana

O filme marca a estreia da jovem Celeste Dalla Porta no grande ecrã, e a sua presença em Cannes não deixou ninguém indiferente. Interpretando Parthenope, uma jovem cujo nome evoca a lenda da sereia que deu origem a Nápoles, a atriz encarna uma figura feminina simultaneamente real e mítica. É a grande revelação do cinema italiano deste ano – e talvez uma das razões para vermos Parthenope como um filme de iniciação, não apenas para a sua protagonista mas também para o público.

Nápoles como personagem

Se há realizador que filma cidades como se fossem pessoas, esse é Sorrentino. Aqui, Nápoles ganha vida através da fotografia de Daria D’Antonio, premiada em Cannes. A luz, as cores, os contrastes e até os silêncios captam uma cidade que respira por si própria. Mais do que cenário, Nápoles é o coração pulsante de Parthenope.

Gary Oldman: um gigante em território novo

Outro dos grandes atrativos é a presença de Gary Oldman. O ator britânico, vencedor de um Óscar e mestre da metamorfose, surge aqui num registo inesperado. A sua colaboração com Sorrentino cria uma ponte entre Hollywood e o cinema europeu de autor, reforçando a dimensão internacional do projeto.

O olhar feminino de Sorrentino

Muito se falou sobre a forma como Sorrentino retrata a sensualidade e a força das mulheres. Em Parthenope, esse olhar parece amadurecer. A juventude feminina surge não apenas como objeto de desejo, mas como centro de vitalidade e questionamento existencial. É um filme que fala do feminino sem perder a poesia e a intensidade que sempre definiram o realizador.

De Cannes a Portugal: a estreia nos TVCine

Estreado no Festival de Cannes, onde conquistou o prémio para Melhor Fotografia, Parthenope chega agora a Portugal através dos TVCine. É uma oportunidade única de assistir, em estreia exclusiva, a uma obra que promete marcar 2025 no cinema europeu. Preparem-se: no dia 24 de agosto, às 21h25, o convite é para mergulhar num filme que mistura mito e realidade, juventude e maturidade, cinema e vida.

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À Mesa com Joana Barrios: Quando a Culinária se Transforma em Cinema

Se o cinema é feito de narrativas que nos agarram pelo coração (e muitas vezes pelo estômago), a cozinha de Joana Barrios no 24Kitchen não fica atrás. Os episódios que chegam em setembro de 2025 provam que o fogão pode ser tão cinematográfico quanto um grande ecrã – cheio de drama, emoção, humor e, claro, finais deliciosos.

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Céline Dion: Da Voz à Mesa 🎤🍁

O arranque do mês é dedicado a Céline Dion, uma das maiores divas da música mundial. Mas, em vez de microfones e palcos, Joana Barrios presta-lhe homenagem com pratos que piscam o olho às origens canadianas da cantora: húmus cremoso, tourtière (a icónica tarte de carne do Quebeque) e um bolo de manteiga de amendoim digno de encore. É como se “My Heart Will Go On” tivesse agora tradução em linguagem culinária.

Casamento à Portuguesa: O Menu de Cinema 💍🍋

Do tributo musical passamos para uma verdadeira produção romântica: o episódio “Casamento à Mesa”. Aqui, a apresentadora encena um banquete que podia muito bem ser rodado numa comédia romântica portuguesa: tártaro de robalo para a entrada, vitela estufada à moda de Lafões para o prato principal e um bolo de noiva com creme de limão para fechar com chave de ouro. Um menu tão cinematográfico quanto as grandes bodas do ecrã.

A Cozinha Como Palco 🎬🍴

Mas o que distingue realmente esta temporada é a forma como Joana Barrios transforma cada receita num espetáculo. Cozinhar, para ela, é performar – entre risos, apartes teatrais e momentos de improviso. Cada prato é um argumento em três atos, e cada episódio mais parece uma curta-metragem filmada entre tachos e panelas.

