Charlize Theron Criou a Cena Mais Emotiva de “A Velha Guarda 2” — E Mudou Tudo

No meio da ação imortal, um momento de dor e empatia tornou-se o coração do filme. E nasceu da mente de Charlize.

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Entre espadas, imortalidade e traumas antigos, há um gesto de redenção que se destaca.

A Velha Guarda 2, já disponível na Netflix, entrega-nos mais uma dose de ação estilizada, combates bem coreografados e dilemas existenciais entre guerreiros que não podem morrer. Mas há uma cena — inesperadamente emocional — que se tornou o momento mais marcante do filme. E, segundo a realizadora Victoria Mahoney, essa cena foi inteiramente ideia de Charlize Theron.


O reencontro com Quỳnh: culpa, dor e um espelho do passado

Na sequela, a imortal Andy (Theron) descobre que a sua antiga aliada e amiga Quỳnh (Veronica Ngô), que acreditava ter morrido, afinal está viva — e não só está viva, como agora faz parte da fação rival, liderada por Discourse (Uma Thurman).

Essa revelação mergulha Andy num turbilhão de emoções, incluindo culpa profunda por não a ter conseguido salvar. Num momento de flashback, somos transportados para a Idade Média, onde vemos Andy quase a matar um homem inocente— até ser travada por Quỳnh, que lhe diz:

“Isto não é quem tu és.”

Mais tarde, no presente, quando Quỳnh está prestes a detonar uma central nuclear, Andy confronta-a. E é Quỳnh quem devolve a frase:

“É agora que me dizes que isto não sou eu?”

Essa simetria emocional, que dá profundidade à relação entre as duas, foi criada por Charlize Theron durante as filmagens adicionais. A realizadora confirmou ao Business Insider:

“Foi tudo ideia da Charlize. O meu trabalho foi crescer a partir disso, honrar essa visão e expandi-la.”


Não são apenas guerreiras. São salvadoras uma da outra.

Victoria Mahoney destacou a importância de mostrar que Andy e Quỳnh não são apenas parceiras de combate, mas também guardiãs emocionais uma da outra.

“Não se trata só de lutar lado a lado, mas de se puxarem uma à outra para fora do lado negro.”

A beleza desta dinâmica é que vai além da ação. Toca em temas universais: o momento em que nos perdemos, a pessoa que nos segura, a culpa mal resolvida e a empatia que redime.


Quando os imortais são mais humanos do que nós

A realizadora quis que o público refletisse sobre quem são os “Andy e Quỳnh” das suas próprias vidas.

“Muita gente pode relacionar-se com a ideia de tocar no seu ‘eu mais sombrio’. E todos temos alguém que nos lembra: ‘Isso não és tu.’”

Charlize Theron, para além de ser produtora do filme, continua a demonstrar porque é uma das atrizes mais envolventes da sua geração: não só pela presença física, mas pela inteligência narrativa que traz aos seus papéis.

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E é isso que torna A Velha Guarda 2 mais do que um filme de ação. Torna-o, por breves momentos, um espelho da alma.

Charlize Theron vs. Uma Thurman: “A Velha Guarda 2” Já Está na Netflix e Promete Combates Imortais

A sequela do sucesso de 2020 chega com sangue novo, vingança antiga e mais ação do que nunca

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Elas voltaram. E desta vez, estão em lados opostos.

A Velha Guarda 2 já está disponível na Netflix e traz de volta Charlize Theron como Andy, a imortal guerreira com milénios de batalhas às costas — mas agora com um desafio inédito: enfrentar Uma Thurman. Sim, a lendária musa de Kill Bill e Pulp Fiction entra em cena como Discord, a primeira imortal de todas, e o confronto promete deixar estragos.

Depois do sucesso da primeira parte em 2020, baseada na banda desenhada de Greg Rucka, a Netflix apostou tudo nesta continuação que reforça o elenco e expande o universo dos imortais com estilo, violência bem coreografada e dilemas existenciais à altura da eternidade.


Velhos amigos, novas ameaças e feridas que não cicatrizam

Nesta nova aventura, Andy e o seu grupo de guerreiros imortais estão de volta, agora mais unidos e com esperança renovada na sua missão de proteger a humanidade. Mas a paz (como sempre) é curta.

Booker (Matthias Schoenaerts) continua em exílio após a traição do primeiro filme, enquanto Quynh (Veronica Ngô), recentemente libertada da prisão submersa, está sedenta de vingança. Tudo se complica quando uma nova ameaça — mais antiga do que se pensava — entra em cena: Discord, interpretada com carisma glacial por Uma Thurman.


Henry Golding entra para a equipa com mistério e estilo

A juntar-se à equipa está Henry Golding (Asiáticos Doidos e RicosSnake Eyes), no papel de Tuah, um aliado do passado que pode ser a chave para o maior mistério de todos: de onde vem, afinal, a imortalidade destes guerreiros?

Com o regresso de KiKi Layne, Marwan Kenzari, Luca Marinelli e Chiwetel Ejiofor, A Velha Guarda 2 aposta num equilíbrio entre personagens já queridos e novas dinâmicas que trazem sangue fresco — metaforicamente falando, claro, porque aqui ninguém morre facilmente.


Ação brutal, dilemas morais e imortalidade com consequências

Se o primeiro filme já misturava cenas de ação coreografadas com uma dose surpreendente de melancolia, esta sequela vai mais fundo nas questões de culpa, perda, lealdade e redenção. Ser imortal não é só uma vantagem em combate — é um peso difícil de carregar, especialmente quando as cicatrizes emocionais são mais profundas que qualquer ferida física.

Com realização dinâmica, visuais apurados e performances marcantes, A Velha Guarda 2 consegue manter o espírito do original enquanto aumenta a fasquia em todos os sentidos. E, sim, a luta entre Charlize Theron e Uma Thurman é tão épica quanto imaginávamos.

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Imortais, sim — mas ainda capazes de surpreender

A Netflix oferece-nos uma sequela sólida que não é apenas mais do mesmo. A Velha Guarda 2 expande o universo, introduz uma mitologia mais densa e prova que ainda há muito por explorar neste grupo de mercenários que vivem há séculos… e continuam a lutar por um mundo melhor.

Adeus, Mestre dos Sonhos: Segunda Temporada de “The Sandman” Chega à Netflix para um Último Ato Épico

Sonho regressa para encerrar a saga com deuses, monstros, mortais… e contas por saldar

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O Fim Está a Chegar — Mas Ainda Há Muito a Sonhar

The Sandman está de volta — e desta vez para dizer adeus. A Netflix estreou esta quinta-feira, 3 de julho, o Volume 1 da segunda e última temporada da série baseada na lendária banda desenhada criada por Neil Gaiman. Com seis novos episódios já disponíveis e mais cinco a caminho (Volume 2 estreia a 24 de julho), esta será a conclusão definitiva da jornada de Sonho, o enigmático Senhor dos Sonhos interpretado por Tom Sturridge.

A Última História de Sonho

Segundo o showrunner Allan Heinberg, o encerramento da série sempre esteve nos planos:

“A série The Sandman sempre esteve exclusivamente focada na história de Dream, e em 2022, quando analisámos o material restante dos comics, percebemos que só havia história suficiente para mais uma temporada.”

Em vez de esticar a narrativa (como tantas outras adaptações tentam fazer), a equipa optou por um final digno da obra original. E, pelas primeiras reações, este derradeiro arco promete ser tudo menos previsível.

Família, Falhas e Fantasmas do Passado

A nova temporada mergulha nas consequências diretas dos erros cometidos por Sonho. Após uma tensa reunião de família — e quando se fala em “família” aqui, falamos dos Eternos —, o protagonista vê-se confrontado com decisões impossíveis. Com o seu reino ameaçado, o mundo desperto em risco e velhas feridas a abrirem-se, Sonho parte numa jornada de redenção que o colocará frente a frente com inimigos antigos, aliados esquecidos… e os seus próprios fantasmas.

