“O Último Destino: Descendência” — Terror de Sucesso Já Tem Estreia Marcada na HBO Max

🎬 Sexto filme da saga chega ao streaming a 1 de agosto e promete continuar a alimentar pesadelos com estilo

A morte não falha. Mas, pelos vistos, os subscritores da HBO Max não terão de pagar mais um cêntimo para a ver chegar com toda a fúria. “O Último Destino: Descendência”, o mais recente capítulo da clássica saga de terror, estreia-se a 1 de agosto na plataforma de streaming78 dias após a estreia nos cinemas — e chega sem custos adicionais para quem já subscreve o serviço.

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A Morte tem nova geração para caçar

Desde que a série de filmes Final Destination nos traumatizou com premonições mortais no virar do milénio, que milhões de espectadores passaram a encarar aviões, autoestradas, parques de diversões e… tudo o resto, com uma saudável dose de paranóia.

Depois de um hiato de 14 anos, “O Último Destino: Descendência” chega para provar que a fórmula continua afiada — ou mortalmente cortante. O novo filme apresenta Kaitlyn Santa Juana no papel de uma jovem universitária perseguida por um violento pesadelo que insiste em repetir-se. Ao regressar a casa, procura ajuda junto da avó, uma mulher misteriosa que escapou à Morte décadas antes e que poderá deter o segredo para quebrar o ciclo que ameaça exterminar toda a família.

A saga mais rentável (e criativa) da Morte

Estreado entre maio e junho de 2025, o sexto filme superou todas as expectativas, tornando-se o maior sucesso comercial da saga: com 285 milhões de dólares de receita mundial, é já o 12.º maior sucesso de bilheteira do ano.

E se tivermos em conta o orçamento de apenas 50 milhões de dólares, seria difícil encontrar outra produção com retorno tão eficiente em 2025. Tudo isto sem nomes de peso no elenco — um feito que prova a força da marca e da sua legião de fãs, sempre prontos a serem surpreendidos por novas e imaginativas formas de a Morte fazer o seu trabalho.

O regresso da fórmula (im)parável

Com base no mesmo princípio que tornou a saga um sucesso — alguém escapa a uma tragédia por premonição, só para descobrir que a Morte tem um plano — Descendência renova o universo da série com elementos de legado familiar, superstição antiga e um toque mais íntimo, sem perder o prazer perverso das suas coreografias fatais.

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Preparem-se para mais acidentes em cadeia, olhares paranoicos para objectos inofensivos e a certeza de que ninguém escapa.

Micheal Ward, Revelação de “Top Boy” e “Império da Luz”, Acusado de Violação pela Polícia Britânica

Vencedor de um BAFTA e aclamado como uma das grandes promessas da representação britânica, o ator enfrenta acusações graves e irá a tribunal em agosto.

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A notícia caiu como uma bomba no panorama cultural britânico. Micheal Ward, conhecido pelas suas prestações em Top BoySmall Axe e Império da Luz, foi formalmente acusado de duas violações e três agressões sexuais. Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, os crimes alegadamente ocorreram em janeiro de 2023 e envolvem uma única vítima. A acusação surge após uma “revisão cuidadosa dos indícios”, e o ator, de 27 anos, deverá comparecer em tribunal a 28 de agosto.

Uma carreira em ascensão… e agora em risco

Micheal Ward não é um nome qualquer na nova geração de intérpretes britânicos. Em 2020, venceu o BAFTA de Estrela em Ascensão, e um ano depois voltou a ser nomeado, desta vez nas categorias televisivas, como Melhor Ator Secundário pela sua participação em Small Axe, a poderosa minissérie de Steve McQueen que retrata as comunidades afro-caribenhas em Londres entre os anos 60 e 80.

O reconhecimento do seu talento foi crescendo a ritmo meteórico. Estreou-se no cinema com Blue Story (2018), mas foi com Top Boy, a série de culto da Netflix, que se afirmou como uma presença magnética no ecrã, destacando-se nas temporadas 3 e 4 (2019-2022).

O papel ao lado de Olivia Colman em “Império da Luz”

Em 2022, Ward conquistou um novo patamar de visibilidade ao protagonizar Empire of Light (Império da Luz, em Portugal), realizado por Sam Mendes. Contracenando com Olivia Colman, o ator deu corpo a uma história sensível sobre amor, racismo e saúde mental nos anos 80, num cinema decadente à beira-mar. O papel valeu-lhe nova nomeação ao BAFTA e consolidou a sua posição enquanto um dos intérpretes mais promissores da indústria.

De Cannes para o banco dos réus

O timing do escândalo não poderia ser mais dramático. Ward esteve recentemente presente no Festival de Cannes, onde integrou o elenco de Eddington, o aguardado novo filme de Ari Aster, ao lado de nomes como Joaquin PhoenixPedro PascalAustin Butler e Emma Stone. O filme já estreou nos Estados Unidos e chega aos cinemas portugueses a 21 de agosto, uma semana antes do ator enfrentar a justiça britânica.

A sombra que ameaça um futuro brilhante

As acusações contra Micheal Ward surgem num momento de ascensão imponente da sua carreira. A gravidade dos crimes de que é acusado pode ter repercussões profundas, tanto no plano judicial como na sua relação com os estúdios, as distribuidoras e o público. Ainda não é claro se os estúdios envolvidos em Eddington tomarão medidas, nem se haverá alterações nos planos promocionais para o mercado europeu.

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Importa sublinhar que, até decisão judicial, Ward goza do princípio da presunção de inocência. No entanto, estas acusações colocam um ponto de interrogação inquietante sobre o futuro de uma carreira que parecia, até agora, imparável.

Scott Eastwood e Sylvester Stallone em Alta Tensão: “Alarum: Código Mortal” Chega aos Cinemas a 7 de Agosto

Quando o passado não fica enterrado, a luta pela sobrevivência começa… com tudo a arder.

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Preparem-se para um verão escaldante nas salas de cinema! A partir de 7 de agosto, estreia Alarum: Código Mortal, um thriller explosivo protagonizado por Scott EastwoodSylvester Stallone e Willa Fitzgerald, que promete transformar cada minuto numa corrida contra o tempo — e contra todo o tipo de inimigos, incluindo os fantasmas do passado.

Quando os ex-agentes se apaixonam… e a CIA não perdoa

Joe (Eastwood) e Lara (Fitzgerald) pensavam ter deixado para trás as suas vidas como assassinos ao serviço de agências secretas. Escondidos num refúgio romântico, tudo muda quando assistem à queda de um avião e, entre os destroços, encontram uma pen drive com dados ultrassensíveis. A partir desse momento, começa uma perseguição letal por parte de governos, mercenários e até antigos colegas de profissão.

Entre os caçadores está Chester (Sylvester Stallone), um veterano agente da CIA que tem apenas uma missão: eliminar qualquer rasto de informação… incluindo quem a transporta. O filme transforma-se rapidamente num jogo de sobrevivência global, onde a confiança é uma moeda perigosa e as alianças duram o tempo de um disparo.

O regresso de Stallone aos thrillers de espionagem

Depois de dar corpo a ícones como Rocky e Rambo, Sylvester Stallone regressa em grande estilo ao género que ajudou a moldar. Em Alarum: Código Mortal, o ator norte-americano incorpora um antagonista duro, impiedoso, mas com um código de honra próprio. Já Scott Eastwood, herdeiro da lenda Clint Eastwood, volta a demonstrar por que razão é um dos nomes fortes da ação contemporânea.

O elenco conta ainda com Mike Colter (Luke CageMissão de Resgate), garantindo que a tensão se mantém sempre em níveis elevados — e que os confrontos são tudo menos previsíveis.