Viagens Gastronómicas e Sensorialidade 🌍✨

Os novos episódios são também viagens no tempo e no espaço. Da tradição portuguesa à herança canadiana, Barrios prova que cozinhar é contar histórias, e que cada prato transporta consigo memórias, geografias e emoções. No fundo, não muito diferente de como um bom realizador constrói o ambiente de um filme: detalhe a detalhe, textura a textura.

Joana Barrios: A Protagonista Irreverente ⭐

E se a cozinha é o set de filmagens, Joana Barrios é a protagonista absoluta. Com humor afiado, energia transbordante e uma presença que conquista tanto em palco como em frente à câmara, a apresentadora torna-se a verdadeira estrela de um género que mistura culinária, espetáculo e cultura pop. No pequeno ecrã, consegue algo raro: transformar receitas em narrativa e transformar comida em cinema.

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👉 Conclusão: Os destaques de setembro do 24Kitchen mostram como televisão culinária pode ser muito mais do que receitas – pode ser entretenimento puro, com a mesma força evocativa de uma grande produção cinematográfica. E, convenhamos, não há nada mais cinéfilo do que juntar boa comida a boas histórias.

“Águas Negras”: O Novo Thriller Sobrenatural Que Vai Transformar a Sua Piscina Num Pesadelo 💀🌊

O terror chega em exclusivo ao TVCine Top no dia 23 de agosto

Nem sempre as águas são calmas. E, no caso de Águas Negras, podem mesmo esconder segredos capazes de destruir uma família inteira. O novo thriller sobrenatural realizado por Bryce McGuire estreia em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+ no dia 23 de agosto, sábado, às 21h30, e promete mergulhar os espectadores num terror sufocante, onde até uma simples piscina de quintal pode tornar-se o palco de horrores inimagináveis.

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Quando a esperança se transforma em maldição

A história acompanha Ray Waller (Wyatt Russell), um ex-jogador de basebol obrigado a abandonar a carreira devido a uma doença degenerativa. Ao mudar-se com a família para uma nova casa, Ray descobre uma antiga piscina no quintal que parece ter propriedades milagrosas. Mas aquilo que começa como uma oportunidade de cura rapidamente se transforma numa descida ao abismo, à medida que forças obscuras e uma entidade malévola começam a emergir das profundezas.

James Wan e Jason Blum: os mestres do susto estão de volta

Produzido por James Wan (The ConjuringInsidious) e Jason Blum (Paranormal ActivityThe Purge), dois nomes incontornáveis do cinema de terror moderno, Águas Negras combina o ambiente sufocante do terror psicológico com o inesperado de um cenário doméstico familiar. A realização é de Bryce McGuire, que aqui assina a sua estreia em longa-metragem, num filme que não tem medo de mexer com os medos mais básicos do ser humano: a vulnerabilidade e a perda de controlo.

Um mergulho no terror quotidiano

Com interpretações de Wyatt Russell (Under the Banner of HeavenOverlord) e Kerry Condon (The Banshees of Inisherin), o filme constrói uma atmosfera de tensão constante, onde o medo cresce a cada mergulho e o espectador é arrastado para o fundo daquilo que não consegue ver.

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Águas Negras estreia 23 de agosto, às 21h30, no TVCine Top e TVCine+. Prepare-se para pensar duas vezes antes de voltar a entrar numa piscina à noite…

“Furiosa: Uma Saga Mad Max” — O Regresso em Fúria ao Deserto Pós-Apocalíptico

O universo brutal e poeirento de Mad Max está de volta aos ecrãs portugueses com um dos filmes mais aguardados do ano: Furiosa: Uma Saga Mad Max. A prequela que revela a origem da icónica guerreira estreia em exclusivo esta sexta-feira, 22 de agosto, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+.

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A Origem de uma Lenda

Antes de ser a poderosa aliada de Max em Estrada da Fúria (2015), Furiosa era apenas uma criança arrancada à força do seu lar paradisíaco, o mítico Green Place. Raptada por um bando de motoqueiros liderado pelo caótico Dementus, vê-se obrigada a crescer num mundo em ruínas, marcado pela violência e pela luta incessante pelo poder.