A Netflix destaca que Sonho terá de lidar com “deuses, monstros e mortais” — e que “a verdadeira absolvição pode ter um preço muito elevado”. Em The Sandman, nada é simples, e até os sonhos mais belos escondem pesadelos por resolver.

Uma Série de Culto que Desafiou o Impossível

Quando foi anunciada, adaptar The Sandman parecia uma missão suicida. As bandas desenhadas de Neil Gaiman são densas, poéticas, metafísicas. Durante anos, muitos tentaram (e falharam) levar a saga para o ecrã. Mas a Netflix conseguiu: com uma produção visualmente ambiciosa, respeito absoluto pelo material original e um elenco afinado, a série conquistou novos públicos e agradou aos fãs de longa data.

Agora, com esta segunda e última temporada, o objectivo é claro: terminar bem. Fechar os ciclos. Honrar a lenda.

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Prepare-se para Sonhar Uma Última Vez

Se ainda não viu o Volume 1, já está disponível na Netflix com seis episódios intensos e emocionalmente carregados. O Volume 2, com os cinco capítulos finais, estreia a 24 de julho — e promete respostas, confrontos e, quem sabe, alguma paz.

Mas atenção: no universo de The Sandman, até a paz tem um preço, veja aqui o resumo da primeira temporada.

“Atentados em Londres”: Nova Série da Netflix Revive o Horror de 7 de Julho com Imagens Inéditas e Relatos Chocantes

Documentário acompanha minuto a minuto a maior caça ao homem da história britânica — com testemunhos que nunca se ouviram até agora

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O Terror em Londres, 20 Anos Depois

A Netflix acaba de estrear Atentados em Londres: A Caça aos Bombistas do 7 de julho, uma série documental que mergulha nos dias mais sombrios da Grã-Bretanha recente. No ano em que se assinala o 20.º aniversário dos ataques de 2005, esta produção revisita os atentados suicidas no sistema de transportes londrino e a perseguição desesperada aos responsáveis, revelando novos ângulos, imagens inéditas e testemunhos de quem viveu o pesadelo de perto.

A 7 de julho de 2005, quatro cidadãos britânicos detonaram bombas no metro e num autocarro em Londres, matando 52 pessoas e ferindo mais de 700. Foi o maior ataque terrorista em solo britânico desde a Segunda Guerra Mundial. Mas o terror não ficou por aí: duas semanas depois, uma segunda tentativa de atentado — que falhou — lançou o país numa espiral de medo, desinformação e paranoia. A resposta das autoridades culminou com a morte de um homem inocente, Jean Charles de Menezes, baleado pela polícia no metro.

Testemunhos de Quem Esteve na Linha da Frente

A série, dividida em vários episódios, traz entrevistas exclusivas com sobreviventes, familiares das vítimas, polícias, membros do MI5, jornalistas, ativistas e até pessoas que conheciam os próprios bombistas. Entre os rostos mais marcantes, está a família de Jean Charles de Menezes, o eletricista brasileiro cuja morte trágica se tornou símbolo de erro policial e de um sistema sob enorme pressão.

Também participam o perito em explosivos que liderou a investigação, elementos da unidade de armas de fogo da polícia, e figuras de topo do governo e serviços secretos — incluindo o primeiro-ministro e o director do MI5 na altura dos acontecimentos.

Arquivo Inédito e Uma Pergunta Incontornável: Como é Que Isto Aconteceu?

Com imagens de arquivo nunca antes vistas e acesso a documentos até aqui confidenciais, a produção promete não só reconstruir os factos, mas também confrontar-nos com as falhas do sistema, a complexidade da radicalização e a fragilidade das instituições sob stress. Cada episódio avança cronologicamente, transportando o espectador para o centro dos acontecimentos, numa narrativa tensa e envolvente.

Segundo a própria Netflix, trata-se de uma série “cativante e envolvente que nos transporta minuto a minuto para os acontecimentos, seguindo as ondas de choque dos ataques e a caça aos responsáveis”. E deixa a pergunta no ar: como e porquê é que isto aconteceu?

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A Memória Como Advertência

Produzida pela equipa vencedora do BAFTA responsável por Gun No. 6 e 24 Hours in Police Custody, esta série não se limita a fazer história — obriga-nos a reflectir sobre as consequências da desinformação, do preconceito e das decisões tomadas em pânico. Vinte anos depois, Atentados em Londres é um poderoso lembrete de como o medo pode moldar políticas, destruir vidas… e alterar para sempre o curso de um país.

Final de “Squid Game” Deixa os Fãs em Choque com Participação Inesperada

O último episódio da série sul-coreana traz uma reviravolta e uma nova personagem… com um rosto bem conhecido de Hollywood

🎭 Squid Game despediu-se dos ecrãs — pelo menos por agora — com um final surpreendente que está a incendiar as redes sociais. A terceira temporada da série de sucesso da Netflix chegou a 27 de junho com seis novos episódios e, como seria de esperar, o último capítulo não poupou nas emoções… nem nas surpresas.

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Mas foi nos minutos finais que aconteceu o verdadeiro choque para os fãs: uma nova personagem entra em cena, vinda diretamente das ruas de Los Angeles — e é interpretada por uma das maiores estrelas de Hollywood. 😱

⚠️ Spoilers ligeiros a partir daqui — mas sem revelar detalhes-chave da trama.

Uma nova recrutadora, um novo jogo?

Depois do sangue, das alianças, das traições e dos dilemas morais levados ao limite, Squid Game fecha o pano com uma imagem carregada de simbolismo: alguém — aparentemente em desespero — está a ser abordado para jogar o já famoso jogo do ddakji.

Mas desta vez, o cenário não é Seul. É… Los Angeles. E quem está a recrutar não é o habitual Gong Yoo. É… ela. Uma atriz premiada, com um carisma absolutamente magnético, que surge de fato e gravata num beco californiano a repetir os mesmos gestos com que começou a história há três temporadas.

“Achámos que ter uma mulher como recrutadora seria mais dramático e intrigante”, explicou o criador Hwang Dong-hyuk ao Tudum, o site oficial da Netflix.

E acrescenta: “Precisávamos de alguém capaz de dominar o ecrã com apenas uma ou duas palavras — e foi exatamente isso que ela fez. Quem não gosta dela?”

Sim, estamos a falar de Cate Blanchett, vencedora de dois Óscares, e agora, aparentemente, parte do universo Squid Game.

Uma presença curta, mas poderosa

A participação é breve, mas absolutamente impactante. Segundo o criador, a ideia era criar um contraste e uma continuidade ao mesmo tempo: se Gong Yoo representava o lado coreano da organização, Blanchett aparece como o rosto internacional — e é difícil imaginar melhor escolha.

O próprio Front Man (Lee Byung-hun), personagem que sobreviveu às três temporadas, parece surpreendido quando a vê. A forma como a câmara a apresenta, a sua linguagem corporal e o famoso som do ddakji a bater no chão transformam uma simples cena numa promessa de que o jogo… pode estar longe de ter terminado.

E agora? Vai haver uma quarta temporada?

Oficialmente, a Netflix ainda não confirmou uma continuação. Mas com o sucesso global, a expansão para outras geografias e uma nova personagem misteriosa, tudo aponta para que este possa ser o início de um novo ciclo — talvez com uma escala mais global, mais perigosa… e ainda mais viciante.

Onde ver Squid Game?

As três temporadas de Squid Game estão disponíveis em exclusivo na Netflix em Portugal, no Brasil e em praticamente todos os mercados internacionais.