Realismo, adrenalina e conspiração em alta dose

Com um argumento centrado na manipulação governamental e nas zonas cinzentas do mundo da espionagem, o filme cruza ação intensa, perseguições alucinantes e dilemas morais, numa produção de ritmo implacável. A realização aposta num realismo cru e numa narrativa envolvente, que coloca o espectador no centro do conflito — onde ninguém está realmente a salvo.

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Para os fãs de thrillers de espionagem e ação musculada, Alarum: Código Mortal promete ser um dos filmes mais adrenalínicos deste verão.

📅 Estreia: 7 de agosto

Spinal Tap 2 Já Tem Trailer — e Traz Paul McCartney e Elton John Para o Palco Mais Barulhento do Mundo 🤘

Mais de 40 anos depois, a banda mais fictícia (e hilariante) do heavy metal está de volta. E desta vez, não vêm sozinhos.

🎸 A San Diego Comic-Con 2025 começou com decibéis bem elevados: o primeiro trailer oficial de Spinal Tap 2 foi revelado no painel de realizadores e trouxe consigo duas lendas da música real — Paul McCartney e Elton John — que se juntam à lendária banda fictícia nesta nova e esperada sequela.

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O realizador Rob Reiner, que regressa também no papel do cineasta Marty DiBergi, apresentou o trailer num momento que rapidamente se tornou viral. E sim, This is Spinal Tap volta a subir o volume… para além do 11.

O regresso da banda que nunca se foi

O trailer arranca com um flashback do filme original, lançado em 1984, e que se tornou num clássico absoluto do humor musical. Logo de seguida, vemos Paul McCartney a falar sobre uma possível reunião, deixando claro que esta sequela não é apenas uma sátira – é também uma carta de amor ao rock.

As imagens reveladas mostram os membros da Spinal Tap a reencontrarem-se 40 anos depois. O tempo passou, os egos não diminuíram, e o merchandising parece ainda mais confuso que antes. Mas há uma certeza: estão de volta para um último (e possivelmente épico) concerto.

Entre ensaios de fotos, reuniões desastrosas e ajustes técnicos com amplificadores que continuam a ir até 11, a banda prepara-se para o que promete ser o concerto mais caótico e glorioso da sua carreira fictícia.

Elton John no palco. Sim, leste bem.

O trailer termina com imagens bombásticas do espectáculo, onde se destaca a presença de Elton John, ao piano, a partilhar o palco com os Tap. Um momento tão improvável quanto absolutamente perfeito para um filme que sempre viveu no limbo entre realidade e delírio musical.

Um clássico do “mockumentário”

Para quem não conhece o original (shame on you!), This is Spinal Tap é um dos filmes fundadores do género “mockumentary” — documentários fictícios em tom satírico. Acompanhava a digressão nos EUA de uma banda britânica de heavy metal cujos desastres em palco (e fora dele) são tão hilariantes quanto absurdos. O filme tornou-se objeto de culto, especialmente entre músicos e fãs de rock que reconheciam nas personagens muitas verdades escondidas sob o exagero.

Estreia marcada para setembro

Com estreia confirmada nos EUA a 12 de setembroSpinal Tap 2 junta-se à lista de regressos improváveis e altamente desejados em Hollywood. Ainda sem data de estreia para Portugal, o mais certo é que aterre nos nossos cinemas pouco tempo depois — com sorte, com som surround a fazer tremer as cadeiras.

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Este será o último concerto? A última digressão? O fim da banda mais desafinada da história? Só o tempo (e os decibéis) dirão. Mas uma coisa é certa: ninguém satiriza o rock como a Spinal Tap.

Elon Musk vai chegar ao cinema – e já há ator escolhido para o interpretar

Ike Barinholtz, estrela de “The Studio”, foi escolhido para dar vida ao controverso bilionário Elon Musk no novo filme de Luca Guadagnino.

🚀 De Sal Saperstein a Elon Musk: a carreira de Ike Barinholtz está prestes a entrar em órbita. Conhecido até há pouco tempo como um rosto secundário da comédia televisiva norte-americana, o ator e argumentista viu a sua carreira dar um salto gigantesco com o sucesso da série The Studio, da Apple TV+, e prepara-se agora para aquele que será, sem dúvida, o papel mais mediático da sua vida: Elon Musk no cinema.

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O filme chama-se “Artificial” e é realizado por Luca Guadagnino, o cineasta italiano que nos trouxe obras como Chama-me Pelo Teu Nome e Challengers. O projecto está a ser desenvolvido para a Amazon MGM Studios e, embora envolto em secretismo, sabe-se que será uma comédia dramática centrada no mundo da Inteligência Artificial — nomeadamente os bastidores da revolução tecnológica mais polémica dos últimos anos.

Musk, Altman e o caos de 2023

De acordo com a imprensa especializada de Hollywood, Artificial poderá focar-se nos acontecimentos em torno da OpenAI em 2023, quando Sam Altman, co-fundador e CEO, foi afastado e recontratado num curto espaço de dias, gerando um verdadeiro motim entre os colaboradores da empresa. Elon Musk, também ele um dos fundadores da OpenAI, poderá ter um papel decisivo na narrativa — e agora já sabemos quem o interpretará.

Barinholtz, de 48 anos, não é um nome que associamos imediatamente a dramas biográficos, mas a escolha parece acertada para um filme que promete combinar humor, crítica social e uma dose de absurdo tecnológico, marca registada de Guadagnino nos seus projectos mais recentes.

Elenco de luxo

A acompanhar Barinholtz estará um elenco recheado de talento reconhecido pela Academia. Confirmados estão Andrew Garfield (nomeado ao Óscar por Tick, Tick… Boom! e Até ao Último Homem) e Yura Borisov, revelação em Anora, um dos filmes sensação de Cannes este ano.

Também em negociações está Monica Barbaro, que brilhou recentemente em A Complete Unknown. Já garantidos no elenco estão ainda Cooper Koch, conhecido por Monstros: A História de Lyle e Erik Menendez, e Cooper Hoffman, filho do saudoso Philip Seymour Hoffman e revelação em Licorice Pizza.

Um filme sobre IA que promete gerar polémica

A escolha de Elon Musk como figura central — numa altura em que o bilionário acumula polémicas tanto como inovações — torna este projecto particularmente apetecível. O facto de Artificial surgir pelas mãos de Guadagnino, um realizador com talento para cruzar intimismo com grande escala emocional, deixa antever uma abordagem tão elegante quanto provocadora.

Não é todos os dias que vemos um filme de prestígio abordar directamente as figuras mais influentes (e divisivas) da tecnologia contemporânea. E será fascinante ver como Ike Barinholtz — vindo do humor ácido e da sátira televisiva — se adapta ao perfil de um dos homens mais poderosos e enigmáticos da era moderna.

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A estreia ainda não tem data oficial, mas com rodagem prevista para o final de 2025, é de esperar que Artificial se torne um dos títulos a ter em conta na época de prémios seguinte.

Bertrand Cantat volta a ser investigado após documentário da Netflix expor novos testemunhos

Ex-vocalista dos Noir Désir, condenado pela morte de Marie Trintignant, está novamente sob escrutínio pelas circunstâncias da morte da ex-mulher Krisztina Rady.

O nome de Bertrand Cantat, outrora sinónimo de culto no rock francês, volta a ser manchete pelos piores motivos. O Ministério Público de Bordéus anunciou a reabertura de uma investigação criminal sobre alegados actos de violência cometidos pelo cantor contra a sua ex-mulher, Krisztina Rady, antes do seu suicídio em 2010.