Durante 15 anos, sobrevive a tiranos, forja armas, aprende estratégias e molda-se ao deserto implacável. No auge da guerra entre Dementus e Immortan Joe, a jovem Furiosa encontra a sua oportunidade de se erguer, não apenas como sobrevivente, mas como um verdadeiro mito do Wasteland.


George Miller em Pleno Poder Criativo

George Miller, criador da saga, volta a comandar a realização com o mesmo virtuosismo que transformou Estrada da Fúria num clássico instantâneo. Mas aqui vai mais longe: além das sequências de ação explosivas que são marca da casa, aposta numa narrativa fragmentada e quase épica, revelando os vários estágios da metamorfose de Furiosa — de vítima indefesa a guerreira lendária.

A crítica internacional não ficou indiferente: apresentado em estreia mundial no Festival de Cannes 2024, o filme foi recebido com ovações e conquistou prémios nos AACTA Awards, confirmando a força do universo de Miller.


Elenco de Luxo no Meio da Areia e do Aço

Anya Taylor-Joy assume o papel que Charlize Theron eternizou em 2015, trazendo-lhe uma nova intensidade, mais introspectiva, que revela camadas emocionais nunca vistas da personagem. Ao seu lado, Chris Hemsworth encarna um dos vilões mais surpreendentes da saga: o imprevisível e carismático Dementus, um tirano capaz de mudar o rumo do deserto com o poder da sua insanidade.

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Imperdível no TVCine

Com visuais arrebatadores, ação de cortar a respiração e interpretações que elevam ainda mais a mitologia Mad MaxFuriosa: Uma Saga Mad Max promete ser um dos grandes épicos distópicos desta década.

📺 Estreia sexta-feira, 22 de agosto, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+.

Ben Stiller Larga a Realização de Severance na 3.ª Temporada para Filmar Thriller da II Guerra Mundial

Pela primeira vez desde a estreia da aclamada série Severance, Ben Stiller não vai realizar um único episódio da nova temporada. O actor e realizador decidiu dar prioridade a um projeto cinematográfico que lhe está particularmente próximo: um thriller de sobrevivência ambientado na Segunda Guerra Mundial.

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O adeus temporário aos corredores de Lumon

Stiller, que até aqui tinha sido a força criativa por trás da atmosfera opressiva e visualmente distinta de Severance, confirmou que a sua agenda não lhe permite estar em todo o lado ao mesmo tempo. Aos 59 anos, o realizador confessou ao Los Angeles Times que sente “o relógio a correr”:

“60 soa a velho. É difícil contornar isso. Ainda tenho muitas coisas que quero fazer na vida.”

Entre essas coisas está o tal thriller de guerra, que acompanhará um aviador americano abatido em França e arrastado para a resistência francesa. Um registo bem diferente da ficção científica corporativa de Severance, mas que mostra a vontade de Stiller em explorar novos territórios narrativos.

Novos projetos na manga

Além do filme de guerra, Stiller tem outros planos já a mexer:

  • O documentário Stiller & Meara: Nothing Is Lost, sobre os seus pais, que terá estreia mundial no Festival de Cinema de Nova Iorque.
  • Uma nova entrada na saga Meet The Parents, que prepara o regresso da família mais disfuncional do cinema moderno.

Nada disto significa, no entanto, que Stiller esteja a cortar os laços com Severance. O realizador trabalhou intensamente com Dan Erickson, criador da série, e com a sala de argumentistas para deixar a temporada 3 devidamente estruturada antes de se ausentar.

O rumor que deixou os fãs em êxtase

Se os espectadores já se mostravam curiosos quanto ao futuro de Mark Scout e companhia, Stiller ainda alimentou a especulação ao admitir que o nome de Al Pacino foi mencionado numa possível participação especial. O veterano não só poderia surgir como novo funcionário da Lumon, mas até encabeçar um “novo departamento” dentro do misterioso edifício.

O futuro de Severance

Apesar da ausência de Stiller na realização, os fãs podem esperar que o ADN da série se mantenha intacto. Resta saber se a equipa criativa conseguirá preservar a atmosfera inquietante e os cliffhangers enervantes que transformaram a série da Apple TV+ numa das mais faladas dos últimos anos.