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Conclusão

Com uma reviravolta de última hora e uma participação surpresa digna de tapete vermelho, Squid Game provou mais uma vez que sabe jogar com as emoções e expectativas do público. E se esta for mesmo a despedida, é uma saída com estrondo. Mas se for apenas o começo de algo maior… então o mundo que se prepare. O jogo pode ter só começado.

Jude Law Quase Trocava Oscar por Baionetas: O Dia em Que Quase Entrou em The Patriot

🎬 E se Jude Law tivesse trocado a sua elegância britânica por um uniforme vermelho e um sotaque maníaco ao serviço do império? Por pouco isso não aconteceu. O galã de olhos claros que nos deu The Talented Mr. Ripley e Cold Mountainesteve mesmo perto de se juntar a Mel Gibson em The Patriot, o épico da Guerra da Independência realizado por Roland Emmerich. E, convenhamos, a história teria sido muito diferente…

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O Patriota com Sotaque de Oxford?

Em 2000, The Patriot era uma superprodução com cheiro a Oscar e sabor a pipoca. Mel Gibson estava no auge da carreira (antes de… bem, sabermos o que sabemos hoje) e foi pago uns estonteantes 25 milhões de dólares para liderar o filme como Benjamin Martin — uma espécie de Braveheart americano, agricultor de dia e máquina de vingança de noite. Do outro lado da barricada, como o infame coronel britânico William Tavington, entrou Jason Isaacs, hoje conhecido por muitos como Lucius Malfoy, mas que por pouco não ficou sem o papel.

Segundo o próprio Isaacs, numa entrevista recente ao Collider, a produção estava a aguardar resposta de… Jude Law. Sim, o eterno Dickie Greenleaf de Ripley tinha sido o primeiro nome a quem ofereceram o papel do vilão. Durante semanas, o estúdio esperou que Law se decidisse. E, só depois da bênção de Gibson, Law recusou. Isaacs entrou e, com uma gargalhada maquiavélica e muito bigode metafórico, tornou-se num dos vilões mais detestáveis do cinema da época.

O que teria acontecido se Law tivesse dito “sim”?

A pergunta é boa. The Patriot foi filmado antes de The Talented Mr. Ripley estrear e levar Jude Law à sua primeira nomeação ao Óscar. Na altura, era apenas uma aposta promissora, com o charme aristocrático e um talento dramático evidente, mas ainda não a estrela incontornável em que se tornou nos anos seguintes. A presença de Law no papel de Tavington teria provavelmente adicionado uma sofisticação sinistra à personagem. Mas também corria o risco de o colar a papéis de vilão europeu refinado ao serviço de heróis norte-americanos musculados — algo que poderia ter limitado a sua carreira criativa.

Ainda assim, há quem diga que teria sido um passo lógico. Afinal, Heath Ledger, outro actor em ascensão na altura, foi escolhido para interpretar Gabriel, o filho idealista de Mel Gibson. Imaginem só: Ledger e Law, lado a lado, a representar os dois lados de uma guerra — um com caracóis dourados e esperança no olhar, o outro com sotaque cortante e uma baioneta nas costas. Teria sido icónico? Possivelmente. Mas também teria afastado Law de papéis mais subtis e complexos.

Tudo acabou por correr bem (para quase todos)

Jason Isaacs agarrou o papel com unhas e dentes (e dentes afiados, já agora) e ofereceu-nos um vilão absolutamente detestável, como manda a tradição dos filmes de guerra de Hollywood. Jude Law, por sua vez, trocou a guerra de independência americana pela guerra civil americana em Cold Mountain, onde brilhou ao lado de Nicole Kidman e voltou a ser nomeado ao Óscar. E Mel Gibson… bem, o Mel Gibson dessa época já é outra história.

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The Patriot continua a ser visto como um dos grandes épicos do início dos anos 2000, ainda que recheado de licenças históricas e com um tom de bandeira ao vento. Mas agora sabemos que, num universo paralelo, esse vilão impiedoso podia ter sido Jude Law, com a sua beleza melancólica a fazer-nos duvidar de que lado deveríamos realmente estar.

O Patriota pode ser visto em streaming no Netflix e no Prime Video, e pode ser alugado no AppleTV

Netflix Entra no Mundo da Televisão Tradicional: Acordo com TF1 Revoluciona o Streaming em França 📺🇫🇷

O que parecia impensável há poucos anos acaba de se tornar realidade: a Netflix, símbolo máximo da revolução do streaming e da morte da televisão tradicional, vai começar a emitir canais lineares em direto — e logo em parceria com a TF1, o maior grupo de media comercial em França.

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O anúncio foi feito no Festival Cannes Lions, e marca uma viragem histórica para a gigante norte-americana, que até agora sempre se tinha recusado a seguir o modelo clássico da televisão por cabo. A partir do verão de 2026, os subscritores franceses da Netflix terão acesso não só a cinco canais da TF1 em direto, como a um impressionante catálogo de 30 mil horas de conteúdos on-demand da plataforma TF1+ — tudo através da interface da Netflix.

Da guerra ao casamento: o streaming junta-se à TV

Durante anos, o discurso da Netflix foi claro: o futuro era o on-demand. Mas à medida que o mercado se satura, as receitas de publicidade caem e as audiências fragmentam-se, o modelo linear começa a ganhar um novo fôlego. E é precisamente esse o cenário que levou à aproximação entre dois gigantes aparentemente rivais.

Para Greg Peters, co-CEO da Netflix, a lógica é clara: “Alguns públicos franceses já pensam em televisão como sendo Netflix.” Este acordo “é uma oportunidade de trabalharmos com a maior emissora do ecossistema mediático francês”.

Para o grupo TF1, que ainda alcança 58 milhões de telespectadores mensais com os seus canais e serve 35 milhões de utilizadores no TF1+, a aliança é um golpe de mestre. Como explicou o CEO Rodolphe Belmer, “à medida que os hábitos de visualização migram para o digital, esta parceria permite que o nosso conteúdo chegue a audiências inigualáveis — e abre novas portas para os anunciantes.”

O que muda na prática?

Este será o primeiro grande teste da Netflix no mundo da emissão linear ao vivo, com um cardápio recheado:

  • Séries populares como Brocéliande e Erica
  • Telenovelas e programas de grande audiência
  • Reality shows como The Voice
  • Eventos desportivos em direto

Ou seja, tudo o que antes seria inimaginável numa plataforma feita para ver “quando e como quiseres” passa agora a estar disponível também em tempo real. Uma verdadeira televisão dentro da Netflix — sem precisar de mudar de aplicação.

E depois de França?

O sucesso desta aliança poderá ditar o rumo de futuras parcerias noutros países. A Netflix já sinalizou que vai avaliar cuidadosamente os resultados deste teste em França antes de avançar para modelos semelhantes noutros territórios. E as emissoras tradicionais por esse mundo fora — muitas delas em apuros — estarão certamente atentas ao que aqui se joga.

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Para já, nenhum detalhe financeiro foi revelado, nem se sabe como serão partilhadas as receitas de subscrição e publicidade. Mas uma coisa é certa: esta jogada marca uma redefinição radical do que é (ou pode ser) uma plataforma de streaming em 2026.

“Porque Não Ganhaste um Óscar”: Robin Wright Revela a Verdade Crua Sobre House of Cards

Igualdade salarial? Só quando fores premiada — mesmo numa série “revolucionária”

Foi a série que mudou tudo. House of Cards não só lançou a Netflix para o mundo da produção de conteúdo original, como marcou o início de uma nova era para o streaming. Mas para Robin Wright, que protagonizou a série ao lado de Kevin Spacey, nem tudo foi revolução. Sobretudo no que toca ao salário.