A decisão surge na sequência do documentário “De Rockstar a Assassino”, lançado pela Netflix, que relança o debate em torno do comportamento de Cantat e traz à luz testemunhos inéditos que não constam dos quatro processos já arquivados relacionados com a morte de Rady.

Do estrelato à prisão

Bertrand Cantat foi condenado em 2003 pela morte da actriz Marie Trintignant, filha de Jean-Louis Trintignant, após um episódio de violência em Vilnius, na Lituânia. O caso teve forte repercussão internacional e resultou numa pena de oito anos de prisão, da qual cumpriu apenas quatro, tendo sido libertado em 2007.

O cantor tentou regressar à vida pública em 2010, ano em que lançou um novo álbum com a banda Détroit e regressou aos palcos. Mas o seu regresso nunca deixou de ser controverso: digressões canceladas, protestos feministas e uma relação tensa com os media foram constantes nos anos seguintes.

Um novo elemento: a voz de uma enfermeira

A nova investigação foca-se na morte de Krisztina Rady, ex-companheira de Cantat, encontrada enforcada na sua casa, em Bordéus, em janeiro de 2010. Na altura, a morte foi considerada suicídio, mas Yael Mellul, ex-advogada do companheiro de Rady e presidente da associação Femme et Libre, sempre defendeu que existiam indícios de violência doméstica que não foram devidamente considerados.

No documentário da Netflix, uma enfermeira anónima relata que Rady foi atendida nas urgências com lesões graves, incluindo descolamento do couro cabeludo, após uma “discussão violenta” com Cantat. Terá sido após o seu regresso da prisão na Lituânia, quando voltou a viver com a ex-mulher.

Também se recorda uma mensagem de voz deixada por Rady aos pais, citada no livro de investigação “Bertrand Cantat, Marie Trintignant: L’Amour à Mort”, onde descrevia a convivência com Cantat como “um pesadelo que ele chama de amor”.

Reacção e polémica permanente

A reabertura do processo é vista como uma mudança de postura das autoridades francesas, que anteriormente encerraram todos os inquéritos sem apresentar acusações. Mellul afirma ter ainda novas provas, que serão entregues em breve ao Ministério Público.

Cantat, por sua vez, tem mantido uma postura pública defensiva. Em concertos, chegou a atacar os jornalistas que o criticam. Em 2018, enfrentou gritos de “assassino” em várias cidades francesas, o que o levou a cancelar parte da digressão. Projectos posteriores com envolvimento artístico também geraram protestos.

Ainda assim, o cantor continua activo: lançou um novo álbum com os Détroit em dezembro passado, mantendo um grupo fiel de seguidores, apesar da crescente contestação social e mediática.

Entre o génio e a tragédia

A trajectória de Bertrand Cantat é hoje o exemplo extremo do que significa separar — ou não — o artista da sua vida pessoal. A sua contribuição para a música francesa é inegável, mas o seu passado violento e as consequências trágicas continuam a levantar perguntas que nem o tempo nem a arte parecem conseguir calar.

Portugal em Caracas: Filme de Rodrigo Areias Nomeado para os Prémios da Academia de Cinema da Venezuela 🎬

“O Pior Homem de Londres”, protagonizado por Albano Jerónimo, continua a somar reconhecimento internacional.

O cinema português volta a marcar presença lá fora, desta vez na Venezuela: “O Pior Homem de Londres”, de Rodrigo Areias, está nomeado na categoria de Melhor Filme Iberoamericano nos prestigiados Prémios Soto, atribuídos pela Academia de Cinema da Venezuela. A cerimónia realiza-se já no próximo dia 12 de agosto, no Centro Cultural Chacao, em Caracas.

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Esta distinção internacional surge poucos meses depois de a obra ter conquistado quatro Prémios Sophia em Portugal, incluindo o galardão de Melhor Ator Principal, entregue a Albano Jerónimo, e confirma a força de um filme que soube mergulhar na História com uma abordagem visual e narrativa de grande ambição.

Um vilão com sotaque britânico… nascido no Porto

Ambientado no século XIX, “O Pior Homem de Londres” leva-nos ao mundo obscuro da diplomacia e do colonialismo. A personagem central, interpretada por Albano Jerónimo, é Charles Augustus Howell, um negociante de arte de reputação duvidosa, nascido no Porto, que vagueia pelas zonas cinzentas da moral e do poder entre Portugal e Inglaterra.

Não faltam no filme os ambientes densos, os interiores austeros e os jogos de sombra que tanto agradam ao realizador Rodrigo Areias — que já nos habituou a um cinema de autor com identidade própria, capaz de cruzar história, estética e crítica social.

Um filme português entre gigantes ibero-americanos

Na corrida à estatueta venezuelana, “O Pior Homem de Londres” compete com títulos de peso da cinematografia ibero-americana: “O Eco” (México), “O Bolero de Rúben” (Colômbia), “O 47” (Espanha), “Chuzalongo” (Equador), “Ainda Estou Aqui” (Brasil), “Rita” (Guatemala), “Tumbadores” (Panamá), “O Tubarão” (República Dominicana) e “A Fabulosa Máquina de Colher Ouro” (Chile).

A candidatura do filme português foi submetida pela Academia Portuguesa de Cinema, como forma de reforçar a visibilidade internacional da produção nacional.

Uma carreira com fôlego europeu (e agora latino-americano)

O filme teve a sua estreia mundial em janeiro de 2023, no Festival de Cinema de Roterdão, Países Baixos — uma plataforma cada vez mais relevante para o cinema autoral europeu. Em abril deste ano, brilhou também nos Prémios Sophia, com quatro distinções técnicas e artísticas, nomeadamente Melhor Guarda-Roupa (Susana Abreu), Direção de Arte (Ricardo Preto), Maquilhagem e Cabelos (Bárbara Brandão e Natália Bogalho), e claro, o já referido prémio para Melhor Ator Principal.

Agora, com esta nomeação nos Prémios Soto“O Pior Homem de Londres” afirma-se como um dos filmes portugueses mais destacados da atualidade, conquistando terreno num mercado latino-americano cada vez mais atento à produção europeia.

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Veremos se no dia 12 de agosto, em Caracas, o cinema português volta a subir ao palco — desta vez com sotaque venezuelano e alma portuense.

A Nova Guerra das Estrelas em Hollywood: Paramount Vendida à Skydance Após Compromissos com Governo Trump

O estúdio de “Missão Impossível”, “Transformers” e “Star Trek” muda de mãos num acordo de 8 mil milhões de dólares que levanta sérias questões sobre liberdade editorial e pressão política.

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Foi aprovado: a Skydance, produtora responsável por títulos como Top Gun: Maverick, vai comprar a Paramount Global, um dos maiores estúdios de Hollywood, num negócio avaliado em 8 mil milhões de dólares (cerca de 6,8 mil milhões de euros). A decisão foi validada esta quinta-feira pela Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA — mas a polémica está longe de terminar.

A autorização só foi concedida depois da Skydance assinar um compromisso por escrito com o governo norte-americano, garantindo que a programação da nova empresa respeitará as diretrizes do executivo de Donald Trump, nomeadamente a rejeição explícita de conteúdos que promovam a diversidade, a equidade e a inclusão de forma activa. Em troca, a FCC garantiu luz verde à fusão — uma manobra que levanta dúvidas profundas sobre independência editorial e interferência política na cultura pop.

A queda de Colbert e o silêncio da CBS

O momento da decisão deixou muitos observadores políticos e culturais em alerta, especialmente porque surge poucos dias após o anúncio do cancelamento do programa “The Late Show” com Stephen Colbert, um dos críticos mais duros de Trump na televisão americana.