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O certo é que Ben Stiller continua a provar que não está disposto a ficar preso num único papel — seja como actor, realizador de séries televisivas ou agora como cineasta de guerra. Se o resultado será tão memorável quanto Severance, resta-nos esperar para ver.

Spike Lee Entre o Sucesso de Highest 2 Lowest e o Cancelamento do Documentário Sobre Colin Kaepernick

Spike Lee voltou a estar no centro das atenções este fim de semana, e por duas razões muito distintas. De um lado, a aclamação crítica pelo seu novo filme Highest 2 Lowest, protagonizado por Denzel Washington; do outro, a notícia menos feliz de que a ESPN cancelou a sua aguardada série documental sobre Colin Kaepernick, devido a “diferenças criativas”.

Um reencontro aguardado com Denzel Washington

Highest 2 Lowest marca a 24.ª longa-metragem de Spike Lee e assinala o reencontro com Denzel Washington, quase 20 anos depois de Inside Man (2006). O filme é uma reinterpretação de High and Low (Tengoku to Jigoku, 1963), obra-prima de Akira Kurosawa, baseada no romance King’s Ransom de Ed McBain.

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O clássico de Kurosawa não era apenas um thriller policial, mas também um retrato incisivo da desigualdade social no Japão do pós-guerra, em que um magnata é confrontado com uma escolha moral devastadora quando o filho do motorista é raptado por engano. Ao transpor a história para o presente, Lee transforma o protagonista num executivo musical, mostrando como as tensões sociais, a ganância e a culpa continuam a atravessar gerações.

Lee descreveu o seu filme como uma “reinterpretação jazzística” de Kurosawa, explicando à Vanity Fair:

“Sabia que se fosse fazer isto, tinha de ser uma reimaginação. Foi como uma grande bola de beisebol lançada ao centro — e senti que a enviei direto para fora do campo.”

Receção crítica e impacto inicial

Apesar de estrear apenas em circuito limitado, o filme já está a colher aplausos entusiásticos da crítica internacional. O New York Times chamou-lhe “uma celebração exultante de um lugar e de um povo”, enquanto o Chicago Readerdestacou-o como “irresistivelmente cativante”.

No Rotten TomatoesHighest 2 Lowest atingiu uns impressionantes 90% no Tomatometer, posicionando-se acima de títulos de Lee como Malcolm X ou 25th Hour, e logo atrás de clássicos como Do the Right Thing e BlacKkKlansman.

A outra face: o cancelamento de Kaepernick

Enquanto o novo filme recebia elogios, a ESPN confirmava o fim da colaboração com Spike Lee e Colin Kaepernick numa série documental sobre a vida do ex-quarterback da NFL. A produção, desenvolvida ao longo de vários anos, enfrentava divergências quanto à direção criativa e acabou por ser cancelada “de comum acordo”.

Lee, impedido de dar detalhes devido a um acordo de confidencialidade, limitou-se a dizer: “Não vai sair. É tudo o que posso dizer.”

Kaepernick, que conduziu os San Francisco 49ers até ao Super Bowl de 2013, foi afastado da liga após os protestos de 2016 em que ajoelhava durante o hino nacional contra a injustiça racial. Desde então, tornou-se um símbolo da luta pelos direitos civis, mas também uma figura controversa no mundo do desporto.

Entre o triunfo e a frustração

O contraste não podia ser mais evidente: de um lado, Spike Lee concretiza um projeto que gigantes como Martin Scorsese e Mike Nichols tentaram adaptar sem sucesso; do outro, vê cair por terra uma série que poderia ter oferecido uma nova perspetiva sobre um dos capítulos mais polémicos do desporto norte-americano.

Mais do que uma adaptação, Highest 2 Lowest funciona como um diálogo cultural entre o cinema japonês clássico e a visão contemporânea de Spike Lee — um encontro improvável entre Kurosawa e Brooklyn. E é exatamente por essa ousadia que o filme já começa a ser encarado como uma das obras incontornáveis de 2025.