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Durante o Festival de Televisão de Monte Carlo, a atriz revelou que teve de travar uma verdadeira batalha por igualdade salarial com o colega de elenco — e a resposta que recebeu dos produtores é digna de um episódio sombrio da própria série.

“Quando disse: ‘Acho que é justo [ganhar o mesmo que o Kevin Spacey], porque a minha personagem se tornou tão popular como a dele’, eles responderam literalmente: ‘Bem, não podemos pagar-te o mesmo enquanto atriz’”, contou Wright, citada pela Variety e pela Deadline.

A desculpa? Não tens um Óscar na estante

Robin Wright interpretava Claire Underwood, uma das personagens mais fascinantes da série, cuja ascensão ao poder foi tão impactante como a do próprio Frank Underwood. Mas, aparentemente, o impacto no ecrã não era suficiente para equilibrar os salários fora dele.

“Porque não ganhaste um Óscar”, foi a resposta que lhe deram.

Para contornar a situação sem, claro, pagar-lhe o mesmo, a proposta foi criativa: três salários diferentes — atriz, produtora executiva e realizadora de alguns episódios.

“Vamos dividir para igualar”, disseram-lhe. Uma frase que soa a justiça, mas que, no fundo, é um truque para evitar confrontar o verdadeiro problema.

Robin Wright reconhece que ficar zangada “não mudaria nada”. O protocolo — esse ente invisível que tudo justifica — continua a imperar.

“Se perguntarem: ‘Por que é que esta ou aquela atriz não recebeu o mesmo que o Will Smith?’, eles dizem: ‘Vai subir depois de ganhares [o Óscar]’.”

Nomeações? Isso não paga contas

A atriz mostrou-se pragmática ao relatar o absurdo da situação: nem uma nomeação servia de argumento para subir o salário. O mundo de Hollywood (e agora o do streaming) continua preso a critérios antiquados, onde o prestígio de uma estatueta dourada vale mais do que o sucesso da personagem, a popularidade da série ou o impacto cultural.

“Nomeação, nem tanto. O que é que isto tem a ver com receber um aumento?”, questionou com ironia.

A revolução foi só para alguns

House of Cards foi, sem dúvida, um marco na história da televisão — e uma aposta visionária de David Fincher, que lhe apresentou o projeto com entusiasmo: “Este será o futuro, será revolucionário”, disse-lhe.

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A revolução aconteceu, sim. Mas, como em tantas outras, nem todos ficaram do mesmo lado da barricada.

O regresso explosivo de Fast X aos tops de streaming 🌍💥

Com Jason Statham, Alan Ritchson e companhia, a saga continua a acelerar — até quando?

Fast X, a décima entrada da saga Velocidade Furiosa, pode ter deixado os críticos a torcer o nariz (56% no Rotten Tomatoes), mas isso não impediu o filme de conquistar o público — e agora também as plataformas de streaming. A longa-metragem, protagonizada por Jason Statham, Vin Diesel, Alan Ritchson e um elenco que parece um festival de superestrelas, está de volta aos holofotes graças à sua escalada meteórica nas tabelas de visualizações em todo o mundo.

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E não estamos a falar só dos mercados habituais. Fast X está entre os filmes mais vistos em territórios tão diversos como Hong Kong, Gana ou Moçambique. Nos Estados Unidos, está disponível na Starz, enquanto que internacionalmente domina nas vendas digitais do iTunes.

704 milhões de razões para continuar a saga

Com um orçamento gigantesco de 340 milhões de dólares, Fast X conseguiu arrecadar 704 milhões de bilheteira — o suficiente para evitar o desaire financeiro, mas longe dos números estratosféricos de capítulos anteriores. Ainda assim, o interesse não desapareceu. Pelo contrário: a presença constante da franquia no imaginário pop, aliada ao poder das suas estrelas, continua a garantir gasolina no depósito.

Alan Ritchson, o musculado protagonista da série Reacher, junta-se aqui à trupe explosiva da saga, reforçando a componente física e carismática que tantos fãs adoram. Já Jason Statham, no papel de Deckard Shaw, tem pouco tempo de ecrã, mas suficiente para garantir que regressa em força em Fast X: Part 2.

O crossover que os fãs pediram está a chegar?

Um dos momentos mais comentados de Fast X foi o regresso surpresa de Dwayne Johnson como Luke Hobbs na cena pós-créditos. A cena serve como pista para o que está para vir — nomeadamente a possibilidade de uma nova aliança entre Hobbs e Shaw. A tão falada sequela de Hobbs & Shaw continua envolta em mistério, mas esta aparição reacendeu as esperanças dos fãs.

Entretanto, o elenco de Fast X parece uma reunião de galácticos do cinema de acção: Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Brie Larson, Jason Momoa, Charlize Theron, John Cena, Helen Mirren, Nathalie Emmanuel, Tyrese Gibson, Ludacris e até Scott Eastwood. Uma autêntica parada de estrelas que eleva o caos controlado e os carros voadores a um nível quase mitológico.

E agora?

A segunda parte de Fast X, anunciada como a última entrada da saga principal (embora isso já tenha sido dito antes…), está prevista para 2026 e deverá reunir novamente Jason Statham e Dwayne Johnson num último sprint cheio de pancadaria, explosões e frases de efeito.

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Enquanto isso, Fast X está a fazer sucesso nas plataformas de streaming — provando que, mesmo com uma década de filmes às costas e um conceito que desafia as leis da física, a saga ainda tem combustível para queimar.

Dois documentários expõem os bastidores do desastre da OceanGate — mas deixam perguntas por responder 🌊🚢

A história da implosão do Titan continua a abalar — e pode não ter sido apenas um acidente

Quase dois anos depois do submersível Titan ter implodido numa missão à zona do Titanic, ceifando a vida de todos os cinco ocupantes, dois documentários lançados recentemente trazem novas revelações, suspeitas e, acima de tudo, dúvidas inquietantes.

Implosion, disponível na HBO Max e Discovery+, e Titan, agora em streaming na Netflix, traçam um retrato profundo e perturbador do que levou ao colapso da missão da OceanGate. E se antes havia a ideia de tragédia acidental, agora começa a formar-se um consenso desconfortável: isto pode ter sido evitado.

Stockton Rush: pioneiro ou imprudente?

Ambos os documentários apontam os holofotes para Stockton Rush, CEO da OceanGate, criador do Titan e piloto da fatídica viagem. Rush faleceu no desastre, ao lado de Paul-Henri Nargeolet, Hamish Harding, Shahzada Dawood e o filho deste, Suleman, de apenas 19 anos.

Em Titan, é possível perceber como, desde 2013, a OceanGate foi sendo afastada por engenheiros da Universidade de Washington e da Boeing, alarmados com o uso de materiais como fibra de carbono no casco do submersível — uma escolha controversa e sem precedentes no mergulho tripulado a grandes profundidades.

Alertas ignorados, dados escondidos

O que talvez mais assuste é o padrão recorrente: sinais de alerta ignorados, vozes silenciadas, riscos minimizados em nome da ambição.

  • Um protótipo do casco implodiu num teste.
  • Em 2018, o engenheiro David Lochridge alertou formalmente para falhas críticas no projeto. Foi processado pela OceanGate.
  • Em 2022, dados sonoros da missão “Dive 80” apontaram para rupturas internas. Ninguém agiu.

Em vez de trazer o submersível de volta a Everett para inspeção, a empresa deixou-o estacionado num parque em Newfoundland durante o inverno.

O som da tragédia

Num momento devastador do documentário Implosion, a esposa de Rush, Wendy Rush, é mostrada a monitorizar a comunicação com o sub na viagem fatal. Um estrondo abafado é audível. “O que foi esse barulho?”, pergunta.

Segundo os investigadores, esse som foi a implosão do Titan.

E se não foi acidente?