Segundo a CBS, canal pertencente à Paramount, trata-se de uma “decisão puramente financeira”, mas o contexto levanta suspeitas: o anúncio surgiu apenas três dias depois de Colbert criticar no ar o acordo de 16 milhões de dólarescelebrado entre a Paramount e Trump, chamando-lhe “um grande suborno”.

Colbert, que assumiu o programa em 2015 após a saída de David Letterman, tem sido uma voz vocal contra Trump e as suas políticas. O antigo presidente não perdeu tempo a celebrar o cancelamento na sua rede Truth Social: “Adoro que tenham demitido o Colbert. O seu talento era ainda menor que os seus índices de audiência.”

senadora democrata Elizabeth Warren foi uma das vozes mais críticas: “Os Estados Unidos merecem saber se o seu programa foi cancelado por motivos políticos.”

O império da Paramount — e o que está em jogo

Paramount Global é dona de um catálogo que inclui alguns dos maiores nomes da história do cinema e televisãoMissão ImpossívelTransformersStar Trek, além dos canais CBSMTVNickelodeonComedy Central e o serviço de streaming Paramount+. A compra pela Skydance representa um dos maiores movimentos de concentração de poder mediático em décadas.

A produtora Skydance, liderada por David Ellison, filho do bilionário fundador da Oracle, Larry Ellison, comprometeu-se com a FCC a garantir uma “diversidade de pontos de vista políticos”. Uma expressão que, segundo analistas, pode abrir caminho para uma limitação dos conteúdos que abordam questões raciais, de género ou sexualidade, frequentemente alvo de ataques pela ala mais conservadora da política americana.

Entre o entretenimento e a manipulação

Nos EUA, os talk shows noturnos sempre desempenharam um papel central na crítica política, numa tradição que remonta a Johnny Carson e continuou com Jay Leno, Letterman, e mais recentemente, Jimmy Fallon, Jimmy Kimmel e Stephen Colbert. São espaços de comentário, sátira e opinião. Que um deles seja cancelado dias depois de uma crítica aberta a um acordo com o governo não passa despercebido.

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O debate sobre liberdade de expressão, independência dos media e pressão política na indústria do entretenimentopromete intensificar-se nos próximos meses. O que está em causa não é apenas o futuro da Paramount ou da Skydance — é o futuro do próprio papel da televisão e do cinema na vida pública americana.

George Lucas Vai Estrear-se na Comic-Con — Sim, Leste Bem

Criador de “Star Wars” e “Indiana Jones” marca presença pela primeira vez no maior evento de cultura pop do planeta. E há muito mais para ver este ano em San Diego.

A edição de 2025 da Comic-Con de San Diego arrancou esta quinta-feira e já está a fazer história — ou melhor, vai fazer história este domingo, com a primeira visita de sempre de George Lucas ao evento. Sim, o homem que revolucionou o cinema com Star Wars e Indiana Jones nunca tinha posto os pés na convenção onde o sabre de luz e o chapéu de Indiana são praticamente dress code. Bizarro? Talvez. Emocionante? Sem dúvida.

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Lucas participará numa conversa moderada por Queen Latifah (!) sobre o aguardado Museu Lucas de Arte Narrativa, em parceria com o realizador Guillermo del Toro e o artista Doug Chiang, um dos grandes nomes do design visual do universo Star Wars. O museu, que abre portas em 2026 em Los Angeles, será uma ode à narrativa ilustrada — e claro, um templo da imaginação que alimenta o cinema há décadas.

Alien: Earth e o Predador que vai a jogo como presa

Mas não só de jedis se faz a Comic-Con. A ausência da Marvel Studios — que desta vez ficou sem o seu tradicional painel na Sala H — abriu espaço para outras sagas brilharem. E quem brilha agora é o terror cósmico.

Na sexta-feira, os fãs vão poder assistir à estreia mundial de “Alien: Earth”, série prequela de Alien: O 8.º Passageiro, com argumento e realização de Noah Hawley (FargoLegion). A estreia está marcada para agosto no Disney+, mas a Comic-Con será o palco de honra para mostrar o primeiro episódio, ambientado anos antes do filme de 1979 de Ridley Scott.

Também em destaque estará “Predador: Badlands”, o novo capítulo da saga que começou nos anos 80 com Arnold Schwarzenegger e que, desta vez, vira o jogo: o Predador é agora a presa. O realizador Dan Trachtenberg (do aclamado Prey) estará presente, ao lado dos protagonistas Elle Fanning e Dimitrius Schuster-Koloamatangi, para revelar mais sobre esta nova abordagem da icónica criatura caçadora.

Ryan Gosling, o Sol e a sobrevivência da humanidade

Outro momento muito aguardado será a apresentação do filme “Projeto Hail Mary”, protagonizado por Ryan Gosling e baseado no romance de Andy Weir (Perdido em Marte). Gosling interpreta um ex-professor de ciências que acorda numa nave espacial sem memória… e com a missão de salvar a Terra de uma catástrofe solar. A dupla de realizadores Phil Lord e Christopher Miller — os mesmos de Spider-Man: Into the Spider-Verse — juntam-se a Gosling no painel de sábado.

“Peacemaker”, princesas e pop culture até ao limite

Os fãs da DC vão poder ver em primeira mão novidades sobre a segunda temporada de “Peacemaker”, com expectativas altas para a presença de James Gunn e parte do elenco. John Cena de capacete? Provável. Revelações explosivas sobre o universo DC? Também.

Entretanto, pelas ruas de San Diego já desfilam os tradicionais cosplayers, entre princesas Disney, super-heróis, monstros, robôs, guerreiros e criaturas alienígenas. A cidade transforma-se numa verdadeira montra de criatividade e paixão geek, com exposições interativas, painéis de bastidores e experiências sensoriais para todos os gostos.

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A Comic-Con decorre até domingo, 27 de julho, e promete ser um daqueles momentos para guardar no holofote da memória nerd. E com George Lucas finalmente a atravessar as portas da convenção, pode bem ser a edição mais simbólica de sempre.

South Park volta a provocar e Casa Branca não acha graça nenhuma

No arranque da 27.ª temporada, a série de animação volta a centrar-se em Donald Trump — com uma versão do presidente criada por Inteligência Artificial a viver situações tão bizarras quanto provocatórias.

A nova temporada de South Park mal estreou e já está a gerar reacções inflamadas. No primeiro episódio da 27.ª temporada, a série satírica apresenta uma versão de Donald Trump recriada digitalmente — com Inteligência Artificial — e coloca-a a vaguear pelo deserto num estado de grande fragilidade (física e… emocional).

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Num dos momentos mais ousados do episódio, essa representação alternativa do presidente tenta convencer uma conhecida personagem das profundezas a envolvê-lo numa cena embaraçosa — com resultados, claro está, hilariantes e desconcertantes para os padrões de South Park.

🤐 O problema? A Casa Branca não achou graça nenhuma.

Críticas duras por parte do porta-voz oficial

O porta-voz da presidência norte-americana, Taylor Rogers, foi rápido a reagir:

“Este programa não tem relevância há mais de 20 anos e sustenta-se por um fio, com ideias pouco inspiradas numa tentativa desesperada de chamar a atenção.”

E acrescentou, referindo-se ao desempenho do presidente:

“Trump cumpriu mais promessas em apenas seis meses que qualquer outro presidente na história do nosso país, e nenhum programa de quinta categoria pode interromper a sequência de vitórias do presidente.”

As palavras foram fortes, mas o episódio também não poupou nos exageros — como é tradição na série criada por Trey Parker e Matt Stone, que já parodiaram praticamente tudo o que se move na cultura americana, da Igreja da Cientologia aos Óscares, passando por Elon Musk e… sim, o Canadá.