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Para já, Highest 2 Lowest segue para uma estreia mais ampla na Apple TV+ em setembro, prometendo ser mais uma “Spike Lee Joint” destinada a marcar a cinefilia contemporânea.

Os Tesouros de Downton Abbey Vão a Leilão: Do Vestido de Lady Mary ao Carro dos Grantham

O universo aristocrático de Downton Abbey vai abrir as portas, não em Highclere Castle, mas na casa de leilões Bonhams, em Londres. Uma seleção de adereços, figurinos e peças icónicas da série britânica — e até um automóvel histórico — está em exibição gratuita até 16 de setembro, antes de ser vendida ao melhor licitante.

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Entre os destaques está o vestido de noiva de Lady Mary Crawley, usado por Michelle Dockery no casamento com Matthew (Dan Stevens). A peça em chiffon pêssego, com bordados de renda e cinto drapeado, é acompanhada de sapatos em cetim, tiara e véu em tule. O conjunto poderá render entre 3.000 e 5.000 libras, revertendo o valor para a instituição de solidariedade Together for Short Lives, que apoia crianças com doenças graves.

Diversos figurinos podem ser licitados e as receitas irão reverter a favor da instituição de solidariedade Together for Short Lives

O glamour de Lady Edith e a elegância da família Grantham

Outro figurino que promete dar que falar é o famoso vestido de pavão de Lady Edith (Laura Carmichael), exibido no primeiro episódio da quarta temporada, quando conhece Michael Gregson. Bordado com missangas em tons de turquesa, dourado e pérolas falsas, tem uma estimativa de venda entre 2.000 e 3.000 libras.

O vestido de Lady Mary

E se os vestidos são fascinantes, há uma peça que poderá acelerar corações de colecionadores: o carro da família Grantham, um Sunbeam Saloon de 1925, avaliado entre 25.000 e 35.000 libras.

O Carro da família Grantham está com um valor estimado entre as 25.000 £ e as 35.000 £

Relíquias de bastidores

O leilão inclui ainda objetos que os fãs da série reconhecerão de imediato, como a icónica parede dos sinos da sala dos criados e até um guião do primeiro episódio, assinado por parte do elenco, incluindo nomes como Maggie SmithHugh Bonneville e Samantha Bond. Este último poderá atingir um valor entre 600 e 800 libras.

Além dos vestidos e do carro também estão a leilão alguns objectos da produção

Um legado que continua

Downton Abbey estreou em 2010, prolongou-se por seis temporadas (não cinco, como alguns resumos referem), e deu origem a dois filmes de sucesso. O terceiro, intitulado Downton Abbey: The Grand Finale, estreia nos cinemas britânicos a 12 de setembro, prometendo encerrar em grande estilo a saga que conquistou fãs em todo o mundo.

Para Gareth Neame, produtor executivo da série, este leilão é mais do que uma venda:

“Estes itens icónicos fazem parte da história de Downton Abbey e agora vão contribuir para o trabalho vital de uma causa nobre.”

Os objetos podem ser vistos até 16 de setembro em Londres e já se encontram disponíveis para licitação online.

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Guillermo del Toro Reinventa o Clássico: Frankenstein Chega aos Cinemas em Outubro Antes da Estreia na Netflix

Guillermo del Toro concretiza finalmente um sonho antigo: levar a sua visão pessoal de Frankenstein para o grande ecrã. A Netflix confirmou que o filme terá estreia nos cinemas a 17 de outubro, em lançamento limitado, antes de chegar à plataforma de streaming a 7 de novembro.

Esta notícia surge como um alívio para os fãs do realizador mexicano, que temiam que o projeto fosse confinado apenas ao streaming. A aposta em dar-lhe uma passagem pelas salas mostra que estamos perante uma obra pensada também para a experiência coletiva do cinema.

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Um elenco de luxo para um clássico imortal

A adaptação reúne um elenco de peso: Jacob Elordi interpreta a Criatura, enquanto Oscar Isaac dá vida ao cientista Victor Frankenstein. Mia Goth surge como Elizabeth Lavenza e Christoph Waltz assume o papel de Dr. Pretorius, uma das figuras mais sombrias do mito.