Os responsáveis pela investigação da Guarda Costeira dos EUA são categóricos: os dados indicam que o desastre não foi apenas falha técnica.

“O que temos aqui não é um acidente. É potencialmente um crime,” afirma Jason Neubauer.

“Ele sabia os riscos que estava a correr com o casco de fibra de carbono. Mas não contou a ninguém. Porque precisava do dinheiro”, reforça Thomas Whalen, também investigador da Guarda Costeira.

O que ainda falta saber?

  • relatório final da Guarda Costeira ainda não foi divulgado.
  • Não há, para já, acusações criminais formais.
  • Existem processos cíveis em andamento, como o pedido de indemnização de 50 milhões apresentado pela família de Nargeolet.
  • Não houve ainda uma declaração pública significativa por parte de Wendy Rush ou dos principais investidores da OceanGate.

Vale a pena ver ambos os documentários?

Sim — e por razões diferentes.

  • Titan oferece um olhar mais interno sobre a cultura da empresa e os conflitos de bastidores.
  • Implosion concentra-se mais na investigação e no impacto mediático e humano da tragédia.

Em conjunto, traçam um retrato complexo de ambição desmedida, silêncio institucional e consequências trágicas.

De Chefe de Gabinete a Presidente: Allison Janney chega finalmente ao topo em A Diplomata

A terceira temporada da série da Netflix estreia no outono — e sim, o reencontro com The West Wing é real

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Demorou duas décadas e uma mudança de série, mas Allison Janney está, finalmente, na Sala Oval. Depois de sete temporadas a dar ordens como C.J. Cregg em The West Wing, a actriz volta à política em A Diplomata, agora com um novo título: Presidente dos Estados Unidos.

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E como cereja no topo da tarte (de campanha), o “primeiro-cavalheiro” é interpretado por Bradley Whitford, outro veterano da mítica série criada por Aaron Sorkin. Se isto não é fan service de luxo, não sabemos o que é.


A terceira temporada promete… caos, conspirações e mais chá

O trailer da nova temporada foi revelado pela Netflix, confirmando o regresso da série para o outono, com oito episódios novinhos em folha e um xadrez político que nunca foi tão pessoal.

Kate Wyler (Keri Russell) está de volta, e se achavas que ela já tinha problemas suficientes, prepara-te:

  • O presidente morreu (pois…);
  • A nova presidente é ninguém menos que Grace Penn (Janney);
  • Hal Wyler (Rufus Sewell) pode estar acidentalmente envolvido na morte do presidente;
  • E Kate é agora a favorita à vice-presidência — um cargo que nunca pediu, mas que toda a gente parece querer ver-lhe atribuído.

Intriga palaciana em tempo de eleições

Criada por Debora Cahn (The West WingHomeland), A Diplomata mistura tensão geopolítica com drama conjugal, diplomacia internacional com tequilas mal bebidas e… uma amizade cada vez mais ambígua com o Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Austin Dennison (David Gyasi).

Na terceira temporada, Kate Wyler tem de enfrentar:

  • A sua própria ambição;
  • Uma presidente que ela acusou de conspiração terrorista;
  • Um marido manhoso que quer que ela seja vice-presidente;
  • E o espectro constante de perder o controlo de tudo — ou ganhar mais poder do que alguma vez quis.

Quarta temporada? Já tem luz verde 🚦

Antes mesmo da estreia da nova temporada, a Netflix já confirmou que A Diplomata terá uma quarta temporada. Porque, sejamos honestos, entre chávenas de porcelana e golpes de bastidores, ninguém quer que esta guerra de olhares e alianças termine tão cedo.


Um regresso político com sabor a nostalgia

Ver Allison Janney e Bradley Whitford juntos, outra vez em Washington (mesmo que fictício), é mais do que uma piscadela a The West Wing — é uma herança televisiva a ser respeitada, com uma boa dose de humor e ferocidade.

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Se Janney foi uma das melhores Chefe de Gabinete da história da televisão, agora prepara-se para mostrar como se lidera o mundo com classe e punho de ferro. Preparem o juramento — a Presidente chegou.

“Os Sobreviventes”: o mistério australiano que conquistou o top da Netflix 🌊🕵️‍♂️

Um melodrama familiar disfarçado de thriller policial? Sim — e está a dar que falar.

Chegou à Netflix no dia 6 de Junho e não precisou de muito tempo para se destacar: Os Sobreviventes, série australiana baseada no bestseller de Jane Harper, conquistou o topo do ranking da plataforma durante o fim de semana de estreia. Mas o que tem esta série de tão especial?

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Segundo o criador Tony Ayres, “é um melodrama familiar disfarçado de mistério policial” — uma combinação inusitada que está a prender o público ao ecrã episódio após episódio. E sim, há um cadáver na praia, segredos enterrados há muito e uma investigação policial. Mas no centro da narrativa está algo mais íntimo: a dor, o luto e a complexidade das relações humanas.

Fantasmas do passado numa vila costeira

Protagonizada por Charlie Vickers (The Rings of Power) e Yerin Ha, a série acompanha Kieran Elliott, um homem marcado por uma tragédia antiga que regressa à vila costeira de Evelyn Bay, acompanhado pela mulher e o filho. Quinze anos depois de ter fugido daquele lugar assombrado por memórias dolorosas, Kieran volta… mas as águas da baía continuam turvas.

Duas mortes por afogamento e o desaparecimento de uma jovem continuam sem explicação. Quando um novo homicídio agita a comunidade, a investigação reabre feridas antigas e ameaça revelar segredos que muitos preferiam manter enterrados.

Um drama íntimo com roupagem de crime

Apesar da aparência de thriller, Ayres insiste: o verdadeiro mistério não está apenas em descobrir quem matou quem, mas em desvendar as emoções soterradas entre pais e filhos, amigos de infância, casais marcados pela dor. “Um filho que quer o amor da mãe. Uma mãe que não o consegue dar porque o seu mundo pode desmoronar.” Eis o verdadeiro cerne da série, segundo o criador.

Os Sobreviventes mergulha profundamente em temas como culpa, perda, luto e redenção, e nas formas — por vezes desajeitadas — como tentamos dar sentido ao caos. O passado, esse espectro omnipresente, nunca é enterrado tão fundo quanto se pensa.

Do livro para o ecrã

A série adapta o romance homónimo de Jane Harper, autora já conhecida pelas suas histórias carregadas de tensão e paisagens intensas do interior australiano, como em The Dry (também adaptado ao cinema). Em Os Sobreviventes, o cenário muda para o litoral, mas a densidade emocional mantém-se. E não é por acaso que Evelyn Bay se torna quase uma personagem — com as suas praias traiçoeiras, falésias imponentes e silêncios desconfortáveis.

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Com apenas alguns dias no catálogo da Netflix, Os Sobreviventes já mostrou que é muito mais do que um típico policial. É um retrato atmosférico de como o passado molda o presente, envolto em suspense, mas com o coração na dor das pequenas grandes perdas.

Os Goonies Fizeram 40 Anos! E Eu Ainda Sei de Cor o Discurso do Mikey…

O clássico que envelheceu connosco… e que continua a ser obrigatório rever — com ou sem cabelos grisalhos

Pronto admito fui um grande fã e ainda sou.Há filmes que vemos uma vez e esquecemos. E depois há The Goonies.

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Passaram 40 anos desde que aquele grupo de miúdos desajeitados, corajosos e geniais embarcou numa das aventuras mais marcantes da história do cinema. Estreado em 1985, realizado por Richard Donner, com argumento de Chris Columbus e produzido por Steven Spielberg, The Goonies não foi apenas um filme — foi um ritual de passagem, uma cápsula de sonho, uma promessa de que a amizade e a coragem são as maiores riquezas de todas.