Um sucesso de bilheteira, mesmo com críticas

Apesar do desconforto político, South Park continua a ser uma das séries mais valiosas da televisão. O estúdio responsável, a Paramount, assinou recentemente um contrato de 1,5 mil milhões de dólares para manter a série na sua plataforma de streaming durante os próximos cinco anos.

Coincidência ou não, este episódio particularmente ousado surge no mesmo período em que a Paramount se encontra num processo de fusão com a Skydance, num negócio avaliado em 8 mil milhões de dólares, que abrange não só os estúdios de cinema como canais como CBS, MTV, Nickelodeon e Comedy Central.

Nada que South Park já não tenha feito

Este episódio provocador segue a tradição de sátira dura da série, agora a caminho da terceira década de exibição. Os criadores parecem mais interessados em manter a irreverência do que em agradar à política do momento — e, convenhamos, o público espera precisamente isso de South Park.

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Entre a crítica afiada, o humor absurdo e as reacções viscerais que provoca, South Park mantém-se como uma das últimas grandes fortalezas da comédia que não tem medo de pisar o risco — mesmo que isso implique uma reacção furiosa… diretamente de Washington.

Keanu Reeves É um Anjo (Literalmente) na Nova Comédia Fantástica “Good Fortune”

Estreia no Festival de Toronto e chega aos cinemas em outubro — com Aziz Ansari, Seth Rogen e Keke Palmer no elenco

🎬 Keanu Reeves de asas e auréola? Sim, é verdade. O icónico protagonista de Matrix e John Wick dá vida a um anjo atrapalhado na nova comédia de fantasia Good Fortune, realizada e protagonizada por Aziz Ansari, e com estreia marcada para o Festival de Cinema de Toronto em setembro. A estreia comercial está apontada para 17 de outubro.

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O primeiro trailer foi divulgado esta semana e confirma o tom espirituoso e satírico da obra, que poderá tornar-se uma das grandes surpresas da temporada de outono. Ao lado de Ansari e Reeves, o elenco conta ainda com Seth Rogen e Keke Palmer.

Um anjo de “baixo orçamento” com uma missão pouco celestial

Na história, Arj (Aziz Ansari) é um trabalhador precário da economia digital — o típico homem que faz de tudo para pagar as contas — e que se cruza com Zach (Seth Rogen), um magnata tecnológico no topo do mundo. O encontro acontece num dos piores dias da vida de Arj, mas há um detalhe crucial: tudo está a ser supervisionado por um anjo da guarda chamado Gabriel, interpretado por Keanu Reeves… e que, como o trailer nos mostra, está longe de ser um anjo eficiente.

Gabriel lamenta que a sua tarefa habitual seja impedir pessoas de enviarem SMS enquanto conduzem e assume esta troca de vidas como a sua “grande oportunidade” celestial. Arj, por seu lado, não esconde a frustração: “Fiquei preso com um anjo de orçamento reduzido”, desabafa a certa altura.

De controvérsias a redenção?

Good Fortune marca a estreia de Aziz Ansari como realizador de longa-metragens — uma transição que quase não aconteceu. Inicialmente, o comediante e ator ia estrear-se na realização com o filme Being Mortal, mas a produção foi abruptamente suspensa após alegações de comportamento impróprio por parte de Bill Murray, um dos protagonistas.

Depois de um período de incerteza — agravado pelas greves de argumentistas e atores em 2023 — Ansari redirecionou o seu foco criativo para Good Fortune, que finalmente entrou em produção em janeiro de 2024. Com a estreia prestes a acontecer num dos maiores festivais de cinema do mundo, o filme poderá ser o grande ponto de viragem na sua carreira.

Uma mistura de “A Troca” com “É Tudo Loucura”

A premissa lembra uma versão moderna de clássicos como A Troca (Trading Places) ou É Tudo Loucura (It’s a Wonderful Life), mas com um humor contemporâneo e uma crítica certeira às desigualdades sociais e ao mito do “sonho americano”. O trailer promete uma comédia com alma, onde a troca de papéis entre pobre e rico é mediada por uma figura celestial que… sinceramente, não parece ter o manual de instruções.

Com a assinatura dos estúdios LionsgateGood Fortune pode muito bem conquistar público e crítica no circuito de festivais e entrar na corrida aos prémios.

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🎞️ Vê o trailer completo no final do artigo ( em Inglês)

Darth Maul Está de Volta: Nova Série de Animação Deixa Fãs de Star Wars em Alvoroço

Maul – Shadow Lord promete revelar os anos perdidos do icónico vilão… e o teaser já está a incendiar as redes sociais

Os fãs de Star Wars mal conseguem conter o entusiasmo: Maul – Shadow Lord, a nova série animada criada por Dave Filoni, vai finalmente explorar o que aconteceu ao infame Darth Maul depois de The Clone Wars. O teaser recentemente divulgado já está a fazer ondas nas redes sociais e promete ser mais uma entrada de peso no cada vez mais robusto universo expandido da galáxia muito, muito distante.

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A Ascensão do Senhor das Sombras

Agendada para estrear na Disney+ em 2026Maul – Shadow Lord acompanha o antigo lorde Sith durante os primeiros anos do Império Galáctico, após a sua fuga da prisão do Tribunal, como visto na sétima temporada de The Clone Wars. A história irá preencher a lacuna narrativa entre esses acontecimentos e a sua aparição surpresa em Solo: A Star Wars Story— um período até agora apenas insinuado nos bastidores do canon.

De regresso ao papel, Sam Witwer volta a dar voz a Maul, um papel que o tornou numa das figuras mais queridas do universo animado da saga. E há ainda mais boas notícias: Maul não só irá reconstruir o seu sindicato criminoso, como também treinar um novo aprendiz. Sim, leram bem — mais um futuro guerreiro nas sombras da Força.

Um teaser que deixou os fãs em êxtase

Divulgado pela conta Star Wars Holocron no Twitter, o primeiro vislumbre da nova série animada mostra um Maul absolutamente ameaçador — e, segundo os fãs, “glorioso”. A qualidade da animação também está a ser elogiada por parecer um upgrade face a séries anteriores como The Bad Batch.

“Parece melhor do que Bad Batch e essa já tinha cenas visuais impressionantes”, comentou um utilizador.

Dave Filoni: o mestre das pontas soltas

Depois de dar nova vida a personagens como Ahsoka, Rex e Ezra Bridger, Filoni regressa ao seu elemento natural: o território animado onde tudo é possível e nenhuma personagem está verdadeiramente fora de jogo. A escolha de Maul como protagonista não é acidental — a sua jornada de sobrevivência, vingança e poder é uma das mais trágicas e fascinantes da saga.

Com espaço para explorar rivalidades antigas, alianças improváveis e até cameos surpresa, esta nova série poderá servir tanto os fãs mais veteranos como os novos, e consolidar ainda mais a importância de Maul como peça fundamental da mitologia Star Wars.

Leonardo DiCaprio Está de Volta (e com Mau Feitio): Novo Trailer de One Battle After Another Promete Acção, Sarcasmo e Revolução

🎬 Preparem-se para ver Leonardo DiCaprio como nunca antes: barbas por fazer, olhar desconfiado e ar de quem já viu (e fez) muita coisa. O novo teaser de One Battle After Another, o muito aguardado filme de Paul Thomas Anderson para a Warner Bros., foi finalmente revelado — e traz consigo a promessa de um thriller negro com acção, humor sarcástico e um elenco de luxo.