A estes juntam-se ainda Felix Kammerer (A Oeste Nada de Novo), Lars Mikkelsen (Ahsoka), David Bradley (Harry Potter), Christian Convery (Sweet Tooth), Ralph Ineson (The WitchNosferatu) e Charles Dance (Game of Thrones).

O projeto de uma vida

Del Toro já tinha revelado, em 2023, no evento TUDUM da Netflix, que Frankenstein era o filme que sempre quis realizar:

“Queria fazer este filme antes mesmo de ter uma câmara”, confessou o cineasta, sublinhando o seu fascínio pela obra-prima de Mary Shelley, publicada em 1818.

A sua abordagem promete ser mais do que uma simples adaptação: será uma reflexão sobre a obsessão científica, o poder e a solidão da criatura que nunca pediu para existir.

Frankenstein no cinema: um mito em constante reinvenção

A história de Mary Shelley tem sido adaptada inúmeras vezes ao longo da história do cinema, e cada versão refletiu a sua época:

  • James Whale (1931) – Foi esta adaptação da Universal que imortalizou a imagem do monstro com a maquilhagem icónica de Boris Karloff, transformando Frankenstein num símbolo do cinema de terror clássico.
  • O Filho de Frankenstein (1939) e os sucessivos filmes da Universal expandiram o mito, mas também cristalizaram o monstro como figura da cultura pop.
  • Mary Shelley’s Frankenstein (1994) – Realizado e protagonizado por Kenneth Branagh, trouxe uma versão mais fiel ao romance, ainda que marcada por um tom melodramático.
  • Entre estas, surgiram leituras mais livres, desde o humor de Abbott and Costello Meet Frankenstein (1948) até versões modernas como Victor Frankenstein (2015).

Guillermo del Toro promete algo diferente: uma versão adulta, gótica e carregada de melancolia, que resgata a essência filosófica e trágica do livro de Shelley. Se Karloff definiu a imagem e Branagh tentou a fidelidade literária, Del Toro parece querer fundir o terror com poesia visual.

Terror gótico com assinatura de autor

Descrito como uma versão “classificada para maiores de 18 anos”, o filme promete não suavizar o lado mais sombrio da história. Sangue, tragédia e reflexão filosófica deverão marcar esta nova leitura, fiel ao espírito do romance original, mas com o toque visual exuberante e gótico que caracteriza o cinema de Del Toro.

Com Frankenstein, o realizador regressa ao território onde sempre brilhou: o cruzamento entre fantasia sombria, horror clássico e uma inesperada ternura pelas suas criaturas marginalizadas. Depois de A Forma da Água — que lhe valeu o Óscar de Melhor Filme —, a expectativa é que este novo projeto seja outro marco da sua carreira.

Uma estreia aguardada

Frankenstein estreia-se nos cinemas a 17 de outubro de 2025, com lançamento mundial na Netflix a partir de 7 de novembro. Para já, a Netflix divulgou também novos posters oficiais, reforçando o tom gótico e melancólico da obra.

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Preparem-se: este não será apenas mais um filme de monstros, mas sim a versão definitiva de um dos maiores mitos da literatura e do cinema e veja os Posters:

Ronja: A Filha do Ladrão regressa com mais magia, perigos e alianças improváveis

Depois do sucesso da primeira temporada, a floresta encantada volta a abrir caminho para novas aventuras: Ronja: A Filha do Ladrão estreia a sua segunda temporada no próximo 20 de agosto, às 22h10, no TVCine Edition e TVCine+.

Inspirada no clássico de Astrid Lindgren — a mesma autora de Pipi das Meias Altas — a série sueca conquistou famílias inteiras com a sua mistura de fantasia, inocência e dilemas muito humanos. Agora, a história de Ronja e do seu mundo mágico entra numa fase mais intensa e madura.