Neste 7 de Junho de 2025, celebrámos quatro décadas deste clássico e, sinceramente, não há palavras suficientes para descrever o quanto ele continua a significar para mim. Já com cabelos grisalhos e tantos anos de vida vividos, ainda hoje me emociono ao ouvir o Mikey a gritar “Goonies never say die!” — e revejo o filme sempre que posso, como quem visita um velho amigo.


🥹 Reunião de velhos amigos: tributos nas redes e reencontros emocionantes

Para assinalar o 40.º aniversário, vários membros do elenco partilharam mensagens nas redes sociais. Ke Huy Quan (o inesquecível Data) publicou o famoso discurso de Mikey no Instagram com a legenda: “Happy 40th my fellow Goonies!”. Já Sean Astin (Mikey) partilhou um conjunto de fotos dos bastidores do filme com a frase que se tornou lema de uma geração: “NEVER SAY DIE”.

Corey Feldman (Mouth), por sua vez, foi ainda mais longe: viajou até Astoria, no Oregon — a verdadeira cidade onde o filme foi gravado — com a namorada Adrien Skye, e publicou uma série de vídeos nostálgicos. Visitou os locais das filmagens, descobriu uma cópia em DVD numa loja local e até passou pela “possivelmente assombrada” Flavel House Museum (onde trabalhava o pai de Mikey no filme).

“WALKING AROUND THIS TOWN IS BLOWING MY MIND”, escreveu Feldman. “NUNCA VIVI NADA ASSIM POR NENHUM OUTRO FILME!”


🎥 Uma sequela no horizonte? O espírito Goonie continua vivo

Em abril deste ano, o elenco voltou a reunir-se na Awesome Con, onde participaram numa mesa redonda animada. A novidade? Está em desenvolvimento uma sequela oficial, com Steven Spielberg de volta ao leme e Chris Columbus a bordo no argumento.

Corey Feldman disse que “esperam que valha a pena”, enquanto Martha Plimpton (Steph) admitiu: “acho que os fãs vão ver The Goonies 2, estejamos nós lá ou não.”

E se a sequela acontecer mesmo, Ke Huy Quan já deixou claro que adoraria voltar a ser o Data: “É uma das perguntas que mais me fazem na vida. E sim, adorava que acontecesse.”

🌟 Homenagens a Ke Huy Quan e mais reencontros inesperados

Mas o reencontro mais tocante aconteceu em fevereiro, quando Quan recebeu a sua estrela no Passeio da Fama em Hollywood. Lá estavam Corey Feldman, Kerri Green (Andy), Jeff Cohen (Chunk) e Josh Brolin (Brand), prontos para o aplaudir de pé. Brolin até fez um discurso comovente: “Celebramos aqui tudo o que está certo nesta indústria.”

E nesse mesmo dia, mais um momento especial: no filme Love Hurts, Ke Huy Quan e Sean Astin voltaram a contracenar, quase como um aperitivo emocional para todos os que ainda sonham com The Goonies 2.


🇵🇹 Onde podes rever The Goonies em Portugal?

Felizmente, a nostalgia não está fora de alcance. Em Portugal, The Goonies está actualmente disponível para streaming nas plataformas Max e Netflix.

Para quem prefere ter uma cópia para sempre, o filme também está disponível para compra ou aluguer digital na Apple TVAmazonRakuten TV e YouTube Movies, com preços geralmente entre os 3,99 € e os 8,99 €.

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💭 40 anos depois… ainda somos todos Goonies

A beleza de The Goonies é essa: é um filme que não envelhece — apenas cresce connosco. E mesmo agora, com responsabilidades, rugas e contas para pagar, basta aquele mapa do tesouro, um grupo de amigos e uma boa dose de coragem para nos sentirmos outra vez como crianças a viver a maior aventura das nossas vidas.

Porque, no fim de contas… Goonies never say die. E eu também não.

Frankenstein com Coração? Mia Goth diz que Del Toro vai surpreender toda a gente ❤️⚡

A adaptação de Guillermo del Toro chega à Netflix em Novembro — e promete partir mais corações do que pescoços.

Podemos finalmente preparar-nos para ver Frankenstein com outros olhos. Não, o monstro não vai dançar nem cantar — mas ao que tudo indica, vai emocionar. Depois de mais de uma década a sonhar com este projeto, Guillermo del Toroestá prestes a lançar a sua tão aguardada adaptação do clássico de Mary Shelley… e segundo Mia Goth, o resultado vai surpreender até os fãs mais hardcore do terror gótico.

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“Acho que as pessoas vão ficar agradavelmente surpreendidas com a quantidade de coração que este filme tem”, revelou a actriz ao The Hollywood Reporter. E não é força de expressão: del Toro já confessou que este é talvez o filme mais pessoal que alguma vez fez.


Nada de sustos baratos: isto é sobre paternidade, identidade… e alma

Apesar de ser baseado numa das histórias mais famosas da literatura de terror, Guillermo del Toro insiste que não está a fazer um filme de terror. “Estou a fazer um filme emocional”, explicou o realizador. “É uma história sobre ser pai, ser filho… É muito pessoal.”

Del Toro afirma ainda que não está interessado em fazer um filme para assustar. Quer sim explorar as questões humanas por detrás da criatura: rejeição, pertença, solidão e amor — temas muito presentes nas suas obras anteriores, como O Labirinto do Fauno ou A Forma da Água.

Um elenco de luxo para um conto com alma

O filme, que estreia em Novembro na Netflix, passa-se na Europa de Leste do século XIX e segue o Dr. Pretorius (referência ao clássico dos anos 30?), que tenta reencontrar o monstro de Frankenstein, desaparecido há 40 anos, para continuar os seus experimentos.

No elenco estão nomes de peso:

  • Oscar Isaac
  • Jacob Elordi (no papel da criatura, após a saída de Andrew Garfield)
  • Christoph Waltz
  • Charles Dance
  • Ralph Ineson (num cameo essencial)
  • E claro, Mia Goth, que descreve o filme como “épico, emocional e profundamente pessoal”.

Del Toro voltou a colaborar com a Netflix depois de Pinóquio e da antologia Cabinet of Curiosities, cimentando esta parceria criativa.


Afinal… um Frankenstein como nunca vimos

Este não é um monstro de parafusos no pescoço. Segundo Mia Goth, o que distingue este Frankenstein de todas as versões anteriores é o coração. “O Guillermo ligou esta história às suas próprias experiências”, diz a actriz. “É um filme grandioso, mas profundamente íntimo.”

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E se há alguém capaz de dar alma a monstros, é Guillermo del Toro.

Ben Affleck e Matt Damon detêm… o Monstro das Bolachas?! 🍪🚓

Netflix celebra o evento Tudum com um vídeo hilariante que junta  The Rip e Rua Sésamo — e sim, há bolachas envolvidas

Ben Affleck e Matt Damon voltaram a juntar-se para um novo filme de polícias — The Rip — mas foi um vídeo especial lançado durante o evento Tudum da Netflix que roubou todas as atenções. Nele, os dois actores surgem caracterizados como os seus personagens do filme, agentes da polícia de Miami, a tentar deter… o Monstro das Bolachas, de Rua Sésamo.

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O vídeo, curto e bem-humorado, serve para promover duas grandes novidades da Netflix: o filme The Rip, que estreia a 16 de Janeiro de 2026, e a chegada de novos episódios de Rua Sésamo à plataforma, num acordo com a PBS que inclui 90 horas de conteúdos clássicos e estreias futuras.


Affleck e Damon, cookies e crime

No vídeo, o Monstro das Bolachas interrompe a cena policial com elogios aos actores (“Nice beard, Damon!”) e quebra a ilusão de forma deliciosa — literalmente. Trata-se de uma brincadeira entre duas propriedades muito diferentes, mas que acabam por se cruzar graças à versatilidade da Netflix.