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Intitulado provocatoriamente Bad Hombre, o teaser oferece o maior vislumbre até agora do que nos espera quando o filme chegar às salas a 26 de Setembro. E sim, será o primeiro filme de Anderson a estrear em IMAX — o que nos leva a crer que, para além das neuroses e diálogos afiados que o realizador adora, teremos também direito a imagens de encher o olho.

Revolucionários à moda antiga (e com contas por saldar)

A sinopse oficial ainda é escassa, mas a descrição no IMDb adianta o essencial: “Quando um inimigo do passado ressurge após 16 anos, um grupo de ex-revolucionários reúne-se para resgatar a filha de um dos seus.” Clássico? Talvez. Paul Thomas Andersonesco? Com toda a certeza.

A história é livremente inspirada em Vineland, romance de 1990 de Thomas Pynchon, autor que o realizador já explorou em Inherent Vice (2014), com Joaquin Phoenix. E, como seria de esperar, o tom parece equilibrar o absurdo do quotidiano com a tensão constante de quem já não sabe se ainda está numa guerra ou se apenas se esqueceu de crescer.

Um elenco de luxo para um mundo à deriva

Além de DiCaprio (cujo personagem parece ser descrito no trailer como o tal “bad hombre”), o elenco inclui Benicio del ToroSean PennRegina HallWood HarrisAlana Haim (que volta a colaborar com Anderson depois de Licorice Pizza) e Teyana Taylor.

E sim, o trailer já nos oferece algumas pérolas: tiroteios estilizados, diálogos tensos a meio de nada, olhares desconfiados atrás de óculos escuros e um DiCaprio com aquele ar característico de “não confiem em mim… mas também não me ignorem”.

O regresso de Paul Thomas Anderson à acção (com estilo)

Depois de dramas íntimos como Phantom Thread e comédias disfarçadas como Licorice Pizza, Anderson parece pronto a mostrar que também sabe brincar com géneros mais clássicos — e se há alguém capaz de filmar uma perseguição automóvel e transformá-la numa meditação sobre o falhanço humano, é ele.

Com 11 nomeações aos Óscares e uma reputação de autor consagrado, Anderson mantém-se uma figura única no cinema americano — alguém que consegue fundir o experimentalismo com narrativas acessíveis, e o absurdo com o sublime.

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Conclusão

One Battle After Another promete ser mais do que um mero filme de acção. Com DiCaprio a liderar um elenco de elite e Paul Thomas Anderson a explorar novos formatos visuais e narrativos, este poderá ser um dos grandes eventos cinematográficos do ano. E se o teaser Bad Hombre serve de indicador, é melhor começarmos já a preparar-nos para o caos — e para a diversão que vem com ele.

Adeus ao Ícone: Morreu Hulk Hogan, a Lenda do Wrestling e Estrela de Cinema

🕊️ Hulk Hogan morreu esta quinta-feira aos 71 anos, vítima de paragem cardíaca, avança o TMZ Sports. As equipas de emergência foram chamadas durante a manhã à sua residência em Clearwater, na Florida, onde o antigo campeão da WWE foi transportado de maca para uma ambulância, acabando por não resistir. A confirmação já está a circular nas redes sociais, acompanhada por uma onda de homenagens vindas de fãs, colegas de profissão e figuras públicas.

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Mais do que um lutador: um fenómeno da cultura pop

Nascido Terry Bollea, Hulk Hogan não foi apenas o nome mais reconhecível do wrestling profissional — foi um fenómeno transversal à cultura pop, que marcou gerações tanto dentro como fora dos ringues.

A sua ascensão ao estrelato começou nos anos 80, quando a sua figura musculada, bigode icónico e gritos de “Whatcha gonna do when Hulkamania runs wild on you?!” invadiram os televisores de milhões de famílias. Com um carisma inegável e uma presença larger than life, Hogan levou o wrestling da marginalidade à ribalta mediática, transformando-o num produto familiar e global. Em 1996, chocou o mundo ao reinventar-se como vilão, ao fundar a mítica New World Order (NWO), tornando-se Hollywood Hulk Hogan e reacendendo a sua popularidade numa nova geração.

No grande ecrã: entre o culto e o kitsch

A popularidade de Hogan não tardou a abrir-lhe as portas de Hollywood. Estreou-se com pequenos papéis, mas foi com Rocky III (1982) que chamou verdadeiramente a atenção, ao interpretar o temível Thunderlips, num confronto memorável com Sylvester Stallone.

Nos anos 90, apostou fortemente em filmes familiares e de acção leve, como Mr. Nanny (1993), Suburban Commando(1991) ou Santa with Muscles (1996). Embora muitas destas produções tenham sido alvos de críticas negativas, tornaram-se clássicos nostálgicos de uma era em que as estrelas do wrestling podiam dominar também o ecrã grande — uma tradição que The Rock, John Cena e Dave Bautista herdariam décadas depois.

Desenhos animados, reality shows e mais além

A versatilidade de Hogan estendeu-se também ao mundo da televisão. Teve a sua própria série de animação, Hulk Hogan’s Rock ‘n’ Wrestling, exibida entre 1985 e 1986, em plena era dourada da WWF. Mais tarde, protagonizou séries como Thunder in Paradise (1994) e deixou a sua marca na cultura dos reality shows com Hogan Knows Best (2005-2007), onde mostrou o lado familiar do herói de ringue.

Participou ainda em inúmeras aparições em talk shows, sitcoms e programas de competição, mantendo-se como presença constante no imaginário televisivo norte-americano durante mais de três décadas.

Luzes e sombras

Induzido no Hall of Fame da WWE em 2005, Hogan foi removido em 2015 após a divulgação de comentários racistas gravados clandestinamente — episódio que manchou irremediavelmente a sua reputação. No entanto, o processo judicial subsequente contra o site Gawker, que publicou o vídeo, resultou numa vitória para Hogan e na falência da plataforma, num caso que reconfigurou os limites legais da privacidade e do jornalismo digital nos EUA.

Um legado imortal

Com todas as suas polémicas, Hulk Hogan foi e será sempre um dos nomes mais influentes da história do entretenimento desportivo. Revolucionou o wrestling, deixou pegadas firmes em Hollywood e ajudou a definir o arquétipo do herói larger-than-life que tantas produções ainda hoje procuram emular.

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De Thunderlips a Hollywood Hogan, da animação ao cinema de acção de série B, Hulk Hogan tornou-se um símbolo de uma era onde o exagero era sinónimo de diversão — e onde o impossível parecia sempre ao alcance de um leg drop bem aplicado.

Dakota Johnson Brilha em Cannes, Mas Aparição Gera Debate Sobre Padrões de Beleza em Hollywood

🎬 A actriz norte-americana Dakota Johnson voltou a conquistar flashes na passadeira vermelha do Festival de Cannes, desta vez com um vestido preto elegante, decotado e sem soutien, que dividiu opiniões nas redes sociais. Aos 35 anos, a protagonista de Cinquenta Sombras de Grey mostrou-se fiel ao seu estilo clássico e minimalista, mas acabou no centro de um debate em torno da sua silhueta — e dos padrões estéticos exigidos às mulheres em Hollywood.

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Um vestido ousado, uma reacção inesperada

Foi em maio que Dakota Johnson surgiu com um vestido midi preto, de alças finas e corte justo, que deixava visíveis os ombros, as pernas e parte do decote. A escolha foi elogiada por muitos pela simplicidade elegante, com um toque retro, mas também motivou comentários preocupados sobre o seu peso.

Em particular, utilizadores de redes sociais mencionaram que a actriz estaria “demasiado magra” ou com um “ar doentio”, chegando mesmo a afirmar que “parecia pouco saudável”. Outros, em contraponto, elogiaram o facto de Dakota aparentar “envelhecer naturalmente” e “não ter cedido à tentação do Botox”.