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Amizade proibida, escolhas difíceis

Na nova temporada, a amizade entre Ronja (Kerstin Linden) e Birk, filho do líder de um clã rival, cresce apesar das rivalidades que os separam. Quando a relação é descoberta, o choque entre famílias explode em fúria e consequências: Ronja é expulsa da fortaleza pelo próprio pai, Mattis, e parte para a floresta com Birk.

Entre criaturas míticas, caçadores implacáveis e soldados à espreita, os dois aprendem a sobreviver por conta própria, enfrentando não só os perigos da natureza como as lealdades familiares que os perseguem. No meio da tensão, surge a hipótese de algo impensável: uma aliança entre clãs rivais para resistirem a ameaças maiores.

Magia, drama e imagens de cortar a respiração

Visualmente deslumbrante, a série mantém as paisagens verdejantes e a atmosfera de conto de fadas que encantaram o público, mas dá agora um passo além: o enredo mergulha em temas de perda, coragem e reconciliação, com destaque para a relação de Ronja com a mãe, Lovis, que ganha maior profundidade dramática.

O elenco, para além de Kerstin Linden, conta ainda com Christopher Wagelin, Krista Kosonen, Johan Ulveson e Sverrir Gudnason, numa produção que promete conquistar tanto os mais novos como os adultos.

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Onde ver

Ronja: A Filha do Ladrão T2 estreia dia 20 de agosto, e os episódios seguintes chegam todas as quartas-feiras às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e TVCine+.

Gal Gadot recua nas declarações sobre o fracasso de Snow White: “Falei de um lugar emocional”

Depois da polémica em torno das suas declarações iniciais, Gal Gadot veio esclarecer a sua posição sobre o insucesso comercial de Snow White, uma das grandes apostas recentes da Disney que acabou por ter uma receção bem abaixo do esperado nas bilheteiras.

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Numa entrevista anterior, a atriz tinha atribuído parte da responsabilidade ao clima de pressão internacional sobre celebridades para se pronunciarem contra Israel, associando esse contexto ao desempenho do filme. As palavras não tardaram a gerar controvérsia, sobretudo pela leitura de que Gadot estaria a reduzir as razões do insucesso a um único fator político.

“Falei de um lugar emocional”

No domingo, através da sua conta de Instagram, a estrela israelita de Mulher-Maravilha procurou contextualizar melhor o que queria dizer.

“Quando o filme foi lançado, senti que os opositores de Israel estavam a julgar-me pessoalmente, quase de forma instintiva. Viram-me primeiro como israelita, não como atriz. Foi dessa perspetiva que falei na altura”, escreveu.

Ainda assim, Gadot reconheceu que as suas declarações iniciais foram feitas de forma demasiado emocional e simplista. Sublinhou que o desempenho de um filme no box office resulta de múltiplos fatores, desde decisões criativas até estratégias de marketing, e que seria incorreto apontar apenas pressões externas como explicação.

Snow White e os desafios da Disney

Snow White, nova versão em imagem real do clássico de 1937, tinha tudo para ser um sucesso de bilheteira: grande orçamento, forte campanha de marketing e um elenco de peso, com Gal Gadot no papel da Rainha Má e Rachel Zegler como Branca de Neve. No entanto, acabou por se tornar num dos maiores tropeções recentes da Disney.

As críticas dividiram-se, com especial incidência no tom da adaptação, nas escolhas de casting e nas opções narrativas. Para muitos analistas, mais do que pressões externas, foi o próprio desgaste da fórmula de remakes da Disney que pesou contra o filme.

Uma atriz entre dois mundos

Gal Gadot tem sido, nos últimos anos, uma das figuras mais reconhecidas e também mais polarizadoras de Hollywood. O sucesso estrondoso com Mulher-Maravilha colocou-a no topo da indústria, mas a sua condição de figura pública israelita torna inevitável que a sua carreira seja, muitas vezes, atravessada por leituras políticas.

Com esta clarificação, a atriz parece querer recentrar a discussão no essencial: Snow White falhou por várias razões, mas a sua carreira continua. E, como já provou, Gadot não foge às controvérsias — encara-as de frente.