The Rip: polícias, milhões e desconfiança

O filme propriamente dito, dirigido por Joe Carnahan (Smokin’ Aces), junta Affleck e Damon num thriller policial descrito como uma mistura de Heat e Training Day. O argumento gira em torno de uma equipa de polícias de Miami que descobre milhões em dinheiro num esconderijo degradado — e a partir daí, a confiança entre eles começa a desmoronar.

“À medida que forças externas descobrem o tamanho do achado, tudo é posto em causa — incluindo em quem se pode confiar”, revela a sinopse oficial da Netflix.

O elenco de apoio inclui nomes como Steven YeunTeyana TaylorKyle ChandlerScott Adkins e mais.


Um projecto da Artists Equity

The Rip é também uma aposta empresarial da dupla, produzida pela sua empresa Artists Equity, lançada em 2022. Foi esta produtora que esteve por trás de Air (2023), o filme sobre a origem dos ténis Air Jordan, nomeado para dois Globos de Ouro.

Além de The Rip, a Artists Equity tem também na calha Kiss of the Spider Woman, de Bill Condon, e The Accountant 2, com Affleck de novo como protagonista.

Entre tiros, bolachas e dragões (ok, ainda não há dragões, mas nunca se sabe), Affleck e Damon continuam imparáveisThe Rip promete trazer acção séria, enquanto o vídeo com o Monstro das Bolachas mostra que os dois ainda sabem rir de si próprios — e isso, por vezes, vale tanto como um Óscar.

“Stranger Things”: a batalha final começa — última temporada estreia em três partes ⚡🧨

A Netflix revelou as datas e o primeiro teaser da quinta e última temporada da série que redefiniu a cultura pop dos anos 80 (e não só)

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O fim está a chegar a Hawkins — e, desta vez, não haverá volta a dar. A Netflix confirmou durante o evento Tudum que a muito aguardada quinta temporada de Stranger Things será também a última… e virá dividida em três partes. Sim, o adeus aos nossos heróis será em prestações — mas parece que cada uma delas promete ser mais intensa do que a anterior.

Calendário do fim do mundo (de Hawkins)

A primeira parte da temporada final estreia-se a 27 de Novembro de 2025. A segunda chega logo a seguir, no dia 26 de Dezembro (prenda de Natal um pouco sombria, diga-se), e os episódios finais serão lançados no primeiro dia de 2026. Uma despedida com direito a fogo-de-artifício, monstros e muito synth-pop.

De acordo com a Netflix, os episódios estreiam-se ao mesmo tempo no mundo inteiro — mas convém verificar o fuso horário local. Afinal, não queres correr o risco de apanhar spoilers antes de tempo, pois não?


“Outono de 1987”: a última luta contra Vecna

A sinopse oficial partilhada no site Tudum leva-nos ao outono de 1987. Hawkins está a definhar com a abertura das Fendas, e os nossos protagonistas — Eleven, Mike, Will, Dustin, Lucas, Hopper e Joyce — unem forças uma última vez para enfrentar Vecna, o vilão que quase os destruiu.

“Mas como desapareceu, o seu paradeiro e os seus planos permanecem desconhecidos”, avisa a Netflix. Para complicar ainda mais a situação, o governo impõe quarentena militar à cidade e intensifica a perseguição à Eleven, forçando-a a voltar a esconder-se.

Enquanto isso, aproxima-se o aniversário do desaparecimento do Will — e com ele, regressa aquele velho sentimento de inquietação que todos os fãs conhecem. A escuridão está a chegar e promete ser mais letal do que nunca.

Um último grito de guerra em Hawkins

O teaser agora divulgado confirma o tom épico e emocional desta última jornada. A batalha final será travada por todos os sobreviventes — literalmente todos. O elenco original está de regresso:

Winona Ryder, David Harbour, Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin e Noah Schnapp prometem deixar tudo no campo de batalha sobrenatural que é Stranger Things.

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É o culminar de uma série que marcou uma geração, ressuscitou a estética dos anos 80 e nos deu um dos elencos mais adorados da televisão moderna. Depois disto, nada será igual — e, ao que tudo indica, também ninguém sairá incólume.

“Todos os jogos têm um fim”: a última temporada de Squid Game  já tem data de estreia… e promete sangue! 🩸🦑

A Netflix lançou o trailer final da série sul-coreana que se tornou fenómeno global — e prepara-nos para a batalha mais violenta até agora

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O fim está à vista. A Netflix confirmou que a terceira e última temporada de Squid Game — a série mais popular de sempre da plataforma — estreia-se a 27 de Junho. E não vem sozinha: há um novo trailer e uma promessa inquietante — todos os jogos têm um fim.


Gi-hun no limite: o regresso do Jogador 456

O novo trailer lançado no evento Tudum deixa claro que Gi-hun (Lee Jung-jae) está a entrar na fase mais sombria da sua jornada. Num ambiente de desespero absoluto, o Jogador 456 enfrenta decisões impossíveis e desafios letais. O jogo continua, mais cruel do que nunca, e a questão impõe-se: irá Gi-hun manter-se fiel a si mesmo ou ceder à pressão brutal do sistema?


Traições, VIPs e confrontos sangrentos

Para além do protagonista, os novos episódios trazem de volta o enigmático Front Man, que volta a receber os misteriosos VIPs sedentos de entretenimento macabro. Enquanto isso, o seu irmão, Jun-ho, continua determinado a encontrar a ilha secreta — sem saber que há um traidor entre os seus aliados.

Netflix garante que esta temporada será um verdadeiro teste de resistência para todos:

“A cada ronda, as escolhas dos jogadores tornam-se mais letais. O jogo não pode parar. Gi-hun terá de decidir até onde está disposto a ir, perante a ameaça de ser completamente desmoralizado pelo apresentador.”


O fim de um fenómeno global

Com milhões de fãs por todo o mundo, Squid Game tornou-se um símbolo da nova era do entretenimento global, misturando crítica social com suspense, violência estilizada e personagens intensamente humanas. Para o criador da série, Hwang Dong-hyuk, esta terceira temporada será sobre “o que o Gi-hun pode — e vai — fazer depois de todos os seus esforços falharem”.

Depois de duas temporadas a sobreviver num sistema sádico que transforma vidas em apostas, a pergunta final impõe-se: será possível vencer um jogo onde todas as regras estão contra nós?

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Wake Up Dead Man: Terceiro filme de Knives Out chega à Netflix em Dezembro — e promete ser o mais negro de todos ⚰️🔍

Benoit Blanc regressa para o seu “caso mais perigoso” num mistério com tons góticos e um elenco de luxo

Preparados para mais um crime impossível de resolver… excepto por Benoit Blanc? O detetive mais excêntrico do cinema contemporâneo — interpretado por Daniel Craig — regressa em grande estilo no terceiro capítulo da saga Knives Out, com estreia marcada na Netflix para 12 de Dezembro de 2025. O título? Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery. E se o nome soa sombrio, é porque esta história vai ser mesmo a mais negra de todas

Um caso mais sinistro, mais sombrio… e (espera-se) mais brilhante

Depois do clima satírico de Knives Out (2019) e do ambiente solarengo e luxuoso de Glass Onion (2022), Rian Johnsonmuda de tom. O próprio teaser já deixa antever uma atmosfera mais gótica, com tons de preto, prata e mistério, e uma narração que anuncia: “Este será o caso mais perigoso da minha vida.”

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O título do filme, Wake Up Dead Man, é uma referência directa à canção dos U2, o que reforça a ideia de uma história mergulhada em temas de morte, decadência e, claro, traição.