Entre a pressão e a liberdade: uma discussão maior

A crítica dirigida à actriz não é nova — nem exclusiva. A indústria do entretenimento tem um longo historial de exigências físicas e padrões muitas vezes inatingíveis, especialmente no caso das mulheres. O que para uns é elegância e autocuidado, para outros pode parecer sinal de exaustão ou de problemas de saúde… mesmo que sem qualquer confirmação real.

Dakota Johnson, conhecida pelo seu discreto perfil público, não respondeu aos comentários. Importa referir que não existem quaisquer declarações da actriz sobre perturbações alimentares, nem qualquer confirmação de que a sua saúde esteja comprometida. O que existe é um fenómeno frequente: o escrutínio público do corpo feminino, alimentado por fotografias, redes sociais e a cultura do clique fácil.

Moda, expressão e julgamento: onde traçar a linha?

A actriz também causou sensação com um vestido rosa com franjas, de inspiração western, usado noutro evento em Cannes. A escolha, considerada “assustadoramente magra” por alguns fãs, somou elogios no que toca à ousadia e criatividade visual.

A controvérsia levanta uma questão essencial: quando é que o comentário passa a julgamento? Até que ponto estamos, enquanto público, a contribuir para a pressão estética sobre figuras públicas? E, sobretudo, o que diz isto sobre as expectativas que projectamos no corpo das mulheres — famosas ou não?

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Conclusão

Em tempos de constante exposição mediática, o corpo das mulheres continua a ser visto como território público. Dakota Johnson, com ou sem soutien, com mais ou menos peso, escolheu ser fiel ao seu estilo. Talvez isso baste — e seja até um acto de resistência silenciosa

Nova Temporada de Only Murders in the Building Estreia a 9 de Setembro com Três Episódios de Uma Só Vez

Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short voltam à carga para resolver um novo mistério no Arconia — agora com mafiosos, bilionários e… Meryl Streep

O mistério está de volta ao Arconia. A quinta temporada de Only Murders in the Building, a popular comédia criminal da Hulu (em Portugal disponível através da Disney+), tem estreia marcada para o dia 9 de setembro — e para alegria dos fãs, logo com três episódios de uma só vez. Os restantes serão lançados semanalmente.

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O anúncio foi feito nas redes sociais com um vídeo protagonizado pelos carismáticos protagonistas Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez, que interpretam Charles, Oliver e Mabel — três vizinhos excêntricos unidos pela paixão por podcasts de crimes reais… e pela tendência de se verem envolvidos nos próprios crimes.

Uma morte, muitos segredos

A nova temporada centra-se na morte de Lester, o porteiro do icónico edifício Arconia, cuja morte misteriosa encerrou a quarta temporada. Mas este caso está longe de ser apenas um acidente trágico — segundo a sinopse revelada, a investigação irá mergulhar os três amigos “numa perigosa teia de segredos que liga bilionários poderosos, mafiosos da velha guarda e os enigmáticos moradores do Arconia”.

Parece que o charme excêntrico da série vai continuar a encontrar formas criativas (e hilariantes) de fundir o crime com o absurdo.

Quem está de volta (e quem chega de novo)?

Para além do trio protagonista, regressam também Meryl Streep (como Loretta), Michael Cyril Creighton (Howard), Da’Vine Joy Randolph (detective Williams) e Richard Kind (Vince).

Mas há caras novas a entrar em cena — e que elenco! Entre os nomes já confirmados estão Tea Leoni, Keegan-Michael Key, Christoph Waltz, Renée Zellweger, Logan Lerman, Jermaine Fowler, Bobby Cannavale, Dianne Wiest e Beanie Feldstein.

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Com tantos talentos reunidos, mistérios para resolver e piadas certeiras, Only Murders in the Building parece pronta para mais uma temporada cheia de reviravoltas, pistas falsas e, claro, muito humor.

“Instinto Fatal” Vai Ter Remake Anti-Woke — E o Argumentista Original Está de Volta

Joe Eszterhas regressa aos 80 anos para escrever nova versão do clássico erótico de 1992. Sharon Stone pode voltar como Catherine Tramell.

O descruzar de pernas mais célebre da história do cinema poderá ganhar nova vida — com a mesma caneta e um espírito declaradamente “anti-woke”. A Amazon MGM Studios acaba de fechar um acordo milionário para desenvolver um remake de “Instinto Fatal”, e contratou ninguém menos que Joe Eszterhas, o argumentista do filme original de 1992, para o escrever.

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O novo projecto, ainda envolto em segredo, será produzido pela United Artists, e pretende marcar um regresso às origens do thriller erótico, apostando numa abordagem “sem filtros” e “não politicamente correcta”, segundo avançou o site The Wrap.

Um regresso provocador

“Para aqueles que questionam o que um homem de 80 anos está a fazer a escrever um thriller sexy e erótico: os rumores sobre a minha impotência cinematográfica são exagerados e preconceituosos”, brincou Eszterhas, autor de sucessos como Flashdance, O Fio do Suspeito e o polémico Showgirls.

O argumentista explicou ainda que trabalha em parceria com o seu “homenzinho retorcido interior”, que tem 29 anos e “vive no fundo de mim”. Juntos, prometem criar “uma viagem selvagem e orgástica”.

O novo argumento foi vendido como spec script — um guião não encomendado — e já valeu dois milhões de dólares à partida, podendo atingir os quatro milhões caso o filme avance para produção, tornando-se o maior acordo do género em 2025.

Curiosamente, o primeiro Instinto Fatal também nasceu como spec script, escrito em apenas 13 dias e vendido por três milhões, um recorde à época.

Sharon Stone de volta?

Outra grande novidade: Sharon Stone poderá regressar ao papel de Catherine Tramell, a enigmática escritora com instintos perigosamente sedutores. A actriz protagonizou o original ao lado de Michael Douglas, tornando-se instantaneamente numa estrela global.

Apesar de ter repetido o papel numa sequela em 2006 (sem o envolvimento de Eszterhas e sem sucesso), fontes próximas da produção indicam que o regresso de Stone está a ser considerado seriamente — talvez até como passagem simbólica de testemunho.

Uma cena, duas versões

A cena mais icónica do filme — o interrogatório policial e o descruzar de pernas — tornou-se, com o tempo, motivo de controvérsia. Sharon Stone tem uma versão muito clara dos acontecimentos, revelada na sua autobiografia: Verhoeven, o realizador, pediu-lhe que retirasse a roupa interior e garantiu que nada seria visível na versão final. Mais tarde, na sala de montagem, descobriu que a promessa não tinha sido cumprida.

Ainda assim, Stone decidiu deixar a cena, “porque era o melhor para o filme”, mesmo que essa decisão tenha demorado a amadurecer. Já Paul Verhoeven nega essa narrativa e garante que “ela sabia exactamente o que estávamos a fazer”.

Um remake com intenções claras

O novo filme é descrito como uma resposta ao actual clima cultural de Hollywood. “Anti-woke” é a palavra de ordem — num género que, nos últimos anos, praticamente desapareceu do grande ecrã. A Amazon quer recuperar o espírito ousado e provocador dos anos 90, com Eszterhas de volta ao leme.
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O original foi um sucesso de bilheteira e gerou polémica, críticas de grupos LGBTQ+ e feministas, mas também uma legião de fãs e uma marca indelével na cultura pop. Agora, mais de 30 anos depois, os produtores parecem determinados em reacender esse mesmo fogo — ou, quem sabe, incendiá-lo ainda mais.

Morreu Ricardo Neto, Pioneiro do Cinema de Animação em Portugal

Realizador de “O Romance da Raposa” e fundador da Topefilme, cineasta deixa legado incontornável na história do audiovisual português

O cinema de animação português perdeu uma das suas figuras fundadoras. Ricardo Neto, autor de obras marcantes como O Romance da Raposa e O Tapete Vivo, faleceu esta terça-feira, aos 87 anos, deixando para trás um legado criativo pioneiro que moldou o percurso da animação em Portugal ao longo de várias décadas.

A notícia foi avançada pela Casa da Animação, entidade que presta tributo ao papel fundamental que Neto teve na construção da identidade animada nacional. “Foi um dos principais pioneiros do cinema de animação português”, lê-se na nota publicada no site da associação.

Um percurso que começou nos anos 60

Nascido em Lisboa, a 18 de novembro de 1937, Ricardo Neto iniciou o seu percurso no cinema de animação em 1962, trabalhando em produtoras de filmes publicitários como a Prisma, dirigida por Mário Neves, e a Êxito, onde colaborou com Servais Tiago.

No biénio de 1963-1964 integrou a Meta Filmes, onde contribuiu para a criação de uma secção dedicada exclusivamente à animação. Mais tarde, fixou-se na Telecine-Moro, outro nome incontornável na história do sector.

Topefilme: o sonho que ganhou forma

O grande marco da sua carreira chegaria em 1973, quando fundou, juntamente com Artur Correia e Armando Ferreira, a mítica Topefilme — produtora que se tornaria um farol para o desenvolvimento do cinema de animação em Portugal. Segundo o historiador Paulo Cambraia, a Topefilme foi “um ponto de partida para o cinema de animação tal como hoje o conhecemos”. A produtora manteve-se activa até março de 1994.

“O Romance da Raposa” e a entrada na televisão

Um dos grandes momentos da carreira de Ricardo Neto foi a criação da série O Romance da Raposa, coassinada com Artur Correia. Baseada no clássico de Aquilino Ribeiro, com adaptação de Maria Alberta Menéres, a série estreou-se em 1987 na RTP, tornando-se na primeira série de animação integralmente portuguesa a ser exibida na televisão pública. Um verdadeiro marco cultural, que encantou gerações.

Entre o humor, a poesia e a pedagogia

Além das séries e curtas-metragens, Ricardo Neto deixou a sua marca também no cinema promocional e educativo. Realizou filmes como Torralta – Sincopado, O Grão de Milho, O Mistério da Semente no Jardim, Os Dez Anõezinhos da Tia Verde-Água, A Lenda do Mar Tenebroso e Patilhas e Ventoinha: O Caso da Mosca da TV, produzido com os icónicos Parodiantes de Lisboa.

Combinando técnica, irreverência e um profundo respeito pelo imaginário popular e literário, a sua obra contribuiu decisivamente para que o cinema de animação português tivesse voz própria — e rosto próprio.

Uma vida dedicada a dar vida ao desenho

No comunicado oficial, a Casa da Animação agradece a Ricardo Neto “pela ousadia” de fundar uma produtora para dar vida “aos seus desenhos, às suas histórias e aos seus sonhos”.

Hoje, o cinema de animação nacional presta homenagem àquele que, sem computadores ou ferramentas digitais, ousou animar o futuro com traços firmes, ideias visionárias e um talento singular.

“Cartas do Passado”: Minissérie Turca da Netflix Explora o Amor, Segredos e Segundas Oportunidades

Produção emocional estreou a 23 de julho e já está disponível no catálogo da plataforma

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A pergunta é simples mas carregada de significado: “Uma carta do passado pode mudar o presente?” É com esta premissa que a Netflix estreia “Cartas do Passado”, a mais recente minissérie turca a entrar no catálogo da plataforma, disponível desde 23 de julho.

Ao longo dos episódios, a trama conduz os espectadores por uma teia de emoções, memórias e revelações inesperadas, centrando-se nas cartas escritas por alunos em 2003 e que, só agora, duas décadas depois, chegam aos seus destinatários — provocando ondas de impacto nas suas vidas atuais.

Uma professora, um clube de literatura e um segredo adormecido

Tudo começa em 2003, quando Fatma Ayar, professora de uma escola privada, desafia os seus alunos do clube de literatura a escreverem cartas para o “eu futuro” como parte de um projecto chamado Cartas do Passado. As cartas deveriam ser entregues em 2023, mas foram esquecidas — até que a filha de Fatma, Elif, as encontra por acaso.

À medida que as cartas começam a ser entregues, os segredos do passado ressurgem, reacendendo relações antigas, confrontos dolorosos e verdades enterradas. Paralelamente, Elif vê-se forçada a enfrentar uma revelação que mudará por completo o rumo da sua vida.

Elenco forte e narrativa comovente

Com um elenco turco de prestígio — Gökçe Bahadır, Onur Tuna, Selin Yeninci, Erdem Şenocak, Saygın Soysal, İpek Türktan, Banu Fotocan, Pelin Karahan e Yusuf Akgün — a série constrói uma narrativa envolvente e emocional sobre o tempo, a memória, o amor e as oportunidades que julgávamos perdidas.

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“Cartas do Passado” é mais uma aposta da Netflix no talento turco e promete emocionar todos os que alguma vez guardaram uma carta — ou uma parte de si — no tempo.

Nicole Kidman Quer Ficar em Portugal — Estrela de Hollywood Dá Entrada em Pedido de Residência

Aos 58 anos, a atriz australiana passa vários dias em Lisboa e prepara-se para investir na Comporta ao lado de outras celebridades internacionais

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Nicole Kidman está rendida a Portugal — e tudo indica que quer tornar essa paixão oficial. A atriz australiana, de 58 anos, deu entrada num pedido de autorização de residência junto da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), segundo avançou a SIC Notícias. A estrela de Big Little Lies, The Hours e Eyes Wide Shut está há vários dias em Lisboa, numa visita que parece ter mais de permanente do que de passageira.

A actriz aterrou no domingo no Aeródromo de Tires e deslocou-se ao Alentejo litoral, onde está a tratar da aquisição de um imóvel numa das zonas mais exclusivas do país: o Costa Terra Golf & Ocean Club, um empreendimento de luxo entre Melides (Grândola) e Comporta (Alcácer do Sal).

Vizinhança de luxo e investimento milionário

Este condomínio privado, que conta com 300 moradias, é um dos segredos mais bem guardados do litoral alentejano — embora cada vez mais cobiçado por milionários e celebridades internacionais. Entre os residentes já confirmados está Paris Hilton, que também comprou casa no local. Com campo de golfe, centro equestre, beach club e wellness center, o Costa Terra representa o novo luxo português, com preços a começar nos 4 milhões de euros, de acordo com o portal Idealista.

Já há casa em Lisboa

Nicole Kidman e o marido, o músico Keith Urban, já tinham manifestado o seu apreço por Portugal ao adquirirem, em 2023, uma casa no Parque das Nações, em Lisboa. A possível compra na Comporta parece ser mais um passo em direção a uma presença regular (ou mesmo fixa) no país.

E se a estrela australiana está a escolher Portugal como casa — ainda que parcial — talvez também esteja a preparar terreno para futuros projectos cinematográficos em solo luso? Não seria a primeira actriz de Hollywood a fazê-lo.

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Por agora, os fãs portugueses podem apenas sonhar com a hipótese de esbarrar com Nicole Kidman numa esplanada lisboeta ou numa caminhada junto às dunas da Comporta. Uma coisa é certa: o encanto português continua a seduzir os maiores nomes do cinema internacional.