Elenco de luxo? Sempre — e melhor do que nunca

Como já é tradição na saga, o elenco parece ter saído directamente de uma gala dos Óscares. Ao lado de Daniel Craig teremos:

  • Glenn Close
  • Josh O’Connor
  • Kerry Washington
  • Mila Kunis
  • Jeremy Renner
  • Josh Brolin
  • Andrew Scott
  • Cailee Spaeny
  • Daryl McCormack
  • Thomas Haden Church

Nomes grandes e variados, perfeitos para um enredo onde todos têm algo a esconder — e onde todos são suspeitos até prova em contrário (e mesmo assim…).

Filmagens em Londres e segredo absoluto sobre a história

A produção decorreu em Londres durante o Verão de 2024, mas pouco se sabe sobre o enredo. Como sempre, Rian Johnson mantém a carta fora da manga. Sabemos apenas que Benoit Blanc irá enfrentar uma ameaça mais séria do que nunca — e que a investigação o levará para territórios bem mais sombrios do que os de aventuras anteriores.

Este será o terceiro filme do universo Knives Out e o segundo lançado pela Netflix, depois de a plataforma ter adquirido os direitos para duas sequelas por uns impressionantes 469 milhões de dólares.

Wake Up Dead Man não é apenas mais um mistério para Benoit Blanc. É uma afirmação clara de que o género policial clássico está mais vivo do que nunca — mesmo quando é sobre mortos. Com um tom mais negro, um elenco de primeira linha e a assinatura estilística de Rian Johnson, este poderá muito bem ser o episódio mais arrojado e impactante da série.

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A pergunta agora é: quem vai morrer? E, mais importante… porquê?

Afinal o Dr. House enganava-se… e muito! 👨‍⚕️💊

Estudo croata desmonta o génio da medicina televisiva e revela 77 erros em 177 episódios

Ele era brilhante, rude, viciado em analgésicos e tinha uma bengala. Mas acima de tudo, era um génio… ou não? Um grupo de médicos croatas decidiu pôr o Dr. House à prova — e os resultados não são propriamente dignos de uma carta de recomendação da Ordem dos Médicos.

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Segundo um artigo científico recente, a série House M.D. — que foi transmitida entre 2004 e 2012 e tornou Hugh Laurie uma estrela mundial — está repleta de imprecisões médicas. No total, os investigadores identificaram 77 erros ao longo dos 177 episódios. E nem a bengala foi poupada.

Diagnósticos brilhantes… ou só mesmo brilharetes?

A análise foi conduzida por Denis Cerimagic, professor da Universidade de Dubrovnik, e os neurologistas Goran Ivkic e Ervina Bilic — todos fãs confessos da série, o que só torna as críticas mais saborosas.

Os erros foram agrupados em cinco categorias, desde terminologia médica incorrecta a momentos que entraram directamente na categoria de “simplesmente estranho”. Entre os exemplos, estão o uso de termómetros de mercúrio (há muito proibidos), o tratamento de uma deficiência de vitamina B12 com uma única injecção, ou o clássico tropeço entre “ataque cardíaco” e “paragem cardíaca”, como se fossem sinónimos.

Ah, e aquela cena em que um neurologista faz uma colonoscopia? Pois. Também não passou.

A bengala de House: usada do lado errado (e não é piada)

Segundo os investigadores, a maior falha de todas está mesmo debaixo dos nossos olhos: a bengala usada por Gregory House é empunhada… do lado errado. O protocolo médico é simples — deve ser usada do lado oposto à perna afectada. Mas, por razões televisivas (ou de enquadramento dramático), Laurie optou por fazê-lo ao contrário. E foi assim durante oito temporadas.

“Compreendemos a decisão, é mais eficaz visualmente. Mas está clinicamente errado”, diz Cerimagic.

Ressonâncias em tempo recorde e médicos-detectives (literalmente)

A investigação aponta também a rapidez surreal com que certos exames laboratoriais são apresentados — como se um painel completo de toxinas levasse apenas duas horas a sair. Além disso, a série adorava mostrar médicos a invadir casas dos pacientes à procura de mofo ou venenos exóticos. Na vida real, não só seria ilegal como altamente improvável.

Sem falar da ética médica… ou da falta dela. Há episódios em que House larga diagnósticos letais como se estivesse a anunciar o menu do dia: “tumor cerebral, ela vai morrer”, diz, com a subtileza de uma porta de ferro.

Crítica com fins pedagógicos

Apesar das críticas, os investigadores não estão aqui para cancelar House M.D.. Pelo contrário. Afirmam que a série pode ser uma ferramenta útil no ensino médico — precisamente por conter tantos erros. Segundo Cerimagic, os episódios poderiam ser usados para treinar estudantes a identificar falhas clínicas, fomentar o trabalho em equipa e discutir abordagens diagnósticas realistas.

“Só profissionais médicos percebem estes erros”, diz o neurologista, notando que House M.D. está longe das barbaridades médicas que se viam na televisão de há 20 anos, quando se analisavam radiografias… ao contrário.

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House M.D. continua a ser uma das séries mais icónicas da televisão — mas o seu génio era, afinal, mais televisivo do que científico. Ainda assim, como objecto de entretenimento (e agora, de estudo académico), continua a ser fascinante. Porque, mesmo a errar, o Dr. House conseguia sempre entreter. E no fim, como ele próprio dizia: “Everybody lies”. Até a série, pelos vistos.

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O Clube do Crime das Quintas-Feiras junta estrelas veteranas para resolver homicídios… e matar o tédio

Netflix acaba de divulgar o primeiro trailer de O Clube do Crime das Quintas-Feiras, e só o elenco já dá vontade de puxar da lupa e do chá das cinco. Helen MirrenPierce BrosnanBen Kingsley e Celia Imrie formam um quarteto de reformados britânicos que, para combater o aborrecimento, dedica-se a resolver casos antigos de homicídio. E parece que a brincadeira vai tornar-se bem mais séria.

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Com estreia marcada para 28 de Agosto, o filme baseia-se no best-seller de Richard Osman, um verdadeiro fenómeno literário que já gerou duas sequelas — e uma terceira a caminho. Se o sucesso for o esperado, não faltarão crimes (e sarcasmo britânico) para mais capítulos.

Reformados sim, mas imparáveis

A premissa tem tanto de excêntrica como de irresistível: quatro idosos carismáticos, num lar para seniores, decidem usar o tempo livre para investigar homicídios arquivados. O passatempo ganha um novo fôlego quando, inesperadamente, se deparam com um crime verdadeiro — e as suas vidas ganham uma nova adrenalina.

“O Clube do Crime das Quintas-Feiras” promete misturar humor britânico afiado, mistério clássico e muito charme geriátrico, num tom que pisca o olho a quem cresceu a ver Murder, She Wrote, mas com produção moderna e elenco de luxo.

Uma realização com selo nostálgico

Ao leme está Chris Columbus, realizador de títulos inesquecíveis como Sozinho em CasaPapá Para Sempre e os dois primeiros Harry Potter. É a sua primeira longa-metragem como realizador desde Pixels (2015), e tudo indica que regressa em boa forma.

O elenco secundário reforça a aposta britânica, com nomes como David TennantJonathan PryceNaomi AckieDaniel MaysPaul Freeman e Richard E. Grant — uma verdadeira montra de talentos do teatro, cinema e televisão do Reino Unido.

Mistério com sotaque, elegância e um toque de loucura

Com a mistura de nomes sonantes, argumento literário de sucesso e realização com assinatura clássica, O Clube do Crime das Quintas-Feiras pode muito bem tornar-se um novo favorito da Netflix, especialmente junto de um público que valoriza histórias bem contadas, com personagens que não precisam de super-poderes para cativar.

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E sim, o título pode soar a chávena de porcelana e bolachas digestivas… mas há cadáveres e reviravoltas à espreita.